23.4.17

DEZ POEMAS PARA O 25 DE ABRIL (6)


AO POETA DE ABRIL

Poeta da revolução sem fogo
Que tão cedo nos deixás-te
Teus poemas são do nosso povo
Que em vida nos doás-te

Com um grande“R” de revolução
E com um “D” de democracia
Fizes-te tiro certeiro de canhão
À bojuda pança da burguesia

Com um “A” de amor e de Abril
E um lindo “L” de Liberdade
Denunciàs-te de forma viril
Os grandes tartufos da verdade

Só os caciques dos cacetes
Não gostam dos teus poemas
E nos salões dos palacetes
Falam de novo! Em algemas

Eu, em sonhos e recordações
Passeio-me pela cidade
Fardado de marinheiro

De cravo vermelho e peito nu
Dizendo ao povo verdadeiro
Que gostava de ser poeta como tu

José Hilário

Olival intensivo destrói importante sítio arqueológico no Alentejo

Na área sob influência do Alqueva é cada vez mais difícil conciliar culturas intensivas com a salvaguarda do património.
A preparação de um terreno para plantação de olival super intensivo destruiu, em meados de Março, boa parte de um dos mais importantes “recintos de fossos” da pré-história portuguesa, na freguesia da Salvada, concelho de Beja. Apesar de estar inscrito no Plano Director Municipal (PDM) de Beja como área de sensibilidade arqueológica, este local não se encontra classificado. Na área sob influência do Alqueva é cada vez mais difícil conciliar culturas intensivas com a salvaguarda do património, seja arqueológico ou paisagístico.
Como era costume aos fins-de-semana, J.P. [iniciais de uma testemunha que solicitou o anonimato] fazia uma caminhada pelos arredores da Salvada, seguindo o percurso habitual junto a uma pequena linha de água. Foi então que observou, surpreendido, que “estavam a lascar o terreno” no sítio identificado por “Salvada 10”, onde sabia que se encontravam vestígios arqueológicos, relatou ao PÚBLICO.
Plantar oliveiras sobre um recinto ritual com cinco mil anos
As máquinas “surribavam” (lavra profunda) o solo, para plantar um olival na Herdade Monte da Igreja, deixando expostos materiais arqueológicos. O morador deduziu que certamente “os homens [trabalhadores] desconheciam que o local escondia um grande recFoi precisamente esse conhecimento prévio, adquirido durante uma Caminhada de Cultura organizada pela União de Freguesias de Salvada e Quintos, em Agosto de 2015, que o alertou para as consequências do impacte que estava a ter a “surriba” nos vestígios arqueológicos. Naquele ano, o arqueólogo Miguel Serra conduziu algumas de dezenas de residentes na freguesia ao local para que identificassem um recinto de fossos e a presença de uma grande mancha de materiais pré-históricos.
Foi através dos residentes que Miguel Serra tomou conhecimento e alertou a Direcção Regional de Cultura do Alentejo (DRCA). Nos esclarecimentos prestados ao PÚBLICO, a responsável da DRCA, Ana Paula Amendoeira, diz que os seus serviços enviaram dois arqueólogos e constataram que tinham sido já realizadas “consideráveis movimentações de terras para implantação de sistemas de rega”. A intervenção estendeu-se a uma “vasta área confinante com o limite sudoeste da aldeia da Salvada, afectando a zona onde se implanta o povoado da Salvada 10 (com cerca de 18 hectares), sítio arqueológico referenciado no PDM de Beja, e a necrópole (da Idade do Ferro) Salvada 11”.
A intensa mobilização de solos deixou “visíveis em diversos pontos do terreno, materiais arqueológicos, nomeadamente fragmentos de cerâmica manual”, acrescenta Paula Amendoeira.
Foi precisamente esse conhecimento prévio, adquirido durante uma Caminhada de Cultura organizada pela União de Freguesias de Salvada e Quintos, em Agosto de 2015, que o alertou para as consequências do impacte que estava a ter a “surriba” nos vestígios arqueológicos. Naquele ano, o arqueólogo Miguel Serra conduziu algumas de dezenas de residentes na freguesia ao local para que identificassem um recinto de fossos e a presença de uma grande mancha de materiais pré-históricos.
