6.9.26

MONTALVÃO: Estão a decorrer as Festas da Vila

 


MULHERES DE NISA na Exposição do Mundo Português (1940)

É uma foto "histórica" esta que escolhemos para a IMAGEM DO DIA. Foi tirada em 1940 por ocasião da Exposição do Mundo Português. Uma homenagem às Mulheres de Nisa e de exaltação do nosso Artesanato que brilhou a grande altura naquele grande evento.

ANTÓNIO CHARRINHO no V Festival de Acordeão no Cartaxo

 


CASTELO DE VIDE: 𝐄𝐧𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐨 𝐜𝐨𝐦 𝐚 𝐍𝐚𝐭𝐮𝐫𝐞𝐳𝐚 𝐞 𝐁𝐞𝐦-𝐄𝐬𝐭𝐚𝐫 - 𝐍𝐨𝐯𝐚 𝐃𝐚𝐭𝐚


Informa-se que o Encontro com a Natureza e Bem-Estar - inicialmente previsto para 27 de agosto e adiado devido às condições meteorológicas adversas - tem nova data.

O evento dinamizado por Conceição Mendes está agora agendado para o dia 10 de setembro.

Recorda-se que para esta iniciativa organizada pelo Município é aconselhável levar roupa confortável e uma toalha.

ℹ As inscrições decorrem no Posto de Turismo até 9 de setembro. Haverá transporte disponível desde Castelo de Vide e desde Póvoa e Meadas.

5.9.26

MONTALVÃO: Vem aí a Feira do Mel 2026

 


SINES: A Onda Literária regressa ao Pátio das Artes nos dias 2, 3, 4 e 5 de outubro


Um programa onde os livros, os autores e a palavra estão no centro das atenções.

Esta quarta edição do evento volta a combinar uma componente de feira do livro, conversas com escritores e apresentações de livros, complementadas por atividades paralelas para famílias e público em geral.

A vereadora da Cultura, Ana Dias, antecipa uma excelente edição do festival literário de Sines.

"A Onda Literária nasceu em 2023 e tem vindo a crescer de forma sustentada. Este é talvez o ano em que a aposta é mais forte. Aproveitando o feriado de 5 de outubro, a programação passa de três para quatro dias, crescendo também o número de autores convidados, de parceiros da feira do livro e de atividades complementares. Estamos muito orgulhosos deste programa", afirma.

A lista de 15 autores convidados para a Onda Literária é orientada para um amplo leque de interesses, desde a ciência (com Carlos Fiolhais) aos segredos da língua portuguesa (com Marco Neves) e ao desporto (Rui Carvalho Tovar).

A diversidade da programação é igualmente demonstrada nos géneros, com representação do policial (com Lourenço Seruya), da literatura para a infância (com Isabel Ricardo) e do ensaio (com o autor siniense João Maurício Brás).

Os leitores de biografias poderão conversar com Maria João Martins sobre a obra que dedicou a Natália Correia e com João Céu e Silva sobre os livros que escreveu e que são essenciais para compreender os percursos de Lídia Jorge e António Barreto.

A riqueza de possibilidades do romance em português ficará demonstrada com os novos livros que os autores Rui Zink, João Pinto Coelho, Filipa Fonseca Silva, Virgílio Castelo e Fátima Lopes virão apresentar na Onda Literária.

O escritor e ator André Gago estará em Sines com o seu livro "Manuscrito de Alexandria", mas também com o espetáculo "Canções para Poetas", acompanhado pelo pianista Victor Zamora.

É com orgulho que a Onda Literária recebe a poeta e historiadora Ana Paula Tavares, vencedora do Prémio Camões 2025, para apresentar a sua "Poesia Reunida".

A apresentação do livro "Faz de Conta", de Júlio Pereira, terá a participação do Coral Atlântico Infantil.

O programa paralelo inclui passeios, oficinas, sessões de contos, tertúlias e provas de vinhos.

A componente de feira do livro será assegurada pela Rota do Livro (que traz as principais novidades editoriais e obras dos autores convidados), a Livraria Mirabolante (com uma oferta de literatura infanto-juvenil), um espaço com alfarrabistas (coordenado por João Méndez Fernandes) e uma área dedicada à literatura africana (coordenada por Sedrick de Carvalho).

O recinto da Onda Literária está aberto das 10h00 às 23h00 e tem entrada livre.

A Onda Literária é uma organização da Câmara Municipal de Sines, através da Biblioteca Municipal de Sines / Centro de Artes de Sines.

PROGRAMA

2 outubro (sexta-feira)

10h00: Abertura do Festival

10h30: Abertura da Feira do Livro

11h00: À conversa com o escritor Carlos Fiolhais (público escolar 4.ºs anos)

14h30: À conversa com o escritor Carlos Fiolhais (público escolar 10.º anos)

16h00: Nem Só os Livros Têm Folhas – Passeio singular pelas ruas da cidade de Sines com início no Pátio das Artes. Neste percurso pedonal, cada árvore ou planta será uma página de leitura. Vamos desfolhar as páginas verdes do nosso património urbano, descobrindo como as plantas e as árvores que nos rodeiam habitam os livros, a poesia, o romance e a nossa memória coletiva. Uma viagem onde a natureza se cruza com a literatura.

