23.5.17

MONTALVÃO: Homenagem a António Cardoso Mourato na antiga Escola Primária

No próximo dia 10 de Junho vai realizar-se a Festa/Homenagem ao Dr. António Cardoso Mourato, no âmbito da programação da Associação Vamos à Vila relativa às personalidades que se distinguiram no campo da Salvaguarda do Património Cultural de Montalvão.
O Dr. Cardoso foi um dos compiladores da única monografia de Montalvão, "Montalvão, Elementos para uma monografia desta freguesia do concelho de Nisa", e para além desta obra, efectuou uma importante recolha gravada em Montalvão, Nisa e Póvoa e Meadas, cujo conteúdo interessa a diversas áreas da Cultura, como a Literatura Tradicional, a Linguística e a Antropologia.
É pois de toda a justiça esta Festa/Homenagem ao ilustre Montalvanense.

Quercus alerta para problemas graves no sector da caça em Portugal

Dia 22 de Maio - Dia Internacional da Biodiversidade
O dia 22 de Maio assinala o Dia Internacional da Biodiversidade, que surgiu na sequência da 1ª Convenção sobre a Diversidade Biológica. A biodiversidade ou diversidade biológica refere-se à variedade de organismos no Mundo e às relações complexas entre os seres vivos e entre eles e o ambiente. A rápida destruição dos habitats e a ameaça ou o efetivo desaparecimento de algumas espécies criaram a necessidade urgente de se proteger o meio natural.
A biodiversidade é um bem precioso para o equilíbrio dos ecossistemas naturais e reveste-se de grande importância económica para a humanidade, particularmente ao nível das exigentes necessidades na produção alimentar e no controlo e tratamento de doenças.
Vivemos hoje uma época crítica, em que a perda de biodiversidade ao nível global atingiu valores sem precedentes. Assim, no dia 22 de maio, a Quercus volta a colocar este ponto na ordem do dia, chamando a atenção para a atividade da caça, por todas as implicações que esta tem na conservação da biodiversidade.
A Quercus considera que é imprescindível e urgente que as autoridades competentes tomem medidas mais efetivas de defesa da biodiversidade no setor da caça, um sector onde têm existido muitas palavras e pouca ação, e aproveita este dia para dar a conhecer junto da população alguns problemas graves que é urgente resolver neste sector.
1. Período venatório

A caça está dependente dos ciclos periódicos naturais, pelo que não se podem fixar por períodos tão longos, como um biénio ou um triénio, as espécies cinegéticas a caçar, os efetivos e os locais para abate, quando podem ocorrer alterações imprevistas com grandes implicações naturais, como já aconteceu no passado com os incêndios florestais, secas, etc.
Nesse sentido, a Quercus entende que o calendário venatório deve voltar a ser anual, corrigindo um grave erro da Portaria 147/2011 de 7 de Abril.

2. Caça continua a contaminar com chumbo
Há muito que o chumbo é reconhecido como nefasto para toda a cadeia alimentar e em especial para as aves.
As aves, acabam por ingerir as pequenas esferas de chumbo dos cartuchos usados na caça. Daí resulta a intoxicação conhecida por saturnismo, com efeitos adversos na saúde das aves, podendo levar à sua morte.
Calculando os largos milhões de cartuchos usados anualmente na caça no nosso País, são muitas as toneladas de chumbo que, ano após ano, se vão acumulando nas nossas áreas naturais, com especial impacte nas zonas húmidas.
Estima-se que a utilização de chumbo nas munições provoca anualmente a morte de 2,6 milhões de patos por envenenamento na América do Norte, pelo que a sua utilização na caça às aves aquáticas está proibida em vários países (EUA, França, Espanha).
A Quercus considera que tem sido positiva a proibição da sua utilização, começando de forma gradual pelas zonas húmidas dentro das áreas classificadas sendo, contudo, esta medida claramente insuficiente.
No entanto, a legislação permite continuar a usar munições com chumbo em zonas húmidas na caça a outras espécies que não aves aquáticas e, além disso, permite que perdure a contaminação por chumbo em todas as outras zonas húmidas (não classificadas) e restante território nacional, pese embora o preâmbulo da Portaria assuma expressamente o contrário, e reconheça a grande incidência de saturnismo.
Deste modo, a Quercus defende a interdição imediata e total do uso de chumbo como munição em todo o território nacional, à semelhança de outros países como a Bélgica, Holanda, Dinamarca e Noruega.
3. Lista de espécies cujo abate é permitido

