6.10.26

PORTALEGRE: 16º Festival One Man Band no CAEP


9 e 10 OUT. SEX. e SÁB. 21.30H

16º Festival One Man Band

Blues / Rock | CC | 5€ | M/6 anos

Preparem-se para quatro dias de música crua, intensa e absolutamente imperdível!

O Festival One Man Band está de volta, para mais uma edição, que promete desafiar os limites do que um só músico consegue fazer em palco!

O festival divide-se entre o Teatro Municipal da Guarda (9 e 10 de outubro) e o Centro de Artes do Espetáculo de Portalegre, reunindo em cada noite três artistas a solo, de diferentes geografias e estilos, mas com algo em comum: a capacidade de dominar o palco por inteiro — instrumentos, voz, presença — como verdadeiras forças da natureza.

9 de Outubro

Ady One Woman Band (França)

Ady One Woman Band apresenta-se como uma força moderna do formato one woman band, combinando bateria nos pés, guitarra ou cigarbox e uma voz marcada pelo blues, rock e folk, com uma presença magnética em palco e uma abordagem assumidamente emocional.

Captain Trasho (Espanha)

Captain Trasho traz uma estética trash e explosiva, com energia punk, humor irreverente e performances de impacto imediato.

Tsunamiz (Portugal)

Tsunamiz apresenta um universo DIY que mistura post-punk e electro-pop, construído em palco como uma performance total a solo, marcada por intensidade e experimentação.

10 de Outubro

Glabre (França)

Brilhante, sombrio, intenso e comovente, Glabre oferece uma performance íntima e agitada, entre canções claras e vocalizações no limite da ruptura, visceralmente intenso, sombrio e doloroso na sua abordagem; vem das entranhas, levantando a escuridão de uma introspeção musical quase dolorosa.

Wasted Pido (Itália)

Wasted Pido representa o lado mais cru e caótico do festival, com uma abordagem lo-fi e uma presença performativa intensa.

António Bastos (Portugal)

António Bastos é uma das vozes mais versáteis da música portuguesa contemporânea. Entre o jazz, eletrónica, música tradicional e criação coral, constrói uma obra híbrida que cruza tradição e modernidade, com uma forte dimensão colaborativa e experimental.

CASTRO VERDE: Tradição, comércio, cultura e música marcam encontro na Feira de Castro


Tradição, comércio, cultura e animação voltam a marcar encontro na Feira de Castro, que regressa a Castro Verde entre os dias 16 e 18 de Outubro e terá Lena d’Água e Miguel Gameiro & Pólo Norte como cabeças do cartaz musical.

Organizado pela Câmara Municipal de Castro Verde, o certame conta com «um programa cultural que percorre diferentes expressões da cultura alentejana, com música, exposições, cante, folclore, viola campaniça e animação de rua».

A programação arranca na sexta-feira, 16 de Outubro, às 18h00, com a abertura, no Fórum Municipal, da exposição de pintura “Retrospectivas”, de Eduardo Palminha.

À mesma hora, na Rua da Seara Nova, é inaugurada a exposição de fotografia “O Cante na Rua”, de Adalrich Malzbender, dedicada ao cante alentejano. É igualmente às 18h00 que abre o Mercadinho de Produtos Locais e Artesanato, na Rua Fialho de Almeida.

Na Praça da República, Lena d’Água sobe ao palco às 22h00, seguida do espetáculo “90’s Noventamente”, às 23h30.

No sábado, dia 17, o dia começa com a Feira de Aves, a partir das 10h00, no Pavilhão de Mostras do Largo da Feira, numa organização do Clube Ornitológico de Castro Verde. Às 10h30, as ruas da Feira recebem uma Arruada de Bandas, com a participação da Banda Filarmónica Sociedade Recreativa 1.º de Janeiro e da Banda Filarmónica de Serpa, seguindo-se, ao longo do dia, vários momentos de animação, música e tradição.

Também no sábado decorre o 7º Encontro de Castrenses na Diáspora, que se realiza a partir das 12h30, na Escola Secundária de Castro Verde, e que «reúne, num almoço-convívio, castrenses residentes fora do concelho, num momento de reencontro, partilha e confraternização», segundo a autarquia.

Durante a tarde, a Praça da República recebe a atuação do Grupo Etnográfico “Amendoeiras em Flor”, de Castro Marim (15h00) e o Desfile e Atuação de Grupos Corais (16h00), com a participação dos grupos da Casa do Povo de Santo Aleixo da Restauração, “O Sobreiro”, da Baixa da Banheira, e “Os Ganhões”, de Castro Verde.

À noite, a partir das 21h30, o Fórum Municipal recebe a 34ª edição do Encontro de Cantadores de Despique e Baldão e Tocadores de Violas Campaniças, numa organização da Cortiçol. Na Praça da República, a noite fica ainda marcada pelo concerto de Miguel Gameiro & Pólo Norte, às 22h00.

O último dia da Feira, domingo, 18 de outubro, começa às 10h00, no Parque Infantil, com o Concurso de Rafeiros do Alentejo, organizado pela Associação de Criadores do Rafeiro do Alentejo, em parceria com a Associação de Agricultores do Campo Branco.

Também no domingo, entre as 10h00 e as 19h00, a Rotunda do Minério acolhe a Exposição de Clássicos na Feira de Castro, promovida pela secção de Automóveis Históricos e Desportivos de Castro Verde da AMBB. A iniciativa conta com a presença de uma viatura Unic Type A1 de 1909, de Jacinto Faleiro.

In Sul Informação – 06.10.2026

Foto: Elisabete Rodrigues | Sul Informação

 

PORTALEGRE: Até ao fim do Mundo - Filme - Espetáculo - Instalação no CAEP


10 OUT. SÁB. A partir das 17H

Até ao fim do Mundo - Filme - Espetáculo - Instalação

Multidisciplinar | GA e PA | 5€ | M/12 anos

“Até ao Fim do Mundo”, de Fernando Mota, é um projecto colaborativo de pesquisa e criação multidisciplinar, que cruza a geologia com a exploração musical e sonora dos elementos naturais, a literatura e o vídeo. Do diálogo entre as várias áreas de criação artística e a ciência, e do confronto entre o tempo geológico e o tempo humano resultam um espetáculo, um filme e uma instalação audiovisual.

