23.7.26

OPINIÃO: Os políticos que temos


Os políticos são pessoas como nós, com sentimentos, sonhos e aspirações. Só se tornam anti-natura quando o poder lhes sobe à cabeça. Nos meandros do poder são presas fáceis da corrupção. O país precisa de um estadista democrata que galvanize o povo. Até agora os políticos têm-se digladiado uns aos outros apontando as falhas de cada um, em vez de unir o povo para a missão mais nobre. Eles também são seres humanos sujeitos a falhas. Ninguém é perfeito. Eu não sei se o povo tem os políticos que merece ou se esses têm o povo que merecem. Seja como for o país precisa de políticos que o saibam governar, com isenção, justiça e equidade. A corrupção tem sido o maior mal da democracia e nascem os populismos para o combater, vindos de quem proclama não ter telhados de vidro. A política é uma arte nobre e precisa de actores à sua medida. Precisamos de políticos com visão estratégica, que vejam tanto ao longe como ao perto. Os políticos são pessoas muito carentes que procuram na política o seu equilíbrio.   

José Oliveira Mendes -  23 de Julho de 2026

EDP abre candidaturas para programas de formação em energia solar e eólica


O Energy Professionals Wind destina-se a residentes nos municípios de Alenquer, Torres Vedras e Peniche, enquanto o Energy Professionals Solar é dirigido a residentes em Portalegre, Mação, Vila Velha de Ródão, Proença-a-Nova e Nisa. As candidaturas decorrem até 12 de setembro e destinam-se a pessoas entre os 18 e os 45 anos, com escolaridade obrigatória concluída e disponibilidade para deslocações.

A EDP abriu esta terça-feira as candidaturas para a primeira edição do Energy Professionals Solar e para a segunda edição do Energy Professionals Wind, consolidando a aposta da empresa na criação de oportunidades de capacitação e emprego nas comunidades onde desenvolve projetos de energias renováveis.

Integradas no programa Skills – Energy Professional, as duas iniciativas visam capacitar profissionais para o setor das energias renováveis, promovendo simultaneamente a qualificação de talento local e a criação de oportunidades de emprego nas comunidades onde a empresa opera.

O Energy Professionals Wind destina-se a residentes nos municípios de Alenquer, Torres Vedras e Peniche, enquanto o Energy Professionals Solar é dirigido a residentes em Portalegre, Mação, Vila Velha de Ródão, Proença-a-Nova e Nisa. As candidaturas decorrem até 12 de setembro e destinam-se a pessoas entre os 18 e os 45 anos, com escolaridade obrigatória concluída e disponibilidade para deslocações.

O início das formações está previsto para 21 de setembro, devendo concluir até ao final do ano. Os interessados podem consultar mais informações e apresentar a candidatura através do website do programa Skills – Energy Professional.

A principal novidade desta edição é o lançamento do primeiro Energy Professionals Solar em Portugal. Destinado à formação de técnicos de operação e manutenção de centrais solares, o curso decorre no Centro de Formação para a Transição Energética, em Portalegre, combinando componentes teóricas e práticas para preparar profissionais para um setor em forte crescimento.

Em simultâneo, a EDP dá continuidade ao Energy Professionals Wind com a segunda edição do programa em Portugal. A formação, assegurada pela Cedros e certificada pela Global Wind Organisation (GWO), combina componentes online e presencial, incluindo uma componente prática em Setúbal, visitas técnicas e certificação reconhecida internacionalmente para os participantes que concluam o curso com sucesso.

O programa eólico integra uma iniciativa já implementada pela EDP em Espanha, onde tem contribuído para a formação de profissionais e para a criação de oportunidades de emprego em comunidades impactadas pelo desenvolvimento de projetos de energias renováveis.

A aposta na continuidade do programa eólico surge após os resultados alcançados na primeira edição realizada nos concelhos de Montalegre e Boticas. Um mês após a conclusão da formação, cerca de metade dos participantes encontrava-se já integrada profissionalmente, demonstrando o potencial da iniciativa para promover emprego qualificado e gerar impacto positivo nos territórios onde a EDP desenvolve projetos de energias renováveis.

A iniciativa conta com a colaboração de parceiros como a APREN, a Vestas, a CME, a Cedros e o Centro de Formação para a Transição Energética, integrado no programa global de investimento social da EDP, Y.E.S. – You Empower Society, que apoia projetos com impacto positivo nas comunidades através da educação, capacitação, inclusão e promoção de oportunidades.

O Energy Professionals reforça, assim, o compromisso da EDP com a capacitação de talento local, o desenvolvimento das comunidades onde opera e uma transição energética justa e inclusiva.

In www.jornaleconomico.sapo.pt – 22.7.2026

FOTO: View of a hybrid power park with solar panels and wind turbines in Sabugal, Portugal, January 12, 2023. REUTERS/Pedro Nunes

 

22.7.26

OPINIÃO: Testamento cívico de Luís Represas


"Há sempre alguém que nos faz falta". Luís Represas será, seguramente, um deles.

