31.8.13

OPINIÃO: Também exportamos bombeiros


A superficialidade da análise do primeiro-ministro não pode neutralizar a procura da responsabilidade pelas mortes dos bombeiros e do alastrar de tantos incêndios. Porque Pedro Passos Coelho tem razão em dizer que é precipitado e absurdo procurarem-se os culpados em concreto, mas parecer ignorar que o Governo a que preside tem pronta uma legislação que liberaliza a plantação de eucaliptos, deitando gasolina em cima deste território despovoado, desertificado e pronto a arder que é Portugal.
Se o primeiro-ministro tivesse um pouco mais de profundidade no que diz - e não apenas esta ligeireza endémica que o caracteriza -, saberia que é possível uma resposta concreta e séria: olhar para o território de outra maneira e travar este ciclo infernal de plantação de espécies que tornam a floresta num barril de pólvora.
Porque, evidentemente, Pedro Passos Coelho sabe que não é por acaso que o "Jornal de Negócios" considera Pedro Queirós Pereira, presidente da principal holding das celuloses portuguesas, a Semapa, como o 11.o homem mais influente de Portugal. As celuloses instalaram em Portugal fábricas de tamanha capacidade que, naturalmente, fomentaram o alastrar de povoamentos de eucaliptos que se espalharam como uma doença. Não apenas por ser uma espécie de origem australiana que atualmente já é invasora, ou seja, que se multiplica a si própria e alastra como mancha de óleo, mas também porque foi muito fácil seduzir os proprietários florestais a alinharem no cultivo de uma droga natural: deixar os eucaliptos crescerem sozinhos e de sete em sete ou de dez em dez anos mandar alguém cortá-los e receber um dinheiro certo (ainda por cima pouco).
Porque, na nossa pobreza endémica, restam poucas vias à maioria dos proprietários dos terrenos: ou se vende o terreno às celuloses (e aí não há incêndios); ou se plantam eucaliptais para lhes vender a seguir a matéria-prima; ou ficam abandonados até arderem e chegar o eucalipto espontâneo. Mesmo a indústria da biomassa, que foi "vendida" como solução para a limpeza das matas, falhou. Não há quem vá buscar os resíduos da limpeza porque são volumosos e não chegam para rentabilizar o custo do transporte.
Mandar limpar um hectare de mata custa mais de mil euros. A maioria dos proprietários não quer ou não pode gastar esse dinheiro. Aliás, vai fazê-lo para quê? Para repetir essa operação de dois em dois anos a bem da nação? E se arder, qual é o problema, se as árvores que estão no terreno não servem para quase nada? Portanto, que arda.
Diz o ministro da Administração Interna que em parte é "natural" que a floresta arda. O que é verdade - a floresta mediterrânica sempre ardeu de tempos a tempos como fator de regeneração natural. Mas o drama destes incêndios do nosso tempo não é apenas o fogo, é a sua velocidade. O eucalipto tem no fogo um amigo: ao arder propaga-se cada vez para mais longe e ocupa o terreno das espécies naturais que não se refazem com a mesma rapidez. Muitos destes fogos não são então "naturais". São uma sucessão de erros governativos, década após década, no território.
Poderíamos ir atrás dos teorizadores da indústria do petróleo verde do cavaquismo e da via para esta monocultura florestal. No essencial, o modelo funciona - é um êxito - e há quem aplauda exportarmos muito papel. Nessa medida, morrerem bombeiros é um dano colateral, como em qualquer país subdesenvolvido morrer gente em atividades de risco. Mau para as famílias das vítimas mas apenas uma circunstância de negócios. Portugal vende floresta (e bombeiros). Com um orgulho anacrónico. A Portucel já é a terceira maior exportadora nacional.
Mudar algo, sr. primeiro-ministro? É melhor não perguntar ao seu novo ministro do Ambiente. Não vá ele dizer-lhe que o melhor é desistir da ideia de liberalizar a plantação de eucaliptos em qualquer área do país. Não vá acontecer daqui a 10 anos estarmos a perguntar como arderam vilas inteiras, já despovoadas, rodeadas de "desertos" de árvores sem ecossistemas, em cima de campos outrora agrícolas, junto a leitos de rios com algas geradas por sucessivas vagas de cinzas. Um país ainda mais miserável no interior e com cada vez com menos água limpa nas cidades. Culpados, sr. primeiro-ministro? Não. Nenhum. Nunca.
Daniel Deusdado in "Jornal de Notícias -2013-08-29

30.8.13

POSTAIS DO CONCELHO: Património de Montalvão (1)


Empresa de Nisa desenvolve app Android para o Festival do Crato 2013

Como novidade no Festival do Crato 2013, este ano, foi lançada uma aplicação para dispositivos android, gratuita, com toda a informação necessária sobre o “Festival do Crato 2013”.
Use e abuse!
 Descrição
App Oficial do Festival do Crato 2013
Descrição da app:
- Cartaz do Festival (geral e por dia),
- Cartaz dos destaques do dia,
- Espetáculos a ocorrerem no momento (durante o período do festival),
- Informação sobre gastronomia e artesanato expostos no recinto,
- Informação sobre atividades/eventos paralelos a decorrer durante o período do festival,
- Informação sobre o parque aquático e parque de campismo,
- Informação sobre os transportes para o festival,
- Informações gerais (Bombeiros, Centro Saúde, GNR e Câmara Municipal Crato),
- Opção de criar lembrete para os espetáculos e atividades paralelas,
- Opção de localização no recinto do festival através de GPS (a precisão da posição do utilizador pode variar consoante a qualidade do sinal de GPS e de smartphone para smartphone, pois alguns contem módulos de GPS mais modernos e de melhor qualidade).

