22.9.18

NISA - “Galinhas” e “Cigarrinhas” num salutar Encontro de Famílias - Maio 2017





Não, não se trata de uma fábula. Aconteceu mesmo, no passado sábado em Nisa, ou não fosse esta terra famosa, entre outras coisas, pelas suas originais alcunhas.
As famílias Galinha (descendentes de António de Oliveira Bizarro e Maria do Rosário da Cruz Carrasco) e Cigarrinha (descendentes de Joaquim da Graça Maurício – o popular Ti Coimbra – e Maria da Graça Dinis André) realizaram aquele que fica assinalado como o 1º Encontro-Convívio entre “Galinhas” e “Cigarrinhas”, alcunhas, bem populares, como todos os membros das duas famílias são conhecidos em Nisa e em todo lado. Trata-se de duas das mais numerosas famílias nisenses e não admira que o Encontro-Convívio tenha juntado cerca de oitenta pessoas, mesmo contando com algumas ausências.
Após a missa solene, na Igreja do Espírito Santo, em evocação dos entes queridos, o cortejo familiar rumou até à antiga escola do Convento, onde teve lugar a jornada gastronómica, sendo prestado um minuto de silêncio em memória dos familiares falecidos. Depois, foi a festa. Imaginem só: galinhas e cigarrinhas, “à solta” numa sala ampla, tinha que meter música, descantes e um convívio até às tantas, que deixou já a promessa de um próximo encontro.
Mário Mendes - "Alto Alentejo" - 31/5/2017

21.9.18

PERIGO NUCLEAR: Ambientalistas alentejanos contestam autorização para armazém de resíduos nucleares próximo da fronteira

A Central Nuclear de Almaraz (Cáceres, Espanha), localizada a cerca de 100 kms da fronteira com o concelho de Portalegre, foi autorizada a pôr em funcionamento um armazém de resíduos nucleares, que poderá receber resíduos de outras centrais.
Vários grupos de ambientalistas, portugueses e espanhóis, contestam esta decisão, considerando os riscos ambientais inerentes, e receando que possa vir a prolongar o funcionamento da central, cuja licença deverá terminar em 2020.
Associações como a Quercus, com núcleo em Portalegre, apontam que a Central de Almaraz tem registado acidentes com regularidade, e que num incidente grave a radioatividade poderá vir a contaminar as águas do Tejo, assim como a atmosfera dos distritos de Portalegre e Castelo Branco, pela proximidade geográfica.
Em comunicado, a Quercus aponta que o Governo Espanhol deve impedir todas as tentativas de prolongamento do período de vida da infraestrutura, cuja licença de funcionamento caduca a 20 de junho de 2020; e que o Governo Português deve “acautelar os interesses nacionais, e recorrer de novo, se necessário, às entidades europeias”.
A funcionar deste 1980, esta infraestrutura, refrigerada pelo Rio Tejo, tem suscitado controversa e reações, nomeadamente de associações do Alentejo, que têm vindo a exigir o seu encerramento.
in radiocampanario.pt

PORTUGAL (pouco) GLORIOSO: Afastaram a Joana!

António Costa, amigo de José Sócrates, propôs a Marcelo Rebelo de Sousa, amigo de Ricardo Salgado, o afastamento de Joana Marques Vidal, a única Procuradora Geral que teve a coragem de acusar os todo-poderosos Sócrates e Salgado. Ao afastar Marques Vidal, sobre proposta de Costa, Marcelo escreve uma página negra na História da Justiça em Portugal.
Paulo de Morais in http://portugalglorioso.blogspot.pt
Um comentário: "É claro que Joana Marques Vidal não deve ser reconduzida. Precisamos de um PGR como deve ser, daqueles que aplicam processos disciplinares a quem investigava coisas desagradáveis como o Freeport". (@mlopes).

MONTALVÃO: Caminhada urbana assinala Jornadas Europeias do Património

Visita guiada aos locais que sustentaram a vida económica e social de Montalvão (loja, barbeiro, alfaiate, mestra, taberna, contrabando, forno) e que hoje são espaços de memória, que este evento pretende partilhar e salvaguardar.
Seguidamente, homenagem aos combatentes da freguesia na Grande Guerra; descerramento de Placa Evocativa (Praça da República).

