2.7.26

DESPORTO: Irão foi enorme, FIFA pequena


Adeus Miami... é hora de Toronto, ficam para trás jacarés, lagartos e iguanas e abre-se a dimensão da cultura popular canadiana com mais força na NBA, representada pelos Raptors, como tributo ao Parque Jurássico. Ficamos, agora, na ficção, sem répteis debaixo dos pés, e sem o regalo de ver a postura espraiada ou fugas a velocidades mirabolantes.

O progresso em competição faz ensaiar outros passos e desbravar outras cidades. Portugal conduz as expectativas para que também haja Dallas e Los Angeles. O futebol é motor de sonhos, mais ainda um Mundial, onde se conjugam forças e poderes, onde se partilha a festa que nasceu para ser abrangente para os adeptos de todos os credos e cores. E, neste particular, o Mundial de 2026 tem uma mancha em relação ao Irão. A FIFA deixou dominar-se por guerras políticas que percorrem a atualidade e a prova mais bela do planeta perdeu credibilidade, honestidade e igualdade.

O Irão ficou com a participação encerrada na fase de grupos, sem perder, deixando rasto de bom futebol, de domínio em todos os jogos, sem abraçar essa expressão justa de superioridade no marcador. E mais valor recolhem os persas por passarem um atestado de competência em condições adversas, brigando contra constrangimentos, que ameaçaram uma presença nos Estados Unidos. Chegaram tarde, foram obrigados a recalcular rota de Tucson para Tijuana, bafejados em boa hora pelo carinho mexicano.

De jogo em jogo, partindo da Nova Zelândia, passando pela Bélgica e acabando no Egito foram enxovalhados por um desgaste patético de só poderem viajar 24 horas antes de cada jogo, perdendo impacto de adaptação nas cidades dos confrontos, casos de Los Angeles e Seattle. Foi a seleção do grupo que se sujeitou a viagens mais pesadas, confrontada sempre com limites na logística, chegando aos Estados Unidos com um peso aberrante de diferenciação face ao resto. Os Estados Unidos não quiseram saber e a FIFA descuidou o tratamento mais adequado a um país que se confrontou com um Mundial que violou os mais elementares cânones desportivos.

Taremi soube projetar a voz de capitão a quem tutela a competição, expondo a traição de promessas de uma normalização da presença iraniana que saiu defraudada. O Irão ainda se despediu do Mundial sem perder, com golos bizarros anulados e com um golpe ainda mais duro que foi um empate logrado noutro campo pela Áustria aos 90+6. O futebol iraniano foi vencedor, a seleção uma campeã numa mentalidade indestrutível perante um emaranhado de problemas, nunca se encolhendo tanto a FIFA como anjo protetor de abusos e tiranias desde o Mundial de 1978, da ditadura argentina. Não se via desde então uma competição tão ferida e martirizante para um competidor.

·         Pedro Cadima - 1 de julho, 2026

 

1.7.26

CUSTO DE VIDA: Preço do petróleo caiu, gasolineiras não deram por isso


Por entre anúncios de cessar-fogo e negociações entre EUA e Irão, o barril de Brent regressou aos preços de fevereiro. Mas o preço dos combustíveis refinados não acompanhou essa descida.

Esta semana os preços dos combustíveis em Portugal não mexeram face à semana passada: 1,877 euros por litro de gasolina simples 95 e 1,769 euros o do gasóleo, quando antes da guerra eram de 1,626 euros e 1,684 euros, respetivamente. Mas o preço do barril de petróleo continua com tendência de queda, por vezes contrariada com as violações do cessar-fogo no estreito de Ormuz, negociando esta segunda-feira ao preço que tinha no final de fevereiro, em torno dos 73 dólares.

O que explica a diferença é a cotação dos produtos refinados. Os números da ERSE citados pelo Expresso mostram que em fevereiro eram de 46 cêntimos por litro para a gasolina e 50 cêntimos para o gasóleo. Em abril atingiram 74 cêntimos e 98 cêntimos, respetivamente, antes de descerem este mês para 68 e 76 cêntimos.

Enquanto o crude negoceia aos preços pré-guerra no mercado internacional, a gasolina está 48% acima do valor praticado antes da guerra, enquanto o gasóleo está 52% acima da cotação de fevereiro.

Com as margens de refinação em máximos históricos e as petrolíferas a acumularem lucros recorde nos primeiros trimestres do ano, tudo indica que irão aproveitar mais algum tempo a incerteza em torno do cessar de hostilidades no Golfo Pérsico e assim confirmar a perceção pública de que o preço na bomba de combustíveis quando sobe é depressa e muito, mas quando desce é pouco e lentamente.

In www.esquerda.net - 30 de junho 2026

Foto: Paulete Matos

CASTELO DE VIDE: Festival Sopas de Verão

 


SARDOAL: XI Encontro Internacional de Piano


O XI Encontro Internacional de Piano reúne artistas de referência mundial, jovens talentos de 13 países e projeta o concelho além-fronteiras

Entre os dias 4 e 12 de julho, o Sardoal volta a transformar-se num dos mais relevantes centros de criação, formação e fruição musical do país, com a realização da 11.ª edição do Encontro Internacional de Piano.

