📍Centro Interpretativo do Mundo Rural
17.6.26
Marvão recebe meia-final regional das Novas 7 Maravilhas de Portugal
Em pleno Largo de Santa Maria, esta grande produção televisiva vai ter a fachada do Castelo como pano de fundo, monumento que concorre para ser uma das maravilhas do país, na categoria Castelos.
No programa vão participar 21 patrimónios a concurso nesta fase, três por cada uma das sete categorias. Os dois patrimónios mais votados, em cada uma das categorias, seguem para a final regional.
Marvão, a sua gastronomia, o seu património, eventos,
produtos endógenos e as suas gentes vão estar em destaque, ao longo das quatro
horas de emissão, que vão contar ainda com diversos momentos musicais, de
artistas de renome nacional.
Adega de Borba participa na primeira edição do “Alentejo à Grande”, em Lisboa
A Adega de Borba vai participar na primeira edição do
“Alentejo à Grande”, iniciativa promovida pelos Vinhos do Alentejo que decorre
no domingo, 21 de junho, entre as 12h00 e as 20h00, na Praça Beato, no Beato
Innovation District, em Lisboa.
Criado para celebrar
os vinhos do Alentejo em grandes formatos, com capacidades que começam nos 1,5
litros e podem ir até aos 12 litros, o evento reúne cerca de 20 produtores da
região numa iniciativa que pretende afirmar o Alentejo como a primeira região vitivinícola
portuguesa a dedicar um evento às grandes garrafas.
Com curadoria de
Edgardo Pacheco, reconhecido jornalista e crítico de vinhos, o “Alentejo à
Grande” propõe um ambiente descontraído, de convívio e descoberta, pensado para
aproximar produtores, restaurantes e apreciadores de vinho. Ao longo do dia, o
programa integra provas comentadas e momentos de conversa e partilha com
produtores, especialistas e convidados ligados ao universo vínico e
gastronómico.
A iniciativa valoriza
as garrafas Magnum e os formatos superiores enquanto expressão de celebração,
partilha e longevidade, destacando a crescente procura destes formatos por
consumidores, profissionais do setor e restauração. Na Praça Beato, o público
terá oportunidade de conhecer diferentes interpretações do Alentejo vínico, num
contexto informal que alia prova, gastronomia e contacto direto com quem
produz.
No evento, a Adega de
Borba dará a provar três referências em grandes formatos: Adega de Borba
Reserva Tinto 2022, em garrafa de 5L, Adega de Borba Premium Rosé 2024, em
Magnum de 1,5L, e Senses Viognier 2024, também em Magnum de 1,5L.
A presença da Adega
de Borba no “Alentejo à Grande” reforça a ligação da marca à promoção da região
e à valorização do Terroir de Borba. Fundada em 1955, a Adega de Borba é uma
referência incontornável na cultura vitivinícola alentejana, com uma história
marcada pela força cooperativa, pela qualidade dos seus vinhos e pelo
contributo para o desenvolvimento económico e social do território.
A participação neste
evento surge também num momento de afirmação da Adega de Borba junto de novos
públicos, levando a Lisboa a identidade de uma marca que alia tradição, saber
técnico e inovação, com raízes profundas numa das sub-regiões mais emblemáticas
do Alentejo.
A entrada no
“Alentejo à Grande” é gratuita. O bilhete de prova tem o valor de 10 euros por
pessoa e dá acesso a um copo oficial e à prova de cinco vinhos. O vinho a copo
estará disponível por 4 euros.
O programa inclui
ainda, às 17h30, uma conversa-debate gratuita, com inscrição no local, moderada
por Edgardo Pacheco.
AZARUJA (Évora): Sumpósio Internacional " Museus Comunitários e Desenvolvimento (G)Local
Concerto - Requiem de Filipe de Magalhães (1571-1652), um
dos maiores compositores da Escola de Música da Sé de Évora.
"Nascido em 1571 em Azeitão, Filipe de Magalhães foi
aluno de Manuel Mendes no Colégio dos Moços de Coro em Évora, onde foi
contemporâneo de Duarte Lobo e Manuel Cardoso, todos eles compositores da
chamada Escola de Música da Sé de Évora. Em 1589 substituiu o seu professor
como mestre da claustra da Sé, tendo tido um importante papel como formador da
geração seguinte de compositores eborenses, nomeadamente de Estêvão de Brito e
Estevão Lopes Morago. Em Lisboa, para onde se mudou posteriormente, foi mestre
da Capela Real durante 40 anos.
