29.10.14

FISENA faz o 1º ensaio em Nisa


A FISENA  – Filarmónica Sénior do Norte Alentejano - deixou de ser um sonho e um projeto no papel. No dia 25 de outubro, sábado, em Nisa, deu-se um passo muito importante em mais um projeto da Federação das Bandas Filarmónicas do Distrito de Portalegre. A Filarmónica Sénior contou com pouco mais de 20 elementos de algumas bandas (8 de Nisa, 8 de Crato, 4 de Campo Maior, 1 de Alegrete, 1 de Galveias e 1 de Alpalhão). O nível foi muito alto (marcaram presença 7 maestros a tocar) e as expetativas ultrapassaram largamente as previsões. O reportório é leve, composto à base de música ligeira (Supertramp, Europe, etc) e foi do agrado de todos. Os temas/arranjos foram compostos pelo conceituadíssimo maestro nisense, António Charrinho, um dos líderes do projeto, para além de outros maestros.
No próximo dia 22 de novembro, pelas 17.30h, no auditório da Filarmónica do Crato, terá lugar o 2º ensaio sendo que dos 23 presentes todos irão marcar presença. A banda/orquestra ainda necessita de mais alguns instrumentistas mas temos aqui um caso sério de sucesso, os presentes ficaram muito empolgados e o convívio foi excelente tendo terminado com a visita à exposição dos 170 anos da Sociedade Musical Nisense e com um animado lanche convívio. O ensaio inseriu-se na comemoração dos 170 anos da Banda de Nisa e o próximo também será no âmbito dos 170 anos da Filarmónica do Crato e terminará também com um lanche convívio.
Espera-se que desta vez estejam presentes os restantes elementos que mostraram vontade de participar mas que por várias razões não o fizeram, desde logo os elementos de Elvas, Castelo de Vide, Póvoa e Meadas, Galveias, Alter, entre outros. O projeto continua aberto a todos os músicos com mais de 25 anos que pretendam conviver e aprender mais. Os temas tocados também são apropriados para os músicos das duas orquestras filiadas na Federação (Santo Amaro e Ponte de Sor) e já há projetos para incluir viola, acordeon, piano (quiçá), voz...
Certamente, iremos ouvir falar mais vezes da FISENA!

NISA: Plano de Actividades e Orçamento Municipal para 2015 em discussão na 6ª feira


26.10.14

POEMA PARA UM DOMINGO

LIBERTAÇÃO
Menino doido, olhei em roda, e vi-me
Fechado e só na grande sala escura
(Abrir a porta, além de ser um crime,
Era impossível para a minha altura...)

Como passar o tempo? E diverti-me
Desta maneira trágica e segura:
Pegando em mim, rasguei-me, abri.
parti-me,
Desfiz trapos, arame, serradura...

Ah, meu menino histérico e precoce!
Tu, sim!, que tens mãos trágicas de
posse
E tens a inquietação da Descoberta!
O menino, por fim, tombou cansado;
O seu boneco aí jaz esfarelado...
E eu acho, nem sei como, a porta
aberta!
José Régio – “Poemas de Deus e do Diabo”

24.10.14

POSTAIS DO CONCELHO: A Banda Municipal de Nisa em 1940

A foto fez a contracapa da edição nº 97 do “Jornal de Nisa” publicada no dia 12 de Dezembro de 2001 e representa a Banda Municipal de Nisa – Fotografia tirada em 25 de Fevereiro de 1940 no quintal da D. Adelina Ferreira Pinto, com a seguinte composição:
1º Plano (1ª Fila, em baixo) : Abel Marques Figueiredo (bombo), Manuel Maria Sales (trompete), António Ramos Charrinho (caixa), Carlos do Rosário Figueiredo Pação (requinta), António da Graça Ribeirinho (caixa), Miguel Maria Póvoa (trompa) e Adelino Canatário (pratos).
2º Plano – João Augusto da Piedade Cebola (clarinete), José da Graça Macedo (clarinete) Adelino do Rosário Ramos (clarinete), Mário Dinis Bicho, Dr. José Carvalhais de Barros Gouveia, Aníbal Dinis Vieira e António da Graça Paralta (membros da drecção), António de Oliveira Correia (clarinete), Luís do Rosário Matias (saxofone-soprano) e Abílio Dinis Porto (barítono.
3º Plano – João Figueiredo Diogo (contrabaixo), Luís Gonçalves Neves (barítono), João de Matos Bizarro (trombone), João da Cruz Charrinho (contrabaixo), José da Cruz Esteves (saxofone tenor), José Fernandes (maestro), José da Gama de Matos Serrano (saxofone-barítono), Joaquim Maria Bicho (saxofone), Benjamim da Cruz Corga (trompete), e Joaquim da Cruz Beato (trompete).
4º Plano (Última fila, em cima) – José Figueiredo Reizinho (trombone), João Maria Cigano (trompete), Tomás Dias Semedo (trompa), António Cardoso (saxofone), Teófilo Gomes Guerra (saxofone), António do Rosário Louro (clarinete), Júlio Bento (trombone), Luís Filipe do Rosário Marquês (clarinete), José Curado Amaro (trompete) e Ciríaco Alexandre Dias (trombone).

