28.2.17

CRÓNICAS DA TABANCA: A Mega revista

Em tempo de Carnaval (podia ser noutro tempo que não neste?), Filhosina Andrade produziu uma mega revista, em cinco fascículos com o título “Não consigo dormir de tanto pensar no povo”.
A revista foi distribuída gratuitamente - qual bodo aos pobres, que alguém teve de pagar-  pelos principais locais da tabanca e dos Arrabaldes, chegando até à rua da Caganita, circunstância que enfureceu um dos principais elementos do séquito da edil, garbosamente vestido com um fato à medida e obrigado a sujar as mãos com a tinta da propaganda impressa.
Na revista, cuidadosamente preparada para agradar a “gregos e troianos” e ajustar contas com o passado e com os elementos do partido da oposição, a edil de Nhabula bem se esforçou para deixar um retrato “cor de rosa” e benevolente dos seus três anos à frente da corte. Linguagem a preceito, cuidada, institucional, sem qualquer acesso de fúria ou raiva como é seu timbre, para ilustrar três anos de grande trabalho e dedicação, em que mal teve tempo para dormir e para pagar as dívidas, tal a preocupação em servir o povo e assim poder garantir o tacho para mais quatro anos de governação filhosinal.
Foram precisos cinco fascículos, cinco, de conversa da treta, sem focar os grandes problemas do concelho ou apontar caminhos para o futuro, que Filhosina Andrade utilizou para enumerar a longa lista de “bordados” - que a edil considera obras – que deixa como legado de um mandato de quatro anos. O passado está sempre presente na boca da edil nhabulense, como contas ainda por ajustar ou como desculpa para o notório fracasso da sua acção municipal. Em ano de eleições, a mega revista, mostra uma edil “madura e contida”, apenas preocupada com o bem do povo, principalmente, com o do emblema do Partido da Sanzala a quem, cirurgicamente, tem colocado em lugares relevantes e de controlo, através de concursos públicos e respeitando, rigorosamente, a lei dos primos e dos afilhados.
Filhosina Andrade disfarçou como pôde, nas palavras e nas fotos da revista, um pouco da crispação contra os trabalhadores municipais, principalmente aqueles que a edil colocou, mentalmente, na lista negra, conotados com a oposição e alvo de assédio profissional.
A mega revista funcionou como “balanço” e como “manifesto pré-eleitoral” como que a dizer que está cá para as curvas e contra-curvas, mas que não lhe falem nem em geringonças nem em trotinetas, pois o caminho faz-se caminhando.
Sozinha. Como é bom de entender...
Hoji Ya Enda

Lucas Basset e Simone Niggli vencem a etapa Rainha do Portugal O' Meeting

 Mais de 2.200 Orientistas de 36 Países desfrutaram de um grande evento.
A etapa rainha do programa competitivo do Portugal O Meeting '2017, denominada Norte Alentejano O' Meeting foi dedicado à Distância Média e pontuável para o ranking Mundial. O evento realizou-se no mapa de Entre-Ribeiras e Coutadas, Portalegre. Foi uma percurso duro e exigente, num terreno com muitos elementos características rochosos e da vegetação. Na categoria Homens Super Elite, Lucas Basset (OK Linné) conseguiu nos 6,8 km de seu percurso, o tempo de 35:30 e obtendo sua terceira vitória em um Evento de Ranking Mundial nesta temporada. Johan Runesson (Tampereen Pyrintö) conseguiu o segundo melhor tempo, terminando 32 segundos após o vencedor. Apenas um segundo depois de Runesson, Rassmus Andersson (OK Linné) obteve o terceiro lugar. Quarenta e seis segundos depois de Basset, Thierry Gueorgiou (Kalevan Rasti) ter conseguido a quarta posição, mas ainda está na liderança da classificação do Portugal O 'Meeting 2017, sendo o primeiro a começar amanhã para a última fase do programa competitivo, na prova de Longa Distância.


