31.5.16

ARNEIRO (Nisa): Caminhada pelos Trilhos do Conhal no Dia Mundial do Ambiente


NISA: Tribunal volta a funcionar em pleno

Por via da reforma do mapa judiciário, realizada em Setembro de 2014, o Tribunal de Nisa foi transformado em Secção de Proximidade deixando de se realizar julgamentos.
Esta desqualificação foi considerada, desde o primeiro momento, pela Presidente da Câmara Municipal como um erro uma vez que as condições do edifício e o número de atos realizados no Tribunal de Nisa justificariam a manutenção das suas valências.
Ainda antes da aplicação da reforma e posteriormente à mesma, foram encetados contatos e reuniões com a Associação Nacional de Municípios Portugueses, a Ordem dos Advogados, a Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo, entre outros, manifestando a preocupação com a reforma judiciária e particularmente com a desqualificação do Tribunal de Nisa.
Com o anúncio do actual Governo de Portugal de que brevemente serão efectuadas alterações ao mapa judiciário o Tribunal de Nisa ganha novas valências e evolui para instância local de competência genérica onde serão realizados julgamentos criminais que não exijam um coletivo de juízes - crimes menores puníveis com penas até cinco anos e também para casos de Família e Menores. Com esta decisão é reposto o serviço público de proximidade e o acesso à justiça, com igualdade de direitos, facilitando o acesso da população do concelho de Nisa ao fundamental da oferta judicial.
CMNisa
 NOTA: O Tribunal de Nisa vai voltar a funcionar em pleno, voltando à anterior situação que detinha antes da desclassificação levada a efeito pelo governo da direita do PSD/CDS a mando da troika. Esta e outras situações, tal como a reposição dos feriados (já em vigor) e a semana de trabalho de 35 horas, constam do acordo firmado pelos partidos da Esquerda (PS, PCP, Verdes e BE) e que possibilitou a constituição do actual governo do Partido Socialista, liderado por António Costa.
Espera-se que, com o mesmo entusiasmo e determinação, a Câmara de Nisa reivindique a reposição do anterior mapa das freguesias existente no concelho, a exemplo, aliás, do que têm exigido muitos municípios do país.
Mário Mendes 

Amigos de Castelo de Vide em visita ao Geoparque Naturtejo

Vimos comunicar mais uma iniciativa que o Grupo de Amigos vai levar a cabo a 12 de Junho.
Desta feita será um Passeio e Visita ao GEOPARK NATURTEJO.
A observação do Castelo do Rei Wamba, das Portas de Ródão, da Arte Rupestre, da Fauna e da Flora e todos os atrativos que o Alto Tejo oferece, são certamente motivo suficiente para disfrutar desta oportunidade que colocamos à vossa disposição.

30.5.16

Jornada e Manifestação Anti-Nuclear "Fechar Almaraz"

No próximo dia 11 de Junho, os cidadãos espanhóis e portugueses, assim como diversas organizações, vão-se juntar para exigir o encerramento da Central Nuclear de Almaraz.
A iniciativa vai ocorrer em Cáceres, na Extremadura Espanhola, e pretende mostrar aos Governos de ambos os lados da fronteira que as populações de Espanha e Portugal estão unidas na defesa do Ambiente e de um futuro mais seguro e sustentável, sem Centrais Nucleares como a de Almaraz, que representam um risco enorme para todos.
A Quercus, que segue de perto este tema há vários anos, vai obviamente participar na acção e convida todos, em especial os seus sócios, dirigentes e voluntários a participarem. Nesse sentido, estão a ser organizados transportes, de modo a que todos possam participar de forma gratuita ou com um custo mínimo.
De momento, está assegurado transporte colectivo a partir dos seguintes locais:
- Lisboa (com custo mínimo e em conjunto com outras organizações) - 9.00h;
- Castelo Branco (gratuito) - 10.00h;
- Portalegre (gratuito) - 10.00h.

Estão a ser trabalhadas outras soluções de transporte de diversos locais do país, pelo que todos os interessados em participar na iniciativa deverão fazer a sua inscrição em:
http://goo.gl/forms/f4V5dw3q3J
Posteriormente, todos os inscritos serão contactados pela organização a confirmar a disponibilidade de lugar e eventuais custos associados.
O programa da iniciativa desenrola-se a partir das 12.00h em Cáceres e consta de almoço convívio à chegada, palestras, debates e visitas durante a tarde, e a manifestação ao fim do dia.
A Quercus apela à presença de todos nesta importante jornada!
Para mais informações contactar:
Nuno Sequeira - 93 778 84 74 - Organização geral, transporte de Lisboa e Portalegre
Samuel Infante - 96 294 64 25 - Transporte de Castelo Branco