Partindo de vários locais de importância geológica e colaborando com geólogos de vários geoparques do território português, faremos uma reflexão poética e filosófica acerca das várias conceções de tempo de várias culturas ao longo da história, dos tempos de vida dos mais variados organismos vivos do nosso planeta e da relação entre o “nosso” tempo de vida com o conceito mais vasto do tempo profundo.

Até ao Fim do Mundo é um projeto de criação que cruza a ciência com a arte numa pesquisa que confronta o tempo geológico com o tempo humano, refletindo sobre o papel e relevância da nossa espécie na história da Terra. Quatro criadores - o artista Fernando Mota, a escritora Joana Bértholo, o artista visual Mário Melo Costa e o compositor José Grossinho - realizarão várias residências artísticas em colaboração com os geólogos de quatro Geoparks de Portugal - Naturtejo, Estrela, Oeste e Açores - nas quais abordarão a formação e evolução dos respectivos territórios e farão uma reflexão acerca do tempo geológico e das concepções de tempo nas mais variadas áreas, épocas e culturas, desde da Índia, do Egito e da Grécia antiga até às teorias de Einstein, Hawking ou Carlo Rovelli

Curta-Metragem / Documentário – 17.00h - PA

Montanhas Efémeras, de Mário Melo Costa

Com texto de Joana Bértholo e música original de José Grossinho

(a partir da criação sonora de Fernando Mota)

Duração: 35 min.

Espetáculo – 21.30h - GA

Até ao Fim do Mundo, de Fernando Mota

Com texto de Joana Bértholo e vídeo de Mário Melo Costa

Duração: aprox. 60 min.

Classificação Etária: M/12

Instalação Videoarte – durante todo o dia - Foyer

Até ao Fim do Mundo, de Fernando Mota e Mário Melo Costa

Duração: 8 min. em loop

Direção Artística, Criação Musical e Interpretação: Fernando Mota

Texto: Joana Bértholo

Criação Vídeo: Mário Melo Costa

Espaço Cénico e Figurino: Hugo F Matos

Desenho de Luz: Nuno Meira

Apoio no Desenho de Som: José Grossinho

Operação Técnica: César Joaquim

Coordenação e Produção: Xana Libânio

Consultoria de Projeto: Violeta Mandillo

Fotografia e Vídeo de Comunicação: Ricardo Reis

Comunicação: Mónica Jardim

SINES: EmCena: 'O Céu não lhes Responde', pela ESTE - Estação Teatral


CAS - Auditório | 21h30 | A venda de bilhetes decorre na semana do espetáculo | Custo: 5 euros (público em geral), 3 euros (menores de 21 anos e maiores de 65 anos) ou gratuito (sócios AJAGATO) | Org. AJAGATO. Parceria Câmaras Municipais de Sines e Santiago do Cacém

O que fazer quando é o próprio clima que nos empurra para fora da nossa terra? E quando a brutalidade dos regimes autocráticos e da guerra nos expulsa para a incerteza da própria vida?

O céu não lhes responde relata, através do corpo, do gesto, das emoções, da simplicidade e do jogo cénico, o percurso de duas personagens que tentam atravessar o mar para o lado de lá em busca de uma oportunidade.

Ninguém deixa a sua terra de ânimo leve, mas noutro país é possível recomeçar. Alcançar as necessidades mais básicas pode ser extremamente difícil, a barreira da língua, o choque cultural e a desconfiança de quem os acolhe fazem com que chegar não signifique o fim da jornada.

Encenação e Dramaturgia: Tiago Poiares

Interpretação: Joana Poejo e Samuel Querido

Dur. 50'

Classif. Etária: M/12

OPINIÃO: Não devo nada a Cristiano Ronaldo


Tenho de começar a guardar as faturas de tudo o que compro. Se alguém sugerir que devo a Cristiano Ronaldo as calças que trago vestidas, não tenho como provar que as paguei com o meu guito.

Como tantas pessoas, já vivi momentos em que precisei de empréstimos, mas nunca pedi um cêntimo ao futebolista madeirense. Ainda não há um mês, por razões do meu interesse pessoal, obtive certidões de não dívida da Autoridade Tributária e da Segurança Social. Pensei que isso me colocaria em boa situação, até porque o registo criminal também está imaculado, mas faltava o que aqui deixo em letra impressa: uma declaração de não dívida a CR7.

Agora que já agitei as águas, suscitando a aprovação de uns e a reprovação de outros, convém que me explique melhor, com base numa noção dos livros de contabilidade, aquela em que se confrontam o deve e o haver.

Obviamente, estamos a falar do maior futebolista português de sempre e, mais do que das alegrias que deu no relvado, de alguém que muito contribuiu para promover internacionalmente o nome de Portugal e para enriquecer os que gravitam em seu redor (pessoas, negócios, instituições), entre os quais não me encontro. Mas a coluna do "haver" de Cristiano apresenta valores muito mais baixos do que a do "deve", e esse desequilíbrio demonstra que ele nos deve muito mais do que nós lhe devemos. Ou seja, fica anulada a nossa dívida, de eventual gratidão (note-se que eu sobreviveria sem as alegrias a que Ronaldo está associado, mas não propiciou sozinho), permanecendo nós como credores: se o jogador é podre de rico, deve isso a mim, eventualmente a si, que está a ler esta crónica, a toda a gente no Mundo que dá importância ao futebol, que transforma o futebol num fenómeno global de massas, que viabiliza o futebol como um negócio de milhões.

Sem adeptos, qualquer craque seria um pé-rapado a dar pontapés na bola. Assim, pés-rapados somos nós, embora os cristianos ronaldos desta vida (e toda a parasitagem em seu redor) nos devam tudo.

