25.6.26

OS "PRODÍGIOS" DO PREC (Processo Revolucionário em Curso)


Os primeiros anos pós 25 de Abril foram prodigiosos no que respeita a elaboração de textos escritos, em forma de prosa ou de poesia, de forte pendor ideológico, satíricos uns, provocatórios e ofensivos, outros. Aproveitavam-se os ventos da Liberdade, mas o pensamento censório e auto-censório continuava, em muitos casos, a imperar. Não admira, pois, que a grande maioria desses escritos, duplicados a stencil e reproduzidos por meios quase arcaicos, fossem anónimos. Como este,  humorístico, que reproduzimos


NISA: 𝐅𝐨𝐠𝐮𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐝𝐞 𝐒𝐚̃𝐨 𝐏𝐞𝐝𝐫𝐨 𝟐𝟎𝟐𝟔 na Inijovem


A tradição volta a aquecer a noite em Nisa! 🎉

📅 28 de junho (domingo)

🕕 18h00

📍 Sede da Inijovem – Rua Marechal Gomes

Venha celebrar o São Pedro num ambiente de convívio e animação, com:

🐟 Sardinhas assadas

🥪 Bifanas

🍲 Açordas

🥤 Bebidas frescas

Junte a família e os amigos e venha desfrutar de uma tarde e noite de festa, tradição e boa disposição! 🎊

NISA EM NOTÍCIAS (I) - Recortes de jornais com notícias dp concelho de Nisa e da região.

Foram muitos anos (mais de meio século) a escrever para a imprensa local, regional e nacional. Desde "O Diário" ao Jornal do Fundão, Gazeta do Interior, Diário do Alentejo, Diário do Sul, O Pregão, Fonte Nova, O Distrito de Portalegre, Alto Alentejo, aos "locais" como o "Notícias de Nisa, que ajudei a criar e ao Jornal de Nisa que criei e mantive durante mais de 10 anos, foram centenas, muitas centenas de textos escritos, não só por mim, como por outros amigos e colaboradores, alguns dos quais já não estão entre nós e a quem agradeço e presto a minha homenagem.

Um dia, espero, se fará luz, sobre a História da Imprensa em Nisa e à gesta de homens que através da escrita, elevaram os valores tradicionais de Nisa, na cultura e património, no artesanato, nos trabalhos agrícolas, entre estes a pastorícia e, mesmo num tempo de trevas, ousaram chamar a atenção para problemas que eram de todos, denunciar situações que prejudicavam os munícipes e, tão importante como isso, pugnaram para a elevação das gentes do concelho.

Por aqui irão passar muitos textos, notícias, informação variada, contida em recortes que fomos guardando ao lngo do tempo ou retirados de jornais de outras épocas.

NOTAS 

1 - O Carnaval de Alpalhão (2009) nas páginas de O Distrito de Portalegre"

2 - No mesmo jornal, uma reportagem sobre a Tégua, importante associação de apoio social, dinamizada pelo meu amigo, "artilheiro" e camarada, Joaquim Herculano Beato Lopes.

3 - Uma "caixa" sobre o Padre Marcelino Marques, inserta numa grande reportagem sobre a ida da Banda de Nisa à Alemanha (Maio de 1998). 

24.6.26

TONDELA: Estamos a 2 semanas do início da 34.ª edição do Tom de Festa.

 


De 7 a 11 de julho, artistas como Richard Bona, Legendary Tigerman, Quinteto Violado, PAUS, Omar + Coletivo Gira Sol Azul, Coimbra Jazz Ensemble e Francisca Urbano aceitaram o convite para embarcar nesta viagem de regresso, reviver o ambiente inconfundível do Tom de Festa, partilhar canções que já todos sabem e apresentar novas propostas para continuarmos a viajar através da música.

Mas a festa faz-se também de primeiras vezes: dos ganenses EYYA à sul-africana Nomfusi, sem esquecer os portugueses Miss Universo, e o projeto João Palavra, há novos encontros para descobrir.

Nos 50 anos da ACERT, permanecemos fieis ao percurso que temos vindo a construir e, correndo o risco de nos tornarmos previsíveis, insistimos naquilo que nunca queremos mudar: ser um festival de muitas geografias musicais; um espaço de celebração da diversidade na sua plenitude; uma casa de multiculturalidade, inclusão e ecletismo; um território habitado pela sua comunidade e sempre aberto a quem o queira descobrir; um farol para paz sempre desejada.

