6.5.26
PORTALEGRE: XIV Jornadas sobre Família
| 14 de maio | 9h30 | Auditório Abílio Amiguinho da Escola
Superior de Educação e Ciências Sociais do Politécnico de Portalegre.
O Núcleo Distrital de Portalegre da EAPN Portugal, em
parceria com a Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, a Escola
Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Portalegre e a Câmara Municipal
de Portalegre, estão a organizar as XIV Jornadas sobre Família – (Re)
Significar a Perda ...em Busca de Um Sentido, que terão lugar no próximo dia 14
de maio, pelas 9h30, no Auditório Abílio Amiguinho da Escola Superior de
Educação e Ciências Sociais do Politécnico de Portalegre.
Este evento tem o intuito de promover o debate reflexivo
sobre o papel e importância da Família no processo de perda e do seu papel na
busca de um novo sentido e na superação dos problemas intrínsecos à perda.
Neste sentido, gostaríamos de Convidar Vossa Excelência a
participar neste evento.
A inscrição é gratuita, mas obrigatório e deverá fazê-la
através do link Ficha de Inscrição
AJA – LISBOA: Conversa sobre a canção "Por trás daquela janela"
Nesta sessão, a conversa será em torno da canção "Por
Trás Daquela Janela" do álbum "Eu Vou Ser Como a Toupeira"
(1972), dedicada por José Afonso a Alfredo Matos, seu amigo, que se encontrava
preso pela PIDE.
A partir desta canção, falar-se-á da experiência de Alfredo
Matos, do contexto político e social que se vivia na época, e também do
processo de gravação deste tema marcante.
A sessão contará com a participação de Alfredo Matos e
Carlos Alberto Moniz, que participou na gravação da canção.
Vem e traz outro amigo também!
Álvaro José Ferreira
ÉVORA: Conferência "Pequenas Ações, Grande Impacto
Local: Centro de Inovação Social da Fundação Eugénio de
Almeida (Rua Vasco da Gama, nº 13)
Horário: 15h00 - 18h00
Destinatários: Estudantes, jovens empreendedores, técnicos
de organizações do terceiro setor e comunidade em geral.
A conferência “Pequenas ações com grande impacto”, promovida
no âmbito do projeto EFES Impact, incentiva a que haja uma reflexão sobre o
papel das iniciativas individuais na criação de impacto social positivo,
demonstrando que pequenas ações podem gerar transformações significativas nas
comunidades, mesmo perante desafios complexos.
A sessão inicia-se com um momento de enquadramento e uma
conversa sobre economia social, impacto comunitário e o papel dos jovens na
mudança social. Ao longo do evento, serão partilhadas histórias reais de
impacto local, evidenciando como gestos simples de empatia e ação podem gerar
mudanças concretas e duradouras.
O evento culmina numa experiência participativa, onde os participantes
são convidados a refletir e agir, reforçando a importância da ação individual
no bem-estar coletivo.
Programa:
15h00 - Abertura
15h15 - Boas-vindas - Pedro Oliveira, Presidente do Conselho
Executivo
15h30 - Mesa Redonda “Como é que pequenas ações e
iniciativas individuais podem gerar impacto social real na comunidade?”
Aires de Carvalho, Professor na Escola Secundária Severim de
Faria;
Ana Rodrigues, Empreendedora Social com o projeto “Raízes
Seguras”;
Leonor Pires, Empreendedora Social com o projeto “CanBe”;
Gertrudes Guerreiro, Professora Universidade de Évora;
Moderação e Debate por Luis Matias, Sociólogo.
16h30 - “Histórias real de impacto”
Raquel Copeto, projeto “Entreler”
Raquel Safara, marca “Corbet”
Afonso Santos, projeto “Se uma aldeia falasse” *
*por confirmar
17h00 – Momento de
Networking com Coffee-break
18h00 – Encerramento
Participação gratuita mediante inscrição prévia AQUI. »»»» https://www.fea.pt/social/centro-de-inovacao-social/outras-atividades/evento-15-de-maio
CINEMA: Festival Internacional de Cinema de Santarém (FICS) apresenta edição 2026 em Lisboa | 7 maio, Casa Palestina
A sessão inicia-se às 17h00 com uma conferência de imprensa
e cocktail, onde serão apresentadas, pela primeira vez em Lisboa, as principais
linhas do FICS, e a programação da edição de 2026. Fundado em 1971, é um dos
festivais de cinema mais antigos do país e o único exclusivamente dedicado ao
cinema de temática agrícola, rural e ambiental, acontecendo em Santarém,
Capital Nacional da Agricultura.
