13.7.26

28.º Encontro de Etnografia e Folclore Cidade de Castelo Branco trouxe essência portuguesa aos albicastrenses


Quase a chegar às três décadas de existência, o cenário proporcionado pelo antigo Solar dos Viscondes de Oleiros voltou a receber mais uma edição do Encontro de Etnografia e Folclore Cidade de Castelo Branco. Promovido pela Associação Cultural e Recreativa "As Palmeiras", através do Grupo de Danças e Cantares da Beira Baixa, esta 28.ª edição trouxe à cidade albicastrense uma noite repleta de cultura etno-folclórica, representada pela Beira Baixa, através do grupo anfitrião, mas também por comunidades oriundas de regiões tão características do nosso país como o Douro Litoral Norte, a Região Vareira e o Alto Ribatejo.

No livro de honra do evento, o Presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, escreveu que iniciativas desta natureza são fundamentais para a vida cultural das cidades, felicitando a Associação Cultural e Recreativa "As Palmeiras" por proporcionar aos albicastrenses momentos que "criam memórias e avivam os costumes de uma tradição longínqua". Também o presidente da Junta de Freguesia de Castelo Branco, José Dias Pires, destacou o contributo da associação para a valorização da cultura local, considerando que os sucessivos Encontros de Etnografia e Folclore têm promovido os valores simbólicos da cidade, do concelho e da região, reforçando o sentimento de pertença ao património comum.

Durante a sessão solene, o presidente da Associação Cultural e Recreativa "As Palmeiras", Arlindo Fonseca, recordou que o Grupo de Danças e Cantares da Beira Baixa tem "a responsabilidade e o orgulho de preservar, promover e divulgar o património etnográfico que herdámos dos nossos antepassados", agradecendo o apoio da Câmara Municipal de Castelo Branco, da Junta de Freguesia de Castelo Branco, das empresas patrocinadoras, dos associados, colaboradores e voluntários, sublinhando que é esse esforço conjunto que permite continuar a afirmar e a fazer crescer este projeto.

A vereadora Christelle Domingos manifestou a sua admiração pelo trabalho desenvolvido pela associação em prol da cultura tradicional, afirmando que os presentes tiveram oportunidade de testemunhar "a essência portuguesa" e de assistir "àquilo que de melhor se faz a nível nacional". Também o diretor da Federação do Folclore Português, Carlos Saraiva, enalteceu a riqueza cromática dos grupos participantes, considerando que o público "teve a possibilidade de assistir a um bom festival de folclore" e sublinhando que "hoje, aqui, em Castelo Branco, cumpre-se a Portugalidade".

Ao povo albicastrense, que voltou a marcar presença em grande número nos Paços do Concelho de Castelo Branco, a Associação Cultural e Recreativa "As Palmeiras" deixa o seu agradecimento, renovando o compromisso de continuar a contribuir para a valorização e divulgação da cultura tradicional e popular na cidade e no concelho.

Voltamos em 2027, no segundo sábado de julho.

MARVÃO: XXI Feira do Livro


Conheça a programação da XXI Feira do Livro de Marvão!

🗓 15 de julho a 2 de agosto

📍 Salão Nobre dos Paços do Concelho

🕥 10h30/19h30 - Entrada livre

15 de julho (quarta-feira)

21h00: Abertura e inauguração oficial da Feira do Livro

Atuação do grupo musical “Gente Nossa”

16 de julho (quinta-feira)

10h30: Visita da Ludoteca da Portagem à Feira do Livro

17 de julho (sexta-feira)

10h30: Visita da Ludoteca de Santo António das Areias à Feira do Livro

18h30: Encontro com o escritor Lourenço Seruya

19 de julho (domingo)

11h00: “Histórias de sonho”, por Sofia Vieira, da livraria Aqui Há Gato!

16h00: Apresentação do livro “O progresso da humanidade”, de Rui Cardoso Martins e João Sequeira

17h30: Tertúlia e passeio literário “Pormenores de Marvão”, inspirado nas “Memórias da Freguesia de Santa Maria de Marvão” (número especial da Revista Cultural Ibn Maruán)

22 de julho (quarta-feira)

21h00: I Encontro de Leitores de Marvão

25 de julho (sábado)

15h00: Apresentação do livro “Arronches, a terra onde não chovia”, de José Botelheiro

17h30: Encontro com o escritor Raul Minh’Alma

26 de julho (domingo)

17h00: Apresentação do livro “Os avós”, de António Pereira e Joana Gancho

[Comemoração do Dia dos Avós]

1 de agosto (sábado)

15h00: Apresentação do livro “Ammaia contada aos gaiatos”, de Teresa Simão e João Aires

OPINIÃO: Quando as torneiras secam


O ato de abrir uma torneira e dela jorrar água tornou-se tão corriqueiro que quase parece magia. Por artes insondáveis, que pouco ocupam a mente do consumidor comum, a água brota do bocal em alumínio com uma certeza tão absoluta que, quando as torneiras secam, despertam um encolher de ombros que, com o passar das horas, se converte em agitado pânico. Assim tem sido o dia a dia de milhares de moradores em Almada.