17h30: À conversa com o escritor siniense João Maurício Brás - apresentação do livro “Contra o Último Homem”

21h00: Encontro com escritor Marco Neves – Apresentação do livro “As Raízes da Língua”

3 outubro (sábado)

10h30: Abertura da Feira do Livro

11h00: Cesta de Histórias Mirabolantes

Sessão de histórias para famílias e crianças (até aos 7 anos), a partir de livros.

Duração: cerca de 45 minutos

Por Sílvia Laureano

15h00: Tradisom: Apresentação do livro “Faz de Conta”, de Júlio Pereira com a participação do Coral Atlântico Infantil

16h00: Retratos Escritos com André Pereira

16h30: As Letras dos Vinhos – provas por Arinto e Touriga by Renata Abreu

17h00: Encontro com a escritora Isabel Ricardo - apresentação do livro “Polvinha Pitosga”

18h00: Encontro com o escritor João Pinto Coelho - apresentação do livro “Aguarela de Paris”

19h30: Encontro com o escritor Rui Zink – apresentação do livro “Olga Salva o Mundo”

21h00: Encontro com o escritor/ator André Gago – apresentação do livro “Manuscrito de Alexandria”, seguido do espetáculo “Canções para Poetas” com o pianista Victor Zamora e André Gago.

04 outubro (domingo)

10h30: Abertura da Feira do Livro

11h00: Oficina Famílias - “Páginas de Livros”, pela equipa da Biblioteca Municipal de Sines

Duração: cerca de 60 minutos.

15h00: Tertúlia de Leitores com o Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Sines e o Grupo de Leitores Siniense “Livros Avulso” – Dois grupos de leitores, duas dinâmicas, mas a mesma paixão: o amor pela literatura. Venha ouvir, partilhar e descobrir as suas próximas leituras.

16h00: Encontro com o escritor João Céu e Silva – apresentação dos livros “Uma Longa Viagem com Lídia Jorge” e “António Barreto do meu ponto de vista”

17h00: Encontro com a escritora Maria João Martins – apresentação dos livros “Natália Correia -  Entre o Riso e a Paixão” e “Isto Agora é em Off”

18h30: Encontro com a escritora/comunicadora Fátima Lopes - apresentação do livro “Entre o Medo de te Amar e a Dor de te Perder”

19h30 - As Letras dos Vinhos – provas por Arinto e Touriga by Renata Abreu

21h00: Encontro com o escritor Lourenço Seruya – apresentação do livro “Morte no Parque”

05 outubro (segunda-feira)

10h30: Abertura da Feira do Livro

11h00: Hora do Conto Famílias, pela equipa de Mediação de Leitura do CAS

15h00: À Descoberta dos Livros

Percurso pela Feira do Livro com desafios inspirados em personagens, autores e livros. As famílias recebem um pequeno mapa e vão resolvendo pistas em diferentes pontos da feira. Não é uma competição de rapidez; o objetivo é descobrir livros, conversar e observar. No final recebem uma oferta da livraria.

Duração: cerca de 45 minutos (em regime livre)

Por Sílvia Laureano / Bruno Rodrigues

16h00: Encontro com o escritor/jornalista Rui Carvalho Tovar – apresentação do livro “Os Nossos Heróis do Desporto”

17h30: Encontro com a escritora Ana Paula Tavares (Prémio Camões 2025) – apresentação do livro “Poesia reunida”

18h30: As Letras dos Vinhos – provas por Arinto e Touriga by Renata Abreu

19h00: Encontro com a escritora Filipa Fonseca Silva – apresentação do livro “A Mulher por Detrás da Parede”

21h00: Encontro com o escritor/ator Virgílio Castelo - apresentação do livro “Consumo Obrigatório”

INICIATIVAS PARALELAS E COMPLEMENTARES

Rota do Livro

A tradicional banca de venda ao público com as principais novidades editoriais e obras dos autores convidados.

Livraria Mirabolante

Espaço particularmente dedicado à Literatura Infanto-Juvenil, com uma seleção de referência.

Salão do Livro Antigo

Presença de alfarrabistas com relíquias literárias e edições raras. Coordenação de João Méndez Fernandes.

Salão do Livro Africano

Um espaço de destaque dedicado à promoção, descoberta e celebração da literatura e autores do continente africano. Coordenação de Sedrick de Carvalho.

Arinto e Touriga by Renata Abreu

O ponto de encontro perfeito entre as letras e os vinhos, elevando a experiência cultural do evento.

 