Foi através dos residentes que Miguel Serra tomou conhecimento e alertou a Direcção Regional de Cultura do Alentejo (DRCA). Nos esclarecimentos prestados ao PÚBLICO, a responsável da DRCA, Ana Paula Amendoeira, diz que os seus serviços enviaram dois arqueólogos e constataram que tinham sido já realizadas “consideráveis movimentações de terras para implantação de sistemas de rega”. A intervenção estendeu-se a uma “vasta área confinante com o limite sudoeste da aldeia da Salvada, afectando a zona onde se implanta o povoado da Salvada 10 (com cerca de 18 hectares), sítio arqueológico referenciado no PDM de Beja, e a necrópole (da Idade do Ferro) Salvada 11”.
A intensa mobilização de solos deixou “visíveis em diversos pontos do terreno, materiais arqueológicos, nomeadamente fragmentos de cerâmica manual”, acrescenta Paula Amendoeira.
Os proprietários foram identificados e notificados pela DRCA para suspender a intervenção para que fosse avaliada “a extensão dos danos e ponderadas as medidas correctivas” com a indicação de que a “inobservância de providências limitativas decretadas constitui crime”. Contudo, Paula Amendoeira refere que desconhece “se os proprietários tinham conhecimento do valor patrimonial da área intervencionada”, referenciado no PDM de Beja com um valor arqueológico elevado.
Nestas circunstâncias, significa que “qualquer tipo de intervenção relacionada com infra-estruturas, incluindo as de rega (...), actividades agrícolas e florestais (...), se implicarem impactos significativos ao nível do subsolo, deve ser precedida de trabalhos arqueológicos de caracterização e diagnóstico”. A directora regional conclui que “não foram nem estão a ser aplicadas as medidas previstas no PDM havendo por isso uma violação do mesmo”.
Contudo, a Câmara de Beja alega que desconhecia a intervenção no Salvada 10. Vítor Picado vice-presidente da autarquia garantiu ao PÚBLICO que os serviços municipais “não receberam qualquer pedido para a plantação do olival nem para a instalação do sistema de rega??.
Face à denúncia, a fiscalização municipal foi enviada e confirmou que o tipo de intervenção observado consumava uma alteração do uso do solo que “não estava de acordo com a planta de ordenamento, naquilo que se refere à plantação de olival intensivo em áreas agro-silvo-pastoris” acrescenta Vítor Picado. Como os trabalhos foram efectuados sobre um sítio arqueológico com grau de protecção elevado, esta condição implica a “obrigatoriedade de acompanhamento arqueológico quando há intervenções no subsolo”.
No entanto, a autarquia, confrontada com os critérios existentes no ordenamento do espaço agrícola e ao tipo de intervenção, concluiu que o agricultor que mobilizou o solo “não necessitava de consultar a Câmara de Beja”. Assim sendo, admite o autarca, a intervenção no sítio arqueológico da Salvada 10 “não poderia ter sido previamente detectada”, acrescentando que o município não tem capacidade para garantir a fiscalização do património em todo o concelho. Mesmo depois de confirmada a infracção, o vice-presidente reconhece que a câmara “não tem competência para exercer as medidas sancionatórias”.
Perante o avolumar de contradições, a comunicação à Direcção Regional de Agricultura do Alentejo aguarda resposta.
Perplexo com a situação ficou, igualmente, Bruno Cantinho sócio gerente da empresa que procedeu à “surriba” no sítio arqueológico da Salvada 10, e que garantiu que foi o PÚBLICO o primeiro a informá-lo de ter colocado máquinas num sítio onde há património arqueológico. “É a primeira vez que alguém me fala que ali havia condicionantes” afiança.
