A entrada é
livre para este evento cheio de tradição organizado pela Junta de Freguesia de
Santa Maria da Devesa e com o apoio do Município e da Associação Humanitária
dos Bombeiros de Castelo de Vide.
A entrada é
livre para este evento cheio de tradição organizado pela Junta de Freguesia de
Santa Maria da Devesa e com o apoio do Município e da Associação Humanitária
dos Bombeiros de Castelo de Vide.
Curadoria
Fernando J.
Ribeiro e Sandra Vieira Jürgens
Artistas
Alice
Geirinhas, Ana Cardoso, Ana Hatherly, Ana Jotta, Andreia Santana, António
Palolo, Bruno Cidra, Bruno Pacheco, Daniela Ângelo, Eduardo Batarda, Eugénia
Mussa, Fernão Cruz, Francisca Carvalho, Francisco Trêpa, Helena Almeida,
Hernâni Reis Baptista, Inês Zenha, Jimmie Durham, João Ferro Martins, João
Fonte Santa, Joaquim Bravo, Jorge Queiroz, José Pedro Croft, Julião Sarmento,
Luís Lázaro Matos, Maria José Cavaco, Mumtazz, Paula Rego, Pedro Casqueiro,
Pedro Valdez Cardoso, René Bertholo, Rigo 23, Sara Bichão, Sara Mealha, Tito
Mouraz
Chuva de
Verão é a nova exposição da CACE – Coleção de Arte Contemporânea do Estado,
apresentada no Centro de Artes de Sines, que reúne um conjunto significativo de
obras de artistas consagrados e emergentes, refletindo a diversidade e a
vitalidade da produção artística contemporânea em Portugal.
Integrada no
programa de circulação nacional da coleção, esta exposição propõe uma leitura
sensível e expandida do imaginário associado ao verão, tomando como ponto de
partida a experiência da vida balnear e as formas de sociabilidade, lazer e
pertença que esta mobiliza.
Estruturada
em núcleos temáticos, entre o humano e o animal, as geografias imaginárias e os
corpos em suspensão, a exposição propõe uma reflexão sobre a permeabilidade das
identidades e dos espaços, convocando dimensões instintivas, utópicas e
sensoriais. Ao mesmo tempo, inscreve-se numa lógica de itinerância e
colaboração institucional, reforçando o compromisso da CACE com a circulação do
património artístico e com a ampliação dos seus contextos de receção.
Paralelamente
a esta exposição, o programa curatorial incluirá um projeto de educação e
mediação intitulado “Silly Season” orientado para a comunicação e o acesso à
arte contemporânea através de sessões de formação alicerçadas em iniciativas
que abordam temas contemporâneos de forma envolvente e apelativa.
Resultado de
uma parceria estabelecida entre a Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E. e o
Município de Sines, a exposição resulta de um projeto desenvolvido no âmbito da
Rede Portuguesa de Arte Contemporânea (Direção-Geral das Artes), em parceria
com o Centro de Artes de Sines e o MUDAS – Museu de Arte Contemporânea da Madeira.
Visita
guiada
Pela
curadora Sandra Vieira Jürgens
21 de julho,
15h00
Sem
inscrição
“Vivi anos muito felizes em Nisa”
Jornal de Nisa (JN) – Quanto tempo viveu
em Nisa e que recordações mantém da época em que aqui residiu?
António
Montalvo (AM) – “Fui morar para Nisa com
um mês de idade, em inícios de Setembro de 1951, quando o meu pai foi nomeado
Chefe da Secretaria da Câmara Municipal de Nisa. Este cargo já não existe ,
porque fazia parte de uma carreira de funcionários do Ministério do Interior
(chamado depois do 25 de Abril da Administração Interna) que foi extinta há 20
anos, mas correspondia aos actuais Directores Municipais de administração
geral.
Vivi em Nisa até aos meus 16 anos e esse tempo foram anos muito felizes. Foi em Nisa que criei os alicerces da minha formação e da minha personalidade, e para eles contribuíram não só os meus pais, mas também os meus amigos desse tempo (que mantenho ainda hoje) os meus professores da escola primária e dos colégios que frequentei em Nisa e em Portalegre, o carácter de muitas pessoas com quem convivi nesses anos e todo o ambiente social de grande amizade e afabilidade que sempre senti em Nisa.
