25.7.26

OPINIÃO: Hoje, o dia acordou perigoso


Um relatório que junta mais de uma centena de organizações não-governamentais revelou, na semana passada, dados preocupantes sobre a deterioração do espaço público português. Apontava-se a "normalização de narrativas xenófobas", sobretudo contra imigrantes, que tinham como consequência "o aumento dos crimes de ódio" e "um ambiente hostil à defesa dos direitos humanos".

A conclusão, que não é surpreendente, é mais uma chamada à ação para inverter um declínio que se acentua. "Os tempos mais perigosos" como descreveu o vocalista dos Da Weasel, estão a adubar-se na palma das nossas mãos.

O radialista Nuno Markl publicou uma imagem de um casal interracial. Escrevia que a família era alvo de racismo. Acompanhou a fotografia de Jessica com o marido e o filho com uma série de cópias de mensagens insultuosas, criminosas, mas de pessoas que não tinham qualquer problema em dar a cara. "São pessoas para quem o racismo está tão normalizado e empoderado, que já não têm qualquer pudor em insultar uma mãe, um pai e uma criança", escreveu, proibindo os seus próprios seguidores de comentar a partilha.

É deste espaço público que falamos, de um lugar que, também em Portugal, se encolheu nas liberdades com o crescimento da extrema-direita, embalada por redes sociais e algoritmos manhosos, coniventes com os crimes.

No relatório de que falava, feito pelo Fórum Cívico Europeu e o Observatório do Espaço Cívico, apontava-se para a "crescente influência da extrema-direita", para as desenfreadas campanhas de desinformação e para o aumento dos crimes de ódio. Passos do declínio da liberdade que vão "enfraquecendo a ação cívica, a organização coletiva, a responsabilização do Estado e a participação pública". Passos perigosos que se dão à luz do dia, até com o manto da imunidade parlamentar.

·         Joana Almeida Silva – Jornal de Notícias - 23 de julho, 2026

COISAS DA CORTE DAS AREIAS (22): O Organista

 


A igreja Matriz de Nisa tem um órgão. Organistas, quantos terão sido? Que idade tem o órgão? Desde quando ali permanece? Foi adquirido novo ou já usado? Terá sido oferecido? Desde há quantas décadas se não ouvem os harmoniosos acordes do nosso órgão?

Falemos um pouco dele, do triste órgão condenado ao silêncio. Na “Memória Histórica da Notável Vila de Nisa”, o autor, Motta e Moura, na pág. 46, informa:

“Tem alem d´isto a nova Egreja um bello coro… e n´elle um pequeno, mas harmonioso órgão, com que se acompanhavam os cânticos sagrados (…) É o órgão o maior e mais complicado dos instrumentos de vento, que se conhecem, porque constam de teclado, folles e canudos (…). Não podemos dizer o anno em que o nosso foi comprado, mas devia ser pouco depois da sua introdução no reino, porque achamos noticia d´elle em mui remota antiguidade. Por alvará de 4 de Outubro de 1582 foi o ordenado do organista, que era de dois mil Réis, elevado a quatro, e mandado pagar pelas rendas da Comenda”.

O autor, na mesma página, diz-nos que o uso dos órgãos se começou a generalizar nos templos no século XIII.

Já vem dos tempos da fundação de Nisa, o órgão da Matriz? Por que não? Nestas coisas da “cultura e património” não andou Nisa sempre entre os primeiros? Rui Cascão, na História de Portugal (1), em referência ao teatro amador não aponta um exemplo?. Escreve, este autor: “Em algumas zonas a paixão pelo teatro era antiga. Em Nisa, já em 1826 os amadores da época haviam improvisado um palco no Celeiro do Concelho, onde exibiam a sua razoável vocação para a arte cénica” (2).

Não é a banda de Nisa uma das mais antigas, senão a mais antiga, a sul do Tejo? Claro que sim. Em toda a nação portuguesa e num total de seis, não foi Nisa a primeira vila  a quem foi atribuído o título de Notável, em 1427, por D. João I?

Não terá sido a pujança e o desenvolvimento da nossa terra, naqueles tempos, factor decisivo na escolha, por parte da do Almirante Vasco da Gama, para aqui viver durante alguns anos, onde foi alcaide-mor? Naturalmente que sim.

Diz-nos a história ter sido D. Vasco Fernandes o último Mestre dos Templários em Portugal e também nos diz ter-se refugiado em Montalvão quando da extinção da Ordem do Templo. Ali viveu de 1307 a 1323, ano do falecimento, era então já Comendador de Montalvão, nomeado que foi pelo 1º Mestre da Ordem de Cristo, D. Gil Martins. Este episódio fez de D. Vasco Fernandes, um dos elos da corrente que uniu as ordens do Templo e a de Cristo, ambas diferentes só no nome, por decisão do “nosso” rei D. Dinis, fundador de Nisa.

Voltemos ao órgão da Matriz de Nisa. Na Monografia da Notável Vila de Nisa, pág. 62, José Francisco Figueiredo fala do órgão.

“Para maior brilhantismo das solenidades religiosas, existe no coro da Matriz um órgão, que apesar de ter séculos de serviço, ainda se ouve com muito agrado. A sua aquisição deve datar do século XVI ou antes, porque em 1550, segundo se lê no segundo livro do tombo da Ordem de Cristo, era de dois mil réis o ordenado do organista”.

