19.1.19

ÉVORA: Baile de Janeiro nos Celeiros com Eva Parmenter a solo!

Iniciativa da Associação PédeXumbo
Eva Parmenter regressa ao Espaço Celeiros, em Évora, para o primeiro Concerto Baile-Folk do ano!
A musicalidade de Eva é estimulada desde o berço pelos seus pais de uma forma tão lúdica quanto apaixonada. Aos 7 anos conhece o festival Andanças (música e dança tradicional do mundo), que passa a ser a sua segunda casa e aí nutre-se de várias inspirações tanto musicais como de dança, que serão uma forte influência no seu percurso até aos dias de hoje. A sua aprendizagem musical a nível académico passa pelo piano e cravo, e a nível autodidata pelas flautas de bisel e flauta transversal. Começa a tocar concertina em 2006 tendo participado em múltiplas formações com mestres como Norbert Pignol, Stéphane Milleret, Kepa Junkera, Artur Fernandes, Simone Bottasso, Ross Daly, Kostas Anastasiadis, Gretchen Parlato, Rebecca Martin, Becca Stevens, entre outros.
Atualmente desenvolve a actividade profissional de músico e lecciona concertina assim como danças tradicionais europeias. Toca com o duo Parapente700, Caravana, Tugoslavic Orkestar, Ó Chibinha, Trio Ronen – De La Fuente – Parmenter, Vagaço Colectivo, Baile das Histórias, Jangada (Quarteto Ibérico de Concertinas) e a Solo. Com estas formações tem participado em inúmeros festivais de música e dança assim como em concertos isolados em Espanha, França, Bélgica, Holanda, Portugal, Alemanha, Reino Unido, Itália, Suíça, Suécia, Eslovénia, Hungria, China e Brasil.
Na viagem e travessia de várias culturas, são contínuos os intercâmbios e colaborações com artistas estrangeiros.
Mantendo sempre as suas raízes em Portugal desenvolve uma linguagem própria onde as suas composições vão beber à sua Lisboa eclética, mergulhando nas influências que traz: do Jazz à Música das Ex-colónias africanas, passando pela Música Brasileira assim como os Ritmos da América do Sul ou a dita “Música do Mundo”.
Dia 25 de janeiro, pelas 22h00, estão todos convidados a ver, ouvir e dançar ao som da sua concertina e da sua voz.
Bilhetes à entrada – Geral:5€ | Estudantes e Sócios PX:3€

VILA VELHA DE RÓDÃO: Fratel recebeu reunião descentralizada da Câmara Municipal

A primeira reunião pública descentralizada do executivo da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão de 2019 realizou-se na tarde da passada sexta-feira, 11 de janeiro, nas instalações da antiga Escola Primária de Fratel.
De entre os vários pontos da ordem de trabalhos, destaca-se a aprovação por unanimidade dos projetos de loteamento da Zona Envolvente das Piscinas do Fratel e da Tapada do Correio, em Fratel.
Nesta reunião foram também aprovados por unanimidade o apoio ao Projeto Educativo do Agrupamento de Escolas de Vila Velha de Ródão para o ano letivo 2018/2019, que se traduz numa verba de 11 940 €, e o projeto de saneamento urbano de águas residuais domésticas da povoação de Silveiras.

18.1.19

Verdes denunciam crime contra a Robinson – Património Industrial Corticeiro de Portalegre



Hoje chegou ao PEV uma denúncia, documentada pelas fotos em anexo, de que o Conselho de Administração da Robinson estaria a demolir (confirmado pelas fotos) um edifício da antiga fábrica Robinson, Património Industrial Corticeiro de Portalegre, classificado de interesse público que foi motivo de uma grande luta nacional de Os Verdes, nomeadamente através de uma ação junto do Presidente da República, do Ministro da cultura e na própria Assembleia da República, assim como uma petição nacional que levou à aprovação por unanimidade de uma Resolução Parlamentar que afirmava a vontade e urgência de salvar aquele património.
Em vez disso, o atual Conselho de Administração  acabou de demolir um dos edifícios desse espaço, cuja parte do teto tinha sido afetada por uma derrocada, derrubando todo o edifício para cima das máquinas a vapor.
Os Verdes alertados para esta situação vão imediatamente tomar as medidas necessárias para junto do Ministério da Cultura e da DGPC (Direção Geral do Património e Cultura) e da própria polícia, onde pretendem entregar uma denúncia por Crime Contra o Património, previsto no Artigo 213º do Código Penal.
Mais ainda, desconhece-se a existência, no local, de qualquer edital de demolição, por isso o PEV vai exigir saber se a Câmara Municipal licenciou tal demolição.
18/1/2019 - O Partido Ecologista “Os Verdes”