JN – O que o levou a que só tardiamente,
encetasse o caminho de “regresso às origens”, ou, dito de outra forma, que
ligações manteve com a vila onde deu os primeiros passos e aprendeu as
primeiras letras?
AM –
Mantive-me ligado a Nisa desde que fui morar para Abrantes, em 1967. Todos os
anos vinha a Nisa, umas vezes visitar amigos com meus pais, outras vezes na
época da caça, outras vezes ainda à romaria da Senhora da Graça. Todos os anos
vinha com meu pai a caçadas com o Dr. Matutino, o Sr. Luís Vieira, o Padre Pratas,
o Sr. João Figueiredo e o Sr. João Semedo, outras vezes também com os irmãos
Ligeiro, de Alpalhão. Recordo o último ano em que estive na Senhora da Graça
com meu pai, em 1995, e em que almoçámos com o Sr. Vilela, que tinha sido
funcionário da Câmara Municipal. Vim também com meus pais em Outubro de 1996, a
convite da Câmara Municipal, às comemorações dos 350 anos do Marquesado de
Nisa. Foi essa, aliás, a última vez que o meu pai esteve em Nisa, antes de
adoecer em Maio do ano seguinte e de falecer em Julho de 2000. Foi também nesse
dia que estive pela última vez com o meu querido amigo António Maria Bicho, com
quem recordei histórias e episódios de outros tempos.
JN – A criação da Associação Nisa Viva,
de que foi o principal dinamizador, tem, na sua génese, alguma coisa a ver com
as “memórias de infância” e a afectividade que o liga ao concelho?
AM – Muitas pessoas quando chegam aí aos 45 ou 50 anos, começam a sentir uma certa nostalgia pelo passado. Sentem-se com vontade de recordar, procuram encontrar amigos que não vêem há muito tempo e sentem um apelo muito forte por locais que tiveram para eles um significado especial.
A
Associação Nisa Viva foi também fruto da necessidade de estar com amigos, de
ter um motivo para vir mais vezes a Nisa, e de poder retribuir de alguma forma
a Nisa, o que Nisa me deu enquanto aqui vivi. Estes sentimentos acabaram por se
revelar comuns em muitas pessoas, várias delas residentes longe de Nisa, que
ajudaram a fundar esta Associação.
JN – Que balanço é que nos pode dar
destes dois anos de actividade da Nisa Viva?
AM –
A Associação Nisa Viva fez dois anos agora em junho. Não gosto de ver os
dirigentes das instituições, sejam elas associações, autarquias ou governos
elogiarem o seu trabalho. Como presidente da direcção da Associação não vou
elogiar o trabalho que tempos desenvolvido. São os sócios e os outros nisenses
que conhecem a nossa actividade quem deve julgar-nos.
A Associação tem fins de tipo cultural e de solidariedade definidos os seus Estatutos e, por isso, as suas actividades são sobretudo de natureza cultural, procurando congregar os nisenses, residentes e ausentes. Penso que preenchemos uma lacuna que existia em Nisa, criando uma associação que realiza colóquios sobre temas de interesse local e regional, que traz a Nisa conferências de nome nacional, que publica uma revista (a revista Nisa Viva) de promoção da cultura local e de divulgação do concelho lá fora, cuja qualidade tem sido reconhecida por toda a gente. Mas sabemos que uma associação deste tipo não pode ter a pretensão de cativar e mobilizar toda a gente. Temos grandes dificuldades financeiras que limitam a nossa acção, porque só temos contado com o dinheiro das quotas dos sócios e da publicidade da revista. Apesar disso, o número de sócios tem vindo sempre a crescer e julgo que a nossa actividade tem sido apreciada, de uma forma geral, pelos nisenses.
“ Seria útil reactivar as relações entre
Nisa e Azay le Rideau”
JN – Sendo um dos objectivos da
Associação, a “ligação entre os nisenses ausentes da sua terra e o reforço dos
laços que nos ligam a ela”, acha que tem havido um “divórcio” latente, entre
naturais, residentes e ausentes?
AM – Não acho que exista
um divórcio entre naturais residentes e ausentes. O que penso existir é uma
quebra de afectividades que é o resultado do processo de esvaziamento de Nisa e
do seu concelho que começou há 40 anos, e que gerou a distância entre quem
ficou e quem saiu. Quem sai da sua terra natal sai sempre numa situação de
maior ou menor estado de necessidade. Sai para ganhar a vida,, para resolver o
seu problema e o da sua família, para arranjar um “pé de meia”. Esta atitude é
absolutamente natural e legítima, mas é, por natureza, individualista e desagregadora
da comunidade.