Simone Niggli (OK Tisaren) será a primeira atleta a começar amanhã para a última etapa, após a sua segunda vitória consecutiva no evento. O Campeão do Mundo foi o único atleta capaz de quebrar a barreira dos trinta e Cinco minutos na classe Elite das Mulheres, completando os 4,9 km de seu percurso com o tempo de 34:54, 26 segundos mais rápido que Hollie Orr (Halden SK), segunda classificada. O muito jovem Elin Månsson (IFK Göteborg) foi uma surpreendente terceira classificada, gastando mais 57 do que a vencedora. Lari Pernu (Essu) foi um vencedor inesperado na classe Men Elite, com o tempo de 40:12. Jakob Andersson (OK Linné) e Topi Anjala (Koovee) conseguiram as posições imediatas, com mais 00:33 e 00:44 do que o vencedor, respectivamente. Pedro Nogueira (ADFA), da classe Men Super Elite, João Mega Figueiredo (CN Alvito), da categoria Men Elite, e Mariana Moreira (CPOC), foram os melhores atletas portugueses no palco de hoje.
Fotos: Joaquim Margarido

NISA: Terça-Feira de Carnaval




Terça-feira de Carnaval, dia cinzento e frio. Ainda há, felizmente, quem mantenha a boa disposição e alegria q.b. para nos animar e lembrar que a vida são dois dias. E um, já passou...
Alegrem-se, que a troika já cá não está!

CONTRA A POLUIÇÃO DO TEJO - Vamos fazer ouvir a nossa Voz!

No próximo sábado, dia 4 MARÇO 2017, vai decorrer uma grande Manifestação contra quem está a poluir o Rio Tejo, em VILA VELHA DE RÓDÃO, e também contra quem deixa poluir. 
É tempo de dizermos BASTA! Vamos fazer ouvir a nossa Voz! Vamos chamar a atenção dos poderes públicos e dizer-lhes que esta situação de constantes crimes e atropelos contra o rio Tejo e seus Afluentes tem de acabar de uma vez por todas.
O Movimento ProTejo, promotor da iniciativa, está a receber cada vez mais apoios. Autarquias das regiões que o Tejo banha no seu percurso até ao mar, vão fazer-se representar pelos seus presidentes, vereadores e outros eleitos, para além de estarem a disponibilizar meios de transporte a quem quiser deslocar-se até Vila Velha de Ródão. Este é um problema ambiental gravíssimo e que diz respeito a todos os cidadãos. 
Aproveito a oportunidade para apelar a todos os meus conterrâneos e concidadãos para que no próximo Sábado, Dia 4 de Março não fiquem em casa. Venham participar numa Jornada de Cidadania em defesa de um bem que é de todos nós: o Rio Tejo, o Rio da Minha Aldeia.
Todos juntos, sem olhar a cores ou emblemas, conseguiremos despertar a atenção do país e fazer ecoar a nossa indignação e revolta junto dos poderes públicos que ao longo dos anos, têm andados distraídos e indiferentes perante tão ignominioso crime ambiental.
NO SÁBADO, DIA 4, TODOS A VILA VELHA DE RÓDÃO!
Aqui, no Portal de Nisa, iremos dando informações sobre o desenvolvimento desta grande iniciativa.
PARTILHEM!

27.2.17

“Salvem a Robinson- Património Industrial Corticeiro”

Entrega da Petição na Assembleia da República - 03 de março de 2017, 14h
 Para efeitos noticiosos, informamos que os primeiros subscritores da Petição “Salvem a Robinson - Património Industrial Corticeiro”, serão recebidos na próxima sexta-feira, 3 de março de 2017, pelas 14 horas, em audiência pela Vice-Presidente da Assembleia da República, Deputada Teresa Caeiro, em representação do Presidente daquele órgão de soberania, com o objetivo de procederem à entrega da referida Petição, subscrita por mais de 4 000 peticionários.
 A Petição tem por objetivo que a Assembleia da República providencie junto do Governo de Portugal a sua intervenção urgente através do Ministério da Cultura e do Ministério da Economia, no sentido de garantir a salvaguarda daquele importante património, mobilizando as entidades e instituições implicadas, nomeadamente autárquicas, científicas, associativas, empresariais e outras.
Sublinha-se que a antiga fábrica Robinson, instalada em Portalegre em 1837 e encerrada em 2009, contém um património de arqueologia industrial único no Mundo (e classificado pelo IPPAR) e que corre o risco de degradação e deterioração, caso não sejam adotadas medidas urgentes para a sua salvaguarda e potenciação como recurso de desenvolvimento.
Os primeiros subscritores
Luís Pargana, Manuela Cunha, José Lopes Ribeiro, Manuela Mendes, Ana Narciso

