5.11.26

A ÁGUA EM NISA - Alguns elementos para a sua História (I)


A água é um bem essencial à vida e constituiu desde sempre uma das principais aspirações dos nisenses, devido à sua escassez. Longe estão os tempos em que a população recorria às fontes, algumas distanciadas da vila e de fracas nascentes. Garantir a água para o consumo familiar, o básico, era um martírio constante, principalmente para as mulheres que, de cântaro à cabeça, demandavam esses lugares e aguardavam, por vezes, em longa espera, a sua vez de acesso à bica e ao enchimento do recipiente.

A falta de água é registada em diversos documentos municipais e deles faz eco, por exemplo, Motta e Moura, na "Memória Histórica da Notável Vila de Nisa". Assim, refere o autor que a falta de água sempre foi grande em Nisa, mas no ano de 1725, que foi de prolongada seca, tornou-se insuportável; e porque eram muitos os clamores, o bacharel José Pereira Leitão, juiz de fora da vila, convocou nos Paços do Concelho, no dia 4 de Novembro, uma reunião do clero, nobreza e povo, para se lhe procurar remédio, foram todos de parecer unânime, que se procurasse água a todo o custo, e se fizessem os maiores sacrifícios para a alcançar.

Foi a partir desta reunião que se mandou vir do Crato, um frade do convento de S. António, com fama de entendido vèdor e com tão bom desempenho que em 1726 se concluía a Fonte do Frade. Era uma solução, entre outras, de recurso. A água continuava a faltar em Nisa e em 1779, a Câmara (1) atendendo à grave precisão de água para beber que a vila tinha, acordaram se fizesse uma fonte no sítio da Devesa, mas em 1794 e tendo-se constatado que o flagelo da falta de água continuava, a edilidade determinou a continuação da obra da fonte nova do Mártir e se fizesse toda a diligência pela necessidade que há da mesma água. (2).

Em 1832 - sessão de 5 de Outubro - enfrenta de novo o problema e determina que visto existir em outro tempo um começo de fonte no Rossio Público desta vila, se fizessem escavações naquele sítio, concorrendo a este trabalho aqueles habitantes que de sua livre e espontânea vontade quisessem ter parte em tão justo serviço. (3) Tão precária situação, diz-nos o prof. José Francisco Figueiredo na sua Monografia, foi-se agravando no rodar dos anos e em 1909, o presidente da Câmara, Dr. Mário Miranda Monteiro, fez a primeira tentativa de aproveitamento da Galiana, mas o seu empenhamento esbarrou em obstáculos intransponíveis e a grande aspiração de Nisa esboroou-se.

Em 1929 foi feita nova tentativa para dotar Nisa de água potável, mas os dois engenheiros enviados pelo Ministério do Comércio desprezaram a hipótese mais viável e concentraram-se na lameira de Santo António, junto ao Figueiró. Foi ali que, em 1932, a Comissão Administrativa liderada pelo tenente Falcão, procedeu a obras de captação de água destinada a alimentar quatro marcos fontenários, dois de mármore, entre estes a "famosa" Fonte do Rossio e dois em ferro fundido, que se instalaram em diversos pontos da vila.

Inaugurada com pompa e circunstância pelo Presidente da República, Marechal Óscar Carmona, a obra viria a revelar-se um completo fiasco, pois dos inestéticos fontenários, apenas saía, com intermitências, débil fio de água suspeita, enquanto centenas de bilhas, em volta daquela irrisão, escancaravam as bocas sôfregas para as torneiras gotejantes. (4).

E foi preciso esperar quase vinte anos até que a 24 de Setembro de 1940, a Câmara sob a presidência do Dr. José Augusto Fraústo Basso, iniciasse as obras de captação das várias nascentes da Galiana. Uma obra, a todos os títulos gigantesca, não só pela escassez de verbas que eram, escrupulosamente, mendigadas junto do poder central, como pelo impacto geral dos trabalhos que, além das captações, obrigaram à implantação de uma conduta até à estação elevatória, a construção desta infra-estrutura com reservatório subterrâneo com capacidade para cerca de 700 metros cúbicos. O empreendimento, o maior de âmbito municipal até então realizado no concelho, obrigou ainda à instalação de uma linha eléctrica de alta tensão, posto de transformação, bombas elevatórias, conduta até à vila de Nisa e aqui a implantação de um imponente depósito, situado num dos pontos mais altos da vila, de onde passou a ser distribuída à população.

Em 1944 foi feita a inauguração deste importante melhoramento. Ao acto se refere o prof. José Francisco Figueiredo na Monografia, deste modo pujante: Foi a 17 de Abril daquele ano que a linfa cristalina, brotando da serra de S. Simão em límpidos borbotões, jorrou pela primeira vez das fontes públicas. E se já houve em Nisa, motivo para festas, foi então! Simples e sem espavento decorreu, porém, a cerimónia inaugural. Coube ao Dr. José Beato Caldeira Miguéns, então presidente da Câmara, accionar o automático que pôs em movimento o corpo da bomba. Na altura, circularam algumas quadras de sabor popular, em louvor do melhoramento e criticando a anterior inauguração presidencial das águas em 1932. Ei-las:

Hino das águas

Em sossego, sem espalhafato,

Foi feita a inauguração;

A segunda, em Nisa, das águas,

Sem de tropa haver aparato.