3.9.26

Opinião: Juntas não são canivetes suíços


E se as juntas de freguesia também se convertessem em bancos? A premissa foi lançada ontem pelo ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, e encerra a bondade de procurar resolver um problema que se agrava ano após ano: o acesso a caixas Multibanco. Há mais de 1200 freguesias do país sem equipamentos para levantar dinheiro e fazer outras operações essenciais, como pagamentos de serviços. A Banca, que, em Portugal, soma lucros milionários, foi abandonando os territórios que se despovoavam e os poucos resistentes - muitas vezes, idosos isolados e vulneráveis - são forçados a percorrer quilómetros para colocar a mão nos seus euros. Primeiro, fecharam balcões, despediram trabalhadores e pouparam milhões. Depois, retiraram máquinas Multibanco e continuam a somar. E agora, até em grandes cidades do Litoral, é cada vez mais difícil encontrar estes equipamentos. A proposta, avançada pelo ministro, de converter o funcionário da Junta em caixa de banco assemelha-se a uma rendição do Governo face à incapacidade do Banco de Portugal de traçar linhas vermelhas e impedir que a busca do lucro continue a delapidar os serviços públicos essenciais. O empregado da Junta - e há muitas freguesias no Interior que nem sequer abrem a porta todos os dias - não tem de ser tesoureiro nem distribuir dinheiro a quem dele precisa. E os moradores do Interior não têm de ser obrigados a guardar o dinheiro debaixo do colchão nem a alinhar o calendário de compras com o horário de funcionamento da freguesia. Na falta de bom senso, a lei deve exigir consciência social aos banqueiros e que, também eles, contribuam para um país menos desigual. Passo a passo, as juntas transformaram-se em canivetes suíços, acumulando serviços essenciais que os privados deixaram de cumprir por gula.

Carla Sofia Luz – Jornal de Notícias - 18 de junho, 2026

 

MONTEMOR-O-NOVO: 70 Anos de Grande Sertão: Veredas



Montemor-o-Novo | Lisboa | Loulé

📅 7 a 11 de setembro de 2026

👥 Público geral

Em 2026 assinalam-se os 70 anos da publicação de Grande Sertão: Veredas, obra maior de João Guimarães Rosa e um dos grandes marcos da literatura de língua portuguesa.

🇧🇷📖 O universo roseano chega a Portugal numa celebração que cruza narração oral, criação artística e reflexão sobre literatura, território e turismo literário.

✨ Uma viagem pelas palavras, paisagens e universos de Guimarães Rosa, com passagem por Montemor-o-Novo, Lisboa e Loulé.

ÉVORA: Teatro Garcia de Resende reabre com um Setembro de palco cheio


O Teatro Garcia de Resende, em Évora, reabre as portas em setembro com uma programação que atravessa música, teatro, cinema, dança, performance e conversas, sem esquecer propostas destinadas às famílias e às escolas.

Ao longo do mês, o histórico teatro eborense recebe ainda o FIDANC – Festival de Dança Contemporânea de Évora e a abertura do CONTANÁRIO – Festival de Contos e Formas de Contar.

A programação arranca já esta quarta-feira, 2 de setembro, às 19h00, no Salão Nobre, com «Pontes sobre a Distância – Todos quantos somos», recital de Ana Filipa Luz, ao piano, e Óscar Oré, tenor, que inaugura o Ciclo Deslocar. Música e conversa cruzam-se para abordar as experiências dos dois artistas enquanto estudantes e profissionais a viver fora de Portugal e refletir sobre distância, migração, partidas, regressos e encontros.

Logo no dia seguinte, 3 de setembro, às 19h00, chega à Sala Principal «Coro dos Amantes», a primeira peça de teatro de Tiago Rodrigues. Interpretada por Cláudia Gaiolas e Tónan Quito, numa criação da HomemBala, a obra coloca um jovem casal a contar, a duas vozes, uma situação de vida ou de morte.

As versões são quase iguais, mas não completamente, num texto que acompanha a passagem do tempo e celebra a força do amor. Estreada originalmente em 2007, a peça foi revisitada pelo autor em 2021.

O cinema entra em cena no dia 7, às 19h00, através do Ciclo Take1, dedicado à programação da Nitrato Filmes. «O Jacaré», de Basil da Cunha, leva o espectador até à Reboleira, onde o desaparecimento de 180 mil euros desencadeia uma caça ao tesouro feita de alianças, traições, violência e humor. Pelo meio, espalha-se pelo bairro um rumor insólito: há um jacaré à solta.

Dois dias depois, 9 de setembro, às 18h30, o Salão leva ao Salão Nobre uma conversa sobre «Ciência e Arte», com Telma Santos e Diogo Lobo.

A participação é gratuita e quem não puder estar presente poderá acompanhar a transmissão em direto através da página de Facebook do CENDREV.

O o Ciclo Deslocar regressa a 11 de setembro, às 21h30, com «Bela Nafa», de José Braima Galissá. A expressão significa «Benefício Comum» em língua mandinga e dá nome a um projeto liderado pelo mestre griot da kora que cruza os sons da Guiné-Bissau e da África Ocidental com guitarras elétricas, baixo, bateria e percussão. O resultado propõe um encontro entre tradição e contemporaneidade num concerto de caráter festivo.

A dança e o teatro encontram-se no dia 15, às 19h00, com a companhia espanhola Karlik Danza-Teatro e «Lucia Joyce. Um pequeno drama em movimento», de Itziar Pascual.

A criação recupera a história da filha de James Joyce, apaixonada pela dança e testemunha do nascimento da dança moderna, mas também confrontada com o peso de um apelido célebre e com uma sociedade que reservava à mulher sobretudo o lugar de «musa» e não o de artista.

A dança contemporânea ganha ainda maior protagonismo com o FIDANC, organizado pela Companhia de Dança Contemporânea de Évora.

A 17 de setembro, às 21h30, Tales Frey apresenta «Tapete Vermelho», onde dois intérpretes partilham um único traje e transformam os corpos numa espécie de construção escultórica para explorar questões relacionadas com diferença, poder e classes sociais.

