18.2.26

PORTALEGRE: Torneio de Inverno AADP


O frio aperta… mas a competição aquece! 

No próximo 21 de fevereiro, a partir das 9h30, o Estádio Prof. Eduardo Sousa Lima, em Portalegre, recebe mais uma grande jornada de atletismo com o Torneio de Inverno AADP!

Uma manhã de competição para todos os escalões, dos Traquinas aos Veteranos, com provas de velocidade, meio-fundo, saltos e lançamentos.

Pontuável para o Circuito de Pista AADP, este é o momento ideal para testar a tua forma, representar o teu clube e lutar pelos lugares do pódio! 🏆

🎯 Prémios para os 3 primeiros classificados por escalão e sexo

🏆 Prémios para as 3 melhores equipas

⚠️ ATENÇÃO – HOJE É O ÚLTIMO DIA DE INSCRIÇÕES! 

Não deixes para amanhã o que podes garantir hoje – as inscrições encerram às 23h59!

👉 Inscreve-te aqui: https://fpacompeticoes.pt/5597/inscrever

Vem fazer parte desta grande festa do atletismo distrital!

Comunicado do Núcleo Regional de Portalegre sobre os efeitos da tempestade em Portalegre


O Núcleo Regional da Quercus - ANCN expressa a sua solidariedade para com todas as vítimas das tempestades.

Face ao fluxo de detritos que chegou à cidade de Portalegre na passada semana, na madrugada de 5 de fevereiro, assinalamos que é importante que a Câmara Municipal de Portalegre tenha solicitado uma peritagem ao sucedido.

Ainda sem termos acesso aos dados preliminares da peritagem, e considerando o que consta na documentação citada pela ANPC, Portalegre sofreu um fluxo de detritos.

Nos fatores desencadeantes mais evidentes deve ser salientado:

- o declive existente na zona de que isso resultou.

- a chuva intensa

Há outros fatores que constam na documentação e que podem contribuir para a ocorrência de fluxo de detritos:

Ação humana

·         Destruição da cobertura vegetal

·         Remoção de terrenos: estradas, construção, agricultura

É necessário com fundamentação na ciência tirar as devidas ilações.

Para a zona afetada, poderão ser indicadas algumas medidas de estabilização, como uma cobertura vegetal e muros de suporte e canais de drenagem, como consta no documento citado:

Salientamos que a Reserva Ecológica Nacional (REN) inclui as zonas de elevado declive.

A legislação da REN (Decreto-Lei n.º 124/2019) define as áreas de instabilidade de vertentes: “são as áreas que, devido às suas características de solo e subsolo, declive, dimensão e forma da vertente ou escarpa e condições hidrogeológicas, estão sujeitas à ocorrência de movimentos de massa em vertentes, incluindo os deslizamentos, os desabamentos e a queda de blocos”. Indica que “na delimitação de áreas de instabilidade de vertentes devem considerar -se as suas características geológicas, morfológicas e climáticas”.

As alterações climáticas em Portalegre

A versão preliminar do Plano Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas de Portalegre, que esteve em discussão pública em 2024, indicava que nos “ principais impactos negativos para Portalegre estarão associados às seguintes vulnerabilidades climáticas” tem em primeiro lugar:

“• Precipitação intensa | apesar da redução generalizada da precipitação média anual, todos os cenários analisados apontam para um aumento provável dos períodos de precipitação intensa (menores períodos de precipitação, mas com maior intensidade); “

E como impactos negativos:

“• Condicionamentos de tráfego/ encerramento de vias

• Danos em edificios e infraestruturas

• Abatimento/ rotura de pavimentos

• Deslizamento de terras

• Acidentes de viação

• Degradação de sistemas de escoamento

• Interrupção ou redução do fornecimento de água e/ou redução da sua qualidade

• Inundações em estabelecimentos, habitações e estradas

• Resgate e realojamento de pessoas”

Alguns desses impactos verificaram-se no passado dia 5 de fevereiro.

Será necessário ter isso em conta e seguir as indicações constantes neste projeto de plano: “Esta avaliação de risco sugere a necessidade de adaptação relativa aos eventos

que apresentam riscos de maior magnitude no futuro, nomeadamente: Seca, Precipitação intensa, Aumento da temperatura média, Ondas de calor, Partículas e Poeiras.”

Apela-se também que se aprove o Plano Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas de Portalegre, dando cumprimento à Lei do Clima.

13 de fevereiro de 2026

A direção do Núcleo Regional de Portalegre da Quercus - ANCN

 





MÚSICA: Concerto de Carlos Mendes - 60 anos de canções

 


Carlos Mendes, autor, compositor e cantor de temas intemporais como "Festa da Vida", "Amélia dos Olhos Doces", "Ruas de Lisboa", "Alcácer que Vier" e "Siripipi de Benguela", com mais de 20 discos gravados, comemorou em 2024, sessenta anos de carreira.

