6.5.26

PORTO: Lançamento oficial do livro "Adriano"

 


PORTALEGRE: XIV Jornadas sobre Família


 – (Re) Significar a Perda ...em Busca de Um Sentido

| 14 de maio | 9h30 | Auditório Abílio Amiguinho da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Politécnico de Portalegre.

O Núcleo Distrital de Portalegre da EAPN Portugal, em parceria com a Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, a Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Portalegre e a Câmara Municipal de Portalegre, estão a organizar as XIV Jornadas sobre Família – (Re) Significar a Perda ...em Busca de Um Sentido, que terão lugar no próximo dia 14 de maio, pelas 9h30, no Auditório Abílio Amiguinho da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Politécnico de Portalegre.

Este evento tem o intuito de promover o debate reflexivo sobre o papel e importância da Família no processo de perda e do seu papel na busca de um novo sentido e na superação dos problemas intrínsecos à perda.

Neste sentido, gostaríamos de Convidar Vossa Excelência a participar neste evento.

A inscrição é gratuita, mas obrigatório e deverá fazê-la através do link Ficha de Inscrição

AJA – LISBOA: Conversa sobre a canção "Por trás daquela janela"


No dia 8 de maio às 19h (6.ª), o Núcleo AJA Lisboa realiza a segunda sessão do ciclo "Canções Dedicadas", dedicado às canções que José Afonso dedicou a alguém.

Nesta sessão, a conversa será em torno da canção "Por Trás Daquela Janela" do álbum "Eu Vou Ser Como a Toupeira" (1972), dedicada por José Afonso a Alfredo Matos, seu amigo, que se encontrava preso pela PIDE.

A partir desta canção, falar-se-á da experiência de Alfredo Matos, do contexto político e social que se vivia na época, e também do processo de gravação deste tema marcante.

A sessão contará com a participação de Alfredo Matos e Carlos Alberto Moniz, que participou na gravação da canção.

Vem e traz outro amigo também!

Álvaro José Ferreira

ÉVORA: Conferência "Pequenas Ações, Grande Impacto


Data: 15 de maio

Local: Centro de Inovação Social da Fundação Eugénio de Almeida (Rua Vasco da Gama, nº 13)

Horário: 15h00 - 18h00

Destinatários: Estudantes, jovens empreendedores, técnicos de organizações do terceiro setor e comunidade em geral.

A conferência “Pequenas ações com grande impacto”, promovida no âmbito do projeto EFES Impact, incentiva a que haja uma reflexão sobre o papel das iniciativas individuais na criação de impacto social positivo, demonstrando que pequenas ações podem gerar transformações significativas nas comunidades, mesmo perante desafios complexos.

A sessão inicia-se com um momento de enquadramento e uma conversa sobre economia social, impacto comunitário e o papel dos jovens na mudança social. Ao longo do evento, serão partilhadas histórias reais de impacto local, evidenciando como gestos simples de empatia e ação podem gerar mudanças concretas e duradouras.

O evento culmina numa experiência participativa, onde os participantes são convidados a refletir e agir, reforçando a importância da ação individual no bem-estar coletivo.

Programa:

15h00 - Abertura

15h15 - Boas-vindas - Pedro Oliveira, Presidente do Conselho Executivo

15h30 - Mesa Redonda “Como é que pequenas ações e iniciativas individuais podem gerar impacto social real na comunidade?”

Aires de Carvalho, Professor na Escola Secundária Severim de Faria;

Ana Rodrigues, Empreendedora Social com o projeto “Raízes Seguras”;

Leonor Pires, Empreendedora Social com o projeto “CanBe”;

Gertrudes Guerreiro, Professora Universidade de Évora;

Moderação e Debate por Luis Matias, Sociólogo.

16h30 - “Histórias real de impacto”

Raquel Copeto, projeto “Entreler”

Raquel Safara, marca “Corbet”

Afonso Santos, projeto “Se uma aldeia falasse” *

*por confirmar

 17h00 – Momento de Networking com Coffee-break

18h00 – Encerramento

Participação gratuita mediante inscrição prévia AQUI. »»»» https://www.fea.pt/social/centro-de-inovacao-social/outras-atividades/evento-15-de-maio

CINEMA: Festival Internacional de Cinema de Santarém (FICS) apresenta edição 2026 em Lisboa | 7 maio, Casa Palestina


A Casa Palestina, em parceria com o Festival Internacional de Cinema de Santarém (FICS), convida para a apresentação da 19.ª edição do festival, no próximo dia 7 de maio, em Lisboa.

A sessão inicia-se às 17h00 com uma conferência de imprensa e cocktail, onde serão apresentadas, pela primeira vez em Lisboa, as principais linhas do FICS, e a programação da edição de 2026. Fundado em 1971, é um dos festivais de cinema mais antigos do país e o único exclusivamente dedicado ao cinema de temática agrícola, rural e ambiental, acontecendo em Santarém, Capital Nacional da Agricultura.

