31.12.12

QUERCUS faz Balanço Ambiental 2012 (II)

Os melhores factos ambientais de 2012
Descida das emissões
Portugal, com um bom desempenho ao nível das emissões de gases de efeito de estufa, cumpriu folgadamente os objetivos do Protocolo de Quioto, cujo primeiro período de cumprimento entre 2008-2012 agora termina. Não tendo sido este resultado principalmente conseguido através de políticas ativas de combate às alterações climáticas, mas sim uma consequência da crise económica, a aposta nas energias renováveis nos últimos anos foi, ainda assim, determinante na diminuição significativa do uso de combustíveis fósseis na produção de eletricidade.
Hortas urbanas de regresso
A expansão das hortas urbanas, muitas delas em Modo de Produção Biológico, promovida tanto por entidades publicas como particulares, e verificada de Norte a Sul do País, promove a eco-sustentabilidade e complementa a subsistência e/ou o rendimento das populações, para além de ter um papel relevante ao nível do lazer e coesão social.
Aprovada proposta que proíbe prática de cortar barbatanas de tubarão
Depois de anos de debate, com intenso envolvimento das ONGs da Shark Alliance (que inclui a Quercus), o Parlamento Europeu aprovou uma proposta da Comissão Europeia, colmatando finalmente as lacunas existentes no Regulamento que proíbe a prática de cortar as barbatanas do tubarão descartando o corpo no mar. As alterações a inserir no Regulamento contribuirão para uma pesca mais sustentável ao tubarão.
DIA desfavorável ao Parque Eólico do Cercal
A Declaração de Impacte Ambiental do Parque Eólico do Cercal, no concelho do Cadaval, foi desfavorável à implantação desta infraestrutura na Serra de Montejunto. O projeto previa a instalação de 17 aerogeradores e respetivos acessos, bem como a construção de uma linha elétrica a 60 kV, em plena Paisagem Protegida da Serra de Montejunto e Sítio de Importância Comunitária da Rede Natura 2000.
Identificadas três novas espécies de lampreia.
Foram identificadas três novas espécies de lampreia em Portugal, por investigadores da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, em colaboração com a Universidade de Évora e o Museu Nacional de História Natural e da Ciência. As novas espécies ocorrem nas bacias hidrográficas do Vouga, do Nabão e do Sado, sendo que uma das espécies, a lampreia do Nabão (Lampetra auremensis), é exclusiva desta sub-bacia afluente da margem direita do Rio Tejo. Contudo, esta nova espécie apresenta uma distribuição muito restrita e fragmentada e corre o risco de extinção se não forem tomadas medidas adequadas de conservação do seu habitat.
 Portugal em 1º lugar na Europa com menores emissões de CO2 dos veículos novos
Portugal ocupou, no quadro dos 27 Estados-Membros da União Europeia (UE), a primeira posição do ranking no que diz respeito à frota de novos veículos ligeiros, mais eficientes e mais limpos. Em 2011, os novos veículos ligeiros de passageiros em Portugal, emitiram, em média, 122,8gCO2/km, seguido por Malta (124,5gCO2/km) e pela Dinamarca (125gCO2/km). Estas são as conclusões de um estudo publicado, em Bruxelas, pela Federação Europeia dos Transportes e Ambiente (T&E), da qual a Quercus faz parte.
Inaugurado novo equipamento de educação ambiental - o EVOA
Localizado no coração da mais importante zona húmida de Portugal, o Estuário do Tejo, o EVOA - Espaço de Visitação e Observação de Aves abriu ao público no dia 1 de dezembro de 2012. Este novo espaço vai permitir que os seus visitantes conheçam e desfrutem de uma forma sustentável do património natural único existente nesta área, de modo a que a conservação dos seus valores naturais seja uma realidade.
Perspetivas ambientais para 2013:
Alterações Climáticas
2013 vai ser um ano marcante nas negociações climáticas. É urgente avançar com o acordo global de combate às alterações climáticas a assinar em 2015 que inclua todos os países do mundo, principalmente os desenvolvidos e, dentro dos países em desenvolvimento, as economias emergentes. 
Este ano começará também a ser divulgado o 5º relatório do Painel Intergovernamental das Nações Unidas, cujo relatório de 2007, mostrava que as atividades humanas eram a principal causa do aquecimento do planeta a que assistimos. É também fundamental garantir proteção aos países mais vulneráveis na adaptação às consequências das alterações climáticas, que já não se podem evitar.
Futuro da floresta em Portugal
Numa fase em que assistimos a um declínio das florestas de outras espécies, tais como o pinheiro-bravo nas áreas do centro e norte do País, alguns setores de interesses pretendem a expansão das áreas de eucalipto em Portugal e a promoção de novas plantações intensivas, que aumentam a monocultura desta espécie. Esta situação é preocupante, pouco adaptada à nossa realidade e qualquer intenção que pretenda uma eventual expansão da área de eucalipto em Portugal carece de estudos especializados e independentes que demonstrem a sua viabilidade, para além de implicar um alargado debate sobre o que o País pretende efetivamente para a sua Floresta.
Nova etapa na gestão dos recursos hídricos
Em 2013 inicia-se uma nova etapa na gestão dos recursos hídricos, com a aprovação do Plano Nacional da Água, a entrada em vigor dos Planos de Gestão de Região Hidrográfica e o início de uma nova fase de planeamento para a segunda geração dos PGRH já em 2015. A reestruturação do setor dos serviços de água, saneamento e dos resíduos, que poderá implicar a sua concessão, deverá ter em conta uma melhoria da eficácia ambiental e da eficiência dos sistemas, garantindo em simultâneo um serviço de qualidade para todos os cidadãos. O funcionamento de uma entidade reguladora forte e independente é essencial a qualquer reestruturação.
Alteração da legislação de Avaliação de Impacte Ambiental
Estando prevista para 2013, a alteração relativa à legislação de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) é certamente um motivo de atenção por parte de todos os que se preocupam com o Ambiente em Portugal. Face a algumas vozes de, que forma irresponsável, têm vindo a público defender a flexibilização e simplificação das regras ambientais, é necessário que o MAMAOT defenda sem margem para duvidas uma das áreas do seu Ministério: o Ambiente. A alteração da legislação de AIA é particularmente preocupante, porque pode abrir ainda mais a porta à aprovação de projetos impactantes sem qualquer restrição e colocar em causa o futuro do património natural do país. Como exemplo claro de que já atualmente não são grandes as restrições que existem, 95% dos projetos objeto de DIA em 2012 obtiveram DIA Favorável condicionada, e só a 5 % foi atribuída DIA Desfavorável. De salientar ainda que continua a ser prática corrente a atribuição absolutamente discricionária do estatuto de projeto PIN (Potencial Interesse Nacional) a projectos mais ou menos obscuros sempre que estes se inserem em áreas protegidas ou em Rede Natura, o que em nada contribui para uma clara transparência dos processos de decisão, como preconiza e é um dos principais objetivos da própria legislação de AIA.
Exploração de minérios
Sendo esta uma das áreas em que o Governo está a ter uma forte aposta, é necessário que ao longo de 2013 se salvaguardem todas as garantias do ponto de vista ambiental, social e económico para que o país não venha a perder mais a médio/longo prazo do que a ganhar a curto prazo. São conhecidos sobejos exemplos de más práticas desta indústria no passado recente, pelo que garantias relativas a uma avaliação de impacte ambiental séria e rigorosa, cauções reais e adequadas e exigências ao nível de requalificação, são imprescindíveis na análise de todos os projetos nesta área.
Plataforma Marítima Continental
A expansão da Plataforma Marítima Continental, podendo trazer novos investimentos e retorno económico, é também uma oportunidade para uma gestão mais integrada dos nossos recursos marinhos. Quaisquer investimentos devem ser avaliados à luz de uma gestão sustentável dos recursos e da proteção dos ecossistemas.
Estratégia Nacional de Conservação de Aves Necrófagas
O Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas deveria ter colocado em setembro último, em discussão pública, a Estratégia Nacional de Conservação de Aves Necrófagas. Neste documento estão previstas algumas medidas para minimizar o grave problema da falta de alimento destas espécies protegidas, como a constituição de uma rede nacional de campos de alimentação de aves necrófagas. Em 2013 este processo deverá ser mais célere e incorporar as novas diretrizes europeias, pois a solução não deverá passar apenas pelos campos de alimentação.
Reforço da produção agrícola nacional mas de forma sustentável
De acordo com as intenções anunciadas pelo Governo, 2013 deverá ser um ano em que a produção agrícola nacional deverá continuar a ter um incremento, como forma do país ultrapassar muitas das carências que revela ao nível da produção de alimentos e aumentar as nossas exportações. Sendo esta sem dúvida umas das áreas onde podemos e devemos investir, é contudo fundamental acautelar impactes no Ambiente, tanto a curto como a médio/longo prazo e como tal adotar critérios exigentes ao nível daquilo que deverá ser a produção a desenvolver, com produtos de qualidade, respeitadores do Ambiente e de preferência em modos de produção menos intensivos, nomeadamente o modo de produção biológico.
Lisboa, 29 de Dezembro de 2012
A Direção Nacional da Quercus- Associação Nacional de Conservação da Natureza

