31.3.15

NISA: Poder local democrático "devolve" Abril às Freguesias

Durante o mês de Abril, a Câmara Municipal de Nisa desenvolve a iniciativa “ABRIL NAS FREGUESIAS” com o objetivo de que proporcionar às populações das  localidades de todas as freguesia do concelho um programa de atividades de animação musical permitindo-lhes momentos de alegria e convívio.
 Na iniciativa foram envolvidos os agrupamentos musicais das associações do concelho que manifestaram a sua inteira disponibilidade para colaborar com a Câmara Municipal.
 A calendarização da iniciativa aponta para a atuação da Banda da Sociedade Musical Nisense, no sábado, 11 de Abril em Montalvão (às 14H30), em Salavessa (às 16H00) e em Pé da Serra (às 17H00); no domingo, 12 de Abril, a partir das 16 horas, atuam em Alpalhão  os grupos corais Toc’A Marchar de Tolosa e Sénior de Nisa; no sábado, dia 18 de Abril, o Rancho Típico das Cantarinhas de Nisa atua em Amieira dos Tejo, às 14H00, e em Arês, às 15H30; no domingo, 19 de Abril, a Banda da Sociedade da Sociedade Filarmónica Alpalhoense actua pelas 16 horas em Tolosa; No sábado. 2 de Maio, os Bombos de Nisa exibem-se no Monte do Pardo ( às 15H00) e no Arneiro ( às 16H00); no domingo, dia 3 de Maio, o grupo Contradanças de Alpalhão, atua em Velada (14H30), Monte Claro (15H30) e Falagueira(16H30).

Quercus denuncia morte de abutre preto por envenenamento em Vila Velha de Ródão

A associação ambientalista Quercus denunciou hoje a morte de um abutre preto por envenenamento, na zona de Vila Velha de Ródão.
 O ambientalista explicou que a ave recolhida pelo Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente (SEPNA) ainda deu entrada no Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens (CERAS) de Castelo Branco com vida, mas acabou por morrer.
O abutre preto é a maior ave planadora que acorre a Portugal.
"Nesta época do ano, com o fim da época de caça, ficam centenas de animais abandonados na região, que com fome podem atacar os rebanhos e até pessoas. Muitas vezes, os criadores de gado e caçadores colocam venenos para matar estes animais abandonados, que acabam por morrer e provocar outras vítimas, como aves e mamíferos selvagens", adiantou.
Samuel Infante sublinha que o envenenamento é crime e representa um problema grave de saúde pública e para a biodiversidade.
Lusa

OPINIÃO: A indissolúvel ligação da Páscoa -Um passo para a frente com o contexto

Político actual …por  imperativo de consciência (porque existimos e somos cristãos  ! …)
 “ Por teu livre pensamento
 Foram-te longe  encerrar
 …………………………………
 Levaram-te a meio da noite
E nunca mais se fez dia
 (Fado "O melhor de Amália")
DEMOCRACIA SEM DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO?
O problema das democracias ocidentais face à globalização e outros universalismos.
Dobrada a Páscoa muitos cristãos de corpo inteiro, religiosos e leigos imbricados nas transformações democráticas do país interrogam-se, volvidos 41 anos depois da queda do regime anterior ,  e sentem-se perplexos na análise da realidade  actual  que os cerca: desemprego e um País a meio gás, dificuldades acrescidas para os mais pobres, insolvências de pessoas singulares e colectivas, uma carga fiscal asfixiante desproporcionada e destituída  de razoabilidade, e mais do que isso uma concreta marcha  atrás nos direitos de muitos e sobretudo  um Estado que não confia e quiçá desconfia dos contribuintes.
Ou seja em vez de copiarmos modelos de confiança fiscal atropelam-se valores e regras que tanto havia custado a  adquirir.
Adopta-se uma cultura de perfeita desumanidade nas cobranças por exemplo das SCUTS com coimas  e custos administrativos numa impressionante voragem  e contra a própria cultura democrática e a valores instituídos, custos administrativos duplicados, e assente em normas de competência  tributária material e constitucionalmente ilegais para muitos juristas.
Como se fosse ou tratasse de um verdadeiro e concreto imposto.
Os meios nunca justificaram os fins, nem qualquer fim justifica a adopção de meios deste tipo.
Sucedem-se os argumentos , os estafados argumentos do país endividado como justificativo.
E  ainda se perde tempo em lamentos sobre a incompreensão de muitos desperdiçando-se a energia que se não tem para recuperar.
Os cidadãos em geral interrogam-se  e procuram conhecer a realidade que os cerca sobre os mecanismos  de representação e da tutela de interesses  numa interacção da relação nas esferas civil, económica e política. Tal contexto é-lhes vinculado pelo elo fraco dos políticos.
No fundo um País agarrado a uma contabilidadezinha quando os grandes desafios das universidades, da economia  e da realidade actual  parecem impor a inadiável mudança de paradigma.
Os candidatos  a candidatos  à Presidência  dispersam-se, nivelam-se pela área do comentário politicamente oportuno  desiludindo e  destruindo a oportunidade das grandes  lições pedagógicas ,impulsionando as forças partidárias em lições galvanizadoras    para outros ritmos que se esperavam nada trazendo de valor acrescentado  em sede dos referidos  uniservalismos e  sem se despegarem dos conceitos ultrapassados  que aprenderam antes  dos novos horizontes postos às democracias ocidentais, a nação confinada  aos limites económicos antigos é passado.
É que espaço do Estado não é a mesma coisa que espaço  Público supondo uma tónica nova dos agentes políticos.
Ou não ?
João Castanho

AMIEIRA DO TEJO: Caminhada assinala Dia Internacional dos Monumentos e Sítios




30.3.15

SAÚDE E AMBIENTE: As centrais nucleares com mais de 30 anos devem encerrar!

