28.4.17

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

Há malta com uma imaginação incrível. Estes personagens bem merecem o perdão de Sua Santidade, pelos notáveis serviços prestados à Nação. Se até o Cavaco os condecorou...

27.4.17

ALPALHÃO: III Prova de Vinhos na Sociedade Recreativa

A Sociedade Recreativa Alpalhoense vai promover a sua III Prova de Vinhos e conta consigo para fazer parte do júri.
Basta aparecer e adquirir a caneca alusiva ao evento, e poderá saborear à sua vontade todos os vinhos a concurso.
A prova decorrerá durante o almoço que será servido na sede da nossa coletividade a partir das 13 horas.
Se for vinicultor e quiser participar, traga-nos um garrafão com o seu vinho até às 12 horas do mesmo dia (30 de abril).
ESTE DOMINGO ESTAMOS À SUA ESPERA!!
APAREÇA E TRAGA AMIGOS!!

4º Trail Vila de Nisa realiza-se em 5 de Novembro


OPINIÃO: Matar ou morrer

Marco Ficini era um adepto profissional do futebol. No que isso tem de salutar e de nefasto. Morreu de madrugada numa rua de Lisboa, atropelado e abandonado por aquele ou aqueles que o atingiram e por todos os que, supostamente, estariam a seu lado aquando da batalha campal entre elementos das claques do Benfica e do Sporting. Cobardes uns, cobardes outros. As circunstâncias em que ocorreu este trágico episódio ainda estão por apurar. Mas, ainda assim, não ouvi ninguém admitir a possibilidade de o dérbi entre os clubes da capital poder ser adiado. Já não falo por respeito, mas para dar o exemplo, para suster a espiral de alucinação coletiva que varre o futebol português. E isso, esse silêncio, a simples convicção de que nem era preciso admitir a hipótese, diz muito (diz tudo) da gente que habita esse admirável mundo.
Ainda assim, o que mais me (ia escrever chocou, mas honestamente já nada me choca nesse universo paralelo), mas dizia, o que mais me inquietou foi o clamor daqueles que, no resto do ano, agem como pirómanos insaciáveis e agora se mostraram ao país como virgens impolutas e ofendidas, distorcendo a moral a seu favor para agradar à numerosa turba que os idolatra.
O cadáver de Mário Ficini ainda estava morno e já ecoava na arena pública o som insuportável dos insultos entre dirigentes. Alheios às circunstâncias, alheios à normalidade, alheios à fase adulta e ao bom senso. Alheios à sua responsabilidade e às consequências dos seus atos. O silêncio é respeitoso em todo o lado menos no futebol, onde até palmas se batem nas homenagens caladas aos mortos.
Este é o país onde, quase todos os dias, se incita, na televisão, à clubite primária e virulenta, se agitam teorias da conspiração, se repetem repetições para (de)formar juízos. Horas e horas de programas sobre futebol onde não se fala de futebol, num campeonato alternativo onde os pontos são as audiências. Mas ao futebol perdoa-se tudo, não é verdade? Porque faz parte da trilogia mágica a que se somam fado e Fátima. É uma força indomável. E as forças indomáveis não andam de trela curta. O povo quer, o povo tem.
O pior do futebol não é o futebol. Não o que se disputa num retângulo verde, 11 para cada lado, uma bola saltitante e um desejo ardente de golo. Isso é um desporto apaixonante. Ganhar ou perder. Falo do resto. E o resto é um prolongamento doloroso sem dignidade ou brilho. Não é ganhar ou perder. É matar ou morrer. De uma coisa podemos estar certos: nesse terreno pérfido onde pululam egos maiores do que o corpo, as virgens que nunca o foram derramarão sempre as lágrimas típicas da primeira vez. Faz parte da enorme encenação em que está transformado o jogo.

Pedro Ivo Carvalho in "Jornal de Notícias" - 26/4/2017

IMPRENSA REGIONAL: "Alto Alentejo" - 27/4/2017


Casas de Acolhimento da SCMP apresentam boas práticas nas I Jornadas Plataforma PAJE