29.5.16

NISA: Uma Hora de Música na Feira do Livro


Festival da Paisagem regressa ao Geopark Naturtejo com muita natureza e produtos locais

A Semana Europeia de Geoparques é um evento organizado pela Rede dos Geoparques Mundiais UNESCO, em que todos os geoparques celebram a natureza e cultura dos seus territórios simultaneamente, num evento alargado a toda a Europa, a que o Geopark Naturtejo se tem associado desde 2006 com o apoio do Turismo do Centro.
No ano passado, durante a Semana Europeia de Geoparques decorreram 900 actividades nos geoparques europeus, envolvendo 80 000 participantes. Na celebração dos seus 10 anos de reconhecimento internacional como território UNESCO, o Geopark Naturtejo que integra os municípios de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Nisa, Oleiros, Penamacor, Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão, promove de modo integrado com os municípios, freguesias, empresas e associações locais, de 28 de Maio a 12 de Junho, as 15 iniciativas que melhor representam e promovem a natureza, cultura e produtos locais.
Este ano a GENERG junta a sua energia à valorização ambiental do Geopark Naturtejo, como patrocinadora oficial do Festival da Paisagem 2016.
No dia 28, o Festival da Paisagem abre com a já mítica GeoRota do Orvalho, um dos melhores percursos pedestres do país realizado ao cair da tarde pelas cristas da Serra do Muradal, com um jantar teatralizado no magnífico miradouro do Cabeço Mosqueiro. No dia seguinte, a ARCVASO realiza percurso pedestre na sempre surpreendente aldeia de Vale de Souto. Para os menos audazes e amantes dos sabores locais, no mesmo fim-de-semana decorre no Rosmaninhal o já tradicional Festival do Borrego. Este que é um dos elementos mais típicos da gastronomia regional é também tema central da Feira do Borrego dos Escalos de Baixo, desta feita no fim-de-semana de 11 de Junho. Mas ainda no dia 29 de Maio o convite na Aldeia de João Pires é caminhar pela desconhecida Serrinha em busca das suas geoformas graníticas. Esta é aliás uma das várias geopropostas lançadas pelo Município de Penamacor em associação com juntas de freguesia e empresas locais para conhecer o seu património geológico recentemente reconhecido pela UNESCO no âmbito do Geopark Naturtejo: a Oficina dos Fósseis, no Agrupamento de Escolas Ribeiro Sanches, no dia 3 de Junho; a caminhada “Natureza sem Fronteiras” a realizar na Serra da Malcata no dia 12 de Junho; as Olimpíadas das Trilobites, nas celebrações do Dia Mundial da Criança, em pleno centro urbano de Penamacor. No dia 1 de Junho, também o Município de Oleiros celebra no Jardim Municipal o Dia da Criança Local. Já no dia seguinte e até ao fim-de-semana têm início os Dias Templários de Castelo Branco, que nos trazem recreações históricas, muita animação e música em ambiente medievo que cruza todo o território. No mesmo período e complementado a oferta histórica em ambiente distinto, no núcleo antigo de Oleiros, realiza-se o mercado medieval, onde os produtos da montanha, como o vinho Callum, a broa de Isna ou o Cabrito Estonado, certamente não faltarão. No dia 5 de Junho realiza-se ainda em Oleiros, a Festa da Espiga do Estreito. No último fim-de-semana do Festival da Paisagem decorre na Rota dos Fósseis de Penha Garcia um dia inteiro de actividades de desporto de Natureza nos “Trilhos Radicais”. A fechar o Festival, decorre em Segura a II Festa das Migas, a celebrar um dos contextos gastronómicos regionais mais diversificados e populares.
Durante o período do Festival da Paisagem, a empresa Incentivos Outdoor oferece em Vila Velha de Ródão inúmeras actividades na natureza e passeios de barco no Monumento Natural das Portas de Ródão, a todos aqueles que se inscreverem. De resto, mais informações poderão ser obtidas junto das organizações do programa e da Naturtejo.
Estes fins-de-semana temáticos, que cruzam o Geopark Naturtejo com recreações medievais ou percursos de descoberta na Natureza, oferecem excelentes oportunidades para a organização de programas turísticos por hotéis e empresas de animação turística, e que certamente a Naturtejo, E.I.M. não deixará de propor aos operadores turísticos nacionais e internacionais com quem trabalha, bem como aos seus associados.