A Missa pro Defunctis a seis vozes faz parte do
LiberMissarum, ou livro de missas, impresso em 1636. Este livro reúne grande
parte da obra sobrevivente de Magalhães, já que grande parte da sua música terá
desaparecido com o terramoto de 1755. Sobreviveu também um livro seu de
cantochão, Cantus Ecclesiasticus, do qual foi retirado o Tractus Absolve
Domine, que interpretaremos neste concerto. O conhecimento e apreciação do
compositor pela simplicidade e beleza do cantochão refletem-se nas
características da sua escrita polifónica, baseada em longas melodias que
parecem pairar permanentemente sobre o espaço da igreja, elevando todos os que
as ouvem e convidando-os à contemplação.
Complementamos a apresentação da missa com algumas obras
suas contemporâneas. De entre estas, destacamos a Sequentia Dies Irae, da
autoria de Duarte Lobo, parte da sua própria Missa Pro Defunctis a seis vozes
publicada em 1639. Lobo adopta um estilo de escrita transparente, com a textura
reduzida a quatro vozes e uma escrita homofónica que evidencia o texto e
permite ao ouvinte meditar claramente no seu fim último. É ainda de realçar o
facto de ser este um dos únicos exemplos de tratamento polifónico deste texto
em todo o repertório conhecido do stile antico, sendo o seu dramatismo, com a sua descrição do
juízo final, muito mais apreciado pela sensibilidade dos autores Clássicos e
Românticos.
Incluímos ainda o Libera me, responsório a quatro vezes para
a absolvição do defunto sobre o túmulo da autoria de Manuel Cardoso e que faz
também parte do primeiro livro de missas. É com este responsório que
terminaremos o programa, pedindo a libertação da morte eterna no dia do juízo
final."
Grande obrigada ao nosso Cónego Eduardo Silva e à
Arquidiocese de Évora pela cedência da Igreja Paroquial.
15.6.26
SAÚDE: 𝗔𝘃𝗶𝘀𝗼 𝗔𝗺𝗮𝗿𝗲𝗹𝗼 – 𝗧𝗲𝗺𝗽𝗼 𝗤𝘂𝗲𝗻𝘁𝗲⚠🌡
De acordo com as previsões meteorológicas para os próximos dias, o Distrito de Portalegre encontra-se sob Aviso Amarelo devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima.
O Aviso Amarelo estará em vigor entre as 09h00 de dia 11 de
junho às 09h00 de dia 13 de junho.
Face a estas previsões, aconselhamos que se proteja e siga
as recomendações das Autoridades de Saúde
CASTELO DE VIDE: 𝐕𝐈 𝐌𝐞𝐞𝐭𝐢𝐧𝐠 𝐃𝐢𝐚 𝐍𝐚𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥 𝐝𝐨 𝐃𝐚𝐫𝐝𝐨
Uma prova que conta com a participação especial de Leandro
Ramos, atleta do SL Benfica, e que é presença habitual nesta competição em
Castelo de Vide.
O Meeting, organizado pela Associação Desportiva de Castelo
de Vide e que conta com o apoio do Município, é aberto a vários escalões desde
Benjamins a Seniores.
ℹ As inscrições estão abertas até 17 de junho:
https://fpacompeticoes.pt/6210/inscrever
OPINIÃO: Bajule um pouco mais
O Mundial ainda não tinha começado e já havia problemas,
apesar das garantias dadas pelo todo-poderoso Infantino de que tudo seria
pacífico à entrada nos EUA. Há adeptos da R.D. Congo com bilhete comprado que
ficaram em terra; um jogador iraquiano horas a ser interrogado no aeroporto; o
árbitro da Somália Omar Artan detido e recambiado para casa, apesar de ter sido
escolhido pela FIFA. Há ainda jornalistas do Médio Oriente e África que não
foram autorizados deslocar-se aos EUA.
É o início atribulado, mas nada surpreendente, de uma
competição que se quer inclusiva, com gente de todo o Mundo, num Estado em que
o presidente afirma que os somalis deviam voltar para casa e diz que há países
indesejados. Esta proximidade entre FIFA e EUA compromete o organismo que
regula o futebol e associa-o a tudo o que vai correr mal, ainda que agora
Infantino já esteja a sacudir água do capote, enquanto explica que estas
decisões são exclusivas do país anfitrião (que por acaso é liderado pelo seu
amigo do peito).
