12.4.26

FERREIRA DO ALENTEJO acolhe Festival Terras Sem Sombra


Entre O Carnaval dos Animais e um mar alentejano do Miocénico

O Carnaval dos Animais – Peça para Dois Pianos e Orquestra, de Camille Saint-Saëns, um passeio à volta de Pedreirinhos e um mergulho no mar alentejano do Miocénico. Esta é a proposta para mais um fim de semana, nos dias 18 e 19 de Abril, do Festival Terras sem Sombra, que volta ao concelho de Ferreira do Alentejo.

Tudo começa no sábado à tarde, com a atividade de Património ­denominada «Dos Pedreirinhos a São Pedro: Histórias da Vila de Ferreira do Alentejo» –, numa visita à memória tangível e intangível da sede de concelho.

Prossegue à noite, com o concerto O Carnaval dos Animais – Peça para Dois Pianos e Orquestra, de Camille Saint-Saëns, numa produção que junta excecionais músicos, teatro e comunidade local.

E culmina na manhã de domingo, 19 de abril, com uma viagem no tempo, guiada pela Paleontologia, até ao período em que o território do atual Baixo Alentejo era um imenso mar raso: «Ontem um Oceano, Hoje um Rio: Tubarões e Raias Fósseis na Bacia de Alvalade».

Todas as atividades são de acesso livre e gratuito.

Um concerto a convocar a participação da comunidade local

Numa noite mágica, «O Carnaval dos Animais – Peça para Dois Pianos e Orquestra, de Camille Saint-Saëns» convoca uma dimensão cénica que envolve músicos experientes, crianças e jovens de diferentes origens e as suas famílias, também a comunidade sénior, assim como elementos da Universidade Popular, chamados a participar na construção e na fruição do espetáculo.

A este quadro junta-se a singularidade do edifício onde decorre o concerto. Projetado pelo arquiteto português Ricardo Bak Gordon, o Lagar do Marmelo afirma-se como uma intervenção de grande clareza formal, onde a horizontalidade, o uso do betão e a relação com a luz estruturam um espaço pensado em continuidade com o olival envolvente.

O concerto conta com a direção musical da belga Eliane Reyes que, ao lado da portuguesa Luísa Tender, assume igualmente o piano.

A formação congrega ainda Alexandra Mendes e Luís Santos (violinos), António José Pereira (viola), Irene Lima (violoncelo) e Adriano Aguiar (contrabaixo), aos quais se juntam Katharine Rawdon (flauta), Carlos Alves (clarinete) e André Dias (percussão), num conjunto que cruza experiência solística e trabalho de câmara.

Acresce que, nos últimos meses, crianças e jovens das escolas locais, com origens e histórias diversas, estudaram os animais e desenharam-nos, contribuindo para o universo visual do espetáculo; algumas participam em cena e dão corpo a essas figuras. Liga-os um território comum: o da música, onde as diferenças se esbatem.

A presença em palco de executantes magistrais desta obra oitocentista e a participação do Grupo de Teatro Ritété – responsável pela narração do texto de Francis Blanche –completam um projeto singular, que reúne música, teatro e comunidade.

Descobrir o património material e imaterial de Ferreira do Alentejo

A anteceder a noite de grande música, a tarde de sábado, 18 de abril (15h00), convoca todos os interessados a participar na atividade de Património Cultural, intitulada ​«Dos Pedreirinhos a São Pedro: Histórias da Vila de Ferreira do Alentejo».

Com ponto de encontro na igreja de Nossa Senhora da Conceição​​, em Ferreira do Alentejo, a visita é orientada por Maria João Pina, historiadora e diretora do Museu Municipal de Ferreira, António Ramos, comerciante, Jorge Colaço, editor e tradutor, e ainda José António Falcão, historiador de arte e investigador do Centro de Estudos Globais da Universidade Aberta.

A atividade estrutura-se como um percurso que cruza memória rural, organização comunitária e transformação do território.

O topónimo Pedreirinhos remete para um dos núcleos mais antigos da vila, ligado à extração de pedra e às primeiras formas de fixação populacional, enquanto a ermida de São Pedro surge como outro eixo fulcral da vida religiosa e social, complementar da presença da igreja matriz e das dinâmicas paroquiais que marcaram gerações.

Nessa ermida, conserva-se a imagem de Nossa Senhora que, segundo velha tradição, foi doada por um navegante, o fidalgo Cristóvão Estribeiro, que acompanhou Vasco da Gama no primeiro périplo à Índia.

Entre estes dois pontos constrói-se uma narrativa feita de trabalho agrícola, circulação de pessoas e adaptação às mudanças económicas do Baixo Alentejo.

Um mergulho, guiado pela Paleontologia, num mar alentejano do Miocénico

O domingo, 19 de abril (9h30), propõe um olhar sobre o passado remoto. A ação dedicada à biodiversidade assenta no tema «Ontem um Oceano, Hoje um Rio: Tubarões e Raias Fósseis na Bacia de Alvalade».

Com ponto de encontro, mais uma vez, na igreja de Nossa Senhora da Conceição​​, esta iniciativa corre a cargo de Ausenda Balbino Cáceres, paleontóloga e professora da Escola de Ciências e Tecnologia da Universidade de Évora.

A «Bacia de Alvalade» conserva vestígios de um passado geológico em que a região esteve submersa por mares pouco profundos.

