2.9.26

B.Jazz põe Beja a respirar liberdade ao ritmo do jazz


Beja volta a celebrar o jazz como linguagem de liberdade, criatividade e paz. A partir de hoje, dia 2, e até 5 de setembro, a quarta edição do Festival B.Jazz leva ao Clube UNESCO quatro dias de concertos, conversas, cinema, fotografia e jam sessions, numa programação de entrada gratuita que junta diferentes gerações e linguagens deste género musical.

Promovido pelo Município de Beja, o festival não se limita aos concertos. O programa cruza a música com outras formas de expressão artística e com momentos de reflexão, procurando transformar o Clube UNESCO num espaço de encontro entre músicos, especialistas e público.

O B.Jazz começa na quarta-feira, 2 de setembro, às 18h00, com a inauguração da exposição de fotografia «Jazz Emotions», de Rosa Reis, na Galeria Mestre Isaclino. À noite, às 21h30, o festival muda-se para o Parque Vista Alegre, onde será exibido «Billie – Ela contou a verdade e pagou por isso», filme dedicado à vida e obra de Billie Holiday.

Na quinta-feira, dia 3, Rosa Reis regressa ao centro da programação para a conversa «Debaixo das Oliveiras – Conversa com Rosa Reis a propósito do livro Jazz Emotions», às 19h00, no Logradouro, acompanhada por apontamentos musicais de Mili Vizcaíno.

Às 21h30, Mili Vizcaíno, na voz, e João Nunes, na guitarra, apresentam no Auditório «Recalling ‘Take Love Easy’», uma recriação do álbum editado em 1974 por Ella Fitzgerald e Joe Pass. A noite termina às 22h30 com Ricardo Toscano Trio e o espetáculo «Chasing Contradictions».

A sexta-feira, 4 de setembro, começa às 15h30, na Galeria Mestre Isaclino, com António Branco e a conversa «Um pouco mais de azul: 100 Anos de Miles Davis e John Coltrane». Mais tarde, às 19h00, Beatriz Nunes conduz, no Logradouro, a conversa «Debaixo das Oliveiras – As mulheres no Jazz Português», colocando em destaque a presença e o percurso feminino no panorama jazzístico nacional.

A própria Beatriz Nunes sobe depois ao palco do Auditório, às 21h30, com o Beatriz Nunes Trio. Uma hora mais tarde, às 22h30, a música regressa ao Logradouro, onde Mário Lopes convida Tahina Rahary para mais um dos encontros musicais propostos pelo festival.

O último dia da programação, 5 de setembro, fica reservado para o Septeto Tomás Pimentel, que atua às 21h30, no Auditório. O B.Jazz despede-se já perto da meia-noite: às 23h30, o Logradouro recebe «Round Midnight», uma jam session que encerra quatro dias dedicados à descoberta e à improvisação.

Com curadoria de Mili Vizcaíno, João Nunes, João Romão, Pedro Rijo e Daniel Antunes, o festival assume como objetivos a «dinamização cultural da cidade, a formação de novos públicos e o acesso à diversidade musical do mundo», procurando aproximar diferentes públicos do jazz e das suas múltiplas linguagens.

Todos os espetáculos e atividades do B.Jazz têm entrada gratuita, embora seja necessário levantar bilhete na bilheteira do Pax Julia – Teatro Municipal de Beja. Durante quatro dias, a proposta é simples: «ouvir, descobrir, conversar e celebrar o jazz».

Setembro 2, 2026 - Sul Informação

OPINIÃO: Prolongar Almaraz: Uma má ideia com piores consequências


Rosa Martínez e Xabel Vegas (Sumar) defendem no DEMÓCRATA que prorrogar Almaraz não garante o emprego a longo prazo e reclamam uma estratégia industrial e renovável para as comarcas nucleares.

O anúncio da prorrogação de Almaraz ocorreu em agosto. Essa é a prova de quão convencida está a ala socialista do Governo de uma decisão que se situa na linha do que exigiam tanto o Partido Popular, como Vox, como o oligopólio energético.

Comecemos pelo óbvio. Há um motivo para que o fechamento das centrais nucleares que já superaram há muito sua vida útil seja feito de maneira escalonada. O motivo é, precisamente, que não se acumulem fechamentos. Manter Almaraz ativo até 2030 provoca o que, supostamente, se pretendia evitar com o calendário pactuado com as empresas em 2019, já que agora o fechamento coincidirá com o das centrais de Ascó I e Confrentes.

Alterar o calendário altera o conjunto de planejamento, e o que é mais grave, altera também os compromissos climáticos expressos pelo próprio Ministério de Transição Ecológica em seu Plano Nacional de Energia e Clima, que não será cumprido.

O objetivo desse fechamento escalonado era garantir a progressiva substituição dessas centrais que, insistimos, há muito superaram sua vida útil, por fontes de energia renovável. A prorrogação prioriza infraestruturas caras e obsoletas em detrimento de outras mais baratas, limpas e fundamentais para levar a cabo a transição ecológica. Assumir os argumentos que nos dizem que a nuclear deve ser a grande energia de reserva é alimentar o pior dos boatos. Precisamente as condições climáticas europeias neste verão deixaram sem uso útil um terço da potência nuclear disponível nos países ao nosso redor. A energia nuclear é menos resistente à tensão do calor e à escassez de água, o que encarece e dificulta sua manutenção em verões que continuamente batem temperaturas recordes.

O impulso renovável requer um Estado que queira levá-lo a cabo. Sabemos disso porque hoje pagamos as consequências da política energética do PP que bloqueou o desenvolvimento renovável no qual a Espanha e sua indústria eram pioneiras na década de 2010. Cada watt renovável que não instalamos é um watt que atrasamos para continuar dependendo de energias caras e sujas do século XX. Até mesmo os maiores defensores.