Não é o primeiro verão de serviço intermitente na Costa de Caparica, mas - contaram os residentes e os empresários ao jornalista Rogério Matos - é o primeiro em que os cortes surgem sem aviso prévio, a qualquer hora e, ainda pior, de duração incerta. É fácil apontar o dedo à escalada no consumo de água e ao aumento de residentes no verão. Não é o desejável para os territórios com bela costa marítima que o verão traga turistas e visitantes que alimentem a economia local?

A Câmara de Almada pode e deve apelar à consciência social dos cidadãos, para que façam um consumo mais regrado e até pode usar as tarifas da água para impor essa redução por via do preço, em caso de lapso de consciência dos munícipes. No entanto, tendo Portugal vivido dias de intenso calor, era expectável que o consumo de água disparasse. O que não é expectável em 2026 é que não haja planeamento municipal e inter-regional capaz de evitar que as torneiras sequem.

Antes de investir no acessório, os autarcas têm o dever de investir no essencial. E o essencial é que, em Almada, se deixem de perder 284 litros de água por ramal e por dia e que mais de um terço (33,4% e acima da média nacional, que é de 26,5%) da água distribuída não seja faturada, como descreve a Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) no último relatório anual. Também a ERSAR não pode desresponsabilizar-se, pois permitiu que o serviço oferecido por Almada continue a não ser fiável ao longo de anos.

Carla Sofia Luz – Jornal de Notícias -13 de julho, 2026

SAÚDE: 35 dadores na colheita de Avis


No almanaque 2026 este foi um dia dos mais inóspitos, devido a abrasantes temperaturas. Mas este contexto não alterou a vontade dos dadores de sangue em marcarem mais uma ação da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP – e da Unidade Funcional de Imunohemoterapia da ULSAALE.

O centro de saúde de Avis recebeu 35 inscrições de voluntários. Destes, uma vintena eram do sexo feminino. As mulheres estiveram em ampla maioria, e ainda bem, com 57,1 % de presenças. Tratou-se pois de uma brigada produtiva.

Uma vez avaliados clinicamente os presentes, alguns não puderam participar como desejavam. Mas 31 de unidades de sangue total partiram de Avis para os serviços de saúde, o que é de se aplaudir!

Doaram sangue pela primeira vez na vida três pessoas, o que é desafiante.

Não faltou o habitual almoço convívio, que reuniu os envolvidos nesta ocasião. A Câmara Municipal de Avis apoiou a materialização desta refeição.

Castelo de Vide e Fronteira

As brigadas da ADBSP têm lugar em sábados da parte da manhã. Vamos estar a 18 de julho em Castelo de Vide e no quartel bombeiros (por motivo de obras no centro de saúde). Já a 25 de julho faremos uma colheita em Fronteira, no centro de saúde.

Seja solidário e visite: https://www.facebook.com/AssociacaoDadoresBenevolosSanguePortalegre/

JR

12.7.26

PREVENÇÃO: Cardiologistas de Intervenção alertam para a importância de cuidar do coração durante o verão


“A saúde do coração não tira férias” partilha medidas preventivas para a doença coronária

A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) está a dinamizar a quinta edição da campanha de consciencialização “A saúde do coração não tira férias”. A iniciativa renova o apelo à adoção de hábitos saudáveis e comportamentos preventivos face à doença coronária durante o verão.

“As doenças cardiovasculares mantêm-se como a principal causa de morte em Portugal e no mundo. O verão traz consigo as férias e, claro, um ritmo mais calmo, mas o coração não descansa. O calor extremo que se faz sentir, pode levar à desidratação, ao aumento da pressão sobre o coração e, em situações mais graves, contribuir para o aparecimento de um golpe de calor. É primordial manter a hidratação ao longo do dia, evitar a exposição ao calor nas horas de maior intensidade, optar por ficar em locais frescos e arejados, e ter em atenção os sinais que o corpo dá”, explica Joana Delgado Silva, presidente da APIC.

Com as medidas preventivas, reduz-se a probabilidade de desenvolver ou agravar a doença coronária, uma condição caracterizada pela acumulação de depósitos de gordura no interior das artérias que fornecem sangue ao coração. Esses depósitos causam um estreitamento ou obstrução das artérias, o que provoca uma diminuição dos níveis de oxigénio e nutrientes que chegam às células do músculo cardíaco. As principais manifestações da doença coronária são a angina de peito e o enfarte agudo do miocárdio.

