5.9.26
SINES: A Onda Literária regressa ao Pátio das Artes nos dias 2, 3, 4 e 5 de outubro
Esta
quarta edição do evento volta a combinar uma componente de feira do livro,
conversas com escritores e apresentações de livros, complementadas por
atividades paralelas para famílias e público em geral.
A
vereadora da Cultura, Ana Dias, antecipa uma excelente edição do festival
literário de Sines.
"A
Onda Literária nasceu em 2023 e tem vindo a crescer de forma sustentada. Este é
talvez o ano em que a aposta é mais forte. Aproveitando o feriado de 5 de
outubro, a programação passa de três para quatro dias, crescendo também o
número de autores convidados, de parceiros da feira do livro e de atividades
complementares. Estamos muito orgulhosos deste programa", afirma.
A
lista de 15 autores convidados para a Onda Literária é orientada para um amplo
leque de interesses, desde a ciência (com Carlos Fiolhais) aos segredos da
língua portuguesa (com Marco Neves) e ao desporto (Rui Carvalho Tovar).
A
diversidade da programação é igualmente demonstrada nos géneros, com
representação do policial (com Lourenço Seruya), da literatura para a infância
(com Isabel Ricardo) e do ensaio (com o autor siniense João Maurício Brás).
Os
leitores de biografias poderão conversar com Maria João Martins sobre a obra
que dedicou a Natália Correia e com João Céu e Silva sobre os livros que
escreveu e que são essenciais para compreender os percursos de Lídia Jorge e
António Barreto.
A
riqueza de possibilidades do romance em português ficará demonstrada com os
novos livros que os autores Rui Zink, João Pinto Coelho, Filipa Fonseca Silva,
Virgílio Castelo e Fátima Lopes virão apresentar na Onda Literária.
O
escritor e ator André Gago estará em Sines com o seu livro "Manuscrito de
Alexandria", mas também com o espetáculo "Canções para Poetas",
acompanhado pelo pianista Victor Zamora.
É
com orgulho que a Onda Literária recebe a poeta e historiadora Ana Paula
Tavares, vencedora do Prémio Camões 2025, para apresentar a sua "Poesia
Reunida".
A
apresentação do livro "Faz de Conta", de Júlio Pereira, terá a
participação do Coral Atlântico Infantil.
O programa paralelo inclui passeios, oficinas, sessões de contos, tertúlias e provas de vinhos.
A
componente de feira do livro será assegurada pela Rota do Livro (que traz as
principais novidades editoriais e obras dos autores convidados), a Livraria
Mirabolante (com uma oferta de literatura infanto-juvenil), um espaço com
alfarrabistas (coordenado por João Méndez Fernandes) e uma área dedicada à
literatura africana (coordenada por Sedrick de Carvalho).
O
recinto da Onda Literária está aberto das 10h00 às 23h00 e tem entrada livre.
A
Onda Literária é uma organização da Câmara Municipal de Sines, através da
Biblioteca Municipal de Sines / Centro de Artes de Sines.
PROGRAMA
2
outubro (sexta-feira)
10h00:
Abertura do Festival
10h30:
Abertura da Feira do Livro
11h00:
À conversa com o escritor Carlos Fiolhais (público escolar 4.ºs anos)
14h30:
À conversa com o escritor Carlos Fiolhais (público escolar 10.º anos)
16h00:
Nem Só os Livros Têm Folhas – Passeio singular pelas ruas da cidade de Sines
com início no Pátio das Artes. Neste percurso pedonal, cada árvore ou planta
será uma página de leitura. Vamos desfolhar as páginas verdes do nosso
património urbano, descobrindo como as plantas e as árvores que nos rodeiam
habitam os livros, a poesia, o romance e a nossa memória coletiva. Uma viagem
onde a natureza se cruza com a literatura.
17h30:
À conversa com o escritor siniense João Maurício Brás - apresentação do livro
“Contra o Último Homem”
21h00:
Encontro com escritor Marco Neves – Apresentação do livro “As Raízes da Língua”
3
outubro (sábado)
10h30:
Abertura da Feira do Livro
11h00:
Cesta de Histórias Mirabolantes
Sessão
de histórias para famílias e crianças (até aos 7 anos), a partir de livros.
Duração:
cerca de 45 minutos
Por
Sílvia Laureano
15h00:
Tradisom: Apresentação do livro “Faz de Conta”, de Júlio Pereira com a
participação do Coral Atlântico Infantil
16h00:
Retratos Escritos com André Pereira
16h30:
As Letras dos Vinhos – provas por Arinto e Touriga by Renata Abreu
17h00:
Encontro com a escritora Isabel Ricardo - apresentação do livro “Polvinha
Pitosga”
18h00:
Encontro com o escritor João Pinto Coelho - apresentação do livro “Aguarela de
Paris”
19h30:
Encontro com o escritor Rui Zink – apresentação do livro “Olga Salva o Mundo”
21h00:
Encontro com o escritor/ator André Gago – apresentação do livro “Manuscrito de
Alexandria”, seguido do espetáculo “Canções para Poetas” com o pianista Victor
Zamora e André Gago.