Prorrogar o calendário de fechamento não é manter o emprego a longo prazo.

O terceiro argumento que aponta o erro de prolongar a vida útil de Almaraz é que as políticas de impulso às energias renováveis são uma aposta pela transição industrial, o planejamento territorial e o reequilíbrio. A Espanha é um país que reúne duas condições fundamentais para o desenvolvimento renovável: sol e vento. O que a Extremadura precisa são projetos industriais do século XXI: baseados em eletricidade renovável barata e abundante, o desenvolvimento de tecnologias limpas e que devolvam a vida a territórios que precisam.

Porque se a atividade económica nos territórios importa, gerar alternativas sólidas e de futuro nas comarcas que, como Campo Arañuelo, vivem em boa medida das centrais nucleares é fundamental. A razão é simples: a vida das centrais não pode ser alongada de maneira infinita, algo que sabem até os maiores defensores da energia nuclear.

Prorrogar o calendário de fechamento não é manter o emprego a longo prazo. Mais bem ao contrário, é manter a dependência de uma única atividade sem pensar no futuro, nesse amanhã em que sim ou sim essa planta fechará e não haverá nada porque não se iniciou uma transição justa, uma transição energética que passa por processos de reindustrialização onde as renováveis desempenham um papel central.

Tanto o futuro quanto o presente desta e de outras comarcas não dependem da prorrogação das nucleares, mas de um plano claro, decidido e coordenado de todas as administrações públicas

Haverá quem diga -e será legítima essa inquietação- que tudo isso está muito bem, mas que os e as vizinhas de Almaraz precisam de um emprego hoje, que os comércios e empresas desta e de outras localidades precisam que a economia funcione hoje. Pois bem, há outro fato que aqueles que defendem a prorrogação das centrais nucleares ocultam: o desmantelamento de uma instalação como esta, que pode durar mais de uma década, gera mais emprego do que seu próprio funcionamento.

Portanto, tanto o futuro quanto o presente desta e de outras comarcas não dependem da prorrogação das nucleares, mas de um plano claro, decidido e coordenado de todas as administrações públicas. Um plano que, por um lado, aproveite essa geração de emprego no curto prazo, e por outro, impulse um projeto industrial sólido para o médio e longo prazo.

O PSOE se enganou, a prorrogação gerará mais custos para as pessoas consumidoras e as empresas, e também implicará mais investimento público que irá para os cofres do oligopólio. Esta decisão é um freio ao setor das renováveis e vai supor problemas no fechamento escalonado posterior, que abre a porta para que em caso de um governo de direita e extrema direita apliquem o que vêm defendendo há anos: priorizar a nuclear em relação às renováveis.

Temos as ferramentas e os recursos para garantir uma transição limpa, barata e com emprego e segurança. Vamos parar de perder tempo com decisões equivocadas.

* Rosa Martínez é co-coordenadora geral de Movimento Sumar. Xabel Vegas, secretário de Transição Ecológica Justa de Movimento Sumar.

 

AMIEIRA DO TEJO; Festas de Verão 2026

 


OPINIÃO: Mude-se a regra pela liberdade


De rosto fechado e olhos pregados ao chão e com uma camuflagem forçada que nada escondia. A imagem do menino que foi obrigado a virar a camisola do clube do coração do avesso traduz a crueza do momento e, talvez por isso e não inocentemente, o F.C. Porto a escolheu para criticar no Instagram a decisão do Académico de Viseu de travar a entrada de adeptos com roupas e adereços alusivos ao clube azul e branco para o setor destinado ao público em geral e aos adeptos dos beirões. Durante a semana, o F.C. Porto tinha alertado que o Regulamento de Segurança do Estádio Municipal do Fontelo só permitia ornamentos de outros clubes no espaço reservado aos visitantes. Infelizmente, não vivemos numa sociedade plenamente evoluída em que a convivência de adeptos - sobretudo de claques de agremiações distintas possa fazer-se em segurança sem jaulas. No entanto, duvido da ameaça que representaria aquela criança vestida de azul e branco ou de outros adeptos isolados que rumaram ao estádio, tomados pelo entusiasmo de ver o clube do coração a jogar na sua terra. Entre Porto e Viseu, distam 125 quilómetros e nem todos terão meios para vencê-los com a regularidade que o coração ditaria. Regressado ao escalão maior do futebol português ao fim de 37 anos, há regras que exigem revisão. Não é admissível que as autoridades, no caso a Liga Portugal, permitam que um regulamento limite a liberdade de quem compra um lugar para o público em geral. Nos grandes estádios e nos grandes confrontos - logo de risco maior -, é frequente verem-se amigos, casais, famílias com cachecóis de clubes distintos sentados na mesma bancada, lado a lado. E assim deve ser. E arrisco dizer que, nas visitas do Benfica e do Sporting, haverá mais adeptos a ficarem à porta, de bilhete na mão.

Carla Sofia Luz – Jornal de Notícias - 1 de Setembro, 2026s



Marvão comemora Feriado Municipal com vasto programa cultural


Festas em Honra de Nossa Senhora da Estrela

Marvão vai comemorar o seu Feriado Municipal com uma programação alargada, diferenciadora e pensada para todas as idades. De 4 a 8 de setembro, a vila de Marvão promete transformar-se no epicentro cultural da região, com as Festas em Honra de Nossa Senhora da Estrela, Padroeira do Concelho.

