14.2.26

NISA: Conheça os poetas do concelho (LXVI) - Maria Dinis Pereira

 


O RELÓGIO PARADO

O relógio da minha terra

De velho, não quer andar

Não pagam ao relojoeiro

Ele não o quer arranjar.


Já não sei às quantas ando

Trago a cabeça à roda

Estou como o relógio da torre

Já se lhe partiu a corda.

 

Trago a cabeça à roda

E o sentido desvairado

Estou como o relógio da torre

Está velhinho e cansado.

 

Se o viver do passado

Fossem os momentos de agora

Não fossem os relógios de pulso

Andávamos todos à nora.

 

Minha terra que tristeza

Tudo te vão tirando

O relógio não dá horas

Já nem sei às quantas ando…

 * Maria Dinis Pereira

 

 

 

13.2.26

OPINIÃO: A lição do Rodrigo, o menino herói


O Rodrigo é um menino de nove anos. Nove! É um dos protagonistas de uma história que nos obriga a parar. Uma história com final feliz e a prova de que a educação, em casa, na escola e na comunidade, não serve apenas para formar profissionais. É decisiva também para dotar os cidadãos de qualquer idade de ferramentas de sobrevivência. Não se trata de lugares-comuns. O Rodrigo deu-nos uma lição.

O aluno do 4.° ano da Escola E.B. João Roiz, em Castelo Branco, vive em Malpica do Tejo, a 18 quilómetros de Castelo Branco, e viajava de carro com a mãe, acompanhado pelos dois irmãos gémeos, de seis anos, quando a progenitora se sentiu mal e desmaiou ao volante. Com um telefonema para o 112 salvou a vida da mãe. A chamada não foi apenas uma demonstração de coragem. Foi, sobretudo, um ato de maturidade extraordinária. O menino reconheceu a emergência, percebeu a importância de pedir ajuda, sabia o número certo para onde deveria ligar, respondeu com exatidão às perguntas e ainda manteve a calma para não assustar os dois irmãos.

Mas há outra pessoa incrível nesta história que aconteceu a 5 de dezembro de 2025 e que foi divulgada na terça-feira passada, no âmbito do Dia Europeu do 112. A interação do operador do INEM com a criança revela um profissionalismo excecional. E num tempo em que se acumulam relatos de insuficiências no socorro, o caso "ilustra de forma clara o papel fundamental do 112 como porta de entrada no sistema de emergência", como refere a própria instituição. João Dias, natural de Viana do Castelo, soube fazer as perguntas certas, no tom certo, ao ritmo certo, num momento crítico de extrema tensão.

Parabéns ao João e ao INEM. Parabéns ao Rodrigo. Parabéns aos pais dos três meninos. Parabéns à escola e aos seus profissionais. Todos provaram que o principal objetivo da educação é preparar as pessoas para a vida.

Manuel Molinos – Jornal de Notícias - 13 de fevereiro, 2026

CASTELO DE VIDE: 𝐕𝐢𝐝𝐚𝐬 𝐜𝐨𝐦 𝐀𝐫𝐭𝐞 - 𝐑𝐞𝐟𝐥𝐞𝐱𝐨̃𝐞𝐬 𝐬𝐨𝐛𝐫𝐞 𝐨𝐬 𝐈𝐦𝐩𝐚𝐜𝐭𝐨𝐬 𝐏𝐬𝐢𝐜𝐨𝐬𝐬𝐨𝐜𝐢𝐚𝐢𝐬


A Biblioteca Municipal Laranjo Coelho recebe no próximo dia 𝟮𝟯 𝗱𝗲 𝗳𝗲𝘃𝗲𝗿𝗲𝗶𝗿𝗼, segunda-feira, pelas 𝟏𝟒𝐡𝟑𝟎, uma sessão sobre conversas inspiradoras e sobre percursos de vida com a participação da empresária Silvina Candeias.

Ligada ao mundo do espetáculo, Silvina Candeias vai contar como a música e a dança são ferramentas essenciais para ultrapassar desafios e transformar experiências em arte.

A organização deste 𝗩𝗶𝗱𝗮𝘀 𝗰𝗼𝗺 𝗔𝗿𝘁𝗲 está a cargo dos Projetos CLDS-5G e Radar Social e conta com a colaboração da Biblioteca Municipal e da Academia Sénior.

Eixo 3 – Promoção da autonomia, envelhecimento ativo e longevidade.

Atividade 5 – Fórum “Pessoas Maiores” . 

ℹ 𝑨 𝒆𝒏𝒕𝒓𝒂𝒅𝒂 𝒆́ 𝒈𝒓𝒂𝒕𝒖𝒊𝒕𝒂.

ÉVORA: As paisagens mudam de lugar - obras da coleção da Fundação PLMJ


EXPOSIÇÃO COLETIVA

Curadoria de João Silvério

De terça-feira a domingo, 10h00-13h00 / 14h00-18h00 | Entrada livre

Inauguração a 28 de fevereiro | 16h00

Artistas representados na exposição: Alice Geirinhas, Ana Cardoso, Ana Pérez-Quiroga, António Júlio Duarte, Catarina Leitão, Cristina Ataíde, Daniel V. Melim, Délio Jasse, Fernanda Fragateiro, Francisco Vidal, Horácio Frutuoso, Jéssica Gaspar, João Cutileiro, João Fonte Santa, João Grama, João Pedro Vale + Nuno Alexandre Ferreira, João Queiroz, José Chambel, José Pedro Croft, Juliana Matsumura, Maja Escher, Manuel Botelho, Margarida Lagarto, Mariana Gomes, Miguel Ângelo Rocha, Moira Forjaz, Mónica de Miranda, Nuno Nunes Ferreira, Pedro Calapez, Pedro Valdez Cardoso, Pedro Vaz, Ramiro Guerreiro, René Tavares, Rosana Ricalde, Rui Soares Costa, Susana Gaudêncio, Susana Mendes Silva, Tito Mouraz, Vasco Araújo, Virgínia Fróis, Vítor Ribeiro.

