1.3.26
28.2.26
ESTREMOZ: Conferência “Toponímia na cidade de Estremoz”
Natural
de Estremoz, José Emílio Guerreiro foi:
▫️
Presidente da Escola Industrial e Comercial de Estremoz (1975)
▫️
Presidente da Câmara Municipal de Estremoz (1983–1985)
▫️
Diretor do jornal Brados do Alentejo
▫️
Funcionário da Câmara de Évora durante cerca de 40 anos
Após
um problema de saúde em 2017 e um longo período de recuperação, dedicou-se ao
estudo da história local, tendo já publicado duas obras, 𝘌𝘹𝘵𝘳𝘦𝘮𝘰𝘻
𝘝𝘪𝘭𝘭𝘢
– 𝘌𝘴𝘵𝘳𝘦𝘮𝘰𝘻
𝘊𝘪𝘥𝘢𝘥𝘦
𝘦 𝘚𝘢̃𝘰 𝘗𝘦𝘴𝘴𝘰𝘢𝘴,
𝘕𝘢̃𝘰 𝘌́ 𝘎𝘦𝘯𝘵𝘦.
A
iniciativa conta com o apoio do Município de Estremoz e do regimento de
Cavalaria nº 3.
Não
falte!
CHARNECA DA CAPARICA: Colóquio de Homenagem a António Chainho
CASTELO DE VIDE: 𝐐𝐮𝐢𝐧𝐳𝐞𝐧𝐚 𝐝𝐨 𝐒𝐚𝐫𝐚𝐩a𝐭𝐞𝐥 𝐞 𝐨𝐮𝐭𝐫𝐨𝐬 𝐩𝐫𝐚𝐭𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐭𝐫𝐚𝐝𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐣𝐮𝐝𝐚𝐢𝐜𝐨-𝐜𝐫𝐢𝐬𝐭𝐚
As
𝗶𝗻𝘀𝗰𝗿𝗶𝗰̧𝗼̃𝗲𝘀
𝗱𝗲𝗰𝗼𝗿𝗿𝗲𝗺
𝗮𝘁𝗲́
𝟲 𝗱𝗲
𝗺𝗮𝗿𝗰̧𝗼 através do
Gabinete de Apoio ao Desenvolvimento e Candidaturas (GADeC) nos Paços do
Concelho ou via e-mail para o endereço gadec@cm-castelo-vide.pt.
A
lista dos estabelecimentos aderentes será publicada através dos meios oficiais
do Município e, como tal, solicita-se que, aquando da inscrição, sejam enviados
os pratos e os doces típicos que estarão disponíveis durante o evento.
ℹ
Mais informações ou esclarecimentos:
GADeC
245
908 220 | gadec@cm-castelo-vide.pt
25.2.26
ARQUIVO MUNICIPAL: Lançamento do livro 'Estrela de Seis Pontas', de Pedro Medeiros
Arquivo
Fotográfico, rua da Palma, 246
Entrada
livre
O
Arquivo Municipal de Lisboa – Fotográfico convida‑o para o lançamento do livro
Estrela de Seis Pontas, de Pedro Medeiros. A sessão inclui uma sessão de autógrafos
com o autor e uma visita guiada à exposição, conduzida pelo próprio fotógrafo e
pelo curador Filipe Ribeiro.
"Escrevo
com luz e sombra; cada uma destas fotografias é uma página que ofereço ao vosso
olhar, que só se liberta e completa através da leitura livre e das
interrogações que vos vão provocar. Jogo de espelhos ou janelas sobre muros que
habitualmente não transpomos. A fronteira deste silêncio já está aberta e será
o vosso juízo a traçar o rumo em direção a esta Estrela de Seis Pontas."
—
Pedro Medeiros
A
publicação documenta a exposição Estrela de Seis Pontas, patente no Arquivo
Fotográfico até 14 de março de 2026, e constitui um repositório visual que
testemunha a espacialidade do edifício da Penitenciária de Lisboa. É uma obra
que convoca o leitor à meditação e ao diálogo, estimulando o pensamento crítico
sobre a relação entre criação artística e realidade judicial.
No
universo prisional — muitas vezes desconhecido do público — o preto e branco
acentua a singularidade dos objetos e das pessoas retratadas. Cada imagem tem
um rosto, perscruta uma vida, transfere humanidade e provoca reflexão sobre um
espaço que reúne o sistema judicial português e a arquitetura singular do
edifício.
Esta
publicação estará à venda no dia do lançamento com 10% de desconto.
