6.7.26

CASTELO BRANCO: 28.º Encontro de Etnografia e Folclore no próximo dia 11 de Julho


A Associação Cultural e Recreativa "As Palmeiras", através do Grupo de Danças e Cantares da Beira Baixa, promove, no próximo sábado, 11 de julho de 2026, pelas 21h00, nos Paços do Concelho de Castelo Branco, o 28.º Encontro de Etnografia e Folclore Cidade de Castelo Branco.

Ao longo de quase três décadas, este encontro tem assumido um papel de destaque na valorização do património cultural imaterial português, reunindo grupos representativos de diferentes regiões do país e proporcionando ao público uma viagem pelas danças, cantares, usos, costumes e tradições que constituem a identidade cultural nacional. A importância destes encontros reside precisamente na partilha entre comunidades, promovendo o intercâmbio cultural e contribuindo para a salvaguarda do folclore português enquanto expressão viva da memória coletiva.

A edição de 2026 contará com a participação de quatro grupos representativos de diferentes regiões etnográficas do país:

Grupo de Danças e Cantares da Beira Baixa (Castelo Branco | Beira Baixa); Grupo Folclórico S. Salvador de Macieira da Maia (Vila do Conde | Douro Litoral Norte);

Rancho Regional da Casa do Povo de Ílhavo (Aveiro | Região Vareira); Rancho Folclórico do Pego (Abrantes | Alto Ribatejo).

A iniciativa pretende proporcionar uma noite de celebração das tradições populares portuguesas, onde a autenticidade dos trajes, da música, da dança e dos costumes de cada região serão partilhados com o público, reforçando o compromisso do Grupo de Danças e Cantares da Beira Baixa com a investigação, preservação e divulgação da cultura popular tradicional da região de Castelo Branco.

Convidamos toda a comunidade a assistir a este momento de encontro entre culturas e tradições, celebrando a riqueza do património etnográfico português.

5.7.26

Música com as cores do mundo no FMM SINESs 2026


O FMM Sines - Festival Músicas do Mundo regressa de 17 a 25 de julho de 2026 para uma 26.ª edição com 38 concertos de músicos de quatro continentes repartidos pelos núcleos da aldeia de Porto Covo e da cidade de Sines.

Do mambo ao reggae, do flamenco aos blues do deserto, do tango ao highlife, passando por rock, jazz, eletrónica, música de raízes e música urbana de vários tons, o FMM Sines volta a propor uma experiência de diversidade, comunhão e enriquecimento cultural.

Le Trio Joubran, Julian Marley, Orquesta Akokán, Tamikrest, Vitorino Salomé, Otto, Lia Kali, Mádé Kuti, La Niña, The Legendary Tigerman, Paqui Ríos, A garota não e Konono Nº1 x Montparnasse Musique são alguns dos concertos de um alinhamento que, como sempre, junta nomes consagrados e novos talentos a descobrir.

Este ano, estão representados artistas da Argentina, Brasil, Chile, Cuba, Eslováquia, Espanha, EUA, França, Itália, Jamaica, Mali, Marrocos, Nigéria, Palestina, Peru, Portugal, RD Congo, Reino Unido, Senegal, Togo e Tunísia, entre outros.

NÚCLEO DE PORTO COVO | 17-19 JULHO

Como habitual, a música começa no coração da aldeia de Porto Covo, no Largo Marquês de Pombal, onde o festival permanece nos dias 17, 18 e 19 de julho.

Na primeira noite (sexta-feira, 17), ouvem-se as fusões do português Bruno Pernadas e o afro-jazz da orquestra britânica TC & The Groove Family.

No sábado, dia 18, o alinhamento será triplo, com um dos músicos mais relevantes do son cubano (Emilio Moret), uma banda que há 20 anos divulga a música tuaregue pelo mundo (Tamikrest) e o grupo de rock psicadélico eslovaco Tolstoys.

Domingo, dia 19, o festival despede-se de Porto Covo em registos muito diferentes: primeiro, a delicadeza mandinga do senegalês Momi Maiga; depois, a veia punk do português The Legendary Tigerman.

NÚCLEO DE SINES | 20-25 JULHO

Segunda e terça-feira, 20 e 21 de julho, já na cidade de Sines, são dias de transição, mas com vários motivos de interesse musical, distribuídos pelo auditório do Centro de Artes de Sines, Pátio das Artes e Largo Poeta Bocage.

Segunda-feira, ouvimos o cante jondo da andaluza Paqui Ríos, a eletrónica afro-latina do peruano Vitu Valera e o tango “underground” do trio argentino Tablao de Tango.

Terça-feira, recebemos a revelação da música de Casamansa, Mariaa Siga, o rock burlesco dos franceses One Rusty Band e o projeto de criação coletiva RESSOA - Ecos do Mundo.

A partir de quarta-feira, 22 de julho, o ritmo do festival acelera, com a abertura dos palcos do Castelo e da Avenida Vasco da Gama, junto à praia do mesmo nome.

A pop indie de Filipe Sambado inaugura o palco do Castelo, ao final da tarde de dia 22. Segue-se uma noite com o filme-concerto tunisino Aïchoucha by Khalil Epi, a nova estrela catalã Lia Kali e o reggae de raízes de Julian Marley & The Uprising. A música prossegue junto à praia com o jazz-rock dos portugueses Yakuza e a fusão da tradição com a eletrónica dos franceses Super Parquet.