Durante cinquenta anos, Luís Represas ajudou a escrever uma parte da história da música portuguesa. Primeiro com os Trovante, que reinventaram a música popular portuguesa ao cruzar tradição e modernidade, depois numa carreira a solo onde os seus temas passaram a fazer parte da vida de várias gerações

Morreu aos 69 anos, vítima de doença prolongada. Partiu um dos artistas mais acarinhados do país, mas permanece um legado que nunca se limitou às canções. Porque Luís Represas nunca acreditou que a música existisse apenas para entreter. Acreditava que podia despertar consciências, preservar memórias e aproximar pessoas. Foi isso que aconteceu com "Timor", uma canção que ultrapassou rapidamente o universo musical para se transformar num símbolo da solidariedade portuguesa para com o povo timorense.

Num tempo em que Timor-Leste permanecia ocupado e distante dos olhares do mundo, a voz de Luís Represas ajudou a manter viva uma causa. O compromisso prolongou-se muito para além da música. Depois da independência, Jorge Sampaio convidou-o a integrar a visita oficial presidencial a Timor-Leste. Mais tarde, seria distinguido pelo presidente Taur Matan Ruak com a Medalha da Ordem de Timor-Leste, um reconhecimento pelo papel que desempenhou na divulgação daquela luta.

Também "Saudade" ganhou um significado que ultrapassou o palco. A canção foi escolhida para uma campanha nacional de segurança rodoviária, lembrando que, por detrás de cada acidente, ficam vidas interrompidas e famílias marcadas pela ausência. A sua música transformava-se, uma vez mais, numa linguagem capaz de servir uma causa pública.

Nunca fez da política uma profissão. Mas nunca foi indiferente ao país.

Numa entrevista ao Jornal de Notícias, deixava uma reflexão que continua atual: "A democracia, sendo o melhor de todos os males, tem um problema soporífero." E acrescentava outra ideia que dizia muito sobre a forma como via os portugueses: "Fomos capazes de dizer basta sem ninguém com uma caneta a instigar-nos." Acreditava numa cidadania ativa, participativa e exigente. Preferia construir pontes através da cultura a alimentar divisões através da política.

Essa forma de olhar o mundo repetia-se nas entrevistas.

Perante Ana Sousa Dias, dizia ser "um homem tranquilo e inquieto". Ao jornalista José Cândido Sousa recusava rótulos para a música e defendia que a identidade portuguesa nunca precisou de imitar ninguém. A João Gil explicava que nunca quis repetir fórmulas de sucesso, preferindo continuar a descobrir novos caminhos. Falava muitas vezes do mar, onde encontrava silêncio e liberdade, e da língua portuguesa como um património comum que merecia ser protegido.

Talvez por isso tenha aceite, já nos últimos anos, apresentar "Língua Mãe", programa da Sociedade Portuguesa de Autores na CMTV. Parecia um destino natural. Conversava com escritores, músicos, atores e criadores de todo o espaço lusófono, celebrando a língua portuguesa e defendendo os direitos de autor com a mesma serenidade com que sempre falou da música.

Pelo caminho recebeu algumas das mais importantes distinções da carreira. Em 2005 foi feito Comendador da Ordem do Mérito pelo Estado português. Em 2019 a Sociedade Portuguesa de Autores atribuiu-lhe o Prémio Pedro Osório pelo álbum "Boa Hora". Publicou ainda o livro infantil "A Coragem de Tição", integrado no Plano Nacional de Leitura, revelando uma curiosidade que nunca conheceu fronteiras.

Colaborou com José Afonso, Fausto Bordalo Dias, Carlos do Carmo, Bernardo Sassetti, Jorge Palma, Pablo Milanés, Ivan Lins, Gilberto Gil, Martinho da Vila, Simone, Compay Segundo, Carlinhos Brown e Phil Collins. Nunca colecionou nomes. Colecionou encontros.

No fundo, Luís Represas deixou muito mais do que uma discografia. Deixou uma ideia de país. Um país onde a cultura é memória, a música pode mudar consciências e a língua portuguesa continua a ser um lugar de encontro.

Há artistas que deixam canções. Luís Represas deixa um pedaço da identidade de Portugal. E esse dificilmente conhecerá silêncio.

Catarina Ferreira – Jornal de Notícias - 22 de julho, 2026

OPINIÃO: Confiança suspensa


A vertigem da inovação exige passos certeiros e governar bem não rima com precipitação nem com experimentalismo. E não tem faltado experimentalismo e achismo na Educação em Portugal, com consequências danosas para os alunos. Este Governo e o seu Ministério da Educação, Ciência e [de pouca] Inovação cometeram o pecado capital de avançar para um processo de correção digital generalizado dos exames nacionais sem uma avaliação cabal do projeto-piloto realizado no ano passado. Quem o diz é o antigo presidente do Júri Nacional de Exames, a quem nunca terá sido pedido um balanço da experiência problemática de Filosofia. Se o tivesse feito - garante Luís Duque de Almeida -, dificilmente Fernando Alexandre teria arriscado o caminho da total digitalização e a trapalhada que se seguiu. Falta conhecer quais foram os dados irrefutáveis que convenceram o ministro, de peito cheio, a dar este passo em falso que abalou a confiança dos estudantes. O facto de a palavra "suspenso" ir dando lugar a notas nas pautas não faz esmorecer a suspeita de que a classificação afixada pode reproduzir, com erro, o trabalho apresentado nas provas. A fiabilidade na avaliação nacional dos exames está ferida de morte. Embora justa, é grave que exista desconfiança no processo de correção e é certo de que este sistema, lançado com um otimismo infundado, promoveu desigualdade entre os estudantes. Basta uma décima para ruir um trabalho árduo de três anos, para ficar aquém no acesso ao curso sonhado. Creio que não será a taxa moderadora de 25 euros a travar a avalanche de reapreciações de exames. Muitos não arriscarão a reapreciação, com receio de que o sistema volte a falhar e não tenham resultados a tempo de concorrer à primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior.

