27.4.26

UM POEMA POR DIA, BEM QUE SABIA... - Ary dos Santos

 

Estrela da Tarde
Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca tardando-lhe o beijo morria.
Quando à boca da noite surgiste na tarde qual rosa tardia
Quando nós nos olhámos, tardámos no beijo que a boca pedia
E na tarde ficámos, unidos, ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia.
 
       Meu amor, meu amor
       Minha estrela da tarde
       Que o luar te amanheça
       E o meu corpo te guarde.
       Meu amor, meu amor
       Eu não tenho a certeza
       Se tu és a alegria
       Ou se és a tristeza.
       Meu amor, meu amor
       Eu não tenho a certeza!
 
Foi a noite mais bela de todas as noites que me adormeceram
Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram.
Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles que à noite se deram
E entre os braços da noite, de tanto se amarem, vivendo morreram.
 
       Meu amor, meu amor
       Minha estrela da tarde
       Que o luar te amanheça
       E o meu corpo te guarde.
       Meu amor, meu amor
       Eu não tenho a certeza
       Se tu és a alegria
       Ou se és a tristeza.
       Meu amor, meu amor
       Eu não tenho a certeza!
 
Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso se é pranto
É por ti que adormeço e acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto
Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto!
·         Ary dos Santos

Portalegre volta a ser a Capital da Doçaria Conventual e Tradicional de 1 a 3 de maio


Os claustros do Mosteiro de São Bernardo preparam-se para receber a 24ª edição da Feira de Doçaria Conventual e Tradicional de Portalegre.

Entre os dias 1 e 3 de maio, volta a realizar-se na cidade o certame que promete adoçar o fim-de-semana prolongado, reunindo cerca de 40 expositores de excelência num espaço que alia a gastronomia, história e património, cultura e animação para toda a Família.

Para além da venda e degustação de doces, o programa propõe uma viagem no tempo com a exposição “Arte da Cozinha”. Baseada no primeiro livro de cozinha português, da autoria de Domingos Rodrigues, a mostra reúne utensílios históricos usados na confeção e apresentação de doces.

A animação, que integra cultura, momentos musicais e atividades para todas as idades, será constante e diversificada, com:

As atuações dos grupos Tira Sortes, Rumo ao Sul, Sons do Campo, alunos da Escola de Artes do Norte Alentejano, Tuna da Academia de Santa Clara e alunos da Escola Musical Adágio, e ainda uma Noite de Fados;

A animação Itinerante pelas companhias Bipolar, Trupe Euterpe, Boca de Cão, Era Uma Vez, Marionetas, que enchem todos os recantos do Mosteiro com a sua presença, personagens, cor e histórias;

Workshop de Queijada de Requeijão, orientado pelo Chef Marco Vintém da Theobrama;

Um especial Dia da Mãe, no domingo, com o workshop “Pequenos Chefs, Grandes Mães”, orientado pelo Chef Cristiano Louro (EHTP), proporcionará uma experiência única a crianças (dos 5 aos 10 anos) e às suas mães.

 Outro dos pontos altos do evento será a escolha dos melhores sabores do ano nos concursos “Melhor Doce Conventual”, “Melhor Doce Tradicional” e “Melhor Licor Tradicional”.

Destaque ainda para o “Concurso da Boleima de Portalegre”, aberto a toda a comunidade, que desafia os detentores das melhores receitas locais a participarem neste momento, pondo à prova do júri esta especialidade da doçaria portalegrense.

O Claustro Superior contará com um serviço de cafetaria e refeições ligeiras, assegurado pelo CCD do Município de Portalegre.

A Feira de Doçaria Conventual e Tradicional de Portalegre mantém o selo de Feira Qualificada, sendo uma das pioneiras a nível nacional. Desde 2014, que o Município e a Associação QUALIFICA / oriGIn Portugal asseguram um rigoroso processo de seleção, garantindo que os visitantes encontram produtos de autenticidade e qualidade superior.

