10.10.26

Centenário de Ivan Illich – Colóquio Internacional


Cem Anos, Sem Planos

FLUP - Anfiteatro Nobre

15 de Outubro

1ª sessão, 9h30-12h45

9h30: Abertura do Colóquio – Prof. Doutora Paula Pinto Costa, directora da FLUP; Comissão Científica do Colóquio.

10h00: Thierry Paquot (Institut d’Urbanisme de Paris), Pourquoi faut-il lire

Illich aujourd’hui, (videoconferência).

10h45: pausa para café / coffee break

11h00: Jorge Leandro Rosa (IF-APK), Ivan Illich, a figura na história e o(s) Espelho(s) do Passado

11h30: Silja Samerski (Hochschule Emden/Leer), Medical Nemesis Revisited.

About the actuality of Ivan Illich's critique of the health system

12h15: Debate

12h45-15h00: intervalo para almoço

FBAUP – Aula Magna

2ª sessão, 15h00-19h00

15h00 Tiago Mesquita Carvalho (IF): A desincarnação como Chave Hermenêutica da Modernidade

15h30: Jean-Pierre Dupuy (Stanford University): Illich e a Crítica da Economia

16h15: Debate.

16h45: Intervalo.

17h00: João Duque (UCP-Braga): Religião sem Poder

17h45 Benoît Sibille (Institut Catholique de Paris): Ivan Illich: uma Política da Impotência, viver e esperar apesar de tudo

18h30: Debate

FLUP – Anfiteatro Nobre

16 de Outubro

1ª sessão, 9h30-13h30

9h30 Abertura dos trabalhos

9h45: Licínio Lima (Univ. do Minho): Compreender a Escola de Hoje com Ivan Illich

10h15: Vincenzo Rosito (Pontificio Istituto Teologico Giovanni Paolo II, Roma): Christianity and Political Theology in Ivan Illich

11h00: Debate

11h30: Pausa para café / coffee break

11h45: John Baldacchino (University of Wisconsin-Madison), Engolidos pelo Sistema (cuja camisola vestimos). A Esperança de Ivan Illich na era dos Sistemas

12h30: Debate 

12h45-15h00: intervalo para almoço

FBAUP – Museu/Jardim

Atelier Illichiano

15h00: Neto Leão (Umbra Institute, Perugia), Pensando com Ivan Illich: encontros, escritos e práticas

Franco Augusto (Projecto Acervus): Recuperando la memoria y

archivo completo de Illich: el Proyecto Acervus (online).

MESA-REDONDA: Participantes do Colóquio e representantes de associações cívicas, culturais, ambientais e económicas da região do Porto.

18h00: Inauguração da Exposição

Conferência-Performance: Alexander Gerner, In the Vineyard of the Algorithm: Reading, Writing, Soliloquy, and the Paramedial after Illich’s Textual Archaeology

PORTALEGRE acolhe Festival Terras Sem Sombra



Na tarde de domingo, 18 de Outubro (16h00), o Auditório do Museu da Tapeçaria de Portalegre – Guy Fino recebe «A Geometria dos Sons: Obras para Dois Violinos», pelo Polish Violin Duo, formado por Marta Gidaszewska e Robert Łaguniak. O programa percorre um amplo arco temporal, do século XVIII à criação contemporânea, com forte presença da música polaca e incursões por outras geografias da Europa Central, sem descurar a criação portuguesa.

Entre autores de referência, como Grażyna Bacewicz, Henryk Wieniawski e Romuald Twardowski, surgem compositores contemporâneos como Anna Rocławska-Musiałczyk e András Derecskei e o português António da Costa (1714-c. 1780), de quem será interpretada a primeira parte do Dueto em Sol bemol maior.

Fundado em 2014, o Polish Violin Duo dedica especial atenção à música para dois violinos e à recuperação de repertórios menos frequentados, sobretudo da tradição polaca.

 

MUSEU DO ALJUBE: Ciclo de Conversas


“As revoltas contra a Ditadura Militar e o Tarrafal de São Nicolau”

» 29 OUT – QUI,18H

👥Com José Cabral (investigador) e Jacinto Godinho (jornalista)

Os anos entre 1926 e 1936 são de crepúsculo das democracias, ascensão dos fascismos, crise económica e de uma violência inaudita. Mas também de resistência. Com um conjunto de conversas, a decorrer a partir de outubro de 2026 e ao longo de 2027, o Museu do Aljube centra-se no ciclo histórico iniciado com a imposição, há 100 anos, da Ditadura Militar, no dia 28 de Maio de 1926, e encerrado com a Guerra Civil de Espanha e a abertura do Campo de Concentração do Tarrafal, há 90 anos, dando particular destaque à história da resistência e às inúmeras revoltas contra a Ditadura Militar e o Estado Novo

A primeira conversa do ciclo “1926-1936. A Coragem de Resistir” contará com José Cabral (investigador) e Jacinto Godinho (jornalista) .

José Cabral traz-nos a sua investigação sobre o Campo de Concentração do Tarrafal de São Nicolau, aberto em 1931. Jacinto Godinho, recorrendo a imagens em movimento resultantes da sua investigação jornalística, abordará as revoltas contra a Ditadura Militar e os espaços de encarceramento.

Contamos contigo!

