26.8.26

OS VERDES denunciam desnorte das políticas ferroviárias do Governo PSD/CDS


A mobilidade não é um luxo, é um direito!

As recentes notícias vêm pôr a nu a total inversão de prioridades políticas em matéria de mobilidade ferroviária. Se por um lado, é com pompa e circunstância que se anunciam fundos comunitários avultados para investir no comboio de luxo que virá a circular nas depauperadas linhas do Douro, Beira Alta e Beira Baixa, através da aquisição por parte de empresas privadas à CP de material circulante para transformação em comboio hotel, por outro lado falta investimento para garantir o pleno direito das populações à mobilidade nestas regiões do país.

Enquanto estiver por cumprir a ligação ferroviária a todos as capitais distrito, Os Verdes continuarão a exigir do Governo os investimentos e as intervenções que tardam, como por exemplo a reativação da linha do Corgo; a resolução do problema do afastamento da estação de Portalegre à cidade pela criação do ramal, melhorando a atratividade do modo ferroviário; a reposição de condições de plena utilização da ligação ferroviária a Beja para que os anúncios se traduzam em obras concretas, sem novos adiamentos. No mesmo sentido, entendemos a urgência de precaver situações como as que afetam utentes nas ligações a Évora, onde se verificam com frequência problemas de lotação esgotada, atrasos prolongados e automotoras paradas sem condições ideais de conforto, em particular em dias de elevada temperatura. Na mesma linha, Os Verdes entendem que a nova travessia do Tejo constitui uma ligação estratégica ao desenvolvimento ligando Chelas ao Barreiro para retirar pressão rodoviária e incentivar a mobilidade sustentável, pelo que deve ser assumida como prioritária num contexto de aumento da circulação ferroviária entre o Norte e o Sul do País e na conexão ao futuro aeroporto.

No entanto, e perante o desinvestimento progressivo da ferrovia, Governo e Autoridade da Concorrência (AC) alinham a agulha: a continuidade do caminho da privatização do setor ferroviário, agora com a proposta da AC para o fim do contrato público com a CP, cujo prazo termina em 2029 com extensão prevista até 2034, mas que a AC sugere antecipar.

Os Verdes rejeitam o caminho da privatização da ferrovia, e o exemplo de que este é um trilho sem saída é a (falsa) premissa de que parte este estudo divulgado pela AC, o que dita o fracasso desta opção: “permitir que consumidores, empresas e economia beneficiem de preços mais baixos, maior qualidade e diversidade da oferta e maior eficiência.”

Reconhecendo o contributo do setor turístico para o desenvolvimento, Os Verdes não podem aceitar que o mesmo seja alavancado à custa das infraestruturas, do material circulante essencial ao transporte de passageiros e mercadorias – cuja recuperação pode e deve estar ao serviço do transporte público - e de projetos e investimentos que há muito tardam. 

Os Verdes defendem a democratização do uso do transporte público, a justa e necessária reposição e modernização das redes e ligações ferroviárias, a recuperação e o aproveitamento total do material circulante existente, e a renovação do mesmo, e de e de que a CP carece, para além da redução dos tempos de percurso, matérias há tanto tempo reivindicadas por utentes, trabalhadores ferroviários e pelo Partido Ecologista Os Verdes.

Recordemos que, desde o início do ano, a linha da Beira Baixa está sob suspensão parcial do serviço, devido aos estragos causados por temporais severos, obrigando à implementação de transbordos rodoviários e o corte de fluxo ferroviário contínuo no Interior Centro, o que penalizou de forma particular as populações de Abrantes e Castelo Branco. 

Como Os Verdes há muito alertam a privatização prejudica as populações, porque em causa estão apenas interesses economicistas e de rentabilidade destes serviços e não o superior interesse público, o que contribuirá para fragilizar os serviços – como hoje se verifica na sequência da entrega do serviço da linha entre Lisboa e Setúbal à Fertagus – e para adensar ainda mais as restrições de acesso à ferrovia dos territórios do interior. Além do mais, a privatização ameaça a segurança ferroviária como se verificou no Reino Unido e que levou a reversão da privatização, na sequência das inúmeras queixas devido a atrasos frequentes, cancelamentos e tarifas elevadas que o modelo privado gerou.

 Os Verdes rejeitam  a subconcessão a privados dos serviços urbanos ( três na região de Lisboa, as de Cascais, Sintra-Azambuja e Sado; e a totalidade das linhas suburbanas do Porto). A ferrovia é um serviço estratégico para o desenvolvimento do país e deve ficar sob controlo estatal. Queremos uma ferrovia, segura e acessível, que contribua com um papel relevante para as políticas de mobilidade, no combate às assimetrias regionais, na eficiência energética, na resposta e mitigação das alterações climáticas.

As populações contam com Os Verdes na defesa do direto à mobilidade, porque a mobilidade não pode ser um luxo.

O Partido Ecologista Os Verdes

Lisboa, 26 de agosto de 2026

NISA: Caminhada no PR7 Nis "Entre Azenhas"

 

Mais informações e inscrições em »»»» 

https://www.cm-nisa.pt/index.php/imagem/eventos-e-atividades/380-eventos-e-atividades-2026/5047-caminhos-de-nisa-ao-encontro-do-patrimonio-montalvao

 

25.8.26

NISA: É Preciso apoiar os Artistas da Terra!


Foi há 18 anos (Agosto de 2008) esta Exposição da artista plástica Rosário Bello, natural de Nisa. Passados todos estes anos, a artista apurou as suas formas de Criar e tornou-se uma verdadeira  e multifacetada criadora e embaixadora de uma região que reconhece os méritos e a tem apoiado. É tempo de Rosário Bello voltar a expor em Nisa e criar um painel num espaço público que faça jus ao seu talento e às suas origens que nunca deixou de enaltecer.

