4.10.26

SARDOAL: Outubro com grande actividade no Centro Cultural Gil Vicente

 


O 𝗖𝗲𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗖𝘂𝗹𝘁𝘂𝗿𝗮𝗹 𝗚𝗶𝗹 𝗩𝗶𝗰𝗲𝗻𝘁𝗲 (CCGV) apresenta, durante o mês de 𝗼𝘂𝘁𝘂𝗯𝗿𝗼, uma programação marcada pela diversidade de linguagens artísticas, de públicos e de experiências, confirmando a aposta do Município numa oferta cultural regular, abrangente e de qualidade.

👉 A programação de outubro arranca no dia 10, às 21h30, com “𝗖𝗲𝗹𝗲𝗯𝗿𝗮𝘁𝗼𝗿𝗶𝘂𝗺”, um concerto dedicado a Luís de Freitas Branco, um dos mais importantes compositores portugueses do século XX, no ano em que se assinala o 136.º aniversário do seu nascimento. Interpretado pela Camerata de Estudantes do Instituto Superior Técnico e comentado por Sara Maia, o espetáculo alia a interpretação musical à contextualização da vida, obra e legado do compositor, aproximando a música erudita de diferentes públicos.

👉  No dia 18, domingo, às 16h00, o CCGV recebe a segunda edição do “𝗔𝗰𝗼𝗿𝗱𝗲𝗮̃𝗼 𝗲𝗺 𝗙𝗲𝘀𝘁𝗮!”, numa celebração de um dos instrumentos mais emblemáticos da música popular. Rafael Nunes, Rodrigo Maurício, Rita Nunes, Márcio Cabral e o Sardoalense Daniel Serras juntam-se em palco para uma viagem musical que atravessa a música tradicional, o repertório clássico e a música de variedades, em diferentes formações - a solo, em duo e em ensemble.

👉 A palavra e a música têm encontro marcado para dia 24, às 21h30, com “𝗣𝗮𝗹𝗮𝘃𝗿𝗮 𝗣𝘂𝘅𝗮 𝗣𝗮𝗹𝗮𝘃𝗿𝗮”, espetáculo protagonizado pelo cantautor 𝗥𝗼𝗴𝗲́𝗿𝗶𝗼 𝗖𝗵𝗮𝗿𝗿𝗮𝘇 e pelo médico, psiquiatra e comunicador 𝗝𝘂́𝗹𝗶𝗼 𝗠𝗮𝗰𝗵𝗮𝗱𝗼 𝗩𝗮𝘇. Entre canções, histórias, poesia e reflexão, os dois intérpretes constroem um diálogo vivo com o público, num formato em que cada palavra pode abrir caminho para uma nova história.

👉 A fechar o mês, no dia 30, sexta-feira, às 21h30, volta ao CCGV 𝗗𝗮́𝗿𝗶𝗼 𝗚𝘂𝗲𝗿𝗿𝗲𝗶𝗿𝗼, com o quarto solo de stand-up comedy, “𝗢 𝗣𝗿𝗶𝗺𝗼𝗴𝗲́𝗻𝗶𝘁𝗼”. A partir das suas próprias experiências e memórias familiares, o humorista algarvio transforma o quotidiano em matéria para um espetáculo irreverente, marcado pela observação e pelo humor.

👉  Mas outubro não se esgota no palco. O público pode ainda contar com as sessões d’ O Outro Cinema, às quartas-feiras, às 21h30, promovidas em parceria com o Espalhafitas, Cineclube de Abrantes.

👉 Além disso, continua patente, até 21 de novembro, a 𝗲𝘅𝗽𝗼𝘀𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗳𝗼𝘁𝗼𝗴𝗿𝗮𝗳𝗶𝗮 “𝗢 𝗧𝗲𝗺𝗽𝗼 𝗱𝗮𝘀 𝗠𝘂𝗹𝗵𝗲𝗿𝗲𝘀”, de Alfredo Cunha.

A programação é promovida pelo Município de Sardoal, com o apoio da Direção-Geral das Artes, no âmbito do Apoio à Programação da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses (RTCP).

🎟️ Os bilhetes para os espetáculos encontram-se disponíveis na bilheteira do Centro Cultural Gil Vicente e através da ticketline.pt em https://www.ticketline.pt/pesquisa?query=Sardoal&district=&venue=&category=&from=&to=

Mais informações e programação completa em https://ccgv.sardoal.pt/programacao/

 

Concurso de Fotografia “Lugares do Povoamento” integra as comemorações dos 600 anos do povoamento dos Açores


 Iniciativa promovida pelo Governo dos Açores, através da Estrutura de Missão para as Comemorações dos 600 anos da Descoberta e Povoamento dos Açores, em parceria com a Associação Cultural Burra de Milho, desafia fotógrafos a revelar os lugares que contam a história do povoamento do arquipélago.

No âmbito das comemorações dos 600 anos do povoamento dos Açores, o Governo dos Açores, através da Estrutura de Missão para as Comemorações dos 600 anos da Descoberta e Povoamento dos Açores, em parceria com a Associação Cultural Burra de Milho, promove o concurso de fotografia “Lugares do Povoamento”, uma iniciativa que pretende valorizar e divulgar o património histórico, cultural e natural associado aos primeiros tempos do povoamento do arquipélago.

Aberto a fotógrafos amadores e profissionais, o concurso convida os participantes a descobrir e registar os locais onde ainda hoje permanecem visíveis as marcas do povoamento açoriano, desde os primeiros núcleos urbanos, igrejas e ermidas, fortalezas e monumentos, até paisagens, vestígios arquitetónicos, elementos etnográficos e tradições que testemunham a história das primeiras comunidades das ilhas.

Mais do que premiar a qualidade técnica e artística, esta iniciativa pretende promover uma reflexão sobre a memória coletiva e a identidade açoriana, incentivando um novo olhar sobre os lugares que ajudaram a construir a história do arquipélago.