A partir das 18h00, o evento abre ao público, com uma sessão
de cinema e uma conversa dedicadas ao cinema da Palestina, integradas na secção
EM FOCO da 19.ª edição do FICS, intitulada Terra e Soberania.
A conversa “Olhar a Palestina: Cinema, Ética e
Solidariedade”, pretende ser uma reflexão sobre o papel do cinema na forma como
olhamos, representamos e partilhamos a Palestina. A partir de diferentes
práticas, da realização à programação, a jornalista Joana Guerra Tadeu modera
uma conversa entre a realizadora Carolina Pereira, a programadora Joana de
Sousa e o produtor Pedro Canavilhas, com o objetivo de discutir as
responsabilidades de quem filma, exibe e contextualiza filmes sobre a
Palestina.
A noite termina com DJ set.
Programa:
17h00: Conferência de imprensa & cocktail
18h00: Abertura de portas
18h30: Conversa “Olhar a Palestina: Cinema, Ética e
Solidariedade”
19h30: Exibição do filme Terrace of the Sea - Jal el Bahar (Diana Allen, 2009)
20h30: Jantar palestiniano mediante inscrição
21h00: DJ set
23h00: Encerramento
AVIS: 𝐂𝐚𝐦𝐢𝐧𝐡𝐚𝐝𝐚 “𝐄𝐧𝐭𝐫𝐞 𝐓𝐞𝐫𝐫𝐚 𝐞 Á𝐠𝐮𝐚” – 𝐁𝐞𝐧𝐚𝐯𝐢𝐥𝐚 | 𝟏𝟕 𝐝𝐞 𝐦𝐚𝐢𝐨 𝐝𝐞 𝟐𝟎𝟐𝟔
O ponto de encontro está marcado para as 9h00, no Santuário
de Nossa Senhora de Entre Águas, sendo o início do percurso junto ao vértice
geodésico do Monte Branco.
Esta caminhada circular, com uma distância aproximada de 6
km, levará os participantes por trilhos envoltos em montados de sobro, num
percurso que combina natureza, tranquilidade e paisagens únicas. O itinerário
segue até às margens da Albufeira do Maranhão, onde será possível desfrutar de
uma vista panorâmica distinta sobre a vila de Benavila, num cenário de grande
beleza natural.
As inscrições estão abertas até ao dia 14 de maio, podendo
ser efetuadas na Divisão de Desenvolvimento Sociocultural, Turismo e Desporto
do Município de Avis, nas Juntas de Freguesia, ou através do formulário online
disponível em: https://tinyurl.com/CaminhadaBenavila26.
Participe e venha descobrir a harmonia entre a terra e a
água num percurso inesquecível.
ODIVELAS: Inauguração da Exposição “O 1º de Maio e as Representações do Trabalho”
Exposição cedida pela EPHEMERA - Biblioteca e arquivo de
José Pacheco Pereira
V. V. RÓDÃO: AEAT e CIART assinalam Dia Europeu da Cultura Megalítica
Nesta sessão foi relevada a extensa e longa ocupação
pré-histórica desta região e apresentada a especificidade dos monumentos
megalíticos regionais. Este património permanece mal conhecido e carentes de
urgente proteção e valorização pública, nomeadamente pela integração em redes
de visitação.
A AEAT, que dedica a sua atividade maioritária à
investigação arqueológica, com foco importante no megalitismo, é associada da
European Route of Megalithic Culture (RECM), entidade que pretende destacar a
importância excecional da cultura megalítica para a história europeia,
redescobrir e promover o valor turístico dos seus monumentos e, dessa forma,
melhorar a sua proteção como parte de um património cultural comum.
A comemoração deste ano foi integrada numa ação de formação
(Geopanhados) orientada pelo geólogo Carlos Neto de Carvalho, do Geopark
Naturtejo, e contou com a presença de cerca de 40 pessoas, maioritariamente
professores de Biologia e Geologia.
