26.9.17

NISA: A liberdade está a passar por aqui...

LIBERDADE
Foi em certa madrugada
De um tal mês de Abril
Que a população meio ensonada
Encheu os ares de vivas mil.

Acorda povo que és meu
Que as algemas estão quebradas
Vem ver o que aconteceu
Com as nossas forças armadas.

Despertai pró novo dia
Pois passou a noite escura:
Chegou p´ra nós a democracia
E já findou a ditadura.

Liberdade, viva a liberdade!
- Gritava-se a toda a brida;
Chegou p´ra todos a igualdade,
Que já nos foi prometida.

Treze anos já são passados
Desde que veio a liberdade.
Mas p´ra mal dos nossos pecados,
Ainda não chegou a igualdade.

Essa liberdade tão desejada
Nada nos trouxe de novo
E a igualdade veio mascarada
Só p´ra iludir o nosso povo.

Mata-se e rouba-se em pleno dia
E com toda a liberdade.
Para que serve a democracia
Num país sem autoridade?

Não há segurança nas ruas,
Que o digam os taxistas:
Essas madrugadas são já escuras,
Que só servem prós terroristas.

Ainda há fome e grandes misérias
Com os seus trajes horripilantes
Essas frases são apenas lérias,
Fazendo lembrar como era d´antes.

A liberdade que eu almejo
É bem real e vem de cima.
Traz-me do céu o seu lampejo,
Dá-me fé e me anima.

Por isso, eu serei sempre fiel
A essa liberdade tão querida
E a igualdade será como mel,
Quando por Deus for repartida.
Um nisense (1987)

NISA: Um "equilibrista" na Praça da República

OPINIÃO: A gula absoluta do "centrão"

Portugal conhece demasiado bem o resultado das maiorias absolutas do "centrão". Nos governos, como nas autarquias, o poder incondicional serviu as piores políticas, corroeu a qualidade da democracia e minou a credibilidade do sistema político.
Lisboa e Porto. As duas maiores cidades do país, muito diferentes entre si, mas ambas geridas em regime de maioria absoluta, e ambas dominadas pelo centrão político.
Rui Moreira e Fernando Medina tiveram recursos e poder. Em Lisboa, porque a maioria absoluta do PS assim o determinou; no Porto, porque Pizarro foi - e quer voltar a ser - a peça que completa a maioria absoluta de Moreira. O silêncio cúmplice que o candidato do PS manteve durante todo o anterior mandato no caso Selminho está aí para o comprovar.
Em ambos os casos, ressalvadas as suas diferenças, o poder destes presidentes não foi usado para travar a especulação imobiliária, mas para a promover. Não foi usado para acabar com a precariedade, mas para a manter. Não foi usado para garantir estabilidade, mas para trazer opacidade e alimentar o sentimento de impunidade.
No Porto, como em Lisboa, sentem-se os resultados das políticas do "centrão" - a gentrificação, a debilidade das políticas de habitação e transportes, a turistificação sem regras ou limites - e a falta que a transparência faz às democracias. Abundam os ajustes diretos, multiplicam-se os concursos mal explicados, com um só concorrente, e um só preço, mesmo junto ao limiar de licitação.
Os últimos dois anos e meio mostraram ao país o que é possível fazer quando se rompe com a arrogância das maiorias absolutas, e se quebra o carrossel vertiginoso do "centrão". Ao Governo autoritário de Passos Coelho contrapôs-se uma democracia parlamentar reforçada, em que todos os votos contam e nada está decidido à partida. O congelamento de pensões e facilitação de despedimentos que o PS levou a eleições foi substituído por um conjunto de medidas de recuperação de rendimentos, negociadas e discutidas à Esquerda.
Se, de hoje até ao domingo de eleições, há quem se ocupe a pedir para si poder absoluto, farei aqui o exato oposto. Que saibamos usar estas eleições para rejeitar as maiorias absolutas e eleger autarcas com ideias, propostas e capacidade de escrutínio. Gente que, no Porto, em Lisboa, em todo o país, conte para fazer a diferença.
Mariana Mortágua in "Jornal de Notícias" - 26/9/2017

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

A aposta de Passos
Cartoon de Henrique Monteiro in http://henricartoon.blogs.sapo.pt