OPINIÃO: Encontra-te
Portalegre,
25 de Fevereiro de 2026
José
Oliveira Mendes
MONFORTE; Recuperação de animal de companhia desaparecido
No
âmbito de uma ação de fiscalização aleatória a animais de companhia e ao
respetivo bem-estar, foi efetuada consulta ao Sistema de Informação de Animais
de Companhia (SIAC), tendo sido verificado que um canídeo ali registado se
encontrava fora do seu local de origem, na localidade de Arcos, concelho de
Estremoz.
O
desaparecimento do animal já era do conhecimento da Guarda, tendo sido
anteriormente encetadas diligências com vista à sua recuperação.
No
decurso da ação, foi realizada a leitura eletrónica do dispositivo de
identificação (chip), tendo sido contactado o legítimo proprietário. Após
confirmação da titularidade e verificação da documentação legal aplicável, o
canídeo foi entregue ao seu proprietário.
A
Guarda Nacional Republicana, através do Serviço da Proteção da Natureza e do
Ambiente, tem como preocupação diária a proteção ambiental e dos animais. Para
o efeito, poderá ser utilizada a Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520)
funcionando em permanência para a denúncia de infrações ou esclarecimento de
dúvidas.
SAÚDE: DGS Alerta para a Concentração de Poeiras no Ar
Este
ar poluente tem efeitos na saúde humana, principalmente na população mais
sensível, crianças e idosos, cujos cuidados de saúde devem ser redobrados
durante a ocorrência destas situações.
A
população em geral deve evitar esforços prolongados, limitar a atividade física
ao ar livre e a exposição a fatores de risco, tais como o fumo do tabaco e o
contacto com produtos irritantes.
As
crianças, idosos, doentes com problemas respiratórios crónicos, designadamente
asma, e doentes do foro cardiovascular, além de cumprirem as recomendações para
a população em geral devem, sempre que viável, permanecer no interior dos
edifícios e, preferencialmente, com as janelas fechadas, devido à sua maior
vulnerabilidade aos efeitos deste fenómeno.
Os
doentes crónicos devem manter os tratamentos médicos em curso e, em caso de
agravamento de sintomas, devem contactar a Linha SNS24 - 808 24 24 24.
SARDOAL: Conferência AO.RI discute a valorização e comercialização do artesanato com enfoque nos produtos de excelência
Sardoal
vai ser palco, no dia 19 de março, da 4ª edição da Conferência AO.RI – Artes e
Ofícios do Ribatejo Interior. Sob o mote a “Valorização & Comercialização
do Produto Artístico”, esta iniciativa terá como oradores Laurel, Alameda
Turquesa, Napperon, The Spot Market, INPI, Turismo de Portugal e Turismo Centro
e uma representante do Governo de Castilla-La Mancha, em Espanha.
A
TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior,
juntamente com os Municípios de Abrantes, de Constância e de Sardoal, volta a
realizar a ação, cujo objetivo é criar oportunidades de diálogo, partilha e
inspiração entre artesãos, representantes culturais e a população em geral. A
4ª Conferência AO.RI vai acontecer no Dia Mundial do Artesão, 19 de março, este
ano em Sardoal, no Centro Cultural Gil Vicente.
A
primeira sessão, dedicada à valorização das artes, será moderada pela
responsável da divisão de Investigação e Dinamização Cultural, da Comissão de
Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo. E conta com a
intervenção da Laurel – Associação Portuguesa de Marcas de Excelência, na
figura do seu presidente Jorge Leitão, responsável pela marca Leitão &
Irmão Joalheiros. Narrar a Identidade Portuguesa através de Marcas de
Excelência é a temática da apresentação da entidade, que cria pontes entre as
marcas de luxo portuguesas e os mercados internacionais.
Outra
das oradoras desta sessão é Carolina Santos, criadora da Alameda Turquesa,
distinta marca de calçado, carteiras e outros acessórios usadas por
celebridades internacionais, que irá partilhará o percurso “Da Produção
Artesanal à Exclusividade do Mercado de Luxo”.
Paulo
Passos, gerente e designer da Napperon, integra este painel para apresentar o
projeto de identidade territorial VPLAY, criado para valorizar e promover o
património local de forma lúdica, educativa e interativa e que foi distinguido
como “Melhor Projeto de Touring Cultural e Paisagístico” nos Prémios Património
Ibérico 2025.
A
segunda conversa será subordinada aos horizontes da comercialização, moderada
pelo CEARTE. Esta palestra é integrada por Carla Valenti, da Market Makers, que
dará a conhecer o The Spot Market, um mercado urbano de moda e lifestyle, que
funciona como espaço de divulgação de marcas independentes, mas também de
promoção da criatividade e do empreendedorismo, que além de se realizar em
Lisboa já se expandiu para Madrid e Sevilha.