Muito mais do que um festival, este é hoje um projeto cultural de referência nacional e internacional que, ao longo da última década, tem vindo a afirmar o concelho como um território de excelência artística, capaz de atrair alguns dos mais destacados intérpretes e pedagogos do panorama pianístico mundial.

A edição de 2026 apresenta números particularmente expressivos: cerca de 50 candidaturas ao Concurso Internacional de Piano, provenientes de 13 países, que testemunham o crescente reconhecimento internacional do evento e a sua capacidade de mobilização junto das novas gerações de músicos.

Ao longo de nove dias, o público terá acesso a uma programação diversificada que integra concertos, masterclasses, concursos, atividades multidisciplinares e momentos de partilha artística entre músicos consagrados e jovens talentos emergentes. O programa contará com a presença de intérpretes de renome internacional, consolidando o prestígio de uma iniciativa que ultrapassa largamente as fronteiras do concelho e da região.

O reconhecimento institucional do Encontro Internacional de Piano é igualmente demonstrado pelo Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República, distinção que sublinha a relevância cultural, educativa e social do projeto no contexto nacional.

Mas o impacto deste evento vai muito além da música.

Todos os anos, o Encontro Internacional de Piano de Sardoal gera um importante movimento económico no concelho, refletindo-se na hotelaria, restauração, comércio local e serviços. Paralelamente, promove uma forte dinâmica de envolvimento comunitário, destacando-se o acolhimento de participantes por famílias sardoalenses, numa experiência de proximidade humana e intercâmbio cultural que se tornou uma das imagens de marca do evento.

A iniciativa assume ainda um papel determinante na democratização do acesso à cultura, aproximando públicos de diferentes gerações de propostas artísticas de elevada qualidade e contribuindo para a formação de novos públicos para a música erudita.

Organizado pelo Município de Sardoal em coprodução com a Academia Internacional de Música Aquiles Delle Vigne, o Encontro Internacional de Piano constitui hoje um exemplo de como a cultura pode ser um motor de desenvolvimento territorial, valorização patrimonial, coesão social e projeção internacional.

Durante nove dias, o Sardoal será novamente ponto de encontro de culturas, talentos e gerações, provando que os grandes acontecimentos culturais não pertencem apenas aos grandes centros urbanos: no interior também se constrói excelência e promovem eventos de dimensão internacional.

30.6.26

Projeto “Cultura nas Freguesias”, muita música e animação nas Freguesias de Portalegre, de julho a setembro


Sete freguesias, um único concelho!

A quinta edição do projeto “Cultura nas Freguesias” decorrerá de julho a setembro, tendo espetáculos nas sete freguesias do concelho de Portalegre, com diversos estilos musicais, desde fado e bandas filarmónicas, até ao jazz, pop, flamenco, rock e música tradicional.

Serão 12 concertos e projetos musicais, ao final da tarde e nas noites de verão, com música ao vivo e muita animação, todos com entrada gratuita, que prometem aproximar e alegrar as pessoas do concelho.

O primeiro espetáculo será o do grupo Rumo ao Sul, que decorrerá no dia 4 de julho, às 21h30, no Polidesportivo de Urra, também integrado nas Comemorações do Dia da Freguesia.

Os Rumo ao Sul são projeto jovem, que incluí temas conhecidos de rumba, flamenco e sevilhanas, bem como adaptações portuguesas desses géneros musicais.

O Jardim da Avenida da Liberdade, em Portalegre, receberá o segundo espetáculo, “A Música que nos Une”, no dia 10 de julho, às 21h30, um concerto único e inédito, protagonizado pela Sociedade Musical Euterpe e pela Sociedade Recreativa Musical Alegretense, inspirado nos ritmos do swing, jazz, pop e música latina, na voz de Margarida Geraldes.

No dia 11 de julho, às 21h30, o Quarteto em Mim, com Vera Soldado e Jorge Silva, apresentará o projeto “Fado: Viagem”, no Jardim da Carreira, em Reguengo, uma noite que promete celebrar o Fado, a palavra e a imortalidade, onde a obra de Amália Rodrigues será o guia artístico principal.

No fim-de-semana de 17 a 20 de julho, é a vez do Largo da Praça, em Alegrete, receber quatro espetáculos, também integrados na Feira de Artesanato e Gastronomia: dia 17, às 20h00, não perca a divertida animação itinerante “Os Castanhos”, uma dupla de artistas que convida o público a celebrar a cultura e a vida; dia 18, às 20h00, atuará o grupo de música popular Verde Maio, com um reportório inspirado na tradição alentejana e temas originais, que mantém viva a paixão pela música tradicional portuguesa e pelas raízes do Alentejo; também no dia 18 de julho, às 21h30, o Projeto Régio dará vida e voz a poemas de José Régio, unindo músicos portalegrenses de diferentes influências, um tributo às gerações vindouras e que preserva ainda as memórias das muitas gerações inspiradas pelo escritor; finalmente, no dia 19 de julho, às 21h30, o Grupo Voz Amiga de Terrugem levará ao Largo da Praça um repertório fortemente inspirado na música tradicional portuguesa e no cancioneiro alentejano.