Quinta-feira, 23 de julho, começa à tarde no Castelo com a intervenção social dos Duques do Precariado e continua, à noite, com o highlife desconstruído dos nigerianos The Cavemen., a força napolitana de La Niña e o afrobeat eclético de mais um nigeriano, Mádé Kuti. Na Avenida, dança-se o folclore eletro-urbano dos chilenos Calle Mambo e as grooves dos portugueses RS Produções.

No dia 24 de julho, sexta-feira, no concerto vespertino do Castelo, Lavoisier "declara-se" à poesia portuguesa. Os sons noturnos entre muralhas incluem Aïta Mon Amour et Ouled Abda, homenagem à tradição aïta de Marrocos, o regresso da música com consciência social de A garota não e a imaginação efervescente do músico pernambucano Otto. O gnawa do marroquino Saad Tiouly e a eletrónica do português Pedro da Linha alimentam a pista de dança pela noite dentro junto à praia.

O último dia do festival, sábado, 25 de julho, começa no Castelo sob a influência de Frank Zappa, com os portugueses Unsafe Space Garden. A noite no Castelo tem quatro concertos: o mestre Vitorino Salomé (acompanhado pelo Grupo de Cantadores de Redondo), os palestinos Le Trio Joubran (no seu formato comemorativo "20 Springs"), a dança vodu de Nana Benz du Togo e, a fechar, o mambo renovado da Orquesta Akokán. Já na Avenida Vasco da Gama, assiste-se ao regresso dos congoleses Konono Nº1 (com a dupla Montparnasse Musique) e o festival termina em ambiente de dança levantina com os teclados do palestino Isam Elias.

Além dos concertos, o festival oferece um programa de iniciativas paralelas, com exposição, atividades de divulgação científica, cinema documental, espetáculos para a infância, debates, oficinas, sessões de narração oral, encontros com músicos do FMM, visitas aos bastidores, apresentações de livros e feira do disco, do livro e do cartaz.

 

CASTELO DE VIDE: Feirinha do Livro

 


Complexo Arqueológico dos Perdigões em Reguengos de Monsaraz recebe nova campanha de escavações

 


A campanha de escavações no Complexo Arqueológico dos Perdigões vai decorrer de 1 de julho a 1 de agosto. Este, será o 29.º ano de investigação continuada com os trabalhos desenvolvidos pela ERA Arqueologia, com o apoio do Esporão e do Município de Reguengos de Monsaraz.

O Complexo Arqueológico dos Perdigões, classificado como Monumento Nacional, integra recintos delimitados por fossos e está datado entre 3.400 e 2.000 AC, abrangendo uma área de 16 hectares. Este ano, neste recinto pré-histórico localizado próximo de Reguengos de Monsaraz, vão participar nas escavações vários estudantes das universidades do Porto, Lisboa, Algarve, Évora, Autónoma de Madrid e Oxford.

O plano de trabalhos previsto para esta campanha integra a conclusão da escavação do contexto de deposições de cremações numa zona do sítio arqueológico e expor o que será parte da área de acesso ao “timber circle”, que era o núcleo cerimonial onde decorriam atividades rituais, num espaço que seria composto por vários círculos concêntricos de paliçadas e alinhamentos de grandes troncos de madeira.

No âmbito das escavações no Complexo Arqueológico dos Perdigões, realiza-se no dia 25 de julho o Dia Aberto, que terá, como habitualmente, visitas aos trabalhos de campo e à exposição na Torre do Esporão, assim como uma palestra sobre os Perdigões, mediante inscrição para: geral@era-arqueologia.pt.


ANTÓNIO MONTALVO: Um Amigo que partiu


Nascemos no mesmo ano (1951), eu em Nisa e ele em Vila Nova da Barquinha. Veio para a vila “bordada de encantos” ainda criança quando o pai foi nomeado chefe de secretaria da Câmara Municipal. Encontrei-o na escola do Rossio, na 4ª classe, dirigida pelo professor António da Piedade Pires, meu primo.

Depois disso, tomámos rumos diferentes. O Montalvo continuou os estudos, primeiro os preparatórios, em Nisa e depois os secundários que o levaram para outras paragens, onde estudou até ao 7º ano. Frequentou a Faculdade de Direito e formou-se em Advocacia, herdando do pai o gosto, a paixão, pelo Direito Administrativo, mormente o que tratava da Administração Pública, em particular as Autarquias Locais. Inteligente e apaixonado pelos estudos e pelo trabalho, tornou-se um dos grandes especialistas nesta variante do Direito, ao ponto de ser convidado, por diversas vezes, como observador da UE em eleições para o Poder Local em distintos países europeus. De uma dessas viagens, tenho guardado um postal que me enviou da Lituânia.

Ausente de Nisa durante muitos anos, nunca esqueceu a terra onde crescera e iniciara os estudos, os amigos de infância, as brincadeiras, os lugares da memória, a história e as tradições, milhentos episódios que descreveu no livro  “Retratos de Nisa com Gente da Terra”.

Morreu hoje, dia 4 de Julho, 22 anos após a entrevista que lhe fiz para o “Jornal de Nisa” e que constitui um repositório histórico da evolução do Poder Local em Portugal após o 25 de Abril.

Partiu do nosso convívio o António Montalvo, um amigo que, mesmo longe, nunca deixou de o ser e me ajudou em diversas circunstâncias.