Apenas um major à paisana,

A música e pouca gente;

Veio a água da Galiana,

Mostrou-se o povo indiferente!

Ingratos nos poderão chamar,

E para isso há forte razão,

Nenhum viva se ouviu dar,

Em sinal de satisfação!

Não houve espada a oferecer,

Nem jantarada a pagar;

Mas ficou o povo a dever

A quem a água lhe veio dar!

Não houve (creio eu) discussão,

Fez-se a festa sem toiros;

Bem merece coroas de loiros

 

Quem conseguiu noss´aspiração.

Água da serra, espelhadinha,

Vem nossas bocas refrescar;

Não és leitosas como a outra,

Que só serve para lavar.

Um milagre se fez, pois, agora,

Que santos de casa não costumam fazer;

Não foi precisa gente de fora,

E a água aí está a correr.

Sem autoridades e sem esquadrão,

Sem ministros e sem presidente,

Deu-se água boa a toda a Vila.

E vêde, ó grande Átila, ó cruel gente!

Tudo se fez, afinal, sem haver questão!

As redes de distribuição de água e de saneamento vieram mais tarde, mas o empreendimento da Galiana garantiu durante 40 anos, o abastecimento de águas públicas para consumo humano em quantidade e qualidade, até que no início dos anos 70, a expansão urbana da vila, a modificação dos hábitos de higiene e consumo como a introdução das máquinas de lavar, roupa e louça, vieram aumentar as necessidades de um maior fornecimento do precioso líquido. A Galiana continuou a desempenhar o seu importante papel, mesmo quando a urgência de novas soluções para o abastecimento de água à vila se impôs. Os primeiros executivos municipais após o 25 de Abril tiveram de encarar este problema. Houve vários estudos, voltaram a implementar-se soluções antigas, de recurso, adicionando águas de captações à da Galiana, paliativos que não resolviam as necessidades da população. A Câmara, liderada por outro Basso - Dr. José Manuel Semedo Basso - obteve, no mandato de 1982 - 1985 a aquiescência da EDP para a utilização das águas do açude do Poio, captadas no Tarabau e canalizadas até ao Santo António, instalações antigas e que foram acrescentadas para acolher a estação de tratamento. A qualidade da água, já não era a mesma, mas os habitantes da vila tinham água em quantidade suficiente para as suas necessidades. Água pública, suportando a Câmara os custos de gestão das redes de água e saneamento, situação que se foi mantendo até que os recursos hídrico passaram a ser alvo do apetite de grandes empresas e passaram a ser encaradas não como um bem público, mas como um negócio, chorudo, privado.

Executivos e assembleias municipais alinhadas com estes interesses empresariais, tornaram fácil o negócio numa primeira fase, a captação e transporte até aos reservatórios para distribuição na rede (alta). Era um passo essencial para o domínio, total, da comercialização da água, até aqui, pública. Sem surpresa e sustentada nos mesmos apoios partidários (PS e PSD) não foi difícil a entrega da exploração em baixa numa segunda fase, a actual, com todos os custos e inconvenientes, a serem suportados pelos munícipes, agora designados como clientes. Água e saneamento passaram a ser geridos por interesses privados, ainda que misturados com sigla de intermunicipal.

Nalguns municípios do país, esta experiência empresarial não correu bem e, devido aos constantes protestos dos seus habitantes, face ao aumento brutal dos tarifários, tiveram que retornar ao modelo inicial. Mas a pressão é muita e a ambição desses grupos económicos é privatizar todas as redes de água e saneamento do país, agrupando-as numa empresa única.

Os municípios deixam de gerir um bem público, a preços sociais e ao alcance das bolsas dos seus munícipes, uma responsabilidade que assumiram durante quase um século e vêem algumas infra-estruturas que serviram e foram essenciais, como a Galiana em Nisa, a Fonte Velha em Alpalhão ou S. Gens em Tolosa, serem votadas ao abandono e sem qualquer préstimo. Pese embora as apregoadas intenções de trazer a água da Galiana - que já está em Nisa há mais de 80 anos - para rega de jardins. E as fontes públicas, vão desaparecer ou serem fechadas, como aconteceu com duas em Montalvão? As fontes que antigamente complementavam o abastecimento público, fora da vila, nomeadamente, para beber, quem as protege? Quem analisa as suas águas e garante que continuam a saciar a sede à população, respeitando todas as características físicas, químicas e biológicas, inerentes à sua potabilidade? A água é um bem essencial à vida, tal como o ar que respitamos. Lutar para que se mantenha na esfera pública, é um dever de todos os cidadãos.

* Mário Mendes

NOTAS

(1) Figueiredo, José Francisco - "Monografia da Notável Vila de Nisa"

(2) idem

(3) idem

(4) idem

ALGUNS DOCUMENTOS

Seca em Nisa (1835)

Do auto da vereação da Câmara Municipal de Nisa de 1 de Abril de 1835, pode ler-se: " Mais acordarão que em consequencia do flagelo da seca que nos afligeo não só o anno passado, mas o prezente que decorre, temendo por falta das chuvas amesma esterelidade da colheita passada, etendo em atenção o requerimento de varias pessoas deste Povo que pedirão se mandace vir para a Igreja Matriz desta Villa a imagem da Senhora da Graça que em cazos taes muito nos tem valido o seu patrocinio, se mandace vir a referida imagem com toda a decencia e decoro e piedade que sempre se praticou, e que isto se fizesse saber ao provedor para a sua devida execução, sendo amanhã dois do corrente que deverá ter lugar".