Repetimos este destino com a felicidade de quem regressa a casa ano após ano.

Vamos embarcar nesta viagem de regresso?

 

OPINIÃO: Abençoada Natureza


A Natureza é magnânima, oferece tudo a todos e nem todos têm as mesmas necessidades e gostos. Há bens para todos e enquanto uns procuram bens luxuosos, outros preferem andar de mochila às costas a descobrir o mundo. Abençoados os produtores que colocam na venda do mercado os seus produtos excedentários. Se a riqueza fosse bem repartida chegaria a todos. Uns gostam de umas coisas, outros gostam de outras, de modo que nunca haverá escassez de bens. Mesmo que todos gostassem da mesma coisa, a Natureza responderia com a abundância. Então porquê as guerras, com medo de que os bens não cheguem para todos? Quando se magoa a Natureza esta responde com calamidades, como resposta que a estão maltratando. O dito progresso paga-se muito caro, mas este é inevitável como caminho do Homem ao longo da História. Ganha-se umas coisas, perde-se outras, mas é assim a vida, que não é para ser compreendida mas sim vivida. E a humanidade está cheia de pessoas que estão presas ao passado, sem viver o tempo presente.

  José Oliveira Mendes

 Portalegre, 24 de Junho de 2026 

SAÚDE: O impacto do consumo excessivo de álcool na saúde do fígado


Entre os dias 1 e 7 de julho assinala-se a Semana Europeia da Consciencialização para o Álcool, uma iniciativa que pretende alertar para os riscos associados ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas e promover hábitos de vida mais saudáveis. O consumo excessivo de álcool representa um dos principais problemas de saúde pública a nível global: segundo dados recentes da Organização Mundial de Saúde, é responsável por 2,6 milhões de mortes por ano, causando doença do fígado, cardiovascular e cancro, mas também danos associados a acidentes, violência e autoagressão.

Em Portugal, o consumo de bebidas alcoólicas está profundamente enraizado em momentos sociais e culturais e a produção de vinho representa uma importante atividade económica. Assiste-se ainda a uma mudança preocupante nos padrões de consumo, com o crescimento do consumo entre os jovens e as mulheres e o aumento de formas mais graves de ingestão, como o binge drinking — a ingestão de grandes quantidades de álcool em curtos períodos de tempo. Entre todos os órgãos afetados, o fígado é aquele que sofre de forma mais direta e progressiva as consequências deste consumo.

O fígado é o maior órgão interno do nosso organismo e é o principal responsável pela eliminação do álcool. Este processo gera compostos tóxicos que induzem dano celular progressivo e, quando o consumo é excessivo ou prolongado, as lesões podem tornar-se irreversíveis.

A primeira consequência é o "fígado gordo" — uma acumulação de gordura nas células do fígado que, na maioria dos casos, não provoca sintomas. É precisamente essa ausência de sinais de alerta que a torna perigosa: sem uma mudança de comportamento, pode evoluir para inflamação e doenças mais graves, como a cirrose hepática — a destruição progressiva do tecido do fígado e a sua substituição por tecido cicatricial — com complicações como hemorragias, infeções e cancro do fígado. Numa forma mais aguda, o álcool pode ainda desencadear uma hepatite alcoólica grave, com fadiga, dor abdominal e coloração amarelada da pele e dos olhos, podendo conduzir rapidamente a insuficiência hepática.

Não existe um nível de consumo de álcool totalmente isento de risco para o fígado. Quando consideramos ainda o risco aumentado de cancro e de doença cardiovascular, a evidência aponta claramente numa direção: quanto menos se consome, melhor, sendo a abstinência a única forma de eliminar este risco.

A prevenção passa por estilos de vida saudáveis, mas importa sublinhar que, nas fases iniciais, a doença do fígado associada ao álcool pode ser reversível — a abstinência precoce permite ao fígado recuperar, o que reforça a importância de um diagnóstico atempado.

A Semana Europeia da Consciencialização para o Álcool é uma oportunidade para refletir sobre escolhas que, muitas vezes, fazemos sem ter consciência plena das suas consequências. Enquanto médico que acompanha diariamente doentes com doença do fígado grave, sei que muitas destas situações poderiam ter sido evitadas. Cuidar do fígado é, acima de tudo, cuidar da saúde de todo o corpo — e isso começa nas decisões que tomamos hoje.