Os sedimentos aí depositados, sobretudo do Miocénico (entre 23 e 5 milhões de anos), revelam a presença de uma fauna marinha diversificada, incluindo tubarões e raias cujos dentes fossilizados são hoje os testemunhos mais frequentes.

Estes achados permitem reconstituir ambientes costeiros antigos e compreender a evolução das espécies ao longo de milhões de anos.

O TSS prossegue a sua programação a 2 e 3 de maio, no concelho de Grândola, com um concerto do ensemble vocal polaco Art’n’Voices: «Fragmentos do Eu: Oito Vozes, uma Alma».

Abril 8, 2026 - Sul Informação

 

ARRAIOLOS: Estafeta 25 de Abril

 


27 DE ABRIL: Lembrar a Libertação dos Presos Políticos do Regime Fascista


No dia 27 de Abril vamos homenagear os ex-presos a Caxias e Peniche

O dia da libertação dos presos políticos das cadeias de Caxias e de Peniche vai ser comemorado a 27 de Abril, numa homenagem aos que se encontravam encarcerados em 1974 por lutarem pela liberdade e a democracia em Portugal.

Assim, às 10:30 do dia 27 de Abril concentremo-nos junto ao monumento aos “Libertados e Libertadores”, perto do Forte de Caxias.

Pelas 15:00, o ponto de encontro é no Forte de Peniche, no Museu Nacional Resistência e Liberdade, que cumpre dois anos de vida.

A URAP apela a todos os democratas para que participem nesta homenagem aos antifascistas presos no dia em que passam 52 anos da sua libertação dos fortes de Caxias e Peniche.

Nesse dia, cumpria-se mais um objectivo do programa do MFA:

Democracia, Desenvolvimento, Descolonização foram os três D do programa do MFA a que o povo português se juntou de imediato e o transformou numa revolução que pôs termo a 48 anos de fascismo.

Há transportes organizados. Contacta-nos

11.4.26

“Abril em Odemira” celebra justiça e liberdade com dezenas de iniciativas a partir de hoje


O Abril em Odemira – Festival da Justiça e Liberdade arranca hoje, sábado, dia 11 de abril, com uma agenda que inclui dezenas de iniciativas durante duas semanas, entre concertos, peças de teatro, conferências e exposições, debates, desporto e atividades para crianças.

A sessão de abertura terá lugar às 16h00, na Igreja da Misericórdia, com a inauguração oficial do festival, acompanhada pelo momento musical “Origens”, interpretado em contrabaixo e flauta transversal.

O programa desenrola-se ao longo deste primeiro dia com várias iniciativas culturais e artísticas, culminando num momento de convívio com “Odemira de Honra”, seguido de DJ set no Palco Quintal da Música.

A programação inclui também a inauguração de três exposições que convidam à reflexão sobre a história, a memória e a criação contemporânea.

No Espaço Criar, será apresentada a exposição “25 de Abril e o nascimento da Democracia Portuguesa”, que revisita o período revolucionário entre 1974 e 1976.

Já no Três Sacadas Art Space, a artista Christine Roggeman apresenta “Birth despite pain”, reunindo pinturas e desenhos recentes que cruzam natureza, imaginação e corpo numa linguagem sensível e expressiva.

No Largo da Praça de Táxis, a exposição “O Legado de um Cravo” recupera a memória das vivências durante a ditadura e o processo de transformação social desencadeado pelo 25 de Abril.

Ao longo da tarde, entre as 14h30 e as 18h00, as ruas da vila ganham vida com o FEstaViva – Festival de Estátuas Vivas de Odemira, que convida o público a «descobrir personagens inspiradas em histórias ligadas ao mar, num percurso animado que permite eleger a melhor estátua viva».

O programa do primeiro dia de festival encerra com o concerto “Caixa Elétrica”, de João Dias, no âmbito do Ciclo “Música Através do tempo” da Miso Music Portugal, agendado para as 21h30, na Igreja da Misericórdia.

Este festival, que se estende até 26 de Abril, inclui dezenas de iniciativas, da música à literatura, passando por exposições, debates, teatro, cinema, desporto, artes performativas e atividades para crianças.

«O Festival da Justiça e Liberdade reafirma o seu compromisso com a valorização cultural, a memória histórica e a participação da comunidade, refletindo a diversidade das iniciativas que marcarão duas semanas de celebração», assinala a autarquia alentejana.

  Sul Informação - 11.04.2026

Romaria de S. Silvestre junta Póvoa e Meadas e Montalvão no próximo Domingo


Realiza-se no próximo Domingo dia 12 de Abril a tradicional Festa de S. Silvestre, organizada pelas Juntas de Freguesia de Montalvão e Póvoa e Meadas com o apoio da Câmara Municipal de Castelo de Vide.

A habitual caminhada para a ermida parte do Jardim do Rossio pelas 10 horas e a festa religiosa (missa e procissão) está marcada para as 16 horas. No espírito da romaria os participantes são convidados pela organização a levar farnel e conviver.

Este ano haverá animação e bar e estas receitas “serão doadas ao sr. José Batista em solidariedade para com a reconstrução da sua habitação”.

Ao divulgar o cartaz a Junta de Freguesia de Póvoa e Meadas emitiu um convite público a toda a população para “participar na tradicional romaria de S.Silvestre em parceria com a freguesia vizinha de Montalvão“.

“Este será um momento especial de união entre comunidades, marcado pela tradição, animação, musica e convívio entre todos”, adianta a mensagem do Executivo da autarquia povoense.