A Quercus considera absolutamente inadmissível e que quatro espécies de patos ameaçados continuem a poder ser abatidos por caçadores.
Os patos são a Frisada (Anas strepera), o Pato-trombeteiro (Anas clypeata), o Zarro–comum (Aythya ferina) e o Zarro-negrinha (Aythya Fuligula).
A Gralha-preta (Corvus coreone), outra espécie que pode ser caçada, pode ser confundida com espécies protegidas e ameaçadas segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal , tais como o Corvo (Corvus corax) e a Gralha-de-bico-vermelho (Phyrrocorax phyrrocorax), pelo que a Quercus defende assim que esta espécie seja retirada da listagem de espécies cinegéticas.
4. Moratória para defesa da Rola-brava.
A Rola-brava (Streptopelia turtur) é uma espécie migradora que está a desaparecer a um ritmo galopante em Portugal e na Europa.
A situação da espécie na Europa é muito grave, estimando-se que a sua população tenha decrescido mais de 70% nos últimos 20 anos.
Recentemente, a Rola-brava foi incluída na Lista Vermelha de espécies ameaçadas da UICN - União Internacional para a Conservação da Natureza, com o estatuto de “Vulnerável”. Esta inclusão na Lista Vermelha é um reconhecimento internacional e científico da ameaça de extinção que a espécie enfrenta.
Acresce que, na data prevista para a abertura da caça à rola, ainda durante o mês de Agosto, é provável a existência de muitas rolas em nidificação ainda com crias no ninho e, pontualmente, ovos de posturas tardias ou mesmo segundas posturas das aves.
A Quercus defende assim a suspensão da caça a esta espécie em Portugal por um período mínimo de 5 anos, de modo a favorecer a recuperação das respetivas populações selvagens.
5. Sobreposição da caça com períodos de migração e reprodução
A Quercus considera que, enquanto continuar a existir permissão de caça a aves migratórias, deve haver pelo menos um ajuste nos calendários venatórios para se evitarem situações graves de abates de aves em períodos de reprodução e migração.
Apesar das melhorias significativas, continuam a existir sobreposições de 10 dias para algumas espécies como a Rola-comum, o Pombo-torcaz , os Tordos e o Pato-real, violando assim o Dec. Lei n.º 140/99, de 24 de Abril (alterado pelo Dec. Lei n.º 49/2005, de 24 de Fevereiro) e o calendário do Comité ORNIS, entidade responsável pela aplicação da Diretiva Aves a nível comunitário.

