5.8.26

AVIS: 𝐄𝐫𝐯𝐞𝐝𝐚𝐥 𝐜𝐞𝐥𝐞𝐛𝐫𝐚 𝐚𝐬 𝐅𝐞𝐬𝐭𝐚𝐬 𝐞𝐦 𝐇𝐨𝐧𝐫𝐚 𝐝𝐞 𝐒ã𝐨 𝐁𝐚𝐫𝐧𝐚𝐛é


A Freguesia de Ervedal celebra, nos dias 7, 8 e 9 de agosto de 2026, as tradicionais Festas em Honra de São Barnabé, padroeiro da localidade, com um programa diversificado que alia música, tradição, desporto e momentos de convívio.

Ao longo dos três dias, o público poderá desfrutar de bailes animados por Nuno Florindo e Carlos Graça, bem como de atuações da Tocata do Rancho Folclórico de Avis, dos Alma Ibérica e das 7 Saias. A animação prolonga-se pela noite com os DJ S'Silva e DJ Krylox.

O programa inclui ainda a tradicional quermesse, o Jogo da Malha, o 3.º Passeio das «Ferrugentas de Ervedal», a Eucaristia Dominical e o já habitual Torneio de Sueca, proporcionando atividades para todas as idades.

As Festas são organizadas pela Casa do Povo de Ervedal, com o apoio do Município de Avis, da Freguesia de Ervedal e da Fundação Arquivo Paes Teles.

A organização convida toda a população e os visitantes a juntarem-se a esta celebração, que, ano após ano, reforça os laços da comunidade e preserva as tradições locais, num ambiente de festa, partilha e convívio.

OPINIÃO: A culpa é do transporte grátis?


Em menos de um mês, mais de 60 mil pessoas aderiram ao Cartão Porto., que é uma espécie de bilhete dourado (exclusivo dos residentes na Invicta) para viajar de graça em toda a Área Metropolitana do Porto. A promessa de uma mobilidade sem peso na carteira está a encantar uma considerável franja da população, considerando que o concelho tem pouco mais de 273 mil habitantes e, entre estes, figuram crianças e jovens que já beneficiam de gratuitidade por via das políticas nacionais. Levantam-se legítimas dúvidas sobre a eficácia desta iniciativa na redução do trânsito automóvel na cidade, pois, se é certo que traz mais passageiros ao transporte público, não produz o efeito imediato de esvaziar as vias da metrópole. Em algumas cidades europeias, o fluxo de automobilistas continuou a agigantar-se. Também há quem questione se, ao abdicar da receita - que é sempre fortemente subsidiada - dos títulos de transportes, o Município não estará a privar-se de verbas essenciais para melhorar o serviço público de mobilidade. Este argumento parece-me mais débil, porque aqui reside o pleno exercício da opção política. A Câmara do Porto escolhe investir e canalizar recursos para esta medida, em detrimento de outras. A nível nacional, é o que sucede, por exemplo, na saúde com as consultas gratuitas nos cuidados primários e não será justo dizer que a resposta piorou, porque já não se pagam taxas moderadoras. A experiência no Porto deve ser sujeita a uma avaliação aprofundada. No entanto, perspetivo que a eficácia da medida dependerá, sobretudo, da capacidade de absorver, com conforto e eficiência, a massa de novos passageiros e de atribuir efetiva prioridade ao transporte público no trânsito, em detrimento do transporte privado. O que é impossível fazer sem ter a coragem política de reduzir (e até banir) significativamente o espaço do automóvel dentro da cidade, com efetivo sacrifício para milhares de condutores.

·         Carla Sofia Luz – Jornal de Notícias - 3 de agosto, 2026

 

AVIS: 𝐏𝐚𝐫𝐚𝐛é𝐧𝐬 𝐚𝐨 𝐂𝐥𝐮𝐛𝐞 𝐝𝐞 𝐅𝐮𝐭𝐞𝐛𝐨𝐥 "𝐎𝐬 𝐀𝐯𝐢𝐬𝐞𝐧𝐬𝐞𝐬"!


O Clube de Futebol "Os Avisenses" celebra o seu 81.º aniversário e assinala esta importante data com um programa festivo que terá lugar nos dias 14 e 15 de agosto, reunindo sócios, adeptos, atletas, dirigentes, amigos do clube e entidades oficiais em torno desta emblemática associação avisense, fundada a 15 de agosto de 1945.

As comemorações têm início no dia 14 de agosto, no Largo do Pelourinho, a partir das 21h00, com um baile animado por Mário Coutinho e pelas animações do Gormicho. A festa, que conta com o apoio do Município de Avis e da Freguesia de Avis, promete um ambiente de convívio e animação, com quermesse, serviço de bar e sardinhada, convidando toda a população a participar nesta celebração.

No dia 15 de agosto, integrado nas comemorações do aniversário do Clube, realiza-se o 2.º Concurso Nacional de Pesca Desportiva, na Barragem do Maranhão, iniciativa que reforça o espírito de participação e dinamismo que caracteriza "Os Avisenses".