As comemorações arrancam logo na sexta-feira, dia 4 de setembro (21h00), com um Encontro de Música Transfronteiriça, marcado para o Átrio dos Paços do Concelho, com as atuações do Grupo de Baile da Associação Boda Régia, da Tuna Sénior de Marvão e do Grupo Folk da Escola de Música de Valencia de Alcántara. O sábado, dia 5, fica marcado por um evento único, num cenário de eleição, para se apreciar a magia do por do sol, numa pista de dança silenciosa, onde cada pessoa pode escolher um diferente estilo musical e o som que chega aos seus ouvidos. Entre as 19h00 e as 22h00, Silent Party com os DJ’s Andrego e Nelly Deep, no Pátio do Castelo de Marvão, de entrada gratuita.

Aviões históricos vão rasgar os céus de Marvão na 1ª edição do Airshow

Acrobacias aéreas, pilotos destemidos e aviões a alta velocidade, vão fazer com que o Alentejo seja visto de Alto a Baixo, no dia 6, entre as 15h00 e as 17h00, na primeira edição do Marvão Airshow.

Seis aviões, controlados por audazes e experientes pilotos, vão rasgar as nuvens, ao longo de duas horas, num palco único e inigualável: as imponentes muralhas do Castelo de Marvão.

O Castelo de Marvão, Portagem e Santo António das Areias, são os pontos recomendados se apreciar o espetáculo, onde aviões históricos vão realizar um conjunto de ousadas manobras aéreas.

Ao longo de todo o fim-de-semana (dias 5 e 6), joga-se também a 18ª edição do Torneio de Vólei de 4 em Relva, no Centro de Lazer da Portagem.

Concerto com os “Vizinhos” encerra comemorações do Feriado Municipal

O programa do dia 8 começa logo pela manhã, com o Hastear das Bandeiras (10h00), no átrio dos Paços do Concelho, seguindo-se a habitual Sessão Solene e a cerimónia de atribuição das Medalhas de Bons Serviços Municipais.

As celebrações religiosas têm início às 12h00, na Igreja de Nossa Senhora da Estrela, com a Missa em Honra da Padroeira do Concelho. A partir das 17h00, a procissão vai percorrer as ruas da vila de Marvão, acompanhada pela Banda da Associação Humanitária dos Bombeiros do Zambujal.

As comemorações do Feriado Municipal de Marvão encerram com um dos maiores fenómenos da música portuguesa na atualidade. Às 22h00, os Vizinhos sobem ao palco do Largo de Santa Maria, para um concerto que tem entrada gratuita.

Com temas originais como “Pôr do Sol” e “Pobre Ex-Namorado”, a banda de Évora tornou-se presença assídua em palcos de norte a sul do país, acumulando dezenas de atuações ao vivo e conquistando o público com a sua energia e espírito de festa.

1.9.26

CONVITE: Eva Menasse sobre a liberdade de expressão hoje


Do que podemos falar? Eva Menasse sobre a liberdade de expressão hoje

Uma entrevista participativa do Gerador com a escritora Eva Menasse no Goethe-Institut, em Lisboa

A reconhecida escritora austríaca Eva Menasse estará no dia 10 de setembro, às 19h00, no Goethe-Institut em Lisboa, à conversa com Tiago Sigorelho, presidente e diretor editorial do Gerador, para debater a liberdade de expressão e as transformações atuais do discurso público.

Eva Menasse tem promovido uma cultura de debate aberta e combativa, na qual diferentes posições possam ser suportadas. Nos seus romances, ensaios e intervenções públicas, debruça‑se sobre o crescente conformismo, os limites do que pode ser dito e a intensificação da polarização, refletindo criticamente sobre o aumento da intolerância e das políticas identitárias.

O público será convidado a participar ativamente na conversa. A entrada é livre mediante reserva prévia para o email susanne.malorny@goethe.de

O evento conta com o apoio da Associação de São Bartolomeu dos Alemães em Lisboa e da Embaixada da Áustria em Lisboa.

Post/Zeitgeist, uma parceria entre o Gerador e o Goethe-Institut em Lisboa, é um projeto que pretende pensar com tempo o amanhã.

 

Castro Mineiro celebra raízes, memória e futuro de Castro Verde

 


A identidade mineira de Castro Verde volta a sair à rua entre 4 e 6 de setembro, com a quinta edição do Festival Castro Mineiro.

Durante três dias, o Parque da Liberdade será o ponto de encontro entre mineração, património, música e cultura popular, com concertos, conferência, exposição, cante alentejano, provas de vinhos, tasquinhas e iniciativas para diferentes idades. A entrada no festival é gratuita.

Organizado pela Câmara Municipal de Castro Verde, em parceria com a Boliden Somincor, o festival pretende ser, segundo a organização, um «espaço de celebração da forte ligação histórica do concelho à atividade mineira», valorizando simultaneamente o património, a cultura e as tradições de um território profundamente marcado pela mineração.

A história dessa relação será um dos pontos fortes logo na sexta-feira, dia 4. Às 15h00, o Museu da Lucerna recebe a conferência «Neves-Corvo: Tesouros Arqueológicos de um Território Mineiro», com Samuel Melro, Ricardo Vaz e Cidália Matos, dedicada aos vestígios arqueológicos encontrados naquele território, da Idade do Ferro ao período romano.

Às 18h30, será inaugurada, no Parque da Liberdade, uma exposição fotográfica com o mesmo nome, que permanecerá patente durante o festival

Também a tradição musical das terras mineiras terá espaço próprio. Na sexta-feira, «Cantares de Terras Mineiras» junta o Grupo Coral Guadiana, de Mértola, e o Grupo Coral Os Cardadores da Sete.