Vinda
de Toledo é a participação de Arantxa Pérez Gil, Diretora-Geral do Turismo,
Comércio e Artesanato do Governo de Castilla-La Mancha para falar sobre a
comercialização do produto e a organização da FARCAMA - Feira de Artesanato de
Castilla-La Mancha, que além da sua edição em Espanha, já fez feiras
internacionais em Portugal e França. A governante estará acompanhada pelo
presidente da FARCAMAN – Federação Regional de Associações de Artesãos.
O
programa inclui, ainda, a intervenção de Margarida Matias, vogal do Conselho
Diretivo do Instituto Nacional da Propriedade Industrial, que abordará a
importância do registo de marcas e patentes no contexto do artesanato, como
instrumento essencial de proteção e comercialização dos produtos, tornando-os
diferenciadores no mercado e protegendo o seu trabalho criativo.
Após
a pausa para almoço livre, a iniciativa prossegue com uma visita ao Art Of e ao
Cá da Terra, proporcionando aos participantes um contacto direto com estes
projetos ligados ao artesanato, aos produtos locais e à identidade territorial.
A
4ª Conferência AO.RI vem na continuidade dos trabalhos, no âmbito do projeto
AO.RI – Artes e Ofícios do Ribatejo Interior, desenvolvido pela TAGUS e pelos
Municípios de Abrantes, Constância e Sardoal, que foi apoiado pelo Centro2020,
do Portugal2020 e cofinanciado pelo FEDER. O projeto foi finalista do Prémio
Nacional de Artesanato 2023, na categoria Prémio Promoção para Entidades
Privadas.
Ainda
no ano passado, sobre o mote da valorização das artes e ofícios, a TAGUS levou
10 artesãos à Tallinn, na Estónia, no âmbito do programa ERASMUS + Mobilidade
de Adultos, que ficaram a conhecer a realidade e as formas de valorização da
Estónia. E recentemente viu a sua candidatura, para criar uma central de
reservas e rotas de visitação do Ribatejo Interior alicerçadas no artesanato,
aprovada no âmbito da Linha + Interior Turismo, pelo Turismo de Portugal.
24.2.26
ESTREMOZ: 𝐂ultourWine 𝟐𝟎𝟐𝟔
Nesta
edição, o evento acontece mais cedo do que o habitual, antecipando a celebração
do vinho e da cultura para o início da primavera, num convite irrecusável para
brindar ao melhor que o concelho tem para oferecer.
Reunindo
𝟏𝟑
𝐚𝐝𝐞𝐠𝐚𝐬
𝐞𝐱𝐜𝐥𝐮𝐬𝐢𝐯𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞
𝐝𝐨
𝐜𝐨𝐧𝐜𝐞𝐥𝐡𝐨
𝐝𝐞
𝐄𝐬𝐭𝐫e𝐦𝐨𝐳,
o Cultourwine afirma-se como uma montra de excelência da identidade
vitivinícola local onde por apenas 3,50 € por pessoa (direito a copo e
respetiva bolsa) poderá conhecer os vinhos das seguintes adegas:
-
Adega ao Gil – Casa Rainha Santa Isabel
-
Adega do Monte Branco
-
Aliestre Vineyards, Lda
-
Dona Maria Vinhos
-
Herdade do Pombal
-
Herdade dos Casarões
-
Herdade dos Outeiros Altos :Vinhos Biológicos
-
Howard’s Folly Wine
-
João Portugal Ramos
-
Quinta do Carmo – Bacalhôa Vinhos de Portugal
-
Quinta do Mouro
-
Tiago Cabaço Winery
-
Vinhos Rosa Santos
𝐍𝐨𝐯𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞𝐬
𝐞 𝐃𝐞𝐬𝐭𝐚𝐪𝐮𝐞𝐬
𝐝𝐨
𝐂𝐮𝐥𝐭𝐨𝐮𝐫𝐰𝐢𝐧𝐞
𝟐𝟎𝟐𝟔
𝐓𝐨𝐮𝐫
𝐂𝐨𝐦𝐞𝐧𝐭𝐚𝐝𝐚
𝐩𝐨𝐫
𝐄𝐬𝐜𝐚𝐧𝐜̧𝐚̃𝐨 (𝟏𝟏:𝟑𝟎𝐡
𝐞 𝟏𝟔𝐡)
- A grande novidade deste ano, está na apresentação do Cultourwine por “Tour
Comentada por Escanção”, acompanhada por Fábio Nico, Vice-Presidente da
Associação de Escanções de Portugal. (Esta visita guiada aos expositores das
adegas presentes permitirá aos participantes aprofundar conhecimentos, descobrir
histórias e compreender melhor os vinhos em prova, através do olhar
especializado de um profissional da área, de forma gratuita, mediante marcação
prévia através do número 268 339 081 ou na receção do Museu Berardo Estremoz)
𝐏𝐚𝐥𝐞𝐬𝐭𝐫𝐚 𝐢𝐧s𝐞𝐫𝐢𝐝𝐚 𝐧𝐚𝐬 𝐂𝐨𝐦𝐞𝐦𝐨𝐫𝐚𝐜𝐨̃𝐞𝐬 𝐝𝐨 𝐂𝐞𝐧𝐭𝐞𝐧𝐚́𝐫𝐢𝐨 𝐝𝐚 𝐂𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 (𝟏𝟓𝐡) - Associada ao Centenário da Elevação de Estremoz a Cidade, terá lugar a palestra: “Os últimos 100 anos da Vitivinicultura em Estremoz – Perspectiva Histórica”, por José Calado.
