30.9.12

MEMÓRIA DO CINE TEATRO - Setembro de 1937

"Luzes da Cidade" foi o filme mais visto em Nisa, no mês de Setembro de 1937, com  396 espectadores. O incomparável Charlie Chaplin dava vida a um personagem versátil, a um tempo triste e hilariante. Os nisenses divertiram-se com alguns dos seus filmes, como o já referido "Tempos Modernos", "Luzes da Cidade", A Quimera do Ouro, Luzes da Ribalta, O Grande Ditador e outros, numa época em que havia poucos motivos para sorrir.
A Empresa do Cine Teatro Nisense Lda sob a batuta do generoso cinéfilo e bairrista José Vieira Esteves da Fonseca fazia "das tripas o coração" para que a sala de espectáculos de Nisa, que ainda não era a "do Norte Alentejano" se mantivesse fiel à sua linha de acção e promovesse o acesso ao lazer e á cultura através do cinema. Não era uma obrigação, antes um dever que apesar das dificuldades, ao longo de muitos anos foi religiosamente cumprido, bem ao contrário do que acontece actualmente por parte da instituição que tinha (tem) a obrigação moral e institucional de dar vida à sala de espectáculos da sede do concelho.

29.9.12

NISA: Memória do Cine Teatro - Setembro 1938


Em Setembro de 1938, o Cine Teatro de Nisa exibiu quatro filmes, entre os quais o célebre Tempos Modernos com o já famoso Charles Chaplin, filme que registou uma afluência de 216 espectadores e uma receita de 533$00.
Nos "modernos tempos" que correm e com o Cine Teatro modernizado, Nisa não tem cinema nem outro tipo de espectáculos. A estrutura está obsoleta, tal como a Câmara, sem dinheiro e a contar os cêntimos para poder "investir" na próxima campanha eleitoral, que já começou.
Modern Times (br/pt: Tempos Modernos) é um filme de 1936 do cineasta britânico Charles Chaplin, em que o seu famoso personagem "O Vagabundo" (The Tramp) tenta sobreviver em meio ao mundo moderno e industrializado. É considerado uma forte crítica ao capitalismo, militarismo, liberalismo, conservadorismo, stalinismo, fascismo, nazismo e imperialismo, bem como uma crítica aos maus tratos que os empregados passaram a receber depois da Revolução Industrial.

Nesse filme Chaplin quis passar uma mensagem social. Cada cena é trabalhada para que a mensagem chegue verdadeiramente tal qual seja. E nada parece escapar: máquina tomando o lugar dos homens, as facilidades que levam a criminalidade, a escravidão. O amor também surge, mas surge quase paternal: o de um vagabundo por uma menina de rua.
Tempos Modernos é ao mesmo tempo comédia, mesmo tempo drama e romance.

