8.7.26

CASTELO DE VIDE: 𝐕 𝐆𝐚𝐥𝐚 𝐝𝐨 𝐀𝐜𝐨𝐫𝐝𝐞𝐚̃𝐨

 


A Praça D. Pedro V recebe no próximo sábado, dia 11 de julho, a V Gala do Acordeão, a partir das 21h30.

A entrada é livre para este evento cheio de tradição organizado pela Junta de Freguesia de Santa Maria da Devesa e com o apoio do Município e da Associação Humanitária dos Bombeiros de Castelo de Vide.

SINES: Chuva de Verão | Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado

 


Centro de Artes de Sines – Centro de Exposições | Inaug. 11 de julho, 16h00 | Segunda a sexta, 14h00-20h00; Sábado, 12h00-18h00

Curadoria

Fernando J. Ribeiro e Sandra Vieira Jürgens

Artistas

Alice Geirinhas, Ana Cardoso, Ana Hatherly, Ana Jotta, Andreia Santana, António Palolo, Bruno Cidra, Bruno Pacheco, Daniela Ângelo, Eduardo Batarda, Eugénia Mussa, Fernão Cruz, Francisca Carvalho, Francisco Trêpa, Helena Almeida, Hernâni Reis Baptista, Inês Zenha, Jimmie Durham, João Ferro Martins, João Fonte Santa, Joaquim Bravo, Jorge Queiroz, José Pedro Croft, Julião Sarmento, Luís Lázaro Matos, Maria José Cavaco, Mumtazz, Paula Rego, Pedro Casqueiro, Pedro Valdez Cardoso, René Bertholo, Rigo 23, Sara Bichão, Sara Mealha, Tito Mouraz

Chuva de Verão é a nova exposição da CACE – Coleção de Arte Contemporânea do Estado, apresentada no Centro de Artes de Sines, que reúne um conjunto significativo de obras de artistas consagrados e emergentes, refletindo a diversidade e a vitalidade da produção artística contemporânea em Portugal.

Integrada no programa de circulação nacional da coleção, esta exposição propõe uma leitura sensível e expandida do imaginário associado ao verão, tomando como ponto de partida a experiência da vida balnear e as formas de sociabilidade, lazer e pertença que esta mobiliza.

Estruturada em núcleos temáticos, entre o humano e o animal, as geografias imaginárias e os corpos em suspensão, a exposição propõe uma reflexão sobre a permeabilidade das identidades e dos espaços, convocando dimensões instintivas, utópicas e sensoriais. Ao mesmo tempo, inscreve-se numa lógica de itinerância e colaboração institucional, reforçando o compromisso da CACE com a circulação do património artístico e com a ampliação dos seus contextos de receção.

Paralelamente a esta exposição, o programa curatorial incluirá um projeto de educação e mediação intitulado “Silly Season” orientado para a comunicação e o acesso à arte contemporânea através de sessões de formação alicerçadas em iniciativas que abordam temas contemporâneos de forma envolvente e apelativa.

Resultado de uma parceria estabelecida entre a Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E. e o Município de Sines, a exposição resulta de um projeto desenvolvido no âmbito da Rede Portuguesa de Arte Contemporânea (Direção-Geral das Artes), em parceria com o Centro de Artes de Sines e o MUDAS – Museu de Arte Contemporânea da Madeira.

Visita guiada

Pela curadora Sandra Vieira Jürgens

21 de julho, 15h00

Sem inscrição

 

ESPECIAL - "O Poder Local perdeu energia porque o “poder”, instalou-se nas autarquias” – ANTÓNIO MONTALVO in JN 07.07.2004 (1ª parte da Entrevista)


Foi uma das mais extensas entrevistas (três páginas) produzidas  pelo “Jornal de Nisa” ao longo da sua existência de quase 11 anos. Hoje, por motivos que estaria muito longe de imaginar, reproduzo-a na net, entre o orgulho de a ter realizado e a tristeza de ver partir o entrevistado, António Montalvo, uma figura grada, ilustre desta terra, a quem, como todas as pessoas humildes que se dão em prol das comunidades, nunca foi feito o devido reconhecimento. O seu valor, muito pela rama, revela-se em cada ideia ou parágrafo desta entrevista e são, passados 22 anos, de uma actualidade gritante. Obrigado, António Montalvo! 
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António Montalvo recorda nesta entrevista, as emoções dos anos vividos em Nisa e fala de alguns dos principais problemas do poder local, aproveitando para dissipar todas as dúvidas: não será candidato à presidência da Câmara Municipal de Nisa.

“Vivi anos muito felizes em Nisa”

Jornal de Nisa (JN) – Quanto tempo viveu em Nisa e que recordações mantém da época em que aqui residiu?

António Montalvo (AM) – “Fui morar para Nisa  com um mês de idade, em inícios de Setembro de 1951, quando o meu pai foi nomeado Chefe da Secretaria da Câmara Municipal de Nisa. Este cargo já não existe , porque fazia parte de uma carreira de funcionários do Ministério do Interior (chamado depois do 25 de Abril da Administração Interna) que foi extinta há 20 anos, mas correspondia aos actuais Directores Municipais de administração geral.

Vivi em Nisa até aos meus 16 anos e esse tempo foram anos muito felizes. Foi em Nisa que criei os alicerces da minha formação e da minha personalidade, e para eles contribuíram não só os meus pais, mas também os meus amigos desse tempo (que mantenho ainda hoje) os meus professores da escola primária e dos colégios que frequentei em Nisa e em Portalegre, o carácter de muitas pessoas com quem convivi nesses anos e todo o ambiente social de grande amizade e afabilidade que sempre senti em Nisa.