CRÓNICAS DA TABANCA: Vir e não ver…


O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro (eu chamo-lhe o da “Marrafinha”, mas não é por mal…) vem a Nisa na próxima quinta-feira, na iniciativa partidária a que chamaram a “Rota do Interior”. Uma “rota” que toca apenas concelhos de maioria socialista e que não é mais que um exercício de “salta-pocinhas”. O que vem Carneiro fazer ao Alto Alentejo, perguntará o leitor.

Começa a jornada pela tardinha no Festival do Crato, com jantar no intervalo das “melodias de sempre”. No dia 27, logo pela manhã, estará na Câmara de Nisa para observar e juntar-se à novela da Ponte de Cedillo. Aqui ouvirá os autarcas falar da autêntica odisseia que tem sido fazer um desenho e tirar montanhas de selfies desde 2017 como bandeira eleitoral, a enaltecer o feito socialista. Não têm nada a apresentar, a não ser alguns milhões de euros de pagamentos de máquinas, fora das autorizações para o arranque da obra. Que está parada, não avança, uma decepção para a pipi das meias altas que prometeu inaugurá-la em 2025, como a cereja no topo do bolo e trunfo eleitoral.

A ponte de Cedillo tem uma história de mais de 60 anos. Era compromisso de Espanha construí-la como contrapartida por terem implantado uma barragem assente em território nacional. Nunca a fizeram e deixaram que a empresa (espanhola, tá claro) que administra a barragem passasse, também  a “gerir” a passagem como se fossem polícias de uma fronteira fictícia, mas que sempre permitiu, com maior ou menor dificuldade, a passagem de portugueses e espanhóis. Agora, não. Só quando a “senhora Iberdrola” resolve abrir a passagem no coroamento, em tempo de festas. Aboliram-se as fronteiras, mas uma empresa privada gere, a seu gosto, uma passagem internacional e limita as relações de dois povos, dos mais isolados na península ibérica.

Na Câmara – o tempo não dará para mais, além das praxes do costume – José Luís Carneiro não ouvirá falar da urgente necessidade de requalificação das minas de urânio. Ninguém ousará apontar-lhe os malefícios e insegurança devido ao prolongamento do prazo de funcionamento da central nuclear de Almaraz, que há mais de 30 anos devia ter sido encerrada.

Ninguém lhe dirá que a sede do concelho (Nisa) tem deficientes ligações rodoviárias ao IP2, mormente no sentido Barragem do Fratel - Nisa e que urge criar as condições para que todos os habitantes do concelho possam transitar nos dois sentidos sem impedimentos.

Não ousarão questioná-lo  sobre as medidas tem preparadas para , no caso de vir a ser governo, transformar o interior do país, dando-lhe as mesmas possibilidades de trabalho e emprego das regiões do litoral. Tampouco o importunarão com essa coisa “mesquinha” que é a transformação do território e paisagem alentejana, como campo “livre” e sem travões para as culturas sobre-intensivas, os “campos” a perder de vista de painéis solares. Nem falo na saúde, das condições impróprias e precárias a que estão sujeitas as populações alto-alentejanas, envelhecidas pelo peso dos anos e pelo abandono a que foram sujeitas por sucessivos governos do “bloco central”.

Seria uma ocasião, soberana , para perguntar-lhe que medidas vai propor ao governo sobre a Barragem de Póvoa e Meadas, arrastando-se a indefinição quanto à construção da Barragem do Pisão que – é irónico e quase absurdo dizer isto – vai ser contemplada com uma verba da CIMAA para plantar árvores… As mesmas ou menos, até, do que aquelas que foram arrancadas, ilegalmente, antes da aprovação da construção da barragem do Pisão.

E, por último, não ficaria mal, perguntar-lhe, o que pensa da Regionalização.

Todos estes considerandos não esgotam, nem de perto, a panóplia de problemas do concelho e da região, e por isso não ficaria mal ao executivo apresentar ao líder socialista, um documento, uma espécie de caderno reivindicativo e plano de acção.

Conhecendo como julgo conhecer, o “marrafinha”, temo que as representações do folclore e do beija-mão, demorem mais tempo, muito mais, do que a apresentação de problemas e situações reais.

Mário Mendes

24.8.26

SAÚDE: Enfermeiro nisense integra Comissão especializada


O enfermeiro João Paulo da Cruz Policarpo integra a Comissão de Apoio Técnico Especializado da Mesa do Colégio da Especialidade em Enfermagem Paliativa da Ordem dos Enfermeiros.

A ULS Alto Alentejo congratula-se com a nomeação do Enfermeiro João Paulo da Cruz Policarpo para integrar a Comissão de Apoio Técnico Especializado da Mesa do Colégio da Especialidade em Enfermagem Paliativa da Ordem dos Enfermeiros.

A nomeação do profissional da ULS Alto Alentejo constitui um reconhecimento das suas competências técnicas, experiência profissional e dedicação à área da Enfermagem Paliativa, permitindo reforçar a participação dos nossos profissionais em estruturas de âmbito nacional que contribuem para o desenvolvimento e valorização da profissão.

A ULS Alto Alentejo felicita o Enfermeiro João Paulo da Cruz Policarpo por esta distinção, desejando-lhe os maiores sucessos no exercício destas novas funções, que prestigiam o profissional e constituem igualmente motivo de orgulho para a instituição.

