15.7.18

OPINIÃO: Por Santa Luzia!

Cruzemos as diagonais ao nosso chão e, ali ao lado, bem juntinho ao coração geodésico do mapa português, encontramos o lugar onde, simbolicamente, António Costa reuniu ontem o Conselho de Ministros: Pampilhosa da Serra, município antigo, não chega a 4500 habitantes, eram 15 mil em meados do século passado. A maioria tem mais de 65 anos e já só são 11 por cada quilómetro quadrado, 10 vezes menos que a média nacional. Arde quase todos os anos, há muitos anos. E é bem o retrato despovoado do interior português, onde o Estado é precário e demasiadas vezes ausente.
Os nove distritos do interior representam dois terços da área de Portugal continental, mas acolhem menos de um quinto dos contribuintes. Logo, menos algazarra, menos votos. E vamos dar sempre ao mesmo: a necessidade de um outro olhar sobre o que é nosso, fixar populações e atrair investimento capaz de valorizar o que já temos e de criar riqueza e emprego.
No passado, o povoamento foi essencial para assegurar a soberania territorial, foi sangue com que desenhámos o mapa. Hoje, é indispensável afirmar a soberania democrática para contrariar o abandono, devendo o Estado assumir os custos da ocupação mínima do território e sustentar a manutenção de serviços essenciais. Tem custos, claro, mas gerir é fazer escolhas e estabelecer prioridades. A começar pelo Orçamento do Estado.
O pacote de medidas agora anunciadas é coerente e positivo. Mas está muito aquém das propostas que, ainda há dias, foram apresentadas pelo Movimento pelo Interior, à volta do qual convergem figuras dos dois principais partidos parlamentares. Já todos pressentimos o falatório de pré-campanha, mas há pactos que não deveriam esperar por eleições legislativas. E valem bem uma recandidatura presidencial. Ou o país não sai da Senhora dos Prantos, padroeira da Pampilhosa, para chegar à Santa Luzia, no alto da mesma serra...
Afonso Camões - "Jornal de Notícias" - 15/7/2018

14.7.18

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

Negociador NATO
Cartoon de Henrique Monteiro in http://henricartoon.blogs.sapo.pt

NISA: João Pedro Martinho – Empresário de Sucesso


O PORTAL DE NISA ao tomar conhecimento do destaque dado pela revista “Visão” ao jovem João Pedro Martinho, um filho de Nisa, não pode deixar de se congratular pela visão, capacidade empreendedora, arrojo empresarial e sucesso alcançado, apontando-o como um exemplo a seguir e que muito honra o concelho e a região alto alentejana.
Com a devida vénia à revista “Visão” e para todos os leitores/visitantes do Portal de Nisa, partilhamos a notícia que foi publicada, aproveitando para expressar ao jovem empresário as nossas felicitações.
Parabéns, João Pedro! E votos de novos êxitos empresariais!

MONTALVÃO: Caminhada Nocturna e Sardinhada


Monsaraz Museu Aberto celebra a paisagem cultural na vila medieval

A bienal cultural Monsaraz Museu Aberto vai abrir no dia 13 de julho na vila medieval com um programa dedicado à paisagem cultural que pretende abordar o que de melhor se faz na cultura e nas artes do espetáculo. Este certame cultural organizado desde 1986 pelo Município de Reguengos de Monsaraz e que a partir de 1998 se começou a realizar com periodicidade bienal vai decorrer até ao dia 29 de julho em Monsaraz com entrada gratuita em todos os espetáculos.