Outras referências do órgão, temo-las por aí? Claro que temos. Atente-se no que segue. Na conferência proferida na sessão solene comemorativa do 150º aniversário da Banda de Nisa, em 22 de Outubro de 1994, o conferencista Carlos Tomás Cebola, nosso conterrâneo, trata deste modo o assunto:

“Quando há cerca de de um ano na homenagem póstuma aqui prestada ao mestre Luís Félix, entendi – e parece que em boa hora – que devia chamar a atenção para a existência e estado de conservação de um órgão de tubos do século XVII – se não me engano existente na Igreja Matriz. Seis meses depois recebi a grata notícia das primeiras diligências encetadas por uma comissão, organizada para tal fim. Mas, também, tenho conhecimento de que, apesar das festas e peditórios já levados a efeito, as verbas arrecadadas não chegam e – continuo a pensar – que ninguém deseja que se perca aquela peça valiosíssima do património cultural de Nisa. Volto a pôr o assunto à consideração de quem de direito. Pela minha modestíssima parte, posso anunciar desde já que, para a reinauguração, com pompa e circunstancia, do velho órgão – e eu creio, firmemente, na sua recuperação, porque as verbas hão-de aparecer, nem que seja no fim do arco íris – se à data, a Igreja, a Câmara, a Sociedade Musical Nisense e o senhor vereador da Cultura forem concordes, posso anunciar aqui a oferta de um organista para a realização de um concerto público, na Igreja Matriz”.

Célere corre o tempo. Talvez, por isso, já passaram uma dúzia de anos. As verbas obtidas com a festa que teve lugar na Alameda e que nos diziam ter ultrapassado os 200 contos, não foram utilizadas nos fins para que foram angariadas: o restauro do órgão.

Estranhamente, à Sociedade Musical Nisense – que colaborou, graciosamente, com os seus grupos musicais – não foi prestada qualquer informação sobre o facto. Soubemos, há pouco tempo, que o organista então disponível, cremos que estrangeiro, entretanto, faleceu.

Mas, de entre as várias referências sobre o órgão da Matriz, uma há que consideramos especial, com a particularidade de nos lembrar, às gentes de agora que “melhor que falar, por vezes demais, em Património e Cultura como valores a preservar, será agir, preservando”.

Afinal, já o era, assim, há muitos, muitos anos, tanto como meio milénio, cinco séculos.

Aspirem, só, e provem o sabor da prosa que vai seguir-se, escrita há vão já 500 anos e que nos chegou às mãos por deferência do senhor Aurélio Bengala, nisense de adopção, o que não o impede – bem pelo contrário – de ser um apaixonado pelas coisas da nossa terra, que tanto tem investigado.

Visitações na Ordem de Cristo até finais do século XVI – Pág. 427

- Regimento das visitações às igrejas da Ordem de Cristo que el-rei D. João III, como seu governado e perpétuo administrador, mandou fazer ao Pe. Frei António de Lisboa (Évora, 2.5.1536) .

“Eu el.Rey faço saber a vós, padre frey António de Lisboa, governador do convento da hordem de Nosso Senhor Jhesu Christo, que ora envyo visitar as igrejas do meestrado da dicta hordem, que este he o regimento que ey por bem que guardaees na dita visitação. Primeiramente, vós correrees todas as igrejas do dito meestrado e visitarees cada huuma nas cousas seguyntes, a saber”.

Segue-se uma página com instruções para aplicar em todas as igrejas da Ordem, sem indicação dos nomes das povoações, com uma única excepção, que a Nisa diz respeito.

“ (…) E nas egrejas em que ouver órgãos verees se estam concertados e se tem tamgedor que hás tamja e, se o tiver, se he auto per os tamger e que salário por isso tem e quem lho paga, porque sam imfformado que na egreja de Nisa estam huuns órgãos boons e que os tamge huum clérigo, que por isso leva premyo, que nom sabe dar tom ao coro e por os não saber tamger os desafina e estam o mais do tempo danados; enformarees-vos disso e verees se este que os tamge he auto pêra isso ou nam e nom ho sendo se se achara outro que seja auto pelo premyo que esse leva ou por mais ou menos e me escreverees o que achardes no vosso parecer pêra nisso prover.”

Como por certo repararam, este documento emanado de Évora em 1536, acrescenta alguns anos à presença na Matriz do nosso órgão.

Concluindo, é incrível como um rei de Portugal, há 500 anos, sabia existir em Nisa, “uns órgãos bons”, tocados por quem “não sabe dar tom ao coro”, e que ainda por cima “leva prémio por isso”.

Como é possível esta preocupação com o património por parte de um Rei, quando agora, 500 anos depois, vassalo, algum, se preocupa com isso. Será que, naquele tempo, eram melhores os conselheiros?

Notas

(1)   – História de Portugal – José Matoso – 5º Volume – Pág. 532

(2)   – Terá bebido o autor esta informação na Memória Histórica da Vila de Nisa? É possível.

 Efeméride

* 27 de Março de 1986

O tempo corre veloz. Sobre esta data, a do falecimento do senhor Fernando da Cruz Bicho, músico da “velha guarda” passaram já 20 anos. No princípio do ano de 1984, no pós-restauração, a Banda saiu à rua cumprimentando a população. Os acordes faziam-se ouvir, 1º de Janeiro se chamava a marcha. O sr. Fernando Bicho, comovido, ria e chorava em simultâneo.