Carla Sofia Luz – Jornal de Notícias - 21 de julho, 2026 



21.7.26

MÚSICA: Candidaturas para a criação da Orquestra Regional do Alentejo estão abertas até Setembro


As candidaturas ao concurso para a criação da Orquestra Regional do Alentejo, com uma dotação de 1,62 milhões de euros, estão abertas desde ontem e prolongam-se até 9 de setembro, anunciou a Direção-Geral das Artes (DGArtes).

As datas relativas à fase de apresentação de candidaturas foram divulgadas, em comunicado, pela DGArtes, promotora do concurso, que indicou que se podem candidatar associações culturais sem fins lucrativos com sede no Alentejo.

«O concurso tem como principais objetivos contribuir para a afirmação do património musical português e valorização da música erudita, incentivando o seu cruzamento com outras artes e facilitando o acesso cultural no Alentejo mediante uma programação regular e diversificada», realçou.

Frisando que a dotação é de 1.620.000 euros, a atribuir em dois anos, a DGArtes referiu que as atividades a apoiar se «inscrevem nos domínios da criação, edição, circulação nacional, ações estratégicas de mediação e internacionalização, valorizando-se a articulação com municípios e entidades culturais locais».

«São ainda valorizadas atividades que promovam o desenvolvimento regional, a inovação, a intervenção ativa nas comunidades, a inserção profissional e valorização contínua dos músicos, a inclusão social, a cidadania e o trabalho coletivo através da prática orquestral», sublinhou.

No comunicado, a DGArtes lembrou que vai promover uma sessão de esclarecimento sobre o concurso para a criação da Orquestra Regional do Alentejo, na sexta-feira, dia 17, às 15h00, no Convento de São Bento de Cástris, em Évora.

A sessão pretende reforçar, junto dos agentes culturais, políticos e outros setores, a informação sobre os desígnios e critérios do concurso, adiantou, indicando que está prevista a presença da ministra da Cultura Margarida Balseiro Lopes.

Portugal tem atualmente três orquestras com estatuto de Orquestra Regional: a Orquestra do Norte, a Orquestra Filarmonia das Beiras e a Orquestra do Algarve.

O Governo aprovou, em novembro de 2023, a alteração ao estatuto das orquestras regionais e a definição de «condições para a atribuição de incentivos pelo Estado», através da DGArtes. O documento foi depois promulgado pelo Presidente da República, no final de dezembro.

Desta maneira, o estatuto de orquestra regional passou a poder ser atribuído apenas «por concurso ou por concurso limitado, de forma a tornar a obtenção do estatuto de orquestra regional mais exigente».

No ano passado, abriu um concurso limitado, com uma dotação global de 9,72 milhões de euros, para apoiar estas orquestras.

Cada orquestra receberá um apoio anual de 810 mil euros, totalizando 3,24 milhões de euros por orquestra ao longo de quatro anos (2025-2028).

Agência Lusa  - Julho 16, 2026

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA


 Um tanque | cartoon editorial da revista de Domingo do Correio Da Manhã Vasco Gargalo

20.7.26

NISA: O nosso passado não morreu!

 



JORNAL DE NISA – Memória(s): Não há festa como a nossa! (1998)

Era tempo de festa e o Jornal de Nisa associava-se a ela, com uma edição de 16 páginas, a primeira por sinal e com a capa totalmente a cores, além de muita informação, artigos sobre cultura, desporto, opinião e, claro, o destaque principal para a Feira Regional de Artesanato, Gastronomia e Actividades Económicas. Tratava-se do nº 13 do JN com edição no dia 29 de Julho de 1998.

Na página 2, um texto de Cruz Malpique "Fado tema... e teima em Portugal", artigo que iria "sobrar" para a edição seguinte. Imperativo legal, após seis meses de publicação, foi a inclusão do Estatuto Editorial. Na página 3, uma notícia saltava à vista: Bronca na Câmara de Nisa - Basso despromove Gabriela. Três notícias sobre a Etaproni: Recuperação de Instalações - Visita de sociólogo da Universidade de Salamanca e A Etaproni e o emprego, e a divulgação das festas populares de Falagueira e de Arez, estas sem celebrações religiosas, completavam esta página

A página 4 era dedicada à Opinião e Cultura, com texto de Anúplio Castelo Branco, "A tranca e o argueiro" criticando a falta de medidas de segurança e protecção rodoviárias. Neste local divulgámos as Exposições de António Maria Charrinho, na Biblioteca Municipal e a do Cameraman Metálico (António Melão) no edifício anexo à Pastelaria Jardim numa iniciativa da Inijovem, enquanto os Bombeiros Voluntários de Nisa promoviam o seu habitual (na altura) Convívio de Pesca Desportiva.

