11.6.26

Exposição em Reguengos de Monsaraz mostra o Alentejo através de fotografias reinterpretadas digitalmente



A exposição “Alentejo – Light, Land & Legacy”, de Alexandra Adams, vai estar patente de 10 de junho a 31 de julho, no Auditório António Marcelino da Biblioteca Municipal de Reguengos de Monsaraz. A mostra apresenta 15 fotografias originais reimaginadas como arte abstrata e pode ser visitada de segunda-feira a sábado, entre as 10h e as 12h30 e das 14h às 17h30.

Alexandra Adams refere que a metodologia e o processo artístico de cada obra “iniciam-se com uma fotografia original captada por mim no Alentejo, documentando paisagens autênticas, património, cultura, tradições, natureza e momentos da região”. A autora explica que “as imagens passam depois por um processo criativo de reinterpretação artística digital, em que composição, cor, textura, luz e movimento são cuidadosamente desenvolvidos para transformar a fotografia original em arte abstrata contemporânea, preservando a essência emocional e a identidade do lugar. As obras finais são criadas profissionalmente com impressões premium em tela, utilizando tecnologia de impressão e materiais de elevada qualidade, e cada peça é produzida por encomenda”.

Os trabalhos em exposição estão divididos por cinco temas, nomeadamente “Terra e Alqueva”, “Monsaraz, Reguengos e Património”, “O Homem, o Toiro e o Património”, “Vinho, Mesa e Tradição” e “Cidade, Pedra e Silêncio”. Alexandra Adams vive há dois anos no Alentejo, pois, segundo refere, “encontrei aqui espaço, tranquilidade e luz, e descobri uma terra que oferece tudo em abundância. Viver aqui permitiu-me ouvir verdadeiramente a terra, a sua história e as histórias silenciosas que cada pedra, árvore e aldeia carregam consigo”.

UGT /PORTALEGRE: Faleceu Alcino Silva, presidente do Conselho Geral


 NOTA DE PESAR

 A UGT Portalegre recebeu com profunda consternação, e manifesta o mais profundo sentimento de pesar, a informação do falecimento, prematuro, do seu Presidente do Conselho Geral, Professor Alcino Silva.

Um dos fundadores da União da UGT em Portalegre, a 17 de Abril de 2010, já anteriormente tinha feito parte dos órgãos da, então, Delegação distrital da UGT, onde foi eleito Vice-presidente da Mesa do Plenário. Actual Coordenador do SDP/Sul Portalegre, afecto à FNE – Federação Nacional de Educação, o Professor Alcino Silva foi um Presidente do Conselho Geral da UGT Portalegre sempre muito próximo da gestão da organização e leal, acompanhando de perto os planos previstos, mas também sem nunca abdicar da fidelidade aos seus princípios. A sua dedicação teve como resultado trabalhar durante o período de gestão de três Secretários-gerais da UGT nacional.

 Esta é uma manifestação de pesar, garantidamente unânime, por parte de todos os membros dos actuais orgãos sociais da UGT Portalegre. Neste momento de dor, a UGT Portalegre solidariza-se com a sua esposa, filhos e restante família, a quem apresenta as mais sentidas condolências, e agradece todo o trabalho e dedicação prestados a esta organização ao longo destes anos.

P’lo Secretariado da UGT Portalegre,

Marco Oliveira

SAÚDE: Santo António das Areias recebe colheita de sangue


Pela primeira vez as nossas brigadas no concelho de Marvão tiveram o seu epicentro na sede do Grupo Desportivo Arenense, onde funciona o Centro Cultural e Recreativo de Santo António das Areias. Mais uma colheita conjunta da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP – e da Unidade Funcional de Imunohemoterapia do hospital de Portalegre.

Dadores que se encaminharam para o local foram nove, já que naquele sábado se realizaram alguns eventos que fizeram divergir os habitantes da zona. O sexo feminino esteve em maioria com cinco presenças (55,6 %).

O número de unidades de sangue angariadas em Santo António das Areias foram iguais às presenças, pois todos estavam em condições para se sentarem nas cadeiras da dádiva.

