31.7.14

Ricardo Mateus conquista bronze nos 5 mil metros

O atleta nisense Ricardo Mateus, em representação do Sporting Clube de Portugal (seniores), classificou-se em 3.º lugar  na final da prova dos 5000m realizada no sábado, no Estádio Universitário de Lisboa, a contar para os Campeonatos de Portugal de Pista. Com esta classificação, Ricardo Mateus conquistou a medalha de bronze e subiu ao pódio da prova.
5.000 metros (Masc) - Classificações
1º Rui Pinto 92 S23 SLB 1 4 2 2,71
2º Bruno Albuquerque 89 Sen SLB 14  27,21
3º Ricardo Mateus 88 Sen SCP 14  28,32
4º Pedro Cruz 82 Sen GDJCI 14  39,46
5º Hugo Correia 91 Sen SCP 14  43,86
6º Nelson Cruz 77 V35 CPPEA 14  46,16
7º Gonçalo Jesus 92 S23 GS-RC 15 16,65
8º Joaquim Machado 71 V40 IFC 17 39,94
Hugo Almeida 88 Sen CCSJM DNF
Nelson Oliveira 81 Sen AAC DNF

FESTIVAL DO CRATO: 30ª edição com cartaz de luxo

A 30ª edição do Festival do Crato conta com um cartaz de luxo, do qual fazem parte artistas como, Aloe Blacc, Anselmo Ralph, Gisela João, Inner Circle ous Miguel Araújo, prometendo assim ser uma das edições mais aliciantes e abrangentes de sempre. Fica também demonstrando que o Festival do Crato é um evento único, dedicado a vários públicos e gostos musicais.
De 27 a 30 de agosto não há som ou ritmo que não vá passar pelo Crato: da música de dança ao fado, da soul ao reggae, do rock ao hip hop.
27 de agosto, quarta-feira
Ar de Bluesy
GISELA JOÃO
ALOE BLACC
DJ Nuno Luz
28 de agosto, quinta-feira
Dengaz
INNER CIRCLE
NATIRUTS
DJoana
29 de agosto, sexta-feira
Capitão Fausto
MIGUEL ARAÚJO
ANSELMO RALPH
DJ Ana Isabel Arroja
DJ Chumbo
 30 de agosto, sábado
The Happy Mess
WE TRUST
THE HIVES
DJ Wilson Honrado
DJ João Vaz
Aquele que é já conhecido por ser o festival de verão mais económico do país constitui igualmente uma excelente montra para a gastronomia e o artesanato alentejanos, além de ser um pretexto excecional para conhecer e desfrutar de uma região manifestamente ímpar pelas suas gentes, tradições e paisagem.
A comemorar os 30 anos de existência, o Festival do Crato distingue-se mais uma vez no âmbito da programação cultural a nível regional e nacional.
Preços de bilhetes:
Dia 27 | Bilhete 8€
Dia 28 | Bilhete | 8€
Dia 29 | Bilhete | 10 €
Dia 30 | Bilhete 10€
Passe 4 dias: 22€
Nota: Os portadores do passe têm acesso gratuito ao parque de campismo, que fica junto ao parque Aquático.
Venda de bilhetes: http://ticketline.sapo.pt/
Lojas Fnac, Agência Viagens Abreu, Worten, A.B.E.P., Casino Lisboa, C.C. Dolce, C.C. Mundicenter,
El Corte Inglês, Galeria Comercial Campo Pequeno, MMM Ticket e UTicket
Estações Correios e em www.ctt.pt
Bilheteiras do Festival
Linha de informações e reservas 1820 (24h/dia)

30.7.14

AMIEIRA DO TEJO: Exposição "A Viagem"


NISA: Artilheiros/as de 1954 - Festa, amizade e convívio

Não puderam estar todos e todas presentes, mas o que compareceram puderam participar numa festa bonita, comemorativa dos 60 anos. Saborearam a gastronomia tradicional, recordaram histórias e vivências de muitos anos atrás e reforçaram os laços de amizade de quem nasceu num tempo difícil e soube ultrapassar as dificuldades.