Notícias de Amieira, através da inexcedível colaboração de Jorge Pires, dava conta e alertava para a degradação da Praça Nun´Álvares, bem como do êxito da Grande Noite de Fados realizada na antiga escola e organizada pelo Clube de Pesca e Caça. Na mesma página 5, em Passos do Concelho, tratava-se de esgotos e sucatas, problemas locais que, geralmente, andam juntos.

A página 6 era preenchida com publicidade. A publicidade nos jornais (abro aqui um parêntesis) mesmo sendo indesejada e mal compreendida pelos leitores (nem todos, felizmente) representava, muitas vezes, a garantia e salvaguarda tanto de cada edição, como da manutenção de cada título. Ninguém pense que um jornal, por muito bom que seja, consegue "aguentar-se", ter dinheiro para pagar os custos de cada edição, materiais, jornalistas, impressão, expedição, etc., etc. apenas com o resultado das vendas de cada exemplar. Seria bom que assim fosse e explicaria quer o nosso desenvolvimento cultural, quer a apetência pela leitura que, como sabemos, deixa muito a desejar...

Avancemos. A Página da Saúde tentava sensibilizar para a Relação utentes /Centro de Saúde e noutro texto explicava "O que é ser Voluntário". As páginas centrais, 8 e 9, eram dedicadas à Feira Regional de Artesanato, Gastronomia e Actividades Económicas. Uma ideia nascida quando a Região de Turismo de S. Mamede dava os primeiros passos, seguida durante anos pela generalidade dos municípios norte-alentejanos e depois subvertida ao gosto de cada protagonista autárquico, dois deles, vizinhos a copiarem-se um ao outro sobre a "febre festivaleira", os "artistas" da estranja importados, alguns a peso de ouro, os "espectáculos das multidões" para os drones filmarem e a comunicação social da corte difundir, enquanto o artesanato e as gastronomia foram sendo esquecidas do menu inicial, relegados para um plano de "faz de conta".

Na página 11 a opinião de José Dinis Murta e de António Conixa e na página 15 a prioridade era dada ao Desporto. Noticiámos o Torneio de Futebol de 5 do GDR Alpalhoense. Participaram 16 equipas, sendo 10 de fora do concelho. Ainda em Alpalhão, o destaque para o Ciclo Cross ou BTT promovido pelo Grupo Ciclo Alpalhoense e que contou com inúmeros atletas de Alpalhão, Portalegre e Castelo Branco. Nesta secção, António Conixa assinava outro texto "A guerra pela taça". As páginas 10, 12 e 14 eram ocupadas com publicidade, a fazer jus às 16 páginas e à edição da capa a cores. Na última página do Jornal de Nisa, a rubrica "Do Alto do Talefe" brindava-nos com um texto bem humorado "À pedrada com um penico". O ti João Diogo, músico, era chamado para os Postais do Concelho como exemplo de persistência e de amor à música, a ser seguido pelas novas gerações.

AJA LISBOA: Apresentação do livro " A Galiza de José Afonso"


No dia 23 de julho, quinta-feira, às 19h, o Núcleo AJA Lisboa promove a apresentação do livro "A Galiza de José Afonso", com a presença do autor, Paulo Esperança.

Partindo da profunda ligação de José Afonso à Galiza, esta obra percorre os laços de amizade, solidariedade e resistência que uniram o cantor ao povo galego, mostrando como a sua música e o seu pensamento continuam vivos dos dois lados da fronteira. Mais do que recordar um músico, o livro convida-nos a revisitar o seu legado como um espaço de encontro entre culturas, de liberdade e de esperança.

A apresentação estará a cargo de Carlos Ribeiro e contará ainda com a participação musical de Pedro Branco.

Vem e traz outro amigo também!

 

SAÚDE: Gavião tem 10 novos dadores

Pela segunda vez na história da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP – levámos a efeito uma brigada no Gavião. E em 2027 vamos ter oportunidade de voltar a esta acolhedora vila, em conjunto com a Unidade Funcional de Imunohemoterapia da ULSAALE.

Esta colheita contou com a dinamização de um grupo de jovens e efetivou-se nas instalações do polidesportivo do Gavião. Para o local dirigiram-se 26 voluntários, entre eles uma dezena de mulheres.

Um dos pontos altos desta jornada centrou-se no facto de se terem estreado na doação 10 pessoas, o que indicia mais dádivas solidárias no futuro.

Como é do conhecimento geral, os voluntários são testados antes de avançarem. No Gavião foram armazenadas 25 unidades de sangue total, o que registamos.

A Câmara Municipal do Gavião apoiou a realização do almoço, servido depois das 13h00 e que reuniu os participantes.

Fronteira a 25 de julho

Podem-nos encontrar a 25 de julho no centro de saúde de Fronteira. Depois, a 22 de agosto, estaremos no centro cultural de Alpalhão, Nisa. Das 09h00 às 13h00, aproximadamente, são quando se concretizam as brigadas da ADBSP.