Presidente da Camara: João Matheus de Carvalhaes e Brito; Vereadores: Thomaz Cardoso Vieira e Manuel António da Costa Fragoso

Fornecimento de Água - 1930

Mario Diniz Vieira, Administrador do Concelho de Niza faz saber e determino que o abastecimento de agua nas fontes desta vila, terá logar nas condiçõe seguintes:

1º Ninguem poderá encher mais que um cantaro de cada vez, a não ser que ninguem mais se encontre para se fornecer de agua, devendo, quem leva mais que um cantaro para encher, dar, em seguida a cada cantaro a vez a quem de direito.

2º Na Fonte da Cruz só poderá ser enchido o segundo cantaro do mesmo dono depois de enchidos dois outros de diferentes donos, conforme a sua vez.

(a) M. Vieira - Março 1930

Sessão da Câmara de 12 Set. 1940

Presenças: José Augsto Fraústo Basso (presidente - José Beato Caldeira Miguéns e António Carita Ribeirinho (vereadores)

1 - Concedida à Câmara a comparticipação do Estado de 275.967 escudos para a obra de uma nova captação de águas destinada ao abastecimento da vila de Nisa, a qual deve ser executada no prazo de 21 meses pelos respectivos Serviços Municipalizados.


Portalegre junta-se à jornada nacional de luta pela habitação a 14 de novembro


A cidade de Portalegre recebe, no próximo dia 14 de novembro, uma concentração integrada na jornada nacional de protesto pela habitação promovida pelo movimento Porta a Porta.

A iniciativa está marcada para as 10h30, junto ao Centro Comercial dos Assentos, no Bairro dos Assentos.

A ação faz parte de um conjunto de protestos descentralizados que vão decorrer em vários pontos do país, convocados pelo movimento em defesa do direito à habitação. Entre as principais reivindicações estão o aumento da habitação pública, o controlo dos preços das rendas e medidas que facilitem o acesso à habitação para famílias e jovens.

Em comunicado, o movimento considera que as atuais políticas de habitação são insuficientes para responder às dificuldades sentidas por quem procura casa e critica as alterações à legislação do arrendamento atualmente em discussão.

A concentração em Portalegre integra o chamado Dia Nacional de Luta pela Habitação, promovido pela plataforma Casa Para Viver, que pretende chamar a atenção para a subida dos custos da habitação e para as dificuldades de acesso à casa em várias regiões do país.

In rádio Portalegre - 04-11-2026

Geoparque da UNESCO opõe-se a projeto de central solar na Beira Baixa


A Naturtejo, entidade administradora do Geopark Naturtejo Mundial da UNESCO, emitiu um parecer desfavorável ao projeto da central fotovoltaica Sophia, apesar de reconhecer melhorias na sua reformulação.

Naturtejo, entidade administradora do Geopark Naturtejo Mundial da UNESCO anunciou hoje o seu parecer desfavorável ao projeto da central fotovoltaica Sophia, apesar de reconhecer que a sua reformulação trouxe melhorias significativas.

"A reformulação do projeto [Sophia] trouxe melhorias significativas, nomeadamente a redução da potência instalada, da área vedada e da superfície ocupada por painéis solares. Ainda assim, permanecem preocupações relacionadas com a dimensão da área ocupada, a transformação da paisagem, os efeitos sobre as atividades económicas e turísticas e os impactes cumulativos resultantes da concentração de projetos energéticos na região", afirmou a Naturtejo, em comunicado enviado à agência Lusa.

O Geopark Naturtejo, criado em 2006, é um território de conservação, educação, turismo, inovação e desenvolvimento sustentável, classificado como Geoparque Mundial da UNESCO, com cerca de 5.000 quilómetros quadrados, situado entre o vale do Tejo e as montanhas do Centro de Portugal.

Abrange os municípios de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Oleiros, Penamacor, Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão (distrito de Castelo Branco) e o concelho de Nisa (distrito de Portalegre).

A segunda consulta pública da central solar fotovoltaica Sophia - abrangendo os concelhos do Fundão, de Idanha-a-Nova e de Penamacor, na Beira Baixa, distrito de Castelo Branco - terminou no dia 21, depois de a multinacional britânica promotora do projeto ter reduzido a capacidade instalada em 34% na reformulação que submeteu à autoridade de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA).

"Relativamente à capacidade instalada, é feita uma redução de 34%, de 867MWp (Megawatt pico) para cerca de 573MWp. Neste contexto, a área vedada do projeto é reduzida em 32% e o número de núcleos vedados diminui de 44 para 22, uma redução de 50%", explicou a Lightsource BP na informação disponibilizada à agência Lusa.

O projeto inicial abrangia os municípios do Fundão, Idanha-a-Nova e Penamacor, no distrito de Castelo Branco, e uma capacidade instalada de 867 MWp.

A área ocupada do projeto por módulos fotovoltaicos era de 390 hectares, 435 hectares considerando todas as infraestruturas, e um total de 1.734 hectares de área vedada.

A Naturtejo defende uma avaliação territorial integrada que tenha em conta a capacidade de acolhimento do território e salvaguarde a paisagem, a geodiversidade, a biodiversidade, os solos, a atividade agrícola, o turismo e a qualidade de vida das populações.