A propósito do acidente na central nuclear de Harrisburg (EUA) em 1979, a associação ambientalista espanhola Ecologistas en Acción publicaram o artigo que a seguir transcrevemos.
El 28 de marzo de 1979 se produjo el accidente de Harrisburg en EE UU, que impuso un freno a la expansión nuclear en el mundo e internacionalizo la oposición antinuclear. En este aniversario, Ecologistas en Acción quiere recordar el peligro que supone mantener las nucleares en funcionamiento y pide el cierre inmediato de las centrales con más de 30 años.
El accidente de la Isla de las Tres Millas (Harrisburg, Pensilvania) se produjo por una interrupción de la refrigeración del núcleo y dio lugar a que este se fundiera. Los técnicos de la central se vieron obligados a realizar un venteo de hidrógeno contaminado que, sin duda tuvo incidencias sobre la salud de las personas que vivían cerca de la central, aunque oficialmente solo se ha reconocido una víctima.
Este accidente puso de manifiesto el peligro que supone mantener estas instalaciones en funcionamiento y demostró que las medidas de seguridad no eran suficientes para garantizar la seguridad. Tras este accidente se modificaron las contenciones y los sistemas de venteo de las centrales nucleares occidentales. Sin embargo, estas modificaciones no pudieron impedir el accidente de Fukushima (Japón), ni, por cierto, el de Vandellós I (Tarragona) en 1989.
Los operadores de las centrales nucleares intentan por todos los medios alargar la vida de estas instalaciones más allá de lo sensato. En el sistema eléctrico español una central amortizada es un verdadero negocio porque puede cobrar la electricidad a 6 veces su valor, dando unos márgenes de beneficio desmesurados para una actividad industrial. Sin embargo, este alargamiento de vida implica aumentar el riesgo de accidente de forma inaceptable, dados los problemas asociados al envejecimiento de la central: avance de la corrosión, degradación de sistemas de seguridad, obsolescencia de numerosas instalaciones, etc.
Por todo ello, Ecologistas en Acción pide cerrar las centrales españolas según vayan cumpliendo 30 años, de tal forma que no supongan un riesgo inaceptable y no impliquen que los poderes públicos deban indemnizar a sus propietarios, lo que recaería finalmente sobre los bolsillos de los consumidores.
La mayor parte del parque nuclear español supera los 30 años: Garoña (Burgos), la más antigua con 44 años; Almaraz I y II (Cáceres) 32 y 31 años, respectivamente; Ascó I (Tarragona) 31 años, y Cofrentes (Valencia) 30 años, por lo que ya deberían estar cerradas o preparando su cese de explotación; Ascó II (Tarragona) cumplirá 30 años en 2016, mientras que Vandellós II (Tarragona) y Trillo (Guadalajara), deberían cerrar en 2018.
Este calendario de cierre es perfectamente asumible dada la sobrepotencia eléctrica del sistema español. Por otra parte, permite que los operadores de las centrales recuperen sus inversiones y el cierre no sea oneroso para los ciudadanos. No hay peligro alguno de desabastecimiento, ya que el parque eléctrico español permite prescindir sin problemas de los 7.400 MW aportados por las nucleares. En efecto, la potencia instalada es de unos 104.000 MW, muy superior a la máxima demanda, del orden de unos 45.000 MW.
Ecologistas en Acción - 27/3/2015

NISA: 1ª Sessão de Abril do executivo municipal


28.3.15

Alpalhão surpreende com 45 dadores de sangue







Pela positiva fomos contagiados pela alegria extravasada pelo Presidente da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP. E não é caso para menos! Pois a brigada, levada a efeito no primeiro sábado primaveril, foi em Alpalhão. Esta é a terra natal de António Eustáquio e a dinâmica conseguida foi relevante em termos dos voluntários presentes. E foram ainda seis os novos dadores que compareceram. A iniciativa decorreu da melhor forma possível e, quando assim é: “ficamos satisfeitos e o esforço desenvolvido pela ADBSP é compensado”, refere o Presidente que deixa, ainda, palavras de esperança neste tempo Pascal.
À sede do Grupo Ciclo Alpalhoense compareceram 45 pessoas, 16 dos quais do sexo feminino. Aplicados os exames de saúde só duas pessoas não puderam repartir o seu sangue.
Na grande família dos dadores entraram uma mulher e cinco homens, a maioria jovens. Quanto ao Registo Nacional de Dadores Voluntários de Células de Medula Óssea foram mais dois os que passaram a inclui-la.
O Almoço convívio foi apoiado pela Junta de Freguesia de Alpalhão e servido na Feira dos Enchidos desta terra do Concelho de Nisa.
Arronches
As iniciativas da ADBSP decorrem aos sábados, da parte da manhã. A 11 de Abril estaremos na sede do Rancho Folclórico de Arronches. E a 18 de Abril marcamos encontro nas instalações do Grupo Desportivo Cultural e Social de Vale Cavalos (Freguesia de Alegrete). Em tempo primaveril: não tem desculpas se não nos visitar num destes sábados!
Uma Boa Páscoa para todos! São estes os votos da nossa Associação.
JR