No sábado, o cante estará entregue ao Grupo Coral Feminino Flores do Campo, de Almodôvar, e ao Grupo Coral Os Ganhões, de Castro Verde. A programação cultural inclui ainda Joana Gonçalves e Terra Forte, David Garcez e Linhas Cruzadas, além de momentos de humor com Algarvie Marafade e João Caçoilas.

A mineração contemporânea estará particularmente em destaque no sábado, 5 de setembro, com o Dia Aberto na Mina de Neves-Corvo, sob o lema «Raízes na Terra. Olhos no Futuro». A iniciativa decorre entre as 9h00 e as 12h00, mediante inscrição e com lugares limitados, aproximando a comunidade da realidade do complexo mineiro.

O programa inclui ainda um passeio de comboio turístico pelo Couto Mineiro e atividades educativas.

Já às 16h00 desse sábado, no Parque da Liberdade, o Grupo de Intervenção da Somincor fará uma demonstração de resgate, dando a conhecer ao público uma vertente menos visível, mas essencial, da segurança associada à atividade mineira. Para as famílias haverá também espaço infantil e insufláveis, enquanto o Parque de Campismo e as Piscinas Municipais são outras opções para quem passar o fim de semana em Castro Verde.

A música assume outro dos papéis principais do Castro Mineiro. Na sexta-feira, às 22h30, atuam os Sonido Andaluz, num espetáculo que cruza flamenco, rumba e sevilhanas com o cancioneiro alentejano, celebrando o encontro das culturas portuguesa e espanhola.

No sábado, também às 22h30, sobe ao palco Soraia Ramos, com uma fusão de morna, kizomba, R&B e pop contemporânea. O programa musical encerra no domingo, 6 de setembro, às 19h00, com Celina da Piedade, cantora, compositora e acordeonista cuja música cruza o Cante Alentejano e outras sonoridades de raiz com folk e pop.

Mais do que um programa de animação, o Município pretende que o Castro Mineiro dê a conhecer «a realidade de um concelho cuja identidade foi moldada pela atividade mineira», promovendo o encontro entre «cultura, património, inovação e comunidade».

A iniciativa procura ainda sublinhar o papel económico e social que a mineração continua a desempenhar em Castro Verde e no Campo Branco, território onde se encontra a Mina de Neves-Corvo, uma das mais relevantes explorações mineiras europeias.

Entre a arqueologia de um território onde a mineração atravessa séculos de história e a atividade industrial dos nossos dias, o festival procura, assim, ligar passado e presente.

Durante três dias, Castro Verde transforma essa relação com a terra e o subsolo numa festa coletiva, convidando residentes e visitantes a participar numa programação que a organização define como «pensada para todas as idades, num ambiente de partilha, convívio e valorização da identidade local».

Setembro 1, 2026 - Sul Informação

MONTEMOR-O-NOVO: Feira da Luz / Expomor 2026 ✨


📅 2 a 7 de setembro | Montemor-o-Novo

Música, tradição, cultura, sabores, diversão e muita animação! 🎶🐂🎡

Tudo o que precisa de saber está em feiradaluz.pt - consulte a programação completa, horários, concertos, atividades e todas as novidades deste grande evento do Alentejo!

SAÚDE: Alpalhão abraça dadores de sangue




O fundador major e primeiro presidente da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP – nasceu em Alpalhão. E, como habitualmente, rumámos recentemente até esta terra do concelho de Nisa. Mais uma colheita em colaboração com a Unidade Funcional de Imunohemoterapia da ULSAALE.

O centro cultural de Alpalhão recebeu de braços abertos os 18 voluntários disponíveis para doar sangue. Entre os presentes, seis eram do sexo feminino.

Uma vez avaliados os inscritos, um deles não pode concretizar nesta ocasião o objetivo de dar um pouco de si. Assim, em Alpalhão foram efetivadas desta feita 17 unidades de sangue total.

Teve lugar, ao início da tarde, o almoço de confraternização que contou com o apoio da Junta de Freguesia de Alpalhão.

Aniversários

 A Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre comemora em setembro 36 anos de vida. O dia escolhido para se assinalar a efeméride é o próximo sábado, cinco de setembro. Do programa consta: celebração de Missa na capela do hospital de Portalegre às 10h00; Sessão solene pelas 12h00, na sala de formação do centro de saúde de Portalegre; Almoço convívio em Caia. Consultar o programa no nosso facebook.

Já no contexto do 27.º aniversário do Grupo Motard Novo Milénio, temos marcada uma colheita, aberta a todos os interessados, a 19 de setembro na sede dos motards – no kartódromo de Portalegre.

A 26 de setembro vamos estar na sede do Rancho Folclórico de Arronches. Sábados da parte da manhã.

Consulte e confirme em: https://www.facebook.com/AssociacaoDadoresBenevolosSanguePortalegre/

JR

31.8.26

OPINIÃO: Jornalismo, democracia e monopólios


Pedro Duarte esteve esta semana na Universidade de Verão do PSD a explicar a importância de um "jornalismo livre, independente do poder público, com critérios de rigor e de transparência". O presidente da Câmara do Porto, que é também um dos vice-presidentes do partido, não se limitou, no entanto, a enunciar umas quantas ideias abstratas, que ficam sempre bem e não comprometem ninguém. Queria ir e foi mais longe. Lembrou que o jornalismo é o "antídoto" contra a desinformação das redes sociais e uma das vias para "salvar a democracia".

Tudo isto para enquadrar a importância (e se calhar a urgência) de estudar um modelo de financiamento público ao jornalismo. Não se trata de subsidiar uma atividade social e económica e dessa forma colonizá-la ou domesticá-la, trata-se de encontrar, de uma forma responsável, democrática, instrumentos que contribuam para a sua sobrevivência e, sobretudo, para a sua independência.

