1.10.26

NISA: Dia Mundial do Idoso

 


VILA VELHA DE RÓDÃO: 𝗦𝗲𝘀𝘀ã𝗼 𝗱𝗲 𝗘𝘀𝗰𝗹𝗮𝗿𝗲𝗰𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 sobre 𝗭𝗶𝗺𝗯𝗿𝗼 𝗢𝘅𝗶𝗰𝗲𝗱𝗿𝗼


📅 7 outubro

𝟭𝟬𝗵𝟯𝟬 - Sede Gafoz (Foz do Cobrão)

𝟭𝟰𝗵𝟯𝟬 - Auditórios do Centro Municipal de Cultura e Desenvolvimento

 

ARRONCHES: Comemorações do Dia Internacional da Pessoa Idosa, da Música e da Água


Dia 04 de outubro (domingo), a partir das 12H30, n'O Celeiro, em Arronches.

Inscrições até dia 29 de setembro, nas Juntas de Freguesia de Assunção, Esperança e Mosteiros.

A autarquia disponibiliza transporte para os munícipes de Esperança e Mosteiros

30.9.26

BRAGA: Conferência "A Constituição, a Economia e o Trabalho" enche espaço do Muzeu

 


O Muzeu, novo espaço de exposições do dstgroup, recebeu ontem, durante a tarde, mais uma conferência do ciclo ‘Introdução à Política’. A sessão, realizada durante a tarde de ontem, foi dedicada às questões do trabalho.

José Pacheco Pereira, histórico dirigente do PSD, historiador e fundador do Arquivo Ephemera, moderou este debate, que teve como convidados a economista Susana Peralta e o sindicalista Manuel Carvalho da Silva, que liderou a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) de 1987 a 2012.

A intervenção de José Teixeira, presidente do Conselho de Administração da dst, deu início à sessão, perante um auditório cheio.


 O empresário destacou o valor do trabalho na sociedade e na companhia que dirige, rejeitando que um trabalhador seja tratado como um “colaborador”.

José Teixeira também criticou a “ética dos mínimos” de quem menoriza as questões laborais, protegidas pela Constituição da República Portuguesa (CRP), o “ponto de partida, o início de tudo” no que toca aos direitos e deveres de cada indivíduo. No contexto do 50.º aniversário da aprovação do documento na Assembleia da República, o empresário explicou que o Muzeu “não quer ser contrapoder”, mas antes “ajudar a resistir” às “ameaças” que o regime democrático enfrenta.

Seguidamente, coube a Pacheco Pereira introduzir o tema em discussão com uma pergunta-chave: “Como é que a Constituição moldou o mundo do trabalho?”. O historiador baseou-se na Doutrina Social da Igreja para distinguir o trabalho, enquanto produção humana, do capital, associado à lógica do mercado.

 O ex-dirigente do PSD, actualmente dedicado, entre outros projectos, à escrita e ao comentário político, expressou receio de que uma futura revisão constitucional ponha em causa os direitos do trabalho. Na mesma linha, Pacheco Pereira recordou o papel do Tribunal Constitucional no período da troika, que impediu uma série de leis de serem revertidas pelo governo.

O social-democrata ‘passou a bola’ a Manuel Carvalho da Silva, que apresentou um contexto histórico ao progresso nos direitos laborais desde a recta final do Estado Novo, nos anos 1960, até hoje. O ex-líder da CGTP, natural de Barcelos, classificou as conquistas dos sindicatos como “pilares da democracia”, recordando as primeiras Reuniões Intersindicais, entre 1970 e 1974, dedicadas à “agenda, organização e luta” dos trabalhadores.

Nesse aspecto, Carvalho da Silva salientou a importância de alguns movimentos sindicais no distrito de Braga, sobretudo no sector metalúrgico, na reivindicação de mais e melhores condições no espaço de trabalho. Para o ex-sindicalista, a proximidade entre o 25 de Abril e o 1º de Maio foi “decisiva” para que os direitos laborais e sindicais fossem “plasmados e consagrados” na Constituição.

O ex-líder da maior confederação sindical portuguesa mostrou-se céptico em relação ao futuro. Carvalho da Silva alertou que as mudanças económicas dos dias de hoje estão a transformar o trabalho em “negócio”, criando uma sociedade cada vez mais “desigual e individualista”.

Por fim, o sindicalista sublinhou a necessidade das escolas trazerem o “saber-fazer” para as salas de aula, porque o país precisa de trabalhadores “com formações, qualificações e com carreiras valorizadas”. Carvalho da Silva apelou à “participação colectiva” na defesa dos direitos do trabalho.

Na sua intervenção, Susana Peralta começou por explicar que a economia, nascida da filosofia, pode significar diferentes coisas. Esse conceito abrangente refere-se, sobretudo, na língua portuguesa, ao “sistema que organiza os recursos produtores de bem essenciais”, incluindo o trabalho, mencionou a economista.

 Susana Peralta, que também é docente e comentadora política, fez a ligação entre o trabalho e a Constituição através dos limites – leis – estabelecidas pelo documento, que também balizam o funcionamento da economia. “A CRP é rica na parte moral e ética”, declarou a economista, em alusão aos avanços registados em democracia ao nível dos direitos laborais.

À semelhança de Carvalho da Silva, Susana Peralta mostrou preocupação com o possível “despojar” de direitos fundamentais previsto em alguns projectos de revisão constitucional.