QUERCUS faz Balanço Ambiental 2012 (I)


[-] Desinvestimento nas energias renováveis e alteração da legislação de proteção ambiental
[+] Descida das emissões e Hortas urbanas de regresso
O ano de 2012 foi marcado pela crise financeira que continuou a atingir de forma acentuada a Europa, e Portugal em particular. Apesar das oportunidades que uma situação deste tipo representa para a preservação do Ambiente, num contexto de alteração necessária de comportamentos, infelizmente, e tirando algumas exceções, essa mensagem parece ainda não ter passado para os cidadãos e para os decisores.
Assim, esta crise financeira, para além de ter como consequência a diminuição do bem-estar da população, tem acabado por desviar a atenção da opinião pública dos graves problemas ambientais que continuamos a viver, levando inclusivamente a decisões pautadas por objetivos imediatistas, ao invés de privilegiar ações com implicações positivas a médio e longo prazo.
Como tem acontecido em anos anteriores, a Quercus faz um balanço ambiental relativo ao ano de 2012, selecionando os melhores e os piores factos, apresentando algumas perspectivas para o ano de 2013.
Os piores factos ambientais de 2012
Desinvestimento nas renováveis
Portugal tem tido, nos últimos anos, das taxas mais elevadas de energias renováveis na produção de energia elétrica devido aos investimentos realizados na primeira década deste novo século. A paragem anunciada no apoio ao investimento em energias renováveis pode tirar Portugal do pelotão da frente dos países mais evoluídos neste domínio. A Alemanha e outros países europeus já anunciaram que em 2050 querem ter toda a energia elétrica a ser produzida através de energias renováveis. Portugal tem ainda melhores condições para o fazer, assim haja vontade política.
Alteração da legislação de proteção ambiental
O Governo anunciou e tem levado a cabo a alteração de um conjunto muito significativo de alterações legislativas em matéria ambiental, parte das quais já concretizadas, de que é exemplo o regime jurídico aplicável ao licenciamento da atividade industrial. Trata-se de uma mudança de fundo no panorama legislativo ambiental e de ordenamento do território, mudança essa à qual tem sido vedada a participação da sociedade civil em geral e, em particular, das diversas ONGA. Não se entende de que forma a articulação entre os vários regimes jurídicos e as alterações que se lhes adivinham poderão ser efetuadas através de um processo transparente e eficaz entre as diversas entidades públicas e privadas, se apenas são ouvidos organismos públicos, com manifesta preterição do princípio da democracia participativa, constitucionalmente consagrado.
Desinvestimento nos Transportes Públicos
Na sequência do Plano Estratégico dos Transportes aprovado pelo Governo, o corte de várias linhas ferroviárias, nomeadamente no interior do país, ameaça de forma irreversível a coesão territorial e também social, afetando as populações mais frágeis e aumentando o seu isolamento. O corte de várias carreiras urbanas, bem como o aumento do preço dos transportes, incluindo o fim da bonificação para alguns segmentos da população (nomeadamente estudantes), tem um forte impacto ao nível da mobilidade nas áreas metropolitanas. As medidas implementadas diminuem ainda mais a competitividade dos transportes coletivos face ao transporte individual, potenciando o uso do automóvel nas deslocações urbanas com o consequente aumento dos problemas de qualidade do ar e de mobilidade, por exemplo nas cidades de Lisboa e Porto e suas envolventes. O aumento muito significativo do preço da generalidade dos transportes públicos (da ordem dos 20%) traduziu-se numa redução do número de passageiros e na diminuição do serviço social e ambiental que é o transporte coletivo, principalmente nas grandes cidades.
Continuação do Plano Nacional de Barragens
È inaceitável a teimosia do atual Executivo em prosseguir com o Plano Nacional de Barragens, mesmo tendo aparente noção dos custos sociais, ambientais e económicos que o mesmo trará no médio/ longo prazo a Portugal. E a atitude de prosseguir com a construção da Barragem do Tua, e de assim permitir a destruição irreversível de um dos poucos rios selvagens da Península Ibérica e de uma linha férrea histórica (Linha do Tua) em detrimento do interesse de grandes empresas (EDP, Mota-Engil, Iberdrola, Endesa) é imoral e a definitiva condenação ao esquecimento das gentes Transmontanas. Os 2000 (dois mil) milhões de euros que a barragem vai custar ao País não justificam os 0.1 % de energia nacional que ela poderá produzir. Muito menos pôr em risco o Douro Património Mundial da Humanidade da UNESCO.
Falta de recursos põe em causa a saúde pública e o Ambiente
A falta de recursos afectos ao controlo da qualidade do ar e da água, bem como aos serviços de fiscalização, ameaça a saúde pública e o Ambiente, na medida em que a monitorização da água e da qualidade do ar está a deixar de ser realizada de forma regular, com todos os riscos inerentes para a saúde e a qualidade de vida das populações. As imensas dificuldades e constrangimentos financeiros com que se deparam o SEPNA e a Inspeção-Geral, mas também as imensas deficiências com que se encontra a operar o Sistema Nacional de Informação dos Recursos Hídricos (SNIRH), onde a maioria das estações não efectua a monitorização desde 2011, são disso um exemplo claro.
Anúncio do fim da Reserva Ecológica Nacional
A decisão do Governo em anunciar publicamente o fim da Reserva Ecológica Nacional (REN), sem qualquer diálogo prévio com as Organizações Não Governamentais de Ambiente e sem apresentar em concreto as alternativas que propõe a este regime jurídico e instrumento de ordenamento do território, revela pouco sentido democrático e uma má condução do processo. A solução de acabar administrativamente com uma ferramenta de conservação, de proteção das comunidades e de ordenamento do território como a REN não é admissível sem a garantia de existir o mesmo grau de proteção para a totalidade das áreas abrangidas pela REN, e muito menos, sem a discussão e o envolvimento dos cidadãos e Associações neste processo.
Governo aprova empreendimento Vila Formosa em pleno Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina
O Governo aprovou a implantação do “Projeto de Desenvolvimento Turístico e Ambiental de Vila Formosa”, no concelho de Odemira, junto a Vila Nova de Milfontes. Trata-se de uma ocupação de 55 hectares com área urbanizada, onde se prevê a existência de um hotel, dois aldeamentos turísticos e um equipamento de animação autónoma destinado à prática desportiva e à animação de eventos temáticos, tudo isto em pleno Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV), Zona de Proteção Especial para as Aves (ZPE) e Sítio de Importância Comunitária, ambos denominados “Costa Sudoeste” e constituintes da Rede Natura 2000.
Risco de patentes sobre plantas e animais
Apesar de a sociedade civil ter mostrado quão importante este assunto é e, através de milhares de e-mails subscritos por numerosos grupos e organizações incluindo a Quercus, dado um sinal claro ao Parlamento Europeu de que os cidadãos não aceitam patentes sobre as plantas e os animais, não foi infelizmente possível evitar a aprovação do pacote legislativo que regula a Patente Unitária Europeia.
Atraso na reestruturação dos organismos públicos na área do Ambiente
Demorou, até agora, mais de um ano e meio, o trabalho de preparação e reestruturação organizativa e funcional do Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território (MAMAOT). Tempo excessivo, e com afetação de demasiados recursos, para as necessidades que existem neste momento em Portugal na área do Ambiente.
Recolha de animais mortos deixa aves protegidas e ameaçadas sem alimento
À medida que as regras sanitárias da UE se foram tornando cada vez mais restritivas, obrigando a que as carcaças dos animais mortos fossem retiradas dos campos para serem eliminadas, criou-se um problema grave de escassez de alimento para estas aves selvagens protegidas. O SIRCA - Sistema de Recolha de Animais Mortos nas Explorações custa 23 milhões de euros e Governo pode poupar muito se proteger as aves necrófagas e suspender ou reduzir substancialmente o SIRCA.
Portugal não cumpre legislação em vigor sobre ruído ambiente
Portugal está em incumprimento muito grave da legislação em vigor sobre o ruído ambiente, com risco de exposição a níveis elevados, prejuízo para a saúde e qualidade de vida das populações, com particular incidência nas zonas urbanas. Estudos europeus apontam a ocorrência anual de 50 mil mortes prematuras devido a ataques cardíacos e 245 mil casos de doenças cardiovasculares na Europa, relacionados diretamente com a exposição ao ruído, sobretudo de tráfego.
Portugal condenado pelo Tribunal Europeu de Justiça pela má qualidade do ar
O Estado Português foi condenado pelo Tribunal Europeu de Justiça (TEJ) por incumprimento dos valores-limite de qualidade do ar ambiente relativos às partículas inaláveis (PM10), nas zonas e aglomerações de Braga, do Porto Litoral, da Área Metropolitana de Lisboa Norte e da Área Metropolitana de Lisboa Sul, uma situação que se verifica desde 2005.