De acordo com a presidente da APIC, “os nossos hábitos quotidianos têm um impacto direto na saúde do coração, independentemente da época do ano, pelo que é fundamental continuar a praticar atividade física, evitar o álcool, não fumar e fazer escolhas alimentares conscientes, sem excessos de açúcar e gordura”.

Perante sintomas de alarme como dor no peito, suores, náuseas, vómitos ou falta de ar, a orientação é ligar de imediato para o 112 e aguardar pela ambulância. A Via Verde Coronária está disponível, com cobertura a nível nacional, 24 horas por dia, todos os dias do ano, mesmo em tempo de férias.

Para evitar um enfarte é importante adotar um estilo de vida saudável: não fumar; reduzir o colesterol; controlar a tensão arterial e a diabetes; fazer uma alimentação saudável; vigiar o peso; evitar o sedentarismo e o stress.

 

SINES: Festival Músicas do Mundo com Som Imersivo

 


Na edição de 2026, o Festival Músicas do Mundo apresenta no palco do Castelo uma experiência de Som Imersivo.

Pela primeira vez num festival de música em Portugal, o som ganha uma nova dimensão.

L-ISA Immersive Audio é uma tecnologia inovadora que envolve o público numa experiência sonora tridimensional, onde cada voz, cada instrumento e cada detalhe ocupam o seu lugar no espaço.

Mais do que ouvir um concerto, o público vai senti-lo à sua volta.

Uma estreia nacional em festivais de música, que reforça o posicionamento do Festival Músicas do Mundo como palco de inovação e de experiências culturais únicas.

Exploração comercial da embarcação turística em Cedillo posta a concurso pela Diputación de Cáceres


Propostas: até às 23h59 de 20 Julho 2026

«A Diputación de Cáceres abriu um concurso para conceder a exploração turística e comercialização do produto "Rotas Turísticas Fluviais Guiadas e Interpretadas" no Parque Natural do Tejo Internacional com base na embarcação turística de Cedillo.

O Prazo para apresentação de propostas: até às 23:59 horas de dia 20 de Julho de 2026.

Mais informações estão disponíveis no Portal de Licitações da Diputación de Cáceres.

 In Notícias de Castelo de Vide

OPINIÃO: Ganância versus Fraternidade


Estas realidades são opostas em situações diferentes. Sem ser defensor da ditadura, seja ela de esquerda ou de direita, acho que o povo é mais unido e fraterno na ditadura do que na democracia. Nesta prolifera os negócios de cada um por si, o individualismo, no “salve-se quem puder”, a ganância e a corrupção. Eu temo que a seguir a uma ditadura, como em Cuba, se percam valores fundamentais como os da fraternidade e o povo se divida e caia no individualismo desenfreado. A democracia é boa mas tem de ser bem condimentada, sem que se perca os valores da fraternidade. A ditadura é má porque decepa na base a liberdade, mas é nela que o povo é unido e fraterno em defesa e contra ela. Na democracia é bom ouvir todas as vozes, dando valor à mais envolvente. E os partidos ao se degladiarem não têm ajudado o povo a manter-se unido, cada um puxa a brasa à sua sardinha. O quarto poder – a comunicação social – tem sido o equilíbrio das forças em cena, dando voz aos mais carenciados. A vida em democracia tem sido um teatro em que cada um muda de máscara à sua conveniência. 

* José Oliveira Mendes -  2 de Julho de 2026

11.7.26

MUSEU DO NEO-REALISMO: Apresentação do livro "Adriano - A Obra"

 


Um livro essencial para conhecer profundamente o percurso artístico de Adriano Correia de Oliveira, uma das maiores vozes da música portuguesa e da canção de intervenção.

Octávio Fonseca revisita toda a carreira de Adriano, revelando não apenas o intérprete de voz singular, mas também o músico, compositor e instrumentista que foi. Através da análise da sua discografia e da reconstituição rigorosa do seu percurso, esta obra convida à redescoberta de um legado fundamental da cultura portuguesa.

A sessão contará com a presença do autor e com apresentação de José Moças, editor e produtor discográfico, fundador da Tradisom e reconhecido pelo seu trabalho na preservação e divulgação da música portuguesa.

📅 12 de Julho, entrada livre

🕓 16h00

📍 Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira

ESPECIAL - "“Alguns autarcas julgam erradamente, que o poder local reside neles próprios e não nos cidadãos da autarquia” – ANTÓNIO MONTALVO in JN 07.07.2004 (2ª parte da Entrevista)

 


Para esses autarcas, os cidadãos só contam para votar de 4 em 4 anos e não devem participar no processo de decisão, ainda que surjam problemas novos e importantes para a vida da comunidade. Esta atitude desconfiança em relação aos cidadãos e de obstrução à sua participação tem tido como consequência o afastamento cada vez maior dos eleitores do processo político e o aumento crescente das abstenções em cada eleição que se vai realizando.