Não será fácil manchar ainda mais a imagem da FIFA. Falta
apenas saber como vai ser feito o spin, para dizer que tudo correu bem, até
quando os agentes do ICE começarem a deter adeptos. Talvez mais uma bajulice
ajude a amenizar tudo.
Luís Pedro Carvalho – Jornal de Notícias - 12 de junho, 2026
TRADIÇÕES: 3.º Festival “Vozes da Tradição” voltou a celebrar a música popular e tradicional na Freguesia da Lardosa
14.6.26
Fátima Reis apresenta exposição “Laranja e Azul” em Monsaraz
Nesta mostra, Fátima Reis apresenta um conjunto de 20 obras em gravura e desenho que exploram a relação entre cor, espaço, luz e arquitetura. Através de uma linguagem visual assente em linhas, estruturas geométricas e subtis variações cromáticas, a artista constrói composições que convidam à contemplação e à experiência sensorial do espaço.
O título da exposição evoca o diálogo entre duas cores centrais na investigação artística desenvolvida por Fátima Reis: o laranja, associado à luz, ao fogo e à transformação, e o azul, ligado à profundidade, ao silêncio e à atmosfera. Entre ambas emerge o branco, entendido como espaço de revelação e luminosidade. As obras estabelecem uma relação direta com a arquitetura da Igreja de Santiago, onde a simplicidade das formas e a incidência da luz reforçam a dimensão meditativa do percurso expositivo.
Fátima Reis explica que “o trabalho de gravura que desenvolvo tem permitido uma grande experimentação da cor. Tenho também interesse em usar o desenho como forma de expressão e base do processo de execução. As manchas de tinta deixadas pela gravura, em linhas gravadas da chapa para o papel e sobrepostas por outras que lhe são perpendiculares, fazem vibrações variadas e uso-as para criar múltiplas cores e cambiantes que vou ligando até criar painéis multicoloridos únicos”.
Natural de Lisboa, Fátima Reis estudou desenho e pintura no Ar.Co., onde concluiu o Projeto Individual em 2017. O seu percurso inclui participações em exposições e prémios nacionais e internacionais, destacando-se a Biennale de la Jeune Création Européenne 2019-21, a XXI Bienal Internacional de Arte de Cerveira, o Prémio Arte Jovem Fundação Millennium BCP em 2019 e o Prémio Amadeo de Souza-Cardoso em 2020.
AVIS: 𝗠𝘂𝗻𝗶𝗰í𝗽𝗶𝗼 𝗽𝗿𝗼𝗺𝗼𝘃𝗲 𝗰𝗼𝗻𝗰𝘂𝗿𝘀𝗼 𝗱𝗲 𝗳𝗼𝘁𝗼𝗴𝗿𝗮𝗳𝗶𝗮 “𝗨𝗺 𝗜𝗻𝘀𝘁𝗮𝗻𝘁𝗲 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗣𝗿𝗲𝘀𝗲𝗿𝘃𝗮𝗿”
Esta iniciativa pretende premiar a captura de imagens,
usando a fotografia como registo que conserva paisagens, espécies e gestos
humanos. Cada fotografia funciona como uma cápsula do tempo, guardando
paisagens naturais, espécies vivas e gestos humanos que revelam a nossa relação
com a natureza — seja de cuidado, transformação ou coexistência. Pretende-se
valorizar o olhar atento sobre o que merece ser protegido, celebrando a
diversidade ambiental e despertando a consciência para a importância da
preservação do património natural.
Cada participante pode enviar o máximo de 3 imagens
originais, da sua autoria, a cores ou preto e branco, relativas a qualquer
local (as que forem captadas no Concelho de Avis têm uma majoração), que devem
ser enviadas por e-mail para concurso@cm-avis.pt, em formato JPG com o máximo
de 10Mb. Cada participante deverá enviar no e~-mail de submissão das imagens o
seu nome completo, idade, morada, correio eletrónico e número de telefone. A
cada imagem deverá ser atribuído um título, à qual deverá corresponder uma
memória descritiva enviada em anexo. Deverá ainda ser identificado o local onde
a mesma foi obtida.
O júri irá escolher os 3 melhores trabalhos, que se
destaquem pela originalidade, qualidade das imagens e enquadramento do tema,
sendo atribuídos aos 3 primeiros classificados vales de comprar no comércio
local (150€, 100€ e 50€).
De 28 de julho a 28 de agosto de 2026 os trabalhos apresentados
a concurso irão entregar uma exposição patente na Biblioteca Municipal José
Saramago.