 A Fundação Eugénio de Almeida apresenta, no Centro de Arte e Cultura, a exposição “as paisagens mudam de lugar - obras da coleção da Fundação PLMJ”, que reúne mais de meia centena de obras de 40 artistas de diversos países de língua portuguesa, integrando diferentes gerações e expressões artísticas.

Este projeto, cujo título João Silvério tomou de empréstimo ao poeta eborense Manuel Gusmão, «assenta numa visão do território como um corpo visual e social em permanente mudança, de certa forma como uma ideia poética de paisagem a partir da coleção de arte enquanto cenário de fundo e, ao mesmo tempo, agente transformador do universo cultural do projeto da Fundação PLMJ, neste momento com uma ligação ao território diversificado que é o Alentejo, mais especificamente a Évora. A ideia (e a reflexão) sobre a paisagem cultural associada a uma coleção de arte é atualmente mais presente como modelo da diversidade e da transformação do mundo em devir, em mudança.» E acrescenta o curador: «A exposição constitui-se como uma paisagem prospetiva que, seguindo a arquitetura do espaço, propõe diversas leituras sobre a ideia de mudança, que não se resume a diferentes técnicas e meios artísticos, assumindo com singular pertinência temáticas sobre núcleos e obras da coleção que expressam uma ideia de diferença, do feminino à justiça e à política, por exemplo.»

Para a Fundação Eugénio de Almeida, este projeto expositivo realizado em colaboração com a Fundação PLMJ reflete a relevância das parcerias estabelecidas com instituições de referência, resultando numa programação mais inclusiva, plural e abrangente, que garante a todos a oportunidade de fruir a arte atual e de participar ativamente nos debates e inquietações que ela desperta na sociedade moderna.

A Coleção da Fundação PLMJ é um acervo empresarial que reflete a pluralidade da criação contemporânea. A exposição “as paisagens mudam de lugar” evidencia o seu relevante núcleo de fotografia, incluindo também o vídeo, focando-se ainda na escultura, através da qual explora as relações que se estabelecem nos espaços interiores e exteriores do Centro de Arte e Cultura com o lugar e a paisagem. O roteiro artístico integra igualmente o desenho e a pintura, culminando numa performance de Mariana Gomes. Esta intervenção, a decorrer na fase final da mostra, ligará as artes performativas à gastronomia regional e à comunidade local.

João Silvério

Curador da Coleção de Arte Contemporânea da Fundação PLMJ, João Silvério é Mestre em Estudos Curatoriais pela Faculdade Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Foi curador da coleção de arte contemporânea da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, entre 1998 e 2019, tendo iniciado a sua atividade como curador em projetos independentes em 2003. Em 2007, criou o projeto independente EMPTY CUBE, que tem divulgado trabalhos de artistas, designers e arquitetos. Escreve regularmente sobre projetos artísticos em catálogos, publicações e websites.

Fundação PLMJ

A Fundação PLMJ nasceu em 2001, começando como um gesto simbólico que rapidamente se tornou num projeto duradouro de mecenato e compromisso com a cultura. É hoje uma referência nacional e internacional no panorama das coleções corporativas e também uma das mais representativas de artistas de língua portuguesa. A coleção reúne mais de 1.400 obras de mais de 500 artistas, abrangendo pintura, fotografia, escultura, instalação e vídeo. Desde o início, a Fundação manteve uma aposta firme no apoio a artistas emergentes, promovendo o talento, a diversidade e o diálogo cultural no espaço lusófono. A missão da Fundação é clara: apoiar e divulgar a criação artística contemporânea, contribuindo para o desenvolvimento da comunidade através da arte. Mantendo as artes plásticas como eixo estruturante, a Fundação PLMJ tem vindo a alargar o seu âmbito de atuação a outras áreas da cultura, criando espaços de reflexão, colaboração e partilha. A celebrar 25 anos, a Fundação PLMJ reafirma o seu compromisso com a promoção da cultura e da arte moderna e contemporânea da lusofonia — com o mesmo espírito pioneiro e aberto com que começou.

CASTELO DE VIDE: 𝐂𝐚𝐫𝐧𝐚𝐯𝐚𝐥 𝐓𝐫𝐚𝐩𝐚𝐥𝐡𝐚̃𝐨 𝟐𝟎𝟐𝟔


O ditado popular diz que "A vida são dois dias e o Carnaval são três", mas em Castelo de Vide, o Carnaval Trapalhão dura cinco dias!

E vem já aí o primeiro... sexta-feira, 13!

🎭 𝗩𝗶𝘀𝘁𝗮-𝘀𝗲 𝗮 𝗿𝗶𝗴𝗼𝗿 𝗲 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗲 𝗻𝗼 𝗲𝘀𝗽𝗶́𝗿𝗶𝘁𝗼 𝗳𝗼𝗹𝗶𝗮̃𝗼 🎭

𝗖𝗮𝘀𝘁𝗲𝗹𝗼 𝗱𝗲 𝗩𝗶𝗱𝗲, 𝘂𝗺 𝗟𝘂𝗴𝗮𝗿 𝗻𝗮 𝗠𝗲𝗺𝗼́𝗿𝗶𝗮!