Quando
se verifica que os que saíram regressam mais tarde, essa atitude desagregadora
acaba por ter efeitos positivos, porque gera um novo processo de recomposição
social e económica, criador de mudança e progresso. Existem em Nisa vários
exemplos dessa situação. O que acaba por ser negativo é sair um dia e nunca
mais voltar, por si ou pelos seus descendentes. E quanto a isto, sinto que Nisa
perdeu duas vezes muitos dos seus emigrantes: no dia em que eles se foram
embora e no dia em que eles perderam a vontade de regressar de vez. Creio que
muitos emigrantes nisenses que vêm à sua terra no Verão sentem dificuldade em
se sentirem na sua terra.
JN – Em sua opinião, o que é que deveria ser feito, no sentido da “reconciliação”, ou seja, numa maior aproximação efectiva, entre os nisenses ( de todo o concelho) residentes e ausentes?
AM – Criou-se uma certa
distância entre os que foram e os que ficaram e penso que tudo deve ser feito
para ultrapassar isso a que chamei “quebra de afectividades entre uns e outros.
É nesse sentido que procuramos que a nossa revista chegue junto do maior número
possível dos nossos emigrantes. Mas isto é muito pouco. Seria útil reactivar as
relações entre Nisa e Azay le Rideau e outras localidades da Touraine. A construção
de um monumento ao emigrante poderia também mostrar aos que partiram que não
foram esquecidos e fazê-los sentir em sua casa quando cá vêm.
JN – Como especialista que é na área do
Poder Local e do Municipalismo, quais são, para si, as principais virtudes e os
mais visíveis defeitos do poder local democrático português?
AM –
Esta pergunta tem a ver com uma exposição que fiz num dos últimos colóquios que
a nossa Associação realizou em Nisa. O poder local que temos actualmente contém
três grandes virtudes. A primeira consiste na autonomia local, isto é na
independência institucional e política das autarquias locais em relação ao
Estado.
A segunda traduz-se na capacidade das comunidades locais decidirem sobre o seu destino, uma vez que o poder local reside nos habitantes das autarquias e são eles quem escolhe os seus representantes.
A
terceira consiste na dinamização das comunidades locais pelo aparecimento de
formas variadas de intervenção dos cidadãos na gestão local, quer através da
associação, quer dos órgãos de comunicação social de âmbito local, quer de
movimentos de opinião e de defesa de interesses colectivos.
Quanto
aos defeitos do modelo de poder local que temos, eles resultam sobretudo de
três vícios estruturais do sistema. O primeiro traduz-se num divórcio que se
sente em muitas autarquias do país entre os seus órgãos e os cidadãos que os
elegeram. Alguns autarcas julgam, erradamente, que o poder local reside neles
próprios e não nos cidadãos da autarquia.
Depois do
grande sucesso do 𝑨𝒓𝒕𝒊𝒔𝒕𝒂𝒔
𝒏𝒂
𝑷𝒓𝒂𝒄̧𝒂, em Castelo de Vide, o mês de julho traz o 𝑨𝒓𝒕𝒊𝒔𝒕𝒂𝒔
𝒏𝒐
𝑹𝒐𝒔𝒔𝒊𝒐,
em Póvoa e Meadas.
A primeira
grande atuação acontece já esta noite com o Grupo de Sevilhanas e Flamenco
"Essência Rociera", mas no próximo dia 10 de julho, também
sexta-feira, é a vez do Grupo de Folclore e Cultura de Póvoa e Meadas com um
ensaio aberto a toda a população.
A iniciativa
está marcada para as 21h30 e não pode perder esta oportunidade.
Para o
efeito foi constituído um Centro de Recolha na Casa de Artes e Cultura do Tejo,
onde, até ao dia 20 de julho, os interessados devem entregar,
preferencialmente, os bens prioritários indicados na imagem e que funciona de
2.ª a 6.ª feira, entre as 9h00 e as 12h30 e as 14h00 e as 17h30.
A partir da
próxima sexta-feira, 10 de julho, o Museu Garcia de Orta recebe a exposição
"Garcia de Orta e os Colóquios - Tantas Leituras de um Pioneiro: Mostra
Bibliográfica".
Com abertura
marcada para as 17h00, a mostra vai estar patente até 13 de setembro e conta
com entrada livre.