Começou na música em 1963 como um dos membros fundadores dos Sheiks, onde permaneceu até 1967. Logo no ano seguinte, ganhou o Festival da Canção com o tema "Verão", prémio que viria a conquistar novamente em 1972 com "Festa da Vida". Em 1976, juntamente com Paulo de Carvalho e Fernando Tordo cria a primeira editora independente em Portugal chamada Toma Lá Disco. Desde essa altura e até ao presente, editou mais de 20 álbuns (alguns infantis com os quais ganhou prémios), reuniu por um curto período de tempo os Sheiks, fez projetos especiais como por exemplo Só Nós Três com Paulo de Carvalho, Fernando Tordo e o maestro Pedro Osório, realizou um sem número de espetáculos por Portugal, Europa, América e Ásia e fez teatro (em vários formatos e produções), apresentou programas de TV (generalistas e especializados na temática autoral) e teve aulas de piano e canto lírico!

Carlos Mendes, Arquiteto de Sons – 60 Anos de Canções editou uma coletânea definitiva, a 24 de Outubro de 2025 (triplo CD e livro). Este concerto pretende comemorar este notável percurso de um artista que atravessou várias gerações de portugueses.

17.2.26

Morreu Jesse Jackson, histórico pastor e ativista pelos direitos civis


O pastor afro-americano Jesse Jackson, defensor dos direitos dos afro-americanos e companheiro de luta de Martin Luther King, morreu esta terça-feira aos 84 anos, informou a família.

"Ele faleceu hoje [terça-feira] em paz rodeado pela sua família, após uma longa batalha contra a doença de Parkinson", assinalou, em comunicado

O seu compromisso inabalável com a justiça, a igualdade e os direitos humanos ajudou a moldar um movimento global pela liberdade e dignidade, considerou a família.

"Artífice incansável da mudança, deu voz aos que não a tinham e deixou uma marca indelével na história", referiu a família.

Jesse Jackson anunciou que lutava contra a doença de Parkinson em 2017 e, desde então, começou a limitar as suas aparições públicas.

Nascido numa América ainda marcada pela segregação, Jesse Jackson participou em alguns dos episódios mais marcantes da luta pela igualdade racial nos Estados Unidos.

O pastor afro-americano esteve com Martin Luther King, tido como um dos maiores ativistas na luta pelos direitos civis e contra o racismo, em Memphis, em 1968, quando este foi assassinado.

Contudo, a sua carreira também foi marcada por polémicas, como em 1984 quando usou um termo antissemita para se referir a Nova Iorque ou quando apoiou o cantor Michael Jackson, seu amigo, durante o julgamento por abuso sexual de menores em 2005.

Mas, foi com as suas duas campanhas presidenciais, em 1984 e 1988, que Jesse Jackson ganhou notoriedade, ampliando a plataforma política democrata para as lutas dos afro-americanos.

In Jornal de Notícias - 17 de fevereiro, 2026

Jesse Jackson foi companheiro de luta de Martin Luther King

Foto: Marcel Mochet / AFP

NISA: União de Freguesias evoca o Homem e a obra de Fernando Portugal

 


LOULÉ CRIATIVO acolhe Exposição Rosa Cravo - O que NISA tem de melhor. Passe por lá!

 


ARRONCHES acolhe Festival Terras sem Sombra

Em Arronches a 28 de Fevereiro e 1 de Março.

Concerto «Um Piano, Quatro Mãos: Obras de Compositoras Polacas e Portuguesas dos Séculos XX/XXI»

SANTO ANTÓNIO DAS AREIAS: Jantares de casadas e de casados


No próximo dia 21 de fevereiro, realizam-se os tradicionais jantares de casados e casadas, em Santo António das Areias, convívios seculares e enraizados na cultura marvanense.

Mais informação nos cartazes partilhados. ⤵

 

16.2.26

NISA: Conheça os poetas do concelho (LXVII) - António Borrego

 


Das rosas brancas que nunca te dei

Só regresso ao papel em branco

quando imagino sensações, emoções e dores

que há no corpo dos poemas...

ou quando os meus olhos ficam doentes

por não verem para além do imediato

sem saberem discernir com lucidez

fico então impassível e ferido...

qualquer coisa febril que me põe sonâmbulo

há um movimento invisível, uma vibração que...

despoleta as coisas...

oh a delícia de ser, um ser pensante...humanamente pensante...

que tem no rosto a fluidez do sonho e no olhar

alguma alegria...tinta de sangue...

e, não podes fugir de ti mesmo, nem dessa voz que te grita aos ouvidos...dia e noite...

serão os anjos que tentam salvar-me a alma?

desses que me falavas em criança?

(até tinha um anjo da guarda que tu Mãe, me pedias para rezar)

depois, instalou-se este frio que, até dilata a íris...

e, esta doida gargalhada que se entrava na garganta

ser este ser, que à força de sofrer...ainda ri...

este riso que reboa como um trovão...

naquela eterna busca...quem sou eu afinal?...

sabes Mãe?

vou rindo, fingindo e mentindo...enquanto eles dizem...

vamos ficar todos bem

vivos? nem todos, nem todos...

felizmente um grito do passado, por vezes acorda-me...

por aqui ando, impossível de aturar...

e à míngua de versos...a mente já me prega partidas...

a falta de inspiração ou motivo

remete-me para uma pasmaceira sem precedentes

continuo à espera que este vazio sentido

comece a ser...definitivamente puro...

a paz foge...cheia de pressa...

o anjo da infância continua oculto

nunca mais senti a presença ilusória dele...

hoje não te consigo falar das rosas brancas que tanto gostavas

daquelas que nunca te dei...

e se alguém as merecia...eras tu Mãe.