Nesta data especial, o Município de Avis felicita o Clube de Futebol "Os Avisenses" pelo seu 81.º aniversário, enaltecendo o importante papel que tem desempenhado ao longo de mais de oito décadas na promoção do desporto, do associativismo e da união da comunidade. Formula, igualmente, votos de contínuos sucessos e das maiores felicidades para o futuro

MARVÃO: Festival da Juventude de Marvão com muita animação


De 7 a 9 de agosto

Terceira edição da Color Party, desportos radicais e concertos, numa programação diversificada e para todos os gostos. Blaya e Overule são os cabeças de cartaz.

O mês de agosto chega a Marvão com mais uma edição do Festival da Juventude. Ao longo de três dias, o Centro de Lazer da Portagem transforma-se num palco de encontro e partilha de experiências entre os jovens, com atividades gratuitas e um ambiente de convívio único, à beira do rio Sever.

Da adrenalina das atividades radicais, ao ritmo dos concertos, da energia da zumba a uma caminhada, ao Flea Market, disponível logo a partir de dia 6, há propostas para todos os gostos e idades.

O programa de sábado, dia 8, arranca logo às 10h00, com a terceira edição da Marvão Color Party e desportos radicais (parede de escalada e slide).

A festa prolonga-se depois pela noite dentro. Blaya sobe ao palco às 22h00, para apresentar o projeto “ARRAIÁ.L”, que se traduz numa viagem pelas múltiplas facetas que a definem, fundindo universos sonoros que vão dos arraiais portugueses às festas juninas brasileiras. Do forró ao semba, do samba à kizomba, do funk à música urbana, este percurso reflete, não só as suas origens, como também a evolução artística que a levou a afirmar-se como uma das vozes mais versáteis da música portuguesa.

Já a partir das 00h00, Overule, um dos DJs, produtores e beatmakers mais reconhecidos da música urbana e eletrónica, e presença habitual em alguns dos maiores palcos nacionais, assegura a pista de dança e um fim de festa em grande. Reconhecido pelas suas atuações dinâmicas em regime open format e pela fusão de hip-hop, r&b, reggae, dancehall e afro-trap, Overule foi o primeiro DJ nacional a vencer o prémio ‘Best Portuguese Act’, nos ⁠ MTV Europe Music Awards.

Associação Timbre d'Alvorada garante a animação dos dias 7 e 9

DJ João Delicado e Klaus Und Hans vão animar o primeiro dia do Festival da Juventude (dia 7, 21h00). Já a noite de dia 9 (20h00), vai ser dedicada a um Concurso de Bandas - Warm Up para o Marvão Rock Fest. A banda vencedora vai integrar o line up do Festival, que se realiza a 11 e 12 de setembro, também na Portagem, numa organização da Associação Timbre d'Alvorada, com o apoio do Município de Marvão.

Todos os espetáculos são de entrada gratuita. Já as inscrições para a Color Party custam “8 cores” e podem ser efetuadas através das redes sociais do Município de Marvão.

4.8.26

CAMPO MAIOR: Festas do ovo 2026

 


SOUSEL ADENTRO: Concurso de Fotografia Digital



PRAÇA DA LIBERDADE: Agosto, ir e voltar


Agosto tem qualquer coisa de mágico. É o mês em que o tempo abranda, as famílias se reencontram e a vida recupera um ritmo mais humano. As crianças trocam os horários pelas brincadeiras, o mar substitui a pressa, as noites prolongam-se em conversas demoradas e voltamos a descobrir o prazer de caminhar, de respirar fundo e de simplesmente estar.

É o mês das férias, dos reencontros, do descanso e das pequenas alegrias que tantas vezes a rotina nos rouba. Dias de praia, de campo, de montanha ou de aldeia. Dias para ganhar tempo, recuperar energia e construir memórias em família e entre amigos, saboreando, por vezes, os nossos dotes culinários sem tempo durante o ano e que nos acompanharão muito para além do verão.

Mas agosto é também o mês em que milhões de pessoas se fazem à estrada. E, infelizmente, continua a ser um dos períodos em que mais vidas se perdem em acidentes de viação. A velocidade, o álcool, o cansaço, a distração ou a falsa confiança de quem conhece bem o percurso continuam a transformar viagens de felicidade em histórias de dor.

Na mobilidade, sabemos que a segurança nunca é um acaso. É o resultado de escolhas responsáveis, de pequenos gestos e de decisões tomadas em cada quilómetro. Vale sempre a pena chegar cinco minutos mais tarde se isso significar chegar.

Que este seja um mês de liberdade, de descanso e de encontro. Mas que seja também um mês de prudência. Porque, no fim de cada viagem, há sempre alguém à nossa espera: um filho, um pai, uma mãe, um amigo ou um avô. E nenhum destino vale mais do que esse abraço.

Porque as melhores férias são aquelas de que todos regressam. E o melhor destino é voltar. Boas férias.

Paula Teles – Jornal de Notícias - 4 de agosto, 2026

AJA LISBOA: Exposição “Emigração, Exílio e Canção de Protesto”


Até 30 de setembro, o Núcleo AJA Lisboa recebe a exposição "Emigração, exílio e canção de protesto".

Originalmente produzida no âmbito da atividade do Observatório da Canção de Protesto (OCP) e apresentada durante o Encontro da Canção de Protesto de 2020, dedicado a José Mário Branco e à temática do exílio, esta exposição reúne textos e diverso material iconográfico que dão a conhecer o percurso de vários cantores portugueses exilados em França, desde meados da década de 1960 até ao 25 de Abril de 1974, bem como a intensa atividade artística desenvolvida no meio associativo e político da emigração.