23.10.14

AMIEIRA DO TEJO recebe no domingo, grupo de caminheiros de Castelo de Vide

No próximo Domingo dia 26 de Outubro, o grupo de caminheiros Gatos Estafados, de Castelo de Vide, vai caminhar na zona da Amieira do Tejo, e ainda "saborear a sopa de peixe", conforme tinha sido planeado "já desde o inicio do ano".
"Esta caminhada é apenas para membros dos Gatos Estafados, e o almoço não terá qualquer custo para os membros habituais". Mas no entanto, os interessados membros "devem inscrever-se até amanhã, dia 24 de manhã (Sexta feira), pois teremos que confirmar o número exacto de comensais, pois com não há restaurante no local, as refeições são asseguradas, numa associação da localidade"

22.10.14

POESIA - O que o meu coração sente

Morreu a minha mulher
Muito magoado estou
Por não saber se ela morreu
Ou se alguém a matou
I
Atenções nunca lhe deram
Era o que lhe fazia falta
E com a febre bem alta
Foi assim que me disseram
Tratar dela não quiseram
Cada um faz o que quer
Para o país saber
Que há falta de competência
E com falta de assistência
Morreu a minha mulher
II
Era uma infecção urinária
Que com um antibiótico passa
Depois era a febre da carraça
E as desculpas foram várias
Com as informações primárias
Que ao meu ouvido soou
Contei, ninguém acreditou
- Não acredites não vás nisso!
E digo é mesmo por isso
Que muito magoado estou.
III
Um médico até me disse
Para me manter em sossego
Que foi mordida por um morcego
Mas que grande vigarice
Mas se fosse só eu que ouvisse
Ainda bem que não fui só eu
Não sei o que aconteceu
Desesperado estou
Sei que alguém a matou
Não foi ela que morreu.
IV
Deixou um viúvo a cismar
Com falta dos seus carinhos
Sem avó, quatro netinhos
E dois filhos a chorar
Já não a vejo no meu lar
Sei que ninguém ma roubou
E quem tanto a guardou
Para nada lhe acontecer
Não sei se acabou por morrer
Ou se alguém a matou.

António Elias EstróiaOutubro 2014

MEMÓRIA: Banda de Niza: É symphonica...ou não é symphonica? (2)

 O insigne maestro e sábio professor e meu querido mestre Júlio Newparth diz: “Symphonica é toda aquela que tenha elementos para executar as symphonias, suites-poemas, etc., etc.
Manuel Benjamim, o inspirado maestro e sábio professor diz-me: “Symphonica é toda aquella que souber executar bem as symphonias. A de Nisa, de que eu conheço a estructura é symphonica – lá tem os dois instrumentos característicos e necessários para seu complemento, a flauta em dó e o oboé!”
O grande regente da Orchestra Symphonica Portuguesa, Pedro Blanch, de há muito que tem como opinião que é symphonico todo aquele conjunto que consiga executar todas as phases symphonicas da distribuição musical. É claro que o Sol-e-Dó do Dafundo e a Filarmónica da Moita não pode tocar a symphonia do Guaray de forma a poder ser ouvida com agrado. A não ser em aleijão como já ouvi tocar a symphonia Fão de G. Tell, essa gloria musical, esse génio que brilha no meio dos requintes portugueses, que modificou a antiga Banda da Guarda Municipal para a explendida Banda Symphonica que hoje tão proficientemente rege, teve precisamente a opinião de Pedro Blanch. Eu, entre tão insignes companheiros, um ínfimo pygmeu entre tais gigantes.”
Há-de haver um ano e tal, que este assunto bem discutido foi, e d´essa discussão nasceu a luz de que symphonico é todo aquele agregado de executantes musicais, onde os naipes tenham toda a extensão dos timbres  e onde possa ser transcripto o colorido empregado pelo auctor do motivo symphonico.
F. Bahia, professor distincto e Director do Conservatório de Lisboa, diz-me numa erudita carta de que vou transcrever alguns períodos.
-“ Como V. sabe muito bem a etymologia da palavra symphonica – sym – com e phône-sem é como vê toda a reunião de vozes ou de sons que formem um conjuncto.
É adoptada para peças de música com vários andamentos. Na Alemanha e nos grandes paizes musicais denominavam Banda Symphonica ou Orchestra SYmphonica a todas aquelas que estavam habilitada a executar os motivos symphonicos, sendo necessário para a sua constituição ter em mira conseguir-lhe a maior extensão do som, para poder abranger toda a gama empregada pelos motivos symphonicos dos auctores.
Nas melhores Orchestras há géneros e qualidades de peças, para que é necessário o augmento dos seus executantes, isto pela exigência das partituras; e no entanto essas Orchestras, não tendo constantemente tal numero de instrumentistas, mesmo assim não deixam de ser symphonicas.
A sua banda composta como está, ou como V. me dise a ia compor, é uma peque Banda Symphonica, disso não tenho a menor duvida, como a Banda da Guarda Republicana é uma grande Banda Symphonica, com que nós os portugueses muito nos devemos orgulhar, etc., etc.
Não sei meu caro amigo se disse o bastante para poder explicar que quando qualifiquei de Banda Symphonica, a Banda que me orgulho de reger, fundamentava em prévio conhecimento d´arte a sua constituição.
Mesmo assim, faltando-lhe muito do que esperava ela já tivesse, ainda lhe podemos afoitamente chamar Symphonica deixando barafustar os ignorantes e rirmo-nos dos despeitados.
Disponha, meu amigo, sempre do pequeno préstimo do que é com praser seu Admirador devotado,
António Pena
*************   *********   *********
PS= Olhe, meu amigo, Phylarmonica é que ela não é, como lhe vejo alguém chamar!
Ahi teem os Nizenses a resposta do Regente da Banda Symphonica de Niza que, pelo que parece, sempre é Symphonica, contra a má vontade dos despeitados, é claro, para que a Banda ainda é um marmelo cru, atravessado nos gorgomilhos...
Tenham paciência!
Um amador de música.