A Câmara Municipal de Marvão apoiou a realização do almoço de confraternização, servido ao início da tarde.

Nisa e Monforte

As próximas colheitas da ADBSP estão previstas para: Nisa, no centro de saúde, a 13 de junho. Já a 27 de junho temos encontro marcado no quartel dos bombeiros de Monforte. Sábados da parte da manhã.

Todos os pormenores em: https://www.facebook.com/AssociacaoDadoresBenevolosSanguePortalegre/

JR

 

 

 

NISA: XXXI Festival de Folclore do Rancho das Cantarinhas

 


10.6.26

PORTALEGRE: Junho em Cena – “Jantar dos Idiotas”


13 JUN. SÁB. 21H

Jantar dos Idiotas da Yellow Star Company

Junho em Cena – Mostra de Artes Performativas

Teatro | CAEP - GA | 25€ Plateia / 20€ Balcão | M/12 anos

Venda exclusiva na Bilheteira OnLine (BOL)

Pedro Boto, um editor de sucesso, tem por hábito organizar, com um grupo de amigos, o que denominam “Jantares de Idiotas”. O organizador do jantar convida, para além do seu grupo de amigos, um Idiota, sem que ele saiba que está a ser convidado, por ser um verdadeiro Idiota. Durante o jantar todos fazem “gato sapato” da inocente vítima. É cruel? Sim. É divertido? Bastante! Pelo menos este grupo de amigos diverte-se muito… com o Idiota de serviço.

Mas será que chega a haver o tal Jantar?

O Idiota, como será ele?

A mulher do editor, que pensa deste Jantar? E a amante? E o que fará um amigo enganado em casa do editor? E um rígido inspetor das finanças sem ter jantado?

Quer saber? Sabe o que fazer, não seja Idiota e venha ver este “Jantar de Idiotas”!!!!

 P.S.

Pelo sim pelo não, jante antes deste Jantar!

 Ficha Artística:

Uma Produção Yellow Star Company

Encenação: Paulo Sousa Costa

Texto: Francis Veber

Tradução e Adaptação: João Didelet

Assistência de Encenação: Diogo de Carvalho e Luís Pacheco

Elenco: Ângelo Rodrigues, Daniel Cerca Santos, Inês Gutierrez, João Didelet, Luís Pacheco, Rui Porto Nunes e Sara Cecília

Cenografia e Figurinos: Fred Klaus

Construção de Cenografia: Catarina Sousa, Rui Batista, Bruno Bogarim e José Teles

Construção de Figurinos: Mafalda Estácio

Produção: Carlota González

PÉ DA SERRA (Nisa): Sardinhada na sede dos "Amigos"

 


DESPORTO: O tempo das ditaduras no futebol mundial


O que aconteceu no Mundial de 2026 nas últimas 48 horas:

• O visto do jogador suíço Embolo foi colocado em análise e só conseguiu juntar-se à sua equipa dias depois.

• O jogador da seleção iraquiana, Aymen Hussein, foi detido para interrogatório durante quase 7 horas, quando entrava nos Estados Unidos.

• A seleção iraniana passou dias a tratar dos procedimentos de visto no Consulado dos EUA na Turquia. Os EUA só permitiram a entrada da equipa nos dias de jogo. Quinze membros da delegação viram os seus vistos recusados.

• Omar Abdulkadir Artan, eleito o Melhor Árbitro Africano de 2025 pela CAF, viu o seu visto ser-lhe negado. Apesar de viajar para os EUA com um passaporte diplomático, foi-lhe recusada a entrada e foi reenviado. A FIFA anunciou que não poderá arbitrar jogos no torneio.

• A selecção sul-africana chegou aos Estados Unidos muito mais tarde do que o previsto porque parte da comitiva não obteve os vistos.

• Os membros da equipa técnica da seleção senegalesa foram obrigados a descalçar-se e sujeitos a longas revistas, o que gerou acusações de racismo.

• A seleção do Uzbequistão foi revistada com cães farejadores de bombas e as imagens tornaram-se virais nos media internacionais.

• Alguns adeptos escoceses, apesar de terem direito a entrar nos EUA sem visto através do programa ESTA, viram as suas autorizações de viagem revogadas poucos dias antes da partida.