A 19 de setembro, à mesma hora, Nélia Pinheiro leva à Sala Principal «A vida feral na luz, sem desviar o olhar», uma reflexão sobre a memória da violência humana, a repetição dos ciclos de destruição e a possibilidade de sobreviver.

No dia 22, às 21h30, é a vez de olhar para cinco décadas de trabalho de Manuel Dias. O documentário «Manuel Dias – Variações em redor dos meus Eus», de José Coimbra e Tiago Guimarães, interroga a relação entre o marionetista e as suas marionetas e marca a abertura do CONTANÁRIO – Festival de Contos e Formas de Contar. A sessão, organizada pela associação É Neste País, tem entrada gratuita.

E uma marioneta volta a assumir o protagonismo nos dias 23 e 24, às 21h00, mas desta vez para se revoltar contra quem decide a sua vida. Em «Pouvoir», da companhia belga Une Tribu, a personagem está cansada de repetir sempre o mesmo espetáculo e de permanecer entregue aos seus manipuladores. Decide então «tomar o poder» e escolher o próprio destino, envolvendo os espectadores numa reflexão sobre liberdade, poder e a possibilidade de imaginar outro sistema. A iniciativa é organizada pela Associação Évora 2027.

A música regressa em grande plano no dia 25, às 21h30, com Pedro Burmester. Em «Chopin & Janáček», o pianista interpreta Nas Brumas, de Leoš Janáček, e várias obras de Frédéric Chopin, incluindo os célebres Noturnos e a Polonaise-Fantaisie. Produzido pela Artway, o concerto propõe uma viagem musical pelas «brumas» e pelos mistérios da noite.

Setembro termina no Garcia de Resende com uma proposta para os mais novos. «Quero um Piano», de Ana Madureira e Vahan Kerovpyan, sobe ao palco nos dias 27 e 28, às 10h30, integrado no projeto Ver&Aprender. Com música ao vivo, palavras e personagens inesperadas, o espetáculo procura criar pontes entre línguas, culturas e realidades aparentemente distantes.

A primeira sessão destina-se às famílias e ao público em geral, sendo gratuita para crianças até aos 12 anos e custando 4 euros para os restantes espectadores. No dia seguinte, será apresentada a grupos escolares e outros públicos organizados, com bilhete único de 3 euros.

À exceção de «Pontes sobre a Distância» e da conversa do Salão, que ocupam o Salão Nobre, os espetáculos decorrem na Sala Principal.

Os bilhetes para a programação têm preços entre 4 e 8 euros, de acordo com os descontos aplicáveis e salvo condições específicas de algumas iniciativas, ficando disponíveis durante a primeira semana de setembro na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online.

A bilheteira funciona de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30, abrindo também duas horas antes de cada espetáculo, salvo indicação em contrário. Assim, depois da reabertura das portas, setembro traz ao Garcia de Resende praticamente todas as linguagens do palco — e propostas que vão da infância ao público adulto.

Setembro 1, 2028 - por Sul Informação

 

 

 

OPINIÃO: Hoje, o dia acordou perigoso


Um relatório que junta mais de uma centena de organizações não-governamentais revelou, na semana passada, dados preocupantes sobre a deterioração do espaço público português. Apontava-se a "normalização de narrativas xenófobas", sobretudo contra imigrantes, que tinham como consequência "o aumento dos crimes de ódio" e "um ambiente hostil à defesa dos direitos humanos".

A conclusão, que não é surpreendente, é mais uma chamada à ação para inverter um declínio que se acentua. "Os tempos mais perigosos" como descreveu o vocalista dos Da Weasel, estão a adubar-se na palma das nossas mãos.

O radialista Nuno Markl publicou uma imagem de um casal interracial. Escrevia que a família era alvo de racismo. Acompanhou a fotografia de Jessica com o marido e o filho com uma série de cópias de mensagens insultuosas, criminosas, mas de pessoas que não tinham qualquer problema em dar a cara. "São pessoas para quem o racismo está tão normalizado e empoderado, que já não têm qualquer pudor em insultar uma mãe, um pai e uma criança", escreveu, proibindo os seus próprios seguidores de comentar a partilha.

É deste espaço público que falamos, de um lugar que, também em Portugal, se encolheu nas liberdades com o crescimento da extrema-direita, embalada por redes sociais e algoritmos manhosos, coniventes com os crimes.

No relatório de que falava, feito pelo Fórum Cívico Europeu e o Observatório do Espaço Cívico, apontava-se para a "crescente influência da extrema-direita", para as desenfreadas campanhas de desinformação e para o aumento dos crimes de ódio. Passos do declínio da liberdade que vão "enfraquecendo a ação cívica, a organização coletiva, a responsabilização do Estado e a participação pública". Passos perigosos que se dão à luz do dia, até com o manto da imunidade parlamentar.

·         Joana Almeida Silva - 23 de julho, 2026

 

2.9.26

B.Jazz põe Beja a respirar liberdade ao ritmo do jazz


Beja volta a celebrar o jazz como linguagem de liberdade, criatividade e paz. A partir de hoje, dia 2, e até 5 de setembro, a quarta edição do Festival B.Jazz leva ao Clube UNESCO quatro dias de concertos, conversas, cinema, fotografia e jam sessions, numa programação de entrada gratuita que junta diferentes gerações e linguagens deste género musical.