04
outubro (domingo)
10h30:
Abertura da Feira do Livro
11h00:
Oficina Famílias - “Páginas de Livros”, pela equipa da Biblioteca Municipal de
Sines
Duração: cerca de 60 minutos.
15h00:
Tertúlia de Leitores com o Grupo de Leitores da Biblioteca Municipal de Sines e
o Grupo de Leitores Siniense “Livros Avulso” – Dois grupos de leitores, duas
dinâmicas, mas a mesma paixão: o amor pela literatura. Venha ouvir, partilhar e
descobrir as suas próximas leituras.
16h00:
Encontro com o escritor João Céu e Silva – apresentação dos livros “Uma Longa
Viagem com Lídia Jorge” e “António Barreto do meu ponto de vista”
17h00:
Encontro com a escritora Maria João Martins – apresentação dos livros “Natália
Correia - Entre o Riso e a Paixão” e
“Isto Agora é em Off”
18h30:
Encontro com a escritora/comunicadora Fátima Lopes - apresentação do livro
“Entre o Medo de te Amar e a Dor de te Perder”
19h30
- As Letras dos Vinhos – provas por Arinto e Touriga by Renata Abreu
21h00:
Encontro com o escritor Lourenço Seruya – apresentação do livro “Morte no
Parque”
05
outubro (segunda-feira)
10h30:
Abertura da Feira do Livro
11h00:
Hora do Conto Famílias, pela equipa de Mediação de Leitura do CAS
15h00:
À Descoberta dos Livros
Percurso
pela Feira do Livro com desafios inspirados em personagens, autores e livros.
As famílias recebem um pequeno mapa e vão resolvendo pistas em diferentes
pontos da feira. Não é uma competição de rapidez; o objetivo é descobrir
livros, conversar e observar. No final recebem uma oferta da livraria.
Duração:
cerca de 45 minutos (em regime livre)
Por
Sílvia Laureano / Bruno Rodrigues
16h00:
Encontro com o escritor/jornalista Rui Carvalho Tovar – apresentação do livro
“Os Nossos Heróis do Desporto”
17h30:
Encontro com a escritora Ana Paula Tavares (Prémio Camões 2025) – apresentação
do livro “Poesia reunida”
18h30:
As Letras dos Vinhos – provas por Arinto e Touriga by Renata Abreu
19h00:
Encontro com a escritora Filipa Fonseca Silva – apresentação do livro “A Mulher
por Detrás da Parede”
21h00:
Encontro com o escritor/ator Virgílio Castelo - apresentação do livro “Consumo
Obrigatório”
INICIATIVAS
PARALELAS E COMPLEMENTARES
Rota
do Livro
A
tradicional banca de venda ao público com as principais novidades editoriais e
obras dos autores convidados.
Livraria
Mirabolante
Espaço
particularmente dedicado à Literatura Infanto-Juvenil, com uma seleção de
referência.
Salão
do Livro Antigo
Presença
de alfarrabistas com relíquias literárias e edições raras. Coordenação de João
Méndez Fernandes.
Salão
do Livro Africano
Um
espaço de destaque dedicado à promoção, descoberta e celebração da literatura e
autores do continente africano. Coordenação de Sedrick de Carvalho.
Arinto
e Touriga by Renata Abreu
O
ponto de encontro perfeito entre as letras e os vinhos, elevando a experiência
cultural do evento.
3.9.26
Opinião: Juntas não são canivetes suíços
Carla Sofia Luz – Jornal de Notícias - 18 de junho, 2026
MONTEMOR-O-NOVO: 70 Anos de Grande Sertão: Veredas
📅 7 a 11 de setembro de 2026
👥 Público geral
Em 2026 assinalam-se os 70 anos da publicação de Grande
Sertão: Veredas, obra maior de João Guimarães Rosa e um dos grandes marcos da literatura
de língua portuguesa.
🇧🇷📖 O universo roseano chega a
Portugal numa celebração que cruza narração oral, criação artística e reflexão
sobre literatura, território e turismo literário.
✨ Uma viagem pelas palavras, paisagens e universos de Guimarães
Rosa, com passagem por Montemor-o-Novo, Lisboa e Loulé.
ÉVORA: Teatro Garcia de Resende reabre com um Setembro de palco cheio
Ao longo do mês, o histórico teatro eborense recebe ainda o
FIDANC – Festival de Dança Contemporânea de Évora e a abertura do CONTANÁRIO –
Festival de Contos e Formas de Contar.