A exposição está aberta ao público às segundas, quartas, sextas e sábados, das 16h às 19h, na sede do Núcleo AJA Lisboa.

Esta iniciativa conta com o apoio de divulgação do projeto FCT EXIMUS – «É preciso avisar toda a gente»: Música e exílio em França durante o regime do Estado Novo (1933–1974).

Vem e traz outro amigo também!

AVIS: 𝐁𝐞𝐧𝐚𝐯𝐢𝐥𝐚 𝐫𝐞𝐜𝐞𝐛𝐞 𝐚𝐬 𝐅𝐞𝐬𝐭𝐚𝐬 𝐞𝐦 𝐇𝐨𝐧𝐫𝐚 𝐝𝐞 𝐍𝐨𝐬𝐬𝐚 𝐒𝐞𝐧𝐡𝐨𝐫𝐚 𝐃'𝐄𝐧𝐭𝐫𝐞 Á𝐠𝐮𝐚𝐬


De 14 a 16 de agosto, Benavila volta a celebrar as tradicionais Festas em Honra de Nossa Senhora D'Entre Águas, num fim de semana que alia devoção, tradição, cultura e animação.

O programa inclui a abertura do recinto e da quermesse, a arruada acompanhada pela Banda Filarmónica de Alter do Chão, a celebração da Santa Missa em homenagem a todos os Benavilenses falecidos e a tradicional Procissão pelas ruas da vila até à Ermida de Nossa Senhora D'Entre Águas. Não faltarão ainda o Torneio de Malha, o Torneio de Cartas e a animação infantil pelo Reino da Fantasia.

A música será um dos grandes destaques das festividades. Na sexta-feira, o baile estará a cargo do organista Nuno Florindo, seguindo-se a atuação do DJ Joseph. No sábado, a animação continua com a Banda X e a DJ Joana Dinis, prometendo duas noites de muita música e convívio.

Durante os três dias haverá ainda serviço de bar, onde não faltarão o tradicional frango assado e as bifanas, convidando todos a desfrutar do melhor da gastronomia local.

As festas são organizadas pela Sociedade Recreativa Benavilense – BenaBike e pela Paróquia de Benavila, com o apoio do Município e da União de Freguesias de Benavila e Valongo.

Benavila espera por si para celebrar uma das suas mais emblemáticas tradições

FAS-PORTUGAL: “NÃO FALTAM DADORES DE SANGUE. FALTAM CONDIÇÕES PARA O IPST, IP RESPONDER À DISPONIBILIDADE DOS PORTUGUESES.”


COMUNICADO À COMUNICAÇÃO SOCIAL

A FAS-Portugal compreende as dificuldades do IPST, IP, mas rejeita que a falta  de recursos humanos seja compensada pela substituição de profissionais por  voluntários

A FAS–Federação das Associações de Dadores de Sangue–Portugal (FAS-Portugal) considera  positiva a abertura manifestada pelo Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST, I.P.) para rever o ponto 6 da Deliberação n.º 018/D/2026, que previa a participação de voluntários  das Associações no apoio à refeição dos dadores, associada à retirada de profissionais das equipas  do Instituto.

A FAS-Portugal compreende as dificuldades que o IPST, IP enfrenta e tem sido uma das  entidades que mais insistentemente tem alertado a Tutela e todos os Órgãos de Soberania  que tutelam o Estado para a insuficiência de recursos humanos e financeiros do IPST, IP.

Mas é precisamente por conhecer essa realidade que a FAS-Portugal entende ser necessário dizer  claramente:

Em Portugal não existe falta de dadores de sangue. Existe uma grave  incapacidade do IPST, IP, para responder plenamente à disponibilidade dos  portugueses para dar sangue, o que leva a sucessivos cancelamentos de sessões de  colheita de sangue.

As Associações de Dadores de Sangue continuam a mobilizar cidadãos, a promover a dádiva e a  manter uma forte capacidade de sensibilização e mobilização das comunidades. O problema está, muitas vezes, em conseguir transformar essa disponibilidade em dádivas  efetivamente realizadas, devido às limitações de recursos humanos, financeiros e operacionais  que condicionam a capacidade de resposta do IPST, IP.

A FAS-Portugal considera, por isso, que a solução não pode passar pela transferência dessas  dificuldades para o Movimento Associativo e para os seus voluntários.

O voluntariado é uma força fundamental do Serviço Nacional de Sangue. Mas o voluntário  deve complementar o profissional — nunca substituí-lo.

O Movimento Associativo está disponível para continuar a colaborar com o IPST, IP, como tem  feito há décadas. Porém, essa colaboração deve ser livre, voluntária e complementar, não  podendo qualquer Associação ou Grupo de Dadores de Sangue ser obrigada, direta ou  indiretamente, a disponibilizar um voluntário para assegurar funções que resultem da falta de  profissionais.

A FAS-Portugal considera igualmente indispensável que o Estado assegure ao IPST, IP os  recursos humanos e financeiros necessários para cumprir plenamente a sua missão.

Portugal tem cidadãos disponíveis para dar sangue. Precisa de um Serviço Nacional de  Sangue com capacidade para acolher, colher, acompanhar e cuidar desses dadores.