O seu falecimento deixa uma grande tristeza e saudade, pelo Homem que foi e pelo que tentou fazer por uma vila e concelho que não era o seu, de origem.

Presto-lhe, aqui, a minha homenagem singela e de gratidão, e expresso a todos os familiares, principalmente às suas filhas, as minhas sinceras condolências.

Nos próximos dias, continuaremos a lembrar o labor e a dedicação do Dr. António Montalvo, às pessoas e à terra que foi a sua por eleição.

Mário Mendes

 NOTA: O velório será hoje (05.07) a partir das 16h na Igreja de N. Sra. Fátima (junto à Gulbenkian) e na 2ª feira (06.07) pelas 10h celebração de missa, e depois saída pelas 10:45m para cremação no cemitério de Carnide.

 

4.7.26

SINES: EmCena: 'A Camaleoa', pelo Teatro dos Aloés

 


CAS - Auditório | 21h30 | A venda de bilhetes decorre na semana do espetáculo | Custo: 5 euros (público em geral), 3 euros (menores de 21 anos e maiores de 65 anos) ou gratuito (sócios AJAGATO) | Org. AJAGATO. Parceria Câmaras Municipais de Sines e Santiago do Cacém

Com encenação de Elsa Valentim, a nova produção do Teatro dos Aloés traz-nos um texto de Carolina Campanela onde as relações de poder são exploradas a partir do quotidiano de uma companhia de teatro.

Sinopse: César decide encenar Júlio César. Mas, tal como na República de Roma, também aqui o poder corrói as relações. Na senda do processo de ensaios, floresce o descontentamento: intérpretes que querem ser mais do que intérpretes, estagiárias que recusam o seu papel de invisibilidade. Todos procuram o seu lugar ao sol.

Arriscam legitimamente ascender e vingar, numa profissão feita de dedicação, mas marcada pela precariedade e pelas promessas de reconhecimento.

Mas afinal o que existe no topo dessas promessas? E será que existe realmente um topo ou tratar-se-á apenas de uma infinita matrioska cada vez mais revestida de camadas?

Dur. 90', M/12

FORTIOS (Portalegre): Festival Internacional de Folclore

 


VILA VELHA DE RÓDÃO: Exposição “O Princípio do Gesto – Manuel Gargaleiro”


Já visitou a exposição “𝗢 𝗣𝗿𝗶𝗻𝗰í𝗽𝗶𝗼 𝗱𝗼 𝗚𝗲𝘀𝘁𝗼𝗠𝗮𝗻𝘂𝗲𝗹 𝗖𝗮𝗿𝗴𝗮𝗹𝗲𝗶𝗿𝗼”, no 𝗖𝗜𝗔𝗥𝗧𝗖𝗲𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗱𝗲 𝗜𝗻𝘁𝗲𝗿𝗽𝗿𝗲𝘁𝗮çã𝗼 𝗱𝗲 𝗔𝗿𝘁𝗲 𝗥𝘂𝗽𝗲𝘀𝘁𝗿𝗲 𝗱𝗼 𝗩𝗮𝗹𝗲 𝗱𝗼 𝗧𝗲𝗷𝗼?

Fruto de uma parceria entre a Fundação Manuel Cargaleiro e a Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão, a exposição marca o regresso simbólico ao território onde o Mestre nasceu e propõe uma reflexão sobre o 𝗴𝗲𝘀𝘁𝗼 𝗲𝗻𝗾𝘂𝗮𝗻𝘁𝗼 𝗳𝘂𝗻𝗱𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗱𝗮 𝗰𝗿𝗶𝗮çã𝗼 𝗮𝗿𝘁í𝘀𝘁𝗶𝗰𝗮, num diálogo com a arte rupestre do Vale do Tejo.

A inauguração desta mostra, no dia 27 de junho, marcou o início do 𝗣𝗿𝗼𝗴𝗿𝗮𝗺𝗮 𝗱𝗮𝘀 𝗖𝗼𝗺𝗲𝗺𝗼𝗿𝗮çõ𝗲𝘀 𝗱𝗼 𝗖𝗲𝗻𝘁𝗲𝗻á𝗿𝗶𝗼 𝗱𝗲 𝗠𝗮𝗻𝘂𝗲𝗹 𝗖𝗮𝗿𝗴𝗮𝗹𝗲𝗶𝗿𝗼 (1927–2027), que ao longo dos próximos dois anos celebrará os cem anos do nascimento de um dos mais influentes artistas portugueses do século XX e XXI.

 

ELVAS: Exposição de Desenho de Quim Moreira


“Maravilhas de Elvas” é o título da exposição de desenho de Quim Moreira inaugurada este domingo, 28 de junho, no MAEE - Museu de Arqueologia e Etnografia de Elvas António Tomás Pires.

Quim Moreira é un artista plástico autodidata, natural e resistente em Elvas, que propõe nesta mostra um conjunto de obras centradas no património monumental da cidade.

O Aqueduto da Amoreira, o Santuário do Senhor Jesus da Piedade e o Pelourinho são alguns dos monumentos que serviram de inspiração para os trabalhos expostos no MAEE até 2 de agosto.

O vereador Sérgio Ventura representou a Câmara Municipal na inauguração da exposição “Maravilhas de Elvas”.