28.7.14

ALPALHÃO: Festas de Verão 2014


OPINIÃO: Aviões Alentejanos

 “Anda comigo ver os aviões levantar voo, a rasgar as nuvens, rasgar o céu”, é o refrão de uma popular melodia do grupo de música “Os Azeitonas”, e podia muito bem esta letra ter sido escrita em Brissos, no Alentejo profundo, a 12 km de Beja, mas não foi, nem podia ter sido, porque em Beja já não levantam voo os aviões.
A 13 de Abril de 2011 foi inaugurado o Aeroporto Internacional do Alentejo, um projeto com um investimento inicial a rondar os 34 milhões de euros, que pretendia receber em 2020 cerca de 1,8 milhões de passageiros, dinamizar a economia regional e em particular o sector do turismo. Passados três anos, e meia dúzia de voos depois, dizem os proprietários da infraestrutura, numa entrevista esta 4ª feira (23 Julho) na Sic-Noticias, Jorge Ponce de Leão, presidente do conselho de administração da ANA-Aeroportos de Portugal, que o mesmo será convertido numa espécie de depósito de sucata da aeronáutica, ao que parece é um  “negócio florescente”.
Se isto não acontecesse neste pequeno e rico país chamado Portugal, diria que era uma anedota. Tem todos os ingredientes de uma boa piada, porque vejamos, e partindo do pressuposto que existia viabilidade económico-financeiro para o projeto, o que levou a administração da ANA a não apostar na componente de passageiros e cargas, associadas a empresas “low-cost” ?  Mas, se em vez de um aeroporto fosse um autoestrada, onde passassem poucos veículos, será que a fechamos e entregávamos a sucateiros para desmantelar automóveis? Penso que não.
A verificar-se esta situação, mais uma vez, quem perde é o Alentejo. Uma região que nos últimos anos tem apresentado um trabalho notável no âmbito do turismo, na promoção e divulgação, através do Turismo do Alentejo.

Todos sabemos que a vertente turística, será a nossa forte e provável boia de salvação para a desertificação. E, não podemos esconder essa realidade, vejamos os exemplos aqui bem próximos de Marvão, com vários eventos de alta qualidade turístico-cultural, a decorrer nestes dias, como o Festival de Música Clássica ou a Boda Régia, ou em Castelo de Vide com o turismo religioso ou muito recentemente o Festival “Andanças”, os quais atraem milhares de visitantes, e são exemplos a seguir.
O “calcanhar de Aquiles” do nosso turismo chama-se alojamento, porque segundo os últimos dados do INE a região Alentejo apresenta o menor número de alojamentos turísticos a nível nacional, com apenas 7.875 unidades turísticas, entre as quais 1430 são de Turismo no Espaço Rural (TER) e Turismo de Habitação, e 1331 Hotéis de três estrelas.
E olhando para estes números, vem-me sempre à memória a Albergaria Penha do Tejo, que as promessas políticas ditavam com o nosso “aeroporto” turístico, e que ficou reduzido a sucata… enquanto os aviões vão longe, rompendo o céu azul deste nosso Alentejo, cá em baixo, no solo, ainda vive gente com esperança de ver os aviões levantar voo.
JOSÉ LEANDRO LOPES SEMEDO

26.7.14

PÉ DA SERRA: Festas em honra de S. Simão

A aldeia do Pé da Serra (Nisa) vai estar em festa durante quatro dias. São os tradicionais festejos em honra de S. Simão com mais de um século de existência e com um programa de animação onde não falta a música popular, os jogos tradicionais e os típicos petisco. Visite o Pé da Serra e divirta-se!
PROGRAMA DAS FESTAS
Dia 8 - Sexta-feira
20h00 - Abertura do Serviço de Bar,
23h00 - Baile com o grupo “Domingos & Dias Santos”.
 Dia 9 - Sábado
17h00 - Torneios de Sueca, Bisca de 9 e Matraquilhos,
23h00 - Atuação do grupo “Fora D’Horas”,
24h00 - Baile com o conjunto “Bora (Ó) Baile”.
Dia 10 - Domingo
10h00 - Arruada com a Banda da Sociedade Musical Nisense,
17h00 - Missa seguida de Procissão em honra de S. Simão,
19h00 - Concerto pela Banda da Sociedade Musical Nisense,
23h00 - Baile com o conjunto “Fora da Pauta”.
Dia 11 - Segunda-feira
17h00 - Tarde Desportiva,
23h00 - Baile com o organista “Marco Paulino”,
00h00 - Entrega dos prémios da jornada desportiva,
02h00 - Porco Assado,
04h00 - Nomeação da comissão de festas para 2015,

08h00 - Cacau quente e encerramento das festas.