- App desenvolvida por VRSCOPE www.vrscope.pt

28.8.13

AMIEIRA DO TEJO: Festas em honra da Senhora da Sanguinheira

Organizadas pelo Grupo Desportivo e Cultural de Amieira do Tejo e com o apoio da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal de Nisa, realizam-se de 6 a 9 de Setembro nesta localidade, as tradicionais festas em honra da Senhora da Sanguinheira.
PROGRAMA
Sexta-feira, dia 6
18h – Abertura das Festas
21h – Abertura da quermesse
22h – Baile animado pelo músico Marco Paulino
Sábado, dia 7
11h – 2ª Prova de Motorizadas Clássicas de 50 CC
17h – Tourada à vara larga, com gado cedido por um ganadeiro da região
18h – Abertura do bar
21h – Abertura da quermesse
21, 30h Procissão em honra da Senhora da Sanguinheira
23h – Baile animado pelo Big Show Duo Musical
Domingo, dia 8
10h – Recepção à Banda Filarmónica Montalvense (Montalvo – Constância), seguida de Arruada e Peditório
16h – Missa solene seguida de procissão em honra da Senhora da Sanguinheira
18h – Abertura do bar
21h – Abertura da quermesse
22h – Baile animado pelo músico Luís Simões
Segunda-feira, dia 9
13h – Pic-Nic no Tejo (Traz do teu e come de todos)

26.8.13

ARNEIRO (Nisa): Santa Ana foi a rainha das festas





A freguesia de Santana, constituída pelas aldeias de Arneiro, Duque e Pardo voltou a vestir-se com as cores da alegria e da festa para celebrar a sua padroeira, Santa Ana.
Foram quatro dias de grande animação, onde não faltaram a música, os petiscos, o convívio e as solenidades religiosas, com a celebração da missa e da tradicional procissão em honra de Santa Ana, como sempre, o acto mais participado destes festejos.
Terra de pescadores e ferroviários, a freguesia de Santana honrou uma vez mais as suas raízes e tradições, festejando e recebendo os forasteiros com a sua singular hospitalidade.

* Fotos de Jorge Nunes

AUTÁRQUICAS 2013: Limitação ou transfiguração de mandatos?

 O que se está a passar com a Lei de Limitação de Mandatos é mais uma peça trágica e burlesca que envergonha a justiça portuguesa, o estado democrático e não contribui, antes pelo contrário, para a desejada transparência das instituições em geral e do poder local, em particular.
Se a ideia-chave era impedir a entronização nos cargos dos presidentes de Câmara e de Juntas de Freguesia, designados por “dinossauros” das autarquias locais e combater alguns fenómenos, bem visíveis, de caciquismo e de abusos, reiterados, de poder, os legisladores deveriam ter começado pelo próprio Palácio de S. Bento, restringindo, como fizeram para as autarquias, o número de mandatos dos deputados da nação.
Concordo com a limitação de mandatos como forma de precaver os vícios e abusos de poder (que podem começar, logo, quando se obtém uma maioria absoluta) o culto da personalidade, a criação de clientelas, numa palavra a desvirtuação do dever e do carácter de prestação de serviço público que deve estar subjacente à acção do eleito local.
Fez-se uma lei, singela e genérica, aprovada a contra-relógio e não se teve em conta as consequências. E as que aí temos, provocam o riso, a desconfiança e o sarcasmo contra as instituições democráticas.
Do Minho ao Algarve, cada juiz decide, por si, se este ou aquele candidato pode ou não, ser admitido às eleições autárquicas. Em Beja deu-se, até, o caso de dois candidatos à Câmara, pela CDU e pelo PS numa primeira fase serem admitidos e mais tarde serem considerados inelegíveis.
No entanto, alguns pesos-pesados da política portuguesa, nomeadamente, do universo laranja, apesar do limite de mandatos, mudam, alegremente, de um município para outro, sem que a justiça lhes crie qualquer entrave.
Enquanto isso, na Golegã, o anterior presidente da Câmara, que atingiu o limite de mandatos, viu ser-lhe negada pelo Tribunal a candidatura à Assembleia Municipal.
Não é uma decisão tão ilógica quanto possa parecer. Se a lei tem como objectivo combater os vícios da utilização do poder e promover a transparência, não faz sentido que um presidente de Câmara com o limite de mandatos, possa concorrer a um órgão do mesmo município onde exerceu o cargo, órgão esse, a Assembleia Municipal, que tem como principal incumbência a missão de fiscalizar a acção da Câmara.
Por outras palavras, ao ser eleita, a actual presidente da Câmara de Nisa (que concorre à Assembleia Municipal e não a presidente da AM como faz questão de, erroneamente, referir) iria “fiscalizar” muitos dos actos por si praticados, não sendo poucos, aqueles que continuam a suscitar dúvidas quanto à sua legalidade.
Há, aqui, uma clara incoerência. Como há outras, em relação a outros candidatos, em freguesias do concelho, que pela letra e espírito da lei são inelegíveis. No país, são mais de 140, os que estão nestas condições. Irão concorrer porque ninguém contestou, em tempo próprio, as suas candidaturas.
E, sendo a lei vulnerável a tantas e díspares interpretações, nem sequer me admirava que também nestes casos ficasse tudo “em águas de bacalhau” e que, em Nisa, a 29 de Setembro, tivéssemos a disputar presidências de Junta, candidatos que, legalmente, não o poderiam fazer.
As “conveniências políticas e de serviço” servem não só para as promoções de circunstância, mas também para a utilização na disputa eleitoral. Talvez, por isso, as palavras de ordem das diversas candidaturas aos órgãos de poder local, falem em “entusiasmo”, “lealdade”, “ser amigo” e “construir”, mas nenhuma refira, como imperativo de acção, a honestidade e a transparência.
Sendo que, uma e outra, são inseparáveis.
Mário Mendes
NR: A Assembleia Municipal reúne em sessão extraordinária no dia 30 de Agosto, a menos de um mês da realização do acto eleitoral para as autarquias locais.
Acreditando, piamente, que haverá urgência na discussão e aprovação de alguns assuntos, pergunto se será esta a melhor altura para “aprovar” a “Alteração do Regulamento e Organização dos Serviços Municipais” de modo a dar cabimentação à “Alteração do Mapa de Pessoal para 2013”, outro dos pontos agendados.
O que pretende a presidente da Câmara com estas propostas em cima das eleições? Promover um “bodo” a alguns “pobres”? Acicatar, ainda mais o clima de “guerrilha institucional” presente neste mandato?
A edilidade não teve, em quatro anos, tempo e oportunidade, de resolver estas situações? Por que quer, agora, in extremis, no fim da linha, deixar para os futuros eleitos os encargos destas situações?
Com festas e bolos (nem sempre) se enganam os tolos!