PORTALEGRE: Bairro de S. Bernardo em festa

 


CABEÇO DE VIDE (Fronteira): XXIII Festival de Folclore


Dia 04 de Julho de 2026, a Vila de Cabeço de Vide volta a ser o palco principal da música tradicional e da etnografia com a realização da XXIII Edição do Festival de Folclore.

O evento terá lugar no Largo 25 de Abril e promete uma noite enriquecedora de partilha cultural, reunindo grupos de diferentes regiões do país.

O festival é organizado pelo Rancho Folclórico de Cabeço de Vide e conta com o apoio do Município de Fronteira e da Junta de Freguesia de Cabeço de Vide, reforçando o compromisso local com a preservação da nossa identidade e património imaterial.

AVIS: 𝐅𝐢𝐠𝐮𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐞 𝐁𝐚𝐫𝐫𝐨𝐬 𝐜𝐞𝐥𝐞𝐛𝐫𝐚 𝐚𝐬 𝐅𝐞𝐬𝐭𝐚𝐬 𝐞𝐦 𝐇𝐨𝐧𝐫𝐚 𝐝𝐞 𝐒. 𝐁𝐫á𝐬


Nos dias 4 e 5 de julho de 2026, Figueira e Barros volta a celebrar as Festas em Honra de S. Brás, padroeiro da freguesia.

O programa preparado para esta edição reúne tradição, devoção e animação, oferecendo uma programação diversificada que integra, para além das cerimónias religiosas — com destaque para a Missa Solene em honra de todos os figueirenses —, um conjunto de iniciativas recreativas e de convívio.

Do Arraial de Marchas Populares aos bailes animados por Nuno Florindo e António Vilas Boas, sem esquecer a quermesse, o serviço de bar, as farturas e as diversões, não faltarão motivos para viver intensamente o espírito da festa.

Entre no espírito dos festejos. Participe

ALTER DO CHÃO: Alter Pedroso em Festa!


𝓕𝓮𝓼𝓽𝓪𝓼 𝓭𝓮 𝓥𝓮𝓻ã𝓸 𝓭𝓮 𝓐𝓵𝓽𝓮𝓻 𝓟𝓮𝓭𝓻𝓸𝓼𝓸 | 17 𝓮 18 𝓭𝓮 𝓳𝓾𝓵𝓱𝓸 𝓭𝓮 2026 🎉

A contagem decrescente já começou... Faltam apenas 15 dias para as tão aguardadas Festas de Verão de Alter Pedroso!

Nos dias 17 e 18 de julho, o nosso pitoresco lugar volta a encher-se de alegria, animação e tradição, com um programa pensado para todas as idades.

🎶 O cartaz musical conta com as atuações de Tiago Neto & Paulo Fragoso, Elena Correia, Carlos Poeiras, DJ Brat e DJ Boss DiCi.

💃 Voltamos também a apoiar e integrar o XXXV Festival de Folclore de Alter do Chão, que este ano terá lugar no Cineteatro Municipal, no dia 18 de julho, pelas 17h00. Fique atento ao programa próprio, que será divulgado em breve.

🍗 Como já é tradição, não faltarão a quermesse, o delicioso frango assado, as bifanas e a irresistível açorda – os sabores que tornam estas festas ainda mais especiais.

Mais do que um evento, estas festas são um verdadeiro momento de encontro, partilha e convívio, onde amigos, famílias e visitantes se reúnem para celebrar o melhor da nossa terra e das nossas tradições

 

CANO (SOUSEL): 8º Festival de Acordeão

 


AMOR EM TEMPO DE CÓLERA

 

Ajuda humanitária | cartoon editorial da SÁBADO – Vasco Gargalo


2.7.26

PORTALEGRE: CLIP alerta Assembleia Municipal sobre a instalação do Campo de Tiro da Força Aérea em Alter do Chão

 


O CLIP - Candidatura Livre e Independente por Portalegre alerta para a iminente instalação do Campo de Tiiro da Força Aérea no Alto Alentejo em Carta Aberta dirigida ao presidente da Assembçeia Municipal. Documento que transcrevemos ns íntegra.
Excelentíssimo Senhor Presidente da Mesa da Assembleia Municipal de Portalegre, Dr. Luís Romão

O Grupo Municipal da CLIP – Candidatura Livre e Independente por Portalegre, no cumprimento do mandato que lhe foi conferido pelos portalegrenses, dirige esta Carta Aberta a Vossa Excelência, com conhecimento à Comunicação Social, para alertar sobre a urgente necessidade de defender as competências deste Órgão perante a iminente instalação do Campo de Tiro da Força Aérea no Alto Alentejo.

Embora se preveja que o polígono do Campo de Tiro se situe fora dos limites geográficos do concelho de Portalegre (nomeadamente em Alter do Chão), as repercussões indiretas para o nosso território são profundas e inegáveis. Conforme exposto na moção apresentada pela CLIP, a capital de distrito sofrerá um impacto sonoro devastador, amplificado pelo "efeito de anfiteatro" da Serra de São Mamede, além da desvalorização económica e turística que afetará toda a região. Estes impactos configuram um "assunto de interesse para o município", sobre o qual esta Assembleia tem a competência legal exclusiva de "tomar posição", nos termos do Artigo 25.º, n.º 2, alínea j) da Lei n.º 75/2013.