26.4.26

NISA: Caminhada "À Descoberta da Ribeira de Nisa"

 


EM ABRIL, POETAS MIL - Joaquim Namorado


 A voz que me dita…

Sento-me à mesa e escrevo…

A voz que me dita os versos tudo diz e cala

e é minha e das coisas que me cercam,

de quem encontrei na rua e não conheço

e dos amigos fiéis, de quanto ouvi disperso

na rua, nos cafés, onde estive,

dos livros que leio e dos jornais,

de quanto vejo e vivo como meu;

é tua, meu amor, de quanto é nosso,

só porque sentindo-o o partilhamos,

destas horas que se alongam tristes

e doutras que foram e hão-de ser

da luta, do tormento, da alegria

e da glória de vivê-las plenamente.

 

Sento-me à mesa e escrevo…

A voz que me dita os versos tudo diz e cala:

é a tua, amigo a quem não vejo há tanto

e cuja presença me não esquece,

cuja lembrança em toda a parte aquece

as esperanças comuns pra que vivemos;

é a tua, a quem nunca conheci,

apodrecendo não sei onde

em que distantes exílios e cemitérios secretos,

e de quem nos longos dias te chora

e nas longas noites te espera

Enganando-se que ainda vens

e de quem ouve os teus passos na rua

sabendo que isso é mentira

e fica à noite à janela olhando as esquinas desertas;

é dos teus companheiros resolutos

que as tuas armas empunham com a mesma decisão,

com aquela mão que se estende

para outra mão e a aperta

como se fosse o seu par…

 

Sento-me à mesa e escrevo…

Voz que tudo dizes e calas, de onde vens?

de que infância perdida me falas,

que soluçar de mães em ti acode

sob o doce ninar da minha mãe?

é da menina esfarrapada que na rua brinca

nas poças da rua com o sol e esquece

a vida triste lá de casa?

é dos meninos que só a loucura embala

mortos na guerra, mortos de fome e frio,

mortos queimados, de baionetas cravados,

nos fornos crematórios, nos ghettos de Varsóvia,

de Viena, de Belgrado, de qualquer cidade?

é dos meninos de escola da sua idade

aprendendo a ler?

é dos meninos operários da sua idade

aprendendo a trabalhar e a sofrer?

Fel que no sangue da vida se mistura,

amargo destino que se tece

da nossa vida futura.

Voz que tudo dizes e calas,

onde foi, onde?

Em Madrid, em Paris, em Praga?

Em Roma, em Londres, Buenos Aires?

De que pontos cardeais correndo livre vens?

Através de que mordaças me falas?

Em que prisões surdamente gemes e te calas?

É a tua voz clara, Gabriel?

A tua voz dentre dentes quebrados, Fucik?

O teu adeus de esperança, Zoia?

Ou é, Alexandre, o teu incitamento

que nos vem?

Em que língua humana me dizes

quanto é do mundo o sofrimento e a glória?

Em que estrofes os poetas te cantam?

Maja de Granada, inviolada e pura,

Federico ao nosso amor te deu;

de que amargo silêncio te fizeste

no exílio onde Machado morreu?

És a arma invicta e discreta,

voz que pelos homens clama,

és o aço puro e a chama

que para a luta os corações tempera.

 

Sento-me à mesa e escrevo…

Voz que me dita os versos segredada,

é do povo o canto e o choro que vem

do fundo desespero em que se move,

é de quanto espera o apagado canto,

epopeia que só a sua luta forja;

é a certeza em cada peito

com um facho de vida em vida transmitido

de que a noite imunda e mais comprida

tem segura madrugada que há-de vir.

Voz que me dita os versos

lentamente da vida dos dias se insinua:

é a voz das coisas e das gentes,

uma dor e um desespero suspenso,

e é a paixão e o grito que levanta,

é a praga que a nossa raiva activa,

o desafio que se lança,

o sofrimento que protesta,

a humildade que se não arrasta,

o orgulho que não fere,

a saudação fraterna, aberta e franca

– é o estalar do chicote

com o ódio que levanta.

 

É a tua voz, coração do mundo,

é a tua voz ansiosa, a tua voz vibrante,

a tua voz desesperada, a tua voz confiante.