“CRÓNICAS DE LISBOA: Os Equívocos do Futebol Português

O futebol no nosso país deveria ser uma atividade de entretenimento e de exercício e prática desportiva, para alem da “produção de espetáculos de lazer”, mas “evoluiu” para uma fonte de alienação e onde muita coisa é permitida, num “vale tudo para atingir fins”, mesmo que pouco lícitos. O futebol distrital (amador) é uma “escola” não de virtudes e de má educação e fomentador de rivalidades e bairrismos doentios e no qual as ofensas e agressões a árbitros (o elo mais fraco destes comportamentos que nos deveriam envergonhar e sobre os quais se descarregam a má educação e as frustrações) sucedem-se e, normalmente, os prevaricadores ficam impunes. Há dias, a imprensa deu relevo a um vídeo que mostrava uma “cena” de agressões entre adeptos (parece que essencialmente os familiares dos jovens) de duas equipas de jovens (Sub-14 anos). Enquanto estes disputavam o jogo, os seus “educadores” agrediam-se mutuamente na bancada, mas este episódio é mais frequente do que se julga. E curioso, neste tipo de “lutas” é que elas ocorrem em torno de jogos entre equipas de crianças, isto é, Sub-10 até Sub-17 anos, porque é nestes jogos onde vão mais familiares assistir aos jogos dos seus meninos. O alvo pode ser o árbitro, o jogador da equipa adversária ou até o treinador e jogadores da própria equipa. Que tristes exemplos dão aqueles “educadores” aos seus educandos e, no meio destas atitudes, a maioria dos dirigentes desses clubes “fecham os olhos”, porque também alguns não têm moral para agir, porque também muitos deles fazem o mesmo ou pior.
A Federação Portuguesa de Futebol (FPF), organismo máximo no futebol português tem ganho muito dinheiro, através da performance desportiva e económica da seleção principal, leia-se, Ronaldo e companhia, porque tem sido, nestes últimos anos, uma “galinha de ovos de ouro” com a presença regular nas principais competições mundiais. Depois, pode distribuir esse dinheiro pelos clubes e associações distritais, permitindo assim que se organizem cerca de um milhar de jogos em cada fim de semana desportivo, nos vários escalões etários e vários níveis competitivos (divisões) e também suportar os custos inerentes com seleções nacionais de vários escalões etários, incluindo futebol feminino e futsal. Mas, infelizmente, o retorno desses encargos acaba por ser baixo, porque o clube, como célula básica do futebol, ainda é gerido por pessoas pouco habilitadas a esse importante papel formativo de cidadão e desportistas.
Se na política, temos receios do aparecimento dos populismos, então no futebol eles sempre existiram e, salvo honrosas exceções, ali quase que vale tudo para ganhar jogos e campeonatos, mesmo que seja o “campeonato do seu bairro” e a rivalidade que deveria assentar no “fair play” acaba por ser fomentadora de autênticas batalhas e guerrilhas, algumas de triste memória que me dispenso de citar. Para alguns dirigentes, pressionados por adeptos “irracionais”, porque infelizmente a paixão clubística é algo que é de difícil explicação pela Psicologia e Sociologia, não olha a meios para atingir os fins. E são muitos, desde “utilização” das claques, jogos de influência, acusações aos adversários, tentativas de corrupção, contratações de jogadores e treinadores pagos a “peso de ouro”, criação de SADs que depois perdem o controlo para “investidores”  terceiros  ou declaram falência, etc.
Apesar do muito dinheiro distribuído ao futebol, este é um autêntico “flop” em termos económicos e desportivos, porque a maioria dos jogos das competições profissionais têm “meia dúzia” de espectadores, salvo aqueles em que intervêm os três clubes grandes (FCP, SLB e SCP). O resto é paisagem, mas os dirigentes defendem a sua capelinha com olhos e dentes e não querem ver a realidade. Como é possível que um país como o nosso, tenha trinta e seis equipas nos campeonatos profissionais, estes organizados pela Liga Portuguesa do Futebol Profissional (LPFP), por delegação da FPF e nos quais a maioria dos jogos têm poucas centenas de espectadores e cujas receitas nem chegam para pagar à equipa de arbitragem, composta por mais de quatro elementos que se deslocam, por vezes de muito longe…. E o paradoxo ainda é maior porque nessas equipas profissionais a maioria dos planteies, em média de 28 jogadores, é composta por jogadores estrangeiros! No último jogo entre o Sporting e Porto, dos 28 jogadores que participaram nele apenas 5 eram portugueses (3 do SCP e 2 do FCP). E se olharmos para os planteis dos dois clubes, verificamos que os jogadores portugueses representam apenas 23%.  Triste realidade que deveria encher de vergonha os dirigentes desses clubes e de todos mais ligados ao futebol português. Porquê? E as respostas serão variadas, mas de acordo como cada um quer ver a sociologia do futebol português.  Os adeptos não olham à nacionalidade dum golo da sua equipa e tanto pode ser espanhol, francês, brasileiro, mexicano, holandês, uruguaio, argelino, maliano, sérvio, macedónio, etc, estas as nacionalidades dos 23 jogadores estrangeiros que atuaram no estádio Alvalade, num jogo de fraco nível competitivo e de pobre espetáculo. Mas também nas camadas jovens, dos Su-23 para baixo, já existem muitos jovens estrangeiros nos principais clubes e também em equipas das distritais, onde o SEF tem detetado muitos em situação ilegal de permanência no país e, muitas vezes a viverem em condições indignas. Pelos vistos com prenuncio de tráfico de pessoas, conforme relatórios das entidades fiscalizadoras.
Há falta de jovens portugueses com nível futebolístico? Então reduzam-se as equipas profissionais e ou invista-se mais na formação. Contudo, para os dirigentes e treinadores é mais fácil ir à loja do chinês…Aos nossos jovens, aqueles que ainda sonham ou se divertem com o genuíno prazer de jogar futebol, resta depender dos “favores” de toda uma camada de (ir)responsáveis que continuam a gerir a sua quintinha. Os políticos saberão aparecer nas festas, muitas vezes com convites “irrecusáveis” até porque lhes permitem aparecer nos holofotes das vitórias. Assim, o futebol português é mesmo um equívoco, nos seus diversos níveis de competição, mas permite a muita gente descarregar as suas frustrações e dar largas a uma agressividade contida noutro contexto. Mas acaba por ser uma péssima escola de educação.
Serafim Marques - Economista