A programação arranca já esta quarta-feira, 2 de setembro, às 19h00, no Salão Nobre, com «Pontes sobre a Distância – Todos quantos somos», recital de Ana Filipa Luz, ao piano, e Óscar Oré, tenor, que inaugura o Ciclo Deslocar. Música e conversa cruzam-se para abordar as experiências dos dois artistas enquanto estudantes e profissionais a viver fora de Portugal e refletir sobre distância, migração, partidas, regressos e encontros.
Logo no dia seguinte, 3 de setembro, às 19h00, chega à Sala
Principal «Coro dos Amantes», a primeira peça de teatro de Tiago Rodrigues.
Interpretada por Cláudia Gaiolas e Tónan Quito, numa criação da HomemBala, a
obra coloca um jovem casal a contar, a duas vozes, uma situação de vida ou de
morte.
As versões são quase iguais, mas não completamente, num
texto que acompanha a passagem do tempo e celebra a força do amor. Estreada
originalmente em 2007, a peça foi revisitada pelo autor em 2021.
O cinema entra em cena no dia 7, às 19h00, através do Ciclo Take1, dedicado à programação da Nitrato Filmes. «O Jacaré», de Basil da Cunha, leva o espectador até à Reboleira, onde o desaparecimento de 180 mil euros desencadeia uma caça ao tesouro feita de alianças, traições, violência e humor. Pelo meio, espalha-se pelo bairro um rumor insólito: há um jacaré à solta.
Dois dias depois, 9 de setembro, às 18h30, o Salão leva ao
Salão Nobre uma conversa sobre «Ciência e Arte», com Telma Santos e Diogo Lobo.
A participação é gratuita e quem não puder estar presente
poderá acompanhar a transmissão em direto através da página de Facebook do
CENDREV.
O o Ciclo Deslocar regressa a 11 de setembro, às 21h30, com «Bela Nafa», de José Braima Galissá. A expressão significa «Benefício Comum» em língua mandinga e dá nome a um projeto liderado pelo mestre griot da kora que cruza os sons da Guiné-Bissau e da África Ocidental com guitarras elétricas, baixo, bateria e percussão. O resultado propõe um encontro entre tradição e contemporaneidade num concerto de caráter festivo.
A dança e o teatro encontram-se no dia 15, às 19h00, com a companhia espanhola Karlik Danza-Teatro e «Lucia Joyce. Um pequeno drama em movimento», de Itziar Pascual.
A criação recupera a história da filha de James Joyce, apaixonada pela dança e testemunha do nascimento da dança moderna, mas também confrontada com o peso de um apelido célebre e com uma sociedade que reservava à mulher sobretudo o lugar de «musa» e não o de artista.
A dança contemporânea ganha ainda maior protagonismo com o
FIDANC, organizado pela Companhia de Dança Contemporânea de Évora.
A 17 de setembro, às 21h30, Tales Frey apresenta «Tapete Vermelho», onde dois intérpretes partilham um único traje e transformam os corpos numa espécie de construção escultórica para explorar questões relacionadas com diferença, poder e classes sociais.
A 19 de setembro, à mesma hora, Nélia Pinheiro leva à Sala
Principal «A vida feral na luz, sem desviar o olhar», uma reflexão sobre a
memória da violência humana, a repetição dos ciclos de destruição e a
possibilidade de sobreviver.
No dia 22, às 21h30, é a vez de olhar para cinco décadas de
trabalho de Manuel Dias. O documentário «Manuel Dias – Variações em redor dos
meus Eus», de José Coimbra e Tiago Guimarães, interroga a relação entre o
marionetista e as suas marionetas e marca a abertura do CONTANÁRIO – Festival
de Contos e Formas de Contar. A sessão, organizada pela associação É Neste
País, tem entrada gratuita.
E uma marioneta volta a assumir o protagonismo nos dias 23 e
24, às 21h00, mas desta vez para se revoltar contra quem decide a sua vida. Em
«Pouvoir», da companhia belga Une Tribu, a personagem está cansada de repetir
sempre o mesmo espetáculo e de permanecer entregue aos seus manipuladores.
Decide então «tomar o poder» e escolher o próprio destino, envolvendo os
espectadores numa reflexão sobre liberdade, poder e a possibilidade de imaginar
outro sistema. A iniciativa é organizada pela Associação Évora 2027.
A música regressa em grande plano no dia 25, às 21h30, com
Pedro Burmester. Em «Chopin & Janáček»,
o pianista interpreta Nas Brumas, de Leoš Janáček, e várias obras de Frédéric Chopin,
incluindo os célebres Noturnos e a Polonaise-Fantaisie. Produzido pela Artway,
o concerto propõe uma viagem musical pelas «brumas» e pelos mistérios da noite.