13.7.18

NISA: Poesia social do concelho (1)

JÁ ERA TEMPO DO HOME(M)
 Já era tempo do home(m)
Já era tempo também,
De dar pão a quem tem fome,
Trabalho a quem não o tem.
I
Se a vida é um paraíso
Para os que vivemos na terra,
Fabricar armas de guerra,
A meu ver, não é preciso.
Tomem conta neste aviso,
A minha ideia não dorme,
Esta mágoa me consome.
Querer todo o mundo em sossego
Para acabar com o desemprego
Já era tempo do home(m)
II
Construir centrais eléctricas,
Fazer muita viatura,
Socorrer a agricultura
Em vez de minas magnéticas.
Da Ásia às duas Américas
Em armas não ter ninguém.
Explorar o que a terra tem
Para a vida mecanizar,
Dessalgar águas do mar,
Já era tempo também.
III
Há tanto que vem debatido
O mercado comum europeu,
Ainda alguns estão com receio
Que ele não seja resolvido.
Tragam trigo donde há trigo,
Onde o povo o não consome;
Levem-lhe cortiça, ou conforme
O que necessita a vida interna.
É dever de quem governa
Dar pão a quem tem fome.
IV
Sou cavador é verdade,
Mas rogo a vossas excelências,
Para que empreguem as ciências
A bem da humanidade.
Ponham as armas de lado,
Não queiram matar ninguém;
Cada um que filhos tem,
Não os quer ver na batalha.
Valorizem quem trabalha,
Trabalho a quem o não tem.

Ti Zé do Santo (José António Vitorino)
Poeta popular de Salavessa - Nisa 
Foto de Cartier Bresson - 1955 (Alentejo - Estremoz) 

ALPALHÃO: Festas de Verão prometem animação


EXPOSIÇÃO: O Aqueduto da Água de Prata e o Património Hidráulico de Évora

Horário: segunda a sexta (9:30 às 12:30 e 14:30 às 17:30 | sábados (14:30 às 18:00)
De 17 abril a 01 janeiro
Localização: Convento dos Remédios
​​​A água é um elemento vital para a vida, condicionando fortemente a ocupação do território e a construção da paisagem. O cuidado colocado na construção dos sistemas de captação refletem a valorização da água, testemunhando esses sistemas a evolução tecnológica, estética e simbólica, das diversas civilizações.
O Aqueduto da Água da Prata e os diversos elementos do património hidráulico, nas zonas intramuros e extramuros, constituem valores patrimoniais demonstrativos da relação da cidade antiga com seu termo e da sua dependência dos recursos naturais existentes.

Seis dadores de sangue estrearam-se em Avis




Em manhã muito agradável de verão, os dadores de sangue acordaram bem cedo e já estavam no local da brigada mesmo antes das portas abrirem. Sinal de que prometia a dádiva. E assim aconteceu, tendo entrado no quartel dos bombeiros de Avis 36 pessoas, das quais 16 mulheres (44,4 %). Tudo gente bem disposta e com muita vontade de se sentar na anatómica cadeira de dador. Nesta colheita promovida pela Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP  – estavam em condições para doar o tecido que nos inunda as veias 32 dos presentes, o que é de se destacar.
Novos dadores também não faltaram. Primeiro um pouco tensos mas no fim muito felizes por terem experimentado este gesto tão solidário. Foram meia dúzia de estreantes, quatro dos quais do sexo feminino.
Quanto ao Registo Nacional de Dadores Voluntários de Células de Medula Óssea passou a ter em Avis mais cinco inscrições. Enfim, números todos eles muito acolhedores e repletos de esperança.
O almoço convívio foi servido num restaurante local e contou com o apoio da Câmara Municipal de Avis. À mesa sentaram-se dadores, o pessoal do hospital de Portalegre responsável pela colheita e ainda membros da Associação.
São Salvador da Aramenha a 28 julho
Avizinham-se colheitas da ADBSP, sábados e da parte da manhã, em: São Salvador da Aramenha, a 28 de julho, no salão da Junta de Freguesia; Fronteira, a quatro de agosto, no centro de saúde.
Lembre-se que ser solidário no verão também passa por ser dador de sangue!