25.9.17

NISA: Evocação do Dr. Durões Correia



É uma lembrança singela do Almoço de Confraternização e Homenagem dos antigos alunos do Colégio Condestável ao seu director Dr. António Durões Correia, iniciativa realizada no dia 15 de Abril de 1973. Como se vê na foto de baixo, há muita gente conhecida, alguns já falecidos, todos eles, reconhecidos ao papel educativo desempenhado pelo Colégio Condestável e principalmente pelo seu Director, que se empenhou, juntamente com outros professores, na preparação e formação dos alunos que frequentaram aquele estabelecimento de ensino, muitos deles guindados a outros patamares da vida académica e científica ou a desempenhar funções de alto nível na administração pública. 
Sobre o Dr. Durões Correia teremos oportunidade de, nestas páginas (faz de conta que escrevemos no Jornal de Nisa), descrevermos um pouco da sua personalidade, obra e seu contributo na formação de tantos jovens do concelho de Nisa. 

Motards de Portalegre com colheita de sangue bilingue






Gentes de Portalegre - mas também de Monforte, Arronches, Nisa, Sousel, Castelo Branco, Torres Novas e até de Badajoz e Albuquerque - associaram-se ao gesto, sempre bonito e elevado, de doar sangue. Esta colheita bilingue (facto que já se repetiu noutras ocasiões) decorreu no kartódromo da capital de distrito. Uma parceria do Grupo Motard Novo Milénio com a Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP.
O número de inscrições fixou-se nas 36, das quais uma dúzia do sexo feminino. Avaliados clinicamente os interessados, cinco não puderam colaborar como pretendiam, mas somaram 31 as unidades de sangue total conseguidas. Duas mulheres e um homem doaram sangue pela primeira vez.
O almoço foi no local da brigada e da responsabilidade do Grupo Motard Novo Milénio.
Sousel a 30 de setembro
As colheitas da ADBSP têm lugar aos sábados, da parte da manhã. Proximamente estaremos em: Sousel, nos Bombeiros, a 30 de setembro; Arronches, na sede do Rancho Folclórico, a 14 de outubro; Vale de Cavalos (Alegrete), nas instalações do Grupo Desportivo Cultural e Social, a 21 de outubro.
Para que no Outono não se corte a corrente de dádivas de sangue: associe-se a esta causa! E, como ficou demonstrado, este gesto não conhece fronteiras e muito menos corações.
JR

PORTALEGRE: José Raimundo e Filomena Silva no CAEP

30 SET. SÁB. 21.30H
Entre a música erudita portuguesa e o fado
Música Erudita / Fado | PA | 5€ | M/4 anos
O programa do concerto abraça, em paralelo, as canções portuguesas de Viana da Mota e o Fado, dois estilos unidos numa raiz comum, que rapidamente ganharam reconhecimento e notoriedade.
Com Filomena Silva, na voz e José Filomeno Raimundo, no piano, o objetivo deste projeto é divulgar elementos que fazem parte de uma cultura que é a nossa, contributos determinantes na sua valorização e reconhecimento coletivo.