CRÓNICAS DE LISBOA: “Avós Precisam-se”

 Há pessoas que não saborearam a “riqueza” da paternidade ou maternidade, porque não puderam, não souberam ou nem sequer o foram.Depois, na fase da “avosidade”, há muita gente que, mesmo tendo sido pais/mães, não vão ser avós, nalguns casos porque a maternidade/paternidade perdeu os  “valores” de outrora e os adultos em idade fértil tem outras motivações, infelizmente, mais materialistas. Se os seus pais tivessem agido com o mesmo individualismo ou egoísmo, essas pessoas não estariam aqui para poderiam usufruir tudo aquilo que as alternativas de vida, essencialmente do lazer e do hedonismo, lhes proporcionam. Obviamente que o reflexo está na baixa natalidade no nosso país, mas a crise da natalidade não é de agora, embora no presente seja mais grave, para mim, com maiores preocupação sócio-afectivo do que do ponto de vista económico/capitalista, porque a figura de “filho único” já começou há décadas, principalmente fora do meio rural, onde as famílias numerosas  eram uma realidade no “bayboom” dos anos 60, por várias razões, incluindo culturais e as religiosas. O controlo da natalidade e o aborto era “condenável, mesmo do ponto de vista jurídico e, no caso em que era praticado, clandestinamente e também por isso, de riscos elevados para a mulher.
Para aqueles que “conseguiram” ser  avós, podem, por isso, viver uma nova etapa natural da vida humana, isto é, presenciar a continuação do seu sangue e da sua árvore genealógica. Têm, assim, a oportunidade de poderem corrigir e ou melhorar muitas das coisas que fizeram nos seus papeis de pais e mães. Por razões várias, não é fácil, às vezes porque o relacionamento entre entre os pais e os avós não é o melhor e o mais desejável, por culpa das partes, mas esse período único na vida dum adulto sénior,  não deve ser desperdiçado, porque todos ganham com essa partilha e essas vivências intergeracionais.
Para aqueles que foram PAIS, mesmo que humana e naturalmente com muitas fraquezas, erros  e omissões, é extremamente fácil serem AVÓS, até porque têm uma rica “escola da vida”, assente nos saberes, na experiência, na maturidade e paciência, mas, acima de tudo, no AMOR paternal e maternal, muito diferente da paixão (coisa diferente de amor) entre adultos a que, muitas vezes, chamamos amor.
Imodestamente, considero-me neste grupo de pessoas, porque vivo a “AVOSIDADE”, desde há menos de três anos e reforçada com a chegada ao mundo de novos “reforços” para a equipa dos netos. Confesso que é indescritível aquilo que sinto e partilho/troco com aqueles seres tão belos, tão pequeninos,  tão frágeis e tão genuínos e aquilo que recebo deles é , numa palavra que tenho dificuldades em  encontrar para definir o que sinto. Essa abrangência pode sintetizar-se na palavra: AMOR.  Até quando, não sei porque já não tenho a idade em que fui pai e do calendário da vida (finito) é retirada em cada dia uma folha. Que o seja por muitos anos, para  continuar a “viver” com o crescimento humano e também físico, dos meus netos,  para meu “BEM” e para bem deles. Bem haja por ter sido pai e agora por ser avô. Ousaria, modéstia à parte, escrever com maiúsculas PAI e AVÔ, por aquilo que significa recorrer a esta grafia, como o fiz atrás.
“Avós precisam-se”, mas para que tal aconteça, também “precisam-se de netos”, porque não há avós sem netos, embora e infelizmente, haja (muitos) “avós” sem netos tal como há muitos “pais” (aqui “avós” e “pais” em sentido potencial e não real) sem filhos, mas nunca filhos sem pais, biologicamente falando, entenda-se, porque existe, mesmo em países desenvolvidos, muita  “orfandade afectiva”. O “problema” da baixa natalidade do nosso país tem sido explicada por inverdades e os responsáveis estão mais preocupados com o efeito na economia e nas finanças e na sustentabilidade do sistema da segurança social, mas, no meu entender, os efeitos mais graves dizem respeito às roturas que tal provoca e continuará a provocar nas famílias e nas estruturas da nossa sociedade.
“País de velhos” é o que nos espera, se a tendência não for invertida, triste futuro em que vale a pena  reflectir,  nesta celebração do “Dia dos Avós”, tal como se celebram muitos outros “Dias .....”, como se os avós tivessem apenas um dia, principalmente os “avós cuidadores” dos netos, porque para esses (quase) todos os dias são “dias dos avós”. Outros são apenas “avós de fim de semana” e esses são avós mais do ponto de vista do “direito”, que não se questiona, mas não e como se deseja,  “AVÓS de corpo e alma plena”.
P.S. - A este propósito e sem quaisquer intuitos publicitários, recomendo  a leitura do livro : “Avós Precisam-se – A importância dos laços entre avós e netos” da autoria de Gabriela Oliveira.
Serafim Marques - Economista