In “Notícias de Castelo de Vide”


10.4.26

MORA: Comemorações do 25 de Abril em todo o concelho


O Município de Mora convida toda a população a celebrar o 25 de Abril e a viver este momento tão especial de Liberdade e Democracia.

As comemorações têm início no dia 24 de abril, com arraiais populares em todas as freguesias, num ambiente de convívio e celebração aberto a toda a comunidade.

No dia 25 de abril, as celebrações começam com o tradicional Hastear da Bandeira, que contará com a participação dos Bombeiros Voluntários de Mora e do Grupo “Moto Escravelhos”, passando por Brotas, Mora, Cabeção Malarranha e Pavia.

Durante a tarde, pelas 15h00, realiza-se a Sessão Solene da Assembleia Municipal comemorativa do 25 de Abril, no Cineteatro da Casa da Cultura de Mora, seguindo-se, às 16h00, a Cerimónia de Condecorações no mesmo local.

As comemorações encerram com o espetáculo “Um Zeca diferente”, um tributo a Zeca Afonso, pelas 17h00, na Praça Conselheiro Fernando de Sousa.

Junte-se a nós e celebre a Liberdade!

TERROIR: novo festival literário de Reguengos de Monsaraz nasce do território


O Município de Reguengos de Monsaraz vai organizar de 18 a 26 de abril a primeira edição do TERROIR – Festival Literário de Reguengos de Monsaraz. Este novo evento cultural surge como uma evolução natural da Feira do Livro para um festival literário com maior dimensão, diversidade e ambição cultural, com uma programação mais abrangente e envolvente para o público.  O TERROIR projeta assim o legado da Feira do Livro para um novo patamar, afirmando-se como um evento estruturante e com identidade própria.

O festival nasce com uma forte ligação ao território de Reguengos de Monsaraz, inspirado no conceito “terroir”, amplamente associado ao vinho, transportando essa ideia para a literatura. Tal como o vinho reflete o solo, o clima, a paisagem, a tradição e as pessoas que o produzem, também a escrita é marcada pelos lugares físicos e culturais de onde emerge, pois, cada escritor escreve a partir de um território e cada obra tem as marcas geográficas, culturais, linguísticas e emocionais desse lugar.

Mais do que um evento centrado num único espaço, o TERROIR assume-se como um festival descentralizado, estendendo a sua programação a todas as localidades do concelho. Esta dimensão territorial reforça o seu conceito base, uma vez que o “terroir” integra todo o território e as suas gentes, promovendo o acesso à cultura de forma inclusiva e próxima das comunidades.

O festival terá como epicentro o Parque da Cidade de Reguengos de Monsaraz, onde decorrerá a maior parte da programação, diversificada e acessível a todos os públicos, afirmando-se como um espaço de encontro de culturas, onde a literatura dialoga com outras expressões artísticas. Nos destaques do programa estão as conversas literárias com dois nomes maiores da literatura contemporânea, Mia Couto e José Eduardo Agualusa, assim como uma homenagem póstuma a António Lobo Antunes.

A programação do TERROIR inclui ainda lançamentos e apresentações de livros, sessões de autógrafos, stand-up comedy com Fernando Alvim e Jorge Serafim, oficinas literárias e atividades de escrita criativa para crianças, sessões de contos para crianças e idosos e concertos de harpa e de ensemble. Com esta nova abordagem, a autarquia pretende afirmar o festival literário como um projeto cultural estruturante, que valoriza Reguengos de Monsaraz como destino cultural e turístico, promovendo o diálogo entre culturas e reforçando a ligação da comunidade local à programação cultural. No TERROIR, a literatura, tal como o vinho, ganha corpo e sentido a partir do território.

INCÊNDIOS: Programa de apoio ao pastoreio extensivo para reduzir risco de incêndios rurais abrange vários concelhos do Alto Alentejo


Foi publicada em Diário da República a Portaria n.º 142/2026/1, de 6 de Abril, que cria novos apoios para incentivar o pastoreio extensivo e a conversão de matos em pastagens, com o objectivo de reduzir o risco de incêndios rurais.

A iniciativa enquadra-se no programa nacional de diminuição da carga combustível através do pastoreio, uma estratégia que tem vindo a ganhar destaque como alternativa sustentável na gestão do território.

No distrito, a medida abrange vários concelhos considerados prioritários. Em Castelo de Vide e Marvão, o apoio aplica-se a todas as freguesias, enquanto em Gavião inclui Belver e a União de Freguesias de Gavião e Atalaia. Já no concelho de Nisa, são abrangidas Montalvão, Santana e São Matias.

Também o concelho de Portalegre integra a lista, com destaque para as freguesias de Alagoa e Alegrete, bem como várias uniões de freguesia, nomeadamente Sé e São Lourenço, Reguengo e São Julião, e Ribeira de Nisa e Carreiras.

A portaria prevê um apoio até 30 mil euros por produtor, distribuído ao longo de cinco anos, destinado a incentivar a entrada de novos agentes no sector pecuário em regime extensivo. Paralelamente, são criados incentivos à transformação de áreas de mato em pastagens, promovendo a criação de descontinuidades no território que dificultem a propagação de incêndios.

Além da vertente económica, a medida aposta na renovação geracional e na valorização do mundo rural, numa altura em que muitos destes territórios enfrentam despovoamento e abandono agrícola.

As candidaturas serão submetidas online, através do portal do IFAP, em prazos a anunciar. Os beneficiários ficam obrigados a manter a actividade e cumprir um conjunto de requisitos durante um período mínimo de cinco anos.