Venha daí e percorra: https://www.facebook.com/AssociacaoDadoresBenevolosSanguePortalegre/

JR







19.7.26

AREZ (Nisa): Festas de Arez 2026

 


NISA: Aulas de Danças na União de Freguesias


A União de Freguesias de Espírito Santo, Nossa Senhora da Graça e São Simão tem o prazer de anunciar o início das aulas de Danças de Salão e Danças Latino-Americanas, uma atividade pensada para todos aqueles que desejam aprender a dançar, melhorar a sua técnica ou simplesmente desfrutar de momentos de convívio e diversão.

As aulas serão orientadas pelos professores Sylvie e Hannes, que colocarão a sua vasta, reconhecida experiência e paixão pela dança ao serviço de todos os participantes. Ao longo das sessões será possível aprender e aperfeiçoar diversos estilos, como Salsa, Valsa, Cha Cha Cha, Rumba, entre muitos outros.

A sessão de apresentação terá lugar no próximo dia 31 de julho, às 18h30, na Sede da União de Freguesias, sendo que, posteriormente, as aulas decorrerão todas as sextas-feiras, no mesmo horário.

Juntos dinamizamos a nossa freguesia. Esperamos por si!


OPINIÃO: O preço da insinuação nas redes sociais

Não vale tudo nas redes sociais. Esta é a conclusão óbvia, e feliz, que se pode retirar da sentença do Tribunal Criminal de Lisboa, que condenou Pedro Frazão ao pagamento de uma multa e de uma indemnização por difamar José Manuel Pureza, atual coordenador do BE.

Recuemos a 2021. O atual vice-presidente do Chega partilhou, no Twitter (hoje, X), um vídeo de uma jovem que afirmava ter sido vítima de atos sexuais não consentidos por um indivíduo igado ao BE. A acompanhar esse vídeo, escreveu: "Já não há Pureza no Bloco de Asquereza? #MeToo". E, num comentário à própria publicação, perguntou: "Quem será o nojento de 62 anos?". A suspeita estava lançada. O algoritmo fez o resto.

José Manuel Pureza tinha, na altura, 62 anos e era vice-presidente do Parlamento. Pedro Frazão negou. Na primeira sessão de julgamento disse estar "perfeitamente inocente" e que não se lembrava se a publicação tinha sido da sua autoria ou feita por alguém que geria as redes sociais, embora também tenha afirmado que utiliza, em várias ocasiões, a palavra "pureza" e que a mesma é usada em homilias e atos litúrgicos: "Estava a falar da virtude humana da pureza. Eu tenho formação cristã", argumentou.

Não serão precisas explicações para entendermos o que se passou. Aquele post é apenas o exemplo de uma estratégia assente na confrontação permanente, procurando rentabilizar o alcance de mensagens através da discussão e da polarização. E é aqui que vale a pena ter em conta um pormenor. O tribunal valorizou o facto de a publicação de Pedro Frazão ter sido colocada numa rede social acessível a um público heterogéneo, não exigindo provas de que tivesse atingido um número concreto de utilizadores. Ou seja, não foi necessário demonstrar que a publicação foi viral, bastou que a mensagem tivesse sido divulgada numa rede social.

Ainda bem que os tribunais o lembram.

Manuel Molinos – Jornal de Notícias - 17 de julho, 2026

 

18.7.26

NISA: Ontem como Hoje, o Poder quer calar a nossa Voz! Cantaremos, ainda, com mais força e determinação!

 


18 Julho - Dia Internacional Nelson Mandela

 


Invictus

(Título Original: "Invictus")

Autor: William E Henley

Tradutor: André C S Masini

 

Do fundo desta noite que persiste

A me envolver em breu - eterno e espesso,

A qualquer deus - se algum acaso existe,

Por mi’alma insubjugável agradeço.

 

Nas garras do destino e seus estragos,

Sob os golpes que o acaso atira e acerta,

Nunca me lamentei - e ainda trago

Minha cabeça - embora em sangue - ereta.

 

Além deste oceano de lamúria,

Somente o Horror das trevas se divisa;

Porém o tempo, a consumir-se em fúria,

Não me amedronta, nem me martiriza.

 

Por ser estreita a senda - eu não declino,

Nem por pesada a mão que o mundo espalma;

Eu sou dono e senhor de meu destino;

Eu sou o comandante de minha alma.

 

NISA: Trabalhadores do Município em Greve nos dias 24 e 25 de Julho

 



MEMÓRIAS: Resta-me escrever o seu nome: “Jorge Gordo Miguéns”


 A morte. Sempre à espreita. Matreira, quase sempre a surpreender. Jamais a esperamos. Ainda que certa, parece-nos sempre distante e impotentes é-nos difícil aceitá-la.