20.9.18

NISA: CDU contra a privatização da gestão do abastecimento de água e do saneamento

Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Nisa  - 18/09/2018
Criação de um Sistema Intermunicipal de Gestão do Abastecimento de Água e Saneamento de Águas Residuais.
DECLARAÇÃO DE VOTO
Mais uma vez os municípios são confrontados com limitações à sua autonomia e assistimos, por parte do governo e das CIMs, à intenção de levar à constituição de entidades gestoras de águas e resíduos em baixa que originarão a alienação das responsabilidades dos municípios na gestão dos serviços de águas e de saneamento de águas residuais.
A concretizar-se, tal será muito prejudicial para os interesses das populações, podendo vir a provocar aumentos muito elevados nas tarifas pagas pelos consumidores, e não garantiria os investimentos necessários nem a qualidade do serviço prestado. Deverá o governo, isso sim, disponibilizar os fundos necessários para os investimentos a realizar, no âmbito de programas comunitários, e no respeito pela autonomia do Poder Local.
Assim, e considerando que,
está em curso um processo tendente à entrega da gestão da água em baixa e do saneamento a entidades externas aos municípios, fazendo com que cada um deles deixe de intervir diretamente neste setor;
o Grupo da CDU entregou, na Assembleia Municipal de Nisa de 23 de fevereiro de 2018 uma Recomendação à Mesa, em que apelou para que o Executivo Municipal recuse alienar o direito de gerir a sua rede de abastecimento de água e de saneamento;
Os vereadores da CDU na CMN dirigiram à Senhora Presidente da Câmara um pedido de agendamento de uma tomada de posição sobre o fornecimento de água, em baixa, para a reunião de dia 5 de junho, que não foi respeitado;
vimos, assim, afirmar-nos pela defesa da água, enquanto elemento essencial à vida humana, no respeito pela autonomia das autarquias locais e garantindo a acessibilidade económica e física dos utilizadores.
Concluindo, os vereadores da CDU recusam alienar o direito de o municípo gerir a sua rede de abastecimento de água em baixa e de saneamento, afirmando a sua posição de voto CONTRA  a proposta de criação de um Sistema Intermunicipal de Gestão do Abastecimento de Água e Saneamento de Águas Residuais.
Nisa, 18 de setembro de 2018
Os Vereadores da CDU
Vitor Martins - Fátima Dias

NISA: APELO - AJUDE A QUATROÁS - AJUDE OS ANIMAIS DE RUA - FAÇA-SE SÓCIO!

Faça parte da família QUATROÀS, faça-se SÓCIO e ajude-nos a providenciar adotantes, esterilizações, alimento, cuidados veterinários e carinho a animais de rua.
Infelizmente, não há famílias suficientes para todos os animais que nascem nas ruas. É imperativo cuidar destes animais e fazer com que não passem fome e sede, a QUATROÀS cuida diariamente de muitos animais de rua.
O nossa capacidade de resposta aos apelos para os quais somos solicitados, depende de todos.
Uma associação vive da participação e apoio dos seus associados.
A QUATROÀS pretende criar condições de bem-estar animal e promover a preservação do ambiente.
Ser sócio da QUATROÀS significa apoiar e ajudar a alcançar os objetivos a que nos propomos.
Preencha a sua ficha de inscrição em:
https://nisapets.wixsite.com/quatroas/seja-socio
Faça uma transferência no valor de 20,00€ (5 cêntimos por dia) para o ano de 2018.
Titular: QUATROÀS – Associação dos Amigos dos Animais e do Ambiente
IBAN: PT50 0035 0537 0001 7747 6304 7
BIC: CGDIPTPL
Banco: CGD
Coloque na ficha de inscrição a sua morada para receber o seu recibo e o cartão de sócio.

