31.7.18

PORTALEGRE: GNR deteve homem de 28 anos e apreende armas

O Comando Territorial de Portalegre, através do Núcleo de Apoio a Vítimas Específicas, no dia 30 de julho, deteve um homem de 28 anos, por violência doméstica, em Portalegre.
No âmbito de uma investigação por violência doméstica, que decorria há três meses, em que o visado, supostamente, agredia a sua mulher de 34 anos, física e psicologicamente, tendo sido realizadas cinco buscas em residência e três em viaturas, resultando na apreensão:
·         Uma caçadeira de calibre 12;
·         Três armas de alarme.
·         Uma carabina pressão de ar;
·         Duas catanas;
·         Uma faca tipo borboleta;
·         Uma faca de mato/punhal;
·         321 munições de diversos calibres;
O detido foi constituído arguido e será presente no Tribunal Judicial da Comarca de Portalegre, hoje, dia 31 de julho.
A ação contou com a colaboração da Polícia de Segurança Pública.

NISA: A pintura artística de Maria José Silva (I)





São conhecidos de há muito os seus trabalhos artesanais que privilegiam os motivos tradicionais de Nisa. Recentemente, Maria José Silva deu-nos a conhecer uma magnífica colecção, melhor dizendo selecção, das suas pinturas em azulejos e em peças de louça.
O artesanato de pano e do barro são representados em bonitos desenhos, alguns ilustrados com versos da tradição oral nisense ou de poetas da nossa terra.
O património merece especial realce, desde as igrejas e capelas às fontes desta vila norte-alentejana, num conjunto valioso de artísticas obras que constituem, simultâneamente, motivo de orgulho e de lembrança não só para todos aqueles que aqui nasceram, mas também para quem a esta terra bordada de encantos se sente ligada , tanto pelas teias dos afectos como pela força das memórias.
Hoje damos a conhecer o primeiro conjunto de trabalhos. Outros se seguirão.

NISA: Lembranças da tradição oral (2)


30.7.18

NISA: As modas do Rancho da Casa do Povo - VI

BAILE DO PÉ DA SERRA
I
Ó água que vem da fonte
Vai chegando á cidade »»» BIS
Por fazendas ninguém deixe
De amar à sua vontade »»» BIS
CORO
Mel de prata
Se compra e se vende
Mel de prata
Se compra a prazer »» BIS
O meu amor é tão lindo
Que eu o desejava ver »»» BIS
II
Aldeia do Pé da Serra
É uma aldeia vistosa  »»»» BIS
Fica no cimo da serra
Mesmo ao meio da encosta »»» BIS
CORO
Acilpreste verde pinho
Cópia da minha figura »»» BIS
Vê-de qual a minha esperança
Triste da minha aventura »»»BIS

CEDILLO: Grande Noite de Fado


29.7.18

Nisa recebe a Rota dos Coretos na quinta-feira - 2 de Agosto


OPINIÃO: Vai de bicicleta

A história é muito simples. Ricardo Robles é vereador do Bloco de Esquerda na Câmara Municipal de Lisboa. Muito apreciado. Muito conhecido. E muito comentado. E tem-se destacado mais ainda não por ser um utilizador exímio das bicicletas que a Autarquia disponibiliza a todos os cidadãos, mas pelas críticas ferozes à especulação imobiliária na cidade, que tem levado a despejos forçados de moradores.
O cidadão Ricardo Robles tem muitas semelhanças com o vereador Ricardo Robles. Físicas. No mais, tem uma perspetiva diferente da vida. E decidiu, segundo o próprio com a irmã, comprar um prédio da Segurança Social em Alfama, por 347 mil euros. Que agora está prestes a vender por 5,7 milhões.
Nada contra. O vereador bloquista Robles tem todo o direito de ganhar dinheiro com os negócios do cidadão Robles, que não se sabe que ideologia professa. O vereador explica que foram feitas obras de reabilitação no prédio, que por razões familiares teve de ser vendido, que só um casal tinha ali habitação e que se manterá, tendo ajustado a renda, que os três inquilinos com lojas no prédio aceitaram sair por comum acordo e que, este ele não explica, a um último, com restaurante no rés do chão, terão sido propostos cinco mil euros para que saísse, ao que este colocou um processo em tribunal exigindo compensação pelas obras que o próprio realizou.
Assim, num fôlego, o cidadão Ricardo Robles não fez mais do que o que fazem todos os especuladores imobiliários. E noutro fôlego o vereador bloquista fez mais pela destruição das bandeiras do Bloco de Esquerda do que o "espírito empresarial" de que acusam a Direita.
E ele vai giro, na sua bicicleta GIRA, colina acima, colina abaixo, dando o exemplo de político, exemplo de cidadania, olhem para o que eu digo não olhem para o que eu faço, mas também pouco importa o que faço, porque o que faço não se vê. Ou se se vê, logo se vê.
Domingos de Andrade – “Jornal de Notícias” – 28/7/2018

CRATO: Exposição de Susana Perpétua na Casa Museu Padre Belo


ESTUDO: A sustentabilidade e a continuidade da ADSE com o atual paradigma é só possivel com o apoio e vigilância dos beneficiários, e com uma conduta responsável

