22.9.26

Castelo de Vide: Norte Alentejano O’Meeting volta após interregno e traz vertente inclusiva inédita


Castelo de Vide volta a ser ponto de encontro da orientação internacional com o regresso do Norte Alentejano O’Meeting (NAOM), que retoma a atividade após dois anos de interregno.

A 18.ª edição, foi anunciado este domingo, decorre de 15 a 17 de janeiro, marcando a abertura da época internacional da modalidade.

Organizado pelo Grupo Desportivo dos 4 Caminhos, em parceria com a Federação Portuguesa de Orientação e o Município de Castelo de Vide, o NAOM é considerado um dos eventos de orientação pedestre mais prestigiados realizados em Portugal. Em 2027 passará a integrar o ranking mundial da Federação Internacional, mantendo, contudo, percursos abertos para quem quiser participar.

O programa distribui‑se por três dias e vários locais do concelho: a 15 de janeiro realizam‑se a prova‑modelo em Póvoa e Meadas, ações de orientação para escolas e uma atividade de orientação adaptada em Castelo de Vide, no dia 16, o destaque vai para as provas de distância média em Vale Lobo, a prova Sprint urbano WRE no centro da vila e para os Jogos do Alto Alentejo, a 17 de janeiro, o evento encerra com novas provas de distância média WRE, desta vez em Vale d’Ornas.

A edição de 2026 introduz ainda uma vertente inclusiva inédita a nível mundial, com uma atividade de orientação adaptada dirigida a pessoas com deficiência intelectual. A iniciativa poderá também envolver crianças em idade pré‑escolar e idosos de centros de dia, reforçando a aposta na participação alargada e na acessibilidade.

In Rádio Portalegre – 20.9.2026

 

AVIS: 𝐉𝐨𝐫𝐧𝐚𝐝𝐚𝐬 𝐄𝐮𝐫𝐨𝐩𝐞𝐢𝐚𝐬 𝐝𝐨 𝐏𝐚𝐭𝐫𝐢𝐦ó𝐧𝐢𝐨 𝟐𝟎𝟐𝟔: 𝐏𝐚𝐥𝐞𝐬𝐭𝐫𝐚 “𝐏𝐚𝐭𝐫𝐢𝐦ó𝐧𝐢𝐨 𝐌𝐞𝐠𝐚𝐥í𝐭𝐢𝐜𝐨 𝐝𝐞 𝐀𝐯𝐢𝐬: 𝐝𝐮𝐚𝐬 𝐝é𝐜𝐚𝐝𝐚𝐬 𝐝𝐞 𝐞𝐬𝐭𝐮𝐝𝐨 𝐞 𝐯𝐚𝐥𝐨𝐫𝐢𝐳𝐚çã𝐨”


O Centro de Arqueologia de Avis assinala 15 anos no próximo dia 24 de setembro. Para marcar a data, é apresentada a palestra "Património Megalítico de Avis: duas décadas de estudo e valorização". Nesta sessão será apresentado um balanço do trabalho desenvolvido nas últimas duas décadas em torno do património megalítico de Avis, enquadrando-o na ocupação pré-histórica local e regional. Serão abordadas as principais questões relacionadas com o estudo, a salvaguarda, a intervenção e a valorização deste património, procurando refletir sobre o conhecimento atual e os desafios que se colocam para o futuro.

A iniciativa, inscrita nas Jornadas Europeias do Património, dará início a um conjunto de ações que, ao longo de um ano, irão divulgar o trabalho realizado pelo Centro de Arqueologia de Avis, assinalando o seu 15.º aniversário.

A sessão irá decorrer no dia 24 de setembro, às 18:30, no Auditório da Biblioteca Municipal José Saramago.

Portalegre acolhe a primeira biografia de Orlando Neves


É a primeira biografia de Orlando Neves (1935-2005), poeta, ficcionista, dramaturgo, jornalista, tradutor, diretor literário, programador e animador cultural, cineclubista e dono de um sem-fim de outras facetas culturais. Embora licenciado em Direito pela Universidade Clássica de Lisboa em 1958, optou por seguir o rumo das letras e do jornalismo cultural, tendo publicado 107 livros de todos os géneros literários e traduzido mais de 150.

RESPONDO POR MIM”, título do estudo biográfico de 342 páginas da autoria do jornalista Rui Bondoso, editado sob a chancela das Edições Esgotadas e prefaciado por António Cândido Franco (escritor, investigador e ex-professor da Universidade de Évora), vai ser oficialmente apresentado no próximo dia 26 de setembro, às 16 horas, na Biblioteca Municipal de Portalegre. Foi nesta cidade que Orlando Neves nasceu, a 11 de setembro de 1935, vindo a falecer no Porto, a 24 de janeiro de 2005.

Figura central da resistência cultural durante a ditadura, marcou o espaço público pela sua intervenção cívica. Assinou críticas literárias e teatrais em jornais de referência como o República, A Capital, Expresso, Diário de Notícias e A Luta. Foi vice-presidente do Clube de Jornalistas e da Casa da Imprensa, diretor literário do Círculo de Leitores e da Portugália Editora, criou a editora DiAbril e as livrarias Divulgação (no Porto) e Opinião (em Lisboa). Na televisão, foi autor e apresentador de vários programas, entre eles ‘Manta de Retalhos’ da RTP. Na rádio, cofundou o icónico ‘Pão com Manteiga’ na Rádio Comercial, um dos programas mais célebres da história da rádio em Portugal, que mudou de modo radical a forma de fazer humor no país. No teatro, assumiu a encenação em palcos consagrados como o Teatro Nacional D. Maria II e a Fundação Calouste Gulbenkian, tendo sido também diretor do Teatro Experimental do Porto (TEP).