As candidaturas decorrem entre 1 de outubro de 2026 e 31 de janeiro de 2027 e são gratuitas, podendo cada participante apresentar uma única fotografia, captada nos Açores e enquadrada no tema do concurso.

As fotografias serão avaliadas por um júri especializado, em regime de anonimato, tendo em consideração a relevância para o tema, a originalidade e criatividade, a qualidade técnica e o impacto visual.

Serão atribuídos os seguintes prémios:

1.º Prémio – 1.500 €

2.º Prémio – 1.000 €

3.º Prémio – 500 €

O júri poderá ainda atribuir uma ou mais menções honrosas.

As fotografias distinguidas integrarão uma exposição e um catálogo digital, contribuindo para a valorização e divulgação do património açoriano. O concurso culminará, em 2027, com uma cerimónia de entrega de prémios e inauguração da exposição, realizada em parceria com a Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa e integrada no programa oficial das comemorações dos 600 anos do povoamento dos Açores, assinalando o contributo da fotografia para a preservação e divulgação da memória histórica do arquipélago.

O regulamento do concurso e todas as informações relativas à participação encontram-se disponíveis em:

Regulamento do concurso “Lugares do Povoamento”

Candidaturas

1 de outubro de 2026 a 31 de janeiro de 2027

Submissão

Formulário de candidatura »»»»

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeBjymo3JfbC4Q5QDSoBIoktIzOibt8sQ82v3TRApkMUEd2Tw/viewform

 

SARDOAL: 𝗖𝗲𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗖𝘂𝗹𝘁𝘂𝗿𝗮𝗹 𝗚𝗶𝗹 𝗩𝗶𝗰𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗿𝗲𝗰𝗲𝗯𝗲 𝗲𝘀𝗽𝗲𝘁𝗮́𝗰𝘂𝗹𝗼 𝗱𝗲 𝗵𝗼𝗺𝗲𝗻𝗮𝗴𝗲𝗺 𝗮 𝗟𝘂𝗶́𝘀 𝗱𝗲 𝗙𝗿𝗲𝗶𝘁𝗮𝘀 𝗕𝗿𝗮𝗻𝗰𝗼


O Centro Cultural Gil Vicente (CCGV) recebe, no dia 10 de outubro, às 21h30m, o espetáculo “Celebratorium”, com a Camerata de Estudantes do Instituto Superior Técnico, composta por 30 músicos.

No ano em que se assinala o 136.º aniversário de Luís de Freitas Branco, “Celebratorium” presta homenagem a um dos mais importantes compositores portugueses do século XX, numa experiência que alia a excelência da interpretação musical à partilha de conhecimento.

Interpretado pela Camerata de Estudantes do Instituto Superior Técnico e comentado por Sara Maia, este concerto convida o público a descobrir a vida, a obra e o legado de Luís de Freitas Branco, figura incontornável da modernização da música portuguesa. Integrado num ciclo de concertos comentados dedicado aos grandes nomes da música nacional, o espetáculo procura aproximar a música erudita de todos os públicos, revelando o contexto, as histórias e as emoções que dão vida às obras interpretadas.

O espetáculo conta com produção da EncorArte e com o financiamento da Direção-Geral das Artes através do Apoio à Programação da RTCP.

Os bilhetes (2,50€) podem ser adquiridos na bilheteira do CCGV ou online em https://www.ticketline.pt/.../sessao/128212_4022_1791664200

ESTREMOZ: Apresentação do livro “A era do populismo digital” de Ana Filipa Joaquim


No próximo dia 𝟐𝟑 𝐝𝐞 𝐨𝐮𝐭𝐮𝐛𝐫𝐨, pelas 18:00 horas, no Auditório da Biblioteca Municipal de Estremoz, irá decorrer a apresentação do livro "𝐀 𝐄𝐫𝐚 𝐝𝐨 𝐏𝐨𝐩𝐮𝐥𝐢𝐬𝐦𝐨 𝐃𝐢𝐠𝐢𝐭𝐚𝐥: 𝐂𝐨𝐦𝐨 𝐚 𝐝𝐞𝐬𝐢𝐧𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐞 𝐚 𝐩𝐫𝐨𝐩𝐚𝐠𝐚𝐧𝐝𝐚 𝐞𝐬𝐭𝐚̃𝐨 𝐚 𝐭𝐫𝐚𝐧𝐬𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚𝐫 𝐚 𝐩𝐨𝐥𝐢́𝐭𝐢𝐜𝐚", de Ana Filipa Joaquim.

A Era do Populismo Digital: Como a desinformação e a propaganda estão a transformar a política, de Ana Filipa Joaquim, analisa a forma como a comunicação política se transformou num contexto marcado pelas redes sociais, pelos algoritmos e pela disputa permanente pela atenção dos cidadãos. A obra explora a articulação entre populismo, propaganda, desinformação e marketing político, mostrando como emoções, narrativas simplificadas, polarização e personalização da liderança podem influenciar perceções, comportamentos e decisões políticas.

Com uma abordagem rigorosa, mas acessível a um público não especializado, o livro conduz o leitor pelos mecanismos que estruturam o populismo digital, analisando o papel das plataformas, dos media, da psicologia do eleitor e das novas tecnologias na construção e amplificação das mensagens políticas. Através de exemplos do contexto europeu, procura tornar visíveis estratégias de influência que fazem hoje parte do quotidiano político e mediático.

Publicada pela Editora d’Ideias, a obra convida a compreender não apenas como a política contemporânea comunica, mas também porque determinadas mensagens conseguem mobilizar, persuadir e transformar a forma como os cidadãos interpretam a realidade política.

Venha assistir!

 


MARVÃO: Comemorações do Dia do Idoso | Viagem Cultural a Lisboa


🗓️ Datas: 14 e 21 de outubro

👉 Atividades:

Jantar na Casa do Alentejo & Espetáculo “Mil Vezes Revista”, de Filipe La Féria.