25.7.14

QUERCUS: Resultados do novo regime de arborização confirmam expansão desenfreada de eucaliptais em Portugal

 A Quercus analisou os resultados da implementação do novo regime de arborização e rearborização, dados que vêm confirmar as previsões de que ocorreria um aumento desenfreado das novas plantações de eucalipto autorizadas e validadas.
De acordo com a recente nota informativa sobre os principais indicadores do RJAAR – Regime jurídico aplicável às ações de arborização e rearborização do ICNF – Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, é hoje por demais evidente que este instrumento legal serviu apenas para viabilizar as autorizações para a instalação de eucaliptais, num claro favorecimento das celuloses, apesar do eucalipto ser já a espécie mais abundante em Portugal.
Segundo esta mesma nota informativa, que reporta ao período que vai de 17 de Outubro de 2013 -  entrada em vigor do RJAAR - até 17 de Junho de 2014, foram propostos para arborizar e rearborizar 9165 hectares.
A dinâmica da ocupação florestal reflete que 94% da área das rearborizações é efetuada com recurso ao eucalipto-comum (Eucalyptus globulus), o que é um valor exageradamente elevado, confirmando inequivocamente a expansão irresponsável desta monocultura. No caso das ações de arborização, isto é, nas novas áreas de floresta, a espécie com maior área autorizada ou validada é igualmente o eucalipto-comum com 81%, um valor igualmente muito elevado.
Só para o eucalipto-comum foram autorizadas ou validadas 5241,7 hectares de ações de arborização/rearborização, sem financiamento públicos, ficando o pinheiro-bravo pelos 42,8 hectares e o sobreiro  pelos 25,2 hectares, valores muito baixos que demonstra que a exploração destas espécies é cada vez menos atrativa do ponto de vista económico e que as políticas públicas têm que ser mais interventivas.
Os concelhos com maior número de processos são Leiria, Tondela, Cantanhede e Mação, sendo que os que apresentam maior área proposta são Penamacor e Odemira, seguindo-se Tondela, Fundão e Arouca.
Contudo, há que ter em conta que os dados de arborização apresentados pelo ICNF não refletem a realidade da dinâmica no terreno, mas apenas um controle administrativo de quem cumpre a legislação, pedindo autorização ou efetuando a comunicação prévia. Não só são esquecidas as novas plantações ilegais de eucalipto devido à falta de fiscalização, como também não nos são fornecidos elementos quanto ao número de autos de notícia que deram entrada nos serviços, pelo que, a nosso ver, os dados refletem apenas uma pequena parte da expansão dos eucaliptais recentemente plantados.
Um outro dado importante é que se confirma o aumento de conversões de pinhal-bravo e outros povoamentos em plantações de eucaliptos, sendo que a situação que mais ocorre respeita à substituição de pinhal bravo por eucaliptal (756 ha, enquanto as outras espécies se ficam pelos 91 ha), ou seja, existe uma alteração de espécie com a conversão de 23% da floresta pré-existente, situação profundamente lamentável e que pode comprometer a certificação florestal.
Nos projetos aprovados no Sistema Nacional de Áreas Classificadas, o qual engloba as Áreas Protegidas e as áreas inseridas na Rede Natura 2000, foram plantados 659 ha de eucalipto-comum (ainda que 79% respeitam a rearborizações de povoamentos pré-existentes) num conjunto restrito de áreas classificadas (sobretudo nas regiões de Monchique, Malcata e Rio Paiva), uma situação que não se compreende porque continua a ser autorizada neste momento.
Neste contexto, a Quercus mostra-se muito apreensiva com os resultados publicados sobre o novo regime jurídico de arborização e rearborização, pois confirmam-se os piores receios de aumento desenfreado das monoculturas de eucalipto, algo que está ligado com a remoção das condicionantes à sua instalação, contrariando a necessidade de promover um correto ordenamento florestal, de forma a prevenir os incêndios no nosso País.
São dados como estes que deveriam obrigar a uma reflexão dos atuais titulares da pasta das florestas, pois não podemos assistir de forma indiferente à ausência de uma política pública coerente que supra as falhas de mercado existentes e que promova a florestação com espécies autóctones, em detrimento da manutenção de um silêncio cúmplice com a criação de condições no terreno para a propagação descontrolada dos incêndios que tenderá a ameaçar cada vez mais pessoas e bens.
Lisboa, 24 de julho de 2014
A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

