2.8.26

VERGONHA: Insuficientes renais não têm vagas para fazer diálise no Algarve e Alentejo


 A APIR - Associação Portuguesa de Insuficientes Renais alerta para o problema crescente da falta de recursos humanos qualificados na área da hemodiálise que coloca em causa a normal continuidade dos tratamentos em regiões turísticas como o Algarve e o Alentejo.

“Nas últimas semanas temos vindo a receber um número crescente de queixas de insuficientes renais que são obrigados a desmarcar períodos de férias por falta de vaga para fazerem os seus tratamentos de hemodiálise no Algarve e Alentejo. Esta não é uma situação nova e apelamos ao apoio das autoridades competentes”, afirma Paulo Urbano, Presidente da APIR.

 Segundo a associação, o problema não resulta da falta de unidades de diálise nem da qualidade dos cuidados prestados. Portugal dispõe de hospitais públicos e de uma rede de clínicas altamente diferenciada e reconhecida pela excelência clínica. No entanto, a crescente dificuldade em recrutar e fixar médicos, enfermeiros, técnicos e outros profissionais especializados está a reduzir a capacidade operacional de algumas unidades, sobretudo em períodos de maior procura, como acontece durante os meses de verão.

Todos os anos, centenas de doentes renais procuram realizar os seus tratamentos em zonas de férias, garantindo a continuidade terapêutica enquanto desfrutam de alguns dias de descanso com as suas famílias. Contudo, quando não existem equipas suficientes para assegurar todas as sessões necessárias, muitos acabam por ver inviabilizado um direito que para a maioria dos portugueses é adquirido: o direito a férias.

"A doença renal não pode significar uma condenação a ficar em casa. Os doentes têm o mesmo direito ao descanso, ao convívio familiar e à qualidade de vida que qualquer outro cidadão. O tratamento não pode ser um obstáculo permanente à sua participação plena na sociedade e falhar um tratamento coloca em risco a vida do doente", acrescenta Paulo Urbano.

A APIR considera que esta realidade constitui um sinal de alerta para a necessidade de reforçar a capacidade de resposta do setor, através de medidas que promovam a valorização e retenção dos profissionais de saúde especializados em diálise, assegurando a continuidade dos cuidados em todo o território nacional, incluindo nos períodos de maior pressão assistencial.

A associação apela ao Ministério da Saúde e às restantes entidades responsáveis para que acompanhem esta situação e promovam soluções que permitam garantir que nenhum doente renal seja impedido de gozar férias por falta de acesso a um tratamento que é indispensável à sua sobrevivência.

 

 

NISA: Estreia de filme e Exposição na sede da União de Freguesias



No próximo dia 7 de agosto, no edifício sede da União de Freguesias de Espírito Santo, Nossa Senhora da Graça e São Simão, a partir das 17h30, estará disponível o serviço de petiscos e bar, assegurado pelo Alentterra - Clube de Ar Livre do Alto Alentejo, para que possa desfrutar de um agradável final de tarde num ambiente descontraído e de convívio.

Pelas 19h00, terá lugar a inauguração da exposição fotográfica de Sílvio Valentt, seguindo-se, às 21h00, da estreia do filme "O Caminho", do realizador nisense António Bizarro.

1.8.26

CEDILLO: Fiestas del Emigrante

 


ANTÓNIO MONTALVO: Cidadão de Nisa, cidadão do Mundo


Se não fossem os imponderáveis da vida, as circunstâncias que não dominamos e estabelecem os mecanismos da morte, António Manuel Rebordão Montalvo, teria completado, ontem, três quartos de século.

Nasceu em 1951 e apenas pelos tais imponderáveis, não conheceu a luz do dia em Nisa, a terra que viria a ser a sua por opção. Nisa onde foi criança e brincou, conheceu amigos, os terrenos baldios em roda da Fonte da Cruz, o célebre campo do Celeiro, um “estádio” na fértil imaginação infantil e cenário de duras refregas futebolísticas e de outras brincadeiras que anteciparam a entrada na Escola do Rossio. Já nessa altura, o António Montalvo era alvo de educação esmerada, um “menino”, como os pobres chamavam aos filhos das pessoas endinheiradas da vila. Algumas, nem tanto, como o pai do António Manuel, chefe de secretaria da Câmara Municipal de Nisa, onde o seu prestígio e a qualidade do seu trabalho, suplantavam, largamente, o salário auferido.

Encontrei-o na 3ª e 4ª classe na Escola do Rossio, uma fila de carteiras a separar-nos, silêncio mantido a respeito imposto pelas famosas reguadas.

O meu primo António Pires, o professor, nem era muito utilizador do método, fosse porque a idade não lhe sorrisse já muito ou porque a “alegria” de um branquinho bebido, nos intervalos, no estabelecimento do senhor António Alberto, lhe acalmasse o espírito. Certo e sabido é que o nome do António Montalvo nunca foi escrito no quadro preto da sala do piso superior da escola, ao contrário do meu, vezes sem conta, escarrapanchado logo na primeira linha pelo “vigilante de turno”, como perturbador do silêncio imposto após o recreio, o que, de vez em quando, levava o professor a comentar:

- Outra vez, tu, Mário? Vá lá, vão-se lá sentar!