·         Alto Alentejo  -10 de Abril, 2026

OPINIÃO: As boas passagens


Três coisas há nesta vida: saúde, dinheiro e amor e as boas passagens de que nos lembramos com gosto são a cereja no topo do bolo. A felicidade é conseguir as coisas com suprema facilidade. Sigo, aprecio e relaciono-me com pessoas abundantes, positivas e cool, que tenham uma perspectiva risonha da vida. Energias semelhantes atraem-se e é aquilo que acontece quando nos relacionamos com qualquer grupo ou pessoa. Somos como um íman que atrai as pessoas e acontecimentos, que estão na mesma vibração. As boas passagens tornam a vida mais fácil e são as que nos fazem andar para a frente. Somos o que pensamos e sentimos. Pode estar seguro de que a sua realidade de hoje é a consequência directa dos pensamentos que teve nos últimos anos ou talvez na sua vida toda. A forma de sair deste ciclo vicioso é recuperar a liderança de todos os seus pensamentos em todos os momentos. Sei que exige muita atenção, mas também sei que é algo que se pode fazer. Todos os pensamentos produzem realidades, portanto, para criar realidades diferentes é necessário transformar os pensamentos que temos todos os dias. O idioma das boas passagens é o agradecimento, por isso devemos agradecer todos os dias as riquezas que nos dá a vida.

 José Oliveira Mendes

 Portalegre, 10 de Abril de 2026

AVIS: 𝐃𝐢𝐚 𝐈𝐧𝐭𝐞𝐫𝐧𝐚𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥 𝐝𝐨𝐬 𝐌𝐨𝐧𝐮𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨𝐬 𝐞 𝐒í𝐭𝐢𝐨𝐬: 𝐕𝐢𝐬𝐢𝐭𝐚 𝐆𝐮𝐢𝐚𝐝𝐚 à 𝐕𝐢𝐥𝐚 𝐌𝐞𝐝𝐢𝐞𝐯𝐚l 𝐞 𝐚𝐨 𝐂𝐨𝐧𝐯𝐞𝐧𝐭𝐨


No dia 16 de abril de 2026 (quinta-feira), pelas 11h00, o Município de Avis promove uma visita orientada à Vila Medieval e ao Convento da Ordem de São Bento de Avis, integrada nas comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.

A atividade terá lugar no Centro Interpretativo da Ordem de Avis (CIOA), sendo de participação gratuita, mas sujeita a marcação prévia através dos contactos disponibilizados (242 410 092 / 93).

Organizada pelo Município de Avis, através do CIOA, esta iniciativa convida os participantes a descobrir e valorizar o património histórico local, numa experiência enriquecedora que destaca a importância da preservação cultural, especialmente num contexto de reflexão sobre a proteção do património em situações de risco e emergência.

Uma excelente oportunidade para conhecer melhor a história e identidade de Avis, num ambiente guiado e acessível a todos. V

AMBIENTE: Projetos e ações de conservação da natureza no Alentejo mostram-se na CCDR em Évora


“Conservação da Natureza no Alentejo – Projetos e Território” é o tema da exposição patente na sede da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, em Évora, entre 15 e 24 de Abril.

A inauguração terá lugar no dia 15 às 15h00.

A mostra reúne um conjunto de projetos e ações desenvolvidos no Alentejo no domínio da conservação da natureza e da biodiversidade, envolvendo entidades com intervenção relevante no território, como o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), a Liga para a Protecção da Natureza (LPN) e a Câmara Municipal de Mértola.

A exposição integra diversos conteúdos informativos e materiais visuais, incluindo painéis temáticos, cartografia das áreas classificadas do Alentejo e materiais de divulgação, proporcionando uma visão abrangente dos principais projetos de conservação em curso na região.

Dirigida ao público em geral, escolas, instituições e parceiros, esta iniciativa pretende reforçar a sensibilização e educação ambiental, promovendo o envolvimento da comunidade na proteção dos valores naturais e da biodiversidade.

Com esta exposição, a CCDR Alentejo diz reafirmar «o seu compromisso com a promoção da sustentabilidade ambiental e com a valorização do território, destacando o papel fundamental de cada cidadão na construção de um futuro mais equilibrado».

 

9.4.26

CASA DO ALENTEJO: Jantar dia 10 com Rita Rato


Gratidão e solidariedade com RITA RATO na Casa do Alentejo

Rita Rato foi, desde 2020, a Directora do Museu do Aljube, Resistência e Liberdade (Lisboa, CML), cargo a que acedeu por concurso público (aberto na sequência da aposentação do Professor Luís Farinha, um excelente Director desde a criação do Museu). Rita Rato foi depois reconduzida em 2023. No concurso (2020), a candidata tinha apresentado um Programa de Acção para o Museu, que foi desenvolvendo ao longo dos anos como Directora, levando a cabo um trabalho amplamente reconhecido, pela sua isenção ideológica e pela competência espelhada na qualidade e no rigor. Dotada de grande sensibilidade, esta Directora do Museu do Aljube Resistência e Liberdade abraçou, de forma plural e objectiva, quer a pesquisa e divulgação da Resistência à Ditadura do Estado Novo, quer a reflexão sobre a Liberdade conquistada em Democracia.