26.3.15

ALERTA! Agência Internacional do Cancro acabou de publicar nova classificação

O HERBICIDA MAIS VENDIDO EM PORTUGAL AFINAL PODE CAUSAR CANCRO EM HUMANOS
A Organização Mundial de Saúde, através da sua estrutura especializada IARC - Agência Internacional para a Investigação sobre o Cancro sediada em França, declarou o glifosato (junto com outros pesticidas organofosforados) como "carcinogénio provável para o ser humano", nomeadamente. Esta classificação significa que existem evidências suficientes de que o glifosato causa cancro em animais de laboratório e que existem também provas diretas para o mesmo efeito em seres humanos, embora mais limitadas.*1
As implicações desta avaliação são profundas. Porque as decisões da IARC não são vinculativas, cabe agora aos governos e outras organizações internacionais tomar as medidas adequadas para proteger as populações. Considerando que este ano o glifosato está em processo de reavaliação na União Europeia, impõe-se a coragem de proibir o seu uso antes que as consequências se agravem.
A situação em Portugal é particularmente grave. Em 2012 aplicaram-se no país, para fins agrícolas, mais de 1400 toneladas de glifosato, e esse consumo tem vindo a aumentar: entre 2002 e 2012 o uso de glifosato na agricultura mais do que duplicou.*2,3
O glifosato, comercializado em Portugal em diferentes formulações por empresas como a Monsanto, Dow, Bayer e Syngenta, entre outras, também é vendido livremente para uso doméstico em hipermercados, hortos e outras lojas e, lamentavelmente, usado com abundância por quase todas as autarquias para limpeza de arruamentos (uma das vias importantes de exposição das populações, segundo a IARC). A Plataforma Transgénicos Fora já em 2014 desafiou as autarquias a aderir à iniciativa "Autarquias Sem Glifosato" mas até agora apenas oito freguesias e quatro câmaras assumiram formalmente esse compromisso.** Neste momento as restantes terão muita dificuldade em justificar a sua inação.
O glifosato está até autorizado para aplicação em linhas de água para matar infestantes, muito embora o próprio fabricante reconheça a toxicidade para os organismos aquáticos, e o impacto negativo de longo prazo no ambiente aquático.*4,5,6 Apesar disso infelizmente não é rotina a análise ao glifosato em águas superficiais ou de consumo pelo que a extensão deste impacto não é conhecida no nosso país (ao contrário do que acontece em muitos outros países - em França, por exemplo, mais de metade das análises a águas superficiais em anos sucessivos revelou a presença de glifosato e do seu metabolito AMPA, o que levou o governo francês a reduzir as doses máximas autorizadas na agricultura).*7
O caso do Linfoma não Hodgkin
Um dos impactos concretamente identificados pela IARC foi entre exposição ao glifosato e um cancro do sangue: o Linfoma não Hodgkin (LNH). Muito embora não se possam atribuir todos os casos deste cancro a uma única substância, é relevante que Portugal apresente, dos 41 países europeus para os quais a IARC sistematiza informação, uma taxa de mortalidade claramente superior à média da União Europeia: é o sétimo país europeu onde mais se morre de LNH.*8 Além disso, a nível nacional o LNH é o 9º cancro mais frequente (1700 novos casos por ano), de 24 avaliados.*9,10
 Mais investigação comprometedora
Publicado ontem mesmo pela Sociedade Americana de Microbiologia, um estudo científico sobre o glifosato e outros herbicidas demonstrou que estes químicos têm um outro lado negativo até agora ignorado: induzem resistência a antibióticos nas bactérias com que entram em contacto.*11 Do ponto de vista médico, e considerando o enorme desafio de saúde pública que a perda de eficácia dos antibióticos está a representar, não podem ter lugar numa sociedade desenvolvida quaisquer químicos que tornam mais fortes os microrganismos patogénicos.
E quanto aos transgénicos?
Mais de 80% das plantas transgénicas produzidas no mundo (sobretudo soja, mas também milho) foram geneticamente modificadas precisamente para receber aplicações de glifosato. Isto significa um acréscimo adicional de resíduos deste herbicida na alimentação, aumento esse que se deve exclusivamente ao uso de OGM. Considerando que os primeiros transgénicos foram autorizados na União Europeia em 1996, não será coincidência que em 1999 a UE tenha aumentado em 200 vezes  a sua tolerência aos resíduos de glifosato na alimentação (passaram de 0.1 para 20 mg/kg no caso da soja).*12 Fica assim evidente que os transgénicos pioram a exposição das populações a substâncias perigosas.
O glifosato apresenta agora uma única dúvida relevante: terão os governos, em particular o governo português, coragem para cumprir o seu dever de proteção da saúde da população? Não é fácil fazer frente a multinacionais com tanto poder como as dos agroquímicos e as das sementes transgénicas - consoante o destino legal que o glifosato vier a receber no seu processo europeu de reavaliação, assim saberemos quem realmente governa os destinos da sociedade.
* Todas as referências podem ser descarregadas aqui: http://tinyurl.com/iarcroundup1

** Ver o mapa em http://tinyurl.com/iarcroundup2

25.3.15

MONTALVÃO: 2º Concerto Comemorativo dos 330 anos do nascimento de Bach


NISA: Vem aí a Romaria da Senhora da Graça


OPINIÃO: Desemprego é crime?