AMBIENTE: Federações da JS de Castelo Branco, Portalegre e Santarém exigem ponto final na poluição do Tejo

O Rio Tejo reproduz, nos territórios que em seu redor orbitam, um conjunto de oportunidades lúdicas, turísticas e económicas que têm de ser tuteladas.Desde a rede de praias fluviais, eminentemente sob dependência da qualidade da água, passando pela atividade piscatória  e agrícola, ou até à restauração umbilicalmente ligado ao rio.
Funciona como dínamo da economia daqueles que atravessa, sendo a sua contaminação um constrangimento suplementar em territórios já de si sufocados pelas assimetrias territoriais.
Para mais, o fomento de políticas públicas assentes na proteção do ecossistema tem de ser erguida à condição de valor absoluto.O desenvolvimento só faz sentido se for integrado,de mãos dadas com a observância da preservação do meio ambiente.O Tejo não pode ser a lavandaria da atividade económica.
O sobressalto em que mergulha não é de agora.Arrastam-se os diagnósticos e as coimas, sem que a delapidação do Tejo e do efeito dominó que tem para as populações circundantes tenha fim à vista.
Assume, pela transversalidade territorial que o caracteriza, problemas comuns ao Distrito de Castelo Branco, Portalegre e Santarém, motivando a concertação de vontades entre as lideranças das estruturas federativas, protagonizadas pelo João Marques, o Eduardo Alves e o Tiago Preguiça, respetivamente, e os seus órgãos distritais. Nesse sentido, vêm as Federações da Juventude Socialista de Castelo Branco, Portalegre e Santarém exigir ao Governo um ponto final na poluição que se abate sobre o curso do rio.
As Federações da Juventude Socialista de Castelo Branco, Portalegre e Santarém.

OPINIÃO: Fátima e a vida dupla

À medida que o calendário avança rumo a 12 de maio, o preço do alojamento em Fátima atinge valores cada vez menos católicos e acelera a produção de merchandising alusivo ao centenário das aparições e à visita papal. Vale a pena, face a notícias disparatadas que dão conta de quartos "económicos" com uma noite por 992 euros, ou dormidas em camaratas que custam a módica quantia de 500 euros, recordar as palavras que o Papa Francisco proferiu na semana passada, numa missa na Casa de Santa Marta.
Como todas as palavras que incomodam quem está instalado, a intervenção de Francisco foi negada em blogues católicos, que acusaram os média de descontextualizar o que ele disse. É verdade que não afirmou, em rigor, que é melhor ser ateu do que católico. Colocou essa crítica na boca dos que se escandalizam com os falsos católicos. Mas quanto ao essencial, a intervenção está disponível na televisão oficial do Vaticano e não deixa margem para dúvidas a condenação da "vida dupla".
E o que é a vida dupla? Responde Francisco: "É dizer sou muito católico, vou sempre à missa, pertenço a esta e aquela associação, mas a minha vida não é cristã". E depois vêm os exemplos concretos: "Não pago o que é justo aos meus funcionários, exploro as pessoas, faço jogo sujo nos negócios, faço lavagem de dinheiro".
Ouvidas com consciência, as palavras não podem deixar de inquietar muitos católicos. E devem inclusivamente ser escutadas com atenção pelos responsáveis da Igreja em Portugal. Porque não basta, como o bispo de Leiria-Fátima fez recentemente, apelar à "honestidade" dos operadores hoteleiros. Em matéria de transparência, deveria ser o Santuário o primeiro a prestar contas publicamente, o que não faz há largos anos.
Numa semana que ficou marcada pela notícia da fuga de dez mil milhões de euros para offshores, num país em que se estima que a evasão fiscal seja de doze mil milhões de euros por ano, dá que pensar quantos serão os católicos que enganam o Estado sempre que podem. Ou os empresários que acumulam riqueza mas resistem a aumentar o salário mínimo.
O Papa Francisco é tão amado por não católicos, e por vezes tão criticado pelos seus, porque é exigente com quem está dentro e inclusivo com quem está de fora. Durante séculos, a Igreja sobrevalorizou a moral que exclui, descurando a verdade de vida que acolhe e tem lugar para todos. Jorge Bergoglio está a centrar-se no ser, não na aparência. Deveria ser simples e evidente, mas nem Fátima nem uma larga maioria dos católicos estão preparados para tanto.
Inês Cardoso in “Jornal de Notícias”- 27/2/2017