·         Artigo de Opinião de Luís Bagulho, médico especialista em Doenças do Fígado, Medicina Interna e Medicina Intensiva, Unidade de Transplantes do Hospital Curry Cabral, ULS São José, membro da Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF)

PORTO: Apresentação do livro "Adriano: A Obra"

 


OPINIÃO: Não é só futebol


Herói improvável num empate histórico, "Vozinha" emocionou-se ao recordar os avós, com quem cresceu, e a mãe impedida de ver ao vivo os momentos de glória do guarda-redes da seleção de Cabo Verde, devido a um problema com o visto. Também guarda-redes, Mahmoud Abunada chorou compulsivamente no relvado ao ser eleito o melhor jogador em campo, no primeiro ponto obtido pelo Catar num Mundial. O treinador mais velho de sempre em campeonatos do Mundo, Dick Advocaat, de 78 anos, não escondeu as lágrimas com o golo de Curaçao perante a gigante Alemanha. O mexicano Raul Jimenez estreou-se a marcar na mais importante competição de futebol e celebrou com a emoção de quem em 2020 fintou a morte.

Todas diferentes, são histórias e imagens que correm o mundo. Não se trata, de todo, de procurar vitórias morais ou a emotividade que marca percursos de superação. Acontece que o esforço e a surpresa causada pelas seleções de quem pouco se espera ganham particular interesse num Mundial mais do que nunca rendido ao dinheiro, ao poder e à política no que tem de menos nobre. Sabemos que nem todas as seleções partem do mesmo ponto - seja em termos desportivos, financeiros ou de contexto social e político. Por muito que os programas de inteligência artificial combinem estatísticas e informações detalhadas para tentarem afinar prognósticos, é motivador confirmar que dentro de campo há guiões que não estão escritos.

Se é verdade que o futebol, negócio e máquina trituradora infernal, consegue encerrar em si muitos dos piores vícios dos tempos modernos, tem igualmente a potencialidade de ultrapassar barreiras e de se assumir como verdadeira linguagem universal. Não é só de futebol que falamos quando falamos de futebol. Para o pior e, felizmente, também para o melhor.

·         Inês Cardoso – Jornal de Notícias - 17 de junho, 2026

CRATO: Operação Especial de Prevenção Criminal


O Comando Territorial de Portalegre, através do Destacamento Territorial de Portalegre, nos dias 16 e 17 de junho de 2026, realizou uma Operação Especial de Prevenção Criminal, no concelho do Crato, no âmbito do festival "Waking Life", com o objetivo de prevenir e combater a criminalidade, reforçar o sentimento de segurança da população e fiscalizar os principais acessos ao recinto do evento.

No decorrer da operação, os militares da Guarda realizaram diversas ações de fiscalização e controlo, das quais resultaram:

12 contraordenações ao Código da Estrada;

12 contraordenações por detenção/consumo de produto estupefaciente;

02 crimes por tráfico de produto estupefaciente.

No decurso das diligências policiais foram ainda apreendidos:

82 doses de anfetaminas;

5,76 gramas de cogumelos alucinógenos;

Cinco comprimidos de ecstasy;

30 doses de haxixe;

11 doses de liamba;

Oito selos de LSD;

Seis doses de MDMA.

A operação contou com o reforço do Destacamento de Trânsito de Portalegre, do Destacamento de Intervenção de Portalegre, do Grupo de Intervenção Cinotécnico da Unidade de Intervenção, de equipas cinotécnicas dos Comandos Territoriais da Guarda e de Castelo Branco, bem como dos Núcleos de Investigação Criminal do Destacamentos Territoriais de Elvas e de Nisa.

A Guarda Nacional Republicana mantém o seu compromisso na prevenção e combate à criminalidade, desenvolvendo ações de fiscalização e controlo que contribuam para a segurança dos cidadãos e para a tranquilidade e ordem pública.

UM POEMA POR DIA, BEM QUE SABIA - Eugénio Tavares

 


                            Canção ao Mar - Mar Eterno 

Oh mar eterno sem fundo sem fim

Oh mar das túrbidas vagas oh! Mar

De ti e das bocas do mundo a mim

Só me vem dores e pragas, oh mar

 

Que mal te fiz oh mar, oh mar

Que ao ver-me pões-te a arfar, a arfar

Quebrando as ondas tuas

De encontro às rochas nuas

 

Suspende a zanga um momento e escuta

A voz do meu sofrimento na luta

Que o amor ascende em meu peito desfeito

De tanto amar e penar, oh mar

 