 O parecer emitido propõe ainda a definição de uma estratégia territorial mais sustentável para o desenvolvimento de projetos fotovoltaicos, privilegiando, sempre que possível, "soluções descentralizadas e a utilização de superfícies construídas ou áreas já artificializadas".

"A Naturtejo manifesta disponibilidade para continuar a colaborar com a Agência Portuguesa do Ambiente, os municípios, as restantes entidades e o promotor na procura de soluções que permitam conciliar a transição energética com a conservação do património e o desenvolvimento sustentável das comunidades", lê-se na nota.

Apesar de reconhecer a importância da transição energética e os benefícios associados à produção de energia renovável, considera que "não está suficientemente demonstrada a compatibilidade do projeto com os valores paisagísticos, naturais, geológicos e socioeconómicos do território".

In noticiasaominuto.com – 4.11.2026

4.11.26

NISA: Sopas Solidárias da favor de obras na Igreja Matriz


 

BE critica silêncio da CIMAA e das autarquias perante resultados escolares no Norte Alentejo


O Bloco de Esquerda (BE) de Portalegre manifesta preocupação com os resultados do Ranking das Escolas e critica a ausência de reação da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) e das autarquias locais perante o desempenho do sistema de ensino na região.

Em comunicado enviado à comunicação social, o partido considera que os dados recentemente divulgados revelam um cenário «profundamente preocupante» para o futuro dos jovens do Alto Alentejo, acusando a CIMAA e os municípios de optarem pelo «silêncio cúmplice» em vez de assumirem responsabilidades.

O BE atribui os resultados a opções políticas que considera erradas, recuperando as críticas que já tinha dirigido, em 2025, ao programa «Educar com Arte». Na perspetiva do partido, a iniciativa não foi concebida para melhorar o desempenho pedagógico dos alunos, mas antes para favorecer a imagem de municípios como Nisa e Gavião, governados pelo PS, e de Elvas, onde os socialistas integram o executivo municipal.

O partido acusa ainda os responsáveis políticos de privilegiarem iniciativas de propaganda em detrimento da resolução dos problemas estruturais das escolas, considerando que os recursos públicos devem ser canalizados para medidas com impacto efetivo na qualidade do ensino.

O Bloco de Esquerda defende que, numa região marcada pela interioridade, a escola pública deve desempenhar um papel fundamental na promoção da igualdade de oportunidades e no combate à exclusão social.

Nesse sentido, exige que a CIMAA e os presidentes de câmara do distrito prestem esclarecimentos públicos às famílias, professores e alunos sobre a situação da Educação no Alto Alentejo.

O partido reclama, em particular, mais investimento nas escolas, valorização dos profissionais da Educação e medidas concretas de combate à exclusão, em vez daquilo que classifica como «operações de cosmética partidária pagas pelo erário público».

In “Linhas de Elvas” - Novembro 4, 2026

ESTREMOZ: Conferência e Concerto de Homenagem a Tomaz Alcaide


No 125º aniversário do nascimento do tenor estremocense Tomaz Alcaide e integrado no Centenário de Elevação de Estremoz a Cidade, numa organização do Orfeão Tomaz Alcaide e Câmara Municipal de Estremoz, vai decorrer no 𝐓𝐞𝐚𝐭𝐫𝐨 𝐁𝐞𝐫𝐧𝐚𝐫𝐝𝐢𝐦 𝐑𝐢𝐛𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐨 𝐞𝐯𝐞𝐧𝐭𝐨 "𝐂𝐨𝐧𝐟𝐞𝐫𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐞 𝐂𝐨𝐧𝐜𝐞𝐫𝐭𝐨 𝐝𝐞 𝐇𝐨𝐦𝐞𝐧𝐚𝐠𝐞𝐦 𝐚 𝐓𝐨𝐦𝐚𝐳 𝐀𝐥𝐜𝐚𝐢𝐝𝐞", 𝐨 𝐪𝐮𝐚𝐥 𝐭𝐞𝐫𝐚́ 𝐢𝐧𝐢𝐜𝐢𝐨, 𝐚̀𝐬 𝟐𝟏:𝟑𝟎 𝐡𝐨𝐫𝐚𝐬, 𝐝𝐞 𝟕 𝐝𝐞 𝐧𝐨𝐯𝐞𝐦𝐛𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝟐𝟎𝟐𝟔.

Pretende-se homenagear a maior figura da cultura de Estremoz, cujo impacto no país e no mundo foi de grande relevância, não podendo por isso o seu contributo deixar de ser recordado, neste ano em que se celebram os 100 anos de elevação a categoria de cidade e no seu 125º aniversário.

A entrada é livre, estando os bilhetes disponíveis, no Teatro Bernardim Ribeiro e no Posto de Turismo de Estremoz.

𝐅𝐈𝐂𝐇𝐀 𝐀𝐑𝐓𝐈́𝐒𝐓𝐈𝐂𝐀 𝐄 𝐓𝐄́𝐂𝐍𝐈𝐂𝐀

Apresentação / Conferência: Prof. Doutor Rui Vieira Nery

Tenor Convidado: Carlos Monteiro

Piano: Francisco Sassetti

Direção: Pedro Nascimento

Grupos Corais:

- Corué – Coro da Universidade de Évora;

- Coral Évora;

- Orfeã o de Estremoz "Tomaz Alcaide".