26.2.17

A Música de Montalvão na poesia do ti António Branco



A Música de Montalvão
A Música de Montalvão
Aprendeu no Hospital
Com seis meses de instrução
Foi tocar num arraial

A da Póvoa, opiniosa
Muito mais do que se pensa
Não se curou de doença
Vai morrer tuberculosa
Moléstia contagiosa
Desta vez não escaparão
Até excomungados estão
Pelo padre da freguesia
Toca em qualquer romaria
A Música de Montalvão.

Para que diriam tanta vez
Que a de Montalvão não ia
Aprendendo eles num dia
Mais do que os da Póvoa num mês
Será inveja? Talvez
Vontade de dizer mal
Não é um, é tudo igual
Estão postos naquele vêzo
Montalvão não tem desprezo
De aprender num Hospital.

Aqui nestes arredores
Para a música são uns valentes
São bastante inteligentes
Não há mesmo outros melhores
À música de Badajores *
Dou-lhe quase comparação
Já ganham à da Sertã
E a outras que eu ainda não disse
Prestam um bom serviço
Com seis meses de instrução.

Montalvão é generoso
É tanto, que assim se prova
Já tem uma música nova
Ensaiada por um Raposo
Com os alunos está gostoso
É a base principal
Todo o povo em geral
Tem grande satisfação
Com muito pouca lição
Foi tocar num arraial.
António Branco
* Refere-se a Badajoz

MÚSICA: Federação de Bandas promove 3º ensaio da nova orquestra distrital



A Federação de Bandas Filarmónicas do Distrito de Portalegre realizou mais um ensaio da sua nova orquestra distrital, que pretende venha a ser um dos principais representantes culturais do distrito.
O ensaio teve lugar nas instalações da Filarmónica do Crato, local onde está sedeada esta orquestra, no dia 18 de fevereiro, sábado, de manhã. Marcaram presença 42 executantes de oito filiadas: 14 do Crato, 6 de Galveias, 5 de Ponte de Sor, 5 de Elvas, 4 de Gavião, 4 da recém entrada Euterpe, 2 de Nisa e 1 de Alegrete. Faltaram os elementos de Alegrete e Sousel e aguarda-se que mais filiadas comecem a enviar músicos.
A orquestra, dirigida pelo maestro alegretense Francisco Paixão, começa a dar sinais de que vai vingar e os seus músicos demonstram gosto pelo trabalho e pelo reportório. Ainda faltam alguns clarinetistas e percussionistas mas o projeto começa a dar sinais de ser mais uma aposta ganha pela Federação de Bandas. Este sucesso tem sido possível graças à tenacidade do maestro, da direção da Federação, do apoio da Filarmónica do Crato e da adesão dos músicos.
Do reportório constam temas como Danúbio Azul, Tanhauser, 1812, Queen, temas de Jacob de Haan ou de Sílvio Pleno, etc.
Espera-se que esta orquestra venha a contar com instrumentos de cordas e faça alguns trabalhos com grupos corais da região, entre outros.
A DIREÇÃO DA FBFDP – fev/17

25.2.17

ALPALHÃO: Domingo Gordo de alegria e tradição









Estrelas no Céu 
Há muitas estrelas no céu – lárálálá
São princesas encantadas -  lárálálá
O sol é o recreio da lua
Toda a vida desfolhada 
Refrão
Não me apanhas ó Maria
Eu sou o teu malmequer
A flor do teu jardim
Aquele que mais te quer.

Alpalhão é nossa terra – lárálálá
Uma vila muito alegre - lárálálá
É a terra mais divertida
Do distrito de Portalegre

Minha vila é muito linda – lárálálá
Trago-a no coração – lárálálá
É do concelho de Nisa
Minha terra é Alpalhão






NISA: Hoje é dia de Rally Paper





24.2.17

Pombeiro gestor da praça de Nisa esta temporada 2017

A Praça de Touros de Nisa, no distrito de Portalegre, já tem novo empresário para esta temporada 2017.
Trata-se de Luis Miguel Pombeiro, da empresa Ovação e Palmas, que esta temporada irá gerir os destinos desta praça de touros do norte alentejano.
Recordamos que atualmente Luis Miguel Pombeiro gere as praças de touros de Idanha-a-Nova e Terrugem.
in www.toureio.pt