A palmatória ficava adiada para o dia seguinte ou outro, porque tanta rapaziada nova calados e fechados numa sala, não era para o meu feitio.

Terminada a escola primária, cada um foi à sua vida. O António Montalvo seguiu os estudos secundários e o exemplo do pai inculcava-se nele. Acabou os estudos liceais, entrou na Universidade, cursou direito e especializou-se em Direito Administrativo.

Estabeleceu-se com escritório em Lisboa, coadjuvou o pai em vários estudos e pareceres e a paixão pelos temas ligados ao Poder Local ficou para sempre.

Não se estranhou, por isso e devido à fama que granjeou que fosse escolhido para presidente da Comissão Coordenadora Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCRLVT), a par da do Porto, as duas mais importantes do país.

Tornou-se um dos maiores especialistas na área das Autarquias Locais, consolidando esse prestígio com a publicação de diversos livros e de uma revista dedicada à temática do Poder Local.  A todo este trabalho veio a corresponder o convite do Conselho da Europa para perito e observador de eleições locais em vários países comunitários.

Às regiões (Vale do Tejo e Alto Alentejo) vinha com a frequência determinada pelos vários estudos e pareceres solicitados pelas autarquias locais que nele depositavam a sua confiança. Mas, nunca esqueceu Nisa, a terra onde foi criança e se fez adulto. Onde estudou e conheceu pessoas e histórias de vida que contribuíram para lhe moldar o carácter e tornar sempre presente a sua condição de homem do “interior”.

Na chamada “curva da vida”, orientados os filhos, dedica-se a valorizar a vila e o concelho que tinha como o “seu”.  Cria a Nisa Viva – Associação dos Amigos e Naturais do Município de Nisa e a partir desta Associação lança um alargado conjunto de iniciativas de promoção sócio-cultural, culminando na reconstrução da ermida de Santo André, feita com verbas obtidas na venda do seu livro “Retratos de Nisa com Gentes da Terra” e a colaboração da Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Graça e da Paróquia de Nisa.

A sua acção foi determinante para desbloquear a situação familiar que impediu durante anos, o projecto da erecção do Menir do Patalou. A divulgação e preservação do património foi sempre um dos objectivos do programa de acção da Nisa Viva, nome que era também o de uma revista cultural e de que foram publicados 35 números, o último dos quais em 2022. A organização de variadas exposições sobre temas do património local e concelhio, a promoção de caminhadas abertas a toda a gente visando dar a conhecer os caminhos rurais e históricos de algumas freguesias, bem como promoção de colóquios e conferências sobre a cultura, património, educação, economia, desenvolvimento local e regional e tantos outros temas constituíram actividades desenvolvidas pela Nisa Viva permitindo a discussão frontal e aberta de importantes problemas sentidos pela comunidade.

De salientar, como dois grandes momentos da criatividade e dinamismo da Associação, os dois Cortejos Etnográficos realizados em 2007 e 2009, o segundo culminando na inauguração do Museu do Barro e do Bordado, na antiga Cadeia Comarcã.

E muito mais poderia ter sido feito se, ao desejo de contribuir de forma voluntária e voluntariosa para a elevação do concelho não se sobrepusessem as quezílias e as dúvidas de natureza política-partidária sobre os reais objectivos da Associação.

António Montalvo procurou sempre, de forma clara e transparente, diria mesmo decidida, que tais considerações nunca pudessem envolver a Nisa Viva. Mantê-la sempre viva e independente foi um dos seus desígnios, na defesa dos quais recusou, a oferta de instalações  para sede da colectividade. 

Hoje, primeiro de Agosto, um dia após o seu aniversário,  que a doença e a morte não deixaram comemorar, lembramos o Cidadão de Nisa (que o foi, integralmente), o Cidadão do Mundo, o Homem do Poder Local, da Democracia e da Liberdade.

E recordo tantas outras personagens, que, sem apelo nem agravo, sem nada (rigorosamente) terem feito por esta terra e seu concelho, foram agraciados, homenageados em festins que tiveram mais de hipocrisia do que verdade.

O Montalvo, sei-o bem, também dispensaria essas “honrarias”.

Apenas e tão só porque construiu o seu caminho na perspectiva da Cidadania e no respeito pela verdade e dignidade humana.

Que melhor Homenagem há que um Homem possa levar desta vida?

Mário Mendes 








 

NISA: INFORMAR OS MUNÍCIPES É PRECISO!


Olha aqui, ó Dinis! Estes têm maioria absoluta, mas não têm soberba, são cinco (5) eleitos e não "apagam" ninguém da vereação. Ainda me lembro do teu discurso na tomada de posse. Da chamada a terreiro do Papa Francisco, da tua "transparência" (que poucos meses depois se mostrou ser quase nada "transparente". E lembro-me do TODOS! TODOS! TODOS! dito a plenos pulmões, como se fosses "engolir" o microfone".