CASTELO DE VIDE: Cinquenta anos de fotografia de Augusto Rainho


De Castelo de Vide até Castelo de Vide é o título do novo livro de fotografia de Augusto Rainho, que será apresentado no dia 17 de Outubro, pelas 17 horas, no Convento de S. Francisco da Fundação Nossa Senhora da Esperança, em Castelo de Vide, numa iniciativa integrada no ciclo de actividades deste ano do Centro de Arte e Cultura da Fundação.

A publicação reúne 184 imagens a preto e branco, maioritariamente analógicas, realizadas entre 1975 e 2025 e seleccionadas pelo autor a partir do seu arquivo fotográfico. As imagens são acompanhadas de um texto de José Luís Porfírio e de textos de Augusto Rainho.

Este é o terceiro livro que o fotógrafo dedica à sua terra natal e completa uma trilogia iniciada, em 2007, com Olhar e Abraçar Castelo de Vide, edição da Fundação Nossa Senhora da Esperança, e prosseguida, em 2025, com E se uma nuvem caísse?, edição de autor.

Atravessando cinco décadas, o livro dá a ver meio século de Castelo de Vide, das suas gentes e vivências, dos lugares e das marcas do tempo. Ruas, largos, casas e espaços rurais cruzam-se com pessoas e gestos do quotidiano: crianças, trabalhadores, figuras anónimas, encontros, esperas e silêncios de uma vila que o tempo foi transformando.

Este conjunto de fotografias nasce da relação continuada do autor com o território onde nasceu e de um olhar demorado que o próprio descreve como “ruminar visual lento e de corpo inteiro”.

No que permanece e no que desapareceu, De Castelo de Vide até Castelo de Vide percorre a distância entre a memória e aquilo que o tempo ainda deixa reconhecer.

Contactos:fnsecultura@gmail.com
ed.nuvemvadia@gmail.com

 

“Não Dá Mais”: movimento social convoca manifestações contra o custo de vida


Mais de 30 sindicatos, coletivos e associações convocam manifestações para o dia 10 de outubro contra o aumento do custo de vida e por medidas que aliviem as famílias.

A convocatória, como o mote “Não Dá Mais Pra Viver Assim” aponta para 10 de outubro as ações de luta, com uma manifestação marcada para 17h em no Largo do Intendente, em Lisboa e para a mesma hora no Porto, na Praça D. João I e em Braga, junto ao Coreto da Avenida Central. Às 11h o protesto arranca no Funchal, em frente à ALRAM, e às 15h30  em Aveiro, na Praça Dr. Joaquim de Melo Freitas.

“Estamos há anos a ser esmifrados pelo aumento dos preços da habitação e do custo de vida. Vivemos a trabalhar e esgotamo-nos para fazer o salário esticar até ao final do mês, para enfrentar o preço dos combustíveis que aumentam, despesas básicas e para não perder a casa”, lê-se na convocatória. “Só nos sobram dívidas e preocupações, enquanto se esgota a possibilidade de um futuro melhor”.

O movimento aponta que “os bancos, as grandes distribuidoras e o setor energético registam lucros recorde à nossa conta”. Só no primeiro semestre de 2026, a Sonae, dona do Continente, registou receitas recorde de 5,6 mil milhões de euros. A Jerónimo Martins, dona do Pingo Doce, apresentou um aumento de vendas num total de 2,7 mil milhões de euros. O Millennium BCP apresentou um resultado líquido de 565,8 milhões de euros e a Galp um lucro de 821 milhões de euros.

 “Dizem-nos que precisamos de trabalhar mais, que somos pobres porque queremos. Mas como é que essas empresas de bens de consumo conseguem ter tantos lucros enquanto as nossas contas do supermercado aumentam? Não há algo de errado quando supermercados e bancos registam milhões em lucros enquanto nós nos afundamos em dívidas?”, questiona.

Entre as organizações que assinam a convocatória estão a Solidariedade Imigrante, o Movimento Dignidade Académica, Associação Renovar a Mouraria, Coletivo Afreketê, a UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta, e o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Solidariedade e Segurança Social.

In www.esquerda.net

 

 

OPINIÃO: Maricarmen foi empurrada da vida

Maricarmen, de 87 anos, podia ser nossa mãe, avó, tia, família. Daquelas senhoras que moram sozinhas e para quem a casa não é apenas um local onde se vive. É o lugar da segurança, das memórias, de uma vida. O sítio onde cabe um mundo inteiro. Fez-me recordar a avó Carolina que, reformada e a viver com a filha, também idosa, todos os anos ficava num estado de ansiedade enorme à espera da atualização da renda que pagava na Rua do Zambeze, no Porto.

Maricarmen Abascal saiu da sua habitação de maca. De uma forma indigna, humilhante. Já sabíamos que este Mundo não é para velhos. Agora, também não é para novos. Durante 70 anos, Maricarmen pagou uma renda. Até ao dia em que a casa onde morava passou para as mãos de novos proprietários, que contestaram o direito de permanência da inquilina. Queriam 1600 euros mensais. A idosa tinha uma reforma de 1400. Seguiu-se uma disputa judicial até ao despejo. Fatal.

Encontrar culpados nesta história é difícil. Porventura, o menos importante. Mas ninguém fica bem na fotografia. Nem a empresa imobiliária, nem os tribunais, nem o sistema de proteção social, muito menos o Governo.

