Com esta exposição, a autarquia assinala o Dia Internacional dos
Monumentos e Sítios, celebrando a proteção e a divulgação patrimonial, assim
como na manhã do dia 18 de abril, com a projeção do documentário “Paisagem
Ancestral: Recintos Cerimoniais de Terras do Guadiana”, da ERA Arqueologia, que
parte do Complexo Arqueológico dos Perdigões para uma viagem por outros
recintos de fossos cerimoniais e de agregação comunitária constituídos durante
o Neolítico e a Idade do Cobre. Após a visualização do documentário, haverá uma
visita à exposição, para explorar e desvendar curiosidades sobre o património
arqueológico do concelho.
Mais do que um conjunto de documentos e fotografias, o Arquivo Leisner
constitui um testemunho único de um olhar pioneiro sobre a paisagem
arqueológica da região. Através do seu trabalho sistemático, foram fixados no
tempo monumentos, contextos e interpretações que continuam a ser essenciais
para o conhecimento atual da História de Reguengos de Monsaraz.
O percurso expositivo constrói-se a partir de registos fotográficos,
explorando não só o processo de registo e interpretação desenvolvido pelos
Leisner, mas também a relação estabelecida com os entusiastas locais,
evidenciando como estas dinâmicas contribuíram para moldar o presente e o
futuro da Arqueologia reguenguense. Na mostra podem também ser vistas placas de
xisto gravadas, típicas dos contextos funerários megalíticos de Reguengos de
Monsaraz, que pertenceram à coleção de Pires Gonçalves, aproximando-nos do
universo simbólico e religioso das comunidades pré-históricas que povoaram a
região durante milénios.
A exposição abre ainda caminho à descoberta da riqueza arqueológica do
território, materializada em produções bibliográficas, onde a presença humana se
manifesta de forma contínua ao longo de milénios, afirmando Reguengos de
Monsaraz como um verdadeiro “Paraíso Megalítico”. Ao cruzar o passado da
investigação com o conhecimento atual, esta mostra propõe uma reflexão sobre o
papel da Arqueologia na valorização do património e na construção da identidade
coletiva, destacando o Arquivo Leisner como ponto de partida para compreender o
que já foi estudado, mas também o que permanece ainda por revelar.




















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