Que até parece oh mar, oh mar

Um coração a arfar, a arfar

Em ondas pelas fráguas

Quebrando as suas mágoas

 

Dá-me notícias do meu amor

Que um dia os ventos do céu, oh dor

Os seus abraços furiosos, levaram

Os seus sorrisos invejosos roubaram

 

Não mais voltou ao lar, ao lar

Não mais o vi, oh mar

Mar fria sepultura

Desta minha alma escura

 

Roubaste-me a luz querida do amor

E me deixaste sem vida no horror

Oh alma da tempestade amansa 

Não me leves a saudade e a esperança

 

Que esta saudade é quem, é quem

Me ampara tão fiel, fiel

É como a doce mãe

Suavíssima e cruel

 

Nas mágoas desta aflição que agita

Meu infeliz coração, bendita!

Bendita seja a esperança que ainda

Lá me promete a bonança tão linda

 

Eugénio Tavares - Poeta caboverdiano

 

23.6.26

PORTALEGRE: 21º Portalegre JazzFest


2 a 4 JUL. QUI. a SÁB.

Festival Internacional de Jazz de Portalegre

Na sua 21º edição, o Portalegre JazzFest, festival consagrado a nível nacional, apresenta um programa muito diversificado, a começar com o ciclo de guitarra americana, no Jardim do Museu das Tapeçaria de Portalegre - Guy Fino, nos três dias do evento.

Apesar do jazz ser historicamente pouco permeável à guitarra americana tradicional, ou primitiva, conforme lhe chamou o grande John Fahey, tudo mudou com dois guitarristas americanos há cerca de três décadas, Bill Frisell e Marc Ribot (que já marcaram presença no JazzFest, Frisell em duo com o contrabaixista Thomas Morgan e Ribot a solo), vieram alterar por completo a perceção de que as três músicas americanas tradicionais, o folk, os blues e o jazz, não poderiam estar presentes simultaneamente.

Dos EUA visitam-nos Kelby Clark e Emily Robb e o norueguês Hein Westgaard, com três instrumentos e três abordagens diferentes da mesma música. Nos opostos, temos Hein Westgaard, residente em Copenhaga e um programa solo em fingerpicking, a explorar as raízes sonoras do folk ou primitivismo americano, um músico bicéfalo que divide a sua atividade musical ao lado de improvisadores, como Mat Maneri e Raymond Strid,; a guitarrista Emily Robb, apresenta-se em guitarra, elétrica e suja pelo rock. Já o virtuoso e experimental banjista Kelby Clark picoteia o seu instrumento de 5 cordas, navegando entre a tradição e o apelo doom que tanto o seduz, e a nós também.

Para os concertos after-hours convidàmos gente ilustre, de uma das cidades mais ativas do jazz no rico panorama norueguês, Bergen. A bela cidade de Bergen, situada na parte ocidental da Noruega (a cerca de 7 horas de Oslo) é, desde há cerca de uma década, um polo central para a cena criativa do jazz neste país escandinavo. Duas entidades têm sido responsáveis por esta crescente importância, o festival NattJazz, e a organização Vestnorsk Jazzsenter.

Mais do que merecidamente, o JazzFest atribui o seu foco nesta edição aos bons ventos que de lá sopram e que, ao contrário da meteorologia do país, são bem quentes. A comandar as tropas estará naturalmente em destaque o colossal saxofonista Aksel Røed que participa nos três concertos.

Aksel Røed é considerado um dos jovens músicos mais entusiasmantes da Noruega da atualidade, conhecido pelo seu trabalho com bandas como General Post Office, Other Aspects e o Knut Kristiansen Quartet. É também reconhecido como uma força motriz por trás do Bergen Improklubb e do Tedans, na mesma cidade.

Para os concertos do “meio”, os mais concorridos e em horário nobre, no Grande Auditório do CAE Portalegre, selecionámos três projetos nacionais: o Sexteto de Jazz, que regressou ao ativo e em boa hora; o duo da muito original Sara Serpa, residente em Nova Iorque, com o superlativo pianista Matt Mitchell; e o novel projeto de um dos mais excitantes músicos do novo jazz nacional, o guitarrista Mané Fernandes. Este conceito muito pessoal e decerto inclassificável (outra coisa de que gostamos), apresenta 3 cantoras, guitarra e piano e é simplesmente notável o trabalho de conceção composicional de Fernandes.

Bem-vindos ao 21º Portalegre JazzFest!