Assistimos com preocupação à declaração da Senhora Presidente da Câmara, Eng.ª Fermelinda Carvalho (assumimos que em nome do Executivo), ao escusar-se a tomar uma posição local definitiva, remetendo a decisão para a Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA). É imperativo recordar que a CIMAA não é um órgão político com soberania própria, mas sim uma associação de municípios de natureza administrativa. Conforme o Acórdão n.º 296/2013 do Tribunal Constitucional, as entidades intermunicipais não podem substituir à vontade das autarquias locais nem revestir-se de um grau superior aos municípios.

Senhor Presidente, o voto da Senhora Presidente de Câmara na CIMAA não é um ato individual ou de foro pessoal, mas sim uma manifestação da vontade do Município, que deve ser formada através da deliberação deste Órgão. Outras Assembleias Municipais da nossa região já aprovaram moções de rejeição clara ao Campo de Tiro, conferindo aos seus respetivos presidentes um mandato imperativo de oposição na CIMAA. Portalegre não pode ser exceção.

A moção do PSD/CDS aprovada nesta casa, embora menos assertiva que a proposta pela CLIP, estabelece limites jurídicos que a Senhora Presidente não pode ultrapassar:

1. Define as expropriações de solo agrícola como "inaceitáveis".

Uma vez que o projeto anunciado prevê expropriações em cerca de 7.500 hectares, a Presidente não tem legitimidade para dar um "Sim" a algo que a Assembleia já classificou como inaceitável

2. Condiciona qualquer posição à "necessidade imperativa de esclarecimento documental e técnico", o qual, como o próprio Ministro da Defesa admitiu, ainda não existe.

Juridicamente, o voto na CIMAA é definido como "representativo do número de eleitores do Município" (Artigo 10.º, n.º 5 dos Estatutos da CIMAA). Sem uma orientação clara desta Assembleia sobre o mérito da questão, a Senhora Presidente carece de legitimidade substantiva para vincular o nosso concelho. Qualquer "sim" ou omissão em sede intermunicipal que ignore os impactos em Portalegre constituirá um excesso de mandato e uma violação do princípio constitucional da autonomia local, que garante que os interesses das populações sejam decididos pelos seus próprios representantes eleitos.

Compete a Vossa Excelência, enquanto garante do regular funcionamento desta Assembleia, exigir que a Senhora Presidente reconheça que a sua voz na CIMAA é a voz delegada de Portalegre. Não permitiremos que a capital de distrito seja tratada como um mero espectador ou como o "quintal de Lisboa", enquanto as decisões estruturantes são tomadas à margem do escrutínio deste Órgão deliberativo.

A CLIP apela a que Vossa Excelência defenda a dignidade desta Assembleia, assegurando que Portalegre tenha, o mais  rapidamente possível, uma posição soberana, informada e transparente antes de qualquer votação vinculativa na CIMAA.

Portalegre, 30 de junho de 2026

O Grupo Municipal da CLIP – Candidatura Livre e Independente por Portalegre

 

OPINIÃO: Somos mais pobres do que julgávamos


Já não somos o país do número redondo. Os dez milhões agora são 11,4 milhões. É verdade que os que distinguem entre "portugueses de bem" e os outros poderão continuar a usar o número redondo. Mas são vozes de burro, não chegam ao céu, ou, neste caso, não chegam ao Instituto Nacional de Estatística, que se rege por critérios objetivos e não por preconceitos. Somos, portanto, uma comunidade de 11,4 milhões de residentes, sendo que 14% têm origem noutras geografias. Portugal foi sempre, ao longo dos tempos, local de partida e de chegada.

Continua a ser, mas, nos últimos anos, tem sido mais de chegada do que de partida, pelo menos em números absolutos. O que trouxe coisas boas, como revela uma outra estatística recente, do Conselho de Finanças Públicas. Ao longo de uma década (2015 a 2025), os que chegaram acrescentaram 16,3 mil milhões de euros só aos cofres da Segurança Social (já subtraídos os subsídios a que qualquer pessoa que por aqui vive também tem direito, em caso de necessidade).E acrescentaram riqueza em geral, mesmo que seja com trabalho de baixas qualificações e salários. E esse é o lado mais sombrio deste movimento de partidas e chegadas. Como explica o diretor da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade do Porto, Óscar Afonso, o acréscimo populacional repentino teve um efeito paradoxal: somos mais pobres do que julgávamos ser. Se a riqueza fosse distribuída de forma equitativa (na verdade, não é, porque há quem tenha uma nota de 20 euros na carteira e outros apenas uma moeda de 20 cêntimos no bolso), o PIB per capita português, em paridade de poder de compra, seria de apenas 77% da média europeia, o sexto pior dos 27 países da União Europeia.Resumindo, no movimento de saída há demasiados jovens qualificados e, no de entrada, muita gente que, independentemente das qualificações, vem para trabalho intensivo, de fraca produtividade e salários baixos. E num país assim, o futuro não é promissor. Continuamos a precisar de imigrantes, mas precisamos também de um outro tipo de atitude cívica, como diz Óscar Afonso: "os portugueses têm de exigir mais dos governantes de cada vez que vão às urnas e no espaço público".