SAÚDE: Dia Mundial do Coração assinala-se a 29 de setembro

Valorização imediata dos sintomas pode evitar morte por enfarte
 O enfarte agudo do miocárdio, ou ataque cardíaco, ocorre quando uma das artérias do coração fica obstruída o que faz com que uma parte do músculo cardíaco fique em sofrimento por falta de oxigénio e nutrientes. Esta obstrução é habitualmente causada pela formação de um coágulo devido à rutura de uma placa de colesterol.
Os sintomas mais comuns, para os quais as pessoas devem estar despertas, são a dor no peito, por vezes com irradiação ao braço esquerdo, costas e pescoço, acompanhada de suores, náuseas, vómitos, falta de ar e ansiedade. Normalmente os sintomas duram mais de 20 minutos, mas também podem ser intermitentes. Podem ocorrer de forma repentina ou gradualmente, ao longo de vários minutos.
Na presença destes sintomas é importante ligar imediatamente para o número de emergência médica – 112 e esperar pela ambulância que estará equipada com aparelhos que registam e monitorizam a atividade do coração e permitem diagnosticar o enfarte. A pessoa não deve tentar chegar a um hospital pelos seus próprios meios. Cerca de 50% dos doentes recorrem a um Centro sem capacidade para realizar o tratamento, o que conduz a um atraso significativo no início da terapêutica mais adequada. Esta situação não acontece quando se liga para o 112.
É importante a precocidade no diagnóstico (valorização dos sintomas) - o que implica um tratamento mais rápido com redução significativa da quantidade de músculo cardíaco "perdido" , o que leva a que os doentes tenham um melhor prognostico, isto é que voltem a ter uma vida "normal".
 No hospital, o cardiologista de intervenção irá efetuar uma angioplastia coronária que consiste na colocação de um cateter fino na artéria obstruída, através do qual se introduz um balão que quando insuflado permite a abertura da artéria e o restabelecimento do fluxo sanguíneo. Na maioria das vezes, este procedimento é complementado com a colocação de um stent, um pequeno tubo de rede metálica que mantém o vaso aberto.
Atualmente, a angioplastia coronária é o melhor tratamento para o enfarte agudo do miocárdio.
Para evitar um enfarte é importar adotar estilos de vida saudáveis: não fumar; reduzir o colesterol; controlar a tensão arterial e a diabetes; fazer uma alimentação saudável; praticar exercício físico; vigiar o peso e evitar o stress. A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC), uma entidade sem fins lucrativos, está a promover, em Portugal, a campanha Stent Save a Life – Não perca Tempo, Salve uma vida” com o objetivo de melhorar a prestação de cuidados médicos ao doente com enfarte e o seu acesso ao tratamento mais adequado. Para mais informações consulte: www.apic.pt
Artigo de Opinião do médico João Brum Silveira, presidente da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC)

Ajude a AMI entregando as suas radiografias sem valor

A AMI desenvolve uma campanha anual (de 12 de Setembro a 4 de outubro) de reciclagem de radiografias, durante a qual a população pode contribuir deixando as suas radiografias, com mais de 5 anos ou sem valor de diagnóstico, nos sacos disponíveis em qualquer farmácia, sem relatórios, envelopes ou folhas de papel. Fora do período da campanha poderão questionar em qualquer farmácia se recebem as radiografias ou, em alternativa, poderão entregar na sede ou nas delegações da AMI.
Mais informação em www.ami.pt 

FÉRIAS: A consolação apetecida... (1)







NISA: Outras eleições II (1997)



24.9.17

MONTALVÃO (Nisa): 1º Caminhada "Desafio Intergeracional"


Dia Internacional contra as Monoculturas de Árvores


Expansão das monoculturas aumenta riscos e impactes sobre o território e sociedade
Comemora-se hoje, dia 21 de setembro, o Dia Internacional contra as Monoculturas de Árvores, data que pretende alertar para a contínua expansão de monoculturas verificada em várias regiões do mundo e particularmente em Portugal.
Neste Dia Internacional contra as Monoculturas de Árvores, diversas organizações não governamentais de ambiente vêm alertar para os riscos associados às grandes monoculturas de árvores.
Entende-se por “monocultura” a produção agrícola ou florestal de uma só espécie. A prática monocultural é altamente lesiva para a biodiversidade, promovendo o aparecimento de pragas e o empobrecimento e erosão dos solos em larga escala.
Também tem efeitos sociais nocivos, uma vez que as monoculturas estão muito expostas às variações dos mercados, sendo vulgar a afetação de vastas áreas quando as condições de mercado se tornam desfavoráveis à monocultura praticada nessa região, provocando o êxodo populacional e miséria nas áreas afetadas.
Em Portugal é bem evidente a expansão de monoculturas, das quais se destaca a expansão desenfreada do eucalipto, favorecida com o regime de arborização de 2013, que recentemente foi alterado, apesar da demora na entrada em vigor.
Os eucaliptais exercem efeitos perversos sobre os solos, recursos hídricos, a biodiversidade e promovem a propagação de fogos rápidos e descontrolados, também devido às projeções de materiais incandescentes, como se verificou este ano nos mega- incêndios de Pedrógão Grande, Góis e outros concelhos da região centro.
A Quercus reforça a importância de serem tomadas medidas que imponham condicionantes de ordenamento do território e de gestão, às plantações florestais para produção de madeira, nomeadamente na rearborização com eucaliptos. A criação e manutenção de uma paisagem em mosaico com espécies de folhosas mais resistentes ao fogo como o sobreiro, castanheiro e carvalhos, evita as extensas áreas de monoculturas e os riscos associados.
Lisboa, 21 de setembro de 2017
A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