O Diretor das Casas de Acolhimento da Santa Casa da Misericórdia de Portalegre vai apresentar as boas práticas de gestão destas instituições, nas I Jornadas Plataforma PAJE que se realizam, dia 28 de abril, no Auditório da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra.
O convite para estar presente neste evento partiu da organização das Jornadas com o objetivo de abordar as temáticas da infância e juventude e, nesse sentido, divulgar as práticas de sucesso das Casas de Acolhimento da Santa Casa de Portalegre que passam por exemplo por reuniões comunitárias semanais com os jovens sobre vários temas da atualidade; Inclusão dos jovens mais velhos em voluntariados com ligação a algumas áreas do interesse dos jovens; Sinergias entre antigos alunos (bons exemplos) e os jovens acolhidos; Encaminhamento dos jovens acolhidos para práticas desportivas, culturais e cívicas como atividades extracurriculares; Sinergias com as forças de segurança (GNR e PSP) através de várias ações de sensibilização (violência no namoro, perigos da internet, consumos de drogas e estupefacientes, etc…); Sinergias com o Ministério Público – assistir a julgamentos sobre temas relacionados com os jovens; Sinergias com a Escola Superior de Saúde sobre temas como a higiene oral, hábitos tabágicos, doenças sexualmente transmissíveis etc.
Além disso as Casas de Acolhimento da Santa Casa da Misericórdia de Portalegre contam também com um Programa de Desenvolvimento de Treino de Competências de Autonomia, assim como com uma Casa de Autonomia, onde os jovens iniciam a sua vida adulta e onde alguns têm experiências de autonomia de vida com bastante sucesso.
São também políticas de gestão destas instituições, premiar o esforço, o bom comportamento e o bom desempenho escolar; integrar os elementos da sociedade civil nas dinâmicas do acolhimento residencial e realizar festas, aniversários e eventos.
Filipe Serrote, Diretor das Casas de Acolhimento da Santa Casa da Misericórdia, afirma “Foi com enorme alegria, que aceitámos o convite da direção da Plataforma PAJE para partilhar a nossa experiência de sucesso com todos os que vão assistir a estas Jornadas. Estamos orgulhosos do trabalho que desenvolvemos todos os dias e que se traduz, basicamente, em intervir de forma terapêutica e com amor. Esperamos que as nossas práticas possam inspirar outras instituições, e contribuir para que mais jovens venham a ter um futuro de sucesso.”
Acerca das I Jornadas Plataforma PAJE
As I Jornadas Plataforma PAJE – Apoio a Jovens (Ex)acolhidos onde “Vivenciar… Partilhar… Sorrir…” são o mote para uma reflexão partilhada entre diversos players envolvidos na problemática das crianças e jovens em risco, da fase pré-acolhimento, até ao seu termo e sequente integração social. Estas Jornadas propõem colocar na agenda dos decisores, através da comunidade científica e da opinião pública, a preocupação com vítimas precoces, oferecendo um contributo na análise das questões da infância e suas implicações ao longo da vida, através de uma abordagem multidisciplinar. Mais informações e programa em http://www.paje.pt/i-jornadas/

AVIS: Concurso Nacional de Leitura (fase distrital)

A fase distrital da 11.ª edição do Concurso Nacional de Leitura (CNL), cuja promoção e coordenação é da responsabilidade da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), na qualidade de parceira do Plano Nacional de Leitura (PNL), vai decorrer, no dia 28 de abril, na Biblioteca Municipal José Saramago, numa organização do Município de Avis, que contará com a colaboração da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, da Rede de Bibliotecas Escolares [RBE], da RTP, da Fundação José Saramago, da Biblioteca Escolar Mestre de Avis e do Agrupamento de Escolas de Avis.
A iniciativa, integrada na Semana da Leitura que decorre, de 24 a 28 de abril, na E.B. 2,3 Mestre de Avis, vai abrir, às 10h30, com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Avis, Dr. Nuno Silva, e do Subdiretor Geral da DGLAB, Dr. Luís Santos.
Às 11h00, os alunos inscritos prestarão provas escritas sobre a leitura que efetuaram das obras Marido e Outros Contos, de Lídia Jorge, e O Conto da Ilha Desconhecida, de José Saramago, destinadas ao 3.º ciclo, e A Viagem do Elefante, de José Saramago, e Livro, de José Luís Peixoto, para o ensino secundário.
Participam nesta prova 28 alunos do 3.º ciclo do ensino básico (7.º, 8.º e 9.º anos de escolaridade) e 3 alunos do ensino secundário (10.º, 11.º e 12.º anos de escolaridade) que representam 9 municípios da NUT III Alto Alentejo.
O Júri designado para presidir às provas, escritas e orais, constitui-se de três elementos: Nuno Silva (Presidente da Câmara Municipal de Avis), Margarida Neves (Diretora do Agrupamento de Escolas de Avis) e Sérgio Letria (Direção da Fundação José Saramago), a quem caberá a supervisão de todo o processo de realização e avaliação das provas, bem como o apuramento dos concorrentes vencedores que representarão o distrito na Fase Final do Concurso Nacional de Leitura.
Ainda durante a manhã, acompanhantes e convidados irão "Descobrir Avis", numa visita guiada pela zona histórica de Avis, ao Centro Interpretativo da Ordem de Avis e ao Museu do Campo Alentejano. E, despois do almoço, servido a alunos e professores, no refeitório do Agrupamento de Escolas de Avis prosseguem as provas, desta vez as orais.
Às 16h00, antes mesmo da apresentação dos resultados, com da atribuição de prémios aos três primeiros classificados em cada categoria e Certificados de Participação a todos os concorrentes e escolas, que dará por terminada a fase distrital da 11.ª edição do Concurso Nacional de Leitura (CNL), haverá um momento musical, a cargo de Carlos Poeiras, Campeão Nacional de Acordeão e professor na Escola de Música de Avis.