28.5.16

Baile de Finalistas da Escola S. de S. Lourenço na Tapada das Safras

Está a chegar o evento mais esperado do ano, o tão aguardado Baile de Finalistas da ESSL- Escola Secundária de S. Lourenço (Portalegre)!!
A AE-ESSL e a Comissão de Finalistas juntaram-se para proporcionar a todos os finalistas e convidados um momento único, ao qual se poderão juntar todos os portalegrenses a partir das 23:00, para o After Dinner.
A Tapada das Safras, em Alpalhão, vai receber este grande evento com todo o requinte que um baile de finalistas merece!
Fica atento porque nos próximos dias vamos revelar todos os pormenores do maior e melhor baile de finalistas do Alentejo! O cartaz promete!!

Contamos com todos!

IV Cruzeiro Religioso e Cultural do Tejo começa este sábado

A partir deste sábado, dia 28 de maio, vai realizar-se o IV Cruzeiro Religioso e Cultural do Tejo, em viagem pelo rio Tejo que vai decorrer até 18 de Junho, uma iniciativa que tem como objetivo ligar o rio Tejo desde Vila Velha de Ródão ao grande estuário do Tejo (Oeiras).
Realizado por embarcações típicas do Tejo, como o tradicional picoto e a bateira, que transportam a imagem de Nossa Senhora dos Avieiros e do Tejo, em peregrinação fluvial às comunidades ribeirinhas e às aldeias Avieiras, nas margens do Tejo, o Cruzeiro tem como objetivos específicos celebrar a religiosidade das comunidades ribeirinhas do Tejo, e promover a Cultura Avieira a Património Imaterial Nacional e da Unesco, evidenciado as potencialidades do Rio Tejo na área do Turismo Sustentável e das Culturas a ele associadas.
O evento tem ainda o objetivo de reforçar a identidade das comunidades, aproximando-as através da partilha cultural e religiosa, aproximar as comunidades do rio Tejo para usufruírem da sua riqueza, e transformar as comunidades ribeirinhas em elementos divulgadores das enormes potencialidades do rio em diversos domínios.
Programa – IV Cruzeiro Religioso e Cultural do Tejo – 2016
De 28 de Maio a 18 de Junho
1ª Etapa, sábado, 28 de Maio
09h30 – Bênção e partida do Cruzeiro Religioso e Cultural em Vila Velha de Ródão
10h30 – Santana
10h45 – Fratel
13h00 – Barragem do Fratel
(Passagem de barcos na barragem do Fratel)
16h00 – Barca
16h45 – Amieira do Tejo – Nisa
17h15 – Belver – Gavião
17h30 – Praia do Alamal
18h30 – Ortiga
(Passagem de barcos na Barragem de Belver)
2ª Etapa, domingo, 29 de Maio
09h00 – Ortiga (bairro dos pescadores)
11h00 – Alvega
12h30 – Mouriscas
16h00 – Pego
16h30 – Barca do Pego
18h00 – Rossio ao Sul do Tejo
Quarta-feira, dia 01 – Passagem de Barcos
3ª Etapa, quinta-feira, 02 de Junho
09h00 – Rossio ao Sul do Tejo
10h00 – Tramagal
11h00 – Rio de Moinhos
13h00 – Constância
15h30 – Praia do Ribatejo
16h00 – Arripiado
17h30 – Tancos
18h30 – Vila Nova da Barquinha
4ª Etapa, sexta-feira, 03 de Junho
14h30 – Vila Nova da Barquinha
15h30 – Pinheiro Grande
16h00 – Chamusca
19h00 – Azinhaga – Golegã
5ª Etapa, sábado, 04 de Junho
10h30 – Azinhaga
12h00 – Alpiarça
15h00 – Vale de Figueira – Santarém
16h30 – Ribeira de Santarém
18h30 – Alfange
19h00 – Caneiras
6ª Etapa, domingo, 05 de Junho
10h00 – Caneiras
11h30 – Porto de Sabugueiro
12h00 – Porto de Muge – Cartaxo
15h00 – Valada do Ribatejo
21h30 – Procissão fluvial noturna:
VALADA – ESCAROUPIM
 7ª Etapa, quinta-feira, 09 de Junho
15h00 – Escaroupim – Salvaterra de Magos
15h30 – Palhota
17h00 – Porto da Palha – Azambuja
8ª Etapa, sexta-feira, 10 de Junho
15h00 – Porto da Palha
16h30 – Vala do Carregado
18h00 – Vila Franca de Xira
9ª Etapa, sábado, 11 de Junho
15h00 – Vila franca de Xira
16h00 – Alhandra
10ª Etapa, domingo, 12 de Junho
11h00 – Alhandra
12h00 – Alverca
15h00 – Póvoa de Santa Iria
11ª Etapa, sexta-feira, 17 de Junho
09h00 – Póvoa de Santa Iria
13h00 – Moita
19h00 – Montijo
12ª Etapa, sábado, 18 de Junho
(Dia da Marinha do Tejo)
09h00 – Montijo
10h30 – Lisboa /Cais das Colunas
14h00 – Paço de Arcos
19h00 – Oeiras
Final do Cruzeiro