📝 Inscrições gratuitas, até dia 7 de outubro (vagas limitadas):

245909130 | 961024719 | 961024727

👉 Requisitos:

Ter mais de 65 anos;

Residir no concelho de Marvão.

👉 Horários e pontos de partida:

14h00 - Santo António das Areias

14h15 – Portagem

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA: Águas que revoltam...

 


3.10.26

Vai conduzir em Espanha? Atenção às novas regras de trânsito


Se está a pensar viajar para Espanha de carro, mota, bicicleta ou trotineta, há novas regras de trânsito que deve conhecer. Desde o passado dia 1 de outubro de 2026, entrou em vigor uma importante alteração ao Regulamento Geral de Circulação espanhol.

As alterações abrangem, entre outros, a criação de corredores de emergência, ultrapassagens a ciclistas, circulação de motociclos, utilização de trotinetas elétricas e regras aplicáveis em situações de neve.

E há um detalhe importante para os portugueses: estas regras também se aplicam aos condutores portugueses quando circulam em território espanhol.

Corredor de emergência passa a ser obrigatório

Uma das principais novidades está relacionada com os engarrafamentos em autoestradas e vias rápidas.

Quando o trânsito estiver parado ou a circular muito lentamente e houver necessidade de passagem de veículos prioritários, os condutores devem criar um corredor de emergência.

Nas estradas com duas vias no mesmo sentido, os veículos devem afastar-se para os respetivos lados, deixando o espaço central livre.

Quando existirem três ou mais vias, os veículos da via mais à esquerda devem aproximar-se da esquerda, enquanto os restantes devem deslocar-se para a direita.

O objetivo é facilitar a passagem de ambulâncias, bombeiros, polícia e outros veículos prioritários.

Ultrapassar ciclistas exige maior cuidado

Outra alteração relevante diz respeito às ultrapassagens fora das localidades.

Ao ultrapassar ciclistas e outros utilizadores vulneráveis abrangidos pela nova regulamentação, o condutor deve reduzir a velocidade em pelo menos 20 km/h relativamente ao limite da estrada.

Por exemplo, numa estrada onde o limite seja de 90 km/h, a ultrapassagem deverá ser realizada a uma velocidade máxima de 70 km/h.

Continua também a ser obrigatório manter uma distância lateral mínima de 1,5 metros.

Quando existam várias vias no mesmo sentido, é necessário mudar completamente de via para realizar a ultrapassagem.

Novas regras para motociclistas

Os motociclistas também passam a ter novas obrigações.

Desde 1 de outubro, condutores e passageiros de motociclos e ciclomotores devem utilizar calçado fechado em qualquer tipo de via.

Nas vias interurbanas, passa também a ser obrigatório utilizar luvas de proteção.

Em determinadas situações de congestionamento, os motociclistas podem utilizar a berma direita, mas não de forma indiscriminada. A possibilidade depende de o troço estar autorizado e sinalizado, de o trânsito estar parado e de a velocidade não ultrapassar os 30 km/h.

Trotinetas elétricas: idade mínima de 15 anos

As novas regras introduzem também alterações para os veículos de mobilidade pessoal, categoria onde se incluem as trotinetas elétricas.

A idade mínima para conduzir estes veículos passa a ser de 15 anos e o uso de capacete é obrigatório.

Durante a noite ou em condições de visibilidade reduzida, é igualmente necessário utilizar elementos que permitam tornar o utilizador visível.

Há, contudo, uma medida que só entrará em vigor mais tarde: a obrigação de manter a iluminação do veículo ligada também durante o dia apenas será exigida a partir de 1 de outubro de 2027.

Ciclistas passam a ter novas obrigações

Nas vias interurbanas, o capacete passa a ser obrigatório para todos os ciclistas, deixando de existir algumas das exceções anteriormente previstas.

Dentro das localidades, quando não exista uma infraestrutura ciclável específica, os ciclistas devem circular na faixa de rodagem, preferencialmente pelo centro da via quando as condições de segurança o permitam.

Os veículos motorizados que circulem atrás de uma bicicleta na mesma via devem ainda manter uma distância mínima de cinco metros.

Cuidado ao passar por veículos avariados

Também há novas regras para situações em que um veículo esteja imobilizado na estrada devido a uma avaria, acidente, trabalhos de manutenção ou operações de assistência.

Ao passar por esse veículo, os condutores devem deixar uma distância lateral mínima de 1,5 metros e reduzir a velocidade em pelo menos 20 km/h relativamente ao limite da via.

A medida pretende reduzir o risco para os ocupantes do veículo parado, trabalhadores e equipas de assistência que possam estar junto à estrada.

Neve: ultrapassar passa a estar proibido em determinadas situações

A reforma introduz ainda uma regra específica para as autoestradas e vias rápidas.

Quando a circulação estiver dificultada pela neve, passa a ser proibido ultrapassar e os veículos devem utilizar a via mais à direita.

Ao mesmo tempo, deve ser mantida livre a via da esquerda para permitir a circulação de veículos de emergência e máquinas de limpeza de neve.

E o cinto de segurança?

A nova regulamentação elimina algumas exceções anteriormente existentes.

O uso do cinto passa a ser obrigatório em permanência para determinados profissionais, incluindo condutores de táxis, veículos de mercadorias e veículos utilizados no ensino da condução, salvo as exceções previstas na própria legislação.

E a famosa luz V16?

É importante não confundir estas alterações com a baliza de emergência V16.

A obrigatoriedade da V16 conectada em Espanha começou em 1 de janeiro de 2026, pelo que não se trata de uma nova obrigação introduzida agora, em outubro.

As alterações que entraram em vigor a 1 de outubro resultam do Real Decreto 518/2026, que reformula várias regras do Regulamento Geral de Circulação espanhol.