No fundo, até acho que as tuas intenções eram verdadeiras, que querias mudar alguma coisa, mesmo que fosse para ficar na mesma. Cometeste erros em catadupa, subiste o plafon da arrogância que já tinhas e, pior do que isso deixaste-te adormecer nos braços de uma ninfa que não sabe onde fica a Península Ibérica. Mesmo assim, apesar de tudo, continuo a ter esperança de que ainda possas vir a ser um autarca capaz de respeitar os colegas da vereação, eleitos como tu, pelo voto popular.

Sugiro que mandes fazer uma "coisinha" como estas. É simples, dá pouco trabalho - é como a açorda alentejana - não leva alho, mas dá um pouco de consistência e clareza à acção municipal. Tens gente especializada capaz de fazer isso e muito mais, até de plantar umas florinhas aqui na Rua Padre Álvaro Semedo (Zona F, da Cevadeira) cujos canteiros foram abandonados, há um ano, pela tua mentora.

Vá lá, um esforçozinho, apenas, não tens que levar isto a sessão de Câmara nem carece de Despacho ou Ratificação.

O bairro ficava mais bonito e os moradores ainda eram capazes de te fazer um poema e uma canção.

Vai por mim, rapaz! Assume a presidência e não deixes que a barca do Tejo te desvie da Península Ibérica.

SAÚDE: Quebremos o estigma. Conversemos sobre Cancro do Pulmão

Para o Registo Oncológico Nacional, o cancro do pulmão foi em 2022, o segundo tipo de cancro mais incidente com 5.450 novos casos. No homem foram registados 3.777 novos casos (2º em incidência) e na mulher 1.673 novos casos (4º em incidência). O pico de incidência ocorreu entre os 70 e 74 anos. Entre nós, o cancro do pulmão é a principal causa de morte por doença oncológica. Mais de ¾ dos cancros do pulmão são causados pelo tabaco.

Após o diagnostico, o estigma - marca negativa associada a desvalorização, culpabilização e exclusão - associado ao cancro do pulmão tem efeitos negativos muitas vezes graves na vida das pessoas – um maior sofrimento físico, psicológico e espiritual, um maior isolamento social, uma pior qualidade de vida, ansiedade, angústia e depressão. Muitos doentes atrasam a procura de assistência médica e outros ocultam o seu diagnostico de pessoas próximas devido à vergonha. O estigma condiciona muitas vezes relações tensas, redução do apoio social e menor capacidade de defesa dos direitos.

Todos temos a percepção que os doentes mais jovens relatam consistentemente níveis mais elevados de estigma do que os adultos mais velhos. Que o desemprego, a privação ou baixos níveis de escolaridade estão associados a um maior estigma. Também, doentes com níveis mais elevados de propensão para a culpa, baixos níveis de apoio emocional, afetivo e informativo ou outras perturbações da personalidade apresentam maior estigma versus os doentes com níveis elevados de autoestima, autoeficácia, resiliência e comunicação aberta com níveis mais baixos de estigma. Indivíduos casados reportam menor estigma e vergonha do que solteiros, separados ou divorciados. Sendo o tabaco um comportamento individualmente controlável, um doente fumador ou ex-fumador, sente e culpabiliza-se pelo cancro do pulmão. O doente fumador sente-se desqualificado, excluído, descriminado, culpabilizado e muitas vezes com grande dificuldade em lidar com a doença. Com o diagnóstico, o tempo de vida ganha uma dimensão finita, quantificável. O doente e família vivem sentimentos de incerteza, desespero, medo, ansiedade.

Vimos como a natureza complexa e multidimensional do estigma do cancro do pulmão, incluindo os componentes intrínsecos e extrínsecos se cruzam com fatores demográficos, psicológicos, clínicos, comportamentais e interpessoais. Mas, a culpa não salva vidas.

Hoje, para todos os doentes com o diagnóstico de cancro do pulmão, incluindo os fumadores e ex-fumadores, há que ter confiança nos marcantes avanços da oncologia torácica.

Hoje, mesmo na doença avançada, é possível viver com normalidade, sem medo e boa qualidade de vida. Hoje, assistimos nos nossos doentes, o planear e construir o futuro profissional, familiar e individual. Vemos o tempo a decorrer com ausência de sintomas, um bom controlo da doença, o viver com uma doença crónica, uma vida normal.

Nos últimos dez anos, evoluímos nos cuidados oncológicos, quer a nível público, quer privado. Há inovação e otimização do diagnóstico ao tratamento. Há evolução na área cirúrgica com as cirurgias minimamente invasivas ou a cirurgia robótica. Há evolução na radio-oncologia com modernas tecnologias de precisão e eficácia. Há evolução nas terapêuticas sistémicas com a imunoterapia ou as terapêuticas alvo isoladas ou combinadas com a quimioterapia. Em breve novas vacinas, novos grupos terapêuticos, novas combinações.

Hoje temos um acompanhamento integrado, multidisciplinar do doente com cancro do pulmão, um envolvimento em rede dos cuidados paliativos, uma proximidade dos doentes com o centro de tratamento através de novas plataformas, uma maior participação dos nossos doentes em ensaios clínicos. Queremos aumentar a prevenção, a educação e a literacia sobre cancro do pulmão.