Hiroshima, meu Amor

A Rosa de Hiroshima
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atómica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada
 (Vinícius de Moraes)
Gosto do Obama. Vibrei com a sua eleição e depois com a reeleição para o cargo de presidente dos EUA. De ambas as vezes festejei como se de uma vitória do meu Benfica na Liga dos Campeões se tratasse. Tremo, hoje, só de pensar na possibilidade da América poder eleger uma nova versão, ainda mais hitleriana, de Ronald Reagan, agora com o nome de Trump.
Fiquei desgostoso, no entanto, com a visita de Obama a Hiroshima. Pairou no ar um cheiro, intenso, a hipocrisia, enquanto os canais televisivos relatavam a visita como o grande acontecimento da semana e, quiçá, do ano. Fiquei estarrecido ao ouvir, vezes sem conta, como se esse fosse o essencial da mensagem nesta visita, que os Estados Unidos lamentavam a utilização das bombas atómicas (Hiroxima e Nagasaqui) há 70 anos atrás, mas que não tinham intenção de pedir desculpa.
Os milhões de mortos, feridos, estropiados, as vítimas que ainda hoje continuam a aparecer, como sequelas da utilização das bombas atómicas, a destruição de cidades inteiras, continuam, sete décadas passadas, a não pesar na consciência da “nação americana”.
Tenho pena, por Obama, que isto tenha acontecido. Há formas mais dignas e dignificantes de acabar um mandato presidencial...
Mário Mendes

27.5.16

TEJO: Fábrica Silicalia (Abrantes): Poluição sem fim à vista


A Quercus apresentou hoje ao Ministério do Ambiente (IGAMAOT) uma denúncia sobre descargas ilegais contínuas de resíduos no solo e no meio hídrico provocadas pela empresa Silicalia em Abrantes.
Esta empresa dedica-se à preparação de materiais para a construção civil, nomeadamente produção de aglomerados de pedra. Do seu processo de fabrico resultam lamas compostas por resíduos de pedra e resinas utilizadas para aglomeração do produto.
No entanto, em vez que proceder à devida retenção destes resíduos e posterior envio para tratamento adequado, a empresa Silicalia tem vindo de forma contínua a proceder à sua descarga ilegal no solo e numa linha de água nas imediações da fábrica, provocando um grave foco de contaminação ambiental.
Para além do efeito que o pó de pedra provoca em termos de impermeabilização do solo e impacte extremamente negativo no ecossistema aquático, existe ainda o risco de contaminação química provocada pelos agentes aglomeradores adicionados ao pó de pedra (resinas).
A Quercus não compreende como é possível uma empresa estar a laborar nestas condições sem que nenhuma das entidades licenciadoras e fiscalizadoras, nomeadamente a Comissão de Coordenação Regional de Lisboa e Vale do Tejo, a delegação regional do Ministério da Economia, a Inspeção do Ambiente (IGAMAOT), o SEPNA da GNR ou mesmo a Câmara Municipal de Abrantes, ainda tenha posto cobro a esta situação.
Este caso de crime ambiental vai ser apresentado hoje a noite numa reportagem de investigação da RTP no programa Sexta às 9.
Lisboa, 27 de maio de 2016
A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

NISA: A poesia popular de Maria Pinto

ADEUS MAIO!
Já lá vai o mês de Maio,
já lá vai o mês das flores.
Neste mês as raparigas
mais se lembram dos amores.

Desfolham os malmequeres,
a ver se Amor lhes quer bem.
Se quiseres bem ou mal,
não o digas a ninguém.

E' no mês de Maio que fazem
a festa de Santo Isidro,
padroeiro de quem deita
à terra o bom loiro trigo.

Santo Isidro foi em festa,
em cima do seu andor.
Os campos não têm erva,
está mal o lavrador.

Nem feno houve este ano
para o gadinho comer.
Há sinais de trovoadas.
Mas não há meio de chover.

Seja à vontade de Deus
— sempre foi, e há-de ser —.
Abre os braços para todos,
dá o pão para comer.

E' mês de ceifar o trigo
que depois se leva à eira.
Agora já não há malha,
é só a debulhadeira.

No campo, nada tem graça;
este ano é bem ruim.
E' a vontade de Deus,
veremos... até ao fim.