Sejam meus versos a vogal precisa,

bata no meu pulso o coração do mundo.

 

·         Joaquim Namorado

MEMÓRIAS DE NISA - Notícias de "O Concelho de Niza" - 22.04.1920

 



PORTALEGRE: Constituição de arguidos e apreensão de produto estupefaciente


O Comando Territorial de Portalegre, através do Destacamento Territorial de Portalegre e no âmbito de uma ação de fiscalização rodoviária realizada no dia 20 de abril, constituiu como arguidos três indivíduos do sexo masculino com idades compreendidas entre os 31 e os 62 anos na localidade de Fortios, no concelho de Portalegre, por posse de produto estupefaciente.

Da ação policial resultou a apreensão de:

74 doses de haxixe;

0,84 doses de liamba.

Os suspeitos foram constituídos arguidos e sujeitos a Termo de Identidade e Residência e os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Portalegre.

 

25.4.26

GNR abre candidaturas para vigilantes na Rede Nacional de Postos de Vigia em Nisa e Gavião


O Comando Territorial de Portalegre da Guarda Nacional Republicana (GNR) anunciou a abertura de candidaturas para o recrutamento de operadores/vigilantes da Rede Nacional de Postos de Vigia, no âmbito da vigilância e deteção de incêndios rurais.

De acordo com a informação divulgada, as vagas destinam-se aos postos de vigia de São Miguel, no concelho de Nisa, e do Gavião.

Funções decorrem entre maio e novembro

Os candidatos selecionados irão desempenhar funções entre 4 de maio e 2 de novembro de 2026, período que coincide com a fase de maior risco de incêndios rurais em Portugal.

A Rede Nacional de Postos de Vigia integra o dispositivo de prevenção e vigilância, sendo responsável pela deteção e confirmação de ocorrências, permitindo uma resposta considerada célere no combate aos incêndios e contribuindo para a proteção do território.

Candidaturas nos postos da GNR

As candidaturas devem ser formalizadas no Posto Territorial da GNR da área de residência de cada candidato. Segundo a mesma fonte, o processo será posteriormente validado, mediante verificação do cumprimento dos requisitos obrigatórios.

A GNR não detalhou, nesta fase, o número total de vagas disponíveis nem os critérios específicos de seleção.

OPINIÃO: O fim da Humanidade e a nova civilização


Andamos fascinados a ver vídeos nas redes sociais sobre robôs que fazem tudo e mais alguma coisa. Uns correm ao lado de humanos, e até os superam em provas de atletismo, outros fazem demonstrações de artes marciais ao vivo e outros ainda entregam encomendas em postos de distribuição. E, de repente, o scroll interrompe a nossa diversão com uma visão de um futuro inquietante. O risco do "fim da Humanidade e o nascimento de uma nova civilização em que a maioria de nós será escravo".

A frase tem um tom apocalíptico e não é dita por um qualquer. É um alerta. Um aviso do cardeal português José Tolentino de Mendonça para os riscos que a inteligência artificial (IA) pode trazer, caso as sociedades não encontrem equilíbrio entre o avanço tecnológico e o bem comum.

Vale a pena refletir sobre as palavras do prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação proferidas, no Vaticano, durante um encontro com jornalistas. Vivemos uma "transformação do Mundo", parecida com a que "se experimentou na transição das sociedades orais para a sociedade da escrita", com um "potencial que excede tudo aquilo que tínhamos previsto". O cardeal defende, por isso, que é necessário "falar efetivamente das coisas". Tanto da "vantagem extraordinária que não podemos perder", como "da ameaça terrível à qual não nos podemos conformar".

A Igreja não está isenta de críticas, longe disso, mas ao colocar o tema da IA nas suas prioridades (é expectável que a primeira encíclica do Papa Leão XIV aborde os desafios da tecnologia), não só dá uma lição aos governantes, como deixa claro que as escolhas tecnológicas são também decisões políticas, económicas e sociais que vão alterar radicalmente a forma como hoje vivemos.