Enfermeiros em luta hoje e amanhã

Foi superior a 70%, a adesão à greve dos enfermeiros nos Hospitais do distrito de Portalegre, no turno da manhã de hoje.
Esta é uma greve convocada para hoje, dia 20, e para amanhã, dia 21, por várias estruturas sindicais incluindo o SEP – Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, sindicato afecto à CGTP-IN.
Em causa está a proposta do governo de alteração da carreira de enfermagem, proposta que o SEP considera inaceitável porque mantêm a actual estrutura de carreira e não contempla uma nova grelha salarial que vise a valorização remuneratória, rompendo com o protocolo negocial anterior.
Valorizar os profissionais de saúde é fundamental para um serviço nacional de saúde público, universal e de qualidade. A União dos Sindicatos do Norte Alentejano relembra que faltam 150 enfermeiros nos hospitais e centros de saúde do nosso distrito sendo da maior importância a luta destes profissionais para alteração desta situação e para melhores condições de trabalho para a prestação de um serviço de saúde digno.
O Depº de Informação da USNA/cgtp-in

19.9.18

Marvão acolheu festival de bandas filarmónicas do Alto Alentejo


A linda vila de Marvão acolheu o Festival de Bandas Filarmónicas do Alto Alentejo 2018. O evento teve lugar na tarde e noite de 8 de setembro de 2018, dia de Nª Srª da Estrela, feriado municipal em Marvão. O Festival teve como um dos principais propósitos a homenagem ao maestro, músico e compositor castelovidense, Celestino Raposo, com 88 anos, que ainda toca os seus vários saxofones e dirigiu cerca de 20 bandas em Portugal, foi exímio e conceituado músico da Banda Sinfónica da GNR, professor no Conservatório de Portalegre e fundador de uma excelente orquestra de sopros (há cerca de 30 anos), e maestro da Banda União Artística de Castelo de Vide.

OPINIÃO: O lóbi em grande profundidade

Foto: Mário Lopes Pereira
Em janeiro de 2017, em Washington, a ministra do Mar dava as boas-vindas ao investimento americano em exploração de petróleo no nosso país. Em Portugal, garantiu a ministra, não há movimentos "contra este tipo de exploração porque estamos a fazer a coisa silenciosamente".
Enquanto Ana Paula Vitorino vendia as costas portuguesas à perfuração em grande profundidade, decorria em Portugal uma consulta pública para a atribuição de um título de utilização privativa do espaço marítimo (TUPEM) para a realização de um furo e prospeção petrolífera em Aljezur para a ENI e a Galp. O furo teve 4 votos a favor e 42 295 contra mas, em janeiro de 2017, o Governo decidiu a favor da atribuição do TUPEM. Os tais inexistentes movimentos de que falava a ministra interpuseram uma providência cautelar. O Governo contestou e perdeu. No dia seguinte, o Ministério do Mar interpôs recurso no tribunal do Loulé, ao lado da Galp e da ENI.
Durante estes anos, em que o Governo se colocou ao lado das petrolíferas contra os movimentos sociais, as populações, e todas as autarquias implicadas nestes projetos, a ministra do Mar foi assessorada por Ruben Eiras, gestor da Galp Energia.
Eiras era assessor de imprensa de Manuel Pinho no Ministério da Economia quando, em 2006, transitou para gestor da Galp Energia. Nestes anos fez várias comunicações públicas, em que defendeu a estratégia da Galp de promoção da prospeção e exploração de gás natural e petróleo em Portugal. Em maio de 2016 o Ministério do Mar nomeou este "trabalhador da Galp Energia" para assessor. Os sites públicos com o seu currículo dão a entender que acumulou este cargo com o seu trabalho na Galp, mas o ministério avançou a um jornal que Eiras interrompeu funções na Galp em dezembro de 2015. Em qualquer dos casos, em fevereiro de 2018, Ruben Eiras foi nomeado diretor-geral das Políticas do Mar em regime de substituição, tendo-se mantido no cargo desde então, apesar da substituição ter cessado em maio.
Há neste caso questões jurídicas a esclarecer, nomeadamente quanto a potenciais incompatibilidades e à permanência irregular no cargo em regime de substituição. Mas uma coisa é certa, a política do Ministério do Mar quanto à prospeção e exploração de petróleo em Portugal não se distingue, neste momento, da da Galp, e isso é perigoso, incoerente e irresponsável.
É perigoso porque, mais uma vez, assistimos à dominação das políticas públicas pelos interesses privados. É incoerente porque contradiz a intenção de combater as alterações climáticas. É irresponsável porque os contratos são financeiramente ruinosos para o Estado.
Mariana Mortágua in “Jornal de Notícias” 18/9/2018