Para mais informações consulte as normas de participação em:
https://cm-avis.pt/municipio-de-avis-promove-concurso-de..
CASTELO DE VIDE: 𝐈𝐗 𝐄𝐧𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝐏𝐚𝐬𝐭𝐞𝐥𝐞𝐢𝐫𝐚𝐬 𝐞 𝐁𝐢𝐜𝐢𝐜𝐥𝐞𝐭𝐚𝐬 𝐀𝐧𝐭𝐢𝐠𝐚𝐬
A 9.ª edição está marcada para 21 de junho, domingo, com o
ponto de encontro a acontecer na Praça D. Pedro V pelas 09h00.
A organização é da Sociedade 1.º Dezembro, da Oficina de
Motorizadas Manuel Maroco Machado e do Djony e conta com o apoio do Município e
das Juntas de Freguesia de Santa Maria da Devesa, São João Baptista e Santiago
Maior.
12.6.26
ALTER DO CHÃO: Festival Descentralizado de Artes do Concelho
No próximo sábado, dia 13 de junho, a partir das 18h30, não perca a apresentação de A Caravana, um projeto EZ que desconstrói a ideia de casa e a transforma numa aventura itinerante.
O público é convidado a entrar e a explorar o quarto, a sala, a sala de
jantar e até o WC desta habitação sobre rodas, que percorrerá as ruas de
Cunheira, proporcionando uma experiência artística única e surpreendente.
O programa inclui ainda um concerto ao ar livre de Mosquito Virtual,
que convida o público a explorar uma diversidade de influências e paisagens
culturais, assentes numa identidade musical marcada pela fusão de funk, rock e
jazz.
Venha descobrir esta viagem pelas artes de rua e deixe-se levar pela
imaginação!
PRAÇA DA LIBERDADE: Uma enorme barraca(da)!
É um período de enorme azáfama nas escolas, em que são
conhecidos os resultados das aprendizagens, motivando emoções contrastantes - a
alegria dos que cumpriram os objetivos definidos e a tristeza dos que não os
concretizaram.
Desejosos de sol e mar na costa portuguesa, os alunos e as
comunidades educativas estão perplexos perante as revelações sobre o espaço
público nas praias. A hesitação do Ministério do Ambiente, veio lançar a dúvida
sobre um cenário que tínhamos como seguro, revelando o abuso de direito por
parte de alguns concessionários que têm ocupado o areal como se fossem
"donos daquilo tudo".
Este apoderamento de espaço, devido ao desconhecimento da
legislação pela generalidade da população, choca com os valores transmitidos em
sala de aula. Afinal, a escola ensina os futuros cidadãos a defender os seus
direitos com assertividade e a exigir esclarecimentos a quem de direito -
competências fulcrais para a convivência sã numa sociedade que quer elevar a
bandeira da democracia.
A conflitualidade está agora latente. Os esclarecimentos
veiculados não agradaram aos concessionários, que tentam perpetuar o status quo
ao escudarem-se nos "usos e costumes" e no argumento de que
"sempre foi assim" para evitarem as mudanças. Não são válidas as
desculpas comezinhas e ridículas que só servem para acicatar os ânimos de quem,
durante anos, foi induzido em erro por placas informativas (?), que arrumavam
os veraneantes portadores de um chapéu de sol para um dos cantos do areal. E,
já agora: onde colocamos o corta-vento?
A ausência de uma clarificação legislativa gera tensão. O
mal-estar poderá comprometer as férias dos veraneantes e profissionais da
Educação que, após um ano de trabalho intenso, almejam o justo repouso
regenerador.
No Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas
urge definir meios efetivos para abolir o "chico-espertismo" daqueles
que se julgam acima da lei e que iludem em benefício próprio.
Não podemos nem devemos prolongar este impasse sob a pena de literalmente se "armar barraca".
Filinto Lima - Presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas - 10 de junho, 2026
“30 Anos de Cultura em Rede: Ponte de Sor e o Festival Sete Sóis Sete Luas”
Três décadas depois do início desta colaboração, o balanço é feito com emoção e reconhecimento. Ao longo dos anos, esta parceria permitiu a criação de inúmeros projetos artísticos, residências, espetáculos e encontros entre artistas de diferentes países, sempre com o envolvimento ativo da comunidade local. O Festival e o Município de Ponte de Sor deixam um agradecimento muito especial a todos os artistas do concelho que parteciparam internacionalmente, às equipas técnicas, às freguesias e a todos os parceiros locais que, com dedicação e profissionalismo, tornaram possível este percurso cultural tão rico e consistente.