• Muitos adeptos que já tinham comprado bilhetes e reservado alojamento viram os seus pedidos de visto negados, resultando em prejuízos financeiro

·         José Flores Martins

 

PORTUGAL na Poesia de Alexandre O´Neill

 


Portugal

Ó Portugal, se fosses só três sílabas,
linda vista para o mar,
Minho verde, Algarve de cal,
jerico rapando o espinhaço da terra,
surdo e miudinho,
moinho a braços com um vento
testarudo, mas embolado e, afinal, amigo,
se fosses só o sal, o sol, o sul,
o ladino pardal,
o manso boi coloquial,

a rechinante sardinha,
a desancada varina,
o plumitivo ladrilhado de lindos adjectivos,
a muda queixa amendoada
duns olhos pestanítidos,
se fosses só a cegarrega do estio, dos estilos,
o ferrugento cão asmático das praias,
o grilo engaiolado, a grila no lábio,
o calendário na parede, o emblema na lapela,
ó Portugal, se fosses só três sílabas
de plástico, que era mais barato!
*
Doceiras de Amarante, barristas de Barcelos,
rendeiras de Viana, toureiros da Golegã,
não há «papo-de-anjo» que seja o meu derriço,
galo que cante a cores na minha prateleira,
alvura arrendada para o meu devaneio,
bandarilha que possa enfeitar-me o cachaço.
Portugal: questão que eu tenho comigo mesmo,
golpe até ao osso, fome sem entretém,
perdigueiro marrado e sem narizes, sem perdizes,
rocim engraxado,
feira cabisbaixa,
meu remorso,
meu remorso de todos nós...

Alexandre O'Neill, in 'Feira Cabisbaixa'
Pintura de Augusto Pinheiro

9.6.26

CULTURA: O céu ainda sorri para Lídia Jorge


A 18 de Junho de 1946, em Boliqueime, «o céu sorriu». Não porque «os anjos cantaram», mas porque, «de vez em quando, nasce alguém» capaz de recordar o que muitas vezes a humanidade esquece: «a sua própria humanidade». Esse alguém tem nome próprio: Lídia Jorge, a mesma que, quase 80 anos depois, a 8 de Junho de 2026, voltou a fazer o céu sorrir. Agora com uma Medalha de Mérito Cultural ao peito.

Na vida, há quem herde «propriedades», quem herde «apelidos» e outros há que herdam «uma coisa mais rara: o conhecimento profundo da condição humana».

É aqui que se insere Lídia Jorge, escritora multipremiada, algarvia de coração e de convicção, alguém que «nunca escreveu para conquistar o mundo».

Antes, «para o compreender», nas palavras de Dino d’Santiago, também cantor multipremiado, também algarvio de coração e de convicção – e, circunstancialmente, “padrinho” da atribuição da Medalha de Mérito Cultural a Lídia Jorge.

Aconteceu ontem, 8 de Junho, em Loulé, perante uma plateia lotada – Lídia haveria de confessar, com a sua íntriseca bondade, que estava entre amigos. De tal forma que quase «podia enunciar o nome de cada um dos rostos».

Eles eram imensos: Margarida Balseiro Lopes, ministra da Cultura, Juventude e Desporto (“culpada” desta homenagem à escritora algarvia), Telmo Pinto, presidente da Câmara de Loulé, Vítor Aleixo, ex-presidente da Câmara de Loulé, Carlos Albino, companheiro de décadas de Lídia, responsáveis autárquicos, gente ligada à cultura.

E Dino d’Santiago, a quem coube um género de laudatio à escritora que lhe ensinou que o dia 18 de Junho nunca mais terá o mesmo significado.

«Deixou de ser uma data para ser um lugar: onde a literatura, a esperança e as memórias resistem. E onde uma mulher de Boliqueime continua a lembrar-nos de que escrever não é só o ato de organizar as palavras», disse.

Nas suas obras – elas são tantas, desde o inicial “Dia dos Prodígios” (e já lá vamos) -, julgamos estar a olhar para «personagens» para, de forma súbita, entender que «estamos a olhar para nós próprios».