JN – O que o levou a que só tardiamente, encetasse o caminho de “regresso às origens”, ou, dito de outra forma, que ligações manteve com a vila onde deu os primeiros passos e aprendeu as primeiras letras?

AM – Mantive-me ligado a Nisa desde que fui morar para Abrantes, em 1967. Todos os anos vinha a Nisa, umas vezes visitar amigos com meus pais, outras vezes na época da caça, outras vezes ainda à romaria da Senhora da Graça. Todos os anos vinha com meu pai a caçadas com o Dr. Matutino, o Sr. Luís Vieira, o Padre Pratas, o Sr. João Figueiredo e o Sr. João Semedo, outras vezes também com os irmãos Ligeiro, de Alpalhão. Recordo o último ano em que estive na Senhora da Graça com meu pai, em 1995, e em que almoçámos com o Sr. Vilela, que tinha sido funcionário da Câmara Municipal. Vim também com meus pais em Outubro de 1996, a convite da Câmara Municipal, às comemorações dos 350 anos do Marquesado de Nisa. Foi essa, aliás, a última vez que o meu pai esteve em Nisa, antes de adoecer em Maio do ano seguinte e de falecer em Julho de 2000. Foi também nesse dia que estive pela última vez com o meu querido amigo António Maria Bicho, com quem recordei histórias e episódios de outros tempos.

JN – A criação da Associação Nisa Viva, de que foi o principal dinamizador, tem, na sua génese, alguma coisa a ver com as “memórias de infância” e a afectividade que o liga ao concelho?

AM – Muitas pessoas quando chegam aí aos 45 ou 50 anos, começam a sentir uma certa nostalgia pelo passado. Sentem-se com vontade de recordar, procuram encontrar amigos que não vêem há muito tempo e sentem um apelo muito forte por locais que tiveram para eles um significado especial.

A Associação Nisa Viva foi também fruto da necessidade de estar com amigos, de ter um motivo para vir mais vezes a Nisa, e de poder retribuir de alguma forma a Nisa, o que Nisa me deu enquanto aqui vivi. Estes sentimentos acabaram por se revelar comuns em muitas pessoas, várias delas residentes longe de Nisa, que ajudaram a fundar esta Associação.

JN – Que balanço é que nos pode dar destes dois anos de actividade da Nisa Viva?

AM – A Associação Nisa Viva fez dois anos agora em junho. Não gosto de ver os dirigentes das instituições, sejam elas associações, autarquias ou governos elogiarem o seu trabalho. Como presidente da direcção da Associação não vou elogiar o trabalho que tempos desenvolvido. São os sócios e os outros nisenses que conhecem a nossa actividade quem deve julgar-nos.

A Associação tem fins de tipo cultural e de solidariedade definidos os seus Estatutos e, por isso, as suas actividades são sobretudo de natureza cultural, procurando congregar os nisenses, residentes e ausentes. Penso que preenchemos uma lacuna que existia em Nisa, criando uma associação que realiza colóquios sobre temas de interesse local e regional, que traz a Nisa conferências de nome nacional, que publica uma revista (a revista Nisa Viva) de promoção da cultura local e de divulgação do concelho lá fora, cuja qualidade tem sido reconhecida por toda a gente. Mas sabemos que uma associação deste tipo não pode ter a pretensão de cativar e mobilizar toda a gente. Temos grandes dificuldades financeiras que limitam a nossa acção, porque só temos contado com o dinheiro das quotas dos sócios e da publicidade da revista. Apesar disso, o número de sócios tem vindo sempre a crescer e julgo que a nossa actividade tem sido apreciada, de uma forma geral, pelos nisenses.

“ Seria útil reactivar as relações entre Nisa e Azay le Rideau”

JN – Sendo um dos objectivos da Associação, a “ligação entre os nisenses ausentes da sua terra e o reforço dos laços que nos ligam a ela”, acha que tem havido um “divórcio” latente, entre naturais, residentes e ausentes?

AM – Não acho que exista um divórcio entre naturais residentes e ausentes. O que penso existir é uma quebra de afectividades que é o resultado do processo de esvaziamento de Nisa e do seu concelho que começou há 40 anos, e que gerou a distância entre quem ficou e quem saiu. Quem sai da sua terra natal sai sempre numa situação de maior ou menor estado de necessidade. Sai para ganhar a vida,, para resolver o seu problema e o da sua família, para arranjar um “pé de meia”. Esta atitude é absolutamente natural e legítima, mas é, por natureza, individualista e desagregadora da comunidade.

Quando se verifica que os que saíram regressam mais tarde, essa atitude desagregadora acaba por ter efeitos positivos, porque gera um novo processo de recomposição social e económica, criador de mudança e progresso. Existem em Nisa vários exemplos dessa situação. O que acaba por ser negativo é sair um dia e nunca mais voltar, por si ou pelos seus descendentes. E quanto a isto, sinto que Nisa perdeu duas vezes muitos dos seus emigrantes: no dia em que eles se foram embora e no dia em que eles perderam a vontade de regressar de vez. Creio que muitos emigrantes nisenses que vêm à sua terra no Verão sentem dificuldade em se sentirem na sua terra.

JN – Em sua opinião, o que é que deveria ser feito, no sentido da “reconciliação”, ou seja, numa maior aproximação efectiva, entre os nisenses ( de todo o concelho) residentes e ausentes?

AM – Criou-se uma certa distância entre os que foram e os que ficaram e penso que tudo deve ser feito para ultrapassar isso a que chamei “quebra de afectividades entre uns e outros. É nesse sentido que procuramos que a nossa revista chegue junto do maior número possível dos nossos emigrantes. Mas isto é muito pouco. Seria útil reactivar as relações entre Nisa e Azay le Rideau e outras localidades da Touraine. A construção de um monumento ao emigrante poderia também mostrar aos que partiram que não foram esquecidos e fazê-los sentir em sua casa quando cá vêm.