Alentejo recebe primeiro prémio português “Goldener Korken 2017”

A Herdade dos Outeiros Altos, situada na Herdade da Tapada Nova, União de Freguesias de Estremoz, foi distinguida com o prémio “Goldener Korken 2017”, que foi atribuído pela primeira vez em Portugal.
Trata-se de uma distinção, escolhida a nível europeu, que foi entregue pela Weinloge, um conjunto de especialistas da arte do vinho em todo mundo, parceiros da Quercus.
A Herdade dos Outeiros Altos, agora reconhecida a nível internacional, é membro do Plano de Sustentabilidade dos Vinhos do Alentejo (PSVA), um plano pioneiro em Portugal, que tem como “objectivo central e principal a produção de vinho de qualidade a partir de técnicas que protegem o meio ambiente e através de uma forma economicamente viável”.
Estas práticas ecológicas e a cultura de sustentabilidade dos Outeiros Altos, uma Herdade gerida em contexto familiar, grangeou ao Alentejo um prémio que continua a mostrar a importância dos benefícios do investimento nas áreas da sustentabilidade e da biodiversidade.
Para Francisco Mateus, presidente da CVRA, “este reconhecimento à Herdade dos Outeiros Altos é um motivo de orgulho para os Vinhos do Alentejo. Temos trabalhado muito para mostrar a importância destas áreas no sector do vinho e é muito gratificante um produtor alentejano receber este tipo de distinções. É esta filosofia sustentável, esta cultura ecológica e esta preocupação com a natureza que pretendemos enraizar no Alentejo.”
João Paulo Simões in www.hardmusica.pt – 21/9/2017