Venha assistir a este momento comemorativo e histórico!

 

ALTER DO CHÃO: : Homem detido por Incêndio Florestal


O Comando Territorial de Portalegre, através do Posto Territorial de Alter do Chão do Destacamento Territorial de Portalegre, no dia 03 de novembro, deteve um homem de 68 anos de idade, pela prática de um crime de incêndio florestal, no concelho de Alter do Chão.

Na sequência de uma ocorrência comunicada através da linha de emergência 112, os militares da Guarda identificaram um individuo que terá utilizado o fogo para realizar uma queimada extensiva, sem qualquer autorização para o efeito, a qual se descontrolou, dando origem a um incêndio florestal. Na sequência da ação e da abordagem ao suspeito, foi possível confirmar que o mesmo tinha sido o autor do incêndio, motivo pelo qual foi de imediato detido.

O detido foi constituído arguido e os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Fronteira.

A GNR relembra que:

As queimas e queimadas são das principais causas de incêndios em Portugal;

A realização de queimadas, de queima de amontoados e de fogueiras é interdita sempre que se verifique um nível de perigo de incêndio rural «muito elevado» ou «máximo», estando ainda dependente de autorização ou de comunicação prévia noutros períodos;

Para evitar acidentes siga as regras de segurança, esteja sempre acompanhado e leve consigo o telemóvel.

A Guarda Nacional Republicana, através do Serviço da Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), tem como preocupação diária a proteção ambiental e dos animais.A participação ativa da sociedade é essencial para travar o crime ambiental. Caso testemunhe ou suspeite de um crime contra a vida selvagem ou de atividades ambientais ilegais, contacte a GNR/SEPNA através da linha “SOS Ambiente e Território” – 808 200 520 (Madeira – SEPNA/GNR: 291 214 460; Açores – Linha SOS Ambiente: 800 292 800), do email sepna@gnr.pt ou do formulário disponível no site da GNR: https://www.gnr.pt/ambiente.aspx.

A ESPERANÇA VEIO DO OESTE: A onda azul foi um tsunami: democratas reconquistam Congresso em noite de repúdio ao trumpismo

 


O Partido Democrata venceu categoricamente as eleições intercalares norte-americanas desta terça-feira com a conquista da maioria em ambas câmaras do Congresso em Washington, um cenário tido como altamente improvável há poucos meses. Cerca das 03h30 de quarta-feira, hora de Portugal continental, as televisões projectavam a vitória da oposição na Câmara dos Representantes, tornando Hakeem Jeffries no seu primeiro speaker afro-americano. "Hoje começa o grande regresso da América", declarou o líder da bancada democrata, que apontou o combate à escalada do custo de vida, tema cimeiro da campanha, como prioridade do partido.

https://www.publico.pt/2026/11/04/mundo/noticia/onda-azul-tsunami-democratas-reconquistam-congresso-noite-repudio-trumpismo-2193679?utm_content=manhas&utm_source=e-goi&utm_medium=email&utm_term=Democratas%20reconquistam%20Congresso%20nos%20EUA%2C%20Governo%20mexe%20na%20estrutura%20do%20secund%C3%A1rio&utm_campaign=55&eg_sub=a589e5d2bd&eg_cam=46b8d92ca84c5b248c4802b79db0a1e6&eg_list=55

* Fotos de Mike Segar e Jonathan Ernst - Reuters

OPINIÃO: Um ministro que não governa


Fornos de Algodres, no distrito da Guarda, passou nas últimas horas pelo susto de ver um incêndio rondar habitações. É natural que a notícia tenha passado despercebida, dado que o país tem vindo a lidar com outros fogos. Não se trata, ainda assim, de mera curiosidade ou caso isolado. Convém que o país não se esqueça do que aconteceu em outubro de 2017, em pleno outono. Ou dos alertas sobre as fragilidades que continuamos a demonstrar perante as chamas, como ainda no início do verão lembrava mais um relatório de mais uma comissão técnica independente.Em agosto do ano passado, o Governo prometia apresentar até final de 2025 uma proposta de revisão da lei orgânica da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. Em janeiro, o secretário de Estado que tutela a pasta dizia que a nova lei estava concluída e entraria em vigor este ano. A 22 de abril, com cerca de um mês nas funções de ministro da Administração Interna, Luís Neves confirmava já existir "um esboço de um documento", mas invocava as dificuldades esperadas no verão para adiar a anunciada reforma para outubro. Já entrámos em novembro, e novidades na área da Proteção Civil, nem vê-las.Depois de um verão que acabou por ser mais quente do que esperaria dentro da sua própria casa, Luís Neves entrou em modo defensor da autoridade e da força do Estado, tornando-se o rosto do Governo para a via policial adotada para reprimir os protestos pela habitação. A tantas outras dificuldades que o ministro da Administração Interna acumula no cargo, junta-se esta: o empenho colocado na definição política da tática do bastão não lhe deixa tempo para governar. Opções de quem está mais focado em exibir o poder, do que em exercê-lo legitimamente.