Assembleia Diocesana da Diocese de Portalegre-Castelo Branco realiza-se a 5 de outubro, em Ponte de Sor


“Constrói a minha Igreja | Unidos na Missão” é o mote de um dia de encontro, celebração, escuta e partilha

A Diocese de Portalegre-Castelo Branco realiza, no próximo dia 5 de outubro, em Ponte de Sor, a sua Assembleia Diocesana, reunindo diferentes comunidades, movimentos, serviços e realidades da Igreja diocesana para um dia de encontro, celebração, escuta e partilha.

Sob o mote “Constrói a minha Igreja | Unidos na Missão”, a Assembleia pretende ser uma expressão concreta de uma Igreja que se reconhece como comunidade, que se escuta e que procura caminhar unida na missão que lhe está confiada.

Mais do que um encontro de reflexão, esta Assembleia será uma oportunidade para celebrar o caminho já feito, reconhecer o que Deus tem realizado entre nós e abrir novos horizontes para a vida e a missão da Diocese. Um dia para dar graças, escutar diferentes vozes e renovar o compromisso de cada um na construção da Igreja.

Num tempo em que a Igreja é chamada a viver de forma cada vez mais sinodal, a Assembleia Diocesana quer também fortalecer a comunhão entre as comunidades e valorizar a participação e a corresponsabilidade de todos — sacerdotes, consagrados e leigos. Cada pessoa, com a sua história, os seus dons e a sua experiência, tem um lugar e um contributo a oferecer.

Ao longo do dia, serão proporcionados diversos momentos de celebração, convívio, escuta e partilha, num programa pensado para favorecer o encontro entre pessoas e comunidades e para que cada participante possa experimentar a alegria de pertencer a uma Igreja que procura viver unida e ao serviço do Evangelho.

D. Pedro Fernandes dirige um convite pessoal a cada diocesano para estar presente. O Bispo sublinha que este não é um encontro para alguns, mas uma Assembleia de toda a Diocese. Por isso, cada pessoa é chamada a participar, a trazer a sua voz, a sua experiência, a sua esperança e o seu desejo de construir, com os outros, a Igreja de hoje e de amanhã.

A Assembleia Diocesana pretende, assim, ser um dia de comunhão, participação e renovação, em que a Diocese se reúne para celebrar o que é, escutar o que o Espírito Santo lhe pede e assumir, com alegria e responsabilidade, a missão que a todos diz respeito.

A missão é de todos. E este encontro também.

D. Pedro Fernandes convida cada pessoa a fazer parte deste dia e a viver a Assembleia Diocesana como uma oportunidade para nos encontrarmos, nos escutarmos, celebrarmos a nossa fé e, juntos, à luz da sinodalidade, construirmos a Igreja que somos chamados a ser.

Abrantes recebe doçaria de todo o país na XXIV Feira Nacional de Doçaria Tradicional


A Esplanada 1º de Maio, no Centro Histórico de Abrantes, volta a ser palco da Feira Nacional de Doçaria Tradicional, nos dias 23, 24 e 25 de outubro. Sob o tema "O Azeite na Doçaria Portuguesa", o certame, que reúne doçaria de todo o país e ilhas, dará especial destaque às Broas Fervidas, sem esquecer dois dos mais emblemáticos doces do concelho: a Palha de Abrantes e as Tigeladas de Abrantes.

Esta doce mostra, promovida pelo Município de Abrantes e pela TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior, com o apoio da Turismo Centro de Portugal, reunirá mais de três dezenas de expositores provenientes de várias regiões do país, Madeira e Açores.

Entre as especialidades já confirmadas encontram-se os ovos moles de Aveiro, os pastéis de Tentúgal, as fogaças de Santa Maria da Feira, o pão de ló de Ovar e de Margaride, as tortas de Guimarães, as queijadas de São Gonçalo e as da Graciosa, as barrigas de freira, as cornucópias de Alcobaça, os cartuchinhos de amêndoa de Cernache do Bonjardim, os queijinhos do céu de Constância, os bolos de mel da Madeira, bem como os tradicionais doces conventuais do Alentejo, como o fidalgo, o morgado e o pão de rala. A oferta será complementada por compotas, marmeladas, mel, licores, ginjinha, vinhos e poncha madeirense.

Nesta 24ª edição regressam também sabores tradicionais do Norte Alentejano, como as boleimas e o rebuçado de ovos. Haverá ainda gelado de alfarroba e sumo de medronho para degustar.  

A temática do azeite estender-se-á a várias atividades do programa, destacando-se as oficinas culinárias dedicadas a receitas doces que utilizam este ingrediente. O passeio em BTT percorrerá alguns dos locais mais emblemáticos da cultura olivícola do território, incluindo a Oliveira do Mouchão, produtores, cooperativas agrícolas e ofícios tradicionais ligados ao setor, como os capachos e os esparteiros.

As coletividades do concelho foram igualmente desafiadas a apresentar doces tradicionais das suas localidades que integrem azeite na confeção, dando origem a espaço “Doces Tradições”.

Já a comunidade escolar, além de receber as visitas da personagem de banda desenhada “Palhinhas”, que irá explicar o processo da azeitona ao azeite e do azeite às broas fervidas, os alunos do pré-escolar e do 1º ciclo de Ensino Básico irão conceber rótulos aplicados em garrafas de azeite, que estarão em exposição durante o certame.

O evento mais doce do ano complementa, ainda, a mostra de doces com animação. Esta edição conta com fado, dança contemporânea, música tradicional portuguesa, cante, animação infantil, yoga, exposições e venda de livros temáticos. 

Com entrada livre, a XXIV Feira Nacional de Doçaria Tradicional promete voltar a transformar Abrantes num ponto de encontro de sabores, tradições e cultura, reunindo a melhor doçaria conventual e tradicional de diferentes regiões do país e das ilhas. Para mais informações e inscrições nas atividades, consulte os sítios na Internet cm-abrantes.pt e tagus-ri.pt.