Diário Digital Castelo Branco
5.5.26
AADP marca presença no 33.º Atleta Completo Nacional em Ponta Delgada
A Associação de Atletismo do Distrito de Portalegre (AADP) concluiu a sua participação no 33.º Atleta Completo Nacional, que decorreu em Ponta Delgada, Açores, numa presença marcada pela entrega, evolução competitiva e forte espírito de equipa.
Num dos mais
exigentes palcos do atletismo jovem nacional, os atletas do distrito demonstraram
capacidade de superação, competindo com os melhores do país e alcançando
resultados que refletem o trabalho consistente que tem vindo a ser desenvolvido
pelos clubes da região.
Em destaque esteve Luiz Otávio, com um excelente 6.º lugar da classificação geral (4077 pontos) e o estabelecimento de dois novos recordes distritais, confirmando o seu elevado nível competitivo.
Também Dayane Santos (13.ª), Matilde Sousa (11.ª) e Diego Castro (18.º) evidenciaram progressos significativos, com várias marcas pessoais superadas ao longo da competição.
Coletivamente,
a AADP alcançou o 13.º lugar entre 20 associações, num resultado que espelha o
esforço conjunto de atletas, treinadores e clubes.
Para os
atletas, a experiência foi marcante não só pelo nível competitivo, mas também
pelo contexto único da prova:
"Foi
uma experiência muito boa. Competir nos Açores, num ambiente diferente, tornou
tudo ainda mais especial e motivador", referiu um dos atletas da comitiva.
Também a
equipa técnica destacou a atitude demonstrada:
"Estamos
muito orgulhosos destes jovens. Para além dos resultados, evidenciaram uma
postura exemplar, espírito de sacrifício e grande união ao longo de toda a
competição", sublinharam os treinadores.
A realização
da prova nos Açores acrescentou um fator diferenciador à experiência,
proporcionando aos atletas não só um desafio desportivo, mas também uma
vivência enriquecedora a nível pessoal e coletivo.
A AADP
destaca ainda que os resultados alcançados são reflexo da evolução do trabalho
que tem vindo a ser desenvolvido pelos clubes do distrito, representando mais
um passo sólido rumo ao crescimento sustentado da modalidade na região.
A
participação neste campeonato nacional reforça a ambição da associação em
continuar a elevar o nível competitivo dos seus atletas e consolidar o futuro
do atletismo no Alto Alentejo.
MOURA: Semana do Património Histórico
A iniciativa pretende «valorizar e dinamizar os núcleos museológicos do
concelho, bem como divulgar o património local junto da comunidade escolar e do
público em geral», refere o município alentejano, em comunicado.
O programa inicia-se no dia 18 de Maio, Dia Internacional dos Museus,
com uma visita técnica da Rede de Museus do Baixo Alentejo, na ala esquerda do
Museu Municipal, às 9h30, seguindo-se a palestra “A Bíblia Hebraica de Moura”,
ministrada por Tiago Moita.
Entre dias 19 e 22, realizam-se visitas guiadas aos alunos do 4º ano
das escolas do concelho.
A agenda de dia 20 contempla um workshop de olaria, na Galeria do
Espírito Santo, dirigida à comunidade escolar, sob a orientação de Susana S.
Jorge Ferreira.
No dia 23, às 14h30, tem lugar a atividade “Há Ouro na Serra – O
Tesouro do Álamo e a Arqueologia na Freguesia de Sobral da Adiça”, uma visita
guiada à exposição patente no Museu Municipal, dedicada à população de Sobral
da Adiça.
Ainda na mesma data, às 16:30, no Jardim Dr. Santiago, há um Concerto
da Banda Juvenil Conjunta, com as bandas juvenis da SFUM Os Amarelos e da
Sociedade Portimonense.
Também no dia 23, às 21h00, o Museu de Arte Sacra acolhe o recital de
música “Cantar Camões”, com Eduardo Ramos no alaúde árabe e um percussionista
convidado.
A fechar a Semana do Património Histórico, no dia 24 de Maio,
realiza-se o “Domingos no Museu”, às 14h30, no Museu Municipal, com um workshop
de aguarela, com Cláudia Félix.