JN – Como especialista que é na área do Poder Local e do Municipalismo, quais são, para si, as principais virtudes e os mais visíveis defeitos do poder local democrático português?

AM – Esta pergunta tem a ver com uma exposição que fiz num dos últimos colóquios que a nossa Associação realizou em Nisa. O poder local que temos actualmente contém três grandes virtudes. A primeira consiste na autonomia local, isto é na independência institucional e política das autarquias locais em relação ao Estado.

A segunda traduz-se na capacidade das comunidades locais decidirem sobre o seu destino, uma vez que o poder local reside nos habitantes das autarquias e são eles quem escolhe os seus representantes.

A terceira consiste na dinamização das comunidades locais pelo aparecimento de formas variadas de intervenção dos cidadãos na gestão local, quer através da associação, quer dos órgãos de comunicação social de âmbito local, quer de movimentos de opinião e de defesa de interesses colectivos.

Quanto aos defeitos do modelo de poder local que temos, eles resultam sobretudo de três vícios estruturais do sistema. O primeiro traduz-se num divórcio que se sente em muitas autarquias do país entre os seus órgãos e os cidadãos que os elegeram. Alguns autarcas julgam, erradamente, que o poder local reside neles próprios e não nos cidadãos da autarquia. 

PÓVOA E MEADAS: 𝐀𝐫𝐭𝐢𝐬𝐭𝐚𝐬 𝐧𝐨 𝐑𝐨𝐬𝐬𝐢𝐨


𝑮𝒓𝒖𝒑𝒐 𝒅𝒆 𝑭𝒐𝒍𝒄𝒍𝒐𝒓𝒆 𝒆 𝑪𝒖𝒍𝒕𝒖𝒓𝒂 𝒅𝒆 𝑷𝒐́𝒗𝒐𝒂 𝒆 𝑴𝒆𝒂𝒅𝒂𝒔 (𝑬𝒏𝒔𝒂𝒊𝒐 𝑨𝒃𝒆𝒓𝒕𝒐)

Depois do grande sucesso do 𝑨𝒓𝒕𝒊𝒔𝒕𝒂𝒔 𝒏𝒂 𝑷𝒓𝒂𝒄̧𝒂, em Castelo de Vide, o mês de julho traz o 𝑨𝒓𝒕𝒊𝒔𝒕𝒂𝒔 𝒏𝒐 𝑹𝒐𝒔𝒔𝒊𝒐, em Póvoa e Meadas.

A primeira grande atuação acontece já esta noite com o Grupo de Sevilhanas e Flamenco "Essência Rociera", mas no próximo dia 10 de julho, também sexta-feira, é a vez do Grupo de Folclore e Cultura de Póvoa e Meadas com um ensaio aberto a toda a população.

A iniciativa está marcada para as 21h30 e não pode perder esta oportunidade.

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

 

O apoio a Portugal | Cartoon editorial da SÁBADOVasco Gargalo

 


FALAGUEIRA (Nisa): Festa anual

 


VILA VELHA DE RÓDÃO: 𝗠𝘂𝗻𝗶𝗰í𝗽𝗶𝗼 𝗮𝘀𝘀𝗼𝗰𝗶𝗮-𝘀𝗲 à 𝗰𝗼𝗺𝘂𝗻𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝘃𝗲𝗻𝗲𝘇𝘂𝗲𝗹𝗮𝗻𝗮 𝗻𝗮 𝗮𝗻𝗴𝗮𝗿𝗶𝗮çã𝗼 𝗱𝗲 𝗯𝗲𝗻𝘀 𝗲𝘀𝘀𝗲𝗻𝗰𝗶𝗮𝗶𝘀 𝗲𝗺 𝗿𝗲𝘀𝗽𝗼𝘀𝘁𝗮 𝗮𝗼𝘀 𝘀𝗶𝘀𝗺𝗼𝘀


Na sequência dos sismos que atingiram a Venezuela no passado dia 24 de junho, o Município de Vila Velha de Ródão associou-se à comunidade venezuelana residente no concelho na organização de uma campanha de angariação de bens essenciais e necessidades especificas, para enviar para aquele país e apoiar a população na resposta aos sismos.

Para o efeito foi constituído um Centro de Recolha na Casa de Artes e Cultura do Tejo, onde, até ao dia 20 de julho, os interessados devem entregar, preferencialmente, os bens prioritários indicados na imagem e que funciona de 2.ª a 6.ª feira, entre as 9h00 e as 12h30 e as 14h00 e as 17h30.

CASTELO DE VIDE: 𝐆𝐚𝐫𝐜𝐢𝐚 𝐝𝐞 𝐎𝐫𝐭𝐚 𝐞 𝐨𝐬 𝐂𝐨𝐥𝐨́𝐪𝐮𝐢𝐨𝐬

 


𝑻𝒂𝒏𝒕𝒂𝒔 𝑳𝒆𝒊𝒕𝒖𝒓𝒂𝒔 𝒅𝒆 𝒖𝒎 𝑷𝒊𝒐𝒏𝒆𝒊𝒓𝒐: 𝑴𝒐𝒔𝒕𝒓𝒂 𝑩𝒊𝒃𝒍𝒊𝒐𝒈𝒓𝒂́𝒇𝒊𝒄𝒂

A partir da próxima sexta-feira, 10 de julho, o Museu Garcia de Orta recebe a exposição "Garcia de Orta e os Colóquios - Tantas Leituras de um Pioneiro: Mostra Bibliográfica".