OPINIÃO: Uma Polícia a arder em lume brando


As suspeitas levantadas nos últimos meses sobre a ação de Luís Neves enquanto diretor da Polícia Judiciária são uma nódoa no prestígio da instituição que pode alastrar-se com as investigações abertas e a comissão parlamentar de inquérito. Em cima disto, ver o diretor em funções, Carlos Cabreiro, ser alvo de buscas do Ministério Público (MP) no seu gabinete - porque um inspetor coordenador o acusou de autorizar uma escuta ilegal no caso Football Leaks e de mentir em tribunal - é algo que não lembrava ao Diabo. Tentar normalizar a situação, como fez a ministra da Justiça ao renovar a confiança em Cabreiro, é um caminho perigoso para a instituição, mais importante do que as pessoas que a dirigem ou dirigiram num dado momento.

Pode achar-se que o MP foi irresponsável ao avançar com as buscas, ou até que se moveu por razões espúrias. Pode alegar-se que a denúncia é acompanhada de documentos que não provam que os alvos do Football Leaks foram escutados sem autorização judicial. Pode mesmo supor-se que o denunciante perdeu a lucidez ao tentar safar a mulher - uma inspetora da equipa que investigou aquele caso e que está a ser julgada por falso testemunho, depois de admitir em tribunal que assinou "de cruz" o relatório de uma diligência em que os colegas dizem ter escutado os suspeitos, numa estação de serviço da A5, sem gravação de som.

Pode achar-se o que se quiser e, por princípio, deve reconhecer-se a Cabreiro o direito à presunção de inocência, mas não se pode perder de vista o inimaginável até há uma semana - magistrados a devassarem o gabinete e o computador do diretor nacional da PJ -, nem ignorar o contexto. Carlos Cabreiro foi nomeado pelo Governo em que pontifica, como ministro, o anterior diretor da Judiciária; e, por arrasto, a vida desta vai ser enlameada numa comissão de inquérito durante meses.

Manter tudo como está será um fator de desgaste adicional, que o Governo deveria evitar. A reputação da PJ, conseguida graças ao profissionalismo de muitos, levou décadas a consolidar-se e não pode ficar refém, anos a fio, do desfecho de processos individuais de quem quer que seja. Isso é deixar a casa a arder em lume brando. Mais: para o apagar, talvez já não baste substituir Cabreiro por um par. No ponto a que se chegou, muito propício a divisões internas, seria sensato dar um passo atrás e entregar o leme a um magistrado judicial ou do MP.

* Nelson Morais – Jornal de Notícias - 29 de setembro, 2026

 

29.9.26

PODER LOCAL: Avenidas Novas (Lisboa) celebra Dia da Freguesia


Teresa Guilherme, José Jorge Letria, Fernando Pereira, Miguel Dias, Adolfo Barão, Paulo Vasco e José Cabeleira recebem hoje o Troféu Personalidade 2026 nas Avenidas Novas em Lisboa

A Freguesia de Avenidas Novas, uma das zonas mais centrais da cidade de Lisboa, assinala hoje, terça-feira, 29 de Setembro de 2026, o Dia da Freguesia, com um programa especial que reúne música, cultura, homenagem e animação ao longo de todo o dia.

As comemorações arrancam às 13.00 horas, com a inauguração do novo Espaço Cultural de São Sebastião da Pedreira, localizado na Rua São Sebastião da Pedreira, junto ao El Corte Inglés, com uma sala de leitura aberta diariamente.

 A partir das 16.00 horas, a Moustache BrassBand apresenta um concerto itinerante pelas Avenidas Novas, passando por vários pontos da freguesia, entre os quais Marquês de Pombal, Alto do Parque, El Corte Inglés, Praça de Espanha, Saldanha, Sete Rios, Campo Pequeno e Avenida Defensores de Chaves.

Às 16.30 horas, terá lugar o Desfile de Carros Clássicos, que percorrerá diversas artérias da freguesia até às 18.00 horas.

O programa prossegue, às 18.00 horas, com a Sessão Solene, no Auditório da Ordem dos Contabilistas Certificados, na Avenida Defensores de Chaves 85 - B,  junto ao Campo Pequeno, presidida por Daniel Gonçalves, Presidente da Junta de Freguesia de Avenidas Novas - Lisboa.

Durante a Sessão Solene serão prestadas homenagens a diversas personalidades de âmbito nacional, através da entrega de troféus, entre as quais o escritor e Presidente da Sociedade Portuguesa de Autores, José Jorge Letria, o ator Paulo Vasco, o maestro José Cabeleira, o ator Miguel Dias, o atleta Adolfo Barão, o artista e cantor Fernando Pereira e a apresentadora Teresa Guilherme.

Serão ainda entregues louvores a antigos estagiários e monitores das colónias de férias da Autarquia.

Às 19.00 horas, o palco será ocupado pelo cantor Carlos Alberto Moniz, num interlúdio artístico e cultural que levará ao Auditório as canções que dão voz a Lisboa e a Portugal.

Após o espetáculo, às 19.45 horas, terá lugar o cocktail "Avenidas Novas de Honra", no Auditório da Ordem dos Contabilistas Certificados.

As comemorações terminam no Jardim do Arco do Cego, onde, às 20.30 horas, será inaugurado o festival "The Burger Fest" 2026, seguindo-se, às 21.30 horas, uma Noite da Juventude com DJ Set.

As comemorações do Dia da Freguesia integram um programa mais vasto que tem decorrido ao longo do mês de setembro, com Noites de Fado, Apresentações de Livros, Visitas Culturais, Passeios Sociais para Seniores, Atividades Desportivas, a inauguração da placa evocativa de homenagem aos saudosos atores António Silva e Josefina Silva, Concerto de Piano de Cauda, Oferta de Livros aos alunos das Escolas da Freguesia, Teatro e diversos eventos multidisciplinares.