Não interessa se somos de Esquerda ou de Direita, do Centro ou de outra coisa qualquer. Maricarmen não se tornou apenas num símbolo da crise da habitação em Espanha. É um símbolo das sociedades que se estão a esquecer das pessoas. Maricarmen estava em perigo. A sua situação era conhecida. A sua fragilidade e a sua idade também.

Ontem, chorou-se em Espanha. Uma mistura de dor e raiva tomou conta das análises políticas e das caixas de comentários nas redes sociais. De pouco adianta. Maricarmen Abascal morreu sem regressar a casa.

Manuel Molinos – Jornal de Notícias - 9 de outubro, 2026

PORTALEGRE: 1º Cicloturismo do Centro Vicentino da Serra


O Centro Vicentino da Serra organiza o seu 1.º Cicloturismo, com um percurso de 43 km, cerca de 600m de desnível positivo e nível intermédio.

A Voz do Operário: O jornal operário mais antigo do país faz 147 anos


A festa de aniversário, este sábado, conta com uma emissão ao vivo do podcast do AbrilAbril, «Os Comentadores», seguida de debate, exposição e música, n'A Voz do Operário, em Lisboa.

O jornal A Voz do Operário soma 147 anos de comprometimento com as lutas por um mundo melhor. A publicação operária mais antiga do país celebra o aniversário este sábado, 10 de Outubro, num evento aberto ao público.

A programação arranca às 18h com uma emissão especial ao vivo d’«Os Comentadores». Nuno Ramos de Almeida, Paula Cardoso e Pedro Tadeu vão debater a actualidade que com o jornalista Humberto Costa, colaborador do jornal da Voz. O mesmo painel segue num debate sobre «Jornalismo e crescimento da extrema-direita», com moderação de Bruno Carvalho.

Às 19h30, Maquis, ilustrador d’A Voz do Operário abre uma exposição do seu trabalho e os dj sets da Tveryfriday e Workers Festival recebem a todos na festa. Haverá bar com comes e bebes e bolo de aniversário.

AbrilAbril - 09 de Outubro de 2026

Cartaz de Maquis

 

CORTES NAS PENSÕES: Acórdão do Supremo desmente Governo: CGA corta pensões à margem do que defendeu em tribunal

Em março, a CGA disse ao Supremo Tribunal Administrativo que o cálculo destas pensões era uma "questão jurídica de elevada complexidade e importância social". Em outubro, a ministra do Trabalho reduz tudo a uma "deficiência técnica". Fabian Figueiredo quer saber qual das duas versões é verdadeira e requereu os pareceres jurídicos e os registos informáticos.

A Caixa Geral de Aposentações está a notificar 2937 pensionistas, aposentados entre maio e agosto de 2026, de cortes que atingem em média 93,31 euros por mês, invocando um "lapso na parametrização do seu sistema de informação". Os visados têm dez dias para contestar. Ao gabinete parlamentar do Bloco de Esquerda chegaram centenas de casos documentados de cortes entre os 70 e os 500 euros. Entre os penalizados estão trabalhadores que descontaram para além dos 40 anos precisamente para melhorar a reforma.

O que o Supremo decidiu e o que a CGA argumentou

A 5 de março de 2026, no processo n.º 03012/15.6BEPRT, o Supremo Tribunal Administrativo decidiu, por unanimidade, um recurso interposto pela própria CGA sobre o cálculo destas pensões, que somam uma parcela pelo tempo de serviço até 2005 (P1) e outra pelo tempo posterior (P2).

O Supremo deu razão total à Caixa Geral de Aposentações: para a taxa de formação da P2 só conta o tempo de serviço posterior a 1 de janeiro de 2006. Nesse processo, a CGA declarou que aplicava "em todos os casos" a taxa de 2% e classificou a matéria como questão jurídica de elevada complexidade, abrangendo "um elevado número de subscritores". Em nenhum momento da sua defesa invocou a restrição dos 40 anos que agora apresenta aos pensionistas como imposição legal.

A aritmética da interpretação que a CGA pediu e venceu é simples. Contando apenas anos civis posteriores a 2006, os primeiros pensionistas com 21 anos de registo surgem em 2026, mal completam 120 dias de descontos nesse ano, ou seja, a partir de maio. É a partir desse limiar que a taxa anual de formação sobe de 2% para um valor entre 2% e 2,3%, como a lei de 2005 programou. As primeiras pensões calculadas com a taxa nova são as de maio de 2026. O alegado "lapso" começa exatamente aí e dura exatamente os quatro meses em que a regra foi aplicada. Não houve, entretanto, qualquer alteração à Lei n.º 60/2005 ou ao Decreto-Lei n.º 187/2007.

No Supremo, a CGA declarou que aplicava a taxa de 2% "em todos os casos", e foi para defender esse 2% uniforme que recorreu até à última instância. A afirmação só era verdadeira porque, na leitura da própria Caixa Geral de Aposentações, ninguém tinha ainda 21 anos civis de registo posteriores a 2006: a taxa mais alta estava na lei desde 2007, mas o calendário ainda não a tinha tornado aplicável a ninguém. Essa consequência ficou escrita no processo, onde a pensionista avisou que a leitura da CGA tornava a alteração legal de 2007 inócua durante duas décadas, e o Supremo decidiu mesmo assim a favor do Instituto Público de Previdência. A CGA sabia, portanto, que vivia numa transição com prazo marcado. Quando o prazo chegou, em maio de 2026, chamou "lapso" ao fim da transição.