 

CEDILLO: Apresentação do livro "Um Alcaide Desconhecido"

 


Livro que revisita memórias de Castelo de Vide apresentado em Póvoa e Meadas


O livro “Uma Família de Castelo de Vide”, da autoria de Anabela Coelho, com 215 páginas e editado pelas Edições Colibri, foi apresentado quinta‑feira, no Jardim do Rossio, em Póvoa e Meadas, no concelho de Castelo de Vide.

Em declarações à Rádio Portalegre, a autora explicou que o livro reúne lendas e histórias de Castelo de Vide, a trajetória de uma família desde 1780, ligações entre famílias marcantes do território e um texto final sobre uma Páscoa vivida no pós‑Covid, oferecendo aos leitores narrativas curtas que revelam episódios pouco conhecidos, como a história do cemitério ou do pintor Martins Barata.

A vereadora da Câmara Municipal de Castelo de Vide, Helena Esteves, por seu turno, sublinhou que iniciativas como esta valorizam os autores locais e permitem revisitar a história e a identidade de Castelo de Vide.

A apresentação do livro “Uma Família de Castelo de Vide”, antecedeu o arranque das Festas de Verão de Póvoa e Meadas que decorrem até ao próximo domingo.

in Rádio Portalegre - 22.08.2026

Enfermeira da ULS Alto Alentejo conquista 2.º lugar em concurso nacional de fotografia


A enfermeira Helena Pires, que desempenha funções no Serviço de Urgência Básica (SUB) de Ponte de Sor, foi distinguida com o 2.º lugar no Concurso de Fotografia 2026 promovido pela Ordem dos Enfermeiros.

Com a obra intitulada “Há Outro Colo à Espera”, a profissional apresentou uma imagem a preto e branco que dá voz aos desafios emocionais e aos sacrifícios pessoais da profissão, abordando a constante dualidade entre a dedicação ao cuidado dos doentes e o regresso à vida familiar.

Submetida sob o mote “Entre o Visível e o Invisível: o Olhar da Enfermagem”, a fotografia procura realçar a dimensão humana da prestação de cuidados de saúde e a necessidade de conciliar a exigência profissional com a vida pessoal.

A conquista foi publicamente elogiada pela Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo (ULSAAL), que destacou o orgulho na distinção atribuída à profissional e o valor da arte como forma de sensibilização para a realidade da enfermagem.

In “linhas de Elvas – 22 Ago.2026

23.8.26

OPINIÃO: Sem respirar em cima das cicatrizes


A descriminalização do consumo de drogas em Portugal completou 25 anos (no dia 1 de julho) e não resolveu tudo, nem nunca prometeu fazê-lo. Teve a coragem rara de retirar um problema das mãos da polícia para o colocar onde sempre pertenceu: na saúde pública, na ciência e na dignidade humana. Portugal percebeu, antes de muitos, que uma seringa não podia ser levada a tribunal antes de ser compreendida num consultório, que havia uma diferença abissal entre quem explorava a dependência e quem era explorado por ela. Separou o traficante do consumidor, o crime da doença, a repressão da compaixão. Deixamos de respirar em cima das cicatrizes. Menos mortes por overdose, menos infeções por VIH, menos prisões inúteis, mais tratamento, mais prevenção, mais equipas de rua, mais redução de riscos e danos. Numa das raras vezes em que mostrámos ousadia legislativa, o Mundo olhou para nós, não porque tivéssemos descoberto uma fórmula milagrosa, mas porque ousámos trocar o preconceito pela evidência científica.

Entretanto, o Mundo mudou de laboratório. A heroína, que ocupava o centro do debate, já não é a protagonista. Hoje, as drogas nascem numa bancada, entre reagentes químicos, algoritmos do mercado clandestino e organizações criminosas que inovam com uma velocidade que a ciência, muitas vezes, não consegue acompanhar. O narcotráfico aprendeu a globalização antes de muitos governos, produz moléculas novas antes que os laboratórios consigam dar-lhes nome, distribui através das redes sociais, entrega como quem entrega uma refeição e dissolve fronteiras com uma eficácia assustadora. O verdadeiro perigo talvez já nem seja a droga que conhecemos.

Medimo-nos sempre pela forma como olhamos para os mais vulneráveis. Há 25 anos, percebemos que há derrotas que não se resolvem com algemas, assim como dependências que nunca aceitarão a gramática do Código Penal. Percebemos que confundir sofrimento com culpa era um erro histórico, deixámos de perguntar quem merecia castigo para perguntar quem precisava de ajuda. A fronteira, que hoje parece quase evidente, exigiu então uma coragem política pouco habitual.

Os desafios de hoje são outros e múltiplos: toxicologia, vigilância epidemiológica, capacidade laboratorial, investigação científica, detecção precoce, cooperação internacional. Estado, investimento e responsabilidade. E liberdade para respeitar as opções individuais, cuidando das adicções. Se em 2001 fomos capazes de liderar pela coragem política, em 2026 temos a obrigação de liderar pela coragem científica. O perigo do desconhecimento das novas substâncias psicoativas não espera pelos debates parlamentares ou pela lentidão administrativa. Apenas pela vítima invisível.

Miguel Guedes – Jornal de Notícias -3 de julho, 2026

 

22.8.26

José Luís Carneiro traz “Rota pelo Interior” ao distrito de Portalegre


O secretário‑geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, visita o distrito de Portalegre nos dias 26 e 27 de agosto (quarta e quinta feira), no âmbito da iniciativa “Rota pelo Interior e Cooperação Transfronteiriça”.

O programa inclui passagens pelo Crato, Nisa, Portalegre e Elvas, com vários momentos dedicados ao desenvolvimento regional e à ligação transfronteiriça.