A Quercus entende que a caça à Rola, caso não seja detetada a moratória que defendemos, deve iniciar-se apenas na primeira década de Setembro, enquanto para o Pombo-torcaz e os tordos esta deveria terminar na última década de Janeiro.
Também período de caça aos patos se sobrepõe ao período de reprodução e de migração pré-nupcial destas espécies, pelo que a respetiva caça deveria iniciar-se na primeira década de Outubro e terminar na segunda década de Janeiro.
Em relação à Galinhola (Scolopax rusticola) continua a ocorrer um período de sobreposição de 10 dias com o período migratório pré-nupcial, pelo que a caça a esta espécie deve terminar na primeira década de Janeiro.
6. Número de efetivos para abate
A Quercus entende que existem dados e estudos suficientes sobre algumas espécies que devem fundamentar a tomada de decisão por parte do Estado Português, no que diz respeito ao número de efectivos que podem ser abatidos.
Na dúvida, deve ser aplicado o princípio da precaução.
A título de exemplo refira-se o caso da Narceja-galega (Lymnochryptes minimus), espécie classificada como DD (Informação Insuficiente) no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, e que mantém o mesmo número de indivíduos para abate por dia por caçador (8 aves por dia por jornada de caça), quando na verdade esta espécie é rara.
A Quercus entende que quando existam dúvidas quanto ao efetivo de uma espécie e à sua capacidade de reprodução, deve ser proibida a sua caça.
7. Falta de vigilância e fiscalização ao exercício da atividade venatória.
A falta de vigilância e fiscalização da caça tem levado a numerosas ocorrências de caça furtiva, abate de espécies protegidas e envenenamento de animais selvagens.
A maioria das Zonas de Caça, geridas, quer por organismos privados, quer por organismos públicos, carecem de sistemas eficazes de vigilância e fiscalização.
A Quercus defende alterações à legislação que obriguem as entidades gestoras de Zonas de Caça, incluindo municípios, a terem sistemas de vigilância e fiscalização e também à criação de mecanismos que permita a responsabilização dos responsáveis pelas zonas de caça pelos crimes contra a natureza e contra o património que ocorra no interior das respetivas Zonas de Caça.
8. Problemas sanitários
As populações selvagens de muitas espécies que são exploradas pelo sector cinegético encontram-se com graves problemas sanitários como a febre hemorrágica e a mixomatose nos coelhos ou a tuberculose na caça maior, pelo que é necessário medidas mais eficazes de controlo e minimização por parte de todas as entidades públicas e privadas.
9. Espécies protegidas por lei envenenadas e abatidas a tiro
Todos os anos a Quercus recebe nos seus 3 centros de recuperação de fauna selvagem centenas de animais selvagens abatidos a tiro e ou envenenados em zonas de caça. A Quercus exige mais medidas de sancionamento administrativo, como a suspensão das licenças de caça ou suspensão da zona de caça, para as entidades gestoras que repetidamente continuam a abater espécies protegidas, pois as multas e os tribunais não estão a conseguir diminuir esta problemática.
A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza

22.5.17

A Vila de Alpalhão - Poesia Popular (1953)





A VILA DE ALPALHÃO
Linda vila alentejana
A vila de Alpalhão
Padroeira Nossa Senhora da Graça
Da gentil povoação

Tem fábricas e tem lagares
Tem muitas salsicharias
Tem quatro padarias
Tem pão pra te alimentares
Tem igreja para rezares
A Deus que não engana
Tem a Guarda Republicana
Tem cinco estradas nacionais
Tem a pensão de António Moraes
Linda vila alentejana

Tem Misericórdia e Casa do Povo
Registo Civil e julgado de paz
Já de há muito ali se faz
Muito melhoramento novo
Pois nada faz estorvo
À laboriosa população
Tem a Polícia de Viação
Um justo monumento
Pois tem muito merecimento
A vila de Alpalhão

Tem escolas primárias
Onde se educam as creanças
Tem muitas lembranças
Tem muitas coisas várias
Tem planícies agrárias
Onde a agricultura se abraça
É muito farta de caça
O que lhe dá muita valia
No centro da freguesia
Padroeira Nossa Senhora da Graça

Tem a estação dos correios
Um grande melhoramento
Foi com espírito de conhecimento
Que se fez sem receios
Tem lugar para recreios
Tem toda a distinção
Tem uma feira de Verão
Que é bastante concorrida
Nossa Senhora da Arredonda é a querida
Da gentil povoação.

Versos de Francisco Redondo Carrilho (o conhecido Francisco da Herceada - Casimiro) publicados em 24 de Março de 1953 e "visados pelo Exmo Sr. Presidente da C. M do Crato

GAVIÃO: Espectáculo infantil "A Bela Adormecida"


