20.11.18

OPINIÃO: Os que “amam” muito os touros e os torturam e matam


Acabar com as touradas, com a tortura dos touros para satisfação sádica das massas, é um passo no bom sentido.
A ideia de que ser a favor ou contra as touradas é uma questão de liberdade de expressão é um absurdo. Ser a favor ou contra as touradas é uma questão de civilização e, por muito que a palavra esteja gasta, nós sabemos muito bem o que é. É o mundo frágil que nos faz viver melhor, mais tempo, com menos violência do que no passado. É completamente frágil e contraditório, muitas vezes anda para trás e poucas vezes anda para a frente, mas representa o melhor da vida possível, feito por um olhar humanista sobre as coisas, que inclui condenar, limitar, punir a violência.
É o mundo em que há direitos humanos, em que os homens e as mulheres são iguais, é o mundo em que as mulheres e as crianças são protegidas da violência doméstica, é o mundo em que o direito de viver de forma livre o sexo é garantido, é o mundo em que a tortura, a pena de morte, o genocídio são condenados, é o mundo em que há liberdade religiosa, de opinião, política, etc., etc. Sim, é verdade que é também o mundo em que tudo isto não existe, mas escolham. Pode não ser o mundo que temos, mas é o mundo que desejamos.
Os animais não podem ter “direitos” equiparados aos direitos humanos, mas faz parte de uma sociedade humana que valorize a ética e combata todas as formas de violência olhar para os animais com um sentimento de especial proximidade que está para além da domesticidade. Os movimentos a favor dos animais, ou melhor, os movimentos contra a crueldade com os animais, fazem parte da tradição humanista dos séculos XIX e XX. A ideia central era que o modo como tratamos os animais era um sinal de como tratávamos os homens, a crueldade contra os animais era um sinal de uma violência institucionalizada que não se limitava aos animais, mas se estendia aos homens, mulheres e crianças.
Não me estou a referir a nenhuma das variantes radicais modernas dos direitos dos animais que fazem parte da moda dos nossos dias. Não é isso, não tem que ver com aviários, nem com matadouros, nem com as mil e uma formas de industrialização da produção de alimentos, algumas das quais ganhavam em ser menos cruéis. Nem com a caça. A caça tem um valor económico, e tem um papel no controlo das espécies, e é cada vez mais moldada pela lei de modo a que o seu carácter lúdico seja subordinado a estas necessidades.
Tem que ver com as touradas. Podem dar as voltas que quiserem, mas as touradas são a exibição pública da tortura de um animal, que é esfaqueado para enfraquecer e depois, no caso das touradas de morte — que todos os defensores das touradas desejavam poder ter sem limitações —, ser morto. As touradas vivem do sangue, da dilaceração da carne, do cansaço até ao limite e da morte. Podem ter todos os rituais possíveis, ter toda a “arte” de saracotear à volta de um bicho, mas as touradas não são uma arte, são a exibição circense de um combate desigual entre homens e animais, cuja essência é a sua tortura para gáudio colectivo.
Não é um combate de iguais. Na verdade, os combates de cães e de galos — proibidos não se sabe porquê à luz da permissão das touradas — são muito mais um combate entre iguais do que o homem de faca e o touro sem armas a não ser os chifres, que muitas vezes são embolados. Mas é o sangue e a morte que fazem o espectáculo e, ao serem um espectáculo, são um sinal de barbárie.
O argumento da tradição também não é argumento. Se há coisas que a tradição encobre é um vasto conjunto de práticas que felizmente hoje são consideradas inaceitáveis, desde a violência doméstica à discriminação dos homossexuais, à excisão feminina, à pena de morte, à legitimação da tortura. Se aceitamos que a “tradição” por si só legitima a violência e crueldade, então podemos voltar ao “cá em casa manda ela e quem manda nela sou eu” e toca de lhe bater.
Os argumentos dos defensores das touradas são a versão portuguesa dos argumentos da National Rifle Association nos EUA, que também se identifica como uma “associação de direitos civis” e usa o argumento da tradição para justificar uma sociedade banhada de armas e em que a violência dos massacres é sempre culpa de outra coisa que não sejam as armas.
As histórias ridículas de como os defensores das touradas “amam os touros” (sic), de como prezam a valentia dos animais, de como o “touro bravo” enobrece os campos do Ribatejo, para depois ser trazido à arena de tortura e morte como se esse fosse o seu destino teleológico, a cultura machista da “coragem” perante os mais fracos (o touro é o mais fraco dentro da praça), devem pouco a pouco envelhecer no passado. É isso mesmo que chamamos civilização. O mundo em que vivemos é duro, desigual, injusto, violento. Quem saiba história sabe que não há maneira de o tornar limpinho, higiénico, pacífico, nem em séculos, quanto mais numa geração. Mas acabar com as touradas, com a tortura dos touros para satisfação sádica das massas, é um passo no bom sentido. Porque senão vivemos na pior das hipocrisias em que matar ou tratar mal um cão e um gato pode levar à prisão — e bem —, mas em que no meio de cidades e vilas de uma parte do país podemos aplaudir a tortura, o sangue e a morte.
Pacheco Pereira in “Público” – 17/11/2018
A Pega - Cartoon de Henrique Monteiro in http://henricartoon.blogs.sapo.pt