ARRONCHES: Concerto "Um Piano, Quatro Mãos" inaugura Festival Terras Sem Sombra

 


O concelho de Arronches inaugura a nova temporada do Festival Terras sem Sombra com o concerto «Um Piano, Quatro Mãos», protagonizado pelo Zarębski Piano Duo, ensemble fundado em Cracóvia pelos pianistas Grzegorz Mania e Piotr Różański. Formados na tradição académica polaca, os intérpretes dedicam-se sobretudo ao repertório para piano a quatro mãos, conciliando o grande cânone europeu com obras menos frequentadas, sempre com uma abordagem que alia rigor interpretativo, virtuosismo técnico e contextualização histórica das peças apresentadas.

Com actividade regular na Polónia, na Europa, no Médio Oriente e nos Estados Unidos, o duo afirma-se pela clareza formal, equilíbrio tímbrico e qualidade do diálogo musical que constrói em palco.

O programa centra-se na criação feminina europeia dos séculos XX e XXI, explorando o piano a quatro mãos como espaço de encontro e partilha sonora. Do minimalismo subtil de Anna Rocławska-Musiałczyk à energia pulsional de Hanna Kulenty, passando pelas referências à dança e à reinvenção de tradições populares em Anna Ignatowicz-Glińska e Joanna Bruzdowicz, o percurso musical revela uma notável diversidade estética. A presença de Constança Capdeville estabelece um diálogo com a herança histórica portuguesa, ampliado ainda pelas obras de Nataliya Unru e Marta Mołodyńska-Wheeler, que expandem o espectro expressivo do programa.

Um concerto que cruza tradição, modernidade e identidade cultural, celebrando a riqueza do repertório para piano a quatro mãos num dos espaços patrimoniais mais emblemáticos de Arronches.

12.2.26

ENSINO: Alarmismo não resolve: qual é o verdadeiro ataque à carreira docente?

 

O futuro da carreira docente tem sido tema de discursos alarmistas: os professores estariam prestes a deixar a Administração Pública. Não é assim. Insistir nesse discurso não contribui para enfrentar os verdadeiros ataques hoje feitos aos professores e à escola.

Desde o final da década de oitenta do século passado, que a carreira beneficia de um estatuto próprio, enquanto corpo especial, regulada pelo Estatuto da Carreira Docente. Esse enquadramento, conquistado pela luta dos professores, reconheceu a especificidade da profissão e garante regras próprias em matérias centrais: regimes específicos de concursos, progressão na carreira, avaliação, horários, aposentação, entre outros. Anos mais tarde, passou a incluir também o estatuto remuneratório.

Em 1989, com a criação dos chamados corpos especiais do Estado, os professores passaram a dispor de um regime próprio, à semelhança de outras profissões da função pública. Esse estatuto permitiu, ao longo dos anos, preservar direitos e resistir a sucessivas tentativas de uniformização. Mas também desde cedo este estatuto especial foi alvo de ataques por parte de diferentes governos.

Um momento decisivo ocorreu em 2008, durante o governo de José Sócrates, com Maria de Lurdes Rodrigues no Ministério da Educação. A chamada reforma dos vínculos, carreiras e remunerações abriu caminho à extinção de muitas destas carreiras e à integração de muitas delas no regime geral da Administração Pública, como por exemplo, os enfermeiros. Embora a carreira docente tenha resistido formalmente, ficou claro que o objetivo era, a prazo, diluir a sua especificidade.

Desde então, as tentativas de descaracterização não cessaram. Repetiram-se com diferentes ministros, sob diferentes pretextos, recorrendo a mecanismos cada vez mais discretos.

Estatuto da Carreira do Docente, o alvo de sempre

Hoje, esse caminho reaparece através da introdução do Referencial de Competências para a Administração Pública (ReCAP) no processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente. O ReCAP não é um instrumento neutro. Foi concebido para enquadrar trabalhadores num modelo de gestão padronizado, hierarquizado e orientado por critérios administrativos. A sua aplicação aos docentes significa abrir a porta à generalização da avaliação burocrática, ao reforço do poder das direções e à aproximação progressiva ao regime geral.

Se este processo se consolidar, as consequências serão profundas e gravosas para todos os docentes. Os concursos nacionais ficam fragilizados. A contratação torna-se mais dependente das direções. A avaliação transforma-se num instrumento de controlo. A progressão na carreira fica cada vez mais condicionada. O Estatuto da Carreira Docente pode ser esvaziado, reduzido a um enunciado formal sem capacidade efetiva de proteção dos direitos profissionais.

Não estamos, portanto, perante qualquer saída da Administração Pública. Estamos perante algo mais subtil, embora também perigoso: um processo gradual de erosão da carreira, de perda de autonomia profissional e de submissão da escola pública a lógicas de gestão próximas do modelo empresarial.

O alarmismo não ajuda a travar este caminho. Pelo contrário, semeia confusão e fragiliza a mobilização: quando os cenários traçados não se confirmam, fica mais fácil o discurso de quem desvaloriza as preocupações dos professores. O que é necessário é clareza e rigor, organização coletiva e luta.

A defesa da Escola Pública faz-se com professores valorizados, com estabilidade profissional e com identidade própria. Faz-se recusando modelos que promovem a competição em vez da cooperação, o controlo em vez da confiança, a precariedade em vez da estabilidade e dignidade.

Num contexto de rápido aumento da média etária dos professores, de crescente falta de docentes e de degradação das condições de trabalho, persistir na descaracterização da carreira é um erro político grave. Defender o Estatuto da Carreira Docente não é corporativismo: é defender o direito de todos a uma educação pública de qualidade, democrática e comprometida com os valores de Abril.