23.7.14

OPINIÃO: Sem lugar à memória

Ante a indiferença das instituições - políticas, culturais, sociais, etc. - passaram há pouco o centenário de nascimento do marechal Francisco da Costa Gomes e os dez anos da morte da engenheira Maria de Lourdes Pintasilgo.
Figuras angulares na história portuguesa do pós-25 de Abril, o primeiro foi, como parece ter sido esquecido, Presidente da República e a segunda chefe do V Governo Constitucional e candidata à chefia do Estado.
As duas efemérides não mereceram até agora relevância ajustada à sua dimensão. Apenas círculos restritos as têm assinalado, como a Câmara de Chaves em relação a Costa Comes, de onde ele era natural. Com a colaboração do Museu da Presidência da República (inteligentemente dirigido pelo curador Diogo Gaspar), aquele município promoveu uma exposição sobre o seu conterrâneo, patente no Museu da Região Flavence até final do ano.
No mais, o país parece ter ignorado que lhe deve o não ter havido uma guerra civil no Verão de 1975. Com Ramalho Eanes, Melo Antunes, Garcia dos Santos e outros militares, Costa Comes foi decisivo na neutralização de forças que, à esquerda e à direita, pretendiam a tomada do poder. "A pior guerra é a civil", dir-nos-á ao evocar, décadas depois, o sucedido: "Ela sempre me apavorou!"
Logo a seguir à derrota nas presidenciais, Maria de Lourdes Pintasilgo viu-se inibida, combatida, perseguida, despedida. Não pertencer a nenhum partido tornou-se-lhe (tornou-se entre nós) fatal. "Já não tenho lugar neste país!", exclamar-nos-á uma semana antes de morrer.
Daí os processos de apagamento, sob o álibi da desatenção, a que hoje assistimos - e cumpliciamos. Sem rituais de memória, sabe-se, um povo desagrega-se.
Fernando Dacosta - Jornalista -17 Jul 2014 
in http://www.ionline.pt/iopiniao/sem-lugar-memoria

NISA: Espectáculo taurino com João Moura


21.7.14

NISA: Pedro Abrunhosa anima "Nisa em Festa"

A Câmara Municipal de Nisa promove nos dias 14, 15, 16 e 17 de Agosto, o programa de animação “Nisa em Festa”.
O programa tem início no dia 14, quinta-feira, às 21 horas com um espectáculo equestre, fados e sevilhanas, a ter lugar na Praça de Touros de Nisa.
No dia 15, sexta-feira, os festejos abrem às 18 horas, na Praça da República, com a actuação do Grupo Bombos de Nisa.
Às 21,30h actuam a Sociedade Musical Nisense e o Grupo de Jovens da SMN. Às 23,30h o espectáculo musical continua com a actuação de David Antunes & Midnight Banda + Vanessa Silva.
No sábado, dia 16, grande espectáculo musical, pelas 23,30h com a actuação de Pedro Abrunhosa e Comité Caviar. Antes, pelas 20 horas actua o grupo Toc´A Marchar, de Tolosa e a Escola Silvina Candeias que apresentará vários grupos e danças.
No domingo, dia 17, às 21 h actua o Rancho Típico das Cantarinhas de Nisa, seguindo-se a banda Not Yet e pelas 23 horas o grupo de música popular Domingos & Dias santos que encerrarão a iniciativa “Nisa em Festa”.

19.7.14

MONTE CLARO: Convívio de pesca na Barragem do Monte Branco

Vai realizar-se no dia 27 de Julho, um convívio de pesca desportiva na Barragem do Monte Branco em Monte Claro (Nisa),
As inscrições e Almoço são 12 carpas e meia, para o número 966 080 587 até dia 25 de Julho.
Programa
07h00: Concentração no Centro de Dia do Monte Claro,
07h30: Sorteio e Saída para os Pesqueiros,
08h50: Engodagem,
09h00: Inicio do Concurso,
11h00: Fim do Concurso,
14h00: Almoço no Centro de Dia,
15h00: Entrega dos Prémios.
Os prémios são à percentagem em função dos inscritos.