Castelo de Vide acolhe 2º Congresso da AMAlentejo em 2018

O Município de Castelo de Vide será o Município Anfitrião do 2º Congresso AMAlentejo/Semeando Novos Rumos que deverá ter lugar a 14 e 15 de Abril de 2018, sob o lema “AGIR NO PRESENTE PLANEANDO O FUTURO”.
A Comissão Dinamizadora de AMAlentejo, representada por Ceia da Silva, Presidente do Turismo do Alentejo, João Proença, Presidente da Casa do Alentejo e José Soeiro, reuniram no passado dia 19 de Maio com o Senhor Presidente da Câmara Municipal de Castelo de Vide, António Manuel Nobre Pita, para uma primeira abordagem à “Resolução de Campo Maior”, aprovada por unanimidade pelos participantes no 1º Fórum AMAlentejo, e que propôs o Município de Castelo de Vide para Município anfitrião do 2º Congresso AMAlentejo/Semeando Novos Rumos, que deverá ter lugar nos dias 14 e 15 de Abril de 2018, sob o lema “AGIR NO PRESENTE PLANEANDO O FUTURO”.
Ficou assim formalizada e aceite a proposta que consagra o Município de Castelo de Vide como o Município Anfitrião do 2º Congresso AMAlentejo/Semeando Novos Rumos.
Atendendo ao facto de já se estar a viver um ambiente eleitoral e no sentido de evitar atrasos que possam comprometer o bom andamento dos trabalhos preparatórios do 2º Congresso AMAlentejo/Semeando Novos Rumos, acordou-se convocar as instituições propostas na “Resolução de Campo Maior” para constituir o Secretariado do Congresso para uma primeira reunião que terá lugar no próximo dia 13 de Junho de 2017, com início às 12:30 horas, no Município de Castelo de Vide.

A Comissão Dinamizadora de AMAlentejo

Mariza atua em Elvas a 27 de maio

Concerto integrado na tournée mundial
A tournée da fadista passa por Elvas no dia 27 de maio, num concerto especial e intimista, no Coliseu Comendador Rondão de Almeida.
O concerto em Elvas está integrado na tournée que levará a fadista a várias cidades europeias e da América do Sul. Considerada uma das mais importantes cantoras portuguesas, Mariza promete envolver o público elvense num concerto onde o seu último álbum, “Mundo”, vai estar em destaque.
Mariza conta com mais de dois milhões de discos vendidos, 30 discos de platina, vários prémios nacionais e internacionais e duas nomeações para os Grammy Latinos, sendo que "Mundo" valeu  a Mariza o prémio de Melhor Artista 2016, atribuídos pela conceituada revista britânica Songlines.
“’Mundo’ é um disco de viagens, em viagem. Que vai do Cabo Verde de ‘Padoce de Céu Azul’ ao flamenco de ‘Adeus’, poema de Cabral de Nascimento musicado pelo guitarrista Pedro Jóia, passando pelo tango revisitado de ‘Caprichosa’, criado por Carlos Gardel em 1930.”
O concerto Mundo 360º, de Mariza, conta com o apoio da Câmara Municipal de Elvas.
Os bilhetes para o espetáculo estão à venda no Posto de Turismo da Praça da República, entre as 15.00 e as 18.00 horas, podendo também ser adquiridos em www.bol.pt, assim como nas bilheteiras habituais. Em Elvas pode também comprar o seu bilhete na Loja CTT.
O preço dos bilhetes varia entre os 15 e os 40 euros.
Posto de Turismo de Elvas | Praça da República 2, 7350-002 Elvas
E-mail: reservas@cm-elvas.pt - Tel.: 268 622 236
Data: 27 de maio | 21.30 horas
 Preço dos bilhetes: entre 15€ a 40€

21.5.17

CASTELO DE VIDE: Casa do Benfica festeja aniversário e conquista do "Tetra"


Vendiam roupa e calçado falso, tinham 1,7 milhões de euros no banco e recebiam Rendimento Social de Inserção