A vida e a
obra de Garcia de Orta, notável investigador português na área da Medicina do
século XVI e nascido em Castelo de Vide no final do século XV.
Com
destino ao quartel dos bombeiros saíram de suas casas 29 pessoas. Destas, 14
eram mulheres (48,3 %) o que é de se sublinhar.
Os
presentes foram submetidos a testes de saúde e nem todos estavam aptos para
concretizarem a doação nesta data. Em Monforte foram disponibilizadas duas
dúzias de unidades de sangue total.
A Câmara Municipal de Monforte apoiou a realização do almoço convívio, no qual participaram os diversos intervenientes que tornaram realidade esta brigada.
Temos
previstas proximamente as seguintes colheitas: a 11 de julho no Gavião nas
instalações da Casa do Povo e em colaboração com um empreendedor grupo de jovens;
Castelo de Vide a 18 de julho, no quartel bombeiros (devido a obras no centro
de saúde). Sábados de manhã são quando têm lugar as nossas iniciativas.
Sorria
e seja dador ativo!
Mais
informações em: https://www.facebook.com/AssociacaoDadoresBenevolosSanguePortalegre/
JR
Ao
longo de quase três décadas, este encontro tem assumido um papel de destaque na
valorização do património cultural imaterial português, reunindo grupos
representativos de diferentes regiões do país e proporcionando ao público uma
viagem pelas danças, cantares, usos, costumes e tradições que constituem a
identidade cultural nacional. A importância destes encontros reside
precisamente na partilha entre comunidades, promovendo o intercâmbio cultural e
contribuindo para a salvaguarda do folclore português enquanto expressão viva
da memória coletiva.
A
edição de 2026 contará com a participação de quatro grupos representativos de
diferentes regiões etnográficas do país:
Grupo
de Danças e Cantares da Beira Baixa (Castelo Branco | Beira Baixa); Grupo
Folclórico S. Salvador de Macieira da Maia (Vila do Conde | Douro Litoral
Norte);
Rancho
Regional da Casa do Povo de Ílhavo (Aveiro | Região Vareira); Rancho Folclórico
do Pego (Abrantes | Alto Ribatejo).
A
iniciativa pretende proporcionar uma noite de celebração das tradições
populares portuguesas, onde a autenticidade dos trajes, da música, da dança e
dos costumes de cada região serão partilhados com o público, reforçando o
compromisso do Grupo de Danças e Cantares da Beira Baixa com a investigação,
preservação e divulgação da cultura popular tradicional da região de Castelo
Branco.
Convidamos
toda a comunidade a assistir a este momento de encontro entre culturas e
tradições, celebrando a riqueza do património etnográfico português.
Do
mambo ao reggae, do flamenco aos blues do deserto, do tango ao highlife,
passando por rock, jazz, eletrónica, música de raízes e música urbana de vários
tons, o FMM Sines volta a propor uma experiência de diversidade, comunhão e
enriquecimento cultural.
Le
Trio Joubran, Julian Marley, Orquesta Akokán, Tamikrest, Vitorino Salomé, Otto,
Lia Kali, Mádé Kuti, La Niña, The Legendary Tigerman, Paqui Ríos, A garota não
e Konono Nº1 x Montparnasse Musique são alguns dos concertos de um alinhamento
que, como sempre, junta nomes consagrados e novos talentos a descobrir.
Este
ano, estão representados artistas da Argentina, Brasil, Chile, Cuba,
Eslováquia, Espanha, EUA, França, Itália, Jamaica, Mali, Marrocos, Nigéria,
Palestina, Peru, Portugal, RD Congo, Reino Unido, Senegal, Togo e Tunísia,
entre outros.
NÚCLEO
DE PORTO COVO | 17-19 JULHO
Como habitual, a música começa no coração da aldeia de Porto Covo, no Largo Marquês de Pombal, onde o festival permanece nos dias 17, 18 e 19 de julho.
Na
primeira noite (sexta-feira, 17), ouvem-se as fusões do português Bruno
Pernadas e o afro-jazz da orquestra britânica TC & The Groove Family.
No
sábado, dia 18, o alinhamento será triplo, com um dos músicos mais relevantes
do son cubano (Emilio Moret), uma banda que há 20 anos divulga a música
tuaregue pelo mundo (Tamikrest) e o grupo de rock psicadélico eslovaco
Tolstoys.