Setembro termina no Garcia de Resende com uma proposta para
os mais novos. «Quero um Piano», de Ana Madureira e Vahan Kerovpyan, sobe ao
palco nos dias 27 e 28, às 10h30, integrado no projeto Ver&Aprender. Com
música ao vivo, palavras e personagens inesperadas, o espetáculo procura criar
pontes entre línguas, culturas e realidades aparentemente distantes.
A primeira sessão destina-se às famílias e ao público em
geral, sendo gratuita para crianças até aos 12 anos e custando 4 euros para os
restantes espectadores. No dia seguinte, será apresentada a grupos escolares e
outros públicos organizados, com bilhete único de 3 euros.
À exceção de «Pontes sobre a Distância» e da conversa do
Salão, que ocupam o Salão Nobre, os espetáculos decorrem na Sala Principal.
Os bilhetes para a programação têm preços entre 4 e 8 euros,
de acordo com os descontos aplicáveis e salvo condições específicas de algumas
iniciativas, ficando disponíveis durante a primeira semana de setembro na
bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online.
A bilheteira funciona de segunda a sexta-feira, das 9h00 às
12h30 e das 14h00 às 17h30, abrindo também duas horas antes de cada espetáculo,
salvo indicação em contrário. Assim, depois da reabertura das portas, setembro
traz ao Garcia de Resende praticamente todas as linguagens do palco — e
propostas que vão da infância ao público adulto.
Setembro 1, 2028 - por Sul Informação
OPINIÃO: Hoje, o dia acordou perigoso
A conclusão,
que não é surpreendente, é mais uma chamada à ação para inverter um declínio
que se acentua. "Os tempos mais perigosos" como descreveu o vocalista
dos Da Weasel, estão a adubar-se na palma das nossas mãos.
O radialista
Nuno Markl publicou uma imagem de um casal interracial. Escrevia que a família
era alvo de racismo. Acompanhou a fotografia de Jessica com o marido e o filho
com uma série de cópias de mensagens insultuosas, criminosas, mas de pessoas
que não tinham qualquer problema em dar a cara. "São pessoas para quem o
racismo está tão normalizado e empoderado, que já não têm qualquer pudor em
insultar uma mãe, um pai e uma criança", escreveu, proibindo os seus
próprios seguidores de comentar a partilha.
É deste
espaço público que falamos, de um lugar que, também em Portugal, se encolheu
nas liberdades com o crescimento da extrema-direita, embalada por redes sociais
e algoritmos manhosos, coniventes com os crimes.
No relatório
de que falava, feito pelo Fórum Cívico Europeu e o Observatório do Espaço
Cívico, apontava-se para a "crescente influência da extrema-direita",
para as desenfreadas campanhas de desinformação e para o aumento dos crimes de
ódio. Passos do declínio da liberdade que vão "enfraquecendo a ação
cívica, a organização coletiva, a responsabilização do Estado e a participação
pública". Passos perigosos que se dão à luz do dia, até com o manto da
imunidade parlamentar.
·
Joana Almeida Silva - 23 de julho, 2026
2.9.26
B.Jazz põe Beja a respirar liberdade ao ritmo do jazz
Promovido pelo Município de Beja, o festival não se limita
aos concertos. O programa cruza a música com outras formas de expressão
artística e com momentos de reflexão, procurando transformar o Clube UNESCO num
espaço de encontro entre músicos, especialistas e público.
O B.Jazz começa na quarta-feira, 2 de setembro, às 18h00,
com a inauguração da exposição de fotografia «Jazz Emotions», de Rosa Reis, na
Galeria Mestre Isaclino. À noite, às 21h30, o festival muda-se para o Parque
Vista Alegre, onde será exibido «Billie – Ela contou a verdade e pagou por
isso», filme dedicado à vida e obra de Billie Holiday.
Na quinta-feira, dia 3, Rosa Reis regressa ao centro da
programação para a conversa «Debaixo das Oliveiras – Conversa com Rosa Reis a
propósito do livro Jazz Emotions», às 19h00, no Logradouro, acompanhada por
apontamentos musicais de Mili Vizcaíno.
Às 21h30, Mili Vizcaíno, na voz, e João Nunes, na guitarra,
apresentam no Auditório «Recalling ‘Take Love Easy’», uma recriação do álbum
editado em 1974 por Ella Fitzgerald e Joe Pass. A noite termina às 22h30 com
Ricardo Toscano Trio e o espetáculo «Chasing Contradictions».
A sexta-feira, 4 de setembro, começa às 15h30, na Galeria
Mestre Isaclino, com António Branco e a conversa «Um pouco mais de azul: 100
Anos de Miles Davis e John Coltrane». Mais tarde, às 19h00, Beatriz Nunes
conduz, no Logradouro, a conversa «Debaixo das Oliveiras – As mulheres no Jazz
Português», colocando em destaque a presença e o percurso feminino no panorama
jazzístico nacional.