Na quarta‑feira, José Luís Carneiro participa num jantar com militantes e simpatizantes no Festival e Feira de Artesanato e Gastronomia do Crato, marcado para as 20:00.

Na quinta‑feira, a agenda começa às 09:00, na Câmara Municipal de Nisa, para acompanhar o projeto da Ponte Internacional sobre o Rio Sever. Segue‑se, às 11:30, uma visita à Fábrica Queijos Santiago, na zona industrial de Portalegre.

Por último, às 15:15, o secretário‑geral do PS inicia uma viagem na Linha do Leste, entre as estações de Portalegre e Elvas, numa ação dedicada à importância da ferrovia para a coesão territorial.

In Rádio Portalegre – 21.8.2026

GENOCÍDIO: Ministro israelita apela ao assassinato de “30 a 40 pessoas por noite” em Gaza


Em resposta à pressão dos EUA para o fim dos “assassinatos seletivos” de Israel em Gaza, Itamar Ben Gvir diz que “há ali pessoas que não merecem viver, nem sequer são pessoas”.

No dia em que o enviado e genro de Donald Trump, Jared Kushner, reuniu com o líder do Hamas no Egito para discutir o desarmamento do grupo e em que países como a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, Egito, Jordânia, Catar, Indonésia, Turquia e Paquistão condenaram a postura do governo de Israel de rejeitar o roteiro para a paz proposto por Washington, o ministro da Segurança Interna israelita Itamar Ben Gvir voltou a defender a política de limpeza étnica em Gaza.

Numa conversa com Rom Braslavski, que foi refém do Hamas na Faixa de Gaza, Itamar Ben Gvir disse não estar de acordo com a redução dos ataques a Gaza durante a primeira quinzena de agosto, justificada pelo primeiro-ministro Netanyahu para permitir o avanço do plano de Trump.

Ben Gvir foi mais longe e apelou ao reforço dos assassinatos em Gaza. “Acho que deveriam ser levados a cabo assassinatos seletivos em Gaza, eliminando entre 30 e 40 pessoas todas as noites. Não apenas aqueles que representam uma ameaça imediata; há pessoas lá que não merecem viver. Não deviam viver. Nem sequer são pessoas”, afirmou o ministro, reiterando a defesa da “migração massiva” dos palestinianos de Gaza para que Israel possa colonizar o território palestiniano. Palavras semelhantes às do ministro, incluindo ditas pelo mesmo Ben Gvir, têm sido apresentados ao Tribunal Penal Internacional como prova da “intenção genocida” do governo de Israel em Gaza.

 “Considero que toda a Faixa de Gaza é nossa (...) Devíamos ter colonatos não só em Gush Katif (a colónia israelita na Faixa de Gaza desmantelada em 2005), mas em toda a Faixa de Gaza, promovendo a maior emigração possível, enviando-os para os seus países de origem; e, no que diz respeito aos terroristas, nada de emigração, nada, simplesmente matá-los um a um”, prosseguiu Ben Gvir, também ele colono nos territórios ocupados ilegalmente por Israel na Cisjordânia e que no governo tutela as prisões onde milhares de palestinianos são torturados.

O plano de paz colocado pelos EUA em cima da mesa em julho tem 15 pontos e propõe o desarmamento da Hamas em troca da retirada completa dos militares israelitas da Faixa de Gaza, com uma transição de poder para uma comissão independente. Mas Netanyahu já fez saber que recusa o plano e não aceita retirar o exército antes que esse desarmamento ocorra. “E quando digo desarmamento do Hamas, refiro-me a armamento pesado, armamento ligeiro, todo o tipo de armamento”, referiu o primeiro-ministro que enfrenta novas eleições a 27 de outubro. Por seu lado, os dirigentes do Hamas dizem que a entrega do armamento pesado depende do fim de “todas as formas de agressão” e da retirada das tropas israelitas de Gaza, que têm atacado diariamente o território desde o início do suposto cessar-fogo em outubro passado.

In www.esquerda.net – 17 Agosto 2026

IMAGEM: Itamar Ben Gvir. Foto publicada na sua página Facebook-

NISA: Gentes e locais do nosso Concelho (I): Santana

 





No “Jornal de Nisa”, na contracapa publicava uma “secção” chamada Postais do Concelho. Fotos, antigas ou actuais, acompanhadas de uma descrição, quando tal era possível. Não era mais que um pequeno contributo para darmos a conhecer as gentes, locais, histórias e memórias de cada terra.

O nosso concelho tem património valiosíssimo, nem é preciso repeti-lo. Precioso e variado. Ler numa placa toponímica, numa rua humilde e asseada de uma aldeia, a identificação “Travessa dos Amores” transporta-nos para a pureza, a essência dos nomes. Ou, na mesma freguesia, deparar com outra designação “Rua da Redondona” (entretanto substituída, mal, por Luís de Camões”) leva-nos a pensar nas suas origens.

A toponímia faz parte desse património imaterial que pinta, qual cal branca ou amarela, a beleza de cada aldeia. Por isso, não devem os nomes das ruas ser tratados com ligeireza ou como se fossem o quintal de qualquer dirigente autárquico. É património e do mais sublime que as terras acolhem no seu seio e por isso a lei estipula a existência em cada município de uma Comissão Municipal de Toponímia.