23.9.17

“CRÓNICAS DE LISBOA”: Uma manhã de alma cheia

 É domingo e acordo com o corpo dorido, fruto da idade e de noites mal dormidas, porque o desassossego provoca estes danos colaterais. Hoje não tenho compromissos, porque apesar desta vida de reformado, debato-me com a terrível falta de tempo, mas, às vezes, sem saber o que fazer com ele. O ginásio espera-me, nesta rotina de dar “vida à vida” que se vai esbatendo nestes já sessenta anos com muito desgaste do tempo e das “avarias”, sim, porque somos uma máquina perfeita, mas com defeitos e sem garantia fixa. Aliás, há muito que o meu cardiologista me disse que o meu prazo de validade poderia ter terminado há mais de vinte anos.
Entro no carro, a caminho do ginásio, porque a mente, por vezes, tem mais força do que o corpo onde “vive” e por ele é transportada. O rádio está sempre ligado e, como sou homem fiel e de rotinas, por agora a emissora é a mesma. A canção que passa é linda (Espelho de água – Paulo Gonzo) e, apesar de ter sido patrocinada pela EDP, vem muito a propósito neste final de Verão terrível de seca e fogos que agravam, e de que maneira, o nosso ambiente e uma das suas fontes vitais: a água. Se não fosse a conduzir, apetecia-me fechar os olhos e relembrar o videoclip utilizado na canção, aquando do seu lançamento. Vou sorvendo a letra e a musica: “Olhos bem abertos, percorro a paisagem e guardo o que vejo, para sempre, uma clara imagem. Um manto imenso de água…, de um azul quase profundo. Um sopro de ar, faz girar, o mundo melhor, raio de sol, luz maior, para partilhar…Faz da vida, paixão energia, que toca sempre mais alguém. Vai, espelho de água, trata e guarda, o que é nosso afinal. Em nós, vive a arte, de ser parte, de um mundo melhor. Eu sei, que gestos banais, parecem pouco, mas talvez sejam fundamentais”. Sim, parecem banais os gestos, que todos deveríamos praticar na defesa deste mundo melhor e que são de vital importância na preservação daquilo que é nosso.
Sento-me na bicicleta estática do ginásio e, para ajudar no “sacrifício” de castigar o corpo, ligo a televisão do sistema do ginásio e deixo-me ficar na transmissão da missa dominical pela RTP, diretamente, duma igreja do Funchal. Faço isso com frequência, sempre na esperança de que algum padre celebrante me surpreenda nas homilias. Por vezes, a surpresa é enorme, quer pelo tema da homilia quer pelas qualidades oratórias do celebrante. Tal como aconteceu há duas semanas e diretamente duma igreja de Ponta Delgada, na ilha de S. Miguel, hoje o jovem celebrante contagiou-me, porque o tema do “perdão” e as suas qualidades comunicacionais atingiram-me a alma.
Perdoar é algo que deveria ser assumido por todos os cidadãos, independentemente da sua crença religiosa, porque é um valor civilizacional. Mas não é fácil perdoar a quem nos fez mal ou mesmo termos a coragem de, humildemente, pedirmos perdão, porque sentiríamos esse gesto como uma humilhação. Contudo, a humildade é uma característica apaziguadora de outros potenciais conflitos, pessoais ou coletivos. Por vezes, egoisticamente, pedimos perdão por algumas das nossas faltas, mas já não somos capazes de conceder o mesmo a alguém que nos fez algo semelhante ou mesmo de menor importância. O celebrante prendeu-me ao tema tão atual, recorrendo às parábolas de há mais de dois mil anos e à realidade atual, pois é algo que a todos nos toca, quer como ofendidos quer como ofensores de alguém, por vezes bem próximo de nós nos laços afetivos e familiares. Aliás, as câmaras da televisão mostraram algumas das fiéis a secarem as lágrimas e outras exibiam uma imagem que tocavam fundo aos expectadores.
Vivemos uma época muito complicada nesta matéria, onde o ódio, a vingança, a ganância, o crime, o desamor e as guerras fazem deste mundo e de nós, por vezes, um inferno. Por isso, as “forças vivas do bem” têm muito para fazer com que este mundo seja bem melhor do que está a ser. As religiões e os seus crentes têm muita culpa nestes comportamentos, mas nelas há, garantidamente, líderes e seguidores que condenam as violências que se praticam, muitas do foro meramente individual, mas outras movidas pelas instituições religiosas e políticas, incluindo os governantes que, ávidos do poder, da vingança e da ganância sacrificam milhões de inocentes. Assumo que sou católico, não fanático e muito seletivo e independente nas minhas crenças e práticas, - o meu lema é , chegar a Deus através dos humanos, procurando praticar neles e com eles os valores cristãos - e confesso que me “reaproximei” mais da igreja católica depois de me aperceber dos perigos que as sociedades cristãs correm , mais no futuro, porque a expansão e a agressividade e fanatismos de outras religiões, com o beneplácito de muitos governantes europeus, faz delas e dos seus fanáticos, uma séria ameaça à paz e aos cidadãos europeus e aos seus valores culturais e educacionais. Exagero?  Que a realidade no tempo adulto dos meus netos, ainda criancinhas, desminta esta minha profecia. Muito tem que ser feito para que a convivência entre religiões, raças e povos seja pacifica e não belicista e com consequências imprevisíveis. É uma tarefa de todos e não apenas dos governantes mundiais.
Porque a dose de exercício físico ainda não era a recomendada, deu ainda para ver na televisão um episódio, duma série que desconhecia (Caminhos de Irmandade) que me maravilhou durante meia hora. A personagem portuguesa, uma jovem, tenta explicar o passado glorioso de Portugal a um jovem espanhol. Uma delícia, pelos textos, pelas imagens e pela originalidade narrativa, fresca e cativante. Ai aquilo que eu aprendi ou rememorei acerca do nosso passado. A não perder, para fortalecer o ego português e o orgulho do nosso passado, como lição para o presente.
Com o corpo liberto de toxinas e mais “fresco” do que estava ao acordar, porque a mente o obrigou a lutar, e com a alma cheias de mensagens de esperança, num mundo e num meio que corre sérios riscos, já merecia o almoço, não de guerreiro lusitano, mas de um cidadão consciente de que este Mundo, onde estamos de passagem, merece os nossos cuidados. A natureza está “revoltada e violenta”….
Serafim Marques
Economista Reformado

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

Boa memória
Cartoon de Henrique Monteiro in http://henricartoon.blogs.sapo.pt

NISA - POSTAIS DO CONCELHO: Descanso

No Outono da Vida que entrementes começou, há lugar para o descanso e para reviver as memórias de um vida de trabalhos e canseiras. Há lugar e tempo para mil e um sorrisos... Tantas vidas numa vida, tantas histórias que nos fazem viajar do presente ao passado e daqui ao presente, sem deixarmos de pensar no futuro. Como será? Que Primaveras e Outonos nos trarão os ventos de amanhã?  