O mês de agosto trará no dia 21 o concerto de duas Grandes Vozes do Fado, às 21h30, no Largo da Boavista, em Fortios, com a atuação de Luis Caeiro e Yola Dinis, que prometem uma noite inesquecível.

No dia 22 de agosto, às 21h30, a Piscina da Ribeira de Nisa recebe o concerto imersivo “Lumen Noctis”, com o tenor internacional João Mendonza e o Ensemble Ibérico, um espetáculo que aliará a beleza natural do espaço arborizado ao ambiente mágico, reunindo algumas das mais belas e inesquecíveis músicas de sempre, de Andrea Bocelli e André Rieu, até Frank Sinatra e os Queen.

Dia 6 de setembro, às 16h00, atuará na Associação Sete Montes do São Julião a Banda da Sociedade Recreativa e Musical de Póvoa e Meadas, um concerto integrado nas Festas de São Julião em Honra de Nossa Senhora dos Remédios.

O projeto Só Xutos, grupo de rock de tributo aos Xutos & Pontapés, encerrará da melhor forma o Sunset das Carreiras, no Miradouro da Fonte dos Carvoeiros, no dia 19 de setembro, às 21h30, uma noite que promete recordar os grandes êxitos que marcaram gerações.

Finalmente, as “Melodias no Largo” visitarão o Largo do Rossio, em Alagoa, no dia 26 de setembro, às 21h30, espetáculo também integrado na Feira de São Miguel, protagonizado pela Banda da Sociedade Musical Nisense, filarmónica que mantém viva a tradição e a formação musical.

A “Cultura nas Freguesias” é organizada pela Câmara Municipal de Portalegre, em parceria com a Junta de Freguesia de Alagoa, Junta de Freguesia de Alegrete, Junta de Freguesia de Fortios, Junta de Freguesia de Urra, União das Freguesias de Reguengo e São Julião, União das Freguesias de Ribeira de Nisa e Carreiras e União das Freguesias da Sé e São Lourenço.

Para mais informação, consulte as redes sociais do Município de Portalegre e o portal, em https://www.cm-portalegre.pt/.

CASTELO DE VIDE: Coro "Brado da Terra" na comemoração do aniversário de nascimento de Salgueiro Maia

 


29.6.26

MUDE (Lisboa): Exposição "Autocolante. Iconografia da Liberdade."


22 maio 2026 - 30 agosto 2026 - Piso 2

Organização: MUDE-Museu do Design em parceria com a Ephemera - Associação Cultural

Coordenação Geral: Bárbara Coutinho (MUDE) e Rita Maltez (Ephemera)

Curadoria: José Pacheco Pereira

Design gráfico: Vivóeusébio

Design Expositivo: Luis Miguel Saraiva

A exposição "Autocolante. Iconografia da Liberdade.", concebida a partir do vasto acervo documental da Associação Cultural Ephemera segundo a perspetiva defendida no Museu de valorização crítica do design enquanto prática e linguagem, evidencia a forma como os autocolantes foram e são usados como instrumentos de comunicação e testemunhos materiais dos contextos específicos para os quais são criados.

Neste sentido, o design gráfico surge como expressão estética e agente ativo de consciência política e mobilização, revelando a versatilidade do autocolante enquanto ferramenta de pertença e ativismo, começando pela luta de resistência ao regime que antecede o 25 de Abril de 1974.

Dá-se destaque ao papel do autocolante no pós-25 de Abril e no ciclo eleitoral de 1975-76, bem como à celebração das cinco décadas de vida democrática. Através da grande diversidade de iconografia política e partidária presente nesta exposição sobressaem algumas das figuras nacionais e internacionais que se transformaram em ícones intemporais e os slogans e palavras de ordem que mais marcaram este período.

Apresenta-se ainda material da evolução das campanhas locais, nacionais (presidenciais e autárquicas) e europeias até à atualidade, culminando o percurso expositivo com uma secção dedicada às causas sociais e lutas globais, desde a Reforma Agrária e o sindicalismo até às urgências contemporâneas como a habitação, direitos LGBTQIA+ e emergência climática.

Ao cruzar as questões políticas com o design gráfico, propõe-se uma leitura alargada do papel dos objetos visuais na construção, mediação e disseminação de ideologias, discursos e momentos históricos, sublinhando a intersecção crítica entre o design, a arte e a cultura, e a sua articulação fundamental com as dinâmicas sociais e políticas contemporâneas.

Esta iniciativa conjunta entre o MUDE – Museu do Design e a Associação Ephemera assinala o início de uma parceria entre instituições que contribuem, cada uma à sua dimensão, para a investigação, a conservação e a exposição de materiais da cultura material e visual.