SALAVESSA: Caminhada de São Martinho na Rota dos Açudes


19.11.18

OPINIÃO: As praças de jorna da Mitrena

Os patrões chamam-lhes “trabalhadores eventuais”. Mas contratam-nos ao dia para cobrir eventualidades que duram décadas.
“Todos os dias somos escalados por turno. Cada turno que efetuamos é um contrato novo.” “O primeiro turno diário corresponde a oito horas de trabalho, o segundo corresponde a sete. Muitas vezes, Ricardo faz ambos no mesmo dia.”
A situação de Ricardo, relatada pela TSF em dias de greve dos estivadores precários do Porto de Setúbal, é igual à de 90% dos seus colegas. Só 10% dos estivadores deste porto são do quadro; os restantes são chamados por SMS na véspera ou no próprio dia por uma das empresas de trabalho temporário que presta serviços na Mitrena, a marginal industrial de Setúbal.
Como quase sempre, a desculpa patronal para não integrar estes trabalhadores é a natureza da necessidade que representam. Chamam-lhes “trabalhadores eventuais”, mas contratam-nos ao dia para cobrir eventualidades que duram décadas. Oferecem-lhes contratos eventuais porque “não correspondem a necessidades permanentes”, mas a sua greve parou o porto e há 6 mil carros da Autoeuropa que não saem da fábrica por causa disso.
Estes 91 trabalhadores são essenciais ao funcionamento do Porto de Setúbal. É às costas da sua precariedade que o tão falado dinamismo industrial da península de Setúbal é carregado para os navios das preciosas exportações. “Ou mantemos os privilégios de alguns ou mantemos o emprego a milhares”, diria a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, em 2016, a propósito de outra greve dos estivadores.
A única coisa que estes trabalhadores exigem é um salário certo no final de cada mês de trabalho. Depois de décadas a assinar contratos ao turno, pode até parecer um privilégio, mas não é. Por isso é que, quando a empresa tentou assinar contrato com apenas menos de metade dos estivadores precários, Ricardo e os colegas entraram em greve.
Houve quem dissesse que essa greve era ilegal ou desleal. É inédito exigir pré-aviso de greve a trabalhadores que nunca tiveram pré-aviso de trabalho. São os contornos sarcásticos de um patrão demasiado habituado a ter a faca e o queijo na mão.
Estes não são os únicos precários da Mitrena. Há milhares de vidas que se governam mais pela chegada dos navios do que pelo nascer do sol. Há milhares de vidas que se repetem ao ritmo dos turnos, num eterno “deixa ver se há trabalho hoje”.
Basta passar uma manhã pela Lisnave, histórico estaleiro naval que já pôs e tirou comida da boca de milhares de famílias no distrito de Setúbal. Aí, a modernidade foi muitas vezes o bode expiatório para a substituição progressiva de trabalhadores qualificados e bem pagos por precários (não raras vezes trabalhadores imigrantes).
A Lisnave tem cerca de 500 trabalhadores efetivos, mas nos estaleiros chegam a estar 3 mil. A subcontratação em cadeia através de empresas de trabalho temporário é o que faz centenas de trabalhadores madrugarem à porta, “deixa ver se há trabalho”. Se chegar um navio será preciso contratar umas dezenas nem que seja para montar andaimes, boa imagem para quem anda sempre pendurado na vida.
O setor naval é paradigmático na análise dos conflitos laborais que atingiram em força o séc. xxi. Extremamente vulnerável à selvajaria económica da globalização, o impulso para os ganhos de competitividade não pode abdicar da qualidade da mão-de-obra. O resultado é o ataque à negociação coletiva dos efetivos e a precariedade extrema de todos os outros.
Em 1946, Soeiro Pereira Gomes descreveu as praças de jorna: “um mercado de mão-de-obra, a que vão assalariados e proprietários rurais (ou os seus delegados: os capatazes), e em que os primeiros, como vendedores, oferecem a sua força de trabalho, e os segundos, como compradores, oferecem o salário ou jorna, que é a paga de um dia de trabalho.”
A greve dos estivadores de Setúbal em 2018 é contra a praça de jorna. Diga lá, sra. ministra, quem é que está do lado da modernidade.
Joana Mortágua in ionline.sapo.pt