A própria Beatriz Nunes sobe depois ao palco do Auditório,
às 21h30, com o Beatriz Nunes Trio. Uma hora mais tarde, às 22h30, a música
regressa ao Logradouro, onde Mário Lopes convida Tahina Rahary para mais um dos
encontros musicais propostos pelo festival.
O último dia da programação, 5 de setembro, fica reservado
para o Septeto Tomás Pimentel, que atua às 21h30, no Auditório. O B.Jazz
despede-se já perto da meia-noite: às 23h30, o Logradouro recebe «Round
Midnight», uma jam session que encerra quatro dias dedicados à descoberta e à
improvisação.
Com curadoria de Mili Vizcaíno, João Nunes, João Romão,
Pedro Rijo e Daniel Antunes, o festival assume como objetivos a «dinamização
cultural da cidade, a formação de novos públicos e o acesso à diversidade
musical do mundo», procurando aproximar diferentes públicos do jazz e das suas
múltiplas linguagens.
Todos os espetáculos e atividades do B.Jazz têm entrada gratuita, embora seja necessário levantar bilhete na bilheteira do Pax Julia – Teatro Municipal de Beja. Durante quatro dias, a proposta é simples: «ouvir, descobrir, conversar e celebrar o jazz».
Setembro 2, 2026 - Sul Informação
OPINIÃO: Prolongar Almaraz: Uma má ideia com piores consequências
O anúncio da
prorrogação de Almaraz ocorreu em agosto. Essa é a prova de quão convencida
está a ala socialista do Governo de uma decisão que se situa na linha do que
exigiam tanto o Partido Popular, como Vox, como o oligopólio energético.
Comecemos
pelo óbvio. Há um motivo para que o fechamento das centrais nucleares que já
superaram há muito sua vida útil seja feito de maneira escalonada. O motivo é,
precisamente, que não se acumulem fechamentos. Manter Almaraz ativo até 2030
provoca o que, supostamente, se pretendia evitar com o calendário pactuado com
as empresas em 2019, já que agora o fechamento coincidirá com o das centrais de
Ascó I e Confrentes.
Alterar o calendário altera o conjunto de planejamento, e o que é mais grave, altera também os compromissos climáticos expressos pelo próprio Ministério de Transição Ecológica em seu Plano Nacional de Energia e Clima, que não será cumprido.
O objetivo
desse fechamento escalonado era garantir a progressiva substituição dessas
centrais que, insistimos, há muito superaram sua vida útil, por fontes de
energia renovável. A prorrogação prioriza infraestruturas caras e obsoletas em
detrimento de outras mais baratas, limpas e fundamentais para levar a cabo a
transição ecológica. Assumir os argumentos que nos dizem que a nuclear deve ser
a grande energia de reserva é alimentar o pior dos boatos. Precisamente as
condições climáticas europeias neste verão deixaram sem uso útil um terço da
potência nuclear disponível nos países ao nosso redor. A energia nuclear é
menos resistente à tensão do calor e à escassez de água, o que encarece e
dificulta sua manutenção em verões que continuamente batem temperaturas
recordes.
O impulso
renovável requer um Estado que queira levá-lo a cabo. Sabemos disso porque hoje
pagamos as consequências da política energética do PP que bloqueou o
desenvolvimento renovável no qual a Espanha e sua indústria eram pioneiras na
década de 2010. Cada watt renovável que não instalamos é um watt que atrasamos
para continuar dependendo de energias caras e sujas do século XX. Até mesmo os
maiores defensores.
Prorrogar o calendário de fechamento não é
manter o emprego a longo prazo.
O terceiro argumento que aponta o erro de prolongar a vida útil de Almaraz é que as políticas de impulso às energias renováveis são uma aposta pela transição industrial, o planejamento territorial e o reequilíbrio. A Espanha é um país que reúne duas condições fundamentais para o desenvolvimento renovável: sol e vento. O que a Extremadura precisa são projetos industriais do século XXI: baseados em eletricidade renovável barata e abundante, o desenvolvimento de tecnologias limpas e que devolvam a vida a territórios que precisam.
Porque se a
atividade económica nos territórios importa, gerar alternativas sólidas e de
futuro nas comarcas que, como Campo Arañuelo, vivem em boa medida das centrais
nucleares é fundamental. A razão é simples: a vida das centrais não pode ser
alongada de maneira infinita, algo que sabem até os maiores defensores da
energia nuclear.
Prorrogar o
calendário de fechamento não é manter o emprego a longo prazo. Mais bem ao
contrário, é manter a dependência de uma única atividade sem pensar no futuro,
nesse amanhã em que sim ou sim essa planta fechará e não haverá nada porque não
se iniciou uma transição justa, uma transição energética que passa por
processos de reindustrialização onde as renováveis desempenham um papel
central.