* Cátia Domingues – esquerda.net - 05 de fevereiro 2026

Professora, vice-presidente do SPGL


Loulé Criativo apresenta exposição inspirada em Nisa


 Loulé Criativo apresenta «Rosa Cravo», exposição que cruza artesanato tradicional de Nisa com design contemporâneo.

O Loulé Criativo apresenta a exposição «Rosa Cravo – Mãos, Cabeça, Coração», com curadoria de Kitty Oliveira, patente entre 21 de fevereiro e 28 de março, no Palácio Gama Lobo.

A inauguração está marcada para dia 20 de fevereiro, às 18h00.

O projeto nasceu com o objetivo de celebrar artesãos, inspirar designers e valorizar saberes tradicionais, estando enraizado em Nisa e no seu património cultural, expresso na olaria pedrada, nos bordados de aplicação em feltro de lã e nos bordados a linha.

Assente num trabalho de investigação e documentação histórica, «Rosa Cravo» procurou registar e promover o saber-fazer do artesanato nisense.

O projeto integra também design de produto nas áreas da moda, acessórios e cerâmica, dando origem a coleções contemporâneas desenvolvidas através de colaborações entre artesãos e designers.

Ao longo de cerca de um ano e meio, a iniciativa incluiu residências artísticas em Nisa, a apresentação de coleções assinadas pelas duplas criativas e a edição de três cadernos dedicados às artes tradicionais e ao processo de criação.

A exposição agora apresentada no Loulé Criativo reúne três coleções inéditas, resultantes do diálogo entre artesãos de Nisa e designers convidados, estabelecendo pontes entre tradição e contemporaneidade.

No âmbito da mostra realiza-se ainda o workshop «Rosa Cravo – Introdução à Olaria Pedrada de Nisa», nos dias 14 e 15 de março, orientado por Cristiano Christillin, Ilda Marques e Kitty Oliveira.

Com a duração total de 10 horas, a iniciativa inclui modelação e introdução às técnicas de empedrar e risco.

A participação tem o custo de 80 euros e o limite de 10 participantes. As inscrições devem ser efetuadas através de e-mail (loulecriativo@cm-loule.pt).

A iniciativa conta com o apoio da DGARTES, da CCDR Alentejo e da Freguesia de Nisa.

In barlavento.pt – 12.2.2026

Carnaval de Sines sai à rua com milhares de foliões para celebrar centenário


Os desfiles do Carnaval de Sines, que assinala este ano o seu centenário, saem à rua, entre domingo e terça-feira, dias 15 a 17 de Fevereiro, com fogo de artifício no corso noturno e milhares de foliões que esperam boas condições meteorológicas.

«O Carnaval vai mesmo sair para a rua. Felizmente, o São Pedro parece querer ajudar, apesar de termos concelhos vizinhos em situação de calamidade [devido ao mau tempo], com os quais somos solidários» através da «recolha de bens», disse à agência Lusa Rui Encarnação, presidente da Associação de Carnaval de Sines.

Segundo este dirigente, «é essa esperança e alegria» que festas como o Carnaval «trazem para as populações, tanto locais, como nacionais».

Além dos habituais desfiles, entre domingo e terça-feira, este ano, a organização decidiu celebrar os 100 anos desta festa com o lançamento de fogo de artifício, na segunda-feira, «durante o corso noturno».

«Este foi o primeiro Carnaval iluminado do país e faz todo o sentido celebrar o centenário com o lançamento de fogo de artifício junto à avenida», estando salvaguardadas as questões de segurança, afiançou Rui Encarnação.

O programa prevê, também, a dinamização da zona histórica da cidade de Sines, onde inicialmente se celebrava o Carnaval, com várias festas ao longo dos três dias, e uma aposta na animação musical, no Pavilhão dos Desportos, com o Baile Eletrónico “Até de Manhã”, no sábado, o grupo brasileiro Viva o Samba, no domingo, e Rosinha, na terça-feira.

Com um orçamento de 275 mil euros e à espera de 50 mil visitantes durante os três dias, o Carnaval de Sines vai contar com a participação de 16 carros alegóricos, cerca de 30 formações, entre escolas de samba, grupos alegóricos e foliões, uma bateria de samba e perto de três mil participantes.

«Continuamos a não ter um tema para não limitar a imaginação dos foliões, mas o centenário acaba por ser um mote» para esta festa tão enraizada no coração da população, que aproveita a efeméride para homenagear «pessoas que já partiram, grupos que já existiram e pessoas que participam» há várias décadas, como é o caso dos Reis do Carnaval deste ano, adiantou.

Segundo Rui Encarnação, a primeira referência ao Carnaval, registada no jornal “Folha de Sines”, data de 15 de fevereiro de 1926, com a indicação de que «vai sair [à rua] um grupo de populares para fazer algumas festas carnavalescas».

«Mais tarde, surge o grupo dos Carlos que reinventa o Carnaval de Sines até aos dias que é hoje, já mais organizado, com inscrições [e] com membros, e, depois, com as sucessivas direções foi-se aprimorando», afirmou o presidente da associação de Carnaval, eleito em 2017.

Os desfiles carnavalescos realizaram-se, «até 1988, na zona histórica da cidade», recordou Rui Encarnação, acrescentando que, em 1989, os promotores decidiram transferir a festa «para a Avenida General Humberto Delgado», onde ainda se realiza, com exceção de «um período curto» em que se apostou na avenida Vasco da Gama, na marginal paralela à praia.