NISA: Conheça os poetas do concelho (LXXI) - António Borrego


À beira mar

Ah...

se estas palavras

fossem os teus lábios

poderia escrever...

os contornos do teu corpo

enlaçar-te pela cintura

arder na tua pele

e sentir...

a tua sede de pomba e de corça

nesse dia...(esse dia, será o dia)

os músculos irão estalar

as veias irão doer...

não, não sonhei...(eu vi)

formosas figuras...

em todo o seu esplendor

a pisar a espuma

que o mar depositava na areia

........mansamente........

não conhecia ninguém

estava só, no areal

a brisa trazia o cheiro intenso da maresia

foi o delírio das narinas

de vaga em vaga

a espuma das ondas

chega à praia

.......mansamente.......

sempre alivia a espuma dos dias

deprimentes...

à beira do nulo...

talvez o mar

me (re) anime

sei da delicada força

nas dunas, um vento pobre

sopra por ali

e tu...não estás ali...

nem te consigo "inventar"

invoco todas as forças

do meu sentir

e, que as labaredas

desta paixão

beijem todos os poros da tua pele

é noite na página branca

é noite na mão que escreve

e as pombas brancas...

quedam-se no peito.

A.B.---2017

OPINIÃO: Os números pregam partidas


No início desta semana, o Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou dados em que estima a população residente em Portugal em 11,4 milhões a 31/12/2025. Este valor traduz um aumento de 824 914 pessoas entre 2021 e 2025, tendo os anos de 2022, 2023 e 2024 registado "fluxos migratórios excecionalmente elevados", confirmando uma significativa retoma de atividade no período pós-pandemia. Naquela data, a população estrangeira seria 1 597 539 pessoas (14,0% do total).

O INE trabalhou estes dados a partir de profunda revisão metodológica do apuramento das estimativas da população. A nova estimativa assentou "na integração e utilização de dados de fontes administrativas e na aplicação de métodos de indícios de residência", enquanto os valores até 2020 são estimados a partir dos recenseamentos da população, com uma metodologia preponderante e até exaustiva de inquérito. O INE deve esclarecer as limitações da nova metodologia e as melhorias que poderão ser adotados. A estimativa da população residente influencia indicadores demográficos e fixa dados imprescindíveis para o apuramento do PIB e de indicadores do mercado de trabalho e da economia, todos eles imprescindíveis para o planeamento de políticas públicas.

Nos dados divulgados, o INE assinala que "o envelhecimento demográfico em Portugal continuou a acentuar-se". É caso para dizermos: ai de nós, se os imigrantes não tivessem vindo. Temos de os tratar bem, até porque, como regista o INE, o saldo migratório está em queda. Isto, num contexto em que se acentua a baixa qualidade de emprego, se agrava o custo da habitação e outras dimensões fulcrais do custo de vida, fatores que tendem a acelerar essa queda.

Os nossos governantes, deste e de governos anteriores, repetiram discursos de celebração da convergência do nosso PIB (produto interno bruto) per capita com o da União Europeia, quando afinal isso não terá acontecido. Teremos tido crescimento acima da média, porque tivemos muitas mais pessoas a trabalhar. Se assim foi, a produtividade até pode ter sido mais baixa do que até agora se estimava. E talvez seja hora de se saber como anda a economia paralela.

Os dados revelam que precisamos de imigrantes e somos capazes de os atrair. Compete ao país, no seu todo, forçar a mudança do perfil da economia e não abdicar de um verdadeiro Estado social para que eles venham e muitos se fixem com as suas famílias. Os imigrantes, devidamente acolhidos, vivem como qualquer português todas as dimensões da vida: habitam, consomem, geram atividade económica e receitas públicas, revitalizam os sistemas de segurança social, de saúde e de ensino, dão dinâmicas novas a atividades culturais, sociais, recreativas e desportivas.

Os números dizem-nos que o aumento populacional é, por agora, muito menos uma viragem demográfica estrutural e, bem mais, o espelho de um ciclo de crescimento pós-pandemia, muito intensivo em mão de obra.

Manuel Carvalho da Silva – Jornal de Notícias - 27 de junho, 2026

 

 

SAÚDE: Beto Eustáquio recebe Gota de dador


Muitos têm sido os momentos marcantes na história de 36 anos da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP. E o sábado 20 de junho de 2026 constituiu mais uma data jubilar. Torres Vedras foi palco do Convívio Nacional e Internacional dos Dadores de Sangue da FAS – Portugal (Federação das Associações de Dadores de Sangue) tendo a agremiação portalegrense marcado presença.

No decorrer da cerimónia foram entregues quatro Gotas "Comendador Moreira Alves". O galardão é atribuído a dadores com 100 ou mais dádivas (no caso do sexo feminino este valor é de 70).