A de Nisa, não existe. Mas faz falta, nem que seja para acabar, de vez, com abusos autoritários de quem não conhece a urbe e julga poder rebaptizar o nome de ruas à imagem da sua ignorância. Fiquemos por aqui…

Legendas para as fotos

1 – Já lhe chamei a rua mais bonita do concelho. Hoje já não tem o nome original, mas é possível mencioná-lo depois da designação “oficial”, de mau gosto, com que a rebaptizaram. Rua da Redondona, no Pardo, na “rua mais bonita”… O que quereria dizer Redondona? Um objecto utilitário de forma redonda? Uma saia ou peça de traje usada antigamente? Nos “Montes de Baixo” haverá, ainda, alguém que possa dar uma informação sobre a designação desta rua? Para mim, haja o que houver, tal como na canção dos Madredeus” será sempre Redondona, a rua mais bonita do concelho.

2 – Conheci-os nos anos 70, aquando das electrificações nas aldeias da freguesia (Pardo, Duque e Arneiro). Era um casal simpático que nos acolhia na sua taberna, onde sobre a mesa estendíamos a toalha e expúnhamos a refeição do dia. Sempre ali fomos bem tratados e este pequenino texto (e foto) é uma singela lembrança, doce e melancólica do casal que há anos partiu do nosso convívio… Que estejam em paz.

3 – Ali bem perto da taberna onde almoçávamos, escondido, num cantinho, entre duas construções, o forno comunitário. Da comunidade que quase desapareceu mas, menos numerosa, ainda se junta em dias festivos, no ano.

4 – A placa é quase inexpressiva, mármore branco em terras de xisto, mas está lá, perceptível, a designação “Travessa dos Amores”. Haverá amor maior que uma aldeia possa ter?

5 – Um recanto da mesma Travessa. O quotidiano de uma aldeia, mostrado à luz do trabalho, das canseiras e das flores. Do singelo que, muitas vezes, aprimora o artista…


21.8.26

NISA. Recordações da casa amarela


Utilizei este título do filme de João César Monteiro (1989) em dezenas de crónicas e apontamentos em diversos jornais e na net. Podiam ser Recordações de uma casa qualquer, de tantas que me preencheram os laços e afectos na vila de Nisa.

Serve, neste apontamento, apenas para lembrar um projecto de intervenção designado "O Prazer de Viver no Centro Histórico de Nisa"  (1998) e mostrar dois postais que encontrei entre a minha "papelada".  

Já foi um "prazer",  viver no Centro Histórico de Nisa. Hoje, nem por isso...

AVIS: Recuperação de veículo furtado


O Comando Territorial de Portalegre, através do Posto Territorial de Avis, no dia 18 de agosto, recuperou um veículo que havia sido furtado, no concelho de Avis.

A recuperação do veículo ocorreu na sequência da comunicação efetuada por um cidadão que, ao deparar-se com o mesmo, suspeitou que pudesse estar relacionado com um furto e, de imediato, alertou a GNR.

Na sequência da comunicação, os militares da Guarda deslocaram-se ao local, onde confirmaram que o veículo correspondia ao que se encontrava sinalizado como furtado, tendo procedido à sua recuperação e às diligências necessárias para posterior restituição ao legítimo proprietário. A ação contou ainda com a intervenção do Núcleo de Investigação Criminal de Ponte de Sor, que desenvolveu as diligências de investigação necessárias ao apuramento das circunstâncias relacionadas com o furto.

A GNR destaca a importância da colaboração dos cidadãos na prevenção e investigação de ilícitos, salientando que a comunicação atempada às autoridades pode contribuir de forma significativa para a rápida recuperação de bens furtados.

CASTELO DE VIDE: Exposição “a falta como lugar de encontro”, de Augusto Rainho


A inauguração terá lugar no próximo dia 3 de setembro, às 18h00, no Centro de Arte e Cultura da Fundação Nossa Senhora da Esperança, em Castelo de Vide.

A exposição reúne 35 obras de desenho e pintura realizadas pelo artista entre 2004 e 2026 e estará patente ao público até 3 de novembro.

 

 

DGArtes alarga prazo de candidaturas para criação da Orquestra Regional do Alentejo


O prazo de candidaturas ao concurso para a criação da Orquestra Regional do Alentejo, com uma dotação de 1,62 milhões de euros, foi alargado até ao dia 25 de Setembro, anunciou a Direção-Geral das Artes (DGArtes).

As candidaturas estavam previstas terminar a 9 de Setembro, mas esse prazo foi agora prorrogado até às 17h59 do dia 25 do mesmo mês, revelou a DGArtes, num comunicado publicado na sua página de Internet.

O concurso, aberto a 15 de Julho, conta com uma dotação financeira global disponível de 1.620.000 euros, a atribuir por um período de dois anos, e pretende valorizar o património musical na região do Alentejo, lembrou.

Os outros objetivos principais são «contribuir para a afirmação do património musical português, valorizar a música erudita, incentivar o seu cruzamento com outras artes e facilitar o acesso cultural no Alentejo através de uma programação regular e diversificada».

As candidaturas estão disponíveis para as associações culturais sem fins lucrativos com sede no Alentejo, segundo a DGArtes.

As atividades a apoiar inscrevem-se «nos domínios da criação, edição, circulação nacional, ações estratégicas de mediação e internacionalização, valorizando-se a articulação com municípios e entidades culturais locais».

«São ainda valorizadas atividades que promovam o desenvolvimento regional, a inovação, a intervenção ativa nas comunidades, a inserção profissional e valorização contínua dos músicos, a inclusão social, a cidadania e o trabalho coletivo através da prática orquestral», sublinhou.

Na nota divulgada, a DGArtes referiu que, nos dias 24 e 25 deste mês, vão decorrer três sessões de esclarecimento sobre este concurso, em Grândola, Beja e Portalegre, promovidos em colaboração com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo.