IMPRENSA REGIONAL: "Alto Alentejo" - 20/9/2017


OPINIÃO: Não aprendemos nada com as PPP?

Muito se tem falado das hecatombes eleitorais do PSD no Porto e em Lisboa. Reféns do seu vazio programático, abrem margem ao CDS. Para as pessoas, não se augura nada de bom, com Cristas a defender rendas de 1350 euros para uma "classe média" e Moreira a jurar que "o mercado resolveu o problema da Baixa do Porto".
A habitação é uma questão central em Lisboa e no Porto. Percebemos, por isso, que o futuro das nossas cidades se decidirá pela coragem e clareza das propostas políticas para responder à crise da habitação que se agudiza.
O PS apresentou, tanto em Lisboa como no Porto, propostas de programas camarários para a construção de nova habitação com rendas acessíveis. Medina promete 6000 casas enquanto Pizarro se fica pelas 3000.
É preciso, em primeiro lugar, discutir a credibilidade da proposta. Tanto Medina como Pizarro (vereador da habitação), estando há muito ao comando dos executivos de Lisboa e do Porto, não concretizaram sequer 1% do que agora prometem. Mas também a sua substância traz matéria de preocupação.
O que parece ser uma boa proposta - mais casas com rendas mais baixas - representa, pelo modelo adotado, um perigo futuro. A proposta é entregar 30% desta nova habitação, construída em terrenos municipais, aos privados, que poderão praticar as rendas que entenderem ou até vender as habitações, alimentando a especulação. Como se não bastasse, os privados receberão ainda as rendas dos 70% restantes, beneficiando de isenção de IMI e taxas municipais. Medina assegura mesmo uma renda garantida aos fundos imobiliários, incluindo no caderno de encargos uma cláusula de "reequilíbrio financeiro" para entregar mais património ou mais anos de rendas se a taxa de ocupação das casas não for a prevista contratualmente.
Quando era preciso coragem para colocar limites aos interesses imobiliários especulativos, a resposta das candidaturas do PS passa por criar mais uma área de negócio. Como se não bastasse, escolhem fazê-lo em regime de PPP, assegurando a fundos imobiliários rendas estáveis e garantidas. E isto sem falar das cláusulas de "reequilíbrio financeiro", de tão má memória nos desastrosos contratos das PPP rodoviárias e ferroviárias em Portugal.
A crise da habitação é o resultado da especulação imobiliária, ajudada pela política de vistos gold, pela liberalização do arrendamento promovida por Cristas, e pela falta de controlo sobre a pressão turística nos centros. Para resolvê-la é preciso ir ao fundo da questão: bolsa pública de arrendamento, controlo da oferta turística e falsos alojamentos locais, o fim dos benefícios às compras especulativas de imóveis.
O problema é, pois, uma questão de mercado, que só pode ser resolvido com uma forte intervenção pública. Não reconhecer este facto é esquecer o que aprendemos, não só com as PPP, mas com a crise financeira de 2008.
Mariana Mortágua in “Jornal de Notícias” – 19/9/2017

Alpalhão e Nisa acolhem o lançamento do 1º livro de Gonçalo Roldão


A Chiado Editora e o Autor Gonçalo Roldão têm o prazer de convidá-lo(a) à sessão de lançamento da obra Ambiguidade no dia 23 de Setembro, às 15h, no Centro Cultural de Alpalhão. A mesma obra será apresentada no dia seguinte, dia 24, pelas 15 horas na Biblioteca Municipal de Nisa.
Gonçalo Roldão
Um jovem de 18 anos que vive em plena reflexão com o mundo que o rodeia. Apresenta-se desde já com muito orgulho na família e nos amigos que tanto o inspiram. Nascido e criado em Alpalhão, concelho de Nisa, onde, aliás, busca inspiração constante nas gentes que o rodeiam, as gentes da sua terra.
Ambiguidade
Pegas no computador. Escreves. Sentes. Mais uma miúda que não convenceste, mais uma editora que te fechou a porta, mais um caminho que se tornou lamacento. Mais e mais e nunca foi tanto, foi sempre menos. Qual será o dia em que te vou, finalmente, encontrar por entre risos amados e afins? Passas despercebida no autocarro não maior do que a tua beleza provavelmente infinita, mas não passas da miúda que, infelizmente, ainda não convenci ou quiçá a miúda que quero conhecer. Talvez seja isso. Todo eu sou vento quando te vejo. Todo eu sou nada comparado contigo. Margarida, a miúda que ainda não consegui convencer.

