13.8.26

OPINIÃO: Uma jovem miragem


O discurso do presidente da República sobre a necessidade de dar uma nova oportunidade ao Interior e o cruzamento deste pensamento com a importância dos jovens nos territórios dão conta de uma necessidade premente: o deserto que engole boa parte do país.

O empreendedorismo que floresce nos territórios mais longínquos, que se tornaram habitat para quem só precisa de um computador ligado à Internet para trabalhar, não basta para que esse Interior atraia com o grau de intensidade com que perde. E não é só no Interior profundo que o declínio é palpável, não é preciso um grande afastamento dos maiores centros urbanos para ser cada vez mais difícil encontrar vida nova em substância.

Os programas de natalidade, a creche gratuita, os vales de material escolar, entre outras medidas, revelam-se insuficientes para dinamizar territórios onde o rejuvenescimento é oásis.

Ontem, assinalou-se o Dia Internacional da Juventude, mas os jovens em Portugal são uma fatia exígua. Entre 1981 e 2025, dados da Pordata, o país perdeu um milhão de jovens, quarenta anos em queda. Nesse pouco mais de um milhão que sobrou, escolarizado e digital, abundam os problemas com habitação, precariedade laboral (só metade tem contrato efetivo) e baixos salários. Um terço desses jovens ganha perto de mil euros. E se comprar casa é um projeto traçado com rigor matemático ao nível das finanças pessoais, constituir família ainda exige maior cálculo. Talvez sejam essas contas negativas que nos fazem ter dificuldade em ver crianças em tantas ruas do Interior, mas também em artérias largas plantadas à beira das metrópoles. São cada vez mais os locais onde não vejo crianças e esse é o reflexo de uma escolha nacional, no Interior e no Litoral.

E se não há jovens, que futuro há?

Joana Almeida Silva – Jornal de Nisa - 13 de agosto, 2026

 

 

ALTER DO CHÃO: GNR recupera telemóvel furtado e identifica autores do crime


A Guarda Nacional Republicana, através do Posto Territorial de Ponte de Sor, em colaboração com o Posto Territorial de Alter do Chão, recuperou, no passado dia 10 de agosto de 2026, um telemóvel que havia sido furtado em Ponte de Sor, tendo sido identificados os autores do crime.

Na sequência de uma denúncia apresentada pelo lesado, os militares das referidas subunidades desencadearam céleres diligências de investigação que permitiram localizar e recuperar o equipamento, bem como identificar os suspeitos da prática do ilícito.

Para tentar dificultar a localização do aparelho e inviabilizar a ação policial, os suspeitos já haviam procedido à remoção do cartão SIM e à formatação integral do dispositivo. No entanto, a rapidez das ações operacionais permitiu reverter a situação e garantir a recuperação do bem.

A Guarda Nacional Republicana reitera a importância da denúncia célere de situações desta natureza, a qual se revela determinante para o sucesso das diligências investigatórias e para a devolução dos bens aos respetivos proprietários.

 

ExpoReg vai debater o futuro do turismo no concelho de Reguengos de Monsaraz


A 32.ª edição da ExpoReg – Exposição de Atividades Económicas de Reguengos de Monsaraz inicia-se esta tarde e decorre até ao dia 16 de agosto no Parque de Feiras e Exposições da cidade. A banda sonora do evento vai ter Daniela Mercury, Nuno Ribeiro, a banda espanhola Lorena Santos e David Jiménez e Luís Caeiro com Lenita Gentil, FF e José Gonçalez.

Esta edição é dedicada ao tema “O Futuro do Turismo no Concelho” e terá a participação de dezenas de instituições e empresas. Durante o certame decorre a 29ª Exposição de Pecuária, com caprinos, ovinos, bovinos e equídeos de vários produtores do país. A Exposição de Atividades Económicas e a Exposição de Pecuária vão estar abertas ao público no dia 13 de agosto das 18h à meia-noite e nos restantes dias entre as 10h e a meia-noite.

O programa abre às 17h com a Competição de Dressage Regional no picadeiro do Centro Hípico Municipal, que continua na sexta-feira a partir das 18h. A Cerimónia de Abertura da ExpoReg realiza-se pelas 18h30, prosseguindo com a visita à Exposição de Atividades Económicas e à Exposição de Pecuária. A primeira noite terá às 21h30 a Gala Equestre “A Passo e Compasso”, no picadeiro municipal, um espetáculo com dança do ventre, flamenco, kizomba, disco e fandango.

O palco principal da ExpoReg recebe pelas 23h a atuação de Nuno Ribeiro. O cantor e compositor é autor de temas como “Maria Joana”, com Mariza e Calema, “Rosa”, “Imagina”, “Essa Mulher” e “Por Ti”, tendo editado em 2025 o segundo álbum, intitulado “Falar de Nós”. A fechar a noite, a partir da 1h, atua o DJ Sunlize, que apresenta um set marcado pela sonoridade house, acompanhado de efeitos especiais e audiovisuais.