30.12.12

NISA: Memória do Cine Teatro (Dezembro 1943)



Em Dezembro de 1943, a empresa do Cine Teatro Nisense Lda exibiu cinco filmes, a que assistiram 2.364 espectadores, com uma média de mais de 472 assistentes por espectáculo, tendo a exibição de "Mocidade Triunfante", no Dia de Natal, recolhido a preferência de quase 650 cinéfilos.
"Tarzan, o Filho das Selva", protagonizado pelo campeão olímpico de natação Johnny Weissmuller, registou também uma grande afluência de público. Mais de quinhentas pessoas assistiram a este filme de aventura, dirigido por W.S. Van Dyke, em 1932, com Neil Hamilton, Maureen O'Sullivan, C. Aubrey Smith e Doris Lloyd, entre outros.
De acordo com a ficha técnica, este foi o primeiro filme da série MGM sobre o homem das selvas, numa adaptação ao cinema da obra de Edgar Rice Burroughs, que deu início a uma série de filmes.
O filme foi rodado em cinco meses no lago Toluca, nos arredores de Hollywood.

Ricardo Mateus venceu corrida de S. Silvestre de Avis


O atleta de Nisa, ao serviço do Sporting, venceu a corrida masculina da 30.ª edição da São Silvestre de Avis, Portalegre, completando o percurso de 5.600 metros em 15.40 minutos. Sérgio Silva, da Conforlimpa, classificou-se em segundo lugar, gastando mais seis segundos do que o vencedor, seguido de Carlos Silva, do Sporting, com 16 minutos.
 Raquel Trabuco, do Clube Elvense de Natação, foi a primeira classificada na prova feminina, completando o percurso de 2.800 metros em 9.15 minutos. Mónica Vieira, do C.R.D. Arrudense, foi segunda, com 9.29 minutos, e Ana Dias, do N.D.C. Odemira, garantiu o terceiro posto, com 9.39.
 Organizada pela Associação Desportiva e Recreativa "Amigos do Atletismo" de Avis, e Câmara Municipal de Avis, com o apoio técnico da Associação de Atletismo do Distrito de Portalegre (AADP), a prova, integrada no circuito de corridas da AADP, contou com a participação de cerca de 350 atletas de diversos escalões etários.