ALTER DO CHÃO: Caminhada Sempre Mulher

 


1.10.26

NISA: Dia Mundial do Idoso

 


VILA VELHA DE RÓDÃO: 𝗦𝗲𝘀𝘀ã𝗼 𝗱𝗲 𝗘𝘀𝗰𝗹𝗮𝗿𝗲𝗰𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 sobre 𝗭𝗶𝗺𝗯𝗿𝗼 𝗢𝘅𝗶𝗰𝗲𝗱𝗿𝗼


📅 7 outubro

𝟭𝟬𝗵𝟯𝟬 - Sede Gafoz (Foz do Cobrão)

𝟭𝟰𝗵𝟯𝟬 - Auditórios do Centro Municipal de Cultura e Desenvolvimento

 

ARRONCHES: Comemorações do Dia Internacional da Pessoa Idosa, da Música e da Água


Dia 04 de outubro (domingo), a partir das 12H30, n'O Celeiro, em Arronches.

Inscrições até dia 29 de setembro, nas Juntas de Freguesia de Assunção, Esperança e Mosteiros.

A autarquia disponibiliza transporte para os munícipes de Esperança e Mosteiros

30.9.26

BRAGA: Conferência "A Constituição, a Economia e o Trabalho" enche espaço do Muzeu

 


O Muzeu, novo espaço de exposições do dstgroup, recebeu ontem, durante a tarde, mais uma conferência do ciclo ‘Introdução à Política’. A sessão, realizada durante a tarde de ontem, foi dedicada às questões do trabalho.

José Pacheco Pereira, histórico dirigente do PSD, historiador e fundador do Arquivo Ephemera, moderou este debate, que teve como convidados a economista Susana Peralta e o sindicalista Manuel Carvalho da Silva, que liderou a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) de 1987 a 2012.

A intervenção de José Teixeira, presidente do Conselho de Administração da dst, deu início à sessão, perante um auditório cheio.


 O empresário destacou o valor do trabalho na sociedade e na companhia que dirige, rejeitando que um trabalhador seja tratado como um “colaborador”.

José Teixeira também criticou a “ética dos mínimos” de quem menoriza as questões laborais, protegidas pela Constituição da República Portuguesa (CRP), o “ponto de partida, o início de tudo” no que toca aos direitos e deveres de cada indivíduo. No contexto do 50.º aniversário da aprovação do documento na Assembleia da República, o empresário explicou que o Muzeu “não quer ser contrapoder”, mas antes “ajudar a resistir” às “ameaças” que o regime democrático enfrenta.

Seguidamente, coube a Pacheco Pereira introduzir o tema em discussão com uma pergunta-chave: “Como é que a Constituição moldou o mundo do trabalho?”. O historiador baseou-se na Doutrina Social da Igreja para distinguir o trabalho, enquanto produção humana, do capital, associado à lógica do mercado.

 O ex-dirigente do PSD, actualmente dedicado, entre outros projectos, à escrita e ao comentário político, expressou receio de que uma futura revisão constitucional ponha em causa os direitos do trabalho. Na mesma linha, Pacheco Pereira recordou o papel do Tribunal Constitucional no período da troika, que impediu uma série de leis de serem revertidas pelo governo.

O social-democrata ‘passou a bola’ a Manuel Carvalho da Silva, que apresentou um contexto histórico ao progresso nos direitos laborais desde a recta final do Estado Novo, nos anos 1960, até hoje. O ex-líder da CGTP, natural de Barcelos, classificou as conquistas dos sindicatos como “pilares da democracia”, recordando as primeiras Reuniões Intersindicais, entre 1970 e 1974, dedicadas à “agenda, organização e luta” dos trabalhadores.

Nesse aspecto, Carvalho da Silva salientou a importância de alguns movimentos sindicais no distrito de Braga, sobretudo no sector metalúrgico, na reivindicação de mais e melhores condições no espaço de trabalho. Para o ex-sindicalista, a proximidade entre o 25 de Abril e o 1º de Maio foi “decisiva” para que os direitos laborais e sindicais fossem “plasmados e consagrados” na Constituição.

O ex-líder da maior confederação sindical portuguesa mostrou-se céptico em relação ao futuro. Carvalho da Silva alertou que as mudanças económicas dos dias de hoje estão a transformar o trabalho em “negócio”, criando uma sociedade cada vez mais “desigual e individualista”.

Por fim, o sindicalista sublinhou a necessidade das escolas trazerem o “saber-fazer” para as salas de aula, porque o país precisa de trabalhadores “com formações, qualificações e com carreiras valorizadas”. Carvalho da Silva apelou à “participação colectiva” na defesa dos direitos do trabalho.

Na sua intervenção, Susana Peralta começou por explicar que a economia, nascida da filosofia, pode significar diferentes coisas. Esse conceito abrangente refere-se, sobretudo, na língua portuguesa, ao “sistema que organiza os recursos produtores de bem essenciais”, incluindo o trabalho, mencionou a economista.

 Susana Peralta, que também é docente e comentadora política, fez a ligação entre o trabalho e a Constituição através dos limites – leis – estabelecidas pelo documento, que também balizam o funcionamento da economia. “A CRP é rica na parte moral e ética”, declarou a economista, em alusão aos avanços registados em democracia ao nível dos direitos laborais.

À semelhança de Carvalho da Silva, Susana Peralta mostrou preocupação com o possível “despojar” de direitos fundamentais previsto em alguns projectos de revisão constitucional.

OPINIÃO: Uma Polícia a arder em lume brando


As suspeitas levantadas nos últimos meses sobre a ação de Luís Neves enquanto diretor da Polícia Judiciária são uma nódoa no prestígio da instituição que pode alastrar-se com as investigações abertas e a comissão parlamentar de inquérito. Em cima disto, ver o diretor em funções, Carlos Cabreiro, ser alvo de buscas do Ministério Público (MP) no seu gabinete - porque um inspetor coordenador o acusou de autorizar uma escuta ilegal no caso Football Leaks e de mentir em tribunal - é algo que não lembrava ao Diabo. Tentar normalizar a situação, como fez a ministra da Justiça ao renovar a confiança em Cabreiro, é um caminho perigoso para a instituição, mais importante do que as pessoas que a dirigem ou dirigiram num dado momento.