18.9.18

Festas do Concelho de Sardoal 2018 com programa diversificado

As Festas do Concelho de Sardoal 2018 decorrem de 21 a 23 de setembro e integram um programa diversificado que inclui concertos, atividades desportivas, exposições e Mostra de Saberes e Sabores.
Ala dos Namorados, Melech Mechaya e o espetáculo "Fadoando", que junta em concerto Teresa Tapadas, António Pinto Basto, Maria Ana Bobone, Rodrigo Costa Félix e Mafalda Arnauth, são os destaques musicais. Este ano, a animação do Espaço das Tasquinhas, que se prolongará noite dentro, após terminarem os espetáculos no palco principal, estará a cargo da Banda Réplika, dos Lizard Crew, da Banda T e de Marco Morgado. A música tradicional portuguesa marcará presença no palco da Praça Nova, através dos grupos Cant´Abrantes, Sons Lusitanos, Rancho Folclórico “Os Resineiros” de Alcaravela e da Filarmónica União Sardoalense.
À semelhança de anos anteriores, as Associações Concelhias voltam a ter um papel relevante nas Festas, promovendo um conjunto de atividades que complementam o programa de animação. A Associação Recreativa da Presa leva a efeito o XVI Festival Hípico que constituirá um dos pontos altos das Festas, enquanto o GETAS – Centro Cultural apresenta no Centro Cultural Gil Vicente o teatro “Festa é Festa”. O Grupo Desportivo e Recreativo “Os Lagartos” dá a conhecer as suas equipas na Taça da Amizade e “Os Duros” voltam a percorrer as estradas do nosso Concelho no Passeio da Chapa Amarela.
Durante três dias respirar-se-á festa, animação e alegria, num ambiente místico que torna as Festas do Concelho um evento mítico.
Consulte o programa detalhado em www.cm-sardoal.pt.

NISA: Trabalhar para ou contra as pessoas?



É mais um episódio rocambolesco para os Anais da História recente do Município de Nisa. Não bastavam as ameaças de abandono da Assembleia Municipal ou a privação do direito de resposta de um vereador após ser ofendido pela Presidente da Câmara na mesma sessão; não bastavam as ordinarices de uma linguagem imprópria em sessão de um órgão institucional ou as constantes denúncias de assédio moral e psicológico tornadas públicas pelo STAL, o rol de atropelos à lei por parte da edil amieirense parece não ter fim.
Os documentos que publicamos respeitam ao despedimento de uma trabalhadora do município. Os fundamentos para essa decisão, parecem tirados de um manual do antigo SNI (Secretariado Nacional de Informação - e propaganda, acrescento, para quem não está familiarizado com a sigla). Invoca uma alínea, um ponto e uma cláusula e uma descrição genérica, sem fundamentar o real e verdadeiro motivo do despedimento.
Este, no entanto, sub-entende-se e revela no seus contornos, uma vergonhosa e rasteira tentativa de impedir e limitar o direito de liberdade de expressão, um dos mais importantes do nosso edifício democrático. Uma tal atitude, vinda de um autarca dito "normal", já seria preocupante. Tida e assumida por uma edil com superior formação jurídica mostra o "nível" de administração local que temos no nosso concelho. Calar situações destas seria pactuar com atitudes prepotentes e discriminatórias, que atentam contra o bom nome dos cidadãos, quer individual, quer colectivamente.
A pior das censuras é a auto-censura. No passado como no presente, perante situações deste tipo, não nos calaremos.
Mário Mendes

Jovem esfaqueado numa perna em escola de Ponte de Sor

Um aluno da Escola Secundária de Ponte de Sor foi esfaqueado, esta terça-feira, por um colega. O agressor foi detido pela GNR.
O jovem agredido, de 16 anos, foi transportado para o Hospital de Abrantes pelo INEM. O alerta foi dado cerca das 10.30 horas, pouco depois de o aluno ter sido esfaqueado por um colega mais velho, com 18 anos.
O agressor foi detido pela GNR e algemado no próprio local. Entretanto, foi-lhe aplicada a medida de coação de termo de identidade e residência.
O JN sabe que os dois alunos tinham divergências antigas que estarão na base do esfaqueamento.
É o segundo caso do género em dois dias em escolas portuguesas. Na segunda-feira, um rapaz de 16 anos foi esfaqueado na EB 2/3 Paulo da Gama, na Amora, Seixal, na sequência de uma briga com outro aluno, de 17 anos.
in Jornal de Notícias online - 18/9/2018