JR

ÉVORA: Artes À Rua animam a cidade e o concelho

A Câmara Municipal de Évora em parceria com a Direcção Regional de Cultura do Alentejo, Fundação Inatel, CIMAC e diversas entidades, promove de 12 de Julho a 6 de Setembro o programa de animação Artes à Rua. Música, teatro, bailado, cinema, exposições, entre outras actividades culturais, integram este programa, a que nesta página iremos dar o devido destaque.
Mathilda no Coreto - Palco Pointlist no Artes à Rua 2018
Dia 15 Julho - 18h
Localização: Coreto do Jardim Público
​Diga-se o que quiser de Portugal e dos portugueses, mas se há algo de que não nos podem acusar é de não nos correr música no sangue. É longa a nossa tradição no que a cantautores diz respeito, com luminários desta e de outras gerações a despontarem dos restantes munidos apenas de uma voz e guitarra ao peito. É na ponta final de uma história que viu nascer Godinho, Fausto, Zeca Afonso, Benjamim, Sarnadas, Gobi Bear, entre tantos outros, que surge agora Mathilda, o alter ego musical de Mafalda Costa (Guimarães, 18 de Fevereiro de 2000).

12.7.18

Feira de Actividades Económicas anima Arronches


COMENDA: Beat Fest celebra a cultura Hip Hop

Entre 3 e 5 de Agosto, em Comenda, Gavião, o BEAT FEST promete celebrar a cultura hip hop em três dias recheados de concertos e DJ sets. Com artistas nacionais e internacionais, o Beat Fest afirma-se como a celebração da mais vibrante cultura do momento num paraíso plantado no Alto Alentejo.

Festival de Folclore em Santo António das Areias (Marvão)

É já no dia 21 de Julho que a freguesia de Santo António das Areias, pertencente ao concelho de Marvão, irá receber mais uma manifestação pública de Arte Tradicional Popular: o XXXVIII Festival de Folclore. Os grupos participantes terão a oportunidade de mostrar em palco as suas danças, cantares e instrumentos musicais, os trajes e adereços, assim como os usos, costumes e tradições características das respectivas regiões que cada grupo irá representar.

11.7.18

AVIS: Feira Franca com grande animação

Nos dias 27, 28 e 29 de julho, no Parque de Feiras e Exposições de Avis. Um cartaz imperdível com os Wet Bed Gang, Dillaz, Ninja Kore, Putzgrilla, D.A.M.A., Kura, Kratus e Raquel Tavares.

Prepare-se para a Festa!

ALPALHÃO: 6ª Caminhada "Rota das Pedreiras"


EVOCAÇÃO: Manuel Alegre e Cruz Malpique no Liceu Alexandre Herculano (Porto)

O exemplo de PRELÚDIO - Gazeta dos Alunos do Liceu Alexandre Herculano (Porto)
Manuel da Cruz Malpique, nasceu em Nisa em 1902 e faleceu no Porto em 1992, com 90 anos.
Enquanto professor teve alunos que se viriam a destacar, a nível nacional e internacional, no campo das artes, das letras e da política, como são os casos de José Augusto Seabra (já falecido), Manuel Alegre e José Pacheco Pereira. Na prosa que segue e recordando o intelectual nisense, damos a conhecer alguns aspectos do seu trabalho no Liceu Alexandre Herculano, no Porto e, talvez, o primeiro poema publicado de Manuel Alegre, dedicado a... Cruz Malpique.
"Esta publicação do Liceu Alexandre Herculano, feitinha pelos alunos de então, é uma preciosidade. Eu, que sou um jovem, portanto insuspeito, posso bem dizer que antigamente havia coisas que já não há. Era bem diferente o ensino. Claro que houve a democratização e o país melhorou muito no acesso à educação, sem dúvida. Mas lá que agora já não se fazem coisas como o PRELÚDIO, lá isso não. Faltam professores como o Dr. Cruz Malpique, faltam exigência, rigor, seriedade. Será que não podemos ter isto com a democratização? Será que não podemos ter rigor e bons professores? Podia ir mais longe, mas fico-me por aqui. Ah, e convém dizer que não estou a dizer que todas as escolas são assim, claro que há muitas e honrosas excepções -- lá se ia o meu futuro político. Julgo mesmo que foi neste número 1 do PRELÚDIO que o Manuel Alegre terá publicado pela primeira vez, a avaliar pela idade que teria na altura. O seu poema "AS ROSAS DA MOCIDADE" virá já a seguir, e muitos ensinamentos... Até mais.Boa tarde.*AEF
AS ROSAS DA MOCIDADE
(Coronemus nos rosis ante quam marcessant)
Ao Exmo. Sr. Dr. Cruz Malpique