Conheci o Jorge em Salavessa, já lá vão uns anos. Estive com ele na sua casa, ainda a mãe era viva. Fomos ver uns livros, ou coisa parecida. Entrámos e chamou a mãe. “Venha cá mãe - veja lá se conhece este primo!”. A mãe, Maria Gordo, prima em primeiro grau do meu avô, era uma dessas pessoas de sorriso doce e olhar terno. Apesar das agruras da vida, transmitia uma sensação de paz e tranquilidade. Ali mesmo me encheu os bolsos de pacotes de bolachas e rebuçados, os quais fui obrigado a aceitar. São estes quadros que me recordam a sua nobreza de carácter, pobre mas sempre disponível para dar.

O texto que se segue foi escrito pelo Jorge em 1999 e coincide com a sua saída de Salavessa para residir em Nisa.

Conta-nos parte do seu percurso. Uma vida de desencontros com a felicidade. A guerra colonial. A maldita guerra que tantos traumas originou na vida dos portugueses, tantos amores perdidos, desencontros, esperanças sem esperança. Depois da guerra, foi a morte prematura do pai, a morte da mãe e tantos outros percalços que sofreu. Eis a sua história, contada pelo próprio:

“Nasci numa casa humilde da Rua do Canto, em Salavessa, no dia 28 de Dezembro de 1951. Os meus pais eram trabalhadores rurais, nascidos e criados nesta terra, fazendo o mesmo que toda a gente fazia; durante a semana trabalhando do nascer ao pôr-do-sol, e nos domingos cultivavam umas pequenas hortas que nós possuíamos. Até aos sete anos, brinquei como todas as crianças da minha idade. Em 1958 entrei para a Escola Primária, tendo sido sempre um dos melhores alunos. (…) Fiz o exame da 4ª classe em 1962. Estes anos da minha infância foram os mais felizes da minha vida. Em 1963 fiz o exame de admissão ao Liceu e à Escola Industrial e Comercial de Castelo Branco, tendo ficado aprovado em ambos; como tinha um primo que estudava no liceu, optei pelo ensino liceal.

No 1º e no 2ºanos fui o melhor aluno da turma, tendo ficado no Quadro de Honra no 1ºano. Era o melhor aluno e ao mesmo tempo o mais mal vestido. É neste momento que começam as minhas primeiras interrogações sobre a sociedade e o mundo.

(…) Em 1968, no 5º ano – foi o deslumbramento. Era o namoro que começava, os bailes, as festas, o bilhar, o cinema e, para minha desgraça, a bebida e a política. (…) As noitadas sucediam-se. Eram os ventos que sopravam da Europa. O Maio de 68 irradiava em todas as direcções. O movimento hippie alastrava. Salazar caía. (…) Lia todos os dias o jornal “República”. As minhas “sebentas” eram a Seara Nova, o Tempo e o Modo, a revista Vértice e o Comércio do Funchal. O meu cérebro fervilhava de ideias. A tropa aproximava-se. Só pensava numa coisa – fugir!

Em 69, Marcelo permite as primeiras eleições “livres”. (…) Colocavam-se cartazes que a Polícia rasgava. (…) Nesse ano chumbei por faltas, no ano seguinte tirei Letras e em 71 fugi para Lisboa, onde trabalhei nas obras durante um mês. (…) Fui obrigado a regressar a casa. Estive vários meses praticamente sem fazer nada. (…) 4 de Janeiro de 72. Tropa. Tirei a recruta e a especialidade de escriturário. Neguei-me a fazer provas para cabo miliciano. Nada me importava. Continuava a pensar em desertar.

(…) Estive 10 dias preso por me ter ausentado sem licença. (…) Fui mobilizado para a Guiné. Quando cheguei à Guiné – “morri!”

Estava nas fileiras do inimigo. Como é que eu podia estar de arma na mão defendendo aquilo que mais detestava? Foram 20 meses duríssimos (…). Falar sobre o tempo que estive na guerra é doloroso e inútil. Só quem lá esteve pode saber o que se sente. (…) Chegou finalmente o 25 de Abril! Tinha 15 meses de Guiné. (…) Regressei finalmente a Portugal no dia 27 de Agosto de 1974. Durante esse tempo muita coisa tinha mudado. Pessoas que nunca abriam a boca, agora pareciam filósofos gregos. (…) Em 75 casou-se a rapariga que eu sempre tinha namorado. Apareceu um cancro ao meu pai, do qual viria a falecer em 76. Desde essa altura, e até entrar para a Câmara, a minha vida foi uma espécie de hibernação dolorosa. Trabalhava esporadicamente com os pedreiros, na apanha da azeitona e nas paragens da Celulose do Tejo. Em 82 fiz uma desintoxicação no Centro de Recuperação de Alcoólicos de Coimbra. Não resultou. A minha vida não tinha qualquer esperança. Em Maio de 84 entrei para a Câmara de Nisa, onde graças à boa camaradagem e ao bom relacionamento com o Presidente, consegui sobreviver até ao momento actual. Em 95 faleceu a minha mãe.

Estava “orgulhosamente” só. Abandonei definitivamente a bebida, desta vez sem qualquer tratamento.

A partir deste momento, encontrando a casa sempre vazia e fria, comecei a pensar em abandonar a Salavessa e fixar residência em Nisa.

Nada me prende à terra que me viu nascer. (…) Não tenho irmãos. Tenho um tio com 80 anos e três tias com 77, 80 e 82. Nos cafés onde raramente vou, ouço as mesmas conversas de há trinta anos; o único tema diferente é a reforma.