Em Abril e em Julho, também foram realizadas em Évora sessões de esclarecimento relativas à criação da Orquestra Regional do Alentejo.

Portugal tem atualmente três orquestras com estatuto de Orquestra Regional: a Orquestra do Norte, a Orquestra Filarmonia das Beiras e a Orquestra do Algarve.

O Governo aprovou, em novembro de 2023, a alteração ao estatuto das orquestras regionais e a definição de «condições para a atribuição de incentivos pelo Estado», através da DGArtes. O documento foi depois promulgado pelo Presidente da República, no final de Dezembro.

Desta maneira, o estatuto de orquestra regional passou a poder ser atribuído apenas “por concurso ou por concurso limitado, de forma a tornar a obtenção do estatuto de orquestra regional mais exigente”.

No ano passado, abriu um concurso limitado, com uma dotação global de 9,72 milhões de euros, para apoiar estas orquestras.

Cada orquestra receberá um apoio anual de 810 mil euros, totalizando 3,24 milhões de euros por orquestra ao longo de quatro anos (2025-2028).

in Lusa - 20.8.2026

 

20.8.26

OPINIÃO: Um código QR também pode ser uma armadilha: a prevenção começa nos nossos hábitos

 

Habituámo-nos a apontar o telemóvel para um código QR quase sem pensar. Fazemo-lo para consultar o menu de um restaurante, pagar o estacionamento, aceder a um bilhete, confirmar uma entrega ou abrir informação sobre um evento. Tornou-se um gesto tão comum que raramente o associamos a um risco. É precisamente essa confiança que os criminosos procuram explorar.

A cibersegurança não depende apenas da tecnologia que utilizamos para proteger computadores e telemóveis. Depende também das decisões que tomamos todos os dias. Um clique numa ligação, a introdução de uma palavra passe numa página aparentemente legítima ou a leitura de um código QR podem parecer ações banais, mas são muitas vezes o primeiro passo de uma fraude.

O phishing continua a explorar essa combinação entre tecnologia, confiança e comportamento humano. O objetivo pode ser roubar credenciais, obter informação financeira, instalar software malicioso ou simplesmente convencer a vítima a realizar uma ação que beneficia o atacante.

Nos últimos meses, uma das evoluções mais visíveis desta técnica tem sido o quishing, ou seja, a utilização de códigos QR em campanhas de phishing.

A lógica é simples. Em vez de apresentar diretamente uma ligação maliciosa num email ou numa mensagem, o atacante coloca essa ligação dentro de um código QR. Quando a vítima o lê com o telemóvel, é encaminhada para uma página fraudulenta que pode imitar um banco, uma plataforma de pagamentos, um serviço de correio eletrónico, uma empresa de entregas ou outro serviço conhecido.

Há duas razões que ajudam a explicar a eficácia desta técnica. A primeira é que o código QR esconde o endereço para onde vamos ser encaminhados. A segunda é que muitas vezes transfere a interação do computador, que pode estar protegido pelas ferramentas de segurança da empresa, para um telemóvel pessoal, onde esses controlos podem não existir.

Os dados mostram que já não estamos perante uma ameaça residual. De acordo com o Relatório de Ameaças da ESET relativo ao primeiro semestre de 2026, foram registadas, a nível global, cerca de 100 mil deteções de quishing por mês. Aproximadamente 11% dos emails de phishing detetados pela ESET utilizavam códigos QR. Em Portugal, esta categoria representou 4,8% das deteções de ameaças por email e foi a sétima mais detetada no país.

Mas os números, por si só, não explicam o problema.

O que torna o quishing particularmente eficaz é o facto de se misturar com os nossos hábitos. Um código QR colocado num contexto familiar tende a gerar menos desconfiança do que uma ligação desconhecida. E quando surge associado a um pedido urgente, a uma fatura, a uma alteração de salário, a um documento para consultar ou a um pagamento pendente, a pressão para agir rapidamente aumenta.

Por isso, a primeira regra deve ser muito simples: um código QR deve ser tratado com o mesmo cuidado que qualquer ligação recebida por email, mensagem ou redes sociais.

Antes de introduzir dados pessoais, credenciais ou informação financeira, é importante verificar o endereço apresentado pelo telemóvel e confirmar se corresponde realmente ao serviço que pretendemos utilizar. Quando o pedido é inesperado, deve ser confirmado através de outro canal. E se uma página pedir informação que normalmente não seria necessária naquele contexto, o mais prudente é interromper o processo.

Esta atenção é igualmente importante nas empresas, sobretudo nas pequenas e médias organizações, onde uma conta comprometida pode ter consequências muito além do utilizador afetado. O acesso a um correio eletrónico empresarial, por exemplo, pode ser utilizado para tentar chegar a colegas, clientes ou fornecedores através de mensagens que parecem perfeitamente legítimas.

Aqui, a responsabilidade não pode recair apenas sobre quem recebe a mensagem. As organizações devem combinar a sensibilização dos colaboradores com medidas técnicas como autenticação multifator, proteção do email, gestão de vulnerabilidades, atualização dos sistemas e soluções capazes de identificar comportamentos suspeitos.

A formação continua a ser essencial, mas não porque seja possível transformar cada colaborador num especialista em cibersegurança. O objetivo é outro: criar hábitos simples que façam com que uma situação inesperada provoque uma segunda verificação antes de uma ação.

É também importante abandonar a ideia de que estas fraudes acontecem apenas a grandes empresas ou a pessoas pouco familiarizadas com tecnologia. O phishing funciona precisamente porque explora comportamentos universais: confiança, curiosidade, urgência, distração e rotina.