A entrada é gratuita em todas as atividades previstas para este dia, com o patrocínio da Junta de Freguesia de Avenidas Novas - Lisboa.

 

 

 

Novo Secretariado Diocesano das Comunicações Sociais participou nas Jornadas Nacionais da Comunicação Social


Encontro nacional decorreu em Leiria sob o tema «Por uma Gramática do Encontro»

O novo Secretariado das Comunicações Sociais da Diocese de Portalegre-Castelo Branco participou nas Jornadas Nacionais da Comunicação Social, subordinadas ao tema «Por uma Gramática do Encontro», que decorreram no dia 24 de setembro, em Leiria.

A presença neste encontro nacional constituiu uma oportunidade de formação, reflexão e partilha com os responsáveis e agentes da comunicação das dioceses portuguesas, permitindo conhecer diferentes experiências e perspetivas sobre os desafios que atualmente se colocam à comunicação da Igreja.

Para a equipa que agora assume este serviço na Diocese de Portalegre-Castelo Branco, a participação nas Jornadas representa também um primeiro momento de contacto e de trabalho conjunto com os seus pares a nível nacional, contribuindo para fortalecer a equipa e para consolidar linhas de ação para a missão que lhe está confiada.

O Secretariado Diocesano das Comunicações Sociais é coordenado pelo Padre Pedro Tropa e integra Rui Canatário, Catarina Reis e Ana Margarida Bicho.

Num contexto em que comunicar significa também aproximar pessoas, criar pontes e favorecer o encontro, o novo Secretariado pretende colocar as suas competências e o seu trabalho ao serviço da missão evangelizadora da Diocese, procurando dar maior visibilidade à vida das comunidades cristãs, às suas iniciativas e aos seus testemunhos.

A aposta passa por uma comunicação próxima, atenta e capaz de acompanhar a realidade das comunidades, contribuindo para que a vida da Igreja seja conhecida e para que a mensagem do Evangelho possa chegar a diferentes públicos e contextos.

A participação nas Jornadas Nacionais da Comunicação Social assinala, assim, um dos primeiros passos do novo Secretariado no caminho que agora inicia, em espírito de serviço, colaboração e comunhão com a Igreja em Portugal.

CAMPO MAIOR: Dois detidos em flagrante por burla MBWay


O Comando Territorial de Portalegre, através do Posto Territorial de Campo Maior, no dia 25 de setembro, deteve um homem e uma mulher, de 37 e 31 anos respetivamente, por burla através da plataforma MBWay, no concelho de Campo Maior.

No âmbito de uma ação de patrulhamento, os militares da Guarda detetaram dois indivíduos nas proximidades de uma ATM (vulgo máquina multibanco), os quais demonstravam um comportamento suspeito. Na sequência da ação e da abordagem aos mesmos, foi possível confirmar que os suspeitos tinham acabado de cometer uma burla, através da aplicação MBWay, motivo pelo qual foram de imediato detidos.

Na sequência da detenção, foi ainda possível apreender o seguinte material:

500 euros em numerário;

Um telemóvel;

Os detidos foram constituídos arguidos e os factos foram comunicados ao Ministério Público.

 

 

IDOSOS: Com a minha idade, ainda vale a pena?


Chamemos-lhe António. Tem 82 anos. Não existe exatamente — ou, melhor, existe em muitos dos doentes que se sentam à minha frente.

Até há poucos meses, conduzia todos os dias e fazia as compras com a mulher, com quem vive de forma independente. Agora para ao fim de cem metros, inclinado sobre o carrinho do supermercado, à espera de que a dor nas pernas lhe dê tréguas. Começou a perguntar-se não apenas se voltará a andar como antes, mas se os dois conseguirão continuar a viver sozinhos. A ressonância mostra uma estenose lombar. Antes de chegar à minha consulta, já ouviu a frase: “na sua idade, é melhor não mexer”.

E então pergunta-me: “Doutor, com a minha idade, ainda vale a pena?”

Não sei ainda se António precisa de uma cirurgia. Para decidir isso, preciso de saber muito mais do que mostra a ressonância. Mas há uma coisa que sei antes de o examinar: 82 anos não são um diagnóstico.

A medicina sempre gostou da idade. É objetiva, está disponível e cabe facilmente num algoritmo. Em populações, é útil: à medida que envelhecemos, aumentam a fragilidade, a doença e o risco de complicações. O problema começa quando uma verdade estatística sobre milhares de pessoas se transforma numa conclusão sobre quem temos à nossa frente.

Dois doentes com 82 anos podem ter vivido o mesmo número de anos e estar biologicamente separados por décadas. Um conserva força, equilíbrio, cognição e autonomia. Outro pode ser frágil, sarcopénico e dependente. É por isso que hoje olhamos cada vez mais para aquilo que a idade não mede: reserva fisiológica, mobilidade, massa muscular, saúde óssea, cognição e capacidade de recuperação.

Na cirurgia da coluna, esta diferença importa muito. Aos 80 anos, as ressonâncias estão quase sempre cheias de palavras assustadoras — degeneração, artrose, estenose, deformidade. Mas não operamos palavras. E também não devemos recusar tratamentos por causa de um número.

A idade conta, naturalmente. Um doente de 82 anos não enfrenta uma grande cirurgia como um de 42. Mas considerar a idade é diferente de deixar que ela decida. Há idosos robustos que recuperam bem de tratamentos exigentes; há pessoas vinte anos mais novas cuja fragilidade obriga a muito mais cautela.