Na verdade, não é nada de novo. Os estados, incluindo o português, dirigem todos os anos centenas de milhões de euros para promover e fortalecer um conjunto de atividades económicas e sociais, ou seja, para empresas e instituições em concreto, que considera essenciais ao desenvolvimento do país e à qualidade de vida dos seus cidadãos.

Sucede que o jornalismo não nasce e morre numa redação. No caso particular dos jornais como o JN, por exemplo, há uma série de setores a montante e a jusante, sem os quais seria impossível sobreviver. Num mundo cada vez mais digital, é essencial investir em tecnologia, por exemplo. Mas estão também dependentes de outras atividades mais tradicionais e das suas flutuações, como a da produção de papel, a impressão ou a distribuição.

O jornalismo, como qualquer outra atividade, terá sempre mais riscos, seja na sua viabilidade, seja na sua independência, se o ecossistema de que faz parte for dominado por monopólios, como hoje acontece nomeadamente ao nível da distribuição. E não deixa de ser irónico que, depois de o Governo lançar um concurso para a distribuição de jornais em territórios de baixa densidade, em que assumia precisamente como objetivo promover um mercado concorrencial, que tudo fique na mesma.

Recorde-se, de forma transparente, que o JN faz parte do universo da Notícias Ilimitadas, cujo maior acionista é também o dono da empresa que perdeu, e agora contesta, o concurso para a distribuição de jornais. Mas, nem o JN, nem o seu atual diretor, são a "voz do dono". O que é preocupante, não é que um empresário perca um concurso. É natural que isso aconteça num mercado concorrencial e independente. O que preocupa é que haja indícios de que se tenha tomado uma decisão com base em pressupostos errados e, pior do que isso, que se acabe a reforçar um monopólio.

Rafael Barbosa – Jornal de Notícias - 30 de agosto, 2026

 

 

SAÚDE: 36 anos de vida dos dadores de sangue de Portalegre


Mais uma data inesquecível se aproxima no contexto da vida da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP. E já passaram 36 anos da sua fundação. Tudo se concretizou graças à energia de muitas pessoas solidárias e ligadas à causa da dádiva de sangue, entre elas António Joaquim Eustáquio.

Os 36 anos da ADBSP serão comemorados no sábado cinco de setembro, com o seguinte programa:

Missa na capela do Hospital de Portalegre pelas 10h00, durante a qual serão recordados, com estima, amigos e todos os colaboradores que já partiram.

Sessão solene às 12h00, no centro de saúde de Portalegre - sala de formação. No final, os presentes rumarão para Caia, onde os espera o almoço convívio.

Inscrições para o almoço, e demais pormenores, podem ser obtidos na sede da associação (no hospital de Portalegre) e em https://www.facebook.com/AssociacaoDadoresBenevolosSanguePortalegre/.

Junte-se a este dia tão especial!

JR

30.8.26

DORA MARIA: 25 Anos de Carreira vão ser celebrados em NISA


Dora Maria celebra 25 anos de carreira com concerto especial no Cineteatro de Nisa

O Cineteatro de Nisa será o palco, no próximo dia 18 de setembro, às 21h30, de um concerto exclusivo da fadista Dora Maria. O espetáculo assinala a celebração dos 25 anos de carreira da artista, que possui fortes raízes familiares e afetivas no concelho de Nisa

A noite promete ser de grande emoção e partilha  musical, contando com um painel de convidados especiais que se juntam à fadista em palco: L-Mina, Bruno Mira, Pedro Pinhal, Fernando Nani, Luís Santos, Tiago Ramos e Leonel Mateus.

Os bilhetes para o evento cultural estão disponíveis para venda a partir do dia 1 de Setembro

𝐓𝐫𝐚𝐯𝐞𝐥𝐞𝐫'𝐬 𝐄𝐯𝐞𝐧𝐭 𝐞𝐬𝐭á 𝐚 𝐜𝐡𝐞𝐠𝐚𝐫 𝐚 𝐀𝐯𝐢𝐬!


Relatos de viagens, workshops e formação, test rides, passeios on-road e off-road, conversas, tertúlias, encontros, filmes, conteúdos de aventura — e muito mais — integram o programa desta iniciativa que, de 3 a 6 de setembro, volta a transformar Avis no ponto de encontro de quem vive a paixão pelas duas rodas, pela viagem e pela aventura.

Na sua 19.ª edição, o Traveler’s Event promete quatro dias de experiências, partilha e convívio, numa celebração do universo das motos que já conquistou um lugar de destaque entre os eventos de referência do setor.

A Balgarpir organiza esta iniciativa, que conta com o apoio do Município e da Freguesia de Avis.

Nós cá estamos para as curvas. Apareçam!

PORTALEGRE: Livro de António Ventura sobre os 50 anos do Hospital Doutor José Maria Grande


No próximo dia 16 de Setembro, quarta-feira, pelas 17 horas, será apresentado, no Centro de Congressos da Câmara Municipal de Portalegre o livro «50 Anos do Hospital Doutor José Maria Grande. 500 Anos de Assistência Hospitalar em Portalegre». O design gráfico é de Raul Ladeira.  Edição da Unidade Local de Saúde Alto Alentejo, com o apoio da Câmara Muniipal de Portalegre. O livro assinala os 50 anos  daquele Hospital, mas aborda também cinco séculos de assistência sanitária na região de Portalegre, desde a fundação das Misericórdias, passando pelos hospitais daquelas instituições, associações mutualistas e humanitárias, hospitais militares, os momentos críticos, com as epidemias, a actividade clínica pública e privada, etc. Constitui,  também, uma homenagem a todos aqueles que contribuíram, com o labor e dedicação, para minorar o sofrimento de quem carecia de assistência.