Domingo,
dia 19, o festival despede-se de Porto Covo em registos muito diferentes:
primeiro, a delicadeza mandinga do senegalês Momi Maiga; depois, a veia punk do
português The Legendary Tigerman.
NÚCLEO
DE SINES | 20-25 JULHO
Segunda
e terça-feira, 20 e 21 de julho, já na cidade de Sines, são dias de transição,
mas com vários motivos de interesse musical, distribuídos pelo auditório do
Centro de Artes de Sines, Pátio das Artes e Largo Poeta Bocage.
Segunda-feira, ouvimos o cante jondo da andaluza Paqui Ríos, a eletrónica afro-latina do peruano Vitu Valera e o tango “underground” do trio argentino Tablao de Tango.
Terça-feira,
recebemos a revelação da música de Casamansa, Mariaa Siga, o rock burlesco dos
franceses One Rusty Band e o projeto de criação coletiva RESSOA - Ecos do
Mundo.
A
partir de quarta-feira, 22 de julho, o ritmo do festival acelera, com a
abertura dos palcos do Castelo e da Avenida Vasco da Gama, junto à praia do
mesmo nome.
A
pop indie de Filipe Sambado inaugura o palco do Castelo, ao final da tarde de
dia 22. Segue-se uma noite com o filme-concerto tunisino Aïchoucha by Khalil
Epi, a nova estrela catalã Lia Kali e o reggae de raízes de Julian Marley &
The Uprising. A música prossegue junto à praia com o jazz-rock dos portugueses
Yakuza e a fusão da tradição com a eletrónica dos franceses Super Parquet.
Quinta-feira,
23 de julho, começa à tarde no Castelo com a intervenção social dos Duques do
Precariado e continua, à noite, com o highlife desconstruído dos nigerianos The
Cavemen., a força napolitana de La Niña e o afrobeat eclético de mais um
nigeriano, Mádé Kuti. Na Avenida, dança-se o folclore eletro-urbano dos chilenos
Calle Mambo e as grooves dos portugueses RS Produções.
No
dia 24 de julho, sexta-feira, no concerto vespertino do Castelo, Lavoisier
"declara-se" à poesia portuguesa. Os sons noturnos entre muralhas
incluem Aïta Mon Amour et Ouled Abda, homenagem à tradição aïta de Marrocos, o
regresso da música com consciência social de A garota não e a imaginação
efervescente do músico pernambucano Otto. O gnawa do marroquino Saad Tiouly e a
eletrónica do português Pedro da Linha alimentam a pista de dança pela noite
dentro junto à praia.
O
último dia do festival, sábado, 25 de julho, começa no Castelo sob a influência
de Frank Zappa, com os portugueses Unsafe Space Garden. A noite no Castelo tem
quatro concertos: o mestre Vitorino Salomé (acompanhado pelo Grupo de Cantadores
de Redondo), os palestinos Le Trio Joubran (no seu formato comemorativo
"20 Springs"), a dança vodu de Nana Benz du Togo e, a fechar, o mambo
renovado da Orquesta Akokán. Já na Avenida Vasco da Gama, assiste-se ao
regresso dos congoleses Konono Nº1 (com a dupla Montparnasse Musique) e o
festival termina em ambiente de dança levantina com os teclados do palestino
Isam Elias.
Além
dos concertos, o festival oferece um programa de iniciativas paralelas, com
exposição, atividades de divulgação científica, cinema documental, espetáculos
para a infância, debates, oficinas, sessões de narração oral, encontros com
músicos do FMM, visitas aos bastidores, apresentações de livros e feira do
disco, do livro e do cartaz.
O
Complexo Arqueológico dos Perdigões, classificado como Monumento Nacional,
integra recintos delimitados por fossos e está datado entre 3.400 e 2.000 AC,
abrangendo uma área de 16 hectares. Este ano, neste recinto pré-histórico
localizado próximo de Reguengos de Monsaraz, vão participar nas escavações
vários estudantes das universidades do Porto, Lisboa, Algarve, Évora, Autónoma
de Madrid e Oxford.
O
plano de trabalhos previsto para esta campanha integra a conclusão da escavação
do contexto de deposições de cremações numa zona do sítio arqueológico e expor
o que será parte da área de acesso ao “timber circle”, que era o núcleo
cerimonial onde decorriam atividades rituais, num espaço que seria composto por
vários círculos concêntricos de paliçadas e alinhamentos de grandes troncos de
madeira.