PORTALEGRE: Fim de semana com boa música e comédia à la carte no CAEP

28 ABR. SEX. 22H
Tour Commedia A La Carte - Circus
Comédia de Improvisação | GA | 18€ Plateia / 16€ Balcão | M/12 anos
Senhoras e senhores, meninas e meninos, bem-vindos ao maior espetáculo do mundo!
Talvez não seja o maior! Nem possivelmente seja um espectáculo!
E para vos dizer a verdade, nem sequer são bem-vindos.
Circus! A nova digressão dos Commedia a la Carte vai percorrer o país, e a caravana tem paragem marcada numa cidade perto de si.
Cuspidores de fogo, homem bala, a mulher barbuda, trapezistas, malabaristas,  ilusionistas, domadores de leões... Nada disto poderão ver!
Já palhaços, somos três!
Pam pararapam pam pam!
29 ABR. SÁB. 21H
Banda Euterpe “Concerto de Primavera”
Música Ligeira | GA | 5€ | M/4 anos
A diversidade espelhada na Natureza é uma das marcas da chegada da Primavera e a música é uma das melhores formas de a celebrarmos.
Em abril, a Euterpe regressa ao grande auditório do CAEP com um espetáculo que reúne algumas das grandes obras compostas ou adaptadas para banda filarmónica. Pasodobles, musicais, medleys de canções que ficaram para a história. Sons para todos os gostos, num “Concerto de Primavera” que não vai querer perder.
28 ABR. SEX. 23H
Beatriz Pessoa
Pop / Jazz | CC | 4€ | M/12 anos
Cantora e compositora de registo intimista, fresco e suave, Beatriz Pessoa tece os seus temas originais no universo da pop e do jazz.
Fazendo-se acompanhar por um grupo de músicos talentosos, que desde cedo fazem parte do seu percurso, Beatriz apresenta em concerto o seu primeiro EP, “Insects”, de 2016.

26.4.17

NISA: O 15º Aniversário do 25 de Abril (1989)

São documentos para a história do concelho de Nisa e da sua vivência democrática. O programa do 15º aniversário da Revolução dos Cravos, 250 exemplares impressos na Tipografia Nisense, número um pouco superior à "tiragem" do recente Boletim Presidencial com que os nisenses foram mimoseados. Deixemos as coisas tristes...
O programa das Comemorações do 25 de Abril de 1989 privilegiou a diversidade de iniciativas e a descentralização das mesmas. Este é um dos "pecados", uma das situações negativas do 25 de Abril em Nisa. A sede do concelho monopoliza todas as realizações e não há uma centelha de imaginação (numa Câmara que tanto apregoa as "ideias") para contemplar, num programa cultural, a diversidade das povoações do concelho, ao longo de todo o mês de Abril.
E, tudo isto, porque a própria concepção do "programa" é em si mesmo centralizadora. Parte de uma só cabeça, bem ou mal pensante, e copia-se o programa do ano anterior. As associações, quais súbditos, virão à sede do concelho desfilar, actuar, pagando o "tributo" dos apoios que a Câmara (que tem essa obrigação e não um favor) lhes presta ao longo do ano.
Esqueceu-se o Feriado Municipal como data nobre e própria para as homenagens a pessoas e instituições. Homenagens que não são, não representam o corolário de discussão e apreciação entre os munícipes e associações do concelho, mas são o resultado de um "rasgo" individual de um qualquer eleito, ou em retribuição de um favor ou empunhando a "bandeira" de um ou mais atributos no currículo, para justificar, tantas vezes, o injustificável.
Há 40 anos (1987)- à parte a homenagem, indiscutível e justa, ao Dr. António Granja, realizada anos antes, em 1981- houve um programa de homenagens a personalidades do concelho, escolhidas pelos seus próprios méritos, escolhas essas que foram precedidas de um processo, exemplar, de auscultação da opinião das instituições concelhias e de pessoas, a nível individual. 
Sobre este assunto, dada a sua importância, iremos elaborar outro texto. Mas, que fique o essencial: é preciso regatar as Comemorações do 25 de Abril. A Revolução dos Cravos é do Povo. Não pode ser encerrada dentro de uma sala, com discurso mais ou menos engravatados, que não respeitam, sequer, a pluralidade dos eleitos no poder local, nem ser um desfile "folclórico" para mostrar à população que manda no burgo.
Mário Mendes