29.12.12

OPINIÃO: Lares sem comparticipação


DINHEIROS  PÚBLICOS, USO PRIVADO
1. Nestes dias, em que o natal ultrapassa o sentido estritamente religioso, para procurar transmitir algum conforto humano e espiritual, visitei familiar que ingressou, de forma certamente definitiva, em lar de idosos. No caso, um estabelecimento gerido por uma santa casa da misericórdia, que tem (como todas as congéneres) estatuto de instituição privada, mas de SOLIDARIDADE  SOCIAL...
2. O lar em causa, ainda novinho em folha, muito acolhedor, ao que me pareceu, prima pela excelência do serviço prestado. Muito humanizado, com o NÚMERO DE UTENTES ADEQUADO a um espaço deste tipo (25 utentes na valência de «internamento»), para não cair na condição (de tantos, com mais de uma centena de utilizadores) de «armazém» de velhos, frio e desumanizado.
3. Foi CONSTRUÍDO COM DINHEIROS PÚBLICOS, conjugando o financiamento de dois fundos comunitários e recursos financeiros municipais, que quase asseguraram o custo total da obra. Obviamente (não é nenhum «lar» clandestino da periferia da grande Lisboa) teve, no momento certo, o PARECER FAVORÁVEL DA SEGURANÇA SOCIAL portuguesa.
4. Acabada a obra, no momento da entrada em funcionamento, o estado português não assegurou o financiamento habitual neste tipo de situações para, assim, quem tem reformas baixas, recursos exíguos, poder ingressar, nomeadamente, em primeira mão a população local mais pobre e necessitada. Tanto mais que, muitas vezes, para viabilizar estas iniciativas, OS HABITANTES  DA TERRA DÃO GENEROSO  CONTRIBUTO através das mais variadas iniciativas (festas, donativos, etc.)...
5. Na circunstância, obviamente SÓ HÁ UTENTES QUE (eles mais os filhos) PODEM  PAGAR o que rivaliza com o que custa a estadia em lar privado (largas centenas de euros, mensalmente).Com a agravante (natural, decorrente deste contexto de formulação de preços) de a maioria dos que conseguem entrada serem forasteiros, o que, sem ser mal na proporção adequada, se desmedidamente, ofende a população local, nomeadamente a mais pobre.
6. O estado, por opção, pode entender, momentaneamente, não financiar a construção de novos equipamentos para apoio à terceira (e cada vez mais quarta) idade. A nosso ver, opção errada, mas politicamente «legítima». O que não pode ser é, a uma organização que, estatutariamente, deve, prioritariamente, SERVIR OS MAIS HUMILDES, depois desse mesmo estado aprovar candidaturas a fundos públicos, pagar a obra na quase totalidade, não estabelecer os acordos de cooperação que comparticipem adequadamente o ingresso, em primeira mão, de quem mais precisa e merece apoio social.
7. Se entenderem, não financiem obras novas por algum tempo... Mas, àquelas que foram edificadas com dinheiros públicos, forneçam URGENTEMENTE O APOIO FINANCEIRO que garanta que se serve quem mais precisa e não apenas os que podem pagar. Deixem esse papel para os lares de iniciativa privada que, legitimamente, têm o seu espaço no apoio aos idosos. Aí, sim, que os que, livremente escolhendo assim, sabem o que têm a pagar...
8. Insistimos.O que não está bem é um lar construído com dinheiros públicos e gerido por organização do setor social, por falta de apoio do estado no seu funcionamento, não seja capaz de dar prioridade a quem mais necessita, independentemente dos seus rendimentos.
Ao menos, no contexto e condições da época , OS  ASILOS  DE OUTRORA serviam para albergar os pobres e «mendigos»...
* José Manuel Basso - Médico Gerontologista

28.12.12

NISA: Memória do Cine Teatro (Dezembro de 1942)



"Homens de Amanhã", no original  Boy´s Town, um filme norte americano de 1938, realizado por Norman Taurog e tendo como actores alguns nomes famosos do cinema como Spencer Tracy e Mickey Rooney, entre outros, foi exibido em Nisa no Dia de Natal de 1942. O filme teve uma assistência de 494 espectadores, mais, muito mais do que aqueles que estavam anunciados para a "exibição de cinema na quadra natalícia de 2012, em Nisa, proposta interessante e aprovada que, tal como outras, não chegou a ter plena concretização.
Sem mais delongas e por que o tempo é de esperança, vamos aguardar que o ano de 2013 nos traga a tão prometida exibição de filmes e o regresso do Cine Teatro à normalidade.
"Homens de Amanhã" foi galardoado com 2 Óscares: o do melhor argumento original e o do melhor actor (Mickey Rooney).

27.12.12

NISA: Vem aí o Meeting do Norte Alentejano


Prova internacional de Orientação realiza-se nos dias 2 e 3 de Fevereiro
Falta pouco mais de um mês para a abertura da nova temporada de Orientação Pedestre e Nisa prepara-se para ser o palco das primeiras grandes emoções de 2013. É o regresso do Norte Alentejano O' Meeting aos terrenos de boa memória que o viram nascer há seis anos atrás.
 Surgido em 2007, do crer e da vontade do Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos, o Norte Alentejano O' Meeting está de regresso para a realização da sua 7ª edição. Ao longo destes anos, o evento soube crescer e consolidar-se, graças ao prestígio crescente das suas organizações e ao apoio inequívoco das forças vivas dos vários municípios por onde foi passando, entre órgãos do poder local, proprietários dos terrenos, agentes económicos e dinamizadores culturais.
 Dos afloramentos rochosos de Arez aos cerrados soutos do Vale de Ródão, contam-se em seis as edições do NAOM cuja oferta contempla alguns dos mais belos mapas e terrenos do mundo. Bem presentes na memória estão, entre outras, a etapa de Aldeia da Mata (Crato), aclamada pela generalidade dos participantes e distinguida como o sexto melhor percurso mundial em 2010, ou a etapa de Entre-Ribeiras (Portalegre), integrada no Portugal O' Meeting 2011 e na qual o francês Thierry Gueorgiou estabeleceu a segunda maior pontuação de sempre em provas do ranking mundial.
Mas voltemo-nos para esta edição 2013 do Norte Alentejano O' Meeting. Um pouco mais tarde que o habitual, a Taça de Portugal de Orientação Pedestre conhece em Nisa, no primeiro fim de semana de Fevereiro, as duas primeiras etapas. Com um popular Sprint Noturno de permeio, o programa do NAOM 2013 será constituído por duas provas de Distância Média, a última das quais igualmente pontuável para o ranking mundial da modalidade. Refira-se ainda que o evento abre um ciclo de provas internacionais no nosso país e que se estende, nas duas semanas seguintes, aos concelhos de Idanha-a-Nova e de Pombal, prometendo transformar Portugal, uma vez mais, na “Meca” da Orientação mundial.
Dmitriy Tsvetkov é cabeça de cartaz
Com presença confirmada, o russo Dmitriy Tsvetkov é, até ao momento, a grande figura deste Norte Alentejano O' Meeting 2013, ele que é o melhor atleta russo da atualidade e ocupa a 6ª posição do ranking mundial. Dois lugares abaixo no ranking temos o vice-campeão do mundo de Distância Média em título, Valentin Novikov, que já confirmou igualmente a sua presença em Nisa, regressando assim a Portugal e ao Norte Alentejo, depois de ter participado na quarta edição do NAOM (Crato, 2010). Mas estes serão apenas dois dos quase mil participantes que marcarão presença em Nisa para um fim de semana a prometer muita e boa Orientação.
 Para os mais curiosos, refira-se que o facto de agrupar os melhores do mundo não retira ao evento esse caráter “generalista” e que permite a pessoas de qualquer idade ou condição física pisar, ao mesmo tempo, os mesmos palcos que os grandes nomes da Orientação. Já alguma vez se tinha imaginado a entrar em campo ao lado dum Cristiano Ronaldo? A organização tem preparados percursos para todos os níveis de dificuldade e ainda coloca à disposição dos estreantes um grupo de monitores que seguramente lhes irão mostrar todo o fascínio que um percurso de Orientação encerra. E após uma jornada plena de emoções, fica o convite a que espraie o olhar sobre as incríveis paisagens com o Tejo em pano de fundo, faça um programa de relaxamento nas Termas da Fadagosa, visite o Museu do Bordado e do Barro ou viaje pelos paladares alentejanos, ao encontro de dois polos da sua maior expressão, o Queijo de Nisa e o Queijo Mestiço de Tolosa.