No
âmbito das escavações no Complexo Arqueológico dos Perdigões, realiza-se no dia
25 de julho o Dia Aberto, que terá, como habitualmente, visitas aos trabalhos
de campo e à exposição na Torre do Esporão, assim como uma palestra sobre os
Perdigões, mediante inscrição para: geral@era-arqueologia.pt.
Depois disso, tomámos rumos diferentes. O Montalvo continuou os
estudos, primeiro os preparatórios, em Nisa e depois os secundários que o
levaram para outras paragens, onde estudou até ao 7º ano. Frequentou a
Faculdade de Direito e formou-se em Advocacia, herdando do pai o gosto, a
paixão, pelo Direito Administrativo, mormente o que tratava da Administração
Pública, em particular as Autarquias Locais. Inteligente e apaixonado pelos
estudos e pelo trabalho, tornou-se um dos grandes especialistas nesta variante
do Direito, ao ponto de ser convidado, por diversas vezes, como observador da UE
em eleições para o Poder Local em distintos países europeus. De uma dessas
viagens, tenho guardado um postal que me enviou da Lituânia.
Ausente de Nisa durante muitos anos, nunca esqueceu a terra onde
crescera e iniciara os estudos, os amigos de infância, as brincadeiras, os
lugares da memória, a história e as tradições, milhentos episódios que
descreveu no livro “Retratos de Nisa com
Gente da Terra”.
Morreu hoje, dia 4 de Julho, 22 anos após a entrevista que lhe fiz para
o “Jornal de Nisa” e que constitui um repositório histórico da evolução do
Poder Local em Portugal após o 25 de Abril.
Partiu do nosso convívio o António Montalvo, um amigo que, mesmo longe,
nunca deixou de o ser e me ajudou em diversas circunstâncias.
O seu falecimento deixa uma grande tristeza e saudade, pelo Homem que
foi e pelo que tentou fazer por uma vila e concelho que não era o seu, de
origem.
Presto-lhe, aqui, a minha homenagem singela e de gratidão, e expresso a
todos os familiares, principalmente às suas filhas, as minhas sinceras
condolências.
Nos próximos dias, continuaremos a lembrar o labor e a dedicação do Dr.
António Montalvo, às pessoas e à terra que foi a sua por eleição.
Mário Mendes
Com encenação de Elsa Valentim, a nova produção do Teatro dos Aloés
traz-nos um texto de Carolina Campanela onde as relações de poder são
exploradas a partir do quotidiano de uma companhia de teatro.
Sinopse: César decide encenar Júlio César. Mas, tal como na República
de Roma, também aqui o poder corrói as relações. Na senda do processo de
ensaios, floresce o descontentamento: intérpretes que querem ser mais do que
intérpretes, estagiárias que recusam o seu papel de invisibilidade. Todos
procuram o seu lugar ao sol.
Arriscam legitimamente ascender e vingar, numa profissão feita de
dedicação, mas marcada pela precariedade e pelas promessas de reconhecimento.
Mas afinal o que existe no topo dessas promessas? E será que existe
realmente um topo ou tratar-se-á apenas de uma infinita matrioska cada vez mais
revestida de camadas?
Dur. 90', M/12
Fruto de uma parceria entre a Fundação Manuel Cargaleiro e a Câmara
Municipal de Vila Velha de Ródão, a exposição marca o regresso simbólico ao
território onde o Mestre nasceu e propõe uma reflexão sobre o 𝗴𝗲𝘀𝘁𝗼
𝗲𝗻𝗾𝘂𝗮𝗻𝘁𝗼
𝗳𝘂𝗻𝗱𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼
𝗱𝗮
𝗰𝗿𝗶𝗮çã𝗼
𝗮𝗿𝘁í𝘀𝘁𝗶𝗰𝗮,
num diálogo com a arte rupestre do Vale do Tejo.
A inauguração desta mostra, no dia 27 de junho, marcou o início do 𝗣𝗿𝗼𝗴𝗿𝗮𝗺𝗮
𝗱𝗮𝘀
𝗖𝗼𝗺𝗲𝗺𝗼𝗿𝗮çõ𝗲𝘀
𝗱𝗼
𝗖𝗲𝗻𝘁𝗲𝗻á𝗿𝗶𝗼
𝗱𝗲
𝗠𝗮𝗻𝘂𝗲𝗹
𝗖𝗮𝗿𝗴𝗮𝗹𝗲𝗶𝗿𝗼
(1927–2027), que ao longo dos próximos dois anos celebrará os cem anos do
nascimento de um dos mais influentes artistas portugueses do século XX e XXI.