Na sexta-feira e no sábado entre as 11h e as 12h30 e das 18h às 19h30, assim como no domingo das 11h às 12h30, haverá batismos a cavalo no picadeiro coberto. A conferência “O Futuro do Turismo nos Territórios de Baixa Densidade” tem início às 18h no Pavilhão Álamo para se falar sobre visão estratégica, políticas públicas, investimento e desenvolvimento territorial.

Com mais de três décadas de carreira musical, Daniela Mercury consolidou-se como uma das grandes vozes da música brasileira e vai levar a energia e a riqueza da música baiana, pelas 23h, ao palco principal da ExpoReg. A cantora, compositora, multi-instrumentista, produtora musical e atriz soma êxitos como “O Canto da Cidade”, “Rapunzel”, “Música de Rua”, “Nobre Vagabundo” e “Ilê Pérola Negra”, que se tornaram referências da música brasileira e continuam a marcar gerações. Após o concerto de Daniela Mercury, o DJ Moonlight convidou o brasileiro MC MM para animar a pista de dança a partir das 00h30 e meia hora depois haverá largada de touros na Zona das Largadas.

No dia 15 de agosto, pelas 8h, abre a Feira Franca de Santa Maria, que continua no dia seguinte. Na conferência “Reguengos de Monsaraz: Um Destino, Múltiplas Experiências”, que tem início às 18h no Pavilhão Álamo, vão abordar-se temas como património, vinho, Dark Sky, Grande Lago, Estação Nautica, cultura e paisagem.

À mesma hora, o picadeiro municipal terá as provas da Competição de Saltos Nacional – C, assim como no domingo, a partir das 9h. A Praça de Toiros José Mestre Batista recebe pelas 22h uma corrida de toiros com os cavaleiros João Salgueiro e Tristão Ribeiro Telles, o toureio a pé com o matador de toiros Manuel Escribano e os forcados amadores de Monsaraz e de Lisboa que vão pegar toiros da Ganadaria Falé Filipe. Meia hora antes da corrida de toiros haverá uma procissão de velas.

No palco principal da ExpoReg, às 23h, realiza-se um espetáculo com os espanhóis Lorena Santos e David Jiménez, que vão interpretar temas de flamenco, rumba, pop e ritmos latinos, com a animação do DJ Alex Sanchez. A fechar a noite, pelas 00h30, atua o DJ Peter Beats e a partir da uma hora da madrugada decorre a largada de toiros na Zona das Largadas.

O programa do último dia da ExpoReg, 16 de agosto, terá às 23h, no palco principal, um espetáculo com Luís Caeiro, que convidou Lenita Gentil, José Gonçalez e Fernando Fernandes, conhecido por FF. A fechar, pelas 00h30, sobe ao palco o DJ Pedro Monchique.

A ExpoReg tem entrada gratuita, exceto no dia do concerto de Daniela Mercury, que tem bilhetes à venda por 7,5 euros para maiores de 12 anos, nos postos de turismo de Reguengos de Monsaraz e de Monsaraz e online em bol.pt, assim como nas bilheteiras do Parque de Feiras e Exposições no próprio dia.

NISA está bonita, está limpa e atractiva…


As ruas nunca estiveram tão sujas, desleixadas e abandonadas como estão actualmente. Cortam-se árvores sem nexo e sem explicação, parece que os alertas sobre as alterações climáticas são uma “treta” e em vezes de se plantarem mais árvores, vão-se cortando as que ainda resistem. Parece que os municípios nada têm a ver com uma estratégia global e nacional de minorar os efeitos nefastos dessas alterações que vieram para ficar

A rua onde moro, rua Padre Álvaro Semedo (Zona F, da Cevadeira) deve estar fora do mapa de Portugal, do concelho e da vila. O lixo acumula-se, os canteiros outrora viçosos, têm o aspecto que mostro. Foram literalmente abandonados e são uma vergonha para quem ali passa, diariamente, à procura do centro de Artes e Ofícios.


As duas primeiras fotos são de Junho de 2025. A madame de Amieira andava preocupada com as eleições e com o seu benjamim (tinha bastas razões, coitada) e abandonou os canteiros à sua sorte. Nem mesmo a campanha eleitoral, a fizeram mudar de ideias. O pasto seco foi retirado e os canteiros ficaram como as fotos restantes, mostram.

Logo agora em que há tanta água e propaganda da Galiana para dar e vender.

Não haverá umas florinhas, um sinal de verde, biológico, não de plástico, para dar algum brilho aos canteiros?

As pessoas que moram na rua e os passantes não merecem que dêem um pouco de “magia europeia”, um simples sinal de modernidade, a um local público?

Estará a Câmara à espera de uma subscrição pública, solidária, para comprar umas plantas?

Se for isso, digam. Assim como estão os canteiros é que não me parece bem?