 Instituto de Emprego apenas sabe perseguir pessoas
Para receberem o subsídio a que têm todo o direito, os 740 mil desempregados registados em Portugal passam autênticas provações.
Estas são infligidas pelo Instituto de Emprego, cuja missão seria apoiá-los, canalizando-os para uma nova função compatível com as suas competências profissionais. Mas o IEFP entretém-se a humilhá-los e a tratá-los como se fossem malandros que não querem trabalhar.
Desde logo, os beneficiários do subsídio têm de atestar a permanência na sua morada oficial, como se fossem arguidos obrigados a termo de identidade e residência.
Esta condição é atestada pelas juntas de freguesia, a que os desempregados acorrem num calvário burocrático, cansativo e inútil.
Além do mais, os desempregados estão ainda obrigados à “procura activa de emprego”, devendo demonstrar que envidam esforços para conseguir emprego, missão que deveria ser responsabilidade do IEFP. Como não há criação de postos de trabalho, os cidadãos vítimas de desemprego limitam-se a ir às empresas implorar que estas atestem a sua candidatura a um lugar para o qual não têm apetência ou que nem sequer existe. Obtido o documento, segue o papel para o IEFP. Assim, finge-se a procura de emprego, as empresas fingem entrevistá-los e o IEFP finge que fiscaliza.

Com este tipo de práticas, o IEFP falha completamente a sua missão. Não sabe lidar com o problema do desemprego, apenas sabe perseguir pessoas. O IEFP, bem como este sistema de gestão do desemprego, faliu. Urge encontrar um novo modelo. Que poderá eventualmente passar pelos sindicatos, à semelhança doutros países. Poderiam ser estes a pagar o subsídio de desemprego, desde que recebessem as comparticipações respectivas dos trabalhadores. Estes passariam a ser maioritariamente associados, renovando-se o movimento sindical, hoje reduzido a menos de quinze por cento da força laboral.
Neste novo sistema, os sindicatos deixariam de defender apenas os direitos dos empregados e passariam também a pugnar pelo direito ao emprego de todos os activos. Finalmente, em cada sector, elevadas taxas de empregabilidade garantiriam maior força aos sindicatos, a sua sustentabilidade económica e a sua independência.
Paulo MoraisVice-presidente da Associação Cívica Transparência e Integridade

MONTALVÃO (Nisa): Comissão de Festas promove Dia de Paintball

A Comissão de Festas Montalvão 2015 anunciou um Dia de Paintball para a próxima sexta-feira, dia 3 de Abril, a partir das 9:30 horas no campo de futebol de Montalvão, na entrada da localidade para quem vem do sentido Castelo de Vide/ Póvoa e Meadas.

A Comissão de Festas garante que  “haverá comida e bebida no local” e convida a que todos “apareçam, tragam amigos e roupa a condizer”. 

Lançamento do livro "Alpalhão - Património Histórico e Artístico"

A Junta de Freguesia de Alpalhão e a Liga dos Amigos de Alpalhão convidam todos os amigos de Alpalhão a estarem presente no dia 4 de Abril de 2015 pelas 16.00H no Centro Cultural Professor José Maria Moura em Alpalhão, para o lançamento do Livro " Alpalhão Património Histórico e Artístico".
A sessão pública de apresentação contará com a presença do Professor Vítor Serrão.

23.3.15

M de Março e de Mulher (2)

A calçada de Carriche
Luísa sobe,
sobe a calçada,
sobe e não pode
que vai cansada.
Sobe, Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Saiu de casa
de madrugada;
regressa a casa
é já noite fechada.
Não mão grosseira,
de pele queimada,
leva a lancheira
desengonçada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe
sobe a calçada.

Chegou a casa
não disse nada.
Pegou na filha,
deu-lhe a mamada;
bebeu da sopa
numa golada;
lavou a loiça,
varreu a escada;
deu jeito à casa
desarranjada,
coseu a roupa
Já remendada;
despiu-se à pressa,
desinteressada;
caiu na cama
de uma assentada;

Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe
sobe a calçada.

Na manhã débil
sem alvorada,
salta da cama,
desembestada;
puxa da filha,
dá-lhe a mamada;
veste-se à pressa,
desengonçada;

anda, ciranda,
desaustinada;
range o soalho
a cada passada;
salta para a rua,
corre, açodada,
galga o passeio,
desce a calçada
chega á oficina
à hora marcada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
Puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga;
toca a sineta,
na hora aprazada,
corre à cantina,
volta a toada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga.
Regressa a casa
é já noite fechada.
Luísa arqueja
pela calçada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
Sobe que sobe
Sobe a calçada.
António Gedeão in "Poesias Completas"
Desenhos de Manuel Luís Ribeiro de Pavia

CRÓNICAS DE LISBOA: Os Cofres Estão Cheios!