O LIMITE DE 24 CONSULTAS POR ANO NO REGIME LIVRE
Um compromisso que assumi, ao ser eleito pelos representantes dos beneficiários para o Conselho Diretivo da ADSE, foi o de procurar garantir a sustentabilidade e a continuidade da ADSE sem cortes de benefícios para os trabalhadores e aposentados da Função Pública. E isto porque penso que a ADSE é muito importante para eles, devido ao aumento das dificuldades do SNS para satisfazer as necessidades da população, causado por um subfinanciamento crónico e por uma promiscuidade público-privado que está a corroer, por dentro, o Serviço Nacional de Saúde.
Para quem conheça a situação atual da ADSE sabe bem que a sua sustentabilidade e continuidade com o paradigma atual, que não tem nada a ver com um seguro privado de saúde, passa também pelo seguinte: (1) Falar sempre com a verdade aos beneficiários, e não ocultar a verdade por mais difícil que ela seja pois só assim é que se pode obter o seu apoio; (2) Controlar e pôr um travão a muitos prestadores privados, nomeadamente aos grandes grupos privados de saúde, impedindo-os de faturarem os serviços que prestam, as próteses que aplicam, e os medicamentos que utilizam com margens brutas de lucro exorbitantes que em qualquer outra atividade seriam consideradas especulativas e que variam enormemente de prestador para prestador (felizmente há prestadores com comportamento corretos); (3) Combater comportamentos incorretos mesmo que sejam de beneficiários, porque também os há.

As Iniciativas d`Os Verdes no Distrito de Portalegre





A campanha “O Clima está em mudança! – Toca a Mudar Também!", dedicada às Alterações Climáticas, composta por uma exposição de cartoons, esteve durante o dia de sexta-feira, dia 20 de julho, em Portalegre, tendo despertado a curiosidade e interesse dos portalegrenses que acorreram a visitá-la.
No dia seguinte, sábado, 21 de julho, entre pedras e pedrinhas" da calçada medieval de Marvão e ao longo das margens do Rio Sever até Ponte Velha, realizou-se a 1ª caminhada d' Os Verdes de observação da biodiversidade da Serra de São Mamede.
Uma caminhada dedicada aos répteis e anfíbios, acompanhada pelo biológico portalegrense João Pargana (ICNF), especialista na matéria.
Um momento de convívio, de amizade, de aprendizagem e de usufruição da natureza, em todo o seu esplendor, são assim as Caminhadas verdes!

28.7.18

NISA: Para que serve a Assembleia Municipal?





A pergunta já foi feita por diversas vezes e tiveram como resposta o silêncio. De facto, não há nada a responder quando o poder municipal é centralista, autoritário e apenas vê os munícipes como os “depositários do voto” de quatro em quatro anos.
Utiliza-se até à exaustão o slogan de propaganda “Trabalhar para as pessoas” mas esquecem-se, desrespeitam-se essas mesmas PESSOAS quando se trata de concretizar os seus anseios mais básicos e de chamá-las a participar na discussão dos principais problemas da urbe ou do concelho.
A Assembleia Municipal é, por definição, o “órgão fiscalizador do Município”. A questão que se põe desde há anos é como pode ser um “órgão fiscalizador” e exercer as competências que a lei lhe confere quando não dispõe de autonomia administrativa e financeira, nem sequer de um funcionário que trate, exclusivamente, dos assuntos do órgão e em muitos municípios, como o de Nisa, nem sequer de uma sala onde os eleitos dos grupos representados na AM possam reunir ou promover uma simples iniciativa como um Colóquio, um Debate, uma Exposição.
Como pode a Assembleia Municipal ser um “órgão fiscalizador” quando, em primeira instância, é “fiscalizado” e objecto de desconfiança por parte órgão (Câmara) que devia “fiscalizar” e, na prática, é tutelado por este?
Estas questões centrais e que se arrastam desde há anos, transformaram as AMs num órgão meramente decorativo, muitas vezes, subserviente, do poder executivo municipal, um órgão sem chama, sem dinamismo, sem vida própria e esvaziado de qualquer poder de iniciativa em prol das populações.
Estas, por sua vez e perante este “estado de coisas” foi-se alheando da participação na vida municipal, não havendo, antes pelo contrário, incentivos e estímulos ao engajamento da população na discussão da “coisa pública” por parte de quem teria essa obrigação moral e cívica.
Por tudo isto, não espantam as situações que passamos a apresentar. A primeira diz respeito ao atraso na publicação das actas das sessões da AM. Estamos no final de mês de Julho e a mesa da Assembleia Municipal de Nisa ainda não achou “oportuno” a publicação de qualquer Acta referente ao ano de 2018. Não “trabalham para as pessoas”, tá visto!
A segunda, respeita à centralização, excessiva, burocrática e desrespeitadora dos munícipes do concelho no que concerne ao seu direito democrático de participação e de intervenção nas sessões da Assembleia Municipal, que, para esse fim, até dispõe de um ponto próprio na Ordem de Trabalhos. Ponto, esse, que na grande maioria da vida da AM fica “deserto” ou é aproveitado por alguns eleitos para, como “munícipes”, intervirem. Pode parecer uma contradição, mas não é. O horário de funcionamento das sessões da AM, em regime laboral, afasta os potenciais interessados em apresentarem problemas, individuais ou colectivos, sobre o concelho. Em quatro anos do anterior mandato (2014-2017) e vinte e quatro sessões do órgão Assembleia Municipal, não houve uma única sessão realizada fora da sede do concelho. A mesa da AM pode programar no início de cada ano, um calendário de sessões que abranjam todas as freguesias. O mesmo pode fazer o executivo camarário e não faz, a não ser em desespero de causa e quanto os objectivos eleitorais se sobrepõem à normal gestão da administração pública.
A Assembleia Municipal de Nisa - respondendo ao título do artigo - em bom rigor não serve para coisa nenhuma. Cumpre o calendário, respeita as obrigações legais quanto à realização de sessões e sente-se bem no seu papel de órgão do poder local “domesticado”, sem independência, sem autonomia, sem cultura cívica de participação e vergado aos deveres da “solidariedade” imposta pelos poderes partidários.
E quando assim é, a democracia fica mais pobre...
Mário Mendes

26.7.18

26 de Julho - Evocação e Homenagem aos Avós



Ao ver o neto a brincar,
Diz o avô, entristecido,
«Ah, quem me dera voltar
A estar assim entretido!