“Fizemos apenas o que a lei nos permite ou seja: para plantar olival não necessitamos de autorização”, até porque o espaço intervencionado “sempre foi trabalhado desde que se faz agricultura no local”, assinala. Mas assegura que a intervenção efectuada na Salvada 10 implicou rasgos na terra que “não ultrapassaram os 30/40 centímetros. Apenas alterámos a morfologia do terreno”, observa.
Sítio protegido pela EDIA é destruído pelo regadio
A Empresa de Desenvolvimento e Infra-Estruturas do Alqueva (EDIA) foi alertada no início da década pelo arqueólogo António Valera para a existência de um importante recinto de fossos junto à freguesia da Salvada, com quase 20 hectares de área. O sítio arqueológico ia ser atravessado pela rede de rega do circuito hidráulico Baleizão-Quintos.
Sensibilizada pela importância do achado, a EDIA alterou o traçado da rede de rega para manter intacto o recinto de fossos da época calcolítica. Decorridos poucos anos, boa parte da estrutura arqueológica foi arrasada pelas máquinas que abriram sulcos no solo para plantar olival superintensivo, alegando o autor da intervenção desconhecer o que ali se encontrava.
Mas não foi por escassez de informação que a destruição do sítio da Salvada 10 aconteceu. As instituições oficiais, Câmara de Beja, Direcção Regional da Cultura do Alentejo e ministérios da Agricultura e do Ambiente, tinham conhecimento do valor do sítio.
Premonitório foi o alerta deixado em 2011 pela Comissão de Avaliação de Impacte Ambiental do Circuito Hidráulico de Baleizão-Quintos que realçava o “grau de destruição observado nos sítios arqueológicos localizados em áreas de olival intensivo, recentemente plantado e recorrendo a métodos que alteram significativamente a morfologia da paisagem bem como a orografia”.
Os técnicos alertaram para a mobilização do solo que iria ocorrer na última etapa de construção para a implementação da rede terciária de rega (que fica a cargo dos proprietários).
Desconhece-se, na sua real dimensão, o que aconteceu ao património arqueológico nos cerca de oito mil hectares de solos agrícolas, no bloco de rega Baleizão-Quintos, onde as equipas do Impacte Ambiental registaram 193 ocorrências de âmbito arqueológico.
O número de registos patrimoniais identificados pelo estudo permitiram constatar a existência de “uma elevada densidade ocupacional na Pré-História e época romana, destacando-se os materiais atribuídos ao Paleolítico, detectados na envolvente da povoação de Salvada, e as vinte villae romanas”.
No Anuário Agrícola publicado pela EDIA, as culturas de olival, vinha e mais diversas árvores de fruto somam, no seu conjunto, quase 40 mil hectares de área de regadio, boa parte delas em áreas de grande importância arqueológica.
O paradoxo é que a EDIA é obrigada a fazer estudos de impacte ambiental (EIA) nas intervenções que faz, mas estes não são impostos quando se surribam centenas e até milhares de hectares para plantar olivais. Este tipo de “operação provoca um nível de mobilização do solo muito mais acentuado do que a instalação da rede de rega do Alqueva”, refere ao PÚBLICO o arqueólogo Miguel Serra.
“Corremos o risco de não ficar com nada para a mostra”, sublinha o investigador, radicado em Beja, frisando que “não se sabe o que aconteceu a centenas de sítios arqueológicos”, dado o vazio legislativo que “impede a intervenção da tutela”, conclui.
Consternado ficou o presidente da União de Juntas de Freguesia de Salvada e Quintos, Sérgio Engana. Pede às entidades competentes para “preservar o que ainda é possível recuperar na Salvada” que a população já via como um meio de fazer “reverter para a comunidade alguma riqueza e conhecimento sobre a sua própria história”.
O PÚBLICO solicitou esclarecimentos ao Ministério da Agricultura, que, até ao fecho desta edição, não respondeu. 
Carlos Dias in "Público" - 23 de abril de 2017