O Presidente da Direção da ADBSP, Carlos Alberto da Graça Eustáquio, foi um dos rostos que subiu ao palco para receber tão distinta menção das mãos de Paulo Cardoso, Presidente da Direção da FAS - Portugal. O nosso Beto já estendeu o braço 102 vezes. Mas o seu exemplo passa acima de tudo pelo que tem emprestado à dádiva de sangue. Ele é a espinha dorsal da nossa Associação. E nas brigadas privilegia uma relação de proximidade e de carinho com os voluntários, polvilhando boa disposição e incentivo. Certamente que é das pessoas com mais presenças nas brigadas que acontecem nas vilas e aldeias. Só por estas qualidades merece diretrizes douradas de enaltecimento.

Em conversa com o carismático Carlos Eustáquio, soubemos que se estreou nesta aventura em 1980. Um amigo pediu-lhe ajuda, pois tinha um irmão que ia ser operado, e necessitava de ter reservas de sangue disponíveis.

E este gesto solidário transformou-se num “compromisso de vida” (sic). Depois foi cumprindo doações regularmente, “consciente de que cada unidade de sangue poderia representar esperança e vida para alguém”.

Recentemente soube, “com surpresa e emoção” que tinha atingido a centésima dádiva.

Este valor redondo “é muito mais do que um número. Representa a convicção de que um simples gesto, repetido ao longo dos anos, pode fazer a diferença na vida de muitas pessoas. E essa é, sem dúvida, a maior recompensa que um dador pode receber”. E o Beto remata afirmando que “nunca imaginei, naquele distante 1980, que um pedido de ajuda de um amigo seria o início de um percurso tão longo e gratificante”. A que se junta a fundação da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre, conjuntamente com outras pessoas de boa vontade, entre elas o primeiro Presidente, de seu nome António Joaquim Eustáquio.

Deixamos aquele abraço “em forma de assim”, ao atual Presidente da ADBSP.


JR


28.6.26

MUSEU DO NEO-REALISMO: Exposição ““Realismo e humanismo na ‘arte inquieta’ de Isolino Vaz”

 


23 Mai '26 a 11 Out '26

Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira

3.ª a 6.ª feira e domingo, 10h00 – 18h00;

Sábado, 10h00 – 19h00;

Encerra à 2.ª feira e feriados.

O Museu do Neo-Realismo (MNR), em Vila Franca de Xira, inaugurou  a 23 de maio a exposição antológica “Realismo e humanismo na ‘arte inquieta’ de Isolino Vaz”, reunindo um conjunto representativo da obra deste artista. A mostra apresenta trabalhos em diferentes suportes — do desenho e da pintura à escultura e à cerâmica — evidenciando a diversidade de linguagens que marcou o percurso criativo do autor.

Nascido em 1922 e falecido em 1992, Isolino Vaz formou-se na Escola Superior de Belas-Artes do Porto e iniciou a sua atividade artística na década de 1940. Paralelamente ao trabalho como criador, desenvolveu uma relevante carreira pedagógica em escolas artísticas do Porto e de Lisboa, tendo sido professor de várias figuras que viriam a destacar-se no panorama cultural português, entre as quais os arquitectos Álvaro Siza e Alcino Soutinho e as artistas Graça Morais e Joana Vasconcelos.

Associada às preocupações sociais e éticas que atravessaram parte significativa da produção artística portuguesa do pós-guerra, a obra de Isolino Vaz revela afinidades com o universo estético e ideológico do neo-realismo. O seu trabalho, marcado por uma dimensão humanista e por uma permanente inquietação formal, continua a suscitar interesse crítico e historiográfico.

A exposição, que estará patente até 11 de outubro’ 26, tem entrada livre.

Contactos

Museu do Neo-Realismo

Rua Alves Redol, 45 | 2600-099 Vila Franca de Xira

Telefone: 263 285 626

E-mail: museuneorrealismo@cm-vfxira.pt

Website: www.museudoneorealismo.pt

CASTELO DE VIDE: 𝐄𝐱𝐩𝐨𝐬𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐞 𝐏𝐢𝐧𝐭𝐮𝐫𝐚 "𝐃𝐮𝐞𝐥𝐨 𝐞𝐦 𝐃𝐮𝐞𝐭𝐨"

 


O átrio dos Paços do Concelho recebe a partir do dia 01 de julho, quarta-feira, a Exposição de Pintura "Duelo em Dueto".

A mostra dos trabalhos de Cecília Cunha e Domingos Coutinho vai estar patente até final do mês.

A inauguração está agendada para as 18h00 do dia em que se assinala o 82.º Aniversário do Nascimento de Salgueiro Maia.

A entrada é livre.

ALPALHÃO: Arraial de Santa Isabel


 

Grande Prémio de Karting de Reguengos de Monsaraz disputa-se num circuito urbano na zona desportiva

 



Provas Júnior Race, Endurance 2h SAR, Iron Man e Endurance 5h Linksport

O 2.º Grande Prémio de Karting de Reguengos de Monsaraz vai disputar-se nos dias 4 e 5 de julho na zona desportiva da cidade. O evento é organizado pela Secção de Motorismo da Sociedade Artística Reguenguense e pelo Município de Reguengos de Monsaraz num circuito com cerca de um quilómetro de extensão e os pilotos vão competir em karts SODI 270cc.