Jornadas Hospital Veterinário Muralha de Évora chegam em Fevereiro

O Hospital Veterinário Muralha de Évora, em parceria com a Equimuralha, vai realizar a XI edição das Jornadas Hospital Veterinário Muralha de Évora, nos próximos dias 22 e 23 de fevereiro de 2019 no Evorahotel.
Este ano o tema principal incide sobre as metas e desafios da “Globalização na Produção Pecuária”.
Nos equinos será debatida a “Seleção e Maneio” como estratégia para o sucesso na produção equina.
As Jornadas do Hospital Veterinário Muralha de Évora são o maior encontro técnico sobre bovinos de carne em Portugal.
Este certame destina-se a produtores pecuários, criadores e proprietários de cavalos, médicos veterinários, enfermeiros veterinários, auxiliares veterinários, estudantes bem como a outros profissionais do setor agropecuário.
Na última edição, as Jornadas do Hospital Veterinário Muralha de Évora, contaram com mais de 600 participantes, 58 oradores, 35 palestras e nove workshops.

CONCELHO DE NISA: Leituras e Memórias - Biblioteca ao encontro das IPSS


Município de Ródão promoveu sessão de sensibilização sobre alterações climáticas

O Município de Vila Velha de Ródão promoveu, na tarde de 11 de janeiro, na Escola Primária de Fratel, uma sessão de sensibilização sobre os riscos associados às alterações climáticas que contou com a presença de muitos munícipes.
Esta iniciativa é uma das muitas atividades previstas no projeto “Sensibilização dos Rodenses para os Impactos das Alterações Climáticas”, uma ação que resulta de uma candidatura do Município ao POSEUR – Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos.

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

Correio atrasado
Cartoon de Henrique Monteiro in http://henricartoon.blogs.sapo.pt

17.1.19

Município assinala 121º aniversário da Restauração do Concelho de Marvão (1898-2019)

O Município assinala, dia 24 de janeiro (quinta-feira), o 121º aniversário da Restauração do Concelho de Marvão. A partir das 18h00, na Câmara-Velha - Casa da Cultura, pode assistir-se a um apontamento histórico sobre a Restauração do Concelho, a cargo da Professora Dra. Teresa Nunes (Doutorada em História, na especialidade de História Contemporânea, pela Universidade de Lisboa).
Depois disso, o Marvão Jazz Duo (Tom Lehrecke - guitarra/voz e José Conde - baixo elétrico) sobe ao palco para um concerto que promete transportar o público presente para os grandes clássicos do jazz, num ambiente relaxado.
No final do concerto, será servido um Marvão d’Honra.
A partir das 20h00 pode ainda assistir-se, na entrada do Castelo, a um apontamento pirotécnico, com que se vai encerrar a comemoração do 121º aniversário da Restauração do Concelho de Marvão.
A 24 de janeiro de 1898, Marvão recuperou a sua independência administrativa e política. Aqui fica uma pequena resenha histórica sobre a Restauração do nosso Concelho:
 “A revolução liberal de 1820 trouxe consigo alterações profundas ao nível da organização administrativa do território. Desde esse período e até aos nossos dias subsiste a divisão territorial: Os distritos que se desdobram em concelhos e estes em freguesias. No entanto, ao longo de todo o séc. XIX e principalmente no interior do país, sentia-se a falta de pessoal habilitado para o exercício dos cargos políticos, bem como carência de recursos para responder às necessidades das populações”.
“Para os municípios de 3ª ordem (como Marvão) era muito complicado captar recursos financeiros necessários à administração corrente e, pelo alto índice de analfabetismo da população, era também muito difícil recrutar indivíduos aptos para participarem nas vereações”.
“Foi então, sem grande surpresa, que a 26 de setembro de 1895 foram suprimidos diversos concelhos por todo o País, no âmbito de uma reorganização política e administrativa do território português. Neste contexto, o concelho de Marvão ficou anexado ao de Castelo de Vide. Com esta reforma pretendia-se a racionalização dos recursos financeiros e humanos. No entanto, com esta alteração, foram extintos municípios com raízes seculares. Marvão era um destes casos”.
“Na documentação da altura, não consta que a população de Marvão se tenha revoltado com a situação, até porque os tempos eram de constante mudança”.
“Em fevereiro de 1897 o governo caiu, enfraquecido pela ação da oposição e pela sua própria inoperância. Em 13 de janeiro de 1898, depois de novas eleições para o governo e várias reclamações um pouco por todo o País, o concelho de Marvão foi reintegrado e, portanto, desanexado do concelho vizinho”.

SARDOAL: Sessão de Esclarecimento sobre Vespa Asiática no Centro Cultural

O Município de Sardoal, através do Gabinete de Proteção Civil, Florestal e Bombeiros Municipais, vai realizar uma Sessão de Esclarecimento sobre a Vespa Velutina, também conhecida como Vespa Asiática, no dia 26 de janeiro, às 16 horas, no Centro Cultural Gil Vicente.
A sessão, que terá como oradora a Eng.ª Andrea Chasqueira, da Associação de Apicultores do Litoral Centro, pretende, entre outros, informar a população sobre os perigos da espécie e os procedimentos a tomar em caso de suspeita da sua presença. Nela serão abordados vários temas relacionados com a Vespa Asiática, nomeadamente o ciclo biológico, as medidas de combate e controlo, as dificuldades sentidas e as perspetivas futuras.
A iniciativa tem entrada livre e destina-se a todos os interessados. 