Inês Cardoso – Jornal de Notícias - 4 de novembro, 2026

3.11.26

BARREIRO: 8.ª Edição do Entre Olhares


O Cinema Português Conquista o Barreiro com Estreias Mundiais e Nova Secção Infantil

Numa altura em que os grandes ecrãs se concentram nas produções internacionais e nos circuitos consolidados das capitais, o Entre Olhares – Festival de Cinema Português afirma-se na sua 8.ª edição como o refúgio essencial da produção nacional feito à medida das pessoas. De 7 a 16 de novembro, o Barreiro transforma-se na capital da sétima arte em português, acolhendo 59 filmes – incluindo cinco estreias mundiais – da ficção ao documentário, passando também pela animação, que espelham as urgências, as margens e a identidade do país.

Pioneiro no panorama dos festivais de cinema na Margem Sul, o Entre Olhares volta a fazer do Barreiro o seu polo de descentralização e ousadia temática. Nesta edição traz uma novidade histórica: a criação da secção infantil, desenhada para introduzir os mais novos ao universo do cinema português, através das curtas de animação. A programação estende-se ainda a secções competitivas, onde longas e curtas-metragens disputam a Garça de Ouro, que contempla apoios à produção e à distribuição, potenciando decisivamente a circulação e o futuro das obras no panorama nacional. Em paralelo, a secção indústria "Novos Olhares" reforça o compromisso do festival ao apoiar a nova geração de realizadores com projetos em fase de pré-produção.

Para Mário Ventura, fundador e diretor do festival, "o cinema tem de ser um território de encontro e não um privilégio geográfico". Para isso, é fundamental fazer chegar os filmes às pessoas. Reforçando este compromisso de acessibilidade, a organização estabeleceu uma parceria com os TCB – Transportes Colectivos do Barreiro, garantindo o transporte gratuito nesta rede a todos os espectadores que adquiram bilhetes online para os recintos do festival (Auditório Municipal Augusto Cabrita e Castello Lopes Cinemas no Barra Shopping). Com bilhetes acessíveis a partir de 2,50€ e passes gerais a 12,50€, o Entre Olhares convida jornalistas, críticos e o público a descobrir as histórias que moldam o presente e o futuro do cinema português.

Media Assets (cartazes, banners, spot, stills e trailers): https://www.entreolhares.org/2026/media-assets

Contactos para a Imprensa:

Diretor e Programador: Mário Ventura

Telefone / WhatsApp: 925 036 782

E-mail: festival.entreolhares@gmail.com

Programa: entreolhares.org

DIOCESE: Faróis de Esperança são luz a indicar o caminho dos adolescentes rumo à santidade


Realizou-se, no passado dia 31 de outubro, em Fátima, a 2.ª edição do Encontro Interdiocesano de Adolescentes (EIDA 2026), subordinado ao tema “Faróis de Esperança”.

Este encontro desafiou os adolescentes das nossas comunidades de catequese a refletir sobre a santidade como um caminho a percorrer, tendo Cristo como o grande farol que ilumina e orienta cada passo desta viagem.

Vindos de diferentes pontos, os adolescentes peregrinaram até ao Santuário de Fátima, onde participaram no «Festival Faróis» e assistiram ao concerto da Banda Missio. Foram momentos de partilha, música e muita alegria, tão característica de quem vive e segue Cristo!

Um dos momentos mais marcantes do dia foi a celebração da Eucaristia, na Basílica da Santíssima Trindade, presidida pelo Bispo D. Pedro Fernandes, que lançou aos adolescentes o desafio de se deixarem guiar por Cristo, fazendo da santidade o horizonte do seu caminho.

O encontro terminou na Capelinha das Aparições, com a oração do Terço, num momento de recolhimento e gratidão a Nossa Senhora pelo dia vivido e por todos os momentos de fé e comunhão partilhados.

PORTALEGRE: Dia Mundial do Enoturismo - 8 DE NOVEMBRO


8 DE NOVEMBRO

09h00 às 12h30 e das 13h30 às 17h00

Provas de Vinhos nos espaços culturais do concelho:

— Casa Museu José Régio: Regalengu

–Museu da Tapeçaria de Portalegre – Guy Fino: Adega de Portalegre Winery Lda.

–Museu Municipal: Altas Quintas

–Posto de Turismo: Souto Escuro, Vinho da Talha

–Centro Museológico da Arte Cesteira de Ribeira de Nisa: Adega Casa da Urra

Uma organização do Município de Portalegre

 

 

 

NISA: CAMINHADA AO SANTO ANDRÉ


No próximo domingo, 29 de novembro, voltamos a caminhar até à capela de Santo André, numa caminhada que já se tornou tradição entre nós e que é, acima de tudo, um momento de confraternização.

A partida será pelas 9h30 junto à sede da União de Freguesias, seguindo-se a caminhada até Santo André, onde terá lugar a habitual Missa, pelas 11h00.

E porque queremos que esta tradição seja de todos, a União de Freguesias assegura transporte para quem quiser participar, mas não pretenda ou não possa fazer o percurso a pé.

Contamos consigo!

2.11.26

CULTURA: Exposição «As Mulheres no Jazz em Portugal», de Márcia Lessa, patente em Coimbra até 11 de dezembro


Vinte e seis retratos inéditos dão rosto às mulheres que têm marcado o jazz em Portugal, numa exposição de fotografia de Márcia Lessa que pode ser visitada gratuitamente no Largo do Poço n.º 1, em Coimbra, até 11 de dezembro.