PORTALEGRE: Fundação Robinson e IPP assinalam 25 anos do Curso de Design


NISA: Comemorações do Dia Distrital do Bombeiro


NISA: Mensagem da CDU no 25 de Abril

O presidente da União das Freguesias de Nossa Senhora da Graça, Espírito Santo e S. Simão, João Malpique interviu na Sessão Solene comemorativa dos 43 anos do 25 de Abril, em nome dos eleitos da CDU - Coligação Democrática Unitária, tendo produzido a comunicação que a seguir transcrevemos.
Senhores eleitos na Assembleia Municipal
Senhores eleitos na Câmara Municipal e nas Freguesias
Caros Concidadãos
Mais uma vez, neste dia 25 de Abril, aqui estamos para falar EM NOME DE ABRIL!
“Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial, inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo.”
Pelas palavras de Sophia de Mello Breyner, renovamos o significado da esperança!
Convictos dos valores de Abril, no momento em que se assinalam os 43 anos de DEMOCRACIA, reafirmamos a confiança de que é possível abrir caminho para o progresso!
Parecia impossível… o feito notável de deixar para trás um dos períodos mais negros da nossa história! Não foi apenas um dia … foi o resultado de lutas e, sob o regime da ditadura, construiu-se o caminho da LIBERDADE!
A madrugada de que fala Sophia não foi um mero acontecimento… foi o resultado de grandes e históricas conquistas no plano local, nacional e internacional. Um grande feito na história contemporânea: foi a FESTA COM A NOSSA GENTE, que Chico Buarque cantou!
Significou o PROGRESSO da sociedade portuguesa!
Saudemos esses homens e essas mulheres que hoje nos permitem estar aqui a comemorar Abril!…
Mas… ONDE ESTÁ ABRIL?
Para além de Trump, para além das ameaças internacionais e da escalada de conflitos em todos os continentes, temos em Portugal, no nosso Concelho, populações mais pobres, empurradas para o desemprego por políticas seguidas por sucessivos governos, pela submissão do país aos interesses internacionais que afundam a economia e endividam o país e pela destituição de direitos sociais!
E perguntamos:  ONDE ESTÁ ABRIL?
Abril não pode servir para invocar a desertificação do interior como responsável pela estagnação e aumento do desemprego!
Abril não pode servir para gritar “viva a liberdade” mas mentir ao povo, aprisionando-o nas grilhetas da ignorância, ocultando a verdade e o direito à informação!
Abril não pode servir para que, nos órgãos máximos do poder local, se insultem eleitos, em nome da liberdade de expressão!
Abril não pode servir para, em nome do povo, haver eleitos que abusam do poder para tomar decisões unilaterais, só …  porque sim!
Abril não pode servir para enganar o povo, com sorrisos e festas, em nome da fraternidade!
Abril não pode servir para dizer democracia, quando na prática se exerce a ditadura!
CONTINUAREMOS O CAMINHO DE ABRIL!
Volvidos que estão quase 4 anos de trabalho autárquico, estamos convictos de que tomámos as decisões que melhor respeitam os interesses dos que acreditaram em nós, porque aqui estamos para os servir, não para nos servirmos:
Zelámos pelo bem estar económico, social e cultural das populações;
Defendemos o funcionamento dos serviços públicos, na área da saúde, justiça e educação;
Defendemos a necessidade da reorganização das freguesias;
Denunciámos injustiças para com os trabalhadores do município;
Apresentámos e aprovámos moções nos órgãos de poder local, apelando à resolução de  problemas ambientais como foi o caso da qualidade das águas do Tejo e pelo encerramento da Central de Almaraz.
Aos que hoje são idosos e que “não tiveram tempo de ser meninos” diremos que merecem o nosso maior respeito e por eles lutaremos para a garantia de dias mais felizes!
Aos que constituem a força de trabalho e viram negados direitos fundamentais, diremos que o povo ainda é quem mais ordena e lutaremos pela dignificação de todas as áreas profissionais, sem exceção!
Principalmente, aos jovens, queremos dizer que lutaremos para lhes dar mais vida neste Concelho, para que não abandonem o sitio onde nasceram, onde cresceram, onde aprenderam e onde querem, naturalmente, viver com as suas famílias, impedindo e invertendo a desertificação a que assistimos e que o Concelho de Nisa não é exceção.
Estaremos sempre do lado certo, do lado dos trabalhadores. É com eles o nosso compromisso! Damos rosto à luta na defesa dos interesses das populações. Hoje, estamos mais fortes, para podermos avançar nesta encruzilhada!
Se há quem apresente 5 milhões de obra feita e paga, propagandeada no jornal regional, também há quem com uma única obra tenha feito um investimento de igual valor, garantido o seu financiamento, obra esta que será o pilar da educação deste nosso concelho e que irá permitir à atual edil utilizar como cartão de visita para receber o Primeiro Ministro no final da semana em Nisa.
Se criarmos a marca É Nisa, é Nosso, valorizamos a nossa terra, mas só faz sentido se a partilharmos e de forma integrada a oferecermos ao mundo na promoção dos recursos endógenos e não ficarmos isolados.
A descentralização e delegação de poderes agora tão em voga foi sempre uma realidade neste concelho, na valorização do trabalho das freguesias dando a possibilidade a investimentos comuns que de forma concertada resolviam o problema das populações. Hoje, estas obras de capital são feitas exclusivamente pelo Município sem auscultar tão pouco os Presidentes de Junta, negando apoios e utilização de recursos que são de todos e só a alguns disponibiliza; será que existe receio de perder o protagonismo?
Há quem tenha ideias! Nós temos um rumo!
Contra a insensatez que conduziu o nosso Concelho ao retrocesso e ao isolamento,
temos sentido de ética e integridade!
Temos espírito de sacrifício, de missão…
Temos espírito de serviço público e a coragem de continuar a acreditar, a agir  e a construir  um Futuro melhor para o Concelho de Nisa!
Porque o Concelho de Nisa merece!
VIVA O PODER LOCAL DEMOCRÁTICO!
VIVA O 25 DE ABRIL!
VIVA PORTUGAL!
VIVA O CONCELHO DE NISA!
Nisa, 25 de Abril de 2017
João Malpique - Eleitos pela CDU na Assembleia Municipal de Nisa

