19.8.18

Património de Nisa no Dia Mundial da Fotografia



O Portal de Nisa assinala com estas três imagens, bem ilustrativas do riquíssimo acervo patrimonial do concelho, o Dia Mundial da Fotografia. 

Jovem de Nisa expõe Mangá na montra de artistas da Artemísia

É ainda uma adolescente mas demonstra um talento inato para o desenho. Maria Polido, uma jovem natural de Nisa, Portalegre, expõe durante o próximo mês na Montra de Artistas da loja de materiais para belas artes Artemísia.
O seu encanto são os desenhos Mangá, histórias aos quadradinhos ou banda desenhada feita no estilo japonês. E foi justamente por causa dos “animes” (histórias que deram origem a exibições na televisão, os chamados desenhos animados) que Maria Polido se apaixonou pelo desenho e começou a fazer mangás desde tenra idade.
“Pensei que seria divertido tentar passar para o papel os personagens que eu adorava e que me fascinavam desde pequena, por isso, instalei uma aplicação no tablet para aprender a desenhar. Como é óbvio os primeiros que fiz não ficaram grande coisa mas como autodidata não parei e tenho tentado melhorar e aperfeiçoar os meus desenhos”, refere a jovem artista.
Atualmente, Maria Polido até já pensa em escrever um mangá e daqui a uns anos, ser como os grandes “mangakas” que tanto admira.

Diario Digital Castelo Branco | 2018-08-18

INCÊNDIOS: PEV alerta que Serra de São Mamede é uma das áreas “mais vulneráveis"

O Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) apontou hoje a Serra de São Mamede, distrito de Portalegre, como uma das áreas “mais vulneráveis” aos fogos este verão, lembrando que não ocorre “um grande incêndio” na zona desde 2003.
 “A Serra de São Mamede é tida como um dos sítios mais vulneráveis aos incêndios este verão, porque há muito tempo que não arde, que não tem um grande incêndio”, alertou a dirigente do PEV Manuela Cunha, em declarações à agência Lusa.
Uma delegação do PEV está, desde hoje e até sexta-feira, de visita ao Parque Natural da Serra de São Mamede (PNSSM), área protegida que se estende pelos concelhos de Portalegre, Castelo de Vide, Marvão e Arronches, para "apurar os meios que estão aptos" para evitar e combater eventuais incêndios.

IN MEMORIAN: Kofi Annan, paladino da Paz e dos Direitos Humanos

Deixou-nos ontem, Kofi Annan que, enquanto Secretário-Geral da ONU, muito contribuiu para a paz no Mundo, e a quem Portugal e o Povo de Timor devem agradecer todos os esforços que fez para readquirir a independência e consolidar a paz.
Kofi Annan, Diplomata, nasceu em Kumasi (Gana), a 08-04-1938, e faleceu na Suíça, a 18-08-2018. Kofi Annan a quem Portugal e Timor Lorosae muito ficaram a dever. Foi Secretário Geral da ONU entre 1997 e 2006. Antes de ingressar na carreira de Funcionário da Organização das Nações Unidas, fez estudos na área da Gestão em estabelecimnentos universitários de diversos países, tais como Estadps Unidos da América e Suíça.
Com início em 1962, o seu percurso ao serviço da ONU foi feito na área da direcção do aparelho administrativo em diversos pontos do Globo, ocupando-se de questões de operações no terreno.
Kofi Annan teve também a seu cargo Missões Diplomáticas importantes em contextos delicados como foram os da Guerra do Golfo e da Guerra da Jugoslávia. Contudo, foi como responsável pelas operações de manutenção de paz da ONU que ganhou maior reconhecimento internacional. Graças, sobretudo, ao prestígio conseguido no exercício daquelas funções, Annan tornou-se a sétima personalidade da história das Nações Unidas a ser eleita para o cargo de Secretário-Geral, a 01 de Janeiro de 1997.
Em Outubro de 2001 foi-lhe atribuído, juntamente com a organização que representa, o Prémio Nobel da Paz, pelo dcsenvolvimento de acções que contribuíram, e continuaram a contribuir, para a defesa e manutenção da paz e dos direitos humanos.
Outra das razões apresentadas para a atribuição a Kifi Annan relaciona.se com o bom desempenho nas suas funções como Secretário-Geral da ONU e pela dedicação que por elas sempre demonstrou ter,
A 23 de Outubro de 2003, o Parlamento Europeu atribuiu a Kofi Annan e à Organização das Nações Unidas o Prémio Sakharov para a defesa dos Direitos do Homem. Este Prémio, segundo o Parlamento, foi atribuído em homenagem a Sérgio Vieira de Mello e a todos os Funcionários das Nações Unidas que, em nome da Paz Mundial, faleceram durante o exercício das suas funções.
Em Outubro de 2005 Kofi Annan visitou Portugal nos dias 11 e 12, de passagem para a Cimeira Ibero-Americana, realizada em Salamanca a 14 e 15 do mesmo mês. O Presidente da República Jorge Sampaio homenageou o Secretário-Geral da ONU com a Ordem da Liberdade.
Em 2006, Kofi Annan anunciou a sua retirada do cargo de Secretário-Geral da ONU, tendo sido substituído a 02 de Janeiro de 2007, pelo sul-coreano Ban Ki-Moon.
Kofi Annan entrou para a História como o primeiro negro a liderar a Organização, sendo depois disso, enviado especial da ONU à Síria para liderar os esforços de paz.
Kofi Annan foi laureado em 2001, com o Prémio Nobel da Paz, pelo trabalho humanitário que desenvolveu, nomeadamente na luta contra a SIDA e contra a Malária.
Fonte: “Infopédia – Dicionários Porto Editora”
Fonte: “Jornal Expresso” 
Texto retirado de www.ruascomhistoria.pt