 

 

SINES: Música de origem: Espetáculo de teatro 'Malteses', com música ao vivo


No próximo 27 de junho (sábado), o Pátio das Artes recebe o espetáculo de teatro “Malteses”, pela companhia GATO SA, com música ao vivo interpretada pela Orquestra de Sopros e Percussão da Academia de Música de Santo André.

A partir de textos de Manuel da Fonseca, este espetáculo leva-nos ao encontro de dois malteses alentejanos que, numa noite passada num descampado, revisitam as suas vidas errantes, as memórias da família perdida, as mágoas, os conflitos e o destino que os marcou.

📍 Pátio das Artes

📅 27 de junho

🕤 21h30

⏱️ Duração: 50 min

🎟️ Entrada livre

Ficha artística e técnica

Dramaturgia e encenação: Mário Primo

Interpretação: Alexandre Pintassilgo, Raul Oliveira e Rogério Bruno

Música original: Alexandre Pintassilgo

Interpretação musical: Orquestra de Sopros e Percussão da AMSA

Desenho de luz e operação técnica: Tomás Porto

Texto e locução: João Madeira

Imagens: Diogo Vilhena, Programa sobre Manuel da Fonseca “Ler Português”, de Mário Dias Ramos - RTP, 1986

Fotografia: Victor Horta

CRATO: Mulher encontrada morta junto a barragem na zona de festival de música


Uma mulher com idade aparente entre os 20 e os 25 anos foi encontrada sem vida, na segunda-feira, junto às margens de uma barragem no concelho do Crato, distrito de Portalegre, onde decorre um festival de música eletrónica, confirmaram à Lusa fontes da GNR e da Proteção Civil.

Segundo fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Alentejo, o alerta para a ocorrência foi dado às 17h45. O caso foi inicialmente classificado como doença súbita e ocorreu na Estrada Municipal 532-1, junto à Barragem das Nascentes, na União de Freguesias de Crato e Mártires.

Fonte da GNR adiantou à Lusa que o corpo da jovem foi encontrado junto a uma das margens da barragem por pessoas que passavam no local, as quais iniciaram manobras de reanimação. No entanto, os esforços de socorro revelaram-se infrutíferos.

O óbito foi declarado no local e a GNR mantém a investigação em curso para apurar as circunstâncias da morte e proceder à identificação da vítima.

Não foi possível confirmar, até ao momento, a identidade da mulher nem as causas exatas da morte.

Nas operações de socorro estiveram envolvidos quatro operacionais, apoiados por uma ambulância e pela Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) de Portalegre.

lusa/HN - 23 de Junho 2026

UM POEMA POR DIA, BEM QUE SABIA - Manuel da Fonseca

 


Noite de Sonhos Voada

Noite de sonhos voada

cingida por músculos de aço,

profunda distância rouca

da palavra estrangulada

pela boca armodaçada

noutra boca,

ondas do ondear revolto

das ondas do corpo dela

tão dominado e tão solto

tão vencedor, tão vencido

e tão rebelde ao breve espaço

consentido

nesta angústia renovada

de encerrar

fechar

esmagar

o reluzir de uma estrela

num abraço

e a ternura deslumbrada

a doce, funda alegria

noite de sonhos voada

que pelos seus olhos sorria

ao romper de madrugada:

— Ó meu amor, já é dia!... 

Manuel da Fonseca, in "Poemas Dispersos"

 

SARDOAL: Câmara promove Passeios Recreativos Seniores


A Câmara Municipal, à semelhança de anos anteriores, vai promover a realização de Passeios Recreativos, destinados a pessoas com 60 ou mais anos de idade, ou reformados, recenseadas neste Concelho. Os Passeios, que decorrerão a partir de 10 de agosto, terão como principal destino as Festas de Campo Maior.

As inscrições poderão ser feitas até ao próximo dia 20 de julho, no Posto de Turismo e nas Juntas de Freguesia do Concelho.

Os lugares no autocarro serão atribuídos através de sorteio, a realizar no dia 30 de julho, pelas 14h30m, no Salão Nobre da Câmara Municipal, aberto a todos os interessados.

22.6.26

Castelo de Monsaraz candidato às Novas Sete Maravilhas de Portugal

O Castelo de Monsaraz é um dos 147 patrimónios finalistas do concurso Novas 7 Maravilhas de Portugal, após ter sido selecionado por um painel de especialistas, entre as 629 candidaturas apresentadas a nível nacional. Na região do Alentejo e Ribatejo estão a concurso 21 patrimónios, distribuídos por sete categorias.