Não achas, ó Dinis?

 

12.8.26

OPINIÃO: Podia ser sobre NISA ou outro qualquer Município português *


O mundo está para os espertos: uma crónica sobre Portalegre

Uma única feira local custa mais do que apoiar as 50 associações do concelho. Para onde caminha o orçamento de Portalegre?

Há uma frase que se ouve cada vez mais nos cafés de Portalegre, sussurrada entre um copo e outro: “o mundo está para os espertos.” Não é resignação vazia — é a constatação de quem observa, há anos, o mesmo padrão a repetir-se: dinheiro público a sair, resultados a não aparecer, e ninguém a perguntar porquê.

Não é preciso inventar escândalos para ver o problema. Basta olhar para a estrutura.

Um exemplo que dispensa teorias da conspiração.

Fermelinda Pombo Carvalho é, desde 2021, presidente da Câmara Municipal de Portalegre. É também, desde 2014, presidente da Associação de Agricultores do Distrito de Portalegre (AADP). As duas coisas não são segredo — estão em qualquer biografia oficial, em qualquer entrevista de recandidatura. É a própria autarquia que apresenta a Feira das Cebolas como fruto da “parceria” entre a Câmara e a AADP.

O problema não é que a presidente da Câmara goste de agricultura, ou que a AADP seja uma instituição sem mérito. O problema é estrutural: quando a mesma pessoa está sentada dos dois lados da mesa — a decidir, como autarca, quanto dinheiro público vai para um evento, e a beneficiar, como dirigente associativa, da organização e da visibilidade desse mesmo evento — deixou de haver distância entre quem financia e quem é financiado. Isso não exige prova de crime para ser um problema. É, por definição, um conflito de interesses institucionais, e é exatamente o tipo de situação que devia ter um mecanismo de escrutínio externo — auditoria, fiscalização, contraditório público — e que, tanto quanto é possível apurar, não tem.

A Feira das Cebolas consumiu cerca de 120 mil euros do orçamento municipal em 2024 e perto de 195 mil euros em 2025 — um crescimento de mais de 60% num ano, sem que exista, disponível ao cidadão comum, uma explicação clara sobre o que justificou esse salto. É dinheiro de todos os portalegrenses, gerido por quem preside simultaneamente a uma das entidades parceiras do evento.

O associativismo como cortina de fumo

Em maio de 2026, a Câmara assinou contratos-programa com 50 associações culturais e desportivas, num investimento global de cerca de 162 mil euros. Nos comunicados oficiais, isto é apresentado como prova de vitalidade do tecido associativo local. E, para muitas dessas associações — que fazem, de facto, trabalho sério com pouco — o apoio é justo e bem-vindo.

Mas a escala deste apoio revela uma profunda inversão de prioridades quando cruzamos os dados:

Feira das Cebolas (1 único evento): perto de 195 mil euros.

Todo o tecido associativo (50 associações): cerca de 162 mil euros.

Colocando os números em perspetiva, todo o ecossistema cultural e desportivo de Portalegre recebeu, junto, menos dinheiro do que uma única feira de poucos dias. Na prática, isto significa uma média irrisória de 3.240 euros por associação para gerir atividades, pagar despesas e sobreviver durante um ano inteiro.

Um bolo distribuído desta forma por 50 entidades não é, por si só, sinónimo de critério. O que falta, sistematicamente, é aquilo que qualquer atribuição de dinheiro público deveria ter: critérios de avaliação públicos e comparáveis, relatórios de execução por associação, e a possibilidade de qualquer cidadão perceber por que razão a associação A recebeu X e a associação B recebeu metade disso. Sem essa transparência, o “apoio ao associativismo” pode ser genuíno em 45 casos e um exercício de relações públicas nos outros 5 — e ninguém de fora consegue distinguir uns dos outros. É esse vazio de escrutínio, e não uma acusação concreta contra qualquer associação em particular, que alimenta a sensação de que quem sabe pedir, e a quem pedir, recebe — e quem só sabe trabalhar, espera.

Uma cultura que não existe enquanto política pública

Portalegre não tem fome de gente que faça cultura. Tem fome de uma câmara que a trate como prioridade e não como despesa acessória. O que existe de cultura genuína na cidade nasce, quase sempre, de bolsos privados, de gente que arrisca o seu próprio dinheiro e tempo — e quando a Câmara aparece, aparece como licenciadora, não como parceira. Autoriza um espaço, cede um palco, tira uma fotografia na inauguração. Raramente investe no montante, na criação, na produção, na continuidade de um projeto que ainda não tem público garantido.

Compare-se isto com o investimento na Feira das Cebolas — um evento consolidado, de baixo risco político, que gera fotografias seguras com o Secretário de Estado e discursos sobre “o melhor de Portalegre.” É sempre mais fácil investir no que já funciona e dá visibilidade imediata do que no que é incerto mas necessário: uma política cultural com visão de década, não de mandato.