A partir das 18h00, o evento abre ao público, com uma sessão de cinema e uma conversa dedicadas ao cinema da Palestina, integradas na secção EM FOCO da 19.ª edição do FICS, intitulada Terra e Soberania.

A conversa “Olhar a Palestina: Cinema, Ética e Solidariedade”, pretende ser uma reflexão sobre o papel do cinema na forma como olhamos, representamos e partilhamos a Palestina. A partir de diferentes práticas, da realização à programação, a jornalista Joana Guerra Tadeu modera uma conversa entre a realizadora Carolina Pereira, a programadora Joana de Sousa e o produtor Pedro Canavilhas, com o objetivo de discutir as responsabilidades de quem filma, exibe e contextualiza filmes sobre a Palestina.

Será exibido o filme Terrace of the Sea -  Jal el Bahar (Diana Allen, 2009), filmado em 2008 num assentamento beduíno palestiniano não oficial, estabelecido em 1948 numa faixa de praia a norte de Tiro, no sul do Líbano. Estruturado em torno de uma coleção de fotografias da família Ibrahim, tiradas ao longo de três gerações, o filme aborda a experiência histórica desta comunidade, centrando-se na sua relação precária com o ambiente e, em particular, no papel que o mar desempenha nas suas vidas.

A noite termina com DJ set.

Programa:

17h00: Conferência de imprensa & cocktail

18h00: Abertura de portas

18h30: Conversa “Olhar a Palestina: Cinema, Ética e Solidariedade”

19h30: Exibição do filme Terrace of the Sea -  Jal el Bahar (Diana Allen, 2009)

20h30: Jantar palestiniano mediante inscrição

21h00: DJ set

23h00: Encerramento

AVIS: 𝐂𝐚𝐦𝐢𝐧𝐡𝐚𝐝𝐚 “𝐄𝐧𝐭𝐫𝐞 𝐓𝐞𝐫𝐫𝐚 𝐞 Á𝐠𝐮𝐚” – 𝐁𝐞𝐧𝐚𝐯𝐢𝐥𝐚 | 𝟏𝟕 𝐝𝐞 𝐦𝐚𝐢𝐨 𝐝𝐞 𝟐𝟎𝟐𝟔


O Município de Avis convida todos os interessados a participar na caminhada “Entre Terra e Água”, que terá lugar no dia 17 de maio de 2026, em Benavila.

O ponto de encontro está marcado para as 9h00, no Santuário de Nossa Senhora de Entre Águas, sendo o início do percurso junto ao vértice geodésico do Monte Branco.

Esta caminhada circular, com uma distância aproximada de 6 km, levará os participantes por trilhos envoltos em montados de sobro, num percurso que combina natureza, tranquilidade e paisagens únicas. O itinerário segue até às margens da Albufeira do Maranhão, onde será possível desfrutar de uma vista panorâmica distinta sobre a vila de Benavila, num cenário de grande beleza natural.

As inscrições estão abertas até ao dia 14 de maio, podendo ser efetuadas na Divisão de Desenvolvimento Sociocultural, Turismo e Desporto do Município de Avis, nas Juntas de Freguesia, ou através do formulário online disponível em: https://tinyurl.com/CaminhadaBenavila26.

Participe e venha descobrir a harmonia entre a terra e a água num percurso inesquecível.

ODIVELAS: Inauguração da Exposição “O 1º de Maio e as Representações do Trabalho”

 


HOJE, ÀS 18 HORAS, INAUGURA NA BIBLIOTECA MUNICIPAL D.DINIS DE ODIVELAS, A EXPOSIÇÃO “O 1º DE MAIO E AS REPRESENTAÇÕES DO TRABALHO”.

Exposição cedida pela EPHEMERA - Biblioteca e arquivo de José Pacheco Pereira

 

V. V. RÓDÃO: AEAT e CIART assinalam Dia Europeu da Cultura Megalítica


A Associação de Estudos do Alto Tejo (AEAT) em parceria com o Centro de Interpretação de Arte Rupestre do Vale do Tejo (CIART) e o Geopark Naturtejo comemoraram o Dia Europeu da Cultura Megalítica, no passado dia 26 de abril, em Vila Velha de Ródão, com a conferência intitulada “Pré-História na paisagem para além da monumentalidade: a Beira Baixa”, apresentada pelo arqueólogo e fundador da AEAT, João Caninas.

Nesta sessão foi relevada a extensa e longa ocupação pré-histórica desta região e apresentada a especificidade dos monumentos megalíticos regionais. Este património permanece mal conhecido e carentes de urgente proteção e valorização pública, nomeadamente pela integração em redes de visitação.

A AEAT, que dedica a sua atividade maioritária à investigação arqueológica, com foco importante no megalitismo, é associada da European Route of Megalithic Culture (RECM), entidade que pretende destacar a importância excecional da cultura megalítica para a história europeia, redescobrir e promover o valor turístico dos seus monumentos e, dessa forma, melhorar a sua proteção como parte de um património cultural comum.