O projecto educativo levado a cabo pelo Museu, junto das escolas, é unanimemente considerado notável. Muitas dezenas de milhares de alunos, acompanhados pelos seus professores, visitaram exposições do Museu e contaram com acompanhamento de guias do Museu. Foram ali recebidas 940 escolas e acima de 45 mil estudantes; promovidos debates (com lotação sempre esgotada); e reunido um acervo áudio (e audiovisual) de biografias de combatentes pelo derrube da Ditadura e de ex-presos políticos; realizadas acções de formação de 2534 educadores; promovidas exposições itinerantes em mais de 170 espaços culturais e educativos no país e no estrangeiro; acolheram 153 iniciativas promovidas por outras entidades.

Porém, muito recentemente, a Directora Dra. RITA RATO foi informada pela EGEAC (CML) de que não seria reconduzida e, a partir do dia 31 Março de 2026, foi substituída, por nomeação de uma pessoa indigitada pela CML.

Alguns amigos e amigas, agradecidos a esta antifascista que, ao longo de 5 anos, se revelou uma Directora exemplar - competente, plural, sempre aberta a iniciativas e a diferentes projectos - vão juntar-se a ela num «jantar convívio», amanhã, dia 10 de Abril, pelas 19h30, na Casa do Alentejo.

A lotação da sala está esgotada, mas quem pretender estar presente, ainda pode tentar inscrever-se até às 19.00 de hoje (aceitação dependente de alguma desistência). Faça-o exclusivamente por sms para Sara Amâncio, deixando o seu nome no telefone:

919680136

SINES: Teatro EmCena: “Les Beaux Rivages” | GATO SA


O Centro de Artes de Sines recebe o espetáculo “Les Beaux Rivages”, pelo GATO SA, no dia 11 de abril de 2026 (sábado).

Uma tragédia escrita em torno da velhice e da resiliência. Roger é um novo residente de um lar de idosos, mas o passado persegue-o. Sarah vive lá há dois anos e, por seu lado, riscou o seu, na tentativa de o esquecer. Estas duas pessoas já se conheceram antes. Cruzaram-se durante a guerra, em lados opostos do arame farpado. Ambos se vão aproximar e, apesar da idade, viver um grande amor. Mas será ainda possível o amor?

Espetáculo com criação e encenação de Lionel Ménard.

📍 CAS – Auditório

🗓 11 de abril de 2026

🕒 21h30

🎟 Bilhetes:

5€ (público em geral)

3€ (menores de 21 anos e maiores de 65 anos)

Gratuito (sócios AJAGATO)

A venda de bilhetes decorre na semana do espetáculo.

Duração: 80’

Classificação etária: M/12

Org. Associação Ajagato

Parceria: Câmaras Municipais de Sines e Santiago do Cacém

EVOCAÇÃO: Adriano Correia de Oliveira


Neste dia 9 de abril de 1942 nascia, no Porto, Adriano Correia de Oliveira. Músico português, dotado de um timbre único, intérprete da canção de Coimbra e cantor de intervenção, nunca se desmarcou dos seus ideias antifascistas. Cantou para o povo, para os trabalhadores, pela liberdade e pela democracia.

Aos 17 anos ingressou no curso de Direito, em Coimbra, que não terminou, no mesmo ano que se deparou com uma intensa atividade estudantil e cultural que o fizeram enveredar pelo teatro e pela música. Em 1960 gravou o seu primeiro disco, "Noite de Coimbra" e aderiu ao Partido Comunista Português, envolvendo-se depois nas greves académicas de 62. Foi guitarrista, privou com vários músicos, entre eles, José Afonso, António Portugal ou José Niza e compôs também a partir de obras como as de Urbano Tavares Rodrigues, Luís Andrade ou Manuel Alegre.

Entre 1970 e 1974, viveu em Lisboa, onde trabalhava no gabinete de imprensa da FIL, ao mesmo tempo que conciliava os seus trabalhos de produção musical. Após a Revolução de Abril, esteve entre os fundadores da Cooperativa Cantabril e participou em centenas de iniciativas do PCP pelo país, integrando o Comité Organizador da Festa do Avante!, desde a primeira edição. Com mais de noventa temas, percorreu o mundo e com a música levou esperança ao povo e, em 1980, lançaria o seu último álbum “Cantigas Portuguesas”.

Faleceu em outubro de 1982, em Avintes, aos 40 anos. “Foste sempre o cantar que não se agarra” escreveu em «Memória de Adriano», Ary dos Santos, em homenagem ao seu amigo e camarada.

A título póstumo, em 1983, foi condecorado Comendador da Ordem da Liberdade e  Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, em 1994.


8.4.26

LANÇAMENTO da PLATAFORMA “Alentejo Pela Regionalização”