Um casal vai ser julgado em Castelo Branco por vender roupa e calçado falsificados, em Portugal e Espanha, entre 2007 e 2012, anos em que os arguidos receberam indevidamente 40.000 euros do Rendimento Social de Inserção (RSI).
No despacho de acusação, a que a agência Lusa teve hoje acesso, o Ministério Público (MP) pede uma indemnização de quase 1,7 milhões de euros, dinheiro obtido através da venda direta de artigos de marca contrafeitos e que se encontrava em contas bancárias do casal.
Os arguidos, de 43 e 36 anos, dedicavam-se apenas à atividade de feirante e venda a retalho, adquirindo os produtos a fornecedores do Norte do país para depois os venderem nas regiões de Castelo Branco, Guarda, Coimbra, Fundão, Portalegre e em Espanha.
A acusação conta que os arguidos residiam em Castelo Branco, cidade onde tinham domicílio fiscal, “não obstante terem mantido, quer para as autoridades policiais, quer para efeitos de recebimento de prestações por parte da Segurança Social (RSI), durante algum tempo, uma morada” no distrito de Portalegre, apesar de nunca aí terem residido.
“Apesar da organização e dimensão da atividade empreendida pelos arguidos, estes sempre tentaram ocultar o seu exercício, procurando diluir e diversificar os seus instrumentos de atuação, desde os locais de armazenamento dos produtos até à titularidade das contas bancárias utilizadas e sua movimentação, passando pela forma como detinham os veículos por si utilizados, tudo com vista à ocultação às autoridades tributárias”, refere o MP.
A estratégia passava ainda pela apresentação de declarações de rendimentos separadas, apesar de viverem em união de facto, e de estarem inseridos no mesmo agregado familiar para efeitos de obtenção de benefícios sociais, designadamente RSI.
Para iludir as autoridades policiais e os técnicos da Segurança Social (SS) e das Finanças, o casal mudava regularmente de residência e fornecia diversas moradas.
A situação de grave carência económica declarada pelos arguidos, renovada em 2005 e 2006, e o risco de exclusão social comunicado aos serviços da SS, determinaram o Instituto da Segurança Social a proceder à atribuição de RMG (Rendimento Mínimo Garantido) e do subsequente Rendimento Social de Inserção (RSI).
“Essa atribuição foi sendo concedida ao longo dos anos sem que através de ações inspetivas e visitas domiciliárias tivesse o Instituto da segurança Social logrado identificar a real situação económica do agregado familiar dos arguidos, os quais, no intuito de manterem a aparência da necessidade social, não adquiriam bens móveis ou imóveis e omitiram deliberadamente os valores creditados nas contas bancárias de que eram titulares”, descreve o MP.
Contudo, conta a acusação que o casal suportava um encargo mensal de 774 euros relativo a um ‘leasing’ automóvel e que residiam numa moradia pela qual pagavam uma renda mensal de 800 euros.
Apesar desta “real situação económica”, face ao declarado pelos arguidos, o Estado, através do Instituto da Segurança Social, atribuiu ao agregado familiar, além de outras prestações sociais, entre 2007 e 2012, perto de 40.100 euros.
Entre 2011 e 2013, o casal foi alvo de quatro ações de fiscalização e buscas às residências e aos veículos, tendo as autoridades apreendido milhares de peças de roupa e calçado contrafeito. Várias marcas conhecidas de vestuário e calçado constituíram-se assistentes no processo.
Os arguidos já tinham sido condenados, duas vezes, por venda de produtos contrafeitos.
O casal está acusado, em coautoria, dos crimes de fraude sobre mercadorias, venda, circulação ou ocultação de produtos ou artigos, fraude fiscal qualificada, branqueamento, burla tributária e detenção de arma proibida.
O homem encontra-se em prisão preventiva e a mulher em prisão domiciliária, mas ao abrigo de um outro processo que está a ser investigado pela Polícia Judiciária da Guarda, envolvendo crimes de associação criminosa, extorsão, usura e homicídio na forma tentada, entre outros.
in www.24.sapo.pt - 20/5/2017

AMIEIRA DO TEJO: Celebração do Dia da Senhora da Misericórdia


Quercus e Urban Sketchers Portugal lançam desafio:

Desenhar as ervas espontâneas na cidade
A Quercus tem promovido o abandono do uso de glifosato e outros herbicidas químicos de síntese nas localidades de Portugal, pelo impacto negativo na saúde e no ambiente, através da campanha Autarquias sem Glifosato/ Herbicidas*. Além de existirem alternativas amigas do ambiente ao uso de herbicidas, há também a necessidade de alterar mentalidades da população face às ervas espontâneas em espaço urbano, tendo sido essa aliás uma das conclusões do "Encontro Nacional Alternativas aos Herbicidas - Exemplos e Testemunhos" promovido pela Quercus a 30 de março passado em Lisboa.
De facto, muitas ervas espontâneas têm valor estético, encontrando-se um pouco por todo o lado, como caleiras de árvores, bermas ou jardins e em várias cidades da Europa já são assumidas como parte do espaço público. Assim, a Quercus fez uma proposta aos Urban Sketchers Portugal (USkP), associação que promove o desenho em cadernos ou diários gráficos, no sentido de lançar o desafio de desenhar as ervas espontâneas em ambiente urbano, a qual foi aceite.
O movimento dos Urban Sketchers é  alicerçado num manifesto coletivo próprio,e está em plena expansão em Portugal, tendo já realizado inúmeras iniciativas coletivas por todo o país e numerosos desafios de desenho.
O presente desafio é aberto a participantes de qualquer localidade portuguesa e decorre durante o mês de Maio. Dos desenhos enviados pelos participantes será feita uma seleção para uma futura exposição itinerante da Quercus com os USkP.
Mais informação em: http://urbansketchers-portugal.blogspot.pt
Para mais informações, contactar:
Alexandra Azevedo, Responsável pela Campanha Autarquia sem Glifosato; Tm: + 351 927 986 193 | ogm@quercus.pt
Paula Lopes da Silva, Grupo de Trabalho Pesticidas da Quercus;Tm: + 351 931 634 670 | paulasilva@quercus.pt
Henrique Vogado, Direção dos Urban Sketchers Portugal; Tm: 962 912 589 | hvogado33@gmail.com
*http://www.quercus.pt/campanhas/campanhas/autarquias-sem-glifosato-herbicida

SANTANA (Nisa): IV Festival Sabores do Rio


A Junta de Freguesia de Santana tem o prazer de organizar o IV Festival Sabores do Rio nos dias 9, 10 e 11 de Junho.
Venham conhecer o Arneiro, o Duque e o Pardo bem como as nossas deliciosas Sopas de Peixe do Rio.
Esperamos por todos vós.

20.5.17

Pedro Abrunhosa, Diogo Piçarra e Miguel Gameiro na IV Edição da Feira Sabores do Tejo

Os artistas Pedro Abrunhosa, Diogo Piçarra, David Carreira, Miguel Gameiro e António Raminhos são os cabeças de cartaz da Feira Sabores do Tejo, que terá lugar nos dias 23, 24 e 25 de junho, em Vila Velha de Ródão.
O certame, promovido pelo Município de Vila Velha de Ródão, assume-se como um dos mais importantes da região, onde as vertentes económica, cultural, associativa e gastronómica do concelho estão de mãos dadas.
Luís Pereira, Presidente da Câmara, considera que "a Feira dos Sabores do Tejo tem vindo a assumir-se como um espaço de afirmação da visão estratégica para o desenvolvimento do território, da capacidade e do valor dos agentes económicos que, nos últimos anos, têm vindo a investir em Vila Velha de Ródão, a gerar riqueza e a criar postos de trabalho".
A cerimónia de abertura da Feira Sabores do Tejo decorrerá no dia 23, pelas 18h30, num momento abrilhantado pela Banda Filarmónica Fratelense. O programa de sexta-feira inclui as atuações da Banda Skazoo (22h30, no Palco Sabores), Pedro Abrunhosa (24h00) e DJ Eddie Ferrer (01h30), ambos no Palco Tejo.
No sábado, após a abertura do certame, atuará a Tuna Académica Sénior de Vila Velha de Ródão (pelas 18h30, no Palco Sabores), seguido da atuação do grupo Toc e Ródão pelas ruas da feira. Pelas 21h30, no espaço multiusos, o Chef e músico Miguel Gameiro fará um showcooking, denominado Sabores com Música.À noite, pelas 22h30, no palco Sabores atuará a banda Soul Brothers Empire, o artista Diogo Piçarra (24h00) e os DJ's Isabel Figueira e Giga (01h30), ambos no Palco Tejo.
O último dia do evento inclui a atuação da classe de ginástica da Albigymn, pelas 18h30, seguindo-se a realização de um showcooking (19h30, no espaço multiusos) com as autoras do livro Sopas, Saladas e Sobremesas Detox, Carolina Santo e Susana Alves que falarão sobre o tema do livro, recentemente editado.
O certame será encerrado com as atuações do humorista António Raminhos, pelas 22h30, no Palco Sabores e do artista David Carreira (23h30, no Palco Tejo).
Para quem gosta de aventura, haverá voos cativos de balão de ar quente, todos os dias do certame.