Talvez seja essa a magia da literatura. «Compreender é um dos gestos mais revolucionários que o ser humano pode realizar. Num tempo em que tantos escolhem o ruído, ela escolheu escutar. Talvez seja por isso que a sua obra permanece. Porque não nasceu da ideologia, mas da compaixão», disse, antes do abraço final à escritora, que o escutou comovida.

Assim se manteve também quando Margarida Balseiro Lopes lhe agradeceu – num registo mais pessoal – a «simplicidade, a simpatia, a generosidade, a humanidade e a humildade». Todas «absolutamente desconcertantes».

A escritora, considerou a ministra, já num tom mais institucional, construiu «um percurso singular, com uma obra que atravessa grandes géneros e formas de escrita». Mas que nunca se desligou da «memória, da condição humana» e da «forma como olhamos o país e o mundo que nos rodeia».

O seu percurso começou «aqui, no Algarve», que sempre se manteve «na paisagem da sua escrita». O tal “Dia dos Prodígios” [e lá voltaremos a ir] foi «uma das obras mais marcantes da literatura portuguesa no pós-25 de Abril».

«Tratou-se de uma obra que abriu novas possibilidades à narrativa portuguesa contemporânea, construindo uma leitura profundamente original do país, da transformação social e da realidade portuguesa saída da ditadura», disse.

Outras se seguiram, como “Costa dos Murmúrios” ou a mais recente “Misericórdia”, mas a própria Lídia Jorge mantém com o primeiro livro que publicou uma relação que não escondeu, no seu discurso.

Já de medalha ao peito, depois de longos agradecimentos, a escritora confessou a «surpresa» de que se revestiu a publicação da sua primeira obra.

Com «palavras típicas de um lugarejo perdido no barrocal algarvio», essa história tinha tudo para ser um «livro completamente fora de moda». Tornou-se num clássico da literatura portuguesa contemporânea.

«Escrevi-o a seguir à Revolução, convicta de que a sociedade portuguesa se ia modernizar de um momento para o outro. E eu, sem qualquer tipo de saudosismo, desejava que não fosse esquecido o Portugal primitivo que a maior parte de nós, na altura, tinha conhecido», confessou.

Para que a memória não se perdesse – ela que é um dos elementos primordiais na escrita de Lídia, uma escritora hoje atormentada com os desafios das novas tecnologias, que foram o mote para uma reflexão durante a tarde, em Tavira, também com a ministra da Cultura.

Há a inteligência artificial, uma «incógnita à qual ainda não sabemos dar verdadeiramente os adjetivos», mas também uma certeza bem vincada pela autora algarvia.

«A literatura e a poética representam o lugar último de resistência à robotização do pensamento, à artificialidade, à despersonalização. Nenhuma máquina poderá rivalizar com a capacidade criativa que nós, os seres humanos, temos», vincou.

Tudo isto foi dito, vivido e contado, em Loulé, no Algarve, na terra dela, na «primeira pátria» de uma escritora que continua a fazer o céu sorrir.

·   Texto e Fotos: Pedro Lemos | Sul Informação -  Junho 9, 2026

 


SAÚDE: PSP de Portalegre promove dádiva de sangue


Algumas instituições portalegrenses têm-se esforçado por concretizar colheitas de sangue. Ainda recentemente estivemos no Centro de Formação da GNR e também no Instituto Politécnico. Agora foi a vez da Polícia de Segurança Publica de Portalegre ter avançado para uma dádiva. Para tal contou com o apoio de algumas entidades, como a Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP – e a Unidade Funcional de Imunohemoterapia da ULSAALE.

A brigada teve lugar na acolhedora sala que foi salão nobre do antigo Governo Civil, na Casa Nobre dos Viscondes de Portalegre, onde se encontra instalado o Comando Distrital da PSP de Portalegre.

Foram angariadas nesta jornada três dezenas de unidades de sangue total, sendo certo que todos os inscritos completaram a dádiva.

Estrearam-se como dadores de sangue 11 dos presentes.

Resultados valiosos que são de se aplaudir e com os quais nos congratulamos!