Como poeta, galardoado dez vezes, foi muito elogiado por escritores e críticos literários renomados como João Gaspar Simões, Fernando Namora, Lídia Jorge, Vergílio Ferreira, José Cardoso Pires, Urbano Tavares Rodrigues, Natália Correia, Mário Cláudio, entre muitos outros. Alguns, como Carlos Garcia de Castro, defendem mesmo que "seria já tempo de se fazer um estudo aprofundado e abrangente deste escritor, ou em ensaio de especialista, de académicos, ou em seminário dos cursos de Português nas Faculdades, ou tese para outras provas de conclusão universitária”.No livro, o autor lamenta que quase toda a obra de Orlando Neves viva atualmente numa névoa difícil de explicar nos tempos que atravessamos. “Hoje, a força que submerge a criação já não usa o lápis azul da ditadura, mas sim o manto invisível da indiferença mercantil. Se a ponta visível do icebergue de Orlando Neves ainda flutua através dos seus admiráveis dicionários e obras de consulta, a sua densa produção ficcional, poética e teatral permanece injustamente submersa”, escreve Rui Bondoso, alertando que “esta amnésia cultural priva as novas gerações de um olhar satírico, humanista e profundamente livre sobre a nossa história contemporânea. Resgatar a sua genialidade multifacetada não é, por isso, um mero exercício de nostalgia; é um ato de resistência contra a homogeneização do pensamento”.

Esta é a segunda biografia assinada por Rui Bondoso, que em abril de 2024 publicou “O editor esquecido: Eduardo Salgueiro e a Editorial Inquérito”, obra muito aclamada pela crítica e pelos leitores, e que alcançou recentemente a 5ª edição.


CULTURA: Partiu Jorge Palma, o músico que fez da vida matéria para canções

 


O cantor e compositor morreu esta segunda-feira à noite, aos 76 anos, vítima de uma paragem cardiorrespiratória. Jorge Palma deixa uma carreira de mais de meio século, marcada por canções que atravessaram gerações, viagens, encontros e uma relação muito próxima com o público.

O país deita-se com a notícia da morte de Jorge Palma, mas acordará com a suas canções. Aos 76 anos, o músico deixa uma vida inteira entre o piano, a guitarra, a estrada e as canções, construída ao longo de mais de cinco décadas e marcada por viagens, encontros, liberdade e uma forma muito própria de transformar aquilo que viveu e observou em música.

A morte foi anunciada pela família, que recorda uma carreira com mais de meio século e uma obra que "faz parte da história" portuguesa. "É com profundo pesar e consternação que a família e agência de Jorge Palma informam a sua morte, ocorrida esta segunda-feira à noite, aos 76 anos, vítima de uma paragem cardiorrespiratória", lê-se na mensagem partilhada nas redes sociais.

Rita Tomé, mulher do músico, os filhos, Vicente e Francisco Palma, e os managers, André Sebastião e Tiago Branco, pedem que Jorge Palma seja lembrado "pelas suas canções e palavras", agradecendo "toda a amizade demonstrada ao longo dos anos". A família recorda ainda os "muitos amigos pelo mundo" que conquistou "com a sua generosidade e genialidade".

Luís Montenegro também reagiu à morte, destacando a "voz única e músicas intemporais" do artista. "Jorge Palma parte, mas a sua música fica. Fica nas palavras, nas melodias e na memória de várias gerações", escreveu o primeiro-ministro, deixando condolências à família e aos amigos.

Uma vida entre o piano, a estrada e as canções

Nascido em Lisboa, a 4 de junho de 1950, Jorge Manuel d"Abreu Palma começou a estudar piano aos seis anos, na Academia Musical dos Amigos das Crianças. Aos oito realizou a primeira audição no Conservatório Nacional e, aos 12, recebeu uma menção honrosa no Festival das Juventudes Musicais, em Palma de Maiorca.

Durante a adolescência, a formação clássica cruzou-se com a descoberta do rock"n"roll e da música popular americana e inglesa. Foi também nessa altura que descobriu a guitarra. Bob Dylan, Led Zeppelin e Lou Reed tornaram-se algumas das suas maiores influências.

Aos 17 anos integrou os Black Boys, no Algarve, tocando órgão. Entre 1969 e 1971, enquanto estudava Engenharia, passou pelos Sindicato, como teclista e cantor. O grupo chegou a atuar na primeira edição do Festival Vilar de Mouros e gravou um single.

A estreia a solo aconteceu em 1972, com "The Nine Billion Names of God". Foi também nesse período que abandonou os estudos de Engenharia e iniciou uma colaboração com José Carlos Ary dos Santos, que o ajudou a aperfeiçoar a escrita poética. Jorge Palma descreveu essa relação como sendo de "aprendiz" e "mestre".

"O ano de 1972, 1973, até ao Verão, até setembro, esse ano e meio foi de convívio intenso com o Ary, sobretudo. Quase todas as noites estávamos juntos", recordaria.

Nesse mesmo ano realizou uma viagem pelos Estados Unidos, Canadá e Caraíbas. Em setembro de 1973, recusando cumprir o serviço militar obrigatório e ser mobilizado para a Guerra do Ultramar, partiu para a Dinamarca com Gisela Branco, a primeira mulher. Foi-lhe concedido asilo político e, para se sustentar, trabalhou num hotel.

Regressou a Portugal no verão de 1974, depois do 25 de Abril, e iniciou um percurso como orquestrador, ao mesmo tempo que colaborava como instrumentista com vários artistas. Fez arranjos para nomes como Amália Rodrigues, Pedro Barroso, Paco Bandeira, Tonicha e Adelaide Ferreira e participou em concertos e gravações de José Barata Moura, José Jorge Letria, Fausto Bordalo Dias, Vitorino e Sérgio Godinho, entre outros.

Em 1975 gravou o primeiro álbum, "Com uma Viagem na Palma da Mão", com canções compostas durante o exílio em Copenhaga. Depois de "Té Já", em 1977, e de uma digressão pelo Brasil como instrumentista, voltou a partir. Durante quatro anos percorreu cidades de Espanha, França, Itália e Suíça, tendo Paris como principal ponto de passagem.

Tocou nas ruas e nos transportes públicos, interpretando autores como Charles Aznavour, Léo Ferré, Jacques Brel, Bob Dylan, Crosby, Stills and Nash, Leonard Cohen e Neil Young. Em 1979 passou alguns meses em Lisboa, onde gravou "Qualquer Coisa Pá Música".