À medida que os nossos hábitos digitais evoluem, os métodos utilizados pelos criminosos evoluem com eles. O quishing é apenas um exemplo dessa adaptação.

A resposta não passa por deixar de utilizar códigos QR ou por desconfiar de toda a tecnologia. Passa por evitar que a conveniência elimine completamente a nossa capacidade de questionar aquilo que temos à frente.

Num mundo em que cada vez mais serviços começam com um clique, uma mensagem ou um código no ecrã, alguns segundos para verificar antes de confiar continuam a ser uma das medidas de segurança mais simples e eficazes que temos ao nosso alcance.

Artigo de opinião de Ricardo Neves, ESET Portugal

19.8.26

CASTELO DE VIDE: 𝐕𝐢𝐚𝐠𝐞𝐦 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐅𝐚𝐦𝐢́𝐥𝐢𝐚𝐬 - 𝐒𝐚̃𝐨 𝐌𝐚𝐫𝐭𝐢𝐧𝐡𝐨 𝐝𝐨 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐨


Está a chegar mais uma oportunidade de juntar a família e viajar.

A próxima deslocação, organizada pelo Município, através do CLDS-5G, tem como destino a praia de São Martinho do Porto no dia 29 deste mês.

ℹ A partida está agendada para as 07h30 na Praça Valência de Alcântara e as 𝗶𝗻𝘀𝗰𝗿𝗶𝗰̧𝗼̃𝗲𝘀 𝗱𝗲𝗰𝗼𝗿𝗿𝗲𝗺 𝗻𝗼 𝗚𝗮𝗯𝗶𝗻𝗲𝘁𝗲 𝗱𝗲 𝗔𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗦𝗼𝗰𝗶𝗮𝗹 até dia 27.

O Projeto CLDS-5G é financiado por Fundos Europeus (FSE+. Pessoas 2030, Portugal 2030) e cofinanciado pela União Europeia.

Eixo 3 - Promoção da autonomia, envelhecimento ativo e longevidade

Atividade 1 - Ativa Geração

NOTA: EM CASTELO DE VIDE E NOUTRAS AUTARQUIAS ALENTEJANAS HÁ VIAGENS À PRAIA! EM NISA NÃO HÁ PORQUÊ? O NISA EM FESTA TODO O DINHEIRO LEVOU?

AVIS: 𝐂𝐚𝐧𝐨𝐚𝐠𝐞𝐦: 𝐃𝐞𝐬𝐜𝐢𝐝𝐚 𝐝𝐚 𝐑𝐢𝐛𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐝𝐞 𝐒𝐞𝐝𝐚 𝟐𝟎𝟐𝟔


A Descida da Ribeira de Seda, uma atividade anual de canoagem, organizada pela Quercus – Núcleo Regional de Portalegre e pela Freguesia de Figueira e Barros, com o apoio do Município de Avis e do Centro Cultural de Figueira e Barros, realiza-se no próximo dia 22 de agosto.

A concentração dos participantes está marcada para as 07h40, junto ao hangar do Complexo do Clube Náutico de Avis, de onde todos partirão, às 09h30, em direção ao descarregador da Barragem do Maranhão, ponto de partida para esta descida.

O percurso, já realizado em anos anteriores, estende-se por cerca de 12 km, apresentando um grau de dificuldade médio. Ao longo do trajeto, os participantes poderão desfrutar de um cenário de grande beleza natural, marcado pela passagem por locais de elevado interesse paisagístico e ambiental.

17.8.26

CÂMARA DE NISA: Contenção a quanto obrigas…


A comunicação do executivo da Câmara de Nisa é truculenta. Expansiva, quando se junta à propaganda das imagens, em que abunda forte adjectivação glorificando a atribuição do subsidiozinho  e o paternalismo dos dois Zés, sempre presentes nas fotos - que nem todos podem ver-  , ainda assim as pessoas não se esqueçam que são eles e não outros, a ocuparem os gabinetes da Praça do Pelourinho.

Quando o assunto é mais sério e merecedor de informação detalhada, a norma é o silêncio ou o recurso ao léxico das palavras que nada dizem e apontam, quase sempre, para a insegurança.  Tomam os munícipes por estúpidos, no estilo “quanto menos souberes, melhor!” e assim “constroem um manancial de desinformação.

Vem a propósito referir o Aviso sobre a interdição de alguns percursos pedestres “por motivos de segurança”. Assim mesmo, liminarmente, sem mais explicações. Situações que levantam algumas dúvidas. O que se passa com esses Percursos? No Pr 7 Nis “Entre Azenhas” e no PR 8 Nisa “Trilhos do Moinho Branco”, o que aconteceu? Há lobos à solta? Passagens interrompidas? Falta de água no Sever? Falta de vontade de explicar a situação nos seus devidos contornos? A poucas semanas das Festas da Vila, em Montalvão, os montalvanenses estarão impedidos de percorrer os caminhos da sua infância e de dá-los a conhecer a amigos e familiares? Ou irão caminhar por sua conta e risco, apenas porque a senhora Câmara, com os “motivos de segurança” lava daí as suas mãos?

E no percurso PR 11 Nisa “Trilho da Barca d´Amieira, o que se passa? O trilho fugiu? Os carrinhos de ferro sobre os carris deixaram de funcionar ou o terreno – o que não seria caso único na gestão municipal – não foi devidamente legalizado para o efeito? Ah! E a barca que dá nome ao percurso… Onde é que ela pára? Por que não é utilizada sendo, segundo as parangonas da inauguração, factor de enorme progresso e desenvolvimento  para a freguesia e para o concelho– sic.