Ó rosas em flor da doce Mocidade,
Hoje vicejais, amanhã murchais!
Ai botões de rosa da santa idade,
Em que se vive ainda ao sabor dos pais!.

Gozemos,amigos, o feliz instante,
Destas rosas belas, a desabrochar!
Num dia futuro, não muito distante,
Vereis as florzinhas, tristes, a murchar...

Cantemos, cantemos, ao nosso esplendor!
Em taças de oiro, o furto da vida
Bebamos. A nossa alma pede amor,
Deixemo-la andar amando... perdida...

Andemos, que ela esvoaça depressa!
Ai rosas bonitas, que breves sois!
Chorarmos agora, ai, livrai-nos dessa,
Ó rosas viçosas que murchais depois!

Amigos, amigos, segui adeante,
Eu paro, que fico... que fico a chorar!
Gozai, que esta hora passa num instante,
É como uma noite de suave luar!

Vereis, depois, vir noites, noites infindas,
Que não passam nunca, que aborrecem sempre!
Olhai para estas rápidas e lindas,
Estas são assim, olhai... não duram sempre!

Ai rosas benditas, breves, talvez...
Ai rosas bonitas, que lindas que sois!
Vós brilhais um dia, mas uma só vez,
Vós brilhais um dia e murchais depois!.
M. Alegre Duarte (5.º ano)
Terá este sido o primeiro poema publicado por Manuel Alegre?*AEF
A produção poética desta fase adolescente ficou reunida num livro, Sensações Românticas, publicado ao 18 anos, que o poeta jamais incluiu na sua obra, e prefaciado pelo seu antigo professor no liceu Alexandre Herculano, do Porto, Cruz Malpique, que nos diz que Manuel Alegre "sendo um rapaz intelectualmente precoce, dotado de fina sensibilidade, que o separava, um tanto, dos seus camaradas nunca foi, porventura, devidamente apreciado pelos seus professores, sobretudo pelos de Letras. Pela minha parte, quero ser mais profeta que os meus colegas: Atrevo-me a supor que o Alegre Duarte virá a ser gente no mundo da poesia e... ilhas adjacentes. Ele que não se incomode com a circunstância de outros dos seus professores não terem feito profecia igual àquela que estou fazendo".
Sabemos que toda a previsão é difícil, mas o certo é que o livrinho rejeitado pelo poeta contém indícios que não fazem de Cruz Malpique um adivinho, principalmente se tivermos em conta algum do jogo metafórico e o ritmo de alguns poetas ou de algumas das estrofes contidas em Sensações Românticas que nos deixa também, ainda que de forma ingénua, uma formulação do terrível oxímoro que percorre a obra de Manuel Alegre – o o de que a [sua] poesia, escrita por "um homem sentado/à mesa da solidão", sendo tudo, é nada.
FICHA TÉCNICA PRELÚDIO
Ano I, Porto, 31 de Janeiro de 1953, N.º 1, Mensal, Preço 1$00
Gazeta dos Alunos do Liceu de Alexandre Herculano (ao abrigo do Art. 445 do Dec. 36.508) CENTRO ESCOLAR N.º 6 -- ALA DO DOURO LITORAL
Prof. Orientador: Dr. Cruz Malpique - Composto e impresso na: Esc. Tip. da Oficina de S. José, telefone 21 866 - Rua Alexandre Herculano, 123 PORTO
Redactores: José Miguel Leal da Silva, Manuel Carvalho e Cunha, Rui Abrunhosa.