O Zé da Silva, influenciado pela euforia consumista de há poucos anos atrás, e também pelas palavras do então PM (apesar de ser de formação de engenharia) considerava-se  “um grande mestre de economia”,  que afirmou de que as dívidas não são para pagar, mas sim para renegociar, mesmo que vão crescendo, até por efeito da inclusão das taxas de juro não pagas, por incapacidade em reduzir despesas ou aumentar os rendimentos, gastou mais do que podia com a sua família, pelo que teve que contrair alguns empréstimos, mesmo quando os credores lhe exigiam condições penosas de prazos de pagamento e elevadas taxas de juro, porque estava com a “corda ao pescoço”. Quando se apercebeu do “aperto” em que estava, pelo elevado endividamento e sujeito a ser penhorado nalguns dos seus bens patrimoniais, convocou a família para lhes comunicar que teriam que enveredar por um novo modo de vida, isto é, “apertar o cinto” ou, melhor dizendo, implementar um plano de austeridade, de modo a poderem solver os compromissos assumidos no tempo das “vacas gordas” . Mas os credores, que mesmo que tenham abusado da publicidade apelativa ao consumo e ao endividamento, “encostaram a  família Silva à parede” e impuseram-lhe um plano rigoroso de amortização dos empréstimos e, caso a família Silva falhasse alguma das mensalidades, implicaria o vencimento imediato das restantes amortizações vincendas, levando não só a família à bancarrota mas também à penhora dos bens.
Com a crise, o Zé Silva foi tomando juízo e aprendeu que, afinal, o dinheiro que nos emprestam tem dono e, como tal, terá que ser pago. Foi também aprendendo algumas noções de gestão financeira e passou a estar atento aos mercados de capitais, variação das taxas de juro, liquidez, etc, coisas de que todos deveriam saber para não cometerem os erros que ele próprio cometeu, vivendo acima das suas reais posses, ainda por cima gastando dinheiro que pedia emprestado, em bens ou serviços não indispensáveis. Não fica mal a ninguém querer ser rico, aliás todos o deveriam querer, e sem vergonha, mas lutando por isso com bases sólidas, investindo na sua formação e atitudes pessoais e profissionais,  apesar dos riscos da vida, às vezes com grandes reveses que se reflectem na nossa conta bancária. E a melhor forma é aprender sempre e estar atento ao universo que nos rodeia, pois só assim poderemos vencer. O Zé  Silva aprendeu mais nestes últimos anos do que nas mais de quatro dezenas de vida que já leva. Até aprendeu a fazer uma “jogada de mestre” em assunto financeiros, quando se apercebeu que o preço do dinheiro nos mercados (taxas de juro) estavam bem mais baixas do que aquelas a que estava “amarrado”, contratualmente nos empréstimos que terá que pagar. Assim, conseguiu que lhe emprestassem dinheiro, antecipadamente, para poder  liquidar, definitivamente, os “maus empréstimos” substituindo-os por este. Assim, num repente, os seus “cofres ficaram cheios” (a sua conta bancária) e logo alguns dos familiares lhe exigiam que os libertasse da austeridade em que viviam. – Pai, então tens tanto dinheiro na conta bancária e não podemos “alargar o cinto”? Estás a ser um ditador ou és insensível aos sacrifícios que temos feito? Tem pena de nós e vamos gastar mais, enquanto temos esses dinheiro no cofre. O Zé perdeu as estribeiras e lá puxou não só da sua autoridade de patriarca da família e  agora de também “gestor financeiro”, para dizer aos familiares que aquele dinheiro não provinha de qualquer aumento de rendimento familiar nem do euro milhões, mas sim duma mera operação de tesouraria e que se destinaria a pagar os empréstimos cujo vencimento ocorreriam nos próximos tempos. Foi difícil entenderem este tipo de operação que o pai, inteligente e preventivamente, tinha efectuado junto do novo credor. O Zé Silva também não soube utilizar os termos e as justificações adequadas, ainda mais para leigos nas matérias financeiras, pelo que a família só foi vencida pelos “argumentos” do poder do chefe da família. Afinal, parece que a nossa Ministra das Finanças Maria Luis Albuquerque aprendeu com o Zé Silva e aproveitando-se das boas condições dos mercados de capitais, contraiu, antecipadamente, novos  empréstimos para serem utilizados nos pagamentos das dividas pública do Estado a vencer nos próximos tempos, ganhando nas condições, isto é, garantido os fundos e poupando nos juros bastante mais baixos do que os anteriores. Encheu os cofres de “liquidez” (dinheiro) mas que é apenas isso mesmo uma operação de tesouraria e não provem de aumento de receitas do Estado português e, como tal, não contar para as contas operacionais do Estado (OE). Se a jogada foi de mestre, já as palavras que a ministra utilizou foi duma grande ingenuidade política , ao dizer que “o país tem os cofres cheios”. Assim, deu oportunidade aos opositores ao governo de enveredarem pela demagogia, a campanha eleitoral há muito que começou, dizendo que este Governo é duma grande insensibilidade, porque tem os cofres cheios e não os distribui pelos portugueses carenciados! Ao líder do PS António Costa, candidato a futuro PM, fica muito mal ter dito isto, porque, sabe que aquele dinheiro tem um fim específico, pelo que com a sua “acusação” ao Governo chamou ignorantes aos portugueses que entendem alguma coisa, mesmo que mínima como o Zé Silva, das questões financeiras. Mas mais grave, lançou mais uma “acha para a fogueira” no povo que é , sistematicamente , “envenenado” e enganado por todos aqueles que o deveriam informar, ainda mais com grandes responsabilidades governativas, directas ou indirectas, pelo estado a que chegou o nosso país. Por isso, não fiquemos admirados pelo “divórcio” entre o povo e os políticos que nos (des) governam e nos tratam como “burros”. “Porca da política”, esta que temos.
Serafim Marques - Economista