Até poderia escrever milhões de palavras sobre o lastimável comportamento do jogador, incapaz de perceber o superior interesse que a seleção nacional representa, e sobre a incapacidade que o próprio teve de sair pela porta grande, acumulando anos de insana obstinação. Mas isso seria demasiadamente subjetivo. Prefiro ater-me aos factos: não lhe devo nada, ele é que me deve a mim.

Posto isto, VIVA A REPÚBLICA!

Pedro Olavo Simões – Jornal de Notícias - 5 de outubro, 2026

 

5.10.26

Exposição “Arte, Educação e Informação”, de Vítor Pisco, na Biblioteca Municipal de Reguengos de Monsaraz


A exposição de pintura “Arte, Educação e Informação”, de Vítor Pisco, vai estar patente de 18 de setembro a 17 de outubro, no Auditório António Marcelino da Biblioteca Municipal de Reguengos de Monsaraz. A mostra apresenta 22 quadros pintados a óleo sobre tela e em acrílico e pode ser visitada de segunda-feira a sábado, entre as 10h e as 12h30 e das 14h às 17h30.

Vítor Pisco é natural do Alandroal e aprendeu com o escultor, pintor, crítico de arte e professor de pintura Camol d’Évora. As obras de Vítor Pisco centram-se na pintura acrílica e óleo sobre tela, privilegiando o gesto espontâneo e a linguagem expressionista.

O pintor refere que “a evolução para uma abstração mais madura reflete a procura por traduzir vivências internas em composições de impacto visual”. O artista explora a relação entre o ser humano e a natureza, integrando influências do surrealismo e do fauvismo.

Vítor Pisco considera que o seu percurso “é marcado por uma ligação estreita às suas raízes e à expressão emocional” e que o seu trabalho “transforma memórias e elementos da identidade cultural numa linguagem artística contemporânea”.

 

 

José Reisinho: Um amigo que partiu


José da Graça Carita Reisinho, nascido em Nisa há 77 anos, faleceu ontem, dia 4 de Outubro, em S. Paulo (Brasil).

De muito novo, como tantos nisenses, teve de abandonar a sua terra e raízes e mourejar por terras distantes à procura de uma vida melhor. Trabalhou, estudou e formou-se em Direito.  Residia em S. Paulo, onde tinha o seu escritório de advocacia e através da net trocávamos opiniões sobre o estado do mundo, do país, e de aspectos mais particulares que versavam o desenvolvimento de Nisa e do concelho. Vivendo numa grande metrópole e numa cidade onde fermentam as ideias de progresso e realização social, o José da Graça nem sempre concordava comigo, com as ideias que eu defendia.  Mas, tinha uma forma muito própria, diferente, quase pedagógica, de discordar.

Deixei de ter notícias dele já há alguns meses, mas nas últimas mensagens eram perceptíveis problemas, graves, de saúde, ainda que esse sofrimento o guardasse para si.

Morreu ontem, longe da pátria, da sua terra natal, mas, como escreveu um poeta, “a pátria deixou de ser o lugar de exílio e tornar-se terra de promissão” situe-se ela onde se situar e nos souber acolher.

Repousa em paz, amigo Zé da Graça.

4.10.26

40 anos das Escolas de Calceteiros e de Jardinagem em nova edição da coleção memórias em arquivo


📆  Biblioteca Palácio Galveias, 30 de outubro

O Arquivo Municipal de Lisboa apresenta a 30 de outubro, pelas 18h00, na Biblioteca Palácio Galveias uma nova edição da coleção memórias em arquivo, dedicada aos 40 anos das Escolas de Calceteiros e de Jardinagem. A publicação destaca o papel destas escolas na preservação e transmissão de saberes técnicos fundamentais para a identidade urbana de Lisboa.

Integrada numa coleção que valoriza acontecimentos marcantes da história da cidade através de estudos e documentos do acervo municipal, esta edição reúne fontes históricas e investigação sobre o percurso e o contributo destas escolas para a qualificação profissional e para a manutenção de tradições que continuam a caracterizar o espaço público lisboeta.

SARDOAL: Outubro com grande actividade no Centro Cultural Gil Vicente

 


O 𝗖𝗲𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗖𝘂𝗹𝘁𝘂𝗿𝗮𝗹 𝗚𝗶𝗹 𝗩𝗶𝗰𝗲𝗻𝘁𝗲 (CCGV) apresenta, durante o mês de 𝗼𝘂𝘁𝘂𝗯𝗿𝗼, uma programação marcada pela diversidade de linguagens artísticas, de públicos e de experiências, confirmando a aposta do Município numa oferta cultural regular, abrangente e de qualidade.

👉 A programação de outubro arranca no dia 10, às 21h30, com “𝗖𝗲𝗹𝗲𝗯𝗿𝗮𝘁𝗼𝗿𝗶𝘂𝗺”, um concerto dedicado a Luís de Freitas Branco, um dos mais importantes compositores portugueses do século XX, no ano em que se assinala o 136.º aniversário do seu nascimento. Interpretado pela Camerata de Estudantes do Instituto Superior Técnico e comentado por Sara Maia, o espetáculo alia a interpretação musical à contextualização da vida, obra e legado do compositor, aproximando a música erudita de diferentes públicos.

👉  No dia 18, domingo, às 16h00, o CCGV recebe a segunda edição do “𝗔𝗰𝗼𝗿𝗱𝗲𝗮̃𝗼 𝗲𝗺 𝗙𝗲𝘀𝘁𝗮!”, numa celebração de um dos instrumentos mais emblemáticos da música popular. Rafael Nunes, Rodrigo Maurício, Rita Nunes, Márcio Cabral e o Sardoalense Daniel Serras juntam-se em palco para uma viagem musical que atravessa a música tradicional, o repertório clássico e a música de variedades, em diferentes formações - a solo, em duo e em ensemble.