NISA: A Festa dos Cebolas em 2008









Nove anos se passaram desde a 1ª e julgo, única, Festa dos Cebolas, um convívio de âmbito familiar que pretendia juntar pessoas de várias gerações com o apelido Cebola. As fotos registam aspectos dessa Festa realizada no dia 26 de Abril de 2008 e que juntou novos e menos novos, idosos, alguns dos quais já não estão entre nós e a quem prestamos homenagem.
Recuperámos a efeméride, a data, a festa e, sobretudo, o convívio que então foi estabelecido entre famílias com esse denominador comum: o apelido.
Podem partilhar as fotos à vontade.

25.4.17

DEZ POEMAS PARA O 25 DE ABRIL (8)

FLOR DA LIBERDADE
Sombra dos mortos, maldição dos vivos.
Também nós... Também nós... E o sol recua.
Apenas o teu rosto continua
A sorrir como dantes,
Liberdade!
Liberdade do homem sobre a terra,
Ou debaixo da terra.
Liberdade!
O não inconformado que se diz
A Deus, à tirania, à eternidade.

Sepultos insepultos,
Vivos amortalhados,
Passados e presentes cidadãos:
Temos nas nossas mãos
O terrível poder de recusar!
E é essa flor que nunca desespera
No jardim da perpétua primavera.
Poema de Miguel Torga (in "Orfeu Rebelde", Coimbra: Edição do autor, 1958 – p.52-53; "Poesia Completa", Lisboa: Publicações Dom Quixote, 2000, 2.ª edição, 2002 – p. 560)
Neste aniversário (o quadragésimo terceiro) da eclosão da Revolução dos Cravos, que devolveu a Liberdade a Portugal, apresentamos o poema "Flor da Liberdade", de e por Miguel Torga. O texto veio a lume no ano de 1958, em plena autocracia salazarista, mas a mensagem não perdeu actualidade. Se "recusar", naquele tempo, significava contestar e resistir à opressão, hoje consiste em exercer plenamente a Liberdade. Deixar de exercê-la – por medo, comodismo ou apatia –, é abrir caminho ao despotismo de uns quantos sobre todos.

OPINIÃO: A liberdade a que temos direito

Abril foi muitas coisas. Coisas que cada um de nós carrega. Uns, como os meus pais, porque tanto o desejaram e viveram. Outros, como eu, porque transportam e reclamam orgulhosamente a memória coletiva que insistem, que insistimos, em não querer reduzir a mera celebração de dia feriado.
Abril foi rutura e foi fim. Libertou os prisioneiros, acabou com a tortura e a censura, remeteu o colonialismo ao vergonhoso lugar da História onde sempre pertenceu. Mas foi também começo, e disputa, num momento em que a liberdade significava poder esgotar todas as possibilidades da democracia, sem chantagens.
E quando hoje nos querem fazer acreditar que toda a democracia tem de caber nos confinados parâmetros da União Europeia, do euro e das suas regras, é chantagem que estão a fazer. Quando confundem o inconfundível, e nos dizem que tudo o que questiona o sistema é populismo de extrema-direita, é chantagem que estão a fazer. Quando querem tornar "normal" que as nossas escolhas soberanas sejam avaliadas por agências de rating privadas, é chantagem que estão a fazer. E a democracia não pode ser chantagem, sob pena de não ser democracia.
O país mudou nos últimos dois anos. Respira-se melhor porque os acordos entre o Bloco, o PCP e o PS alargaram o campo das possibilidades políticas. Estamos a cumprir o que prometemos, e todos os dias nos batemos por direitos e rendimentos. Mas isso não basta.
O Programa de Estabilidade apresentado pelo Governo a Bruxelas é um futuro certo de desinvestimento no país e no Estado social em nome do cumprimento de regras orçamentais absurdas.
De todas as coisas que Abril foi, talvez a mais importante seja a liberdade para escolher um futuro. Exercê-la exige a possibilidade de questionar e rejeitar futuros tornados inevitáveis por regras emanadas de instituições que pouco carinho têm pela democracia. Depois de Abril, essa é a liberdade a que temos direito.
Viva o 25 de Abril!
Mariana Mortágua in "Jornal de Notícias" - 25/4/2017

NISA: Na Senhora da Graça em 25 de Abril







Foi no dia 25 de Abril, mas há seis anos atrás (2011) que se realizou a Romaria à Senhora da Graça.
Recuperámos a foto e a data de tão simbólica comemoração que encerra outra "lição": Comemorar o 25 de Abril e honrar, com fé e devoção, as celebrações da Padroeira de Nisa, não são actos e atitudes inconciliáveis. A "Revolução dos Cravos" respeitou sempre a liberdade religiosa inscrita no primeiro D do seu programa de acção: Democratizar.
Em Nisa, foi assim com a Revolução Liberal (1820), com a Implantação da República (1910) e mais recentemente com o 25 de Abril. Quem sustentar o contrário está a faltar à verdade histórica.