A primeira prova, no dia 4 de julho, às 10h, é a Júnior Race, para pilotos dos 12 aos 20 anos, e integra três corridas sprint de cinco minutos e 12 minutos de prova. A partir das 14h decorre a Endurance 2h SAR, com equipas de 1 a 4 pilotos, que terá 30 minutos de treinos cronometrados e duas horas de competição.

No dia 5 de julho, às 10h, realiza-se a prova Iron Man, com equipas de um a quatro pilotos, que vão efetuar uma hora de competição e o vencedor será o que alcançar a melhor volta ao circuito. A fechar, pelas 12h, decorre a Endurance 5h Linksport, com equipas de dois a seis pilotos, que efetuam 15 minutos de treinos livres e cinco horas de competição. 

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA -

 

 A nossa bandeira Cartoon editorial da revista de Domingo do Correio Da Manhã – Vasco Gargalo

CAROLINA CEIA no Concerto Comemorativo do 163º Aniversário da Sociedade Musical Odivelense

 


27.6.26

OPINIÃO: A missão das novas direitas


As designadas novas direitas são velhos projetos políticos, económicos, sociais e culturais em contextos novos, também no nosso país. O seu campo de influência e ação tem sido conseguido a partir de uma brutal devastação social onde têm o duplo papel de motores e beneficiários. Observemos de onde ela emana.

A fonte mais direta tem sido o ataque ao Estado social de direito democrático das últimas décadas, feito muitas vezes por forças creditadas como da democracia. Foi desvalorizado o emprego, as formações, os salários e muitas pensões de reforma, foram destruídos equilíbrios entre o individual e o coletivo, frustraram-se gerações que em vão apostaram na sua formação, o acesso à habitação tornou-se uma miragem. Registe-se que há fronteiras difusas, entre neoliberais e ultraconservadores e fascistas, a que no plano nacional devemos dar atenção face a contextos concretos.

Por estes dias soubemos que está em crescendo o número de imigrantes desencorajados, confirmam-se novos bloqueios aos estudantes do Ensino Superior economicamente mais frágeis, aparecem mais casos de idosos maltratados em instituições e nestas escasseiam condições de acolhimento e trabalhadores com formação e vencimentos dignos. Isto tudo acontece porque falta democracia, mas aquelas novas direitas dizem que é culpa da democracia. E a memória do povo é tão massacrada que, às vezes, se torna curta.

Os extraordinários avanços científicos e tecnológicos são instrumentos do progresso, mas esses velhos projetos políticos impingiram o deslumbramento tecnológico à sociedade e conseguem que apenas uma ínfima parte do resultado da sua aplicação seja colocada ao serviço das pessoas. O aumento da exploração de milhões de seres humanos é justificado, de forma cínica, exatamente pelo efeito desses avanços, como vemos na argumentação do Governo, da IL e também do Chega, nas alterações às leis laborais.

Os meios do Estado são colocados ao serviço de interesses privados, absolutamente desconectados da responsabilidade social. À escala global tivemos o folhetim da entrada em bolsa da SpaceX. A insuspeita CNN apresentou investigação sobre o apoio decisivo do Estado norte-americano àquela enorme plataforma liderada por Elon Musk e a sua dependência absoluta do cliente Estado. Esse "criativo" de negócios de "futuro" (nem que seja vender água em Plutão) está-se borrifando para as políticas sociais e para o desenvolvimento económico. É inimigo do bem comum e do Estado social, mas encanta os neoliberais. E, por todo o lado, puxa fascistas para o poder.

No nosso país, prepara-se a corrida à "condição de novos donos disto tudo", desenhada para retrocessos nos planos ético e do direito, para acentuar exploração e agudizar ódios (inclusive de classe), para aumentar a subjugação económica.

Os argumentos da IL e as manobras do Chega em torno do pacote laboral evidenciaram-nos como representantes de muitos que se apresentam ansiosos na linha de partida.

·         Manuel Carvalho da Silva – Jornal de Notícias - 20 de junho, 2026

 

PREVENÇÃO: Acidentes de mergulho são das principais causas de lesão na coluna, sobretudo nos jovens com menos de 35 anos


Médicos alertam para o risco de lesões permanentes na coluna vertebral durante o verão

A Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral (SPPCV) volta a promover a campanha de consciencialização nacional intitulada “Há saltos que podem mudar a tua vida!”, com o objetivo de alertar a população, em especial os mais jovens, para as consequências dos mergulhos mal calculados. Todos os anos, cerca de 100 portugueses sofrem lesões na coluna vertebral associadas a acidentes de mergulho.

Durante os meses de verão, o número de acidentes relacionados com mergulhos tende a aumentar. Entre maio e setembro, a maior afluência a praias e piscinas torna essencial reforçar os cuidados e consciencializar a população para os perigos de mergulhar em locais desconhecidos ou em águas de pouca profundidade.