NISA: Poetas do Concelho - Pe. Alfredo Magalhães


18.11.18

NISA: União de Freguesia promove Férias Activas de Natal


Ramal de Portalegre vai no OE 2019 por proposta do PEV

O Partido Ecologista Os Verdes, insistindo na necessidade da construção da ligação ferroviária entre a estação de Portalegre e a zona industrial da cidade, avançou, hoje, no quadro do OE2019, com a proposta para elaboração de um estudo de viabilidade deste investimento, que consideram fundamental para o desenvolvimento do concelho e do distrito.
 Esta proposta avançada pelo PEV já teve acolhimento favorável do governo.
Relembramos que, esta proposta recolheu um forte apoio dos Portalegrenses, manifestada através da assinatura de um postal, entregue em junho ao Secretário de Estado dos Transportes, e que, caso o investimento se venha a realizar, vai permitir a ligação direta da cidade, tanto para mercadorias, como para pessoas, a Lisboa e Porto, assim como a Badajoz, Elvas e porto de Sines.
O Partido Ecologista “Os Verdes”

Leituras e Memórias: A Biblioteca ao Encontro das IPSS do concelho


17.11.18

A FOTO DO DIA: Protestos em França contra os aumentos dos combustíveis

A França saiu à rua, este sábado, vestida com um colete amarelo. Mais de 120 mil pessoas protestaram contra o aumento dos impostos dos combustíveis em cerca de dois mil pontos do país.
Foto: EPA/Christophe Petit Tesson

Espanha está a envenenar o Rio Tejo (é uma “indecência ecológica”)