28.9.12

NISA: Assembleia Municipal pronunciou-se Contra a Extinção de Freguesias

A Assembleia Municipal de Nisa pronunciou-se contra a extinção/agregação de qualquer freguesia do concelho de Nisa.
A Sessão Ordinária da Assembleia Municipal de Nisa realizada a 24 de Setembro integrou na ordem de trabalhos um ponto sobre a reorganização administrativa territorial autárquica, tendo sido aprovada por unanimidade a seguinte proposta resultante da fusão de moções apresentadas por eleitos do PS e da CDU:
Lei nº 22/2012, de 30 de maio
PRONÚNCIA DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL
A Assembleia Municipal de Nisa, reunida a 24 de setembro de 2012, pelas 10 horas, no Auditório da Biblioteca Municipal de Nisa, com a maioria dos seus membros presentes, e tendo por base a publicação da Lei nº 22/2012, que "aprova o regime jurídico da reorganização administrativa territorial autárquica", nomeadamente o previsto nos seus artigos 11º, "Pronúncia da assembleia municipal ", e 7º, "Flexibilidade da pronúncia da assembleia municipal", delibera o seguin
1- Rejeitar
 liminarmente, o modelo de reforma administrativa local indicada pela lei nº 22/2012, de 30 de maio, e repudiar que a mesma seja centrada na decisão de Assembleias Municipais, órgãos exógenos às Freguesias, também de acordo com as orientações da ANAFRE – Associação Nacional de Freguesias;
2- Mostrar-se contra
a extinção ou agregação de qualquer das Freguesias do concelho de Nisa, a não ser que, por sua iniciativa, seja manifestada essa vontade, concordando sim com o reforço das competências e dos meios financeiros para as Freguesias;
3- Considerar
que uma reforma administrativa local que se pretenda coerente e inteligente, deve respeitar o princípio da adesão voluntária, auscultando as populações, envolvendo autarcas, defendendo a autonomia e identidade locais;
4- Considerar
que os princípios orientadores e os eixos estruturantes da reforma da administração local autárquica, nomeadamente os previstos na Resolução do Conselho de Ministros nº 40/2001, de 8 de setembro de 2011, bem como do Documento Verde da Reforma da Administração Local, apresentado em 26 de setembro do mesmo ano, se encontram definitivamente desvirtuados, uma vez que já não está prevista a realização de uma Reforma de Gestão, nem uma Reforma Política, só restando esta Reforma do Território (de organização do território);
5- Reconhecer
a característica mais distintiva destas autarquias (Freguesias), como são a sua relação de vizinhança, de confiança e de proximidade com os cidadãos das suas comunidades, para além de que a Constituição da República Portuguesa prevê mecanismos de criação e extinção de Freguesias, mas não figuras como a agregação, a reunião ou a aglomeração;´
6- Considerar
que a agregação de qualquer Freguesia, significa a sua perda de identidade, o acentuar da desertificação e uma péssima prestação de serviços públicos aos seus munícipes, porque deixa de haver a relação de proximidade que até aqui tem existido,Ainda assim, e tendo em conta a publicação em Diário da República da referida Lei nº 22/2012, de 30 de maio, que salienta que "a assembleia municipal goza de uma margem de flexibilidade que lhe permite, em casos devidamente fundamentados, propor uma redução do número de freguesias do respetivo município até 20% inferior ao número global de freguesias a reduzir resultante da aplicação das percentagens previstas no nº1 do artigo 6º", e a obrigatoriedade legal que a mesma impõe, vêm os seus membros deliberar o seguinte:
1- O concelho de Nisa é composto por dez Freguesias, sendo duas consideradas como situadas em lugar urbano, nomeadamente a do Espírito Santo e a de Nossa Senhora da Graça, ambas sediadas na sede de concelho, e oito consideradas como outras Freguesias, nomeadamente Alpalhão (sediada na mesma localidade), Amieira do Tejo (sediada na mesma localidade), Arês (sediada na mesma localidade), Montalvão (sediada na mesma localidade),Santana (sediada na localidade de Arneiro),São Matias (sediada na localidade de Monte Claro), São Simão (sediada na localidade de Pé da Serra),e Tolosa (sediada na mesma localidade);
2 – A Assembleia Municipal de Nisa ponderou sobre os pareceres apresentados pelas assembleias de freguesia, sobre a reorganização administrativa territorial autárquica, no quadro da preparação da sua pronúncia, de acordo com o nº 4 do artigo 11º;
3 – A Assembleia Municipal de Nisa é liminarmente contra a extinção / agregação de qualquer Freguesia no concelho de Nisa.
Deliberação aprovada POR UNANIMIDADE, relativa à reorganização administrativa territorial autárquica.
Nisa, 24 de setembro de 2012
A Assembleia Municipal de Nisa

27.9.12

AREZ: Êxito do 1º Desfile de Chitas







Organizado pela ASAA - Associação Sociocultural "Os Amigos de Arez", realizou-se no dia 22 de Setembro, um Desfile de Vestidos de Chita. Uma iniciativa muito participada, cheia de cores, alegria e de criatividade, tendo proporcionado uma belíssima tarde de convívio entre os participantes no desfile e associados da colectividade.