No início dos anos 80 regressou a Paris com a segunda mulher, Graça Lami, antes de voltar a Portugal em 1982. Nesse ano gravou "Acto Contínuo". Seguiram-se "Asas e Penas", em 1984, e "O Lado Errado da Noite", em 1985, álbum de onde saiu "Deixa-me Rir", um dos temas de maior sucesso da sua carreira.

Em 1986 gravou "Quarto Minguante" e, ao mesmo tempo, continuou a formação musical. Nesse ano concluiu o Curso Geral de Piano no Conservatório Nacional e prosseguiu para o Curso Superior. Em 1989 editou "Bairro do Amor", considerado pelo Público e pelo Diário de Notícias um dos álbuns do século XX da música portuguesa.

A década de 90 foi sobretudo de concertos, colaborações e reinterpretação da própria obra. Em 1991 lançou "Só", álbum intimista gravado apenas com voz e piano. Dois anos depois surgiu "Ao Vivo no Johnny Guitar", ligado aos Palma's Gang, projeto que juntou Jorge Palma a Kalu, Zé Pedro, Flak e Alex dos Rádio Macau.

Em 1996 integrou os Rio Grande, ao lado de Tim, João Gil, Rui Veloso e Vitorino. O grupo gravou dois discos e deixou temas como "Postal dos Correios" e "Dia de Passeio". O primeiro álbum alcançou o Disco de Platina. Nesse período, Jorge Palma continuou também a participar em trabalhos de outros artistas e em projetos ligados ao teatro.

Já nos anos 2000, continuou a percorrer o país em concerto. Em 2001 lançou "Jorge Palma", 12 anos depois do anterior álbum de originais. O disco chegou ao terceiro lugar do top nacional e, em 2002, recebeu o Prémio José Afonso.

Em 2004 gravou "Norte", rodeado por músicos de uma nova geração. Três anos depois surgiu "Voo Nocturno", que viria a ser o álbum mais vendido da carreira, com mais de 90 mil unidades e tripla platina. Em 2008 casou-se com Rita Tomé, em Las Vegas, ao som de "Encosta-te a Mim".

Em 2020 foi feito Comendador da Ordem do Infante D. Henrique. Seguiram-se "Só ao Vivo", em 2022, e "70 Voltas ao Sol", em 2023, registo do concerto comemorativo dos seus 70 anos, realizado no Coliseu dos Recreios e com participações de Marisa Liz, Camané, Carolina Deslandes, Agir, Ana Moura, Diogo Piçarra e Rui Reininho.

Em 2024 iniciou "3 Palmas na Mão", espetáculo em que dividia o palco com os dois filhos, Vicente e Francisco, num formato familiar que cruzava gerações e repertórios.

"Enquanto tiver saúde, energia e resistência, a estrada é para andar"

Em outubro de 2023, numa entrevista ao JN, Jorge Palma falava do regresso aos originais com "VIDA", 12 anos depois de "Com Todo o Respeito". O intervalo entre discos não significava, fazia questão de explicar, uma ausência.

"Porque, felizmente, não tenho parado!", dizia. Entre concertos, parcerias, convites e desafios, a vida continuava cheia de atividade. Pelo país, apresentava o novo trabalho em grandes auditórios e preparava concertos na Casa da Música, no Porto, e no Teatro Tivoli, em Lisboa.

O próprio disco nasceu de uma relação muito direta com o que o rodeava. "Um álbum é sempre representativo de um momento/fase da minha vida", explicou ao JN. As canções podiam partir de experiências vividas na primeira pessoa, mas também de filmes, livros, notícias ou até "rodapés de informação".

A canção "VIDA", que acabaria por dar nome ao álbum, começou a desenhar-se numa noite em que estava sozinho em casa, deitado no chão com a guitarra nos braços. Mas Jorge Palma afastava a ideia de que uma canção surgia pronta.

"É romântico pensar-se que a canção saiu toda naquela noite e que ficou pronta, mas, na realidade, não funciona bem assim. Depois do esboço vêm muitos dias de trabalho, por vezes meses. É preciso limar, reescrever, etc.", contou.

A relação com o público era uma das razões pelas quais continuava a gostar de estar em palco. "Tenho a sorte de ter sempre salas cheias e um público extremamente carinhoso e caloroso. Vai desde os netos aos avós, passando pelos pais", afirmou.

"Quando estou em palco, sinto-me bem", dizia. E, quando questionado sobre quanto tempo ainda queria continuar em digressão, não estabelecia um prazo. "Nunca pensei a médio prazo na minha carreira e não é agora que vou começar a pensar. Enquanto tiver saúde, energia e resistência, a estrada é para andar."

Jorge Palma sabia também que as canções tinham chegado a pessoas de formas que ultrapassavam aquilo que alguma vez poderia ter previsto. "Muitas pessoas dizem-me isso", respondeu quando questionado sobre a capacidade de levar o público a refletir sobre a própria vida.

"Não sinto que esse seja o propósito das minhas letras e das minhas canções", explicou, antes de recordar uma frase que ouvira repetidamente: "esta canção salvou-me a vida...". "É uma coisa que dá ainda mais sentido aquilo que eu faço", acrescentou.

Aos 73 anos, dizia sentir-se realizado e querer continuar a levar música pelo país. Não escolhia um único momento para resumir a carreira. "Tem sido uma jornada cheia e viva, com muitos acontecimentos que me têm marcado", afirmou.

Entre as memórias mais recentes, destacava o concerto no NOS Alive, em 2023. "Há dias em que os astros se alinham de tal forma que tudo corre bem, e essa energia sente-se", contou. Para o músico, aquela atuação tinha sido um desses momentos que sabia que ficariam na memória.

As viagens ocupavam outro lugar importante na história. Jorge Palma reconhecia que o ambiente social e político em que cresceu o tinha marcado e que viajar fora essencial para "abrir horizontes" e escapar ao ambiente que se vivia em Portugal.