2ª MiniMaratona Solidária da Caixa de Crédito Agrícola realiza-se no Crato


A Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Norte Alentejano (CCAMNA) está a organizar, em conjunto com o Município do Crato, a 2ª Mini Maratona Solidária, com o intuito de angariar donativos para um conjunto de instituições dos concelhos de Marvão, Fronteira, Crato, Gavião, Castelo de Vide e Nisa.
A prova realiza-se, dia 27 de Maio, no Crato, e será disponibilizado transporte para os munícipes que queiram participar. No final, haverá um lanche/convívio oferecido pelo Município do Crato.
Pode inscrever-se nos balcões da CCAMNA e junto das instituições convidadas. O valor pago (5 euros), que inclui a oferta de uma t-shirt, será entregue à instituição escolhida pelo atleta, na formalização da inscrição.
A instituição que reunir o maior número de participantes verá o montante angariado ser duplicado, em forma de donativo, pela CCAMNA.

NISA: O fantástico dia 13 e o inédito Tetra Campeão








19.5.17

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

Ordem de mérito
Cartoon de Henrique Monteiro in http://henricartoon.blogs.sapo.pt

AUGUSTO PINHEIRO: Grande pintor Naif de Nisa

(Discurso proferido no dia 20 de Abril de 1987 - Feriado Municipal - na Sessão Solene de Homenagem a Intelectuais Nisenses)
" Augusto Pinheiro, comerciante de profissão, viveu até aos 66 anos afastado das tintas e pincéis.
Fazia muitos desenhos para bordados, actividade a que se dedicava sua esposa.
Publicou dois números da revista de bordados "Ponto Real", com muitas flores e ramagens.
Ficava bastante impressionado quando visitava uma exposição de pintura, e com o desejo enorme de começar também a pintar.
Um dia pegou num lápis de cor e papel e fez um lindo desenho. Do papel passou ao pano e começou a fazer um pequeno quadro. Daí em diante nunca mais parou. Em 1970/71 passou pela casa Ferreira a comprar as primeira tintas a óleo, os secantes, e aprendeu a isolar as telas de linho, as quais também são preparados por si.
Dois anos mais tarde, já com os quadros prontos, escreveu ao senhor arquitecto, crítico e pintor Mário de Oliveira, pedindo o favor de passar pelo seu escritório para lhe mostrar umas simples pinturas. Viu, gostou, e o pintor nem queria acreditar, parecia uma criança, pois julgava que tudo aquilo era uma brincadeira sem valor.
Foi o arquitecto Mário de Oliveira que o encaminhou e encorajou para continuar a pintar, pois logo que tivesse duas ou três dezenas de quadros, voltaria a aparecer para seleccionar algumas das suas obras para um dia fazer uma exposição.
Augusto Pinheiro - O Circo
E assim foi, esta em Janeiro de 1974, na Galeria de Arte do Diário de Notícias.
Foi o seu primeiro êxito, pois a crítica a considerou como a mais coerente e inventiva. E pela mão daquele conceituado crítico, nesse mesmo ano, foi seleccionado para a exposição da A.I.C.A. (Associação Internacional dos Críticos de Arte), na Sociedade Nacional das Belas Artes, uma das exposições mais exigentes, porquanto é organizada por aquela associação.
A partir desta importante e significativa exposição a carreira artística de Augusto Pinheiro, teve sempre os maiores êxitos.
Em Madrid, em Maio de 1976, Augusto Pinheiro expõe na Galeria "Modena", especializada em arte "Naif". Foi um êxito total. Todos ficaram surpreendidos com a força cromática dos seus quadros, e, sobretudo, pela subtileza dos matizes.
Augusto Pinheiro, ganha aí os pergaminhos de um dos maiores pintores internacionais dentro do movimento "Naif", de tal maneira que o grande psiquiatra espanhol Vallejo Nagera, autor de vários livros e ensaios sobre a arte "Naif", classificou Augusto Pinheiro como um caso singular, não só pela sua pureza de emoções, onde por vezes o poético e o mágico se integram, como principalmente pela capacidade do seu iluminismo exterior.
Exposição em Nisa (1981) com a presença do Presidente da República, Ramalho Eanes
Não merece apenas citar os seus grandes êxitos artísticos depois desta exposição de Madrid, mas é justo dizer que chegou até Paris, no Salão dos Independentes, em Janeiro de 1982, e que em Lisboa teve em seguida grandes êxitos, mormente nas exposições da Galeria de S. Francisco e na Galeria "O País".
Como estamos na terra do pintor, é justo informar ainda, que Augusto Pinheiro, obteve também grandes êxitos nos Salões Ibéricos, organizados pela galeria do Casino Estoril, considerando o director desta prestigiosa galeria, Dr. Lima de Carvalho, as pinturas deste puro Naif como das melhores.
Augusto Pinheiro, continua a pintar com um entusiasmo autenticamente juvenil, o seu mundo imaginário, a sua ingenuidade perante o aspecto inspirador, e a transformação formal das coisas objectivas, deve ser entendido como o caminho pela qual o artista se alcança a si próprio, numa convicção íntima de toda a autenticidade da substância do seu ser.
Augusto Pinheiro - O Milagre das Rosas (Santa Isabel) - 1984
Meus senhores, e minhas senhoras, para terminar, penso que talvez seja oportuno dizer, o que é a pintura "Naif". Como se sabe, "Naif" é uma palavra francesa que tem muitos e variados significados, tais como ingénuo, simples, espontâneo, puro, etc. É uma arte, que nada tem de comum com a chamada arte erudita, e que constitui hoje um dos fenómenos sociais e artísticos à escala mundial.
E, Nisa, pode-se orgulhar, de possuir entre os seus filhos, o pintor Augusto Pinheiro, que já está classificado como um dos pintores mais significativos, não só no âmbito nacional, como internacional.
A arte é, sem dúvida, a forma mais positiva de comunicação. O artista erudito comunica uma mensagem; o artista que pratica o Naif não nos oferece essa mensagem, antes pinta como quem conta uma história ou relato emocional da sua personalidade.
É, isto, afinal, que nos tem oferecido Augusto Pinheiro: contar histórias da sua imaginação, cheia de encanto, de pureza e de lirismo."