Quercus libertou dois grifos no Monumento das Portas de Ródão



Dois grifos foram libertados na tarde desta quarta-feira (16 de janeiro), no Monumento das Portas de Rodão, que abrange os concelhos de Nisa e Vila Velha de Ródão.
Os grifos recuperados no CERAS - Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens, foram libertados numa ação conjunta realizada pela Quercus e pela Transdev, junto ao Castelo do Rei Wamba, em Vila Velha do Rodão.
No Monumento Natural das Portas de Rodão existe uma colónia desta espécie (Gyps fulvus), tendo as aves libertadas sido marcadas com anilha metálica e marcas alares, que permitirão o seu seguimento.
O Grifo, uma ave de presa de grandes dimensões, é uma ave gregária. Apesar da importância ecológica desta espécie necrófaga, são várias as ameaças que enfrenta, como o envenenamento, a colisão e eletrocussão em linhas elétricas, a redução da disponibilidade alimentar, a alteração do habitat e a ingestão de carcaças com resíduos de medicamentos, entre outras.
De acordo com o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, o estatuto de conservação dos Grifos Portugal é de "quase ameaçado", dado existirem menos de 1000 exemplares no país, com uma população reprodutora de cerca de 400 casais, principalmente no Douro e Tejo Internacional.
A ação de libertação destes dois Grifos integra-se numa iniciativa de mecenato da Transdev, que desde 2017, após a tragédia dos incêndios que devastaram milhares de hectares e levaram a uma diminuição significativa das condições de sobrevivência de várias espécies animais em Portugal, decidiu estabelecer um protocolo de colaboração com a Quercus, subvencionando a reflorestação e outras ações de proteção à biodiversidade.

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

Termo de substituição
Cartoon de Henrique Monteiro in http://henricartoon.blogs.sapo.pt

Crianças cantaram as Janeiras em Vila Velha de Ródão

Na manhã de 11 de janeiro, mais de uma centena de crianças do Pré-Escolar e do 1.º ciclo do Agrupamento de Escolas de Vila Velha de Ródão juntaram as vozes e cantaram as Janeiras nos Paços do Concelho, na Santa Casa da Misericórdia de Vila Velha de Ródão, Junta de Freguesia de Vila Velha de Ródão, na Casa de Artes e Cultura do Tejo e Biblioteca Municipal José Baptista Martins.
Com alegria e entusiasmo, os petizes cumpriram assim a tradição percorrendo as ruas a cantar, de forma a desejar votos de um feliz ano novo à população.
No edifício dos Paços do Concelho, as crianças foram recebidas com muito agrado pelo presidente da autarquia, Luís Pereira, que lhes deu as boas-vindas e desejou um bom ano de 2019.
Esta é uma iniciativa que o Agrupamento de Escolas de Vila Velha de Ródão procura repetir todos os anos, como forma de agradecimento às instituições parceiras, bem como à comunidade, pela ligação estreita que detêm com o Agrupamento de Escolas do concelho. 

IMPRENSA REGIONAL: "Alto Alentejo" - 16/1/2019

NISA: A festa do Mártir Santo em 2013 - Fotos (I)










Fotos: Mário Mendes

16.1.19

AGRICULTURA: Bactéria que destrói oliveiras chegou a Portugal através de plantas ornamentais

Apesar de Portugal manter desde 2014 um programa nacional de prospecção da bactéria, ela surge ano e meio depois de ter aparecido num olival na província espanhola de Alicante.
A bactéria Xylella fastidiosa, que ataca oliveiras e amendoeiras, era há muito temida. Já rondava Portugal há algum tempo, mas agora chegou, concretamente a Vila Nova de Gaia, “à boleia” de plantas do género Lavandula, planta ornamental vulgarmente conhecida por “lavanda”, mas que não apresentam sintomatologia da doença. Porém, a sua presença em território nacional é o suficiente para deixar muitos produtores assustados.
Desde que a bactéria foi detectada pela primeira vez na Europa, na região da Apúlia (Itália), província de Lecce, afectando uma vasta área de olival, que a sua presença nos olivais portugueses era esperada com grande apreensão.

Teatro de Revista e Death Metal anima o fim de semana no CAEP

 18 JAN. SEX. 21.30H
Que Grande Caldeirada – Teatro Revista com Florbela Queiróz
Teatro | GA | Plateia 12.5€ / Balcão 10€ | M/14 anos
“Sonhos em Cena” traz a Portalegre uma Revista à Portuguesa, recuperando os grandes êxitos do teatro de revista, em junção com novos números. Aliamos assim números intemporais com a crítica atual e acutilante da revista à portuguesa, servida com um elenco de jovens valores comandados por Florbela Queiróz.
É no palco que os artistas devem estar”, tem referido muitas vezes Florbela Queiróz.
Com energia e entrega, esta nova revista recriará números de grande êxito da sua carreira, como a “Neta de Florbela” ou a “Senhora das Pulserias”.
Elenco: Florbela Queiróz, Isabel Damatta, Sara Inês, Gonçalo Brandão, Raquel Caneca e Ricardo Miguel
Texto: César de Oliveira, Francisco Nicholson, Isabel Damatta, José Niza, Flávio Gil e Renato Pino
Música: Carlos Dionísio, Redes Cruz, José Cabeleira e José Calvário
Produção: João Baptista e Ricardo Miguel

19 JAN. SÁB. 22H
Dehydrated
Quina das Beatas
Death Metal | CC | 3€ | M/12 anos
Dehydrated é um projeto de Death Metal oriundo da Sibéria, da cidade de Tomsk. Personificam uma mistura perigosa da “brutalidade” e fúria eslava, com uma melodia e complexidade de metal progressivo. A sua vocalista, a “Front Woman” Ira Sidenko é a cereja no topo do bolo para esta fusão. Os Dehydrated apresentam-se em Portugal com dois concertos, e prometem uma noite com uma energia inexprimível, que devorará a alma e deixará os seus ouvintes “desidratados”.