A restrição que a CGA agora comunica aos pensionistas, a de contar apenas os anos necessários para perfazer 40, tem o problema inverso: nunca apareceu. O limite de 40 anos existe na lei, mas está onde sempre esteve, na fórmula da P2, a limitar o tempo e as remunerações que entram no cálculo, e no artigo 29.º do Decreto-Lei n.º 187/2007, a limitar a taxa global. Em nenhuma destas normas a lei manda escolher a taxa anual, 2% ou entre 2% e 2,3%, em função de um teto de 40 anos de carreira. E quando a CGA teve de explicar ao Supremo, por escrito, como determinava essa taxa, descreveu o seu método sem nunca mencionar tal restrição. Não a invocou porque, na sua própria leitura, nunca tivera ocasião de a aplicar: até 2026, aplicava 2% a toda a gente.

As duas posições não encaixam uma na outra. Se, como a CGA defendeu e o Supremo fixou, só o tempo posterior a 2006 conta para a taxa da P2, então as pensões de maio a agosto de 2026 foram calculadas como a lei manda: 21 anos civis, taxa entre 2% e 2,3%. Nesse caso não há erro nenhum a corrigir, há a lei a produzir efeitos pela primeira vez, e o que a CGA fez em setembro foi mudar de interpretação, com o efeito de pagar menos a quem já tinha pensão definitiva. Se, pelo contrário, a taxa devia ser travada por um teto de 40 anos de carreira total, então a CGA omitiu ao Supremo, num recurso que ela própria classificou como de elevada importância social, a regra que diz agora ser decisiva para milhares de pensões. Qualquer das hipóteses desmente a "deficiência técnica" de que fala a ministra. E qualquer delas exige explicações que um comunicado sobre "parametrização" não dá.

As três versões do Governo

A 7 de setembro, a ministra Maria do Rosário Palma Ramalho garantia que "as pensões atuais são absolutamente sagradas". Um mês depois, confirmou os cortes, falou numa "deficiência técnica no apuramento da pensão" e avisou que os valores pagos a mais terão de ser devolvidos. Disse ainda que só soube do caso na terça-feira, 6 de outubro. Mas a CGA enviava notificações há semanas e o Bloco tinha questionado por escrito os Ministérios das Finanças e do Trabalho logo a 1 de outubro.

Na nova pergunta, agora dirigida ao Ministério do Trabalho, o deputado bloquista quer saber qual foi o método de cálculo aplicado antes, durante e depois do período do alegado "lapso" e que norma o sustenta em cada momento, se as pensões de maio a agosto foram calculadas em conformidade com o acórdão do Supremo, em que artigo assenta a restrição dos 40 anos que a CGA nunca defendeu em tribunal, se o Governo admite estender a revisão a pensões dos últimos cinco anos, com que fundamento serão exigidas devoluções, face ao regime de anulação de atos constitutivos de direitos, e se suspende de imediato os recálculos.

Num requerimento entregue em simultâneo, exige o envio do relatório técnico que identificou o suposto lapso, do registo das alterações de parametrização do sistema desde janeiro de 2025, dos pareceres jurídicos que sustentam a anulação e as devoluções anunciadas e da avaliação do risco de litigância para o Estado.

"Em março, a CGA disse ao Supremo que isto era uma questão jurídica de elevada complexidade e importância social. Em outubro, a ministra diz que é uma deficiência técnica. As duas versões não podem ser verdade ao mesmo tempo", afirma Fabian Figueiredo.

"O primeiro-ministro disse, há não muito tempo, que se fosse obrigado a cortar pensões se demitia. Não estou a pedir que se demita, estou a pedir que pare de cortar", acrescenta o deputado: "Uma lei não se transforma num erro informático no dia em que começa a custar dinheiro ao Estado. Num Estado de direito, quem muda as regras das pensões é a Assembleia da República, não um ofício da Caixa Geral de Aposentações. Os cortes têm de ser revertidos e os valores devolvidos aos aposentados", afirma Fabian Figueiredo.

in www.esquerda.net

9.10.26

MARVÃO: Alentejo Walking - Caminhadas do Alentejo


🗓 1 de novembro

🕤 9h30

👉 PR1 MRV - Percurso Pedestre de Marvão

Local de início: Largo das Almas (Portagem)

Coordenadas: 39°23’2.11″N, 7°22’53.58″W

ℹ️ Inscrições (até dia 27 de outubro) em: https://alentejowalkingfestival.pt/percursos/

COVILHÃ: Workshop "Pintura com Café" com Rosário Bello

 


MONTEMOR-O-NOVO: 🎶 Mês da Música | 11 de Outubro


🎹MÁRIO LAGINHA | “RETORNO”

📅 11 DE OUTUBRO

⏰ 18H00

📍 NOSSA SENHORA DA VISITAÇÃO 

⏱️ 60 MIN. | PÚBLICO GERAL

No âmbito do projeto PIANOFORTE – A partir de um legado, uma proposta, a Oficinas do Convento convida o pianista Mário Laginha para um concerto intimista em Montemor-o-Novo, integrado no ciclo do Mês da Música, produzido pelo Município de Montemor-o-Novo.