Talvez a pergunta mais importante na consulta não seja “quantos anos tem?”, mas “o que deixou de conseguir fazer?”. Às vezes, não é correr uma maratona. É conduzir. Ir às compras com a mulher. Conseguir permanecer na casa onde sempre viveram sem depender dos filhos. É aí que a doença da coluna deixa de ser uma imagem e passa a ser aquilo que verdadeiramente nos interessa tratar: perda de função, de autonomia e, por vezes, da própria vida que a pessoa reconhece como sua.

Mesmo em idades avançadas, o músculo adapta-se, a força pode melhorar, a mobilidade pode ser recuperada e a saúde óssea pode ser protegida. Envelhecer muda o que é possível; não torna tudo inevitável.

Voltemos ao António.

Quando me pergunta “com a minha idade, ainda vale a pena?”, percebo o que está realmente a perguntar. Não é se vale a pena tratar uma ressonância. É se ainda vale a pena lutar pela vida que ele e a mulher construíram e que agora receiam perder.

A idade diz-me há quanto tempo António vive. Não me diz como vive, de que é capaz, quanto pode recuperar ou aquilo que ainda espera dos anos que tem pela frente.

Talvez a medicina deva responder-lhe com outra pergunta:

“O que é que ainda vale a pena para si?”

Para mais informações sobre patologia da coluna vertebral, visite https://sppcv.org/.

 

·         Artigo de Opinião de Ricardo Rodrigues Pinto, Ortopedista e cirurgião de coluna. Professor Universitário.

Membro da Direção da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral (SPPCV)

28.9.26

Privados fecham as portas: Olaria pedrada de Nisa ameaçada por falta de quartzo


O Centro de Artes e Ofícios de Nisa acolheu uma reunião técnica dedicada ao esgotamento das jazidas tradicionais de quartzo branco e caulino. Estes minerais constituem a matéria-prima essencial para a olaria pedrada de Nisa, arte secular em que fragmentos rochosos desenham motivos florais sobre o barro vermelho. Contudo, o acesso aos filões situados em propriedades particulares encontra-se actualmente comprometido.

As últimas oficinas artesanais do concelho dependem da recolha manual destes inertes específicos em parcelas rurais privadas. Todavia, vários proprietários começaram a vedar os caminhos de passagem e a exigir compensações financeiras informais a título de exploração de inertes. Por conseguinte, a escassez do mineral coloca em risco a continuidade operacional dos mestres oleiros locais.

Vedação de terrenos trava colheita de quartzo branco

A técnica característica da olaria pedrada de Nisa exige pedras de quartzo com elevado grau de pureza e dureza reduzida. Esta consistência permite aos artesãos partir os blocos com martelos específicos até obterem pequenas arestas finas. Em seguida, essas lascas são cravadas à mão no barro ainda húmido, antes da cozedura final em fornos tradicionais.

No entanto, a dispersão dos veios geológicos em propriedades florestais e agrícolas gerou conflitos entre artesãos e detentores do solo. Segundo os alertas transmitidos durante a sessão técnica, os constrangimentos físicos impedem o abastecimento regular das oficinas activas no concelho. Além disso, a cobrança informal de valores pelo acesso aos solos sobrecarrega os custos de produção das pequenas unidades familiares, que operam com margens comerciais bastante reduzidas.

Município de Nisa avalia reserva pública de matérias-primas

Perante este cenário, a Divisão de Acção Cultural e Património do Município de Nisa estuda alternativas para salvaguardar o aprovisionamento dos artesãos. Entre as soluções em análise encontra-se a identificação cadastral de veios minerais em terrenos públicos municipais, bem como o estabelecimento de acordos formais de cedência com proprietários privados.

Paralelamente, a Associação Portuguesa de Cidades e Vilas Cerâmicas acompanha o processo para garantir a preservação do saber-fazer tradicional. A classificação da técnica como património cultural exige salvaguarda urgente, dado que a interrupção no fornecimento de quartzo paralisaria a feitura das peças genuínas. Dessa maneira, as entidades envolvidas procuram criar um banco municipal de matérias-primas que assegure a estabilidade produtiva das oficinas locais nos próximos anos.

 * oregioes.pt - 25.09.2026

Nisa é sempre um excelente destino.


Pelos aromas que nos despertam, pelos sabores que nos ficam na memória, pelas paisagens que nos prendem o olhar, pelos sons que nos contam histórias e pelo toque que nos aproxima da nossa terra.

Neste Dia mundial do Turismo, desafiamo-los a (re)descobrir Nisa através dos 5 sentidos.

Porque em Nisa, há sempre algo para ver, ouvir, sentir, provar e descobrir.

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Este é o textozinho que a Câmara divulgou para assinalar o Dia Mundial do Turismo. Propaganda paga e sem correspondência com qualquer aliciante para uma visita ao concelho. AROMAS? É passar pelo zona da Alameda e ver o estado de "chavasquice" que ali salta à vista desarmada. A autarquia conhece o problema, mas nada faz para o resolver, ou porque não sabe ou, o que ainda é mais grave, não ter a humildade de pedir a quem saiba.

SABORES? Nos restaurantes fechados ou quando se descobre algum aberto, na comida cara, por vezes sem a qualidade exigida e num fraco cardápio que apresentam. Os turistas vêm e rumam a Alpalhão, Crato ou Castelo de Vide onde a oferta gastronómica é mais diversificada.