VILA VELHA DE RÓDÃO: Nova aplicação promove a cidadania participativa

O Município de Vila Velha de Ródão tem uma nova aplicação de gestão de participações, denominada Rodão Participa, que permite que os munícipes reportem diferentes tipos de situações, como por exemplo questões em espaços públicos ou questões administrativas.
Através desta nova aplicação desenvolvida pela empresa PlayMe, os cidadãos podem reportar problemas na área de abrangência do concelho ou solicitar a sua resolução à Câmara Municipal, bastando para isso que se registem na aplicação.
Esta nova solução vem substituir a aplicação interna que o Município possuiu até 2018, tratando-se de uma aplicação mais moderna e que, contrariamente à anterior, pode ser usada diretamente pelos cidadãos. Outra vantagem desta plataforma é o facto de permitir ser utilizada via web e possuir uma versão App para os sistemas operativos Android e IOS.
Com a disponibilização desta aplicação, o Município de Vila Velha de Ródão pretende promover a cidadania participativa, oferecendo aos cidadãos uma forma prática, rápida e simples de reportar diferentes tipos de situações à autarquia.
Para além do simples registo da ocorrência, a aplicação permite adicionar imagens e observações que ajudem a ilustrar a participação.
Depois de submetidas, as participações serão remetidas de forma automática para as áreas competentes da Câmara Municipal. Se pretender, o utilizador pode também consultar os detalhes e o estado das participações por si registadas.

OPINIÃO: O PSD entre a troika e o PS

A candidatura de Montenegro expôs o vazio político em que se afunda o PSD. Quando a política falha aos partidos habituados ao poder, o que resta é a intriga que assegura o direito a disputar a próxima oportunidade. Trata-se sempre de estar no sítio certo à hora certa, são assim as regras do rotativismo partidário em Portugal.
A oposição é fraca, a linha política de Rio é incompreensível, e o seu estilo é o que é. Mas nem Rio é o principal problema do PSD, nem Montenegro a solução. Nas eleições de 2015 o PSD já valia menos 10pp que em 2011. Ainda assim, o resultado foi positivamente influenciado pelo mesmo aditivo com que a Direita contou nos anos de agressão e radicalismo liberal: o medo, cuidadosamente fabricado por quem culpou o povo pela crise e repetiu que a austeridade era a única redenção possível.
Era por isso óbvio que a estratégia do PSD não resistiria à demonstração de que, em democracia, há sempre alternativas possíveis. Passos ainda tentou, imbuído de um negacionismo alienado, clamar que o Governo lhe pertencia, mesmo não sendo maioria. Ameaçou e amaldiçoou o país que se atrevia a desprezar o sacrifício pessoal com que tinha sido sacrificado. Mas nada parecia funcionar. Já então a oposição era fraca, a linha política incompreensível, e o estilo de Passos era o que era. Não foi preciso um Rui Rio para a derrota nas autárquicas. Foi o medo que se foi, e com ele o que restava do PSD.
Montenegro não tem mais nada para acrescentar a este vazio. Não tem uma ideia que escape à banalidade, só conhece a política da austeridade, e não vai ser o que não foi. Diz ter chegado para "galvanizar os portugueses", mas em torno de quê? Já sabíamos, quando afirmou que "a vida das pessoas não está melhor, mas o país está muito melhor", que o ex-líder parlamentar de Passos tem alguma dificuldade em identificar sujeitos coletivos abstratos e ler as suas aspirações. Os únicos portugueses que parecem poder ser galvanizados por Montenegro encontraram-se em Belém, para um congresso de inconformados saudosistas da troika, animados pelo sucesso eleitoral das direitas por esse Mundo fora.
Quem agradece as pretensões galvanizadoras de Montenegro é António Costa, que terá mais facilidade em ensaiar o discurso da bipolarização que justifica o pedido de maioria absoluta. No vazio da política, é aqui mesmo que se encontra o PSD, entre o regresso à troika e uma maioria absoluta do PS. Um tem de voltar a ser o que era para que o outro possa ser o que sempre foi. São assim as regras do rotativismo partidário em Portugal.