Municípios do Norte Alentejano festejam 25 de Abril





22.4.17

MARVÃO: Comemorações do 25 de Abril


GÁFETE: Romaria de São Marcos 2017

08h00 Alvorada com lançamento de foguetes
10h00 Arruada pela Vila de Gáfete com a Banda Filarmónica do Crato
10h45 Cumprimentos à população e hastear da Bandeira Nacional na sede da Freguesia de Gáfete
11h00 Procissão com saída da Igreja Matriz até à Capela de S. Marcos acompanhada pela Banda Filarmónica do Crato
12h00 Celebração da Missa na Capela de S. Marcos pelo padre Jacinto
13h00 Hora para almoçar, conviver e confraternizar Buffet a cargo do Restaurante “O Lagarteiro”
15h00 Oferta da Junta de Freguesia de Gáfete à população de um porco no espeto
16h00 Concerto da Banda Filarmónica do Crato junto à Capela de S. Marcos

17h00 Procissão de encerramento da Romaria de S. Marcos

Abril é em Odemira - A Festa da Liberdade



21.4.17

NISA: A caminho da Senhora da Graça











Anda tudo ao contrário... Dantes ia-se a pé à Romaria, alguns, mais “finos” de carroça. Depois veio o automóvel e o transporte público da "Setubalense" dos Belos. Agora, o automóvel chegou em força, a par das “ofertas” de transporte das autarquias. Querem zelar (ou velar?) pela nossa saúde. Mas, a melhor forma de praticar desporto pela natureza e pelo ambiente, investindo na saúde, é mesmo ir a pé, a penantes, à Romaria da Senhora da Graça ou da Senhora dos Prazeres. Não há prazer maior, nesta altura do ano do que contemplar o oceano de cores, a sinfonia de odores e perfumes que nos oferece, gratuitamente, a planície alentejana.
A pé até à Senhora da Graça foi o que fizeram algumas dezenas de caminheiros, autênticos peregrinos, irmanados na sua devoção pela Padroeira de Nisa.
E querem exemplo mais belo, mais puro, de fé e de determinação do que aquele que nos mostrou o senhor Francisco Polido, na juventude dos seus mais de 80 anos, deficiente, mas crente no seu objectivo? Passo ante passo, pacientemente como quem faz uma obra de arte, em fósforos, o ti Xico lá foi, palmilhando a distância entre Nisa a Nova e Nisa a Velha, sorrindo com satisfação, no final da caminhada.
Anda tudo ao contrário... E os últimos foram, de facto, os primeiros. Por aqui deveria ter começado a galeria de fotos sobre a Romaria da Senhora da Graça. Têm, no entanto, uma “virtude”: vão com o tamanho q.b para poderem ser copiadas e passadas ao papel por quem o desejar.
Por amor à Senhora e a todos quantos fizeram deste dia uma memorável jornada de fé e de convívio.
Mário Mendes

SALAVESSA: Comissão de Festas faz "renascer" o S. Gregório

A Comissão de Festas da Salavessa 2017 irá comemorar o padroeiro da Salavessa, São Gregório.
De acordo com a Comissão, esta "era a festa mais importante Salavessa", aquela em que as famílias mais se reuniam e confraternizavam.
A Comissão irá marcar a data com um dia de festa, no próximo dia 29 de abril de 2017, pois entendem que deve ser uma festa a "renascer" na Salavessa.
Tendo em conta que "os recursos são escassos" não será isso que irá impedir a realização desta festa, salienta a Comissão na sua página de facebook.
Em breve será anunciado o programa das festas.
Contamos com todos!!!
Comissão de Festas da Salavessa 2017

GNR detém 2 indivíduos por furto de metais não preciosos, em Ponte de Sor

O Comando Territorial de Portalegre, através do Posto Territorial de Ponte de Sôr, deteve em flagrante delito no dia 19 de abril, em Ponte de Sôr, dois indivíduos e constituiu um arguido, com idades compreendidas entre os 17 e os 23, por furto de metais não preciosos.
Durante o patrulhamento, os militares surpreenderam os indivíduos quando estes furtavam numas instalações industriais locais desativadas. No decurso da ação e através de diligências subsequentes, os militares conseguiram recuperar cerca de 120 quilos de cobre e apreender 200 euros em numerário.
Os dois detidos ficaram sujeitos a termo de identidade e residência.