16.9.18

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

Problema de saúde
Cartoon de Henrique Monteiro in http://henricartoon.blogs.sapo.pt

OPINIÃO: O assédio da mentira

As verdades, já sabe, encobrem muitas mentiras. E também servem, quando usadas em pontas soltas, com um enleado bem oleado, para enroscar um novelo de falsidades. "Há muita mentira pelo meio", disse ao JN Vítor Martins, o diretor financeiro da corticeira Fernando Couto-Cortiças, de Paços de Brandão, Santa Maria da Feira.
E o que explicou ele? Que era tudo falso. Vamos à história.
Cristina Tavares, indemnizada e reintegrada na fábrica por ordem do Tribunal da Relação depois de ter sido despedida por extinção do posto de trabalho, foi posta a carregar e a descarregar a mesma palete com sacos de cinco mil rolhas, mais de 30 vezes por dia, ao longo dos últimos quatro meses. São sacos a pesar entre os 15 e os 20 quilos, num ambiente de elevadas temperaturas.
A empresa atribuiu-lhe em exclusivo uma casa de banho com tempo de uso controlado. E tem tanta privacidade que Cristina Tavares se viu forçada a levar de casa um pano preto para se tapar. Parece que não tem porta.
A Autoridade para as Condições de Trabalho, depois da notícia do JN, esteve na fábrica onde, segundo a própria, terá percebido a dimensão da reintegração. Há de seguir-se um auto, mais ações que se vão arrastar por tribunais de Trabalho atolados até se desenroscar a verdade da mentira, sabendo-se que a última tem perna curta mas corre muito. E nestas coisas, enquanto se carrega e descarrega a mesma palete, destrinçar a verdade e a mentira depende muito de advogados afoitos.
P.S.: A verdade e a mentira também andam de mãos dadas entre o BE e o PS, enroscadas na taxa que o Bloco quer criar para travar a especulação imobiliária, que o partido retomou depois do caso de pré-especulação do seu vereador de Lisboa, Ricardo Robles. Não é uma grande verdade, nem uma grande mentira e alguém está mesmo a faltar à verdade sobre quando foi apresentada a ideia ao PS, que o PS nega veementemente. Uma mentirinha que diz muito da verdade da nossa política.
Domingos de Andrade in “Jornal de Notícias” – 15/9/2018

MEMÓRIA: A capa do Jornal de Nisa nº 214


1ª Maratona de BTT "Vila de Nisa" - Setembro de 2006





Disputou-se no dia 17 de Setembro de 2006, a 1ª Maratona de BTT "Vila de Nisa", numa organização do Nisa Futsal Clube, com o apoio da Câmara Municipal e de diversas casas comerciais.

OPINIÃO: Combater a especulação imobiliária


Desde 2015, o preço da habitação não parou de subir em Portugal. Os últimos dados apontam para um aumento médio de 16,4% entre maio de 2017 e 2018, para o qual contribuíram as valorizações nas áreas de Lisboa e Porto.
Quem desespera à procura de casa já deu pelo problema há muito, mas só neste junho é que o Banco de Portugal começou a alertar para o risco de sobrevalorização do mercado imobiliário, sobretudo devido ao investimento estrangeiro. Há dias, a líder do Conselho de Supervisão do BCE avisou que a próxima crise estará associada ao mercado imobiliário.
A bolha imobiliária em Portugal não apareceu do nada. É o produto de uma tempestade perfeita entre políticas e circunstâncias económicas. Com a manutenção das restrições orçamentais, a política do BCE de juros baixos e injeção de liquidez contribuiu para o sobreaquecimento dos mercados de ações, obrigações e imobiliário. O Governo de PSD/CDS quis e soube atrair esse "investimento" financeiro: road shows pelo Mundo, vistos gold, aposta no regime de IRS para residentes não habituais, taxas reduzidas para alojamento local. A promoção do "turismo residencial" foi um objetivo político sem preocupação com as consequências. Por isso, os governantes do CDS se congratulavam com a venda a estrangeiros de 39 casas por dia.
As principais autarquias, interessadas nas receitas vindas da grande rotação dos imóveis e do turismo, participaram neste movimento de forma acrítica, tal como o atual Governo. Até agora, as medidas de combate à especulação foram tímidas, e nem o sinistro regime dos vistos gold foi revogado.
Perante esta situação, há duas opções. A primeira, adotada pelo CDS, é fechar os olhos à crise na habitação que ajudou a criar. A segunda, há muito defendida pelo Bloco, é avançar com políticas públicas que contrariem a bolha.
Por isso, propusemos ao Governo, no início das negociações orçamentais, uma nova tributação sobre mais-valias imobiliárias, em duas vertentes: a excessiva valorização do preço e a excessiva rotação dos imóveis (às vezes, comprados por atacado por fundos que os vendem logo nos meses seguintes). Esta medida não resolverá todos os problemas, mas contribuirá para dar passos da direção certa, dotando o Estado e as autarquias de recursos para investir em políticas de habitação.
Não é a primeira vez que apresentamos medidas para taxar de forma mais justa o mercado imobiliário. Sabemos que geram ruído, mas que não perdem por isso a sua justeza. Depois do ruído, serão os votos a ditar a determinação com que cada partido combate a especulação.
Mariana Mortágua in “Jornal de Notícias” – 11/9/2018