AMIEIRA DO TEJO: Feira de Velharias e Produtos Locais


21.10.14

Artesanato nisense inspira abertura de espaço em Lisboa




Inspirado na Herdade das Jans, localizada em Amieira do Tejo, concelho de Nisa, na margem esquerda do Rio Tejo, a estilista Isilda Pelicano inaugurou, no passado dia 16 de outubro, em Lisboa o espaço Jans cujo conceito incide no artesanato nisense.
 Com a presença da Presidente e do Vice-presidente da Câmara Municipal de Nisa e do Reitor do IADE – Creative University, foi inaugurado, na Rua da Rosa nº 212, em Lisboa, o espaço Jans concept cujo projeto abrange várias vertentes: JANS studio contemporay craft que constitui a criação de peças em cortiça, cerâmica e têxteis, de design contemporâneo inspiradas em técnicas artesanais sendo as restantes áreas de negócio a implementar faseadamente a JANS gourmet, JANS Nature e a JANS Country House & Nature.
Para dar sequência ao projeto, a marca JANS desenvolveu protocolos com o IADE- Creative University e com a Câmara Municipal de Nisa (Museu do Bordado e do Barro), estabelecendo um diálogo criativo entre as artesãs nisenses e aquela escola de design nacional com objetivos assentes, a longo prazo, no campo da investigação, desenvolvimento e inovação, pretendendo estabelecer mecanismos de cooperação que tornem possível a participação conjunta em projetos, explorando novas ideias e criando soluções inovadoras no que respeita ao trabalho desenvolvido pelos artesãos de Nisa, potenciando a ligação institucional que vise a divulgação deste património imaterial representativo das gentes de Nisa, aplicado a uma realidade aberta a novos desafios no que respeita à continuidade do artesanato nisense.
Naquele espaço há peças com aplicações em feltro (arte típica de Nisa) e que constituem uma das mais antigas formas de bordar, mas também peças em cortiça e em cerâmica, criadas por artistas convidados, consagrados ou emergentes, e que contribuem para a criação de coleções que recriam a tradição do concelho de Nisa.

Trabalho sobre a olaria pedrada de Nisa: Pedido de colaboração

A Helena Luz Grácio SF no âmbito da sua tese de doutoramento "Olaria Pedrada de Nisa: do Artesanato ao Design de Produto" está a realizar um inquérito, sobre a Olaria Pedrada. Pede-nos apenas 5 minutos para responder a algumas questões, assim como para partilhar com o máximo de pessoas que estejam ligadas a NISA!
Ajude a divulgar uma das principais artes tradicionais de Nisa e do país, colaborando na realização do inquérito

NISA: Câmara faz balanço do 1º ano de mandato


20.10.14

MARVÃO: Município homenageia Vitor Caldeira com atribuição da Medalha de Mérito Municipal

O Salão Nobre dos Paços do Concelho recebe no Sábado, dia 25 de Outubro, pelas 17h, a cerimónia de atribuição da Medalha de Mérito Municipal a Vitor Caldeira, actual presidente do Tribunal de Contas Europeu.
O Município atribui, desde 2008, estas distinções a personalidades do concelho que, ao longo dos anos, se destacaram nos mais diversos sectores da sociedade, e na defesa do bom nome de Marvão.
Recorde-se que, no dia 8 de Setembro, Feriado Municipal em Marvão, foram entregues as Medalhas de Mérito Municipal, ao Maestro Christoph Poppen, e a título póstumo, ao empresário marvanense João Sequeira Carlos. Vítor Caldeira, que não esteve presente na cerimónia, por motivos de ordem pessoal e profissional, receberá agora esta distinção honorífica.
Vítor Manuel da Silva Caldeira nasceu em Campo Maior, mas cedo se mudou para Marvão, onde tem as suas raízes e onde fez a Escola Primária. Fez o Liceu em Portalegre e a Licenciatura em Lisboa. Casado com Fátima Gomes Esteves, mantém as suas ligações a Marvão e ao concelho, onde ainda vive a mãe e grande parte da família. Pelo seu percurso de vida e profissional, Vitor Caldeira é digno da admiração de todos os marvanenses.
Licenciado pela Faculdade de Direito de Lisboa, com uma pós-graduação em estudos europeus pela mesma Faculdade. Foi Inspector de Finanças entre 1984-1989, Inspector-Director de 1989-1995 e Inspector-Geral até Fevereiro de 2000.
Membro do Tribunal de Contas Europeu desde 2000, foi eleito presidente do Tribunal de Contas Europeu, pela primeira vez, em Janeiro de 2008 e reconduzido em 2011, Vítor Caldeira, foi reeleito, em Janeiro de 2014, pelos 28 membros da instituição, tornando-se o primeiro presidente da instituição a cumprir um terceiro mandato de três anos.
Vítor Caldeira é o décimo presidente do Tribunal de Contas Europeu, uma das cinco instituições comunitárias, cabendo-lhe fiscalizar externamente a utilização dos dinheiros da União Europeia, através de auditorias às receitas e despesas da UE.