18.8.18

Lançamento do livro "Os Combatentes da Freguesia de Montalvão" na Grande Guerra 1914-1918

Lançamento do livro Grande Guerra - Os Combatentes da Freguesia de Montalvão da autoria de Ana Paiva Morão, na Casa do Povo de Montalvão, dia 9 de Setembro pelas 11H00.

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

Os ativistas
Cartoon de Henrique Monteiro in http://henricartoon.blogs.sapo.pt

MEMÓRIA: O Barqueiro de Amieira numa entrevista de 1983

Chama-se Adelino Alves, tem 68 anos e é o actual responsável pelo transporte de passageiros entre as duas margens do rio Tejo, no local denominado Barca de Amieira. Para melhor conhecer a sua profissão fomos procurá-lo. Eis o que nos disse:
Amieirense – Há quanto tempo exerce esta profissão?
Barqueiro – Há cerca de 4 meses, mas já cá estive 6 anos, outros 3 por conta da Câmara.
Amieirense- Que diferença nora entre hoje e antigamente?
Barqueiro – A principal é que há menos passageiros. As pessoas preferem a camioneta, além de que dantes havia trabalho, vinha pessoas dos Montes e de outros lados, passavam-se carros. Agora é mais perigoso devido à Barragem do Fratel pois o Tejo nunca leva o mesmo caudal.
Amieirense – Quais as principais dificuldades por si sentidas?
Barqueiro – É um trabalho fácil, dantes era mais difícil, pois era preciso manejar a barca, agora até se torna um trabalho “chato”, não se vê vivalma. As maiores dificuldades é ter que vir todos os dias para cima e para baixo, e eu já tenho uma idade avançada. Sempre são 6 quilómetros! O que se podia fazer era uma casa aqui no Tejo para o barqueiro...
Amieirense - É uma profissão com futuro? Garante-lhe a subsistência?
Barqueiro – Não tem grande futuro, pois os passageiros são poucos, se eu pescasse podia ter algum rendimento, mas assim só com o dinheiro das barcagens e o subsídio da Câmara não dá.
Não garante a subsistência, mas eu sou reformado e sempre ajuda. Isto só dá prejuízo.
Amierense – Mas não acha que é importante para Amieira?
Barqueiro– Embora eu agora passe pouca gente, nas épocas festivas é que há mais, sempre é importante, pois Amieira está praticamente isolada. Só temos uma camioneta que sai de manhã e retorna à noite.
Amieirense – Tem tanto tempo livre, como se ocupa?
Barqueiro – No Verão contemplo a paisagem e sempre posso falar com alguém há sempre a tomar banho, durmo a sesta, estendo-me no bote, ao sol, ando às enguias, pesco, etc.
Dir-nos-ia ainda que mesmo com as cheias, de dia não há perigo nenhum. À noite, porém, torna-se muito perigoso. “O Amieirense” deseja-lhe felicidades no seu trabalho.
O Amieirense – Dezembro de 1983

17.8.18

OPINIÃO - Querida Aretha Franklin: está no céu a voz que passava a vida no céu e levava-nos até lá

É difícil imaginar que a autora desta música eternamente nova seja capaz de morrer. Morrer parece uma coisa tão banal para um ser tão mágico - no verdadeiro sentido da magia, de ser uma maravilha inexplicável.
Aretha Franklin não era capaz de só cantar. Musicava a voz. A voz dela aventura-se, sai sem pensar por um caminho desconhecido que logo se verá aonde vai dar. Na esperança certa de surpreender-se, de chegar onde nunca dantes chegou, inventando uma nova música, uma nova maneira de fazer dançar a voz, uma outra canção escondida na cantiga que só ela é que ouvia e reproduzia, soltando-se para a canção se ir soltando também.