Compreender o Alzheimer através da ciência CCVEstremoz - Cinema com tertúlia científica

Encontro com a Cientista RITA GUERREIRO
Estremoz | 9 de março’17 | 21 horas | Teatro Bernardim Ribeiro
Não é necessário esperar pela nova edição da Noite Europeia dos Investigadores – NEI para participar em atividades de Ciência. De Novembro de 2016 a Setembro de 2017 a Ciência acontece todos os dias!
O Centro Ciência Viva de Estremoz convida toda a comunidade a compreender o Alzheimer através da Ciência.
No próximo dia 9 de Março, pelas 21:00 horas, o “CCVEstremoz - Cinema com tertúlia científica” vai contar com a participação da investigadora Rita Guerreiro. Esta jovem estremocense, atualmente residente em Londres, foi premiada em 2014 com o prémio europeu de jovem investigadora. A Doutora Rita Guerreiro é formada em Biomedicina e Biomolecular, estudando as variações genéticas de várias doenças Neurológicas, em especial Parkinson e Alzheimer.
Aproveitando o enredo do filme “O meu nome é Alice” tomamos consciência da realidade social e pessoal dos doentes com Alzheimer. A visualização do filme é o ponto de partida para a explicação científica que a Doutora Rita Guerreiro fará sobre esta doença neurológica e os atuais desenvolvimentos científicos.
A organização e implementação das atividades da NEI em Estremoz é da responsabilidade do Centro Ciência Viva de Estremoz e conta com o apoio, do Município de Estremoz, da Escola de Ciências e Tecnologia da Universidade de Évora, do Instituto de Ciências da Terra, do Ciência Viva – ANCCT e da Universidade de Évora. O projeto NEI é financiado pela Comissão Europeia no âmbito das Ações Marie Sklodowska-Curie.
Conhecer mais atividades em www.noitedosinvestigadores.pt e na página oficial do facebook em www.facebook.com/neinvestigadores.
Contactos: Centro Ciência Viva de Estremoz – Telf.: +351 268 334 285 /+351 912 165 111 /+351 968 312 768
http://www.ccvestremoz.uevora.pt / ccvestremoz(@)uevora.pt

Nisa presente na BTL pelo terceiro ano consecutivo

A edição de 2017 da maior feira do Turismo Nacional já está a mexer, a 29ª Bolsa de Turismo de Lisboa vai decorrer entre os dias 15 a 19 de março de 2017, na FIL e a Câmara Municipal de Nisa, pelo terceiro ano consecutivo, estará presente apresentando o que de melhor se faz o nosso concelho.
O stand do Município de Nisa, concebido para estar em certames internacionais, ficará instalado no Pavilhão 2 (2DO2) da FIL e aqui demonstraremos a qualidade dos nossos produtos endógenos como o célebre Queijo de Nisa, os enchidos, ente outros, e diariamente serão realizadas demonstrações de trabalhos ao vivo pelos artesãos de Nisa (alinhavados, olaria pedrada, bilros, frioleiras, aplicações em feltro, bordados) sempre associados à riqueza dos trajes e tradições, que este ano estarão superiormente representadas, no dia 18 de março, através do grupo Contradanças de Alpalhão e dos Bombos de Nisa e no dia 19 de março pelo grupo Toc’A Marchar, de Tolosa, visando transmitir o pluralismo e a riqueza cultural que constitui o concelho de Nisa
A BTL será ainda oportunidade única para promoção das potencialidades do concelho em termos de destino de desportos e turismo cultural, de natureza, de saúde e qualidade de vida e serão apresentados projetos estruturantes como a criação do Centro Interpretativo do Conhal, no Arneiro, e o percurso pedestre que lhe ficará associados, os investimentos que serão realizados na promoção da zona ribeirinha do Tejo, a proposta de candidatura da Olaria Pedrada de Nisa a Património Imaterial da Humanidade e o lançamento do Concurso Internacional da Exploração do Complexo Termal de Nisa.
As propostas apresentadas serão o mote para atrair e fidelizar públicos e investidores, constituindo-se como uma aposta para valorizar e promover o concelho através da implementação da marca Nisa, cujo slogan aponta para o conceito de “éNisa… éNosso” como vetor de desenvolvimento local.