É um “cocktail de desastre” que está a sufocar o rio Tejo. Análises efectuadas à água do rio, desde a nascente em Espanha, até à foz em Portugal, revelam uma situação preocupante, e do outro lado da fronteira fala-se de “uma indecência ecológica”.
Uma reportagem da revista Sábado mostra como Espanha “maltrata” o Tejo, com base em análises efectuadas desde a nascente até à foz do rio.
Os resultados apontam que o Tejo chega a Portugal com elevados índices de poluição, melhorando à medida que corre por território nacional.
Além de algas, entre as substâncias detectadas nas análises efectuadas pela Sábado, estão “oito vezes mais fósforo do que o máximo recomendado”, “azoto também acima do normal” e “um valor de oxigénio dissolvido na água a rondar os 2 mg/l, quando o mínimo para um rio saudável são 5 mg/l“, como refere a revista.
A contribuir para esta situação preocupante estão factores como os esgotos de Madrid, o desvio de água para a rega de campos agrícolas de Múrcia e as diversas barragens que se estendem pelo leito do rio.
Para gastarem menos dinheiro, as barragens espanholas de Alcantara e Cedillo fazem descargas de água no fundo, ao invés de à superfície, o que aumentaria o nível de oxigénio no rio.
“O pior que sobra da ditadura de Franco”
E até do outro lado da fronteira, se critica a forma como Espanha faz a gestão das águas do Tejo, com o Presidente da Junta de Comunidades de Castilla-La Mancha, Emiliano García-Page, a referir que estamos perante “uma indecência ecológica” e um “atropelo anti-ecológico”, conforme declarações divulgadas pelo Diário de Castilla-La Mancha.
García-Page critica em particular o transvase Tejo-Segura, um aqueduto que é definido como uma das maiores obras hidráulicas da engenharia espanhola e que leva água das barragens de Entrepeñas (Guadalajara) e Buendía (Cuenca) até ao rio Segura.
“O transvase Tejo-Segura é o pior que sobra da ditadura de Franco“, refere García-Page. O canal do aqueduto leva, actualmente, “50% mais de água do que hoje atravessa o rio Tejo”, acusa ainda. E sobre o Tejo diz que parece “um esgoto”.
O Presidente da Junta de Comunidades de Castilla-La Mancha apela ao Governo espanhol, e às regiões vizinhas de Murcia e Valência, que se alcance um acordo em matéria de gestão de água.
Também os ambientalistas da Associação Zero apelam à tomada de medidas para promover a melhoria da qualidade da água no Tejo.
“Os caudais mínimos são semanais e deviam ser diários, para haver uma continuidade de caudal e ajudar à diluição da carga poluidora”, refere ao Correio da Manhã a vice-presidente da Zero, Carla Graça.
Esta engenheira do ambiente explica, em declarações à Sábado, que as “flutuações” nos caudais “não permitem uma boa saúde do rio”. “Um dia pode haver um grande caudal libertado por Espanha e nos restantes só 600 litros, o que não é nada”, sublinha Carla Graça.
Assim, a Zero espera que o assunto seja abordado na cimeira ibérica entre Portugal e Espanha, na próxima semana. Mas até agora, não é certo que o tema faça parte da agenda.
in ZAP - 16 Novembro, 2018
Foto: Paulo Cunha / Lusa

15.11.18

JORGE PIRES - Textos - "O Amieirense" - Março/Abril 1997

Lembranças do Ti João Tereso e da casa onde morava
Neste mundo tudo cai! Neste mundo tudo é fraco, tudo abana, tudo se dilui. Nada resiste. Nada nem ninguém foge à regra e aquela que foi num passado recente a casa mais falada e mais famosa na nossa terra e lá fora, também caiu.
Estava velha, aquela onde tanta gente retemperou forças durante a noite, para no outro dia seguir viagem, em busca de negócios ou de... desilusões! Ali paravam os “ratinhos” para beber uns copos (poucos porque a missão era ganhar e não gastar) quando se preparavam para atacar as searas que no Alentejo esperavam por eles. Ali paravam os ourives e toda a espécie de negociantes e quando se ouvia a gaita do capador, logo a esposa do senhor João Tereso sabia que tinha que acrescentar a panela do feijão com couve, que ela cozinhava como ninguém.
... E a casa do ti João Tereso já não existe! Aquela casa que tanto negócio fazia, não foi o suficiente para dar ao seu proprietário e aos seus, a independência desejada, pois o muito que conseguiu numa vida de trabalho, foi dar o seu nome durante muitos anos ao Largo onde habitava.
Quase ninguém se referia ao Largo do Espírito Santo, mas sim ao “Largo do Ti João Tereso”! Muitos amieirenses ao visitarem hoje a sua terra, recordarão com saudade os bons tempos que ali passaram.
Todos se recordarão com certeza, na assiduidade com que aquele homem atendia os seus clientes. Aquela porta estava sempre aberta, ao mesmo tempo que havia sempre que dar ao dente, o dinheiro é que não queria nada com a gente...
E a casa do Ti João Tereso já não existe! No seu lugar, está a ser construída uma linda moradia, que não terá certamente destino comercial como a que nós conhecemos, mas que juntamente com outra também nova que está a ser edificada ali mesmo defronte, darão ao Largo do Ti João Tereso” uma fisionomia fantástica, quando um dia as cabanas também caírem como caiu a casa do Ti João Tereso!
Paz à sua alma.
Jorge Pires – in “O Amieirense” nº 132 – Março/Abril 1997 