Adeus, Maio, até p'ro ano;
Traz de lá boas sementes
Traz p'ro ano melhor fruto,
para ficarmos contentes.
“Correio de Nisa” – 12/6/1965


26.5.16

OPINIÃO: As cores da minha escola.

A educação é um dos pilares fundamentais num regime democrático e livre. E a necessidade de haver uma forte rede pública de ensino fortalece essa mesma democracia, criando um verdadeiro acesso ao conhecimento, independentemente dos recursos daqueles que a desejam frequentar. Aqui, no sistema público, todos são bem-vindos, prima-se pela pluralidade e pensamento livre, não se escolhem os candidatos pela cor da sua camisola. Numa escola verdadeiramente livre, a diversidade das cores circulam nas salas de aulas e nos recreios, o azul mistura-se com o vermelho, o negro com o branco, o lilás com o rosa, o verde com amarelo etc..! A escola não pode ser monocolor, nem tão pouco alvo de negociatas e jogos sujos, como aos que temos assistido nos últimos tempos em Portugal.
Como é que um país tão pequeno não se consegue ter uma verdadeira rede pública de ensino para os seus cidadãos? Porque é que se continuam a fazer contratos de associação com colégios privados em locais onde não existe carência da escola pública? Qual é a intenção de transferir alunos do sistema público para o privado? Quem ganha com isto tudo?
Sejamos sérios e honestos, quem desejar frequentar a escola privada, que o faça! É livre de escolher, mas em locais onde existem escolas públicas, construídas com recursos de todos, devem ser estas a assegurar e manter o estatuto do ensino obrigatório, ponto!
A escola pública, não faz seleção de candidatos, não expulsa nem fecha a porta a ninguém, pelo contrário trabalha com todos, tal como o pintor, trabalha com todas as cores, na sua paleta.
Mais uma vez digo, e volto a afirmar, que esta guerra não é nova. Tal como se expressa agora na educação, também existe na saúde e na segurança social, querem-nos fazer crer que a livre escolha destes serviços básicos só depende de nós, por isso criam um sistema paralelo ao público para fazer uma usurpação direta das funções e serviços destes organismos, para que sejam eles a receber as rendas destes negócios, sempre encostados aos estado amigo e financiador.
A escola pública em Portugal é construída por todas as cores. Espero que continue assim… sempre bonita e colorida, como o arco iris da vida!
José Leandro Lopes Semedo 

NISA: Inijovem comemora no sábado o 19º aniversário


Convívio de Pesca do GDR Alpalhoense na Barragem da Póvoa e Meadas


25.5.16

Festejemos a reposição do 1º dos quatro feriados nacionais que a direita PSD/CDS nos retirou

Amanhã, 26 de Maio, é feriado nacional!
Após luta intensa, particularmente nos últimos 4 anos, contra a política de direita e de rapina dos direitos dos trabalhadores, a reposição de direitos retirados tem vindo a concretizar-se, de forma tímida, o que, mesmo assim, não deixamos de valorizar, sabendo-se que a divida para com os trabalhadores e o nosso povo está longe de saldar-se.
Mais uma vez se comprova que vale sempre a pena lutar, que a luta não foi em vão e amanhã, 26 de Maio, é recuperado pelos trabalhadores o 1º dos 4 feriados que lhes retiraram.
Para a União dos Sindicatos do Norte Alentejano/CGTP-IN a luta reivindicativa nas empresas e locais de trabalho, tal como se viu na Semana Nacional de Acção e Luta de 16 a 20 de Maio, tem de ser dinamizada e alargada para defender, repor e conquistar direitos laborais e sociais.
É preciso combater a postura do patronato e exigir-lhe o aumento geral dos salários; o fim da desregulação dos horários de trabalho, das adaptabilidades e banco de horas e a redução progressiva para as 35 horas semanais; o fim do bloqueio na contratação colectiva; a passagem ao quadro de trabalhadores com vínculos precários e a aplicação dos direitos inscritos nos contratos colectivos.
É necessário continuar a exigir, do Governo a defesa e melhoria dos Serviços Públicos, das Funções Sociais do Estado e o respeito pelos trabalhadores da Administração Pública que prestam serviços aos cidadãos, devolvendo-lhes as 35 horas semanais e o descongelamento da progressão nas carreiras.
É tempo de romper com o passado!
Portalegre, 25 de Maio de 2016

O Departamento de Informação da USNA/CGTP-IN

MONTALVÃO: Tourada à Vara Larga a favor da beneficiação da Praça de Touros


PORTALEGRE: Associação de Solidariedade Social dos Professores comemora 35º aniversário


NISA: Gente da Vila










23.5.16

OPINIÃO: Marco Panella, um lutador, insaciável!