·         Rafael Barbosa – Jornal de Notícias - 28 de junho, 2026

DESPORTO: Irão foi enorme, FIFA pequena


Adeus Miami... é hora de Toronto, ficam para trás jacarés, lagartos e iguanas e abre-se a dimensão da cultura popular canadiana com mais força na NBA, representada pelos Raptors, como tributo ao Parque Jurássico. Ficamos, agora, na ficção, sem répteis debaixo dos pés, e sem o regalo de ver a postura espraiada ou fugas a velocidades mirabolantes.

O progresso em competição faz ensaiar outros passos e desbravar outras cidades. Portugal conduz as expectativas para que também haja Dallas e Los Angeles. O futebol é motor de sonhos, mais ainda um Mundial, onde se conjugam forças e poderes, onde se partilha a festa que nasceu para ser abrangente para os adeptos de todos os credos e cores. E, neste particular, o Mundial de 2026 tem uma mancha em relação ao Irão. A FIFA deixou dominar-se por guerras políticas que percorrem a atualidade e a prova mais bela do planeta perdeu credibilidade, honestidade e igualdade.

O Irão ficou com a participação encerrada na fase de grupos, sem perder, deixando rasto de bom futebol, de domínio em todos os jogos, sem abraçar essa expressão justa de superioridade no marcador. E mais valor recolhem os persas por passarem um atestado de competência em condições adversas, brigando contra constrangimentos, que ameaçaram uma presença nos Estados Unidos. Chegaram tarde, foram obrigados a recalcular rota de Tucson para Tijuana, bafejados em boa hora pelo carinho mexicano.

De jogo em jogo, partindo da Nova Zelândia, passando pela Bélgica e acabando no Egito foram enxovalhados por um desgaste patético de só poderem viajar 24 horas antes de cada jogo, perdendo impacto de adaptação nas cidades dos confrontos, casos de Los Angeles e Seattle. Foi a seleção do grupo que se sujeitou a viagens mais pesadas, confrontada sempre com limites na logística, chegando aos Estados Unidos com um peso aberrante de diferenciação face ao resto. Os Estados Unidos não quiseram saber e a FIFA descuidou o tratamento mais adequado a um país que se confrontou com um Mundial que violou os mais elementares cânones desportivos.

Taremi soube projetar a voz de capitão a quem tutela a competição, expondo a traição de promessas de uma normalização da presença iraniana que saiu defraudada. O Irão ainda se despediu do Mundial sem perder, com golos bizarros anulados e com um golpe ainda mais duro que foi um empate logrado noutro campo pela Áustria aos 90+6. O futebol iraniano foi vencedor, a seleção uma campeã numa mentalidade indestrutível perante um emaranhado de problemas, nunca se encolhendo tanto a FIFA como anjo protetor de abusos e tiranias desde o Mundial de 1978, da ditadura argentina. Não se via desde então uma competição tão ferida e martirizante para um competidor.

·         Pedro Cadima - 1 de julho, 2026

 

1.7.26

CUSTO DE VIDA: Preço do petróleo caiu, gasolineiras não deram por isso


Por entre anúncios de cessar-fogo e negociações entre EUA e Irão, o barril de Brent regressou aos preços de fevereiro. Mas o preço dos combustíveis refinados não acompanhou essa descida.

Esta semana os preços dos combustíveis em Portugal não mexeram face à semana passada: 1,877 euros por litro de gasolina simples 95 e 1,769 euros o do gasóleo, quando antes da guerra eram de 1,626 euros e 1,684 euros, respetivamente. Mas o preço do barril de petróleo continua com tendência de queda, por vezes contrariada com as violações do cessar-fogo no estreito de Ormuz, negociando esta segunda-feira ao preço que tinha no final de fevereiro, em torno dos 73 dólares.

O que explica a diferença é a cotação dos produtos refinados. Os números da ERSE citados pelo Expresso mostram que em fevereiro eram de 46 cêntimos por litro para a gasolina e 50 cêntimos para o gasóleo. Em abril atingiram 74 cêntimos e 98 cêntimos, respetivamente, antes de descerem este mês para 68 e 76 cêntimos.

Enquanto o crude negoceia aos preços pré-guerra no mercado internacional, a gasolina está 48% acima do valor praticado antes da guerra, enquanto o gasóleo está 52% acima da cotação de fevereiro.

Com as margens de refinação em máximos históricos e as petrolíferas a acumularem lucros recorde nos primeiros trimestres do ano, tudo indica que irão aproveitar mais algum tempo a incerteza em torno do cessar de hostilidades no Golfo Pérsico e assim confirmar a perceção pública de que o preço na bomba de combustíveis quando sobe é depressa e muito, mas quando desce é pouco e lentamente.

In www.esquerda.net - 30 de junho 2026

Foto: Paulete Matos

CASTELO DE VIDE: Festival Sopas de Verão

 


SARDOAL: XI Encontro Internacional de Piano


O XI Encontro Internacional de Piano reúne artistas de referência mundial, jovens talentos de 13 países e projeta o concelho além-fronteiras

Entre os dias 4 e 12 de julho, o Sardoal volta a transformar-se num dos mais relevantes centros de criação, formação e fruição musical do país, com a realização da 11.ª edição do Encontro Internacional de Piano.

Muito mais do que um festival, este é hoje um projeto cultural de referência nacional e internacional que, ao longo da última década, tem vindo a afirmar o concelho como um território de excelência artística, capaz de atrair alguns dos mais destacados intérpretes e pedagogos do panorama pianístico mundial.