14.9.18

Uma foto para um poema de Cesário Verde

Naquele piquenique de burguesas,
Houve uma coisa simplesmente bela,
E que, sem ter história nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.

Foi quando tu, descendo do burrico,
Foste colher, sem imposturas tolas,
A um granzoal azul de grão de bico
Um ramalhete rubro de papoulas.

Pouco depois, em cima duns penhascos,
Nós acampámos, inda o sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos
E pão de ló molhado em malvasia.

Mas, todo púrpuro, a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas.
Cesário Verde (1855-1886)
Foto: Arquivo fotográfico da CMVVRódão

13.9.18

CRUZ MALPIQUE: Cidadão Ilustre de Nisa - Textos

EM LOUVOR DOS TRABALHOS MANUAIS
1 - A criança não se contenta com imaginar teoricamente. Acha isso muito pouco. Do imaginar ao realizar, quase não deixa espaço. O dito e feito, o imaginado e realizado, assumem, nela, o efeito de uma irresistível pressão. Quer ver logo tudo concretizado. Quer seja ela própria, ou em colaboração com outras crianças, a executora dos planos sonhadores. Se imaginou aspectos da vida selvagem - e a televisão hoje lhe dá abundantes sugestões -, logo os quer viver com outras crianças. E se, acaso, fantasia alguma máquina, alguma casa, algum artefacto, logo reclama martelo, madeira, pregos, tesouras, facas, argila, areia, e ó mãos para que vos quero! Como disse Stanley Hall, padre mestre nas coisas da psicologia infantil, nunca a mão esteve mais perto do cérebro do que nessas idades.
O manualizar, o fazer concretamente, o transitar da imaginação à prática é uma das mais patentes dimensões espirituais da criança.
2 - A criança é uma forma abreviada da evolução da humanidade. O homem, antes de ser homo sapiens, foi homo faber, homo manualis. Antes de teorizar, comprovou-se em fazer (1). Assim o homem nos seus primórdios, e assim também a criança nos dias de agora. O sábio dizia: dêem-me um ponto de apoio, e eu levantarei o mundo. A criança é como dissesse: dêem-me possibilidades e oportunidades de eu fazer, pelas minhas próprias mãos, com ferramentas mais ou menos improvisadas, este mundo e o outro, e eu serei feliz, não saberei o que é um momento de tédio, não darei pela passagem do tempo. A inteligência da criança não se processa no mundo do abstracto, mas no mundo do concreto. Para vir a dar, com eficiência, o salto ao mundo, puramente intelectivo, precisa do trampolim dos trabalhos manuais.
(1) - Saber é fazer, no que respeita a trabalhos manuais. E estes não se fazem por correspondência. E preciso sujar as mãos, em flagrante exercício. Já Herculano dava prioridade ao ensino técnico sobre o meramente literário. E que o primeiro era o do aprender fazendo, ao passo que o segundo era o dos flatus vocis, o do palavreado, constituído por cheques sem cobertura no banco da experiência.
Cruz Malpique - Em louvor dos Trabalhos Manuais. Labor, Revista do Ensino Liceal, N.º 301, Aveiro, Abril de 1972.