As comemorações arrancam oficialmente no dia 20 de junho,
com um programa pensado para marcar de forma simbólica esta data tão
significativa. A tarde será dedicada à memória e ao reconhecimento da parceria,
com um momento evocativo que contará com testemunhos e intervenções oficiais.
Segue-se a inauguração da exposição “Primavera su carta”, da artista italiana
Daria Palotti, uma mostra de aguarelas que convida o público a mergulhar num universo
delicado e poético onde a água, a cor e a imaginação se fundem numa linguagem
visual muito própria. O dia termina em ambiente festivo com um beberete
comemorativo e, já ao início da noite, com o espetáculo de circo “Somos”, da
companhia espanhola CIRCUSPUNTO TEATRO, que promete transformar o espaço cénico
num lugar de confiança, movimento e beleza partilhada entre artistas e público.
A exposição permanecerá patente no Centro de Artes e Cultura
de Ponte de Sor até 5 de setembro, reforçando a ideia de um verão cultural
longo, vivo e aberto à comunidade.
Ao longo dos meses de verão, a programação estende-se por
várias localidades do concelho, afirmando a vocação descentralizadora do
Festival e a ligação profunda ao território. A música assume um papel central,
com concertos de grande diversidade estética e geográfica, desde a música
popular italiana de AMBROGIO SPARAGNA, no final de junho, até às criações
musicais originais que reúnem artistas de vários países da rede Sete Sóis.
Em julho, destaca-se a apresentação da orquestra MED 7LUAS26
ORKESTRA, uma criação original do Festival que junta músicos do Mediterrâneo
sob direção artística de João Barradas, afirmando o espírito de encontro e
experimentação que caracteriza este projeto internacional.
O mês de agosto será marcado pelo talento jovem com o projeto JEUNESSE IX DAS CIDADES 7SÓIS, que percorre várias freguesias do concelho, dando palco a novos músicos e criadores provenientes de diferentes culturas musicais do espaço Sete Sóis Sete Luas. Trata-se de uma aposta clara na formação, na criação e na renovação artística, sempre em diálogo com mestres de referência internacional.
Já no final de agosto, o circo contemporâneo regressa com a
companhia francesa LES P’TITS BRAS e o espetáculo “La Panne”, enquanto setembro
traz um dos momentos mais aguardados das celebrações com propostas que cruzam
flamenco, circo e criação internacional. Entre elas, destaca-se o BARCELONA
FLAMENCO BALLET com “Romeo Y Julieta”, e a companhia andaluza LA BANDA DE OTRO
com o espetáculo “RODEO”, ambos inseridos nas comemorações do aniversário do
Centro de Artes e Cultura.
O encerramento musical ficará a cargo de mais um projeto
LUSO 7SÓIS-26 e do concerto final de FIORENZA CALOGERO, que encerrará
simbolicamente este ciclo festivo.
Mais do que uma programação cultural, esta edição
comemorativa afirma-se como uma celebração da amizade entre povos, da criação
artística em rede e do papel fundamental da cultura na construção de pontes
duradouras entre comunidades.
O Festival Sete Sóis Sete Luas e a cidade de Ponte de Sor
renovam assim um compromisso que, ao longo de 30 anos, tem transformado
encontros em memórias e projetos em património cultural vivo.
11.6.26
VILA FRANCA DE XIRA: Museu do Neo-Realismo assinala centenário de Júlio Pomar com nova exposição
Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira
Adicionar a calendário
O Museu do Neo-Realismo (MNR), inaugura no próximo 9 de junho a exposição “Júlio Pomar e o Museu do Neo-Realismo”, uma mostra evocativa que assinala o centenário do nascimento de Júlio Pomar (1926–2026) e evidencia a relação de proximidade entre um dos nomes maiores da arte portuguesa do século XX e aquele Museu.
Patente no piso 0 do MNR, espaço da livraria, a exposição, com curadoria de David Santos, reúne obras e documentos que testemunham a ligação de Júlio Pomar ao Museu, bem como o seu contributo para o crescimento das coleções da instituição.
Segundo o curador, “para lá da figura maior e incontornável
do neorrealismo artístico em Portugal, Júlio Pomar foi sempre um amigo do Museu
do Neo-Realismo, estimando o seu programa e atividade regular, desde os
primeiros passos da sua afirmação institucional”. David Santos sublinha ainda
que o artista legou ao Museu “obras de relevo, entre desenhos, gravuras e
alguns documentos”, hoje parte integrante do património do MNR.