🎹 “Retorno” é o novo álbum de Mário Laginha e marca o regresso do pianista ao piano a solo, 19 anos depois de Canções e Fugas.

Um regresso feito de temas compostos, improvisos e novas influências, onde a liberdade ocupa um lugar central e onde o músico deixa cair algumas das barreiras que foi construindo ao longo do tempo.

Uma viagem pelo piano, pelo improviso, pelo fado e por tudo aquilo que a música permite descobrir quando se deixa espaço para o inesperado.

🎟️ Bilhetes nos locais habituais e online na BOL

 

ALTER DO CHÃO: 5º Festival de Cante Alentejano

 

V FESTIVAL DE CANTE ALENTEJANO “OS CÁ D’CIMA”  - ALTER DO CHÃO 🎶

📅 10 de outubro | sábado | Alter do Chão

O Alentejo canta-se, vive-se e partilha-se! 💚

É já no próximo sábado, 10 de outubro, que a nossa vila recebe mais uma edição do Festival de Cante Alentejano “Os Cá d’Cima”.

Será uma tarde de tradição, cante, convívio e, acima de tudo, de celebração da nossa identidade alentejana. 🌾🎵

Contamos com a participação de:

Grupo Coral dos Trabalhadores das Alcáçovas

Grupo de Cantares Feminino de Aljustrel

GC Os Vindimadores da Vidigueira

Grupo de Cante Alentejano Os Cá d'Cima

📍 16h30 — Desfile pelo centro da Vila

📍 17h30 — Atuações dos grupos no Pátio do Castelo

✨ Entrada livre!

👉 Junte-se a nós, traga a família e os amigos e venha sentir a força e a emoção do Cante Alentejano!

Vai ser uma tarde que vai valer

8.10.26

PORTALEGRE: Caminhada Solidária da Santa Casa da Misericórdia


 

NISA: Voltam as “Manhãs com História” na União de Freguesias


A União de Freguesias de Espírito Santo, Nossa Senhora da Graça e São Simão continua a apostar na criação de iniciativas que promovam o conhecimento, a cultura, a memória e o convívio entre os nossos fregueses.

É neste âmbito que acontecem as “Manhãs com História”, uma rubrica que contará com a participação e dinamização do Professor Joaquim Carmona.

De 15 em 15 dias, às quintas-feiras, a Sede da União de Freguesias será palco de encontros dedicados à História, numa viagem por diferentes épocas, acontecimentos e personagens que marcaram Portugal e o Mundo.

Falaremos dos nossos antepassados, da História de Portugal e da História local, dos Descobrimentos, dos Templários, dos corsários e navegadores, das guerras e dos grandes conflitos, mas também de períodos mais recentes, como a ditadura, o 25 de Abril, a Guerra Colonial e as grandes transformações do século XX.

Serão também abordados temas relacionados com outros povos e culturas, permitindo-nos conhecer diferentes realidades históricas e compreender melhor o mundo em que vivemos.

“Manhãs com História” pretende ser, acima de tudo, um espaço de aprendizagem, partilha , aberto a todos os que tenham curiosidade, vontade de aprender ou que simplesmente gostem de História.

As inscrições abrem dia 6 de outubro.

Para mais informações e inscrições, os interessados deverão dirigir-se à sede da União de Freguesias ou contatar pelo número 968685059 ou pelo mail freguesiadenisa@gmail.com

Memórias que não se apagam - António Borrego

 


SOPAS DE CAVALO CANSADO: Lembram-se delas?

Este povo, é um "cavalo cansado chicoteado", por não aguentar a carga...não temos um excelso que se abrace à nossa cabeça, para parar o chicote, que, sempre nos fustigou...tantos achamentos, tantos descobrimentos, tanta glória...e agora?? arranjam-nos crises (só para alguns) dão-nos (cada vez mais) futebol, fado (agora bem amanhado, vá lá) insistem nas touradas com faenas, e a malta a diluir as penas...qual será "o retrato" desta geração na história?...será que a televisão o irá documentar? se o fizer, será aldrabado e quem contar a verdade será condenado, internado como louco, (um louco lúcido) que se abraçou à cabeça de um animal acossado, flagelado...ainda estou para saber, qual a diferença entre um cavalo chicoteado ou um touro trespassado por farpas (chamam a isso arte) e, fazem disto espetáculo ...vem aí o calor, as imperiais, minis e caracóis...vamos fabricar heróis, a dar pontapés na bola, e, continuamos nisto...um dia, para me sentir feliz...ainda vou tirar uma selfie com o "Presi"...

.............................Lembrei-me agora.........

·         António Borrego

CRATO: Dois veículos apreendidos na sequência de crime de roubo


O Comando Territorial de Portalegre, através do Destacamento Territorial de Portalegre, apreendeu dois veículos, relacionados com um crime de roubo, no concelho do Crato.

Na sequência de uma ação de patrulhamento, os militares da Guarda detetaram um veículo que havia sido roubado na localidade de Alpalhão.

No decurso do mesmo patrulhamento, os militares localizaram um segundo veículo, utilizado na prática do crime, tendo sido desencadeadas as diligências necessárias à sua recuperação.

As diligências culminaram na apreensão de dois veículos.

Os factos foram comunicados ao Ministério Público.