Tanto o
futuro quanto o presente desta e de outras comarcas não dependem da prorrogação
das nucleares, mas de um plano claro, decidido e coordenado de todas as
administrações públicas
Haverá quem
diga -e será legítima essa inquietação- que tudo isso está muito bem, mas que
os e as vizinhas de Almaraz precisam de um emprego hoje, que os comércios e
empresas desta e de outras localidades precisam que a economia funcione hoje.
Pois bem, há outro fato que aqueles que defendem a prorrogação das centrais
nucleares ocultam: o desmantelamento de uma instalação como esta, que pode
durar mais de uma década, gera mais emprego do que seu próprio funcionamento.
Portanto,
tanto o futuro quanto o presente desta e de outras comarcas não dependem da
prorrogação das nucleares, mas de um plano claro, decidido e coordenado de
todas as administrações públicas. Um plano que, por um lado, aproveite essa
geração de emprego no curto prazo, e por outro, impulse um projeto industrial
sólido para o médio e longo prazo.
O PSOE se
enganou, a prorrogação gerará mais custos para as pessoas consumidoras e as
empresas, e também implicará mais investimento público que irá para os cofres
do oligopólio. Esta decisão é um freio ao setor das renováveis e vai supor
problemas no fechamento escalonado posterior, que abre a porta para que em caso
de um governo de direita e extrema direita apliquem o que vêm defendendo há
anos: priorizar a nuclear em relação às renováveis.
Temos as
ferramentas e os recursos para garantir uma transição limpa, barata e com
emprego e segurança. Vamos parar de perder tempo com decisões equivocadas.
* Rosa Martínez é co-coordenadora geral de Movimento Sumar. Xabel Vegas, secretário de Transição Ecológica Justa de Movimento Sumar.
OPINIÃO: Mude-se a regra pela liberdade
Carla Sofia Luz – Jornal de Notícias - 1 de Setembro, 2026s
Marvão comemora Feriado Municipal com vasto programa cultural
Marvão vai
comemorar o seu Feriado Municipal com uma programação alargada, diferenciadora
e pensada para todas as idades. De 4 a 8 de setembro, a vila de Marvão promete
transformar-se no epicentro cultural da região, com as Festas em Honra de Nossa
Senhora da Estrela, Padroeira do Concelho.
As
comemorações arrancam logo na sexta-feira, dia 4 de setembro (21h00), com um
Encontro de Música Transfronteiriça, marcado para o Átrio dos Paços do
Concelho, com as atuações do Grupo de Baile da Associação Boda Régia, da Tuna
Sénior de Marvão e do Grupo Folk da Escola de Música de Valencia de Alcántara. O
sábado, dia 5, fica marcado por um evento único, num cenário de eleição, para
se apreciar a magia do por do sol, numa pista de dança silenciosa, onde cada
pessoa pode escolher um diferente estilo musical e o som que chega aos seus
ouvidos. Entre as 19h00 e as 22h00, Silent Party com os DJ’s Andrego e Nelly
Deep, no Pátio do Castelo de Marvão, de entrada gratuita.
Aviões
históricos vão rasgar os céus de Marvão na 1ª edição do Airshow
Acrobacias
aéreas, pilotos destemidos e aviões a alta velocidade, vão fazer com que o
Alentejo seja visto de Alto a Baixo, no dia 6, entre as 15h00 e as 17h00, na
primeira edição do Marvão Airshow.
Seis aviões,
controlados por audazes e experientes pilotos, vão rasgar as nuvens, ao longo
de duas horas, num palco único e inigualável: as imponentes muralhas do Castelo
de Marvão.
O Castelo de
Marvão, Portagem e Santo António das Areias, são os pontos recomendados se
apreciar o espetáculo, onde aviões históricos vão realizar um conjunto de
ousadas manobras aéreas.
Ao longo de
todo o fim-de-semana (dias 5 e 6), joga-se também a 18ª edição do Torneio de
Vólei de 4 em Relva, no Centro de Lazer da Portagem.
Concerto com
os “Vizinhos” encerra comemorações do Feriado Municipal
O programa
do dia 8 começa logo pela manhã, com o Hastear das Bandeiras (10h00), no átrio
dos Paços do Concelho, seguindo-se a habitual Sessão Solene e a cerimónia de
atribuição das Medalhas de Bons Serviços Municipais.
As
celebrações religiosas têm início às 12h00, na Igreja de Nossa Senhora da
Estrela, com a Missa em Honra da Padroeira do Concelho. A partir das 17h00, a
procissão vai percorrer as ruas da vila de Marvão, acompanhada pela Banda da
Associação Humanitária dos Bombeiros do Zambujal.
As
comemorações do Feriado Municipal de Marvão encerram com um dos maiores
fenómenos da música portuguesa na atualidade. Às 22h00, os Vizinhos sobem ao
palco do Largo de Santa Maria, para um concerto que tem entrada gratuita.