Fonte: CMNisa

NISA: Postais do Concelho - Artes e Artesãos

Que melhor imagem para ilustrar o Carnaval antigo de Nisa do que esta foto (magnífica) do prof. Manuel Joaquim Temudo Barreto?
A beleza dos trajes e da artesã, conjugam-se para mostrar uma peça de olaria tradicional de Nisa, a ser ultimada com a colocação das mil e uma pedrinhas (pedrar) alinhadas nos seus populares e caprichosos desenhos.

TRADIÇÃO ORAL: As alcunhas do Pé da Serra

Alcunhas quem as não tem
Há as em qualquer lugar
As que são do Pé da Serra
Eu vou aqui relembrar

A Nazaré Cavalheira
É mulher do Presidente
Mais conhecido p´lo Vara
Lá da Rua do Corrente

Junto à Fonte do Terreiro
Tem casa o Chico Barbeta
Moram no Largo da Igreja
Ti Farrada e Fastineta

Na Rua Nova eu conheço
O Pisco e o Zé Pação
O meu primo Chico Dim
E o ti João Manelão

Mesmo no centro da aldeia
Largo da Fonte da Bica
Vive o ti Zé Pires Pulão
E mais a ti Perna Chica

Lá bem no cimo do monte
Junto ao cemitério velho
Mora a Nazaré Fadinha
Com o ti Chico Bodelho

O ti Manel Louro Espirra
Hoje já perdeu o pio
Noutros tempos foi poeta
A cantar ao desafio

Não quero que ninguém fique
Com as alcunhas ofendido
Desculpem, mas estes versos
Foram feitos a pedido

Se calhar nos que falei
Comigo ficam zangados
Talvez os que ignorei
Queriam aqui ser lembrados

Tudo o que hoje escrevi
Somente a verdade encerra
Toda a vida eu ouvi
Falar assim cá na terra
Maria Nazaré Gonçalves

23.2.17

Zeca Afonso partiu há 30 anos. As homenagens sucedem-se

Um concerto de homenagem a Zeca Afonso e a apresentação do livro/DVD "O Povo que ainda Canta", do realizador Tiago Pereira, são destaques do Festival Entrudanças, que a partir de sexta-feira, se realiza na vila de Entradas, em Castro Verde.
O festival, promovido pela Câmara de Castro Verde, no distrito de Beja, a Associação Pédexumbo e a Junta de Freguesia de Entradas, decorre até domingo e a edição deste ano é dedicada ao tema "Transumâncias Culturais".
Segundo comunicou o município, a abertura do Entrudanças que começa na sexta feira, vai ser marcada pela apresentação do livro/DVD "O Povo que ainda Canta", a partir das 18:00, no Museu da Ruralidade.
O realizador Tiago Pereira e o editor José Moças, da Tradisom, vão estar presentes na sessão, que contará com a actuação de pedro Mestre, o cantor de cante alentejano e tocador de viola campaniça.
O livro tem 92 páginas e inclui oito DVD da série documental "O Povo que Ainda Canta", produzida por Tiago Pereira, em 2015, para a RTP2.
A obra, explicou o município, resulta do "sistemático e abrangente trabalho" que Tiago Pereira e a sua equipa têm vindo a realizar, desde 2011, registando práticas musicais de tradição oral, cantigas, rezas, paisagens sonoras, danças e projetos musicais organizados de cariz urbano de vários géneros.
A edição deste ano do festival vai homenagear também, no dia de abertura, o cantautor Zeca Afonso, considerado "um dos maiores nomes da música portuguesa de intervenção".
O concerto, a realizar pelas 21:30, na Praça Zeca Afonso, vai contar com actuações do Grupo Coral "Os Cardadores" da Sete, com modas de cante alentejano, e do músico Fernando Pardal e do grupo musical Contrabando, que vão interpretar "algumas das canções mais marcantes" do cantor de intervenção, nos 30 anos da sua morte.
Bailes, oficinas, passeios, artesanato, gastronomia e actuações de cante alentejano e de viola campaniça são outras das propostas do evento, até domingo.
No sábado, pelas ruas da vila alentejana, vai ainda ser apresentado um projecto de criação artística com a comunidade escolar e a Associação ART, que integra dois motes de interacção e criação: o movimento criativo e a expressão plástica.
Coordenado e dinamizado pelo Teatro Experimental de Lagos, o projecto resultou num "desfile performativo que representa a transumância de um rebanho, com os seus ritmos, os seus obstáculos e os seus imprevistos".
Em pleno período do Carnaval, o Festival Entrudanças propõe três dias de folia, numa "dança de identidade partilhada, cruzando gentes, tradições e o saber-fazer da comunidade local", destacaram os promotores.
E, com o tema escolhido para esta edição, "Transumâncias Culturais", a organização quer evocar "um tempo passado, lembrando a chegada dos grandes rebanhos que vinham pastar às terras de Entradas".
"Por isso, neste convívio, promovemos a partilha de saberes e diferentes vivências numa grande transumância cultural", resumiu.
Zita Ferreira Braga in www.hardmusica.pt - 22/2/2017 