Associada Cofundadora: Filiada:

FAS – Federação das Associações de Dadores de Sangue - PORTUGAL

Sede: Travessa do Noronha, nº 5-2ºdt – 1250-169 LISBOA –Telefone 213 976 771

NIF: 503506206 Mail: fasportugal1995@gmail.com Site: https://fasportugal.org/

A FAS-Portugal saúda, por isso, a disponibilidade do Conselho Diretivo do IPST, IP para rever  a Deliberação e reafirma a sua disponibilidade para colaborar na construção de soluções. Mas  continuará a defender junto da Tutela e dos Órgãos de Soberania uma resposta efetiva às  dificuldades estruturais do IPST, IP.

A FAS-Portugal deixa uma mensagem clara:

Os portugueses continuam disponíveis para dar sangue. O Estado tem de garantir que o  Serviço Nacional de Sangue tem capacidade para receber essa generosidade.

FAS – Federação das Associações de Dadores de Sangue – Portugal

Lisboa, 31 de julho de 2026

O Presidente da Assembleia Geral O Presidente da Direção Joaquim Martins Mendes Silva Paulo José Rosa Cardoso

Associada Cofundadora: Filiada:

 

AVIS: 𝐂𝐚𝐦𝐢𝐧𝐡𝐚𝐝𝐚 “𝐀 𝐟𝐥𝐨𝐫𝐚 𝐝𝐞 𝐀𝐯𝐢𝐬 𝐧𝐨 𝐛𝐫𝐢𝐥𝐡𝐨 𝐝𝐨 𝐨𝐜𝐚𝐬𝐨”


A Caminhada “A flora de Avis no brilho do ocaso”, integrada no Calendário Anual de Caminhadas do Município de Avis, realiza-se no próximo dia 8 de agosto. O ponto de encontro está marcado para as 18h30, no Jardim Público Municipal, junto ao Quiosque.

Esta iniciativa de sensibilização ambiental e valorização do Património Natural contempla um percurso circular de aproximadamente 3,5 km, com guia explicativo, proporcionando aos participantes a oportunidade de conhecer algumas das espécies arbóreas e arbustivas que integram a flora urbana de Avis. Ao longo do percurso será destacada a importância das espécies autóctones, bem como a sua contribuição para a biodiversidade e para a identidade paisagística do concelho.

A caminhada inclui ainda a passagem pelo Corredor Ciclável e Pedonal, um projeto que veio estabelecer uma ligação segura, acessível e agradável entre a vila e o Clube Náutico. Atualmente, este espaço constitui um local privilegiado para a prática de atividade física e para momentos de lazer ao ar livre, oferecendo ainda um cenário único para apreciar o magnífico pôr do sol sobre a Albufeira do Maranhão.

As inscrições são gratuitas, mas obrigatórias, e decorrem até ao dia 6 de agosto, através do formulário disponível em: https://tinyurl.com/FloraBrilhoOcaso26

Inscreva-se e venha descobrir a flora de Avis ao brilho do ocaso

 

3.8.26

ALPALHÃO: Festas de Verão

 


Lisboa volta a ser palco da magia com 175 espetáculos gratuitos em 13 espaços da cidade


LISBOA MÁGICA NA RUA

14ª Edição | 18 a 23 de Agosto de 2026

Lisboa volta a ser palco da magia com 175 espetáculos gratuitos em 13 espaços da cidade

Festival Internacional de Magia de Rua regressa para a 14.ª edição com 15 artistas de 10 países, sob direção artística de Luís de Matos

O Lisboa Mágica – Festival Internacional de Magia de Rua de Lisboa regressa para a sua 14.ª edição, reafirmando-se como um dos mais importantes eventos dedicados à magia de rua a nível internacional. Integrado na programação da Lisboa Cultura, o festival volta a transformar o espaço público num grande palco ao ar livre, reunindo alguns dos mais destacados artistas da atualidade numa celebração da universalidade da arte mágica.

Criado em 2006 e com direção artística de Luís de Matos, o festival apresenta este ano 175 espetáculos de acesso livre, protagonizados por 15 artistas oriundos de 10 países, cuidadosamente convidados para trazer a Lisboa diferentes linguagens, estilos e abordagens da magia contemporânea.

Ao longo do festival, praças, jardins e largos da cidade serão ocupados por performances que desafiam a perceção, promovem o espanto e convidam públicos de todas as idades a descobrir a magia em plena proximidade. A programação distribui-se por 13 locais emblemáticos de Lisboa: Campo das Cebolas, Jardim Campo de Ourique (Amoreiras), Jardim da Estrela, Jardim Fernando Pessa, Jardim Museu de Lisboa, Jardim Vasco da Gama, Largo do Carmo, Largo do Chiado, Palácio Baldaya, Parque Bensaúde, Praça de Campolide, Praça do Município e Praça Luís de Camões.

FOTOGRAFIAS: ANA DIAS

Uma vez mais, os artistas vêm de vários cantos do mundo. Vindos da Argentina, Mago Daba, da Austrália Humphrey Cornthwaite, do Chile Gabriel Gascon, da Coreia do Sul The Charming Jay, de Cuba Raul Camaguey, de Espanha David Navares, Kayto e Juan Colas, de Inglaterra, Ben Woodward, Chris Cross, Peter Wardell e Steve Faulkner, de Itália Flip Mattia, do Japão Amino-San e de Portugal José Marques Antunes.