Odemira homenageia duas personalidades marcantes no Dia do Município


António Manuel Nobre Louçã e Deodato Inácio dos Santos vão ser homenageados, pela Câmara de Odemira, no Dia do Município, a 8 de Setembro, numa cerimónia que decorrerá na Igreja da Misericórdia.

A cerimónia, com início marcado para as 11h00, contará com as intervenções do presidente da Câmara Municipal de Odemira, Hélder Guerreiro, e da presidente da Assembleia Municipal de Odemira, Rita Balbino Costa, integrando ainda a entrega de distinções municipais a personalidades que se destacaram pela dedicação, pelo trabalho desenvolvido e pelo contributo prestado ao concelho de Odemira.

Este ano, o Município de Odemira atribui a Medalha Municipal de Mérito a António Manuel Nobre Louçã e a Deodato Inácio dos Santos.

António Manuel Nobre Louçã, natural de São Teotónio, é distinguido pelo seu contributo para o desenvolvimento económico e agrícola do concelho de Odemira.

Durante 40 anos à frente da Caixa de Crédito Agrícola de São Teotónio, teve um papel relevante na afirmação da instituição e no apoio ao setor agrícola local. O seu percurso fica também ligado à criação da FACECO – Feira das Atividades Culturais e Económicas do Concelho de Odemira, um dos principais eventos de promoção do território.

Deodato Inácio dos Santos recebe igualmente a Medalha Municipal de Mérito pelo trabalho desenvolvido nas áreas da cultura, educação e desporto.

Professor, escultor, escritor e animador cultural, dinamizou em Odemira diversos projetos que aproximaram a comunidade das artes e da criatividade, entre os quais o Torneio de Xadrez Damiano de Odemira, os encontros de teatro e o programa “Música em Odemira”.

29.8.26

CASTELO DE VIDE Apresentação do livro de António Busca "D´aqui e D´acolá - Crónicas vividas"

 



MARVÃO: Revista “Ibn Maruán” dedicado à Freguesia de Santa Maria de Marvão


No dia 8 de setembro (Feriado Municipal), pelas 20h30, a Casa da Cultura acolhe a apresentação do primeiro de dois volumes, de um novo número da revista cultural do concelho de Marvão 'Ibn Maruán', desta vez dedicada às Memórias da Freguesia de Santa Maria de Marvão.

Depois de publicados os volumes monográficos das Freguesias de São Salvador da Aramenha, Santo António das Areias e Beirã, a história, tradições e vivências da mais antiga freguesia do concelho vão ficar igualmente registadas, para memória futura, nesta revista cultural editada, ciclicamente, desde 1991, pelo Município de Marvão.

ENCONTRO: URAP / Norte sobre "25 de Abril nas Escolas"


A comissão da URAP para o Trabalho nas Escolas promove no Porto, dia 12 de Setembro, um "Encontro sobre o Trabalho nas Escolas".

Serão debatidos temas como a resistência antifascista na região - Museu da Resistência e uma história de vida de um antifascista -, o trabalho com os professores, experiência de formação de professores no quadro do Plano Nacional de Educação,  para além  de aspectos gerais como um balanço da intervenção da URAP na região e a intervenção da organização junto das escolas.

MORA: 𝗣𝗔𝗦𝗦𝗘𝗜𝗢 𝗗𝗘 𝗕𝗧𝗧 – EXPOMORA 𝟮𝟬𝟮𝟲


📅 13 de Setembro -  08h30

Prepare-se para pedalar por paisagens únicas no Passeio de BTT da ExpoMora 2026, organizado pelo Clube Pedais do Raia com o apoio do Município de Mora.

Descubra o encanto do Concelho de Mora num passeio guiado, com duas opções à sua medida:

30 km – dificuldade baixa

50 km – dificuldade média

📍 Partida: Escola Básica e Secundária de Mora

🏁 Chegada: Recinto da ExpoMora

Inscrição gratuita, com direito a: Seguro, T-shirt oficial, Abastecimento, Banhos no Pavilhão da Escola Básica e Secundária de Mora

Uso de capacete obrigatório durante todo o percurso.

Venha pedalar, conviver e celebrar a ExpoMora 2026 num evento pensado para todas as idades e níveis de experiência!

Inscrições até dia 9 de setembro, através do link: https://www.cm-mora.pt/passeio-de-btt-expomora-

26.8.26

OS VERDES denunciam desnorte das políticas ferroviárias do Governo PSD/CDS


A mobilidade não é um luxo, é um direito!

As recentes notícias vêm pôr a nu a total inversão de prioridades políticas em matéria de mobilidade ferroviária. Se por um lado, é com pompa e circunstância que se anunciam fundos comunitários avultados para investir no comboio de luxo que virá a circular nas depauperadas linhas do Douro, Beira Alta e Beira Baixa, através da aquisição por parte de empresas privadas à CP de material circulante para transformação em comboio hotel, por outro lado falta investimento para garantir o pleno direito das populações à mobilidade nestas regiões do país.