Quim Moreira é un artista plástico autodidata, natural e resistente em
Elvas, que propõe nesta mostra um conjunto de obras centradas no património
monumental da cidade.
O Aqueduto da Amoreira, o Santuário do Senhor Jesus da Piedade e o
Pelourinho são alguns dos monumentos que serviram de inspiração para os
trabalhos expostos no MAEE até 2 de agosto.
O vereador Sérgio Ventura representou a Câmara Municipal na inauguração
da exposição “Maravilhas de Elvas”.
O evento terá lugar no Largo 25 de Abril e promete uma noite
enriquecedora de partilha cultural, reunindo grupos de diferentes regiões do
país.
O festival é organizado pelo Rancho Folclórico de Cabeço de Vide e
conta com o apoio do Município de Fronteira e da Junta de Freguesia de Cabeço
de Vide, reforçando o compromisso local com a preservação da nossa identidade e
património imaterial.
O programa preparado para esta edição reúne tradição, devoção e
animação, oferecendo uma programação diversificada que integra, para além das
cerimónias religiosas — com destaque para a Missa Solene em honra de todos os
figueirenses —, um conjunto de iniciativas recreativas e de convívio.
Do Arraial de Marchas Populares aos bailes animados por Nuno Florindo e
António Vilas Boas, sem esquecer a quermesse, o serviço de bar, as farturas e
as diversões, não faltarão motivos para viver intensamente o espírito da festa.
Entre no espírito dos festejos. Participe
⏳ A contagem decrescente já começou...
Faltam apenas 15 dias para as tão aguardadas Festas de Verão de Alter Pedroso!
Nos dias 17 e 18 de julho, o nosso pitoresco lugar volta a encher-se de
alegria, animação e tradição, com um programa pensado para todas as idades.
🎶 O cartaz musical conta com as atuações de
Tiago Neto & Paulo Fragoso, Elena Correia, Carlos Poeiras, DJ Brat e DJ
Boss DiCi.
💃 Voltamos também a apoiar e integrar o XXXV
Festival de Folclore de Alter do Chão, que este ano terá lugar no Cineteatro
Municipal, no dia 18 de julho, pelas 17h00. Fique atento ao programa próprio,
que será divulgado em breve.
🍗 Como já é tradição, não faltarão a
quermesse, o delicioso frango assado, as bifanas e a irresistível açorda – os
sabores que tornam estas festas ainda mais especiais.
Mais do que um evento, estas festas são um verdadeiro momento de
encontro, partilha e convívio, onde amigos, famílias e visitantes se reúnem
para celebrar o melhor da nossa terra e das nossas tradições
O Grupo Municipal da CLIP – Candidatura Livre e Independente
por Portalegre, no cumprimento do mandato que lhe foi conferido pelos
portalegrenses, dirige esta Carta Aberta a Vossa Excelência, com conhecimento à
Comunicação Social, para alertar sobre a urgente necessidade de defender as
competências deste Órgão perante a iminente instalação do Campo de Tiro da
Força Aérea no Alto Alentejo.
Embora se preveja que o polígono do Campo de Tiro se situe
fora dos limites geográficos do concelho de Portalegre (nomeadamente em Alter
do Chão), as repercussões indiretas para o nosso território são profundas e
inegáveis. Conforme exposto na moção apresentada pela CLIP, a capital de
distrito sofrerá um impacto sonoro devastador, amplificado pelo "efeito de
anfiteatro" da Serra de São Mamede, além da desvalorização económica e
turística que afetará toda a região. Estes impactos configuram um "assunto
de interesse para o município", sobre o qual esta Assembleia tem a
competência legal exclusiva de "tomar posição", nos termos do Artigo
25.º, n.º 2, alínea j) da Lei n.º 75/2013.
Assistimos com preocupação à declaração da Senhora
Presidente da Câmara, Eng.ª Fermelinda Carvalho (assumimos que em nome do
Executivo), ao escusar-se a tomar uma posição local definitiva, remetendo a
decisão para a Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA). É imperativo
recordar que a CIMAA não é um órgão político com soberania própria, mas sim uma
associação de municípios de natureza administrativa. Conforme o Acórdão n.º
296/2013 do Tribunal Constitucional, as entidades intermunicipais não podem
substituir à vontade das autarquias locais nem revestir-se de um grau superior
aos municípios.