Há um ensaio de estúdio de You're  All  I  Need To Get  By (Take 1) que dura 42 segundos. "Are you taping this, Jerry?", pergunta Aretha a Jerry Wexler. Nesses 42 segundos, gravados em 1971, ouve-se o cérebro dela a correr à frente da voz. Isto é o que Aretha Franklin faz a uma canção enquanto espera.
Na take 2 ela vai mais longe, explorando a canção com aquela voz divina, tão irrequieta, desinibida, directa, majestaticamente terrestre e humana.
Aretha Franklin não tinha medo de nenhuma música, de nenhum músico.
Ouviu o tremendo Respect cantado taxativamente por Otis Redding e disse que queria gravar a versão dela. Que conseguiu ser ainda mais soberba, ao ponto daquela gravação masculina, feita por um homem genial sobre o respeito que os homens procuram, ter sido transformada numa gravação feminina, feita por uma mulher genial, sobre o respeito de que as mulheres precisam.
E até ter transcendido tudo, até ser sobre o respeito humano que toda a humanidade precisa - "até as crianças e os bebés", disse Aretha numa entrevista recente à Vogue.
Também You're  All  I  Need To Get  By tinha sido gravado em 1968 por Marvin Gaye e Tammi Terrell. Onde artistas menores viam versões definitivas Aretha Franklin via pontos de partida. Onde outros viam gravações, ela via veículos para transportá-la para o paraíso da música.
O génio de Aretha era tal que ela cantava para saber o que ela ainda não sabia. Não era capaz de ensaiar sem mudar tudo, de todas as maneiras, da maneira menos consciente: vamos ouvir o que sai daqui.
Não vai sair coisa conhecida. Vai sair coisa bonita, nunca dantes ouvida. E eu quero ouvir porque não há mais ninguém capaz de cantar assim, como o traço do lápis de Paul Klee.
A música da voz dela é verdadeiramente universal. Começa-se a gostar em criança porque parece desobediência, parece liberdade, soa a alguém que se está a divertir mais do que qualquer outra pessoa, mais do que deveria, mais do que gostariam os adultos.
Na expansão da voz dela ouve-se e sente-se, participa-se na alegria de conseguir cantar assim, como se só a voz dela pudesse explicar o que está ali escondido e tornar tudo irresistivelmente nosso, de todo o mundo, preso à voz dela, eufórico com a sorte que tem de poder ouvi-la.
Aretha Frankin era uma inventora musical tão profunda, expressiva e talentosa que arriscava sempre tudo, oferecendo-nos o prazer de correr todos os riscos com ela.
É difícil imaginar que a autora desta música eternamente nova seja capaz de morrer. Morrer parece uma coisa tão banal para um ser tão mágico - no verdadeiro sentido da magia, de ser uma maravilha inexplicável.
Pode-se contar com ela. Sempre que a música parece parada a música dela está cá para mostrar como a música se mexe. A música de Aretha Franklin é um tesouro vivo, uma música que voa inesperadamente cada vez que passamos por ela.
A maravilha de Aretha Franklin era inexplicável mas cada um, seja criança ou crescida, sente-a completamente. A música dela era música de amor, de todos os amores que há em nós. E é real quando está na voz dela. É isso que é magia. É isso que temos de agradecer. É isso que temos de guardar. A realidade da música dela, chegada ao céu.
Porque não há-de vir mais nenhuma Aretha Franklin. Aquela que temos terá de durar para sempre. 
Felizmente chega e sobra.
 16 de Agosto de 2018
Miguel Esteves Cardoso in "Público"

15.8.18

NISA: Poetas Populares - Maria Pinto

AS SORTES
Em Nisa, o dia das sortes
Alegra a rapaziada
Rua abaixo, rua acima
Vão dando a sua alvorada.

Atrás de uma concertina
Neste dia sempre é festa;
Ao fim de um ano já dizem:
“Ai, que triste vida esta!”

Tocam numa pandeireta
Rua abaixo, rua acima;
E vão dançando e cantando,
Ao toque da concertina.

Com uma fita encarnada
Dão o sinal de apurado;
Passa a vida a ser diferente
Nessa vida de soldado.