Promovido pelo Município de Beja, o festival não se limita aos concertos. O programa cruza a música com outras formas de expressão artística e com momentos de reflexão, procurando transformar o Clube UNESCO num espaço de encontro entre músicos, especialistas e público.

O B.Jazz começa na quarta-feira, 2 de setembro, às 18h00, com a inauguração da exposição de fotografia «Jazz Emotions», de Rosa Reis, na Galeria Mestre Isaclino. À noite, às 21h30, o festival muda-se para o Parque Vista Alegre, onde será exibido «Billie – Ela contou a verdade e pagou por isso», filme dedicado à vida e obra de Billie Holiday.

Na quinta-feira, dia 3, Rosa Reis regressa ao centro da programação para a conversa «Debaixo das Oliveiras – Conversa com Rosa Reis a propósito do livro Jazz Emotions», às 19h00, no Logradouro, acompanhada por apontamentos musicais de Mili Vizcaíno.

Às 21h30, Mili Vizcaíno, na voz, e João Nunes, na guitarra, apresentam no Auditório «Recalling ‘Take Love Easy’», uma recriação do álbum editado em 1974 por Ella Fitzgerald e Joe Pass. A noite termina às 22h30 com Ricardo Toscano Trio e o espetáculo «Chasing Contradictions».

A sexta-feira, 4 de setembro, começa às 15h30, na Galeria Mestre Isaclino, com António Branco e a conversa «Um pouco mais de azul: 100 Anos de Miles Davis e John Coltrane». Mais tarde, às 19h00, Beatriz Nunes conduz, no Logradouro, a conversa «Debaixo das Oliveiras – As mulheres no Jazz Português», colocando em destaque a presença e o percurso feminino no panorama jazzístico nacional.

A própria Beatriz Nunes sobe depois ao palco do Auditório, às 21h30, com o Beatriz Nunes Trio. Uma hora mais tarde, às 22h30, a música regressa ao Logradouro, onde Mário Lopes convida Tahina Rahary para mais um dos encontros musicais propostos pelo festival.

O último dia da programação, 5 de setembro, fica reservado para o Septeto Tomás Pimentel, que atua às 21h30, no Auditório. O B.Jazz despede-se já perto da meia-noite: às 23h30, o Logradouro recebe «Round Midnight», uma jam session que encerra quatro dias dedicados à descoberta e à improvisação.

Com curadoria de Mili Vizcaíno, João Nunes, João Romão, Pedro Rijo e Daniel Antunes, o festival assume como objetivos a «dinamização cultural da cidade, a formação de novos públicos e o acesso à diversidade musical do mundo», procurando aproximar diferentes públicos do jazz e das suas múltiplas linguagens.

Todos os espetáculos e atividades do B.Jazz têm entrada gratuita, embora seja necessário levantar bilhete na bilheteira do Pax Julia – Teatro Municipal de Beja. Durante quatro dias, a proposta é simples: «ouvir, descobrir, conversar e celebrar o jazz».

Setembro 2, 2026 - Sul Informação

OPINIÃO: Prolongar Almaraz: Uma má ideia com piores consequências


Rosa Martínez e Xabel Vegas (Sumar) defendem no DEMÓCRATA que prorrogar Almaraz não garante o emprego a longo prazo e reclamam uma estratégia industrial e renovável para as comarcas nucleares.

O anúncio da prorrogação de Almaraz ocorreu em agosto. Essa é a prova de quão convencida está a ala socialista do Governo de uma decisão que se situa na linha do que exigiam tanto o Partido Popular, como Vox, como o oligopólio energético.

Comecemos pelo óbvio. Há um motivo para que o fechamento das centrais nucleares que já superaram há muito sua vida útil seja feito de maneira escalonada. O motivo é, precisamente, que não se acumulem fechamentos. Manter Almaraz ativo até 2030 provoca o que, supostamente, se pretendia evitar com o calendário pactuado com as empresas em 2019, já que agora o fechamento coincidirá com o das centrais de Ascó I e Confrentes.

Alterar o calendário altera o conjunto de planejamento, e o que é mais grave, altera também os compromissos climáticos expressos pelo próprio Ministério de Transição Ecológica em seu Plano Nacional de Energia e Clima, que não será cumprido.

O objetivo desse fechamento escalonado era garantir a progressiva substituição dessas centrais que, insistimos, há muito superaram sua vida útil, por fontes de energia renovável. A prorrogação prioriza infraestruturas caras e obsoletas em detrimento de outras mais baratas, limpas e fundamentais para levar a cabo a transição ecológica. Assumir os argumentos que nos dizem que a nuclear deve ser a grande energia de reserva é alimentar o pior dos boatos. Precisamente as condições climáticas europeias neste verão deixaram sem uso útil um terço da potência nuclear disponível nos países ao nosso redor. A energia nuclear é menos resistente à tensão do calor e à escassez de água, o que encarece e dificulta sua manutenção em verões que continuamente batem temperaturas recordes.

O impulso renovável requer um Estado que queira levá-lo a cabo. Sabemos disso porque hoje pagamos as consequências da política energética do PP que bloqueou o desenvolvimento renovável no qual a Espanha e sua indústria eram pioneiras na década de 2010. Cada watt renovável que não instalamos é um watt que atrasamos para continuar dependendo de energias caras e sujas do século XX. Até mesmo os maiores defensores.