Menos oposição, mais impunidade

Nas autárquicas de outubro de 2025, a coligação PSD/CDS-PP de Fermelinda Carvalho obteve 62,54% dos votos em Portalegre — a primeira capital de distrito a fechar essa noite eleitoral — e conquistou maioria absoluta: seis dos sete mandatos no executivo, contra três no mandato anterior. O PS e a CLIP (Candidatura Livre e Independente por Portalegre) ficaram reduzidos a um papel cada vez mais residual.

Isto não é, por si só, ilegítimo — é o resultado de um voto livre. Mas tem uma consequência prática que importa dizer com todas as letras: quanto menor a oposição dentro do executivo, menor a pressão institucional para justificar decisões, publicar critérios ou responder a perguntas incómodas na Assembleia Municipal. A fiscalização que falta de fora — auditorias, imprensa local robusta, sociedade civil organizada — precisava de ser compensada por mais fiscalização de dentro. Está a acontecer o contrário.

E há um dado oficial, não uma opinião, que resume o lugar da cultura nas prioridades formais do município: no portal público Mais Transparência, que monitoriza a descentralização de competências da administração central para os municípios, a Cultura surge como “competência aceite” por Portalegre — mas com despesa registada de 0€ nos anos disponíveis para consulta. Aceitar a competência no papel e não lhe atribuir despesa própria é, em termos administrativos, a definição exata de tratar algo como acessório.

Falta de visão, sobra de eventos

O investimento direto na capital do município cresceu 54,71% em 2023 face ao ano anterior, segundo as próprias contas da autarquia — números que, isolados, soam bem em qualquer relatório de mandato. Mas crescimento de despesa não é sinónimo de estratégia. Não encontrei, nos documentos públicos disponíveis, um plano estratégico de cidade a dez ou vinte anos que amarre esse investimento a objetivos claros — só planos plurianuais de investimento que se renovam ano a ano, e um calendário de eventos e feiras que se repete com pequenas variações de cartaz.

Isto é o retrato de uma gestão que apresenta números de execução orçamental como se fossem, por si só, visão de futuro. Não são. Gastar mais não é o mesmo que planear melhor.

O impacto mais profundo desta falta de visão não se mede só em euros mal explicados — mede-se no que a cidade não constrói. A Covilhã, um concelho de dimensão comparável, soube transformar o conhecimento e o património local — a Universidade da Beira Interior, o Parkurbis, parque de ciência e tecnologia criado em 2005 — num ecossistema que atrai empresas tecnológicas e indústrias criativas, com centenas de postos de trabalho qualificado gerados nesse processo. Não é magia nem sorte geográfica: é o resultado de décadas de aposta institucional deliberada em algo que ainda não existia.

Portalegre também tem um politécnico a formar quadros todos os anos. O que falta perceber — e é uma pergunta em aberto, não uma certeza — é se existe da parte do município uma estratégia equivalente para reter esse talento, ou se continuamos a depender quase inteiramente do emprego público e de setores tradicionais para segurar quem cá nasce. Uma feira, por mais bem-sucedida que seja, não substitui essa pergunta. E enquanto ninguém a fizer com seriedade, Portalegre continua a formar gente para exportar, não para empregar.

Onde ninguém olha, ninguém precisa de esconder

Apontar essas falhas não é acusar ninguém de ilegalidade, mas sim fazer o diagnóstico de um problema estrutural. A diferença entre a má gestão e a fraude é jurídica e ética, e esta crónica assenta estritamente nos factos públicos. Mas a ausência de escândalos criminais não significa que o concelho esteja bem gerido. Pelo contrário: é o sintoma mais claro de uma anestesia geral.

Numa cidade onde os dados se perdem em relatórios densos, a oposição definha e ninguém questiona o orçamento, os governantes não precisam de esconder nada — porque não há nada a ocultar de quem escolheu não olhar. Portalegre não precisa apenas de mais uma feira de cartaz. Precisa de uma cidadania ativa e de uma câmara que trata o escrutínio público como parte do trabalho, e não como um incómodo a evitar.


Chris Relvas  in www.substak.com

OPINIÃO: O que diz uma barriga de grávida


Na sessão de estreia do seu mais recente filme, Anne Hathaway apresentou-se com uns jeans de cintura descaída e um crop top que deixava à vista a barriga proeminente de grávida. As redes sociais encheram-se, de imediato, de juízos violentos sobre a aparência da atriz, que culminaram em considerações de que a barriga seria falsa. O que parece um simples coro de vozes tontas mostra como os estigmas em torno da gravidez e do corpo das mulheres continuam enraizados.

A redução da mulher a objeto de avaliação estética é universal, constante e ainda mais rotineira a partir do momento em que uma fotografia é comentada em simultâneo por milhões de pessoas. Momentos como a gravidez agudizam, ainda assim, a perceção de que há um conjunto de normas sobre o que deve ou não ser mostrado. Não se trata (só) de estética, mas de silêncios e vigilâncias que acabam frequentemente por ser autoimpostos e assumidos, de tal forma a mulher se habitua a encará-los.