ALENTTERRA promove Nisa in Bike a 20 de Setembro


Quercus exige proibição já este ano
 da caça à Rola-brava, uma espécie em risco de extinção

A Rola-brava (Streptopelia turtur) é uma espécie migradora que está a desaparecer a um ritmo galopante em Portugal e na Europa. A situação da espécie na Europa é muito grave, estimando-se que a sua população tenha decrescido 70% nos últimos 10 anos.
Acresce que, na data prevista para a abertura da caça à rola, ainda durante o mês de Agosto, é provável a existência de muitas rolas em nidificação ainda com crias no ninho e, pontualmente, ovos de posturas tardias ou segundas posturas. Conjugada com a quantidade e a extensão dos incêndios florestais que têm ocorrido em Portugal, esta situação provocará uma quebra ainda maior nas já debilitadas populações selvagens de Rola-brava.
A Quercus considera que a irresponsabilidade e insensibilidade demonstrada nesta matéria pelos sucessivos governos pode contribuir para a extinção da Rola-brava em Portugal a muito curto prazo. Todos os anos as associações ambientalistas e algumas organizações do setor cinegético têm alertado publicamente os responsáveis políticos pelo problema premente do risco de extinção da Rola-brava.
Não podemos esquecer o triste destino do Pombo-viajante americano, que foi considerado a ave mais abundante do mundo e cujo último exemplar morreu num jardim zoológico em 1914. A extinção é para sempre.
A Quercus apela, assim, à Ministra da Agricultura e ao novo Ministro do Ambiente que proíbam, com carácter de urgência, a caça à Rola-brava, de modo a prevenir a extinção desta magnífica espécie.
Lisboa, 16 de Agosto de 2013

A Direção Nacional da Quercus-Associação Nacional de Conservação da Natureza

25.8.13

AUTÁRQUICAS 2013: Chegou a hora de prestar contas?

