Na
petição, o movimento justifica o pedido com o alegado incumprimento de
compromissos assumidos pela administração da ULS numa reunião realizada no
início do mês de outubro com representantes do grupo e com a presidente da
Câmara de Portalegre.
Os
subscritores apontam ainda a falta de respostas consideradas esclarecedoras às
questões colocadas numa Assembleia Municipal Extraordinária dedicada à situação
da oncologia no distrito.
Em
declarações à Rádio Portalegre, Ana Lopes, do movimento “Valorizar Quem Cuida”,
afirmou que a iniciativa surge devido à “falta à palavra dada” por parte do
Conselho de Administração.
A
responsável considera que os compromissos assumidos não foram concretizados e
que a atuação da administração levou a uma “falta significativa de confiança”.
Ana
Lopes confirmou, contudo, que o oncologista Rui Dinis continua a acompanhar os
seus doentes na Unidade de Oncologia do Hospital Dr. José Maria Grande, em
Portalegre, embora o movimento considere que permanecem por resolver vários
problemas relacionados com o funcionamento do serviço.
Além
da oncologia, a petição refere preocupações nas áreas da urgência, ortopedia e
ginecologia/obstetrícia, defendendo que a atual administração não apresentou
soluções eficazes para os problemas identificados.
Recorde-se
que o “Valorizar Quem Cuida” foi constituído no início do mês de setembro, na
sequência da reestruturação do serviço de Oncologia da ULS do Alto Alentejo. Na
altura foi lançada a petição “Diga não à diminuição da resposta das consultas
de oncologia pelo dr. Rui Dinis”.
No
último esclarecimento público, na Assembleia Municipal Extraordinária realizada
na passada semana, na Câmara de Portalegre, o presidente do Conselho de
Administração da ULS, Miguel Lopes, voltou a rejeitar que a reorganização do
Serviço de Oncologia tenha como objetivo afastar Rui Dinis ou reduzir o
acompanhamento prestado aos doentes.
O
responsável garantiu que o médico continuará a seguir os seus utentes,
explicando que as alterações em curso dizem respeito à reorganização das
agendas e ao reagendamento administrativo de consultas para evitar sobreposição
de marcações e tempos de essaúde, movimento pera prolongados.
Miguel
Lopes admitiu ainda solicitar uma auditoria da Inspeção-Geral das Atividades em
Saúde ao funcionamento da Unidade de Oncologia de Portalegre.
Carla
Aguiã – Rádio Portalegre - 20-10-2026



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