Pode achar-se que o MP foi irresponsável ao avançar com as buscas, ou até que se moveu por razões espúrias. Pode alegar-se que a denúncia é acompanhada de documentos que não provam que os alvos do Football Leaks foram escutados sem autorização judicial. Pode mesmo supor-se que o denunciante perdeu a lucidez ao tentar safar a mulher - uma inspetora da equipa que investigou aquele caso e que está a ser julgada por falso testemunho, depois de admitir em tribunal que assinou "de cruz" o relatório de uma diligência em que os colegas dizem ter escutado os suspeitos, numa estação de serviço da A5, sem gravação de som.

Pode achar-se o que se quiser e, por princípio, deve reconhecer-se a Cabreiro o direito à presunção de inocência, mas não se pode perder de vista o inimaginável até há uma semana - magistrados a devassarem o gabinete e o computador do diretor nacional da PJ -, nem ignorar o contexto. Carlos Cabreiro foi nomeado pelo Governo em que pontifica, como ministro, o anterior diretor da Judiciária; e, por arrasto, a vida desta vai ser enlameada numa comissão de inquérito durante meses.

Manter tudo como está será um fator de desgaste adicional, que o Governo deveria evitar. A reputação da PJ, conseguida graças ao profissionalismo de muitos, levou décadas a consolidar-se e não pode ficar refém, anos a fio, do desfecho de processos individuais de quem quer que seja. Isso é deixar a casa a arder em lume brando. Mais: para o apagar, talvez já não baste substituir Cabreiro por um par. No ponto a que se chegou, muito propício a divisões internas, seria sensato dar um passo atrás e entregar o leme a um magistrado judicial ou do MP.

* Nelson Morais – Jornal de Notícias - 29 de setembro, 2026

 

29.9.26

PODER LOCAL: Avenidas Novas (Lisboa) celebra Dia da Freguesia


Teresa Guilherme, José Jorge Letria, Fernando Pereira, Miguel Dias, Adolfo Barão, Paulo Vasco e José Cabeleira recebem hoje o Troféu Personalidade 2026 nas Avenidas Novas em Lisboa

A Freguesia de Avenidas Novas, uma das zonas mais centrais da cidade de Lisboa, assinala hoje, terça-feira, 29 de Setembro de 2026, o Dia da Freguesia, com um programa especial que reúne música, cultura, homenagem e animação ao longo de todo o dia.

As comemorações arrancam às 13.00 horas, com a inauguração do novo Espaço Cultural de São Sebastião da Pedreira, localizado na Rua São Sebastião da Pedreira, junto ao El Corte Inglés, com uma sala de leitura aberta diariamente.

 A partir das 16.00 horas, a Moustache BrassBand apresenta um concerto itinerante pelas Avenidas Novas, passando por vários pontos da freguesia, entre os quais Marquês de Pombal, Alto do Parque, El Corte Inglés, Praça de Espanha, Saldanha, Sete Rios, Campo Pequeno e Avenida Defensores de Chaves.

Às 16.30 horas, terá lugar o Desfile de Carros Clássicos, que percorrerá diversas artérias da freguesia até às 18.00 horas.

O programa prossegue, às 18.00 horas, com a Sessão Solene, no Auditório da Ordem dos Contabilistas Certificados, na Avenida Defensores de Chaves 85 - B,  junto ao Campo Pequeno, presidida por Daniel Gonçalves, Presidente da Junta de Freguesia de Avenidas Novas - Lisboa.

Durante a Sessão Solene serão prestadas homenagens a diversas personalidades de âmbito nacional, através da entrega de troféus, entre as quais o escritor e Presidente da Sociedade Portuguesa de Autores, José Jorge Letria, o ator Paulo Vasco, o maestro José Cabeleira, o ator Miguel Dias, o atleta Adolfo Barão, o artista e cantor Fernando Pereira e a apresentadora Teresa Guilherme.

Serão ainda entregues louvores a antigos estagiários e monitores das colónias de férias da Autarquia.

Às 19.00 horas, o palco será ocupado pelo cantor Carlos Alberto Moniz, num interlúdio artístico e cultural que levará ao Auditório as canções que dão voz a Lisboa e a Portugal.

Após o espetáculo, às 19.45 horas, terá lugar o cocktail "Avenidas Novas de Honra", no Auditório da Ordem dos Contabilistas Certificados.

As comemorações terminam no Jardim do Arco do Cego, onde, às 20.30 horas, será inaugurado o festival "The Burger Fest" 2026, seguindo-se, às 21.30 horas, uma Noite da Juventude com DJ Set.

As comemorações do Dia da Freguesia integram um programa mais vasto que tem decorrido ao longo do mês de setembro, com Noites de Fado, Apresentações de Livros, Visitas Culturais, Passeios Sociais para Seniores, Atividades Desportivas, a inauguração da placa evocativa de homenagem aos saudosos atores António Silva e Josefina Silva, Concerto de Piano de Cauda, Oferta de Livros aos alunos das Escolas da Freguesia, Teatro e diversos eventos multidisciplinares.

A entrada é gratuita em todas as atividades previstas para este dia, com o patrocínio da Junta de Freguesia de Avenidas Novas - Lisboa.

 

 

 

Novo Secretariado Diocesano das Comunicações Sociais participou nas Jornadas Nacionais da Comunicação Social


Encontro nacional decorreu em Leiria sob o tema «Por uma Gramática do Encontro»

O novo Secretariado das Comunicações Sociais da Diocese de Portalegre-Castelo Branco participou nas Jornadas Nacionais da Comunicação Social, subordinadas ao tema «Por uma Gramática do Encontro», que decorreram no dia 24 de setembro, em Leiria.