E o mais interessante é que este concelho que se diz de "portas abertas" tem uma Câmara Municipal das mais fechadas do país. Dez meses após ter tomado posse, o "duo Zé e José" o dois vereadores de serviço, não conseguiram acabar com a lei da rolha, a CENSURA instituída pela anterior edil Idalina. Acham que está bem assim, violar todos os dias, a Constituição  da República Portuguesa mantendo dezenas e dezenas de munícipes, BANIDOS, DISCRIMINADOS, SILENCIADOS e sem acesso às redes sociais do Município.

O crime é tanto ou mais grave porque, desta maneira, ficam impedidos de ver nas "pantalhas" municipais,  o desfile de carros "clássicos", manifestação de poder e de notoriedade enquanto o país reclama contra o aumento brutal dos preços dos combustíveis. É esse o "turismo" que a Câmara gosta, aplaude e estimula..

Vais por bom caminho, ó Dinis!

LEGENDAS DAS FOTOS

1 - Alguém consegue ler a "informação turística" no painel plantado junto à fonte de Santo António?

2 - Por quanto mais tempo a Câmara vai fechar os olhos a esta situação que envergonha Nisa? O delegado de saúde não tem nada a dizer sobre isto?

3 - Na Praça da República  o "outdoor" (palavra chique) da Federação DDT, colocado abusiva e provocatoriamente, mostra entre outras coisas, a arrogância do  poder municipal. A Kristin derrubou cartaz e muro, mas este a Câmara acha que não é competência sua. Queres ver que a Federação Distrital do PS ainda vai pagar os estragos? Ou dizer que a culpa é do governo...

27.9.26

MONTEMOR-O-NOVO: Outubro é o Mês da Música



Em outubro, Montemor-o-Novo celebra a música! 🎼

São mais de 20 iniciativas, em diferentes espaços e com diferentes sonoridades, para ouvir, descobrir e viver a música.

👉 Deslize pelas imagens e conheça toda a programação!

🎶 Viva a música. Viva Montemor! 

FOLCLORE: Grupo de Danças e Cantares da Beira Baixa leva Castelo Branco ao XXVIII Desfile Nacional do Traja Popular Português


O Grupo de Danças e Cantares da Beira Baixa marcou presença, no passado dia 19 de setembro, no XXVIII Desfile Nacional do Traje Popular Português, realizado em Queluz, no concelho de Sintra, numa organização da Federação do Folclore Português, levando até ao evento uma representação dos usos e costumes tradicionais de Castelo Branco e da Beira Baixa.

Ao longo do desfile, o grupo apresentou diferentes tipologias de traje representativas da região, desde os trajes associados ao pastoreio e às diversas atividades de trabalho até aos trajes domingueiros e de pessoas mais abastadas, evidenciando a diversidade social e cultural presente na forma de vestir das comunidades de outros tempos. A participação constituiu também uma oportunidade de encontro e partilha entre grupos provenientes de diferentes pontos do país, permitindo conhecer outras realidades etnográficas e valorizar a riqueza e diversidade do traje popular português.

 Com esta presença, o Grupo de Danças e Cantares da Beira Baixa voltou a levar o nome de Castelo Branco a uma iniciativa de âmbito nacional dedicada à divulgação, valorização e salvaguarda do património etnográfico português.

SÉ e S. LOURENÇO (Portalegre) Dia da Freguesia

 


26.9.26

ULSAC confirma casos de impétigo em Estremoz após ter negado problema de saúde pública


A Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC) confirmou, esta quinta-feira, que a Unidade de Saúde Pública está a acompanhar casos de impétigo na comunidade de Estremoz, incluindo entre crianças e jovens em idade escolar e pré-escolar.

A confirmação surge depois de o Gabinete de Comunicação da ULSAC ter negado ao ODigital.pt, nos contactos efetuados pelo jornal desde segunda-feira, a existência de qualquer problema de saúde pública relacionado com a situação em Estremoz.

Na segunda-feira, altura em que já havia registo de casos de infeção, questionada pelo Jornal ODigital.pt, o Gabiente de Comunicação da ULSAC afirmava que “a intervenção do Serviço de Saúde Pública poderá justificar-se perante a ocorrência de vários casos relacionados, designadamente em contexto institucional, como lares, escolas ou outras estruturas coletivas, que indiquem uma eventual situação de surto. Até ao momento, não foi identificado qualquer contexto desta natureza no concelho de Estremoz.”

Já esta notícia publicada esta quinta-feira, o ODigital.pt revelou que tinham sido registados cerca de duas dezenas de casos de impétigo no concelho, informação confirmada por fonte da Proteção Civil Municipal.

Saúde Pública está a acompanhar casos

Num comunicado entretanto emitido, a ULSAC informa agora que a sua Unidade de Saúde Pública “está a acompanhar a identificação de casos de impétigo na comunidade de Estremoz, incluindo crianças e jovens em idade escolar e pré-escolar”, em articulação com o Agrupamento de Escolas.

O comunicado não especifica o número de casos atualmente identificados nem esclarece a razão pela qual, nos contactos anteriormente efetuados pelo ODigital.pt, o Gabinete de Comunicação da ULSAC negou a existência de um problema de saúde pública relacionado com esta situação.

A ULSAC explica que o impétigo é uma infeção bacteriana da pele, geralmente ligeira e tratável, podendo ser transmitida através do contacto direto com as lesões ou pela pa Segundo a unidade de saúde, esta doença não está sujeita a notificação obrigatória.~

Reforço da higiene recomendado

Como medida preventiva, a Unidade de Saúde Pública recomenda a lavagem frequente das mãos, a limpeza dos espaços e das superfícies de contacto mais utilizadas, assim como a não partilha de objetos de uso pessoal.