Estamos a um mês do acto eleitoral para as Autarquias Locais (29 de Setembro) e algumas Câmaras e Juntas de Freguesia do país elaboraram e distribuíram pelos seus munícipes e fregueses, documentação onde fazem o Balanço do Mandato. São documentos, na sua maioria, que primam pelo auto-elogio, pela glorificação da obra feita e pela falta de humildade democrática no reconhecimento de insuficiências ou erros. Estes, quando mencionados, têm como "culpa " o governo ou a oposição. Quem governa/ou, fez-o, sempre, com o sentido altruísta de "servir o povo" e promover o bem comum. Os "maus da fita" foram os outros, que, ou não disponibilizaram verbas (poder central) ou, como oposição colocaram todos os entraves e mais alguns, para que as obras não avançassem e as autarquias (câmaras e juntas) paralisassem.
No caso de Nisa e sem me adiantar muito - não vão alguns acusar-me de estar a fazer propaganda - gostaria de saber o que fizeram as inúmeras Comissões criadas no âmbito da Assembleia Municipal.
Quantas reuniões, quantas iniciativas, que diligências promoveram e quais os resultados da sua (in)acção.
Para que serviram, ao fim e ao cabo, a criação dessas Comissões e qual os resultados, palpáveis, da sua (in)existência. Por último e como munícipe, peço às forças políticas cujos eleitos integraram essas Comissões (uma vez que estas não o fizeram) que cumpram o dever moral e ético de informar a população do concelho, com um balanço da sua (in)actividade.
Ser informado, é um direito, que, como munícipe e eleitor me assiste. 
Sob pena de a campanha eleitoral não ser mais do que uma alegoria folclórica.
Mário Mendes 
REPRESENTAÇÃO DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL
Foram eleitos representantes da Assembleia Municipal juntos comissões municipais e instituições:
- COMISSÃO MUNICIPAL DE SAÚDE –
Teresa Carrilho de Almeida
José Júlio Oliveira
- COMISSÃO MUNICIPAL DA JUVENTUDE –
Carlos Ribeirinho
Marco Moura
- COMISSÃO MUNICIPAL DE SEGURANÇA –
António Belo
Francisco São Pedro
- COMISSÃO MUNICIPAL DE PROTECÇÃO CIVIL –
José Pedro Polido
Gilberto Manteiga
- COMISSÃO DE ACOMPANHAMENTO DA REVISÃO DO PDM DE NISA
Luís Cebolais
 - CIMAA – COMUNIDADE INTERMUNICIPAL DO ALTO ALENTEJO:
José Pedro Polido, Francisco Toco e Teresa Carrilho de Almeida
 - COMISSÃO DE ESTUDO DA TRANSIÇÃO DA ETAPRONI PARA A ADN -
José Basso, Joaquim Marques e Teresa Botelho
(constituída em reunião ordinária da Assembleia Municipal de 28 de Dezembro de 2009).
 - COMISSÃO DE PROTECÇÃO DE CRIANÇAS E JOVENS DE DE NISA (CPCJ)
Jorge Graça e Carlos Ribeirinho
REPRESENTAÇÃO DAS JUNTAS DE FREGUESIA
Foram eleitos representantes das Juntas de Freguesia juntos comissões municipais e instituições:
 - ASSEMBLEIA DISTRITAL DE PORTALEGRE:
Efectivo – Fernando Marquês;
Suplente – João Moisés
- COMISSÃO MUNICIPAL DE DEFESA DA FLORESTA CONTRA INCÊNDIOS:
Rogério Dias
- CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO:
João Moisés
- CONSELHO CINEGÉTICO MUNICIPAL:
António Belo
 - XVIII CONGRESSO DA ANMP-ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE MUNICÍPIOS PORTUGUESES:
Fernando Marquês

23.8.13

NISA: Convívios de “Artilheiros” e “Artilheiras” para todos os gostos e idades





Já se tornou um lugar comum, a referência aos encontros e convívios de Artilheiros e de “Artilheiras” que todos os anos têm lugar em Nisa e de modo especial no mês de Agosto.
As “artilharias” de várias idades juntam-se, não para qualquer confronto bélico, mas para retomarem o contacto, a amizade, fortalecerem os laços entre os que a vida obrigou a partir e os que ficaram.
À volta das iguarias tradicionais, divinamente confeccionadas pelos e pelas artistas da cozinha da nha terra, passam e repassam mil recordações de infância, a brinca no terreiro, o tempo da escola, da mestra ou da oficina, a juventude, a ida ao Ultramar, enfim, o percurso de vidas passadas e que ganham, ali, nestes convívios de “Artiheiros”, nova vida e dimensão, a da nostalgia e saudade.
Bebe-se mais um copo, desfiam-se algumas anedotas, provam-se as especialidades da casa e a restauração local ganha também algum fôlego para contrabalançar os meses de casa vazia e penúria de clientela.
Em Agosto houve diversos convívios de “Artilheiros” e de alguns, os mais “emblemáticos” presenteamos os nossos leitores com as fotos do estilo. Imagens de animação, alegria, convívio, o abraço fraterno, só possível na terra-mãe. 
A nossa.
Mário Mendes

Pára-quedistas do concelho confraternizaram em Nisa





A Praça da República em Nisa, vestiu-se de verde no passado dia 3 de Agosto, acolhendo a meia centena de participantes no 3º Encontro de Ex-Pára-Quedistas do Concelho de Nisa, uma iniciativa idealizada e posta em prática por António Pimpão e outros companheiros, que puseram de pé, os dois primeiros eventos.
O almoço convívio realizou-se num restaurante local e nele os ex-militares de diversas incorporações, recordaram as mil e umas histórias, factos e aventuras, passadas num tempo que guardam quase religiosamente na memória.
Vindos de todas as freguesias do concelho, os ex-boinas verdes deram largas à alegria de se reencontrarem e poderem confraternizar num verdadeiro ambiente de camaradagem, onde não faltou, sequer, a lembrança e homenagem aos companheiros já falecidos.
Fernando Leirinha, de Montalvão e Luís Vinagre, natural de Tolosa e no activo, eram, respectivamente, o mais idoso e o mais jovem, ilustrando que o Encontro é, também, uma confraternização inter-geracional. 