Sobre o período em Copenhaga, depois de recusar a guerra, recordava o choque de passar de um "Portugal cinzento e sisudo" para uma sociedade aberta, onde era possível expressar livremente aquilo em que acreditava.

Na mesma entrevista, definia-se como "um gajo resistente". "É claro que todos temos os nossos momentos de fragilidade, mas sim, considero-me um gajo resistente. É importante resistir!", afirmou.

E não fazia contas ao momento de terminar a carreira. "Não faço essas contas. Nunca pensei a médio prazo na minha carreira e não é agora que vou começar a pensar. Enquanto tiver saúde, energia e resistência, a estrada é para andar."

Em abril deste ano, já depois de completar 75 anos, recebeu o Prémio Carreira nos PLAY - Prémios da Música Portuguesa. No palco do Coliseu dos Recreios, em Lisboa, evocou o 25 de Abril e deixou um apelo à defesa da liberdade e da democracia.

"Não deixem que o 25 de Abril se torne uma memória distante, uma imagem a desvanecer-se lá longe", afirmou. "É preciso reinventar o espírito de Abril, sempre", acrescentou, antes de defender: "Liberdade, justiça, democracia. Malta, mãos à obra vamos fazer deste país uma coisa que merece ser, melhor".

Terminou o discurso com um "Viva o 25 de Abril, viva a Liberdade, viva a Democracia", depois de agradecer, entre outros, aos "profissionais do SNS que fazem tudo com os poucos meios que têm".

Jorge Palma morreu aos 76 anos, depois de mais de cinco décadas dedicadas à música. Deixa discos, canções, histórias de estrada e uma obra construída a partir daquilo que viveu, viu e sentiu. Uma vida que, durante anos, quis continuar a percorrer enquanto tivesse força para isso e que agora fica contada nas canções que deixou.

Sara Oliveira - Jornal de Not+icias -  22 de setembro, 2026

FOTO: Rita Chantre

20.9.26

Arte(S)em Palco descentraliza a cultura para todas as localidades do concelho de Reguengos de Monsaraz


A 6.ª edição do Festival Arte(S)em Palco vai decorrer de 20 de setembro a 15 de novembro, com música, teatro e propostas artísticas contemporâneas em todas as localidades do concelho de Reguengos de Monsaraz. Com entrada livre, o festival apresenta uma programação diversificada para públicos de todas as idades e promove a descentralização cultural, levando os espetáculos para junto das populações.

O Arte(S)em Palco inicia-se no dia 20 de setembro, às 19h, em Motrinos, com Marco Martins Quartet, que apresenta “Blues and Roots”, uma viagem pelos universos do blues e do jazz, revisitando grandes referências da música norte-americana através de novos arranjos e da improvisação. No dia 3 de outubro, em Perolivas, a Banda Filarmónica Corvalense vai percorrer várias épocas e estilos musicais no concerto “Com/Passos Musicais”.

Segue-se, a 4 de outubro, em Campinho, o projeto Aletria Biblioteca Itinerante e João e a Sombra, com “Outra Coisa Qualquer”, um recital em forma de cantautor com canções compostas à guitarra, que combinam a música folk alternativa e uma componente poética e introspetiva. A música de rua estará em destaque no dia 5 de outubro, com os Al-Fanfarre e o espetáculo “Dixieland”, inspirado na tradição da música mais antiga de Nova Orleães, que vai ser apresentado no Telheiro e na Cumeada.

A programação prossegue a 17 de outubro no Carrapatelo, com “VEIN”, de André Conde e Bárbara Barradas, que explora a relação entre natureza, tecnologia, voz humana e sinais bioelétricos das plantas, criando uma experiência sonora e sensorial. No dia seguinte, 18 de outubro, em São Marcos do Campo, a Banda da Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense apresenta “Axis Mundi”, um concerto inspirado no conceito do “Umbigo do Mundo”, que representa o ponto de ligação onde o humano toca o divino, onde a terra encontra o céu e o tempo se funde com a eternidade.

A 31 de outubro, a Igreja Matriz de São Pedro do Corval recebe o Vox Aurea Ensemble, com “Diálogo Ibero-Americano”, uma proposta a cappella que propõe uma viagem sonora entre a Península Ibérica e a América Latina, revelando afinidades culturais, históricas e musicais que atravessam o Atlântico. No dia 1 de novembro, a Igreja de Santiago, em Monsaraz, será palco de “Alvorada”, pelo Cardo-Roxo, que interpreta uma seleção de melodias de variados contextos, como a música instrumental, a música vocal, a música de festa e a música de trabalho das regiões do país.


A programação inclui ainda, a 7 de novembro, no Outeiro, o recital “Grandes Árias Italianas”, com a pianista portuguesa Ana Filipa Luz e o tenor peruano Oscar Oré, que vão tocar músicas de árias antigas barrocas e de óperas icónicas, com obras de compositores como Rossini, Donizetti, Puccini e Verdi. O teatro para a infância marca presença no dia 8 de novembro, com o espetáculo “Não Se Pode, Não Se Pode”, do projeto Boca Aberta – Teatro Nacional D. Maria II, apresentado em duas sessões, na Caridade e na Barrada.

O festival encerra a programação com “SENSORIUM”, do Versátil Ensemble, um concerto e uma performance artística com uma vertente imersiva no mundo sensorial através da vibração, da luz, da cor e do som. A criação será apresentada no dia 14 de novembro no Auditório Municipal de Reguengos de Monsaraz, e no dia seguinte, em Santo António do Baldio.

A 6.ª edição do festival Arte(S)em Palco é uma produção da Bolsa D’Originais Associação Cultural, com o apoio do Ministério da Cultura, da Direção Geral das Artes, do Município de Reguengos de Monsaraz e das juntas de freguesia do concelho de Reguengos de Monsaraz.

MONTALVÃO: Feira do Mel e “Montalvão, colmeia da cultura” no próximo sábado - 26 Set/2026

 



OPINIÃO: Do fascínio ao medo


Tentar travar os avanços da inteligência artificial, rumo a uma superinteligência, será tão difícil como proibir o acesso de crianças às redes sociais. Basta olhar para a história da Internet para se concluir que a tecnologia andou sempre à frente dos legisladores e que qualquer esforço de regulamentação chegou sempre muito tarde e com pouca ou nenhuma eficácia.