*********************************

FOTOS

 1 – Cruz de Cristo da frontaria da Igreja Matriz

2 – Órgão da Igreja Matriz tem 500 anos

3 – Outro aspecto do órgão (tubos)

4 – Pormenor artístico – parte superior

 

NISA: ÍDOLOS DO PASSADO (1954)


Naquele tempo o futebol jogava-se aos domingos. Um jogo era uma festa e as equipas tinham os “backs”, os “alvos” e os avançados. Havia os extremos, sempre “colados” à linha, os interiores e o avançado centro. Com esta disposição “estratégica”, os golos não podiam faltar. E pode lá haver futebol-festa, sem golos...

in "Jornal de Nisa" nº 201 - 15 Fev. 2006

24.7.26

ÉVORA: Exposição na FEA - Fernando Lemos: luz do olhar


Terça-feira a domingo

10h00-13h00 / 14h00-19h00

Centro de Arte e Cultura

São poetas, artistas, escritores, atores… Os rostos de Sophia, Maria Helena, Arpad, Agostinho, José e muitos outros emergem do passado, captados por Fernando Lemos, na intimidade dos seus estúdios, das suas casas, em férias, ou num simples passeio. Venha ao encontro destas figuras maiores da cultura portuguesa vistas através do olhar singular deste artista, e descubra retratos que revelam não apenas os seus rostos, mas também a sua cumplicidade e humanidade. Esta é uma oportunidade única para revisitar histórias, memórias e encontros que atravessam o tempo.

Realizada em parceria com a Fundação Cupertino de Miranda, a exposição integra as comemorações do Centenário do Nascimento de Fernando Lemos. Figura marcante da Arte Portuguesa do Século XX, a sua obra transcende fronteiras geográficas, linguagens artísticas e campos de pensamento.

A entrada é gratuita. Saiba mais, aqui.   »»»»https://www.fea.pt/cultura/exposicoes/fernando-lemos-luz-do-olhar


OPINIÃO: Dos exames ao protesto nas ruas, sem influencers


A polémica dos exames afetou centenas de milhares de jovens. Houve folhas que se perderem, erros na digitalização, problemas com agrafadores, falhas na leitura de QR codes, dificuldades com as plataformas informáticas, provas trocadas, prazos ultrapassados, calendários alterados. Um caos.

Para aumentar a confusão, considerou-se imprudente que as famílias tivessem marcado férias para esta altura, criticou-se a "resistência" de alguns professores ao processo de digitalização e também se pediram desculpas aos docentes pelos constrangimentos causados no processo de correção. Naturalmente, com o acesso ao Ensino Superior em causa, os níveis de ansiedade dos estudantes e das suas famílias dispararam.

Hoje, os estudantes vão sair à rua para mostrar o seu descontentamento com o processo. Irão denunciar os "erros políticos e logísticos" do Governo, pedir a demissão do ministro e contestar a taxa de 25 euros, exigida para a reapreciação das provas. Têm legitimidade para o fazer. Mas há outra lição que também aprenderam ou devem aprender.

Os grandes nomes das redes sociais, aqueles que concentram milhões de seguidores, estiveram praticamente ausentes da discussão pública. Além dos políticos, o debate ficou, sobretudo, nas mãos de professores, alunos e jornalistas. Não é que um influencer tenha obrigação de comentar política ou educação. Não tem. Mas muitos deles dizem que lutam por causas, que são a voz da geração Z. Neste caso, não o foram.

Percebe-se porquê. Há assuntos que dividem audiências, afastam marcas e não geram engagement. Portanto, quando o tema não é rentável, o conteúdo deixa de ser interessante para partilhar.

Hoje os estudantes não ficam a protestar em frente aos computadores ou com os smartphones na mão. Nem esperam que os algoritmos ampliem a insatisfação. Dão a cara e saem à rua, porque, afinal, a influência não se mede no número de seguidores.

Manuel Molinos – Jornal de Notícias - 24 de julho, 2026

23.7.26

NISA: Exposição "Pratos do Afogado" no Museu do Bordado e do Barro

 


PÓVOA E MEADAS: 𝐀𝐫𝐭𝐢𝐬𝐭𝐚𝐬 𝐧𝐨 𝐑𝐨𝐬𝐬𝐢𝐨


𝑻𝒖𝒏𝒂 𝒅𝒂 𝑨𝒄𝒂𝒅𝒆𝒎𝒊𝒂 𝑺𝒆́𝒏𝒊𝒐𝒓

O 𝑨𝒓𝒕𝒊𝒔𝒕𝒂𝒔 𝒏𝒐 𝑹𝒐𝒔𝒔𝒊𝒐 entra num período de grande dinâmica e, até final do mês, leva a Póvoa e Meadas todas as sextas-feiras uma atuação diferente.

Se nesta sexta-feira, dia 17, é a vez de acontecer um ensaio aberto do Grupo de Folclore e Cultura de Póvoa e Meadas, na sexta-feira seguinte, a 24 de julho, o evento, organizado pelo Município, dá lugar à atuação da Tuna da Academia Sénior.

A iniciativa está agendada para as 21h30 e pretende fomentar momentos de convívio e de animação nos espaços públicos do Concelho

MUSEU DO NEO-REALISMO: Exposição ““Realismo e humanismo na ‘arte inquieta’ de Isolino Vaz”


23 Mai '26 a 11 Out '26

Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira

3.ª a 6.ª feira e domingo, 10h00 – 18h00;

Sábado, 10h00 – 19h00;

Encerra à 2.ª feira e feriados.