Inaugurada a 1 de outubro, Dia Mundial da Música, no âmbito do Festival Jazz ao Centro, a exposição «As Mulheres no Jazz em Portugal», da fotógrafa Márcia Lessa, continua patente no Largo do Poço n.º 1, em Coimbra, até 11 de dezembro. Com entrada gratuita, pode ser visitada de quarta-feira a sábado, entre as 12h00 e as 19h00.

A exposição reúne retratos inéditos de 13 mulheres que escolheram o jazz como forma de expressão musical, dando visibilidade a diferentes percursos e gerações, desde os anos 60 até à atualidade. Estela Alexandre, Isabel Rato, Jéssica Pina, Juliana Mendonça, Maria Carvalho, Maria João, Maria Viana, Marta Hugon, Paula Oliveira, Paula Sousa, Rita Maria, Sara Serpa e Susana Santos Silva são as protagonistas deste conjunto de fotografias.

Longe do palco, sem instrumentos ou luzes de cena, Márcia Lessa propõe um olhar sobre as mulheres para lá da sua presença artística. Também ela ligada ao jazz há mais de 20 anos, a fotógrafa constrói cada retrato a partir de um encontro e de um momento de partilha, num processo de captação espontâneo que encontra no improviso uma das suas referências. O resultado é um conjunto de imagens que procura revelar as pessoas por detrás da música, dos discos e dos percursos artísticos.

Cada fotografia é acompanhada por um texto da autoria do crítico de jazz Nuno Catarino, que contextualiza o percurso de cada artista e o seu contributo para o panorama jazzístico português.

Com o apoio do Município de Idanha-a-Nova, «As Mulheres no Jazz em Portugal» é também um contributo para o reconhecimento e a valorização do papel das mulheres na história e na construção do jazz em Portugal.

INFORMAÇÕES

Exposição: As Mulheres no Jazz em Portugal, de Márcia Lessa

Local: Salão Brazil / Largo do Poço n.º 1, Coimbra

Patente até: 11 de dezembro

Horário: quarta-feira a sábado, das 12h00 às 19h00

Entrada: gratuita

Apoio: Município de Idanha-a-Nova

CASTELO DE VIDE: Seminário Internacional “Acervos com Sentido — Braille, Bibliotecas, Arquivos e Museus”


No dia 19 de Novembro no Museu de Tiflologia em Castelo de Vide

A Fundação Nossa Senhora da Esperança e o Museu de Tiflologia organizam, no próximo dia 19 de Novembro, o Seminário Internacional “Acervos com Sentido — Braille, Bibliotecas, Arquivos e Museus”. O evento reunirá instituições, especialistas, organizações representativas das pessoas cegas, investigadores e profissionais da cultura para partilhar experiências sobre preservação, organização, produção, digitalização e acesso a coleções em Braille e noutros formatos acessíveis.

O evento tem lugar no âmbito do Projeto TODAGENTE – Arte e Educação para a Acessibilidade e Inclusão em Espaços Culturais e será realizado em formato híbrido, presencialmente no Museu de Tiflologia e na Biblioteca Braille, em Castelo de Vide, e com transmissão online.

O encontro pretende promover a cooperação entre instituições nacionais e internacionais, relacionando a memória histórica do Braille com os desafios contemporâneos da acessibilidade cultural, das tecnologias assistidas e da participação das pessoas cegas na construção, interpretação e utilização dos acervos.

A participação é gratuita e as inscrições podem ser efectuadas diretamente através do link

https://todagente.fnse.pt/formacoes/8/inscricao.

Com especial enfoque na troca de experiências entre instituições nacionais e internacionais, o Seminário contará com a participação da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, representada pelo National Library Service for the Blind and Print Disabled — NLS. A presença desta instituição permitirá conhecer um modelo internacional de referência na produção, preservação e disponibilização de livros e revistas em Braille, áudio e formatos digitais acessíveis.

Segundo a organização do evento, os “Acervos com Sentido” traduzem uma perspetiva que ultrapassa a preservação material das coleções e compreende os acervos como espaços vivos de memória, conhecimento, experiência sensorial, participação e exercício do direito à cultura.

Castelo de Vide, 2 de Novembro de 2026

Para mais informações , contactar:

Ana Nunes – comunicacao.todagente.fnse@gmail.com

 

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA


O asilo do rato | cartoon editorial da revista de domingo do Correio Da Manhã – Vasco Gargalo

PORTALEGRE: Blues no Ciclo Intimista do CAEP

 


5 NOV. QUI. 21.30H

Ciclo In-ti-mis-ta - DOUG MacLEOD (EUA)

Blues | PA | 5€ | M/6 anos

Doug MacLeod (nascido em 1946) é uma das figuras mais respeitadas do blues mundial. Co-nhecido pela sua mestria na guitarra acústica (fingerpicking e slide) e pela sua capacidade única de contar histórias, MacLeod é um dos últimos "storytellers" autênticos do género.

Destaques e Prémios Recentes: Doug é um dos artistas mais galardoados pela Blues Founda-tion, contando com múltiplas distinções nos Blues Music Awards:

Acoustic Artist of the Year: Vencedor em 2023, 2020 e 2014.

Acoustic Album of the Year: Vencedor com os álbuns Raw Blues 1 (2024), Break The Chain (2018) e There's a Time (2014).

Nomeações 2026: Atualmente nomeado para Artista Acústico do Ano e Álbum Acústico do Ano pelo seu mais recente trabalho, Between Somewhere and Goodbye.