Com entrada livre, a exposição poderá ser visitada até 25 de
outubro’ 26.
Contactos
Museu do Neo-Realismo
Rua Alves Redol, 45 | 2600-099 Vila Franca de Xira
Telefone: 263 285 626
E-mail: neorealismo@cm-vfxira.pt
Website: www.museudoneorealismo.pt
CUNHEIRA (Alter do Chão): Comemorações do 50º Aniversário do GROC.
Exposição em Reguengos de Monsaraz mostra o Alentejo através de fotografias reinterpretadas digitalmente
A exposição “Alentejo – Light, Land & Legacy”, de Alexandra Adams, vai estar patente de 10 de junho a 31 de julho, no Auditório António Marcelino da Biblioteca Municipal de Reguengos de Monsaraz. A mostra apresenta 15 fotografias originais reimaginadas como arte abstrata e pode ser visitada de segunda-feira a sábado, entre as 10h e as 12h30 e das 14h às 17h30.
Alexandra Adams refere que a metodologia e o processo
artístico de cada obra “iniciam-se com uma fotografia original captada por mim
no Alentejo, documentando paisagens autênticas, património, cultura, tradições,
natureza e momentos da região”. A autora explica que “as imagens passam depois
por um processo criativo de reinterpretação artística digital, em que
composição, cor, textura, luz e movimento são cuidadosamente desenvolvidos para
transformar a fotografia original em arte abstrata contemporânea, preservando a
essência emocional e a identidade do lugar. As obras finais são criadas
profissionalmente com impressões premium em tela, utilizando tecnologia de
impressão e materiais de elevada qualidade, e cada peça é produzida por
encomenda”.
Os trabalhos em exposição estão divididos por cinco temas,
nomeadamente “Terra e Alqueva”, “Monsaraz, Reguengos e Património”, “O Homem, o
Toiro e o Património”, “Vinho, Mesa e Tradição” e “Cidade, Pedra e Silêncio”.
Alexandra Adams vive há dois anos no Alentejo, pois, segundo refere, “encontrei
aqui espaço, tranquilidade e luz, e descobri uma terra que oferece tudo em
abundância. Viver aqui permitiu-me ouvir verdadeiramente a terra, a sua
história e as histórias silenciosas que cada pedra, árvore e aldeia carregam consigo”.
UGT /PORTALEGRE: Faleceu Alcino Silva, presidente do Conselho Geral
A UGT Portalegre
recebeu com profunda consternação, e manifesta o mais profundo sentimento de
pesar, a informação do falecimento, prematuro, do seu Presidente do Conselho
Geral, Professor Alcino Silva.
Um dos fundadores da União da UGT em Portalegre, a 17 de
Abril de 2010, já anteriormente tinha feito parte dos órgãos da, então,
Delegação distrital da UGT, onde foi eleito Vice-presidente da Mesa do
Plenário. Actual Coordenador do SDP/Sul Portalegre, afecto à FNE – Federação
Nacional de Educação, o Professor Alcino Silva foi um Presidente do Conselho
Geral da UGT Portalegre sempre muito próximo da gestão da organização e leal,
acompanhando de perto os planos previstos, mas também sem nunca abdicar da
fidelidade aos seus princípios. A sua dedicação teve como resultado trabalhar
durante o período de gestão de três Secretários-gerais da UGT nacional.
Esta é uma
manifestação de pesar, garantidamente unânime, por parte de todos os membros
dos actuais orgãos sociais da UGT Portalegre. Neste momento de dor, a UGT
Portalegre solidariza-se com a sua esposa, filhos e restante família, a quem
apresenta as mais sentidas condolências, e agradece todo o trabalho e dedicação
prestados a esta organização ao longo destes anos.
P’lo Secretariado da UGT Portalegre,
Marco Oliveira
SAÚDE: Santo António das Areias recebe colheita de sangue
O número de unidades de sangue angariadas em Santo António das Areias foram iguais às presenças, pois todos estavam em condições para se sentarem nas cadeiras da dádiva.
A Câmara Municipal de Marvão apoiou a realização do almoço
de confraternização, servido ao início da tarde.
Nisa e Monforte
As próximas colheitas da ADBSP estão previstas para: Nisa, no centro de saúde, a 13 de junho. Já a 27 de junho temos encontro marcado no quartel dos bombeiros de Monforte. Sábados da parte da manhã.