OPINIÃO: Agarrados

 A Lei de limitação de mandatos nas autarquias é claríssima: quem tenha exercido o cargo de presidente de câmara ou junta durante três mandatos consecutivos não poderá candidatar-se a um novo mandato.
Mas, apesar da simplicidade da lei, está instalada a confusão porque um conjunto de autarcas em fim de ciclo decidiu ir tentar a sua sorte noutras paragens, depois de doze ou mais anos de exercício presidencial num dado concelho.
Em consequência desta chico-espertice política, vivemos uma situação insólita. As primárias das autárquicas jogam-se nos tribunais e será no Constitucional que os putativos candidatos se qualificarão para a corrida eleitoral.
A credibilidade do processo eleitoral está ferida de morte, na sua componente política, mas também jurídica. Nos últimos tempos, alguns tribunais têm impedido candidaturas de quem já atingiu o limite de mandatos, como em Loures ou Beja, enquanto outros tribunais admitem candidatos que estão nas mesmíssimas condições, sejam os casos de Lisboa ou Porto. Não é compreensível que juízes provenientes das mesmas universidades, conhecedores da mesma jurisprudência, interpretem uma Lei clara de forma tão diversa. Estão contaminados por uma discussão pública a que se revelam permeáveis. Valorizam pareceres emitidos por juristas que, sendo simultaneamente políticos, são juízes em causa própria.
A origem do mal neste processo não está contudo nos Tribunais, mas no Parlamento. Foram os partidos que, tendo declarado que este instrumento legal suscitaria dúvidas, optaram por não clarificar a Lei. Decidiram esgrimir os argumentos que lhes soavam mais convenientes no espaço mediático, mas não lhes chegou a coragem para esclarecer o assunto no local próprio, o Parlamento. Quiseram fingir limitar mandatos, quando no fundo o seu objetivo era prolongá-los.
Toda esta polémica teve apenas uma vantagem. Veio evidenciar que afinal a dedicação de autarcas como Fernando Seara ou Luís Filipe Menezes não era a Sintra ou a Gaia, mas à função de presidente de câmara, às benesses e à influência política que o cargo representa. Ao fim de tantos anos, agarrados ao poder, esquecem e desprezam um eleitorado que lhes foi fidelíssimo. Caiu-lhes a máscara.
Paulo Morais - in Fio de Prumo - "Correio da Manhã" - 20/8/2013

22.8.13

NISA: Noite de Fados a favor das obras da Paróquia






As paróquias de Nisa promoveram no dia 10 de Agosto, no Cine Teatro, um espectáculo de fado, cuja receita se destinava a apoiar a recuperação e pintura da Igreja do Espírito Santo.
O espectáculo musical levou ao Cine Teatro de Nisa cerca de quatro centenas de espectadores que esgotaram a lotação da sala, pessoas que além de contribuírem para a reabilitação do património religioso, puderam deliciar-se com um espectáculo musical de fino recorte e de excelentes interpretações vocais, a cargo dos artistas Luís Capão, Dina Valério, Valéria Carvalho e João Pedro Patrocínio, superiormente acompanhados pelos instrumentistas António Sereno, José Roberto e Samuel Garção.
As entradas no espectáculo, ao preço de cinco cânticos, irão contribuir para a reabilitação da Casa Paroquial e a pintura exterior da Igreja do Espírito Santo, já concluída.
Mário Mendes - in "Alto Alentejo - 21 /8/2013

AREZ: Quase quatro anos depois, a Câmara reconhece a heráldica da Freguesia

A Freguesia de Arez já viu, finalmente, reconhecido os seus símbolos heráldicos por parte da Câmara Municipal de Nisa. Quase quatro anos após a alteração oficial, publicada no Diário da República em 12 de Novembro de 2009 , a edilidade nisense resolveu colocar o "novo" brasão de Arez e a descrição justificativa do mesmo no site do município. 
Fez bem e fez, apenas, o que devia ter feito há muito. Mas a tarefa ainda não está terminada. A Freguesia de Arez (como as outras em falta e que não são da "cor política" da maioria camarária) merece que os restantes símbolos sejam dados a conhecer a todos os munícipes, fregueses e visitantes do site. Falta ainda, para o trabalho ser completo e fiável, a colocação e descrição da bandeira e do selo. Símbolos que não faltam - para além de outras performances tecnológicas - nas freguesias "emblemáticas" que a senhora presidente da Câmara tanto acarinha.
Portanto, mãos à obra. As freguesias do concelho merecem ser tratadas, todas, da mesma maneira e uma forma de não ser conivente com esta "discriminação disfarçada" é promover, no site do município o acesso a  informação completa e com rigor, referente a cada uma das freguesias.
Para que uns não sejam filhos e outros, enteados...
Mário Mendes

21.8.13

MEMÓRIA: O Terramoto de 1909 em Benavente e a ajuda da população do concelho de Nisa