Prorrogar o calendário de fechamento não é manter o emprego a longo prazo.

O terceiro argumento que aponta o erro de prolongar a vida útil de Almaraz é que as políticas de impulso às energias renováveis são uma aposta pela transição industrial, o planejamento territorial e o reequilíbrio. A Espanha é um país que reúne duas condições fundamentais para o desenvolvimento renovável: sol e vento. O que a Extremadura precisa são projetos industriais do século XXI: baseados em eletricidade renovável barata e abundante, o desenvolvimento de tecnologias limpas e que devolvam a vida a territórios que precisam.

Porque se a atividade económica nos territórios importa, gerar alternativas sólidas e de futuro nas comarcas que, como Campo Arañuelo, vivem em boa medida das centrais nucleares é fundamental. A razão é simples: a vida das centrais não pode ser alongada de maneira infinita, algo que sabem até os maiores defensores da energia nuclear.

Prorrogar o calendário de fechamento não é manter o emprego a longo prazo. Mais bem ao contrário, é manter a dependência de uma única atividade sem pensar no futuro, nesse amanhã em que sim ou sim essa planta fechará e não haverá nada porque não se iniciou uma transição justa, uma transição energética que passa por processos de reindustrialização onde as renováveis desempenham um papel central.

Tanto o futuro quanto o presente desta e de outras comarcas não dependem da prorrogação das nucleares, mas de um plano claro, decidido e coordenado de todas as administrações públicas

Haverá quem diga -e será legítima essa inquietação- que tudo isso está muito bem, mas que os e as vizinhas de Almaraz precisam de um emprego hoje, que os comércios e empresas desta e de outras localidades precisam que a economia funcione hoje. Pois bem, há outro fato que aqueles que defendem a prorrogação das centrais nucleares ocultam: o desmantelamento de uma instalação como esta, que pode durar mais de uma década, gera mais emprego do que seu próprio funcionamento.

Portanto, tanto o futuro quanto o presente desta e de outras comarcas não dependem da prorrogação das nucleares, mas de um plano claro, decidido e coordenado de todas as administrações públicas. Um plano que, por um lado, aproveite essa geração de emprego no curto prazo, e por outro, impulse um projeto industrial sólido para o médio e longo prazo.

O PSOE se enganou, a prorrogação gerará mais custos para as pessoas consumidoras e as empresas, e também implicará mais investimento público que irá para os cofres do oligopólio. Esta decisão é um freio ao setor das renováveis e vai supor problemas no fechamento escalonado posterior, que abre a porta para que em caso de um governo de direita e extrema direita apliquem o que vêm defendendo há anos: priorizar a nuclear em relação às renováveis.

Temos as ferramentas e os recursos para garantir uma transição limpa, barata e com emprego e segurança. Vamos parar de perder tempo com decisões equivocadas.

* Rosa Martínez é co-coordenadora geral de Movimento Sumar. Xabel Vegas, secretário de Transição Ecológica Justa de Movimento Sumar.

 

AMIEIRA DO TEJO; Festas de Verão 2026

 


OPINIÃO: Mude-se a regra pela liberdade


De rosto fechado e olhos pregados ao chão e com uma camuflagem forçada que nada escondia. A imagem do menino que foi obrigado a virar a camisola do clube do coração do avesso traduz a crueza do momento e, talvez por isso e não inocentemente, o F.C. Porto a escolheu para criticar no Instagram a decisão do Académico de Viseu de travar a entrada de adeptos com roupas e adereços alusivos ao clube azul e branco para o setor destinado ao público em geral e aos adeptos dos beirões. Durante a semana, o F.C. Porto tinha alertado que o Regulamento de Segurança do Estádio Municipal do Fontelo só permitia ornamentos de outros clubes no espaço reservado aos visitantes. Infelizmente, não vivemos numa sociedade plenamente evoluída em que a convivência de adeptos - sobretudo de claques de agremiações distintas possa fazer-se em segurança sem jaulas. No entanto, duvido da ameaça que representaria aquela criança vestida de azul e branco ou de outros adeptos isolados que rumaram ao estádio, tomados pelo entusiasmo de ver o clube do coração a jogar na sua terra. Entre Porto e Viseu, distam 125 quilómetros e nem todos terão meios para vencê-los com a regularidade que o coração ditaria. Regressado ao escalão maior do futebol português ao fim de 37 anos, há regras que exigem revisão. Não é admissível que as autoridades, no caso a Liga Portugal, permitam que um regulamento limite a liberdade de quem compra um lugar para o público em geral. Nos grandes estádios e nos grandes confrontos - logo de risco maior -, é frequente verem-se amigos, casais, famílias com cachecóis de clubes distintos sentados na mesma bancada, lado a lado. E assim deve ser. E arrisco dizer que, nas visitas do Benfica e do Sporting, haverá mais adeptos a ficarem à porta, de bilhete na mão.

Carla Sofia Luz – Jornal de Notícias - 1 de Setembro, 2026s



Marvão comemora Feriado Municipal com vasto programa cultural


Festas em Honra de Nossa Senhora da Estrela

Marvão vai comemorar o seu Feriado Municipal com uma programação alargada, diferenciadora e pensada para todas as idades. De 4 a 8 de setembro, a vila de Marvão promete transformar-se no epicentro cultural da região, com as Festas em Honra de Nossa Senhora da Estrela, Padroeira do Concelho.