17.7.14

NISA: XX Festival de Folclore


OPINIÃO: A sorte de Carlos do Carmo

A comoção que provocou o facto de Cavaco Silva não ter endereçado votos de parabéns a Carlos do Carmo é injustificada. Que se lixe Carlos do Carmo, esse sortudo. Na mesma semana, o cantor teve duas alegrias: recebeu um prémio internacional pela sua carreira e não recebeu os parabéns do Presidente da República. Isto, para mim, é a definição de prestígio. Desconfiamos que alguma coisa está mal na nossa vida quando Cavaco Silva nos distingue. Recordo que Cavaco distinguiu Dias Loureiro com a sua amizade e Oliveira e Costa com o lugar de secretário de Estado dos Assuntos Fiscais. A recusa de fazer chegar um parabém a Carlos do Carmo acrescenta honra à semana já honrosa do fadista. Foi dos mais belos ultrajes que já vi, uma das mais dignificantes desconsiderações que o Presidente já concedeu.
Há um poema de Bertolt Brecht (que também nunca foi felicitado por Cavaco Silva) em que um escritor descobre, horrorizado, que as suas obras não constam da lista de livros que os nazis pretendem queimar em público, e escreve uma carta indignada ao governo a exigir que o queimem também. Suponho que haja, neste momento, várias pessoas condecoradas ou parabenteadas por Cavaco a passar por uma indignação semelhante. Porque é que Carlos do Carmo e José Saramago merecem o menosprezo do Presidente e elas não? Que mal fizeram elas ao País para terem caído nas boas graças de Cavaco?
O que nos leva a uma reflexão mais profunda sobre o mérito de Carlos do Carmo. Sim, é um excelente cantor e um nome cimeiro do fado. Mas fez assim tanto para ser abominado por Cavaco? Cristiano Ronaldo e o ciclista Rui Costa também parecem ser pessoas decentes, e no entanto foram felicitados pelo Presidente, quando ganharam, respectivamente, uma Bola de Ouro e uma Volta à Suíça. Há filhos e enteados, nisto dos desdéns que enobrecem?
Talvez Cavaco não tenha agraciado Carlos do Carmo com o seu desprezo propositadamente. Há outros factores que podem ter levado o Presidente a distinguir o fadista com esta ausência de congratulações. Uma chamada local custa 0,0861€ no primeiro minuto e 0,0391€ por minuto nos minutos seguintes, já com o IVA incluído. A factura de um telefonema de felicitações a Carlos do Carmo poderia ascender a cerca de um euro, porque todos sabemos como são estes fadistas quando a gente os saúda pelo telefone: nunca mais se calam. É isto, e aquilo, e os tempos da Severa, e quando damos por ela estamos ao telefone há mais de cinco minutos. Um telegrama tem a vantagem de não fazer falar o fadista, mas custa à volta de três euros. Ora, Cavaco já disse que o dinheiro não lhe chega para as despesas, e no fim do ano passado já felicitou o tenista João Sousa pela vitória no torneio de Kuala Lumpur: "Não posso deixar de dirigir uma felicitação muito, muito sincera e com um grande sublinhado porque projecta o nome de Portugal para o 'top' daqueles que se destacam na prática do ténis". Deve ter sido uma felicitação dispendiosa, porque era muito, muito sincera e incluía um grande sublinhado. Até 2015, não deve ter orçamento para mais parabéns.
 Ricardo Araújo Pereira - "Sábado" -17 de Julho de 2014|

Dois artistas nisenses no XXXIV Salão Internacional de Pintura Naif

Os pintores nisenses Augusto Pinheiro (já falecido) e António Maria Charrinho (pela primeira vez) vão ter obras expostas no XXXIV Salão Internacional de Pintura Naif  com inauguração marcada para o próximo dia 26 de Julho pelas 17 horas na Galeria de Arte do Casino Estoril.
Esta é a mais importante exposição de arte naif que ocorre no nosso país e nela estarão representados os mais conceituados artistas desta arte pictórica.

16.7.14

NO RASTO DA MEMÓRIA: 1992 - Um ano em revista (III)