O programa da festa arranca esta quinta-feira com o desfile do Carnaval dos Pequeninos, na Avenida General Humberto Delgado, com a participação de mais de mil crianças de escolas e infantários do concelho, organizado pela Junta de Freguesia de Sines, e a Noite da Matrafona, no centro histórico, e termina com o tradicional Enterro do Entrudo, no próximo dia 18.

No sábado, pela manhã, os reis do Carnaval de Sines são apresentados à população com um desfile pelas principais ruas do centro histórico, seguindo-se um Baile de Carnaval – Concurso de Máscaras Sénior durante a tarde, no Pavilhão da Junta de Freguesia de Sines.

O bilhete diário para assistir ao Carnaval de Sines vai manter os valores de 2025, sete euros, enquanto a entrada para os três dias terá um custo de 15 euros e o passe livre será de 25 euros.

in Sul Informação - Fevereiro 12, 2026

11.2.26

LE MONDE DIPLOMATIQUE: Ciclo de conversas | Maneiras de Ver


Era das Repressões

Sexta-feira, 20 de Fevereiro, às 18h00

Conversa com António Brito Guterres, António Avelãs e Maria Grazia Rossi, com moderação de Fernando Ramalho

Livraria Tigre de Papel - Rua de Arroios, n.º 25 (Lisboa

Liberdades de associação ou de reunião, sindicais ou universitárias, de consciência ou de expressão: há vários meses que o poder passou à ofensiva em toda a Europa. Em França, tem como alvo os habitantes dos bairros populares, que já lutam para fazer valer os seus direitos mais básicos. As autoridades britânicas prendem os defensores da Palestina, enquanto, na Nova Caledónia, Paris criminaliza qualquer forma de contestação. A exceção torna-se regra, o estado de emergência torna-se normal, sem que qualquer contrapoder realmente o impeça. Tudo isso em nome de uma segurança erigida como imperativo, mas reduzida às suas aceções militar e policial.

Nesta sessão partimos do dossiê «Era das Repressões», um conjunto de artigos publicados no número de janeiro da edição portuguesa do Le Monde diplomatique que procuram dar conta dessa ofensiva repressiva e autoritária contra movimentos políticos, sindicatos, ação coletiva, liberdades de associação, pensamento e expressão. Contaremos com a participação de António Brito Guterres, assistente social e militante da Vida Justa, António Avelãs, professor e dirigente sindical do SPGL – Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, e Maria Grazia Rossi, académica e ativista da PUSP – Plataforma Unitária de Solidariedade com a Palestina. A moderação ficará a cargo de Fernando Ramalho.

OPNIÃO: Linhas para o Interior

 


O Interior não é um problema a gerir. É uma oportunidade a assumir!

"Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo... Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer" (Alberto Caeiro).

No Interior, governa-se para e com pessoas reais, gerem-se territórios vastos e problemas que não cabem em macroestatísticas frias e apressadas.

As exigências de um autarca do Interior não são maiores do que no Litoral. Não são, também, menores... São, seguramente, muito distintas! Não nascem de projetos megalómanos, de figuras públicas, nem de agendas facciosas.

Nascem da realidade, paradoxalmente diária e estrutural. Da falta de serviços de saúde, de pessoas, da necessidade de fazer chegar saneamento e água a aldeias com um punhado de residentes, de empresas que esbarram na falta de acessibilidades, mão de obra ou de incentivos. Nascem, sobretudo, da sensação persistente de que o Interior faz sempre parte dos discursos sobre coesão, mas continua a ser tratado como uma nota de rodapé.

Não obstante, é um erro olhar para o Interior focando apenas as suas fragilidades. Este território concentra muitas das maiores riquezas do país.

No Interior, respira-se espaço, qualidade de vida, identidade e capacidade de inovar. É com este território que um país pequeno se torna grande - e único.

A região do Douro, a maior e mais antiga Região Demarcada do Mundo - prestígio para o país e um lugar que ultrapassa fronteiras -, é apenas um exemplo, à semelhança de tantos outros do nosso Interior.

O Interior pode ser central na valorização do património, na floresta, na agricultura sustentável, na transição energética, nas condições únicas por explorar para atrair projetos diferenciadores.

Exigir melhores acessibilidades não é pedir luxo. É criar condições ao transformar potencial em desenvolvimento. Uma estrada não serve apenas os de cá, serve o país, ao garantir um ordenamento territorial competitivo e equilibrado.

O Interior não precisa de assistencialismos, é credor, sim, de políticas ajustadas à sua realidade, estáveis e inteligentes.Esta não é uma crónica de queixa, é uma afirmação de futuro.

O futuro do país não se constrói prescindindo de dois terços do todo nacional. Constrói-se inteiro; também aqui, onde há terra, pessoas e potencial, aproveitando a iniciativa e a energia deste território.

O Interior não é um problema a gerir. É cada vez mais uma oportunidade a assumir!

·         Manuel Cordeiro - Presidente da Câmara Municipal de S. João da Pesqueira - 9 de fevereiro, 2026 in Jornal de Notícias

 

ALPALHÃO: Folia, cultura e tradição no Carnaval Alpalhoeiro


 

Jornalistas contestam novos cortes e rescisões na RTP


O Sindicato dos Jornalistas acusa a administração da RTP de promover o “desmantelamento do serviço público” através de um plano que prevê mais 200 rescisões.

A administração da RTP prepara um novo plano de rescisões que abrange 200 trabalhadores, a somar aos cerca de cem que saíram da empresa no ano passado através do plano de saídas voluntárias. Em comunicado, o Sindicato dos Jornalistas “opõe-se terminantemente à intenção da administração da RTP em proceder a mais um desmantelamento do serviço público da rádio e televisão de Portugal”.