Todos eles dão um baile,
A toda a rapaziada,
 E cada qual, satisfeito,
Leva a sua namorada.

Dão aos noivos lindas prendas
Para as sortes ir tirar;
Eles compram-lhes vestidos,
Para o baile os levar.

Todos os que tiram sortes
Têm uma para dançar;
E os que vêm estão
Os fatos, a apreciar.

Qual o vestido mais lindo
Todo o povo está a ver;
E algumas mais pobrezinhas
Sem ter pão para comer.

Andam todas satisfeitas
Com as prendas oferecidas;
E gente cá fora a ver
As que ficam mais bonitas.

Todos eles com seus pares,
Eu gosto de os ver dançar
Passos-dobles, corridinhos
E um bom jazz a tocar.

Tudo com trajos modernos
Calças à boca de sino;
Com fatos de várias cores
Faz-se assim um rapz fino.

E as cachopas também
Trajam de toda a maneira;
O que elas poupam nos fatos
Vão dá-lo à cabeleireira.

Agora – ouvi dizer –
A moda é andar descalço
Já não sabem que hão-de usar
Mas isto deve ser falso.

Rapaziada das sortes
Não tenham a fé perdida
Porque a tropa para muitos
Dá-lhes pão e dá-lhes vida.

Para todos, bom ou mau
O destino está marcado;
Deus lhes dê saúde e sorte
Nessa vida de soldado.
Maria Pinto
Na foto: Jovens nisenses nascidos em 1953

NISA: "Os Passinhos da Fonte da Pipa" (1)

Já se encontra em funcionamento o Espaço para Sugestões e Reclamações do site do Município de Nisa. Não era sem tempo, mas alguém leu a crítica que sobre este assunto escrevemos aqui no Portal e, talvez, roído pela (boa) consciência, resolveu – certamente após as indispensáveis consultas à comendadora-mor – reatar a publicação normal deste Espaço. Um espaço que, a julgar pelas mensagens e reparos que lá deixei, não vai servir, rigorosamente, para coisa alguma, excepto para listar os “opositores visíveis” e os críticos do actual regime idalinista instalado na Praça do Pelourinho.
Na primeira mensagem, sobre a qual não recebi qualquer resposta, sugeria algumas alterações, ligeiras, ao Espaço de Sugestões e Reclamações, uma delas sobre os asteriscos que indicam os campos de preenchimento obrigatório e outra sobre a duplicação de dados (Cartão de Cidadãos e NIF) quando o munícipe, apenas por um deles fica devidamente identificado.
Perguntei, na segunda questão que coloquei, qual o motivo por que não podia “postar” na página de Facebook da Idalina que ela diz que é do Município, ou vice-versa.
Deve ter havido raios e coriscos (lembrei-me, agora, de uma canção do Barata Moura e que dizia assim: “Dizem cobras e lagartos / Da Intersindical /Parecem uns burros fartos/ Com o pão de ló do capital/...) e resposta não houve, nem na referida página feicebukiana apareceu a “autorização” para me tirarem a “fita adesiva”...
Vou continuar a escrever no Espaço para Sugestões e Reclamações, ciente de que ele, o dito Espaço, apenas serve para cumprir uma obrigação legal e dar uma imagem de “transparência”, ilusória, pois, no concelho de Nisa não há SUGESTÔES a dar já que quem dirige, de forma superior, os destinos da pólis, sabe muito bem o que o Município precisa. Tão bem, que se arroga ao direito de promover e anunciar obras sem dar qualquer cavaco aos seus camaradas (alto aí e pára o balho...) da vereação. O anticomunismo cavernícola da edil é já conhecido além-fronteiras, de tal modo que o convite para participar no Web Sómete, numa comunicação sobre o efeito paisagístico das cantarinhas, foi cancelado.
Enquanto isso, os semáforos junto à Loja do Munícipe continuam avariados, sem uma luzinha sequer, a dar sinal de si. Há uma passadeira, mas perante a presença daquela estrutura metálica que devia regular o trânsito, são constantes as dúvidas: Quem passa agora? Passas tu ou passo eu? Passam os peões (pessoas)? O que fazer?
Se não cumprem as funções para que foram instalados, tirem-nos dali e coloquem-nos noutro sítio, talvez com umas florinhas a ornamentar mais uma obra “carismática”.
As casas de banho públicas (sanitários, que é mais fino...) no Posto de Turismo, só funcionam até às 20 horas e durante os quatro dias da Festa em Nisa, apenas serviu para os “festivaleiros”. O público em geral, ficou geralmente sem poder fazer xixi e outras necessidades fisiológicas. É um horário que não faz qualquer sentido, ainda mais no Verão, a não ser que a municipalidade, com este procedimento, esteja a fazer um convite para que os munícipes (e visitantes) vão “aliviar a bexiga”, “verter águas” ou “arrear o calhau” nalgum canto, público, nas proximidades...
Sobre a Festa em Nisa, há alguns reparos a fazer, mas ficam para o próximo Espaço Público de Reclamações e outras inquietações.
Mário Mendes
(Escrevo o meu nome para o invisível censor poder contabilizar mais um texto crítico e fazer jus ao ordenado que recebe)