O sismo de Abril de 1909, em Benavente, de magnitude 6.7, foi um dos sismos instrumentais com maior impacto, resultante da actividade intraplacas.
 O Sismo de Benavente de 1909 foi um abalo telúrico que ocorreu no dia 23 de abril de 1909, às 17:05h. Afectou a região ribatejana que abrange os concelhos de Benavente e Salvaterra de Magos, tendo provocado cerca de quatro dezenas de mortos e elevados prejuízos materiais.
O sismo teve origem na Falha do Vale Inferior do Tejo, uma falha intra-placa activa e terá atingido uma magnitude Ms = 6.3 na escala de Richter. Foi o mais importante sismo gerado sob o território continental português em todo o século XX, uma vez que o sismo de 1969 (de magnitude superior a 7.0) teve o seu epicentro a SW da costa algarvia.
De acordo com relatos da época, o sismo teve uma duração de 22 segundos. Os mesmos relatos referem que o terramoto se terá desenrolado em duas fases, iniciando com um movimento vertical seguido por vários abalos horizontais mais violentos e de maior duração. Ao longo das semanas que se seguiram, sentiram-se várias réplicas com menor intensidade.
O sismo provocou 42 mortos e 75 feridos,  distribuindo-se as vítimas mortais do seguinte modo: 30 na freguesia de Benavente, 7 na freguesia de Samora Correia, 3 na freguesia de Santo Estêvão e 2 na freguesia de Salvaterra de Magos.
In www.wikipedia.org
Em relação ao grau de destruição, a vila de Benavente foi sem dúvida a mais afectada tendo quarenta por cento das suas habitações ficado totalmente destruídas, outras tantas sem condições para voltarem a ser habitadas e apenas vinte por cento recuperáveis, após obras de reparação.
O património religioso foi sem sombra de dúvida o mais afectado, tendo ficado destruídas a Igreja Matriz, a Igreja de Santiago, e a Capela de Nª. Sra. da Paz (Benavente) e bastante danificada a Igreja Matriz de Samora Correia. Dos edifícios públicos, apenas os edifícios da Câmara Municipal e do actual Museu Municipal (em Benavente) e o Palácio da Companhia das Lezírias (em Samora Correia) resistiram, mesmo assim com danos relevantes.
No dia seguinte, o rei D. Manuel visita a zona sinistrada e as forças militares começam a instalar tendas de campanha trazendo consigo mantas, camas, roupas. O Hospital Militar da Estrela envia para o local médicos e enfermeiras.
Por todo o país e no estrangeiro foram feitas subscrições, bandos precatórios e récitas de caridade, com a finalidade de angariar meios para acudir aos mais necessitados. Destacam-se as iniciativas levadas a cabo pelos jornais: “Diário de Notícias”, “O Século” e ainda pela Associação Comercial de Lisboa e pelo Clube de Fenianos do Porto, contribuindo assim para a reconstrução e recuperação de habitações e escolas.
in www.cm-benavente.pt
Câmara de Nisa não ficou indiferente à tragédia do Ribatejo
A Câmara Municipal de Nisa, presidida por Mário Augusto de Miranda Monteiro não ficou indiferente à tragédia que ocorreu no Ribatejo e por iniciativa do seu presidente promoveu, a nível de todo o concelho, diversas acções de recolha de fundos, não se eximindo a fazer participar os "notáveis" do município.
Numa dessas iniciativas, a Filarmónica Nizense percorreu as ruas da vila, apelando ao auxílio dos nisenses, uma contribuição que deveria ser modesta, quase irrisória, dadas as grandes dificuldades sentidas na época.
Os documentos que publicamos (1) dão conta das principais diligências promovidas pela Câmara de Nisa (com um z, na altura) bem como do montante apurado. 
* Donativos para as vítimas do terramoto (I)
25 Maio 1909 – Carta ao presidente da Junta de Parochia da freguezia de Alpalhão
Exmo Sr. – Accuso a recepção do seu officio de 21 do corrente da quantia de 102$440 reis, que deu entrada na thesouraria municipal para depois de recebidas as subscripções do restante do concelho, ser enviada conjuntamente com as outras quantias, já recebidas e a receber, à Sociedade Cruz Vermelha, para lhe dar o devido destino. = Foi generoso e patriótico o procedimento de Vª Exª, da Junta da Parochia, Confraria do Santíssimo Sacramento, Irmandade da Misericórdia e povo d´essa freguezia e, por isso, em nome da Câmara Municipal d´este concelho e dos infelizes a quem vamos socorrer, a todos louvo e agradeço o auxilio que prestaram.
Deus guarde Vª Exª  - O presidente da Câmara Municipal: Mário Monteiro
 * Donativos para as vítimas do terramoto (II)
26 Maio 1909 – Carta ao presidente da Junta de Parochia da freguezia de Tolosa
Exmo Sr. – Accuso a recepção do seu officio de 21 do corrente da quantia de 23$665 reis, que deu entrada na thesouraria municipal para depois de recebidas as subscripções do restante do concelho, ser enviada conjuntamente com as outras quantias, já recebidas e a receber, à Sociedade Cruz Vermelha, para lhe dar o devido destino. = Foi generoso e patriótico o procedimento de Vª Exª, da Junta da Parochia e povo d´essa freguezia e, por isso, em nome da Câmara Municipal d´este concelho e dos infelizes a quem vamos socorrer, a todos louvo e agradeço o auxilio que prestaram.
Deus guarde Vª Exª  - O presidente da Câmara Municipal: Mário Monteiro
 * Donativos para as vítimas do terramoto (III)
27 Maio 1909 – Carta ao presidente da Junta de Parochia da freguezia de Amieira