O Museu do Neo-Realismo (MNR), em Vila Franca de Xira, inaugurou  a 23 de maio a exposição antológica “Realismo e humanismo na ‘arte inquieta’ de Isolino Vaz”, reunindo um conjunto representativo da obra deste artista. A mostra apresenta trabalhos em diferentes suportes — do desenho e da pintura à escultura e à cerâmica — evidenciando a diversidade de linguagens que marcou o percurso criativo do autor.

Nascido em 1922 e falecido em 1992, Isolino Vaz formou-se na Escola Superior de Belas-Artes do Porto e iniciou a sua atividade artística na década de 1940. Paralelamente ao trabalho como criador, desenvolveu uma relevante carreira pedagógica em escolas artísticas do Porto e de Lisboa, tendo sido professor de várias figuras que viriam a destacar-se no panorama cultural português, entre as quais os arquitectos Álvaro Siza e Alcino Soutinho e as artistas Graça Morais e Joana Vasconcelos.

Associada às preocupações sociais e éticas que atravessaram parte significativa da produção artística portuguesa do pós-guerra, a obra de Isolino Vaz revela afinidades com o universo estético e ideológico do neo-realismo. O seu trabalho, marcado por uma dimensão humanista e por uma permanente inquietação formal, continua a suscitar interesse crítico e historiográfico.

A exposição, que estará patente até 11 de outubro’ 26, tem entrada livre.

Contactos

Museu do Neo-Realismo

Rua Alves Redol, 45 | 2600-099 Vila Franca de Xira

Telefone: 263 285 626

E-mail: museuneorrealismo@cm-vfxira.pt

Website: www.museudoneorealismo.pt

OPINIÃO: Os políticos que temos


Os políticos são pessoas como nós, com sentimentos, sonhos e aspirações. Só se tornam anti-natura quando o poder lhes sobe à cabeça. Nos meandros do poder são presas fáceis da corrupção. O país precisa de um estadista democrata que galvanize o povo. Até agora os políticos têm-se digladiado uns aos outros apontando as falhas de cada um, em vez de unir o povo para a missão mais nobre. Eles também são seres humanos sujeitos a falhas. Ninguém é perfeito. Eu não sei se o povo tem os políticos que merece ou se esses têm o povo que merecem. Seja como for o país precisa de políticos que o saibam governar, com isenção, justiça e equidade. A corrupção tem sido o maior mal da democracia e nascem os populismos para o combater, vindos de quem proclama não ter telhados de vidro. A política é uma arte nobre e precisa de actores à sua medida. Precisamos de políticos com visão estratégica, que vejam tanto ao longe como ao perto. Os políticos são pessoas muito carentes que procuram na política o seu equilíbrio.   

José Oliveira Mendes -  23 de Julho de 2026

EDP abre candidaturas para programas de formação em energia solar e eólica


O Energy Professionals Wind destina-se a residentes nos municípios de Alenquer, Torres Vedras e Peniche, enquanto o Energy Professionals Solar é dirigido a residentes em Portalegre, Mação, Vila Velha de Ródão, Proença-a-Nova e Nisa. As candidaturas decorrem até 12 de setembro e destinam-se a pessoas entre os 18 e os 45 anos, com escolaridade obrigatória concluída e disponibilidade para deslocações.

A EDP abriu esta terça-feira as candidaturas para a primeira edição do Energy Professionals Solar e para a segunda edição do Energy Professionals Wind, consolidando a aposta da empresa na criação de oportunidades de capacitação e emprego nas comunidades onde desenvolve projetos de energias renováveis.

Integradas no programa Skills – Energy Professional, as duas iniciativas visam capacitar profissionais para o setor das energias renováveis, promovendo simultaneamente a qualificação de talento local e a criação de oportunidades de emprego nas comunidades onde a empresa opera.

O Energy Professionals Wind destina-se a residentes nos municípios de Alenquer, Torres Vedras e Peniche, enquanto o Energy Professionals Solar é dirigido a residentes em Portalegre, Mação, Vila Velha de Ródão, Proença-a-Nova e Nisa. As candidaturas decorrem até 12 de setembro e destinam-se a pessoas entre os 18 e os 45 anos, com escolaridade obrigatória concluída e disponibilidade para deslocações.

O início das formações está previsto para 21 de setembro, devendo concluir até ao final do ano. Os interessados podem consultar mais informações e apresentar a candidatura através do website do programa Skills – Energy Professional.

A principal novidade desta edição é o lançamento do primeiro Energy Professionals Solar em Portugal. Destinado à formação de técnicos de operação e manutenção de centrais solares, o curso decorre no Centro de Formação para a Transição Energética, em Portalegre, combinando componentes teóricas e práticas para preparar profissionais para um setor em forte crescimento.

Em simultâneo, a EDP dá continuidade ao Energy Professionals Wind com a segunda edição do programa em Portugal. A formação, assegurada pela Cedros e certificada pela Global Wind Organisation (GWO), combina componentes online e presencial, incluindo uma componente prática em Setúbal, visitas técnicas e certificação reconhecida internacionalmente para os participantes que concluam o curso com sucesso.