NISA - Um Ano de Mandato: O silêncio é (quase) de ouro!

 AUTARQUIAS DE NISA: 1 ANO DE MANDATO
Completou-se no passado sábado, dia 18 de Outubro, um ano de mandato autárquico no concelho de Nisa. Quisemos assinalar a data e “tomar o pulso” às diversas sensibilidades políticas existentes tanto na Câmara como na Assembleia Municipal e nas Juntas de Freguesia, julgando poder contribuir para o debate político-autárquico e para tal elaborámos três questionários (um para cada órgão autárquico), com perguntas simples e abertas, que, pensámos, não constituiriam nenhum quebra-cabeças para os detentores dos cargos a quem as endereçámos: presidente da Câmara, vereador Vítor Martins (CDU), vereador José Semedo (PSD), eleito na AM, Amílcar Zacarias (MIMexer com Nisa) e presidentes das sete juntas de freguesia do concelho.
Onze destinatários e eleitos do povo que, à excepção de uma Junta de Freguesia (a União das Freguesias de Arez e Amieira do Tejo) não quiseram responder, situação que aceito e respeito, lamentando, apenas, que os visitantes do “Portal de Nisa” não tenham oportunidade de ouvir de viva e livre voz, os responsáveis autárquicos, a diversos níveis, do território que habitamos e ajudamos a sustentar com os nossos impostos.
Agradeço ao executivo da União das Juntas de Freguesia de Arez e Amieira do Tejo, a disponibilidade e o respeito demonstrado tanto pelo responsável deste blog como pelos eleitores e fregueses da sua área de administração.
Aos restantes, resta-me pedir-lhes desculpa por ter incomodado o justo e reparador descanso de Sªs Exªas.
Mário Mendes
Mensagem enviada à presidente e vereadores da Câmara Municipal de Nisa
Estando a completar-se um ano de mandato (apontando a data de 18 de Outubro como a da posse dos órgãos autárquicos do concelho) e para a elaboração de um trabalho sobre o poder local no município de Nisa, agradecemos a sua colaboração, respondendo às perguntas que por este meio (e-mail) lhe enviamos, solicitando que as respostas nos sejam enviadas até ao final de 17 de Outubro.
1 – Que balanço (análise) faz deste primeiro ano de mandato?
2 – Quais as principais carências/problemas que detectou no concelho e como pensa resolvê-las?
3 – Qual o seu maior/principal objectivo e quais as prioridades enquanto presidente da Câmara?
4 – Que medidas são necessárias para o desenvolvimento do concelho e a consequente implementação de uma melhor qualidade de vida?
5 – Quais as expectativas que tem em relação ao trabalho do executivo municipal e as formas de cooperação que julga indispensáveis entre os eleitos na Câmara, Juntas de Freguesia e a Assembleia Municipal de modo à prossecução dos principais objectivos de administração e dinamização económica, social e cultural do concelho?
6 – Que medidas de fundo seriam (serão) necessárias tomar para retirar o município da letargia em que mergulhou?
Mensagem enviada ao Eleito na Assembleia Municipal - Amílcar Zacarias
Estando a completar-se um ano de mandato (apontando a data de 18 de Outubro como a da posse dos órgãos autárquicos do concelho) e para a elaboração de um trabalho sobre o poder local no município de Nisa, agradecemos a sua colaboração, respondendo às perguntas que por este meio (e-mail) lhe enviamos, solicitando que as respostas nos sejam enviadas até ao final de 17 de Outubro.
1 – Que balanço (análise) faz deste primeiro ano de mandato?
2 – Quais as principais carências/problemas que detectou no concelho e como pensa contribuir para a sua resolução?
3 – Qual o seu maior/principal objectivo e quais as prioridades enquanto eleito na Assembleia Municipal?
4 – Que medidas são necessárias para o desenvolvimento do concelho e a consequente implementação de uma melhor qualidade de vida?
5 – Quais as expectativas que tem em relação ao trabalho do executivo municipal e as formas de cooperação que julga indispensáveis entre os eleitos na Câmara, Juntas de Freguesia e a Assembleia Municipal de modo à prossecução dos principais objectivos de administração e dinamização económica, social e cultural do concelho?
6 – Que medidas de fundo seriam (serão) necessárias tomar para retirar o município da letargia em que mergulhou?
 Mensagem enviada aos presidentes de cada uma das Juntas de Freguesia
Estando a completar-se um ano de mandato (apontando a data de 18 de Outubro como a da posse dos órgãos autárquicos do concelho) e para a elaboração de um trabalho sobre o poder local no município de Nisa, agradecemos a sua colaboração, respondendo às perguntas que por este meio (e-mail) lhe enviamos, solicitando que as respostas nos sejam enviadas até ao final de 17 de Outubro.
1 – Que balanço (análise) faz deste primeiro ano de mandato?
2 – Quais as principais carências/problemas que detectou na sua freguesia e como pensa resolvê-las?
3 – Qual o seu maior/principal objectivo e quais as prioridades enquanto presidente da Junta?
4 – Que medidas são necessárias para o desenvolvimento do concelho e a consequente implementação de uma melhor qualidade de vida?
5 – Quais as expectativas que tem em relação ao trabalho do executivo municipal e as formas de cooperação entre as Juntas de Freguesia e a Câmara?
União das Freguesias de Arez e Amieira do Tejo respondeu:
Vem o executivo desta União de freguesias enviar as respostas ás perguntas que nos foram enviadas:
1 - Balanço e análise sobre o primeiro mandato deste executivo: tendo em conta a situação actual do País, é por nós considerado positivo. Contudo, pensamos ser pergunta a colocar aos fregueses que servimos.
Brevemente, será emitido comunicado sobre a actividade do primeiro mandato.