O
evento contará mais um ano com a participação da 𝐀𝐮𝐭𝐞𝐧𝐭𝐢𝐜𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞
𝐀𝐥𝐞𝐧𝐭𝐞𝐣𝐚𝐧𝐚
e da 𝐒𝐄𝐋
que estarão presentes com degustações que convidam à descoberta dos seus
produtos.
O
Cultourwine mantém o espaço 𝐂𝐮𝐥𝐭𝐮𝐫𝐤𝐢𝐝𝐬,
dedicado às crianças, onde poderão participar em atividades acompanhadas por um
funcionário do Museu, enquanto os pais visitam o local.
Ao
longo do dia, o ambiente será animado pelo Grupo de Cantares “𝐎𝐬
𝐝𝐚
𝐁𝐨𝐢𝐧𝐚”,
celebrando a tradição e a identidade cultural alentejana, numa harmonia
perfeita entre vinho, música e património.
Cultourwine
é um convite a viver Estremoz, brindar com tempo e a descobrir histórias em
cada copo.
ATLETISMO: Eléctrico FC vence Torneio de Inverno num pódio decidido ao detalhe
A
competição, que integrou atletas desde os Traquinas até aos Veteranos, ficou
marcada pelo elevado equilíbrio coletivo e pela forte participação, refletindo
o dinamismo atual do atletismo distrital.
A classificação por equipas foi disputada até à última prova, com diferenças mínimas entre os três primeiros classificados. O Eléctrico Futebol Clube conquistou o primeiro lugar com 182 pontos, apenas mais um ponto do que a Associação Desportiva de Castelo de Vide, que terminou com 181 pontos. O Clube Elvense de Natação assegurou a terceira posição, somando 179 pontos, num pódio que espelha bem a competitividade e o equilíbrio entre os clubes do distrito.
No
plano formativo, os escalões de Traquinas e Benjamins A — de caráter não
competitivo — contaram com a participação de cerca de 30 crianças, proporcionando
um momento de promoção da atividade física e de contacto com o atletismo em
ambiente organizado. A forte adesão dos mais jovens confirma a aposta
consistente na formação como base do desenvolvimento sustentado da modalidade.
Outro
dos destaques da jornada foi o crescimento da participação no Desporto
Adaptado, em representação de duas
equipas, sinal claro de uma prática cada vez mais inclusiva e abrangente no
distrito.
O Torneio de Inverno ficou ainda assinalado pela estreia oficial do setor de lançamento do peso de Portalegre em contexto competitivo, representando uma melhoria significativa nas condições técnicas disponibilizadas aos atletas e um passo importante para o desenvolvimento das disciplinas de lançamentos na região.
Com
provas de velocidade, meio-fundo, saltos e lançamentos ao longo de toda a
manhã, a competição voltou a afirmar-se como uma referência no calendário
regional, contribuindo para a valorização do atletismo no distrito de
Portalegre.