BARRAGEM DE PÓVOA E MEADAS: Câmara quer desalojar caravanas e tendas

"As caravanas, as tendas e outras estruturas instaladas ao “arrepio da lei” na área envolvente à albufeira de Póvoa e Meadas, em Castelo de Vide, vão ser retiradas por ordem do município.
A intenção é “ordenar e qualificar” um espaço com enormes potencialidades turísticas que se encontra subaproveitado em termos económicos.
Segundo o presidente da Câmara de Castelo de Vide, António Pita, muitos das estruturas que se encontram na área envolvente à albufeira foram lá colocadas ao “arrepio da lei”.
António Pita disse que o município está apenas a “cumprir a lei”, lembrando que não existe nenhum parque de campismo legalmente constituído no local.
O autarca espera que os proprietários de caravanas ou tendas, algumas abandonadas há cerca de quatro ou cinco anos, compreendam a intenção do município, para que o processo decorra pacificamente.

Gabriel Nunes/Carla Aguiã in "Rádio Portalegre"

21.3.15

M de Março e de Memórias


A vida na fábrica


Insaciável, a devorar energias, a fábrica chama. O seu apelo domina a vila adormecida e galga os campos.
As mulheres pegam no xaile e saem a mastigar a côdea do pão de mistura. Vão a passo ligeiro, que o portão não se abre para as que chegam mais tarde.
Levam no corpo as fadigas da véspera. Levam nos olhos as amarguras de sempre.
Vão entrar pela bocarra, faminta de energias.
A buzina lança o último grito. Há mulheres que correm, tairocando para não perderem a féria. E o portão cerra-se. Duas ainda ouviram os ferrolhos pesados e ficaram a olhar o portão, compreendendo o destino do dia.
E voltam pelo mesmo caminho, mais mirradas, como se ouvissem a bramação em casa.
Lá dentro tudo se move. Giram os tambores e fogem as correias. E os teares não param. As mulheres também. Tudo tocado no mesmo frenesi de loucura.
As palavras são hostis. Para matar o tempo e esquecer penas, há bocas que querem cantar. Mas da gerência veio a ordem para que se trabalhe em silêncio. Só se ouvem as canções dos teares.

Alves Redol in “Marés”
Desenho de Álvaro Cunhal

CICLISMO: 33ª Volta ao Alentejo em Bicicleta disputa-se de 25 a 29 de Março

Maior pelotão de sempre: 23 Equipas discutem “Alentejana”
 Na planície, nas serras e no litoral
por entre searas, sobreiros, vinhas e olivais!
De 25 a 29 de março, a 33ª Volta ao Alentejo em Bicicleta Liberty Seguros vai regressar às estradas e ao coração dos alentejanos. São cinco etapas numa organização conjunta entre Podium e CIMAC - Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central. Do norte alentejano à Cidade Europeia do Vinho 2015 somam-se mais de 800 quilómetros de corrida. Com 23 equipas pré inscritas, este será o maior pelotão que alguma vez já discutiu o triunfo na “Alentejana”. Entre os cerca de 180 homens que vão iniciar a competição nenhum consta na lista de vencedores, facto que vai prolongar o insólito e curioso caso desportivo que a Volta ao Alentejo representa no mundo das provas por etapas. Em 33 edições a prova vai conhecer, este ano, o trigésimo terceiro vencedor.
 Joaquim Gomes, diretor técnico da prova, mostra-se satisfeito por, uma vez mais, levar a caravana a grande parte da região. “Conseguimos, fruto da forte identidade regional, criar uma mancha competitiva do alto ao baixo Alentejo. Toda a região está incluída no percurso.” Para o responsável pela organização, as planícies alentejanas não são impeditivo para “agitar” o pelotão. “O Alentejo tem características muito particulares. Nesta prova não conseguimos ter a Alta Montanha, característica de uma Volta a Portugal, mas não deixa de ser uma prova, em termos competitivos, muito mexida. Quando se pensa que a Volta ao Alentejo está destinada a sprinters há sempre surpresas, nomeadamente nas fugas.”
Norte Alentejano à partida…

Ao meio dia de quarta-feira, dia 25, acontece em Portalegre a partida inaugural da edição 2015 da “Alentejana”. Uma hora e meia antes vão começar a chegar à Avenida da
Liberdade, as 23 equipas que este ano vão formar o pelotão da prova, o maior de sempre. No primeiro dia cerca de 180 homens, que vão pedalar 143,7 quilómetros até terminarem em Castelo de Vide. Esta primeira etapa, uma das mais curtas, poderá ser uma das mais duras com a travessia da Serra de São Mamede onde haverá dois Prémios de Montanha no último terço da tirada: a subida de 2ª categoria em pleno Parque Natural e uma contagem de 3ª categoria na Sra. da Penha. As Metas Volantes estarão instaladas no Crato (km 16,6), Alter do Chão (km 29,9) e Monforte (km 57,2). A chegada está prevista para as 15h45 no empedrado da Rua Bartolomeu Álvares da Santa, próximo da Câmara Municipal de Castelo de Vide. 