Vamos vencer o estigma do Cancro do Pulmão. Todos vamos conseguir.

 Fernando Barata - Pneumologista da ULS de Coimbra

30.7.26

TOLOSA (Nisa): Festas de Verão

 


Montemor-o-Novo renova a sua histórica ligação ao Festival Sete Sóis Sete Luas com uma nova programação internacional


Em agosto e setembro, a cidade volta a acolher uma programação artística de grande qualidade, com concertos, circo contemporâneo e projetos musicais solidários que reúnem artistas provenientes de diferentes geografias da Rede Cultural Sete Sóis Sete Luas.

A Associação Cultural Sete Sóis Sete Luas agradece ao Município de Montemor-o-Novo pelo apoio, pela confiança e pela continuidade desta colaboração, que representa um exemplo de como a cultura pode criar pontes duradouras entre comunidades, países e gerações. Montemor-o-Novo ocupa um lugar especial na história do Festival: foi a primeira cidade portuguesa a acolherem 1993 jovens artistas provenientes da Toscana, num momento pioneiro de intercâmbio cultural que esteve na origem de uma relação construída ao longo dos anos com base na amizade, na criação artística e no diálogo entre povos.

Mais de trinta anos depois, essa ligação mantém-se viva e continua a gerar novos encontros, novas produções e novas oportunidades para artistas emergentes e comunidades locais.

A programação deste ano inicia-se com a extraordinária voz da cantora e compositora grega Xanthoula Dakovanou, no dia domingo 2 de agosto, às 21h30, no Terreiro de João de Deus. Uma viagem pelas tradições vocais da Grécia, dos Balcãs e do Mediterrâneo Oriental, através de uma artista com uma reconhecida carreira internacional.

No dia domingo 9 de agosto, às 21h30, no Auditório do Parque Urbano, será a vez dos Ayom (Angola/Brasil) subirem ao palco. A formação multicultural, composta por músicos de Angola, Brasil e Itália, apresenta uma música profundamente ligada às rotas da diáspora africana, cruzando ritmos, culturas e histórias do Atlântico.

A programação artística prolonga-se até setembro com o espetáculo “RODEO” da companhia La Banda de Otro (Andaluzia), no dia segunda-feira 7 de setembro, às 20h45, na Feira da Luz. Um espetáculo de circo contemporâneo, clownerie e malabarismo que combina humor, acrobacia e participação do público.

O Festival Sete Sóis Sete Luas mantém também a sua dimensão social e de proximidade através dos concertos solidários em instituições de Montemor-o-Novo, levando a música a novos públicos e reforçando o papel da cultura como instrumento de inclusão.

No dia 6 de agosto, às 15h, os Ayom realizam um concerto solidário no “O Sobreiro” – Associação de Proteção Social à População de Cortiçadas de Lavre.

No dia 10 de agosto, às 11h, o Centro Social e Paroquial de São Cristóvão recebe o projeto Jeunesse IX das Cidades 7Sóis, uma produção original do Festival Sete Sóis Sete Luas que reúne jovens músicos e mestres de diferentes países da Rede Sete Sóis Sete Luas, sob direção musical de Rolando Semedo (Cabo Verde).

Esta nova edição confirma mais uma vez o espírito do Festival Sete Sóis Sete Luas: promover encontros entre culturas, valorizar a criação artística contemporânea e aproximar os povos através da música, da arte e da partilha.

https://festival7sois.eu/festival-2026/montemor-o-novo-3

OPINIÃO: O legado e o atrelado


Luís Neves usou o legado de 30 anos na Polícia Judiciária para justificar a excessiva informalidade demonstrada no tempo em que exerceu funções na Polícia Judiciária. Como se os fins (a comprovada competência e os resultados apresentados na liderança da investigação criminal) justificassem os meios (a leviandade com que tomou algumas decisões, sobretudo as que misturaram as esferas profissional e pessoal). Apesar da expectativa criada, foram poucas as novidades desta longa conferência de Imprensa. Luís Neves apenas pode queixar-se de si próprio e das suas imprudências. Mas não pode ignorar que a dimensão dos cargos (do anterior e do atual) comporta um conjunto explícito de exigências legais e éticas. Por mais que queiramos acreditar que os erros cometidos pelo ministro enquanto diretor da Polícia Judiciária foram produto de imprudência e não de incompetência, e que tudo foi feito para resolver problemas de forma pragmática, quem aplica as leis não pode alegar o seu desconhecimento.A honra e a probidade de Luís Neves são certamente importantes para o exercício mediático da gestão de danos ("Não poupei nem ganhei um cêntimo"; "Nem sempre acertei, mas estive sempre do lado do bem"), mas não são valores definitivos e únicos quando estão em causa as condições necessárias para um titular de um cargo político de elevada importância poder fazer o seu trabalho. Mesmo que Luís Neves nunca tenha sido, como enfatizou, "um homem de papéis", há demasiadas nebulosas e pontas soltas. Na decisão tomada por si de desviar o atrelado com material apreendido numa operação contra o tráfico de droga e cuja exigência de prova remeteu agora para os serviços da PJ; na excessiva bonomia com que o empreiteiro que fez obras em várias sedes da PJ e na sua casa no Alentejo acolheu, sem contrapartidas, esse material perigoso nas instalações da sua empresa em Barcelos; no expediente encontrado para lhe pagar essas obras domésticas, através da empresa da mulher e em numerário; no desconhecimento que disse ter sobre a obrigação de apresentar a declaração de rendimentos; e, por fim, na forma pouco ortodoxa como um tanque na sua propriedade no Alentejo se transformou, contra a sua vontade, numa piscina sem licença camarária. Por mais que não haja dolo, um ministro precisa de ter paz política e autoridade pública para cumprir a sua missão. Nem uma nem outra saíram a ganhar depois destes esclarecimentos públicos.