·         Manuel Molinos – Jornal de Notícias -24 de abril, 2026

24.4.26

TRANSPARÊNCIA: Parlamento aprova obrigatoriedade de publicação das deliberações das autarquias

 


A Assembleia da República aprovou, sem votos contra, a proposta do Governo de alteração ao Regime Jurídico das Autarquias Locais (RJAL), que torna obrigatória a publicitação das deliberações autárquicas nos órgãos de comunicação social regional e local.

A medida visa reforçar a transparência das decisões dos órgãos autárquicos e, simultaneamente, apoiar a sustentabilidade da imprensa de proximidade, num contexto de fortes desafios económicos no sector.

Durante o debate parlamentar, a iniciativa reuniu amplo consenso, sendo apontada como um instrumento relevante no combate aos chamados «desertos noticiosos” e no reforço do escrutínio democrático junto das populações.

O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, classificou o momento como «um dia muito bom para a comunicação social regional e local», sublinhando o papel essencial destes meios para uma democracia «livre, profissional e independente».

No plano político, o diploma recolheu o voto favorável do PSD, Chega, PCP, CDS-PP, Livre, PAN, Bloco de Esquerda e JPP, enquanto o PS e a Iniciativa Liberal optaram pela abstenção.

Pelo PSD, António Rodrigues destacou o «raro unanimismo» em torno de uma solução que reforça a transparência e cria uma rede de apoio à comunicação social local. Já o socialista David Amado considerou tratar-se de uma «opção certa e progressista», sublinhando, contudo, a necessidade de salvaguardar a autonomia local e o equilíbrio financeiro das autarquias.

Patrícia Carvalho e Jorge Galveias, do partido Chega, vêem «com agrado sincero» a aprovação da proposta, que visa «acabar com a injustiça que já vigorava há demasiados anos».

Também Rodrigo Saraiva, da Iniciativa Liberal, reconheceu que a proposta segue «no sentido certo», embora tenha defendido a necessidade de garantir um modelo exequível e adaptado à realidade digital. Do lado do PCP, Paula Santos considerou a medida “justa” e relevante para o esclarecimento dos cidadãos.

Entre as restantes bancadas, João Almeida (CDS-PP) destacou a importância da comunicação de proximidade na vida democrática, enquanto Paulo Muacho (Livre) alertou para os riscos dos desertos noticiosos e defendeu o reforço do financiamento ao sector. Já Filipe Sousa, do JPP, considera que «esta proposta vem corrigir, simplifica, moderniza e aproxima, adaptando as obrigações à realidade de cada território».

A reacção do sector foi marcada pelo entusiasmo da Associação Nacional da Imprensa Regional (ANIR), que considerou a aprovação uma vitória há muito aguardada. Em comunicado, a associação sublinha que o diploma «reconhece, finalmente, que a sustentabilidade da imprensa de proximidade é um pilar fundamental da democracia», destacando também o contributo da medida para a transparência da gestão autárquica.

A ANIR recorda ainda o percurso de vários anos de trabalho e diálogo institucional que conduziu a esta alteração legislativa, envolvendo diferentes governos e responsáveis políticos, considerando que este é “mais um passo importante” após outras medidas de apoio ao sector.

Também a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) valorizou a proposta, sublinhando que as alterações reforçam a transparência e reconhecem o papel vital da imprensa regional e local.

In “Alto Alentejo” – 23.04.2026

 

VILA VELHA DE RÓDÃO: Comemorações do 25 de Abril

 


PONTE DE SOR: Detenção por violência doméstica


O Comando Territorial de Portalegre, através do Núcleo Investigação e de Apoio a Vítimas Especificas, deteve, no dia 22 de abril, um homem de 40 anos por violência doméstica no concelho de Ponte de Sor.

No âmbito de uma investigação por violência doméstica, os militares da Guarda realizaram diligências policiais que permitiram apurar que o suspeito exercia violência psicológica e física sobre a sua mãe de 62 anos de idade. No decorrer da ação foi dado cumprimento a um mandado de detenção.