Vejamos o que aconteceu com as redes sociais. Apareceram como uma novidade, popularizaram-se a partir dos anos 2000, passaram a ser uma ferramenta de comunicação e informação, até se tornarem também disseminadoras de fake news, distorcendo factos ao ponto de influenciarem eleições. Acrescem os problemas de dependência que criaram. E, depois do fascínio, estamos ainda a tentar descobrir como lidar com aquilo que deixámos que acontecesse.

Na quarta-feira, a presidente da Comissão Europeia anunciou que a futura Lei da Infância da UE vai proibir o acesso às redes sociais a menores de 13 anos e limitar as contas entre os 13 e os 15 anos a perfis supervisionados por pais. Mas há quase duas décadas que se discutem as questões da privacidade, desinformação, conteúdos ilegais e, mais recentemente, as idades de acesso. Temas que, no entanto, já ultrapassaram a esfera das redes e que, hoje, se colocam também noutras plataformas de comunicação, como o Discord ou o Roblox, de jogos online e de streaming.

O mesmo está a acontecer com a IA. Primeiro o fascínio, depois o medo. Mas não há nenhuma razão convincente para acreditar que desta vez será diferente. Mesmo que os criadores milionários dos sistemas de IA também se mostrem preocupados. Quem acredita?

·         Manuel Molinos – Jornal de Noticias - 18 de setembro, 2026

NISA: Quarteto de Guitarras Concordis no Dia Mundial da Música

 


ROSÁRIO BELLO expõe na Covilhã "Regressos de Cor"


Exposição de pintura de minha autoria a partir de 3 de Outubro no espaço galeria da Biblioteca da UBI na Covilhã.

Um regresso com cor a uma cidade onde tantas vez fui convidada a expor a minha arte e, onde a mesma é reconhecida.

OBRIGADO Covilhã na qual ainda haverá mais novidades...

Fica o CONVITE a visitarem a minha exposição a partir de 3 de Outubro.

19.9.26

Obras na EN18 condicionam trânsito entre Nisa, Castelo de Vide e Portalegre durante 10 dias


A circulação rodoviária na Estrada Nacional 18 (EN18) vai estar condicionada entre 21 e 30 de setembro, devido à realização de trabalhos de conservação do pavimento, anunciou a Infraestruturas de Portugal (IP).

A intervenção vai decorrer entre os quilómetros 154 e 158,6 da EN18, num troço que abrange os concelhos de Nisa, Castelo de Vide e Portalegre.

Circulação alternada durante o dia

De acordo com a Infraestruturas de Portugal, durante o período dos trabalhos, entre as 08h30 e as 18h30, a circulação será efetuada alternadamente nos dois sentidos.

O trânsito será regulado por semáforos, de forma a permitir a execução da intervenção e a garantir a segurança dos trabalhadores e dos automobilistas que utilizam aquela estrada.

Fora deste horário, o comunicado não refere a existência de condicionamentos à circulação.

A Infraestruturas de Portugal pede compreensão pelos transtornos provocados pela intervenção e indica que os trabalhos são necessários para a conservação do pavimento e manutenção das condições de circulação e segurança rodoviária.

O Digital . 18 Setembro 2026 

18.9.26

PORTALEGRE: FEstas do Senhor Jesus do Bonfim

 


SARDOAL: Exposição de fotografia “Amigos (Im)perfeitos”


A Biblioteca Municipal de Sardoal tem o prazer de acolher de 19 de setembro a 31 de outubro de 2026 a exposição fotográfica “Amigos (Im)perfeitos” de Carlos Filipe.

A exposição – integrada no programa das Festas do Concelho - apresenta parte do trabalho que o fotografo tem feito em prol da causa animal, alertando em particular para a situação dos animais em canil e gatil, projeto que tem desenvolvido depois de ter adotado o Boris.

A inauguração será sábado dia 19 de setembro às 11h30 na Biblioteca Municipal e contará com a presença do fotógrafo e do seu “cãopanheiro”, do Centro de Recolha Oficial e da Associação dos Amigos dos Animais de Sardoal.

Teremos muito gosto em contar com a sua presença e todos juntos darmos voz a esta causa.

EXPOSIÇÃO EPHEMERA: "A Outra Guerra"


“A OUTRA GUERRA – Propaganda em Português na Segunda Guerra Mundial”

O acervo do Arquivo Ephemera

Esta é uma exposição que mostra a guerra, numa dimensão cada vez mais “moderna”, a guerra da propaganda. Esta guerra é total, vai muito para além dos Estados, é de natureza mundial. É uma guerra cada vez mais dependente de tecnologias mas, no seu fundamento, é uma guerra directamente associada à das armas. O seu objectivo é a “conquista das almas”, gerando percepções e acções que moldam a disposição das nações para o combate, ou para a rendição, interfere no plano político dos regimes e da sua confrontação, usa a divulgação de “feitos” de toda a ordem e todas as formas clássicas da mentira: a falsidade, a sugestão de falsidade e a omissão da verdade. O momento da Segunda Guerra foi muito inovador nas técnicas de propaganda, usando a rádio, o cinema, a banda desenhada, a caricatura, as coreografias cénicas dos comícios.

O caso português é um caso típico de todas as técnicas de propaganda usadas por todos os beligerantes, com excepção da URSS devido à censura. Esta exposição mostra a importância de Portugal nessa “outra guerra”, os seus métodos, os seus temas, os seus alvos, exibindo mais de uma centena de produtos da propaganda em português, e em Portugal, de 1939-1945.

O acervo do Arquivo Ephemera sobre este tema é único em Portugal, abrange cerca de 600 espécimes, dos quais 200 vão ser expostos.

A exposição, que conta também com o apoio e colaboração da Cidade dos Arquivos, integra-se nas Jornadas Europeias do Património.