OPINIÃO: Valorizar escola e professor

No discurso político e social sobre a educação, o ensino e a formação, desde logo dos jovens, existe unanimidade quanto ao reconhecimento de que essa deve ser uma área prioritária de investimento para se alcançar o desenvolvimento da sociedade e do país.
Entretanto, quando observamos a forma como diversos governos trataram a escola e os professores, somos levados a concluir que a bota não dá com a perdigota. Também já constatámos que a aposta numa maior escolaridade e formação é sempre um ganho para quem as faz, mas se o país não tiver uma matriz de desenvolvimento que integre as formações adquiridas, pouco ganha numa perspetiva estratégica. As jovens gerações, com mais conhecimento e preparação, são "convidadas" a emigrar acabando por ir dar contributo ao desenvolvimento de outros países.
A escola pública portuguesa no global é uma boa escola, tem dado contributos extraordinários para avanços do país em múltiplos campos. O que nos tem faltado é um projeto de desenvolvimento que, por um lado, seja capaz de integrar formações e qualificações adquiridas e, por outro, seja gerador de dinâmicas propiciadoras de acertos (organizacionais, curriculares, pedagógicos e outros) em todo o sistema de ensino.
A escola portuguesa aguentou-se, apesar do chorrilho de suspeições e ataques aos professores ao longo dos anos. Tais práticas, prosseguidas por governantes obcecados por projetos pessoais prenhes de determinismos, mas sem sustentação empírica e científica, e apoiadas por formadores de opinião sempre ao serviço das "propostas inovadoras" do poder e da cartilha neoliberal, desgastaram violentamente uma geração de professores, facilitaram a amputação de meios humanos e materiais à escola, prejudicaram a necessária renovação do quadro de professores nos diversos graus de ensino, alimentaram perigosas roturas entre gerações, complicaram as condições necessárias para uma boa gestão das escolas.
O contexto político que se tem vivido nestas quase duas décadas que já levamos no século XXI e a panóplia de fundamentalismos transportados pela "crise" conseguiram distanciar os portugueses de uma observação objetiva sobre os rumos e opções seguidas. Entretanto, aquando do confronto de posições em torno da questão dos Contratos-Programa, sentiu-se um interessante despertar dos portugueses e das famílias que, de forma esmagadora, souberam rechaçar interesses egoístas (privados) e apoiar os interesses coletivos e a escola pública. Parece-me que, nas últimas semanas, a propósito de novas questões e de movimentações dos professores e seus sindicatos, esses sinais mostram amadurecimento e uma perceção bem melhor sobre como estão a funcionar as escolas, sobre as condições de trabalho e o papel dos professores.
O Ministério da Educação está sob fogo das forças de Direita e conservadoras, exatamente porque intervém numa área estratégica para o modelo de desenvolvimento do país. É por isso também que, ciclicamente, os sindicatos e, em particular, a FENPROF são vilipendiados e insultados, sendo as suas propostas, no fundamental, muito válidas. Será que o Governo e aquela equipa ministerial em particular, estão capazes de ultrapassar hesitações e, com coerência, coragem e empenho, encetarem paulatinamente a necessária correção de políticas?
A discussão do "Perfil do Aluno" pode constituir uma reforma de interesse se não ficar pela apresentação; se entretanto forem encetadas respostas que melhorem a rede escolar e tratem, nomeadamente, do número e rejuvenescimento dos professores, dos currículos, do sistema de avaliação; se for garantida autonomia às escolas e não mudança de subjugações.
É insustentável a precariedade de trabalho que afeta cerca de 20 000 dos professores tutelados pelo Ministério e milhares e milhares de outros trabalhadores das escolas - alguns destes pagos a menos de 3 euros por hora, mas a desempenharem importante papel de acompanhamento de crianças e adolescentes. Não se pode ter apenas 451 professores com menos de trinta anos num universo de 110 000. Os professores não podem continuar a trabalhar, em média, 46 horas por semana entre atividade letiva e não letiva e sem carreiras dignas.
Manuel Carvalho da Silva in “Jornal de Notícias” – 23/4/2017

24.4.17

DEZ POEMAS PARA O 25 DE ABRIL (7)