O segundo vício do sistema tem a ver com a composição dos órgãos das autarquias e com as relações entre eles. O sistema em vigor dificulta a formação nas câmaras municipais de maiorias absolutas do partido mais votado. Ora, quando o partido mais votado não tem a maioria absoluta faz muitas vezes uma aliança com outro partido minoritário para poder ter maioria nas votações. A formação destas alianças passa pela oferta ao partido minoritário aliado de alguns lugares de vereadores em permanência. Em minha opinião estas alianças são negativas do ponto de vista democrático. Por um lado, fazem desaparecer o debate e o confronto político dentro das câmaras, porque os partidos minoritários podem ficar reféns da vontade do partido mais votado. Por outro lado estas alianças geram na opinião pública a ideia de que houve um negócio feito na “secretaria” pelos partidos depois das eleições, de que os eleitores não estavam informados quando votaram.

Isto também se passa, infelizmente, a nível nacional, com alianças entre partidos feios para apoio de governos de coligação, sem que sem que os eleitores fossem previamente de que essas coligações iam ser feitas.

O terceiro vício tem a ver com o sistema de relações entre os órgãos executivos (câmaras e juntas de freguesia) e os deliberativos. Segundo diz a lei, os executivos são responsáveis perante os deliberativos e estes devem fiscalizar os executivos. O que se passa na prática é o oposto disso, porque os deliberativos não têm poderes para fiscalizar coisa nenhuma. e as câmaras municipais não são responsáveis perante as assembleias municipais porque são eleitas por eleição directa dos cidadãos  e não pelas assembleias como se passa em todos os países da Europa.

 "Há um divórcio entre os órgãos das autarquias e os cidadãos que os elegeram"

 JN - Na mesma linha e sabendo-o conhecedor desta realidade, a nível europeu, quais as diferenças mais salientes (positivas e negativas) que distingue entre o "modelo português” e de outros poderes locais da Europa?

 AM - Acabei de referir uma grande diferença entre o modelo português e todos os outros modelos europeus. Portugal é o único país da Europa onde os municípios tem dois órgãos que são eleitos por eleição directa, cujo funcionamento e autónomo e que só respondem perante o povo que os elegeu. As câmaras são uma segunda assembleia, com mais poderes que a assembleia municipal e que decide tudo o que é importante desde os contratos aos investimentos passando pela concessão dc subsídios e pela admissão de funcionários. Nos outros países da Europa, os órgãos deliberativos são eleitos por eleição popular, como cá, mas as câmaras são eleitas pelas assembleias, executam as deliberações das assembleias e respondem perante elas. Julgo este sistema mais positivo porque valoriza a posição do órgão mais representativo que é a assembleia e porque à partida impõe maior controlo democrático na gestão municipal.

Outra importante diferença relativamente a muitos países europeus refere-se ao regime de remuneração dos membros das câmaras municipais. Não me parece adequado que os membros das câmaras (refiro-me aos presidentes e vereadores a tempo inteiro) não mantenham, depois de eleitos, os empregos e actividades de professores, bancários ou advogados que exerciam antes da eleição e passem a exercer funções municipais a tempo inteiro e a receber do município uma remuneração muito razoável. Em muitos casos esta situação provoca um aumento muito significativo dos rendimentos dessas pessoas e uma alteração muito visível no seu estilo de vida. Em especial nos municípios mais pobres, este regime de remuneração deu origem ao aparecimento de uma nova a elite social, que se distingue do resto da comunidade local, e reforçou a ideia do nosso povo de que os políticos querem ir para esses cargos para ganharem dinheiro. Ora como esta ideia muitas vezes é  injusta o regime de remuneração dos membros das câmaras devia  ser revisto e aproximar-se do que existe na generalidade dos países da Europa. O Conselho da Europa publicou um relatório onde pode ler-se que na Holanda, na Dinamarca, na Suécia, na Suíça, na Noruega, na Alemanha, no Luxemburgo, na França e na Bélgica só os presidentes das câmaras municipais das grandes cidades, em geral com mais de 40.000 habitantes, exercem funções a tempo inteiro e recebem uma remuneração por isso. No Reino Unido e na Irlanda nenhum membro das câmaras, nem mesmo o presidente, exerce funções a tempo inteiro, nem nas grandes cidades. Todos mantém depois de eleitos, as actividades que exerciam antes. Em todos esses países a remuneração das funções municipais é feita através de senhas de presença nas reuniões e de reembolsos por despesas feitas ao serviço da autarquia. Este regime de exercício de funções sem pagamento de um ordenado aos eleitos reforça a ideia da sua dedicação à causa pública.

JN - Tendo em conta a integração num espaço comum (a UE) e o fenómeno da globalização, acha que a autonomia municipal tende a ser, progressivamente, subvertida ou aniquilada, ou, pelo contrário, haverá condições para a sua afirmação como um poder autónomo e mais forte, tanto em matéria de financiamento como no que se refere a atribuições e competências.