Quem me dera o tempo quando
Castelos assim fazia,
E que os deixava ficando
Às vezes p´ra o outro dia;

E toda a tristeza minha
Era, ao acordar p´ra vê-lo,
Ver que a criada já tinha
Arrumado o meu castelo.»

Mas o neto não o ouve
Porque está preocupado
Com um engano que houve
No portão para o soldado.

E, enquanto o avô cisma, e triste
Lembra a infância que lá vai,
Já mais uma casa existe
Ou mais um castelo cai;

E o neto, olhando afinal
E vendo o avô a chorar,
Diz, «Caiu, mas não faz mal:
Torna-se já a arranjar.»

FERNANDO PESSOA

SAÚDE: Abuso de bebidas alcoólicas pode ser sinal de problemas psiquiátricos

Verão agrava consumo excessivo de álcool
As bebidas alcoólicas caraterizam-se por conter etanol, uma substância psicoativa que afeta a função e neurotransmissão cerebral, e que possui propriedades intrínsecas capazes de levar à dependência. De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde, cerca de 3,3 milhões de pessoas morrem anualmente devido ao consumo desmedido de álcool, sendo este a quarta maior causa de morte em todo o mundo.
Com a chegada do bom tempo e do período de férias, chegam também as atividades ao ar livre, as festas regionais e os festivais de música, circunstâncias que apelam ao consumo de bebidas alcoólicas, tradicionalmente associado ao relaxamento e à diversão. O efeito de desinibição social intrínseco ao álcool pode também ser motivo de procura em pessoas com maiores limitações na interação social, sobretudo jovens, como os que sofrem de fobia social, grupo de risco para desenvolver problemas relacionados com o álcool.
O consumo excessivo de álcool constitui atualmente um sério problema de saúde pública, aumentando exponencialmente o risco de acidentes em meio aquático, de acidentes de viação, de consumo de outras substâncias estupefacientes, de comportamentos sexuais de risco e de comportamentos violentos.
O abuso de bebidas alcoólicas no período de férias de verão é sobretudo preocupante nas faixas etárias mais jovens por múltiplas razões, das quais se deve realçar o potencial para precipitar um padrão de consumo regular e problemático que se perpetua após este período.
Desta forma, é importante moderar o seu consumo de álcool nestas férias e ficar atento aos hábitos de consumo dos jovens que o rodeiam. Depois da prevenção, definitivamente o passo mais importante é o reconhecimento do problema e intervenção precoces, para que haja um bom prognóstico a médio e longo prazo. Por todas estas razões não hesite em procurar ajuda especializada aos primeiros sinais de suspeição de dependência do álcool.
Sobre a UPPC
A Unidade Psiquiátrica Privada de Coimbra tem por missão contribuir para o bem-estar da população através da oferta de cuidados de saúde, de atividades de formação e de investigação, na área da Psiquiatria e saúde mental, de acordo com padrões de referência internacionais. Para mais informações consulte: http://uppc.pt/
Artigo de Opinião de Mónica Almeida, psiquiatra da UPPC