Vá a: https://www.facebook.com/AssociacaoDadoresBenevolosSanguePortalegre/

JR

NISA: União de Freguesias promove Concurso de Capelas de S. João


A União das Freguesias de Espírito Santo, Nossa Senhora da Graça e São Simão vai realizar, uma vez mais, o já tradicional Concurso de Capelas de São João, uma iniciativa que tem como principal objetivo preservar, valorizar e perpetuar uma das mais bonitas tradições populares da nossa União de Freguesias.

Convidamos todos os fregueses a participar e a dar continuidade a esta tradição que tanto nos orgulha. Seja individualmente, em família, através de uma associação, grupo informal ou estabelecimento local, todos são bem-vindos a contribuir para tornar a noite de São João ainda mais especial. Este é um momento de convívio, partilha e comemoração das nossas raízes e da nossa identidade cultural.

Haverá prémios para os primeiros classificados, sob a forma de vales para utilizar no comércio tradicional local.

As capelas deverão ser elaboradas com flores naturais, respeitando a tradição popular associada a São João, e colocadas na frontaria da casa, parede, janela ou porta, devendo estar visíveis e expostas na rua a partir das 18h00 do dia 23 de junho.

As inscrições são gratuitas e decorrem até ao dia 23 de junho de 2026, às 16h30.

Após a inscrição, as capelas serão fotografadas pela União de Freguesias e publicadas na página oficial de Facebook, identificadas apenas por um número.

A votação decorrerá através da página oficial da União de Freguesias, entre as 12h00 do dia 24 de junho e o dia 30 de junho de 2026.

Os resultados serão divulgados na página de Facebook oficial da União de Freguesias e na sede da União de Freguesias.

Participe, dê asas à criatividade e ajude-nos a manter viva uma tradição que faz parte da história e da identidade da nossa União de freguesias.

 

GAVIÃO: 𝐗𝐗𝐈 𝐅𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐌𝐞𝐝𝐢𝐞𝐯𝐚𝐥 𝐝𝐞 𝐁𝐞𝐥𝐯𝐞𝐫


📅 19, 20 e 21 de junho de 2026

O Foral de D. Sancho I, às Terras de Guidintesta

ALPALHÃO: Alpalhão Sport Clube promove BrincAção


Ao longo das últimas semanas, fomos dando a conhecer as várias atividades preparadas para a primeira edição do BrincAção 🎉

Este é um evento pensado e organizado com muito carinho e dedicação para todas as idades, com o objetivo de proporcionar um dia cheio de convívio, alegria e partilha, criando boas memórias para todos os que nos visitarem 💛

Hoje apresentamos o cartaz final com toda a programação desta 1.ª edição.

Esperamos poder contar com a presença de todos neste dia tão especial para nós, uma vez que será o nosso primeiro grande evento. A vossa participação será, sem dúvida, essencial para o sucesso desta iniciativa.

Contamos também com a presença dos pais, para que juntos possam brincar e partilhar momentos com os vossos filhotes 👨‍👩‍👧‍👦

✨ Relembramos ainda que todas as atividades serão totalmente gratuitas.

🍔🥤 Durante todo o evento estará disponível serviço de bar com comida e bebidas.

8.6.26

NISA: Capelas de S. João dão cor à Tradição


Na noite de S. João,

A capela é pendurada,

Na janela da moçoila

Para ser abençoada.

Maria Sampaio Temudo

 Não se conhecem com rigor as origens desta tradição. Sabe-se, isso sim, que S. João, um dos santos populares, era muito acarinhado em Nisa, de tal modo a profusão de nomes João. Era, também, o “santo dos namoros”, das flores, da renovação e da vida. Daí ser natural associar estes elementos à feitura das Capelas.

Maria José Moura, 86 anos, e Josefa da Silva Macedo, 89, duas nisenses, moradoras na “Vila” e que encontrámos a fazerem Capelas, dizem-nos ser “uma tradição muito antiga” e que actualmente são as pessoas mais idosas que as fazem para dar aos netos.

“Em nova toda a gente fazia, era um regalo ver as casas com tanta capela pendurada”.