AM - A autonomia local é um princípio constitucional que nenhum governo pode destruir ou ignorar, mas não pode ser apenas um princípio. A questão está em reforçar o seu conteúdo, não só em termos de competências e de financiamento das autarquias, mas também em termos de dinamização das comunidades locais e de fomento das suas iniciativas e capacidades. O regime financeiro das nossas autarquias tem dc ser revisto urgentemente, sob pena da autonomia local não passar de um chavão. Em termos médios nacionais, a valores de 2002, cerca de 53% das receiras municipais são transferências do Orçamento do Estado. Em 154 municípios portugueses essas transferências representam 85% das suas receitas. A dependência em relação ao Estado é hoje tão grande como a que existia antes do 25 dc Abril. E quanto às freguesias, a dependência é ainda muito maior. Temos que reforçar as receitas fiscais dos municípios, sem aumento da carga fiscal, através de um programa de troca de transferências por impostos. O Estado não perderá receitas, o cidadão não pagará mais impostos e as autarquias aumentarão as receitas fiscais e a sua responsabilidade perante quem paga impostos.

JN - O poder local democrático foi, em tempos, apontado como exemplo de participação dos cidadãos e o mais visível espaço de liberdade e democracia. Actualmente, parece enfermar dos mesmos males de que padecem os outros órgãos de poder. Em seu entender, a que devemos atribuir este “estado de coisas"?

AM - O Poder Local foi um campo de grande participação social nos primeiros anos depois da revolução de 1974/75. Surgiram de forma espontânea muitas iniciativas dos cidadãos, havia um voluntarismo enorme nas pessoas, criaram-se comissões de moradores por todo o lado, as pessoas participavam muito nas reuniões públicas dos órgãos autárquicos.

Isso foi, em parte, fruto do clima revolucionário que se viveu e que favorece a mobilização das pessoas. Esse clima não podia durar sempre, mas sinto que se passou do oito para o oitenta. No início dos anos 80 do século passado, o Poder Local, isto é, as comunidades locais, perdeu muito da sua energia porque nessa altura o "poder" instalou-se nas autarquias. E instalou-se com as leis e as regras que regem a sua actividade, com os seus aparelhos político-partidários, com os seus procedimentos administrativos muito rígidos, com um só dia, ou meio-dia, por semana para receber os munícipes, com tudo aquilo que naturalmente impede a participação dos cidadãos. A partir daí foi-se perdendo a relação de cumplicidade e de igualdade entre cidadãos e eleitos que alimentou a ligação entre eles durante o primeiro mandato e principio do segundo. Este processo de afastamento não foi, infelizmente, contrariado com iniciativas participativas dos órgãos das autarquias. As comissões de moradores que a Constituição prevê não foram apoiadas e acabaram por morrer em todo o lado Os referendos locais só ainda foram realizados em duas autarquias do país. As associações criadas pelos cidadãos têm pouco apoio e às vezes nenhum, como é o caso da nossa. Não se promovem programas de ocupação e de integração dos idosos na vida activa das comunidades, eles que tanto podiam ainda dar, em especial aos jovens, na transmissão de saberes e de tradições antigas. O isolamento dos órgãos autárquicos na gestão das autarquias cria um fosso entre eles e as populações e atrofia o dinamismo das comunidades e as iniciativas dos seus cidadãos.

"É fundamental a valorização dos recursos endógenos das regiões".

JN - Em seu entender e porque já deteve responsabilidades na gestão de uma Comissão de Coordenação Regional (CCRLVT), o que impede o país de funcionar como um todo, com laços afectivos, fortes, complementares e não, como sucede, "partido ao meio", dividido em regiões ricas e regiões deprimidas, onde o síndroma da desertificação, fisica/humana é já uma realidade?

AM - Desde há vários séculos que o país começou a partir-se em dois. Desde o início da expansão marítima e do comércio marítimo que a população se foi fixando com maior densidade ao longo do litoral. Mais tarde, o desenvolvimento industrial em vários polos do litoral fez surgir aí melhores oportunidades de emprego e melhores condições de sustento. Nasceram assim alguns grandes urbanos que foram crescendo à custa de milhares de pessoas deslocadas do interior.

ARRONCHES: XV Feira das Actividades Económicas


 

UM POEMA POR DIA, BEM QUE SABIA - António Jacinto


Carta dum contratado

Eu queria escrever-te uma carta

Amor,

Uma carta que dissesse

Deste anseio

De te ver

Deste receio

De te perder

Deste mais que bem querer que sinto

Deste mal indefinido que me persegue

Desta saudade a que vivo todo entregue...