NISA: Cinema ao Ar Livre nas freguesias


OPINIÃO: A alegria da pobreza

Não quero ser desmancha prazeres. Mas ver amigos que muito prezo, aos saltos, num palco, a debitarem, aos berros, uma parte desta reacionaríssima letra fez-me sentir algo estranho.
Que saudades eu já tinha
da minha alegre casinha
tão modesta como eu.
Como é bom, meu Deus, morar
assim num primeiro andar
a contar vindo do céu
O meu quarto lembra um ninho
e o seu tecto é tão baixinho
que eu, ao ir para me deitar,
abro a porta em tom discreto,
digo sempre: «Senhor tecto,
por favor deixe-me entrar.»
Tudo podem ter os nobres
ou os ricos de algum dia,
mas quase sempre o lar dos pobres
tem mais alegria.
De manhã salto da cama
e ao som dos pregões de Alfama
trato de me levantar,
porque o sol, meu namorado,
rompe as frestas no telhado
e a sorrir vem-me acordar.
Corro então toda ladina
na casa pequenina,
bem dizendo, eu sou cristão,
“deitar cedo e cedo erguer
dá saude e faz crescer”
diz o povo e tem razão.
Eu sei que era uma homenagem a Zé Pedro, dos Xutos e Pontapés, mas isso não invalida que quem canta um texto saiba o que está efetivamente a cantar. Ou será que, um destes dias, ainda poderemos voltar a ver as três principais figuras do Estado, divertidas, a zurzir os nossos ouvidos com uma versão rock desta outra peça do miserabilismo lusitano mais retrógado?
Numa casa portuguesa fica bem
Pão e vinho sobre a mesa
E se à porta humildemente bate alguém,
Senta-se à mesa com a gente.
Fica bem essa franqueza, fica bem,
Que o povo nunca desmente
A alegria da pobreza
Está nesta grande riqueza
De dar, e ficar contente
Quatro paredes caiadas,
Um cheirinho à alecrim,
Um cacho de uvas doiradas,
Duas rosas num jardim,
Um São José de azulejo
Mais o sol da primavera,
Uma promessa de beijos
Dois braços à minha espera
É uma casa portuguesa, com certeza!
É, com certeza, uma casa portuguesa!
No conforto pobrezinho do meu lar,
Há fartura de carinho
A cortina da janela e o luar,
Mais o sol que bate nela
Basta pouco, poucochinho pra alegrar
Uma existência singela
É só amor, pão e vinho
E um caldo verde, verdinho
A fumegar na tijela
Não tem importância nenhuma? É apenas uma memória da tradição, que nada tem de ideológico? Ai não? Então, e se acaso a um destes modernaços intérpretes lhe desse na veneta de fazer um rap de outra peça? Será que essas mesmas figuras (e os seus "compagnons" de palco) aceitariam debitar estas estrofes?
Lá vamos, cantando e rindo
Levados, levados, sim
Pela voz de som tremendo
Das tubas, clamor sem fim.
Lá vamos, que o sonho é lindo!
Torres e torres erguendo.
Rasgões, clareiras, abrindo!
Alva da Luz imortal,
Roxas névoas despedaça
Doira o céu de Portugal!
Querer! Querer! E lá vamos!
Tronco em flor, estende os ramos
À Mocidade que passa.
Cale-se a voz que, turbada,
De si mesma se espanta,
Cesse dos ventos a insânia,
Ante a clara madrugada,
Em nossas almas nascida.
E, por nós, oh! Lusitânia,
Corpo de Amor, terra santa,
Pátria! Serás celebrada,
E por nós serás erguida,
Erguida ao alto da Vida!
Querer é a nossa divisa.
Querer, palavra que vem
Das mais profundas raízes.
Deslumbra a sombra indecisa
Transcende as nuvens de além...
Querer, palavra da Graça
Grito das almas felizes
Querer! Querer! E lá vamos
Tronco em flor estende os ramos
À Mocidade que passa.
Um pouco mais de atenção àquilo que se diz era capaz de não ser uma má política. Digo eu...
Francisco Seixas da Costa

25.7.18

NISA: Bebé nasce dentro de carro em pleno IP2

Joana Pires Cardoso ainda só tem algumas horas de vida mas já tem uma história para contar. A bebé nasceu na manhã desta quarta-feira, dia 25, em pleno IP2, em Fortios, num parto acompanhado pelo pai e pela tia, que se viram obrigados a parar a viatura quando iam a caminho do Hospital de Portalegre, vindos de Nisa.
Sandra Pires de 41 anos explica que começou com as contracções pelas 9h desta quarta-feira. «Senti uma dor forte e chamei o meu marido, que ainda chamou INEM mas, como a VMER não estava disponível, fizémo-nos ao caminho» até Portalegre, uma vez que são residentes em Nisa.
No carro,  Sandra Pires seguia com o marido, Paulo Cardoso, e com a cunhada, sendo que as dores começaram a intensificar-se e tornaram insuportáveis. «Quando cheguei a Fortios, mesmo junto à placa desta localidade, disse à minha cunhada para encostar porque já não aguentava as dores», conta
Logo após a paragem, a sua cunhada ainda ligou para o 112, mas «já não deu tempo para nada», pelo que teve de ser o pai e a tia da menina a fazerem o parto, através das indicações que iam recebendo em altifalante do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU).
Quando Marco Silva e Carlos Rodrigues, do INEM, chegaram ao local já o parto tinha acontecido. «Quando chegámos ao local a menina já tinha nascido», refere Marco Silva, que acabou de se formar em Enfermagem, acrescentando que «ainda perguntei ao pai se queria cortar o cordão umbilical, mas como não se sentia preparado tive de ser eu», refere.
Já Carlos Rodrigues afirma toda esta situação «é mais uma experiência de vida» que considera «gratificante» e aproveita para desejar «sorte e saúde» para casal e para o seu rebento.
Quanto à pequena Joana, que nasceu pelas 10,30h com 2,6kg e é a segunda filha do casal, encontra-se saudável e feliz junto dos seus pais, na Maternidade do Hospital de Portalegre. À familia o nosso jornal deseja as maiores felicidades.
Texto e foto do jornal "Alto Alentejo"