 A RECM tem 40 associados, em onze países (Alemanha, Dinamarca, Espanha, França, Holanda, Itália, Líbano, Portugal, Reino Unido, Suécia e Turquia), onde se incluem entidades públicas regionais ou locais, municípios, universidades, museus, geoparques, parques arqueológicos, parques naturais, associações, empresas e personalidades.

A comemoração deste ano foi integrada numa ação de formação (Geopanhados) orientada pelo geólogo Carlos Neto de Carvalho, do Geopark Naturtejo, e contou com a presença de cerca de 40 pessoas, maioritariamente professores de Biologia e Geologia.

Diário Digital Castelo Branco

 

5.5.26

AADP marca presença no 33.º Atleta Completo Nacional em Ponta Delgada


A Associação de Atletismo do Distrito de Portalegre (AADP) concluiu a sua participação no 33.º Atleta Completo Nacional, que decorreu em Ponta Delgada, Açores, numa presença marcada pela entrega, evolução competitiva e forte espírito de equipa.

Num dos mais exigentes palcos do atletismo jovem nacional, os atletas do distrito demonstraram capacidade de superação, competindo com os melhores do país e alcançando resultados que refletem o trabalho consistente que tem vindo a ser desenvolvido pelos clubes da região.

Em destaque esteve Luiz Otávio, com um excelente 6.º lugar da classificação geral (4077 pontos) e o estabelecimento de dois novos recordes distritais, confirmando o seu elevado nível competitivo.

Também Dayane Santos (13.ª), Matilde Sousa (11.ª) e Diego Castro (18.º) evidenciaram progressos significativos, com várias marcas pessoais superadas ao longo da competição.

Coletivamente, a AADP alcançou o 13.º lugar entre 20 associações, num resultado que espelha o esforço conjunto de atletas, treinadores e clubes.

Para os atletas, a experiência foi marcante não só pelo nível competitivo, mas também pelo contexto único da prova:

"Foi uma experiência muito boa. Competir nos Açores, num ambiente diferente, tornou tudo ainda mais especial e motivador", referiu um dos atletas da comitiva.

Também a equipa técnica destacou a atitude demonstrada:

"Estamos muito orgulhosos destes jovens. Para além dos resultados, evidenciaram uma postura exemplar, espírito de sacrifício e grande união ao longo de toda a competição", sublinharam os treinadores.

A realização da prova nos Açores acrescentou um fator diferenciador à experiência, proporcionando aos atletas não só um desafio desportivo, mas também uma vivência enriquecedora a nível pessoal e coletivo.

A AADP destaca ainda que os resultados alcançados são reflexo da evolução do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelos clubes do distrito, representando mais um passo sólido rumo ao crescimento sustentado da modalidade na região.

A participação neste campeonato nacional reforça a ambição da associação em continuar a elevar o nível competitivo dos seus atletas e consolidar o futuro do atletismo no Alto Alentejo.

MOURA: Semana do Património Histórico

 


Moura vai celebrar os seus núcleos museológicos e o património local durante a 24ª edição da Semana do Património Histórico, que decorre entre 18 e 24 de Maio.

A iniciativa pretende «valorizar e dinamizar os núcleos museológicos do concelho, bem como divulgar o património local junto da comunidade escolar e do público em geral», refere o município alentejano, em comunicado.

O programa inicia-se no dia 18 de Maio, Dia Internacional dos Museus, com uma visita técnica da Rede de Museus do Baixo Alentejo, na ala esquerda do Museu Municipal, às 9h30, seguindo-se a palestra “A Bíblia Hebraica de Moura”, ministrada por Tiago Moita.

Entre dias 19 e 22, realizam-se visitas guiadas aos alunos do 4º ano das escolas do concelho.

A agenda de dia 20 contempla um workshop de olaria, na Galeria do Espírito Santo, dirigida à comunidade escolar, sob a orientação de Susana S. Jorge Ferreira.

No dia 23, às 14h30, tem lugar a atividade “Há Ouro na Serra – O Tesouro do Álamo e a Arqueologia na Freguesia de Sobral da Adiça”, uma visita guiada à exposição patente no Museu Municipal, dedicada à população de Sobral da Adiça.

Ainda na mesma data, às 16:30, no Jardim Dr. Santiago, há um Concerto da Banda Juvenil Conjunta, com as bandas juvenis da SFUM Os Amarelos e da Sociedade Portimonense.

Também no dia 23, às 21h00, o Museu de Arte Sacra acolhe o recital de música “Cantar Camões”, com Eduardo Ramos no alaúde árabe e um percussionista convidado.

A fechar a Semana do Património Histórico, no dia 24 de Maio, realiza-se o “Domingos no Museu”, às 14h30, no Museu Municipal, com um workshop de aguarela, com Cláudia Félix.

Mais informações sobre inscrições e o programa completo da XXIV Semana do Património Histórico estão disponíveis no site da autarquia.