Capelas, era sinónimo de filhos, de prole numerosa.

A pequena sala de entrada na habitação está cheia de flores e as duas mulheres, com um entusiasmo juvenil, não dão mãos a medir, na execução de uma tarefa que, nota-se, é grata para elas.

“As Capelas começam por levar um arco feito com plantas trepadeiras, que é a “sustentação” e onde colocamos a penugem, alecrim, alfazema e umas rosinhas que não se sequem durante o ano. Depois de se saber não custa nada. Às vezes, o mais difícil é apanhar as flores e a penugem”

Mais de duas dezenas de Capelas estão já prontas e expostas à nossa frente. A tradição das Capelas de S. João parece querer ganhar um novo incremento e prova disso foi o 1º Concurso organizado pela União de Freguesias da Senhora da Graça, Espírito Santo e S. Simão e que teve uma boa participação.

Participaram 32 pessoas; 77 capelas a concurso, todas elas de grande beleza e a União de Freguesias atribuiu o 1º e o 2º prémio a Isabel Requeixa, tendo o 3º prémio sido atribuído a Laurentina Figueiredo, prémios que mereceram uma contribuição pecuniária, no valor de 40, 30 e 20 euros, respectivamente, em produtos a adquirir no comércio local.


É um incentivo a manter esta tradição nisense, popular e artística, não só na sua forma original, mas também como elementos decorativos e diferenciadores, que alegram as frontarias das casas e anunciam, a quem passa, o frémito de vida nova que as habita.

Mário Mendes

NOTA. O texto já tem uns "anitos". A senhora Josefa da Silva Macedo, faleceu, entretanto, no esplendor e graciosidade das suas 90 primaveras. O texto é também uma evocação e homenagem a estas mulheres da "vila" que tanto contribuíram para o renascimento de uma tradição que ameaçava perder-se. Felizmente, estão aí, belas e vigorosas, as Capelas do S. João de Nisa

 

PORTALEGRE: Teatro no CAEP – “A minha avó é uma Matriosca”


A minha Avó é uma Matriosca

Junho em Cena – Mostra de Artes Performativas

9 JUN. TER. 14H – Igreja do Espirito Santo de Alegrete

10 JUN. QUA. 11H – Salão da Casa do Povo de Reguengo

10 JUN. QUA. 18H – Salão da Casa do Povo de Alagoa

Teatro | Freguesias de Alagoa, Reguengo e Alegrete | Entrada Livre | M/6 anos

Duração aproximada 40 minutos

Limite: 60 crianças por sessão

"A minha Avó é uma Matriosca" parte de um dia na vida de uma mulher grávida. Que caminhos percorreu? Que objetos tocou? Que coisas fez?

60 anos depois, a sua neta tenta encontrar tudo o que a liga a essa avó. Fios que tecem a vida destas duas mulheres.

Numa jornada entre o real e o imaginário, Mariana descobre quem era a sua avó e o que ela carrega da mesma.

Mariana convida-nos a partir juntos neste périplo, numa estória contada e cantada, dançada e tocada, que procura descobrir a importância da memória e daquilo que as nossas avós nos dão sem sabermos.

"Que mistérios estão dentro das mãos da minha avó?"

Criação, Interpretação, Voz e Violoncelo: Mariana Ramos Correia

Design e Objetos de Cena: Raquel Raposo

SINES: Brasil em festa no Pátio das Artes


No âmbito do programa AoCAS, realiza-se esta quinta-feira, 11 de junho, a partir das 21h30, um Festa Junina no Pátio das Artes, com entrada livre.

O programa inclui, às 21h30, um workshop de forró, e, a partir das 22h15, um concerto com Forró Harmonize, banda formada por três músicos brasileiros apaixonados pela cultura popular nordestina, que trazem ao palco os grandes sucessos do forró com autenticidade, energia e emoção.

Ao longo da noite, estarão disponíveis para venda iguarias típicas do Brasil.

👉 Iniciativa fruto da parceria entre a CMSines / CAS e a Associação Caboverdiana de Sines e Santiago do Cacém, através do projeto (A) Cultura-te - Interculturalidade na Cidade, que tem como objetivos, entre outros, promover a interculturalidade na Cidade, contribuir para uma maior aceitação das comunidades imigrantes e cooperar para as políticas de acolhimento, igualdade e inclusão.