24.7.18

Curso internacional de arquitetura tradicional em Marvão

Cerca de 30 jovens, de mais de 10 nacionalidades diferentes, participam na “Marvão Traditional Architecture Summer School 2018”. Este curso internacional, sobre a arquitetura tradicional da região, decorre, até ao próximo dia 29 de julho, na antiga Estação de Caminhos-de-ferro de Beirã-Marvão.
O curso de verão é uma das atividades que o Prémio Rafael Manzano de Nova Arquitetura Tradicional e a rede INTBAU (International Network for Traditional Building, Architecture and Urbanism) organizam na Península Ibérica, graças ao apoio da Richard H. Driehaus Charitable Lead Trust, com sede em Chicago, da Fundação Serra Henriques e da Kalam.
Depois das edições anteriores em Sevilha, Madrid e Navarra, o curso realiza-se este ano, pela primeira vez, em Portugal, com o apoio de várias entidades nacionais e locais, como o Município de Marvão, a Infraestruturas de Portugal, a Junta de Freguesia de Beirã e a Associação A Anta.
Ao longo de 15 dias, os estudantes realizam várias visitas pela região (Marvão, Castelo de Vide, Évora e Estremoz), para conhecerem a arquitetura tradicional, elaborando um manual com as suas principais caraterísticas, e desenharem propostas em diferentes espaços urbanos da Beirã, segundo essas referências. Todos os dias, ao final da tarde, são apresentados estudos de caso.
Os professores do curso, de várias Universidades portuguesas e estrangeiras (Alfonso X de Madrid; Judson, Miami e Notre Dame, dos Estados Unidos; Santo Tomás, das Filipinas; e Évora, ISCTE, Algarve e Escola Superior Gallaecia, de Portugal), acompanham todas as atividades e aulas.
No sábado, dia 28, a partir das 18h00, realiza-se uma apresentação pública dos resultados do curso, para a qual se convida a comunidade local e todas as pessoas interessadas em assistir.

Coral EmCanto (Montalvão) no Encontro de Ranchos Ibéricos em Póvoa e Meadas

A próxima actuação do Grupo Coral EmCanto (Montalvão), tem lugar no dia 28 julho em Póvoa e Meadas, conforme cartaz anexo.
A convite da Santa Casa da Misericórdia de Montalvão, o EmCanto actuará naquela localidade vizinha e amiga, num programa de solidariedade e boa vizinhança, a que nos associamos com o maior gosto e espírito solidário.
Seja igualmente solidário, através da sua presença!

OPINIÃO: O privilégio foi todo nosso, João

Quando entrei para o Bloco o João Semedo já lá estava, e mal podia imaginar que, quatro anos mais tarde, seria dele o telefonema que me traria para o Parlamento. Passaram mais cinco anos e é agora, enquanto faço as contas ao tempo, que tomo consciência do tamanho do seu contributo.
O João Semedo era meticuloso e determinado, quase obstinado. Escrevia em vários cadernos de apontamentos, acho que quase sempre com as mesmas canetas. Um para cada tema, um para o agora e outro para o depois, um para factos outro para ideias. Era assim que o via preparar-se para as comissões de inquérito que o tornaram tão conhecido. "O Diabo está nos detalhes", dizia, e por isso fazia aqueles esquemas enormes, com as datas, os nomes, as ligações. Por isso me lembro dele a trabalhar pela noite dentro, quando mais ninguém o fazia, e já toda a gente tinha saído.

ALPALHÃO: 2º Encontro Motard


23.7.18

Festas de Santa Ana animam Arneiro, Duque e Pardo

Arneiro, Duque e Pardo, as aldeias dos pescadores, do Tejo e do Conhal festejam nos dias 17, 18 e 19 de Agosto as festas em Honra da sua padroeira Santa Ana.
Para além do magnífico cartaz que a comissão de festas preparou para todos os moradores e visitantes, a aldeia oferece paisagens de regalar as vistas.
Os visitantes podem sempre desfrutar dos trilhos da aldeia durante o dia e durante a noite aproveitar para dar um “pezinho”de dança no recinto das festas onde haverá muita cerveja fresquinha e frango assado e outros petiscos, além de muitas surpresas!

OPINIÃO: Não me lembro do dia em que te conheci, João Semedo


Estive a fazer um esforço de memória, mas não me lembro do dia em que te conheci, João. Não deveria ser difícil, porque a nossa amizade não tem décadas, tem antes os anos da minha vida parlamentar.
Não me lembro do dia em que te conheci.
Não me lembro desse dia porque – agora percebo – é comum a adesão a alguém, quando imediata e intensa, jogar com a temporalidade e, subitamente, parece que aquela pessoa sempre ali este. Tu, no caso, meu querido João.
Aderi a ti por causa da tua autenticidade e da firmeza do teu carácter. Antes mesmo de ser tua amiga, essas qualidades choviam do teu olhar direto, forte, irónico, atento, sorridente, cúmplice, terno, e, de repente, nosso.
Aderi a ti por causa das tuas causas.

TEMPO DE FÉRIAS: O Mar - Poesia


22.7.18

TOLOSA na recolha etnográfica de Leite de Vasconcelos (1)