A mensagem chegou-me 5ª feira depois de almoço, quando preparava uma conferência, onde lhe deixei uma homenagem.
Uma foto, dupla, e uma, uma só palavra, ciao.
Morreu Pannella, Giancitto  detto Marco.
Conheci-o e estimei-o, trabalhei com ele, tive acordos e desacordos, hoje é a sua grande vida e luta constante que quero referir. Radical, radical pelos direitos civis e na luta pelo direito ao divórcio, é numa Itália dominada por " concordatas" absurdas que limitam o Estado de Direito que ele se afirma nos anos 60.
Com outros companheiros, Emma Bonino que se notabilizou na luta pelo direito ao aborto, com quem teria uma birra no fim de vida, sobre protagonismos, ao estreitamento da relação com o Papa Francisco, neste caso pelo empenho pelo ambiente e humanidade, e também pela defesa do direito de acolhimento, são uma evidência do carácter de Marco.
Com Adele Faccio, uma notável feminista, activista pela paz e no final de vida pela eutanásia, ou Roberto Cicciomessere, que resistiu durante dias a falar no Parlamento Italiano, onde as regras o permitiam, para impedir a aprovação de legislação, que tinha limite de caducidade...
Pois Pannella esteve em todas essas lutas foi um dos pioneiros do anti-proibicionismo, da defesa da diversidade sexual, da luta contra a pena de morte, pelo Tibete livre, e recordo também a sua fraternidade com Dalai Lama.
Liberal radical empenhou-se, com o próprio corpo, o que envolvia em permanentes lutas na lógica da não-violência, jejuns e greves de fome, no activismo por uma justiça justa, contra todas as limitações à liberdade e à democracia, mas também contra a depredação dos mercados financeiros e a fome no mundo por estes arrastada.
Foi um dos pioneiros, em Itália da luta anti-nuclear, onde venceu vários referenduns, e um impulsionador da ecologia política, recordo o notável Encontro por ele organizado “ Verdi di tuto il Mondo” nos anos 80 com Ivan Illitch, René Dumond, Petra Kelly, Humberto da Cruz, Brice Lalonde, onde foi feito o diagnóstica mais incisivo da crise do ambiente e da emergência de novos paradigmas.
Esteve em Portugal, a meu convite, no ano subsequente a eu ter sido na qualidade de assistente do Partito Radicale e seu,  um dos protagonistas da criação da coordenação europeia dos Friends Of the Earth em Bruxelas, numa altura em que o movimento ecologista em Portugal vivia na maior confusão, com grupos pro-Kadafi a pairarem sobre ele. Essa dita continuou, pelo menos enquanto houve movimento mas esses tais desapareceram, levando a pistola com que me tinham procurado assustar...
Na sua morte o habitual coro de bacantes enchem as páginas, pelo menos dos jornais italianos, onde está nas 1as páginas, de Renzi a Berlusconi, presidentes e ex-presidentes, gente de todos os partidos, ex-tudo e mais alguma coisa, contra os quais lutou com frontalidade e com os quais nalgum momento, como faz parte de quem tem o pensamento a temperatura do corpo a que da espírito, convergiu. Sempre insaciável, sempre em defesa do verdadeiro direito à vida, que é a luta, permanente, pela vida do direito.
Marco era um retórico, um retórico da palavra e da emoção dessa, falava durante horas, com substância, e foi sempre um polemista radical. Era, também, um grande demagogo, no sentido de ser um criador de ilusões com a sua grande alma, gandhiana.
Finalmente com ele partilhei a Europa, a Europa federal, de Kant, de Spinelli, de Monet, de Bonino, de Conh Bendit, de Vershoftafdt, uma Europa federal, de direitos, todos, motor de paz e solidariedade.
Ciao Marco.
António Elói