O Castelo de Monsaraz integra a categoria Castelos, juntamente com o Castelo de Marvão e a Fortaleza de Elvas, disputando a preferência do público na Meia-Final Regional, dia 20 de junho. Os dois patrimónios mais votados de cada categoria garantem o acesso à Final Regional.

A votação pode ser efetuada através de chamada telefónica para o número 761 207 065 ou da aplicação TVI Pass, tendo cada participação o custo de 1€ (um euro), acrescido de IVA. Todo o processo é auditado pela PwC.

Com esta candidatura, o Município de Reguengos de Monsaraz pretende reforçar a projeção nacional de Monsaraz, afirmando-o como um dos mais emblemáticos conjuntos patrimoniais do Alentejo no panorama do património português. Ao mesmo tempo, e sem esquecer a importância da comunidade local, a votação pública constitui uma oportunidade para mobilizar residentes, visitantes e instituições em torno de um património simbólico da identidade e da história do concelho.

NISA: Convívio onomástico dos "Joões!


 

NISA: Adelaide Feitinha expõe na Casa das Memórias


 

TERTÚLIA " E depois do Adeus ao Pacote Laboral?

Depois de 11 meses marcados por uma intensa mobilização nas ruas e nos locais de trabalho – greves gerais, manifestações, reuniões, intervenções, artigos e debates –, no dia 19 de junho a proposta do governo de Luís Montenegro de «Reforma Laboral “Trabalho XXI”» foi derrotada no Parlamento.

A rejeição por parte dos trabalhadores de uma reforma que representava, como analisámos nas páginas do Le Monde diplomatique – edição portuguesa, um enorme retrocesso nos direitos democráticos dos trabalhadores e dos sindicatos, tinha-se tornado de tal forma evidente que até o partido de extrema-direita, sequioso de chegar ao poder, foi obrigado a votar contra. No próprio dia da votação, o primeiro-ministro, desalentado, afirmou que poderá vir a recolocar o tema na agenda.

É tempo de celebrar uma vitória arrancada contra uma direitização da agenda governativa que, pondo em marcha um rolo compressor de direitos para criar mais pobreza e mais desigualdades, gostaria de esquecer que «o povo é quem mais ordena». Em simultâneo, é tempo de refletir sobre o que estes 11 meses de luta vieram mostrar a todos os que defendem o Estado social de direito democrático.

Quais as características da proposta de reforma laboral que mais suscitaram a rejeição dos trabalhadores? Como se conseguiu uma longa e intensa mobilização popular, num contexto de adversidades várias com que se debatem os trabalhadores e os sindicatos, desde a precariedade e os baixos salários até aos desafios à atividade sindical e à falta de pluralidade do ambiente mediático? O que fazer depois da derrota do Pacote Laboral, tendo em conta as dificuldades que persistem na vida dos trabalhadores e as outras medidas e reformas que se anunciam (da proteção social, da Constituição da República, etc.)?

Tudo começa no trabalho. Desde a educação que se pode dar aos filhos até à pensão de reforma e aos anos saudáveis que se vai ter, passando pelo tempo que se pode dedicar ao descanso e pela própria capacidade de se lutar por uma vida melhor. Refletir a partir de uma vitória laboral e sindical tem sido raro. Aproveitemos, juntos.

Oradores

TIAGO OLIVEIRA, Secretário-Geral da CGTP

MARIA DA PAZ CAMPOS LIMA, Socióloga

JOSÉ SOEIRO, Sociólogo, ex-deputado do BE

BRUNO DIAS, Técnico de comunicação, ex-deputado do PCP

Moderação

Sandra Monteiro - diretora do Le Monde diplomatique - edição portuguesa

Local: SPGL, R. Fialho de Almeida, n.º 3 (Lisboa)

Contribuição

Entrada: 10 mondes

Entrada solidária: 15 mondes

Organização

Outro Modo / Le Monde diplomatique – edição portuguesa

Inscrições

Inscrições no formulário ou no e-mail mondediplopt@gmail.com

OPINIÃO: Dos Jogos Olímpicos de Hitler às Copas do Mundo de Trump: uma ligação que diz muito sobre o estado do nosso mundo!