NISA: António Costa em campanha no apoio a presidente "segurista"

O Primeiro-Ministro Dr. António Costa estará, no próximo dia 28 de Abril, em visita oficial ao concelho de Nisa.
Do programa, que se inicia às 15h00, consta a visita ao Centro Escolar de Nisa, onde será descerrada uma placa na biblioteca escolar em homenagem ao Professor José Tomás Bruno e outra alusiva à visita do Primeiro-Ministro, António Costa aquela infra-estrutura educativa.
Às 16 horas, na freguesia de Santana, no edifício da antiga escola primária do Monte do Duque, o Primeiro-Ministro irá inaugurar o Centro Interpretativo do Conhal – um imóvel totalmente remodelado e apetrechado com as mais modernas tecnologias para acolher todos os visitantes do “Conhal do Arneiro”, uma área arqueológica superior a 90 hectares, classificado como Monumento Natural pelo ICBN-Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade, na margem esquerda do Tejo.

DEZ POEMAS PARA O 25 DE ABRIL (5)

Mulher
Nunca saberei porque nunca me dirás
Qual o percurso das tuas aventuras
As longas viagens entre guerra e paz
No breve sabor das vitórias que procuras.

Porque só olhas em frente, para a estrada
Não tens tempo, fazes tudo a correr
Acabas as provas mas não estás cansada
Há no teu corpo um espelho que te vê mulher.

Penalizações por atrasos e por despistes
Falta de assistência perdida no percurso
Não sei o teu olhar, só sei que existes
E que dás o tom a este meu discurso.              

Mulher que muitos só sonham na cozinha
É num espaço sem limites que te vejo
Mulher imagem que vai emergindo sozinha
Das grandes estradas onde nasce o desejo.
José do Carmo Francisco


Eu nasci na humildade
Eu nasci na humildade
Sempre com ele vivi
E não mereço metade
Daquilo que consegui

Guardei gado, ceifei trigo
Cavei milho na herdade
Dos campos fiquei amigo          
Eu nasci na humildade

Lutarei até à morte
A luta sempre senti
Sou filho da pouca sorte
Sempre com ela vivi

Os outros eu sempre amei
Com verdadeira amizade
E daquilo que alcancei
Eu não mereço metade

Tive mãezinha e paizinho
Que com o tempo perdi
Sempre dei um bocadinho
Daquilo que consegui
Manuel Caeiro de Pavia

20.4.17

NISA: Em nome da Transparência, a CDU quer saber quanto custou o Boletim Municipal e o programa da TVI

Os vereadores eleitos pela CDU na Câmara Municipal de Nisa, questionaram, na sessão realizada no dia 19 de Abril (quarta-feira) a Presidente da Câmara sobre as despesas efectuadas pelo Município com a edição do Boletim Municipal, com 48 páginas e os custos com a transmissão do programa da TVI "Somos Portugal". 
 "Direito à informação! A CDU pede contas à Presidente da Câmara de Nisa!
Afinal, onde é que ficou a transparência?!
Exma. Senhora
Presidente da Câmara Municipal de Nisa,
Fazendo jus ao 2º lugar que a Câmara Municipal de Nisa ocupa no distrito de Portalegre, no Índice de Transparência Municipal e considerando:
• “(...) O TRABALHO QUE O MUNICÍPIO TEM DESENVOLVIDO PARA QUE OS MUNÍCIPES E POPULAÇÃO EM GERAL TENHAM ACESSO À INFORMAÇÃO DE FORMA TRANSPARENTE E FIÁVEL COMO RESULTADO DE UMA GOVERNAÇÃO “ÀS CLARAS” QUE TRABALHA PARA AS PESSOAS (leia-se no Boletim Municipal, abril de 2017, Nº 43, página 46)”;
• uma gestão que apregoa EM NOME DA VERDADE, com apenas UM PESO E UMA MEDIDA, e a exemplo da publicação na página do Município sobre a despesa feita pela Câmara Municipal de Nisa no apoio à iniciativa da INIJOVEM – “XVIII Rota do Contrabando”;
Os vereadores da CDU vêm solicitar que lhes seja disponibilizada informação detalhada, assim como aos munícipes e população em geral, sobre a despesa efetivamente feita pela Câmara Municipal relativamente a:
• Boletim Municipal, edição de Abril de 2017 (incluindo as despesas com a distribuição);
• Evento “Somos Portugal” – emissão TVI, de 16 de abril de 2017.
Sublinhamos que deverá ser contemplada a descriminação do valor imputado diretamente aos centros de custos, no que concerne a:
* logística e montagem de equipamentos;
* materiais;
* mão-de-obra;
* máquinas e viaturas envolvidas;
* outros apoios.
Nisa, 19 de abril de 2017
Os Vereadores eleitos pela CDU, na Câmara Municipal de Nisa