Mais informações sobre inscrições e o programa completo da XXIV Semana
do Património Histórico estão disponíveis no site da autarquia.
ODEMIRA: Quintais Adentro volta a espalhar música pelo concelho
O Quintais Adentro está de regresso para a sua 4.ª edição, afirmando-se
como um dos projetos culturais mais singulares do Alentejo Litoral. Entre os
dias 3 e 6 de junho, o festival volta a ocupar quintais, escolas e espaços
improváveis de quatro localidades do concelho de Odemira — este ano com estreia
na Zambujeira do Mar —, mantendo a missão de aproximar a música das comunidades
e de cruzar geografias, linguagens e públicos.
Inspirado pelo imaginário de José Afonso — “por esses quintais adentro
vamos” —, o festival anuncia agora o cartaz, que reflete uma programação
eclética, reunindo artistas emergentes e projetos já consolidados.
Entre os confirmados estão Luca Argel, Mr. Gallini, Femme Falafel,
April Marmara, Pista, The Twist Connection e Bardino, compondo um alinhamento
que atravessa diferentes estéticas, do rock à eletrónica, da experimentação à
canção.
Um dos momentos centrais da programação será a residência artística que
junta O Gajo, Cachupa Psicadélica e Indeerjeet. Este encontro inusitado propõe
um diálogo entre a viola campaniça, a música cabo-verdiana experimental e a
tradição indiana do tabla, promovendo a interculturalidade e a partilha como
eixo artístico e social. A residência culminará numa apresentação pública,
sublinhando o caráter processual e comunitário do festival.
A programação volta também a incluir as chamadas “Atividades
Perpendiculares”, entre as quais se destaca o “Recreio Adentro”. Nesta edição,
a Orquestra Locomotiva, composta por cerca de 30 jovens músicos da região, será
dirigida pela maestrina Joana Carneiro num concerto especial na Escola Básica
de São Martinho das Amoreiras — um espaço com o qual mantém ligações pessoais.
Outra novidade é a parceria com o Festival Termómetro, iniciativa
fundada por Fernando Alvim, que há décadas revela novos talentos da música
nacional. Uma das bandas participantes na etapa de Odemira, Jacaréu, foi
selecionada para integrar o cartaz final, reforçando o compromisso com a
descoberta de projetos emergentes.
Mantendo a forte ligação ao território, o Quintais Adentro continua a
reservar espaço para músicos locais, integrando-os tanto nas atividades
paralelas como na programação principal. Neste âmbito, além da participação do
tablista indiano Inderjeet Singh na residência, haverá espaço para a música
improvisada com o saxofonista Edmar Pereira e o trombonista Marco Alves, a
dream pop da dupla Tilde & Mari, o coro Vozes Femininas de Amoreiras-Gare e
um showcase de Jorge Galvão, membro fundador dos saudosos Afonsinhos do
Condado, atualmente residente no concelho. Estão ainda previstas ações como o
“Lar Adentro”, que pretende levar pequenos concertos a lares e centros de dia,
envolvendo jovens músicos da região.
Com o apoio do Município de Odemira, juntas de freguesia, CCDR Alentejo, Antena 3 e parceiros locais, o festival mantém uma política de acessibilidade, com vários concertos de entrada gratuita e condições especiais para menores de 18 e maiores de 65 anos.
CACHEIRO (Nisa): Festa em louvor de São Matias
PORTALEGRE: Aprovado Estudo Prévio do Pavilhão Multiusos
A intervenção irá desenvolver-se numa área de cerca de 8.000 m² do
Loteamento do Parque de Feiras e Exposições (Campo da Feira), uma zona
estratégica do concelho, com boas acessibilidades e capacidade para
estacionamento.
Concebido como um espaço verdadeiramente multiusos, o futuro pavilhão
apresenta-se como um edifício moderno, funcional e versátil, com cerca de 5.800
m² de área de implantação. Preparado para responder às exigências atuais e com
capacidade ajustável consoante o tipo de evento, poderá acolher cerca de 2.400
espectadores em competições desportivas, subindo este número para 3.596 lugares
em plateia sentada
para eventos culturais e musicais ou 5.000 no formato de plateia em pé.