Poema ao cavador
Das tuas mãos cavador
Sai o pão que vai prá mesa
Que é feito do teu suor
Para ter mais fortaleza
I
Trabalhas a vida inteira
Mesmo "sendos" reformado
Teu companheiro é o cajado
Tua sombra a da azinheira
Dotado de tais maneiras
Não te renegam louvores
Mas não te dão o valor
Que tu tens e que te sobra
Saem as mais belas obras
Das tuas mãos cavador
II
Passas a vida nos montes
E nunca aprendeste a ler
Mas é grande o teu saber
E de rasgados horizontes
O ribeiro é a tua fonte
O sofrer é a tua nobreza
Que és útil tens a certeza
Mesmo com poucos proventos
E dos teus conhecimentos
Sai o pão que vai prá mesa
III
Trabalhas na agricultura
Começaste muito novo
És feito no meio do povo
Nomeio da gente mais pura
Sofres ofensas e agruras
Dos que se julgam superiores
Podes crer que és dos melhores
Porque é bom e tem beleza
O perfume da natureza
Que é feito do teu suor
IV
És tu que guardas o gado
E que semeias o trigo
És sempre o maior amigo
De quem te tem explorado
Todo o campo que é regado
Fica com mais realeza
As tuas mãos com destreza
Fazem um mundo diferente
Mais justo, mais belo e quente
Para ter mais fortaleza

Manuel Luís Ribeiro de Pavia

PORQUE É ABRIL: O Boletim da Idalina

Idalina é a presidente da Câmara de Nisa. Eleita em Setembro de 2013 com mais quatro candidatos. Destes, além de Idalina, só se conhece “oficiosa e oficialmente”, o vereador Cardoso, do mesmo partido. Só eles têm direito a participar em eventos do Município e, o que é mais estranho, a serem fotografados para os documentos, oficiais, oficiosos ou pessoais, do Município. Há quem jure, aliás, que as máquinas fotográficas da autarquia estão dotadas de um dispositivo tecnológico único, que não permite o registo de mais nenhum rosto a não ser de pessoas conotadas com o partido da roseira brava.
Só assim se explica que o Boletim de Propaganda da Idalina, pago pela Câmara Municipal, tenha 28 fotos da personagem principal (a Câmara de Nisa é um filme dos tenebrosos tempos do MacCartismo) em 48 páginas, e 13 da personagem secundária, para além de outros “intérpretes” não eleitos mas que zelam pela manutenção do clã familiar.
O Boletim, distribuído a granel e em profusão em vésperas do festival pimbólico, é um “monumento” à objectividade e transparência, como a Câmara apregoa. Tão transparente que a ficha técnica mal se vê e omite – talvez por esquecimento, nunca por intenção deliberada – o número de exemplares impressos, ou seja, qual a tiragem da edição. Mas foram muitos, tenho a certeza. De tal maneira que alguns foram atirados por cima das paredes dos quintais. Ai se os CTT descobrem esta forma inovadora e rentável de distribuírem a correspondência!

O conteúdo do livrinho de propaganda também é interessante e dava pano para mangas. O texto sobre a “Transparência municipal” que como sabemos não existe, ocupa quase meia página, mas a Tomada de Posição do executivo sobre a Central Nuclear de Almaraz tem direito a uma referência ligeira e, claro, em apoio do governo “rosa”.
A longa listagem sobre apoios concedidos bem como a das obras feitas é “digna” de um olhar atento. Podia ser ainda mais extensa, pois falta dizer quantas vezes foram limpas as casas de banho, quantos foram os telefonemas efectuados para influenciar este ou aquele concurso ou para saber se fulano ou beltrano dizem bem ou mal da presidente.
Quem é que pode dizer mal de personagem tão querida e importante? Só gente fora do seu juízo normal. Não é permitido nesta “nisadura” dizer o que quer que seja da Câmara e da sua presidente, nem sequer no facebook, onde o controleiro de serviço – qual padre no confessionário – escolhe as boas e más mensagens, como se estas fossem acções e pecados passíveis de condenação no inferno ou no purgatório. Expurgados, “limpos”, apagados, têm sido os meus comentários na página do facebook do município, criada, não para estabelecer contacto com (todos) os munícipes e ajudar a resolver situações, mas para fazer propaganda, quase exclusiva, do dia a dia de sua majestade, a presidente, como se estivéssemos numa monarquia local.
Voltamos ao Boletim da Idalina e apenas para comentar alguns aspectos e desmentir uma afirmação. A presidente continua dominada pelo fantasma do passado, um passado de que ela, queira ou não queira, fez parte, nomeadamente no último mandato, o tal das dívidas astronómicas que ela enquanto vereadora num executivo sem maioria absoluta ajudou a construir.