1.11.26

DAR SANGUE, É SALVAR VIDAS!

No mês de Novembro, realizam-se duas colheitas de sangue no distrito, uma iniciativa que reforça a importância da dádiva de sangue e da solidariedade de todos.

No dia 7 de Novembro, das 9h00 às 13h00, a recolha terá lugar em Santo António das Areias (Marvão) no Grupo Desportivo Arenense.

Mais tarde, no dia 21 de Novembro, também das 9h00 às 13h00, será a vez do Crato, com a colheita a decorrer no Centro de Saúde do Crato, incluindo a possibilidade de inscrição para a dádiva de medula óssea. Dar sangue é um gesto simples, solidário e de enorme importância, que pode salvar até três vidas. Cada dádiva conta e pode fazer a diferença para quem mais precisa. Seja solidário, participe e traga um amigo! Contamos com a generosidade de todos para continuar a ajudar a salvar vidas.

 

OPINIÃO: Ambrósio, custa-me tomar algo


O Governo tem sido, várias vezes, acusado de falhar na comunicação com os portugueses. As últimas semanas foram, aliás, ricas em exemplos de mensagens tardias e de comunicações absurdas.

O primeiro-ministro demorou 11 dias para falar sobre as manifestações e bastonadas nas cabeças na Praça de D. João I e no Rossio, argumentando que não se pronunciou antes porque estava a trabalhar! O presidente do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana disse não saber se a sociedade atual está disponível para o nível de sacrifício que os nossos pais e os nossos avós fizeram para ter uma casa. Mais tarde, não teve outra solução que não fosse admitir que as declarações foram infelizes. Já a PSP foi para as redes sociais mostrar em vídeo editado a sua versão dos acontecimentos na madrugada de domingo, em Lisboa e no Porto, gerindo a imagem pública da instituição como se fosse um qualquer influencer. E, por fim, a ministra do Ambiente e da Energia veio dizer que lhe custa andar com motorista. Isso mesmo.

Durante o segundo dia de debate na generalidade da proposta do Governo do Orçamento do Estado, a deputada do Chega Patrícia Carvalho criticou Maria da Graça Carvalho por, ainda em setembro, ter sugerido a partilha de boleias como uma forma de poupar combustível perante a subida de preços. Nessa altura, a ministra apelou ao bom senso dos portugueses e recomendou "comportamentos de partilha", além da redução da velocidade dos veículos. É então que, na resposta à deputada do Chega, a ministra do Ambiente faz uma confissão pessoal. "Só não venho à boleia porque não posso vir à boleia. Das coisas que mais me custam, enquanto membro do Governo, é ter de andar com motorista".

A frase é muito mais do que uma declaração infeliz. É mesmo um exemplo daquilo que mais nos custa ouvir de quem nos governa.

Manuel Molinos –Jornal de Notícias -  30 de outubro, 2026

 

QUERCUS; "À descoberta da Serra de S. Mamede" - Castelo de Vide e Marvão, 15 de Novembro de 2026

 


O Núcleo Regional de Portalegre da Quercus vai organizar, no próximo dia 15 de Novembro (Domingo), uma saída de campo no Parque Natural da Serra de S. Mamede. Com esta atividade pretende-se tomar contacto com a beleza e a diversidade das paisagens deste Parque Natural, bem como observar e identificar a sua diversidade florística e faunística.

Pretende-se também descobrir algumas das particularidades geológicas da região e comprovar a tipicidade das suas povoações e respectivas tradições culturais e históricas.

A atividade decorrerá ao longo de um percurso pedestre com início em Castelo de Vide e final em Marvão, e passará por alguns locais de grande beleza do Parque Natural da Serra de São Mamede, permitindo assim um contacto muito directo dos participantes com o património natural e cultural desta Área Protegida.

Inscreva-se e participe nesta iniciativa!

Consulte o programa em anexo.

Inscrições em: https://forms.gle/SDbgfpj5nPsYoVv36

Programa

Saída de campo “À descoberta da Serra de S. Mamede”

15 de Novembro de 2026

Domingo - 15 de Novembro

9.30h – Receção dos participantes, junto ao Posto de Turismo em Castelo de Vide, localizado na Praça D. Pedro V

https://goo.gl/maps/q4xjkfP4kPu1od4m7

10.00h – Inicio do percurso interpretativo, integrado no PR3 Castelo de Vide - Marvão – Total: cerca de 11 Km –

nível: moderado (Apoio: ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas *);

13.00h – Almoço campestre em Vale de Ródão (a cargo de cada um);

15.00h – Chegada à vila de Marvão - participação na Festa do Castanheiro e Feira da Castanha;

17.00h – Regresso a Castelo de Vide (de automóvel)

18.00h – Final da atividade

* A confirmar

Os participantes devem levar:

 Roupa e calçado confortável e resistente, adequados às condições atmosféricas e à natureza da atividade

 Cantil com água (existem quatro fontes de água ao longo do percurso onde os cantis poderão ser cheios);

 Merenda para almoço;

 NOTAS:

 As refeições e entrada em Marvão ficam a cargo dos participantes.

 O transporte ficará a cargo dos participantes, sendo a organização responsável por coordenar os meios, de

forma a rentabilizá-los ao máximo.

 Inscrições em: https://forms.gle/SDbgfpj5nPsYoVv36