Com temas originais como “Pôr do Sol” e “Pobre Ex-Namorado”, a banda de Évora tornou-se presença assídua em palcos de norte a sul do país, acumulando dezenas de atuações ao vivo e conquistando o público com a sua energia e espírito de festa.
1.9.26
CONVITE: Eva Menasse sobre a liberdade de expressão hoje
Uma entrevista participativa do Gerador com a escritora Eva Menasse no Goethe-Institut, em Lisboa
A reconhecida escritora austríaca Eva Menasse estará no dia
10 de setembro, às 19h00, no Goethe-Institut em Lisboa, à conversa com Tiago
Sigorelho, presidente e diretor editorial do Gerador, para debater a liberdade
de expressão e as transformações atuais do discurso público.
Eva Menasse tem promovido uma cultura de debate aberta e
combativa, na qual diferentes posições possam ser suportadas. Nos seus
romances, ensaios e intervenções públicas, debruça‑se sobre o crescente
conformismo, os limites do que pode ser dito e a intensificação da polarização,
refletindo criticamente sobre o aumento da intolerância e das políticas
identitárias.
O público será convidado a participar ativamente na
conversa. A entrada é livre mediante reserva prévia para o email
susanne.malorny@goethe.de
O evento conta com o apoio da Associação de São Bartolomeu
dos Alemães em Lisboa e da Embaixada da Áustria em Lisboa.
Post/Zeitgeist, uma parceria entre o Gerador e o
Goethe-Institut em Lisboa, é um projeto que pretende pensar com tempo o amanhã.
Castro Mineiro celebra raízes, memória e futuro de Castro Verde
Durante três dias, o Parque da Liberdade será o ponto de
encontro entre mineração, património, música e cultura popular, com concertos,
conferência, exposição, cante alentejano, provas de vinhos, tasquinhas e
iniciativas para diferentes idades. A entrada no festival é gratuita.
Organizado pela Câmara Municipal de Castro Verde, em
parceria com a Boliden Somincor, o festival pretende ser, segundo a
organização, um «espaço de celebração da forte ligação histórica do concelho à
atividade mineira», valorizando simultaneamente o património, a cultura e as
tradições de um território profundamente marcado pela mineração.
A história dessa relação será um dos pontos fortes logo na
sexta-feira, dia 4. Às 15h00, o Museu da Lucerna recebe a conferência «Neves-Corvo:
Tesouros Arqueológicos de um Território Mineiro», com Samuel Melro, Ricardo Vaz
e Cidália Matos, dedicada aos vestígios arqueológicos encontrados naquele
território, da Idade do Ferro ao período romano.
Às 18h30, será inaugurada, no Parque da Liberdade, uma
exposição fotográfica com o mesmo nome, que permanecerá patente durante o
festival
Também a tradição musical das terras mineiras terá espaço
próprio. Na sexta-feira, «Cantares de Terras Mineiras» junta o Grupo Coral
Guadiana, de Mértola, e o Grupo Coral Os Cardadores da Sete.
No sábado, o cante estará entregue ao Grupo Coral Feminino
Flores do Campo, de Almodôvar, e ao Grupo Coral Os Ganhões, de Castro Verde. A
programação cultural inclui ainda Joana Gonçalves e Terra Forte, David Garcez e
Linhas Cruzadas, além de momentos de humor com Algarvie Marafade e João
Caçoilas.
A mineração contemporânea estará particularmente em destaque
no sábado, 5 de setembro, com o Dia Aberto na Mina de Neves-Corvo, sob o lema
«Raízes na Terra. Olhos no Futuro». A iniciativa decorre entre as 9h00 e as
12h00, mediante inscrição e com lugares limitados, aproximando a comunidade da
realidade do complexo mineiro.
O programa inclui ainda um passeio de comboio turístico pelo
Couto Mineiro e atividades educativas.
Já às 16h00 desse sábado, no Parque da Liberdade, o Grupo de
Intervenção da Somincor fará uma demonstração de resgate, dando a conhecer ao
público uma vertente menos visível, mas essencial, da segurança associada à
atividade mineira. Para as famílias haverá também espaço infantil e
insufláveis, enquanto o Parque de Campismo e as Piscinas Municipais são outras
opções para quem passar o fim de semana em Castro Verde.
A música assume outro dos papéis principais do Castro
Mineiro. Na sexta-feira, às 22h30, atuam os Sonido Andaluz, num espetáculo que
cruza flamenco, rumba e sevilhanas com o cancioneiro alentejano, celebrando o
encontro das culturas portuguesa e espanhola.