22.5.16

Montalvão recebe a Caminhada da Lusofonia no dia 10 de Junho

O percurso tem início em Montalvão, povoação cujas casas brancas se destacam no alto de um monte isolado na paisagem.
Depois de uma visita ao castelo, à igreja matriz e à zona histórica, segue pela estrada alcatroada que conduz até às encostas do Rio Sever, passando junto ao cemitério da aldeia e às ruínas da capela de Santa Margarida.
Atravessa a eira do Ferreira, percorrendo trilhos vincados entre eucaliptos e alguns pinheiros, outrora palmilhados por camponeses e contrabandistas. Mais abaixo, atinge as margens do rio, escondidas por entre o denso arvoredo, numa zona de declives acentuados onde abundam as fontes e as nascentes. Assim que tocar a borda do curso de água, ideal para a prática de pesca desportiva, encontra a azenha do Nogueira, hoje submersa. Com a Espanha na outra margem, segue por um trilho de terra que acompanha o rio, em direcção ao norte, até à azenha do Artur, igualmente imersa pelas águas, num local privilegiado para merendar, com fontes férreas e um pequeno abrigo em xisto.
Abandonando a margem, inicia uma subida acentuada, eucaliptal adentro. Mais acima, a paisagem de sobro marca o regresso a Montalvão., através de caminhos de terra batida por entre muros e ruínas em xisto.
Características do percurso
Discrição: Montalvão » Capela de Santa Margarida (ruínas) » Eira do Ferreira » Rio Sever » Azenha do Nogueira » Azenha do Artur » Montalvão
Distância: 7,5 Km em circuito
Duração prevista: 2,5 horas
Grau de dificuldade: II – Fácil
Perfil altimétrico: Altura máxima: 334 m; Altura mínima: 127 m; Desnível acumulado: 235 m.
Pontos de Interesse: Capela de Santa Margarida (ruínas), Miradouro, Zona de Repouso, Azenha do Nogueira, Zona do Repouso, Azenha do Artur, Abrigo em Xisto.

OPINIÃO: A escola pública

Escola privada à boleia dos contratos de associação. 
O que eu gostava mesmo de ter era um Rolls Royce; e se fosse Silver Shadow, então era o máximo, com motorista fardado e tudo. Mas como não tenho dinheiro, contento-me, e não é mau, com um Mercedes. Vem isto a propósito da controvérsia dos contratos de associação, misturados com a ideia de liberdade de opção entre ensino público e ensino privado. Acontece é que o Estado tem a obrigação constitucional de criar e manter uma rede pública de educação que sirva toda a população, mas nada na CR obriga a garantir a opção entre escola pública e escola privada. Dir-se-á que quem não tenha dinheiro não poderá optar pela escola privada. É verdade. E depois? De onde vem a ideia de que o Estado deve garantir a opção pela escola privada? Ou por férias no Haiti, em vez da Caparica? Essa é consequência forçosa da desigualdade económica. Interessante é que a questão esteja a ser posta pelos que clamam por menos Estado. Ah! A lei do funil! Questão diversa é o tratamento dos contratos de associação, a subsidiar o ensino privado, aí onde a rede pública não chega. E ainda não vi estudos sérios que permitam concluir onde se impõe subsídio ao ensino privado. Convinha que o Governo se apressasse.
Magalhães e Silva in "Correio da Manhã" -22.05.2016 

21.5.16

V Festival Ibérico de Coros em Portalegre


NISA: Corrida de carrinhos de rolamentos na Senhora da Graça


SINDICAL: Cumprida a Semana de Luta, também, no Norte Alentejano

No distrito de Portalegre, os sindicatos filiados na CGTP-IN, responderam à convocatória lançada pela central sindical para a realização de uma Semana Nacional de Acção e Luta em defesa do emprego com direitos, dos serviços públicos, das 35 horas semanais e da contratação colectiva.
Além da mobilização de trabalhadores e estruturas sindicais para as acções nacionais em Lisboa, no dia 17 dos trabalhadores da administração local e no dia 20 dos trabalhadores do sector dos resíduos e dos trabalhadores da administração pública, foram realizadas várias acções de contacto e de protesto nos locais de trabalho do nosso distrito.
O Sindicato dos Professores da Zona Sul (SPZS) promoveu uma banca de recolha de assinaturas em defesa da escola pública na Praça da República em Portalegre no passado dia 16 de maio, juntando-se a muitas dezenas de outras bancas constituídas com o mesmo propósito por todo o país.
O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (STAL) dinamizou uma acção de protesto, também no dia 16 de Maio, em frente à Camara Municipal de Portalegre, exigindo a imediata assinatura do Acordo Colectivo de Entidade Pública (ACEP) naquele município, para a reposição das 35 horas semanais sem adaptabilidade nem bancos de horas e dos 25 dias de férias.
O Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Ambiente do Sul (SITE/SUL) contactou com os trabalhadores da Hutchinson de Campo Maior com documento próprio e fez chegar um pendão para assinalar a semana de luta e as razões da sua convocação à Evertis, em Portalegre.
O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços conduziu várias acções de contacto com os trabalhadores em locais de trabalho por todo o distrito, desde grandes superfícies comerciais até às mais pequenas, passando pelo sector da economia social.
As acções iniciadas nesta Semana Nacional de Acção e Luta são para continuar nos locais de trabalho e na rua, no sentido da melhoria das condições de trabalho no distrito e da defesa dos direitos e interesses dos trabalhadores e das suas famílias.
Portalegre, 20 de Maio de 2016

O Depº de Informação da USNA/cgtp-in

19.5.16

NISA: Muita animação no Dia Mundial da Criança

O Dia Mundial da Criança,1 de Junho, vai ser assinalado em Nisa com comemorações promovidas pela Câmara Municipal com o envolvimento das escolas.