A presença neste encontro nacional constituiu uma oportunidade de formação, reflexão e partilha com os responsáveis e agentes da comunicação das dioceses portuguesas, permitindo conhecer diferentes experiências e perspetivas sobre os desafios que atualmente se colocam à comunicação da Igreja.

Para a equipa que agora assume este serviço na Diocese de Portalegre-Castelo Branco, a participação nas Jornadas representa também um primeiro momento de contacto e de trabalho conjunto com os seus pares a nível nacional, contribuindo para fortalecer a equipa e para consolidar linhas de ação para a missão que lhe está confiada.

O Secretariado Diocesano das Comunicações Sociais é coordenado pelo Padre Pedro Tropa e integra Rui Canatário, Catarina Reis e Ana Margarida Bicho.

Num contexto em que comunicar significa também aproximar pessoas, criar pontes e favorecer o encontro, o novo Secretariado pretende colocar as suas competências e o seu trabalho ao serviço da missão evangelizadora da Diocese, procurando dar maior visibilidade à vida das comunidades cristãs, às suas iniciativas e aos seus testemunhos.

A aposta passa por uma comunicação próxima, atenta e capaz de acompanhar a realidade das comunidades, contribuindo para que a vida da Igreja seja conhecida e para que a mensagem do Evangelho possa chegar a diferentes públicos e contextos.

A participação nas Jornadas Nacionais da Comunicação Social assinala, assim, um dos primeiros passos do novo Secretariado no caminho que agora inicia, em espírito de serviço, colaboração e comunhão com a Igreja em Portugal.

CAMPO MAIOR: Dois detidos em flagrante por burla MBWay


O Comando Territorial de Portalegre, através do Posto Territorial de Campo Maior, no dia 25 de setembro, deteve um homem e uma mulher, de 37 e 31 anos respetivamente, por burla através da plataforma MBWay, no concelho de Campo Maior.

No âmbito de uma ação de patrulhamento, os militares da Guarda detetaram dois indivíduos nas proximidades de uma ATM (vulgo máquina multibanco), os quais demonstravam um comportamento suspeito. Na sequência da ação e da abordagem aos mesmos, foi possível confirmar que os suspeitos tinham acabado de cometer uma burla, através da aplicação MBWay, motivo pelo qual foram de imediato detidos.

Na sequência da detenção, foi ainda possível apreender o seguinte material:

500 euros em numerário;

Um telemóvel;

Os detidos foram constituídos arguidos e os factos foram comunicados ao Ministério Público.

 

 

IDOSOS: Com a minha idade, ainda vale a pena?


Chamemos-lhe António. Tem 82 anos. Não existe exatamente — ou, melhor, existe em muitos dos doentes que se sentam à minha frente.

Até há poucos meses, conduzia todos os dias e fazia as compras com a mulher, com quem vive de forma independente. Agora para ao fim de cem metros, inclinado sobre o carrinho do supermercado, à espera de que a dor nas pernas lhe dê tréguas. Começou a perguntar-se não apenas se voltará a andar como antes, mas se os dois conseguirão continuar a viver sozinhos. A ressonância mostra uma estenose lombar. Antes de chegar à minha consulta, já ouviu a frase: “na sua idade, é melhor não mexer”.

E então pergunta-me: “Doutor, com a minha idade, ainda vale a pena?”

Não sei ainda se António precisa de uma cirurgia. Para decidir isso, preciso de saber muito mais do que mostra a ressonância. Mas há uma coisa que sei antes de o examinar: 82 anos não são um diagnóstico.

A medicina sempre gostou da idade. É objetiva, está disponível e cabe facilmente num algoritmo. Em populações, é útil: à medida que envelhecemos, aumentam a fragilidade, a doença e o risco de complicações. O problema começa quando uma verdade estatística sobre milhares de pessoas se transforma numa conclusão sobre quem temos à nossa frente.

Dois doentes com 82 anos podem ter vivido o mesmo número de anos e estar biologicamente separados por décadas. Um conserva força, equilíbrio, cognição e autonomia. Outro pode ser frágil, sarcopénico e dependente. É por isso que hoje olhamos cada vez mais para aquilo que a idade não mede: reserva fisiológica, mobilidade, massa muscular, saúde óssea, cognição e capacidade de recuperação.

Na cirurgia da coluna, esta diferença importa muito. Aos 80 anos, as ressonâncias estão quase sempre cheias de palavras assustadoras — degeneração, artrose, estenose, deformidade. Mas não operamos palavras. E também não devemos recusar tratamentos por causa de um número.

A idade conta, naturalmente. Um doente de 82 anos não enfrenta uma grande cirurgia como um de 42. Mas considerar a idade é diferente de deixar que ela decida. Há idosos robustos que recuperam bem de tratamentos exigentes; há pessoas vinte anos mais novas cuja fragilidade obriga a muito mais cautela.

Talvez a pergunta mais importante na consulta não seja “quantos anos tem?”, mas “o que deixou de conseguir fazer?”. Às vezes, não é correr uma maratona. É conduzir. Ir às compras com a mulher. Conseguir permanecer na casa onde sempre viveram sem depender dos filhos. É aí que a doença da coluna deixa de ser uma imagem e passa a ser aquilo que verdadeiramente nos interessa tratar: perda de função, de autonomia e, por vezes, da própria vida que a pessoa reconhece como sua.

Mesmo em idades avançadas, o músculo adapta-se, a força pode melhorar, a mobilidade pode ser recuperada e a saúde óssea pode ser protegida. Envelhecer muda o que é possível; não torna tudo inevitável.

Voltemos ao António.

Quando me pergunta “com a minha idade, ainda vale a pena?”, percebo o que está realmente a perguntar. Não é se vale a pena tratar uma ressonância. É se ainda vale a pena lutar pela vida que ele e a mulher construíram e que agora receiam perder.