Os
resultados completos podem ser consultados na plataforma oficial de
competições.
https://beta.fpacompeticoes.pt/competition/5597/schedule
OPINIÃO: A humildade
Lembrei-me
disso ao ouvir o presidente da Câmara de Leiria dizer que uma das grandes
perdas da cidade foi ter ficado sem as suas árvores. Todas. As centenárias e as
mais recentes. Não imagino o luto coletivo de olhar para uma cidade sem
árvores. Mesmo que, no meio de tantas vítimas, casas destruídas e negócios
arruinados, a perda das árvores pareça de somenos, a verdade é que não será no
nosso tempo de vida que voltaremos a ver Leiria com árvores de grande porte,
maduras, majestosas. Qualquer pessoa sensível compreende a tristeza dessa perda
e a importância de rearborizar rapidamente, senão para nós, para os nossos
filhos e netos. É essa generosidade intergeracional que nos deve mover, não
apenas nas árvores, mas nas obras públicas que temos de fazer para repor o que
foi destruído e para nos adaptarmos aos novos riscos climáticos.
Se,
no passado, se construiu em leito de cheia e se tentou conter e encanar rios
como no Mondego, sabemos agora o custo dessas decisões e os perigos de
"brincar a deus", tentando mudar o curso das águas, contra as quais
pouco podemos em hora de fúria. Como começamos a saber o preço humano e material
que pagamos pelas alterações climáticas, tendo cada vez maior responsabilidade
de fazer diferente. E se há quem, por trauma das últimas semanas, teme a
presença das árvores no espaço público, por perigo de queda e morte de pessoas
ou esmagamento de casas e automóveis, é importante esclarecer que são elas que,
em boa medida, nos ajudam a mitigar tudo isto. São as árvores que baixam as
temperaturas elevadas no espaço urbano durante as ondas de calor (que se
esperam cada ano mais frequentes), compensam o CO2 que continuamos a produzir,
além de serem elementos de absorção de água nas alturas de grande precipitação.
É
preciso que fique óbvio para todos que temos de ter mais superfícies permeáveis
nas nossas cidades, sendo Setúbal um ótimo exemplo disso. Nas últimas semanas,
a sua bacia de retenção (que não é mais que um grande parque urbano) conseguiu
absorver e conter, em boa medida, a subida do Sado e de outros cursos de água.
Ora, isso é ciência, mas é também simbólico, demonstrando que temos muito que
aprender com os processos naturais e que a "engenharia do futuro"
passa muito por otimizar aquilo que a natureza faz de graça, por todos nós. Ter
essa humildade pode salvar muitas vidas.
Capicua
– Jornal de Notícias - 17 de fevereiro, 2026
23.2.26
NISA: União de Freguesias inaugura Biblioteca em homenagem a Fernando Portugal
Fernando Mário Dias Filipe Portugal nasceu em Nisa a 17 de janeiro de
1929, vila à qual permaneceu profundamente ligado ao longo de toda a sua vida.
Foi um homem cuja presença marcou a sociedade, deixando um legado humano,
cívico e intelectual que justificou o reconhecimento público que lhe foi
prestado após a sua morte, ocorrida a 31 de janeiro de 2012.
Homem de valores firmes, pautou a sua vida por um profundo sentido de
responsabilidade, dignidade e serviço, permanecendo como exemplo de
integridade, dedicação e amor à sua terra, continuando presente na memória de
Nisa e de todos os que com ele privaram.
Sob o lema “Nominem et memoriam digni - homens dignos de eterna
memória”, esta cerimónia constitui um momento de reconhecimento e gratidão,
perpetuando o nome e o legado de uma figura maior da nossa comunidade nisense.
Contamos com a sua presença.
ÉVORA: Exposição colectiva na Fundação Eugénio de Almeida
obras da coleção da Fundação PLMJ
EXPOSIÇÃO COLETIVA
Curadoria de João Silvério
De terça-feira a domingo, 10h00-13h00 / 14h00-18h00 | Entrada livre
Inauguração: 28 de fevereiro | 17h00
Artistas representados na exposição: Alice Geirinhas, Ana Cardoso, Ana
Pérez-Quiroga, António Júlio Duarte, Catarina Leitão, Cristina Ataíde, Daniel
V. Melim, Délio Jasse, Fernanda Fragateiro, Francisco Vidal, Horácio Frutuoso,
Jéssica Gaspar, João Cutileiro, João Fonte Santa, João Grama, João Pedro Vale +
Nuno Alexandre Ferreira, João Queiroz, José Chambel, José Pedro Croft, Juliana
Matsumura, Maja Escher, Manuel Botelho, Margarida Lagarto, Mariana Gomes,
Miguel Ângelo Rocha, Moira Forjaz, Mónica de Miranda, Nuno Nunes Ferreira,
Pedro Calapez, Pedro Valdez Cardoso, Pedro Vaz, Ramiro Guerreiro, René Tavares,
Rosana Ricalde, Rui Soares Costa, Susana Gaudêncio, Susana Mendes Silva, Tito
Mouraz, Vasco Araújo, Virgínia Fróis, Vítor Ribeiro.