 

"Não Dá Mais": movimento social convoca manifestações contra o custo de vida


Mais de 30 sindicatos, coletivos e associações convocam manifestações para o dia 10 de outubro contra o aumento do custo de vida e por medidas que aliviem as famílias.

A convocatória, como o mote “Não Dá Mais Pra Viver Assim” aponta para 10 de outubro as ações de luta, com uma manifestação marcada para 17h em no Largo do Intendente, em Lisboa; e para a mesma hora em Braga, junto ao Coreto da Avenida Central.

“Estamos há anos a ser esmifrados pelo aumento dos preços da habitação e do custo de vida. Vivemos a trabalhar e esgotamo-nos para fazer o salário esticar até ao final do mês, para enfrentar o preço dos combustíveis que aumentam, despesas básicas e para não perder a casa”, lê-se na convocatória. “Só nos sobram dívidas e preocupações, enquanto se esgota a possibilidade de um futuro melhor”.

O movimento aponta que “os bancos, as grandes distribuidoras e o setor energético registam lucros recorde à nossa conta”. Só no primeiro semestre de 2026, a Sonae, dona do Continente, registou receitas recorde de 5,6 mil milhões de euros. A Jerónimo Martins, dona do Pingo Doce, apresentou um aumento de vendas num total de 2,7 mil milhões de euros. O Millennium BCP apresentou um resultado líquido de 565,8 milhões de euros e a Galp um lucro de 821 milhões de euros.

 “Dizem-nos que precisamos de trabalhar mais, que somos pobres porque queremos. Mas como é que essas empresas de bens de consumo conseguem ter tantos lucros enquanto as nossas contas do supermercado aumentam? Não há algo de errado quando supermercados e bancos registam milhões em lucros enquanto nós nos afundamos em dívidas?”, questiona.

Entre as organizações que assinam a convocatória estão a Solidariedade Imigrante, o Movimento Dignidade Académica, Associação Renovar a Mouraria, Coletivo Afreketê, a UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta, e o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Solidariedade e Segurança Social.

www.esquerda.net - 23 de setembro 2026

PORTALEGRE: Noite de Fados Solidária no Centro Vicentino da Serra

 


SESSENTA POR CENTO: Exposição de fotografia autobiográfica


60% é a percentagem de sobreviventes de cancro ao fim de cinco anos — um dado estatístico que serve de ponto de partida para a exposição autobiográfica de Nuno Pinheiro.

Reunindo 60 imagens produzidas desde o final da década de 1970 até à atualidade, esta mostra propõe um percurso visual sobre a construção da identidade e o crescimento pessoal. Através da fotografia, o autor revisita experiências de sobrevivência, questiona as diferenças na educação de meninas e meninos, reflete sobre o papel dos livros, da religião e da sociedade de desperdício, e explora as marcas deixadas pelo tempo e pela memória.

A exposição destaca-se pela diversidade de técnicas e linguagens utilizadas, que vão da reportagem à fotografia de arquitetura e ao grande formato de estúdio, do preto e branco tradicional a várias técnicas Polaroid.

OPINIÃO: Preços do Combustíveis – Um maná para alguns


 QUEM LUCRA COM OS AUMENTOS DOS COMBUSTÍVEIS

– Petrolíferas obtêm um aumento de receita de €327 milhões/mês e o Estado de €3 milhões/mês em relação aos preços em vigor no início da guerra contra o Irão

– Todo esse acréscimo de custos é suportado pelas famílias e empresas portuguesas

Os leitores desculpem por estar continuamente a desconstruir os aumentos semanais dos combustíveis, mas eles estão a ter consequências dramáticas para as empresas e as famílias. O aumento dos combustíveis provoca por arrasto o aumento dos preços de todos os bens e até das taxas de juro do crédito à habitação (que não são consideradas pelo INE no cálculo da inflação oficial). Além disso, a inflação oficial engana, pois a inflação real não é igual para todos os portugueses. Trata-se de uma inflação média que faz lembrar a história da repartição de uma galinha entre duas pessoas. Uma come a galinha toda, mas a média dá meia galinha a cada pessoa. Também em relação à inflação oficial do INE acontece o mesmo. Até agosto de 2026, a inflação homóloga aumentou 3,3%, mais que a subida das pensões (máximo 2,8%) e dos salários da Função Pública (máximo 2,2%) e inflação anual aumentou 2,67% segundo o INE. No entanto, o cálculo desta taxa de inflação tem como base uma estrutura de despesa dos orçamentos familiares que não é real para as famílias de baixos rendimentos (a maioria). O INE considera que as famílias em Portugal gastam mensalmente do seu orçamento apenas 22,4% em alimentação e 15,1% em transportes. E são os preços destes bens e serviços que têm aumentado mais (alimentação: +5,76%; produtos energéticos: +4,29%). Portanto se o peso destas despesas no orçamento familiar for superior ao considerado pelo INE, a inflação para elas será superior à inflação oficial. E as taxas de juro do crédito à habitação não são consideradas pelo INE no cálculo da inflação oficial apesar de estarem a sufocar as famílias.

