O Zé Dinis, presidente, com a clarividência do costume e sem temores a microfones estranhos, foi dizendo que a Festa custaria 360 mil euros só com os artistas, para além de mencionar as habituais bagatelas em que é pródigo, quando se refere a tradições, desenvolvimento, icónicas, atracção turística e outra conversa da treta para embalar meninos e sossegar auditorias.
O que estranho na “Nisa em Festa” é o
facto de o evento ter sido anunciado ontem, com espavento, e hoje, para a reunião
de Câmara virem incluídos dois pontos assim descriminados:
*Ponto 9 - Regras
de funcionamento do Nisa em Festa
* Ponto 11 – Atribuição de Preços
O que é isto? - pergunto, enquanto
cidadão, eleitor e contribuinte. Estão a gozar com quem trabalha? Reuniram, os
dois Zés, com os eleitos da oposição, a maioria da Câmara, sobre o cartaz, o local,
as normas de funcionamento, o âmbito geral da iniciativa? Vai ser a festa da
continuidade decretada pela madre-superiora, ou, porque o executivo mudou,
seria normal esperar alguma inovação sobre este evento?
Por que terão os três vereadores da Oposição, que não foram tidos nem achados na elaboração do programa Nisa em Festa de decidir, agora, sobre as Regras de Funcionamento da mesma? Ou sobre a atribuição de preços? Quais preços? Os da entrada no recinto que, aliás, já têm um “preço” definido, o da gratuitidade no primeiro dia?
Dou-vos uma sugestão: copiem o modelo
das autarquias vizinhas (Gavião, Portalegre, Vila Velha de Ródão, por exemplo)
onde as entradas são GRATUITAS. Copiar o
que é bem feito, não reduz a capacidade de decisão, antes pelo contrário,
eleva-a à racionalidade, ao bom senso e ao respeito do que deve ser o Poder
Local. Deixem-se de “Festivais”e de festivaleiros. Dêem a festa ao povo e não
se esqueçam, como tem sido a “norma” dos últimos anos, de convidar e de integrar
na Nisa em Festa todas as Juntas e Uniões de Freguesia. Essa será, também, uma
forma de dignificar e homenagear os 50 Anos do Poder Local Democrático.
Mário Mendes