Enquanto estiver por cumprir a ligação ferroviária a todos as capitais distrito, Os Verdes continuarão a exigir do Governo os investimentos e as intervenções que tardam, como por exemplo a reativação da linha do Corgo; a resolução do problema do afastamento da estação de Portalegre à cidade pela criação do ramal, melhorando a atratividade do modo ferroviário; a reposição de condições de plena utilização da ligação ferroviária a Beja para que os anúncios se traduzam em obras concretas, sem novos adiamentos. No mesmo sentido, entendemos a urgência de precaver situações como as que afetam utentes nas ligações a Évora, onde se verificam com frequência problemas de lotação esgotada, atrasos prolongados e automotoras paradas sem condições ideais de conforto, em particular em dias de elevada temperatura. Na mesma linha, Os Verdes entendem que a nova travessia do Tejo constitui uma ligação estratégica ao desenvolvimento ligando Chelas ao Barreiro para retirar pressão rodoviária e incentivar a mobilidade sustentável, pelo que deve ser assumida como prioritária num contexto de aumento da circulação ferroviária entre o Norte e o Sul do País e na conexão ao futuro aeroporto.

No entanto, e perante o desinvestimento progressivo da ferrovia, Governo e Autoridade da Concorrência (AC) alinham a agulha: a continuidade do caminho da privatização do setor ferroviário, agora com a proposta da AC para o fim do contrato público com a CP, cujo prazo termina em 2029 com extensão prevista até 2034, mas que a AC sugere antecipar.

Os Verdes rejeitam o caminho da privatização da ferrovia, e o exemplo de que este é um trilho sem saída é a (falsa) premissa de que parte este estudo divulgado pela AC, o que dita o fracasso desta opção: “permitir que consumidores, empresas e economia beneficiem de preços mais baixos, maior qualidade e diversidade da oferta e maior eficiência.”

Reconhecendo o contributo do setor turístico para o desenvolvimento, Os Verdes não podem aceitar que o mesmo seja alavancado à custa das infraestruturas, do material circulante essencial ao transporte de passageiros e mercadorias – cuja recuperação pode e deve estar ao serviço do transporte público - e de projetos e investimentos que há muito tardam. 

Os Verdes defendem a democratização do uso do transporte público, a justa e necessária reposição e modernização das redes e ligações ferroviárias, a recuperação e o aproveitamento total do material circulante existente, e a renovação do mesmo, e de e de que a CP carece, para além da redução dos tempos de percurso, matérias há tanto tempo reivindicadas por utentes, trabalhadores ferroviários e pelo Partido Ecologista Os Verdes.

Recordemos que, desde o início do ano, a linha da Beira Baixa está sob suspensão parcial do serviço, devido aos estragos causados por temporais severos, obrigando à implementação de transbordos rodoviários e o corte de fluxo ferroviário contínuo no Interior Centro, o que penalizou de forma particular as populações de Abrantes e Castelo Branco. 

Como Os Verdes há muito alertam a privatização prejudica as populações, porque em causa estão apenas interesses economicistas e de rentabilidade destes serviços e não o superior interesse público, o que contribuirá para fragilizar os serviços – como hoje se verifica na sequência da entrega do serviço da linha entre Lisboa e Setúbal à Fertagus – e para adensar ainda mais as restrições de acesso à ferrovia dos territórios do interior. Além do mais, a privatização ameaça a segurança ferroviária como se verificou no Reino Unido e que levou a reversão da privatização, na sequência das inúmeras queixas devido a atrasos frequentes, cancelamentos e tarifas elevadas que o modelo privado gerou.

 Os Verdes rejeitam  a subconcessão a privados dos serviços urbanos ( três na região de Lisboa, as de Cascais, Sintra-Azambuja e Sado; e a totalidade das linhas suburbanas do Porto). A ferrovia é um serviço estratégico para o desenvolvimento do país e deve ficar sob controlo estatal. Queremos uma ferrovia, segura e acessível, que contribua com um papel relevante para as políticas de mobilidade, no combate às assimetrias regionais, na eficiência energética, na resposta e mitigação das alterações climáticas.

As populações contam com Os Verdes na defesa do direto à mobilidade, porque a mobilidade não pode ser um luxo.

O Partido Ecologista Os Verdes

Lisboa, 26 de agosto de 2026

NISA: Caminhada no PR7 Nis "Entre Azenhas"

 

Mais informações e inscrições em »»»» 

https://www.cm-nisa.pt/index.php/imagem/eventos-e-atividades/380-eventos-e-atividades-2026/5047-caminhos-de-nisa-ao-encontro-do-patrimonio-montalvao

 

25.8.26

NISA: É Preciso apoiar os Artistas da Terra!


Foi há 18 anos (Agosto de 2008) esta Exposição da artista plástica Rosário Bello, natural de Nisa. Passados todos estes anos, a artista apurou as suas formas de Criar e tornou-se uma verdadeira  e multifacetada criadora e embaixadora de uma região que reconhece os méritos e a tem apoiado. É tempo de Rosário Bello voltar a expor em Nisa e criar um painel num espaço público que faça jus ao seu talento e às suas origens que nunca deixou de enaltecer.

CRÓNICAS DA TABANCA: Vir e não ver…


O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro (eu chamo-lhe o da “Marrafinha”, mas não é por mal…) vem a Nisa na próxima quinta-feira, na iniciativa partidária a que chamaram a “Rota do Interior”. Uma “rota” que toca apenas concelhos de maioria socialista e que não é mais que um exercício de “salta-pocinhas”. O que vem Carneiro fazer ao Alto Alentejo, perguntará o leitor.

Começa a jornada pela tardinha no Festival do Crato, com jantar no intervalo das “melodias de sempre”. No dia 27, logo pela manhã, estará na Câmara de Nisa para observar e juntar-se à novela da Ponte de Cedillo. Aqui ouvirá os autarcas falar da autêntica odisseia que tem sido fazer um desenho e tirar montanhas de selfies desde 2017 como bandeira eleitoral, a enaltecer o feito socialista. Não têm nada a apresentar, a não ser alguns milhões de euros de pagamentos de máquinas, fora das autorizações para o arranque da obra. Que está parada, não avança, uma decepção para a pipi das meias altas que prometeu inaugurá-la em 2025, como a cereja no topo do bolo e trunfo eleitoral.