Pedro Ivo Carvalho – Jornal de Notícias - 30 de julho, 2026

HISTÓRIA: Nova edição da “Zahara” revisita cinco séculos de história e memória da região


A edição n.º 47 da revista de História Local “Zahara” é apresentada na sexta-feira, 31 de julho, na Cisterna do MIAA, em Abrantes, reunindo novos estudos sobre património, arqueologia, etnografia e memória coletiva de vários concelhos do Médio Tejo.

A apresentação da nova edição da Zahara, publicação semestral editada pelo Centro de Estudos de História Local de Abrantes (CEHLA), da Associação de Desenvolvimento Cultural Palha de Abrantes, está marcada para sexta-feira, 31 de julho, às 21h30, na Cisterna do Museu Ibérico de Arqueologia e Arte (MIAA), no Jardim da República, em Abrantes.

A sessão inclui a apresentação do número 47 da revista e termina com a exibição do filme A savana e a montanha, numa iniciativa aberta ao público.

Com quase um quarto de século de publicação ininterrupta, a Zahara consolidou-se como um espaço de divulgação de investigação dedicada à antropologia, história local, sociologia, quotidiano e etnografia, reunindo investigadores e colaboradores de diversos concelhos da região.

Nesta edição, a capa destaca o artigo “500 anos depois – Ecos de um enlace imperial atravessando os concelhos de Chamusca, Abrantes e Ponte de Sor (1526-2026)”, da autoria de Joaquim Candeias da Silva, evocando a passagem de um acontecimento histórico que assinala meio milénio.

Entre os restantes trabalhos publicados encontram-se um estudo de José Alves Jana sobre Maria Torrado, uma antiga taberneira de 90 anos; uma investigação de Dulce Figueiredo sobre a escravização no Sardoal entre 1558 e 1669; um artigo de Fernando Freire dedicado aos judeus em Tancos nas redes da Inquisição; e um trabalho de Ana Santos Leitão sobre a Amieira do Tejo, abordando a intervenção da comunidade nas decisões do poder local.

O novo número integra ainda artigos sobre a lenda do Castelo de Abrantes, o artesanato abrantino, crenças e dizeres populares de Queixoperra, a guerra colonial e a recolha de memórias de antigos combatentes do concelho de Constância, entre outros temas que percorrem diferentes épocas e territórios da região.

Dirigida por José Martinho Gaspar e editada pelo CEHLA, a Zahara tem-se afirmado como um projeto singular de preservação e divulgação da memória coletiva, do património e da identidade dos concelhos de Abrantes, Constância, Gavião, Mação, Sardoal, Vila de Rei e Vila Nova da Barquinha, constituindo um importante repositório de investigação sobre a história local.

Mais do que uma revista, a “Zahara” continua a afirmar-se como um espaço de encontro entre investigadores, cronistas e comunidades, preservando histórias que dificilmente encontram lugar nas grandes narrativas nacionais e contribuindo para valorizar a identidade e a memória dos territórios do Médio Tejo.

Mário Rui Fonseca – mediotejo.net - 29 de Julho, 2026

 

29.7.26

NISA: Memórias de um Rio - Uma comédia histórica sobre a lenda do Rei Wamba

 


AVIS: Festas de Aldeia Velha

 


HABITAÇÃO: Proposta do Governo facilita despejos de famílias eliminando garantia processual


Proposta do Governo acelerará despejos de famílias que se atrasaram a pagar rendas. Passarão a poder ser despejadas de imediato mesmo que tenha recorrido da decisão judicial.

O Governo quer dispensar as execuções das sentenças de despejo, criando um mecanismo de despejo praticamente automático a partir da decisão de um juiz. Segundo esclarecimentos do Ministério das Infraestruturas e Habitação (MIH) a perguntas da agência Lusa, a medida elimina uma garantia processual que protege quem enfrenta a perda de habitação, muitas vezes em situações sociais e económicas muito frágeis.

A proposta insere-se num pacote mais amplo de medidas que o Governo apresentou como resposta à crise da habitação, mas que na verdade concentra o essencial do seu esforço na aceleração dos despejos e no fim das poucas proteções que os inquilínos têm. Entre as outras medidas estão a redução de três para dois meses o prazo de incumprimento de renda a partir do qual um senhorio pode iniciar um despejo e a possibilidade de despejo caso haja atrasos de pagamento iguais ou superiores a oito dias, repetidos mais de três vezes em 12 meses ou mais de quatro vezes em 18 meses.