CRATO: Visitas ao Património

VISITAS GUIADAS AO PATRIMÓNIO
Crato | 14 de julho 2018
10h30 - Mosteiro de Santa Maria de Flor da Rosa
14h30 - Museu Municipal do Crato

AREZ: 3 dias de Festas a favor da construção da Casa do Cruzeiro


ACTUALIDADE: Trabalhadores da FIAT em greve por causa da contratação de Ronaldo!

 Depois dos protestos da semana passada, por causa dos rumores que apontavam para a contratação de Cristiano Ronaldo por parte da Juventus, os trabalhadores da FIAT avançaram mesmo para a greve, isto um dia depois de o avançado português ter mesmo sido confirmado como reforço da Vecchia Signora, numa transferência feita por 100 milhões de euros - na qual a FIAT teve participação directa, escreve o jornal "Record".

10.7.18

ALPALHÃO: Festa dos Avós no Largo do Adro


OPINIÃO: Sem tempo para nervosismos

 Abrandamento
Cartoon de Henrique Monteiro in http://henricartoon.blogs.sapo.pt
No Bloco de Esquerda nunca vimos o acordo com o PS ou a maioria parlamentar como um embaraço ou uma contrariedade. O programa de Governo do PS, tal como a sua atuação, estão muito longe do que achamos necessário para construir um futuro melhor para o país. Mas, em 2015, fomos confrontados com dois desafios, que aceitamos: i) começar a responder às urgências sociais deixadas pela Direita, e ii) usar a relação de forças existente para negociar avanços em áreas essenciais: combate à precariedade, justiça fiscal, liberdades individuais, serviços públicos, etc.

NISA: Torneio da Malha no próximo domingo


9.7.18

HU(A)MOR EM TEMPO DE CÓLERA

Campeões do Mundo
Cartoon de Henrique Monteiro in http://henricartoon.blogs.sapo.pt

ALPALHÃO: III Passeio a Cavalo

III Passeio a Cavalo, inseridos na IVª Edição das Festas do Campo da Associação de Caçadores de Alpalhão

PROENÇA-A-NOVA: XIII Festival de Teatro

Data: 14 de Julho
Local: Proença-a-Nova
Início 21.30h. Entrada livre limitada à capacidade da sala.
Segredos no Confessionário. É cometido um crime horrendo num quarto de hotel onde o verdadeiro assassino consegue colocar a arma do crime nas mãos de Michael. Este, sem meios para provar a sua inocência, é julgado e condenado a 20 anos de cadeia. O padre Manuel, capelão do Estabelecimento Prisional, que fora sempre o amigo e o confidente de Michael, mantendo com ele uma amizade pura e genuína, recebe uma visita inesperada, que lhe pede para ser ouvida em confissão. É então confrontado com uma confissão arrepiante. Deveria fazê-lo em circunstâncias extremas como esta, ou deveria violá-lo e denunciar o verdadeiro assassino?

NISA: Leilão de Borrachos da Sociedade Columbófila


HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

Má vontade
Cartoon de Henrique Monteiro in http://henricartoon.blogs.sapo.pt

NISA: Memória Fotográfica (1) - A Columbofilia



Nisa foi sempre terra de campeões. Do futebol ao ciclismo, da pesca ao atletismo e sem esquecer a columbofilia, a paixão pelos desportos está bem vincada no carácter dos nisenses.
As fotos são retratos de campeões. Campeões e columbófilos, o popular desporto dos pombos-correios. O registo é, também, de um antigo columbófilo já falecido e campeão na arte de bem escrever: Carlos Franco Figueiredo. Aqui fica como registo e arquivo da memória presente e futura.

8.7.18

HOJE É DOMINGO! Meu Brasil, brasileiro...



P´ra não dizer que não falei das flores
 Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Pelos campos há fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição
De morrer pela pátria e viver sem razão

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não

Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
- Geraldo Vandré (1968)

NISA: Gente da vila (1)