ODEMIRA: Quintais Adentro volta a espalhar música pelo concelho


De 3 a 6 de junho, a 4.ª edição do festival promovido pela Bazarulho leva concertos, uma residência artística e atividades comunitárias a Odemira, São Martinho das Amoreiras, Zambujeira do Mar e São Luís, reforçando a sua identidade descentralizada e a aposta na diversidade sonora.

O Quintais Adentro está de regresso para a sua 4.ª edição, afirmando-se como um dos projetos culturais mais singulares do Alentejo Litoral. Entre os dias 3 e 6 de junho, o festival volta a ocupar quintais, escolas e espaços improváveis de quatro localidades do concelho de Odemira — este ano com estreia na Zambujeira do Mar —, mantendo a missão de aproximar a música das comunidades e de cruzar geografias, linguagens e públicos.

Inspirado pelo imaginário de José Afonso — “por esses quintais adentro vamos” —, o festival anuncia agora o cartaz, que reflete uma programação eclética, reunindo artistas emergentes e projetos já consolidados.

Entre os confirmados estão Luca Argel, Mr. Gallini, Femme Falafel, April Marmara, Pista, The Twist Connection e Bardino, compondo um alinhamento que atravessa diferentes estéticas, do rock à eletrónica, da experimentação à canção.

Um dos momentos centrais da programação será a residência artística que junta O Gajo, Cachupa Psicadélica e Indeerjeet. Este encontro inusitado propõe um diálogo entre a viola campaniça, a música cabo-verdiana experimental e a tradição indiana do tabla, promovendo a interculturalidade e a partilha como eixo artístico e social. A residência culminará numa apresentação pública, sublinhando o caráter processual e comunitário do festival.

A programação volta também a incluir as chamadas “Atividades Perpendiculares”, entre as quais se destaca o “Recreio Adentro”. Nesta edição, a Orquestra Locomotiva, composta por cerca de 30 jovens músicos da região, será dirigida pela maestrina Joana Carneiro num concerto especial na Escola Básica de São Martinho das Amoreiras — um espaço com o qual mantém ligações pessoais.

Outra novidade é a parceria com o Festival Termómetro, iniciativa fundada por Fernando Alvim, que há décadas revela novos talentos da música nacional. Uma das bandas participantes na etapa de Odemira, Jacaréu, foi selecionada para integrar o cartaz final, reforçando o compromisso com a descoberta de projetos emergentes.

Mantendo a forte ligação ao território, o Quintais Adentro continua a reservar espaço para músicos locais, integrando-os tanto nas atividades paralelas como na programação principal. Neste âmbito, além da participação do tablista indiano Inderjeet Singh na residência, haverá espaço para a música improvisada com o saxofonista Edmar Pereira e o trombonista Marco Alves, a dream pop da dupla Tilde & Mari, o coro Vozes Femininas de Amoreiras-Gare e um showcase de Jorge Galvão, membro fundador dos saudosos Afonsinhos do Condado, atualmente residente no concelho. Estão ainda previstas ações como o “Lar Adentro”, que pretende levar pequenos concertos a lares e centros de dia, envolvendo jovens músicos da região.

Com o apoio do Município de Odemira, juntas de freguesia, CCDR Alentejo, Antena 3 e parceiros locais, o festival mantém uma política de acessibilidade, com vários concertos de entrada gratuita e condições especiais para menores de 18 e maiores de 65 anos.

CACHEIRO (Nisa): Festa em louvor de São Matias


No próximo dia 23 de maio, a Junta de Freguesia de São Matias convida toda a população a participar na Festa em honra de São Matias, no Cacheiro, um dia de celebração, convívio e tradição aberto a toda a comunidade, com Missa em honra de São Matias seguida de procissão às 15h30, Festival de Acordeão às 17h30 com António Maria Charinho, Nuno Cebola e João Louro, animação musical a partir das 20h00 com Nuno José e serviço de bar com comes e bebes ao longo de toda a tarde e noite, contando com a presença de todos para celebrar São Matias e valorizar as tradições da nossa freguesia.

PORTALEGRE: Aprovado Estudo Prévio do Pavilhão Multiusos


Foi aprovado, na reunião de Câmara do dia 22 de abril, o Estudo Prévio para a construção do futuro Pavilhão Multiusos de Portalegre, um equipamento estruturante para o concelho que permitirá reforçar de forma significativa a prática desportiva e a realização de eventos culturais.

A intervenção irá desenvolver-se numa área de cerca de 8.000 m² do Loteamento do Parque de Feiras e Exposições (Campo da Feira), uma zona estratégica do concelho, com boas acessibilidades e capacidade para estacionamento.

Concebido como um espaço verdadeiramente multiusos, o futuro pavilhão apresenta-se como um edifício moderno, funcional e versátil, com cerca de 5.800 m² de área de implantação. Preparado para responder às exigências atuais e com capacidade ajustável consoante o tipo de evento, poderá acolher cerca de 2.400 espectadores em competições desportivas, subindo este número para 3.596 lugares em plateia sentada

para eventos culturais e musicais ou 5.000 no formato de plateia em pé.