👉 A palavra e a música têm encontro marcado para dia 24, às 21h30, com “𝗣𝗮𝗹𝗮𝘃𝗿𝗮 𝗣𝘂𝘅𝗮 𝗣𝗮𝗹𝗮𝘃𝗿𝗮”, espetáculo protagonizado pelo cantautor 𝗥𝗼𝗴𝗲́𝗿𝗶𝗼 𝗖𝗵𝗮𝗿𝗿𝗮𝘇 e pelo médico, psiquiatra e comunicador 𝗝𝘂́𝗹𝗶𝗼 𝗠𝗮𝗰𝗵𝗮𝗱𝗼 𝗩𝗮𝘇. Entre canções, histórias, poesia e reflexão, os dois intérpretes constroem um diálogo vivo com o público, num formato em que cada palavra pode abrir caminho para uma nova história.

👉 A fechar o mês, no dia 30, sexta-feira, às 21h30, volta ao CCGV 𝗗𝗮́𝗿𝗶𝗼 𝗚𝘂𝗲𝗿𝗿𝗲𝗶𝗿𝗼, com o quarto solo de stand-up comedy, “𝗢 𝗣𝗿𝗶𝗺𝗼𝗴𝗲́𝗻𝗶𝘁𝗼”. A partir das suas próprias experiências e memórias familiares, o humorista algarvio transforma o quotidiano em matéria para um espetáculo irreverente, marcado pela observação e pelo humor.

👉  Mas outubro não se esgota no palco. O público pode ainda contar com as sessões d’ O Outro Cinema, às quartas-feiras, às 21h30, promovidas em parceria com o Espalhafitas, Cineclube de Abrantes.

👉 Além disso, continua patente, até 21 de novembro, a 𝗲𝘅𝗽𝗼𝘀𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗳𝗼𝘁𝗼𝗴𝗿𝗮𝗳𝗶𝗮 “𝗢 𝗧𝗲𝗺𝗽𝗼 𝗱𝗮𝘀 𝗠𝘂𝗹𝗵𝗲𝗿𝗲𝘀”, de Alfredo Cunha.

A programação é promovida pelo Município de Sardoal, com o apoio da Direção-Geral das Artes, no âmbito do Apoio à Programação da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses (RTCP).

🎟️ Os bilhetes para os espetáculos encontram-se disponíveis na bilheteira do Centro Cultural Gil Vicente e através da ticketline.pt em https://www.ticketline.pt/pesquisa?query=Sardoal&district=&venue=&category=&from=&to=

Mais informações e programação completa em https://ccgv.sardoal.pt/programacao/

 

Concurso de Fotografia “Lugares do Povoamento” integra as comemorações dos 600 anos do povoamento dos Açores


 Iniciativa promovida pelo Governo dos Açores, através da Estrutura de Missão para as Comemorações dos 600 anos da Descoberta e Povoamento dos Açores, em parceria com a Associação Cultural Burra de Milho, desafia fotógrafos a revelar os lugares que contam a história do povoamento do arquipélago.

No âmbito das comemorações dos 600 anos do povoamento dos Açores, o Governo dos Açores, através da Estrutura de Missão para as Comemorações dos 600 anos da Descoberta e Povoamento dos Açores, em parceria com a Associação Cultural Burra de Milho, promove o concurso de fotografia “Lugares do Povoamento”, uma iniciativa que pretende valorizar e divulgar o património histórico, cultural e natural associado aos primeiros tempos do povoamento do arquipélago.

Aberto a fotógrafos amadores e profissionais, o concurso convida os participantes a descobrir e registar os locais onde ainda hoje permanecem visíveis as marcas do povoamento açoriano, desde os primeiros núcleos urbanos, igrejas e ermidas, fortalezas e monumentos, até paisagens, vestígios arquitetónicos, elementos etnográficos e tradições que testemunham a história das primeiras comunidades das ilhas.

Mais do que premiar a qualidade técnica e artística, esta iniciativa pretende promover uma reflexão sobre a memória coletiva e a identidade açoriana, incentivando um novo olhar sobre os lugares que ajudaram a construir a história do arquipélago.

As candidaturas decorrem entre 1 de outubro de 2026 e 31 de janeiro de 2027 e são gratuitas, podendo cada participante apresentar uma única fotografia, captada nos Açores e enquadrada no tema do concurso.

As fotografias serão avaliadas por um júri especializado, em regime de anonimato, tendo em consideração a relevância para o tema, a originalidade e criatividade, a qualidade técnica e o impacto visual.

Serão atribuídos os seguintes prémios:

1.º Prémio – 1.500 €

2.º Prémio – 1.000 €

3.º Prémio – 500 €

O júri poderá ainda atribuir uma ou mais menções honrosas.

As fotografias distinguidas integrarão uma exposição e um catálogo digital, contribuindo para a valorização e divulgação do património açoriano. O concurso culminará, em 2027, com uma cerimónia de entrega de prémios e inauguração da exposição, realizada em parceria com a Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa e integrada no programa oficial das comemorações dos 600 anos do povoamento dos Açores, assinalando o contributo da fotografia para a preservação e divulgação da memória histórica do arquipélago.

O regulamento do concurso e todas as informações relativas à participação encontram-se disponíveis em:

Regulamento do concurso “Lugares do Povoamento”

Candidaturas

1 de outubro de 2026 a 31 de janeiro de 2027

Submissão

Formulário de candidatura »»»»

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeBjymo3JfbC4Q5QDSoBIoktIzOibt8sQ82v3TRApkMUEd2Tw/viewform

 

SARDOAL: 𝗖𝗲𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗖𝘂𝗹𝘁𝘂𝗿𝗮𝗹 𝗚𝗶𝗹 𝗩𝗶𝗰𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗿𝗲𝗰𝗲𝗯𝗲 𝗲𝘀𝗽𝗲𝘁𝗮́𝗰𝘂𝗹𝗼 𝗱𝗲 𝗵𝗼𝗺𝗲𝗻𝗮𝗴𝗲𝗺 𝗮 𝗟𝘂𝗶́𝘀 𝗱𝗲 𝗙𝗿𝗲𝗶𝘁𝗮𝘀 𝗕𝗿𝗮𝗻𝗰𝗼


O Centro Cultural Gil Vicente (CCGV) recebe, no dia 10 de outubro, às 21h30m, o espetáculo “Celebratorium”, com a Camerata de Estudantes do Instituto Superior Técnico, composta por 30 músicos.