Com abertura marcada para as 17h00, a mostra vai estar patente até 13 de setembro e conta com entrada livre.

A vida e a obra de Garcia de Orta, notável investigador português na área da Medicina do século XVI e nascido em Castelo de Vide no final do século XV.

7.7.26

SAÚDE: Monforte com 29 dadores de sangue

O calor não retirou a energia aos voluntários que se propuseram colaborar em mais uma iniciativa da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP – e da Unidade Funcional de Imunohemoterapia da ULSAALE. E foi também dinâmico parceiro o Grupo de Dadores Benévolos de Sangue de Monforte.

Com destino ao quartel dos bombeiros saíram de suas casas 29 pessoas. Destas, 14 eram mulheres (48,3 %) o que é de se sublinhar.

Os presentes foram submetidos a testes de saúde e nem todos estavam aptos para concretizarem a doação nesta data. Em Monforte foram disponibilizadas duas dúzias de unidades de sangue total.

A Câmara Municipal de Monforte apoiou a realização do almoço convívio, no qual participaram os diversos intervenientes que tornaram realidade esta brigada.

Gavião a 11 de julho

Temos previstas proximamente as seguintes colheitas: a 11 de julho no Gavião nas instalações da Casa do Povo e em colaboração com um empreendedor grupo de jovens; Castelo de Vide a 18 de julho, no quartel bombeiros (devido a obras no centro de saúde). Sábados de manhã são quando têm lugar as nossas iniciativas.

Sorria e seja dador ativo!

Mais informações em: https://www.facebook.com/AssociacaoDadoresBenevolosSanguePortalegre/

JR

PÉ DA SERRA E VINAGRA: Festas de S. Simão

 


6.7.26

CASTELO BRANCO: 28.º Encontro de Etnografia e Folclore no próximo dia 11 de Julho


A Associação Cultural e Recreativa "As Palmeiras", através do Grupo de Danças e Cantares da Beira Baixa, promove, no próximo sábado, 11 de julho de 2026, pelas 21h00, nos Paços do Concelho de Castelo Branco, o 28.º Encontro de Etnografia e Folclore Cidade de Castelo Branco.

Ao longo de quase três décadas, este encontro tem assumido um papel de destaque na valorização do património cultural imaterial português, reunindo grupos representativos de diferentes regiões do país e proporcionando ao público uma viagem pelas danças, cantares, usos, costumes e tradições que constituem a identidade cultural nacional. A importância destes encontros reside precisamente na partilha entre comunidades, promovendo o intercâmbio cultural e contribuindo para a salvaguarda do folclore português enquanto expressão viva da memória coletiva.

A edição de 2026 contará com a participação de quatro grupos representativos de diferentes regiões etnográficas do país:

Grupo de Danças e Cantares da Beira Baixa (Castelo Branco | Beira Baixa); Grupo Folclórico S. Salvador de Macieira da Maia (Vila do Conde | Douro Litoral Norte);

Rancho Regional da Casa do Povo de Ílhavo (Aveiro | Região Vareira); Rancho Folclórico do Pego (Abrantes | Alto Ribatejo).

A iniciativa pretende proporcionar uma noite de celebração das tradições populares portuguesas, onde a autenticidade dos trajes, da música, da dança e dos costumes de cada região serão partilhados com o público, reforçando o compromisso do Grupo de Danças e Cantares da Beira Baixa com a investigação, preservação e divulgação da cultura popular tradicional da região de Castelo Branco.

Convidamos toda a comunidade a assistir a este momento de encontro entre culturas e tradições, celebrando a riqueza do património etnográfico português.

5.7.26

Música com as cores do mundo no FMM SINESs 2026


O FMM Sines - Festival Músicas do Mundo regressa de 17 a 25 de julho de 2026 para uma 26.ª edição com 38 concertos de músicos de quatro continentes repartidos pelos núcleos da aldeia de Porto Covo e da cidade de Sines.

Do mambo ao reggae, do flamenco aos blues do deserto, do tango ao highlife, passando por rock, jazz, eletrónica, música de raízes e música urbana de vários tons, o FMM Sines volta a propor uma experiência de diversidade, comunhão e enriquecimento cultural.

Le Trio Joubran, Julian Marley, Orquesta Akokán, Tamikrest, Vitorino Salomé, Otto, Lia Kali, Mádé Kuti, La Niña, The Legendary Tigerman, Paqui Ríos, A garota não e Konono Nº1 x Montparnasse Musique são alguns dos concertos de um alinhamento que, como sempre, junta nomes consagrados e novos talentos a descobrir.

Este ano, estão representados artistas da Argentina, Brasil, Chile, Cuba, Eslováquia, Espanha, EUA, França, Itália, Jamaica, Mali, Marrocos, Nigéria, Palestina, Peru, Portugal, RD Congo, Reino Unido, Senegal, Togo e Tunísia, entre outros.

NÚCLEO DE PORTO COVO | 17-19 JULHO

Como habitual, a música começa no coração da aldeia de Porto Covo, no Largo Marquês de Pombal, onde o festival permanece nos dias 17, 18 e 19 de julho.

Na primeira noite (sexta-feira, 17), ouvem-se as fusões do português Bruno Pernadas e o afro-jazz da orquestra britânica TC & The Groove Family.

No sábado, dia 18, o alinhamento será triplo, com um dos músicos mais relevantes do son cubano (Emilio Moret), uma banda que há 20 anos divulga a música tuaregue pelo mundo (Tamikrest) e o grupo de rock psicadélico eslovaco Tolstoys.