 JULHO
1 – Câmara protesta pela suspensão da carreira da Rodoviária Nacional que liga Montalvão – Salavessa – Pé da Serra.
8 – Assinatura em Sines do protocolo de geminação entre este município, Vidigueira e Nisa, iniciativa integrada nas Comemorações dos Descobrimentos Portugueses e tendo como elo de ligação a figura de Vasco da Gama.
8 – Três novas zonas de caça associativa no concelho são concessionadas a favor do Clube de Amadores de Caça de Pé da Serra, , Associação de Caçadores de Tolosa e Clube de Caçadores da Fonte Feia (Montalvão).
18 – Câmara de Nisa preside  à Assembleia Inter-Municipal da AMNA.
18 a 25 – Nisa está representada na Feira de Artesanato e Gastronomia de S. Mamede, em Gavião.
AGOSTO
1 – Cinco dias de festa em Nisa. É a Feira de Artesanato e Gastronomia com cerca de cem expositores e com um programa de animação musical onde não faltam o samba e a “lambada”.
3 – “O Jornalinho” é premiado no concurso nacional de jornais escolares.
16 – Sitiados fizeram a festa em Alpalhão e “salvaram” os festejos populares marcados por várias contrariedades.
13 a 16 – Município de Nisa está representado na FIALI, em Sines.
* Festas por todo o concelho marcam o reencontro e trazem animação.
18 – Câmara aprova voto de solidariedade com o Município de Avis, a propósito do esvaziamento da Barragem do Maranhão.
* Pagamento à GNR de serviços prestados aquando da rodagem de um filme, em Nisa, geram polémica em reunião da Câmara.
* Caçadores do Barreiro confundem burros com javalis e abatem dois jumentos próximo do Pé da Serra.
* Um crime que compensa: desastre ecológico no Tejo leva à morte de milhares de peixes, sobretudo bogas, num quadro “negro” e de desolação, situado entre a Barragem de Cedillo e a Ribeira da Ferradura, na freguesia de Perais (Vila velha de Ródão).

SETEMBRO
7 – Morre na cidade do Porto, o dr. Manuel da Cruz Malpique, ilustre nisense, com uma extensa obra bibliográfica e figura intelectual de grande prestígio. Completaria 90 anos de idade em 28 de Setembro.
8 – Festas da Senhora dos Remédios em Montalvão e da Senhora da Sanguinheira, em Amieira do Tejo.
9 – Dificuldades de abastecimento de água a várias povoações do concelho preocupam responsáveis municipais. Abertura de furos não resolvem os problemas.

NISA: Festas de Verão do Sport Nisa e Benfica


15.7.14

NISA: A Terra e as Gentes (2)






Evocação e homenagem aos nossos artesãos
São tantos, aqueles que já partiram. Artesãos da cortiça, da madeira, do barro, dos panos, dos queijos e dos enchidos, da arte do ferro e da pedra. Uma galeria de pessoas, de gentes da terra e do concelho que marcaram, de forma indelével, com o seu saber fazer, a sua arte, a vida de todos nós. Este é o território bordado de encantos, graças à magia destes nossos conterrâneos que com a sua arte, moldaram de forma mais humana, o quotidiano deste chão que pisamos. Bem Hajam!
Honra ao seu trabalho e enaltecemos a sua memória...   

14.7.14

NISA: No rasto da memória - Tempos livres




Nisa - Ocupação dos tempos livres - Crianças e Jovens - Anos 80

OPINIÃO: A Dona Inércia no casino

                                         "Quando amanhã
fugirem os banqueiros
dos palácios roubados
E em vez deles
homens verdadeiros
Forem monges, poetas ou soldados
Então,
na Mão Direita de Deus
Rolará a terra
E será perfeita"
Pedro Homem de Mello
 Longe vai o tempo em que nos enchiam as caixas do correio com publicidade alusiva a cartões de crédito, empréstimos ao consumo e toda uma panóplia de linhas de apoio. Toda uma teia tentadora em prol do bem-estar do consumidor final, o qual tinha saído de 48 anos de ditadura de um estado autoritário, e estava faminto por usufruir destas benesses que lhes ponham à disposição, sem restrições, fruto da benevolência da tão querida economia capitalista.
Durante alguns anos, vivemos num mundo de ilusão, na sombra das baixas taxas de juro, na concorrência desenfreada dos sistemas financeiro. Nunca o dinheiro foi tão barato, e nunca foi tão fácil comprar casa, até sem necessidade de apresentar garantias sólidas. Tudo era um sonho… viver, casar, ter filhos, emprego e fundamentalmente ter esperança num futuro risonho… mesmo a crédito! Tudo valia apena.
Mas como tudo na vida tem um preço, aqui não foi exceção. E o preço a pagar chegou em forma de Troika, com impostos, mais impostos e cortes e mais cortes.
Olharam para a economia nacional e detetaram logo a onde estavam os culpados desta grave crise, claro os portugueses que tinham vivido acima das suas possibilidades. Portanto serão esses a pagar a fatura, têm que aprender o que custa a vida.
Entretanto, aqueles que nos enchiam as caixas do correio com publicidade enganosa de dinheiro fácil, começam a ter problemas, fruto das suas apostas arriscadas de investimento e da sua ganância crescente, primeiro BPN, BPP e Banif.
O que fazer? Fácil, disse o regulador (Banco de Portugal), ajudar o criminoso com dinheiro dos nossos impostos (daqueles que viviam bem demais), porque têm que aprender o que custa a vida, doa a quem doer, ninguém pode ficar para trás.
Mas, quando tudo parecia estar mais calmo, eis que aparece a dona Inércia, saltando dos anúncios publicitários ao lado do CR 7 para a banca do casino, dizendo-nos que o Espirito Santo também está com “problemas”. Por momentos ainda pensei que o assunto não era connosco, portugueses, mas sim com as divindades, com Deus, com a Igreja, eu sei lá, já que se trata do Espirito Santo. Mas, logo me disseram que era o banco da família Espirito Santo, ou melhor as empresas da família (GES).
E agora sei porque “vivemos bem demais”, porque não fomos ao casino. Porque não soubermos jogar no mesmo tabuleiro e executar as melhores jogadas. Não fomos jogadores ativos.
Tal como num jogo de xadrez, não passamos de simples peões, sacrificados em nome da rainha, de uma rainha chamada Banca.
 JOSÉ LEANDRO LOPES SEMEDO