O programa eólico integra uma iniciativa já implementada pela EDP em Espanha, onde tem contribuído para a formação de profissionais e para a criação de oportunidades de emprego em comunidades impactadas pelo desenvolvimento de projetos de energias renováveis.

A aposta na continuidade do programa eólico surge após os resultados alcançados na primeira edição realizada nos concelhos de Montalegre e Boticas. Um mês após a conclusão da formação, cerca de metade dos participantes encontrava-se já integrada profissionalmente, demonstrando o potencial da iniciativa para promover emprego qualificado e gerar impacto positivo nos territórios onde a EDP desenvolve projetos de energias renováveis.

A iniciativa conta com a colaboração de parceiros como a APREN, a Vestas, a CME, a Cedros e o Centro de Formação para a Transição Energética, integrado no programa global de investimento social da EDP, Y.E.S. – You Empower Society, que apoia projetos com impacto positivo nas comunidades através da educação, capacitação, inclusão e promoção de oportunidades.

O Energy Professionals reforça, assim, o compromisso da EDP com a capacitação de talento local, o desenvolvimento das comunidades onde opera e uma transição energética justa e inclusiva.

In www.jornaleconomico.sapo.pt – 22.7.2026

FOTO: View of a hybrid power park with solar panels and wind turbines in Sabugal, Portugal, January 12, 2023. REUTERS/Pedro Nunes

 

22.7.26

OPINIÃO: Testamento cívico de Luís Represas


"Há sempre alguém que nos faz falta". Luís Represas será, seguramente, um deles.

Durante cinquenta anos, Luís Represas ajudou a escrever uma parte da história da música portuguesa. Primeiro com os Trovante, que reinventaram a música popular portuguesa ao cruzar tradição e modernidade, depois numa carreira a solo onde os seus temas passaram a fazer parte da vida de várias gerações

Morreu aos 69 anos, vítima de doença prolongada. Partiu um dos artistas mais acarinhados do país, mas permanece um legado que nunca se limitou às canções. Porque Luís Represas nunca acreditou que a música existisse apenas para entreter. Acreditava que podia despertar consciências, preservar memórias e aproximar pessoas. Foi isso que aconteceu com "Timor", uma canção que ultrapassou rapidamente o universo musical para se transformar num símbolo da solidariedade portuguesa para com o povo timorense.

Num tempo em que Timor-Leste permanecia ocupado e distante dos olhares do mundo, a voz de Luís Represas ajudou a manter viva uma causa. O compromisso prolongou-se muito para além da música. Depois da independência, Jorge Sampaio convidou-o a integrar a visita oficial presidencial a Timor-Leste. Mais tarde, seria distinguido pelo presidente Taur Matan Ruak com a Medalha da Ordem de Timor-Leste, um reconhecimento pelo papel que desempenhou na divulgação daquela luta.

Também "Saudade" ganhou um significado que ultrapassou o palco. A canção foi escolhida para uma campanha nacional de segurança rodoviária, lembrando que, por detrás de cada acidente, ficam vidas interrompidas e famílias marcadas pela ausência. A sua música transformava-se, uma vez mais, numa linguagem capaz de servir uma causa pública.

Nunca fez da política uma profissão. Mas nunca foi indiferente ao país.

Numa entrevista ao Jornal de Notícias, deixava uma reflexão que continua atual: "A democracia, sendo o melhor de todos os males, tem um problema soporífero." E acrescentava outra ideia que dizia muito sobre a forma como via os portugueses: "Fomos capazes de dizer basta sem ninguém com uma caneta a instigar-nos." Acreditava numa cidadania ativa, participativa e exigente. Preferia construir pontes através da cultura a alimentar divisões através da política.

Essa forma de olhar o mundo repetia-se nas entrevistas.

Perante Ana Sousa Dias, dizia ser "um homem tranquilo e inquieto". Ao jornalista José Cândido Sousa recusava rótulos para a música e defendia que a identidade portuguesa nunca precisou de imitar ninguém. A João Gil explicava que nunca quis repetir fórmulas de sucesso, preferindo continuar a descobrir novos caminhos. Falava muitas vezes do mar, onde encontrava silêncio e liberdade, e da língua portuguesa como um património comum que merecia ser protegido.

Talvez por isso tenha aceite, já nos últimos anos, apresentar "Língua Mãe", programa da Sociedade Portuguesa de Autores na CMTV. Parecia um destino natural. Conversava com escritores, músicos, atores e criadores de todo o espaço lusófono, celebrando a língua portuguesa e defendendo os direitos de autor com a mesma serenidade com que sempre falou da música.

Pelo caminho recebeu algumas das mais importantes distinções da carreira. Em 2005 foi feito Comendador da Ordem do Mérito pelo Estado português. Em 2019 a Sociedade Portuguesa de Autores atribuiu-lhe o Prémio Pedro Osório pelo álbum "Boa Hora". Publicou ainda o livro infantil "A Coragem de Tição", integrado no Plano Nacional de Leitura, revelando uma curiosidade que nunca conheceu fronteiras.

Colaborou com José Afonso, Fausto Bordalo Dias, Carlos do Carmo, Bernardo Sassetti, Jorge Palma, Pablo Milanés, Ivan Lins, Gilberto Gil, Martinho da Vila, Simone, Compay Segundo, Carlinhos Brown e Phil Collins. Nunca colecionou nomes. Colecionou encontros.