A idade diz-me há quanto tempo António vive. Não me diz como vive, de que é capaz, quanto pode recuperar ou aquilo que ainda espera dos anos que tem pela frente.

Talvez a medicina deva responder-lhe com outra pergunta:

“O que é que ainda vale a pena para si?”

Para mais informações sobre patologia da coluna vertebral, visite https://sppcv.org/.

 

·         Artigo de Opinião de Ricardo Rodrigues Pinto, Ortopedista e cirurgião de coluna. Professor Universitário.

Membro da Direção da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral (SPPCV)

28.9.26

Privados fecham as portas: Olaria pedrada de Nisa ameaçada por falta de quartzo


O Centro de Artes e Ofícios de Nisa acolheu uma reunião técnica dedicada ao esgotamento das jazidas tradicionais de quartzo branco e caulino. Estes minerais constituem a matéria-prima essencial para a olaria pedrada de Nisa, arte secular em que fragmentos rochosos desenham motivos florais sobre o barro vermelho. Contudo, o acesso aos filões situados em propriedades particulares encontra-se actualmente comprometido.

As últimas oficinas artesanais do concelho dependem da recolha manual destes inertes específicos em parcelas rurais privadas. Todavia, vários proprietários começaram a vedar os caminhos de passagem e a exigir compensações financeiras informais a título de exploração de inertes. Por conseguinte, a escassez do mineral coloca em risco a continuidade operacional dos mestres oleiros locais.

Vedação de terrenos trava colheita de quartzo branco

A técnica característica da olaria pedrada de Nisa exige pedras de quartzo com elevado grau de pureza e dureza reduzida. Esta consistência permite aos artesãos partir os blocos com martelos específicos até obterem pequenas arestas finas. Em seguida, essas lascas são cravadas à mão no barro ainda húmido, antes da cozedura final em fornos tradicionais.

No entanto, a dispersão dos veios geológicos em propriedades florestais e agrícolas gerou conflitos entre artesãos e detentores do solo. Segundo os alertas transmitidos durante a sessão técnica, os constrangimentos físicos impedem o abastecimento regular das oficinas activas no concelho. Além disso, a cobrança informal de valores pelo acesso aos solos sobrecarrega os custos de produção das pequenas unidades familiares, que operam com margens comerciais bastante reduzidas.

Município de Nisa avalia reserva pública de matérias-primas

Perante este cenário, a Divisão de Acção Cultural e Património do Município de Nisa estuda alternativas para salvaguardar o aprovisionamento dos artesãos. Entre as soluções em análise encontra-se a identificação cadastral de veios minerais em terrenos públicos municipais, bem como o estabelecimento de acordos formais de cedência com proprietários privados.

Paralelamente, a Associação Portuguesa de Cidades e Vilas Cerâmicas acompanha o processo para garantir a preservação do saber-fazer tradicional. A classificação da técnica como património cultural exige salvaguarda urgente, dado que a interrupção no fornecimento de quartzo paralisaria a feitura das peças genuínas. Dessa maneira, as entidades envolvidas procuram criar um banco municipal de matérias-primas que assegure a estabilidade produtiva das oficinas locais nos próximos anos.

 * oregioes.pt - 25.09.2026

Nisa é sempre um excelente destino.


Pelos aromas que nos despertam, pelos sabores que nos ficam na memória, pelas paisagens que nos prendem o olhar, pelos sons que nos contam histórias e pelo toque que nos aproxima da nossa terra.

Neste Dia mundial do Turismo, desafiamo-los a (re)descobrir Nisa através dos 5 sentidos.

Porque em Nisa, há sempre algo para ver, ouvir, sentir, provar e descobrir.

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Este é o textozinho que a Câmara divulgou para assinalar o Dia Mundial do Turismo. Propaganda paga e sem correspondência com qualquer aliciante para uma visita ao concelho. AROMAS? É passar pelo zona da Alameda e ver o estado de "chavasquice" que ali salta à vista desarmada. A autarquia conhece o problema, mas nada faz para o resolver, ou porque não sabe ou, o que ainda é mais grave, não ter a humildade de pedir a quem saiba.

SABORES? Nos restaurantes fechados ou quando se descobre algum aberto, na comida cara, por vezes sem a qualidade exigida e num fraco cardápio que apresentam. Os turistas vêm e rumam a Alpalhão, Crato ou Castelo de Vide onde a oferta gastronómica é mais diversificada.

E o mais interessante é que este concelho que se diz de "portas abertas" tem uma Câmara Municipal das mais fechadas do país. Dez meses após ter tomado posse, o "duo Zé e José" o dois vereadores de serviço, não conseguiram acabar com a lei da rolha, a CENSURA instituída pela anterior edil Idalina. Acham que está bem assim, violar todos os dias, a Constituição  da República Portuguesa mantendo dezenas e dezenas de munícipes, BANIDOS, DISCRIMINADOS, SILENCIADOS e sem acesso às redes sociais do Município.

O crime é tanto ou mais grave porque, desta maneira, ficam impedidos de ver nas "pantalhas" municipais,  o desfile de carros "clássicos", manifestação de poder e de notoriedade enquanto o país reclama contra o aumento brutal dos preços dos combustíveis. É esse o "turismo" que a Câmara gosta, aplaude e estimula..

Vais por bom caminho, ó Dinis!

LEGENDAS DAS FOTOS

1 - Alguém consegue ler a "informação turística" no painel plantado junto à fonte de Santo António?

2 - Por quanto mais tempo a Câmara vai fechar os olhos a esta situação que envergonha Nisa? O delegado de saúde não tem nada a dizer sobre isto?

3 - Na Praça da República  o "outdoor" (palavra chique) da Federação DDT, colocado abusiva e provocatoriamente, mostra entre outras coisas, a arrogância do  poder municipal. A Kristin derrubou cartaz e muro, mas este a Câmara acha que não é competência sua. Queres ver que a Federação Distrital do PS ainda vai pagar os estragos? Ou dizer que a culpa é do governo...