Refere e cito que “no ano de 2017 há mais investimento no concelho do que o somatório dos últimos 30 anos”. A este respeito, duas questões: Idalina fez parte de dois executivos, ou seja, oito anos de vereação. Podia ter dado uma ajuda, com as suas “mangas arregaçadas” para que o cenário não fosse tão “negro”. O que fez, então?
E por que fala em 30 anos e não em 40, pois são estes os anos do poder local democrático em Portugal? Porque os dois primeiros mandatos foram de maioria socialista (6 anos) e nestes não lhe convém falar, não é?
Quantos destes projectos de investimento não vieram do executivo anterior?
Já se esqueceu do “camarada candidato rosa” que prometeu não sei quantas empresas e empregos se ganhasse as eleições e a primeira coisa que fez, após os resultados eleitorais foi “dar de frosques”, nem se dignando assistir (sempre aprendia alguma coisa) a uma única sessão da Câmara, ocupando o lugar para que foi eleito?
E já agora, porque algumas questões legais e ambientais virão certamente a lume, os 60 milhões de euros que apregoa como investimento, quantos postos de trabalho irão criar?
E quantos de residentes no concelho? Não disse, no empolgado discurso de inauguração da Horticasa que era uma estrutura indispensável e que as pessoas tinham que ir a Portalegre ou Castelo Branco, quando, afinal, ali a dois passos, existe um espaço comercial, de jovens investidores da terra, que comercializa, basicamente, os mesmos produtos?
E que esse espaço comercial e lagar de azeite resultou da falência da Nisacoop? E que foram os sócios da extinta cooperativa Nisacoop que contribuíram, do seu próprio bolso, com importâncias significativas para a construção do lagar? Foram, porventura, ressarcidos das importâncias que pagaram? Como foi possível um processo de insolvência de natureza complexa e com tantos interesses em jogo, ser “resolvido” de forma tão rápida?
Dir-me-á que a Câmara está à margem das iniciativas “particulares” e desses problemas, pelo menos quando convém.

Mas, por acaso, assisti à inauguração do lagar da Nisacoop. O governador-civil, Jaime Estorninho, enalteceu o empreendimento e os seus obreiros, sem grandes triunfalismos e com a simplicidade que o caracteriza. Tal como o fez a presidente da Câmara de então, numa cerimónia simples. Não atacaram ninguém. Não aproveitaram uma circunstância exterior, a inauguração, para fazerem auto-elogio e “disparar” sobre o passado, as dívidas. O tempo dos snipers devia ter acabado na Bósnia. Agora há drones, boletins de propaganda feitos a título pessoal e pagos pelo erário público.
E há um Tribunal de Nisa que foi reaberto, como os restantes do país, graças ao Acordo Pluripartidário firmado pelos 3 partidos da Esquerda. Idalina, cante as canções que quiser, mas nada teve a ver com isto. Questões sérias e de regime não são “xailes bordados”...
Agora, é o boletim que informa, há subsídios a uma colectividade da “cor” no valor de 7.500 euros, enquanto a colectividade mais dinâmica do concelho de Nisa tem que se contentar, tem que pagar a “factura” da sua independência, recebendo metade daquele valor. Não só é vergonhoso, como é imoral e, acima de tudo, mostra o despotismo existente no poder local democrático em Portugal.
As Câmaras Municipais têm direito à sua imagem, a divulgar as iniciativas, os seus projectos, a obra feita, a terem meios de informação e comunicação próprios. Tudo isso é normal, aceitável e democrático.
O que não é democrático é desempenharem estas “funções” à revelia das leis do país, que mandam respeitar os princípios deontológicos da liberdade de informar, nomeadamente o pluralismo, os direitos de oposição e de opinião que assiste aos demais eleitos. A Câmara não é uma pessoa. É composta de cinco eleitos, três dos quais, foram excluídos dos elementares direitos de participação na elaboração de um Boletim que tem no título “Municipal” mas que, em boa verdade, devia ser chamado de Pessoal e Instrumental.
Mário Mendes

NISA: Pensar Abril e o concelho sem o "folclore oficial"


HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

Os Le Pen
Cartoon de Henrique Monteiro in http://henricartoon.blogs.sapo.pt

PORTALEGRE: Música e Teatro assinalam 25 de Abril no CAEP

Venha celebrar o 25 de Abril com o Semeador 25 ABR. TER. 17H
Semeando…Colhendo
Grupo de Cantares de Portalegre
Música Tradicional | GA | 3€ | M/4 anos
É Abril! É tempo de cravos vermelhos e de comemorar a Revolução!
Celebrar os valores de Abril é o que o fará o Semeador, num espetáculo pensado para recordar os sons e as palavras que cantam a Liberdade.
Traga um amigo e venha fazer esta festa!
                
26 ABR. QUA. 14.45H e 21.00H
O Vermelho de Sarah
Teatro | GA | 1 € | M/12 anos
A peça monologada “O Vermelho de Sarah” surge na linha da dramaturgia catártica, cujo enredo se tece em torno do drama psicológico de uma artista, que evoca as sequelas traumáticas de um acidente, e simultaneamente motiva ambientes de transição entre tragédia, melancolia e raiva. De uma densidade incomensurável, a personagem central desvela paulatinamente os pormenores da dor, procurando um efeito transfigurador da realidade evocada, por intermédio da arte da pintura, em que sangue e tinta são uma mesma substância.
Encenação, adaptação e interpretação: Patrícia Meira
Luminotecnia: Daniel Sousa
Sonoplastia: Eduardo Farinha
Realização de imagem: Bruno Ceia
Fotógrafo: Bruno Ferro e Miguel Trindade
Ponto: Soraia Reis