As crianças de todo o concelho vão festejaram o dia mundial que lhes é dedicado com muita alegria e animação. Ao longo do dia, os espaços da Praça da República - frente ao edifício da Biblioteca Municipal e Jardim Público - vão acolher as crianças das escolas do primeiro ciclo do ensino básico do Agrupamento de Escola e dos jardins de infância que poderão usufruir livremente de um carrossel e de insufláveis disponibilizados pela autarquia; vão participar em jogos e atividades ao ar livre sob a orientação dos animadores e técnicos de desporto do município e no Auditório da Biblioteca Municipal poderão viver as emoções de uma “discoteca”. Será proporcionada a visita à Feira do Livro que decorre no Mercado Municipal. À tarde, no Cine Teatro as crianças assistirão a uma sessão de cinema gratuita com  o filme “O Livro da Selva”.

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OPINIÃO - Escola Privada? Sim. Claro! Mas têm que pagá-la, certo?

O Ministério da Educação anunciou recentemente que está a decorrer um estudo para evitar o pagamento desnecessário a escolas privadas.
Pretende-se, diz o Ministério, deixar de contratualizar com uma série de estabelecimentos de ensino privados, serviços que a Escola Pública pode e deve garantir.
Este anúncio levantou de imediato uma onda de “indignação” entre os donos dessas escolas e originou a “saída da toca” da direita trauliteira e da “Igreja dos negócios” uns e outros colocando no terreno todo o vasto manancial de meios de que dispõe. Do púlpito à comunicação social, do seio das famílias beneficiadas aos proprietários dos colégios as campainhas tocaram a rebate e eles aí estão de novo no combate em defesa dos seus mesquinhos interesses.
Para quem assiste a partir do Alto Alentejo à infernal barulheira que a direita trauliteira e os megafones e ”paineleiros” que mantem na comunicação social, a que se junta a parte da igreja católica que não entendeu ainda o pensamento do Papa Francisco, todo este frenesim é motivo de apreensão e desilusão.
Para quem, como nós, persiste em viver e trabalhar no distrito de Portalegre e não desiste de lutar para que as populações do interior e as deste distrito em particular tenham tratamento igual aos restantes portugueses, não consegue deixar de notar o cinismo de quem vem agora mostrar preocupação com os direitos das crianças, com o perigo de professores caírem no desemprego ou, pasme-se, com os direitos adquiridos pelos colégios que foram vivendo à custa dos dinheiros públicos.
Onde estavam esses sentimentos e preocupações quando os próprios ou o governo que os representava encerraram no nosso distrito 65 estabelecimentos de ensino: 14 do pré- -primário, 42 do primeiro ciclo, 8 do segundo ciclo e 1 do secundário?
Onde pairavam as preocupações agora tão extremadas quando o primeiro-ministro de então, o mesmo politico que agora tão preocupado está, aconselhava os professores a saírem do país?
Onde estava a igreja (a parte dela que não compreende o pensamento do Papa Francisco) quando eram os pais, os professores e as autarquias a denunciarem que o encerramento das escolas obrigava crianças de 6 anos a levantarem-se de madrugada e só regressarem a casa já noite?
Onde estavam os megafones e opinadores quando a direita no governo rasgava os direitos adquiridos pelas crianças e lhes roubava o subsídio, os direitos adquiridos pelos pais e os colocava no desemprego, os direitos adquiridos pelos avós e os obrigava a trabalharem mais tempo e lhes retirava partes da reforma para a qual contribuíram ao longo de uma vida?
Falemos verdade! O que dói à direita trauliteira e ao coro de opinadores que a servem, é o estar provado que, ao contrário do que afirmavam, há outros caminhos para Portugal.
O que não conseguem ultrapassar é a derrota que lhe foi infligida e a perda do poder e das benesses que tal poder lhes permitia.
Quanto à igreja (a parte que não quer aprender com os ensinamentos do seu/nosso Papa), a sua integração no “coro dos vencidos” é menos por não perceber a justiça da medida, mas por colocar o seu papel de proprietária à frente das suas obrigações pastorais.
A uns e outros, que Deus lhe perdoe porque eu não sou capaz!
Diogo Júlio Serra