As comemorações arrancam logo na sexta-feira, dia 4 de setembro (21h00), com um Encontro de Música Transfronteiriça, marcado para o Átrio dos Paços do Concelho, com as atuações do Grupo de Baile da Associação Boda Régia, da Tuna Sénior de Marvão e do Grupo Folk da Escola de Música de Valencia de Alcántara. O sábado, dia 5, fica marcado por um evento único, num cenário de eleição, para se apreciar a magia do por do sol, numa pista de dança silenciosa, onde cada pessoa pode escolher um diferente estilo musical e o som que chega aos seus ouvidos. Entre as 19h00 e as 22h00, Silent Party com os DJ’s Andrego e Nelly Deep, no Pátio do Castelo de Marvão, de entrada gratuita.

Aviões históricos vão rasgar os céus de Marvão na 1ª edição do Airshow

Acrobacias aéreas, pilotos destemidos e aviões a alta velocidade, vão fazer com que o Alentejo seja visto de Alto a Baixo, no dia 6, entre as 15h00 e as 17h00, na primeira edição do Marvão Airshow.

Seis aviões, controlados por audazes e experientes pilotos, vão rasgar as nuvens, ao longo de duas horas, num palco único e inigualável: as imponentes muralhas do Castelo de Marvão.

O Castelo de Marvão, Portagem e Santo António das Areias, são os pontos recomendados se apreciar o espetáculo, onde aviões históricos vão realizar um conjunto de ousadas manobras aéreas.

Ao longo de todo o fim-de-semana (dias 5 e 6), joga-se também a 18ª edição do Torneio de Vólei de 4 em Relva, no Centro de Lazer da Portagem.

Concerto com os “Vizinhos” encerra comemorações do Feriado Municipal

O programa do dia 8 começa logo pela manhã, com o Hastear das Bandeiras (10h00), no átrio dos Paços do Concelho, seguindo-se a habitual Sessão Solene e a cerimónia de atribuição das Medalhas de Bons Serviços Municipais.

As celebrações religiosas têm início às 12h00, na Igreja de Nossa Senhora da Estrela, com a Missa em Honra da Padroeira do Concelho. A partir das 17h00, a procissão vai percorrer as ruas da vila de Marvão, acompanhada pela Banda da Associação Humanitária dos Bombeiros do Zambujal.

As comemorações do Feriado Municipal de Marvão encerram com um dos maiores fenómenos da música portuguesa na atualidade. Às 22h00, os Vizinhos sobem ao palco do Largo de Santa Maria, para um concerto que tem entrada gratuita.

Com temas originais como “Pôr do Sol” e “Pobre Ex-Namorado”, a banda de Évora tornou-se presença assídua em palcos de norte a sul do país, acumulando dezenas de atuações ao vivo e conquistando o público com a sua energia e espírito de festa.

1.9.26

CONVITE: Eva Menasse sobre a liberdade de expressão hoje


Do que podemos falar? Eva Menasse sobre a liberdade de expressão hoje

Uma entrevista participativa do Gerador com a escritora Eva Menasse no Goethe-Institut, em Lisboa

A reconhecida escritora austríaca Eva Menasse estará no dia 10 de setembro, às 19h00, no Goethe-Institut em Lisboa, à conversa com Tiago Sigorelho, presidente e diretor editorial do Gerador, para debater a liberdade de expressão e as transformações atuais do discurso público.

Eva Menasse tem promovido uma cultura de debate aberta e combativa, na qual diferentes posições possam ser suportadas. Nos seus romances, ensaios e intervenções públicas, debruça‑se sobre o crescente conformismo, os limites do que pode ser dito e a intensificação da polarização, refletindo criticamente sobre o aumento da intolerância e das políticas identitárias.

O público será convidado a participar ativamente na conversa. A entrada é livre mediante reserva prévia para o email susanne.malorny@goethe.de

O evento conta com o apoio da Associação de São Bartolomeu dos Alemães em Lisboa e da Embaixada da Áustria em Lisboa.

Post/Zeitgeist, uma parceria entre o Gerador e o Goethe-Institut em Lisboa, é um projeto que pretende pensar com tempo o amanhã.

 

Castro Mineiro celebra raízes, memória e futuro de Castro Verde

 


A identidade mineira de Castro Verde volta a sair à rua entre 4 e 6 de setembro, com a quinta edição do Festival Castro Mineiro.

Durante três dias, o Parque da Liberdade será o ponto de encontro entre mineração, património, música e cultura popular, com concertos, conferência, exposição, cante alentejano, provas de vinhos, tasquinhas e iniciativas para diferentes idades. A entrada no festival é gratuita.

Organizado pela Câmara Municipal de Castro Verde, em parceria com a Boliden Somincor, o festival pretende ser, segundo a organização, um «espaço de celebração da forte ligação histórica do concelho à atividade mineira», valorizando simultaneamente o património, a cultura e as tradições de um território profundamente marcado pela mineração.

A história dessa relação será um dos pontos fortes logo na sexta-feira, dia 4. Às 15h00, o Museu da Lucerna recebe a conferência «Neves-Corvo: Tesouros Arqueológicos de um Território Mineiro», com Samuel Melro, Ricardo Vaz e Cidália Matos, dedicada aos vestígios arqueológicos encontrados naquele território, da Idade do Ferro ao período romano.