Claro que estes temas são quase sempre reduzidos à categoria de detalhes sem importância, até com o argumento benigno de que a desigualdade de género tem coisas bem mais importantes com que se preocupar. Acontece que a raiz dos problemas é exatamente a mesma, ainda que revestida de trivialidade. Aliás, muitos mecanismos de controlo e discriminação tornam-se mais sólidos precisamente por minimizarem ou tratarem como humor afirmações e comportamentos de consequências sérias. É muito ténue a fronteira entre piadas e situações de discriminação laboral que a gravidez origina em empresas e organizações. Como de humor não têm nada as brincadeiras sobre tensão pré-menstrual ou menopausa, muito comuns nos locais de trabalho. A desigualdade tem muitas capas, mas nenhuma veste com elegância.

Inês Cardoso – Jornal de Notícias - 12 de agosto, 2026

 

GAVIÃO: Vem aí o Trail do Gavião 2026


𝐄𝐬𝐭𝐚̃𝐨 𝐨𝐟𝐢𝐜𝐢𝐚𝐥𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐚𝐛𝐞𝐫𝐭𝐚𝐬 𝐚𝐬 𝐢𝐧𝐬𝐜𝐫𝐢𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐨 𝐓𝐫𝐚𝐢𝐥 𝐆𝐚𝐯𝐢𝐚̃𝐨 𝟐𝟎𝟐𝟔

🏃‍♂️🌿 O desafio está de volta!

Os trilhos de Gavião voltam a receber atletas de todo o país para mais uma edição do Trail do Gavião 2026.

Entre paisagens únicas, percursos desafiantes e a beleza natural do concelho, esta é uma prova pensada para quem gosta de superar limites e viver o trail em plena natureza.

👉 Inscreva-se e consulte todas as informações em: https://www.trilhoperdido.com/evento/Trail-do-Gaviao-2026

Esperamos por si em Gavião!

MONFORTE: Exposição de Artesãos do Concelho


Exposição de Artesanato Tradicional & Contemporâneo de Artesãos do Concelho

De 12 a 28 de agosto de 2026

Capela CEFUS

Inauguração dia 12 de agosto às 16h00

10.8.26

ARRONCHES: Exposição de pintura de Alfredo Martins

 


TEXTOS DE AUTORES NISENSES - António Borrego

 

AS MÃOS LARGAS DOS POETAS

Os poetas são uns mãos largas...partilham tudo, e têm uma alma que acredita, talvez daí,surja a grandeza, que transparece nas palavras.

Será que descobriram a fórmula do amor? como alquimistas alucinados?...acho que basta olharem o firmamento,e, encontram uma razão para viver, é suficiente para lhes "escancarar as janelas" mesmo as que estão empoeiradas, nos recantos cavernosos da alma. Têm aquela ordem de Deus, como um facho de luz poderoso, que lhes diz...ajuda os que precisam.

O desânimo??  é só momentâneo, até o sorriso deles mesmo de perfil, não perde amplitude, e, ajudam os outros, na atitude.

Pela manhã, deixam que o vento lhes revolva os cabelos, deixam que o sol lhes beije a face, bebem um café (fumam um cigarro "dispensável")...sabem que o mundo lhes pertence.

E acima de tudo sabem que, é o amor que os ampara, que os mantém de pé...nem se preocupam se um comprimido para a tensão, se escondeu, na falha de um dente.

Amiúdas vezes conseguem voar, como os pássaros coloridos, talvez sejam pintassilgos.

À noitinha, deixam que as estrelas lhes embalem o sono, e o calor intenso dilui-se numa brisa fresca....quem me dera ser poeta...e estar, a apanhar o fresquinho da noite...tendo o astro a treme-luzir por cima da minha cabeça.. até podia ser, no adro da igreja....

.....................................Lembrei-me agora... 

A.B.

* IMAGEM - Pintura de Augusto Pinheiro

 

ARRONCHES: Dia Internacional da Juventude

 


OPINIÃO: O crime é perguntar


É provável que o nome Jason Arday pouco lhe diga, mas a academia britânica está em polvorosa com o caso de proporções ainda não completamente apuradas. Resumindo, surgiram dúvidas sobre o currículo e possíveis casos de plágio na tese de doutoramento de Arday, que, em última análise, levaram à demissão - sem admissão de culpa - daquele que tinha sido o mais jovem professor negro da Universidade de Cambridge. O académico admitiu ter cometido alguns erros ao longo da carreira, mas recusou o grau de gravidade de um caso que se tornou num debate sobre racismo ou favorecimento de pessoas racializadas, num meio académico branco e privilegiado. Mas o que realmente me interessa no caso é a história do jornalista Jack Grove, especializado em Ensino Superior, do londrino "Times".