Verdes voltam a recolher assinaturas de postais para Encerrar Almaraz, em Portalegre

Amanhã, será junto dos jovens alunos do IPP que Os Verdes irão recolher assinaturas com vista ao encerramento da Central Nuclear de Almaraz, inserido na Campanha lançada pelo PEV, no passado dia 9 de março, em todas as capitais de dos distritos ribeirinhos do Tejo, nomeadamente em Portalegre.
Esta iniciativa visa dar oportunidade aos portugueses, nomeadamente à população que em caso de acidente seria a mais atingida, isto é a população dos concelhos fronteiriços e ribeirinhos do Tejo, de afirmar a sua vontade de que a Central Nuclear de Almaraz seja encerrada, subscrevendo um apelo nesse sentido.
Este apelo dirigido ao 1.º Ministro Português e ao Presidente do Governo Espanhol é expressado através da assinatura de dois postais que se anexa, conta já com mais de 4 milhares de assinaturas.
Amanhã, dia 20 de abril os Verdes vão estar a partir das 15:30h na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Portalegre, sita no Campus Politécnico, em Portalegre
Esta iniciativa contará com a presença da dirigente da Comissão Executiva Nacional do PEV, Manuela Cunha, que poderá ser contactada através do número 962 815 445.

19.4.17

NISA: Fomos à Romaria de Nossa Senhora da Graça





















Senhora da Graça (Nisa)
I
Nossa Senhora da Graça
Que lá está no seu altar
Dei-a saúde a quem passa
E a quem a seus pés vá rezar
II
E a sua romaria
Como ela não há igual
Pois coincide nesse dia
O Feriado Municipal.
III
Não há nada que mais realça
Do que uma linda romaria
E a de Nossa Senhora da Graça
Tem encanto e primazia.
IV
A tão linda romaria
Todo o povo vai em massa
Só para ver nesse dia
Nossa Senhora da Graça.
João de Matos Rico 

DEZ POEMAS PARA O 25 DE ABRIL (4)

Trabalho na agricultura
Trabalhei na agricultura
Sem apoio da nação
Cavando na terra dura
Só enriquei o patrão

Tinha apenas oito anos
Comecei gado a guardar
Meu avô fui ajudar
Foram estes os meus planos
Os meus primeiros exames
Foi esta a minha leitura
Digo a qualquer criatura
Que muito tenho passado
Até eu ser reformado
Trabalhei na agricultura.

Em tempos de Salazar
Tanto que eu trabalhei
Sabe Deus o que eu passei
P´ra nunca nada arranjar
Quando era ao pegar
Logo cedo de manhã(o)
Até à noite ao serão
Sem nenhuma regalia
Trabalhava noite e dia
Sem apoio da nação.

Quinze anos de hortelão
Com pomares de laranjeiras
Eu tive grandes canseiras
Em terras de Montalvão
Mas aquela gente, então
Ali ninguém me censura
Viram a minha amargura
A minha tão grande lida
Ainda ando na vida
Cavando na terra dura.

Treze anos a trabalhar
Para Arnaldo da Luz Pereira
No monte da Falagueira
Tudo para ele aumentar
E quando eu ia ceifar
E a debulhar o pão
Na Herdade do Cotão
Tanto que eu trabalhei
E no fim nada arranjei
Só enriquei o patrão.

José António Faustino