A primeira surpresa que a Copa do Mundo de 2026 nos reserva é a assombrosa amnésia de todos os envolvidos, incluindo a mídia internacional. Nada, nem uma palavra, absolutamente nenhuma alusão à sua infame "ancestral", as Olimpíadas de Berlim de 1936. Porque, apesar dos 90 anos que as separam, as afinidades eleitorais entre as Olimpíadas de Hitler e a Copa do Mundo de Trump são de partir o coração: a mesma exploração propagandística do evento esportivo pelos mesmos regimes autoritários, racistas e opressores da liberdade, liderados por chefes supremos megalomaníacos desprovidos de escrúpulos morais ou democráticos.

Dito isso, são precisamente essas semelhanças e afinidades eletivas que nos permitem compreender e avaliar melhor as diferenças entre os Jogos Olímpicos de Hitler e a Copa do Mundo de Trump. A primeira dessas diferenças diz respeito às reações populares e de outros tipos que provocaram. Praticamente nenhuma em 2026, pelo menos por parte de Estados e organizações internacionais. E apenas alguns — bastante raros — protestos e críticas aqui e ali por parte de ONGs e movimentos sociais. Em última análise, uma apatia que revela a aceitação resignada do evento em nome do fatalista "o que podemos fazer com todo esse circo gigantesco?".

A diferença entre o que aconteceu antes e durante os Jogos Olímpicos de Berlim e o que ocorreu durante esses eventos é impressionante. Ao contrário da resignação que prevalece em 2026, surgiram movimentos de boicote aos Jogos Olímpicos de 1936, levando milhares de manifestantes às ruas nos Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Holanda, Suécia e Tchecoslováquia. Esses movimentos não conseguiram impedir a realização dos Jogos Olímpicos de Berlim, mas divulgaram amplamente sua causa antifascista, alertando o público e mobilizando vanguardas antirracistas que lutavam em linhas de classe contra os apoiadores dos Jogos Olímpicos e outros admiradores de Hitler.

Por outro lado, a Frente Popular espanhola boicotou os Jogos Olímpicos de Berlim e, ainda mais surpreendentemente, o governo catalão de esquerda do primeiro-ministro Lluís Companys (que mais tarde seria executado pelos fascistas de Franco) organizou a Olimpíada Popular, na qual participariam 6.000 atletas de 49 países. No entanto, esses Jogos Olímpicos alternativos nunca aconteceram, pois sua abertura, em 19 de julho de 1936, coincidiu com o início do golpe de Franco. Vários desses atletas, assim como jornalistas esportivos enviados a Barcelona para cobrir os Jogos Olímpicos alternativos, envolveram-se e lutaram em milícias de esquerda (como o autor de "1984", George Orwell, no POUM), e alguns perderam a vida na luta antifascista.

A comparação entre as reações populares às Olimpíadas de Hitler e à Copa do Mundo de Trump é muito reveladora e diz muito sobre o atual (e deplorável) estado da esquerda internacional e dos movimentos populares. E é provavelmente esse estado sombrio do campo progressista que faz Trump sentir que tem praticamente carta branca para tornar sua Copa do Mundo muito mais abertamente racista, repressiva, fundamentalmente antidemocrática e a serviço dos ultrarricos do que as Olimpíadas de Hitler! De fato, enquanto o regime nazista se preocupava, durante as Olimpíadas, em parecer quase... liberal, removendo tudo que pudesse denunciar seu antissemitismo patológico, bem como seus "excessos" antidemocráticos e repressivos, Trump e seu regime exibem quase com orgulho seu racismo desenfreado, seu desprezo pelos pobres e... racializados, sua caça implacável a imigrantes (até mesmo em estádios!) e sua supremacia branca. E tudo isso sem levar em conta as regras e suas próprias promessas, chegando ao ponto de proibir a entrada nos Estados Unidos de torcedores de times do Terceiro Mundo, e até mesmo de seus funcionários (!) ou árbitros africanos escolhidos para apitar jogos da Copa do Mundo!