No ano em que se assinala o 136.º aniversário de Luís de Freitas Branco, “Celebratorium” presta homenagem a um dos mais importantes compositores portugueses do século XX, numa experiência que alia a excelência da interpretação musical à partilha de conhecimento.

Interpretado pela Camerata de Estudantes do Instituto Superior Técnico e comentado por Sara Maia, este concerto convida o público a descobrir a vida, a obra e o legado de Luís de Freitas Branco, figura incontornável da modernização da música portuguesa. Integrado num ciclo de concertos comentados dedicado aos grandes nomes da música nacional, o espetáculo procura aproximar a música erudita de todos os públicos, revelando o contexto, as histórias e as emoções que dão vida às obras interpretadas.

O espetáculo conta com produção da EncorArte e com o financiamento da Direção-Geral das Artes através do Apoio à Programação da RTCP.

Os bilhetes (2,50€) podem ser adquiridos na bilheteira do CCGV ou online em https://www.ticketline.pt/.../sessao/128212_4022_1791664200

ESTREMOZ: Apresentação do livro “A era do populismo digital” de Ana Filipa Joaquim


No próximo dia 𝟐𝟑 𝐝𝐞 𝐨𝐮𝐭𝐮𝐛𝐫𝐨, pelas 18:00 horas, no Auditório da Biblioteca Municipal de Estremoz, irá decorrer a apresentação do livro "𝐀 𝐄𝐫𝐚 𝐝𝐨 𝐏𝐨𝐩𝐮𝐥𝐢𝐬𝐦𝐨 𝐃𝐢𝐠𝐢𝐭𝐚𝐥: 𝐂𝐨𝐦𝐨 𝐚 𝐝𝐞𝐬𝐢𝐧𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐞 𝐚 𝐩𝐫𝐨𝐩𝐚𝐠𝐚𝐧𝐝𝐚 𝐞𝐬𝐭𝐚̃𝐨 𝐚 𝐭𝐫𝐚𝐧𝐬𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚𝐫 𝐚 𝐩𝐨𝐥𝐢́𝐭𝐢𝐜𝐚", de Ana Filipa Joaquim.

A Era do Populismo Digital: Como a desinformação e a propaganda estão a transformar a política, de Ana Filipa Joaquim, analisa a forma como a comunicação política se transformou num contexto marcado pelas redes sociais, pelos algoritmos e pela disputa permanente pela atenção dos cidadãos. A obra explora a articulação entre populismo, propaganda, desinformação e marketing político, mostrando como emoções, narrativas simplificadas, polarização e personalização da liderança podem influenciar perceções, comportamentos e decisões políticas.

Com uma abordagem rigorosa, mas acessível a um público não especializado, o livro conduz o leitor pelos mecanismos que estruturam o populismo digital, analisando o papel das plataformas, dos media, da psicologia do eleitor e das novas tecnologias na construção e amplificação das mensagens políticas. Através de exemplos do contexto europeu, procura tornar visíveis estratégias de influência que fazem hoje parte do quotidiano político e mediático.

Publicada pela Editora d’Ideias, a obra convida a compreender não apenas como a política contemporânea comunica, mas também porque determinadas mensagens conseguem mobilizar, persuadir e transformar a forma como os cidadãos interpretam a realidade política.

Venha assistir!

 


MARVÃO: Comemorações do Dia do Idoso | Viagem Cultural a Lisboa


🗓️ Datas: 14 e 21 de outubro

👉 Atividades:

Jantar na Casa do Alentejo & Espetáculo “Mil Vezes Revista”, de Filipe La Féria.

📝 Inscrições gratuitas, até dia 7 de outubro (vagas limitadas):

245909130 | 961024719 | 961024727

👉 Requisitos:

Ter mais de 65 anos;

Residir no concelho de Marvão.

👉 Horários e pontos de partida:

14h00 - Santo António das Areias

14h15 – Portagem

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA: Águas que revoltam...

 


3.10.26

Vai conduzir em Espanha? Atenção às novas regras de trânsito


Se está a pensar viajar para Espanha de carro, mota, bicicleta ou trotineta, há novas regras de trânsito que deve conhecer. Desde o passado dia 1 de outubro de 2026, entrou em vigor uma importante alteração ao Regulamento Geral de Circulação espanhol.

As alterações abrangem, entre outros, a criação de corredores de emergência, ultrapassagens a ciclistas, circulação de motociclos, utilização de trotinetas elétricas e regras aplicáveis em situações de neve.

E há um detalhe importante para os portugueses: estas regras também se aplicam aos condutores portugueses quando circulam em território espanhol.

Corredor de emergência passa a ser obrigatório

Uma das principais novidades está relacionada com os engarrafamentos em autoestradas e vias rápidas.

Quando o trânsito estiver parado ou a circular muito lentamente e houver necessidade de passagem de veículos prioritários, os condutores devem criar um corredor de emergência.

Nas estradas com duas vias no mesmo sentido, os veículos devem afastar-se para os respetivos lados, deixando o espaço central livre.

Quando existirem três ou mais vias, os veículos da via mais à esquerda devem aproximar-se da esquerda, enquanto os restantes devem deslocar-se para a direita.

O objetivo é facilitar a passagem de ambulâncias, bombeiros, polícia e outros veículos prioritários.

Ultrapassar ciclistas exige maior cuidado

Outra alteração relevante diz respeito às ultrapassagens fora das localidades.