2 - Quais as carências: Umas das principais, reflecte-se na herança do ex-executivo em Amieira do Tejo. Saldo praticamente negativo, com dívidas à mistura. Todavia, os objectivos que traçamos, dentro das possibilidades existentes, estão a ser cumpridos.
3 - Os principais objectivos: Em primeiro lugar; servir todos em iguais circunstancias sem excepção. Segundo; rigor, honestidade no desempenho da função. Prioridades: Baseiam-se no cumprimento do Plano de actividades e orçamento anual. outras situações vão surgindo dia após dia, que são tidas também com consideração.
4 - O desenvolvimento do Concelho faz-se com a criação de Empresas que possam gerar emprego, creio que nos últimos anos a politica de emprego adoptada no concelho foi nefasta para iniciativa do sector privado. Não sendo aproveitadas as oportunidades surgidas.
5 - As expectativas em relação ao trabalho do executivo municipal neste primeiro ano de mandato, dado a situação actual do município em termos económicos que é de todos conhecido, no essencial, têm sido cumpridos os protocolos existentes entre ambas as autarquias o que significa o bom relacionamento e cooperação.
Com os melhores cumprimentos
O executivo da união de Freguesia de Arez e Amieira do Tejo

19.10.14

CULTURA POPULAR: Provérbios sobre o vinho


MEMÓRIA - Banda de Niza: É symphonica...ou não é symphonica?


O artigo é uma verdadeira "pérola" e uma lição sobre a arte musical.Publicado na edição nº 9 do semanário nisense "As Férias" em 1 de Outubro de 1916, transcrevemos a primeira parte, como evocação dos 170 anos da Banda de Nisa cujas comemorações ontem se iniciaram. 
Tendo já por algumas vezes ouvido pôr em duvida a classificação de symphonica que a nossa Banda tem; mas, especialmente por no arraial da Comenda, a que assisti, terem ferido os meus ouvidos uns dichotes de alguns espectadores-ouvintes, que cheios de despeito, com voz irónica, victoriavam com aquele cognome a nossa Banda, puz hoje em mim a missão de vir trazer a publico a opinião de alguém que nos pudesse elucidar sobre o assunto.
Sabemos também, sem querer melindrar nenhum dos Nizense, que cá na terra não há um só com competência a nos poder informar; e, por isso, nos dirigimos a quem reputamos apto a para nos esclarecer.
Escrevemos um cartão ao maestro Regente da nossa Banda, e ele com a gentileza que o caracterisa, responde-nos assim:
“ Meu caro amigo, da minha maior estima.
Pergunta-me V... a razão porque a Banda de Niza se chama Symphonica.
Vou ver se com os meus fracos conhecimentos, consigo esclarecer essa magna questão, que tanto tem dado que falar ao indígena.
À guisa de espírito d´alguns, tomei eu o remoque. D´outros, onde abunda a inqualificável ignorância, deixei correr o dito, parelha com o seu atrevimento; mas, hoje, que V... tão amavelmente se me dirige quebro o cofre onde tinha guardado o silencio do meu dspreso, para gostosamente lhe vir dizer, não só o que sei sobre o assunto, mas ainda o que professores distinctissimos, verdadeiras sumidades na arte musical, dizem sobre a mesma questão.
A Orchestra – ou Banda, é Symphonica quando se compõe de uma certa qualidade de instrumentos que possam habilitar a symphonia.
Deve no naipe de pachetas ter:
Oboé – requinta – clarinetes – saxofones e fagote (ad libitum) não esquecendo a função especial da flauta em dó – também faz parte componente a flauta em mi e o flautim e oitavino.
Em metais de bocal, seguindo pelos agudos, deve estar enfeitada com trompetes, cornetins, feliscornios, trompas, tenores, barythonos, baixos e c. baixos. É parte integrante o c. baixo de corda – bateria completa e tímpanos.
Ora aqui tem o meu caro amigo a composição de uma Banda Symphonica – que poderá ser classificada de grande ou pequena Banda, segundo a quantidade dos seus executantes.
Estou vendo já que o meu amigo ao acabar de ler o período transacto pensa e com razão que á Banda de Niza faltam muitos dos instrumentos inumerados. Tive um sonho doirado que embalou o meu espírito de bom, e julguei poder torná-lo em realidade. Tantos pezares... chagas tão fundas deixaram o meu coração tão ferido que foi uma loucura querer tornar em real a chimera do meu sonho, e por isso peço me desculpe, em não lhe dizer os motivos porque à Banda de Niza faltam esses instrumentos! Se um dia cicatrizar em mim esta ferida que me punge, mesmo de longe, é possível que extreiorize, então essa lenda... lenda que para sempre habitará o seu paiz ideal...
A falta, meu amigo, desses instrumentos não são assaz sensíveis, pois que são substituídos por outros que ainda que não dêem o verdadeiro efeito, suporta-se a substituição sem desagrado, e não berra muito contra a arte.
Mas a principal razão porque a uma Banda ou Orchestra cabe o nome de Symphonica, é quando ela tome para tema especial das suas expansões o motivo symphonico, e por conseginte execute:
Symphonias – ouvertures – odes – suites e poemas symphonicos. (continua)