OPINIÃO: Inimigos do povo

É uma resposta do pequeno David contra o gigante Golias. Mais de 100 jornais norte-americanos publicam amanhã editoriais a condenar os ataques do presidente dos EUA ao exercício do jornalismo. Parecem muitos. E parece uma inversão da força: os 100 Golias contra o pequeno David, que acusa os média de serem os "inimigos do povo".
Na verdade são poucos. Os "inimigos do povo", como eram apelidados os adversários políticos de regimes totalitários, acabavam sentenciados à morte. A mesma sentença simbólica a que os órgãos de Comunicação Social tradicionais vão sendo condenados, no papel, na rádio ou na televisão, com a emergência de fenómenos aparentemente noticiosos suportados no digital.
E são poucos porque as máquinas de propaganda avassaladora nas redes sociais, na criação de falsos média, no uso de contrainformação e notícias falsas de Donald Trump, de clubes de futebol, de partidos, estados, empresas, organizações com fins pouco lícitos, fundam-se e medram no fanatismo em que as sociedades se deixam sufocar. Porque é mais fácil aceitar aparentes e simples explicações de quem está no exercício dos diversos poderes do que ler, ver, ouvir. Pensar.
Hoje são mais do que evidentes os efeitos dessas máquinas na eleição de Trump, ou no referendo do Brexit, bem como suspeitas fortes na tentativa de manipulação das eleições em França, na Alemanha ou na Holanda, mas também a "fazer" a opinião dos eleitores, dos adeptos, dos cidadãos nas coisas mais simples.
Claro que não estão isentos de responsabilidade os jornalistas. Pelo facilitismo. Por tantas vezes esquecerem que os leitores são a primeira e última razão da sua existência. Como não está isento um país que não tem na Educação o pilar que sustenta as sociedades democráticas. Ensinar a pensar.
Se não lutarmos, o fim da Imprensa tal como a conhecemos é o fim da Democracia tal como a vivemos. Podemos criar algo melhor, mas até lá serão os verdadeiros inimigos do povo, os capangas da propaganda, a reinar. Às vezes por décadas. Vale mais por isso ser um pequeno David do que um torpe Golias.
Domingos de Andrade in “Jornal de Notícias” – 15/8/2018

14.8.18

Festa e Convívio dos Zabumbas em Montalvão


AMIEIRA DO TEJO: As festas da Senhora da Sanguinheira em 1993

Amieira do Tejo viveu grande animação durante quatro dias, de 10 a 13 de Setembro de 1993, com a realização das Festas Anuais em honra de Nossa Senhora da Sanguinheira.
A iniciativa teve direito a uma brochura na qual ficou registado o programa da festa, o nome dos elementos da Comissão de Festas, as entidades que apoiaram, bem como as empresas comerciais e industriais que contribuiram para tornar realidade este evento.
O PROGRAMA DAS FESTAS
10 de Setembro – Sexta-Feira
21,30h – Abertura oficial das Festas, com fogo de artifício
22h – Baile abrilhantado com o famoso organista Armindo Velez, de Alegrete.
23,30h – Actuação da Orquestra de Harmónicas de Ponte de Sor.
11 de Setembro – Sábado
17,00h – Fogo de Artifício
17,30h – Tourada com vacascedidas pelo sr.Carlos Manuel Nabais Zacarias, de Nisa
21,00h – Procissão
22h – Baile abrilhantado com o conjunto “Euterpe” de Portalegre
23,30h – Actuação do Grupo Coral Cantares Regional de Portel
12 de Setembro – Domingo
07,00h – Alvorada
9,30h – Chegada da Banda Filarmónica do Crato, seguida do Peditório
14,30h – Missa Solene seguida da Procissão
17,30h - Tourada com vacas cedidas pelo sr.Carlos Manuel Nabais Zacarias, de Nisa
22,00h – Arraial com o conjunto “Feed Back” de Nisa
23,30h – Concerto com a Banda Juvenil do Município do Gavião.
00,00h - Fogo de Artifício e continuação do Arraial
13 de Setembro – Segunda-Feira
17,00h – Futebol entre as equipas do Grupo Desportivo de Amieira do Tejo e Arez
21,00h – Adeus da Senhora
22h – Baile com o organista Nuno José, de Fortios.
00,00h – Fogo de Artifício e continuação do Arraial
COMISSÃO DE FESTAS
Integravam a Comissão de Festas de Amieira do Tejo 1993, os seguintes elementos:
Agostinho M. Neto – Aníbal Marchão – António A. Vieira – António Herm. Fonseca – António Vitório – Carla Tereso – Carla Valério – Fernando Fonseca – Francisco Rogério – Francisco Serrano - FranciscoTereso – Francisco Trindade – Francisco ventura – Gracinda Valério – João Paulo – José Manuel Gama – José Manuel Miguéns – José Louro Marcelino – José Marchão – José Pereira Valério – José Vieira Mouro – Luís Diogo – Manuel de Almeida Ricardo – Manuel Gama Valério – Maria Conceição Valério – Mário Filipe Duarte – Mário Metelo Lino – Sónia Maria Sena – Sousa Casimiro – Vasco Jorge – Vasco Rui.