(…) As pessoas transpuseram as suas esperanças e economias para os seus descendentes – não vivem as suas vidas – vivem os sucessos dos filhos. É uma espécie de vingança ao passado de sacrifícios que fizeram na juventude. Eu compreendo perfeitamente as suas atitudes porque assisti à sua luta pela sobrevivência.

É um Outono perpétuo – sem esperança de Primavera!

(…) Dito isto – o que pode pensar e fazer um homem de 48 anos? Eu já não sou propriamente um jovem, mas ainda não sou suficientemente velho para viver neste Lar de 3ª idade (Salavessa). Dou-me bem com todas as pessoas, e sinto que sou estimado por toda a população, só que isto não é suficiente para manter o meu cérebro em funcionamento.

Parto. Sem saudade!

Resta-me escrever o meu nome: JORGE GORDO MIGUÉNS.”

 Jorge!

Eras realmente estimado por todos.

Restou-te escrever o teu nome! Não. Associaremos sempre ao teu nome à lembrança de um homem bom.

 * Luís Mário Correia Bento in Jornal de Nisa nº 213 - 23.08.2006

 

PÉ DA SERRA: Regularização de Sepulturas Abandonadas

 



17.7.26

CASTELO DE VIDE: Fundação Nossa Senhora da Esperança celebra o 163º aniversário na segunda-feira, dia 20 de Julho


A Fundação Nossa Senhora da Esperança celebra na próxima  segunda-feira, dia 20 de Julho, o seu 163º aniversário.

As comemorações decorrem no Convento de São Francisco, sede da Fundação Nossa Senhora da Esperança, e o programa começa pelas 15 horas com a celebração da missa na igreja de São Francisco.

Pelas 16 horas realiza-se o lançamento do jogo “Smart Touch – Tabuleiro Acessível”, um projeto desenvolvido pelos utentes e colaboradores da Fundação Nossa Senhora da Esperança, no âmbito do projeto “TODAGENTE – Arte e Educação Para Acessibilidade e Inclusão em Espaços Culturais”.

Concerto pelo grupo vocal "Ver pela Arte"

Segue-se o concerto do grupo vocal ”Ver pela Arte”, fundado em 2014 no âmbito do programa "Ver pela Arte", coordenado pelo Centro Nacional de Cultura (CNC), com o objetivo de promover o ensino da música a pessoas cegas ou com baixa visão nas escolas do país. O grupo tornou-se o primeiro e único projeto aprovado e financiado pelo Programa Cidadania Activa da Fundação Calouste Gulbenkian, em parceria com a ACAPO.

As cerimónias terminam cerca das 18:30 horas com um lanche ajantarado, seguindo-se o tradicional corte do bolo de aniversário assinalando os 163 anos da Fundação.

A Fundação Nossa Senhora da Esperança

Fundada em 1863 por João Diogo Juzarte Sequeira Sameiro e sua mulher, a Fundação Nossa Senhora da Esperança (FNSE) é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) de âmbito nacional e inspiração cristã constituída em Castelo de Vide em 1863 como Asilo de Cegos de Nossa Senhora da Esperança, a que se juntou em Novembro de 1987 o Asilo do Espírito Santo, dando origem à atual instituição.

Atualmente, a FNSE destaca-se pelo trabalho de excelência nas áreas de apoio à terceira idade e da tiflologia (o estudo e o apoio às pessoas cegas ou com baixa visão), gere duas estruturas residenciais para idosos (o Lar do Convento e o Lar João Gonçalves Palmeiro Novo), o Centro de Arte e Cultura FNSE e o Centro de Experiência Viva - Museu de Tiflologia, um espaço dedicado à acessibilidade e à inclusão.

Cuidados domiciliários e inclusão em espaços culturais

A Fundação tem em curso dois importantes projetos: o “Cuidar com Sentido + Esperança no Domicílio”, no âmbito do programa Gulbenkian Home Care 2.0, que proporciona cuidados domiciliários integrados, e o projeto “TODAGENTE – Arte e Educação Para Acessibilidade e Inclusão em Espaços Culturais a partir do Museu de Tiflologia de Castelo de Vide” que tem a duração de 3 anos (até final de 2028) e é financiado pelo Programa Regional Alentejo 2030, no âmbito da tipologia Inclusão Pela Cultura.

Unidade de Dia e Promoção da Autonomia

Em avançado estado de construção está também uma Unidade de Dia e Promoção da Autonomia (UDPA), uma resposta social e de saúde integrada, alinhada com a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) destinada a apoiar pessoas com dependência funcional leve a moderada e com doenças crónicas na região do Alto Alentejo.

 

TEXTOS DE INTERVENÇÃO: Lágrimas de Crocodolo(s) - I

 

Durante muitos anos fui escrevendo em diversos jornais de âmbito local e regional. Textos sobre problemas locais, críticos, uns, alertas e sugestões, noutros, palavras e intenções que formataram a minha forma de intervir como cidadão  que procurou sempre que o poder local fosse o fiel depositário e representante das aspirações mais sentidas pela população. Para isso, são os  eleitos do povo, os órgãos locais de maior proximidade e conhecimento dos problemas.  Por aqui vou deixando alguns exemplos dessas intervenções. E nunca esquecer: o poder local reside nos cidadãos e não nos detentores dos órgãos locais. 