Grove interessou-se pelo tema de Jason Arday e tentou contactar o professor via correio eletrónico, para o ouvir sobre as acusações de plágio que subiam de tom online. Trabalho básico de milhares de jornalistas diariamente. Não conseguiu, mas meses depois foi contactado pela polícia britânica a informá-lo que estava a ser investigado por assédio e que não deveria voltar a contactar Jason Arday, devido à saúde mental do professor, que teria sido afetada pelas questões dirigidas por email. A investigação ao jornalista a fazer o seu trabalho demorou quatro meses, num caso que agora foi considerado pelas próprias autoridades como um erro.

Mais do que uma questão pontual, é sintoma de um constante desprezo do trabalho jornalístico, considerado obsoleto por muitos tecnoligarcas, que não gostam de ser questionados. Este sentimento anti "legacy media" alastrou para muitos grupos envoltos em bolha, que de forma egocêntrica se julgam arrogar ao direito de não serem questionados, por a isso não estarem acostumados. E a pergunta é a base do trabalho jornalístico, principalmente quando incomoda e melindra, porque é daí que nasce o esclarecimento.

·         Luís Pedro Carvalho – Jornal de Notícias - 10 de agosto, 2026

 

MEMÓRIA(S): As Festas de Verão (1986) do Sport Nisa e Benfica


A pouco tempo de assinalar os 91 anos da sua fundação, lembramos aqui algumas das efemérides que contribuíram para o engrandecimento da história do clube, história que, julgo, ano menos ano, será feita.

Esta teve lugar há 40 anos (1986) e sob o nome de Festas de Verão, redundou num grande êxito, tanto pela qualidade dos artistas que vieram a Nisa para actuar, como, principalmente, pela união gerada em torno do clube da terra, numa rara demonstração de bairrismo que na volúpia do tempo se tem vindo a perder.

Nas Festas de Verão do Sport Nisa e Benfica, realizadas na Alameda, actuaram artistas de alto gabarito como Carlos do Carmo e Fernando Pereira, a par dos artistas locais que quiseram dar o seu contributo à Festa como o conjunto "Dilema", a Orquestra Ligeira de Nisa e o Rancho Folclórico da Casa do Povo de Nisa.

Foram três dias de grande animação, a Alameda cheia de gente e de entusiasmo, a organização do evento a sair-se a contento desta iniciativa de grande envergadura e comportando alguns riscos, pela categoria do cartaz. 

9.8.26

MARVÃO: Concurso de Bandas Rock Fest


A Associação Timbre d'Alvorada junta-se ao Festival da Juventude de Marvão com um Warm Up - Concurso de Bandas para o @marvaorockfest. 🎸

🏆 A banda vencedora vai integrar o line up do Festival Marvão Rock Fest, que se realiza nos dias 11 e 12 de setembro.

🎧 Vê-se a música toda! 🏞🌄

🗓 Hoje

📍 Centro de Lazer da Portagem

🕗 A partir das 20h00

👉 Entrada gratuita

OPINIÃO: Somos adultos/crianças


Cada um se governou com a vida que tomou. Há quem diga que não há pessoas más, que nós é que as fazemos ser assim ou não, tal como as vemos assim são. Quando crianças todos somos puros e inocentes e são os embates da vida que nos formam. As pessoas más, os delinquentes, os prisioneiros, os criminosos, já foram crianças puras e inocentes. E há ainda em cada um deles essa inocência, por muito esbatida, que permanece nas profundezas do seu interior. As relações humanas são muito complexas e motivo de muitos estudos. Se alterarmos radicalmente os nossos pensamentos em relação às coisas e aos outros, estes vão alterar-se positivamente em relação a nós. Tudo aquilo que um Homem alcança é o resultado directo dos seus próprios pensamentos. Um Homem só consegue evoluir, vencer e alcançar grandes feitos se elevar os seus pensamentos. Dois prisioneiros olharam para as grades da prisão: um viu a lama, outro viu as estrelas. Que nós olhemos também as estrelas e vejamos o que há de bom em todas as situações. Adultos no corpo, somos crianças nos sonhos que comandam a vida.  

Portalegre, 7 de Agosto de 2026

José Oliveira Mendes 

MARVÃO: Cinema com o 14º Festival Periferias


O programa do 14º Periferias Festival Internacional de Cinema de Marvão e Valencia de Alcántara já está disponível.

De 7 a 15 de agosto, o Periferias regressa à raia com nove dias de cinema, música, encontros, património e cultura, em diferentes localidades de Portugal e Espanha.

Descubra todas as atividades do Festival e planeie a sua visita.

👉 Programa disponível para consulta aqui: https://bit.ly/4yJILr8

👉 Bilhetes: https://periferiasfestival.com/2026/bilhetes/?lc=pt

Mais informação em: www.periferiasfestival.com

CAMPO MAIOR: Operação de Segurança às Festas do Povo 2026

 


O Comando Territorial de Portalegre, através do esforço conjunto de diversas valências, entre os dias 8 e 16 de agosto, encontra-se a executar uma operação de segurança e policiamento por ocasião das Festas do Povo 2026, em Campo Maior.