Na prática, isso significa que o Governo quer simplificar os despejos não só para quem não paga a renda, mas para as famílias que se poderão atrasar a pagar a renda por motivos que lhe podem ser alheios.

Também em causa está a extensão da eliminação do efeito suspensivo dos recursos judiciais a todos os processos de despejo. Na prática, isto significa que um inquilino pode ser despejado de imediato mesmo que tenha recorrido da decisão judicial, ficando apenas com a possibilidade de pedir ao juiz o efeito suspensivo do recurso.

Segundo a Lusa, o pedido de autorização legislativa deverá seguir para o parlamento ainda esta semana, antes do início das férias parlamentares.

In www.esquerda.net - 29 de julho 2026

Fotografia via Facebook de Miguel Pinto Luz

Agência Culturália organiza roteiro cultural em Setembro pelo “Património Vivo do Alto Alentejo”


A agência de turismo cultural Culturália, com sede em Mafra, acaba de anunciar um roteiro cultural de 4 dias de 3 a 6 de Setembro pelo “Património Vivo do Alto Alentejo”.

O itinerário do circuito em autocarro de turismo inclui Nisa, Flor da Rosa, Castelo de Vide, Marvão, Portalegre, Campo Maior e Elvas com partidas de Mafra, Lisboa (Sete Rios) e Setúbal.

O alojamento escolhido selecionou o Monte Filipe Hotel & Spa em Alpalhão para as duas primeiras noites e o Hotel Ridan São João de Deus em Elvas, ambos estabelecimentos de quatro estrelas.

Nisa e Flor da Rosa

No primeiro dia o programa inclui almoço em restaurante em Nisa seguido de visita ao centro histórico, com destaque para a Igreja Matriz e para o Museu do Bordado e do Barro, e continuação para Flor da Rosa, com visita ao Mosteiro de Santa Maria de Flor da Rosa. Jantar e alojamento no Monte Filipe Hotel & Spa.

Castelo de Vide e Marvão

Castelo de Vide e Marvão preenchem o segundo dia do programa. Em Castelo de Vide os participantes visitam o cento histórico, onde se destacam o Castelo Medieval e a Judiaria, e almoçam em restaurante local.

O grupo segue depois para Marvão, com visita ao centro histórico e ao seu Castelo e regresso ao hotel em Alpalhão.

Portalegre e Campo Maior

O terceiro dia é dedicado a Portalegre e Campo Maior, incluindo a Sé Catedral, o Museu José Régio e o Museu da Tapeçaria de Portalegre com almoço num restaurante local. Em Campo Maior a visita inclui o centro histórico, o Castelo e o Museu Aberto de Campo Maior, a Igreja Matriz, a Capela dos Ossos e o Centro de Ciência do Café, com jantar e alojamento no em Elvas.

Elvas, Património Mundial

O último dia é dedicado a Elvas, cidade classificada como Património Mundial, com passeio pelo centro histórico e visita ao Forte de Nossa Senhora da Graça, ao Castelo e ao Museu Militar, com almoço em restaurante local e regresso aos locais de origem.

Mais informações podem ser obtidas através do e-mail <info@culturalia.com.pt> ou do telefone 914 227 099, e as reservas diretas efetuadas  em »»»» https://www.culturalia.com.pt/reservas

In https:noticiasdecastelodevide.blogspot.com

 

POLÍTICA: Fórum Socialismo regressa a 29 e 30 de agosto


O Fórum Socialismo regressa em 2026 no último fim-de-semana de agosto, nos dia 29 e 30, em Setúbal na Escola Secundária Sebastião da Gama. A rentrée bloquista vai colocar em debate, com dezenas de painéis, a atualidade política, os desafios sociais e propostas para uma alternativa de futuro e rutura com o sistema económico.

Entre os temas em destaque estão o combate da esquerda nas redes sociais, com Levi Galaio e Miguel Faria. Cecília Honório e Rita Calvário falam sobre o papel das mulheres na reforma agrária com um painel sobre Mulheres, terra e revolução. A autora Maria José Oliveira leva-nos a 1964-1974 para explorar o colonialismo e a ação da PIDE/DGS em Moçambique.

O coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, junta-se ao antigo líder da bancada parlamentar do Bloco, Pedro Filipe Soares, para uma conversa sobre algoritmos, marxismo e a encíclica Magnifica Humanitas do Papa Leão XIV.

O Fórum Socialismo é organizado pelo Bloco de Esquerda e pelo The Left e marca a reentrada política do partido depois do verão. Para além dos debates, há momentos de convívio e um comício político que encerra o evento.

Inscreve-te neste link.  https://formularios.bloco.org/forms/forum-socialismo-2026-ru6kz2

28.7.26

SEDA (Alter do Chão): Festas na terra mais fina de Portugal


 

FORTIOS (Portalegre): Festas em louvor de São Domingos

 


ÉVORA: Na FEA “Uma viagem depois do pôr do sol”

 


6 de agosto | 21h00

Coleção de Carruagens

O verão convida-nos a partir. Hoje, basta escolher um destino. Mas houve um tempo em que a própria viagem era o acontecimento. No século XIX, partir já significava descobrir novos lugares, alargar horizontes e afirmar um modo de estar no mundo, mas estava ao alcance de poucos. Entre carruagens elegantes, grandes itinerários pela Europa e os rituais da alta sociedade, cada percurso era vivido com tempo, curiosidade e requinte.