25.12.12

OPINIÃO: Tempo de Natal


NISA...NESTE TEMPO DE NATAL  FIXEMO-NOS NO PROPÓSITO  DE UM MAIOR AMOR PELA NOSSA TERRA, PASSAR DO AMOR DE UM  HOMEM COMUM ... PARA NOS FIXARMOS NUM AMOR DE UM GRAU MAIS ESPIRITUAL QUE N.ª SR.ª DA GRAÇA NÃO DESISTE DE NOS INCULCAR,.... MAIS EMOCIONAL , ....MAIS AFECTIVO, MAIS GENEROSO...PASSEMOS A LER TUDO MAIS EM ESPÍRITO, CRIANDO EM NÓS A ENERGIA  AFECTIVA QUE ELEVOU A PLANO SUPERIOR O DISTINTÍSSIMO NISENSE QUE FOI JOSÉ FRANCISCO FIGUEIREDO, PAI DESSE OUTRO DISTINTO NISENSE  E MEU SAUDOSO E EXCELSO PROFESSOR, ANTÓNIO PARALTA FIGUEIREDO...
ADMITIR QUE NO PRESENTE,  CREIO QUE COM JUSTIÇA O REGISTO... O NOSSO MÁRIO MENDES SE APROXIMA DESSA ZONA ÍNCLITA DO AMOR ESPIRITUAL A NISA E À SUA GENTE, PELA FORMA COMO ABRAÇA A ALMA DAS PESSOAS NÃO SÓ DA NOSSA TERRA COMO DE TODO O CONCELHO, VENDO-O COMO UMA UNIDADE E A SUA BONDADE SEM LIMITES QUE SE ESTENDE A TODOS MOSTRA BEM O SEU BEM QUERER PELA NOSSA TERRA EM GRAU QUE   NOS OBRIGA   A CONCRETO RESPEITO E RECONHECIMENTO, E É EXEMPLO  PARA TODOS NÓS.
Não queria neste tempo de Natal, nesta oportunidade de mais uma tentativa de construirmos em nós , nem que seja uma pequenina semelhança com o Menino- Deus, no seu nascimento  como o todos nós aparentemente comum, deixar de interagir com a nossa terra, penitenciando-me se alguma vez a não elevei, a não amei como devia ,priorizando-a a todos os lugares do Mundo.
É tempo  de Natal.. De um novo  convite a renascer, a compreender o valor e o sentido da vida, de quanto nos afastamos  da direção, do projeto ínsito em cada um de nós.
O Menino – Deus que feito homem escolhe uma zona geográfica para começar a sua missão.
Está provado cientificamente que Jesus era dotado de um equilíbrio emocional surpreendente e explicava de forma única o sentido da vida,...sem se lhe apresentarem dúvidas.
Conforme as plateias o seu discurso apropriava-se , o modo de dizer modificava-se de forma a ser entendido.
Preferia  falar a gente de coração aberto, capaz de compreender as subtilezas do discurso que só experiência da vida deixava captar.
Não era populista, os seus discursos  tinham profundidade, tocava as fronteiras da de emoção, e os intelectuais  não entendiam porque em tudo punham a sobranceria  das suas certezas.
A sua vida subsumia-se na afirmação do bem , no progresso espiritual, na felicidade que assenta na justiça verdadeira , que integra sempre a misericórdia, a caridade, a integração, na compreensão , no perdão.
Falar de Jesus... é falar da vida e de um sentido para a vida, e da personagem que revolucionou impérios, cortes , povos, ...e enfrenta um mundo de dificuldades que conduz à sua morte (um verdadeiro assassinato).
Porém,... o corpo sepultado liberta-se do túmulo por força da sua energia espiritual superior, num estádio espiritual cultivado na prática do bem, da paz, construído pela sua extraordinária evolução e nível espiritual, capaz de superar constrangimentos de ordem material.
Cumpriu a missão evoluindo para um ser já divino por natureza no seu estágio na humanidade, libertara-se do ser animal.
Como nós nas nossas experiências individuais?, na menoridade das nossas existências ?...invertendo os fins das nossas vidas enquanto criaturas humanas, autodestruindo-nos, e fixando-nos em adulterações  que nos destroem e desviam do caminho ?... Onde a força das nossas frontes?
Neste tempo de Natal a oportunidade de mais uma vez podermos tentar conseguir uma pequena semelhança com esse ser  que a História reconhece  com um ser divino.
Neste tempo de emoções fortes , os nossos afectos mais profundos ligam-se à nossa terra, á nossa gente, como é nosso dever de gratidão.
Ali nascemos, ali fomos felizes.
Ali conhecemos gente inigualável.
Ali a Nossa Divina Padroeira... Nossa Senhora da Graça, e um mundo de espiritualidade, bênçãos, graças, acompanhamento, no seu  desvelo pelos  pobres, pelos doentes, pelos jovens, pelos idosos...Senhora, Nossa Proteção e Graça Permanentes, nossa advogada pelo que devíamos fazer e não fazemos, Nossa Protetora.
Como esquecer?
E se fomos felizes na nossa terra há sentimentos de eterna gratidão não só para com os nossos pais, mas com tantos e  tantos amigos cujo carinho desinteressado nos protegeu. e nos protege.
Tenho pois para com a minha terra os melhores sentimentos de profunda gratidão, que quero reiterar, renovar, desejando a todos, à nossa querida e boa gente, um  Natal feliz de mais ajuda fraterna entre todos, de mais atenção pelos doentes, pelos idosos que vivem sós, pelos mais pobres, de todos uns pelos outros.
Com eles seremos melhores,
BOAS FESTAS!....BOM NATAL!...FELIZ NATAL PARA TODOS!
São os desejos sinceros do, permitam-me, sempre vosso
João Castanho

24.12.12

ALPALHÃO: Vila presépio do Alto Alentejo


Alpalhão transforma-se na vila presépio do Alto Alentejo, no Dia de Natal, com um presépio vivo que envolverá mais de 40 figurantes.
A iniciativa é promovida pelo Movimento Teresiano do Apostolado e vai decorrer a partir das 16:00 de terça feira no Largo do Calvário. Caso chova as encenações terão lugar no interior da Igreja Matriz.
De acordo com Rui Canatário, da organização, este evento, que se realiza pelo quinto ano consecutivo, atrai muitas centenas de visitantes àquela vila do concelho de Nisa.
Gabriel Nunes/Susana Mourato in Rádio Portalegre