No fundo, Luís Represas deixou muito mais do que uma discografia. Deixou uma ideia de país. Um país onde a cultura é memória, a música pode mudar consciências e a língua portuguesa continua a ser um lugar de encontro.

Há artistas que deixam canções. Luís Represas deixa um pedaço da identidade de Portugal. E esse dificilmente conhecerá silêncio.

Catarina Ferreira – Jornal de Notícias - 22 de julho, 2026

OPINIÃO: Confiança suspensa


A vertigem da inovação exige passos certeiros e governar bem não rima com precipitação nem com experimentalismo. E não tem faltado experimentalismo e achismo na Educação em Portugal, com consequências danosas para os alunos. Este Governo e o seu Ministério da Educação, Ciência e [de pouca] Inovação cometeram o pecado capital de avançar para um processo de correção digital generalizado dos exames nacionais sem uma avaliação cabal do projeto-piloto realizado no ano passado. Quem o diz é o antigo presidente do Júri Nacional de Exames, a quem nunca terá sido pedido um balanço da experiência problemática de Filosofia. Se o tivesse feito - garante Luís Duque de Almeida -, dificilmente Fernando Alexandre teria arriscado o caminho da total digitalização e a trapalhada que se seguiu. Falta conhecer quais foram os dados irrefutáveis que convenceram o ministro, de peito cheio, a dar este passo em falso que abalou a confiança dos estudantes. O facto de a palavra "suspenso" ir dando lugar a notas nas pautas não faz esmorecer a suspeita de que a classificação afixada pode reproduzir, com erro, o trabalho apresentado nas provas. A fiabilidade na avaliação nacional dos exames está ferida de morte. Embora justa, é grave que exista desconfiança no processo de correção e é certo de que este sistema, lançado com um otimismo infundado, promoveu desigualdade entre os estudantes. Basta uma décima para ruir um trabalho árduo de três anos, para ficar aquém no acesso ao curso sonhado. Creio que não será a taxa moderadora de 25 euros a travar a avalanche de reapreciações de exames. Muitos não arriscarão a reapreciação, com receio de que o sistema volte a falhar e não tenham resultados a tempo de concorrer à primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior.

Carla Sofia Luz – Jornal de Notícias - 21 de julho, 2026 



21.7.26

MÚSICA: Candidaturas para a criação da Orquestra Regional do Alentejo estão abertas até Setembro


As candidaturas ao concurso para a criação da Orquestra Regional do Alentejo, com uma dotação de 1,62 milhões de euros, estão abertas desde ontem e prolongam-se até 9 de setembro, anunciou a Direção-Geral das Artes (DGArtes).

As datas relativas à fase de apresentação de candidaturas foram divulgadas, em comunicado, pela DGArtes, promotora do concurso, que indicou que se podem candidatar associações culturais sem fins lucrativos com sede no Alentejo.

«O concurso tem como principais objetivos contribuir para a afirmação do património musical português e valorização da música erudita, incentivando o seu cruzamento com outras artes e facilitando o acesso cultural no Alentejo mediante uma programação regular e diversificada», realçou.

Frisando que a dotação é de 1.620.000 euros, a atribuir em dois anos, a DGArtes referiu que as atividades a apoiar se «inscrevem nos domínios da criação, edição, circulação nacional, ações estratégicas de mediação e internacionalização, valorizando-se a articulação com municípios e entidades culturais locais».

«São ainda valorizadas atividades que promovam o desenvolvimento regional, a inovação, a intervenção ativa nas comunidades, a inserção profissional e valorização contínua dos músicos, a inclusão social, a cidadania e o trabalho coletivo através da prática orquestral», sublinhou.

No comunicado, a DGArtes lembrou que vai promover uma sessão de esclarecimento sobre o concurso para a criação da Orquestra Regional do Alentejo, na sexta-feira, dia 17, às 15h00, no Convento de São Bento de Cástris, em Évora.

A sessão pretende reforçar, junto dos agentes culturais, políticos e outros setores, a informação sobre os desígnios e critérios do concurso, adiantou, indicando que está prevista a presença da ministra da Cultura Margarida Balseiro Lopes.

Portugal tem atualmente três orquestras com estatuto de Orquestra Regional: a Orquestra do Norte, a Orquestra Filarmonia das Beiras e a Orquestra do Algarve.

O Governo aprovou, em novembro de 2023, a alteração ao estatuto das orquestras regionais e a definição de «condições para a atribuição de incentivos pelo Estado», através da DGArtes. O documento foi depois promulgado pelo Presidente da República, no final de dezembro.

Desta maneira, o estatuto de orquestra regional passou a poder ser atribuído apenas «por concurso ou por concurso limitado, de forma a tornar a obtenção do estatuto de orquestra regional mais exigente».

No ano passado, abriu um concurso limitado, com uma dotação global de 9,72 milhões de euros, para apoiar estas orquestras.

Cada orquestra receberá um apoio anual de 810 mil euros, totalizando 3,24 milhões de euros por orquestra ao longo de quatro anos (2025-2028).

Agência Lusa  - Julho 16, 2026

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA


 Um tanque | cartoon editorial da revista de Domingo do Correio Da Manhã Vasco Gargalo

20.7.26

NISA: O nosso passado não morreu!