A Guarda Nacional Republicana continuará a desenvolver ações de prevenção e investigação criminal, no âmbito das suas competências, contribuindo para a prevenção e repressão da criminalidade e para o reforço da segurança das populações.

 

 

7.10.26

PORTALEGRE: Programa da Feira do Livro

 


SARDOAL: Bombeiros Municipais celebram 75 anos de vida


Os Bombeiros Municipais de Sardoal celebram o seu 73.º aniversário com uma sessão solene a ter lugar no dia 25 de outubro, no Centro Cultural Gil Vicente.

As comemorações terão início às 09h15m com uma romagem ao cemitério numa homenagem aos Bombeiros falecidos, seguindo-se um desfile apeado pelas ruas da Vila.

O Centro Cultural Gil Vicente recebe, pelas 11h00m, a Sessão Solene comemorativa do aniversário dos Bombeiros Municipais e a entrega de Condecorações aos elementos do Corpo de Bombeiros.

A iniciativa é aberta a toda a população

Assembleia Diocesana de Portalegre-Castelo Branco convida a um caminho comum de serviço e construção


Cerca de 800 crianças, jovens e adultos, provenientes de diferentes comunidades da Diocese de Portalegre-Castelo Branco, participaram, no dia 5 de outubro, em Ponte de Sor, na Assembleia Diocesana, que teve como mote «Constrói a minha Igreja – Unidos na missão». O encontro foi marcado pela celebração, pela reflexão e pelo apelo a uma Igreja mais unida, corresponsável e aberta à missão.

Realizada na senda do Jubileu de São Francisco de Assis, a Assembleia Diocesana reuniu participantes de diferentes idades e de todos os pontos da Diocese, num dia dedicado ao encontro, à comunhão e à reflexão sobre o papel de cada batizado na vida e na missão da Igreja.

Com um programa dirigido a crianças, jovens e adultos, a iniciativa procurou criar diferentes espaços de descoberta, partilha e reflexão, tendo como ponto comum a consciência de que todos são chamados a participar e a assumir um compromisso corresponsável de servir, atentos às realidades concretas das comunidades e aos desafios que hoje se colocam à Igreja.

Na homilia, D. Pedro Fernandes partiu do episódio evangélico da multiplicação dos pães e dos peixes para deixar uma mensagem particularmente dirigida à realidade da Igreja atual: perante desafios que parecem ultrapassar as capacidades humanas, a resposta não deve ser a desistência, mas a entrega confiante daquilo que cada um tem para oferecer.

«O “não sou capaz”, o “não temos recursos”, o “é pouco” ... é irrelevante. Temos de discernir o que Deus quer a partir da confiança em Cristo e não a partir do nosso medo, não a partir dos nossos sentimentos de impotência e pequenez.»

Para o Bispo Diocesano, a própria fragilidade pode transformar-se num lugar de ação de Deus, desde que cada pessoa esteja disponível para colocar os seus dons ao serviço dos outros.

A partir da imagem dos cinco pães e dois peixes, D. Pedro Fernandes sublinhou que Deus pode tornar fecundo aquilo que, aos olhos humanos, parece insuficiente.

A reflexão conduziu também ao desafio de construir uma Igreja sinodal, onde todos caminhem juntos, valorizando a diversidade e rejeitando divisões.

«Precisamos de compromissos, alianças, formas de estar que nos ponham juntos e a trabalhar juntos», afirmou D. Pedro Fernandes, defendendo uma Igreja onde ninguém se considere dispensado da missão.

O Bispo Diocesano alertou ainda para a tentação de criar divisões entre pessoas, grupos, movimentos ou comunidades, sublinhando que a diversidade deve ser vivida na unidade e na comunhão.

«Tudo isto não vem de Deus porque não celebra a diversidade na unidade, mas apresenta a divisão. E a divisão, sim, é verdadeiramente inimiga da ação de Deus, inimiga da comunhão.»

A Assembleia procurou, assim, reforçar a consciência de que a Igreja não existe para si própria, mas para a missão. Uma missão que implica sair de si, acolher, servir e levar o Evangelho a todos.

Na parte final da sua homilia, D. Pedro Fernandes deixou um apelo direto ao compromisso de cada pessoa:

«O que nos pede a Igreja hoje é que sejamos responsáveis, que cada um de nós aceite o dom do Espírito, arregace as mangas e ponha pés ao caminho.»

O Bispo relacionou este compromisso com as múltiplas formas de participação na vida da Igreja, desde os ministérios laicais e os animadores de comunidade aos conselhos pastorais, grupos de jovens, movimentos, grupos de oração, catequistas, catequese, coros e tantos outros serviços.

«Dar os nossos cinco pães e os nossos dois peixes, deixando, pois, que Deus trabalhe. É este o caminho a que somos convidados.»

A imagem dos cinco pães e dois peixes acabou por sintetizar o desafio lançado ao longo da Assembleia: cada pessoa tem algo para oferecer e todos podem contribuir para a missão da Igreja. Não se trata de esperar por condições ideais ou por recursos abundantes, mas de colocar ao serviço aquilo que cada um tem, confiando que Deus pode fazê-lo frutificar.

Ao longo do dia, a alegria do encontro e a diversidade das comunidades presentes deram expressão concreta a esta ideia de uma Igreja que caminha em conjunto.