A edição de 2026 apresenta números particularmente expressivos: cerca de 50 candidaturas ao Concurso Internacional de Piano, provenientes de 13 países, que testemunham o crescente reconhecimento internacional do evento e a sua capacidade de mobilização junto das novas gerações de músicos.

Ao longo de nove dias, o público terá acesso a uma programação diversificada que integra concertos, masterclasses, concursos, atividades multidisciplinares e momentos de partilha artística entre músicos consagrados e jovens talentos emergentes. O programa contará com a presença de intérpretes de renome internacional, consolidando o prestígio de uma iniciativa que ultrapassa largamente as fronteiras do concelho e da região.

O reconhecimento institucional do Encontro Internacional de Piano é igualmente demonstrado pelo Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República, distinção que sublinha a relevância cultural, educativa e social do projeto no contexto nacional.

Mas o impacto deste evento vai muito além da música.

Todos os anos, o Encontro Internacional de Piano de Sardoal gera um importante movimento económico no concelho, refletindo-se na hotelaria, restauração, comércio local e serviços. Paralelamente, promove uma forte dinâmica de envolvimento comunitário, destacando-se o acolhimento de participantes por famílias sardoalenses, numa experiência de proximidade humana e intercâmbio cultural que se tornou uma das imagens de marca do evento.

A iniciativa assume ainda um papel determinante na democratização do acesso à cultura, aproximando públicos de diferentes gerações de propostas artísticas de elevada qualidade e contribuindo para a formação de novos públicos para a música erudita.

Organizado pelo Município de Sardoal em coprodução com a Academia Internacional de Música Aquiles Delle Vigne, o Encontro Internacional de Piano constitui hoje um exemplo de como a cultura pode ser um motor de desenvolvimento territorial, valorização patrimonial, coesão social e projeção internacional.

Durante nove dias, o Sardoal será novamente ponto de encontro de culturas, talentos e gerações, provando que os grandes acontecimentos culturais não pertencem apenas aos grandes centros urbanos: no interior também se constrói excelência e promovem eventos de dimensão internacional.

30.6.26

Projeto “Cultura nas Freguesias”, muita música e animação nas Freguesias de Portalegre, de julho a setembro


Sete freguesias, um único concelho!

A quinta edição do projeto “Cultura nas Freguesias” decorrerá de julho a setembro, tendo espetáculos nas sete freguesias do concelho de Portalegre, com diversos estilos musicais, desde fado e bandas filarmónicas, até ao jazz, pop, flamenco, rock e música tradicional.

Serão 12 concertos e projetos musicais, ao final da tarde e nas noites de verão, com música ao vivo e muita animação, todos com entrada gratuita, que prometem aproximar e alegrar as pessoas do concelho.

O primeiro espetáculo será o do grupo Rumo ao Sul, que decorrerá no dia 4 de julho, às 21h30, no Polidesportivo de Urra, também integrado nas Comemorações do Dia da Freguesia.

Os Rumo ao Sul são projeto jovem, que incluí temas conhecidos de rumba, flamenco e sevilhanas, bem como adaptações portuguesas desses géneros musicais.

O Jardim da Avenida da Liberdade, em Portalegre, receberá o segundo espetáculo, “A Música que nos Une”, no dia 10 de julho, às 21h30, um concerto único e inédito, protagonizado pela Sociedade Musical Euterpe e pela Sociedade Recreativa Musical Alegretense, inspirado nos ritmos do swing, jazz, pop e música latina, na voz de Margarida Geraldes.

No dia 11 de julho, às 21h30, o Quarteto em Mim, com Vera Soldado e Jorge Silva, apresentará o projeto “Fado: Viagem”, no Jardim da Carreira, em Reguengo, uma noite que promete celebrar o Fado, a palavra e a imortalidade, onde a obra de Amália Rodrigues será o guia artístico principal.

No fim-de-semana de 17 a 20 de julho, é a vez do Largo da Praça, em Alegrete, receber quatro espetáculos, também integrados na Feira de Artesanato e Gastronomia: dia 17, às 20h00, não perca a divertida animação itinerante “Os Castanhos”, uma dupla de artistas que convida o público a celebrar a cultura e a vida; dia 18, às 20h00, atuará o grupo de música popular Verde Maio, com um reportório inspirado na tradição alentejana e temas originais, que mantém viva a paixão pela música tradicional portuguesa e pelas raízes do Alentejo; também no dia 18 de julho, às 21h30, o Projeto Régio dará vida e voz a poemas de José Régio, unindo músicos portalegrenses de diferentes influências, um tributo às gerações vindouras e que preserva ainda as memórias das muitas gerações inspiradas pelo escritor; finalmente, no dia 19 de julho, às 21h30, o Grupo Voz Amiga de Terrugem levará ao Largo da Praça um repertório fortemente inspirado na música tradicional portuguesa e no cancioneiro alentejano.

O mês de agosto trará no dia 21 o concerto de duas Grandes Vozes do Fado, às 21h30, no Largo da Boavista, em Fortios, com a atuação de Luis Caeiro e Yola Dinis, que prometem uma noite inesquecível.

No dia 22 de agosto, às 21h30, a Piscina da Ribeira de Nisa recebe o concerto imersivo “Lumen Noctis”, com o tenor internacional João Mendonza e o Ensemble Ibérico, um espetáculo que aliará a beleza natural do espaço arborizado ao ambiente mágico, reunindo algumas das mais belas e inesquecíveis músicas de sempre, de Andrea Bocelli e André Rieu, até Frank Sinatra e os Queen.