A organização do espaço garante condições para a realização de eventos
de diferentes dimensões e natureza, incluindo várias bancadas, zonas de
plateia, palco interior e exterior, balneários, camarins, áreas técnicas, sala
de imprensa, cafetaria e espaços de apoio ao público.
Com a aprovação deste Estudo Prévio, Portalegre dá mais um passo firme
na construção de um futuro com melhores infraestruturas, mais dinâmica e maior
qualidade de vida para todos.
Mercado Ribeirinho de Abrantes valoriza o Tejo com dinamização de várias atividades
Promover as potencialidades do Tejo, desafiando a comunidade e os
visitantes a usufruírem do maior rio da Península Ibérica e das suas margens
são os objetivos do Mercado Ribeirinho de Abrantes, organizado pela TAGUS –
Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior, pelo
Município de Abrantes e pela União de Freguesias de S. Miguel do Rio Torto e
Rossio ao Sul do Tejo.
Esta edição tem como grande novidade uma recriação, no domingo, dia 24 de maio, de um mercado rural do século XX, lembrando a época em que o porto fluvial, localizado em Rossio ao Sul do Tejo, reunia grande dinâmica na sua margem à volta dos produtos e as ruas da freguesia concentravam os ofícios de apoio à atividade ribeirinha. O Mercado de Época: o Tejo rural no séc. XX será dinamizado pelo Grupo Teatro Palha de Abrantes e irá contar com venda de flores, hortofrutícolas, artesanato e velharias.
Durante os três dias irão decorrer várias atividades para famílias,
como mostra de produtos agrícolas, plantas e flores, agroalimentares, velharias
e artesanato. O programa contempla igualmente atividades de valorização
patrimonial, como oficinas de artesanato, propostas gastronómicas (tasquinhas
com pratos regionais e peixe do rio, piqueniques para usufruir à beira Tejo) e
atividades ao ar livre e de contacto com o património natural, como convívio de
pesca, padel, batismo a cavalo, yoga, caminhada e demonstração de parapente.
Terá ainda espetáculos culturais com fado, percussão, teatro de marionetas,
etnografia e cavaquinhos, entre outros.
A inauguração do Mercado de Abrantes está marcada para as 18h, de dia
22 de maio, na margem Sul do Parque Ribeirinho Aquapolis. Após este momento
oficial, haverá uma atuação da Tuna da Universidade da Terceira Idade (UTIA).
Oficinas e demonstrações
Dado o sucesso da edição passada, a organização volta a apostar na
dinamização de oficinas pelos detentores dos saberes, os artesãos. No sábado,
dia 23 de maio, pelas 15h30, a RCA – Restauro, Criação e Arte vai dinamizar uma
iniciativa em que vai ensinar as crianças a partir dos 6 anos a pintar
peixinhos em cerâmica. Nessa mesma tarde, os visitantes do mercado ribeirinho
poderão experimentar fazer percussão com pipas, cestos e outros instrumentos da
vinha, sob a orientação do grupo comunitário Sons do Douro, da Fundação Museu
do Douro.
Já no domingo, dia 24 de maio, pelas 10h30, Rosa Chá vai dar dicas de
como compor um centro de mesa com flores naturais. Pelas 11h, será feita uma
pequena introdução ao parapente. Da parte da tarde, às 15h, a Presents.pt dinamiza
um atelier onde os participantes aprenderão a criar ceras perfumadas para
queimadores e para o roupeiro. Haverá ainda demonstração de arte equestre e
batismo a cavalo, pela EPDRA - Escola de Desenvolvimento Rural de Abrantes. A
finalizar o dia, Sérgio Silva demonstrará ao vivo como é o seu ofício de
calafate a reparar um barco tradicional do Tejo.
Para participar nas oficinas, terá de se inscrever, dispondo de todas as informações no site da TAGUS.
Música, tradição e conversas
Celebrar o Tejo com fados é a proposta para sexta-feira, 22 de maio. A
conhecida fadista abrantina Dora Maria traz Hugo Faustino, na guitarra clássica
Pedro Pinhal e no acordeão Luís Mateus para animar esta noite de convívio.