 

Eu queria escrever-te uma carta

Amor,

Uma carta de confidências íntimas,

Uma carta de lembranças de ti,

De ti

Dos teus lábios vermelhos como tacula

Dos teus cabelos negros como diloa

Dos teus olhos doces como macongue

Dos teus seios duros como maboque

Do teu andar de onça

E dos teus carinhos

Que maiores não encontrei por ai...

 

Eu queria escrever-te uma carta

Amor,

Que recordasse nossos dias na capopa

Nossas noites perdidas no capim

Que recordasse a sombra que nos caia dos jambos

O luar que se coava das palmeiras sem fim

Que recordasse a loucura

Da nossa paixão

E a amargura da nossa separação...

 

Eu queria escrever-te uma carta

Amor,

Que a não lesses sem suspirar

Que a escondesses de papai Bombo

Que a sonegasses a mamãe Kiesa

Que a relesses sem a frieza

Do esquecimento

Uma carta que em todo o Kilombo

Outra a ela não tivesse merecimento...

 

Eu queria escrever-te uma carta

Amor,

Uma carta que ta levasse o vento que passa

Uma carta que os cajus e cafeeiros

Que as hienas e palancas que os jacarés e bagres

Pudessem entender

Para que se o vento a perdesse no caminho

Os bichos e plantas

Compadecidos de nosso pungente sofrer

De canto em canto

De lamento em lamento

De farfalhar em farfalhar

Te levassem puras e quentes

As palavras ardentes

As palavras magoadas da minha carta

Que eu queria escrever-te amor

 

Eu queria escrever-te uma carta...

 

Mas, ah, meu amor, eu não sei compreender

Por que é, por que é, por que é, meu bem

Que tu não sabes ler

E eu - Oh! Desespero! - não sei escrever também!


·         António Jacinto

 

OPINIÃO: O problema nunca esteve nela


 Há notícias que nos chocam. Outras deveriam envergonhar-nos coletivamente.

A morte de uma jovem de 16 anos, alegadamente assassinada pelo namorado em Odivelas, não é apenas mais um crime. É também o retrato de um fracasso coletivo na prevenção da violência nas relações afetivas, particularmente entre os mais jovens.

Continuamos a associar a violência doméstica a relações longas, casamentos ou uniões de facto. No entanto, a realidade mostra-nos algo diferente. Os comportamentos de controlo, os ciúmes obsessivos, o isolamento social e as diversas formas de agressão surgem cada vez mais cedo, muitas vezes durante a adolescência.

Muitos jovens crescem rodeados de mensagens que confundem amor com posse e afeto com controlo. A vigilância constante, a exigência de acesso ao telemóvel, o controlo das redes sociais, a limitação das amizades ou a necessidade de saber permanentemente onde o outro está são frequentemente apresentados como sinais de amor. Não são.

A violência raramente surge de forma repentina. Instala-se gradualmente. Começa com o controlo, evolui para as humilhações, para as ameaças e para a agressão psicológica e, em alguns casos, culmina na violência física.

O mais inquietante é que estes sinais são, muitas vezes, visíveis. São observados por amigos, familiares, colegas de escola e até por adultos responsáveis. Ainda assim, continuam frequentemente a ser desvalorizados como "coisas da idade", "problemas de namorados" ou simples manifestações de ciúme. Não são.


E quando a tragédia acontece, a atenção continua demasiadas vezes a ser direcionada para a pessoa errada. Pergunta-se porque não terminou a relação mais cedo. Porque não contou a alguém. Porque não denunciou. Porque ficou.

Mas a questão essencial é outra: porque agride alguém quem diz amar? Porque sente alguém que tem o direito de controlar, humilhar, ameaçar ou destruir a vida de outra pessoa? Porque continua a existir quem encare a autonomia do outro como uma afronta e a rejeição como uma ofensa intolerável?

A violência nunca encontra a sua causa na liberdade da vítima. Encontra-a sempre na decisão do agressor de exercer poder, domínio e controlo.

Enquanto continuarmos a procurar respostas nos comportamentos de quem sofreu a violência, estaremos a desviar o olhar do verdadeiro problema. Nenhuma forma de vestir, nenhuma amizade, nenhuma mensagem ou nenhuma decisão de terminar uma relação explica ou justifica uma agressão. A responsabilidade pertence sempre a quem a pratica.

Talvez por isso seja tão importante mudar o foco da prevenção.

Não basta ensinar as potenciais vítimas a reconhecer sinais de perigo e a proteger-se. É necessário ensinar os potenciais agressores a reconhecer sinais de abuso nos seus próprios comportamentos e a pôr cobro aos mesmos.

Nenhum jovem nasce agressor. Nenhum jovem nasce preparado para ser vítima. Estas realidades constroem-se através de contextos familiares, sociais e culturais que importa compreender e transformar. A educação para a igualdade, para o respeito mútuo e para a gestão saudável dos conflitos não é um luxo ideológico, é uma necessidade de segurança pública.