Nesta visita noturna, percorra o imaginário de uma época em que viajar era um privilégio e uma forma de conhecer o mundo, através das carruagens que deram corpo a esse espírito de descoberta. A participação é gratuita, mediante inscrição prévia,

OPINIÃO: A Polícia sob suspeita


Após os erros de casting Margarida Blasco e Maria Lúcia Amaral, o primeiro-ministro tirou um coelho da cartola. Foi buscar para ministro da Administração Interna o diretor nacional da principal polícia de investigação. Visto o acanho de Maria Lúcia Amaral na crise da tempestade Kristin, que obrigou Luís Montenegro a dispensá-la e a assumir a pasta, Luís Neves era o homem providencial. Com provas dadas a prender bandidos, mexia-se bem entre polícias e bombeiros e sabia estar nos salões da corte, encontrava-se do lado humanista da História na candente problemática das migrações e tinha boa imprensa.

Entre os partidos, o Chega destoou. Não pela crónica anemia da PJ no combate ao crime de colarinho branco - isso, sim, merecia um reparo, não fosse a converseta do partido de André Ventura sobre corrupção um mero instrumento de propaganda -, mas por ter visto Luís Neves a desmontar a associação entre criminalidade e imigração, a ficção em que assenta a principal narrativa do Chega, e a falar da atividade criminosa de grupos de extrema-direita.

E, no entanto, havia outras objeções. Levantadas por vozes isoladas, em registo cifrado ou sem palco mediático. O Governo da AD servia-se de alguém que trazia consigo informação sigilosa sobre os podres de meio-país e que deixara a sua gente bem colocada na PJ. Menos expectável era o problema agora posto em cima da mesa, com as histórias do empreiteiro que fez obras na PJ e no monte de Neves e que levou para Barcelos um atrelado apreendido a traficantes: sendo necessário investigar o ministro, quem o faria? A PJ começou por fazê-lo (na parte do atrelado), mas o Ministério Público avocou a investigação. Naturalmente, não confia na Judiciária para investigar quem a dirigiu nos últimos oito anos.

O Chega viu a brecha e, à boleia do atrelado, anunciou uma comissão parlamentar de inquérito "para saber o que aconteceu na PJ durante os mandatos de Luís Neves". São oito anos de uma história de 80. Não se sabe como vão os deputados investigar a Polícia e é duvidoso que daí resulte alguma melhoria numa instituição que, com todos os seus defeitos, será das mais respeitadas pelos portugueses. Mas isso pouco importa a um limícola que, apesar de ter chegado aos 60 deputados, continua a não conseguir encontrar alimento senão no lodo. The show must go on.

Nelson Morais- Jornal de Notícias - 27 de julho, 2026

BEIRA BAIXA: Comunidade Intermunicipal desfavorável à aprovação do PSZAER

 


A CIM Beira Baixa emite pronúncia desfavorável à aprovação do PSZAER na sua configuração atual e à delimitação apresentada para os territórios dos municípios associados, não obstante a concordância com os objetivos de descarbonização e de aceleração responsável das energias renováveis. Em comunicado oficial "A Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa, que integra os Municípios de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Oleiros, Penamacor, Proença-a-Nova, Sertã, Vila de Rei e Vila Velha de Ródão, em face das questões ambientais, económicas, sociais e jurídicas inerentes ao PSZAER, expressa no âmbito do procedimento de Consulta Pública previsto no Regime Jurídico de Avaliação de Impacte Ambiental, uma posição desfavorável. "

ALTER DO CHÃO: Festas de Verão


As tradicionais Festas de Verão, em honra de Nosso Senhor Jesus do Outeiro e de Nossa Senhora da Alegria vão decorrer de 21 a 23 de agosto.

Venha divertir-se!!!

OPINIÃO: O verão perfeito


Eram 9.54 horas quando o solstício de verão, a 21 de junho, ocorreu em Portugal Continental. A hora e o dia marcam o início de uma das estações do ano mais amadas. Isto se seguirmos as diretrizes do verão astronómico, que é quando o Hemisfério Norte está na sua inclinação máxima em direção ao Sol. Para os meteorologistas, todavia, o verão começa a 1 de junho, o primeiro dia dos três meses mais quentes. O cenário é imbatível para a maioria de nós: a luz natural dura até às 21 horas, a pele fica mais bronzeada, a roupa que vestimos é mais leve e colorida, chega o tempo das tão desejadas férias e a rotina aborrecida e cansativa tem uma pausa.