Ao ultrapassar ciclistas e outros utilizadores vulneráveis abrangidos pela nova regulamentação, o condutor deve reduzir a velocidade em pelo menos 20 km/h relativamente ao limite da estrada.

Por exemplo, numa estrada onde o limite seja de 90 km/h, a ultrapassagem deverá ser realizada a uma velocidade máxima de 70 km/h.

Continua também a ser obrigatório manter uma distância lateral mínima de 1,5 metros.

Quando existam várias vias no mesmo sentido, é necessário mudar completamente de via para realizar a ultrapassagem.

Novas regras para motociclistas

Os motociclistas também passam a ter novas obrigações.

Desde 1 de outubro, condutores e passageiros de motociclos e ciclomotores devem utilizar calçado fechado em qualquer tipo de via.

Nas vias interurbanas, passa também a ser obrigatório utilizar luvas de proteção.

Em determinadas situações de congestionamento, os motociclistas podem utilizar a berma direita, mas não de forma indiscriminada. A possibilidade depende de o troço estar autorizado e sinalizado, de o trânsito estar parado e de a velocidade não ultrapassar os 30 km/h.

Trotinetas elétricas: idade mínima de 15 anos

As novas regras introduzem também alterações para os veículos de mobilidade pessoal, categoria onde se incluem as trotinetas elétricas.

A idade mínima para conduzir estes veículos passa a ser de 15 anos e o uso de capacete é obrigatório.

Durante a noite ou em condições de visibilidade reduzida, é igualmente necessário utilizar elementos que permitam tornar o utilizador visível.

Há, contudo, uma medida que só entrará em vigor mais tarde: a obrigação de manter a iluminação do veículo ligada também durante o dia apenas será exigida a partir de 1 de outubro de 2027.

Ciclistas passam a ter novas obrigações

Nas vias interurbanas, o capacete passa a ser obrigatório para todos os ciclistas, deixando de existir algumas das exceções anteriormente previstas.

Dentro das localidades, quando não exista uma infraestrutura ciclável específica, os ciclistas devem circular na faixa de rodagem, preferencialmente pelo centro da via quando as condições de segurança o permitam.

Os veículos motorizados que circulem atrás de uma bicicleta na mesma via devem ainda manter uma distância mínima de cinco metros.

Cuidado ao passar por veículos avariados

Também há novas regras para situações em que um veículo esteja imobilizado na estrada devido a uma avaria, acidente, trabalhos de manutenção ou operações de assistência.

Ao passar por esse veículo, os condutores devem deixar uma distância lateral mínima de 1,5 metros e reduzir a velocidade em pelo menos 20 km/h relativamente ao limite da via.

A medida pretende reduzir o risco para os ocupantes do veículo parado, trabalhadores e equipas de assistência que possam estar junto à estrada.

Neve: ultrapassar passa a estar proibido em determinadas situações

A reforma introduz ainda uma regra específica para as autoestradas e vias rápidas.

Quando a circulação estiver dificultada pela neve, passa a ser proibido ultrapassar e os veículos devem utilizar a via mais à direita.

Ao mesmo tempo, deve ser mantida livre a via da esquerda para permitir a circulação de veículos de emergência e máquinas de limpeza de neve.

E o cinto de segurança?

A nova regulamentação elimina algumas exceções anteriormente existentes.

O uso do cinto passa a ser obrigatório em permanência para determinados profissionais, incluindo condutores de táxis, veículos de mercadorias e veículos utilizados no ensino da condução, salvo as exceções previstas na própria legislação.

E a famosa luz V16?

É importante não confundir estas alterações com a baliza de emergência V16.

A obrigatoriedade da V16 conectada em Espanha começou em 1 de janeiro de 2026, pelo que não se trata de uma nova obrigação introduzida agora, em outubro.

As alterações que entraram em vigor a 1 de outubro resultam do Real Decreto 518/2026, que reformula várias regras do Regulamento Geral de Circulação espanhol.

Assembleia Diocesana da Diocese de Portalegre-Castelo Branco realiza-se a 5 de outubro, em Ponte de Sor


“Constrói a minha Igreja | Unidos na Missão” é o mote de um dia de encontro, celebração, escuta e partilha

A Diocese de Portalegre-Castelo Branco realiza, no próximo dia 5 de outubro, em Ponte de Sor, a sua Assembleia Diocesana, reunindo diferentes comunidades, movimentos, serviços e realidades da Igreja diocesana para um dia de encontro, celebração, escuta e partilha.

Sob o mote “Constrói a minha Igreja | Unidos na Missão”, a Assembleia pretende ser uma expressão concreta de uma Igreja que se reconhece como comunidade, que se escuta e que procura caminhar unida na missão que lhe está confiada.

Mais do que um encontro de reflexão, esta Assembleia será uma oportunidade para celebrar o caminho já feito, reconhecer o que Deus tem realizado entre nós e abrir novos horizontes para a vida e a missão da Diocese. Um dia para dar graças, escutar diferentes vozes e renovar o compromisso de cada um na construção da Igreja.

Num tempo em que a Igreja é chamada a viver de forma cada vez mais sinodal, a Assembleia Diocesana quer também fortalecer a comunhão entre as comunidades e valorizar a participação e a corresponsabilidade de todos — sacerdotes, consagrados e leigos. Cada pessoa, com a sua história, os seus dons e a sua experiência, tem um lugar e um contributo a oferecer.

Ao longo do dia, serão proporcionados diversos momentos de celebração, convívio, escuta e partilha, num programa pensado para favorecer o encontro entre pessoas e comunidades e para que cada participante possa experimentar a alegria de pertencer a uma Igreja que procura viver unida e ao serviço do Evangelho.

D. Pedro Fernandes dirige um convite pessoal a cada diocesano para estar presente. O Bispo sublinha que este não é um encontro para alguns, mas uma Assembleia de toda a Diocese. Por isso, cada pessoa é chamada a participar, a trazer a sua voz, a sua experiência, a sua esperança e o seu desejo de construir, com os outros, a Igreja de hoje e de amanhã.