Leite de Vasconcelos, um dos maiores etnógrafos e arqueólogos portugueses andou pelas terras da Corte das Areias e fez de Tolosa, por diversas vezes, o seu "poiso" habitual. Não admira, pois, as inúmeras referências a esta vila, nas principais obras do autor, como são a Etnografia Portuguesa  e Terras da Lusitânia.
Neste espaço transcrevemos algumas das prosas, deliciosas, sobre costumes e tradições locais.
Como se tratavam algumas doenças em Tolosa
Quebranto/mau olhado - Os animais também são vítimas do mau olhado, e o remédio é o mesmo. Em Tolosa, o diagnóstico faz-se, mas com três pingos de azeite de uma candeia acesa, deitados em chávena ou tijela branca com água, dizendo-se:
Em nome do Padre, do Filho e do Espírito Santo,
Vou ver se isto (diz-se o nome) tem quebranto.
Havendo quebranto, cura-se com esta reza, fazendo a benzedeira cruzes com a mão ou com um rosário: Deus é verbo / Verbo é Deus;/ Deus te benza,/ Benza-te Deus. / Deus te criou,/ Deus te tire este mal / De quem a ti acobrantou.
Dito isto três vezes, rezam-se três credos, três padres-nossos, três ave-marias e no fim faz-se este oferecimento: "Ofereço estes três padres-nossos, estas três ave-marias, estes três credos em Deus Padre, com esta oração do verbo divino às três divinas pessoas da Santíssima Trindade, para que estas benzam F. (...) por dentro e por fora, para que lhe tirem a moléstia que ela tem em seu corpo."
A este propósito, recita-se em Tolosa: Todo o homem que se case, / Deve ter um pau ao canto, / Para benzer a mulher, / Quando lhe dê o quebranto.
Ougamento - augamento - aguamento: Quando, em Tolosa, menino do colo tem o cabelo ralo diz-se que está ougado. Mirra-se, ainda que tome leite ou coma. Pede, então, a mãe, a cinco cachopas de nome Maria que obtenham das mães farinha, azeite, açúcar, água e sal para se fazer um bolo; uma sexta Maria leva-o ao forno e uma sétima vai amassar. O apontamento termina aqui, mas é de supor que o resto da receita seja comer a criança uma parte do bolo e dar o resto a um cão que ficará com a doença.
Outro modo de curar criança ougada é irem sete cachopas de nome Maria cada uma a sua casa e pedirem uma pouquechinha de cozinha, por exemplo, caldinho da panela, etc., ... misturarem tudo e darem uma parte à criança e o que sobeja a um cão; fica este ougado. O que se come também pode ser leite de cabra ou de vaca.
Menino desmamado pode estranhar e ficar ougado. Aconteceu isto a um cuja avó contou ao Autor que foi a casa de nove mulheres de nome Maria, que andavam a criar, e ordenhou uma pinguinha de leite do seio de cada uma delas e deu a mistura a beber ao menino. Deu o que sobejou a um cão e voltou-lhe as costas. O cão morreu de um dia para o outro e o menino sarou aos poucos.
Diz-se que os animais ougam. É o que pode acontecer a um cavalo que está habituado a parar em certo sítio e não pára: estranha e ouga.
Sezões ou maleitas - Em Tolosa, curam-se as maleitas de muitas maneiras: com o amargor de cinco tremoços engolidos em jejum com água fria; colhendo antes de o sol nascer, em qualquer dia, cinco olhos de trovisqueira e dizendo: Deus te salve, trovisqueira, / Deus te queira salvar, / Empresta-me esse teu fato / Quando as minhas maleitas me faltar / Eu to virei entregar.
Levam-se para casa e, curadas as maleitas, tornam com eles à trovisqueira; trazendo uma pele de eiró no pulso esquerdo, enquanto durar, e dura muito; deitando num copo umas pedras de sal e um ovo partido e vinagre, deixando-o ao relento da noite e bebendo isto no outro dia, em jejum, antes do nascer do sol.
Outra variante: quem tem maleitas vai ao pé de uma trovisqueira antes de nascer o sol e diz- lhe: Deus te salve, trovisqueira,/ Deus te queira salvar! / Tira-m´as minhas maleitas/ Que estão as orfas (sic) a chegar!
Traz um ramo de trovisco para casa sem olhar para trás.

21.7.18

OPINIÃO: Eucaliptal: Há que dizer Não!

Tem-se assistido, desde há alguns anos, a uma verdadeira corrida à plantação de eucaliptos no nosso concelho, em especial na nossa freguesia em que atingiu grandes proporções, correndo o risco de atingir mesmo um nível drástico, beirando a calamidade e pondo em perigo não só o equilíbrio ecológico (a paisagem natural de Amieira está irreconhecível para quem a deixou há algum tempo) mas também a existência da própria Amieira.
Os extensos olivais, motivo de riqueza para os Amieirenses não foram protegidos. Com efeito, a principal cultura de Amieira tem sido ao longo dos tempos a Oliveira. Os próprios Amieirense eram conhecidos em todo o distrito de Portalegre como “Os Bagaceiros”.
Não havendo indústrias, vivendo do trabalho agrícola, que resta agora à grande maioria da população de Amieira?
Estamos já a assistir e a sofrer as primeiras consequências: a crise de trabalho.
Para a plantação e o corte as companhias trazem os seus trabalhadores.
Não foram, no entanto, só os olivais que sofreram esta invasão. Os próprios solos de aptidão agrícola foram ocupados. Resta saber se as pequenas hortas poderão resistir. A ser permitida esta assombrosa escalada de eucaliptais, duvidamos muito.
Há ainda outros factores a ter em conta e de não menor importância: os incêndios.
Amieira é já como que uma pequena ilha no meio de um mar de eucaliptos. No Verão os incêndios são um flagelo. Por enquanto, pequenas hortas têm sido sacrificadas pois se encontram ao lado de eucaliptais. Mas Amieira, com a sua situação é vítima fácil destes sinistros.
Sem culturas cerealíferas, quase sem olivais, perigo constante no Verão, que esperamos ainda?
Há que dizer Não!
Jorge Pires – “O Amieirense” – Dezembro 1983

20.7.18

Mulheres de Castelo de Vide destacam-se a doar sangue


Num sábado estival, aconteceu mais uma colheita de sangue, desta feita tendo como pano de fundo a serra da Penha e apadrinhada pela Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP.
Um total de 36 pessoas foram recebidas no centro de saúde de Castelo de Vide. As mulheres estiveram em franca maioria com 21 inscrições (58,3 %) e merecem um aplauso especial. A análise clínica ditou que alguns não pudessem estender o seu braço de ouro. Mas sempre foram  conseguidas três dezenas de unidades de sangue, o que é de se congratular.