Conhecida a primeira Camisola Amarela Liberty Seguros, a pitoresca e medieval vila de Castelo de Vide será novamente cenário da Volta ao Alentejo mas, desta vez, na partida da segunda etapa. A caravana concentra-se a partir das 10h45 na Praça D. Pedro V. O tiro de partida vai ouvir-se pouco depois do meio-dia (12h05) e pela frente os corredores terão 152,5 quilómetros com Metas Volantes em Nisa (km 25,5), Ponte de Sôr (km 77,3) e Avis (km 106,1). O fim da etapa, por volta das 16 horas, vai acontecer no Terreiro da Misericórdia, em Mora, município da bacia hidrográfica do Tejo.
Para o terceiro dia, a começar em Portel, está reservado o maior trajeto da 33ª Volta ao Alentejo Liberty Seguros. A partir das 10 horas a concentração da caravana vai, com certeza, movimentar o centro da vila até às 11h20 quando se iniciarem os 189,6 quilómetros da terceira etapa que novamente não terão dificuldades de montanha. A tirada irá terminar na vila raiana de Mértola e será animada com as Metas Volantes de Viana do Alentejo (km 26,8), Vidigueira (km 56,9) e Aljustrel (km 116,5). Cerca das 16 horas, a vila banhada pelo Guadiana, irá assistir à chegada das bicicletas na Avenida dos Bombeiros.
Com a entrada no fim de semana e depois de ter subido serras e cruzado a planície, a 33ª Volta ao Alentejo Liberty Seguros vai chegar ao litoral alentejano. O dia de sábado, 28 de março, começa numa das mais antigas povoações de Portugal, Aljustrel onde, às 11 horas, se vai concentrar a caravana. A partida para os 143,7 quilómetros da quarta etapa será dada na Avenida 1º de Maio, às 12h15. Neste dia a “Alentejana” vai ter Metas Volantes na passagem pelo Cercal (km 55,5), Santiago do Cacém (km 84,2) e Grândola (km 111,5). Será na Serra de Grândola que se vai discutir o terceiro e último Prémio de Montanha desta Volta quando ao quilómetro 120,7 os corredores treparem uma subida de 3ª categoria. Faltarão, nesse momento, pouco mais de duas dezenas de quilómetros para a chegada a Vila Nova de Santo André prevista para pouco antes das 16 horas. A meta final nesta cidade do município de Santiago do Cacém será instalada na Avenida de Sines.
AS EQUIPAS PARTICIPANTES
 …Reguengos de Monsaraz à chegada
O derradeiro dia de competição, domingo, 29 de março, começa, tal como em 2014, muito perto do rio Sado, em Alcácer do Sal. Às 10 horas a caravana começa por concentrar-se junto ao tribunal ainda que os corredores comecem a pedalar apenas às 11h20. As Metas Volantes de Montemor-o-Novo (km 44,4), Arraiolos (km 66,4) e Vila Viçosa (127,4) são pontos de interesse num traçado com 175,1 quilómetros que vão terminar em Reguengos de Monsaraz, Cidade Europeia do Vinho 2015. A meta, instalada na Praça da Liberdade, será abordada cerca das 15h50, e então nesse momento, após os 804,6 quilómetros totais de competição, será conhecida a identidade do melhor corredor da 33ª Volta ao Alentejo Liberty Seguros.
 Últimos Vencedores
2014 - Carlos Barbero (Euskadi)
2013 - Jasper Stuyven (Bontrager Cycling Team)
2012 - Alexey Kunshin (Lokosphinx)
2011 - Evaldas Siskevicius (Pomme Marseille)
2010 - David Blanco (Palmeiras Resort-Prio-Tavira)
2009 - Maxime Bouet (Agritubel)
2008 - Hector Guerra (Liberty Seguros)
2007 - Manuel Vázquez (Andalucia Cajasur)
2006 – Sérgio Ribeiro (Barbot-Halcon)
2005 – Xavier Tondo (Catalunya-Angel Mir)
Resumo Etapas
1ª Etapa - 25.03.2015 - Partida Simbólica: 12h00 - Portalegre / Castelo de Vide – 143,7km
2ª Etapa - 26.03.2015 - Partida Simbólica: 12h05 – Castelo de Vide / Mora – 152,5km
3ª Etapa - 27.03.2015 - Partida Simbólica: 11h20 - Portel / Mértola – 189,6km
4ª Etapa - 28.03.2015 - Partida Simbólica: 12h15 - Aljustrel / Vila Nova de Santo André – 143,7km
5ª Etapa - 29.03.2015 - Partida Simbólica: 11h20 - Alcácer do Sal / Reguengos de Monsaraz – 175,1km
 A 33ª Volta ao Alentejo Liberty Seguros é uma organização conjunta da CIMAC - Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central e Podium com o apoio de Liberty Seguros, Crédito Agrícola, Delta Cafés, RTP, KIA, VITALIS, KTM Bikes, Fundação INATEL, AVIS, Reguengos de Monsaraz Cidade Europeia do Vinho 2015, Jornal A Bola, Antena1, Cision, PACTO, Shimano, Dietsport, ADWAY, Instituto Geográfico de Exército, Turismo do Alentejo e dos Municípios de Portalegre, Castelo de Vide, Mora, Portel, Mértola, Aljustrel, Junta de Freguesia de Vila Nova de Santo André, Santiago do Cacém, Alcácer do Sal e Reguengos de Monsaraz.