CURADORIA E TEXTOS

ASSOCIAÇÃO CULTURAL EPHEMERA

José Pacheco Pereira

SELECÇÃO, MATERIAIS E CONTEÚDOS DA EXPOSIÇÃO

ASSOCIAÇÃO CULTURAL EPHEMERA

PROMOÇÃO

ARS – Arco Ribeirinho Sul/Associação Cultural Ephemera

17.9.26

PORTALEGRE caminhou por um serviço de Oncologia de Excelência





Pela continuidade de um serviço de oncologia de excelência em Portalegre. Estas largas de centenas de pessoas saíram de casa porquê?

O sr presidente  do conselho continuará a justificar o injustificável. A sua aparição, encolhida, contrasta com a altivez com que enfrenta a situação e as pessoas que dedicadammente trabalham no hospital.

Quando temos tanta dificuldade em atrair médicos, o sr presidente do conselho insiste em afastá-los. Já foram vários! É  já uma questão de administração e de destruição de um serviço público.

Já se comenta a privatização  do serviço de oncologia do hospital  de Portalegre.  Há já quem comente que o grupo ligado à clínica de Sevilha, onde os doentes oncológicos do distrito de Portalegre vão fazer as PETs, está na calha para esta ... privatização.  Será  verdade? Será  este o objetivo??

Portalegre demonstrou estar acordada e atenta.

·         Texto e fotos de Vítor Miranda





PATRIMÓNIO DE AMIEIRA DO TEJO: O que falta para devolver a dignidade à Capela do Calvário?


Há uns anos, movida pela profunda preocupação com o estado de degradação do património que nos define, escrevi um artigo a alertar as autoridades e entidades competentes para a necessidade urgente de restaurar as telas do interior da Capela do Calvário, em Amieira do Tejo. Felizmente, o apelo surtiu efeito. Passados alguns anos, as obras de arte seguiram para restauro e, mais tarde, regressaram à capela. No entanto, uma incompreensível inércia parece ter travado o processo à porta da meta: há já vários anos que as telas recuperadas aguardam, guardadas e invisíveis aos olhos de todos, pela sua recolocação na parede.

Neste momento, ninguém sabe ao certo em que estado de conservação se encontram estas obras de arte, uma vez que permanecem tapadas e inacessíveis. Perante este cenário de estagnação, a pergunta que importa deixar a quem de direito é simples e direta: do que estão à espera para proceder à colocação definitiva das telas no seu devido lugar?

A esta situação junta-se ainda o mistério das portas da capela. Foram retiradas para reparação e, volvido tanto tempo, continuam por devolver. Atualmente, o que os habitantes e visitantes encontram no local são tábuas provisórias a fazer de portas — uma imagem triste, que desfeia o monumento e transmite uma penosa sensação de abandono. Quando serão, afinal, colocadas as portas originais?

O património histórico faz parte de todos nós. É a nossa história, a nossa memória e a base da nossa identidade regional. Como cidadãos, temos o direito elementar de ser informados, de conhecer o ponto da situação e de exigir zelo pelos monumentos da nossa terra.

É urgente pôr em prática a colocação daquilo que já está arranjado. Se queremos atrair quem nos visita e dinamizar o nosso concelho, temos de ter orgulho em mostrar o património lindíssimo que possuímos. Existem ruínas que mantêm a sua beleza, é um facto, mas é nosso dever prioritário manter e cuidar do que ainda está de pé. Mostremos o que a nossa terra tem de melhor e devolvam à Capela do Calvário a dignidade que ela merece.

Fica o apelo e, desde já, o agradecimento em meu nome e no de todos os cidadãos que se orgulham e zelam pela nossa história comum.

Ana Paula Mendes Nunes da Conceição Horta

 

PONHA-SE A PAU! Mosquito transmissor do dengue, zika e chikungunya detetado em Castelo Branco


A Unidade Local de Saúde (UL) de Castelo Branco alertou hoje para a presença no concelho do mosquito transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya.

Em comunicado divulgado hoje nas suas redes sociais, a ULS de Castelo Branco explicou que a presença do mosquito da espécie Aedes albopictus foi detetada no concelho, através da Rede de Vigilância de Vetores (REVIVE), desenvolvida pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge e pela Direção-Geral de Saúde (DGS), com a colaboração da Unidade de Saúde Pública.

“Os mosquitos desta espécie, também conhecidos por mosquito-tigre, podem ser portadores de vírus causadores de doença na população. No entanto, até ao momento não foram detetados quaisquer mosquitos infetados por vírus no território nacional”, vincou.

Segundo a informação disponibilizada, o caso está ainda em investigação por parte de várias entidades ligadas à saúde pública, tendo sido já implementado um reforço do plano de resposta para a monitorização deste mosquito, com aplicação das medidas necessárias.

“A deteção desta espécie de mosquito já era expectável, uma vez que já estava previamente identificada a sua presença em várias regiões do país”.

Para evitar a multiplicação deste mosquito que deposita os seus ovos em pequenos reservatórios de água estagnada, a ULS de Castelo Branco apela à participação da população.

Neste âmbito, recomenda a limpeza, esvaziamento e/ou eliminação de pequenos reservatórios de água estagnada, como vasos, baldes, jarras, pneus, latas e outros resíduos sólidos abandonados que acumulem água.

Pede-se ainda que sejam tapados os reservatórios de água estagnada e que se proceda à limpeza e tratamento da água das piscinas, recomendando-se também a sua cobertura quando não estão a ser utilizadas.

A limpeza de caleiras e outros locais onde possa acumular-se água e o encerramento dos contentores do lixo são outros dos aspetos a ter em consideração.

O mosquito Aedes albopictus é caracterizado pela sua cor escura, com uma risca branca ao longo da cabeça e parte superior do tórax, e com um padrão de riscas brancas e pretas no tronco e nas patas.

A presença de mosquitos invasores Aedes em Portugal iniciou-se com a deteção de Aedes aegypti na Madeira em 2005. A espécie Aedes albopictus foi introduzida no continente em 2017 no Norte (Penafiel), em 2018 no Algarve (Loulé) e em 2022 no Alentejo (Mértola).