19.7.18

Valorização do interior? É preciso passar do verbo à ação! - defende o PCP

Conferência de Imprensa do Executivo da DORPOR do PCP
O governo do PS, deslocou-se Pampilhosa da Serra para em nova operação de propaganda anunciar mais umas quantas medidas avulsas que em nada contribuirão para alterar a situação vivida no Interior e em particular no Alentejo e no distrito de Portalegre.
É mais uma ação de propaganda que nem sequer os seus aliados no terreno (o autoproclamado “Movimento pelo Interior”) compreendem qual a sua valia.
O País, todo o interior e em particular o Alentejo e o nosso distrito, o que precisam e exigem é uma visão estratégica com medidas concretas e não medidas avulsas e propaganda aos molhos.
A Reprogramação do Alentejo 2020, feita há dias é um vazio de investimento público, o PNPOT (Programa Nacional de Politica de Ordenamento do Território) desenvolve uma linha de investimento nas chamadas centralidades, o que significa abandonar o desenvolvimento de aldeias vilas e outras localidades. No que respeita ao distrito de Portalegre só Elvas, Campo Maior e Ponte de Sor parecem existir.
Sobre encerramento e degradação de serviços públicos o governo finge que nada acontece assim como parece acreditar que os portugueses que por cá vivem, perderam a memória.
Entre as propaladas (e requentadas) medidas anunciadas surgem de novo as promessas de fixação de novos serviços públicos no interior. Promessas anunciadas por quem tem nesta matéria currículo afirmado mas em sentido inverso: no encerramento de serviços, na recusa em repor as freguesias, nas medidas que estrangulam em meios materiais e humanos os serviços públicos que ainda aqui se mantém.
Não basta fingir, é preciso fazer!
Falar muito e não assumir medidas concretas nada resolve, os problemas existem e são graves! Ao governo exige-se não retórica mas ação!
O Executivo da DORPOR do PCP reafirma as propostas dos comunistas para o interior e particularmente para o Alentejo formalizadas através da apresentação na Assembleia da Republica, pelo Grupo Parlamentar, do Plano Imediato de Intervenção Económica e Social para o Alentejo e das sistemáticas e reiteradas propostas e reivindicações para o Distrito de Portalegre.
Com a autoridade que lhe assiste pela luta que desenvolve na região a Direção Regional de Portalegre desafia o governo da nação a “esquecer” a propaganda e dizer-nos com verdade:
Quais os investimentos feitos nos últimos anos no distrito de Portalegre?
Para quando estão previstos os investimentos fundamentais para todo o Alto Alentejo como o são:
- A construção da ponte internacional entre Nisa (Montalvão) e Cedillo que ligará o Alentejo e a Extremadura e permitirá o encurtamento da distância entre o Alentejo e o Centro e norte do país.
- O fim do estrangulamento rodoviário entre Elvas/Santa Eulália/Arronches.
- A finalização do IC 13 em toda a sua extensão.
- A ligação em traçado de autoestrada da capital do distrito com as restantes cidades e regiões do país.
- A eletrificação e regularização da Linha ferroviária do Leste, com alteração do traçado que garanta a sua passagem junto à cidade de Portalegre e o seu apetrechamento material circulante apropriado e com horários adequados.
- A dotação de meios técnicos e humanos e de gestão que permitam travar a degradação e retomar um serviço de excelência aos hospitais e centros de saúde integrados na ULSNA.
 - A construção da Barragem de fins múltiplos do Pisão, regularmente prometida e nunca iniciada.
O Executivo da DORPOR do PCP continua a reivindicar uma governação que garanta a aproximação da decisão aos problemas e por isso reafirma a sua intransigente postura de defesa do Poder Local Democrático com a manutenção das responsabilidades e a adoção dos meios que lhes permitam gerir os seus territórios.
Daí a exigência do cumprimento do preceito constitucional que lhes define três pilares: Freguesias, Concelhos e Regiões Administrativas e do combate às políticas de extinção das freguesias.
Porque a situação sofrida por todo o interior e em particular no distrito de Portalegre não se compadece com mais adiamentos, porque não é mais possível assistirmos, parados ao imparável envelhecimento e despovoamento dos nossos territórios, é absolutamente necessário definir e aplicar as medidas que invertam tais situações.
É preciso passar do verbo à ação.
Portalegre, 19-07-2018
O Executivo da DORPOR do PCP

OPINIÃO: Autarquias que viraram “Comissões de Festas”