A Fundação Eugénio de Almeida
apresenta, no Centro de Arte e Cultura, a exposição “as paisagens mudam de
lugar - obras da coleção da Fundação PLMJ”, que reúne mais de meia centena de
obras de 40 artistas de diversos países de língua portuguesa, integrando
diferentes gerações e expressões artísticas.
Este projeto, cujo título João Silvério tomou de empréstimo ao poeta
eborense Manuel Gusmão, «assenta numa visão do território como um corpo visual
e social em permanente mudança, de certa forma como uma ideia poética de
paisagem a partir da coleção de arte enquanto cenário de fundo e, ao mesmo
tempo, agente transformador do universo cultural do projeto da Fundação PLMJ, neste
momento com uma ligação ao território diversificado que é o Alentejo, mais
especificamente a Évora. A ideia (e a reflexão) sobre a paisagem cultural
associada a uma coleção de arte é atualmente mais presente como modelo da
diversidade e da transformação do mundo em devir, em mudança.» E acrescenta o
curador: «A exposição constitui-se como uma paisagem prospetiva que, seguindo a
arquitetura do espaço, propõe diversas leituras sobre a ideia de mudança, que
não se resume a diferentes técnicas e meios artísticos, assumindo com singular
pertinência temáticas sobre núcleos e obras da coleção que expressam uma ideia
de diferença, do feminino à justiça e à política, por exemplo.»
Para a Fundação Eugénio de Almeida, este projeto expositivo realizado
em colaboração com a Fundação PLMJ reflete a relevância das parcerias
estabelecidas com instituições de referência, resultando numa programação mais
inclusiva, plural e abrangente, que garante a todos a oportunidade de fruir a
arte atual e de participar ativamente nos debates e inquietações que ela
desperta na sociedade moderna.
A Coleção da Fundação PLMJ é um acervo empresarial que reflete a
pluralidade da criação contemporânea. A exposição “as paisagens mudam de lugar”
evidencia o seu relevante núcleo de fotografia, incluindo também o vídeo,
focando-se ainda na escultura, através da qual explora as relações que se
estabelecem nos espaços interiores e exteriores do Centro de Arte e Cultura com
o lugar e a paisagem. O roteiro artístico integra igualmente o desenho e a
pintura, culminando numa performance de Mariana Gomes. Esta intervenção, a
decorrer na fase final da mostra, ligará as artes performativas à gastronomia
regional e à comunidade local.
João Silvério
Curador da Coleção de Arte Contemporânea da Fundação PLMJ, João
Silvério é Mestre em Estudos Curatoriais pela Faculdade Belas-Artes da
Universidade de Lisboa. Foi curador da coleção de arte contemporânea da
Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, entre 1998 e 2019, tendo
iniciado a sua atividade como curador em projetos independentes em 2003. Em
2007, criou o projeto independente EMPTY CUBE, que tem divulgado trabalhos de
artistas, designers e arquitetos. Escreve regularmente sobre projetos
artísticos em catálogos, publicações e websites.
Fundação PLMJ
A Fundação PLMJ nasceu em 2001, começando como um gesto simbólico que rapidamente se tornou num projeto duradouro de mecenato e compromisso com a cultura. É hoje uma referência nacional e internacional no panorama das coleções corporativas e também uma das mais representativas de artistas de língua portuguesa. A coleção reúne mais de 1.400 obras de mais de 500 artistas, abrangendo pintura, fotografia, escultura, instalação e vídeo. Desde o início, a Fundação manteve uma aposta firme no apoio a artistas emergentes, promovendo o talento, a diversidade e o diálogo cultural no espaço lusófono. A missão da Fundação é clara: apoiar e divulgar a criação artística contemporânea, contribuindo para o desenvolvimento da comunidade através da arte. Mantendo as artes plásticas como eixo estruturante, a Fundação PLMJ tem vindo a alargar o seu âmbito de atuação a outras áreas da cultura, criando espaços de reflexão, colaboração e partilha. A celebrar 25 anos, a Fundação PLMJ reafirma o seu compromisso com a promoção da cultura e da arte moderna e contemporânea da lusofonia — com o mesmo espírito pioneiro e aberto com que começou.