Contudo, é preciso reconhecer que nem Hitler nem Trump teriam conseguido tudo isso sem o apoio entusiástico de líderes esportivos internacionais. E enquanto Trump desfruta do apoio inabalável do presidente da FIFA, Gianni Infantino, cuja servilidade quase cômica rivaliza com a do secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, conhecido por chamar Trump de "Papai", Hitler tinha seu próprio Infantino na pessoa do infame Barão Pierre de Coubertin, ou Avery Brundage. De fato, o notório colonialista, racista, antissemita e misógino "pai dos Jogos Olímpicos modernos", Barão de Coubertin, jamais escondeu sua admiração tanto por seu "amigo" Adolf Hitler, a quem celebrou como "um dos maiores construtores de nosso tempo", quanto pelo regime nazista, que ele elogiou, assim como pelos Jogos Olímpicos de Berlim, que ele defendeu com todas as suas forças. Quanto ao racista, supremacista e antissemita americano Avery Brundage, que liderou o infame Comitê Olímpico Internacional por quase meio século — esse antro de príncipes e outros aristocratas decadentes, milionários ultrarreacionários e anticomunistas profissionais —, ele fez tudo o que pôde para sabotar o boicote às Olimpíadas de Berlim enquanto presidente do Comitê Olímpico dos EUA. E se hoje o indescritível Infantino apela à opinião pública internacional, profundamente abalada pela repressão dos Estados Unidos ao árbitro somali Abdulkadir Artan, para "relaxar e se acalmar", Avery Brundage, em 1936, rotulou o movimento de boicote e aqueles que denunciavam a perseguição nazista aos judeus de "conspiração judaica". Esse mesmo Avery Brundage, na época membro de uma organização isolacionista e pró-nazista com o nome evocativo de... America First! Claramente, Trump não inventou nada de novo...

Acontece que esta Copa do Mundo atual, apropriadamente apelidada de "Copa do Mundo do Dinheiro", não inventou nada de novo, exceto seu gigantismo e sua dominação total pelas forças do grande capital. Essas forças, é claro, não têm objeção ao racismo desenfreado, nem à mania repressiva deste Calígula nazista que é Donald Trump. E se tudo isso nos remete a quase um século atrás, lembrando-nos imperceptivelmente da era das Olimpíadas de Berlim, então celebradas pelas mesmas elites que agora celebram a Copa do Mundo de Trump, então não há nada que possa surpreender ou escandalizar aqueles que governam este mundo. Como, por exemplo, o eterno bastião da reação que é o Comitê Olímpico Internacional (COI), que acaba de reproduzir e lançar no mercado uma camiseta com o pôster oficial dos Jogos Olímpicos de 1936 em homenagem ao Terceiro Reich.

Isso nos dá ainda mais motivos para levarmos a sério a ameaça mortal representada por todos esses nostálgicos de um passado que ainda não passou, e para reagirmos de acordo...

Yorgos Mitralias – www.vientosur.info - 19/06/2026|

Observação:

1/ Para os Jogos Olímpicos de Berlim, você pode consultar meu artigo “ Jusqu'à quand l'escroquerie de la “flamme olympique”? La flamme olympique, une merveilleuse idée du Dr. Goebbels! “.

IMAGENS:

1 Stand da Olimpíada Popular para auxiliar os atletas em Barcelona, ​​em 1936. Jornadas de Desporto e de Contestação ao Fascismo.

2. Abertura dos Jogos Olímpicos de Berlim (193&)

3 e 4 . Cartoons sobre o Trump e o Mundial de Futebol 2026



SAÚDE: Mulheres dão exemplo na colheita de sangue em Nisa



Após as festividades do início do ano estivemos lá. E neste 2026 voltámos a marcar presença em Nisa, em plena altura de arraiais populares.

No centro de saúde local reuniram-se as equipas da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP – e da Unidade Funcional de Imunohemoterapia da ULSAALE. Em termos de voluntários, inscreveram-se 28, sendo uma vintena do sexo feminino (71,4%). Desta feita as mulheres de Nisa estiveram em franca maioria.

Todos os dadores puderam concretizar a doação, pelo que foram 28 as unidades de sangue, em boa hora, obtidas em Nisa.

Três dos presentes doaram sangue pela primeira vez na vida, o que é sempre merecedor de aplausos.

O almoço convívio, servido no final, contou com o apoio da Câmara Municipal de Nisa.

Monforte 27 de junho

Sábados de manhã são quando se realizam as brigadas da ADBSP. Vamos estar no quartel dos bombeiros de Monforte a 27 de junho, numa parceria com o Grupo de Dadores Benévolos de Sangue de Monforte. Segue-se Avis a 04 de julho, nas instalações do centro de saúde. E por iniciativa de um grupo de jovens, vamos até ao Gavião a 11 de julho. Estaremos nas instalações da Casa do Povo (cedidas pela Câmara Municipal do Gavião).

Mais informações em: https://www.facebook.com/AssociacaoDadoresBenevolosSanguePortalegre/

JR