Onde anda, afinal, a barca do Tejo? Porque estão os habitantes do concelho e visitantes impedidos de percorrer, visitar e apreciar as belezas do Tejo, quando este percurso foi sempre apontado como o “salvador da pátria turística” do concelho?

Anomalias há em toda a parte. Explicá-las de forma clara, rigorosa e coerente, sem recurso a chavões como a “segurança”, seria uma obrigação das entidades que gerem esses percursos, neste caso, a Câmara Municipal de Nisa.

Não o fazendo, é motivo para se lhe perguntar: do que é que têm medo?

Mário Mendes

 

SAÚDE: Três novos dadores em Fronteira


Por motivos imprevistos, esta colheita teve de ser adiada, mas o certo é que já se efetivou e com sucesso. Estivemos na vila de Fronteira e fomos recebidos no centro de saúde, em dia simpático de verão. Para além da equipa da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP – esteve presente a Unidade Funcional de Imunohemoterapia da ULSAALE.

22 voluntários inscreveram-se no sentido de doarem sangue. O sexo feminino esteve representado com sete presenças. Novos dadores foram em número de três, o que é sempre motivo de se destacar.

Dois dos fronteirenses presentes não puderam doar sangue nesta jornada, pois assim determinaram os exames clínicos efetuados previamente. Ao todo foram angariadas duas dezenas unidades de sangue total que contribuíram para equilibrar as reservas da região.

A Câmara Municipal de Fronteira apoiou a realização do almoço convívio, no qual participaram os protagonistas deste dia.

 22 de agosto em Alpalhão

O calendário da ADBSP tem previstas brigadas proximamente em: Alpalhão (Nisa) no centro cultural, a 22 de agosto; depois no centro de saúde de Montargil, Ponte de Sor, a 29 de agosto. Acontecem as nossas colheitas aos sábados das 09h00 às 13h00, mas não se atrase.

Dê sangue e entre em: https://www.facebook.com/AssociacaoDadoresBenevolosSanguePortalegre/

JR

16.8.26

Urgência de Obstetrícia do Hospital de Portalegre volta a encerrar: MDM exige respostas imediatas


O Núcleo de Portalegre do Movimento Democrático de Mulheres (MDM) manifesta a sua profunda preocupação face ao novo encerramento da Urgência de Obstetrícia do Hospital de Portalegre, previsto até ao próximo dia 18 de agosto, denunciando uma situação que compromete gravemente os direitos das mulheres no distrito.

A maternidade não pode fechar quando mais precisamos dela. A interrupção recorrente deste serviço essencial coloca em risco a saúde e a vida de grávidas e bebés, obrigando a deslocações longas, inseguras e muitas vezes realizadas em momentos críticos.

 Os encerramentos intermitentes das urgências obstétricas geram incerteza e angústia no momento do parto, aumentam o risco para grávidas e recém-nascidos, reforçam as desigualdades territoriais no acesso à saúde e configuram situações de violência obstétrica estrutural. 

Para o MDM, a saúde das mulheres não pode depender do código postal. O acesso a cuidados de saúde materna de qualidade deve ser garantido em todo o território nacional, em condições de proximidade, segurança e dignidade.

Perante esta situação, o Núcleo de Portalegre do MDM exige:

Um Serviço Nacional de Saúde público, universal e gratuito, devidamente reforçado

A abertura permanente (24h/dia, todos os dias) das urgências obstétricas

A contratação urgente de profissionais de saúde

O fim dos encerramentos rotativos de serviços

A valorização do planeamento familiar e da saúde materna como prioridade política

O MDM reafirma o seu compromisso na defesa dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres e apela à mobilização da população e das entidades responsáveis para pôr fim a esta situação inaceitável.

Nem um direito a menos. Todos os direitos para todas!


MDM – Movimento Democrático de Mulheres - Núcleo de Portalegre

NISA: 1º Encontro de Ex-Militares da Força Aérea do concelho de Nisa

 


CUBA: 27º Almoço convívio dos Cubenses

 


MOURA: Herdade da Contenda promove percurso pedestre "Contenda ao Luar”


A Herdade da Contenda promove, no próximo dia 29 de agosto, o percurso pedestre "Contenda ao Luar", uma iniciativa que convida os participantes a descobrir algumas das paisagens mais emblemáticas deste território, numa experiência única de contacto com a natureza ao entardecer e sob o céu noturno do Alentejo.

O percurso inicia-se no Mirante, um local privilegiado que oferece uma vista panorâmica sobre a Herdade da Contenda, grande parte do concelho de Moura, do concelho de Barrancos e até de território espanhol.

A caminhada prossegue em direção à Ferrenha, ponto em que os participantes poderão apreciar o pôr do sol em todo o seu esplendor, atravessando zonas de mato esparso e bosque mediterrânico, compostas maioritariamente por montado de azinho e estevais, um dos locais de excelência para a observação da fauna existente na herdade. Ao longo de todo o percurso será ainda possível desfrutar da extraordinária qualidade do céu noturno da região. Integrada na Reserva Dark Sky® Alqueva, a Herdade da Contenda oferece condições excecionais para a observação de planetas, estrelas, constelações, nebulosas e galáxias, graças à reduzida poluição luminosa.

As inscrições decorrem até ao dia 27 de agosto, através do endereço de e-mail geral@herdadedacontenda.pt ou do telefone 285 965 421.

Esta iniciativa integra o Plano Anual de Percursos Pedestres da Herdade da Contenda para 2026, reforçando o compromisso da empresa municipal com a valorização do património natural, a promoção da biodiversidade e a criação de experiências que incentivam o contacto direto com a natureza e a descoberta do território.