AUMENTOS DOS COMBUSTÍVEIS TODAS AS SEMANAS APESAR DO PREÇO DO BARRIL DE PETRÓLEO TER DESCIDO

Os gráficos 1 e 2 mostram os aumentos dos “preços sem impostos e taxas” do gasóleo e da gasolina 95 antes do início da guerra de Israel/EUA contra o Irão. Eles revertem integralmente para a petrolíferas. Por sua vez, os impostos (ISP+IVA) sobre o gasóleo e gasolina no mesmo período (23/2/2026-21/9/2026) revertem na totalidade para o Estado. Os dados são da Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG) do Ministério do Ambiente e Energia, portanto oficiais. E utilizamos gráficos para ficar mais claro e entendível, pois a maioria dos órgãos de comunicação social não falam disto. Para eles é tabu quem está a ganhar com os aumentos dos preços todas as semanas, e muito menos quantificam quantos milhões de euros as famílias e empresas estão a pagar a mais. Entre 15 e 22 de setembro de 2026, o preço do barril de petróleo Brent desceu de US$108,75 para cerca de US$98,50 dólares por barril, uma redução de 10,25 dólares, correspondente a 9,4%. Contudo, a GALP e outras petrolíferas aumentaram os preços e o governo, por arrasto e à socapa, também aumentou as suas receitas (tal qual a galinha que grão a grão enche o papo). Apesar disso, a ministra do Ambiente, talvez por não fazer contas, ou estar mal informada, repete monocordicamente que “o governo não ganha nada” o que é mentira como os gráficos provam. E ela acrescenta: deixem “funcionar o mercado”, talvez para a GALP aumentar mais os seus lucros.


Os dois gráficos feitos com base em dados oficiais mostram que tanto as petrolíferas como o governo estão a ganhar muito à custa das empresas e das famílias com os aumentos semanais dos preços dos combustíveis,

AS PETROLÍFERAS (GALP e outras) AUMENTAM AS SUAS RECEITA €327 MILHÕES/MÊS E O ESTADO €3 MILHÕES/MÊS

Segundo a DGEG, nos primeiros sete meses de 2026 consumiram-se 3101,5 milhões de litros de gasóleo e 989,9 milhões de litros de gasolina 95, o que dá uma média mensal de 443 milhões de litros de gasóleo e 140,9 milhões de litros de gasolina. Multiplicando esta quantidade de gasóleo e de gasolina pelo aumento dos preços do gasóleo e da gasolina sem impostos (0,605€ e 0,416€ por litro) e pelo aumento dos impostos neste período sobre o gasóleo e gasolina (0,005€ e 0,005€ por litro) obtém-se um aumento de receita para as petrolíferas de €327 milhões e para o Estado de €3 milhões por mês. Um autêntico maná para ambos à custa dos consumidores (famílias e empresas) que o governo e os media procuram ocultar.

 Eugénio Rosa - 22/Setembro/2026

[*] Economista, edr2@netcabo.pt

O original encontra-se em www.eugeniorosa.com/articles/download/639.

Este artigo encontra-se em resistir.info

25.9.26

SOUSEL: 1º Almoço de Confraternização do Núcleo de Paraquedistas do Concelho


 

Festival Al Mossassa celebra as raízes de Marvão e os 800 anos de história do concelho


De 2 a 5 de outubro, a vila de Marvão volta a recuar no tempo para recordar e celebrar as suas origens, no Festival Al Mossassa.

Entre recriações históricas, espetáculos de teatro, música, dança e artes circenses, a 19ª edição do Festival Al Mossassa convida a uma experiência cultural inesquecível, com um programa diversificado e rico em atividades, onde se destaca um momento: a celebração dos 800 anos da atribuição do primeiro foral, que oficializou a vila no seio do Reino de Portugal.

Para assinalar uma data tão especial, o evento tem um dia extra gratuito, logo na sexta-feira, 2 de outubro (22h00), que termina com o espetáculo “O Fogo”, onde os Malatitsch, herdeiros de uma ancestral tradição circense, prometem uma atuação incrível, que une fogo, acrobacia, malabarismo, ilusão e emoção.

No sábado e domingo, o destaque da programação está no espetáculo: ‘Marvão - Onde a História Toca o Céu’, que conta a viagem do Rei pela memória da vila.

“Guiado por um enigmático Mestre de Cerimónias, D. Sancho II é conduzido numa viagem através da memória de Marvão. Das marcas deixadas por Roma e pela antiga Ammaia, aos séculos de domínio islâmico; de Ibn Marwan, cuja memória permanece ligada ao nome da vila, às lendas, amores e conflitos de uma terra disputada por diferentes povos; das conquistas de D. Afonso Henriques, ao nascimento de um novo reino.”

Nas duas noites, pelas 21h30, vai ser contada a história em que, antes de ser Portugal, Marvão já era Marvão.

Já na segunda-feira (18h30), um grandioso Cortejo pelas ruas da vila de Marvão marca o término das celebrações de mais um Festival Al Mossassa.

Ao longo dos quatro dias, na parte alta da vila, vão poder explorar-se os produtos, saberes e sabores das culturas islâmica, judaica e cristã, tão presentes na fundação de Marvão, no movimentado Mercado das Três Culturas.

Há ainda uma área com oficinas e artesãos a trabalhar ao vivo, acampamentos militares, exposição de armas, oficina de esgrima, tiro com arco, jogos e carrosséis medievais, e uma mostra de animais da quinta, serpentes e cetraria.

 De sábado a segunda-feira, a entrada no certame custa 2€ e é gratuita para menores de 12 anos, com a receita a reverter, na sua totalidade, para cinco instituições particulares de solidariedade social do concelho.

A leitura do Auto de Abertura Oficial do XIX Festival Al Mossassa acontece no sábado, dia 3, nos Paços do Concelho, após o Grande Cortejo Inaugural ‘A Celebração dos 800 Anos’, pelas ruas da vila, com início marcado para as 11h00.