14.11.18

“Sardoal ao Piano” volta ao Centro Cultural Gil Vicente

O “Sardoal ao Piano” está de volta ao Centro Cultural Gil Vicente, nos dias 24 e 25 de novembro, para apresentar “Grandes Concertos por Grandes Pianistas”.
A iniciativa tem início no dia 24, pelas 21h30m, com a atuação de Ksenia Kemova, oriunda da Rússia, primeiro Prémio da Categoria Sénior no II Encontro Internacional de Piano de Sardoal 2018.
No dia 25 de novembro, o “Sardoal ao Piano” recebe, pelas 16 horas, os concertos de António Gomes e do Duo Alexander Stretile e Rodrigo Gomes.
“Sardoal ao Piano” realiza-se no âmbito do Protocolo entre o Município Sardoalense e a Academia Internacional de Música “Aquiles Delle Vigne”. Os concertos têm entrada livre, mas sujeita ao levantamento de bilhete.
Mais informações em www.cm-sardoal.pt, no facebook do Centro Cultural Gil Vicente, ou através do tlf. 241 855 194.

Humor, Música e Tradições neste fim de semana no CAE Portalegre

16 NOV. SEX. 21.30H
Salvador Martinha – Cabeça Ausente
Stand Up Comedy | GA | 12€ Plateia, 10€ balcão | M/16 anos
Salvador Martinha está de volta para falar sobre o seu défice de atenção.
Todos os dias o diálogo repete-se:
-Salvador, estás a ouvir? Salvador? Salvador, não estás cá, pois não?
Pronto, já estás ausente. Estavas a pensar em quê? Onde estavas?
-Ah, desculpa. Não estava aqui.
“Cabeça ausente” é um “share location” do seu pensamento alheado. Em que pensa Salvador Martinha quando desliga do mundo? Porque desliga tanto e ao mesmo tempo está tão ligado?
Sobre medo e sobre verdade.
Para rir, claro

17 NOV. SÁB. 17H
Passeando na História - Grupo Folclórico da Boavista
Folclore | GA | 1€ | M/4 anos
Mais um ano de vida, mais um ano de tradição. O Grupo Folclórico e Cultural da Boavista, no seu 51º aniversário, presenteia novamente os portalegrenses com os seus cantares e costumes, através de mais um espetáculo “Passeando pela História”.
A alegria e cor de antigamente voltam a invadir o CAEP, dando a conhecer a vida e o dia-a-dia dos nossos antepassados.
16 NOV. SEX. 23H
Electric Man
Quina das Beatas
Rock | CC | 3€ | M/12 anos
Electric Man é Tito Pires que, depois de se lançar a solo e trazer ao mundo o álbum de estreia homónimo, regressou com “Electric Domestique”.
Esta aventura de exploração em formato "one man band" revela-se através de um universo diverso e criativo, construído entre efeitos sonoros, batidas eletrónicas, guitarra, sintetizador, theremin e voz, evidenciando a sua identidade musical em ponto de ebulição.