No final de setembro de 2025, o mosquito-tigre também foi detetado na Covilhã, no distrito de Castelo Branco.

 

16.9.26

AVIS: 𝐀𝐥𝐦𝐨ç𝐨 𝐂𝐨𝐦𝐞𝐦𝐨𝐫𝐚𝐭𝐢𝐯𝐨 𝐝𝐨 𝐃𝐢𝐚 𝐝𝐨 𝐈𝐝𝐨𝐬𝐨 𝐜𝐨𝐦 𝐢𝐧𝐬𝐜𝐫𝐢çõ𝐞𝐬 𝐚𝐛𝐞𝐫𝐭𝐚𝐬


No próximo dia 1 de outubro, data em que se assinala o Dia Internacional do Idoso, o Município de Avis promove, uma vez mais, um Almoço Comemorativo dirigido aos Reformados, Pensionistas e Idosos do Concelho de Avis.

A iniciativa terá lugar no Pavilhão Multiusos, em Benavila, a partir das 13h00, constituindo um momento de convívio, confraternização e partilha, dedicado à população sénior do concelho.

A realização deste evento conta com o apoio das Freguesias e Uniões de Freguesias, bem como das Associações de Solidariedade Social do Concelho, cuja colaboração contribui para a concretização desta iniciativa.

O Município de Avis convida todos os Reformados, Pensionistas e Idosos do Concelho a participarem neste momento de celebração e convívio.

Para o efeito, os interessados deverão efetuar a sua inscrição previamente, junto das diversas entidades organizadoras, até ao dia 28 de setembro.

Celebramos hoje quem valorizamos todos os dias.

Participe. Celebre esta data connosco!

OPINIÃO: Para onde vamos?


Não estamos só a viver um período de aceleração digital, mesmo que haja quem tente travar ou resistir o quanto pode a esta revolução tecnológica sem igual. Estamos a viver uma transformação a um ritmo vertiginoso que segue em várias direções. Fascinante, mas ao mesmo tempo aterradora.

Esta semana foi rica em acontecimentos que demonstram que a viagem que estamos a fazer segue a grande velocidade. E há já quem comece a defender que é preciso carregar no travão a fundo. Foi o caso de um engenheiro britânico que trabalhou na OpenAI, a criadora do famoso ChatGPT, e na Anthropic, a empresa que desenvolveu a Claude.

Jacob Coxon, que durante três anos esteve envolvido no treino de IA, demitiu-se e deixou um alerta. Basicamente, acusou aquelas empresas de estarem a brincar com as nossas vidas, por estarem "a correr rumo à superinteligência que se autoaperfeiçoa".

"As pessoas que desenvolvem IA acreditam que ela poderá matar todos os seres humanos no espaço de uma década. Aliás, muitos executivos e investigadores de renome costumam usar um discurso prudente na Imprensa, mas ouço essas mesmas pessoas a expressarem medo em conversas privadas", escreveu no X. Alarmista ou não (cada um julga como quiser), a verdade é que outro investigador valida a teoria. Evan Hubinger prevê um autoaperfeiçoamento da IA, no qual os sistemas passarão a acelerar cada vez mais o desenvolvimento dos seus sucessores.

Estas declarações não indicam que uma catástrofe esteja próxima. Longe disso. Mas se há poucos anos discutíamos se a IA seria capaz de escrever um texto, hoje debatemos se agentes de IA podem escapar aos ambientes onde foram colocados e agir sem autorização.

Será muito difícil travar a fundo durante esta viagem. Mas, pior, é viajar sem sabermos para onde vamos.

Manuel Molinos – Jornal de Notícias - 11 de setembro, 2026

OUTUBRO ROSA: Vamos caminhar pelas ruas de NISA


Domingo, 18 de outubro, a União das Freguesias de Espírito Santo, Nossa Senhora da Graça e São Simão volta a juntar-se ao Outubro Rosa com a tradicional caminhada pelas ruas de Nisa.

Às 9h30, encontramo-nos junto à sede da União de Freguesias para juntos, caminharmos por uma causa que merece a nossa atenção e o nosso apoio.

Na sede da União de Freguesias vão estar também disponíveis para venda T-shirts e pins do Outubro Rosa, como forma de apoio a esta causa. De momento podem já reserva-las.

Cada gesto conta e, juntos, podemos ajudar a levar mais longe a mensagem da importância da prevenção e do diagnóstico precoce do cancro da mama.

Para participar na caminhada, contacta e inscreve-te na sede da União de Freguesias, para podermos preparar toda a logística necessária, através dos números 245 412 219 ou 96 868 50 59.

Domingo, 18 de outubro, às 9h30. Vem caminhar connosco pelas ruas de Nisa, veste o rosa e junta-te a esta causa.

Marcha silenciosa pela Oncologia de PORTALEGRE


É já quinta-feira, 17 de Setembro, que iremos fazer mais um "SILÊNCIO".

Pela excelência do serviço de oncologia!

 Pela continuidade do Dr. Rui Dinis na coordenação de um serviço que  construiu e no atendimento aos doentes oncológicos.

É uma causa comum, todos contamos,  todos a devemos defender!

Junta-te a nós


14.9.26

CASTELO DE VIDE: 𝐒𝐞𝐦𝐚𝐧𝐚 𝐄𝐮𝐫𝐨𝐩𝐞𝐢𝐚 𝐝𝐚 𝐌𝐨𝐛𝐢𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 – 𝟏𝟔 𝐚 𝟐𝟐 𝐝𝐞 𝐬𝐞𝐭𝐞𝐦𝐛𝐫𝐨


A Semana Europeia da Mobilidade é a principal campanha da Comissão Europeia sobre mobilidade urbana sustentável.

Em 2026, e sob o tema “Mobilidade para Todos”, a Semana Europeia da Mobilidade convida-nos a refletir sobre a forma como pode contribuir para a colaboração e equidade intergeracional.