O sindicato diz que este “é um ataque ao serviço público de jornalismo, com propostas de cortes de pessoas que tornam praticamente impossível fazer o trabalho diário, quanto mais cumprir com a exigência de qualidade que deve ser apanágio de qualquer serviço público”.

Além do novo plano de rescisões, o Sindicato dos Jornalistas contesta também as sinergias que estão a ser preparadas “às escondidas dos trabalhadores e das organizações representativas dos trabalhadores, entre as redações de televisão e rádio, lembrando que as tarefas, as ferramentas e os tempos de trabalho são distintos”. E recorda o mau exemplo das sinergias entre as mesmas redações realizadas em 2012, concluindo que “não é possível fazer bom jornalismo com menos pessoas e menos meios”.

Referindo os elogios da administração ao serviço noticioso da Antena 1 durante o apagão de abril de 2025 e das tempestades da última semana, o sindicato diz que de nada servem esses elogios quando a administração “não respeita os seus trabalhadores e a sua marca per si, pretendendo aglutiná-la com a RTP”.

In www.esquerda.net - 05 de fevereiro 2026

Foto. Paulete de Matos

 

CASA DA ACHADA: Exposição de pintura “... ou é sempre princípio”

 


28 de setembro 2025 - 20 de abril 2026

Exposição de pintura de Mário Dionísio, em diálogo com o seu único romance, «Não há morte nem princípio».

Lisboa, Casa da Achada (Rua da Achada 11), 2ª, 5ª e 6ª das 15h às 20h, sáb. e dom. das 11h às 18h

10.2.26

NISA: Desfile de Carnaval do Agrupamento de Escolas


 

PORTALEGRE: Biodanza na Cooperativa Operária Portalegrense


A Cooperativa Operária Portalegrense convida-vos a participar na aula de Biodanza, especialmente pensada para pessoas com mais de 55 anos, promovendo uma vida mais ativa, saudável e cheia de alegria. Espalhe a mensagem, porque as coisas boas devem ser partilhadas...

A Biodanza é uma prática que alia movimento, música e encontro humano, contribuindo para o bem-estar físico, emocional e social, num ambiente seguro, descontraído e acolhedor.

Sendo este o mês dos afectos, partilhe um bom momento com alguém que lhe é querido ou ofereça a si mesmo um momento prazeroso ou uma nova experiência, vai ver que não se arrependerá!

🟢 Aula de Biodanza: +55 anos

📅 Data: 19 de fevereiro de 2026

🕘 Hora: 14h30

📍 Local: Ginásio da Cooperativa Operária Portalegrense

Marque a sua presença respondendo a este email. Ligue ou deixe mensagem para o número 925 590 356.

 

GALVEIAS: Festa da Laranja

 


8.2.26

ALMADA: Teatro da Terra apresenta "Quando nós, os mortos, despertarmos"

 


Universidade de Évora lança iniciativa para reforçar aposta na inovação pedagógica


O Centro de Inovação Pedagógica (CIP) da Universidade de Évora lançou, no passado dia 4 de Fevereiro, a nova iniciativa “Mês a Mês – Novidades e Partilhas”, um espaço regular de encontro, reflexão e diálogo dedicado à inovação pedagógica no ensino superior.

O momento inaugural decorreu em formato híbrido, na Sala dos Docentes e online, via Zoom, permitindo uma participação alargada da comunidade académica.

A iniciativa pretende, de acordo com a UÉ, «promover a divulgação de ideias inovadoras no domínio das práticas de ensino, bem como a partilha de experiências pedagógicas, afirmando-se como um espaço aberto de aprendizagem colaborativa entre docentes, investigadores e demais interessados na educação».

Concebido como um ciclo de encontros mensais, o “Mês a Mês – Novidades e Partilhas” propõe-se alimentar uma dinâmica contínua na comunidade académica.

Na sessão de lançamento esteve presente Hermínia Vasconcelos Vilar, reitora da Universidade de Évora, que sublinhou o caráter estruturante desta iniciativa no contexto da estratégia institucional.

«Este momento assinala a primeira iniciativa do recentemente inaugurado Centro de Inovação Pedagógica da Universidade de Évora e concretiza uma aposta que tem vindo a ser feita no âmbito da inovação pedagógica», afirmou, destacando ainda o papel pioneiro da instituição na reflexão sobre estas matérias.

A reitora salientou, em particular, o trabalho desenvolvido no domínio da Inteligência Artificial, reconhecendo «o mérito da equipa da Vice-Reitoria para a Educação e Inovação Pedagógica, que tem impulsionado de forma consistente as práticas pedagógicas de ensino».

Ana Paula Canavarro, vice-reitora para a Educação e Inovação Pedagógica, destacou a relevância do CIP enquanto espaço agregador da comunidade académica.

No âmbito da sessão, apresentou o Referencial para o Uso da Inteligência Artificial na Universidade de Évora, enquadrando-o na Estratégia Institucional para o Uso da IA, cuja apresentação pública teve lugar em Novembro de 2025.

Segundo Ana Paula Canavarro, «quando olhamos para o uso da IA temos de pensar não só na forma como ensinamos, mas também na forma como avaliamos».

O referencial, explicou, «pretende contribuir para a definição de uma política de utilização da IA no contexto educativo, assente em princípios de coerência pedagógica, transparência, académica, inclusão e monitorização contínua», assumindo se como um documento orientador comum para toda a instituição.

A vice-reitora sublinhou ainda o caráter participativo do processo de construção do referencial, desenvolvido por um grupo de trabalho especializado coordenado pelo pró-reitor para a Transformação Digital e Ciência Aberta, Vítor Nogueira.