PORTALEGRE: Junho em Cena – Dançário no CAEP


9, 11 e 12 JUN. 10.30H e 14H

Dançário

Junho em Cena – Mostra de Artes Performativas

Multidisciplinar | CAEP - CC | entrada livre, mediante marcação | M/4 anos

Dancário é um projeto que reúne as áreas da dança, das artes plásticas e da escrita, criado com e para crianças a partir dos 4 anos.

Se podemos definir um herbário como uma coleção de plantas secas, um bestiário, como uma coleção de bestas ou animais, dos quais podemos obter informação, um Dançário será uma coleção de danças que constroem entre si uma lógica caleidoscópica. Todas as coisas se ligam em constante transformação, a dança que desafia a palavra, que desafia o desenho, por esta ou outra ordem.

Ficha Artística:

Direção Artística e Interpretação: Maria Belo Costa

Cocriação | Artes Plásticas: Rachel Caiano

Cocriação | Dança: Clara Bevilaqua

Apoio à Dramaturgia: Lorena Nobel

Figurinos: Beatriz Filomeno

Paisagem Sonora: Defski

Desenho de Luz: José Martins

Projeto Gráfico: Helder Milhano

Co-produtores: Cento de Artes do Espetáculo de Portalegre, Município de Castelo Branco, Teatro Cine de Gouveia, Centro de Artes do Espetáculo de Sever do Vouga

Apoio: República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto/Direção-Geral das Artes

CEDILLO: Festas em louvor de San Antonio 2026

 


NISA: Festas em louvor de Santo António


 

VALÊNCIA DE ALCÂNTARA Comemora Dia de Portugal


👉 Conferência sobre os 800 anos do 1º Foral de Marvão, com Jorge de Oliveira.

👉 Atuação da Tuna Sénior de Marvão.

🗓 10 de junho

🕖 19h00

📍 Castelo Fortaleza de Valencia de Alcántara

7.6.26

MARVÃO: Centro de Lazer da Portagem palco do Txiii “Revival Experience” a 13 de junho


O Município de Marvão vai assinalar o início da época balnear e o 25º aniversário do Centro de Lazer da Portagem, no próximo dia 13 de junho, com um grande evento temático, onde a música revivalista dos anos 70 a 2000 vai ser a protagonista.

Ao longo de três horas de espetáculo, vão recordar-se melodias que marcaram gerações e o ambiente dessas icónicas décadas, com o DJ Miguel Simões (Ex. M80), Carlos Ribeiro (Ex. Excesso), Gato (Ex. Milénio) e Maria Barreto.

“Txiii, porque é isto que dizes quando ouves estas músicas!”

13 de junho

22h00

Centro de Lazer da Portagem

Espetáculo cofinanciado pela União Europeia, através do Programa Interreg VI-A Espanha-Portugal (POCTEP) 2021-2027.

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

 

Concessão Geral | cartoon editorial da revista de Domingo do @correiodamanhaoficial Vasco Gargalo


UM POEMA POR DIA, BEM QUE SABIA... - António Borrego


 IA"..."yá,yá,yá"

Compactação e alienação no doce descanso da preguiça ou da lavagem cerebral.

Quando regressei da terra...(Tolosa)...

senti remorsos da minha insignificância e da minha ignorância...

quando de lá saí, buscando vida noutras terras...

(terras de multidões anónimas)

ainda não havia o "bicho computador" nem a "IA"...

à qual podemos fazer perguntas e, resposta pronta no imediato...

quem sabe, podia ajudar-me nessa coisa de "ter que sair"...

deixar família e amigos para trás...as raízes que me acompanharam

foram as saudades e as memórias...

a pergunta seria!!

como faço para não ir...não ter que partir...

(o meu mundo ruiu, colapsou)

na altura, menino sem voto na matéria...não obtive respostas...

só lágrimas que me acompanharam por demasiado tempo

(mas que raio, um Homem não chora rapaz, dizia o meu Pai, com os olhos também marejados)...

nem os bondosos pastores de batina, guardaram o borrego...

nem os catequistas, sempre prontos a puxar as orelhas

a quem não sabia os primeiros passos de uma religião (imposta)...