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

É um pássaro?
Cartoon de Henrique Monteiro in http://henricartoon.blogs.sapo.pt

AMIEIRA DO TEJO: Festas em honra da Senhora da Sanguinheira


13.8.18

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

Nas mãos de Deus
Cartoon de Henrique Monteiro in http://henricartoon.blogs.sapo.pt

Ludmilla em Alter do Chão


Entre 17 e 19 de agosto, as Festas regressam a Alter do Chão, com um programa recheado de bons nomes do panorama musical internacional.
Ludmilla é a cabeça de cartaz e uma das principais figuras do funk brasileiro. Um verdadeiro fenómeno da internet com vários milhões de seguidores por todo o mundo. Poderemos ouvir vários hits, como: “Sem Querer”, “Te Ensinei Certin”, “Não Quero Mais”, “Hoje”, “24 Horas por Dia”, “Cheguei”, “Sou Eu”, “Amor Não é Oi”, entre várias outras.
A cantora e a sua “Crew”, pela primeira vez na região alentejana, atuam em Alter do Chão no próximo domingo, dia 19.
As Festas de Alter vão contar ainda com a participação de várias bandas de música ligeira, os portugueses “Lucky Duckies” e o grupo “Raya Real”, de enorme sucesso por terras de “nuestros hermanos” e bastante reconhecido nas zonas fronteiriças do nosso território.
No próximo fim-de-semana, quem visitar Alter do Chão, além do bom ambiente e boa música, contará com uma zona de restauração potenciada pelas associações concelhias.


AVIS: Exposição de Ana Rosado

Exposição "Sombras Sussurrantes", de Ana Rosado
de 11 de agosto a 9 de setembro, na Biblioteca Municipal José Saramago, em Avis
Inauguração: 11 de agosto, às 16h00, com a presença de Ana Rosado.

12.8.18

Francisco Macedo Toco: Memória de um amigo que partiu...