23.12.12

NISA: Memória do Cine Teatro (Dezembro de 1941)



"Rebecca", filme estreado em Portugal a 7 de Janeiro de 1941, foi exibido em Nisa a 14 de Dezembro desse ano. Dirigido pelo mestre: Alfred Hitchcock e baseado no romance de Daphne Du Maurier, contava no elenco com grandes artistas como Laurence Olivier, Joan Fontaine e George Sanders, entre outros. O filme foi galardoado com 2 Óscars e diversos prémios, tendo em Nisa uma assistência de 322 espectadores.
No dia 8 de Dezembro (feriado nacional), o padre Sebastião Martins Alves promoveu mais uma das suas famosas conferências, esta sobre a Senhora da Conceição - Padroeira de Portugal.
Em Dezembro de 2012, setenta e um ano depois, o executivo municipal por proposta dos vereadores Idalina Trindade e Francisco Cardoso, aprovou (finalmente) a projecção de cinema na época natalícia e durante o ano de 2013.
Boa notícia para os cinéfilos nisenses e da região. Agora é só esperar que a deliberação ganhe força e não fique "encalhada" numa qualquer teia burocrática, das muitas que existem no município.

20.12.12

Inauguração da sede do Centro de Apoio Social de Salavessa


No próximo sábado, 22 de dezembro, às 10 horas será inaugurada a sede do Centro de Apoio Social de Salavessa (na freguesia de Montalvão, Nisa) em cerimónia que contará com a presença de eleitos do Município de Nisa e do Bispo da Diocese de Portalegre e Castelo Branco.
 O Centro de Apoio Social de Salavessa é uma IPSS que presta apoio à população envelhecida da aldeia e que se revela fundamental como estrutura de apoio e segurança na sua vivência.
O Centro promoveu obras de remodelação no edifício sede visando melhorar as condições de habitabilidade proporcionadas aos utentes e respeitando as exigências actuais. Para o efeito foi apresentada uma candidatura de apoio financeiro no âmbito Programa de Desenvolvimento Rural-PRODER. A candidatura foi aprovada considerando um investimento elegível total no valor de 61.759,54 €, com comparticipação pública de 75%. O Município de Nisa atribui ao Centro Social de Salavessa um subsídio 20 mil euros que traduz o apoio financeiro da autarquia para a realização das obras, o apoio do município passou igualmente pela elaboração do projeto e pelo acompanhamento pelo acompanhamento técnico da obra. Da parte da junta de freguesia de Montalvão houve também um apoio financeiro da ordem dos dois mil euros.
 A Sede do Centro de Apoio Social de Salavessa situa-se na Rua do Sobreirinho. As obras de remodelação tornaram o imóvel acessível a qualquer utente, o que implicou a criação de novas instalações sanitárias e a instalação uma plataforma elevatória que permite o acesso ao piso 1. O edifício foi dotado de condições de segurança contra o risco de incêndio. Como princípio da intervenção, o projeto não contemplou o aumento da volumetria, mantendo a integração do prédio na banda edificada do arruamento. Ao nível do piso térreo foram criadas duas instalações sanitárias (masculino e feminino) acessíveis a pessoas de mobilidade condicionada, uma copa, para preparação dos lanches e uma zona de estar.Com a instalação da plataforma elevatória tornou-se possível o acesso de todos os utentes ao piso superior o que permitiu inclusive aumentar a capacidade do Centro de Apoio Social para os 18 utentes (9 ao nível do piso 0 e 9 no piso 1). A remodelação permitiu a existência de uma zona para apoio administrativo.

17.12.12

NISA: A Fonte do Rossio vai voltar ao seu lugar de origem


 Nem só de más notícias se faz a história da Câmara de Nisa. 
Já aqui escrevemos, por diversas vezes, que a Câmara quando quer, sabe fazer bem. Pena que essa vontade ou determinação só ocorra de tempos a tempos ou, como diz o povo “quando o rei faz anos”.
Vem isto a propósito da Ordem de Trabalhos da sessão camarária marcada para a próxima 4ª feira, dia 19 de Dezembro, que menciona, no seu ponto 3, a proposta de “Trasladação da Fonte do Rossio para o seu lugar de origem na Praça da República” e, no ponto 4, a proposta de “Projecção de Cinema no Cine Teatro na época natalícia de 2012” e “Projecção de Cinema no ano de 2013.”
Estes pontos serão colocados e analisados pelos eleitos no executivo que tomarão, naturalmente, as suas posições. Contudo, não posso deixar de antecipar, sobre os mesmos, algumas considerações.
1. A recolocação da Fonte do Rossio no lugar de origem e de onde nunca deveria ter sido arrancada, dá razão ao ditado popular que diz: “mais vale tarde que nunca!”.
Sete anos depois, reconhece-se a justeza das reclamações e do abaixo-assinado de mais de 350 munícipes, em defesa da manutenção da fonte, documento que não mereceu, sequer, uma simples resposta da mesma entidade que, agora, propõe a trasladação do fontenário.
Estou de acordo com esta proposta, lamentando os gastos efectuados e os desmandos praticados esperando, sinceramente, que a fonte do nosso Rossio não seja mais mutilada do que aquilo que já foi.
O reconhecimento, público, do erro praticado e do crime de lesa memória cometido, leva-nos a pensar que nestes meses que faltam para o término do mandato, o executivo municipal ainda nos pode surpreender pela positiva, fazendo as obras e reparando as situações a que foi fazendo “ouvidos de mercador” durante estes anos.
Já não será possível “ressuscitar” a Árvore da Mentira, assassinada sem apelo nem agravo ou revitalizar o Eucalipto do Rossio. Tampouco poderemos ver reconstruído o belo jardim romântico de Nisa, desmantelado por caprichosa vontade de quem não tinha (e não tem) afectos e memória.  
Mas poderemos esperar uma inversão na forma de analisar e decidir. Decidir com o povo e pelo bem comum. Decidir e fazer, ouvindo e escutando, fazendo o que é necessário e urgente, de interesse colectivo, e não o que é lucrativo, dá votos e fideliza clientelas.
Aplaudo a ideia de recolocação da Fonte do Rossio - mesmo com outra polémica à vista -, e espero que a Câmara cumpra aquilo que diversas vezes prometeu e nunca cumpriu: homenagear os nossos emigrantes com um monumento alusivo à grande aventura nisense e portuguesa da diáspora.
2. O Cine-Teatro de Nisa merece ter vida e cumprir o seu papel, como equipamento de promoção da cultura, do lazer, do entretenimento e do conhecimento.
Nessa função cultural, a projecção de cinema – interrompida sem qualquer aviso ou explicação há mais de dois anos – assume capital importância. Bem sei que, de outro lado, haverá argumentos como “espectadores”, “custos”, “rentabilização”, “financiamento” e outros. A cultura não tem, forçosamente, de dar lucro e de entrar no deve/haver das contas do município como se de uma mercearia se tratasse.
Como fazer, então? Perguntem às autarquias vizinhas como Vila Velha de Ródão ou Alter do Chão, municípios com muito menos habitantes que o concelho de Nisa e onde há sessões regulares de cinema, e definam uma estratégia que racionalize os custos.
Instituam, por exemplo – ofereço a ideia, de “borla” – o “Cartão do Cinéfilo”, com descontos em numerário ou em sessões de cinema, premiando a frequência a espectáculos. Formalizem uma lista de preços consoante os escalões etários e diversifiquem a publicidade e divulgação dos espectáculos.
Promovam concertos musicais, espectáculos de teatro e de variedades, a preços módicos, mas visando estimular e enraizar a fruição cultural como um hábito adquirido.
Manter o Cine-Teatro operacional e a cumprir a sua função estratégica custa dinheiro, é certo, mas há gastos muito mais elevados e sem que se vejam quaisquer benefícios para os munícipes.
E, não há nada mais triste do que ver uma Casa de Espectáculos com história – e que custou tanto a recuperar – ir definhando aos poucos, correndo o risco de se transformar num casarão fantasma, sem o pulsar de vida, da cor e do movimento que merece.
Convenhamos, para obras “fantasmas e fantasmagóricas” já temos que cheguem.
Não acham?
Mário Mendes