Senhor Presidente, o voto da Senhora Presidente de Câmara na
CIMAA não é um ato individual ou de foro pessoal, mas sim uma manifestação da
vontade do Município, que deve ser formada através da deliberação deste Órgão.
Outras Assembleias Municipais da nossa região já aprovaram moções de rejeição
clara ao Campo de Tiro, conferindo aos seus respetivos presidentes um mandato
imperativo de oposição na CIMAA. Portalegre não pode ser exceção.
A moção do PSD/CDS aprovada nesta casa, embora menos
assertiva que a proposta pela CLIP, estabelece limites jurídicos que a Senhora
Presidente não pode ultrapassar:
1. Define as expropriações de solo agrícola como
"inaceitáveis".
Uma vez que o projeto anunciado prevê expropriações em cerca
de 7.500 hectares, a Presidente não tem legitimidade para dar um
"Sim" a algo que a Assembleia já classificou como inaceitável
2. Condiciona qualquer posição à "necessidade
imperativa de esclarecimento documental e técnico", o qual, como o próprio
Ministro da Defesa admitiu, ainda não existe.
Juridicamente, o voto na CIMAA é definido como
"representativo do número de eleitores do Município" (Artigo 10.º,
n.º 5 dos Estatutos da CIMAA). Sem uma orientação clara desta Assembleia sobre
o mérito da questão, a Senhora Presidente carece de legitimidade substantiva
para vincular o nosso concelho. Qualquer "sim" ou omissão em sede
intermunicipal que ignore os impactos em Portalegre constituirá um excesso de
mandato e uma violação do princípio constitucional da autonomia local, que
garante que os interesses das populações sejam decididos pelos seus próprios
representantes eleitos.
Compete a Vossa Excelência, enquanto garante do regular
funcionamento desta Assembleia, exigir que a Senhora Presidente reconheça que a
sua voz na CIMAA é a voz delegada de Portalegre. Não permitiremos que a capital
de distrito seja tratada como um mero espectador ou como o "quintal de
Lisboa", enquanto as decisões estruturantes são tomadas à margem do
escrutínio deste Órgão deliberativo.
A CLIP apela a que Vossa Excelência defenda a dignidade
desta Assembleia, assegurando que Portalegre tenha, o mais rapidamente possível, uma posição soberana,
informada e transparente antes de qualquer votação vinculativa na CIMAA.
Portalegre, 30 de junho de 2026
O Grupo Municipal da CLIP – Candidatura Livre e Independente
por Portalegre
Continua a ser, mas, nos últimos anos,
tem sido mais de chegada do que de partida, pelo menos em números absolutos. O
que trouxe coisas boas, como revela uma outra estatística recente, do Conselho
de Finanças Públicas. Ao longo de uma década (2015 a 2025), os que chegaram
acrescentaram 16,3 mil milhões de euros só aos cofres da Segurança Social (já
subtraídos os subsídios a que qualquer pessoa que por aqui vive também tem direito,
em caso de necessidade).E acrescentaram riqueza em geral, mesmo que seja com
trabalho de baixas qualificações e salários. E esse é o lado mais sombrio deste
movimento de partidas e chegadas. Como explica o diretor da Faculdade de
Economia e Gestão da Universidade do Porto, Óscar Afonso, o acréscimo
populacional repentino teve um efeito paradoxal: somos mais pobres do que
julgávamos ser. Se a riqueza fosse distribuída de forma equitativa (na verdade,
não é, porque há quem tenha uma nota de 20 euros na carteira e outros apenas
uma moeda de 20 cêntimos no bolso), o PIB per capita português, em paridade de
poder de compra, seria de apenas 77% da média europeia, o sexto pior dos 27
países da União Europeia.Resumindo, no movimento de saída há demasiados jovens
qualificados e, no de entrada, muita gente que, independentemente das
qualificações, vem para trabalho intensivo, de fraca produtividade e salários
baixos. E num país assim, o futuro não é promissor. Continuamos a precisar de
imigrantes, mas precisamos também de um outro tipo de atitude cívica, como diz
Óscar Afonso: "os portugueses têm de exigir mais dos governantes de cada
vez que vão às urnas e no espaço público".
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Rafael Barbosa – Jornal de Notícias -
28 de junho, 2026