Todos os pormenores em:
https://www.facebook.com/AssociacaoDadoresBenevolosSanguePortalegre/
JR
10.6.26
PORTALEGRE: Junho em Cena – “Jantar dos Idiotas”
Jantar dos Idiotas da Yellow Star Company
Junho em Cena – Mostra de Artes Performativas
Teatro | CAEP - GA | 25€ Plateia / 20€ Balcão | M/12 anos
Venda exclusiva na Bilheteira OnLine (BOL)
Pedro Boto, um editor de sucesso, tem por hábito organizar,
com um grupo de amigos, o que denominam “Jantares de Idiotas”. O organizador do
jantar convida, para além do seu grupo de amigos, um Idiota, sem que ele saiba
que está a ser convidado, por ser um verdadeiro Idiota. Durante o jantar todos
fazem “gato sapato” da inocente vítima. É cruel? Sim. É divertido? Bastante!
Pelo menos este grupo de amigos diverte-se muito… com o Idiota de serviço.
Mas será que chega a haver o tal Jantar?
O Idiota, como será ele?
A mulher do editor, que pensa deste Jantar? E a amante? E o
que fará um amigo enganado em casa do editor? E um rígido inspetor das finanças
sem ter jantado?
Quer saber? Sabe o que fazer, não seja Idiota e venha ver
este “Jantar de Idiotas”!!!!
P.S.
Pelo sim pelo não, jante antes deste Jantar!
Ficha Artística:
Uma Produção Yellow Star Company
Encenação: Paulo Sousa Costa
Texto: Francis Veber
Tradução e Adaptação: João Didelet
Assistência de Encenação: Diogo de Carvalho e Luís Pacheco
Elenco: Ângelo Rodrigues, Daniel Cerca Santos, Inês
Gutierrez, João Didelet, Luís Pacheco, Rui Porto Nunes e Sara Cecília
Cenografia e Figurinos: Fred Klaus
Construção de Cenografia: Catarina Sousa, Rui Batista, Bruno
Bogarim e José Teles
Construção de Figurinos: Mafalda Estácio
Produção: Carlota González
DESPORTO: O tempo das ditaduras no futebol mundial
• O visto do jogador suíço Embolo foi colocado em análise e
só conseguiu juntar-se à sua equipa dias depois.
• O jogador da seleção iraquiana, Aymen Hussein, foi detido
para interrogatório durante quase 7 horas, quando entrava nos Estados Unidos.
• A seleção iraniana passou dias a tratar dos procedimentos
de visto no Consulado dos EUA na Turquia. Os EUA só permitiram a entrada da
equipa nos dias de jogo. Quinze membros da delegação viram os seus vistos
recusados.
• Omar Abdulkadir Artan, eleito o Melhor Árbitro Africano de
2025 pela CAF, viu o seu visto ser-lhe negado. Apesar de viajar para os EUA com
um passaporte diplomático, foi-lhe recusada a entrada e foi reenviado. A FIFA
anunciou que não poderá arbitrar jogos no torneio.
• A selecção sul-africana chegou aos Estados Unidos muito
mais tarde do que o previsto porque parte da comitiva não obteve os vistos.
• Os membros da equipa técnica da seleção senegalesa foram
obrigados a descalçar-se e sujeitos a longas revistas, o que gerou acusações de
racismo.
• A seleção do Uzbequistão foi revistada com cães
farejadores de bombas e as imagens tornaram-se virais nos media internacionais.
• Alguns adeptos escoceses, apesar de terem direito a entrar
nos EUA sem visto através do programa ESTA, viram as suas autorizações de
viagem revogadas poucos dias antes da partida.
• Muitos adeptos que já tinham comprado bilhetes e reservado
alojamento viram os seus pedidos de visto negados, resultando em prejuízos
financeiro
·
José Flores Martins
PORTUGAL na Poesia de Alexandre O´Neill
9.6.26
CULTURA: O céu ainda sorri para Lídia Jorge
Na vida, há quem herde «propriedades», quem herde «apelidos»
e outros há que herdam «uma coisa mais rara: o conhecimento profundo da
condição humana».
É aqui que se insere Lídia Jorge, escritora multipremiada,
algarvia de coração e de convicção, alguém que «nunca escreveu para conquistar
o mundo».
Antes, «para o compreender», nas palavras de Dino d’Santiago, também cantor multipremiado, também algarvio de coração e de convicção – e, circunstancialmente, “padrinho” da atribuição da Medalha de Mérito Cultural a Lídia Jorge.