Domingo, dia 19, o festival despede-se de Porto Covo em registos muito diferentes: primeiro, a delicadeza mandinga do senegalês Momi Maiga; depois, a veia punk do português The Legendary Tigerman.

NÚCLEO DE SINES | 20-25 JULHO

Segunda e terça-feira, 20 e 21 de julho, já na cidade de Sines, são dias de transição, mas com vários motivos de interesse musical, distribuídos pelo auditório do Centro de Artes de Sines, Pátio das Artes e Largo Poeta Bocage.

Segunda-feira, ouvimos o cante jondo da andaluza Paqui Ríos, a eletrónica afro-latina do peruano Vitu Valera e o tango “underground” do trio argentino Tablao de Tango.

Terça-feira, recebemos a revelação da música de Casamansa, Mariaa Siga, o rock burlesco dos franceses One Rusty Band e o projeto de criação coletiva RESSOA - Ecos do Mundo.

A partir de quarta-feira, 22 de julho, o ritmo do festival acelera, com a abertura dos palcos do Castelo e da Avenida Vasco da Gama, junto à praia do mesmo nome.

A pop indie de Filipe Sambado inaugura o palco do Castelo, ao final da tarde de dia 22. Segue-se uma noite com o filme-concerto tunisino Aïchoucha by Khalil Epi, a nova estrela catalã Lia Kali e o reggae de raízes de Julian Marley & The Uprising. A música prossegue junto à praia com o jazz-rock dos portugueses Yakuza e a fusão da tradição com a eletrónica dos franceses Super Parquet.

Quinta-feira, 23 de julho, começa à tarde no Castelo com a intervenção social dos Duques do Precariado e continua, à noite, com o highlife desconstruído dos nigerianos The Cavemen., a força napolitana de La Niña e o afrobeat eclético de mais um nigeriano, Mádé Kuti. Na Avenida, dança-se o folclore eletro-urbano dos chilenos Calle Mambo e as grooves dos portugueses RS Produções.

No dia 24 de julho, sexta-feira, no concerto vespertino do Castelo, Lavoisier "declara-se" à poesia portuguesa. Os sons noturnos entre muralhas incluem Aïta Mon Amour et Ouled Abda, homenagem à tradição aïta de Marrocos, o regresso da música com consciência social de A garota não e a imaginação efervescente do músico pernambucano Otto. O gnawa do marroquino Saad Tiouly e a eletrónica do português Pedro da Linha alimentam a pista de dança pela noite dentro junto à praia.

O último dia do festival, sábado, 25 de julho, começa no Castelo sob a influência de Frank Zappa, com os portugueses Unsafe Space Garden. A noite no Castelo tem quatro concertos: o mestre Vitorino Salomé (acompanhado pelo Grupo de Cantadores de Redondo), os palestinos Le Trio Joubran (no seu formato comemorativo "20 Springs"), a dança vodu de Nana Benz du Togo e, a fechar, o mambo renovado da Orquesta Akokán. Já na Avenida Vasco da Gama, assiste-se ao regresso dos congoleses Konono Nº1 (com a dupla Montparnasse Musique) e o festival termina em ambiente de dança levantina com os teclados do palestino Isam Elias.

Além dos concertos, o festival oferece um programa de iniciativas paralelas, com exposição, atividades de divulgação científica, cinema documental, espetáculos para a infância, debates, oficinas, sessões de narração oral, encontros com músicos do FMM, visitas aos bastidores, apresentações de livros e feira do disco, do livro e do cartaz.

 

CASTELO DE VIDE: Feirinha do Livro

 


Complexo Arqueológico dos Perdigões em Reguengos de Monsaraz recebe nova campanha de escavações

 


A campanha de escavações no Complexo Arqueológico dos Perdigões vai decorrer de 1 de julho a 1 de agosto. Este, será o 29.º ano de investigação continuada com os trabalhos desenvolvidos pela ERA Arqueologia, com o apoio do Esporão e do Município de Reguengos de Monsaraz.

O Complexo Arqueológico dos Perdigões, classificado como Monumento Nacional, integra recintos delimitados por fossos e está datado entre 3.400 e 2.000 AC, abrangendo uma área de 16 hectares. Este ano, neste recinto pré-histórico localizado próximo de Reguengos de Monsaraz, vão participar nas escavações vários estudantes das universidades do Porto, Lisboa, Algarve, Évora, Autónoma de Madrid e Oxford.

O plano de trabalhos previsto para esta campanha integra a conclusão da escavação do contexto de deposições de cremações numa zona do sítio arqueológico e expor o que será parte da área de acesso ao “timber circle”, que era o núcleo cerimonial onde decorriam atividades rituais, num espaço que seria composto por vários círculos concêntricos de paliçadas e alinhamentos de grandes troncos de madeira.

No âmbito das escavações no Complexo Arqueológico dos Perdigões, realiza-se no dia 25 de julho o Dia Aberto, que terá, como habitualmente, visitas aos trabalhos de campo e à exposição na Torre do Esporão, assim como uma palestra sobre os Perdigões, mediante inscrição para: geral@era-arqueologia.pt.


ANTÓNIO MONTALVO: Um Amigo que partiu


Nascemos no mesmo ano (1951), eu em Nisa e ele em Vila Nova da Barquinha. Veio para a vila “bordada de encantos” ainda criança quando o pai foi nomeado chefe de secretaria da Câmara Municipal. Encontrei-o na escola do Rossio, na 4ª classe, dirigida pelo professor António da Piedade Pires, meu primo.