9.7.14

PEV questiona Governo sobre discriminação no acesso à internet

 O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar “Os Verdes”, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério da Economia, sobre a discriminação no acesso à internet (ADSL) nas áreas de baixa densidade populacional.
Pergunta:
A população e empresas, sobretudo nas áreas de baixa densidade populacional têm apresentado inúmeras queixas e indignação face aos custos elevados de acesso à internet fixa, tecnologia ADSL, serviço prestado quase na totalidade por um único operador, a PT Comunicações, SA. Os preços mínimos praticados fora das campanhas promocionais representam 8% do salário mínimo nacional, já que, associado ao contrato do serviço de internet acresce obrigatoriamente a assinatura da respetiva linha telefónica.
Basicamente, nas áreas de baixa densidade populacional, que corresponderem, de certa forma, ao designado pelo operador de “Fora das Zonas C”, ou seja, zonas sem concorrência, o serviço para além de mais caro, quase o dobro, comparado com os preços praticados pela mesma operadora nas zonas de concorrência, Zonas C, fica muito aquém da necessidade dos clientes e do serviço contratado.
Normalmente, a velocidade de tráfego é consideravelmente inferior face ao anunciado, podendo, em muitos casos, ser extremamente rudimentar (ex. 25 vezes abaixo da velocidade de referência contratada pelos clientes), inconcebível numa sociedade que está cada vez mais dependente deste instrumento de comunicação. Aliás esta operadora não se compromete, conforme referem os seus contratos, a assegurar os níveis mínimos de qualidade do serviço. O desinteresse de outros operadores por estas áreas de baixa densidade populacional e empresarial faz com que os clientes estejam submetidos às condições e serviço apresentado pela PT Comunicações, SA. Este “monopólio” conduz, por um lado, ao preço elevado pago pelos clientes e, por outro, ao desinvestimento na melhoria das infraestruturas, nomeadamente ao nível das linhas telefónicas.
De forma a minimizar a descriminação registada entre clientes, a forma mais justa e equitativa de definição do preço do serviço, terá de passar pela correlação custo/velocidade de tráfego real, em vez da velocidade anunciada, que em ADSL é praticamente uma miragem. A internet e a respetiva velocidade é de tal modo importante na sociedade e na economia que estudos demonstram que o serviço de internet com velocidade de tráfego elevada tem repercussões positivas no emprego, assim como aumenta a produtividade das empresas.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Exª A Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte Pergunta, para que o Ministério da Economia me possa prestar os seguintes esclarecimentos:
1 – O Governo tem conhecimento que nas áreas em que a PT Comunicações, SA é a única operadora a atuar ao nível da internet fixa (ADSL), as velocidades são de um modo geral rudimentares e caras?
2- A divisão entre “Zonas C” e “Fora Zona C”, não é uma forma nítida de descriminação para os clientes que se localizam nas áreas de baixa densidade populacional e empresarial?
3- Estão previstos investimentos consideráveis a breve/médio prazo nas infraestruturas de comunicações fixas nas áreas de baixa densidade, de forma a melhorar a qualidade do serviço prestado?
4- Está previsto a breve prazo o governo regulamentar o preço do serviço de internet, em função da velocidade real de tráfego, em vez da velocidade anunciada?
O Grupo Parlamentar “Os Verdes”

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