No sábado, também às 22h30, sobe ao palco Soraia Ramos, com
uma fusão de morna, kizomba, R&B e pop contemporânea. O programa musical
encerra no domingo, 6 de setembro, às 19h00, com Celina da Piedade, cantora,
compositora e acordeonista cuja música cruza o Cante Alentejano e outras
sonoridades de raiz com folk e pop.
Mais do que um programa de animação, o Município pretende
que o Castro Mineiro dê a conhecer «a realidade de um concelho cuja identidade
foi moldada pela atividade mineira», promovendo o encontro entre «cultura,
património, inovação e comunidade».
A iniciativa procura ainda sublinhar o papel económico e
social que a mineração continua a desempenhar em Castro Verde e no Campo
Branco, território onde se encontra a Mina de Neves-Corvo, uma das mais
relevantes explorações mineiras europeias.
Entre a arqueologia de um território onde a mineração
atravessa séculos de história e a atividade industrial dos nossos dias, o festival
procura, assim, ligar passado e presente.
Durante três dias, Castro Verde transforma essa relação com
a terra e o subsolo numa festa coletiva, convidando residentes e visitantes a
participar numa programação que a organização define como «pensada para todas
as idades, num ambiente de partilha, convívio e valorização da identidade
local».
Setembro 1, 2026 - Sul Informação
MONTEMOR-O-NOVO: Feira da Luz / Expomor 2026 ✨
Música, tradição, cultura, sabores, diversão e muita
animação! 🎶🐂🎡
Tudo o que precisa de saber está em feiradaluz.pt - consulte
a programação completa, horários, concertos, atividades e todas as novidades
deste grande evento do Alentejo!
SAÚDE: Alpalhão abraça dadores de sangue
O centro cultural de Alpalhão recebeu de braços abertos os
18 voluntários disponíveis para doar sangue. Entre os presentes, seis eram do
sexo feminino.
Uma vez avaliados os inscritos, um deles não pode
concretizar nesta ocasião o objetivo de dar um pouco de si. Assim, em Alpalhão
foram efetivadas desta feita 17 unidades de sangue total.
Já no contexto do 27.º aniversário do Grupo Motard Novo
Milénio, temos marcada uma colheita, aberta a todos os interessados, a 19 de
setembro na sede dos motards – no kartódromo de Portalegre.
A 26 de setembro vamos estar na sede do Rancho Folclórico de
Arronches. Sábados da parte da manhã.
Consulte e confirme em:
https://www.facebook.com/AssociacaoDadoresBenevolosSanguePortalegre/
JR
31.8.26
OPINIÃO: Jornalismo, democracia e monopólios
Tudo isto para enquadrar a importância (e se calhar a
urgência) de estudar um modelo de financiamento público ao jornalismo. Não se
trata de subsidiar uma atividade social e económica e dessa forma colonizá-la
ou domesticá-la, trata-se de encontrar, de uma forma responsável, democrática, instrumentos
que contribuam para a sua sobrevivência e, sobretudo, para a sua independência.
Na verdade, não é nada de novo. Os estados, incluindo o
português, dirigem todos os anos centenas de milhões de euros para promover e
fortalecer um conjunto de atividades económicas e sociais, ou seja, para
empresas e instituições em concreto, que considera essenciais ao
desenvolvimento do país e à qualidade de vida dos seus cidadãos.
Sucede que o jornalismo não nasce e morre numa redação. No
caso particular dos jornais como o JN, por exemplo, há uma série de setores a
montante e a jusante, sem os quais seria impossível sobreviver. Num mundo cada
vez mais digital, é essencial investir em tecnologia, por exemplo. Mas estão
também dependentes de outras atividades mais tradicionais e das suas
flutuações, como a da produção de papel, a impressão ou a distribuição.
O jornalismo, como qualquer outra atividade, terá sempre
mais riscos, seja na sua viabilidade, seja na sua independência, se o
ecossistema de que faz parte for dominado por monopólios, como hoje acontece
nomeadamente ao nível da distribuição. E não deixa de ser irónico que, depois
de o Governo lançar um concurso para a distribuição de jornais em territórios
de baixa densidade, em que assumia precisamente como objetivo promover um
mercado concorrencial, que tudo fique na mesma.
Recorde-se, de forma transparente, que o JN faz parte do
universo da Notícias Ilimitadas, cujo maior acionista é também o dono da
empresa que perdeu, e agora contesta, o concurso para a distribuição de
jornais. Mas, nem o JN, nem o seu atual diretor, são a "voz do dono".
O que é preocupante, não é que um empresário perca um concurso. É natural que
isso aconteça num mercado concorrencial e independente. O que preocupa é que
haja indícios de que se tenha tomado uma decisão com base em pressupostos
errados e, pior do que isso, que se acabe a reforçar um monopólio.
Rafael Barbosa – Jornal de Notícias - 30 de agosto, 2026






