A operação visa garantir a segurança de todos os visitantes e habitantes locais, contando com o empenhamento de diversas valências da GNR ao longo dos vários dias do evento, nomeadamente do dispositivo territorial, de trânsito, da estrutura de investigação criminal, de manutenção da ordem pública, bem como equipas de drone e anti-drone, com o objetivo de reforçar o sentimento de segurança junto da população em geral, no decorrer do evento.

Para este evento, a missão da Guarda Nacional Republicana está orientada para três eixos principais de atuação:

Garantir a segurança rodoviária e a fluidez do trânsito nos principais eixos de circulação e acessos à vila de Campo Maior;

Prevenir a prática de ilícitos criminais e alterações da ordem pública;

Assegurar um ambiente de tranquilidade, através de uma atuação preventiva, de proximidade e apoio aos visitantes e habitantes locais.

No âmbito da cooperação policial internacional, o dispositivo de segurança conta também com a colaboração de forças de segurança congéneres, designadamente da Guardia Civil de Espanha e da Gendarmerie Nationale de França, reforçando a cooperação e o apoio aos inúmeros visitantes estrangeiros que se deslocam às festividades.

Alerta-se ainda que, durante todo o período do evento, e por razões de segurança, o espaço aéreo sobre a zona do recinto encontra-se temporariamente interdito, não sendo permitida a realização de voos por aeronaves não tripuladas (UAS), vulgarmente designadas por drones.

Para que o evento decorra em plena segurança, a Guarda Nacional Republicana deixa as seguintes recomendações:

Planeie a sua deslocação e privilegie os percursos e parques de estacionamento indicados, que podem ser consultados através da aplicação oficial do evento;

Chegue atempadamente, de forma a evitar períodos de maior afluência;

Estacione apenas nos locais autorizados;

Não deixe objetos de valor nem documentos pessoais visíveis no interior dos veículos;

Transporte a carteira e o telemóvel junto ao corpo, mantendo especial atenção aos seus bens pessoais;

Evite transportar grandes quantias de dinheiro ou objetos de elevado valor;

Mantenha o telemóvel com bateria carregada e, caso se desloque em grupo, defina previamente um ponto de encontro;

Vigie permanentemente as crianças, idosos e pessoas mais vulneráveis;

Respeite as indicações dos militares da GNR e dos restantes agentes envolvidos na organização do evento.

 

𝐏𝐞𝐫𝐢𝐟𝐞𝐫𝐢𝐚𝐬 𝐯𝐨𝐥𝐭𝐚 𝐚 𝐩𝐚𝐬𝐬𝐚𝐫 𝐩𝐨𝐫 𝐂𝐚𝐬𝐭𝐞𝐥𝐨 𝐝𝐞 𝐕𝐢𝐝𝐞 𝐞𝐦 𝐚𝐠𝐨𝐬𝐭𝐨




O Periferias, 14.º Festival Internacional de Cine(ma) volta a ter passagem por Castelo de Vide.

Nos dias 13 e 14 de agosto, o Cine-Teatro Mouzinho da Silveira vai ser local de paragem obrigatória para três sessões imperdíveis.

O Periferias é um festival que promove o encontro entre culturas, territórios e públicos diversos, consolidando-se como uma iniciativa de referência a nível ibérico no âmbito do cinema independente, documental e de autor.

ℹ Mais informações:

https://periferiasfestival.com/2026

8.8.26

BARRANCOS: Chegou agosto!


O mês por excelência dos barranquenhos.

Um mês de reencontros, convívio e tradição. Um mês de regresso às nossas raízes, vivido com a intensidade e o espírito tão próprios de Barrancos.

A todos os barranquenhos que regressam à sua terra e a todos os que por estes dias nos visitam, sejam muito bem-vindos.

Que agosto nos traga bons momentos, muitas memórias e razões para celebrar aquilo que nos une.

Que seja um extraordinário mês de agosto para todos!

Barrancos te marca.

7.8.26

VILA VELHA DE RÓDÃO: Dia Internacional da Juventude


O Dia Internacional da Juventude aproxima-se e vamos celebrá-lo com muita animação e atividade física nos dias 12, 13 e 14 de agosto, nas Piscinas Municipais Vila Velha de Ródão e de Fratel e na Zona de Lazer da Foz do Cobrão.

️ Contamos contigo?!

Instituído pela ONU, em 1999, o Dia Internacional da Juventude comemora-se a 12 de agosto e procura celebrar o poder e o potencial dos jovens, destacando a sua importância para a sociedade e para o desenvolvimento global.