MEMÓRIA: XIX Festival de Folclore “Vila de Nisa” (2013)















Houve palco e luz para uma festa de música e tradições
O amplo espaço da Praça da República em Nisa encheu-se de público, na noite de sábado, para assistir ao XIX Festival de Folclore Vila de Nisa, uma vez mais organizado pelo Rancho Típico das Cantarinhas de Nisa.
Numa noite em que o frio se fez sentir, o público vibrou com as actuações dos grupos folclóricos convidados e que actuaram por esta ordem: Rancho Típico das Cantarinhas de Nisa, Rancho Folclórico de Ramalde (Porto), Grupo de Danças e Cantares Nossa Senhora de Guadalupe (Maia), Rancho Folclórico de Sarnadas do Ródão (Vila Velha de Ródão) e Rancho Folclórico Nossa Senhora dos Altos Céus (Anta - Espinho).
Foi uma exuberante demonstração de música, trajes e tradições, desta vez num palco apropriado e com melhores condições do que as que foram proporcionadas na anterior edição. Na próxima, em que o Rancho Típico das Cantarinhas de Nisa completa 50 anos de existência e o Festival atinge a maioridade (20 anos) espera-se que seja possível melhorar um pouco mais, principalmente no que respeita à iluminação, à localização e acesso ao palco, bem como na divulgação deste grande evento.
O XIX Festival de Folclore contou com o apoio da Câmara Municipal de Nisa, Juntas de Freguesia do Espírito Santo e de Nossa Senhora da Graça, Sotonisa, Caixa de Crédito Agrícola, Caixa Geral de Depósitos e ainda de particulares.
Mário Mendes in "Alto Alentejo" - 31/7/2013