Exmo Sr. – Accuso a recepção do seu officio de 21 do corrente da quantia de 24$705 reis, que deu entrada na thesouraria municipal para depois de recebidas as subscripções do restante do concelho, ser enviada conjuntamente com as outras quantias, já recebidas e a receber, à Sociedade Cruz Vermelha, para lhe dar o devido destino. = Foi generoso e patriótico o procedimento de Vª Exª, da Junta da Parochia e povo d´essa freguezia e, por isso, em nome da Câmara Municipal d´este concelho e dos infelizes a quem vamos socorrer, a todos louvo e agradeço o auxilio que prestaram.
Deus guarde Vª Exª  - O presidente da Câmara Municipal: Mário Monteiro
* Auxílio às vítimas do terramoto do Ribatejo
4 Maio 1909 – Carta aos presidentes das J. Parochia do concelho (excepção às 2 da villa)
Exmo Sr. – Deliberou a Câmara Municipal a que presido, promover em todo o concelho a realização de uma subscripção pública para a obtenção de donativos destinados às vítimas do terramoto do Ribatejo, parecendo-lhe conveniente que todos os donativos lhe sejam enviados para lhes dar o devido destino. =
Assim haverá maior unidade e cohesão nos socorros dados por este município e mais prestante será a quantia enviada, por ser mais avultada. = Deliberou também officiar a todas as juntas de parochia do concelho, convidando-as as promoverem, com a maior brevidade possível, nas suas freguezias as referidas subscripções. = Nestes termos venho não só communicar a Vª Exª estas resoluções, mas, em cumprimento d´ellas solicitar-lhe o apoio da corporação a que preside, para a execução d´este pensamento pela maneira que mais conveniente se lhe affigure, conforme as condições locaes. = É mais que um dever de humanidade; é um dever de solidariedade nacional e patriótica da prestação dos socorros possíveis aos nossos infelizes irmãos, tão duramente feridos pela catastrophe.
Deus guarde Vª Exª – Mário Monteiro
* Auxílio às vítimas do terramoto do Ribatejo (II)
11 Maio 1909 – Carta ao Provedor da Misericórdia de Niza
Exmo e Ilº Sr. – Deliberou a Câmara Municipal deste concelho promover no dia 16 do corrente, a realização de um laudo precatório nesta villa, a fim de obter donativos destinados a socorrer as victimas do terramoto do Ribatejo, pedindo para tal effeito a cooperação das diversas auctoridades e empregados públicos que, em virtude da sua categoria official e como detentores que são e representantes do principio de auctoridade e dos poderes do Estado, nas suas múltiplas e complexas manifestações, devem todo o apoio e protecção a qualquer emprehendimento de interesse nacional e ainda a das parochias das freguezias da villa, Misericórdia e antigos presdentes da Câmara Municipal do concelho, residentes na capital do mesmo. = É um alto dever de solidariedade nacional e patriotismo o que actualmente impende sobre nós de procurarmos, tanto quanto possível, alliviar a dolorosa situação em que se encontram os nossos infelizes irmãos do Ribatejo, tão gravemente attingidos pela desgraça e, por isso, confiado no bom resultado do apello que dirijo ao generoso coração e sentimentos de civismo de Vª Exª, venho pedir-lhe que, para encorporar-se no laudo precatório se digne comparecer nesta Camara no referido dia 16, pelo meio dia, com os dignos membros da meza da Misericórdia.
Deus guarde Vª Exª – Mário Monteiro
 (Idênticos se expediram com o mesmo nº e data, ao Juiz de Direito desta comarca, para comparecer com o pessoal da mesma, ao escrivão da Fazenda deste concelho, e aos seguintes cidadãos, presidentes e vice-presidentes das gerências deste município nos differentes anos anteriores:
Visconde Vale da Sobreira, Manoel Caetano de Barros Castello Branco, José Manuel da Fonseca, Manuel Diniz Pinto Fragoso, José Pedro Pestana Goulão, José Joaquim Caldeira, Bartolomeu Diniz de Almeida, José da Cruz Frade, assim como se expediram ao Delegado do Procurador Régio nesta comarca, conservador do registo predial da mesma, subdelegado de saúde nesse concelho, facultativo municipal Dr. Francisco da Graça Miguéns, recebedor deste concelho e inspector de 1ª classe dos impostos.
Quem era o Presidente da Câmara Municipal de Nisa (2)
Mário Augusto de Miranda Monteiro, nasceu em Sobral (Carregal do Sal) a 10.02.1870 e faleceu em Lisboa, freguesia das Mercês, em  01.10.1955
Era filho de Jerónimo da Costa Monteiro e de Emília Augusta de Miranda tendo casado em Nisa, na Igreja Matriz  em 01.07.1897 com Maria Antónia Diniz Vieira.Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, foi Advogado e teve um lugar distinto no Parlamento como representante do Distrito de Portalegre no antigo regime (monarquia), onde apresentou diversas propostas, algumas de grande mérito, visando o desenvolvimento não só do concelho de Nisa , mas de todo o distrito de Portalegre e do Alentejo.
Foi grande proprietário no Concelho de Nisa e Presidente da Câmara Municipal de Nisa, para além de Conservador do Registo Predial na Comarca de Nisa (1897) e de Presidente do Conselho de Administração do Banco da Agricultura.
Notas
(1) - Câmara Municipal de Nisa - Correspondência Expedida 1909-1913
(2) - Mário Monteiro, homenageado pelo município de Nisa, tem uma rua com o seu nome ( o antigo Canto do Adrião), no centro histórico de Nisa.
A breve trecho será publicado artigo mais desenvolvido sobre este ilustre cidadão, advogado e político.
Mário Mendes