Pedro Vaz, Sem título (Covão d’Ametade), 2018, Acrílico sobre papel
[detalhe]
PORTALEGRE: Concerto de David Fonseca no CAEP
David Fonseca
Pop | GA | Plateia 22€ / Balcão 18€ |
M/6 anos
Venda de Bilhetes Exclusiva na
Ticketline e lojas Worten
Um dos mais carismáticos criadores
nacionais, David Fonseca, é indissociável da banda a que deu voz, o grupo
Silence 4. Com um primeiro disco em 1998, “Silence Becomes It”, o grupo
rapidamente atingiu um nível de sucesso invulgar, com dois discos
multiplatinados. Em 2001, efetuaram a sua última digressão, tendo suspendido a
sua atividade até 2014, ano em que se reuniram para a realização de quatro
espetáculos especiais.
Em 2003, David Fonseca iniciou a sua carreira a solo, com “Sing Me Something New”, que rapidamente o confirmou como uma figura ímpar da criação musical. Até à data publicou mais de dez álbuns a solo, sendo o disco/filme “Living Room Bohemian Apocalypse” o mais recente, em 2022. Em registo coletivo, conta com dois projetos de reinvenção da obra de dois ícones da cultura pop – de António Variações, com os “Humanos”; de David Bowie, no início de 2017, com “Bowie 70”.
A sua atividade tem-se desenvolvido ainda com uma forte componente performativa nos palcos nacionais e internacionais, sempre surpreendente ao nível plástico. As suas prestações ao vivo são memoráveis para todos quantos a elas assistem, com a mistura de várias componentes multimédia, e as suas canções são desde há muito representativas do que de mais importante tem sido produzido a nível musical – “Someone That Cannot Love”, “Kiss Me, Oh Kiss Me”, “Superstars”, “Oh My Heart”, “U Know Who I Am”, “What Life Is For” ou “Futuro Eu” são apenas alguns dos temas compostos por David Fonseca que habitam o nosso imaginário.
LISBOA: Festival de Guitarra Portuguesa 26
2.ª
Edição: Armandinho com uma homenagem especial ao Mestre António Chainho
Museu do Fado apresenta a 2.ª Edição do
Festival de Guitarra Portuguesa. A realizar-se nos dias 6 e 7 de março de 2026,
o Festival de Guitarra Portuguesa afirma-se como um espaço de celebração,
descoberta e reinvenção de um dos instrumentos mais singulares da cultura
musical portuguesa.
Com
programação distribuída por vários palcos da cidade — Cinema São Jorge,
Capitólio e Teatro Variedades —, o festival propõe uma escuta plural e
contemporânea da guitarra portuguesa, cruzando tradição, criação atual e novas
gerações de intérpretes.
Custódio
Castelo, Hugo Vasco Reis, Luís e David Ribeiro, Mafalda Lemos, Mário Laginha
com Miguel Amaral, Mike 11, Pedro Jóia e Ricardo Parreira são alguns dos artistas
que integram a programação do Festival em 2026. Esta edição presta ainda
homenagem a Armandinho, figura maior da guitarra portuguesa, através de um
concerto especial com direção artística de Pedro de Castro.
Como
não poderia deixar de ser, também o Mestre António Chainho terá um lugar de
destaque no concerto de abertura no dia 6 de março no Cinema São Jorge.
O Festival de Guitarra Portuguesa é, acima de
tudo, um convite: a ouvir, a descobrir e a sentir a guitarra portuguesa como
uma linguagem viva, em permanente diálogo com o presente e o futuro.
Cada
concerto integra ciclos artísticos curatoriais que funcionam como chaves de
leitura, permitindo ao público uma experiência mais consciente e
contextualizada.
Ao
longo de dois dias, o festival reúne intérpretes consagrados, novos talentos e
músicos de diferentes áreas, explorando linguagens que vão do repertório
solista à fusão com eletrónica, da guitarra de Coimbra aos duetos inéditos, da
criação contemporânea ao diálogo internacional.
Estão
disponíveis as três modalidades de bilhetes para o Festival: concerto único,
passe de um dia e passe de dois dias.