A Assembleia Diocesana terminou, assim, como um convite a toda a Diocese de Portalegre-Castelo Branco para renovar o seu compromisso com a missão, assumindo cada pessoa o seu lugar e a sua responsabilidade na construção de uma Igreja mais unida, acolhedora e disponível para servir.

«A Igreja existe para a missão e não para si própria», recordou D. Pedro Fernandes, deixando uma palavra final que resume o desafio colocado à Diocese: caminhar juntos, abrir as portas a Cristo e colocar os dons de cada um ao serviço da vida e da missão da Igreja.

Veja o vídeo resumo em:

https://drive.google.com/file/d/14lUAifAT3rYO1U0XbCeY9kZPQIuTYcs1/view?usp=sharing

 

CAMPO MAIOR: Apreensão de canídeo


O Comando Territorial de Portalegre, através do Posto Territorial de Campo Maior, no dia 2 de outubro de 2026, procedeu à apreensão de um animal de companhia (canídeo), por suspeitas do crime de maus tratos a animais.

No seguimento de denúncias, os militares efetuaram diligências, conjuntamente com a autoridade veterinária municipal, visando avaliar as condições higienossanitárias em que se encontrava o animal.

Decorrente das diligências realizadas, e em coordenação com a médica veterinária municipal, o animal foi apreendido e entregue no Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia de Campo Maior.

A pessoa detentora do animal foi constituída arguida e sujeita a Termo de Identidade e Residência, sendo os factos comunicados ao Ministério Público do Tribunal de Elvas.

A Guarda Nacional Republicana continua a desenvolver ações de fiscalização no âmbito das suas competências, contribuindo para o cumprimento das normas aplicáveis ao transporte, circulação e comercialização de animais, bem como para a prevenção e deteção de situações suscetíveis de constituir infração.

A participação ativa da sociedade é essencial para travar o crime ambiental. Caso testemunhe ou suspeite de um crime contra a vida selvagem ou de atividades ambientais ilegais, contacte a GNR/SEPNA através da linha “SOS Ambiente e Território” – 808 200 520 (Madeira – SEPNA/GNR: 291 214 460; Açores – Linha SOS Ambiente: 800 292 800), do email sepna@gnr.pt ou do formulário disponível no site da GNR: https://www.gnr.pt/ambiente.aspx.

 

 

PORTALEGRE: Visitas guiadas à Casa Museu José Régio

 

O que vestia o Professor José Maria?"👖

📖Visita guiada com Atelier, a decorrer em paralelo com o Serviço Educativo, direcionada para os alunos do 1º Ciclo.

📚Todas as quartas e sextas-feiras, das 10h00 às 12h00, com início em outubro.

👉Entrada gratuita, mediante marcação prévia, para o contacto telefónico 245 307 535 ou o correio eletrónico museu.joseregio@cm-portalegre.pt.

Número máximo de participantes: 1 turma | Número mínimo: 8 alunos.

Um organização do Município de Portalegre.

OPINIÃO: A escola e o código postal


Olhando para a forma como as ruas francesas ardem, torna-se difícil acreditar que tudo começou num protesto de alunos e professores numa escola dos subúrbios a sudeste de Paris. Em duas semanas, o movimento saltou os muros do espaço estudantil, ganhou escala nacional e desafia o Governo. A falta de condições nas escolas e sobretudo a queixa de que o sistema está marcado pela desigualdade incendiaram as manifestações. Na comparação com outros países europeus, dados da OCDE comprovam que o código postal dos alunos conta demasiado em França e que uma criança nascida num bairro problemático dificilmente conseguirá superar esse contexto de partida. A média nacional de alunos por turma é elevada (situa-se em 29), mas em escolas dos subúrbios chega a 36. É também nos bairros mais pobres que se sente em força a falta de professores: no último ano letivo, algumas destas escolas registaram 20% de aulas não lecionadas.

Com as notícias sobre as turmas ainda sem professores a intensificarem-se também por cá, torna-se inevitável analisar a componente socioeconómica do problema. Uma análise dificultada, claro está, pela falta de informação oficial atualizada e clara. Sabemos que em Portugal a falta de professores tem como causa estrutural direta a crise na habitação, mas esse fator acaba por somar-se a outros que deixam particularmente expostas escolas inseridas em bairros com maior vulnerabilidade social, na Área Metropolitana de Lisboa. Casos mediatizados como os de Marvila, Monte Abraão ou Queluz-Belas tocam escolas inseridas em territórios educativos de intervenção prioritária (TEIP). Não é preciso bola de cristal para antever efeitos em cadeia nesta persistência da falta de professores em locais que deveriam ter instrumentos redobrados para intervir. Sendo objetivo do programa TEIP promover o sucesso e garantir a inclusão e igualdade de oportunidades, não há metas que resistam quando falta o mais básico dos ingredientes: o professor. Tanto por fazer. Tanto por cumprir.

Inês Cardoso – Jornal de Notícias - 7 de outubro, 2026

6.10.26

PORTALEGRE: 16º Festival One Man Band no CAEP


9 e 10 OUT. SEX. e SÁB. 21.30H

16º Festival One Man Band

Blues / Rock | CC | 5€ | M/6 anos

Preparem-se para quatro dias de música crua, intensa e absolutamente imperdível!