OPINIÃO: O interior existe mesmo

Quando entrou no hospital da Guarda, na quinta-feira passada, Cláudia Costa estava quase no final de uma gravidez desejada e para a qual se submeteu a tratamentos de fertilidade. O que se passou numa hora e meia de alegada espera por um obstetra, a hora e meia que foi do sonho prestes a cumprir-se à perda de um filho, só os inquéritos em curso poderão apurar. Sobra, contudo, uma inquietação. O desfecho teria sido o mesmo numa maternidade de Lisboa ou Porto, com mais recursos e médicos disponíveis?
A nossa relação com os serviços públicos faz-se mais de perceções do que de factos. E a saúde é um dos setores em que mais difícil tem sido, para os sucessivos governos, encontrar respostas eficazes para dar sentimentos de confiança às populações do interior. Por maiores que sejam os incentivos dados aos médicos, centenas de vagas vão continuando por preencher. Faltam especialistas e essa certeza mina de forma incontornável a forma como se lê qualquer notícia sobre eventuais problemas de assistência em hospitais da metade menos populosa do país.
Portugal tem, na sua largura máxima, 218 escassos quilómetros. Estando-se sempre tão perto do mar, como pode falar-se em interioridade? O conceito está apenas nas nossas cabeças, ouve-se invocar frequentemente. A verdade de quem vive e sente o que se passa no terreno é outra. Por mais que se multipliquem autoestradas e que se tenha feito um esforço notável de dotação de infraestruturas, há ainda em tantos serviços um país a duas velocidades.
Há quem não goste da expressão Portugal profundo, pelo que ela encerra de uma certa sensação de obscuridade e mesmo obscurantismo. Mas há sempre formas diferentes de ler a mesma coisa. Profundidade e interioridade remetem para o que vem de dentro da alma. E é precisamente isso que os chamados territórios de baixa densidade têm de mais distintivo.
Quem escolhe fixar-se no interior do país tem de amar essa autenticidade e o conforto do que é pequeno e próximo. Mas dizer, com desmedido otimismo, que a mobilidade e a tecnologia do século XXI já rasgaram todas as barreiras, é ignorar limitações que são evidentes e que não se resolvem apenas com dinheiro. Como se vê com toda a clareza na falta de resposta dos médicos portugueses às sucessivas chamadas. A falta de atratividade do interior nalgumas especialidades é a prova mais dolorosa de que a interioridade, afinal, existe mesmo.
Inês Cardoso in “Jornal de Notícias” – 21/2/2017

José Afonso - Cantor da Liberdade (1928-1987)




 

Faz hoje, dia 23 de Fevereiro, 30 anos que José Afonso nos deixou, após longa e penosa doença.
Recordamo-lo aqui, com os dois "cartazes" da sua actuação em Pé da Serra (1979? 1980?) e uma das suas canções. Zeca faleceu há 30 anos, mas o seu legado cultural, o seu exemplo de luta pela Liberdade e contra a negra ditadura fascista, há-de perdurar pela vida fora.
Zeca, hoje e sempre, com Abril!

POSTAIS DO CONCELHO: Um dia, muitos dias...

 Hoje é Dia das Comadres

 Também é Dia de Brunhol, brenhol, brnhol ou Massa Frita e lembramos aqui, com saudade imensa, o Ti Serralhinha

Por onde andará esta "Malta" que se deixou fotografar no dia 1 de Junho de 2002?