A Assembleia Diocesana pretende, assim, ser um dia de comunhão, participação e renovação, em que a Diocese se reúne para celebrar o que é, escutar o que o Espírito Santo lhe pede e assumir, com alegria e responsabilidade, a missão que a todos diz respeito.

A missão é de todos. E este encontro também.

D. Pedro Fernandes convida cada pessoa a fazer parte deste dia e a viver a Assembleia Diocesana como uma oportunidade para nos encontrarmos, nos escutarmos, celebrarmos a nossa fé e, juntos, à luz da sinodalidade, construirmos a Igreja que somos chamados a ser.

Abrantes recebe doçaria de todo o país na XXIV Feira Nacional de Doçaria Tradicional


A Esplanada 1º de Maio, no Centro Histórico de Abrantes, volta a ser palco da Feira Nacional de Doçaria Tradicional, nos dias 23, 24 e 25 de outubro. Sob o tema "O Azeite na Doçaria Portuguesa", o certame, que reúne doçaria de todo o país e ilhas, dará especial destaque às Broas Fervidas, sem esquecer dois dos mais emblemáticos doces do concelho: a Palha de Abrantes e as Tigeladas de Abrantes.

Esta doce mostra, promovida pelo Município de Abrantes e pela TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior, com o apoio da Turismo Centro de Portugal, reunirá mais de três dezenas de expositores provenientes de várias regiões do país, Madeira e Açores.

Entre as especialidades já confirmadas encontram-se os ovos moles de Aveiro, os pastéis de Tentúgal, as fogaças de Santa Maria da Feira, o pão de ló de Ovar e de Margaride, as tortas de Guimarães, as queijadas de São Gonçalo e as da Graciosa, as barrigas de freira, as cornucópias de Alcobaça, os cartuchinhos de amêndoa de Cernache do Bonjardim, os queijinhos do céu de Constância, os bolos de mel da Madeira, bem como os tradicionais doces conventuais do Alentejo, como o fidalgo, o morgado e o pão de rala. A oferta será complementada por compotas, marmeladas, mel, licores, ginjinha, vinhos e poncha madeirense.

Nesta 24ª edição regressam também sabores tradicionais do Norte Alentejano, como as boleimas e o rebuçado de ovos. Haverá ainda gelado de alfarroba e sumo de medronho para degustar.  

A temática do azeite estender-se-á a várias atividades do programa, destacando-se as oficinas culinárias dedicadas a receitas doces que utilizam este ingrediente. O passeio em BTT percorrerá alguns dos locais mais emblemáticos da cultura olivícola do território, incluindo a Oliveira do Mouchão, produtores, cooperativas agrícolas e ofícios tradicionais ligados ao setor, como os capachos e os esparteiros.

As coletividades do concelho foram igualmente desafiadas a apresentar doces tradicionais das suas localidades que integrem azeite na confeção, dando origem a espaço “Doces Tradições”.

Já a comunidade escolar, além de receber as visitas da personagem de banda desenhada “Palhinhas”, que irá explicar o processo da azeitona ao azeite e do azeite às broas fervidas, os alunos do pré-escolar e do 1º ciclo de Ensino Básico irão conceber rótulos aplicados em garrafas de azeite, que estarão em exposição durante o certame.

O evento mais doce do ano complementa, ainda, a mostra de doces com animação. Esta edição conta com fado, dança contemporânea, música tradicional portuguesa, cante, animação infantil, yoga, exposições e venda de livros temáticos. 

Com entrada livre, a XXIV Feira Nacional de Doçaria Tradicional promete voltar a transformar Abrantes num ponto de encontro de sabores, tradições e cultura, reunindo a melhor doçaria conventual e tradicional de diferentes regiões do país e das ilhas. Para mais informações e inscrições nas atividades, consulte os sítios na Internet cm-abrantes.pt e tagus-ri.pt.

ALTER DO CHÃO: Caminhada Sempre Mulher

 


1.10.26

NISA: Dia Mundial do Idoso

 


VILA VELHA DE RÓDÃO: 𝗦𝗲𝘀𝘀ã𝗼 𝗱𝗲 𝗘𝘀𝗰𝗹𝗮𝗿𝗲𝗰𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 sobre 𝗭𝗶𝗺𝗯𝗿𝗼 𝗢𝘅𝗶𝗰𝗲𝗱𝗿𝗼


📅 7 outubro

𝟭𝟬𝗵𝟯𝟬 - Sede Gafoz (Foz do Cobrão)

𝟭𝟰𝗵𝟯𝟬 - Auditórios do Centro Municipal de Cultura e Desenvolvimento

 

ARRONCHES: Comemorações do Dia Internacional da Pessoa Idosa, da Música e da Água


Dia 04 de outubro (domingo), a partir das 12H30, n'O Celeiro, em Arronches.

Inscrições até dia 29 de setembro, nas Juntas de Freguesia de Assunção, Esperança e Mosteiros.

A autarquia disponibiliza transporte para os munícipes de Esperança e Mosteiros

30.9.26

BRAGA: Conferência "A Constituição, a Economia e o Trabalho" enche espaço do Muzeu

 


O Muzeu, novo espaço de exposições do dstgroup, recebeu ontem, durante a tarde, mais uma conferência do ciclo ‘Introdução à Política’. A sessão, realizada durante a tarde de ontem, foi dedicada às questões do trabalho.

José Pacheco Pereira, histórico dirigente do PSD, historiador e fundador do Arquivo Ephemera, moderou este debate, que teve como convidados a economista Susana Peralta e o sindicalista Manuel Carvalho da Silva, que liderou a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) de 1987 a 2012.

A intervenção de José Teixeira, presidente do Conselho de Administração da dst, deu início à sessão, perante um auditório cheio.


 O empresário destacou o valor do trabalho na sociedade e na companhia que dirige, rejeitando que um trabalhador seja tratado como um “colaborador”.