O Festival One Man Band está de volta, para mais uma edição, que promete desafiar os limites do que um só músico consegue fazer em palco!

O festival divide-se entre o Teatro Municipal da Guarda (9 e 10 de outubro) e o Centro de Artes do Espetáculo de Portalegre, reunindo em cada noite três artistas a solo, de diferentes geografias e estilos, mas com algo em comum: a capacidade de dominar o palco por inteiro — instrumentos, voz, presença — como verdadeiras forças da natureza.

9 de Outubro

Ady One Woman Band (França)

Ady One Woman Band apresenta-se como uma força moderna do formato one woman band, combinando bateria nos pés, guitarra ou cigarbox e uma voz marcada pelo blues, rock e folk, com uma presença magnética em palco e uma abordagem assumidamente emocional.

Captain Trasho (Espanha)

Captain Trasho traz uma estética trash e explosiva, com energia punk, humor irreverente e performances de impacto imediato.

Tsunamiz (Portugal)

Tsunamiz apresenta um universo DIY que mistura post-punk e electro-pop, construído em palco como uma performance total a solo, marcada por intensidade e experimentação.

10 de Outubro

Glabre (França)

Brilhante, sombrio, intenso e comovente, Glabre oferece uma performance íntima e agitada, entre canções claras e vocalizações no limite da ruptura, visceralmente intenso, sombrio e doloroso na sua abordagem; vem das entranhas, levantando a escuridão de uma introspeção musical quase dolorosa.

Wasted Pido (Itália)

Wasted Pido representa o lado mais cru e caótico do festival, com uma abordagem lo-fi e uma presença performativa intensa.

António Bastos (Portugal)

António Bastos é uma das vozes mais versáteis da música portuguesa contemporânea. Entre o jazz, eletrónica, música tradicional e criação coral, constrói uma obra híbrida que cruza tradição e modernidade, com uma forte dimensão colaborativa e experimental.

CASTRO VERDE: Tradição, comércio, cultura e música marcam encontro na Feira de Castro


Tradição, comércio, cultura e animação voltam a marcar encontro na Feira de Castro, que regressa a Castro Verde entre os dias 16 e 18 de Outubro e terá Lena d’Água e Miguel Gameiro & Pólo Norte como cabeças do cartaz musical.

Organizado pela Câmara Municipal de Castro Verde, o certame conta com «um programa cultural que percorre diferentes expressões da cultura alentejana, com música, exposições, cante, folclore, viola campaniça e animação de rua».

A programação arranca na sexta-feira, 16 de Outubro, às 18h00, com a abertura, no Fórum Municipal, da exposição de pintura “Retrospectivas”, de Eduardo Palminha.

À mesma hora, na Rua da Seara Nova, é inaugurada a exposição de fotografia “O Cante na Rua”, de Adalrich Malzbender, dedicada ao cante alentejano. É igualmente às 18h00 que abre o Mercadinho de Produtos Locais e Artesanato, na Rua Fialho de Almeida.

Na Praça da República, Lena d’Água sobe ao palco às 22h00, seguida do espetáculo “90’s Noventamente”, às 23h30.

No sábado, dia 17, o dia começa com a Feira de Aves, a partir das 10h00, no Pavilhão de Mostras do Largo da Feira, numa organização do Clube Ornitológico de Castro Verde. Às 10h30, as ruas da Feira recebem uma Arruada de Bandas, com a participação da Banda Filarmónica Sociedade Recreativa 1.º de Janeiro e da Banda Filarmónica de Serpa, seguindo-se, ao longo do dia, vários momentos de animação, música e tradição.

Também no sábado decorre o 7º Encontro de Castrenses na Diáspora, que se realiza a partir das 12h30, na Escola Secundária de Castro Verde, e que «reúne, num almoço-convívio, castrenses residentes fora do concelho, num momento de reencontro, partilha e confraternização», segundo a autarquia.

Durante a tarde, a Praça da República recebe a atuação do Grupo Etnográfico “Amendoeiras em Flor”, de Castro Marim (15h00) e o Desfile e Atuação de Grupos Corais (16h00), com a participação dos grupos da Casa do Povo de Santo Aleixo da Restauração, “O Sobreiro”, da Baixa da Banheira, e “Os Ganhões”, de Castro Verde.

À noite, a partir das 21h30, o Fórum Municipal recebe a 34ª edição do Encontro de Cantadores de Despique e Baldão e Tocadores de Violas Campaniças, numa organização da Cortiçol. Na Praça da República, a noite fica ainda marcada pelo concerto de Miguel Gameiro & Pólo Norte, às 22h00.

O último dia da Feira, domingo, 18 de outubro, começa às 10h00, no Parque Infantil, com o Concurso de Rafeiros do Alentejo, organizado pela Associação de Criadores do Rafeiro do Alentejo, em parceria com a Associação de Agricultores do Campo Branco.

Também no domingo, entre as 10h00 e as 19h00, a Rotunda do Minério acolhe a Exposição de Clássicos na Feira de Castro, promovida pela secção de Automóveis Históricos e Desportivos de Castro Verde da AMBB. A iniciativa conta com a presença de uma viatura Unic Type A1 de 1909, de Jacinto Faleiro.

In Sul Informação – 06.10.2026

Foto: Elisabete Rodrigues | Sul Informação