A.B. 2022.

 

CANCIONEIRO POPULAR - A poesia e a imagem (1)

 


OPINIÃO: Demissão e luto nacional


A demissão de uma ministra não é motivo de festa, mas uma evidência de que os erros são admitidos, e de que há consequências políticas. A saída de Maria Lúcia Amaral da Administração Interna, exigida ao longo de duas ininterruptas e chuvosas semanas, alivia as críticas ao Governo, por um lado, e acalma a sociedade civil, que ficou sem uma voz de comando e de garantia de que tudo estava a ser feito numa das experiências climáticas mais excecionais de que há registo recente. A função de ministro não se encerra na competência técnica, de trabalho "invisível" como descreveu a governante ao defender-se do chorrilho de acusações que lhe foi dirigido. Por mais planeamento e articulação que existam entre as paredes dos gabinetes, quem está sem teto não pode ficar "pendurado", sem uma única palavra, sem ver no terreno quem pode afinal mudar-lhe a vida ou, neste caso, até garantir-lhe a sobrevivência. E se é verdade, como disse a ex-ministra, que estamos todos numa espiral de aprendizagem coletiva, uma das lições que se destacam é a de que um ministro tem de ser mais do que um decisor. Podem apontar-se problemas de comunicação, mas ao que se assistiu foi a uma imagem de falta de empatia, de distanciamento das pessoas comuns, alagadas até à cintura. Não era Maria Lúcia Amaral que ia subir a postes e reparar as linhas de eletricidade, mas nas mais pesadas horas de uma região que ficou em estado de guerra, deixou de cumprir a função de articular a resposta política, o apoio político aos autarcas, a mobilização de todos, todos, todos os meios (a expressão virou moda). O antigo ministro do Equipamento Social Jorge Coelho demitiu-se quando caiu a ponte de Entre-os-Rios, Constança Urbano de Sousa depois dos incêndios de 2017 - mais de 100 mortos. A demissão de ministros costuma acompanhar o luto nacional, nunca é de festa, que seja de aprendizagem.

Joana Almeida Silva – Jornal de Notícias - 12 de fevereiro 2026

DESENVOLVIMENTO: Ações de formação agrícolas em Abrantes e Sardoal


A TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior e o Município de Sardoal, através do seu Gabinete Técnico Florestal, vão realizar um conjunto de ações de formação na área agrícola, no âmbito do Programa Condomínios de Aldeia, que irão decorrer nas aldeias de Abrantes e Sardoal. As primeiras vão acontecer já no final de fevereiro.

Estas iniciativas têm como principal objetivo capacitar os proprietários dos terrenos e a comunidade para uma correta gestão das culturas agrícolas, localizadas na envolvente dos aglomerados habitacionais, contribuindo para a segurança das populações, a prevenção de incêndios rurais, bem como para a valorização e sustentabilidade do território.

As ações de formação serão orientadas de forma prática e acessível, privilegiando a aplicação de conhecimentos no terreno e permitindo aos participantes adquirir competências úteis para a preservação e manutenção das suas áreas agrícolas.

No âmbito da manutenção de culturas, estão previstas várias ações com duração de 8 horas cada. A formação dedicada ao olival terá lugar no dia 21 de fevereiro, em Sentieiras (Abrantes). Já a frutícola contará com duas sessões: uma a 21 de fevereiro, em Alcaravela (Sardoal), e outra a 21 de março, em Abrançalha (Abrantes). A do medronheiro decorrerá no dia 7 de março, em Lercas (Abrantes).

Serão igualmente promovidas ações dedicadas à gestão e proteção contra o fogo, com enfoque na utilização de técnicas e equipamentos alternativos às queimas. Estas sessões terão lugar no dia 14 de março, pelas 9h, na aldeia da Presa (Sardoal), e pelas 11h, na Lobata (Sardoal), bem como no dia 21 de março, pelas 9h, em Entrevinhas (Sardoal).

No domínio da Aplicação de Produtos Fitofarmacêuticos, estão previstas duas ações, uma em Sardoal e outra em Martinchel (Abrantes). Este curso, de 50 horas que inclui 12 horas de prática de campo, é nível inicial e permite a obtenção do cartão de aplicador.

Já a formação de COTS – Conduzir e Operar o Trator Agrícola em Segurança, também se prevê a realização de dois cursos, cada um com 50 horas e 27 de prática de campo, um em Aldeia do Mato (Abrantes), e outro em Sardoal, ministrados pela CAP – Confederação de Agricultores de Portugal. A conclusão deste curso permite às pessoas habilitadas com carta de ligeiros ou de pesados a condução de tratores.