(mais tarde percebi, porque os seminários e os conventos, abarrotavam de tantos cristãos e irmãs, a verdade é que se colam a nós, desde o batismo até à extrema unção, onde conduzem o "moribundo pró céu")

foi nessa altura que, soube que...o meu anjo da guarda...

bateu as asas e tirou férias...

pelos vistos nesses tempos, a ordem era, ensinar a bater...

tanta violência, ainda por cima...com o aval dos pais...

já sabe Srº Professor...se ele se portar mal "chegue-lhe!!"...

esta coisa de ensinar religião à bofetada, era como na escola...

reguadas e canadas que ferviam...

felizmente o cérebro cria as "enzimas do esquecimento"...

a verdade é que...nunca vi na catequese os filhos dos

"donos da vila" (os ricos)...os filhos deles, eram os meninos e nós os cachopos...pelos vistos, eles já tinham ensinamentos à parte...

nem bebiam óleo de fígado de bacalhau na cantina...

com uma colher de pau apontada ao nariz e a recomendação...

ai de ti se vomitas...engole e depois podes chorar à vontade...

só mais tarde me apercebo que os filhos dos ricos, não sofriam de raquitismo, nem de repressão autorizada...

acho que percebi a coisa à minha maneira...

aos "meninos" assistiam-lhes os "santos de primeira"...

aos cachopos, serviam muito bem os "santos de segunda"...

foi esta a conclusão que cheguei mais tarde...

com o meu grande amigo e companheiro da primeira à quarta classe...o João Salgado...(falámos sobre isto, e coincidimos na análise)

depois, o tempo e as condições, destronaram os ricos...

a emigração retirou-lhes os escravos, e a mão de obra barata que...

havia com fartura, dá para pensar...como é que...

um "meguélhe" de pão e um pedaço de toucinho amarelo já a roçar o rançoso, com umas azeitonas pretas, davam "tanto sustento"...pior?! é andarem por aí uns saudosistas a dizer que...

dantes é que era bom...

conto sempre!!

com o poder da alegria reposta...mesmo que o corpo envelheça...

ao ritmo do tempo que...passa rápido...

a carne, já não delira?!

o ardor?!..só me cria pranto e nenhum espanto...

em que possa dizer...as minhas asas ainda são fortes...

vou usando as folhas da memória...como testemunho...

daqueles que já se esqueceram...

ou então as enzimas deles, são tão fortes que...

criam o encanto de mudar o passado...num filme adulterado...

visto e revisto por sensores, com automatismos de defesa...

que ilibam..."meninos e família" e os verdugos que, mais uma vez...

tentam aparecer...na orla do poder...

ou estamos no mundo de forma digna...

ou estamos no mundo de forma infame...

urge arriscar horizontes que tenham...o cunho da liberdade...

ou então perecemos, na inação...e na ganância dos inumanos...

os algozes bem tentam dar...outro nome às coisas...

só que, ainda há...quem não esqueça...

agora?!

os dias serão uma prova de fundo para vencer...

cantemos e venceremos...nós sabemos sofrer a alegria...

urge cantar a alegria...mesmo que tenhamos vontade de chorar...

esta escada "cá de dentro"...custa tanto a subir, como a descer...

meus amigos, um dia subiremos à luz mais branca de todas...

e, veremos o mar passar...entre as estrelas...

estaremos reunidos outra vez...iremos nadar no "poço da velha"...

e, ouviremos soar o azul cá de dentro...

entretanto, saboreemos as migalhas de dor que...ainda nos restam.

a leitura da vida, não encerra nenhum sentido oculto...

está tudo no útero da eternidade...ou melhor...

no útero das nossas Mães...e aqueles que se atrevem a desobedecer...e a sair do rebanho...pois que...

inventam até conspirações cósmicas, e mais aquilo que vos/nos vier à cabeça e "prontes".

A.B. 2026. 

* Pintura de Augusto Pinheiro