 

OPINIÃO: A invasão de Ceuta, o cemitério e as notas


Só nos primeiros seis meses deste ano, registaram-se 1271 mortes de migrantes durante a travessia do Mediterrâneo, segundo a Organização Internacional para as Migrações. Um número aquém da tragédia real. A mesma organização alerta para os naufrágios invisíveis, ou seja, os que morrem sem deixar rasto e que não entram nas estatísticas: estima-se que tenham sido outros 1500. O número de vítimas aumenta, apesar da redução do número de chegadas: segundo a Frontex, a agência europeia para as fronteiras, nos primeiros cinco meses do ano, foram 30 mil. Para a esmagadora maioria dos cidadãos europeus, são números abstratos. Não lhes conhecemos os nomes, muito menos as histórias. Falar do cemitério do Mediterrâneo transformou-se numa banalidade. Tirando uns quantos voluntários e algumas notas de rodapé, depois da visita do Papa Leão XIV a Lampedusa, quase ninguém quer verdadeiramente saber.

Vale a pena relembrar esta tragédia, quando o que domina as notícias é a situação em Ceuta, cidade norte-africana que o antigo colonizador manteve em sua posse. Dezenas de milhares de pessoas atravessaram a fronteira entre Marrocos e Espanha em dois ou três dias. Ao que se vai sabendo, com a conivência (e até o empurrão) das autoridades marroquinas e a impotência das espanholas. Vários morreram na tentativa de chegar à terra prometida. E a grande maioria voltou entretanto para trás, tal era a evidência de que, numa cidade de pouco mais de 80 mil habitantes, a única coisa que podiam esperar era Mas nada disto interessa aos extremistas que agora dominam o espaço público e, cada vez mais, o desenho das políticas. Para a extrema-direita, incluindo a portuguesa, está em curso uma invasão. E a solução é fechar fronteiras. Sabem tudo sobre redes sociais, mas faltaram às aulas de História. A fortaleza Europa é um mito. E pagar centenas de milhões de euros a regimes corruptos ou ditatoriais, como o turco e o marroquino, é inútil. Não se consegue tapar o vento com as mãos, mesmo quando estão cheias de notas. um outro tipo de miséria.

Rafael Barbosa – Jornal de Notícias - 2 de agosto, 2026 

Foto - Getty images

 

2.8.26

VERGONHA: Insuficientes renais não têm vagas para fazer diálise no Algarve e Alentejo


 A APIR - Associação Portuguesa de Insuficientes Renais alerta para o problema crescente da falta de recursos humanos qualificados na área da hemodiálise que coloca em causa a normal continuidade dos tratamentos em regiões turísticas como o Algarve e o Alentejo.

“Nas últimas semanas temos vindo a receber um número crescente de queixas de insuficientes renais que são obrigados a desmarcar períodos de férias por falta de vaga para fazerem os seus tratamentos de hemodiálise no Algarve e Alentejo. Esta não é uma situação nova e apelamos ao apoio das autoridades competentes”, afirma Paulo Urbano, Presidente da APIR.

 Segundo a associação, o problema não resulta da falta de unidades de diálise nem da qualidade dos cuidados prestados. Portugal dispõe de hospitais públicos e de uma rede de clínicas altamente diferenciada e reconhecida pela excelência clínica. No entanto, a crescente dificuldade em recrutar e fixar médicos, enfermeiros, técnicos e outros profissionais especializados está a reduzir a capacidade operacional de algumas unidades, sobretudo em períodos de maior procura, como acontece durante os meses de verão.

Todos os anos, centenas de doentes renais procuram realizar os seus tratamentos em zonas de férias, garantindo a continuidade terapêutica enquanto desfrutam de alguns dias de descanso com as suas famílias. Contudo, quando não existem equipas suficientes para assegurar todas as sessões necessárias, muitos acabam por ver inviabilizado um direito que para a maioria dos portugueses é adquirido: o direito a férias.

"A doença renal não pode significar uma condenação a ficar em casa. Os doentes têm o mesmo direito ao descanso, ao convívio familiar e à qualidade de vida que qualquer outro cidadão. O tratamento não pode ser um obstáculo permanente à sua participação plena na sociedade e falhar um tratamento coloca em risco a vida do doente", acrescenta Paulo Urbano.

A APIR considera que esta realidade constitui um sinal de alerta para a necessidade de reforçar a capacidade de resposta do setor, através de medidas que promovam a valorização e retenção dos profissionais de saúde especializados em diálise, assegurando a continuidade dos cuidados em todo o território nacional, incluindo nos períodos de maior pressão assistencial.

A associação apela ao Ministério da Saúde e às restantes entidades responsáveis para que acompanhem esta situação e promovam soluções que permitam garantir que nenhum doente renal seja impedido de gozar férias por falta de acesso a um tratamento que é indispensável à sua sobrevivência.

 

 

NISA: Estreia de filme e Exposição na sede da União de Freguesias



No próximo dia 7 de agosto, no edifício sede da União de Freguesias de Espírito Santo, Nossa Senhora da Graça e São Simão, a partir das 17h30, estará disponível o serviço de petiscos e bar, assegurado pelo Alentterra - Clube de Ar Livre do Alto Alentejo, para que possa desfrutar de um agradável final de tarde num ambiente descontraído e de convívio.