Todas as formações são gratuitas, mas com inscrições obrigatórias, que devem ser efetuadas através do site da TAGUS, em tagus-ri.pt.

Com este conjunto de formações, o Município de Sardoal e a TAGUS, com o apoio de Município de Abrantes, reforçam o seu compromisso com a capacitação das comunidades rurais, a gestão sustentável do território e a redução do risco de incêndio, no âmbito do Programa Condomínios de Aldeia, do Fundo Ambiental, cofinanciado pelo Plano de Recuperação e Resiliência e pela União Europeia.

 

PORTALEGRE: Música tradicional no Ciclo Intimista no CAEP


20 FEV. SEX. 21.30H

Ciclo in-ti-mis-ta - O Lado de Dentro de Joana Ricardo e Mariana Ramos Correia

Música Tradicional | PA | 5€ | M/6 anos

“O Lado de Dentro” é um concerto intimista com duas vozes, um violoncelo, um adufe e um bombo. Duas mulheres, que cantam o que gostam, em português. Escolhem o lado mais feminino de cada canção e revêem-se nele. 'Não cantam por bem cantar', cantam pela liberdade de estar em partilha aberta, transparente, onde o choro e o riso, as suas raízes e viagens, os seus sonhos e desencontros, o rio e o mar, a planície e a montanha se oferecem em conjunto. Cantando mostram o seu “Lado de Dentro”, histórias vindas do seu interior, para quem sente e para quem se quer juntar a cantar. Entre a música tradicional, o cancioneiro português e temas originais, “O Lado de Dentro” é ainda um momento de comunhão entre duas amigas de olhar cúmplice.

Um espetáculo de Joana Ricardo e Mariana Ramos Correia

Vozes de Joana Ricardo e Mariana Ramos Correia

Violoncelo e adufe Mariana Ramos Correia

14.2.26

NISA: Tradições Musicais do Concelho


SAIAS DO AI-AI 
Popular – harmónio e voz feminina (Nisa, Alto Alentejo)
Recolha de José Alberto Sardinha (1993) (in CD n.º 5 de "Portugal - Raízes
Musicais", JN/BMG, 1997) em Chão da Velha - Nisa

Se tu fores ao Chão da Velha ai, ai
Se tu fores ao Chão da Velha
Procura na minha porta ai, ai
Procura na minha porta
Eu moro mesmo à entrada ai, ai
Eu moro mesmo à entrada
Onde a rua dá a volta ai, ai
Onde a rua dá a volta
Eu moro mesmo à entrada ai, ai
Onde a rua dá a volta
Se tu fores ao Chão da Velha ai, ai
Procura na minha porta

Amar-te e querer-te bem ai, ai
Tudo isso te eu farei
Mas andar atrás de ti ai, ai
Isso não que é contra a lei
Mas andar atrás de ti ai, ai
Isso não que é contra a lei
Amar-te e querer-te bem ai, ai
Tudo isso te eu farei

Fui ao jardim do teu peito ai, ai
Colher a açucena sentida
Sem pôr o pé foi esmagada ai, ai
Sem falar fui conhecida
Sem pôr o pé foi esmagada ai, ai
Sem falar fui conhecida
Fui ao jardim do teu peito ai, ai
Colher a açucena sentida

Amores escrevo eu e lhe mando ai, ai
Que ele recebe e eu lhe digo
Isto é uma demanda ai, ai
Que eu ando a seguir contigo
Isto é uma demanda ai, ai
Que eu ando a seguir contigo
Amores escrevo eu e lhe mando ai, ai
Que ele recebe e eu lhe digo

Já dizem que vão à lua ai, ai
E que ela que é habitada
Mas não há nenhum chaufer ai, ai
Que saiba daquela estrada
Mas não há nenhum chaufer ai, ai
Que saiba daquela estrada
Já dizem que vão à lua ai, ai
E que ela que é habitada

O Sete-Estrelas vai alto ai, ai
Mais alto vai o luar
Mais alto vai a ventura ai, ai
Que Deus tem para me dar
Mais alto vai a ventura ai, ai
Que Deus tem para me dar
O Sete-Estrelas vai alto ai, ai
Mais alto vai o luar

Nota 1: «Saias do Alto Alentejo, acompanhadas a harmónio, tocado por um nonagenário detentor de excelente técnica. A melodia é graciosa e deve salientar-se a voz da excelente cantadeira e a cantiga retornada que ela adopta, típica do Alentejo e da parte sul da Beira Baixa (repetição da quadra, trocando a ordem das parelhas de versos).