Mariana Mortágua in “Jornal de Notícias” – 15/1/2019
O Monte Negro - Cartoon de Henrique Monteiro in http://henricartoon.blogs.sapo.pt

15.1.19

OPINIÃO: De favelados a flagelados

O ano de 2019 começou, para mim, numa varanda a assistir ao fogo-de-artifício, que parecia querer acordar Portalegre da letargia habitual. Os votos de um Bom Ano Novo foram aclamados até à exaustão, mas as primeiras notícias do ano, revelam grandes preocupações que quero partilhar convosco. Enquanto certezas só tinha, a do envelhecimento da população, os foguetes caíam em tempo de seca, acompanhando a tendência das bolsas em queda, com tanta incerteza para 2019.
O ano de 2018 terminou com os “casos” do costume e com Marcelo Rebelo de Sousa e o Ministério da Justiça a indultarem um violento agressor de crianças e idosos com doenças físicas e mentais, na Casa do Gaiato de Beire, em Paredes. Casa que administrava e onde literalmente, exercia tortura sobre os utentes. Levo o tempo a dizer que não protegemos as crianças e os velhinhos – não me engano nada!
O ano de 2019 começou com um aviso do Presidente da República, aos radicalismos e à necessidade de cuidar da democracia. A TVI não perdeu tempo e mostrou o contrário, ao convidar um reconhecido criminoso de extrema-direita ex-skinhead (Hammerskins) para explicar a necessidade de Portugal voltar a ter um ditador. Mas se querem fazer desta entrevista um caso, acho melhor, escolherem o que querem e o que não querem ver ou ouvir.
Eu faço as minhas escolhas, porque por aí, há muitos comentadores tão perigosos para a democracia como o Mário Machado. O importante, não é impedir esta gente de pregar o ódio, a discriminação e a ditadura; o mais importante é percebermos se queremos um mundo diferente, justo e progressista. Historicamente o mundo viveu sob estas espadas opressoras e elas insistem em dominar. Isto de andar com os defensores da censura e da tortura ao colo, em nome da liberdade de expressão, cheira a estupidez que se pode dispensar.
É importante recordar que o entrevistado que defende o nazismo, já foi condenado várias vezes; é um fervoroso defensor do ódio racial, da violência e do uso de posse ilegal de armas. Mas o mais importante é perceber que a liberdade de expressão, não contempla quem defende o contrário. Senão, estamos a permitir uma perigosa propaganda contra a liberdade de expressão e em seu nome, temos de aceitar, entre outras aberrações, a opinião de pedófilos a branquearem a pedofilia…
As compras MB bateram recordes em dezembro passado, o endividamento das pessoas acompanha o imparável crescimento da dívida pública – mas está tudo bem! … A venda de bens imóveis penhorados continua frenética, com uma média de 48 casas penhoradas por dia só no ano passado. Tudo isto está refletido na dissimulada catástrofe social, que são as penhoras de vencimentos. Uma economia que se baseia em consumismo acaba por arruinar tudo e todos; uma economia que não deixa de estar perigosamente afetada pela corrupção, como continuam a confirmar os relatórios da OCDE, não é uma economia justa e contribui para o aumento da dívida pública.
Neste mundo a criar muros e a enjaular crianças, os coletes amarelos insistem na queda de Macron; depois de terem escolhido a extrema-direita, os húngaros ficaram irritados com Viktor Orbán que sem pestanejar, assumiu e aprovou a nova lei da escravatura moderna nas leis laborais; tendência essa que faz escola na política internacional; Trump está a braços com uma crise orçamental que já originou uma paralisação parcial; no entanto, desvia as atenções para a velhinha Europa e a sua “brincadeira com o fogo” em relação às disputas comerciais, pode vir a dar num “trampolhão”, com efeitos à escala mundial.
O aumento do miserável salário mínimo no Brasil foi a primeira medida a ser promulgada e logo com um desconto ao que estava estipulado por Michel Temer. Bolsonaro diz que o trabalho não precisa de leis e afirma que as pessoas ganham muito. As primeiras medidas políticas explicam porque é o bolsonarismo, um inimigo da democracia e do civismo. Depois da exterminação que os americanos infligiram aos povos indígenas, agora é este Brasil que ataca as populações indígenas, ao entregar os seus territórios aos grandes interesses do agronegócio.
Tudo indica que os votos de um Bom Ano Novo são os nossos desejos inocentes perante um mundo que nos traz indignados, em Inglaterra descontrolados, na França revoltados, na Hungria irritados, nos EUA desorientados e no Brasil de favelados a flagelados.
Paulo Cardoso in Desabafos - Crónica na Rádio Portalegre - 11/1/2019

Ramal de Portalegre inscrito no PNI 2030, graças a Os Verdes

Graças à persistente luta travada e a uma firme negociação com o governo, o PEV conseguiu a inscrição do Ramal de Portalegre no PNI 2030 (Programa Nacional de Investimento).
Este investimento aparece inscrito no quadro do Programa de Eletrificação e Reforço da Rede Ferroviária Nacional com uma verba atribuída de 235 Milhões de Euros para a totalidade do Programa e permite atender não só ao Estudo de viabilidade do ramal, mas também ao Projeto.
A chegada do comboio a zona industrial, aproximando o comboio da cidade, deu mais um passo para se tornar realidade.
No entanto, o PEV não vai ficar de braços à espera que aconteça, mas vai continuar mobilizado e apelar a todos os Portalegrenses a continuarem ao nosso lado até à concretização desta obra.
O PEV está convicto que este Ramal é uma porta aberta para o desenvolvimento de Portalegre, tanto a nível de passageiros como de mercadorias, ligando a cidade ao Porto de Sines, Espanha e à Linha do Norte.