José Teixeira também criticou a “ética dos mínimos” de quem menoriza as questões laborais, protegidas pela Constituição da República Portuguesa (CRP), o “ponto de partida, o início de tudo” no que toca aos direitos e deveres de cada indivíduo. No contexto do 50.º aniversário da aprovação do documento na Assembleia da República, o empresário explicou que o Muzeu “não quer ser contrapoder”, mas antes “ajudar a resistir” às “ameaças” que o regime democrático enfrenta.

Seguidamente, coube a Pacheco Pereira introduzir o tema em discussão com uma pergunta-chave: “Como é que a Constituição moldou o mundo do trabalho?”. O historiador baseou-se na Doutrina Social da Igreja para distinguir o trabalho, enquanto produção humana, do capital, associado à lógica do mercado.

 O ex-dirigente do PSD, actualmente dedicado, entre outros projectos, à escrita e ao comentário político, expressou receio de que uma futura revisão constitucional ponha em causa os direitos do trabalho. Na mesma linha, Pacheco Pereira recordou o papel do Tribunal Constitucional no período da troika, que impediu uma série de leis de serem revertidas pelo governo.

O social-democrata ‘passou a bola’ a Manuel Carvalho da Silva, que apresentou um contexto histórico ao progresso nos direitos laborais desde a recta final do Estado Novo, nos anos 1960, até hoje. O ex-líder da CGTP, natural de Barcelos, classificou as conquistas dos sindicatos como “pilares da democracia”, recordando as primeiras Reuniões Intersindicais, entre 1970 e 1974, dedicadas à “agenda, organização e luta” dos trabalhadores.

Nesse aspecto, Carvalho da Silva salientou a importância de alguns movimentos sindicais no distrito de Braga, sobretudo no sector metalúrgico, na reivindicação de mais e melhores condições no espaço de trabalho. Para o ex-sindicalista, a proximidade entre o 25 de Abril e o 1º de Maio foi “decisiva” para que os direitos laborais e sindicais fossem “plasmados e consagrados” na Constituição.

O ex-líder da maior confederação sindical portuguesa mostrou-se céptico em relação ao futuro. Carvalho da Silva alertou que as mudanças económicas dos dias de hoje estão a transformar o trabalho em “negócio”, criando uma sociedade cada vez mais “desigual e individualista”.

Por fim, o sindicalista sublinhou a necessidade das escolas trazerem o “saber-fazer” para as salas de aula, porque o país precisa de trabalhadores “com formações, qualificações e com carreiras valorizadas”. Carvalho da Silva apelou à “participação colectiva” na defesa dos direitos do trabalho.

Na sua intervenção, Susana Peralta começou por explicar que a economia, nascida da filosofia, pode significar diferentes coisas. Esse conceito abrangente refere-se, sobretudo, na língua portuguesa, ao “sistema que organiza os recursos produtores de bem essenciais”, incluindo o trabalho, mencionou a economista.

 Susana Peralta, que também é docente e comentadora política, fez a ligação entre o trabalho e a Constituição através dos limites – leis – estabelecidas pelo documento, que também balizam o funcionamento da economia. “A CRP é rica na parte moral e ética”, declarou a economista, em alusão aos avanços registados em democracia ao nível dos direitos laborais.

À semelhança de Carvalho da Silva, Susana Peralta mostrou preocupação com o possível “despojar” de direitos fundamentais previsto em alguns projectos de revisão constitucional.

OPINIÃO: Uma Polícia a arder em lume brando


As suspeitas levantadas nos últimos meses sobre a ação de Luís Neves enquanto diretor da Polícia Judiciária são uma nódoa no prestígio da instituição que pode alastrar-se com as investigações abertas e a comissão parlamentar de inquérito. Em cima disto, ver o diretor em funções, Carlos Cabreiro, ser alvo de buscas do Ministério Público (MP) no seu gabinete - porque um inspetor coordenador o acusou de autorizar uma escuta ilegal no caso Football Leaks e de mentir em tribunal - é algo que não lembrava ao Diabo. Tentar normalizar a situação, como fez a ministra da Justiça ao renovar a confiança em Cabreiro, é um caminho perigoso para a instituição, mais importante do que as pessoas que a dirigem ou dirigiram num dado momento.

Pode achar-se que o MP foi irresponsável ao avançar com as buscas, ou até que se moveu por razões espúrias. Pode alegar-se que a denúncia é acompanhada de documentos que não provam que os alvos do Football Leaks foram escutados sem autorização judicial. Pode mesmo supor-se que o denunciante perdeu a lucidez ao tentar safar a mulher - uma inspetora da equipa que investigou aquele caso e que está a ser julgada por falso testemunho, depois de admitir em tribunal que assinou "de cruz" o relatório de uma diligência em que os colegas dizem ter escutado os suspeitos, numa estação de serviço da A5, sem gravação de som.

Pode achar-se o que se quiser e, por princípio, deve reconhecer-se a Cabreiro o direito à presunção de inocência, mas não se pode perder de vista o inimaginável até há uma semana - magistrados a devassarem o gabinete e o computador do diretor nacional da PJ -, nem ignorar o contexto. Carlos Cabreiro foi nomeado pelo Governo em que pontifica, como ministro, o anterior diretor da Judiciária; e, por arrasto, a vida desta vai ser enlameada numa comissão de inquérito durante meses.

Manter tudo como está será um fator de desgaste adicional, que o Governo deveria evitar. A reputação da PJ, conseguida graças ao profissionalismo de muitos, levou décadas a consolidar-se e não pode ficar refém, anos a fio, do desfecho de processos individuais de quem quer que seja. Isso é deixar a casa a arder em lume brando. Mais: para o apagar, talvez já não baste substituir Cabreiro por um par. No ponto a que se chegou, muito propício a divisões internas, seria sensato dar um passo atrás e entregar o leme a um magistrado judicial ou do MP.

* Nelson Morais – Jornal de Notícias - 29 de setembro, 2026