10.9.18

Reguengos de Monsaraz vai receber a Conferência Mundial de Enoturismo em 2020

A 5.ª Conferência Mundial de Enoturismo vai decorrer no outono de 2020 em Reguengos de Monsaraz. Este evento promovido pela Organização Mundial de Turismo reúne especialistas para analisar o setor do Enoturismo a nível mundial, debater as suas problemáticas e apontar estratégias para o desenvolvimento do turismo de vinhos.
 A Moldávia acolhe na próxima semana a 3.ª Conferência Mundial de Enoturismo e a quarta edição vai realizar-se em 2019 no Chile. Reguengos de Monsaraz recebeu no passado dia 23 de janeiro a primeira visita oficial do Secretário Geral da Organização Mundial do Turismo, Zurab Pololikashvili, poucas semanas após a sua tomada de posse nesta agência especializada das Nações Unidas que é a principal entidade internacional na área do turismo.
 A Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, considera que “esta é mais uma conquista que vai ajudar a promover e posicionar Portugal internacionalmente como destino imperdível de Enoturismo. Resultou da visita do Secretário-Geral da OMT a Portugal este ano e traduz o reconhecimento da forma como Portugal é hoje visto como um case study internacional no turismo. Agradeço a todos os que connosco trabalharam para garantir que o Alentejo vai ser palco deste importante evento e que connosco vão trabalhar para fazer desta ocasião um momento inesquecível para a afirmação de Portugal”.
 José Calixto, Presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, refere que “é uma honra para Reguengos de Monsaraz, território que assume centralidade no panorama vitivinícola português, ter a confiança do Governo de Portugal e da Organização Mundial de Turismo para assumir a liderança da organização da quinta edição da Conferência Mundial de Enoturismo, a realizar no outono de 2020”. O autarca sublinha que “este evento de dimensão mundial representará o culminar de uma fase de ouro da promoção do território de Reguengos de Monsaraz no Mundo, a qual se iniciou com a proclamação pela RECEVIN - Rede Europeia de Cidades do Vinho do nosso território como Cidade Europeia do Vinho 2015. Cinco anos depois assumiremos a organização do maior evento que se realiza no Mundo sobre Enoturismo”.
O concelho de Reguengos de Monsaraz tem atualmente cerca de quatro mil hectares de vinhas e integra 10 produtores de vinho, nomeadamente a CARMIM, Esporão, Casa de Sabicos, Ervideira, Monte dos Perdigões, Adega José de Sousa, Luis Duarte Vinhos, Adega do Calisto, Monte das Serras e São Lourenço do Barrocal, que em conjunto produzem anualmente mais de 25 milhões de litros de vinho. Os enoturismos do Esporão e da Ervideira recebem cerca de 50 mil visitantes por ano.
 Reguengos de Monsaraz foi a Cidade Europeia do Vinho em 2015, uma distinção atribuída pela RECEVIN – Rede Europeia das Cidades do Vinho que fomentou a realização de mais de 150 iniciativas promocionais em Portugal e no estrangeiro. No ano seguinte, a autarquia registou a marca Reguengos de Monsaraz – Capital dos Vinhos de Portugal e está a desenvolver uma campanha internacional de promoção que já teve ações de divulgação em feiras e congressos internacionais de turismo na China, Brasil, França, Polónia, Espanha e Alemanha.
 O turismo está a crescer no concelho e no ano passado a autarquia registou cerca de 100 mil turistas, representando um acréscimo de 12,4 por cento comparativamente com 2016. Quem visita o concelho pode conhecer a vila medieval de Monsaraz, o Centro Oleiro de S. Pedro do Corval, considerado o maior do país com 22 olarias em atividade, os produtores de vinho e os seus enoturismos, os principais monumentos megalíticos como o Cromeleque do Xerez e o Menir do Outeiro, o Observatório do Lago Alqueva e a Fábrica Alentejana de Lanifícios que produz há mais de um século as tradicionais mantas.