OPINIÃO: A cola social


A partir do próximo ano letivo a propina máxima na universidade passará de 1068€ para 856€. É a primeira vez na história da propina, iniciada em 1992, que o seu valor é reduzido. O debate gerado em torno desta medida é muito revelador da ideia de cada partido sobre o Estado social que queremos para Portugal.
Ouvimos frequentemente os brados de PSD e CDS pelos serviços públicos, pela integridade do SNS e da escola pública. Mas é quando estão em causa medidas concretas, como esta, que tudo se torna mais claro. A Direita não compreende nem quer um Estado social universal. Por isso rejeita a gratuitidade dos manuais escolares para todos os alunos sem exceção, por isso insiste em chamar Sistema Nacional de Saúde ao Serviço Nacional de Saúde. O que pretendem, ainda que nunca tenham tido a coragem de o admitir abertamente, são serviços do Estado para os mais pobres e a provisão privada para os restantes.
No caso das propinas, o argumento é este: a Universidade é frequentada pela classe média com poder económico, portanto, descer as propinas era beneficiar essa camada da população. O melhor seria aumentar a ação social, que é como se garante o acesso dos pobres ao Ensino Superior. Não podia ser mais claro, do ponto de vista ideológico.
Nesta visão, não só é aceite que a educação é um produto que se compra, como se admite que seja destinado às camada sociais superiores. Para os restantes há a ação social, uma espécie de numerus clausus, uma quota para pobres na universidade.
Rejeito em absoluto esta visão. Só a eliminação da propina garante o acesso de todos à universidade, e a sua redução é um passo nessa direção.
O Estado social universal é a lição que a Europa aprendeu sobre como combater o ódio e a fragmentação social, e que a levou a patamares de desenvolvimento e bem-estar nunca antes alcançados. A ideia é simples: todas as pessoas contribuem na medida do que ganham, através de impostos progressivos; e todas as pessoas têm direito ao mesmo tratamento. Dentro do hospital ou da escola somos iguais, temos a mesma qualidade de serviços, as mesmas chances.
O Estado social universal não é apenas o que assegura oportunidades iguais. É a cola da sociedade. É a solidariedade que está na base da ideia de que num país desigual todos perdem, e que por isso todos contribuímos. É a justiça de quem rejeita que possa haver serviços e espaços para pobres e outros para ricos. É a lucidez de quem compreende que a solidariedade e a justiça são a única alternativa ao egoísmo e ao ódio de que se alimenta a monstro da extrema-direita. É por isso que o Estado social universal é uma conquista do pós-guerra. Devemos acarinhá-lo, para que a história nunca se repita.
Mariana Mortágua in Jornal de Notícias – 13/11/2018

IMPRENSA REGIONAL: "Alto Alentejo" - 14/11/2018


11.11.18

GÁFETE: Requeijão de Ovelha com Doce de Abóbora ganha concurso nacional




CASTELO DE VIDE: Apresentação de livro de Luís Pedro Cruz na Igreja de São Francisco


19º Corta-Mato do Ervedal abre circuito de Corridas AADP

O Circuito AADP de Corridas iniciou-se hoje pelas 15 horas com a 19ª edição do Corta-Mato do Ervedal, uma competição onde foram mais de 200 os atletas inscritos.
Numa tarde onde o S.Pedro ameaçou com muita chuva, facto que não se confirmou, tendo apenas nas horas que antecederam a competição chovido de forma intensa, fator que trouxe um desafio especial ao atletas, com um piso bastante enlameado, circundando um dos braços de água da albufeira da Barragem do Maranhão, mas que também assustou alguns, que ainda que inscritos não compareceram à partida desta emblemática prova.
A competição organizada pela Casa do Povo do Ervedal em parceria com o município de Avis e a Junta de Freguesia de Ervedal, contando com a colaboração técnica da AADP.
Muitos foram os atletas que nesta competição fizeram a sua estreia na prática de atletismo de forma federada, sendo que alguns não se sentiram intimidados pelo ambiente competitivo e brilharam com alguns pódios nos respetivos escalões.
De salutar o ambiente saudável e de alegria entre todos aqueles que competindo ou apenas para assistir se juntaram ao longo do percurso, todos os clubes se exceção seus atletas e apoiantes mostraram que o atletismo e em especial as competições AADP são disputadas até ao último segundo, mas sempre dentro de um espírito saudável e divertido.
No que aos aspetos competitivos diz respeito sagrou-se vencedora da geral feminina a espanhola Miriam Rodriguez em representação do Clube de Valencia de Alcântara, seguida no segundo e terceiro lugar respetivamente, pela dupla elvense Cláudia Batuca e Beatriz Conceição do Clube Elvense de Natação.Nos masculinos o grande vencedor foi Bruno Paixão do Beja Atlético Clube, seguido por Aitor Galrito de Valencia de Alcântara e pelo atleta individual António Almeida.
Na classificação coletiva o vencedor foi o Atletismo Clube de Portalegre com 66 pontos, seguido pelo Clube Elvense de Natação com 40 pontos e no terceiro lugar ficou o Clube4 Estilo com 33 pontos.