NISA: Postais do Concelho


15.12.12

OPINIÃO: O nome das coisas e as coisas sem nome


Anda por aí uma polémica dos demónios, a propósito de um nome ou da falta dele para o Centro Cultural de Alpalhão.
A proponente ou mentora, especialista em tácticas de guerrilha ideológica, quis começar a casa pelo telhado e deu à luz um processo, construído de cima para baixo, à imagem de um qualquer ditadorzeco, como tem sido, aliás, a marca da sua medíocre governação municipal.
O Centro Cultural e Lazer, infra-estrutura construída para apoio à Escola EB1 /Jardim de Infância de Alpalhão, está pronto há muito tempo e não se percebe este súbito interesse e urgência na sua inauguração e ainda mais, no seu “baptismo”.
A Biblioteca Municipal de Nisa, que no início se chamou Biblioteca Municipal /Casa da Cultura, demorou quase 20 anos a ter como patrono, o nome do seu principal obreiro: Dr. Motta e Moura.
O Centro Cultural de Monte Claro, recuperado, tal como a Biblioteca, da antiga escola, não tem outra designação. O mesmo acontece com o Cine Teatro de Nisa, a sede social do Clube Desportivo e Recreativo de Santana (curiosamente, também chamado de Centro Cultural, na sua inauguração) e outros imóveis de apoio à cultura, desporto e lazer, existentes no concelho.
A questão é, para mim, muito simples: queriam um “nome” para a coisa? Bastava terem perguntado, de início, ao povo de Alpalhão e que cada um dissesse de sua justiça.
Respeitava-se regra de ouro da democracia, a de ouvir a opinião dos principais interessados e acabava-se a polémica.
Fez-se o contrário e a lição que se tira deste triste episódio, é a do oportunismo saloio por parte de quem devia preservar a memória das gentes e dos lugares.
Um facto, tanto ou mais estranho quando, alguns bairros, loteamentos e urbanizações do concelho, em especial na vila de Nisa, esperam há longos anos, por essa “coisa” tão corriqueira e simples que é terem direito a um nome, ao número de polícia e a todos os serviços públicos afins, a que como munícipes e contribuintes têm direito: a distribuição domiciliária de correio, a recolha de lixo, a identificação clara das suas habitações e a resolução de muitos problemas burocráticos que essa grave anomalia lhes provoca.
Onde param, por exemplo, os nomes das ruas das urbanizações da Laje do Marco, Vale Nabeiro, Vale d´ Ordens, Cevadeira, Amoreiras, Tapada do Barreiro (Forca/Fonte Nova) e outras?
Estarão os moradores das três primeiras urbanizações, isentos do pagamento das taxas de saneamento e resíduos, dado que não têm direito à recolha de lixo?
Por que é que a Câmara não resolve, de vez, estes problemas, que afectam famílias e cidadãos, com mesma a urgência e acutilância que parece dedicar ao “caso” de Alpalhão?
Por que teima a Câmara em promover “jogos florais e políticos”, em vésperas de eleições, em vez de pautar a sua acção pela resolução dos problemas e situações prementes do Município?
Mário Mendes
EsclarecimentoPara além presidente da Junta de Freguesia de Alpalhão e de eleito na Assembleia Municipal, José Maria Pinheiro Moura foi vereador na Câmara Municipal de Nisa.
O comunicado da senhora Tsukamoto, com o logo da CDU, apaga, deliberadamente ou por falta de memória, este facto.
Será preciso dizer mais?

13.12.12

Matança de porco "aqueceu" Amigos de Arez




A ASAA – Associação Sociocultural “Os Amigos de Arez” promoveu no sábado, 24 de novembro, uma matança de porco tradicional, realizada nas instalações da sua sede social. Numa fria manhã de outono, muitos foram os associados e amigos que se juntaram nesta iniciativa dos Amigos, aproveitando a data para assinalar dois anos de existência da colectividade.
Pelas 7 horas da manhã o animal dava o seu último suspiro antes do golpe final, carregado de tradição e respeito, seguido de uma preparação primorosa e cuidada, em ambiente tradicional e caseiro, das suas carnes e interiores. Nesta fase uma dezena de associados trabalhava afincadamente o belo exemplar suíno de 89 Kg (depois de
limpo) enquanto as mãos femininas preparavam as sopas, a carne da matança, a canja de porco, inundando a atmosfera do fim de manhã de aromas saborosos.
Ao almoço juntaram-se 80 convivas que terminaram o repasto com um belíssimo arroz doce. O vinho de um produtor local fez uma excelente companhia nesta refeição e no jantar composto por grelhados e um cozido de porco à antiga. A ASAA continua a sua programação de recriação de eventos tradicionais mantendo uma elevada participação
dos seus associados, mais de 300 após 2 anos de existência, e juntando amigos que são sempre bem-vindos.
 in "Alto Alentejo" - 12/12/2012