15.10.14

Nisa com uma Zona Espectáculo na 28ª Baja Portalegre 500

A Câmara Municipal de Nisa colabora com o ACP (Automóvel Clube de Portugal) para que a 28ª BAJA Portalegre 500 tenha uma Zona de Espetáculo junto ao IP2 (próximo da Barragem do Fratel) e que parte do percurso se efetue no concelho de Nisa.
A prova rainha do Todo o Terreno português disputa-se de 30 de Outubro a 1 de Novembro tendo a organização divulgado o programa de inscrições e da competição.
PROGRAMA
De 25 de Agosto – 10 de Outubro: Inscrições a preço reduzido.
17 de Outubro: Fim das inscrições
30 de Outubro
Verificações Administrativas (Auto e Moto)
Verificações Técnicas (Auto e Moto)
Reconhecimento da Super Especial (Auto e Moto)
31 de Outubro
Partida da Primeira Etapa (Auto e Moto)
Cerimónia de Partida
Conferência de Imprensa
1 de Novembro
Corrida – Auto (SS2 – 180 km + SS3 – 210 km)
Corrida – Moto (SS2 – 380 km)
Cerimónia de entrega de prémios

14.10.14

OPINIÃO: Oração a Nossa Senhora da Graça

Senhora Minha, Senhora Nossa
Nossa Padroeira, Mãe do Senhor!
Somos nisenses, Senhora
Foram-se apagando por minha, por nossa culpa
Todas as velas que jurámos manter acesas
A da Paz esmaeceu por falta de exercício continuado
A da Fé dizem-nos desconhecer Deus
A do Amor desperdiçámos-la, substituímo-la
por coisas inúteis
Senhora, Nossa Mãe,
Nossa Protectora, socorrei-nos
E que na vela da ESPERANÇA QUE NOS CONFIASTES
SE REACENDAM TODAS AS OUTRAS como que EM MILAGRE QUE REALIZASTES
À NOSSA terra, à NOSSA gente!
Pela Vossa Eterna Bondade!
Vosso, sempre
João Castanho
Romaria da Senhora da Graça
É dia de Romaria
É mais um dia que passa
Vamos lá com alegria
A Nossa Senhora da Graça

Eu sou um pobre emigrante
Que nunca esqueço este dia
E vim de terra distante
É dia de Romaria.

Vim a pé com devoção
Para te pedir a tua graça
E rezo minha oração
É mais um dia que passa.

Quero ir à procissão
Quero louvar este dia
Com amor e devoção
Vamos lá com alegria.

Abençoai os peregrinos
De humildes é nossa raça
Os velhos e os pequeninos
Nossa Senhora da Graça.

Vou a pé à Romaria
Rezando pelo caminho
Senhora dai-me alegria
Sou um pobre peregrino.
Fernando da Graça Pestana

13.10.14

Comemorações dos 170 anos da Banda de Nisa


OPINIÃO: Desabafo(s) e... nada mais!