Dia 6 de setembro, às 16h00, atuará na Associação Sete Montes do São Julião a Banda da Sociedade Recreativa e Musical de Póvoa e Meadas, um concerto integrado nas Festas de São Julião em Honra de Nossa Senhora dos Remédios.

O projeto Só Xutos, grupo de rock de tributo aos Xutos & Pontapés, encerrará da melhor forma o Sunset das Carreiras, no Miradouro da Fonte dos Carvoeiros, no dia 19 de setembro, às 21h30, uma noite que promete recordar os grandes êxitos que marcaram gerações.

Finalmente, as “Melodias no Largo” visitarão o Largo do Rossio, em Alagoa, no dia 26 de setembro, às 21h30, espetáculo também integrado na Feira de São Miguel, protagonizado pela Banda da Sociedade Musical Nisense, filarmónica que mantém viva a tradição e a formação musical.

A “Cultura nas Freguesias” é organizada pela Câmara Municipal de Portalegre, em parceria com a Junta de Freguesia de Alagoa, Junta de Freguesia de Alegrete, Junta de Freguesia de Fortios, Junta de Freguesia de Urra, União das Freguesias de Reguengo e São Julião, União das Freguesias de Ribeira de Nisa e Carreiras e União das Freguesias da Sé e São Lourenço.

Para mais informação, consulte as redes sociais do Município de Portalegre e o portal, em https://www.cm-portalegre.pt/.

CASTELO DE VIDE: Coro "Brado da Terra" na comemoração do aniversário de nascimento de Salgueiro Maia

 


29.6.26

MUDE (Lisboa): Exposição "Autocolante. Iconografia da Liberdade."


22 maio 2026 - 30 agosto 2026 - Piso 2

Organização: MUDE-Museu do Design em parceria com a Ephemera - Associação Cultural

Coordenação Geral: Bárbara Coutinho (MUDE) e Rita Maltez (Ephemera)

Curadoria: José Pacheco Pereira

Design gráfico: Vivóeusébio

Design Expositivo: Luis Miguel Saraiva

A exposição "Autocolante. Iconografia da Liberdade.", concebida a partir do vasto acervo documental da Associação Cultural Ephemera segundo a perspetiva defendida no Museu de valorização crítica do design enquanto prática e linguagem, evidencia a forma como os autocolantes foram e são usados como instrumentos de comunicação e testemunhos materiais dos contextos específicos para os quais são criados.

Neste sentido, o design gráfico surge como expressão estética e agente ativo de consciência política e mobilização, revelando a versatilidade do autocolante enquanto ferramenta de pertença e ativismo, começando pela luta de resistência ao regime que antecede o 25 de Abril de 1974.

Dá-se destaque ao papel do autocolante no pós-25 de Abril e no ciclo eleitoral de 1975-76, bem como à celebração das cinco décadas de vida democrática. Através da grande diversidade de iconografia política e partidária presente nesta exposição sobressaem algumas das figuras nacionais e internacionais que se transformaram em ícones intemporais e os slogans e palavras de ordem que mais marcaram este período.

Apresenta-se ainda material da evolução das campanhas locais, nacionais (presidenciais e autárquicas) e europeias até à atualidade, culminando o percurso expositivo com uma secção dedicada às causas sociais e lutas globais, desde a Reforma Agrária e o sindicalismo até às urgências contemporâneas como a habitação, direitos LGBTQIA+ e emergência climática.

Ao cruzar as questões políticas com o design gráfico, propõe-se uma leitura alargada do papel dos objetos visuais na construção, mediação e disseminação de ideologias, discursos e momentos históricos, sublinhando a intersecção crítica entre o design, a arte e a cultura, e a sua articulação fundamental com as dinâmicas sociais e políticas contemporâneas.

Esta iniciativa conjunta entre o MUDE – Museu do Design e a Associação Ephemera assinala o início de uma parceria entre instituições que contribuem, cada uma à sua dimensão, para a investigação, a conservação e a exposição de materiais da cultura material e visual.

NISA: Conheça os poetas do concelho (LXXI) - António Borrego


À beira mar

Ah...

se estas palavras

fossem os teus lábios

poderia escrever...

os contornos do teu corpo

enlaçar-te pela cintura

arder na tua pele

e sentir...

a tua sede de pomba e de corça

nesse dia...(esse dia, será o dia)

os músculos irão estalar

as veias irão doer...

não, não sonhei...(eu vi)

formosas figuras...

em todo o seu esplendor

a pisar a espuma

que o mar depositava na areia

........mansamente........

não conhecia ninguém

estava só, no areal

a brisa trazia o cheiro intenso da maresia

foi o delírio das narinas

de vaga em vaga

a espuma das ondas

chega à praia

.......mansamente.......

sempre alivia a espuma dos dias

deprimentes...

à beira do nulo...

talvez o mar

me (re) anime

sei da delicada força

nas dunas, um vento pobre

sopra por ali

e tu...não estás ali...

nem te consigo "inventar"

invoco todas as forças

do meu sentir

e, que as labaredas

desta paixão

beijem todos os poros da tua pele

é noite na página branca

é noite na mão que escreve

e as pombas brancas...

quedam-se no peito.

A.B.---2017