19.3.15

M de Março e de Mulher

Retrato de Mulher
Tem noventa anos. És velha dolorida. Dizes-me que foste a mais bela rapariga do teu tempo – e eu acredito. Não sabes ler. Tens as mãos grossas e deformadas, os pés encortiçados. Carregaste à cabeça toneladas de restolho e lenha, albufeiras de água. Viste nascer o Sol todos os dias. De todo o pão que amassaste se faria um banquete universal. Criaste pessoas e gado, meteste os bácoros na tua própria cama quando o frio ameaçava gelá-los. Contaste-me histórias de aparições e lobisomens, velhas questões de família, um crime de morte. Trave da tua casa, lume da tua lareira – sete vezes engravidaste, sete vezes deste à luz.
Mas porquê, avó, porque te sentas tu na soleira da tua porta, aberta para a noite estrelada e imensa, para o céu de que nada sabes e por onde nunca viajarás, para o silêncio dos campos e das árvores assombradas, e dizes, com a tranquila serenidade dos teus noventa anos e o fogo da tua adolescência nunca perdia: “O mundo é tão bonito!”

José Saramago

AMIEIRA DO TEJO: Exposição de fotografia de João Quinteiro


ALPALHÃO: Procissão dos Passos


18.3.15

Mais de 500 caminheiros na XVI Rota do Contrabando entre Cedillo e Montalvão


20 de Março em Nisa: Comemorações do Dia Internacional da Floresta

No próximo dia 20 de março, a Câmara Municipal de Nisa promove iniciativas de comemoração do Dia Internacional da Floresta.
Na zona da Devesa (Rua Sidónio Pais e Largo da Cabine Elétrica), durante a manhã, entre as 9h30 e as 12h30, alunos do ensino pré escolar primário e das escolas do 1º ciclo do ensino básico do concelho de Nisa participarão em diversas iniciativas de sensibilização para a preservação da natureza e para a promoção e valorização da árvore e da floresta.
As atividades com as crianças têm a participação da empresa VALNOR, da Associação de Apicultores do Distrito de Portalegre -APILEGRE, do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas - ICNF, dos Bombeiros Voluntários de Nisa, do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da GNR - SEPNA e da equipa de Sapadores Florestais Municipais.
Nos espaços ajardinados da Devesa decorrerão igualmente atividades desportivas dinamizadas pelos técnicos e animadores desportivos do Município  e a dramatização da história “O dia em que a mata ardeu” de José Fanha.
Os alunos participantes nas atividades comemorativas receberão uma árvore para plantar oferecida pela Câmara Municipal.

17.3.15

Grupo Ciclo Alpalhoense: 20 anos a pedalar pelo convívio e pela natureza










Centena e meia de populares juntaram-se no passado sábado, em Alpalhão, para comemorarem o 20º aniversário do Grupo Ciclo Alpalhoense.
Uma festa que começou com um almoço convívio e se prolongou pela tarde fora com muita música e animação.
Há 20 anos e após uma iniciativa de BTT que juntou 86 participantes, nascia a 26/2/1995, o Grupo Ciclo Alpalhoense. Foram seus fundadores José Martins, Francisco Guedelha, Abel Maia, António Alves, António Mourato, António Bugalho, Rogério Godinho, António Paulino, Joaquim da Rosa, José Rosa, Xenofonte Martins e João Freire.
“A principal actividade que desenvolvemos é o cicloturismo, temos actualmente 18 praticantes inscritos na Federação Portuguesa de Cicloturismo”, explica-nos José Maria Gonçalves Martins, presidente da colectividade, cargo que exerce há cerca de duas décadas.
O Grupo Ciclo Alpalhoense promove também um convívio de pesca anual, passeios pedestres, os festejos de Santo António e outras iniciativas do agrado dos seus 130 associados. Dispõe de sede própria, as antigas instalações do matadouro, pertencentes à Junta de Freguesia e recuperadas pela Câmara, depois de 16 anos em instalações alugadas e que constituíam uma grande encargo.
José Martins considera “muito positivos” estes 20 anos de actividade do GCA, “só possíveis pela entreajuda de todos os elementos das várias direcções, que mantém, diariamente, a associação aberta”, deixando no entanto um apelo. “As instalações foram recuperadas mas as obras não estão ainda concluídas, pois falta melhorar o piso na sala principal e noutros compartimentos. Neste dia de festa, apelo para a Câmara Municipal, no sentido de nos apoiar, monetariamente ou em obras, para que possamos melhorar as instalações e torná-las mais dignas.”
Ao fim de 20 anos à frente do GCA, José Martins considera que chegou a hora de dar lugar aos mais novos, disponibilizando-se para colaborar com os futuros corpos sociais e deixando uma mensagem aos sócios e amigos da colectividade.
“Peço aos sócios e entidades, que se mantenham fiéis à associação e ao espírito cicloturista. À população que nos continue a apoiar e nos visite, as portas estão sempre abertas.”
Mário Mendes in "Alto Alentejo" - 11/3/2015