Depois disso, tomámos rumos diferentes. O Montalvo continuou os estudos, primeiro os preparatórios, em Nisa e depois os secundários que o levaram para outras paragens, onde estudou até ao 7º ano. Frequentou a Faculdade de Direito e formou-se em Advocacia, herdando do pai o gosto, a paixão, pelo Direito Administrativo, mormente o que tratava da Administração Pública, em particular as Autarquias Locais. Inteligente e apaixonado pelos estudos e pelo trabalho, tornou-se um dos grandes especialistas nesta variante do Direito, ao ponto de ser convidado, por diversas vezes, como observador da UE em eleições para o Poder Local em distintos países europeus. De uma dessas viagens, tenho guardado um postal que me enviou da Lituânia.

Ausente de Nisa durante muitos anos, nunca esqueceu a terra onde crescera e iniciara os estudos, os amigos de infância, as brincadeiras, os lugares da memória, a história e as tradições, milhentos episódios que descreveu no livro  “Retratos de Nisa com Gente da Terra”.

Morreu hoje, dia 4 de Julho, 22 anos após a entrevista que lhe fiz para o “Jornal de Nisa” e que constitui um repositório histórico da evolução do Poder Local em Portugal após o 25 de Abril.

Partiu do nosso convívio o António Montalvo, um amigo que, mesmo longe, nunca deixou de o ser e me ajudou em diversas circunstâncias.

O seu falecimento deixa uma grande tristeza e saudade, pelo Homem que foi e pelo que tentou fazer por uma vila e concelho que não era o seu, de origem.

Presto-lhe, aqui, a minha homenagem singela e de gratidão, e expresso a todos os familiares, principalmente às suas filhas, as minhas sinceras condolências.

Nos próximos dias, continuaremos a lembrar o labor e a dedicação do Dr. António Montalvo, às pessoas e à terra que foi a sua por eleição.

Mário Mendes

 NOTA: O velório será hoje (05.07) a partir das 16h na Igreja de N. Sra. Fátima (junto à Gulbenkian) e na 2ª feira (06.07) pelas 10h celebração de missa, e depois saída pelas 10:45m para cremação no cemitério de Carnide.

 

4.7.26

SINES: EmCena: 'A Camaleoa', pelo Teatro dos Aloés

 


CAS - Auditório | 21h30 | A venda de bilhetes decorre na semana do espetáculo | Custo: 5 euros (público em geral), 3 euros (menores de 21 anos e maiores de 65 anos) ou gratuito (sócios AJAGATO) | Org. AJAGATO. Parceria Câmaras Municipais de Sines e Santiago do Cacém

Com encenação de Elsa Valentim, a nova produção do Teatro dos Aloés traz-nos um texto de Carolina Campanela onde as relações de poder são exploradas a partir do quotidiano de uma companhia de teatro.

Sinopse: César decide encenar Júlio César. Mas, tal como na República de Roma, também aqui o poder corrói as relações. Na senda do processo de ensaios, floresce o descontentamento: intérpretes que querem ser mais do que intérpretes, estagiárias que recusam o seu papel de invisibilidade. Todos procuram o seu lugar ao sol.

Arriscam legitimamente ascender e vingar, numa profissão feita de dedicação, mas marcada pela precariedade e pelas promessas de reconhecimento.

Mas afinal o que existe no topo dessas promessas? E será que existe realmente um topo ou tratar-se-á apenas de uma infinita matrioska cada vez mais revestida de camadas?

Dur. 90', M/12

FORTIOS (Portalegre): Festival Internacional de Folclore

 


VILA VELHA DE RÓDÃO: Exposição “O Princípio do Gesto – Manuel Gargaleiro”


Já visitou a exposição “𝗢 𝗣𝗿𝗶𝗻𝗰í𝗽𝗶𝗼 𝗱𝗼 𝗚𝗲𝘀𝘁𝗼𝗠𝗮𝗻𝘂𝗲𝗹 𝗖𝗮𝗿𝗴𝗮𝗹𝗲𝗶𝗿𝗼”, no 𝗖𝗜𝗔𝗥𝗧𝗖𝗲𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗱𝗲 𝗜𝗻𝘁𝗲𝗿𝗽𝗿𝗲𝘁𝗮çã𝗼 𝗱𝗲 𝗔𝗿𝘁𝗲 𝗥𝘂𝗽𝗲𝘀𝘁𝗿𝗲 𝗱𝗼 𝗩𝗮𝗹𝗲 𝗱𝗼 𝗧𝗲𝗷𝗼?

Fruto de uma parceria entre a Fundação Manuel Cargaleiro e a Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão, a exposição marca o regresso simbólico ao território onde o Mestre nasceu e propõe uma reflexão sobre o 𝗴𝗲𝘀𝘁𝗼 𝗲𝗻𝗾𝘂𝗮𝗻𝘁𝗼 𝗳𝘂𝗻𝗱𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗱𝗮 𝗰𝗿𝗶𝗮çã𝗼 𝗮𝗿𝘁í𝘀𝘁𝗶𝗰𝗮, num diálogo com a arte rupestre do Vale do Tejo.

A inauguração desta mostra, no dia 27 de junho, marcou o início do 𝗣𝗿𝗼𝗴𝗿𝗮𝗺𝗮 𝗱𝗮𝘀 𝗖𝗼𝗺𝗲𝗺𝗼𝗿𝗮çõ𝗲𝘀 𝗱𝗼 𝗖𝗲𝗻𝘁𝗲𝗻á𝗿𝗶𝗼 𝗱𝗲 𝗠𝗮𝗻𝘂𝗲𝗹 𝗖𝗮𝗿𝗴𝗮𝗹𝗲𝗶𝗿𝗼 (1927–2027), que ao longo dos próximos dois anos celebrará os cem anos do nascimento de um dos mais influentes artistas portugueses do século XX e XXI.