Poderá conferir os restantes resultados em www.aadp.pt

MONTALVÃO - O Lagar do Clavijo produz um produto de «excelência»: o Açafrão Suber

A história desta jovem empresa familiar, na freguesia de Montalvão, concelho de Nisa, começou em 2013. Ao todo são 4 pessoas: dois engenheiros agrónomos, um gestor e uma historiadora de arte. «Uma junção improvável, mas que funciona na perfeição! , dizem à revista AGROTEC. O projeto arrancou em 2014 e o seu açafrão é produzido num sobreiral do norte alentejano, que confere «características únicas ao produto.
Tudo começou com a questão que qualquer pessoa faz para si própria, quando quer dar uso a um pedaço de terra: o que vamos produzir? Em 2013, quando nos deparámos com esta questão, o mercado já se encontrava saturado por vários produtos de excelência que se produzem em Portugal e que são, sem dúvida, de referência em todo o mundo. Assim, havia que escolher algo diferente, sustentável e de altíssima qualidade», dizem os sócios gerentes, Frederico Pinheiro Chagas e Gustavo Passos de Gouveia.
«Foi então que um dos de nós, perguntou: que tal açafrão (Crocus sativus)? Pesquisámos e estudámos o tema durante quase um ano e chegámos à conclusão que seria este o produto da nossa empresa», acrescentam.
Durante 2014 e 2015 fizeram experiências, análises, «tudo o que era necessário para garantir que o projeto, tinha pernas para andar e formalizámos a nossa empresa. Em 2016, apresentámos a nossa ideia no PDR2020, e vimos o nosso projeto ser aprovado. A colheita desse ano, foi a primeira colheita oficial do Lagar do Clavijo Lda, apresentando ao mundo, SUBER, o Açafrão Português, que trabalhamos para que venha a ser uma das referências mundiais do açafrão em filamentos», garantem os responsáveis.
Explicam à AGROTEC que o açafrão SUBER deve o seu nome ao local onde é produzido. «Uma propriedade de montado de sobro e azinho na freguesia de Montalvão, concelho de Nisa, distrito de Portalegre. Trata-se de uma área conhecida pelos seus solos pobres, e o açafrão SUBER é produzido onde espécies como o sobreiro conseguem desenvolver-se. Os bolbos de açafrão são oriundos de regiões com solos pobres, de zonas climáticas com grandes diferenças entre verão e inverno e de pouca pluviosidade».
Os sócios-gerentes afirmam que a produção de açafrão «não se cinge apenas à parte produtiva propriamente dita. A sua colheita é complexa e onerosa, feita de forma manual, tal como todo o processamento posterior».
A história desta jovem empresa familiar, na freguesia de Montalvão, concelho de Nisa, começou em 2013. Ao todo são 4 pessoas: dois engenheiros agrónomos, um gestor e uma historiadora de arte. «Uma junção improvável, mas que funciona na perfeição!», dizem à revista AGROTEC. O projeto arrancou em 2014 e o seu açafrão é produzido num sobreiral do norte alentejano, que confere «características únicas ao produto».
«A tosta, processo de desidratação deve ser feita sempre pela mesma pessoa, de forma a garantir a uniformidade e qualidade do produto final. O selo de produto biológico é também algo de que nos gabamos e mais um argumento de exclusividade do nosso açafrão.
Existem também determinadas regras de higiene no trabalho que são tidas criteriosamente em conta, de forma a não comprometer a qualidade do açafrão, na altura de realizar as análises laboratoriais», sublinham.
A colheita tem início no final de outubro, prolongando-se por um mês. Durante esse período, «focamo-nos somente na colheita da flores durante a manhã, pela separação dos filamentos e tosta durante a tarde, pois é necessário que todo o processo seja realizado no mesmo dia. Nunca se deixam flores para colher no dia seguinte ou qualquer outro processo. Se tal for feito, então o açafrão passa automaticamente para uma categoria inferior», explicam.
Mercados
Quanto ao mercado para a venda de açafrão em filamento, os responsáveis afiançam que «existe mais procura do que oferta». Por outro lado, «os compradores estão cada vez mais informados acerca do açafrão que devem ou não comprar. No caso do Lagar do Clavijo, o mercado em que nos inserimos atualmente é o das lojas gourmet um pouco por todo o país e Europa, e também o da restauração».
in www.agrotec.pt