O Município de Castelo de Vide associa-se a esta campanha e vai desenvolver diversas atividades com o objetivo de ajudar a reduzir as emissões de carbono, melhorar a qualidade do ar e tornar o Concelho num local ainda mais agradável para viver e trabalhar.

Entre passeios em Castelo de Vide e Póvoa e Meadas, desenhar um Mural ou ir a pé para a escola, o grande destaque vai para a iniciativa “Carreira de Cima Sem Carros durante 24 horas” que começa às 15h00 de sábado, dia 19, e termina à mesma hora de domingo, dia 20.

A Semana Europeia da Mobilidade em Castelo de Vide é organizada pelo Município e conta com o apoio das quatro Juntas de Freguesia do Concelho.

Combina e Move-te!

𝗖𝗮𝗶𝘀 𝗳𝗹𝘂𝘃𝗶𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝗥ó𝗱ã𝗼 𝘃𝗼𝗹𝘁𝗮 𝗮 𝘀𝗲𝗿 𝗽𝗮𝗹𝗰𝗼 𝗱𝗮 𝗳𝗶𝗻𝗮𝗹 𝗱𝗼 𝗖𝗮𝗺𝗽𝗲𝗼𝗻𝗮𝘁𝗼 𝗱𝗼 𝗠𝘂𝗻𝗱𝗼 𝗱𝗲 𝗠𝗼𝘁𝗼𝗻á𝘂𝘁𝗶𝗰𝗮 𝗙𝟮


No fim-de-semana de 25 a 27 de setembro, o Cais Fluvial  de Vila Velha de Ródão volta a receber a final do Campeonato do Mundo de Motonáutica F2,  uma prova disputada logo a seguir à etapa de Peso da Régua, que ocorre na semana anterior.

🎯 A  organização é da Federação Portuguesa de Motonáutica, sob a égide da União Internacional de Motonáutica, em parceria com a Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão.                                                                                                      Com um circuito com 1577 metros limitado pela garganta das Portas de Ródão, está prevista a participação de 20 pilotos, de 12 nacionalidades, onde se inclui o português Duarte Benavente, campeão do mundo desta modalidade na temporada de 2020.

A realizar pelo 7.º ano consecutivo em Vila Velha de Ródão, esta é a 5.ª e última etapa do Campeonato do Mundo de Motonáutica F2 de 2026, após a passagens por Klaipéda (Lituânia), Brindisi (Itália), San Nazzaro (Itália) e Peso da Régua (Portugal).

𝗖𝗼𝗻𝘀𝘂𝗹𝘁𝗲 𝗼 𝗽𝗿𝗼𝗴𝗿𝗮𝗺𝗮 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗹𝗲𝘁𝗼 𝗮𝗾𝘂𝗶 👇:

https://tinyurl.com/f2motonautica2026

OPINIÃO: Gozar as férias


O trabalhador é digno do seu salário e das suas férias. As férias servem para repor energias gastas ao longo de um ano de trabalho, e ganhar novas energias para o resto do ano. Há quem reparta as férias e quem as goze todas de seguida. As férias repartidas parecem-me a melhor solução. Há quem procure o horizonte desmedido do mar para descansar e quem procure o campo, o horizonte largo da planície, fazendo o Sol da vida. As férias são sempre boas, para nos encontrarmos com o ritmo alucinante da vida. Eu admiro os imigrantes que andam milhares de quilómetros para virem gozar as férias ao seu torrão natal. Com as férias vêem-se os amigos, a família e os entes mais queridos. Há cada vez mais pessoas a gozar férias no estrangeiro, quando temos um país cheio de praias lindíssimas, uma óptima gastronomia e um povo bem acolhedor. Antigamente não tínhamos férias, trabalhávamos todo o ano e as férias são um produto da democracia. Com uns momentos intercalados de descanso produz-se mais e melhor. As férias são um direito constitucional. 

José Oliveira Mendes

Portalegre, 14 de Setembro de 2026

CASTELO DE VIDE: 𝟕.º 𝐑𝐨𝐚𝐝𝐓𝐫𝐢𝐩 𝐂𝐚𝐬𝐭𝐞𝐥𝐨 𝐝𝐞 𝐕𝐢𝐝𝐞


O próximo fim de semana traz a Castelo de Vide mais um grande evento com a realização da 7.ª edição do RoadTrip.

O passeio mototurístico com navegação por RoadBoak acontece no sábado, 19 de setembro, e conta com apoio do Município.

Mais informações: https://cvroadtrip.pt/

ARRONCHES: Exposição “Cronologia do Desassossego


 UMA TRINTENA DE CARREIRA, VÁRIAS FASES E FERNANDO PESSOA' DE PATICO

Inauguração no dia 12 de setembro (sábado), pelas 17H30, no Convento de Nossa Senhora da Luz, em Arronches.

NISA: Conheça os poetas do concelho (LXXII) - António Borrego


 Hoje há concerto 

Vou até ao bar

sem me embriagar

projecto nas paredes

os sonhos (in)concretizados

sempre "tomam" o brilho

do néon...

enquanto bebo um copo

absorvendo o som

sorvendo o gin tónico

tenho "tudo" presente

surgem as memórias

à velocidade de um

supersónico

a moça sozinha

na mesa do canto

está quase a entrar em pranto

está tão só...

hesito...

nunca tive êxito

no "contacto"

não se trata de engate

também estou só...

só sobram as memórias

surge a coragem

como "a" das pessoas que agem

os temas que interiorizo são vários

olá moça...

como estás?

queres ir ao concerto

do Roberto Carlos?

Vem daí...vem!

viver, sorrir...

sentir...

"esse cara"

o cara sou eu...

anda, vem daí...

enquanto a magia

está suspensa no ar

como "bolas de sabão"

anda, vem daí...

dá-me a mão...

chamas te Laura?

então és uma Lady

anda, vem daí...

tenho o "Calhambeque"

lá fora...

vem!

vem viver

enquanto as baleias

ainda cruzam os oceanos

enquanto nos amamos

neste momento lindo

consegues ver?

   JESUS  

ESTÁ RINDO.

A.B.