Quanto ao harmónio, lembramos que este é o nome que o nosso povo deu ao instrumento conhecido na Europa por acordeão diatónico. Trata-se do primitivo instrumento que tinha um teclado apenas com uma ordem de botões e que, accionado o fole para fora ou para dentro, fazia uma escala diatónica regular, o qual fez entrada em Portugal nas últimas décadas de Oitocentos.
Começou por ser conhecido entre nós por harmónica de mão, em contraposição à harmónica de boca e, por fim, harmónio, designação que mais se consagrou. O povo português adoptou com rapidez e facilidade o acordeão diatónico, até porque se revelava particularmente apto a tocar as músicas (segunda metade do século XIX) então em voga, que eram, nem mais nem menos, as mesmas que já na Europa central o instrumento, desde os seus primórdios, havia divulgado
pelas várias camadas sociais, da burguesia ao povo: as valsas, as marchas, as polcas e as mazurcas. O declínio das outras danças então populares em Portugal (sobretudo da contradança e do fandango) a favor destas que, por essa altura, se haviam também já popularizado, veio, assim, a acentuar-se
com a introdução do acordeão diatónico, ou harmónio. E posto isto, não podemos deixar de relacionar a abundância daquele tipo de modas bailadas nestas províncias (Estremadura, Ribatejo e Alentejo, embora mais no Alto que no Baixo) e a sobrevivência até aos nossos dias do harmónio e da concertina (instrumento ainda diatónico, mas já de duas e três ordens, ou 'carreiras'
de botões).»

(José Alberto Sardinha, in *Guia de audição*)
Nota 2: Sete-Estrelas ou Sete-Estrelo: designação popular da constelação das Plêiades, próxima da constelação do Touro.

SAI

NISA: Conheça os poetas do concelho (LXVI) - Maria Dinis Pereira

 


O RELÓGIO PARADO

O relógio da minha terra

De velho, não quer andar

Não pagam ao relojoeiro

Ele não o quer arranjar.


Já não sei às quantas ando

Trago a cabeça à roda

Estou como o relógio da torre

Já se lhe partiu a corda.

 

Trago a cabeça à roda

E o sentido desvairado

Estou como o relógio da torre

Está velhinho e cansado.

 

Se o viver do passado

Fossem os momentos de agora

Não fossem os relógios de pulso

Andávamos todos à nora.

 

Minha terra que tristeza

Tudo te vão tirando

O relógio não dá horas

Já nem sei às quantas ando…

 * Maria Dinis Pereira

 

 

 

13.2.26

OPINIÃO: A lição do Rodrigo, o menino herói


O Rodrigo é um menino de nove anos. Nove! É um dos protagonistas de uma história que nos obriga a parar. Uma história com final feliz e a prova de que a educação, em casa, na escola e na comunidade, não serve apenas para formar profissionais. É decisiva também para dotar os cidadãos de qualquer idade de ferramentas de sobrevivência. Não se trata de lugares-comuns. O Rodrigo deu-nos uma lição.

O aluno do 4.° ano da Escola E.B. João Roiz, em Castelo Branco, vive em Malpica do Tejo, a 18 quilómetros de Castelo Branco, e viajava de carro com a mãe, acompanhado pelos dois irmãos gémeos, de seis anos, quando a progenitora se sentiu mal e desmaiou ao volante. Com um telefonema para o 112 salvou a vida da mãe. A chamada não foi apenas uma demonstração de coragem. Foi, sobretudo, um ato de maturidade extraordinária. O menino reconheceu a emergência, percebeu a importância de pedir ajuda, sabia o número certo para onde deveria ligar, respondeu com exatidão às perguntas e ainda manteve a calma para não assustar os dois irmãos.

Mas há outra pessoa incrível nesta história que aconteceu a 5 de dezembro de 2025 e que foi divulgada na terça-feira passada, no âmbito do Dia Europeu do 112. A interação do operador do INEM com a criança revela um profissionalismo excecional. E num tempo em que se acumulam relatos de insuficiências no socorro, o caso "ilustra de forma clara o papel fundamental do 112 como porta de entrada no sistema de emergência", como refere a própria instituição. João Dias, natural de Viana do Castelo, soube fazer as perguntas certas, no tom certo, ao ritmo certo, num momento crítico de extrema tensão.

Parabéns ao João e ao INEM. Parabéns ao Rodrigo. Parabéns aos pais dos três meninos. Parabéns à escola e aos seus profissionais. Todos provaram que o principal objetivo da educação é preparar as pessoas para a vida.

Manuel Molinos – Jornal de Notícias - 13 de fevereiro, 2026

CASTELO DE VIDE: 𝐕𝐢𝐝𝐚𝐬 𝐜𝐨𝐦 𝐀𝐫𝐭𝐞 - 𝐑𝐞𝐟𝐥𝐞𝐱𝐨̃𝐞𝐬 𝐬𝐨𝐛𝐫𝐞 𝐨𝐬 𝐈𝐦𝐩𝐚𝐜𝐭𝐨𝐬 𝐏𝐬𝐢𝐜𝐨𝐬𝐬𝐨𝐜𝐢𝐚𝐢𝐬


A Biblioteca Municipal Laranjo Coelho recebe no próximo dia 𝟮𝟯 𝗱𝗲 𝗳𝗲𝘃𝗲𝗿𝗲𝗶𝗿𝗼, segunda-feira, pelas 𝟏𝟒𝐡𝟑𝟎, uma sessão sobre conversas inspiradoras e sobre percursos de vida com a participação da empresária Silvina Candeias.

Ligada ao mundo do espetáculo, Silvina Candeias vai contar como a música e a dança são ferramentas essenciais para ultrapassar desafios e transformar experiências em arte.