As escolas têm aqui um papel fundamental, mas não podem estar sozinhas. As famílias, os serviços de saúde, as estruturas de proteção de crianças e jovens, as forças de segurança e toda a comunidade têm de assumir que a prevenção da violência começa muito antes da primeira agressão. Começa na forma como educamos para lidar com a rejeição. Começa na forma como ensinamos a reconhecer sinais de perigo. Começa, sobretudo, na mensagem clara de que ninguém pertence a ninguém.

Sempre que uma jovem perde a vida às mãos de quem dizia amá-la, repetem-se as mesmas perguntas: "Como foi possível?", "Ninguém percebeu?", "Não havia sinais?". Talvez a pergunta mais importante seja outra: o que estamos verdadeiramente a fazer para impedir que isto volte a acontecer?

Uma jovem de 16 anos deveria estar a fazer planos para o futuro. Deveria estar a escolher um curso, a sonhar com amizades, projetos e oportunidades. Não deveria transformar-se numa estatística

O verdadeiro escândalo não é apenas que este crime tenha acontecido. É que, perante tantos casos semelhantes, continuemos a reagir como se fossem imprevisíveis.

Enquanto confundirmos controlo com amor e posse com afeto, continuaremos a chegar tarde. E quando chegamos tarde já não há prevenção possível. Há apenas luto.

E permanece uma pergunta incómoda, mas indispensável: até quando continuaremos a perguntar às vítimas o que poderiam ter feito de diferente, em vez de perguntarmos a quem agride porque acredita ter o direito de destruir uma vida alheia?

Porque quando uma rapariga de 16 anos morre às mãos de quem dizia amá-la, não morre apenas uma vida.

Morre a filha de alguém. A neta de alguém. A irmã de alguém. A sobrinha de alguém.

Mas morre também uma parte da nossa capacidade coletiva de reconhecer uma verdade simples e essencial:

O problema nunca esteve nela.

Esteve sempre em quem escolheu a violência.


·         * Mariana Roque Caetano - Juíza de Direito ~16 de junho, 2026

 

OPINIÃO: Cachupa e vinho para brindar ao futebol


Neste espaço é raro falar-se de futebol, que é cada vez menos um espetáculo emocionante e cada vez mais um negócio dominado por elites política e desportivamente corruptas. A degradação do ecossistema é ainda mais evidente quando o que está em causa é um Mundial, como o que por estes dias decorre no México, Canadá e EUA.

Sucede que o futebol, o original, o que se joga no relvado, onze contra onze, impõe-se de vez em quando ao outro, o dos milhões, o das manipulações políticas de bastidores e do exibicionismo dos medíocres senhores do Mundo. O futebol resgata-se a si próprio e volta a ser o espaço das emoções, da valentia, da técnica, do virtuosismo, de um patriotismo saudável, porque multicultural, quando assistimos a jogos como o Bélgica-Senegal, o Portugal-Croácia ou essa inacreditável aventura que foi o Argentina-Cabo Verde.

Apesar do repugnante Infantino, o vassalo de Trump, omnipresente nas bancadas e nos ecrãs de televisão; apesar da pausa para hidratação, que serve apenas para hidratar com milhões os mesmos de sempre; apesar do preço dos bilhetes, que fez com que fosse mais fácil encontrar uma agulha num palheiro, do que alguém que tivesse pagado menos de mil euros para ver Portugal em Toronto; apesar do racismo evidente no veto à entrada de um árbitro nos EUA, só porque era somali, ou do abuso da lei do mais forte, que obrigou os iranianos a jogarem nos EUA e a pernoitarem no México...

Apesar disso, tudo parece esbater-se perante o génio bipolar de um Leão e a garra de um Ramos; perante o virtuosismo inacreditável de Messi ou a força tranquila de um Vozinha que, para citar uma crónica no "The Guardian", joga futebol por amor e a troco de tostões. São onze contra onze, mas a Alemanha não ganha sempre. Ontem, vendo e emocionando-me com o sonho cabo-verdiano, esqueci-me dos facínoras que colonizaram o futebol e recordei o pequeno restaurante da Rua de São Pedro, que descobri recentemente junto ao Porto de Leixões. Voltarei ao "El Gaúcho Criolo", para uma cachupa e um vinho argentino e brindar ao que o futebol tem de bom.

Rafael Barbosa – Jornal de Notícias - 5 de julho, 2026

10.7.26

Isam Elias na Casa Palestina com concerto entre tradição e eletrónica


O pianista, compositor e cantor palestiniano Isam Elias apresenta-se na Casa Palestina, num concerto que cruza a herança musical árabe com a eletrónica contemporânea. Em digressão de apresentação do seu EP de estreia, TUBES, o músico propõe uma experiência onde piano, sintetizadores, ritmos afro-orientais e melodias tradicionais palestinianas se encontram numa linguagem sonora marcada pela improvisação e pela dança.