Pelas 19h00, terá lugar a inauguração da exposição fotográfica de Sílvio Valentt, seguindo-se, às 21h00, da estreia do filme "O Caminho", do realizador nisense António Bizarro.

1.8.26

CEDILLO: Fiestas del Emigrante

 


ANTÓNIO MONTALVO: Cidadão de Nisa, cidadão do Mundo


Se não fossem os imponderáveis da vida, as circunstâncias que não dominamos e estabelecem os mecanismos da morte, António Manuel Rebordão Montalvo, teria completado, ontem, três quartos de século.

Nasceu em 1951 e apenas pelos tais imponderáveis, não conheceu a luz do dia em Nisa, a terra que viria a ser a sua por opção. Nisa onde foi criança e brincou, conheceu amigos, os terrenos baldios em roda da Fonte da Cruz, o célebre campo do Celeiro, um “estádio” na fértil imaginação infantil e cenário de duras refregas futebolísticas e de outras brincadeiras que anteciparam a entrada na Escola do Rossio. Já nessa altura, o António Montalvo era alvo de educação esmerada, um “menino”, como os pobres chamavam aos filhos das pessoas endinheiradas da vila. Algumas, nem tanto, como o pai do António Manuel, chefe de secretaria da Câmara Municipal de Nisa, onde o seu prestígio e a qualidade do seu trabalho, suplantavam, largamente, o salário auferido.

Encontrei-o na 3ª e 4ª classe na Escola do Rossio, uma fila de carteiras a separar-nos, silêncio mantido a respeito imposto pelas famosas reguadas.

O meu primo António Pires, o professor, nem era muito utilizador do método, fosse porque a idade não lhe sorrisse já muito ou porque a “alegria” de um branquinho bebido, nos intervalos, no estabelecimento do senhor António Alberto, lhe acalmasse o espírito. Certo e sabido é que o nome do António Montalvo nunca foi escrito no quadro preto da sala do piso superior da escola, ao contrário do meu, vezes sem conta, escarrapanchado logo na primeira linha pelo “vigilante de turno”, como perturbador do silêncio imposto após o recreio, o que, de vez em quando, levava o professor a comentar:

- Outra vez, tu, Mário? Vá lá, vão-se lá sentar!

A palmatória ficava adiada para o dia seguinte ou outro, porque tanta rapaziada nova calados e fechados numa sala, não era para o meu feitio.

Terminada a escola primária, cada um foi à sua vida. O António Montalvo seguiu os estudos secundários e o exemplo do pai inculcava-se nele. Acabou os estudos liceais, entrou na Universidade, cursou direito e especializou-se em Direito Administrativo.

Estabeleceu-se com escritório em Lisboa, coadjuvou o pai em vários estudos e pareceres e a paixão pelos temas ligados ao Poder Local ficou para sempre.

Não se estranhou, por isso e devido à fama que granjeou que fosse escolhido para presidente da Comissão Coordenadora Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCRLVT), a par da do Porto, as duas mais importantes do país.

Tornou-se um dos maiores especialistas na área das Autarquias Locais, consolidando esse prestígio com a publicação de diversos livros e de uma revista dedicada à temática do Poder Local.  A todo este trabalho veio a corresponder o convite do Conselho da Europa para perito e observador de eleições locais em vários países comunitários.

Às regiões (Vale do Tejo e Alto Alentejo) vinha com a frequência determinada pelos vários estudos e pareceres solicitados pelas autarquias locais que nele depositavam a sua confiança. Mas, nunca esqueceu Nisa, a terra onde foi criança e se fez adulto. Onde estudou e conheceu pessoas e histórias de vida que contribuíram para lhe moldar o carácter e tornar sempre presente a sua condição de homem do “interior”.

Na chamada “curva da vida”, orientados os filhos, dedica-se a valorizar a vila e o concelho que tinha como o “seu”.  Cria a Nisa Viva – Associação dos Amigos e Naturais do Município de Nisa e a partir desta Associação lança um alargado conjunto de iniciativas de promoção sócio-cultural, culminando na reconstrução da ermida de Santo André, feita com verbas obtidas na venda do seu livro “Retratos de Nisa com Gentes da Terra” e a colaboração da Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Graça e da Paróquia de Nisa.

A sua acção foi determinante para desbloquear a situação familiar que impediu durante anos, o projecto da erecção do Menir do Patalou. A divulgação e preservação do património foi sempre um dos objectivos do programa de acção da Nisa Viva, nome que era também o de uma revista cultural e de que foram publicados 35 números, o último dos quais em 2022. A organização de variadas exposições sobre temas do património local e concelhio, a promoção de caminhadas abertas a toda a gente visando dar a conhecer os caminhos rurais e históricos de algumas freguesias, bem como promoção de colóquios e conferências sobre a cultura, património, educação, economia, desenvolvimento local e regional e tantos outros temas constituíram actividades desenvolvidas pela Nisa Viva permitindo a discussão frontal e aberta de importantes problemas sentidos pela comunidade.

De salientar, como dois grandes momentos da criatividade e dinamismo da Associação, os dois Cortejos Etnográficos realizados em 2007 e 2009, o segundo culminando na inauguração do Museu do Barro e do Bordado, na antiga Cadeia Comarcã.