22.9.17

NISA: “Artilheiros” comemoraram 75 anos de vida (2011)

Mais vale tarde do que nunca, terão pensado os naturais ou residentes em Nisa, nascidos em 1936 e que se juntaram para assinalar 75 anos de vida.
O encontro realizou-se no dia 2 de Outubro e serviu para se reverem amigos de infância e juventude, contarem histórias daqueles tempos difíceis, para além de se reforçarem os laços de amizade.
No convívio gastronómico, com um almoço servido a preceito, degustaram-se as especialidades da cozinha tradicional alentejana.
O encontro foi organizado pelo “artilheiro” Parente e os participantes fizeram questão de marcar encontro para o próximo ano, deixando uma promessa e desafio: que venham todos!
NR: Este convívio de "Artilheiros" realizou-sem 2011, já lá vão 6 anos e como Recordar é Viver, lembramos através da foto, uma festa e comemoração especial.

SANTANA (Nisa): Quatro dias de festa em honra de Santa Ana (2008)





A freguesia de Santana esteve em festa durante quatro dias. Foram os festejos populares em honra da padroeira Santa Ana que trouxeram até às aldeias dos denominados Montes de Baixo (Pardo, Duque e Arneiro) algumas centenas de pessoas, muitas delas filhos destas povoações, que se deslocaram desde a “Grande Lisboa”, Entroncamento, Vila Velha de Ródão e até do estrangeiro, aproveitando a visita à terra natal para o convívio familiar e o revisitar de amigos e lugares de infância.
Durante quatro dias, a festa esteve animada, com muita participação popular, por força do excelente programa que a Comissão Organizadora fez questão de proporcionar a toda a população e visitantes.
Neste particular, as festas de Santana são diferentes, quer pela matriz hospitaleira do seu povo, que prima em bem receber e fazer com que o visitante se sinta como que em casa, integrando-se facilmente no ambiente festivo e popular que o rodeia.
Música a rodos, bailes, exibição de rancho folclórico e banda filarmónica, um programa recheado de atractivos a que o público correspondeu, ainda que, por parte da Comissão de Festas houvesse alguma preocupação quanto aos objectivos a atingir.
É que as noites frescas, especialmente a de sábado, com anúncio de chuva, não convidam muito ao consumo de bebida. Disso se recente o movimento e as receitas do bar, a principal fonte de financiamento das festas, para além do facto de as bolsas das pessoas não estarem também muito abonadas.
Um programa de animação com um mínimo de dignidade, obriga a alguma esforço financeiro e a Comissão Organizadora procurou que as festas em honra de Santa Ana tivessem o brilho merecido.
Um brilho resplandecente de fé e devoção que percorreu a multidão de fiéis que encheram a Igreja Matriz para a missa solene e que se incorporam depois na procissão, acompanhada pela banda da Sociedade Musical Euterpe de Portalegre.
Pela ruas da Igreja, Velado, Francisco Diogo Pinto e de Santana, se processou o desfile solene, nele sobressaindo as imagens da Senhora da Boa Viagem, transportada aos ombros por antigos e actuais pescadores, e a de Santa Ana.
Momento de particular emoção foi a passagem do cortejo religioso pela rua de Santana, onde se deteve para permitir que os velhinhos do lar do Centro Social pudessem também, ainda que por breves instantes, ver a imagem da sua padroeira e participar no espírito sagrado da festa.
Findas as cerimónias religiosas e no recinto das festas, actuou seguidamente o Rancho Folclórico do Grupo Cultural da Boavista (Portalegre) um dos mais conceituados do Alto Alentejo.
As danças, os trajes, o repertório de cantares tradicionais, onde não faltam as populares “saias” deliciaram as centenas de pessoas que assistiram ao espectáculo. Terra de pescadores e ferroviários, operários fabris e de trabalhadores da charneca, o povo de Santana gosta de cantar e dançar, mantendo uma predilecção pelo folclore e pelos grupos que preservam os valores etnográficos.
O grupo Toca e Foge mantiveram-se firmes até que houve gente para um pézinho de dança, isto ainda no Domingo. No último dia da festa, a música continuou a fazer-se ouvir através do acordeonista Tiago Afonso.
Durante a tarde, lugar ao desporto com a realização de um torneio da sueca e o sempre aguardado jogo de futebol entre solteiros e casados.
Mário Mendes in "Jornal de Nisa" - Ago. 2008