ELVAS: Detidos por furto de 256 quilos de azeitona

O Comando Territorial de Portalegre, através de uma patrulha do Posto Territorial de Elvas, no dia 12 de janeiro, deteve em flagrante delito dois homens, de 30 e 36 anos, por furto de azeitona, em Elvas.
Após uma denúncia,  os militares surpreenderam os indivíduos a furtar a azeitona numa propriedade privada, tendo apreendido:
·         268 quilos de azeitona;
·         Um veículo;
·         Uma máquina de apanha de azeitona do solo, conhecida como “ouriço”.
·         Quatros sacas de sarapilheira que se destinavam a acondicionar a azeitona furtada;
·         Um balde.
Os detidos foram constituídos arguidos e sujeitos à medida de coação de termo de identidade e residência, tendo as azeitonas sido devolvidas ao legítimo proprietário.

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

Ó Fernando, não digas asneiras!
Cartoon de Henrique Monteiro in http://henricartoon.blogs.sapo.pt

14.1.19

NISA: A história por fazer dos 90 anos da Praça de Touros (II)

 Nos 90 anos de existência da Praça de Touros de Nisa, cuja história está por fazer, há mil e um episódios e histórias, umas com sabor amargo e até dramático, outras cheias de humor e com aquele típico sotaque popular. A que aqui deixamos, combina, na perfeição, os dois "géneros" e como no final de um filme, o que mal começou, melhor terminou. Em bem e em festa...
Um safari nos campos de Amieira
Por volta de 1933, realizou-se na praça de touros de Nisa, uma corrida de touros à portuguesa. O espectáculo decorreu bastante bem até que, certa altura, o touro que estava a ser lidado, martirizado com as tropelias que lhe faziam, deu um grande salto da arena para a bancada, passando por cima da trincheira. Em seguida, ante o terror dos espectadores, subiu os degraus da bancada e, quando chegou ao cimo, deu um salto para o exterior da praça. Apesar de ter sido um salto de enorme altura, o animal não partiu nenhuma perna nem ficou grandemente combalido.
Quando se apanhou em liberdade, o touro desatou a correr pela estrada e depois pelos campos, precisamente para os lados de Amieira. Por sorte, nesta corrida o bicho não colheu ninguém. Como é natural, houve um alarme geral entre os amieirenses, que ficaram apavorados com a existência de uma fera nos arredores da sua terra. Para agravar a situação, ninguém sabia ao certo onde o touro se encontrava. Em consequência disso, grande parte dos homens deixou de ir trabalhar para os campos e muitas mulheres negaram-se mesmo a ir buscar água à fonte.
Passaram-se uns dias sem que se tomassem quaisquer providências para resolver a situação. Por este facto, um grupo de caçadores amieirenses resolveu organizar uma caçada com o objectivo de abater o touro. Seria uma espécie de safari destinado a matar um perigoso búfalo. Meu pai foi um desses caçadores. Ainda me lembro de, na véspera da caçada, o ter ajudado a carregar cartuchos com balas. Apresar de eu ter, nessa altura, apenas cerca de oito anos, costumava já acompanhá-lo à caça e, por isso, estava convencido de que também iria ao safari. Infelizmente tal não sucedeu, pois como é natural, meu pai não me deixou ir. Tive que me contentar em ver partir os caçadores, fortemente armados e municiados.
O safari decorreu com inteiro êxito, pois, ao fim de algum tempo, os caçadores lograram localizar o bicho e abatê-lo com balas certeiras. Segundo me contou meu pai, foi o sr. Adriano Marçal que lhe deu o tiro de misericórdia. O corpo do animal foi transportado para Amieira, num carro de bois, e vendido, no dia seguinte, como carne de vaca, a preços acessíveis, segundo julgo a favor da Misericórdia. Ainda me lembro de ter comido u bife de touro, que aliás achei um pouco rijo. Note-se que nesse tempo, em Amieira, praticamente não se comia carne de vaca. Os amieirenses preferiam então as carnes de porco, de borrego e de cabrito, para além da dos animais de capoeira e da caça.
Por certo que ainda em Amieira haverá pessoas que se devem lembrar desta história, passada há cerca de 64 anos, história que evoco sobretudo para aqueles que são mais novos do que eu e que certamente a desconheciam. Que pena nessa época não haver já o Livro do Guiness, pois o malogrado touro tinha direito a duas referências nele: uma pelo seu grande salto da arena para a bancada e outra pelo salto de enorme altura que deu do alto da praça para o exterior.
José Raposo in “O Amieirense” – nº 132 – Março/Abril 1997
FOTOS: 1 -Tourada na Adua (Nisa) - foto anterior a 1928
2 - Programa de tourada em 1932

VILA VELHA DE RÓDÃO: Encontro resgata memórias do passado em Perais


No próximo dia 18 de janeiro, pelas 10h, realiza-se na Junta de Freguesia de Perais o “Encontro de Reminiscências sobre o Passado na Freguesia de Perais”, uma atividade organizada pela Biblioteca Municipal José Baptista Martins, em parceria com aquela autarquia local, o Centro de Interpretação de Arte Rupestre do Vale do Tejo e a Ocidental Filmes.
Como o nome indica, o encontro pretende resgatar memórias sobre o passado desta freguesia do concelho de Vila Velha de Ródão, em especial sobre as questões relacionadas com o contrabando e as vivências do rio, elementos de extrema importância na definição da identidade desta povoação raiana e dos seus habitantes.
Para tal, os organizadores pedem ao público interessado em participar que se faça acompanhar de fotografias, filmes ou outros objetos, relacionados com estes temas ou outros, como forma trazer ao presente vivências e experiências de outras épocas e salvaguardar a preservação do legado histórico. A entrada é livre.