No sábado, dia 23 de maio, durante a tarde, pelas 17h, haverá uma
conversa sobre o mote “Os 3º Lugares como espaços de comunidade e bem-estar”,
em que várias entidades da região irão refletir sobre os seus papeis junto das
populações no sentimento de pertença, no combate ao isolamento, na inclusão e
até na saúde mental. Estas Conversas do Tejo são dinamizadas pela Comunidade
Intermunicipal do Médio Tejo, no âmbito do projeto ResilientES – Economia
social como motor do desenvolvimento socioeconómico nos territórios de interior
do SUDOE.
A chegada do Cruzeiro Religioso do Tejo à margem de Rossio ao Sul do
Tejo está prevista para essa tarde, antecedendo a atuação do Grupo de
Cavaquinhos de Casais de Revelhos, marcada para as 19h.
Logo após o jantar haverá uma performance de dança contemporânea com
fogo apresentada por Marina Dance Center e Luciana Santoro. De seguida soarão
os pipos e as meias-pipas, que já guardaram vinho, da formação Sons do Douro,
criada no âmbito do projeto de intervenção artística Entre Margens. A terminar
a noite, o Mercado Ribeirinho contará com o som do DJ Cláudio Antunes.
A componente etnográfica e musical, de domingo, dia 24 de maio, irá ser
marcada pelas atuações da Sociedade de Instrução Musical Rossiense, do Rancho
Folclórico de S. Miguel do Rio Torto, do Grupo Cantares da Sociedade Recreativa
do Souto e do Grupo de Cavaquinhos da Pucariça, que vão preencher a tarde deste
último dia do evento.
Haverá ainda o lançamento do livro “Memórias de um Guarda‑Rios – Narrativa Biográfica de Luís Alves – Rossio ao Sul do Tejo”, da autoria de João Serrano, bem como a demonstração do ofício de calafate, valorizando um saber tradicional profundamente ligado à navegação no Tejo.
Atividades desportivas e de bem-estar
No desporto e bem-estar, a este mercado ribeirinho não vai faltar o
habitual convívio de pesca, dinamizado pelo CAPEC do Pego, no sábado de manhã.
Altura em que também decorrerá o Padel em Família, na margem Norte do
Aquapolis, com experimentação e ensinamentos do Abrantes Clube de Padel. Yoga e relaxamento sonoro, por Pedro Filipe –
Yoga, Som & Meditação, é a proposta para o relvado da margem Sul, pelas
10h.
No domingo de manhã, irá decorrer uma caminhada junto às margens do
rio. E durante a tarde haverá jogos tradicionais.
Animação infantil
Aposta no teatro tradicional Dom Roberto para os pequenos e também para
lembrança dos adultos volta neste Mercado Ribeirinho de Abrantes. No sábado,
pelas 15h, Valdevinos Teatro de Marionetas apresentam as histórias "O
Pescador" e "O Moleiro e o Burro".
Dedicado às crianças também haverá insuflável, pinturas faciais e jogos
durante as tardes de sábado e domingo, além da oficina de pintura de peixinhos,
do batismo a cavalo e dos jogos tradicionais.
Durante todo o evento haverá mercado de produtos locais e artesanato
que funcionará na sexta-feira das 17h até às 24h, no sábado das 15h às 24h e no
último dia, junta-se ao Mercado de Época: o Tejo rural no séc. XX, pelas 10h,
de 24 de maio.
No Mercado Ribeirinho de Abrantes a gastronomia local também não é
esquecida, com as duas tasquinhas, dinamizadas pelo Clube Desportivo “Os Patos”
e pelo CAPEC - Clube de Amadores de Pesca e Caça do Pego, com petiscos
tradicionais e peixe do rio. A celebração do rio Tejo, desafia também os seus
visitantes a fazer piqueniques nas suas margens, com as cestas preparadas pela
Padaria 2000, contemplando este recurso endógeno, que brinda Abrantes como
elemento de ligação entre as populações ribeirinhas, tradição e identidade.
MAIO é mês de sensibilização para as Doenças Inflamatórias do Intestino
Em Portugal, estas doenças - como a Doença de Crohn e a Colite Ulcerosa
- afetam mais de 25 mil pessoas. São crónicas e muitas vezes invisíveis, mas
com impacto real no dia a dia, na vida pessoal e no trabalho.