E muito mais poderia ter sido feito se, ao desejo de contribuir de forma voluntária e voluntariosa para a elevação do concelho não se sobrepusessem as quezílias e as dúvidas de natureza política-partidária sobre os reais objectivos da Associação.

António Montalvo procurou sempre, de forma clara e transparente, diria mesmo decidida, que tais considerações nunca pudessem envolver a Nisa Viva. Mantê-la sempre viva e independente foi um dos seus desígnios, na defesa dos quais recusou, a oferta de instalações  para sede da colectividade. 

Hoje, primeiro de Agosto, um dia após o seu aniversário,  que a doença e a morte não deixaram comemorar, lembramos o Cidadão de Nisa (que o foi, integralmente), o Cidadão do Mundo, o Homem do Poder Local, da Democracia e da Liberdade.

E recordo tantas outras personagens, que, sem apelo nem agravo, sem nada (rigorosamente) terem feito por esta terra e seu concelho, foram agraciados, homenageados em festins que tiveram mais de hipocrisia do que verdade.

O Montalvo, sei-o bem, também dispensaria essas “honrarias”.

Apenas e tão só porque construiu o seu caminho na perspectiva da Cidadania e no respeito pela verdade e dignidade humana.

Que melhor Homenagem há que um Homem possa levar desta vida?

Mário Mendes 








 

NISA: INFORMAR OS MUNÍCIPES É PRECISO!


Olha aqui, ó Dinis! Estes têm maioria absoluta, mas não têm soberba, são cinco (5) eleitos e não "apagam" ninguém da vereação. Ainda me lembro do teu discurso na tomada de posse. Da chamada a terreiro do Papa Francisco, da tua "transparência" (que poucos meses depois se mostrou ser quase nada "transparente". E lembro-me do TODOS! TODOS! TODOS! dito a plenos pulmões, como se fosses "engolir" o microfone".

No fundo, até acho que as tuas intenções eram verdadeiras, que querias mudar alguma coisa, mesmo que fosse para ficar na mesma. Cometeste erros em catadupa, subiste o plafon da arrogância que já tinhas e, pior do que isso deixaste-te adormecer nos braços de uma ninfa que não sabe onde fica a Península Ibérica. Mesmo assim, apesar de tudo, continuo a ter esperança de que ainda possas vir a ser um autarca capaz de respeitar os colegas da vereação, eleitos como tu, pelo voto popular.

Sugiro que mandes fazer uma "coisinha" como estas. É simples, dá pouco trabalho - é como a açorda alentejana - não leva alho, mas dá um pouco de consistência e clareza à acção municipal. Tens gente especializada capaz de fazer isso e muito mais, até de plantar umas florinhas aqui na Rua Padre Álvaro Semedo (Zona F, da Cevadeira) cujos canteiros foram abandonados, há um ano, pela tua mentora.

Vá lá, um esforçozinho, apenas, não tens que levar isto a sessão de Câmara nem carece de Despacho ou Ratificação.

O bairro ficava mais bonito e os moradores ainda eram capazes de te fazer um poema e uma canção.

Vai por mim, rapaz! Assume a presidência e não deixes que a barca do Tejo te desvie da Península Ibérica.

SAÚDE: Quebremos o estigma. Conversemos sobre Cancro do Pulmão

Para o Registo Oncológico Nacional, o cancro do pulmão foi em 2022, o segundo tipo de cancro mais incidente com 5.450 novos casos. No homem foram registados 3.777 novos casos (2º em incidência) e na mulher 1.673 novos casos (4º em incidência). O pico de incidência ocorreu entre os 70 e 74 anos. Entre nós, o cancro do pulmão é a principal causa de morte por doença oncológica. Mais de ¾ dos cancros do pulmão são causados pelo tabaco.

Após o diagnostico, o estigma - marca negativa associada a desvalorização, culpabilização e exclusão - associado ao cancro do pulmão tem efeitos negativos muitas vezes graves na vida das pessoas – um maior sofrimento físico, psicológico e espiritual, um maior isolamento social, uma pior qualidade de vida, ansiedade, angústia e depressão. Muitos doentes atrasam a procura de assistência médica e outros ocultam o seu diagnostico de pessoas próximas devido à vergonha. O estigma condiciona muitas vezes relações tensas, redução do apoio social e menor capacidade de defesa dos direitos.

Todos temos a percepção que os doentes mais jovens relatam consistentemente níveis mais elevados de estigma do que os adultos mais velhos. Que o desemprego, a privação ou baixos níveis de escolaridade estão associados a um maior estigma. Também, doentes com níveis mais elevados de propensão para a culpa, baixos níveis de apoio emocional, afetivo e informativo ou outras perturbações da personalidade apresentam maior estigma versus os doentes com níveis elevados de autoestima, autoeficácia, resiliência e comunicação aberta com níveis mais baixos de estigma. Indivíduos casados reportam menor estigma e vergonha do que solteiros, separados ou divorciados. Sendo o tabaco um comportamento individualmente controlável, um doente fumador ou ex-fumador, sente e culpabiliza-se pelo cancro do pulmão. O doente fumador sente-se desqualificado, excluído, descriminado, culpabilizado e muitas vezes com grande dificuldade em lidar com a doença. Com o diagnóstico, o tempo de vida ganha uma dimensão finita, quantificável. O doente e família vivem sentimentos de incerteza, desespero, medo, ansiedade.