ENSINO: Poema de Fernando Pessoa censurado em manual escolar do 12.º ano

Fernando Pessoa – Heterónimo, 1978, óleo sobre tela de António Costa Pinheiro
O manual escolar de português para o 12.º ano Encontros, da Porto Editora, retirou três versos de um poema de Álvaro de Campos. A Ode Triunfal contém linguagem obscena, tendo sido substituída por linhas a tracejado.
Alguns excertos do poema Ode Triunfal de Álvaro de Campos, um dos heterónimos de Fernando Pessoa, foram retirados num dos manuais escolares de Português do 12.º ano, da Porto Editora, e substituídos por linhas a tracejado.
A notícia, avançada pelo Expresso, adianta ainda que o manual censurado é um dos livros aprovados pelo Ministério da Educação.
De acordo com o jornal, os versos “Ó automóveis apinhados de pândegos e de putas” e “E cujas filhas aos oito anos – e eu acho isto belo e amo-o! / Masturbam homens de aspeto decente nos vãos de escada” foram retirados da versão original do poema do heterónimo de Fernando Pessoa.
Os alunos de uma das 90 escolas que adotaram este manual no presente ano letivo aperceberam-se do sucedido ao escutarem uma gravação áudio do poema de Álvaro de Campos. Foi desta forma que constataram que os versos que ouviam na gravação não figuravam nas páginas do manual, tendo sido substituídos por linhas a tracejado.
A leitura de obras de Fernando Pessoa e heterónimos faz parte das “Aprendizagens Essenciais” decretadas pelo Ministério da Educação, que definem que o aluno deverá ter “um conhecimento e uma fruição plena dos textos literários do património português e de literaturas de língua portuguesa”.
Segundo as informações recolhidas pelo Expresso, não aparece nenhuma indicação no livro a dar conta das alterações efetuadas ao texto original de Álvaro de Campos, nem na ficha técnica, nem nas páginas do poema.
Contactados pelo matutino, nem a Porto Editora nem o Ministério da Educação deram para já esclarecimentos. A editora disse ao jornal que terá de confirmar a situação e contactar os autores, remetendo explicações para a próxima semana.
ZAP //

13.1.19

NISA: A história por fazer dos 90 anos da Praça de Touros (I)

Em Outubro do ano que findou, a Praça de Touros de Nisa completou 90 anos de existência. Uma efeméride que ficou por assinalar, independentemente da polémica à volta do "gostar ou não gostar" de touradas. Essas questões, a existirem em 1928, ano em que a Praça foi inaugurada, seriam de outro tipo e prendiam-se, basicamente, com a falta de um recinto adequado para tais espectáculos, realizados nas praças públicas, como há registos em Alpalhão e Montalvão, ou no Curral da Adua, em Nisa, de que subsistem, igualmente, documentos fotográficos, que são também históricos.
E por eles se vê que as touradas, "à vara larga", eram, à falta de outras distracções, espectáculos muito populares e com farta assistência.
Esse terá sido, talvez, o factor determinante que levou à constituição de uma comissão de melhoramentos locais e que se organizaram formando a Empresa Tauromáquica Nisense Lda que tomou em suas mãos a construção da Praça de Touros de Nisa, na altura uma das mais importantes da província e na qual se realizaram imponentes espectáculos tauromáquicos com não menos famosos artistas do toureio a pé e a cavalo, sendo de realçar, nos primeiros anos de existência do recinto, a tourada em 1932 a que assistiu o Presidente da República, General Carmona e outros membros do Governo, bem como outras com famosos toureiros nacionais e internacionais, como Diamantino Vizeu e outros.
Em 1960, aquando da inauguração do Hospital Sub-Regional de Nisa, as quotas da Empresa Tauromáquica Nisense Lda, tais como as da Empresa do Teatro Nizense Lda, proprietária e administradora do Cine Teatro de Nisa, foram doadas à Santa Casa da Misericórdia de Nisa, passando esta instituição a deter a propriedade e gestão dos dois importantes imóveis, ambos casas de espectáculos, de natureza diferente. Não tão diferentes como se possa supor. Isto porque a Praça de Touros de Nisa não se limitou (não se tem limitado) ao longo da sua já longa existência, à promoção e realização de espectáculos taurinos, mas também tem dado resposta a outras solicitações de âmbito cultural e recreativo que lhe têm sido feitas quer por parte de autarquias (Câmara e Juntas de Freguesia), quer por parte de associações e até de entidades particulares, em nome individual ou colectivo, para as mais diversas iniciativas, desde festivais de folclore a concertos musicais, muitas delas visando a obtenção de receitas para acudir a emergentes situações de carácter social.
É nessa perspectiva e não noutra que deve analisar-se a importância da Praça de Touros de Nisa e do papel fundamental que desempenhou ao longo de todos estes anos. Um imóvel que representa uma mais valia para a instituição sua proprietária, a Santa Casa da Misericórdia de Nisa, mesmo tendo em conta os assinaláveis encargos que um tal edifício acarreta, a juntar às constantes disposições legais que impõem obras de restauro e de beneficiação, em favor da melhoria dos conforto e das condições de segurança dos artistas e dos espectadores.
NOTA: Este artigo, pensado para ser publicado em Outubro, e melhor documentado sobre a "vida" da Praça de Touros de Nisa, acaba por ver a luz do dia por uma circunstância fortuita: a "descoberta" de um texto sobre um "safari" em Amieira, com uma ligação directa à nossa Praça de Touros. Vai passar, a história, para o post seguinte.
Mário Mendes