A organização do espaço garante condições para a realização de eventos de diferentes dimensões e natureza, incluindo várias bancadas, zonas de plateia, palco interior e exterior, balneários, camarins, áreas técnicas, sala de imprensa, cafetaria e espaços de apoio ao público.

Com a aprovação deste Estudo Prévio, Portalegre dá mais um passo firme na construção de um futuro com melhores infraestruturas, mais dinâmica e maior qualidade de vida para todos.

Mercado Ribeirinho de Abrantes valoriza o Tejo com dinamização de várias atividades


A TAGUS, o Município de Abrantes e a União de Freguesias de S. Miguel do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo unem esforços para mais uma edição do Mercado Ribeirinho de Abrantes, nos dias 22, 23 e 24 de maio, no Parque Ribeirinho Aquapolis. Durante três dias, a margem Sul da cidade de Abrantes transformase num amplo palco das potencialidades e tradições do território, com música, teatro, produtos, gastronomia, desporto e bem-estar, conversas e animação infantil, relembrando a dinâmica do antigo porto fluvial. 

Promover as potencialidades do Tejo, desafiando a comunidade e os visitantes a usufruírem do maior rio da Península Ibérica e das suas margens são os objetivos do Mercado Ribeirinho de Abrantes, organizado pela TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior, pelo Município de Abrantes e pela União de Freguesias de S. Miguel do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo.

Esta edição tem como grande novidade uma recriação, no domingo, dia 24 de maio, de um mercado rural do século XX, lembrando a época em que o porto fluvial, localizado em Rossio ao Sul do Tejo, reunia grande dinâmica na sua margem à volta dos produtos e as ruas da freguesia concentravam os ofícios de apoio à atividade ribeirinha.  O Mercado de Época: o Tejo rural no séc. XX será dinamizado pelo Grupo Teatro Palha de Abrantes e irá contar com venda de flores, hortofrutícolas, artesanato e velharias.

Durante os três dias irão decorrer várias atividades para famílias, como mostra de produtos agrícolas, plantas e flores, agroalimentares, velharias e artesanato. O programa contempla igualmente atividades de valorização patrimonial, como oficinas de artesanato, propostas gastronómicas (tasquinhas com pratos regionais e peixe do rio, piqueniques para usufruir à beira Tejo) e atividades ao ar livre e de contacto com o património natural, como convívio de pesca, padel, batismo a cavalo, yoga, caminhada e demonstração de parapente. Terá ainda espetáculos culturais com fado, percussão, teatro de marionetas, etnografia e cavaquinhos, entre outros.

A inauguração do Mercado de Abrantes está marcada para as 18h, de dia 22 de maio, na margem Sul do Parque Ribeirinho Aquapolis. Após este momento oficial, haverá uma atuação da Tuna da Universidade da Terceira Idade (UTIA).

Oficinas e demonstrações

Dado o sucesso da edição passada, a organização volta a apostar na dinamização de oficinas pelos detentores dos saberes, os artesãos. No sábado, dia 23 de maio, pelas 15h30, a RCA – Restauro, Criação e Arte vai dinamizar uma iniciativa em que vai ensinar as crianças a partir dos 6 anos a pintar peixinhos em cerâmica. Nessa mesma tarde, os visitantes do mercado ribeirinho poderão experimentar fazer percussão com pipas, cestos e outros instrumentos da vinha, sob a orientação do grupo comunitário Sons do Douro, da Fundação Museu do Douro.

Já no domingo, dia 24 de maio, pelas 10h30, Rosa Chá vai dar dicas de como compor um centro de mesa com flores naturais. Pelas 11h, será feita uma pequena introdução ao parapente. Da parte da tarde, às 15h, a Presents.pt dinamiza um atelier onde os participantes aprenderão a criar ceras perfumadas para queimadores e para o roupeiro. Haverá ainda demonstração de arte equestre e batismo a cavalo, pela EPDRA - Escola de Desenvolvimento Rural de Abrantes. A finalizar o dia, Sérgio Silva demonstrará ao vivo como é o seu ofício de calafate a reparar um barco tradicional do Tejo.

Para participar nas oficinas, terá de se inscrever, dispondo de todas as informações no site da TAGUS.

Música, tradição e conversas

Celebrar o Tejo com fados é a proposta para sexta-feira, 22 de maio. A conhecida fadista abrantina Dora Maria traz Hugo Faustino, na guitarra clássica Pedro Pinhal e no acordeão Luís Mateus para animar esta noite de convívio.

No sábado, dia 23 de maio, durante a tarde, pelas 17h, haverá uma conversa sobre o mote “Os 3º Lugares como espaços de comunidade e bem-estar”, em que várias entidades da região irão refletir sobre os seus papeis junto das populações no sentimento de pertença, no combate ao isolamento, na inclusão e até na saúde mental. Estas Conversas do Tejo são dinamizadas pela Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, no âmbito do projeto ResilientES – Economia social como motor do desenvolvimento socioeconómico nos territórios de interior do SUDOE.