Vimos como a natureza complexa e multidimensional do estigma do cancro do pulmão, incluindo os componentes intrínsecos e extrínsecos se cruzam com fatores demográficos, psicológicos, clínicos, comportamentais e interpessoais. Mas, a culpa não salva vidas.

Hoje, para todos os doentes com o diagnóstico de cancro do pulmão, incluindo os fumadores e ex-fumadores, há que ter confiança nos marcantes avanços da oncologia torácica.

Hoje, mesmo na doença avançada, é possível viver com normalidade, sem medo e boa qualidade de vida. Hoje, assistimos nos nossos doentes, o planear e construir o futuro profissional, familiar e individual. Vemos o tempo a decorrer com ausência de sintomas, um bom controlo da doença, o viver com uma doença crónica, uma vida normal.

Nos últimos dez anos, evoluímos nos cuidados oncológicos, quer a nível público, quer privado. Há inovação e otimização do diagnóstico ao tratamento. Há evolução na área cirúrgica com as cirurgias minimamente invasivas ou a cirurgia robótica. Há evolução na radio-oncologia com modernas tecnologias de precisão e eficácia. Há evolução nas terapêuticas sistémicas com a imunoterapia ou as terapêuticas alvo isoladas ou combinadas com a quimioterapia. Em breve novas vacinas, novos grupos terapêuticos, novas combinações.

Hoje temos um acompanhamento integrado, multidisciplinar do doente com cancro do pulmão, um envolvimento em rede dos cuidados paliativos, uma proximidade dos doentes com o centro de tratamento através de novas plataformas, uma maior participação dos nossos doentes em ensaios clínicos. Queremos aumentar a prevenção, a educação e a literacia sobre cancro do pulmão.

Vamos vencer o estigma do Cancro do Pulmão. Todos vamos conseguir.

 Fernando Barata - Pneumologista da ULS de Coimbra

30.7.26

TOLOSA (Nisa): Festas de Verão

 


Montemor-o-Novo renova a sua histórica ligação ao Festival Sete Sóis Sete Luas com uma nova programação internacional


Em agosto e setembro, a cidade volta a acolher uma programação artística de grande qualidade, com concertos, circo contemporâneo e projetos musicais solidários que reúnem artistas provenientes de diferentes geografias da Rede Cultural Sete Sóis Sete Luas.

A Associação Cultural Sete Sóis Sete Luas agradece ao Município de Montemor-o-Novo pelo apoio, pela confiança e pela continuidade desta colaboração, que representa um exemplo de como a cultura pode criar pontes duradouras entre comunidades, países e gerações. Montemor-o-Novo ocupa um lugar especial na história do Festival: foi a primeira cidade portuguesa a acolherem 1993 jovens artistas provenientes da Toscana, num momento pioneiro de intercâmbio cultural que esteve na origem de uma relação construída ao longo dos anos com base na amizade, na criação artística e no diálogo entre povos.

Mais de trinta anos depois, essa ligação mantém-se viva e continua a gerar novos encontros, novas produções e novas oportunidades para artistas emergentes e comunidades locais.

A programação deste ano inicia-se com a extraordinária voz da cantora e compositora grega Xanthoula Dakovanou, no dia domingo 2 de agosto, às 21h30, no Terreiro de João de Deus. Uma viagem pelas tradições vocais da Grécia, dos Balcãs e do Mediterrâneo Oriental, através de uma artista com uma reconhecida carreira internacional.

No dia domingo 9 de agosto, às 21h30, no Auditório do Parque Urbano, será a vez dos Ayom (Angola/Brasil) subirem ao palco. A formação multicultural, composta por músicos de Angola, Brasil e Itália, apresenta uma música profundamente ligada às rotas da diáspora africana, cruzando ritmos, culturas e histórias do Atlântico.

A programação artística prolonga-se até setembro com o espetáculo “RODEO” da companhia La Banda de Otro (Andaluzia), no dia segunda-feira 7 de setembro, às 20h45, na Feira da Luz. Um espetáculo de circo contemporâneo, clownerie e malabarismo que combina humor, acrobacia e participação do público.

O Festival Sete Sóis Sete Luas mantém também a sua dimensão social e de proximidade através dos concertos solidários em instituições de Montemor-o-Novo, levando a música a novos públicos e reforçando o papel da cultura como instrumento de inclusão.

No dia 6 de agosto, às 15h, os Ayom realizam um concerto solidário no “O Sobreiro” – Associação de Proteção Social à População de Cortiçadas de Lavre.

No dia 10 de agosto, às 11h, o Centro Social e Paroquial de São Cristóvão recebe o projeto Jeunesse IX das Cidades 7Sóis, uma produção original do Festival Sete Sóis Sete Luas que reúne jovens músicos e mestres de diferentes países da Rede Sete Sóis Sete Luas, sob direção musical de Rolando Semedo (Cabo Verde).

Esta nova edição confirma mais uma vez o espírito do Festival Sete Sóis Sete Luas: promover encontros entre culturas, valorizar a criação artística contemporânea e aproximar os povos através da música, da arte e da partilha.

https://festival7sois.eu/festival-2026/montemor-o-novo-3