 

BRAGA: Colóquio "A Constituição, a Economia e o Trabalho" no Museu de Braga

 


COLÓQUIO COM JOSÉ PACHECO PEREIRA, CARVALHO DA SILVA E SUSANA PERALTA, NO MUZEU, EM BRAGA, SÁBADO, 26 DE SETEMBRO PELAS 17.00H

SAÚDE: Dia Mundial do Coração: não perca o ritmo


As doenças cardiovasculares continuam a representar a principal causa de morte em todo o mundo e em Portugal. Todos os anos, mais de 20 milhões de pessoas perdem a vida devido a problemas no coração e na circulação. No entanto, há um dado que a medicina reforça com urgência: cerca de 80% destas mortes precoces poderiam ser evitadas.

No dia 29 de setembro assinala-se o Dia Mundial do Coração, uma iniciativa da World Heart Federation, que este ano tem como mote global “Don’t Miss a Beat”. A mensagem para a população não é de alarmismo, mas sim de atenção e ação. Trata-se de uma oportunidade para recordar que a saúde cardiovascular não depende apenas do que fazemos quando surge um problema. Depende, sobretudo, das escolhas e dos cuidados que mantemos ao longo dos anos.

O coração e os vasos sanguíneos são afetados por fatores que, em muitos casos, podem ser prevenidos, identificados e tratados. Hipertensão arterial, colesterol elevado (dislipidémia), diabetes, tabagismo, excesso de peso, sedentarismo e alimentação desequilibrada estão entre os principais fatores de risco cardiovascular.

Um dos desafios é que vários destes fatores podem não provocar sintomas durante muito tempo. É possível ter a tensão arterial ou o colesterol elevados e sentir-se perfeitamente bem. Por isso, não devemos esperar por sinais de alerta para começar a cuidar do coração. Medir regularmente a pressão arterial, conhecer os valores de colesterol e glicemia e fazer uma avaliação médica adequada à idade e aos fatores de risco são medidas simples, mas importantes.

Também a atividade física tem um papel fundamental. Não é necessário ser atleta para proteger o coração. Caminhar, andar de bicicleta, nadar, dançar ou simplesmente reduzir o tempo passado sentado são formas de aumentar a atividade física. O importante é encontrar uma atividade adequada à condição de cada pessoa e integrá-la na rotina. Para quem é sedentário, começar gradualmente já representa um passo significativo.

A alimentação é outro dos pilares da prevenção. Uma dieta com menor consumo de sal, alimentos ultraprocessados, açúcares e gorduras saturadas, contribui para um melhor perfil cardiovascular. Mais do que seguir dietas da moda, importa construir hábitos alimentares sustentáveis e compatíveis com a nossa cultura e com a nossa realidade.

Não podemos esquecer o tabaco. Fumar aumenta de forma significativa o risco de enfarte do miocárdio, acidente vascular cerebral e outras doenças. Deixar de fumar traz benefícios em qualquer idade, e pedir ajuda profissional pode aumentar as probabilidades de conseguir fazê-lo.

Prevenir não significa viver com medo da doença. Significa conhecer os nossos fatores de risco e agir sobre aqueles que podemos modificar. Para algumas pessoas, mudanças no estilo de vida serão suficientes; para outras, será necessário recorrer a medicamentos para controlar a tensão arterial, o colesterol, a diabetes ou outras condições. Quando prescritos, estes tratamentos devem ser tomados de forma regular e acompanhados pelo médico.

É igualmente importante reconhecer os sinais que podem indicar uma situação cardiovascular aguda. Dor ou pressão no peito com falta de ar súbita, suor frio, náuseas ou dor que se estende para o braço, costas, pescoço ou mandíbula podem ser sinais de enfarte. Uma alteração súbita da fala, da força ou da sensibilidade de um lado do corpo, ou uma assimetria da face, pode indicar um acidente vascular cerebral. Nestas situações, não se deve esperar que os sintomas desapareçam: é fundamental procurar ajuda médica urgente.

O Dia Mundial do Coração não deve ser apenas uma data no calendário. Deve servir como um lembrete de que cuidar do coração é um compromisso diário. Pequenas decisões repetidas ao longo do tempo — não fumar, mexer-se mais, alimentar-se melhor, controlar os fatores de risco e cumprir a vigilância médica — podem fazer uma diferença importante.

O coração trabalha continuamente durante toda a nossa vida. Cuidarmos dele é, afinal, uma das formas mais concretas de cuidarmos da nossa própria vida e da vida daqueles que nos rodeiam.

·                               César Lourenço – Núcleo de Estudos de Insuficiência Cardíaca da SPMI

24.9.26

CASTELO DE VIDE: 𝐕𝐢𝐚 𝐅𝐞𝐫𝐫𝐚𝐭𝐚 | 𝐀𝐭𝐢𝐯𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐚𝐛𝐞𝐫𝐭𝐚 𝐚𝐨 𝐩𝐮́𝐛𝐥𝐢𝐜𝐨


O Município de Castelo de Vide promove no próximo dia 3 de outubro, sábado, uma iniciativa para realizar a Via Ferrata.

Depois da possibilidade de fazer arborismo, no Parque Aventura, desta vez, o Município, através da Secção de Desporto, proporciona ao público em geral a hipótese de percorrer a Via Ferrata.

A atividade é gratuita, mas carece de inscrição no Posto de Turismo, e o equipamento está disponível no local.

ℹ Mais informações:

https://castelodevide.pt/2103/via-ferrata-escalada