16.7.26

FOTOGRAFIA: Concurso “Secreta Vida das Palavras”


Secreta Vida das Palavras é um concurso de fotografia que convida à transversalidade entre linguagens: a imagem, o texto e a música. Nesta sexta edição, o concurso dedica-se à exploração visual de dois pilares fundamentais da liberdade contemporânea: as migrações e a identidade de género.

Procuramos propostas que documentem, de forma explícita ou simbólica, a experiência humana de quem atravessa fronteiras — sejam elas os limites geográficos entre nações ou as fronteiras sociais e normativas do corpo.

As nove fotografias melhor classificadas, são posteriormente entregues a três escritores, como ponto de partida para a criação de poemas ou textos originais.

Os textos daqui resultantes passam para as mãos e sensibilidade dos três compositores, que vão criar nove temas a apresentar num espectáculo multimédia no dia 21 de novembro, no Auditório Municipal Ruy de Carvalho, em Carnaxide, Oeiras.

Aos fotógrafos mais votados serão atribuídos vales-oferta, nos seguintes valores: 1.º prémio – 500€; 2.º prémio – 300€; 3.º prémio – 200€; Prémio do Público – 100€.

Submeta a suas fotografias!

Em formato: JPG ou JPEG.

Largura mínima: 3000 pixeis

Resolução mínima de 300 dpi

Tamanho do ficheiro: Máximo de 30 MB

Proporção: 3:2 ou 2:3 e 4:3 ou 3:4

As fotografias podem ser a cores ou a preto e branco. São aceites, no máximo, três fotografias por autor. A inscrição no concurso não tem qualquer custo.

Saiba mais em mapoeiras.com

OPINIÃO: Inquietações nacionais


As fases da lua não são sempre iguais, nem as do Governo. A destas últimas semanas é claramente minguante. Adormecida a grande crise na área da saúde - a ministra Ana Paula Martins resistiu -, adormecida porque o SNS é uma inquietação constante, Montenegro debate-se agora com a grande crise dos exames.

O primeiro-ministro mantém a confiança em Fernando Alexandre, mas os portugueses já a perderam em relação ao processo de digitalização de provas, apesar de o erro não estar, obviamente, no digital.

O que começou por empancar por um alegado problema técnico escalou para um campo minado que espelha quão impreparada estava a tutela para uma mudança que, não sendo urgente, quis levar teimosamente a cabo, apesar de o teste-piloto com a prova de Filosofia já ter exposto debilidades. A mudança de quatro dias no calendário é o menor dos problemas do ministro da Educação.

Quando, e se, amanhã, os resultados dos exames forem afixados nas escolas, começa uma nova fase que se perspetiva turbulenta: garantir que todos os alunos acedem à sua prova e que há capacidade instalada de revisores para reavaliar os exames. Exlcuem-se do raciocínio eventuais falhas na entrega dos malfadados items, prováveis, diria, uma vez que a ligação de um exame a um aluno vai ter de ser feita numa plataforma, manualmente, pelos estabelecimentos de ensino. Montenegro falou da "resistência" de alguns professores à mudança, mas as palavras não ajudam a serenar os ânimos nas escolas, nem nas famílias.

A digitalização é inevitável, mas a centralização mal acautelada de todo este processo revela quão frágil ele se tornou. A imagem daqueles milhares de exames no chão de um megaarmazém, em Lisboa, protegido pela polícia, é só por si causadora não de "alguma inquietação", mas de bastante inquietação, para os alunos e para as suas famílias.

·         Joana Almeida Silva – Jornal de Notícias - 16 de julho, 2026

IMMAGEM - A processar | cartoon editorial da SÁBADO – Vasco Gargalo

PATRIMÓNIO: Exposição no Freixo recupera imagens dos monumentos megalíticos de Redondo


O espaço exterior da Casa do Povo do Freixo, no concelho de Redondo, recebe, entre 17 e 26 de julho, a exposição de fotografia “Antas Agora, Antas Outrora”, dedicada aos sepulcros megalíticos existentes no território.

A mostra reúne imagens registadas por Georg e Vera Leisner durante a década de 1940, centrando-se nos monumentos megalíticos do concelho de Redondo e, em particular, nas antas localizadas na envolvente da freguesia do Freixo.

Fotografias documentam património megalítico

A exposição procura dar a conhecer o trabalho desenvolvido pelo casal de arqueólogos alemães Georg e Vera Leisner, que documentou vários monumentos megalíticos da Península Ibérica ao longo do século XX.

As fotografias permitem observar o estado dos sepulcros megalíticos há cerca de oito décadas e estabelecer uma relação com a realidade atual dos monumentos, cruzando memória, arqueologia e património local.

Entrada livre até 26 de julho

“Antas Agora, Antas Outrora” estará patente no espaço exterior da Casa do Povo do Freixo até 26 de julho.

A visita é de entrada livre.

 in www.sapo.pt