 Em Abril, mês da Liberdade e da Constituição, é lançada a Plataforma Alentejo Pela Regionalização O Alentejo dá hoje, 2 de Abril, dia em que a Constituição da República Portuguesa de 1976 perfaz 50 anos, um passo decisivo na afirmação do seu futuro coletivo com o lançamento oficial da Plataforma Alentejo Pela Regionalização, um movimento cívico, plural e independente que nasce da vontade de devolver às populações o poder de decidir o rumo da sua terra. Inspirada pelos valores de Abril e pelo espírito democrático consagrado na Constituição da República Portuguesa, esta iniciativa surge como resposta a décadas de centralização que afastaram o território das decisões estruturais que determinam o seu desenvolvimento. Como se afirma no manifesto fundador, “o tempo da espera e da resignação terminou”. A Plataforma assume-se como um espaço aberto à participação de cidadãs e cidadãos, instituições e movimentos que acreditam que a Regionalização é um instrumento essencial para garantir maior proximidade, eficácia e justiça territorial. Mais do que uma reforma administrativa, trata-se de uma exigência democrática: assegurar que as decisões sobre o Alentejo são tomadas no Alentejo e por quem nele vive. Entre as prioridades identificadas estão:
  A conquista de uma autonomia decisória real, ajustada às especificidades das subregiões; 
 O investimento urgente em infraestruturas, nomeadamente na ferrovia e rede rodoviária, como condição para a coesão e competitividade; 
 A construção de soluções a partir do território, promovendo cooperação e responsabilidade partilhada. A Plataforma Alentejo Pela Regionalização rejeita divisões partidárias e afirma-se como um movimento de convergência, orientado pela ação e pelo compromisso com o futuro da região. Este é um convite claro à mobilização cívica: participar, debater e construir um novo modelo de governação mais próximo, mais justo e mais eficaz. Num mês que simboliza liberdade e cidadania, o Alentejo ergue a sua voz para reivindicar o direito de decidir o seu destino. Pelo Alentejo. Pela Regionalização. Pelo Direito ao Futuro.

 

A Comissão Promotora: Marco Oliveira, Fernando Gomes, Pedro Barreto

PORTALEGRE: Maratona “Mil e Uma Noites” no CAEP


16 ABR. QUI.

Maratona: Mil e Uma Noites - Um projeto UMCOLETIVO

Teatro Radiofónico | PA | entrada livre | M/6 anos

“Mil e Uma Noites” é um programa radiofónico sobre a literatura escrita por mulheres no século XX. Ao longo de um dia, faremos 9 sessões dirigidas a públicos diferenciados, assinalando o Dia Mundial da Voz e afirmando a importância das vozes femininas no espaço público.

Na senda da linha de investigação que o UMCOLETIVO desenvolve desde 2022, em parceria com rádios, a “Maratona: Mil e Uma Noites” propõe-se fazer levantamento, reflexão e criação sobre a produção literária feminina - erudita, informal e de matriz oral — frequentemente secundarizada, fragmentada ou invisibilizada nos cânones e nos arquivos oficiais.

Em simultâneo, procura experimentar novas formas de leitura, escuta e inscrição dessas vozes no espaço público contemporâneo, cruzando investigação académica, arquivo sonoro e criação artística.

Em palco, estarão duas atrizes e dois sonoplastas que criam as atmosferas para que o público possa escutar poemas, lengalengas, rimas, estórias... E em cima de cada cadeira está uma venda, para que cada pessoa escolha a melhor forma de mergulhar imaginação adentro. No final, conversamos, para sabermos mais sobre as autoras e encontrarmos novos nomes para a teia de mulheres.

Sessões para Públicos-Escolares:

10:00 - 11:30 | Sem papas na língua, com Cátia Terrinca e Sara Cravo

11:30 - 13:00 | Noite de máscaras, com Cátia Terrinca e Maria d’Alegria

13:00 - 14:30 | Voo feminino intemporal, com Cátia Terrinca e Teresa Machado

14:30 - 16:00 | O vento era como uma pessoa viva, com Cátia Terrinca e Madalena Pombeiro

16:00 - 17:30 | A seiva pelo meu corpo em viagem, com Cátia Terrinca e Elizabeth Pinard

Sessões para Públicos em Geral:

17:30 - 19:00 | Uma finíssima neblina, com Cátia Terrinca e Soraia Branco

19:00 - 20:30 | Nenhuma construção domina a paisagem, com Ana H Delgado e Cátia Terrinca

20:30 - 22:00 | Imensa pluralidade das palavras, com Cátia Terrinca e Luísa Demétrio Raposo

22:00 - 23:30 | Talvez renasça um dia numa saga, com Cátia Terrinca e Surma

ilustração de Raquel Pedro


OPINIÃO: O esgoto do machismo


Há quem lhe chame o esgoto do machismo, quem diga que é apenas entretenimento ou quem, simplesmente, encolha os ombros por se tratar de mais uma estupidez típica das redes sociais.

Uma "trend", conhecida como "se ela disser não", espalhou-se no TikTok através de vídeos curtos e ganhou dimensão por altura do Dia Internacional da Mulher. A narrativa assenta em pedidos de namoro ou de casamento. Os homens (com "h" pequenino) encenam um momento romântico e imaginam a possibilidade de ser rejeitados. Quando surge o hipotético não, fingem agressões físicas. Espancam bonecas, manequins, simulam disparos com armas de brincar ou mostram-se a treinar o corpo para estarem em forma no momento da agressão. A moral da história é simples: um não justifica violência.

É difícil decidir o que é mais perturbador. Se são as redes sociais coniventes com este tipo de conteúdos ou se é a cultura machista a ganhar espaço na sociedade. Pior, se normaliza de tal forma a violência de género que a apresenta como uma simples piada.

No Brasil, o caso já está na Justiça. A Polícia Federal abriu uma investigação para identificar os autores dos vídeos, depois de um grupo de jornalistas ter identificado publicações deste género com milhares de interações. O TikTok também foi intimado a fornecer informações sobre os sistemas de moderação automática de conteúdos.

Os vídeos em causa remetem o machismo para outra dimensão. Agora com música ambiente, com filtros bonitos e hashtags. Podemos culpar as redes. Mas, neste caso, o TikTok é apenas o esgoto por onde a água passa.