Nesta foto estou eu e a minha Mãe num lar em junho deste ano.
Quando construí a minha casa fiz um quarto a pensar que um dia quando minha Mãe fosse velhinha terminaria aí os seus dias.
Infelizmente em setembro do ano passado tive que procurar um lar para minha Mãe, as circunstâncias da vida não me permitiram cuidar Dela.
A minha Mãe trabalhou uma vida inteira para patrões que nunca lhe fizeram descontos para a Segurança Social por isso apenas tem uma reforma de 300 euros.
A minha Mãe é o exemplo de MÃE, doente dos ossos desde nova criou dois filhos com muitos sacrifícios, sempre me lembro do meu Pai doente e morreu com 54 anos.
A minha Mãe já não tem o aspeto desta foto, foi definhado aos poucos naquele lar, hoje está amarrada a uma cadeira de rodas ou numa cama, tanto gritava como gemia, queria vir para Nisa…hoje só geme…continua a querer vir para o lar de Nisa mas perdeu a força e a vontade de viver, está com demência isquémica e infeção renal ( no dia 5 de outubro esteve todo dia nas urgências de um hospital, mas foi reencaminhada para o lar, “já tem 82 anos”).
Em Nisa há dois lares; o dos ricos (com vagas) e o dos menos ricos que sinceramente não sei se tem camas livres ou não e também não sei muito bem como se lá entra…
A minha Mãe está inscrita no dos menos ricos (antigo asilo para carenciados) há um ano, mas na altura da inscrição disseram-me logo que havia mais de oitenta velhinhos a sua frente, mas também me iam dizendo para falar com este e com aquele que ela entraria… apenas sei que há tempos me disseram que ela ia entrar “dentro de dias” pela segurança social, mais tarde disseram-me que já não entrava por já estava numa instituição…mas se conhecesse bem o fulano da tal segurança social talvez…Nesse dia tive vontade de por a minha Mãe num carrinho de supermercado e depositá-la em frente a um qualquer lar de Nisa…
A minha Mãe já não tem muito mais tempo de vida, continua a sonhar com o lar de Nisa, quando eu ou o meu irmão lá vamos, pensa sempre que a vamos trazer e nós desfazemos-nos em desculpas estúpidas…
Tirem as ilações que quiserem…um dia deste vou-me inscrever no asilo de Nisa, para se lá chegar ter vaga…
Sinto revolta e desânimo, só queria que a minha Mãe terminasse os seus dias na sua terra, próxima dos seus amigos...
Graça Moura

12.10.14

NISA: Poetas do Concelho - Outono

Poesia de Outono
Termina o Verão, começa o Outono
É tempo de secarem as flores
É tempo de o rei descer do trono
E pintar o mundo de outras cores

É tempo das andorinhas nos deixarem
E partirem à procura de calor
É tempo de os tordos cá voltarem
Para serem exterminados sem pudor

É tempo de limpar os nossos rios
Com a chuva que cai do firmamento
É tempo de encher corpos vazios
E mostrar que somos gente por um momento

É tempo dos rouxinóis se calarem
E deixar os nossos campos sossegados
É tempo de outros pássaros voltarem
E não deixar que sejam apanhados

É tempo de varrer toda a folhagem
Que o vento agreste derrubou
É tempo de mostrar nossa coragem
A lembrar o tempo que passou.

É tempo de cultivar nossas terras
Para depois haver searas verdejantes
É tempo de acabar com tantas guerras
E ver os campos como a gente via dantes.

É tempo de brincar com nossos filhos
Nos jardins da prudência e do amor
É tempo de evitar muitos sarilhos
Ensinando-os a plantar uma flor!
Jorge Pires

OPINIÃO: Portugal Telecom – como se afunda uma empresa

Querem saber como se destrói uma empresa? Perguntem a Zeinal Bava e a Henrique Granadeiro. O que teve lugar na Portugal Telecom, nos últimos anos, devia ser compilado e dar origem a um manual de instruções para afundar empresas.
Zeinal Bava pode dizer que sai pelo seu pé, mas deixa atrás de si os cacos do que foi a mais prestigiada empresa nacional.
Durante décadas a maior empresa portuguesa, e a primeira de dimensão internacional, a PT, era também a companhia que mais investia em tecnologia e investigação no nosso país. Era, digo. Porque é este o legado de Bava à frente da empresa que o Estado privatizou: todas as notícias positivas sobre a PT estão no passado.
A PT, fruto do seu investimento no centro tecnológico de Aveiro, foi a primeira empresa mundial a criar um cartão pré pago. Foi com ele que reagiu à entrada das multinacionais de comunicações no nosso país e retomou a liderança no sector móvel. Foi com esse cartão que revolucionou o mercado brasileiro e tornou a VIVO o maior operador móvel da América latina. O mesmo aconteceu com os acessos à internet, rede 3 G e um sem número de produtos nascidos da articulação entre uma empresa com capitais públicos e uma universidade do Estado.
Há quatro anos a PT tinha a liderança do mercado móvel da América latina. Hoje, é uma empresa endividada até ao pescoço, sem capacidade de investimento, escorraçada pelo obsoleto parceiro brasileiro, e à beira de ser comprada por um fundo especulativo. O mesmo fundo que, depois de adquirir a Cabovisão, fez do despedimento de 100 funcionários o seu primeiro ato de gestão.
Não será certamente coincidência que a queda livre da PT coincida, temporalmente, com a alienação da Golden Share do Estado na empresa. Ou que o momento chave da destruição de valor, a venda da Vivo, tenha acontecido com a oposição do Estado, que acabou por se vergar à pressão do maior acionista da PT: o BES.
O banco de Ricardo Salgado precisava de liquidez e o futuro de uma empresa estratégica portuguesa era a sua última preocupação.
Foram essas necessidades de liquidez que fizeram com que a PT, durante anos e anos a fio, fosse a empresa que mais generosos dividendos foi distribuindo. A distribuição de dividendos muito acima das suas possibilidades, foi o esquema encontrado por Zeinal Bava e Henrique Granadeiro para gerirem uma complexa teia de interesses. O resultado está à vista. A sua ligação umbilical às necessidades da finança, leia-se Banco Espírito Santo, acabou por colocar o futuro da empresa em risco.
Não é a queda de um anjo, incensado até há pouco tempo pelos sucessivos governos, pela finança e até colunistas da imprensa especializada, que nos deve preocupar. O que nos preocupa é o futuro do operador incumbente de comunicações, o futuro de milhares de trabalhadores ou do investimento em infraestruturas vitais para a modernização do país.
Não nos esquecemos que a alienação da Golden Share foi um dos temas da campanha interna do PSD, juntando todos, à vez, na defesa desta irresponsabilidade.
E por isso está na altura de confrontar Passos Coelho com as suas próprias garantias.
Dizia o primeiro-ministro que o fim das Golden Share do Estado teria lugar acautelando os interesses estratégicos do país. Das duas, uma: ou Passos Coelho, na sua forma distorcida de ver a economia e a sociedade, entendia que o interesse estratégico do país passava por entregar uma das mais importantes empresas nacionais a um pequeno fundo internacional, sem nenhum conhecimento e capacidade de investimento; ou estamos perante um ato consciente de favorecimento dos interesses privados. Em ambos os casos, é o interesse nacional que, mais uma vez, sai lesado.
PSD, PS e CDS foram-nos garantindo que as privatizações não iriam colocar em causa a permanência dos sectores estratégicos em mãos nacionais. O atual Governo jurou-nos, depois, que o fim das golden share não hipotecava os interesses do país. Tudo furado.
Não só as privatizações de sectores como a energia ou combustíveis não trouxeram os proclamados benefícios da concorrência, como monopólios naturais fundamentais para a soberania nacional foram parar às mãos de regimes ditatoriais ou aos bolsos de fundos especulativos sem nenhum interesse de médio ou longo prazo.
O que está em causa é a irrelevância da PT. O que está em causa é o posto de trabalho de milhares de pessoas e a previsível deslocação ou desinvestimento no centro tecnológico de Aveiro, onde se concentra a maior fatia do investimento privado em investigação no país.
Não há como olhar para o que está acontecer, aqui e agora, mesmo à frente dos nossos olhos, e insistir, com certeza acrítica de quem está toldado pelo seu próprio radicalismo ideológico, que nada correu mal, que isto não poderia ter sido evitado, ou que não há lições para o futuro.
Sim, está a correr mal. Sim, podia ter sido evitado. Sim, há lições para o futuro: os setores estratégicos nacionais têm que estar em mãos públicas, a começar pela TAP, que o governo tenta vender à pressão sobre os escombros da PT, que tanto contribuiu para destruir.
Mariana Mortágua - Deputada. Dirigente do Bloco de Esquerda. Economista.
Declaração política na Assembleia da República em 8 de outubro de 2014