A criação do Poder Local teve como objectivo garantir uma  maior eficácia na resolução dos problemas das populações porém, nos últimos anos, muitas autarquias tornaram-se “Comissões de Festas”.   Uma parte significativa do seu orçamento vai para a organização de festanças, festas e festinhas avulsas sem objectivos estratégicos para o desenvolvimento integrado e sustentado dos municípios.
Hoje, lamento dizê-lo, mas os cidadãos tornaram-se muito pouco exigentes com os seus autarcas satisfazendo-se com pouco mais que “pão e circo”. As pessoas necessitam de se divertirem – completamente de acordo –  mas precisam sobretudo que as autarquias resolvam os seus principais problemas.
Mas vamos ao caso em concreto da minha terra, o Marco de Canaveses.
Nos últimos anos fui um crítico da gestão autárquica de Manuel Moreira não partilhando daquelas que foram as suas prioridades que tiveram como consequência a paralisação do desenvolvimento do Concelho.
Nas últimas horas li nas redes sociais elogios ao primeiro dia das Festas do Concelho. Agora pergunto quanto vão custar estes cinco dias de festança? Não sei mas estou convicto que ajudariam na resolução de alguns problemas que afectam o quotidiano das pessoas.
Por exemplo: como está a resolução do problema da água e saneamento que se arrasta há longos anos? Em que fase está a implementação do programa Marco Investe que prometia atracção de investimento para o concelho, fixação dos jovens na sua terra e criação de emprego? Quando vamos ter a prometida e tão ansiada substituição do pavimento das ruas do centro da cidade?
A função de uma autarquia é muito mais que organização de eventos. Nunca percebia porque Manuel Moreira gastava tanto dinheiro em festas e festinhas, tal como não entendo porque este novo executivo socialista vai no mesmo caminho. Moreira subia para o palco para discursar nestes momentos para sua promoção pessoal política. Não concordava. Parece que a nova autarca está a cometer a tentação de lhe seguir as pisadas. Parece que a diferença reside no facto dos discursos agora serem mais curtos.
Infelizmente este não é apenas um problema do Marco de Canaveses.
Paulo Vieira da Silvawww.insonias.pt12/7/2018

NISA: Festas Populares do Rancho das Cantarinhas


18.7.18

Torneio "Vila de Nisa" do Jogo da Malha

Torneio da Malha - Nisa 2018
Mais uma vez a União de Freguesias vai realizar o Tradicional Torneio do Jogo da Malha, em colaboração com a Associação dos Jogos Tradicionais do Distrito de Portalegre e apoiando os Bombeiros de Nisa.
Comparece - Participa - Revive as Tradições!

EVOCAÇÃO DE NELSON MANDELA - Nos 100 anos do seu nascimento

"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar."
Nelson Rolihlahla Mandela (Mvezo, 18 de julho de 1918 — Joanesburgo, 5 de dezembro de 2013) foi um advogado, líder rebelde e presidente da África do Sul de 1994 a 1999, considerado como o mais importante líder da África Negra, vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 1993, e pai da moderna nação sul-africana, onde é normalmente referido como Madiba (nome do seu clã) ou "Tata" ("Pai").
Nascido numa família de nobreza tribal, numa pequena aldeia do interior onde possivelmente viria a ocupar cargo de chefia, recusou esse destino aos 23 anos ao seguir para a capital, Joanesburgo, e iniciar sua atuação política.Passando do interior rural para uma vida rebelde na faculdade, transformou-se em jovem advogado na capital e líder da resistência não-violenta da juventude, acabando como réu em um infame julgamento por traição. Foragido, tornou-se depois o prisioneiro mais famoso do mundo e, finalmente, o político mais galardoado em vida, responsável pela refundação do seu país como uma sociedade multiétnica.
Mandela passou 27 anos na prisão - inicialmente em Robben Island e, mais tarde, nas prisões de Pollsmoor e Victor Verster. Depois de uma campanha internacional, ele foi libertado em 1990, quando recrudescia a guerra civil em seu país. Em dezembro de 2013, foi revelado pelo The New York Times que a CIA americana foi a força decisiva para a prisão de Mandela em 1962, quando agentes americanos foram empregados para auxiliar as forças de segurança da África do Sul a localizá-lo.[6] Até 2009, ele havia dedicado 67 anos de sua vida à causa que defendeu como advogado de direitos humanos e pela qual se tornou prisioneiro de um regime de segregação racial, até ser eleito o primeiro presidente da África do Sul livre. Em sua homenagem, a Organização das Nações Unidas instituiu o Dia Internacional Nelson Mandela no dia de seu nascimento, 18 de julho, como forma de valorizar em todo o mundo a luta pela liberdade, pela justiça e pela democracia.
Mandela foi uma figura controversa durante grande parte da sua vida. Denunciado como um terrorista comunista por seus críticos, ele acabou sendo aclamado internacionalmente por seu ativismo e recebeu mais de 250 prêmios e condecorações, incluindo o Nobel da Paz em 1993, a Medalha Presidencial da Liberdade dos Estados Unidos e a Ordem de Lenin da União Soviética. Seus críticos apontam seus traços egocêntricos e o fato de seu governo ter sido amigo de ditadores simpáticos ao Congresso Nacional Africano (CNA). Em sua vida privada, enfrentou dramas pessoais mas permaneceu fiel ao dever de conduzir seu país. Foi o mais poderoso símbolo da luta contra o regime segregacionista do Apartheid, sistema racista oficializado em 1948, e modelo mundial de resistência.No dizer de Ali Abdessalam Treki, Presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, "um dos maiores líderes morais e políticos de nosso tempo". Recebeu a Medalha Benjamin Franklin por Serviço Público de Destaque de 2000.
 in wikipedia.org
INVICTO
William Ernest Henley

Da noite escura que me cobre,
Como uma cova de lado a lado,
Agradeço a todos os deuses
A minha alma invencível.

Nas garras ardis das circunstâncias,
Não titubeei e sequer chorei.
Sob os golpes do infortúnio
Minha cabeça sangra, ainda erguida.

Além deste vale de ira e lágrimas,
Assoma-se o horror das sombras,
E apesar dos anos ameaçadores,
Encontram-me sempre destemido.

Não importa quão estreita a passagem,
Quantas punições ainda sofrerei,
Sou o senhor do meu destino,
E o condutor da minha alma.

Tradução: Thereza Christina Rocque da Motta