A chegada do Cruzeiro Religioso do Tejo à margem de Rossio ao Sul do Tejo está prevista para essa tarde, antecedendo a atuação do Grupo de Cavaquinhos de Casais de Revelhos, marcada para as 19h.

Logo após o jantar haverá uma performance de dança contemporânea com fogo apresentada por Marina Dance Center e Luciana Santoro. De seguida soarão os pipos e as meias-pipas, que já guardaram vinho, da formação Sons do Douro, criada no âmbito do projeto de intervenção artística Entre Margens. A terminar a noite, o Mercado Ribeirinho contará com o som do DJ Cláudio Antunes.

A componente etnográfica e musical, de domingo, dia 24 de maio, irá ser marcada pelas atuações da Sociedade de Instrução Musical Rossiense, do Rancho Folclórico de S. Miguel do Rio Torto, do Grupo Cantares da Sociedade Recreativa do Souto e do Grupo de Cavaquinhos da Pucariça, que vão preencher a tarde deste último dia do evento.

Haverá ainda o lançamento do livro “Memórias de um Guarda‑Rios Narrativa Biográfica de Luís Alves Rossio ao Sul do Tejo, da autoria de João Serrano, bem como a demonstração do ofício de calafate, valorizando um saber tradicional profundamente ligado à navegação no Tejo.

Atividades desportivas e de bem-estar

No desporto e bem-estar, a este mercado ribeirinho não vai faltar o habitual convívio de pesca, dinamizado pelo CAPEC do Pego, no sábado de manhã. Altura em que também decorrerá o Padel em Família, na margem Norte do Aquapolis, com experimentação e ensinamentos do Abrantes Clube de Padel.  Yoga e relaxamento sonoro, por Pedro Filipe – Yoga, Som & Meditação, é a proposta para o relvado da margem Sul, pelas 10h. 

No domingo de manhã, irá decorrer uma caminhada junto às margens do rio. E durante a tarde haverá jogos tradicionais.

Animação infantil

Aposta no teatro tradicional Dom Roberto para os pequenos e também para lembrança dos adultos volta neste Mercado Ribeirinho de Abrantes. No sábado, pelas 15h, Valdevinos Teatro de Marionetas apresentam as histórias "O Pescador" e "O Moleiro e o Burro".

Dedicado às crianças também haverá insuflável, pinturas faciais e jogos durante as tardes de sábado e domingo, além da oficina de pintura de peixinhos, do batismo a cavalo e dos jogos tradicionais.

Durante todo o evento haverá mercado de produtos locais e artesanato que funcionará na sexta-feira das 17h até às 24h, no sábado das 15h às 24h e no último dia, junta-se ao Mercado de Época: o Tejo rural no séc. XX, pelas 10h, de 24 de maio.

No Mercado Ribeirinho de Abrantes a gastronomia local também não é esquecida, com as duas tasquinhas, dinamizadas pelo Clube Desportivo “Os Patos” e pelo CAPEC - Clube de Amadores de Pesca e Caça do Pego, com petiscos tradicionais e peixe do rio. A celebração do rio Tejo, desafia também os seus visitantes a fazer piqueniques nas suas margens, com as cestas preparadas pela Padaria 2000, contemplando este recurso endógeno, que brinda Abrantes como elemento de ligação entre as populações ribeirinhas, tradição e identidade.

 

1º MAIO - Manifestação em Lisboa e Luta contra o Pacote Laboral











MAIO é mês de sensibilização para as Doenças Inflamatórias do Intestino


Durante este mês decorre a campanha nacional promovida pela Associação Crohn Colite Portugal, com o objetivo de dar visibilidade às Doenças Inflamatórias do Intestino (DII).

Em Portugal, estas doenças - como a Doença de Crohn e a Colite Ulcerosa - afetam mais de 25 mil pessoas. São crónicas e muitas vezes invisíveis, mas com impacto real no dia a dia, na vida pessoal e no trabalho.

📌 Esta campanha pretende:

▪ Aumentar o conhecimento sobre as DII

▪ Promover o diagnóstico precoce

▪ Combater o estigma associado a sintomas como dor, fadiga ou urgência intestinal

Ao longo do mês, várias entidades juntam-se a esta iniciativa, reforçando a importância da literacia em saúde e de uma sociedade mais informada e empática.

VILA VELHA DE RÓDÃO: Casa de Artes e Cultura do Tejo celebra 20 anos com concerto de Rita Guerra


 A Casa de Artes e Cultura do Tejo, em Vila Velha de Ródão, celebra o seu 20.º aniversário, no próximo dia 30 de maio, com um concerto de Rita Guerra, uma das vozes mais reconhecidas e conceituadas da música portuguesa.

Com uma carreira iniciada no final da década de 80 e conhecida pela sua versatilidade e voz única, Rita Guerra percorreu diversos géneros musicais, incluindo pop e baladas, entre outros. Enquanto cantora e compositora destacou-se pela longevidade na música portuguesa, mantendo-se ativa com espetáculos ao vivo e novas produções e uma discografia que inclui múltiplos álbuns de estúdio e compilações, que a consolidaram como um nome incontornável no panorama musical.