 



JORNAL DE NISA – Memória(s): Não há festa como a nossa! (1998)

Era tempo de festa e o Jornal de Nisa associava-se a ela, com uma edição de 16 páginas, a primeira por sinal e com a capa totalmente a cores, além de muita informação, artigos sobre cultura, desporto, opinião e, claro, o destaque principal para a Feira Regional de Artesanato, Gastronomia e Actividades Económicas. Tratava-se do nº 13 do JN com edição no dia 29 de Julho de 1998.

Na página 2, um texto de Cruz Malpique "Fado tema... e teima em Portugal", artigo que iria "sobrar" para a edição seguinte. Imperativo legal, após seis meses de publicação, foi a inclusão do Estatuto Editorial. Na página 3, uma notícia saltava à vista: Bronca na Câmara de Nisa - Basso despromove Gabriela. Três notícias sobre a Etaproni: Recuperação de Instalações - Visita de sociólogo da Universidade de Salamanca e A Etaproni e o emprego, e a divulgação das festas populares de Falagueira e de Arez, estas sem celebrações religiosas, completavam esta página

A página 4 era dedicada à Opinião e Cultura, com texto de Anúplio Castelo Branco, "A tranca e o argueiro" criticando a falta de medidas de segurança e protecção rodoviárias. Neste local divulgámos as Exposições de António Maria Charrinho, na Biblioteca Municipal e a do Cameraman Metálico (António Melão) no edifício anexo à Pastelaria Jardim numa iniciativa da Inijovem, enquanto os Bombeiros Voluntários de Nisa promoviam o seu habitual (na altura) Convívio de Pesca Desportiva.

Notícias de Amieira, através da inexcedível colaboração de Jorge Pires, dava conta e alertava para a degradação da Praça Nun´Álvares, bem como do êxito da Grande Noite de Fados realizada na antiga escola e organizada pelo Clube de Pesca e Caça. Na mesma página 5, em Passos do Concelho, tratava-se de esgotos e sucatas, problemas locais que, geralmente, andam juntos.

A página 6 era preenchida com publicidade. A publicidade nos jornais (abro aqui um parêntesis) mesmo sendo indesejada e mal compreendida pelos leitores (nem todos, felizmente) representava, muitas vezes, a garantia e salvaguarda tanto de cada edição, como da manutenção de cada título. Ninguém pense que um jornal, por muito bom que seja, consegue "aguentar-se", ter dinheiro para pagar os custos de cada edição, materiais, jornalistas, impressão, expedição, etc., etc. apenas com o resultado das vendas de cada exemplar. Seria bom que assim fosse e explicaria quer o nosso desenvolvimento cultural, quer a apetência pela leitura que, como sabemos, deixa muito a desejar...

Avancemos. A Página da Saúde tentava sensibilizar para a Relação utentes /Centro de Saúde e noutro texto explicava "O que é ser Voluntário". As páginas centrais, 8 e 9, eram dedicadas à Feira Regional de Artesanato, Gastronomia e Actividades Económicas. Uma ideia nascida quando a Região de Turismo de S. Mamede dava os primeiros passos, seguida durante anos pela generalidade dos municípios norte-alentejanos e depois subvertida ao gosto de cada protagonista autárquico, dois deles, vizinhos a copiarem-se um ao outro sobre a "febre festivaleira", os "artistas" da estranja importados, alguns a peso de ouro, os "espectáculos das multidões" para os drones filmarem e a comunicação social da corte difundir, enquanto o artesanato e as gastronomia foram sendo esquecidas do menu inicial, relegados para um plano de "faz de conta".

Na página 11 a opinião de José Dinis Murta e de António Conixa e na página 15 a prioridade era dada ao Desporto. Noticiámos o Torneio de Futebol de 5 do GDR Alpalhoense. Participaram 16 equipas, sendo 10 de fora do concelho. Ainda em Alpalhão, o destaque para o Ciclo Cross ou BTT promovido pelo Grupo Ciclo Alpalhoense e que contou com inúmeros atletas de Alpalhão, Portalegre e Castelo Branco. Nesta secção, António Conixa assinava outro texto "A guerra pela taça". As páginas 10, 12 e 14 eram ocupadas com publicidade, a fazer jus às 16 páginas e à edição da capa a cores. Na última página do Jornal de Nisa, a rubrica "Do Alto do Talefe" brindava-nos com um texto bem humorado "À pedrada com um penico". O ti João Diogo, músico, era chamado para os Postais do Concelho como exemplo de persistência e de amor à música, a ser seguido pelas novas gerações.

AJA LISBOA: Apresentação do livro " A Galiza de José Afonso"


No dia 23 de julho, quinta-feira, às 19h, o Núcleo AJA Lisboa promove a apresentação do livro "A Galiza de José Afonso", com a presença do autor, Paulo Esperança.

Partindo da profunda ligação de José Afonso à Galiza, esta obra percorre os laços de amizade, solidariedade e resistência que uniram o cantor ao povo galego, mostrando como a sua música e o seu pensamento continuam vivos dos dois lados da fronteira. Mais do que recordar um músico, o livro convida-nos a revisitar o seu legado como um espaço de encontro entre culturas, de liberdade e de esperança.

A apresentação estará a cargo de Carlos Ribeiro e contará ainda com a participação musical de Pedro Branco.

Vem e traz outro amigo também!

 

SAÚDE: Gavião tem 10 novos dadores

Pela segunda vez na história da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP – levámos a efeito uma brigada no Gavião. E em 2027 vamos ter oportunidade de voltar a esta acolhedora vila, em conjunto com a Unidade Funcional de Imunohemoterapia da ULSAALE.