📌 Esta campanha pretende:
▪ Aumentar o conhecimento sobre as DII
▪ Promover o diagnóstico precoce
▪ Combater o estigma associado a sintomas como dor, fadiga ou urgência
intestinal
Ao longo do mês, várias entidades juntam-se a esta iniciativa,
reforçando a importância da literacia em saúde e de uma sociedade mais
informada e empática.
VILA VELHA DE RÓDÃO: Casa de Artes e Cultura do Tejo celebra 20 anos com concerto de Rita Guerra
Com uma carreira iniciada no final da década de 80 e conhecida pela sua
versatilidade e voz única, Rita Guerra percorreu diversos géneros musicais,
incluindo pop e baladas, entre outros. Enquanto cantora e compositora
destacou-se pela longevidade na música portuguesa, mantendo-se ativa com
espetáculos ao vivo e novas produções e uma discografia que inclui múltiplos
álbuns de estúdio e compilações, que a consolidaram como um nome incontornável
no panorama musical.
Os bilhetes para este concerto têm um custo de 10 euros e podem ser adquiridos, já a partir da próxima segunda-feira, dia 11 de maio, no balcão da Casa de Artes e Cultura do Tejo, em Vila Velha de Ródão e, no dia seguinte, em ticketline.sapo.pt.
In maisbeiras.sapo.pt - 4 de Maio de 2026
4.5.26
SINES: Espectáculo “50 Madrugadas”
Numa noite de trabalho, um grupo de jornalistas tenta escrever um
artigo sobre o tema “Fado e Democracia”. Ao revisitarem autores marcantes
ligados ao 25 de Abril através das suas obras, cruzam-se inevitavelmente com o
nome de Ary dos Santos.
Com encenação e dramaturgia de Jorge Gomes Ribeiro, este espetáculo
convida o público a refletir sobre a memória, a liberdade e a força da palavra.
🎟
Bilhetes:
5€ – público em geral
3€ – menores de 21 anos e maiores de 65 anos
Gratuito – sócios AJAGATO
A venda de bilhetes decorre durante a próxima semana, no Centro de
Artes.
OPINIÃO: O meu país
José Oliveira Mendes
Portalegre, 4 de Maio de 2026
PORTALEGRE: Musical “Musical D’Artagnan e as 3 Mosqueteiras” no CAEP
Musical D’Artagnan e as 3 Mosqueteiras
Teatro | GA | 6€ | M/6 anos
Duração: 60 minutos
O Reino de França é governado por uma Rainha, de seu nome Ana.
Há muito que o cardeal Richelieu planeia roubar o trono à Rainha, por
pensar que uma mulher jamais terá condições de governar um reino.
Assim, cria um plano, juntamente com Milady, para fazerem desaparecer
os três mosqueteiros da Rainha e a restante guarda do reino.
D’Artagnan oferece ajuda à Rainha e à sua Aia Julieta, para que juntos,
salvem os três Mosqueteiros e o Reino.
Será D’Artagnan capaz de salvar o Reino?
E o que fazem três mosqueteiras nesta história, não eram três
mosqueteiros?
O que é a corrente de favores e o que faz nesta história?
Preparem-se para embarcar numa emocionante história sobre o Amor, a
valentia, e empatia e onde também não faltaram as peripécias do Pinguim das
botas altas e seus amigos!
Texto, Conceção e Encenação:
Miguel Ruivo Duarte
Direção Musical: Leonor
Carvalheira
Coreografias: Sara Vicêncio
Produção, Booking: Liliana Pereira
Figurinos: Marina Mansura
Elenco: Sara Batista, Sofia Lopes, Laura Ramos, Leonor Alegria, Diogo
Lemos, Celso Zanini, Leonor Carvalheira, Sara Vivêncio, Alexandra Caldeira,
Anita Clemente.