Manuel Molinos – Jornal de Notícias -13 de março,2026

 

CASTELO DE VIDE: Exposição 𝐀𝐪𝐮𝐞𝐝𝐮𝐭𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐚𝐥


𝐀́𝐠𝐮𝐚 𝐞 𝐏𝐚𝐭𝐫𝐢𝐦𝐨́𝐧𝐢𝐨

O Museu Garcia de Orta recebe a exposição Aquedutos de Portugal – Água e Património da autoria de Pedro Inácio, Vice-Presidente da Direção da Associação Portuguesa de Museologia.

O autor  esteve presente na inauguração realizada no dia 𝟮𝟮 𝗱𝗲 𝗺𝗮𝗿𝗰̧𝗼 – 𝗗𝗶𝗮 𝗠𝘂𝗻𝗱𝗶𝗮𝗹 𝗱𝗮 𝗔́𝗴𝘂𝗮 – 𝗽𝗲𝗹𝗮𝘀 𝟭𝟱𝗵𝟬𝟬.

Esta é uma exposição temporária que retrata a importância, preservação, valorização e divulgação dos aquedutos históricos e resulta de um levantamento fotográfico e de trabalho de inventário.

A exposição “Aquedutos de Portugal – Água e Património” fica patente no Museu Garcia de Orta entre 22 de março e 30 de abril.

𝗔 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗮𝗱𝗮 𝗲́ 𝗹𝗶𝘃𝗿𝗲.

 

 

 

7.4.26

Vale de Cavalos recebe colheita de sangue



A viatura da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP – voltou a pisar rotas da serra de São Mamede. Mais uma vez com o fim de ser concretizada mais uma brigada. Estivemos em Vale de Cavalos, ali perto de Alegrete e contámos com a presença da Unidade Funcional de Imunohemoterapia da ULSAALE.

Fomos recebidos na sede do Grupo Desportivo Cultural e Social de Vale de Cavalos para onde se encaminharam os voluntários. Contámos uma dúzia de inscrições, sendo três de mulheres.

De Vale de Cavalos saíram 11 unidades de sangue total, já que um dos presentes não pôde doar tecido sanguíneo.

Não faltou o habitual, e sempre bem servido, almoço convívio que teve como palco o local da colheita e que contou com o apoio da Junta de Freguesia de Alegrete e do Grupo Desportivo Cultural e Social de Vale de Cavalos.

Sousel

A ADBSP tinha prevista para abril uma ida até Arronches mas, por motivos inultrapassáveis, o evento teve de ser adiado (em seu tempo informaremos a nova data).

Sousel irá receber mais uma brigada a 18 de abril. Um sábado de manhã e no centro de saúde local.

Já sabia que a idade limite para se fazer uma doação agora passou a ser aos 70 anos?

Visite: https://www.facebook.com/AssociacaoDadoresBenevolosSanguePortalegre/

JR

MAÇÃO: Inauguração da Exposição de Rosário Bello “Um outro olhar”


Na próxima sexta-feira, dia 10 de abril pelas 16h30, será inaugurada a Exposição “UM OUTRO OLHAR ", de Rosário Bello.

ROSÁRIO BELLO nasceu em Nisa, a 4 de abril de 1972, mas é em Castelo Branco que o seu percurso se tem consolidado ao longo dos últimos 28 anos. Artista plástica de profissão com uma carreira de 31 anos, a sua arte é o reflexo de um estilo muito próprio e identitário, onde o traço e a cor se fundem para criar narrativas visuais únicas. Este percurso levou-a a realizar mais de duas dezenas de exposições, tanto em Portugal como no estrangeiro. Destacam-se as cinco presenças no prestigiado Salão Internacional de Arte Contemporânea no Carroussel du Louvre em Paris, além de exposições em Espanha, Itália, Luxemburgo, Dubai, Qatar e Mónaco. O reconhecimento do seu trabalho traduziu-se em vários prémios de mérito internacional, em Itália (Sicília), Mônaco, Luxemburgo e no Qatar. A sua expressão criativa não se esgota na tela.  Ilustradora e escritora, contando já com três livros editados, um dos mais quais " A COR DAS PALAVRAS", onde assina tanto os poemas como as ilustrações. Participou ainda em Antologias coletivas, como a V Antologia de Poesia pelo CNAP (Lisboa) Círculo Nacional de Arte e Poesia e outra pela Kreamus (Fundão). No campo da ilustração guarda o convite do saudoso poeta albicastrense, António Salvado para ilustrar uma das suas obras com quase setenta aguarelas de autoria. No registo do cartoon, deu vida ao tema "Tó Avarias" para o Jornal Reconquista. A partilha de conhecimento é outra das suas paixões. É professora de artes na Usalbi - Universidade Sénior Albicastrense onde acompanha atualmente seis turmas. A sua formação é vasta e certificada, sendo detentora do curso de formador pelo IEFP e certificada como Artesã pela UPA (Unidade Produtiva Artesanal) com actividade reconhecida pelo IEFP e CEART em Pintura Cerâmica. Esta base técnica que inclui a Modelagem (formação CIVEC/IEFP em 1990), é hoje complementada com a sua arte aplicada à pintura à mão em têxtil. O seu nome faz agora parte em livro, dos artistas contemporâneos certificados La Cote de Peintre 2023-2024 por Jacky Armand Akoun.

Hoje a sua obra encontra-se representada em inúmeras coleções particulares e instituições, tanto a nível Nacional e Internacional. Mais do que uma profissão, a arte é a sua forma de estar no mundo, um diálogo constante entre a tradição artesanal e a contemporaneidade da pintura.