Bilhetes em https://museudofado.pt/evento/festival-de-guitarra-portuguesa
Site oficial: https://ghude.com/festivaldeguitarraportuguesa.ed2/
PROGRAMA
SEXTA-FEIRA – 6 MARÇO
CINEMA SÃO JORGE - Sala Manoel de Oliveira
20:30
- TRIBUTO A ARMANDINHO COM HOMENAGEM AO MESTRE ANTÓNIO CHAINHO | direção
artística de Pedro de Castro
CAPITÓLIO
22:00
e 23:00 - MIKE 11
TEATRO VARIEDADES
22:00
e 23:00 - LUÍS & DAVID RIBEIRO
SÁBADO - 7 MARÇO
CAPITÓLIO
15:00
e 22:00 - MÁRIO LAGINHA COM MIGUEL AMARAL
16:00
e 18:00 - PEDRO JÓIA
17:00
e 23:00 - CUSTÓDIO CASTELO
TEATRO VARIEDADES
15:00
e 22:00 - ALVORADA
16:00
e 18:00 - MAFALDA LEMOS
17:00
e 23:00 - HUGO VASCO REIS
CINEMA
SÃO JORGE
20:30 - Sala Manoel de Oliveira
RICARDO,
PAULO E ANTÓNIO PARREIRA & QUARTETO DE CORDAS
Produção: Museu do Fado | Lisboa Cultura
Direção
artística: Pedro de Castro
Produção
executiva: Ghude
Apoio
principal: Câmara Municipal de Lisboa | Lisboa Cultura
Apoios:
CARMA | APC – Instrumentos Musicais | Casa Ermelinda de Freitas
Media
partners: RTP e Antena 1
PORTALEGRE: Piano a Quatro Mãos no CAEP
Concerto de Piano a Quatro Mãos: Um Diálogo Musical
Recitais da Escola de Artes do Norte Alentejano
Música Clássica | PA | Entrada Livre | M/6 anos
Para os pianistas envolvidos, este concerto marca mais uma
etapa no seu trajeto artístico, refletindo dedicação, curiosidade e vontade de
transformar o desconhecido em expressão musical.
Em parceria com o CAEP, propomo-nos a realizar um ciclo de
Recitais de cariz musical. Esta é uma aposta educativa da Escola de Artes do
Norte Alentejano, que junta crianças e jovens, promovendo a participação,
responsabilidade e a criação cultural, numa lógica de inclusão e aprendizagem,
tornando as artes acessíveis a todos.
22.2.26
NISA: Memória histórica - Saúde e Sociedade
Moléstias venéreas (I) - Do Administrador do Concelho
Carta ao Dr. João Moraes, Facultativo Municipal do Crato e que presta
serviço em Toloza
Tendo recebido queixa n´esta Administração de que Genoveva Romão *,
solteira, da Villa de Toloza d´este Concelho, se acha atacada de molestia
venerea e que contaminou a menor Maria Isabel *, de 6 annos de edade, filha de
João Caldeira *, casado, carpinteiro da mesma Villa, vou rogar a Vª Exª se
digne examinar as pessoas a que me refiro e communicar-me com a brevidade
possivel o que ha de verdade sobre tal molestia.
Deus guarde a Vª Exª / Niza, 22 de fevereiro de 1901
* Estes nomes são fictícios
Moléstias venéreas (II)
Carta ao Delegado do Procurador Regio n´esta Comarca
Para os fins convenientes tenho a honra de passar às mãos de Vª Exª o
incluso auto de noticia. N´esta data officio ao Snr. Facultativo, Dr. Moraes
que presta serviço clinico em Toloza, a fim de me informar se a arguida e a
menor Maria Isabel a que se refere o mesmo auto, estão ou não contaminadas de
molestia venerea. Da informaçãoque obtiver darei conta a Vª Exª.
Deus guarde Vª Exª. / Niza, 22 de fevereiro de 1901.
Carta ao Delegado do Procurador Regio n´esta Comarca
De harmonia com o preceituado no artigo 278 nº 27 do Codigo
Administrativo, cumpre-me participar a Vª Exª que Jose Constança *, solteiro,
pastor, ao serviço de Manoel da Martinha foi encontrado no dia 17 por 7 horas
da tarde no sitio denominado barroca do Valle Louro freguezia do Espirito Santo
d´esta Villa, a armar trez ferros ou armadilhas aos coelhos, que n´essa ocasião
lhe foram apprehendidos. Os apprehensores são Jose Maria Nunes e Jose da Cruz
Miguens, cabos de policia e guardas da Associação protectora da caça em tempo
defezo. Com este meu officio serão apresentados a Vª Exª os trez ferros
apprehendidos. O arguido é natural d´esta Villa.
Deus guarde a Vª Exª. / Niza, 19 de Abril de 1901
* Nome fictício
Toleradas
Carta ao Sub-Delegado de Saude n´este Concelho
Accusada a recepção do officio que Vª Exª se dignou dirigir-me datado
de 27 do corrente mez, cumpre-me dizer-lhe que não existindo n´esta
Administração matricula ou qualquer registo de toleradas d´este Concelho, e,
não indicando Vª Exª os nomes das pessoas que deseja inspeccionar torna-se-me
completamente impossivel dar cumprimento ao citado officio de Vª Exª.
Deus guarde a Vª Exª. / Niza, 30 de Abril de 1901





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