Há um ano, na manhã de 12 de Agosto de 2017, falecia na sua residência em Algés e após prolongada doença, o Dr. Francisco Macedo Toco, distinto advogado, natural de Nisa, vila onde nasceu em 1944.
Na notícia que neste espaço então publicámos, realçávamos os traços biográficos deste nosso conterrâneo que construiu, a pulso, uma carreira de prestígio na Administração Tributária e na Advocacia.
Hoje, um ano passado sobre a sua morte, trazemos à memória o Francisco, com os testemunhos de duas pessoas que com ele conviveram: o do doutor Carlos Pinto de Abreu, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados, no mandato em que o Dr. Francisco Macedo Toco, integrou, como vogal, aquela Comissão, e o da Drª Fernanda Policarpo, cabeça de lista do PSD às eleições autárquicas de 2009 no concelho de Nisa, lista na qual o Dr. Francisco Macedo Toco era o primeiro candidato à Assembleia Municipal, órgão para que viria a ser eleito e no qual produziu importantes intervenções, ainda hoje, com plena actualidade e que, por isso, não deixaremos de trazer ao conhecimento dos nossos leitores/visitantes do Portal. Dois testemunhos, palavras simples e sentidas, que muito agradecemos.
O Francisco partiu do nosso convívio há um ano. Mais do que a lembrança e invocação da sua partida, faço minhas as palavras do Dr. Carlos Pinto de Abreu: o Francisco faz-nos muita falta!
Francisco Macedo Toco faz-nos muita falta.
Era um advogado digno. Tinha as necessárias virtudes dos homens bons. Era justo sem ser autoritário. Era atento sem ser intromissivo. Era calmo mas não deixava de se sensibilizar com as desigualdades e as injustiças.
E estava sempre pronto a ser o primeiro a dizer sim ao justo e corajoso combate pelo cabal exercício dos direitos de cidadania e pela participação e intervenção da advocacia na promoção da igualdade e dos direitos humanos.
Trabalhámos em conjunto na Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados.
Foi leal, frontal e empenhado. Assumiu os deveres e cumpriu-os.
Foi aí que primeiro o conheci e fiquei a admirar.
Fazem-nos falta pessoas assim.
Mas fica-nos o exemplo.
Obrigado Francisco.
Ao meu amigo Francisco Macedo Toco
Homem carismático, amigo do seu amigo, sempre com um sorriso a defender os valores em que acreditava e as gentes da sua terra. Foi um companheiro, que sabendo escutar, de forma sensata sugeria o melhor caminho a trilhar. Contudo, para mim, mais do que um companheiro de campanha política, foi um confidente e ainda hoje, sempre que penso nele, fico a sorrir lembrando a sua vontade de viver e a sua alegria contagiante. Obrigado, meu amigo, por teres feito parte da minha existência!" 

11.8.18

FORTIOS: Sarau Cultural "Momentos de Poesia"


MARVÃO: Festival de Bandas Filarmónicas do Alto Alentejo

Junto envio, para conhecimento e divulgação, o cartaz do Festival de Bandas Filarmónicas do Alto Alentejo "Celestino Raposo", que terá lugar em Marvão no dia 8 de setembro de 2018 e encerra a passagem deste Festival por todos os concelhos do distrito de Portalegre.

GNR: Visita de Crianças ao Destacamento Territorial de Ponte de Sor


O Comando Territorial de Portalegre, ontem, dia 9 de agosto, proporcionou a 100 crianças, com idades entre os 4 e os 12 anos, uma visita ao Destacamento Territorial de Ponte de Sor.
Estas crianças, vindas de diversas escolas do concelho, tiveram contacto com a GNR, através da realização de demonstrações de meios das diferentes valências, nomeadamente, territorial, ambiental, de trânsito e cinotécnica.
A iniciativa teve a colaboração do Município de Ponte de Sor, que apoiou com o transporte das crianças. A interação entre as crianças e a GNR, cria importantes laços de proximidade e de confiança.

Calorosa dádiva de sangue em Fronteira


Verão é uma das alturas mais problemáticas em termos de reservas de sangue nos serviços de saúde portugueses. Temperaturas bastante quentes não são convidativas a doar sangue, mas tal não aconteceu em Fronteira, aquando de mais uma brigada da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP.
Até ao centro de saúde de Fronteira encaminharam-se 31 pessoas, das quais oito mulheres. Por razões ligadas ao estado de saúde dos presentes, nem todos puderam colaborar como desejavam. No conjunto foram 25 as unidades de sangue orgulhosamente doadas em Fronteira.

10.8.18

O Montado em debate no 6º Festival Internacional de Cinema de Marvão - Periferias

Debate “O Montado - Património Natural do Alto Alentejo e Extremadura” - Marvão, 11 de Agosto de 2018
Com a co-organização da Quercus (Núcleo Regional de Portalegre) e inserido no Periferias - Festival Internacional de Cinema de Marvão, vai decorrer no próximo Sábado, dia 11 de agosto, pelas 11.00 horas, na Casa da Cultura de Marvão, um debate sobre o tema “O Montado – Património Natural do Alto Alentejo e da Extremadura”. No início deste debate será projetado o documentário “Extremadura sin Dehesas?”, da Adenex - Libre Producciones, e o Spot "Portugal Sem Plásticos", da Quercus – EEB.
Participantes no debate
·         Nuno Sequeira – Núcleo Regional de Portalegre da Quercus
·         Jesus Valiente – Adenex
·         Câmara Municipal de Marvão
·         José Andrade - Plataforma "Vamos Salvar as Árvores Fechadas"
Resumo - Nenhum outro ecossistema na Europa é tão rico em biodiversidade como aquele que ocupa grande parte do sudoeste da Península Ibérica. Mais de três milhões de hectares de um singular e variado mosaico de ambientes que os seres humanos e a natureza, como aliados leais, têm vindo a criar emanter ao longo de séculos.
Documentário “Extremadura sin Dehesas”? Doc | 2013 | Adenex - Libre Producciones + Spot "Portugal Sem Plásticos" Quercus - EEB | 2018