Os bilhetes para este concerto têm um custo de 10 euros e podem ser adquiridos, já a partir da próxima segunda-feira, dia 11 de maio, no balcão da Casa de Artes e Cultura do Tejo, em Vila Velha de Ródão e, no dia seguinte, em ticketline.sapo.pt.

In maisbeiras.sapo.pt - 4 de Maio de 2026     

4.5.26

SINES: Espectáculo “50 Madrugadas”


O Auditório do Centro de Artes de Sines recebe no dia 7 de maio (quinta-feira), às 21h30, o espetáculo “50 Madrugadas” pela Companhia da Esquina , numa organização da Associação Ajagato , em parceria com os Municípios de Sines e Santiago do Cacém.

Numa noite de trabalho, um grupo de jornalistas tenta escrever um artigo sobre o tema “Fado e Democracia”. Ao revisitarem autores marcantes ligados ao 25 de Abril através das suas obras, cruzam-se inevitavelmente com o nome de Ary dos Santos.

Com encenação e dramaturgia de Jorge Gomes Ribeiro, este espetáculo convida o público a refletir sobre a memória, a liberdade e a força da palavra.

🎟  Bilhetes:

5€ – público em geral

3€ – menores de 21 anos e maiores de 65 anos

Gratuito – sócios AJAGATO

A venda de bilhetes decorre durante a próxima semana, no Centro de Artes.

OPINIÃO: O meu país


Não sendo nacionalista tenho muito orgulho de pertencer a este nobre povo que deu a conhecer ao mundo outros mundos. O país não é a geografia das terras, das ruas e das casas, mas sim a alma profunda do povo que aqui vive. Já andei por diversos países e não troco Portugal por nenhum deles. O português é um povo gentil e acolhedor na arte de bem receber, e tem no fado a memória de tempos audazes fabulosos. Já se vestiram de mais escuro, agora preferem cores mais suaves – os tempos são outros. Amo o meu país, de praias brancas no litoral, à planície alentejana e ribatejana, às serras verdejantes do norte. Na varanda da velha Europa, como periférico, aqui acolhemos à nossa maneira as novidades que nos chegam de fora, sem nunca perder a nossa matriz. Com as guerras lá fora damos mais valor à paz cá dentro, porque somos pacíficos. É o sentido da pertença e da identidade por partilharmos o mesmo solo que nos une. Espalhados pelos sete cantos do mundo é a partilha dos nossos valores que nos identifica. Somos um povo trabalhador que gosta de partilhar com os outros aquilo que tem, com uma alma grandiosa e eloquente. 

José Oliveira Mendes

Portalegre, 4 de Maio de 2026

CABEÇO DE VIDE: XIV Encontro de Volkswagen Carocha


 

PORTALEGRE: Musical “Musical D’Artagnan e as 3 Mosqueteiras” no CAEP


5 e 6  MAI. TER e QUA. 10.30H e 14H

Musical D’Artagnan e as 3 Mosqueteiras

Teatro | GA | 6€ | M/6 anos

Duração: 60 minutos

O Reino de França é governado por uma Rainha, de seu nome Ana.

Há muito que o cardeal Richelieu planeia roubar o trono à Rainha, por pensar que uma mulher jamais terá condições de governar um reino.

Assim, cria um plano, juntamente com Milady, para fazerem desaparecer os três mosqueteiros da Rainha e a restante guarda do reino.

D’Artagnan oferece ajuda à Rainha e à sua Aia Julieta, para que juntos, salvem os três Mosqueteiros  e o Reino.

Será D’Artagnan capaz de salvar o Reino?

E o que fazem três mosqueteiras nesta história, não eram três mosqueteiros?

O que é a corrente de favores e o que faz nesta história?

Preparem-se para embarcar numa emocionante história sobre o Amor, a valentia, e empatia e onde também não faltaram as peripécias do Pinguim das botas altas e seus amigos!

Texto, Conceção e Encenação:  Miguel Ruivo Duarte

Direção Musical:  Leonor Carvalheira

Coreografias:  Sara Vicêncio

Produção, Booking: Liliana Pereira

Figurinos:  Marina Mansura

Elenco: Sara Batista, Sofia Lopes, Laura Ramos, Leonor Alegria, Diogo Lemos, Celso Zanini, Leonor Carvalheira, Sara Vivêncio, Alexandra Caldeira, Anita Clemente.

 

OPINIÃO: A festa do futebol


Sim, é verdade, o futebol é muitas vezes mais negócio do que desporto. Demasiadas vezes, não é mais do que uma fachada para negócios sujos, incluindo branqueamento de capitais, tráfico de seres humanos e trafulhices diversas com apostas. E também é frequentemente utilizado para lavar a sujidade entranhada em algumas personalidades e regimes, como o das monarquias absolutistas e repressivas ali em redor do Golfo Pérsico. Um negócio dominado por gente que é, com alguma frequência, pouco recomendável, seja na liderança dos clubes, seja nas associações internacionais, como a UEFA e a FIFA. Gente para quem os protagonistas, sejam os futebolistas ou os adeptos, são apenas carne para canhão. O futebol português nunca foi, nem é, imune a essa contaminação. A notoriedade e os muitos milhões que giram à volta do futebol são atrações demasiado poderosas para narcisistas, arrivistas e corruptos.