«Durante dois meses mantivemos um canal de contacto aberto e recebemos 37 contributos, porque consideramos imprescindível ouvir as vozes dos múltiplos atores da nossa comunidade académica», referiu, acrescentando que o documento irá vigorar no próximo semestre letivo, clarificando, entre outros aspetos, os contextos, finalidades e princípios de transparência associados ao uso da IA na produção académica.

 Durante a sessão, Isabel Fialho, Coordenadora do CIP, apresentou o recém-criado website do Centro, disponível em cip.uevora.pt, onde passam a estar acessíveis informações sobre eventos, ações de formação e ferramentas de Inteligência Artificial licenciadas ou protocoladas pela Universidade.

Por outro lado, Ana Artur, docente do Departamento de Pedagogia e Educação e membro da Comissão Coordenadora do CIP, destacou a importância da criação de uma comunidade ativa de partilha pedagógica, defendendo «um espaço privilegiado de reflexão e debate, marcado pela horizontalidade, pela abertura e pela segurança na partilha de boas práticas de docência».

Por sua vez, Maria José Bule, docente do Departamento de Enfermagem e também membro da Comissão Coordenadora do CIP, apresentou o Concurso de Inovação Pedagógica da Universidade de Évora, a lançar brevemente, que visa apoiar o desenvolvimento de projetos de inovação pedagógica que visam a promoção da melhoria do sucesso académico dos estudantes.

Ainda no decorrer deste primeiro encontro mensal, Maria da Luz Barros e Susana Delgadinho, docentes do Departamento deEnfermagem, apresentaram um exemplo de aplicação da metodologia case based learning, partilhando um caso concreto de inovação pedagógica que protagonizaram, os desafios enfrentados e os resultados alcançados.

A abordagem, centrada em cenários do mundo real, promoveu a aplicação da teoria à prática, valorizando a aprendizagem como um processo ativo de construção do conhecimento, assente na experimentação, na reflexão crítica e no envolvimento direto dos estudantes.

Com esta iniciativa, a Universidade de Évora quer reforçar o seu compromisso com a promoção do sucesso académico e a redução do abandono escolar, reconhecendo a inovação pedagógica como uma estratégia fundamental para a melhoria contínua do ensino e da avaliação.

«Em consonância com as melhores práticas nacionais e internacionais do ensino superior, o Centro de Inovação Pedagógica assume como missão a conceção e implementação de medidas que contribuam para a qualificação, atualização e flexibilização das práticas pedagógicas, em alinhamento com a política pedagógica institucional», lê-se na nota da universidade.

·         Sul informação - Fevereiro 7, 2026

 

NISA: Pelo menos seis ovinos mortos e outros 20 feridos em ataque de cães


Seis ovinos morreram e outros 20 ficaram feridos hoje, após ataque de cães, supostamente ligados a uma montaria aos javalis que decorria na zona de Nisa, distrito de Portalegre, disse fonte da GNR.

Fonte do Comando Territorial de Portalegre da Guarda Nacional Republicana (GNR) indicou à agência Lusa que esta situação ocorreu numa propriedade na zona de Amieira do Tejo, no concelho de Nisa, ao início da tarde.

A mesma fonte admitiu que podem existir mais animais mortos ou feridos dispersos pela propriedade, uma vez que o rebanho se tresmalhou na sequência do ataque dos cães.

A GNR, segundo a mesma fonte, deslocou-se também ao início da tarde ao local, recolheu o depoimento do proprietário dos ovinos e também espera ouvir nas próximas horas os responsáveis pela montaria aos javalis e os proprietários das matilhas.

O digital - 7 Fevereiro, 2026 -

PORTALEGRE: Curso de Treinadores de Atletismo


Queres dar o próximo passo no atletismo?

Em abril de 2026, a AADP, em parceria com a FPA, lança o Curso de Treinadores, uma formação certificada que te prepara para atuar no treino desportivo e integrar projetos dos clubes do distrito.

💰 Incentivo especial:

Se fores filiado na AADP ou indicado por um clube filiado, podes recuperar até 100% do valor da inscrição, de forma faseada.

🏟 Aprende, certifica-te e contribui para o crescimento do atletismo em Portalegre.

https://aadp.pt/curso-de-treinadores-aadp-fpa-abril-2026/

Link para a pré inscrição

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSc4_8NPMhgfQCsak105SHTjX2w4FrIbpG7c-6RUVhBuD5pL3w/viewform?usp=header

 

7.2.26

NISA: Conheça os poetas do concelho (LXV) - A. T.

 


O ROSSIO

O Rossio da nossa terra

É a sua sala de visitas

Muitas variedades encerra

E algumas bem esquisitas.


Ele tem uma escola oficial

Para meninos e meninas

Um jardim prós pequeninos

Uma nova Caixa Geral

Tem um lago com peixinhos

E um eucalipto colossal

Que dá sombra aos velhinhos

De lá se avista a serra

Tem pois muito de original

O Rossio da nossa terra.

 

Tem a igreja do Espírito Santo

Dos correios tem a estação

A briosa corporação

Tem do Ultramarino o banco

A Guarda, o Grémio, a pensão

E um jardim que é um encanto

Quando chove de Verão

E que a muitos dá nas vistas

Faz-se aqui o mercado franco

É a sua sala de visitas.

 

Tem o Palácio da Justiça

Com as suas repartições

Um coreto para audições

O turismo com bordados e cortiça

Tem loja de televisões

Com base sólida e maciça

Um cinema p´ra sessões

Uma oficina onde ferra

Cafés que metem cobiça

Muitas variedades encerra.