OPINIÃO: Educação e formação de adultos


Os programas de educação e formação de adultos devem garantir a efetividade, embora tardia, de um direito cultural (e social) fundamental, "o direito à igualdade de oportunidades de acesso e êxito escolar" inscrito na Constituição da República Portuguesa (art. 74). Ao Estado estão atribuídas múltiplas obrigações, nomeadamente a de "Garantir a educação permanente e eliminar o analfabetismo". Aquele direito, que é um pilar estruturante de uma sociedade democrática, tem continuado nas últimas décadas a ser negado a muitos cidadãos nos seus tempos de crianças, adolescentes e jovens.
Este défice pode e deve ser resolvido. Parece-me prioritário considerar-se estes cinco desafios: i) identificar, caraterizar e assumir a amplitude e os fundamentais impactos dessa lacuna; ii) proceder a análises objetivas sobre as incapacidades do sistema de ensino, desde o 1.o Ciclo (onde continua a haver exclusão) e a desadequação de políticas públicas, fatores que em grande parte estiveram na origem do problema, com o objetivo de o estancar; iii) identificar e trabalhar novas exigências de educação permanente e proceder à abordagem do conceito analfabetismo no plural; iv) desenhar e aplicar programas que criem equilíbrio entre o que se pede a cada pessoa que necessita de ir a programas de educação e formação de adultos, as condições concretas de que cada uma parte nos planos material, motivacional (precariedade, baixos salários e fraca qualidade do emprego não ajudam) e da possibilidade de gestão do seu tempo; v) assegurar ofertas com localização acessível e disponibilizar e divulgar intensamente programas adequados e mobilizadores.

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

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Cartoon de Henrique MOnteiro in http://henricartoon.blogs.sapo.pt

GNR em actividade no Festival “BEAT FEST 2018”

O Comando Territorial de Portalegre, através do Destacamento Territorial de Nisa, no âmbito do Festival de música  “Beat Fest 2018”, entre os dias 2 e 5 de agosto, realizou uma operação de segurança, no concelho de Gavião e áreas envolventes, com o objetivo de assegurar a ordem e tranquilidade pública, a proteção de pessoas e bens, e garantir a normal regularização do trânsito.
Durante o período do festival, que contou com a participação média de 2100 pessoas diariamente, foram empenhados 31 militares da GNR que fiscalizaram 232 veículos e 329 pessoas, resultando em:
Infrações:
·         Cinco detidos, em  flagrante delito, pelo tráfico de estupefacientes;
·         42 autos de contraordenação por consumo de estupefacientes.
Apreensões:
·         491 doses de haxixe;
·         9,57 gramas de cannabis.
Os detidos foram constituídos arguidos e sujeitos à medida de coação de termo de identidade e residência.

8.8.18

FLOR DA ROSA: Exposição "Imaculada" de José M. Rodrigues

IMACULADA
Exposição de fotografia de José M. Rodrigues
28 de julho a 30 de setembro 2018
Mosteiro de Santa Maria de Flor da Rosa

CANOAGEM: Descida da Ribeira de Seda

O Centro Cultural de Figueira e Barros e o Núcleo Regional de Portalegre da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza, com Delegação no Concelho de Avis, organizam, no próximo dia 18 de agosto, a atividade anual de Descida da Ribeira de Seda, em canoa.
O Percurso, de dificuldade média, pontuado por cenários de grande beleza natural, desenvolve-se ribeira abaixo, num troço que se estende entre o Paredão da Barragem do Maranhão, e a Ponte da Ordem, no limite dos concelhos de Avis e de Mora.
Neste dia, a concentração de todos os participantes, agendada para as 08h00, será junto ao hangar do Complexo do Clube Náutico de Avis, donde sairão, posteriormente, transportados pela organização, para o descarregador da barragem, local que servirá de ponto de partida para esta descida de 8 km.
Durante o passeio, os participantes nesta jornada irão ter a oportunidade de realizar atividades de observação da fauna e flora local, numa perspetiva educacional, ao percorrer as águas lisas e tranquilas daquele curso de água.
As inscrições, na Divisão de Desenvolvimento Sociocultural e Turismo do Município de Avis, em número limitado às embarcações existentes e às que são propriedade dos próprios, estarão abertas até ao dia 16 de agosto.
A iniciativa, apoiada pelo Município de Avis, terminará com um almoço/convívio, junto à Ponte da Ordem.