A ponte de Cedillo tem uma história de mais de 60 anos. Era compromisso de Espanha construí-la como contrapartida por terem implantado uma barragem assente em território nacional. Nunca a fizeram e deixaram que a empresa (espanhola, tá claro) que administra a barragem passasse, também  a “gerir” a passagem como se fossem polícias de uma fronteira fictícia, mas que sempre permitiu, com maior ou menor dificuldade, a passagem de portugueses e espanhóis. Agora, não. Só quando a “senhora Iberdrola” resolve abrir a passagem no coroamento, em tempo de festas. Aboliram-se as fronteiras, mas uma empresa privada gere, a seu gosto, uma passagem internacional e limita as relações de dois povos, dos mais isolados na península ibérica.

Na Câmara – o tempo não dará para mais, além das praxes do costume – José Luís Carneiro não ouvirá falar da urgente necessidade de requalificação das minas de urânio. Ninguém ousará apontar-lhe os malefícios e insegurança devido ao prolongamento do prazo de funcionamento da central nuclear de Almaraz, que há mais de 30 anos devia ter sido encerrada.

Ninguém lhe dirá que a sede do concelho (Nisa) tem deficientes ligações rodoviárias ao IP2, mormente no sentido Barragem do Fratel - Nisa e que urge criar as condições para que todos os habitantes do concelho possam transitar nos dois sentidos sem impedimentos.

Não ousarão questioná-lo  sobre as medidas tem preparadas para , no caso de vir a ser governo, transformar o interior do país, dando-lhe as mesmas possibilidades de trabalho e emprego das regiões do litoral. Tampouco o importunarão com essa coisa “mesquinha” que é a transformação do território e paisagem alentejana, como campo “livre” e sem travões para as culturas sobre-intensivas, os “campos” a perder de vista de painéis solares. Nem falo na saúde, das condições impróprias e precárias a que estão sujeitas as populações alto-alentejanas, envelhecidas pelo peso dos anos e pelo abandono a que foram sujeitas por sucessivos governos do “bloco central”.

Seria uma ocasião, soberana , para perguntar-lhe que medidas vai propor ao governo sobre a Barragem de Póvoa e Meadas, arrastando-se a indefinição quanto à construção da Barragem do Pisão que – é irónico e quase absurdo dizer isto – vai ser contemplada com uma verba da CIMAA para plantar árvores… As mesmas ou menos, até, do que aquelas que foram arrancadas, ilegalmente, antes da aprovação da construção da barragem do Pisão.

E, por último, não ficaria mal, perguntar-lhe, o que pensa da Regionalização.

Todos estes considerandos não esgotam, nem de perto, a panóplia de problemas do concelho e da região, e por isso não ficaria mal ao executivo apresentar ao líder socialista, um documento, uma espécie de caderno reivindicativo e plano de acção.

Conhecendo como julgo conhecer, o “marrafinha”, temo que as representações do folclore e do beija-mão, demorem mais tempo, muito mais, do que a apresentação de problemas e situações reais.

Mário Mendes

24.8.26

SAÚDE: Enfermeiro nisense integra Comissão especializada


O enfermeiro João Paulo da Cruz Policarpo integra a Comissão de Apoio Técnico Especializado da Mesa do Colégio da Especialidade em Enfermagem Paliativa da Ordem dos Enfermeiros.

A ULS Alto Alentejo congratula-se com a nomeação do Enfermeiro João Paulo da Cruz Policarpo para integrar a Comissão de Apoio Técnico Especializado da Mesa do Colégio da Especialidade em Enfermagem Paliativa da Ordem dos Enfermeiros.

A nomeação do profissional da ULS Alto Alentejo constitui um reconhecimento das suas competências técnicas, experiência profissional e dedicação à área da Enfermagem Paliativa, permitindo reforçar a participação dos nossos profissionais em estruturas de âmbito nacional que contribuem para o desenvolvimento e valorização da profissão.

A ULS Alto Alentejo felicita o Enfermeiro João Paulo da Cruz Policarpo por esta distinção, desejando-lhe os maiores sucessos no exercício destas novas funções, que prestigiam o profissional e constituem igualmente motivo de orgulho para a instituição.

 

CEDILLO: Apresentação do livro "Um Alcaide Desconhecido"

 


Livro que revisita memórias de Castelo de Vide apresentado em Póvoa e Meadas


O livro “Uma Família de Castelo de Vide”, da autoria de Anabela Coelho, com 215 páginas e editado pelas Edições Colibri, foi apresentado quinta‑feira, no Jardim do Rossio, em Póvoa e Meadas, no concelho de Castelo de Vide.

Em declarações à Rádio Portalegre, a autora explicou que o livro reúne lendas e histórias de Castelo de Vide, a trajetória de uma família desde 1780, ligações entre famílias marcantes do território e um texto final sobre uma Páscoa vivida no pós‑Covid, oferecendo aos leitores narrativas curtas que revelam episódios pouco conhecidos, como a história do cemitério ou do pintor Martins Barata.

A vereadora da Câmara Municipal de Castelo de Vide, Helena Esteves, por seu turno, sublinhou que iniciativas como esta valorizam os autores locais e permitem revisitar a história e a identidade de Castelo de Vide.

A apresentação do livro “Uma Família de Castelo de Vide”, antecedeu o arranque das Festas de Verão de Póvoa e Meadas que decorrem até ao próximo domingo.

in Rádio Portalegre - 22.08.2026