Às 18h30, será inaugurada, no Parque da Liberdade, uma exposição fotográfica com o mesmo nome, que permanecerá patente durante o festival

Também a tradição musical das terras mineiras terá espaço próprio. Na sexta-feira, «Cantares de Terras Mineiras» junta o Grupo Coral Guadiana, de Mértola, e o Grupo Coral Os Cardadores da Sete.

No sábado, o cante estará entregue ao Grupo Coral Feminino Flores do Campo, de Almodôvar, e ao Grupo Coral Os Ganhões, de Castro Verde. A programação cultural inclui ainda Joana Gonçalves e Terra Forte, David Garcez e Linhas Cruzadas, além de momentos de humor com Algarvie Marafade e João Caçoilas.

A mineração contemporânea estará particularmente em destaque no sábado, 5 de setembro, com o Dia Aberto na Mina de Neves-Corvo, sob o lema «Raízes na Terra. Olhos no Futuro». A iniciativa decorre entre as 9h00 e as 12h00, mediante inscrição e com lugares limitados, aproximando a comunidade da realidade do complexo mineiro.

O programa inclui ainda um passeio de comboio turístico pelo Couto Mineiro e atividades educativas.

Já às 16h00 desse sábado, no Parque da Liberdade, o Grupo de Intervenção da Somincor fará uma demonstração de resgate, dando a conhecer ao público uma vertente menos visível, mas essencial, da segurança associada à atividade mineira. Para as famílias haverá também espaço infantil e insufláveis, enquanto o Parque de Campismo e as Piscinas Municipais são outras opções para quem passar o fim de semana em Castro Verde.

A música assume outro dos papéis principais do Castro Mineiro. Na sexta-feira, às 22h30, atuam os Sonido Andaluz, num espetáculo que cruza flamenco, rumba e sevilhanas com o cancioneiro alentejano, celebrando o encontro das culturas portuguesa e espanhola.

No sábado, também às 22h30, sobe ao palco Soraia Ramos, com uma fusão de morna, kizomba, R&B e pop contemporânea. O programa musical encerra no domingo, 6 de setembro, às 19h00, com Celina da Piedade, cantora, compositora e acordeonista cuja música cruza o Cante Alentejano e outras sonoridades de raiz com folk e pop.

Mais do que um programa de animação, o Município pretende que o Castro Mineiro dê a conhecer «a realidade de um concelho cuja identidade foi moldada pela atividade mineira», promovendo o encontro entre «cultura, património, inovação e comunidade».

A iniciativa procura ainda sublinhar o papel económico e social que a mineração continua a desempenhar em Castro Verde e no Campo Branco, território onde se encontra a Mina de Neves-Corvo, uma das mais relevantes explorações mineiras europeias.

Entre a arqueologia de um território onde a mineração atravessa séculos de história e a atividade industrial dos nossos dias, o festival procura, assim, ligar passado e presente.

Durante três dias, Castro Verde transforma essa relação com a terra e o subsolo numa festa coletiva, convidando residentes e visitantes a participar numa programação que a organização define como «pensada para todas as idades, num ambiente de partilha, convívio e valorização da identidade local».

Setembro 1, 2026 - Sul Informação

MONTEMOR-O-NOVO: Feira da Luz / Expomor 2026 ✨


📅 2 a 7 de setembro | Montemor-o-Novo

Música, tradição, cultura, sabores, diversão e muita animação! 🎶🐂🎡

Tudo o que precisa de saber está em feiradaluz.pt - consulte a programação completa, horários, concertos, atividades e todas as novidades deste grande evento do Alentejo!

SAÚDE: Alpalhão abraça dadores de sangue




O fundador major e primeiro presidente da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP – nasceu em Alpalhão. E, como habitualmente, rumámos recentemente até esta terra do concelho de Nisa. Mais uma colheita em colaboração com a Unidade Funcional de Imunohemoterapia da ULSAALE.

O centro cultural de Alpalhão recebeu de braços abertos os 18 voluntários disponíveis para doar sangue. Entre os presentes, seis eram do sexo feminino.

Uma vez avaliados os inscritos, um deles não pode concretizar nesta ocasião o objetivo de dar um pouco de si. Assim, em Alpalhão foram efetivadas desta feita 17 unidades de sangue total.

Teve lugar, ao início da tarde, o almoço de confraternização que contou com o apoio da Junta de Freguesia de Alpalhão.

Aniversários

 A Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre comemora em setembro 36 anos de vida. O dia escolhido para se assinalar a efeméride é o próximo sábado, cinco de setembro. Do programa consta: celebração de Missa na capela do hospital de Portalegre às 10h00; Sessão solene pelas 12h00, na sala de formação do centro de saúde de Portalegre; Almoço convívio em Caia. Consultar o programa no nosso facebook.

Já no contexto do 27.º aniversário do Grupo Motard Novo Milénio, temos marcada uma colheita, aberta a todos os interessados, a 19 de setembro na sede dos motards – no kartódromo de Portalegre.

A 26 de setembro vamos estar na sede do Rancho Folclórico de Arronches. Sábados da parte da manhã.

Consulte e confirme em: https://www.facebook.com/AssociacaoDadoresBenevolosSanguePortalegre/

JR