10.11.18

Arlindo Marques distinguido com o Prémio Nacional do Ambiente


Apesar do ministro do Ambiente, Matos Fernandes, ter anunciado a colocação de guarda-rios no Tejo, Arlindo Marques disse que vai continuar a lutar pela defesa do rio, que considera o seu mundo, o sítio onde se sente bem.
Arlindo Marques, conhecido como o "guardião do Tejo" pela sua luta em defesa do rio, foi distinguido pela Confederação das Associações de Defesa do Ambiente com o Prémio Nacional do Ambiente, que considerou "um reconhecimento" do seu trabalho.
"Fiquei muito contente é o reconhecimento do trabalho que tenho feito nos últimos três anos" em prol do rio Tejo e que foi "uma luta um bocado difícil", disse à agência Lusa Consolado Marques, dirigente do Movimento pelo Tejo.
O ambientalista contou que "foram três anos a lutar, três anos a ir ao rio, três anos a ir aos focos de poluição, a mostrar os peixes mortos, as águas escuras, porque o cheiro não se conseguia mostrar, e a espuma que parecia a espuma da morte".
Nesta luta, Arlindo Marques não esteve sozinho, contou com o apoio de pescadores, moradores, trabalhadores das barragens, profissionais das empresas que o alertavam para situações de poluição que estavam a acontecer, e com quem pretende repartir o prémio.
"Foi um trabalho conjunto de várias pessoas, eu fui a máquina do comboio", disse, contando que mal era informado de algo que estava a acontecer no rio se deslocava ao local, fotografava, filmava e partilhava as imagens nas redes sociais, que ajudara a alertar as autoridades para as descargas poluidoras que cobriram as águas do Tejo com espuma tóxica.
Apesar "alguns dissabores", como um processo que lhe foi instaurado pela empresa de celulose Celtejo, instalada em Vila Velha de Rodão, Arlindo Marques disse que a luta valeu a pena.
"Nada disso me cala, nem me faz voltar para trás e o que me alegra mais, além do prémio, é ver que afinal ao fim deste tempo todo o rio melhorou mais de 85%. Ficou com umas mazelas, com umas nódoas negras, como costumo dizer, mas está muito melhor", salientou.
"Ao fim de três anos conseguimos que o Governo tomasse medidas e a situação está muito melhor. Agora precisamos de cerca de uma década para voltar ao mesmo. Já vai havendo algum peixe, mas muitos desapareceram, mas a natureza vai voltar ao normal se não a voltarem a poluir", disse o ambientalista.
"O prémio [que vai ser atribuído em Lisboa no próximo dia 22] veio dar-me força para continuar, até poder, sempre atento", disse Arlindo Marques, que é guarda-prisional e vive desde sempre numa freguesia à beira Tejo.
in sabado.pt

MONTE CLARO: 5ª Caminhada "Pais, Filhos e Netos"


Avisan’18 em Santarém

Avisan 2018 - Exposição Nacional de Aves, Animais de Companhia, Equipamentos e Acessórios, certame que decorre, entre os dias 30 de novembro e 2 de dezembro, no Centro Nacional de Exposições, em Santarém vai ser palco de mostras de Aves, Répteis, Animais Exóticos e Exposições Internacionais de Cães e Gatos.
Com a presença de criadores nacionais e internacionais, a Avisan é um ponto de encontro de milhares de visitantes e contará com uma programação diversificada para que este evento seja atrativo e representativo do setor.

Magusto na Santa Casa da Misericórdia de Amieira do Tejo

A Santa Casa da Misericórdia de Amieira do Tejo tem o prazer de convidar os sócios e famílias para o nosso Magusto Institucional a realizar no próximo dia 13 de novembro, terça-feira, a partir das 16h.