Esta colheita contou com a dinamização de um grupo de jovens e efetivou-se nas instalações do polidesportivo do Gavião. Para o local dirigiram-se 26 voluntários, entre eles uma dezena de mulheres.

Um dos pontos altos desta jornada centrou-se no facto de se terem estreado na doação 10 pessoas, o que indicia mais dádivas solidárias no futuro.

Como é do conhecimento geral, os voluntários são testados antes de avançarem. No Gavião foram armazenadas 25 unidades de sangue total, o que registamos.

A Câmara Municipal do Gavião apoiou a realização do almoço, servido depois das 13h00 e que reuniu os participantes.

Fronteira a 25 de julho

Podem-nos encontrar a 25 de julho no centro de saúde de Fronteira. Depois, a 22 de agosto, estaremos no centro cultural de Alpalhão, Nisa. Das 09h00 às 13h00, aproximadamente, são quando se concretizam as brigadas da ADBSP.

Venha daí e percorra: https://www.facebook.com/AssociacaoDadoresBenevolosSanguePortalegre/

JR







19.7.26

AREZ (Nisa): Festas de Arez 2026

 


NISA: Aulas de Danças na União de Freguesias


A União de Freguesias de Espírito Santo, Nossa Senhora da Graça e São Simão tem o prazer de anunciar o início das aulas de Danças de Salão e Danças Latino-Americanas, uma atividade pensada para todos aqueles que desejam aprender a dançar, melhorar a sua técnica ou simplesmente desfrutar de momentos de convívio e diversão.

As aulas serão orientadas pelos professores Sylvie e Hannes, que colocarão a sua vasta, reconhecida experiência e paixão pela dança ao serviço de todos os participantes. Ao longo das sessões será possível aprender e aperfeiçoar diversos estilos, como Salsa, Valsa, Cha Cha Cha, Rumba, entre muitos outros.

A sessão de apresentação terá lugar no próximo dia 31 de julho, às 18h30, na Sede da União de Freguesias, sendo que, posteriormente, as aulas decorrerão todas as sextas-feiras, no mesmo horário.

Juntos dinamizamos a nossa freguesia. Esperamos por si!


OPINIÃO: O preço da insinuação nas redes sociais

Não vale tudo nas redes sociais. Esta é a conclusão óbvia, e feliz, que se pode retirar da sentença do Tribunal Criminal de Lisboa, que condenou Pedro Frazão ao pagamento de uma multa e de uma indemnização por difamar José Manuel Pureza, atual coordenador do BE.

Recuemos a 2021. O atual vice-presidente do Chega partilhou, no Twitter (hoje, X), um vídeo de uma jovem que afirmava ter sido vítima de atos sexuais não consentidos por um indivíduo igado ao BE. A acompanhar esse vídeo, escreveu: "Já não há Pureza no Bloco de Asquereza? #MeToo". E, num comentário à própria publicação, perguntou: "Quem será o nojento de 62 anos?". A suspeita estava lançada. O algoritmo fez o resto.

José Manuel Pureza tinha, na altura, 62 anos e era vice-presidente do Parlamento. Pedro Frazão negou. Na primeira sessão de julgamento disse estar "perfeitamente inocente" e que não se lembrava se a publicação tinha sido da sua autoria ou feita por alguém que geria as redes sociais, embora também tenha afirmado que utiliza, em várias ocasiões, a palavra "pureza" e que a mesma é usada em homilias e atos litúrgicos: "Estava a falar da virtude humana da pureza. Eu tenho formação cristã", argumentou.

Não serão precisas explicações para entendermos o que se passou. Aquele post é apenas o exemplo de uma estratégia assente na confrontação permanente, procurando rentabilizar o alcance de mensagens através da discussão e da polarização. E é aqui que vale a pena ter em conta um pormenor. O tribunal valorizou o facto de a publicação de Pedro Frazão ter sido colocada numa rede social acessível a um público heterogéneo, não exigindo provas de que tivesse atingido um número concreto de utilizadores. Ou seja, não foi necessário demonstrar que a publicação foi viral, bastou que a mensagem tivesse sido divulgada numa rede social.

Ainda bem que os tribunais o lembram.

Manuel Molinos – Jornal de Notícias - 17 de julho, 2026

 

18.7.26

NISA: Ontem como Hoje, o Poder quer calar a nossa Voz! Cantaremos, ainda, com mais força e determinação!

 


18 Julho - Dia Internacional Nelson Mandela

 


Invictus

(Título Original: "Invictus")

Autor: William E Henley

Tradutor: André C S Masini

 

Do fundo desta noite que persiste

A me envolver em breu - eterno e espesso,

A qualquer deus - se algum acaso existe,

Por mi’alma insubjugável agradeço.

 

Nas garras do destino e seus estragos,

Sob os golpes que o acaso atira e acerta,

Nunca me lamentei - e ainda trago

Minha cabeça - embora em sangue - ereta.

 

Além deste oceano de lamúria,

Somente o Horror das trevas se divisa;

Porém o tempo, a consumir-se em fúria,

Não me amedronta, nem me martiriza.

 

Por ser estreita a senda - eu não declino,

Nem por pesada a mão que o mundo espalma;

Eu sou dono e senhor de meu destino;

Eu sou o comandante de minha alma.