O detido foi presente no Tribunal Judicial de Ponte de Sor, onde lhe foram aplicadas as seguintes medidas de coação:

Obrigação de apresentação periódica bissemanal no Posto Territorial da GNR de Ponte de Sor;

Obrigação de manter o tratamento médico prescrito pelo Serviço Local de Saúde Mental de Portalegre;

Obrigação de se abster de consumir produtos estupefacientes;

Proibição de maltratar física, psicológica ou verbalmente a progenitora.

Salientamos que a violência doméstica é um crime público e denunciar é uma responsabilidade coletiva.

A Guarda Nacional Republicana realiza regularmente campanhas e ações de sensibilização sobre o tema da Violência Doméstica e relembra que, se precisar de ajuda ou tiver conhecimento de alguma situação de violência doméstica participe:

No Portal Queixa Eletrónica, em https://queixaselectronicas.mai.gov.pt;

Via telefónica, através do número europeu de emergência 112;

No Posto da GNR mais próximo à sua área de residência, tendo os nossos contactos sempre à mão em www.gnr.pt/contactos.aspx;

Na aplicação App MAI112 disponível e destinada exclusivamente aos cidadãos surdos, em http://www.112.pt/Paginas/Home.aspx;

Na aplicação SMS Segurança, direcionada a pessoas surdas em www.gnr.pt/MVC_GNR/Home/SmsSeguranca.

MONTEMOR-O-NOVO: Comemorações do 25 de Abril


 




VILA VIÇOSA: Comemorações do 25 de Abril

 


ELVAS: 25 de Abril, a Festa da Liberdade

 




ARRONCHES: Comemorações do 25 de Abril

 


CAMPO MAIOR: Celebra o Dia Internacional da Dança!


O Curso de Dança Oriental do Projeto de Formação do Município assinala o Dia Internacional da Dança (29 de abril) com um encontro especial que reúne várias escolas de dança da região, de ambos os lados da fronteira.

Uma celebração da arte, da cultura e da diversidade, através de diferentes estilos de dança que prometem encantar o público!

📅 26 de abril

🕔 17h00

📍 Centro Cultural

Junte-se a nós e venha celebrar a dança em todas as suas formas! 💫

𝐂𝐨𝐦𝐞𝐦𝐨𝐫𝐚çõ𝐞𝐬 𝐝𝐨 𝟐𝟓 𝐝𝐞 𝐀𝐛𝐫𝐢𝐥 𝐞𝐦 𝐏𝐞𝐫𝐚𝐢𝐬


A Junta de Freguesia de Perais, com o apoio da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão, celebra os 52 anos da Revolução dos Cravos com um programa dirigido a toda a comunidade.

Este é também um momento de solidariedade para com a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Velha de Ródão, na sequência dos danos causados, pela passagem da tempestade Kristin, reconhecendo o seu esforço incansável em prol de todos nós.

 Junte-se a nós. Celebre Abril. Apoie quem cuida de todos nós.

CANO (Sousel) - Cultura e Desporto no 25 de Abril

 





MARVÃO: 10º Mercado da Terra - Feira das Atividades Económicas impulsiona a economia local com dezenas de expositores


O Mercado da Terra - Feira das Atividades Económicas de Marvão chega este ano à décima edição, com a participação de produtores locais, artesãos, associações e empreendedores do concelho, num espaço de encontro, promoção e partilha de saberes e sabores da região.

O certame realiza-se nos dias 25 e 26 de abril, na Praça de São Marcos, em Santo António das Areias, com cerca de três dezenas de expositores, espetáculos musicais, dança e atividades para crianças.

Integrado nas tradicionais Festas em Honra de São Marcos, o Mercado da Terra é oficialmente inaugurado no sábado, 25 de abril, pelas 12h30.

O primeiro dia do evento fica marcado pelos espetáculos musicais das bandas Os Contramão e RAYA. A banda espanhola, cabeça de cartaz, promete um espetáculo energético e bastante animado, com os seus ritmos latinos, flamenco e pop.