Sim, o futebol é tudo isso e, como todas as atividades humanas, tanto atrai os piores como os melhores. Mas para o adepto comum, o futebol ainda é sobretudo arte e festa. Uma arte com solistas que são capazes de nos fazer abrir a boca de espanto (pensem no nosso Ronaldo ou no que nos promete um Rodrigo Mora), com coreógrafos que são capazes de transformar onze instrumentistas numa orquestra bem afinada (pensem em Guardiola ou em Farioli), com produtores que conseguem reunir o capital e os recursos humanos capazes de montar e executar um grandioso espetáculo (pensem em Laporta ou em Villas-Boas). A associação de nomes grandes do mundo da bola a personagens do F. C. Porto não é um acaso. Porque, mesmo que não possam ser comparados em prestígio e títulos, já deram o seu contributo para a paixão popular pelo futebol. Perguntem aos milhares e milhares de adeptos dos dragões que na noite passada encheram a alameda. O futebol é festa. Parabéns aos campeões!

Rafael Barbosa – Jornal de Notícias - 3 de maio, 2026

 

SARDOAL: Exposição ”Ter Abril na Mão”


Ter Abril na Mão" é a exposição de ilustrações de Frank o Mudo com textos de Mário Sousa que foi  inaugurada no passado dia 24 de abril, e ficará patente até 26 de maio.

3.5.26

EM MAIO, O FLORIR DE ABRIL - Baptista Bastos


Contar de Abril

Contarás de Abril o assombro, o desassossego, as súbitas visões de beleza longamente sonhadas, a hora vesperal; o renascer, meu e teu. Contarás de Abril instantes serenos, salivados de paz, o perfil de casas, as ruas docemente nossas que rimam connosco, as ternuras vagabundas, a utilidade dos gestos, o murmúrio discreto e comovido.

Contarás de Abril os gritos, as imprecações, as cóleras, o idioma ressurrecto na fraternidade de frases efusivas, no estertor.

Contarás de Abril aquele haver viagem, aquele cheiro antigo de chuva de infância, a peca sombra, o chouto curto, o bêbado de rua que te assustou, temulento, a frugal manhã.

Contarás de Abril o lado esquerdo da madrugada; cíclicos, os sismos: o chão em fissuras laceradas; devagarosa, a capa da terra a recobrir o oco, as galerias naturais do ódio, onde rebramia o mar, sobre o qual haviam colocado o pinho e a pedra e reconstruído a cidade, longa história de uma frustração.

Contarás de Abril os passos.

Contarás de Abril os sons, ínsitos na paisagem nocturna, nas betesgas.

Contarás de Abril que me viste trajado de estrelas, seteira ao ombro, num baixel de antigamente, soletrando palavras felizes, sem direcção nem sentido, como tudo o que é feliz.

Contarás de Abril, aos meus filhos, filhos teus, que os meus olhos míopes, ardidos, urbanos, ficaram cheios de um ofício de dizer coisas singelas, humildes e absurdas: como amor, liberdade.

Contarás de Abril os idos e os que voltaram; os que ficaram e ficam.

Contarás de Abril as pequenas pilhas de palavras, armazenadas numa necessidade que inventei; e as nossas almas ledas e limpas; e os braços que se estendem a outros abraços; e a cordialidade de anotarmos um nome, um número, numa flor; e os balaios sem reticências de mágoas, cheios, os balaios, de trissos de aves, de pássaros remotos de que ignoramos a voz ou havíamos esquecido o toque e a fímbria.

Contarás de Abril que na nossa terra já não apodrecem as raízes e que já não adiamos o coração; e que nascem crianças insubmissas e claras e livres; que já não nos dói a velhice e que os rios são todos nossos e íntimos e que já não perdemos a infância e que nascem crianças insubmissas e claras e livres.

Contarás de Abril a espessura mágica, o punho reflexo, o dia d'água, a lágrima, a vontade de sermos e de estarmos, o límpido grito, a forma inconsútil, o beijo proliferante, o vermelho e a brisa, as bambinelas vagantes nos sopros, o livor das coisas, a maravilha discreta de assear a vida, o caminhar, os semideiros, os rostos nesta dócil pausa e neste imenso perdão.

Contarás de Abril as casas de mil sóis, a imponderável descoberta dos sussurros, a brancura inadiável da perseverança, o resplendente varar dos dias, a feira alvoroçada das horas.

Contarás de Abril a visão e o visto.

Contarás de Abril as mãos dadas. Contarás de Abril o renascer da essencial frescura.

Contarás de Abril. Contarás, meu amor.

Baptista-Bastos