 

Tem o Félix a drogaria

Com uma cabeleireira ao lado

Está o Ferreira afamado

O Sô Carlos a barbearia

Vende o Condeça calçado

Tem o Pina ourivesaria

A Goya faz bom mercado

Em fatos feitos e chitas

Tem guloseimas a pastelaria

E algumas bem esquisitas. 

A. T. - Out. 1985

6.2.26

ESTREMOZ: Apresentação do programa “ Estremoz 100 anos de elevação a cidade”

 


No 𝐝𝐢𝐚 𝟐𝟏 𝐝𝐞 𝐟𝐞𝐯𝐞𝐫𝐞𝐢𝐫𝐨 será apresentado oficialmente o 𝐏𝐫𝐨𝐠𝐫𝐚𝐦𝐚 𝐝𝐚𝐬 𝐂𝐨𝐦𝐞𝐦𝐨𝐫𝐚𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬 𝐝𝐨 𝐂𝐞𝐧𝐭𝐞𝐧𝐚́𝐫𝐢𝐨 𝐝𝐚 𝐄𝐥𝐞𝐯𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐞 𝐄𝐬𝐭𝐫𝐞𝐦𝐨𝐳 𝐚 𝐂𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 (𝟏𝟗𝟐𝟔-𝟐𝟎𝟐𝟔), marcando o início de um conjunto de iniciativas dedicadas à celebração da história, da identidade e do futuro do concelho.

 O evento decorre em dois grandes momentos distintos:

  - 𝐀̀𝐬 𝟏𝟔:𝟎𝟎  -  𝐒𝐚𝐥𝐚̃𝐨 𝐍𝐨𝐛𝐫𝐞 𝐝𝐨𝐬 𝐏𝐚𝐜̧𝐨𝐬 𝐝𝐨 𝐂𝐨𝐧𝐜𝐞𝐥𝐡𝐨 (aberto ao público)

- Apresentação oficial do Programa das Comemorações

- Espetáculo pelo Orfeão Tomaz Alcaide

 - 𝐀̀𝐬 𝟐𝟏:𝟑𝟎 - 𝐓𝐞𝐚𝐭𝐫𝐨 𝐁𝐞𝐫𝐧𝐚𝐫𝐝𝐢𝐦 𝐑𝐢𝐛𝐞𝐢𝐫𝐨 (com bilhetes disponíveis em: https://cmestremoz.bol.pt/.../Bil.../171947/1907631/Sectores)

- 𝐂𝐨𝐧𝐜𝐞𝐫𝐭𝐨 𝐝𝐞 𝐀𝐛𝐞𝐫𝐭𝐮𝐫𝐚 𝐝𝐚𝐬 𝐂𝐨𝐦𝐞𝐦𝐨𝐫𝐚𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬, com o Maestro 𝐑𝐮𝐢 𝐌𝐚𝐬𝐬𝐞𝐧𝐚, ao piano, com o espetáculo “Parent’s House – Piano Solo”.

Venha fazer parte desta data histórica.

Depressão Leonardo provoca estragos graves em Nisa e destrói infraestruturas junto ao Tejo


A Câmara Municipal de Nisa informou que a passagem da depressão Leonardo, associada a precipitação persistente e ao aumento significativo dos caudais do Rio Tejo e dos seus afluentes, provocou estragos avultados em infraestruturas públicas e privadas ao longo da zona ribeirinha do concelho. Segundo o município, a situação registou-se ao longo do dia 5 [...]

A Câmara Municipal de Nisa informou que a passagem da depressão Leonardo, associada a precipitação persistente e ao aumento significativo dos caudais do Rio Tejo e dos seus afluentes, provocou estragos avultados em infraestruturas públicas e privadas ao longo da zona ribeirinha do concelho.

Segundo o município, a situação registou-se ao longo do dia 5 de fevereiro, com maior impacto na União de Freguesias de Arez e Amieira do Tejo.

Infraestruturas destruídas na Barca d’Amieira

De acordo com o ponto de situação divulgado, verificaram-se danos graves em vários equipamentos e acessos junto ao Tejo, nomeadamente:

Destruição de parte do Trilho da Barca d’Amieira, incluindo a ponte suspensa;

Destruição total da instalação de apoio ao transporte fluvial;

Arrastamento e danos significativos na Plataforma da Barca d’Amieira.

Casal resgatado após ficar isolado

A autarquia revelou ainda que foi necessário resgatar um casal de estrangeiros que ficou isolado na sua propriedade, nas margens do Tejo.

A operação foi realizada pelos Bombeiros Voluntários de Nisa e pelos Bombeiros de Ponte de Sor, na sequência da subida rápida das águas.

Desabamentos e aluimentos em estradas e caminhos

Além dos estragos na zona ribeirinha, foram também registados desabamentos de paredes em casas desabitadas e aluimentos em barreiras junto a estradas e caminhos vicinais.

As equipas técnicas encontram-se no terreno a avaliar cada ocorrência e a intervir de forma faseada, dando prioridade aos locais considerados de maior risco.

Município apela para que população evite deslocações

A Câmara Municipal de Nisa apelou à população para que não se desloque aos locais afetados, alertando que as zonas ainda não são seguras e que podem ocorrer novos deslizamentos de terras ou subidas repentinas das águas.

O município alerta ainda para a possibilidade de novas descargas de barragens, o que poderá agravar a situação.

A ocorrência está a ser acompanhada pelo Serviço Municipal de Proteção Civil, que continua a monitorizar a evolução do cenário.

www.sapo.pt