No domingo, dia 26, o Mercado da Terra abre com as atuações do grupo de dança “Freguesias em Movimento” e da Tuna Sénior de Marvão, a partir das 10h30. Já à tarde, para além de animação infantil, estão agendados espetáculos com o Rancho Folclórico da Casa do Povo de Santo António das Areias, o grupo de cantares Vozes da Aldeia e Miguel Reis.

O 10º Mercado da Terra é uma oportunidade para conhecer e apreciar a produção local de Marvão e da região do Alto Alentejo, com o dinamismo das suas gentes, num fim-de-semana para a família.

A entrada neste evento, financiado pelo Fundo Ambiental, é gratuita.

 

23.4.26

Fotografia de família separada pelo ICE nos EUA vence World Press Photo


A fotografia "Separados pelo ICE", de Carol Guzy, venceu o prémio máximo do World Press Photo. A imagem expõe o impacto humano das detenções de migrantes nas das cidades norte-americanas.

Chama-se "Separados pelo ICE" e é, a partir de agora, a imagem que melhor traduz o ano no olhar do World Press Photo. A fotografia de Carol Guzy venceu o prémio máximo da edição de 2026, ao capturar um instante de rutura familiar num tribunal de imigração em Nova Iorque.

A imagem foi captada no interior de um dos poucos edifícios federais utilizados pelo Serviço de Imigração e Fronteiras (ICE) a que fotógrafos tiveram acesso. Mostra o equatoriano Luis a ser detido por agentes da imigração a 26 de agosto de 2025, enquanto as filhas se agarram a ele em desespero. O homem, que segundo a família não tinha antecedentes criminais, era o único sustento do agregado.

A mulher, Cocha, e os três filhos - de sete, 13 e 15 anos - ficaram para trás, confrontados com a separação súbita. "Estamos aqui por uma oportunidade melhor, não só para nós, mas para os nossos filhos", disse a mãe, numa frase que sintetiza o drama vivido por milhares de famílias migrantes.

Mais do que um instante isolado, "Separados pelo ICE" faz parte de um trabalho mais vasto, "ICE Arrests at New York Court", distinguido na categoria de Histórias da América do Norte e Central. A série documenta detenções realizadas no interior das cidades, muitas vezes em espaços públicos e perante crianças, expondo uma realidade crescente das chamadas "separações internas".

Para o júri do World Press Photo, a imagem torna visível uma política aplicada de forma sistemática, em que migrantes são detidos após comparecerem voluntariamente em audiências judiciais, num contexto que gera medo e instabilidade nas comunidades.

"Este prémio destaca a importância crucial desta história a nível mundial. Testemunhamos o sofrimento de inúmeras famílias, mas também a sua dignidade e resiliência, que transcendem a adversidade. A coragem de abrirem as suas vidas às nossas câmaras permitiu-nos contar as suas histórias. Sem dúvida, este prémio pertence-lhes, não a mim", afirmou Carol Guzy.

Entre os finalistas destacam-se ainda duas imagens que refletem outras crises globais. A primeira, captada por Saber Nuraldin para a EPA Images, mostra uma multidão de palestinianos a tentar subir para um camião de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, numa tentativa desesperada de obter farinha. O júri sublinha que a fotografia evidencia a escala e a urgência da fome no segundo ano de conflito.

A outra imagem finalista, de Victor J. Blue para a "The New York Times Magazine", acompanha o julgamento de mulheres da etnia Achi, na Cidade da Guatemala, que denunciaram crimes de violência sexual durante a guerra civil. Após décadas de silêncio, três ex-membros de uma patrulha civil foram condenados a 40 anos de prisão por crimes contra a humanidade.

A exposição do World Press Photo de 2026 abre esta sexta-feira, 24 de abril, na De Nieuwe Kerk, em Amesterdão, dando início a uma digressão internacional que levará estas imagens a várias cidades do mundo.

 in Jornal de Notícias - 23.04.2026

ALEGRETE acolhe Campeonatos Nacionais de Corrida de Montanha UPHill a 9 de maio


A freguesia de Alegrete, no concelho de Portalegre, recebe no próximo dia 9 de maio de 2026 os Campeonatos Nacionais de Corrida de Montanha – Uphill, uma das provas mais exigentes do calendário da Federação Portuguesa de Atletismo.