A Exposição “UM OUTRO OLHAR ", de Rosário Bello, fica patente até dia 30 de abril de 2026 com o seguinte horário:

- Dias úteis das 9h às 17h30 e ao sábado, das 14h às 17h30.

ARRONCHES: II Festival de Migas


Dia 11 de abril (sábado), a partir das 20H00, no edifício 'O Celeiro', em Arronches.

Organização: Associação Freestyle Iceshow Arronches.

OPINIÃO: Obrigado, Donald!


Devemos agradecer a Donald Trump. Em primeiro lugar, ele permitiu que aqueles que lutam contra a extrema-direita renovassem seu discurso. Eles não precisam mais se referir a eventos de um século atrás, que ocorreram em um contexto muito diferente do atual, para ilustrar os múltiplos perigos associados à ascensão da extrema-direita ao poder, para os direitos e liberdades dos cidadãos, para a harmonia civil em nossas sociedades ou para a paz mundial.

Para tirar proveito do desastre do trumpismo.

Agora, basta que usem o desastre do trumpismo para ilustrar seu ponto e combater as ilusões que os esforços da extrema-direita para ocultar sua agenda e parecer respeitável possam ter fomentado em alguns. Donald Trump poderia, assim, nos ajudar a finalmente evitar a esperada vitória dessa extrema-direita na França no ano que vem, assim como já contribuiu significativamente para sua derrota nos últimos meses na Holanda, Eslovênia e Itália. E em breve, esperamos, na Hungria.

Graças a ele, até os mais ferrenhos atlantistas — e Deus sabe que eram — finalmente compreenderam que não se pode mais confiar plenamente nos Estados Unidos e que a Europa precisa se tornar capaz de defender seu modelo social, ambiental e democrático por conta própria contra os regimes autoritários que querem destruí-lo. Certamente ainda há um longo caminho a percorrer nesse sentido, mas o movimento finalmente começou.

O risco de dependência nos Estados Unidos

Da mesma forma, graças a Trump, todos agora puderam compreender plenamente os enormes riscos para nossas economias, nossas finanças públicas, nossas liberdades, nossas democracias e o futuro de nossos filhos… riscos que resultam de nossa dependência excessiva das gigantes americanas de plataformas e mídias sociais. Aqui também, a alternativa ainda precisa ser construída, mas pelo menos o primeiro passo essencial — a conscientização — já foi dado.

Graças a ele, os europeus finalmente entenderam que o livre comércio de bens e serviços e a livre circulação de capitais não eram uma panaceia universal, e que os produtores europeus precisavam de maior proteção contra o dumping social, ambiental e fiscal, bem como que nós também precisávamos, finalmente, desenvolver uma política industrial genuína. Mais uma vez, persiste um grande abismo entre as intenções e as ações na escala necessária, mas a atmosfera opressiva foi dissipada.

Trump vai salvar o Pacto Ecológico Europeu.

Apesar de todas as mortes e destruição que causa, a guerra que Donald Trump lançou ilegalmente contra o Irã com seu cúmplice de extrema-direita, Benjamin Netanyahu, talvez possa também nos ajudar a salvar o Pacto Ecológico Europeu, que a direita e a extrema-direita europeias pretendem desmantelar juntas nos próximos meses.

Este conflito demonstra vividamente o quão absurdo e perigoso seria para os europeus adiar ainda mais a sua transição para longe dos combustíveis fósseis. O fato de Donald Trump, negacionista das alterações climáticas e fantoche do lobby do petróleo, estar por trás desta improvável reviravolta é um daqueles truques famosos que a história parece dominar…

O problema: as políticas de imigração de Trump

Infelizmente, há uma área essencial em que a vacina de Trump ainda não produziu seu efeito protetor na Europa, apesar de seus inúmeros abusos nesse campo específico: a das políticas de imigração.

Apesar de todos os crimes cometidos pelo ICE e das ameaças que essa milícia representa para as liberdades de todos do outro lado do Atlântico, embora a interrupção abrupta da imigração enfraqueça significativamente a economia americana e prejudique severamente sua capacidade de inovação tecnológica, embora a caça a estrangeiros corra o risco de afundar as universidades que garantiram uma parte essencial da influência cultural dos Estados Unidos, embora essa política racista e supremacista esteja isolando cada vez mais os Estados Unidos e fortalecendo a China e a Rússia no mundo, a direita europeia continua a perseguir a extrema-direita para importar políticas migratórias trumpistas para a Europa.

Isso se demonstra diariamente pelas ações do "bloco central" na França, que corta os auxílios-moradia (APL) para estudantes estrangeiros e questiona o Sistema Nacional de Saúde (ANS). Também se demonstrou mais uma vez a nível da UE com a votação do Regulamento de Retorno no Parlamento Europeu em 26 de março, onde o tradicional Partido Popular Europeu (PPE), de direita, aliou-se a três grupos de extrema-direita para promover uma Iniciativa de Cidadania Europeia (ICE).

Para salvar nossos valores humanistas, defender nosso modelo social, ecológico e democrático aberto ao mundo, e afrouxar o controle exercido sobre nós pela aliança entre Donald Trump e Vladimir Putin, que nos aproxima dos países do Sul Global, já passou da hora de a Europa finalmente decidir romper com o trumpismo, inclusive no campo das políticas migratórias.

·         Guilherme Duval – in savonsleurope.eu – 7.04.2026

AMIEIRA DO TEJO: Lembrando a dimensão cultural de Jorge Pires