A organização deste 𝗩𝗶𝗱𝗮𝘀 𝗰𝗼𝗺 𝗔𝗿𝘁𝗲 está a cargo dos Projetos CLDS-5G e Radar Social e conta com a colaboração da Biblioteca Municipal e da Academia Sénior.

Eixo 3 – Promoção da autonomia, envelhecimento ativo e longevidade.

Atividade 5 – Fórum “Pessoas Maiores” . 

ℹ 𝑨 𝒆𝒏𝒕𝒓𝒂𝒅𝒂 𝒆́ 𝒈𝒓𝒂𝒕𝒖𝒊𝒕𝒂.

ÉVORA: As paisagens mudam de lugar - obras da coleção da Fundação PLMJ


EXPOSIÇÃO COLETIVA

Curadoria de João Silvério

De terça-feira a domingo, 10h00-13h00 / 14h00-18h00 | Entrada livre

Inauguração a 28 de fevereiro | 16h00

Artistas representados na exposição: Alice Geirinhas, Ana Cardoso, Ana Pérez-Quiroga, António Júlio Duarte, Catarina Leitão, Cristina Ataíde, Daniel V. Melim, Délio Jasse, Fernanda Fragateiro, Francisco Vidal, Horácio Frutuoso, Jéssica Gaspar, João Cutileiro, João Fonte Santa, João Grama, João Pedro Vale + Nuno Alexandre Ferreira, João Queiroz, José Chambel, José Pedro Croft, Juliana Matsumura, Maja Escher, Manuel Botelho, Margarida Lagarto, Mariana Gomes, Miguel Ângelo Rocha, Moira Forjaz, Mónica de Miranda, Nuno Nunes Ferreira, Pedro Calapez, Pedro Valdez Cardoso, Pedro Vaz, Ramiro Guerreiro, René Tavares, Rosana Ricalde, Rui Soares Costa, Susana Gaudêncio, Susana Mendes Silva, Tito Mouraz, Vasco Araújo, Virgínia Fróis, Vítor Ribeiro.

 A Fundação Eugénio de Almeida apresenta, no Centro de Arte e Cultura, a exposição “as paisagens mudam de lugar - obras da coleção da Fundação PLMJ”, que reúne mais de meia centena de obras de 40 artistas de diversos países de língua portuguesa, integrando diferentes gerações e expressões artísticas.

Este projeto, cujo título João Silvério tomou de empréstimo ao poeta eborense Manuel Gusmão, «assenta numa visão do território como um corpo visual e social em permanente mudança, de certa forma como uma ideia poética de paisagem a partir da coleção de arte enquanto cenário de fundo e, ao mesmo tempo, agente transformador do universo cultural do projeto da Fundação PLMJ, neste momento com uma ligação ao território diversificado que é o Alentejo, mais especificamente a Évora. A ideia (e a reflexão) sobre a paisagem cultural associada a uma coleção de arte é atualmente mais presente como modelo da diversidade e da transformação do mundo em devir, em mudança.» E acrescenta o curador: «A exposição constitui-se como uma paisagem prospetiva que, seguindo a arquitetura do espaço, propõe diversas leituras sobre a ideia de mudança, que não se resume a diferentes técnicas e meios artísticos, assumindo com singular pertinência temáticas sobre núcleos e obras da coleção que expressam uma ideia de diferença, do feminino à justiça e à política, por exemplo.»

Para a Fundação Eugénio de Almeida, este projeto expositivo realizado em colaboração com a Fundação PLMJ reflete a relevância das parcerias estabelecidas com instituições de referência, resultando numa programação mais inclusiva, plural e abrangente, que garante a todos a oportunidade de fruir a arte atual e de participar ativamente nos debates e inquietações que ela desperta na sociedade moderna.

A Coleção da Fundação PLMJ é um acervo empresarial que reflete a pluralidade da criação contemporânea. A exposição “as paisagens mudam de lugar” evidencia o seu relevante núcleo de fotografia, incluindo também o vídeo, focando-se ainda na escultura, através da qual explora as relações que se estabelecem nos espaços interiores e exteriores do Centro de Arte e Cultura com o lugar e a paisagem. O roteiro artístico integra igualmente o desenho e a pintura, culminando numa performance de Mariana Gomes. Esta intervenção, a decorrer na fase final da mostra, ligará as artes performativas à gastronomia regional e à comunidade local.

João Silvério

Curador da Coleção de Arte Contemporânea da Fundação PLMJ, João Silvério é Mestre em Estudos Curatoriais pela Faculdade Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Foi curador da coleção de arte contemporânea da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, entre 1998 e 2019, tendo iniciado a sua atividade como curador em projetos independentes em 2003. Em 2007, criou o projeto independente EMPTY CUBE, que tem divulgado trabalhos de artistas, designers e arquitetos. Escreve regularmente sobre projetos artísticos em catálogos, publicações e websites.