A Casa Palestina recebe, no próximo 24 de julho, às 20h00, o músico palestiniano Isam Elias, uma das vozes emergentes da nova geração de artistas que exploram o diálogo entre tradição e inovação musical. O concerto integra a programação cultural da Casa Palestina e assinala a apresentação em Lisboa do seu primeiro trabalho discográfico, TUBES.

Pianista, compositor, cantor e autor de canções, Isam Elias iniciou o estudo do piano aos seis anos, profundamente influenciado pela música tradicional árabe. A partir dessa formação construiu uma linguagem própria que cruza o piano com sintetizadores, produção eletrónica e ritmos afro-orientais, incorporando influências da dabkeh palestiniana e do dancehall numa proposta que mantém a identidade musical do Médio Oriente enquanto dialoga com a música eletrónica contemporânea.

Lançado em junho de 2025, TUBES nasceu da experiência dos concertos ao vivo. Ao longo de cinco temas, o EP procura transportar para estúdio a espontaneidade e a energia da improvisação que caracterizam as atuações de Isam Elias, reunindo piano, voz, sintetizadores e texturas eletrónicas numa sonoridade simultaneamente melódica e dançável.

Mais do que um concerto, a atuação na Casa Palestina propõe uma viagem por diferentes geografias sonoras, onde as melodias tradicionais palestinianas convivem com linguagens contemporâneas, refletindo a capacidade da música para preservar a memória, reinventar identidades e criar novos espaços de encontro.

Com uma programação dedicada à cultura palestiniana nas suas múltiplas expressões, a Casa Palestina continua a afirmar-se como um espaço de divulgação artística, diálogo intercultural e aproximação entre criadores palestinianos e o público português.

Sobre Isam Elias

Isam Elias é um pianista, compositor, cantor e songwriter palestiniano. Influenciado desde cedo pela música tradicional árabe, desenvolveu uma linguagem musical que combina piano, sintetizadores, eletrónica e ritmos afro-orientais com melodias inspiradas no património musical palestiniano e do Médio Oriente.

Em 2025 editou o seu primeiro EP, TUBES, um trabalho que traduz para o estúdio a energia das suas atuações ao vivo e afirma uma identidade artística onde convivem improvisação, música eletrónica e tradição.

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA


 Cimeira da NATO - Cartoon de Vasco Gargalo

GÁFETE (Crato): X Festival de Folclore

 


9.7.26

MUSEU DO NEO-REALISMO: Exposição "Marcelino Santos - Realismo Ilhéu"


Desde o dia 27 de junho, o Museu do Neo-Realismo apresenta uma nova exposição intitulada “Marcelino Santos: Realismo Ilhéu”.

Dedicada ao artista cabo-verdiano Marcelino Santos, a mostra reúne trabalhos recentes, tapeçarias e desenhos que refletem a sua singular abordagem artística, marcada pela relação entre o têxtil, o desenho e a representação da vida popular em Cabo Verde.

Com curadoria de Carlos Noronha Feio e Ricardo Barbosa Vicente, a exposição propõe uma leitura aprofundada da obra do artista e pode ser visitada até 11 de outubro’ 26.

📍 Museu do Neo-Realismo | Vila Franca de Xira

📅 27 de junho a 11 de outubro de 2026

PORTALEGRE : Festival Internacional de Cinema PERIFERIAS - 14º aniversário


17 e 18 JUL. SEX. e SÁB.

Festival Internacional de Cinema PERIFERIAS - 14º aniversário

Cinema | PA | 4€ | M/12 anos

O Festival Periferias dá continuidade ao seu percurso de descentralização cultural, promovendo o acesso aos direitos culturais e propondo um diálogo entre cinema, música e novos públicos. Nesta extensão em Portalegre, a programação centra-se no cinema realizado por mulheres em Portugal e Espanha, cruzando olhares e geografias, e unindo-se também pela música, entre rumba flamenca e ritmos latinos.

As sessões serão apresentadas por Rui Pedro Tendinha, programador e crítico de cinema, e por Paula Duque, diretora do Festival Periferias.

17 JULHO — CINEMA – CAEP – PA - 18:30H - Romaria (Carla Simón)

Ano: 2025 · Duração: 115 min · M/14. Espanha

17 JULHO — CONCERTO Pátio da Casa - 22H - TAMARA AGUDO LA MUJER PAJARO (entrada Livre)

Tamara Agudo é cantora, compositora, atriz e bailarina, com mais de 20 anos de percurso nos palcos. Lidera o projeto musical La Mujer y el Pájaro, uma banda que cruza influências de rumba flamenca com ritmos latinos, reggae, ska, guajira e tango.

18 JULHO — CINEMA – CAEP – PA - 17:00H - As Estações (Maureen Fazendeiro)

Ano 2025. Duração: 82' Portugal, França, Espanha, Áustria.