Há até quem defenda (sim, há estudos) que os dias longos trazem mais otimismo, vontade de socializar, uma sensação de bem-estar e a melhoria do humor. A frase da canção de Dino Meira sobre o mês de agosto nunca fez tanto sentido: "Por ti levo o ano inteiro a sonhar". É assim com o verão. Mas num tempo em que as redes sociais e o telemóvel parecem ser uma extensão das mãos, braços e da vida, também as férias viraram performance e montra para likes. Onde estivemos, com quem e o que fizemos são perguntas a que parecemos obrigados a responder - ou a publicar - para mostrar que as nossas férias foram muito interessantes.

É bom lembrar que nem todos apanhamos um avião nas férias de verão, não temos histórias rocambolescas para contar, nem experimentamos um restaurante ou um bar novo todos os fins de semana. Alguns porque não querem, outros porque as circunstâncias sociais ou financeiras não o permitem. Um verão "sem fazer nada" não é menos significativo. Aliás, se as férias são uma espécie de botão de "reiniciar", tal como fazemos com os computadores quando estão a bloquear, porque haveríamos de encher os dias de descanso com sucessivos compromissos, como se de reuniões se tratasse?

A Internet mostra-nos um mundo onde até nas férias temos de ser produtivos, de fazer mais e melhor. Para provar à nossa bolha, seja ela digital ou não, que este verão foi tudo menos aborrecido. Entramos numa era em que até o "descanso" é performativo, em que publicamos a foto no Instagram a dizer offline, mas estamos online a publicá-la. Depois, percorremos o scroll aditivo, que nos diz mais uma atividade que não podemos deixar de fazer.

Eu recordo-me bem do tempo em que os algoritmos não atulhavam os dias. Agora, tenho muitas saudades dos verões em que as minhas únicas preocupações eram comer um gelado todos os dias e chegar a tempo a casa para ver o último episódio dos "Morangos com açúcar".

Rita Neves Costa – Jornal de Notícias - 20 de julho, 2026

PÓVOA E MEADAS: 𝐀𝐫𝐭𝐢𝐬𝐭𝐚𝐬 𝐧𝐨 𝐑𝐨𝐬𝐬𝐢𝐨


𝑭𝒐𝒓𝒂 𝒅𝒆 𝑻𝒆𝒎𝒑𝒐

O 𝑨𝒓𝒕𝒊𝒔𝒕𝒂𝒔 𝒏𝒐 𝑹𝒐𝒔𝒔𝒊𝒐 continua a proporcionar noites de grande convívio em Póvoa e Meadas.

E se nesta sexta-feira a atuação vai estar a cargo da Tuna da Academia Sénior, na próxima, dia 31 de julho, é a vez do grupo Fora de Tempo.

A iniciativa, organizada pelo Município, está agendada, como habitualmente, para as 21,30h

27.7.26

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

 

Sondagens intercalares | Cartoon editorial da revista de domingo do Correio Da Manhã


Marvão e Valencia de Alcántara unem-se para celebrar o XXI Festival Transfronteiriço ‘Boda Régia’ entre os dias 30 de julho e 2 de agosto.

 


Este evento, declarado como “festa de interesse turístico regional da Extremadura”, em 2016, é promovido pelo Ayuntamiento de Valencia de Alcántara, conta com a colaboração do Município de Marvão e um programa repleto de atividades culturais.

Ao longo destes dias, milhares de pessoas vão poder desfrutar de recriações históricas, peças teatrais, torneios, conferências, um mercado medieval e da tradicional rota da tapa Isabelina, neste evento que destaca uma identidade partilhada entre Portugal e Espanha, através da sua história e do seu património.

A 21ª edição da Boda Régia reúne, à semelhança dos anos anteriores, dezenas de marvanenses, com destaque para a participação da turma de Teatro e Dança Medieval, da Universidade Sénior de Marvão, nas diversas atividades programadas.

Recriação histórica na Portagem - “1497: A fronteira do Enlace Real”

No dia 30 de julho (quinta-feira), a partir das 21h30, a Ponte Quinhentista da Portagem volta a ser o cenário para a recriação histórica da chegada do Rei D. Manuel a Marvão.

O programa para esta noite contempla uma representação teatral baseada na obra “D. Manuel - Duas Irmãs para Um Rei”, de Isabel Stilwell, intitulada “1497: A fronteira do Enlace Real.

“Numa noite silenciosa, aquele que ficará para a história conhecido como ‘O Venturoso’, cruza a ponte da Portagem, rumo a Valencia de Alcántara, onde se vai realizar o enlace real.”

Celebração da Boda Régia em Valencia de Alcántara

Na sexta-feira, dia 31 de julho, a partir das 20h00, realiza-se o tradicional desfile das comitivas reais por Valencia de Alcántara, onde o Rei D. Manuel I vai ser acompanhado por convidados marvanenses, numa noite que termina com um torneio medieval na Praça de Toiros da vila espanhola.

Já a recriação histórica do casamento que uniu o Rei de Portugal, D. Manuel I, com a Infanta Isabel, filha dos Reis Católicos, em 1497, está agendada para 1 e 2 de agosto, no átrio da Igreja de Rocamador, em Valencia de Alcántara. “De amor, justiça e conveniência”, com texto e encenação de Javier Uriarte, é o nome da obra teatral que vai ser apresentada.