8.10.14

Sociedade Phylarmonica Nizense nasceu há 170 anos



A Sociedade Phylarmonica Nizense, antecessora da actual Sociedade Musical Nisense e antes Banda Municipal de Nisa ou Banda Nisense, foi criada em 1844 conforme "rezam" as crónicas. Do final do século XIX e princípios do séc. XX há ainda diversa documentação sobre esta associação cultural percussora do ensino e da dinamização musical no concelho de Nisa.
A foto da banda é de 1909, obtida junto às ruínas de um templo religioso - julgamos tratar-se da capela de S. Pedro ou da capela de Santa Ana, ambas já demolidas, em diferentes épocas -, enquanto o "documento" de inventário remonta a Dezembro de 1903 e que publicamos como nota curiosa e histórica de uma colectividade que, com altos e baixos, atravessou todo o século XX e se apresenta, hoje, no seu mais alto valor exponencial.

7.10.14

5 de Outubro – Dia Mundial do Professor

“Os Verdes” estão solidários com luta dos professores
Na véspera da comemoração do Dia Mundial do Professor, que se assinala amanhã, domingo, dia 5 de Outubro com uma manifestação de professores em Lisboa, o Partido Ecologista “Os Verdes” saúda a luta dos professores em defesa dos seus direitos, melhores condições de trabalho e da escola pública. Para “Os Verdes” a profissão de professor deve ser dignificada e respeitada pelo Ministério da Educação, como exemplo para toda a comunidade, nomeadamente para os jovens.
Naquela que é a abertura de ano letivo mais atribulada dos últimos tempos, e que levou até o Ministro da Educação a pedir desculpas a toda a comunidade educativa, há estudantes ainda sem aulas, nomeadamente no ensino artístico, professores por colocar, escolas a funcionar em “part-time”, manifestas insuficiências em termos de número de funcionários, alunos com NEE sem o apoio necessário. Acresce que os professores, para além de terem visto os seus salários reduzidos como todos os outros funcionários públicos, enfrentam ainda gastos acrescidos decorrentes das despesas inerentes à constituição de mega-agrupamentos, assim como a degradação das suas condições de trabalho.
O PEV considera fundamental que se resolvam, de uma vez por todas, as injustiças na contratação de professores, criadas pelos erros no concurso, assim como o grave problema de desemprego que assola os professores quando, mostra a realidade, a terminar a terceira semana de aulas, ainda existem alunos sem aulas.
“Os Verdes” manter-se-ão ao lado dos professores, alunos, pais e funcionários, solidários com a sua luta em defesa de melhores condições de ensino e de melhores condições de aprendizagem nas escolas, em defesa de um ensino público de qualidade de acesso a todos em igualdade de circunstâncias.
O Partido Ecologista “Os Verdes”