Aconteceu ontem, 8 de Junho, em Loulé, perante uma plateia
lotada – Lídia haveria de confessar, com a sua íntriseca bondade, que estava
entre amigos. De tal forma que quase «podia enunciar o nome de cada um dos
rostos».
Eles eram imensos: Margarida Balseiro Lopes, ministra da
Cultura, Juventude e Desporto (“culpada” desta homenagem à escritora algarvia),
Telmo Pinto, presidente da Câmara de Loulé, Vítor Aleixo, ex-presidente da
Câmara de Loulé, Carlos Albino, companheiro de décadas de Lídia, responsáveis
autárquicos, gente ligada à cultura.
E Dino d’Santiago, a quem coube um género de laudatio à
escritora que lhe ensinou que o dia 18 de Junho nunca mais terá o mesmo
significado.
«Deixou de ser uma data para ser um lugar: onde a
literatura, a esperança e as memórias resistem. E onde uma mulher de Boliqueime
continua a lembrar-nos de que escrever não é só o ato de organizar as
palavras», disse.
Nas suas obras – elas são tantas, desde o inicial “Dia dos
Prodígios” (e já lá vamos) -, julgamos estar a olhar para «personagens» para,
de forma súbita, entender que «estamos a olhar para nós próprios».
Talvez seja essa a magia da literatura. «Compreender é um
dos gestos mais revolucionários que o ser humano pode realizar. Num tempo em
que tantos escolhem o ruído, ela escolheu escutar. Talvez seja por isso que a
sua obra permanece. Porque não nasceu da ideologia, mas da compaixão», disse,
antes do abraço final à escritora, que o escutou comovida.
Assim se manteve também quando Margarida Balseiro Lopes lhe
agradeceu – num registo mais pessoal – a «simplicidade, a simpatia, a
generosidade, a humanidade e a humildade». Todas «absolutamente desconcertantes».
A escritora, considerou a ministra, já num tom mais
institucional, construiu «um percurso singular, com uma obra que atravessa
grandes géneros e formas de escrita». Mas que nunca se desligou da «memória, da
condição humana» e da «forma como olhamos o país e o mundo que nos rodeia».
O seu percurso começou «aqui, no Algarve», que sempre se
manteve «na paisagem da sua escrita». O tal “Dia dos Prodígios” [e lá
voltaremos a ir] foi «uma das obras mais marcantes da literatura portuguesa no
pós-25 de Abril».
«Tratou-se de uma obra que abriu novas possibilidades à
narrativa portuguesa contemporânea, construindo uma leitura profundamente
original do país, da transformação social e da realidade portuguesa saída da
ditadura», disse.
Outras se seguiram, como “Costa dos Murmúrios” ou a mais recente “Misericórdia”, mas a própria Lídia Jorge mantém com o primeiro livro que publicou uma relação que não escondeu, no seu discurso.
Já de medalha ao peito, depois de longos agradecimentos, a
escritora confessou a «surpresa» de que se revestiu a publicação da sua
primeira obra.
Com «palavras típicas de um lugarejo perdido no barrocal
algarvio», essa história tinha tudo para ser um «livro completamente fora de
moda». Tornou-se num clássico da literatura portuguesa contemporânea.
«Escrevi-o a seguir à Revolução, convicta de que a sociedade
portuguesa se ia modernizar de um momento para o outro. E eu, sem qualquer tipo
de saudosismo, desejava que não fosse esquecido o Portugal primitivo que a
maior parte de nós, na altura, tinha conhecido», confessou.
Para que a memória não se perdesse – ela que é um dos
elementos primordiais na escrita de Lídia, uma escritora hoje atormentada com
os desafios das novas tecnologias, que foram o mote para uma reflexão durante a
tarde, em Tavira, também com a ministra da Cultura.
Há a inteligência artificial, uma «incógnita à qual ainda
não sabemos dar verdadeiramente os adjetivos», mas também uma certeza bem
vincada pela autora algarvia.
«A literatura e a poética representam o lugar último de
resistência à robotização do pensamento, à artificialidade, à
despersonalização. Nenhuma máquina poderá rivalizar com a capacidade criativa
que nós, os seres humanos, temos», vincou.
Tudo isto foi dito, vivido e contado, em Loulé, no Algarve, na terra dela, na «primeira pátria» de uma escritora que continua a fazer o céu sorrir.
· Texto e Fotos: Pedro Lemos | Sul
Informação - Junho
9, 2026



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