AJITA vence 1º torneio do Nisa Futsal Clube




A equipa da Associação de Jovens de Tolosa – AJITA venceu o primeiro torneio de futsal entre empresas e associações do concelho de Nisa, organizado pelo Nisa Futsal Clube e que teve a participação de 12 equipas.
Ente 18 de Julho e 11 de Agosto, o recinto polidesportivo da Cevadeira vibrou com o entusiasmo e o apoio do imenso público que animou as várias jornadas deste torneio desportivo e que teve a seguinte:
Classificação
1º  AJITA (Tolosa)
2º Restaurante Colmeia
3º Ocopus Bar
4º Zaba Bar
 Rafael Rodrigues (Restaurante Colmeia) com 16 golos foi o melhor marcador e Pedro Temudo, da mesma equipa foi eleito o melhor guarda-redes, cabendo a João Paulo Felício (AJITA) a distinção como melhor Jogador.
António Pedro Pequito, dirigente do Nisa Futsal Clube mostrou-se satisfeito com a realização deste 1º torneio quer pelo número de equipas participantes e atletas em competição, cerca de 130, quer pela adesão entusiástica do público, aproveitando para agradecer, em nome do clube, a participação de todos os atletas e de todos os espectadores presentes ao longo do evento.
Mário Mendes in "Alto Alentejo" - 21/8/2013


20.8.13

Sporting de Nisa elege primeiros órgãos directivos




O Sporting Clube de Nisa, nóvel associação que se propõe dinamizar actividades de natureza desportiva, recreativa e social, realizou no domingo, dia 11 de Agosto, um almoço-convívio de refundação do Sporting Clube de Nisa e a comemoração dos 75 anos como filial n.º 96 do Sporting Clube de Portugal.
O almoço contou com a participação de uma centena de sportinguistas e teve a presença do vice-presidente do Sporting Clube de Portugal, Dr. Torres Pereira, do vogal do Conselho Directivo, Dr. Bruno Mascarenhas, e a “velha glória” do Sporting, Manuel Pedro Gomes.
Este convívio representou também o culminar do processo de refundação e legalização do Sporting Clube de Nisa que decorreu durante alguns meses, tendo os promotores aproveitado a iniciativa para realizarem, durante a manhã, nas instalações da Sociedade Artística Nisense, as eleições para os órgãos sociais, que ficam assim constituídos:
Assembleia Geral:
Arménio Morais de Almeida, presidente; Alfredo Dias, vice-presidente; Maria do Carmo Ribeirinho, secretária
Conselho Fiscal
José Manuel Fonseca, presidente; José Maria Martins, relator; Cátia Silva, secretária
 Direcção
Marco Oliveira, presidente; Gonçalo Louro, vice-presidente; Rui Balonas, secretário; Isabel Marquês, tesoureira; Francisco Mendes, Hugo Reizinho, João Miguéns, Joaquim Samarra, José Luís Vieira, Leonel Gomes e Lucimar Avancini, vogais.

19.8.13

NISA: Meio século de VIDA


Olha que lindos que eles e elas estão. Sorridentes e bem apresentados que é que diria que já têm 50 aninhos e aninhas? Pois é. O ano de 1963 há muito que ficou para trás, mas desses anos de ouro e fantásticos da década de 60 que "deram corda ao mundo" e puseram "o despertador a tocar" sobram, para toda a vida, canções e ritmos inigualáveis. Como esta que aqui deixo, como presente, do saudoso Sérgio Borges e do Conjunto Académico João Paulo. Regalem-se! Abanem o capacete e marquem já, para a próxima semana, outro convívio de "Artilheiros"...

18.8.13

POSTAIS DO CONCELHO: Tempo de Afectos

Em Nisa ou em Azay le Rideau, Montbazon, Cheillé, Joué les Tours, Toulouse e noutros locais por onde passam os caminhos da diáspora nisense, o sol, inclemente, de Agosto, convida ao repouso e ao acolhimento de uma sombra. São sítios de eleição, alentejanos, com todo o tempo do mundo para se contar e recordar mil e uma histórias, de vidas passadas e futuras, por vezes partilhadas no falar bilingue que estreitam e aprofundam os laços entre gerações.
Em Nisa, o mês de Agosto, tem mais gosto e encanto. É assim todos os anos e na hora da partida e da separação, surge aquele "nózinho" na garganta que sufoca a dor e a saudade que já se anuncia.

Fernando Vidal e Inês Clematis juntos na exposição "In-Pai-Sagem"

Galeria Espaço ARTEVER
Rua Padre António Vieira, loja 22-B, Venda Nova, Amadora
Inauguração: Sábado, 7 de Setembro pelas 18:30 horas
A exposição estará patente até 30 de Setembro de 2013
Depois de à dois anos ter feito, neste mesmo espaço, uma exposição com o meu filho José, cabe agora esta próxima seja mais uma exposição de afetos.
Porque vai ser mais uma exposição de pai desta vez com a filha Inês.
Tão ou mais importante de partilhar o espaço de arte com obras nossas, vai ser uma oportunidade para receber familiares, amigos e companheiros em ambiente de tertúlia onde se possa conversar sobre tudo e partilhar memórias, entre um copo de refresco ou de vinho branco.
Com a idade (a minha) mais de que nos expormos o importante é com quem estamos.
Espero que esta próxima exposição possa decorrer em idêntico ambiente alegre e saudável da que decorreu à dois anos. Apareçam. A vida sem os amigos - é nada.