Segundo Nelson Carvalho, ortopedista e presidente da SPPCV: "As lesões da coluna vertebral causadas por mergulhos podem ter consequências permanentes e devastadoras. Um único mergulho mal calculado pode resultar na paralisia das pernas (paraplegia), dos quatro membros (tetraplegia) ou, nos casos mais graves, na morte, quando a fratura ocorre no segmento mais superior da coluna. Estas situações constituem verdadeiras emergências médicas e exigem frequentemente intervenção cirúrgica urgente. Mesmo quando a dor é o único sintoma, a avaliação médica imediata é indispensável."

Entre as principais recomendações da campanha estão: verificar sempre a profundidade antes de mergulhar, evitar zonas rasas ou com obstáculos, respeitar a sinalização e permanecer nas áreas supervisionadas. É igualmente fundamental nunca mergulhar sob o efeito do álcool, não correr em redor da piscina e entrar no mar sempre a andar, nunca de cabeça.

A SPPCV sublinha ainda a importância de saber agir perante um acidente. Em caso de suspeita de lesão na coluna, deve ligar-se imediatamente para o 112 e aguardar a chegada de socorro sem mover a vítima. Qualquer movimento pode agravar irreversivelmente a lesão. As instruções do operador do INEM devem ser seguidas até à chegada de ajuda.

A campanha "Há saltos que podem mudar a tua vida!" estará presente nas redes sociais da SPPCV e nos suportes de comunicação das autarquias e entidades responsáveis pela supervisão de praias e piscinas durante a época balnear. Para mais informações, visite www.sppcv.pt.

 

Sardoal: Concerto intimista abre Encontro Internacional de Piano


O XI Encontro Internacional de Piano (4 a 12 de julho) abre com um concerto intimista que liga a essência e as raízes do fado ao piano, numa homenagem à canção portuguesa, com Leonor Duarte e Daniel Delaunay.

📍 Centro Cultural Gil Vicente

📆 4 de julho

⏰21h30m

Bilhetes à venda na nossa bilheteira e na Tickeline em https://www.ticketline.pt/.../fado-ao-piano-xi-enc-inter...

OPINIÃO: Trezentos cães e ninguém viu


O caso dos cães resgatados de uma "fábrica de animais" em Amarante revela que o sistema falhou. Ou, pior, fechou os olhos.

Eram 300. Será difícil acreditar que um número tão elevado pudesse passar despercebido. Ao presidente da Câmara, passou. Jorge Ricardo admitiu surpresa com a dimensão do caso e manifestou preocupação com as condições encontradas. Mas uma dirigente da Associação Ajuda Animais Amarante disse a um jornal local que a proprietária da casa onde os animais eram alvo de maus-tratos geria o negócio havia vários anos e já tinha sido alvo de fiscalização, o que não a impediu de continuar a criá-los naquelas condições. A mulher foi constituída arguida e provavelmente não haverá mais responsáveis. O sofrimento dos yorkshires, pinschers, buldogues-franceses, cavaliers, entre outras raças da moda, só terminou porque um homem que pretendia comprar um cão suspeitou e denunciou o caso.

Acresce que o negócio operava online desde 2018, o que também revela total impunidade, especialmente das plataformas que alojam anúncios. Em Portugal, só criadores registados, estabelecimentos autorizados e associações podem fazê-lo e cumprindo requisitos muito específicos, regulamentados desde 2017.

Mais uma vez, o problema não é a inexistência de leis. É a falta de fiscalização, de ação. Basta fazer uma simples pesquisa em qualquer site de compra e venda, para encontramos largas centenas de animais à venda. O desfecho deste caso é, infelizmente, igual a outros. Uma operação policial tardia, imagens chocantes e a promessa de que "agora será diferente". Assim fosse.

Manuel Molinos – Jornal de Notícias - 26 de junho, 2026

PORTALEGRE: Arguido por suspeita de Falsificação de Documentos


O Comando Territorial de Portalegre, através do Destacamento de Trânsito de Portalegre, no dia 23 de junho de 2026, procedeu à constituição de arguido de um indivíduo do sexo masculino, 37 anos, por suspeita de falsificação de documentos e falta de habilitação legal para conduzir.

No âmbito de uma ação de fiscalização direcionada para o controlo de velocidade, os militares da Guarda abordaram um veículo que previamente foi detetado em excesso de velocidade. Durante a abordagem foi verificado que o formato físico do título de condução português apresentava características invulgares, motivo que levantou sérias dúvidas relativas à sua real conformidade legal.

Os militares procederam à apreensão do título de condução e os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Portalegre. 