12 DEZ. 1982: Há 30 Anos a APU ganhou as eleições em Nisa



 12 de Dezembro de 1982. Foi há 30 anos. A APU – Aliança Povo Unido, coligação que integrava o Partido Comunista Português (PCP), Movimento Democrático Português / Comissão Democrática Eleitoral (MDP/CDE) e o Partido Ecologista “Os Verdes” venceu as eleições para a Câmara Municipal de Nisa, sucedendo ao Partido Socialista, vencedor das duas primeiras eleições para o poder local no concelho de Nisa, pós 25 de Abril.
Foi o último mandato de três anos (1982/1985) nas autarquias e o primeiro em que a Câmara de Nisa passava a ser gerida pelo Partido Comunista Português e seus aliados, num percurso que hoje, dia 12 de Dezembro de 2012 assinala, exactamente 30 anos.
Liderada por José Manuel Basso, um jovem médico nisense, a lista da APU conseguiu a vitória eleitoral e cometeu um feito assinalável num concelho que até então votara, esmagadoramente, no Partido Socialista.
O projecto do Povo Unido, iniciado em 1976 com a FEPU e baseado numa grande ligação às populações, marcava pela diferença e pela vontade de resolver os principais problemas e carências de um concelho do interior com 20 povoações e onde ainda faltava quase de tudo, incluindo as infra-estruturas básicas como o abastecimento de água, em quantidade e qualidade, a implantação de redes de saneamento e tratamento de esgotos, recolha de lixo, vias de comunicação rodoviárias capazes e infra-estruturas de apoio à cultura, desporto e recreio.
Com maior ou menor sucesso, consoante as opiniões, os colectivos do Povo Unido (em 1987, com nova denominação de CDU), foram resolvendo os problemas mais prementes do concelho e abrindo novas frentes de trabalho na área cultural e do desenvolvimento económico.
Muito foi feito; muito ficou por fazer; muito caminho, há, ainda, a percorrer.
A história destes 30 anos de maiorias APU e CDU no concelho de Nisa (Câmara, Assembleia Municipal e Freguesias) há-de ser escrita, com o distanciamento que a história, para ser bem contada, impõe.
O texto pretende, apenas, recordar uma data ou efeméride e não fazer juízos de valor. Cada um dos munícipes deste concelho “bordado de encantos” que faça o seu.
Por mim, que participei, com orgulho, vontade, determinação e com a utopia de que era possível “mudar o mundo”, neste projecto inicial do poder local, recordo esta data (12 de Dezembro) com suprema satisfação e alegria.
Os 30 anos da vitória da APU e do PCP (principal partido da coligação) para a Câmara de Nisa é uma data a recordar e a festejar, por quem não tiver a memória curta.
Marcou, a meu ver, uma viragem muito positiva, no poder local em Nisa e esse facto, deve ser devidamente assinalado, mesmo que, para muitos – entre os quais me incluo - , a manutenção do poder tenha provocado erosão, desvios ao projecto inicial, métodos de trabalho e criação de atitudes que em nada se revêem na letra e na forma como os comunistas viam o desempenho e a participação nos órgãos municipais e de freguesia.
Foi há 30 anos! Que conste, para os mais desatentos...
Mário Mendes

12.12.12

VILA VELHA DE RÓDÃO: Lançamento do 1º CD do grupo "Modas de Ródão"








A sala do Centro de Artes e Cultura do Tejo, em Vila Velha de Ródão, “encheu” de público, no domingo, para assistirem ao espectáculo de lançamento do primeiro CD do grupo de música popular “Modas de Ródão”.
Participaram no espectáculo o grupo “Retalhos do Fado”, o Coro da Santa Casa da Misericórdia de Vila Velha de Ródão e o “Modas de Ródão” que apresentou as canções do seu primeiro trabalho discográfico.
Criado há dez anos, o grupo “Modas de Ródão” retomou o trabalho desenvolvido pelo rancho etnográfico “Danças e Cantares de Vila Velha de Ródão”, mantendo os valores tradicionais e culturais representativos da terra e das gentes de Ródão.
O grupo criou um projecto que pretende promover e divulgar o repertório popular e tradicional, sem fechar as portas a outras regiões.
Em 10 anos de actividade, o grupo “Modas de Ródão” actuou em muitos lugares e foi à televisão, procurando representar o concelho de Ródão com orgulho e dignidade.
in "Alto Alentejo" - 12/12/2012 - Fotos de Jorge Nunes

MONTALVÃO: concerto de Natal encerrou comemorações dos 500 anos do Foral





A Igreja Matriz de Montalvão recebeu no passado sábado, o concerto "Clássicos de Natal" pela Orquestra Típica Albicastrense dirigida pelo maestro Carlos Salvado. A iniciativa encerrou o programa das Comemorações dos 500 Anos do Foral Manuelino de Montalvão.
Com a igreja repleta de gente, a Orquestra Típica Albicastrense, pouco habituada a este cenário, deliciou os presentes com um magnífico concerto, preenchido com temas populares do Natal da Beira Baixa e de Elvas, sendo a sua actuação premiada, no final, com calorosos aplausos por parte da numerosa assistência.
À saída foi servido um “Porto de Honra” oferecido pela Comissão Organizadora das Comemorações dos 500 Anos do Foral, formada pelas associações Vamos à Vila (Montalvão),  SalavessaViva (Salavessa) que contaram com o apoio da Junta de Freguesia de Montalvão, Câmara Municipal de Nisa e Associação de Desenvolvimento de Nisa.
As comemorações dos 500 anos do Foral de Montalvão encerraram no domingo, dia 9,, com uma missa na  Salavessa, presidida pelo bispo da Diocese de Portalegre e Castelo Branco, D. Antonino Dias.
in "Alto Alentejo"  12/12/2012 -Fotos de Jorge Nunes

10.12.12

MARATONA DE LISBOA: Lídia Pereira com excelente classificação


A atleta nisense Lídia Pereira, a representar a Casa do Povo de Mangualde, obteve um excelente 4º lugar na classificação feminina da 27ª Maratona de Lisboa, prova realizada no domingo, dia 9.
O russo Oleg Marusin ganhou a 27.ª edição da Maratona de Lisboa, enquanto no setor feminino Anabela Tavares repetiu o triunfo do ano passado, sagrando-se novamente campeã nacional.
 Marusin concluiu a prova em 2:19.02 horas, superando Bruno Fraga, segundo classificado na prova e que arrecadou o título português, com uma marca de 2:23.02.
O pódio masculino ficou completo com o ucraniano Anatoli Arzhekhowskiy (2:23.56).
 No setor feminino, Anabela Tavares gastou 2:45.44 horas, batendo Rute Martins (2:55.03) e a finlandesa Tiina Puranen (2:58.02).
 Mais de 1.500 atletas concluíram o percurso, o que representa um novo recorde da prova lisboeta.
 CLASSIFICAÇÃO
 Masculinos:
 1.º Oleg Marusin (Rússia), 2:19.02 horas.
 2.º Bruno Fraga (Reboleira), 2:23.03.
 3.º Anatoli Arzhekhowskiy (Ucrânia), 2:23.56.
 4.º Aires Sousa (FC Penafiel), 2:28.07.
5.º António Sousa (Olímp. Oeiras), 2:29.20.
Femininos:
1.º Anabela Tavares (Joaninhas Leião), 2:45.44 horas.
2.º Rute Martins (Ferreira Zêzere), 2:55.03.
3.º Tiina Puranen (Finlândia), 2:58.02.
4.º Lídia Pereira (CP Mangualde), 2:58.14.
5.º Rosa Madureira (FC Penafiel), 2:58.55.