Reguengos de Monsaraz assume desde 2016 a presidência da RECEVIN e este segundo mandato termina em 2020. A Recevin é uma rede formada pelas associações de vinho nacional dos 11 países membros (Alemanha, Áustria, Bulgária, Eslovénia, Espanha, França, Grécia, Hungria, Itália, Portugal e Sérvia) e integra cerca de 600 cidades europeias.
Fonte: CM Reguengos de Monsaraz

PÓVOA E MEADAS: Festa de Santa Margarida


9.9.18

Gordo e os Indecentes em concerto no CAE - Portalegre

29 SET. SÁB. 21.30H
Gordo e os Indecentes
Pop | PA | 5€, preço com CD 10€ | M/4 anos
Grupo rock com originais e covers dos anos 60 e 70, oriundos de uma cidade do interior, outrora Portus Alacer, mais recentemente conhecida por Portalegre.
Este grupo, conduzido pela voz e guitarra elétrica de Ricardo Gordo (que não se contenta apenas com a guitarra portuguesa), tem como base uma secção rítmica de peso, com Filipe Barbas, na bateria, João Caeiro, no baixo e, para que a formação fosse demolidora, Samuel Lupi, na guitarra e harmónica.
Com um currículo abrangente (36ª Concentração Motard de Faro 2017, Festival Ekos 2016 e 2017, Semana Académica de Portalegre, Évora, etc.), e dois trabalhos discográficos editados e distribuídos pela editora Ovação, estes “indecentes” garantem uma sonoridade única, com uma ousadia alentejana regada com os melhores sabores dos anos de ouro do rock.

8.9.18

Feira das Cebolas anima Portalegre




RIBEIRA DE MARGEM (Gavião): VIII Jornadas Gastronómicas do Feijão Frade


Castelo de Vide recebe 26ª Volta a Portugal do Futuro em Ciclismo


OPINIÃO: Temos sol e bom vinho, não precisamos de isenções fiscais

Nos últimos anos, milhares de pensionistas estrangeiros têm comprado casa em Portugal para viver entre nós. São bem-vindos. Mas não é justo que o façam ao abrigo de um regime que os isenta de IRS, tanto aqui como no país de origem. Também não é justo que qualquer pessoa que tenha trabalhado fora de Portugal por mais de cinco anos pague sobre o seu salário um IRS reduzido à taxa de 20%, desde que tenha uma profissão "qualificada" (médicos, professores, profissionais liberais, altos quadros empresariais e, nalguns casos, administradores e investidores).
Não é justo, mas são estas as regras do Regime Fiscal para o Residente não Habitual, criado em 2009 pelo Partido Socialista e altamente promovido pelo Governo de Passos e Portas.
Neste benefício - que em 2017 custou ao Estado 433 milhões de euros em impostos não arrecadados - não são considerados os motivos da entrada ou saída do país e o valor dos rendimentos em causa. A única condição é que seja comprada ou alugada uma casa em Portugal.
Porque custa muito dinheiro, mas, sobretudo, porque é injusto face a quem às vezes com tantas dificuldades pagou sempre os seus impostos em Portugal, devemos ser muito exigentes em relação a este regime. Para que serve? Quem beneficia? Cumpre o seu objetivo? Como é controlado?
Não há respostas claras. Não é claro que seja decisivo para a atração de pensionistas, ou que as vantagens compensem os custos da discriminação criada. Não é claro que tenha contribuído para a atração de profissionais qualificados. Pode beneficiar fiscalmente apenas os salários altos.
Temos apenas três certezas. Primeiro, o Governo tem escondida (apesar de pedida pelo Bloco no Parlamento) uma auditoria muito crítica feita pela Inspeção-Geral das Finanças em 2015. Segundo, é uma forma de "dumping fiscal" a nível internacional e uma discriminação a nível nacional. Terceiro, contribuiu para o aumento do preço do imobiliário, como sublinhava em 2014 o secretário do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, do CDS: "a função de criar condições para o mercado de turismo residencial funcionar está cumprida. Quer o regime fiscal para residentes não habituais, que é dos mais competitivos da Europa, quer as autorizações de residência, chamados vistos gold... contribuíram decisivamente para este resultado de 39 casas por dia vendidas a estrangeiros".
São três certezas que bastam para pôr fim a este regime de privilégio fiscal.
Mariana Mortágua in “Jornal de Notícias” – 4/9/2018
Foto - Bonecos de EStremoz - Jorge da Conceição