Fundação PLMJ

A Fundação PLMJ nasceu em 2001, começando como um gesto simbólico que rapidamente se tornou num projeto duradouro de mecenato e compromisso com a cultura. É hoje uma referência nacional e internacional no panorama das coleções corporativas e também uma das mais representativas de artistas de língua portuguesa. A coleção reúne mais de 1.400 obras de mais de 500 artistas, abrangendo pintura, fotografia, escultura, instalação e vídeo. Desde o início, a Fundação manteve uma aposta firme no apoio a artistas emergentes, promovendo o talento, a diversidade e o diálogo cultural no espaço lusófono. A missão da Fundação é clara: apoiar e divulgar a criação artística contemporânea, contribuindo para o desenvolvimento da comunidade através da arte. Mantendo as artes plásticas como eixo estruturante, a Fundação PLMJ tem vindo a alargar o seu âmbito de atuação a outras áreas da cultura, criando espaços de reflexão, colaboração e partilha. A celebrar 25 anos, a Fundação PLMJ reafirma o seu compromisso com a promoção da cultura e da arte moderna e contemporânea da lusofonia — com o mesmo espírito pioneiro e aberto com que começou.

CASTELO DE VIDE: 𝐂𝐚𝐫𝐧𝐚𝐯𝐚𝐥 𝐓𝐫𝐚𝐩𝐚𝐥𝐡𝐚̃𝐨 𝟐𝟎𝟐𝟔


O ditado popular diz que "A vida são dois dias e o Carnaval são três", mas em Castelo de Vide, o Carnaval Trapalhão dura cinco dias!

E vem já aí o primeiro... sexta-feira, 13!

🎭 𝗩𝗶𝘀𝘁𝗮-𝘀𝗲 𝗮 𝗿𝗶𝗴𝗼𝗿 𝗲 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗲 𝗻𝗼 𝗲𝘀𝗽𝗶́𝗿𝗶𝘁𝗼 𝗳𝗼𝗹𝗶𝗮̃𝗼 🎭

𝗖𝗮𝘀𝘁𝗲𝗹𝗼 𝗱𝗲 𝗩𝗶𝗱𝗲, 𝘂𝗺 𝗟𝘂𝗴𝗮𝗿 𝗻𝗮 𝗠𝗲𝗺𝗼́𝗿𝗶𝗮!

ARRONCHES: Concerto "Um Piano, Quatro Mãos" inaugura Festival Terras Sem Sombra

 


O concelho de Arronches inaugura a nova temporada do Festival Terras sem Sombra com o concerto «Um Piano, Quatro Mãos», protagonizado pelo Zarębski Piano Duo, ensemble fundado em Cracóvia pelos pianistas Grzegorz Mania e Piotr Różański. Formados na tradição académica polaca, os intérpretes dedicam-se sobretudo ao repertório para piano a quatro mãos, conciliando o grande cânone europeu com obras menos frequentadas, sempre com uma abordagem que alia rigor interpretativo, virtuosismo técnico e contextualização histórica das peças apresentadas.

Com actividade regular na Polónia, na Europa, no Médio Oriente e nos Estados Unidos, o duo afirma-se pela clareza formal, equilíbrio tímbrico e qualidade do diálogo musical que constrói em palco.

O programa centra-se na criação feminina europeia dos séculos XX e XXI, explorando o piano a quatro mãos como espaço de encontro e partilha sonora. Do minimalismo subtil de Anna Rocławska-Musiałczyk à energia pulsional de Hanna Kulenty, passando pelas referências à dança e à reinvenção de tradições populares em Anna Ignatowicz-Glińska e Joanna Bruzdowicz, o percurso musical revela uma notável diversidade estética. A presença de Constança Capdeville estabelece um diálogo com a herança histórica portuguesa, ampliado ainda pelas obras de Nataliya Unru e Marta Mołodyńska-Wheeler, que expandem o espectro expressivo do programa.

Um concerto que cruza tradição, modernidade e identidade cultural, celebrando a riqueza do repertório para piano a quatro mãos num dos espaços patrimoniais mais emblemáticos de Arronches.

12.2.26

ENSINO: Alarmismo não resolve: qual é o verdadeiro ataque à carreira docente?

 

O futuro da carreira docente tem sido tema de discursos alarmistas: os professores estariam prestes a deixar a Administração Pública. Não é assim. Insistir nesse discurso não contribui para enfrentar os verdadeiros ataques hoje feitos aos professores e à escola.

Desde o final da década de oitenta do século passado, que a carreira beneficia de um estatuto próprio, enquanto corpo especial, regulada pelo Estatuto da Carreira Docente. Esse enquadramento, conquistado pela luta dos professores, reconheceu a especificidade da profissão e garante regras próprias em matérias centrais: regimes específicos de concursos, progressão na carreira, avaliação, horários, aposentação, entre outros. Anos mais tarde, passou a incluir também o estatuto remuneratório.

Em 1989, com a criação dos chamados corpos especiais do Estado, os professores passaram a dispor de um regime próprio, à semelhança de outras profissões da função pública. Esse estatuto permitiu, ao longo dos anos, preservar direitos e resistir a sucessivas tentativas de uniformização. Mas também desde cedo este estatuto especial foi alvo de ataques por parte de diferentes governos.