A competição, destinada a atletas filiados, será disputada na Serra de São Mamede, num percurso desafiante que liga Alegrete ao ponto mais alto do território nacional a sul do Tejo.

Em simultâneo, realiza-se a 1.ª edição do São Mamede Uphill, uma prova aberta a atletas federados e não federados, que partilham o mesmo percurso e horário, permitindo a participação alargada nesta experiência competitiva.

Com cerca de 10 quilómetros sempre em subida, o evento constitui um verdadeiro teste de resistência, num cenário natural de reconhecida beleza.

De acordo com a organização, são esperados entre 100 a 200 atletas, provenientes de vários pontos do país.

📍 Alegrete – Portalegre

🗓 9 de maio de 2026

🕓 Início às 16h00

PORTALEGRE: Exposição de Pintura de Pedro Charters de Azevedo na Galeria de S. Sebastião

 


22.4.26

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

Abertura do estreito | Cartoon editorial da @revistasabado – Vasco Gargalo

25 DE ABRIL Parlamento de Portas Abertas


No próximo 25 de Abril, a Assembleia da República assinala o Dia da Liberdade abrindo as portas do Palácio de São Bento ao público, numa tarde dedicada à cultura, à cidadania e à celebração dos valores de Abril.

Entre as 14h30 e as 18h45, os visitantes são convidados a participar num programa diversificado que cruza música, dança, artes plásticas, oficinas criativas, exposições e visitas livres, pensado para todas as idades e públicos.

O evento tem início às 14h30, no Átrio Principal, com a atuação da Escola de Dança do Conservatório Nacional. Ao longo da tarde, o Claustro acolhe oficinas de estampagem de panamás, bem como momentos de expressão vocal e musical, com o Círculo de Voz dinamizado pela Skoola - Academia de Música Urbana.

Na Biblioteca Passos Manuel, às 15h00, decorre a palestra "O 25 de Abril na imprensa humorística", apresentada por Álvaro Costa de Matos, Coordenador da Hemeroteca Municipal de Lisboa.

As famílias com crianças poderão participar em "À Aventura no Palácio!", uma caça ao tesouro destinada a crianças dos 6 aos 12 anos, e no Ateliê de aguarela, ambas as atividades com lotação limitada e por ordem de chegada.

A Sala das Sessões será palco, às 16h30, de "Liberdade em Voz Alta", atuação do artista e poeta Huba, seguindo-se oficinas e espetáculos de dança urbana, como o Breaking, por Maxmomentum, na Sala do Senado.

Visitas livres e exposições

Durante todo o período do evento, entre as 14h30 e as 19h00 (última entrada às 18h30), será possível realizar visitas livres ao Palácio de São Bento e à Casa do Parlamento - Centro Interpretativo, bem como participar em várias atividades distribuídas por diferentes espaços.

Entre estas, destacam-se as pinturas faciais, os murais colaborativos dinamizados pelo artista Fred Aranha, a iniciativa "Desenhar a Liberdade" com a Associação Urban Sketchers Portugal, e a mostra "Libertar a moda, vestir a Constituição", com trajes dos anos 70, em parceria com o Museu Nacional do Traje, patente no Salão Nobre.

O público poderá ainda visitar várias exposições, nomeadamente:

- "50 Anos da Constituição", exposição bibliográfica e documental;

- "Liberdade", exposição de pintura de Eduarda Pedro;

- "Campanha Política: os cartazes das Legislativas de 1976", na Casa do Parlamento.

Informações úteis

Local: Palácio de São Bento e Casa do Parlamento - Centro Interpretativo

Horário: 14h30 - 19h00 (última entrada às 18h30)

Casa do Parlamento: Rua de São Bento, n.º 148 (edifício amarelo em frente à escadaria principal)

parlamento.pt

Mais informações:

Telefone: 213 910 843

E-mail: peduc.correio@ar.parlamento.pt

O programa culmina com um concerto showcase de Milhanas, moderado por Maria Morango, na Casa do Parlamento - Centro Interpretativo.