25.6.26

OS "PRODÍGIOS" DO PREC (Processo Revolucionário em Curso)


Os primeiros anos pós 25 de Abril foram prodigiosos no que respeita a elaboração de textos escritos, em forma de prosa ou de poesia, de forte pendor ideológico, satíricos uns, provocatórios e ofensivos, outros. Aproveitavam-se os ventos da Liberdade, mas o pensamento censório e auto-censório continuava, em muitos casos, a imperar. Não admira, pois, que a grande maioria desses escritos, duplicados a stencil e reproduzidos por meios quase arcaicos, fossem anónimos. Como este,  humorístico, que reproduzimos


NISA: 𝐅𝐨𝐠𝐮𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐝𝐞 𝐒𝐚̃𝐨 𝐏𝐞𝐝𝐫𝐨 𝟐𝟎𝟐𝟔 na Inijovem


A tradição volta a aquecer a noite em Nisa! 🎉

📅 28 de junho (domingo)

🕕 18h00

📍 Sede da Inijovem – Rua Marechal Gomes

Venha celebrar o São Pedro num ambiente de convívio e animação, com:

🐟 Sardinhas assadas

🥪 Bifanas

🍲 Açordas

🥤 Bebidas frescas

Junte a família e os amigos e venha desfrutar de uma tarde e noite de festa, tradição e boa disposição! 🎊

NISA EM NOTÍCIAS (I) - Recortes de jornais com notícias dp concelho de Nisa e da região.

Foram muitos anos (mais de meio século) a escrever para a imprensa local, regional e nacional. Desde "O Diário" ao Jornal do Fundão, Gazeta do Interior, Diário do Alentejo, Diário do Sul, O Pregão, Fonte Nova, O Distrito de Portalegre, Alto Alentejo, aos "locais" como o "Notícias de Nisa, que ajudei a criar e ao Jornal de Nisa que criei e mantive durante mais de 10 anos, foram centenas, muitas centenas de textos escritos, não só por mim, como por outros amigos e colaboradores, alguns dos quais já não estão entre nós e a quem agradeço e presto a minha homenagem.

Um dia, espero, se fará luz, sobre a História da Imprensa em Nisa e à gesta de homens que através da escrita, elevaram os valores tradicionais de Nisa, na cultura e património, no artesanato, nos trabalhos agrícolas, entre estes a pastorícia e, mesmo num tempo de trevas, ousaram chamar a atenção para problemas que eram de todos, denunciar situações que prejudicavam os munícipes e, tão importante como isso, pugnaram para a elevação das gentes do concelho.

Por aqui irão passar muitos textos, notícias, informação variada, contida em recortes que fomos guardando ao lngo do tempo ou retirados de jornais de outras épocas.

NOTAS 

1 - O Carnaval de Alpalhão (2009) nas páginas de O Distrito de Portalegre"

2 - No mesmo jornal, uma reportagem sobre a Tégua, importante associação de apoio social, dinamizada pelo meu amigo, "artilheiro" e camarada, Joaquim Herculano Beato Lopes.

3 - Uma "caixa" sobre o Padre Marcelino Marques, inserta numa grande reportagem sobre a ida da Banda de Nisa à Alemanha (Maio de 1998). 

24.6.26

TONDELA: Estamos a 2 semanas do início da 34.ª edição do Tom de Festa.

 


De 7 a 11 de julho, artistas como Richard Bona, Legendary Tigerman, Quinteto Violado, PAUS, Omar + Coletivo Gira Sol Azul, Coimbra Jazz Ensemble e Francisca Urbano aceitaram o convite para embarcar nesta viagem de regresso, reviver o ambiente inconfundível do Tom de Festa, partilhar canções que já todos sabem e apresentar novas propostas para continuarmos a viajar através da música.

Mas a festa faz-se também de primeiras vezes: dos ganenses EYYA à sul-africana Nomfusi, sem esquecer os portugueses Miss Universo, e o projeto João Palavra, há novos encontros para descobrir.

Nos 50 anos da ACERT, permanecemos fieis ao percurso que temos vindo a construir e, correndo o risco de nos tornarmos previsíveis, insistimos naquilo que nunca queremos mudar: ser um festival de muitas geografias musicais; um espaço de celebração da diversidade na sua plenitude; uma casa de multiculturalidade, inclusão e ecletismo; um território habitado pela sua comunidade e sempre aberto a quem o queira descobrir; um farol para paz sempre desejada.

Repetimos este destino com a felicidade de quem regressa a casa ano após ano.

Vamos embarcar nesta viagem de regresso?

 

OPINIÃO: Abençoada Natureza


A Natureza é magnânima, oferece tudo a todos e nem todos têm as mesmas necessidades e gostos. Há bens para todos e enquanto uns procuram bens luxuosos, outros preferem andar de mochila às costas a descobrir o mundo. Abençoados os produtores que colocam na venda do mercado os seus produtos excedentários. Se a riqueza fosse bem repartida chegaria a todos. Uns gostam de umas coisas, outros gostam de outras, de modo que nunca haverá escassez de bens. Mesmo que todos gostassem da mesma coisa, a Natureza responderia com a abundância. Então porquê as guerras, com medo de que os bens não cheguem para todos? Quando se magoa a Natureza esta responde com calamidades, como resposta que a estão maltratando. O dito progresso paga-se muito caro, mas este é inevitável como caminho do Homem ao longo da História. Ganha-se umas coisas, perde-se outras, mas é assim a vida, que não é para ser compreendida mas sim vivida. E a humanidade está cheia de pessoas que estão presas ao passado, sem viver o tempo presente.

  José Oliveira Mendes

 Portalegre, 24 de Junho de 2026