Um momento decisivo ocorreu em 2008, durante o governo de José Sócrates, com Maria de Lurdes Rodrigues no Ministério da Educação. A chamada reforma dos vínculos, carreiras e remunerações abriu caminho à extinção de muitas destas carreiras e à integração de muitas delas no regime geral da Administração Pública, como por exemplo, os enfermeiros. Embora a carreira docente tenha resistido formalmente, ficou claro que o objetivo era, a prazo, diluir a sua especificidade.

Desde então, as tentativas de descaracterização não cessaram. Repetiram-se com diferentes ministros, sob diferentes pretextos, recorrendo a mecanismos cada vez mais discretos.

Estatuto da Carreira do Docente, o alvo de sempre

Hoje, esse caminho reaparece através da introdução do Referencial de Competências para a Administração Pública (ReCAP) no processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente. O ReCAP não é um instrumento neutro. Foi concebido para enquadrar trabalhadores num modelo de gestão padronizado, hierarquizado e orientado por critérios administrativos. A sua aplicação aos docentes significa abrir a porta à generalização da avaliação burocrática, ao reforço do poder das direções e à aproximação progressiva ao regime geral.

Se este processo se consolidar, as consequências serão profundas e gravosas para todos os docentes. Os concursos nacionais ficam fragilizados. A contratação torna-se mais dependente das direções. A avaliação transforma-se num instrumento de controlo. A progressão na carreira fica cada vez mais condicionada. O Estatuto da Carreira Docente pode ser esvaziado, reduzido a um enunciado formal sem capacidade efetiva de proteção dos direitos profissionais.

Não estamos, portanto, perante qualquer saída da Administração Pública. Estamos perante algo mais subtil, embora também perigoso: um processo gradual de erosão da carreira, de perda de autonomia profissional e de submissão da escola pública a lógicas de gestão próximas do modelo empresarial.

O alarmismo não ajuda a travar este caminho. Pelo contrário, semeia confusão e fragiliza a mobilização: quando os cenários traçados não se confirmam, fica mais fácil o discurso de quem desvaloriza as preocupações dos professores. O que é necessário é clareza e rigor, organização coletiva e luta.

A defesa da Escola Pública faz-se com professores valorizados, com estabilidade profissional e com identidade própria. Faz-se recusando modelos que promovem a competição em vez da cooperação, o controlo em vez da confiança, a precariedade em vez da estabilidade e dignidade.

Num contexto de rápido aumento da média etária dos professores, de crescente falta de docentes e de degradação das condições de trabalho, persistir na descaracterização da carreira é um erro político grave. Defender o Estatuto da Carreira Docente não é corporativismo: é defender o direito de todos a uma educação pública de qualidade, democrática e comprometida com os valores de Abril.

* Cátia Domingues – esquerda.net - 05 de fevereiro 2026

Professora, vice-presidente do SPGL


Loulé Criativo apresenta exposição inspirada em Nisa


 Loulé Criativo apresenta «Rosa Cravo», exposição que cruza artesanato tradicional de Nisa com design contemporâneo.

O Loulé Criativo apresenta a exposição «Rosa Cravo – Mãos, Cabeça, Coração», com curadoria de Kitty Oliveira, patente entre 21 de fevereiro e 28 de março, no Palácio Gama Lobo.

A inauguração está marcada para dia 20 de fevereiro, às 18h00.

O projeto nasceu com o objetivo de celebrar artesãos, inspirar designers e valorizar saberes tradicionais, estando enraizado em Nisa e no seu património cultural, expresso na olaria pedrada, nos bordados de aplicação em feltro de lã e nos bordados a linha.

Assente num trabalho de investigação e documentação histórica, «Rosa Cravo» procurou registar e promover o saber-fazer do artesanato nisense.

O projeto integra também design de produto nas áreas da moda, acessórios e cerâmica, dando origem a coleções contemporâneas desenvolvidas através de colaborações entre artesãos e designers.

Ao longo de cerca de um ano e meio, a iniciativa incluiu residências artísticas em Nisa, a apresentação de coleções assinadas pelas duplas criativas e a edição de três cadernos dedicados às artes tradicionais e ao processo de criação.

A exposição agora apresentada no Loulé Criativo reúne três coleções inéditas, resultantes do diálogo entre artesãos de Nisa e designers convidados, estabelecendo pontes entre tradição e contemporaneidade.

No âmbito da mostra realiza-se ainda o workshop «Rosa Cravo – Introdução à Olaria Pedrada de Nisa», nos dias 14 e 15 de março, orientado por Cristiano Christillin, Ilda Marques e Kitty Oliveira.

Com a duração total de 10 horas, a iniciativa inclui modelação e introdução às técnicas de empedrar e risco.

A participação tem o custo de 80 euros e o limite de 10 participantes. As inscrições devem ser efetuadas através de e-mail (loulecriativo@cm-loule.pt).

A iniciativa conta com o apoio da DGARTES, da CCDR Alentejo e da Freguesia de Nisa.

In barlavento.pt – 12.2.2026