 

ELVAS: Exposição de Desenho de Quim Moreira


“Maravilhas de Elvas” é o título da exposição de desenho de Quim Moreira inaugurada este domingo, 28 de junho, no MAEE - Museu de Arqueologia e Etnografia de Elvas António Tomás Pires.

Quim Moreira é un artista plástico autodidata, natural e resistente em Elvas, que propõe nesta mostra um conjunto de obras centradas no património monumental da cidade.

O Aqueduto da Amoreira, o Santuário do Senhor Jesus da Piedade e o Pelourinho são alguns dos monumentos que serviram de inspiração para os trabalhos expostos no MAEE até 2 de agosto.

O vereador Sérgio Ventura representou a Câmara Municipal na inauguração da exposição “Maravilhas de Elvas”.

PORTALEGRE: Bairro de S. Bernardo em festa

 


CABEÇO DE VIDE (Fronteira): XXIII Festival de Folclore


Dia 04 de Julho de 2026, a Vila de Cabeço de Vide volta a ser o palco principal da música tradicional e da etnografia com a realização da XXIII Edição do Festival de Folclore.

O evento terá lugar no Largo 25 de Abril e promete uma noite enriquecedora de partilha cultural, reunindo grupos de diferentes regiões do país.

O festival é organizado pelo Rancho Folclórico de Cabeço de Vide e conta com o apoio do Município de Fronteira e da Junta de Freguesia de Cabeço de Vide, reforçando o compromisso local com a preservação da nossa identidade e património imaterial.

AVIS: 𝐅𝐢𝐠𝐮𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐞 𝐁𝐚𝐫𝐫𝐨𝐬 𝐜𝐞𝐥𝐞𝐛𝐫𝐚 𝐚𝐬 𝐅𝐞𝐬𝐭𝐚𝐬 𝐞𝐦 𝐇𝐨𝐧𝐫𝐚 𝐝𝐞 𝐒. 𝐁𝐫á𝐬


Nos dias 4 e 5 de julho de 2026, Figueira e Barros volta a celebrar as Festas em Honra de S. Brás, padroeiro da freguesia.

O programa preparado para esta edição reúne tradição, devoção e animação, oferecendo uma programação diversificada que integra, para além das cerimónias religiosas — com destaque para a Missa Solene em honra de todos os figueirenses —, um conjunto de iniciativas recreativas e de convívio.

Do Arraial de Marchas Populares aos bailes animados por Nuno Florindo e António Vilas Boas, sem esquecer a quermesse, o serviço de bar, as farturas e as diversões, não faltarão motivos para viver intensamente o espírito da festa.

Entre no espírito dos festejos. Participe

ALTER DO CHÃO: Alter Pedroso em Festa!


𝓕𝓮𝓼𝓽𝓪𝓼 𝓭𝓮 𝓥𝓮𝓻ã𝓸 𝓭𝓮 𝓐𝓵𝓽𝓮𝓻 𝓟𝓮𝓭𝓻𝓸𝓼𝓸 | 17 𝓮 18 𝓭𝓮 𝓳𝓾𝓵𝓱𝓸 𝓭𝓮 2026 🎉

A contagem decrescente já começou... Faltam apenas 15 dias para as tão aguardadas Festas de Verão de Alter Pedroso!

Nos dias 17 e 18 de julho, o nosso pitoresco lugar volta a encher-se de alegria, animação e tradição, com um programa pensado para todas as idades.

🎶 O cartaz musical conta com as atuações de Tiago Neto & Paulo Fragoso, Elena Correia, Carlos Poeiras, DJ Brat e DJ Boss DiCi.

💃 Voltamos também a apoiar e integrar o XXXV Festival de Folclore de Alter do Chão, que este ano terá lugar no Cineteatro Municipal, no dia 18 de julho, pelas 17h00. Fique atento ao programa próprio, que será divulgado em breve.

🍗 Como já é tradição, não faltarão a quermesse, o delicioso frango assado, as bifanas e a irresistível açorda – os sabores que tornam estas festas ainda mais especiais.

Mais do que um evento, estas festas são um verdadeiro momento de encontro, partilha e convívio, onde amigos, famílias e visitantes se reúnem para celebrar o melhor da nossa terra e das nossas tradições

 

CANO (SOUSEL): 8º Festival de Acordeão

 


AMOR EM TEMPO DE CÓLERA

 

Ajuda humanitária | cartoon editorial da SÁBADO – Vasco Gargalo


2.7.26

PORTALEGRE: CLIP alerta Assembleia Municipal sobre a instalação do Campo de Tiro da Força Aérea em Alter do Chão

 


O CLIP - Candidatura Livre e Independente por Portalegre alerta para a iminente instalação do Campo de Tiiro da Força Aérea no Alto Alentejo em Carta Aberta dirigida ao presidente da Assembçeia Municipal. Documento que transcrevemos ns íntegra.
Excelentíssimo Senhor Presidente da Mesa da Assembleia Municipal de Portalegre, Dr. Luís Romão

O Grupo Municipal da CLIP – Candidatura Livre e Independente por Portalegre, no cumprimento do mandato que lhe foi conferido pelos portalegrenses, dirige esta Carta Aberta a Vossa Excelência, com conhecimento à Comunicação Social, para alertar sobre a urgente necessidade de defender as competências deste Órgão perante a iminente instalação do Campo de Tiro da Força Aérea no Alto Alentejo.