MARVÃO: XIV Feira do Livro


AMIEIRA DO TEJO: Evocou o percurso do Senhor dos Passos (2007)

 Foram momentos de verdadeira fé e devoção, os vividos pelas populações de Nisa, Amieira do Tejo e Alpalhão, na evocação do percurso do Senhor dos Passos até ao Calvário.
Em Amieira do Tejo, uma antiga vila que sempre venerou estas celebrações, as cerimónias tiveram uma aceitação e participação por parte do muito povo, natural e residente e ainda das centenas de amieirenses radicados na Grande Lisboa e noutras localidades do país, que vieram até à sua terra natal, contribuindo para que a procissão decorresse de forma elevada e digna, exaltando os princípios da religiosidade cristã.
O facto de estas celebrações não se realizarem desde há 12 anos, fez vibrar ainda mais o coração dos amieirenses e os elementos da Irmandade dos Santos Passos que se empenharam e uniram para tornarem realidade a Festa dos Passos.
Uma festa que começou logo pela manhã com a chegada da Banda União Artística de Castelo de Vide e o inicio do peditório em Vila Flor e Amieira.
A procissão começou às 14,30h, a partir da Capela do Calvário até à Igreja Matriz, onde foi celebrada missa, após a qual, foi retomada a procissão percorrendo as principais ruas da Vila até à Capela do Calvário.
50 Anos do Tratado de Roma
Há 50 anos (1957) através do Tratado de Roma, tinha início o processo de construção da unidade europeia. A data foi assinalada em toda a Europa e uma das iniciativas programadas consistiu na realização de concertos musicais, através dos quais e a uma hora programada, as bandas filarmónicas de diversos países europeus tocariam o Hino da Alegria, adoptado como o Hino da Europa.
Em Nisa, pelas 16 horas e no espaço defronte ao Cine Teatro, a banda da Sociedade Musical Nisense, recordava, pelo meio da música, a importância da unidade europeia e da fraternidade entre os povos.
Outro tanto fez a Banda União Artística de Castelo de Vide, em Amieira do Tejo, onde abrilhantou as solenidades da procissão dos Passos, cerimónias que há 12 anos não se realizavam.Muita gente em Amieira, a associar-se ao reeditar desta solenidade religiosa com grandes tradições nesta localidade e em todo o Alto Alentejo. Após o término da procissão e junto à Capela do Calvário, a Banda União Artística tocou o Hino da Alegria, evocando os 50 anos do Tratado de Roma e do início da construção europeia, sendo a sua actuação, premiada por calorosa salva de palmas, por parte das pessoas presentes.
in "Jornal de Nisa" - nº 228 - 2007

ARRONCHES: Homem detido pela GNR por tráfico de estupefacientes

O Comando Territorial de Portalegre, através do Posto Territorial de Arronches, deteve no dia 19 de setembro, naquela localidade, um homem de 18 anos por tráfico de estupefacientes.
No âmbito de uma fiscalização rodoviária, ao abordarem um veículo, os militares perceberam que um dos passageiros mostrava sinais de nervosismo. Ao ser revistado, tinha em sua posse cerca de 100 doses de haxixe e oito de cocaína, entretanto apreendidas.
O detido, após ter sido presente a tribunal, ficou proibido de abandonar o concelho onde reside bem como de permanecer em locais com a conotação de consumo de estupefacientes. Foi decretado também a sua desintoxicação de estupefacientes.