OPINIÃO: A festa do futebol
Sim, o futebol é tudo isso e, como todas as atividades humanas, tanto
atrai os piores como os melhores. Mas para o adepto comum, o futebol ainda é
sobretudo arte e festa. Uma arte com solistas que são capazes de nos fazer
abrir a boca de espanto (pensem no nosso Ronaldo ou no que nos promete um
Rodrigo Mora), com coreógrafos que são capazes de transformar onze
instrumentistas numa orquestra bem afinada (pensem em Guardiola ou em Farioli),
com produtores que conseguem reunir o capital e os recursos humanos capazes de
montar e executar um grandioso espetáculo (pensem em Laporta ou em
Villas-Boas). A associação de nomes grandes do mundo da bola a personagens do
F. C. Porto não é um acaso. Porque, mesmo que não possam ser comparados em
prestígio e títulos, já deram o seu contributo para a paixão popular pelo
futebol. Perguntem aos milhares e milhares de adeptos dos dragões que na noite
passada encheram a alameda. O futebol é festa. Parabéns aos campeões!
Rafael Barbosa – Jornal de Notícias - 3 de maio, 2026
SARDOAL: Exposição ”Ter Abril na Mão”
3.5.26
EM MAIO, O FLORIR DE ABRIL - Baptista Bastos
Contarás de Abril o assombro, o desassossego, as súbitas visões de
beleza longamente sonhadas, a hora vesperal; o renascer, meu e teu. Contarás de
Abril instantes serenos, salivados de paz, o perfil de casas, as ruas docemente
nossas que rimam connosco, as ternuras vagabundas, a utilidade dos gestos, o
murmúrio discreto e comovido.
Contarás de Abril os gritos, as imprecações, as cóleras, o idioma
ressurrecto na fraternidade de frases efusivas, no estertor.
Contarás de Abril aquele haver viagem, aquele cheiro antigo de chuva de
infância, a peca sombra, o chouto curto, o bêbado de rua que te assustou,
temulento, a frugal manhã.
Contarás de Abril o lado esquerdo da madrugada; cíclicos, os sismos: o
chão em fissuras laceradas; devagarosa, a capa da terra a recobrir o oco, as
galerias naturais do ódio, onde rebramia o mar, sobre o qual haviam colocado o
pinho e a pedra e reconstruído a cidade, longa história de uma frustração.
Contarás de Abril os passos.
Contarás de Abril os sons, ínsitos na paisagem nocturna, nas betesgas.
Contarás de Abril que me viste trajado de estrelas, seteira ao ombro,
num baixel de antigamente, soletrando palavras felizes, sem direcção nem
sentido, como tudo o que é feliz.
Contarás de Abril, aos meus filhos, filhos teus, que os meus olhos
míopes, ardidos, urbanos, ficaram cheios de um ofício de dizer coisas singelas,
humildes e absurdas: como amor, liberdade.
Contarás de Abril os idos e os que voltaram; os que ficaram e ficam.
Contarás de Abril as pequenas pilhas de palavras, armazenadas numa
necessidade que inventei; e as nossas almas ledas e limpas; e os braços que se
estendem a outros abraços; e a cordialidade de anotarmos um nome, um número,
numa flor; e os balaios sem reticências de mágoas, cheios, os balaios, de
trissos de aves, de pássaros remotos de que ignoramos a voz ou havíamos
esquecido o toque e a fímbria.
Contarás de Abril que na nossa terra já não apodrecem as raízes e que
já não adiamos o coração; e que nascem crianças insubmissas e claras e livres;
que já não nos dói a velhice e que os rios são todos nossos e íntimos e que já
não perdemos a infância e que nascem crianças insubmissas e claras e livres.
Contarás de Abril a espessura mágica, o punho reflexo, o dia d'água, a
lágrima, a vontade de sermos e de estarmos, o límpido grito, a forma
inconsútil, o beijo proliferante, o vermelho e a brisa, as bambinelas vagantes
nos sopros, o livor das coisas, a maravilha discreta de assear a vida, o
caminhar, os semideiros, os rostos nesta dócil pausa e neste imenso perdão.
Contarás de Abril as casas de mil sóis, a imponderável descoberta dos
sussurros, a brancura inadiável da perseverança, o resplendente varar dos dias,
a feira alvoroçada das horas.
Contarás de Abril a visão e o visto.
Contarás de Abril as mãos dadas. Contarás de Abril o renascer da
essencial frescura.
Contarás de Abril. Contarás, meu amor.
Baptista-Bastos



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