Embora se preveja que o polígono do Campo de Tiro se situe fora dos limites geográficos do concelho de Portalegre (nomeadamente em Alter do Chão), as repercussões indiretas para o nosso território são profundas e inegáveis. Conforme exposto na moção apresentada pela CLIP, a capital de distrito sofrerá um impacto sonoro devastador, amplificado pelo "efeito de anfiteatro" da Serra de São Mamede, além da desvalorização económica e turística que afetará toda a região. Estes impactos configuram um "assunto de interesse para o município", sobre o qual esta Assembleia tem a competência legal exclusiva de "tomar posição", nos termos do Artigo 25.º, n.º 2, alínea j) da Lei n.º 75/2013.

Assistimos com preocupação à declaração da Senhora Presidente da Câmara, Eng.ª Fermelinda Carvalho (assumimos que em nome do Executivo), ao escusar-se a tomar uma posição local definitiva, remetendo a decisão para a Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA). É imperativo recordar que a CIMAA não é um órgão político com soberania própria, mas sim uma associação de municípios de natureza administrativa. Conforme o Acórdão n.º 296/2013 do Tribunal Constitucional, as entidades intermunicipais não podem substituir à vontade das autarquias locais nem revestir-se de um grau superior aos municípios.

Senhor Presidente, o voto da Senhora Presidente de Câmara na CIMAA não é um ato individual ou de foro pessoal, mas sim uma manifestação da vontade do Município, que deve ser formada através da deliberação deste Órgão. Outras Assembleias Municipais da nossa região já aprovaram moções de rejeição clara ao Campo de Tiro, conferindo aos seus respetivos presidentes um mandato imperativo de oposição na CIMAA. Portalegre não pode ser exceção.

A moção do PSD/CDS aprovada nesta casa, embora menos assertiva que a proposta pela CLIP, estabelece limites jurídicos que a Senhora Presidente não pode ultrapassar:

1. Define as expropriações de solo agrícola como "inaceitáveis".

Uma vez que o projeto anunciado prevê expropriações em cerca de 7.500 hectares, a Presidente não tem legitimidade para dar um "Sim" a algo que a Assembleia já classificou como inaceitável

2. Condiciona qualquer posição à "necessidade imperativa de esclarecimento documental e técnico", o qual, como o próprio Ministro da Defesa admitiu, ainda não existe.

Juridicamente, o voto na CIMAA é definido como "representativo do número de eleitores do Município" (Artigo 10.º, n.º 5 dos Estatutos da CIMAA). Sem uma orientação clara desta Assembleia sobre o mérito da questão, a Senhora Presidente carece de legitimidade substantiva para vincular o nosso concelho. Qualquer "sim" ou omissão em sede intermunicipal que ignore os impactos em Portalegre constituirá um excesso de mandato e uma violação do princípio constitucional da autonomia local, que garante que os interesses das populações sejam decididos pelos seus próprios representantes eleitos.

Compete a Vossa Excelência, enquanto garante do regular funcionamento desta Assembleia, exigir que a Senhora Presidente reconheça que a sua voz na CIMAA é a voz delegada de Portalegre. Não permitiremos que a capital de distrito seja tratada como um mero espectador ou como o "quintal de Lisboa", enquanto as decisões estruturantes são tomadas à margem do escrutínio deste Órgão deliberativo.

A CLIP apela a que Vossa Excelência defenda a dignidade desta Assembleia, assegurando que Portalegre tenha, o mais  rapidamente possível, uma posição soberana, informada e transparente antes de qualquer votação vinculativa na CIMAA.

Portalegre, 30 de junho de 2026

O Grupo Municipal da CLIP – Candidatura Livre e Independente por Portalegre

 

OPINIÃO: Somos mais pobres do que julgávamos


Já não somos o país do número redondo. Os dez milhões agora são 11,4 milhões. É verdade que os que distinguem entre "portugueses de bem" e os outros poderão continuar a usar o número redondo. Mas são vozes de burro, não chegam ao céu, ou, neste caso, não chegam ao Instituto Nacional de Estatística, que se rege por critérios objetivos e não por preconceitos. Somos, portanto, uma comunidade de 11,4 milhões de residentes, sendo que 14% têm origem noutras geografias. Portugal foi sempre, ao longo dos tempos, local de partida e de chegada.

Continua a ser, mas, nos últimos anos, tem sido mais de chegada do que de partida, pelo menos em números absolutos. O que trouxe coisas boas, como revela uma outra estatística recente, do Conselho de Finanças Públicas. Ao longo de uma década (2015 a 2025), os que chegaram acrescentaram 16,3 mil milhões de euros só aos cofres da Segurança Social (já subtraídos os subsídios a que qualquer pessoa que por aqui vive também tem direito, em caso de necessidade).E acrescentaram riqueza em geral, mesmo que seja com trabalho de baixas qualificações e salários. E esse é o lado mais sombrio deste movimento de partidas e chegadas. Como explica o diretor da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade do Porto, Óscar Afonso, o acréscimo populacional repentino teve um efeito paradoxal: somos mais pobres do que julgávamos ser. Se a riqueza fosse distribuída de forma equitativa (na verdade, não é, porque há quem tenha uma nota de 20 euros na carteira e outros apenas uma moeda de 20 cêntimos no bolso), o PIB per capita português, em paridade de poder de compra, seria de apenas 77% da média europeia, o sexto pior dos 27 países da União Europeia.Resumindo, no movimento de saída há demasiados jovens qualificados e, no de entrada, muita gente que, independentemente das qualificações, vem para trabalho intensivo, de fraca produtividade e salários baixos. E num país assim, o futuro não é promissor. Continuamos a precisar de imigrantes, mas precisamos também de um outro tipo de atitude cívica, como diz Óscar Afonso: "os portugueses têm de exigir mais dos governantes de cada vez que vão às urnas e no espaço público".

·         Rafael Barbosa – Jornal de Notícias - 28 de junho, 2026