AVIS: Exposição de Margarida Soeiro Carreiras


Inauguração - Sábado dia 8 pelas 17 horas

Está é a terceira vez que a Officina Mundi tem as portas abertas em Agosto, quinta a domingo das 16 às 20 até dia 27.

Apoios: Município de Avis e CCDR Alentejo

Parceria: Fumeiro da Vila

PÓVOA E MEADAS vive as Festas de Verão

 


6.8.26

OPINIÃO: Redes a capturar desesperados


Quando uma mentira mata, passa a ser crime. As dezenas (quem sabe quantas são realmente?) de pessoas que morreram afogadas no Mediterrâneo nestes últimos dias embarcaram no que de mais inestimável tem o ser humano, a capacidade de sonhar. Nas redes sociais, entre mensagens, como lume a correr montanha acima, anunciou-se a abertura por algumas horas das fronteiras de Espanha. Espalhou-se a mentira de que quem nadasse uns metros, bastava uns metros de água, ia ser espanhol, ia ser europeu, ia poder dar aos filhos uma vida melhor, ia poder ter um bom trabalho, ia viver numa democracia plena

As mentiras andam mais rápido que as verdades e, nesse insano sonho, atiraram-se ao mar famílias, muitos homens, muitas crianças. O jornalista espanhol Nicolás Castellano relata a história de um menino, de 12 anos, sem qualquer adulto que o cuide, chora a todos os que vê, implora que não o deportem: "Não, Marrocos não". Estava prestes a ser levado para a fronteira. Valeu uma mulher que o ouviu, que traduziu a súplica a um sargento da Legião espanhola. O menino não tem pais, Espanha não o pode deportar. Ouvir essa criança a chorar é um desespero. Os mentirosos mataram crianças, as redes de tráfico humano mataram crianças, a passividade das forças marroquinas matou famílias e deixou alguns bebés à deriva em botes. A avalancha, a palavra é tão certeira quanto desoladora, que assomou em Ceuta não foi espontânea, nem acidental. Foi criminosa, premeditada.

As mentiras criadas em grupos e subgrupos multiplicaram-se, com bots, automatismos, para que maior fosse a audiência exposta às palavras que deram alento ao sonho. As redes de tráfico humano, lucram com a tragédia de Ceuta. Os crimes contra a humanidade perpetrados online não podem escapar impunes, apesar de já terem sido apagados da rede que pesca o desespero e o alimenta com sonhos.

Joana Almeida Silva - Jornal de Notícias - 6 de agosto, 2026

Pedro Chagas Freitas na 25.ª Feira do Livro de Barrancos

 


No dia 20 de agosto, às 21h30, recebemos no Jardim do Miradouro o escritor Pedro Chagas Freitas, para a apresentação do seu livro “Benjamim e os dias cheios de nada”.

Uma noite dedicada aos livros, às histórias e à literatura. 📖

Esperamos por si!

LISBOA: Exposição “Autocolante – Iconografia da Liberdade”


NO MUDE DURANTE O MÊS DE AGOSTO

Pequeno no formato, mas enorme no impacto, o autocolante é o protagonista da exposição Autocolante. Iconografia da Liberdade, mostra que revisita cinco décadas de democracia através de um dos mais eficazes instrumentos de comunicação visual e mobilização política.

Resultado de uma parceria entre o MUDE – Museu do Design e a Associação Cultural Ephemera, a exposição reúne centenas de exemplares que testemunham a evolução dos discursos, causas e movimentos que marcaram a sociedade portuguesa desde antes do 25 de Abril de 1974.

Com curadoria de José Pacheco Pereira, o percurso expositivo evidencia o papel do design gráfico enquanto linguagem estética e ferramenta de intervenção cívica. Dos autocolantes de resistência ao regime às campanhas eleitorais do pós-Revolução, passando pelas eleições presidenciais, autárquicas e europeias, a mostra revela um vasto universo de símbolos, slogans e figuras que ajudaram a construir o imaginário político contemporâneo.

A exposição estende-se ainda às grandes causas sociais e lutas coletivas, da Reforma Agrária aos direitos LGBTQIA+, da ação sindical à emergência climática. Ao cruzar design, política e cultura visual, Autocolante. Iconografia da Liberdade propõe uma reflexão sobre a forma como objetos aparentemente efémeros podem tornar-se documentos fundamentais para compreender a história e as transformações da sociedade. ARV

Terça a quinta e domingo, das 10h às 19h, sexta e sábado, das 10h às 21h

* Foto - Luísa Ferreira

5.8.26

MONTALVÃO: Festas da Vila

 


BARRANCOS: 25.ª Feira do Livro de Barrancos

 

No dia 18 de agosto, às 21h30, o Jardim do Miradouro recebe a apresentação do livro “Bandoleiros e Contrabandistas na Serra da Contenda”, da autoria de António Rodríguez Guillén.

Uma obra que nos leva pelas histórias, memórias e vivências de um território marcado pela fronteira, pelo contrabando e pelas suas gentes.

📖 Esperamos por si!