25.9.12

Nisenses em visita à Catalunha (I)









 
De 15 a 18 de Setembro, mais de quatro dezenas de turistas do concelho de Nisa e de Fortios (Portalegre) visitaram em excursão, alguns dos locais mais conhecidos da região da Catalunha..
A alegria e a boa disposição foram constantes na viagem excursionista.
As fotos mostram em todo o seu esplendor, Montserrat, com mais de 1300 metros de altitude e onde se situa o santuário da Padroeira da Catalunha - a Virgem Negra de Montserrat. 

22.9.12

LOCAL: Estradas de Montalvão precisam de mais atenção

 Estrada Nisa-Montalvão (ex-EN 359)

Estrada Montalvão - Barragem de Cedillo
Rima e é verdade. As estradas que conduzem a Montalvão e daqui à Barragem de Cedillo estão a precisar, urgentemente, de sinalização.
A primeira, entre Nisa e Montalvão, a antiga EN 359, desclassificada e entregue há uns anos pela JAE á Câmara de Nisa recebeu na altura algumas melhorias, a nível de asfaltamento, ficando por corrigir o traçado nas curvas mais perigosas.
As condições de circulação rodoviária naquela estrada, entretanto, pioraram, devido à ausência de sinalização no asfalto, nomeadamente as linhas divisórias da via e de demarcação das bermas, o que torna a condução, principalmente de noite, algo perigosa.
É também necessário, proceder ao reforço da sinalização vertical nalguns locais e aquilo que deveria ter sido feito já há alguns anos, ou seja, a rectificação do traçado de algumas curvas que além de perigosas na sua configuração, continuam sem a sinalização adequada.
A estrada para Cedillo, embora mais recente, sofre dos mesmos males. Ali, a sinalização praticamente não existe e a demarcação das vias, no asfalto, está por fazer, constituindo um risco acrescido para os condutores.
Apela-se, a quem de direito que tome em mãos a resolução destes problemas que afligem os condutores que utilizam com frequência estas vias de comunicação rodoviária e são um claro sinal de desleixo e desinteresse para quem nos visita.
Mário Mendes - in "Alto Alentejo" - 19/9/2012

21.9.12

ALPALHÃO: 500 Anos do Foral Manuelino

 

Alpalhão vai comemorar durante o mês de Outubro, os 500 Anos da concessão do Foral Manuelino. A iniciativa é organizada pela AJAL - Associação de Jovens de Alpalhão - LIAAL - Liga dos Amigos de Alpalhão e Junta de Freguesia, com o apoio da Câmara Municipal de Nisa.

PROGRAMA
5 a 7 de Outubro
16h00 às 19h00 - Exposição de Fotografia e desenhos escolares "Alpalhão na Memória", no Centro de Lazer de Alpalhão (Junto à Escola Básica).
12 de Outubro
21h00 - Arruada medieval nocturna a cavalo e a pé.
13 de Outubro
14h00 - Receção aos convidados e população;
Descerrar da placa evocativa dos 500 anos do foral, na Junta de Freguesia de Alpalhão;
Visita aos locais históricos da vila com a Banda Filarmónica de Alpalhão.
15h00 - Colóquio subordinado aos temas, "O Foral de Alpalhão no contexto da História de Portugal do Séc. XVI", que terá o Prof. Dr. João Cosmo como orador.
16h00 - Porto de Honra, no Centro de Lazer de Alpalhão (Junto à Escola Básica).
17h00 - Recriação Histórica – Celebração dos 500 anos da atribuição do foral Manuelino, pela companhia de teatro "Vivarte", danças medievais pela AJAL, no Largo do Coreto.
21h00 - Encerramento.

20.9.12

ROSÁRIA SÃO PEDRO: A Arte das Frioleiras


Na Biblioteca Municipal de Nisa está patente ao público durante o mês de Setembro, a Exposição "Frioleiras de Rosária São Pedro".
Uma mostra de autênticas obras de arte, tecidas com mil cuidados e afectos e que a artesã, em palavras "tecidas" pela sua própria mão, nos descreve, assim:
"O meu nome é Rosária, nasci numa pequena aldeia do concelho de Nisa, chamada Velada.
O gosto por trabalhos manuais acompanha-me desde sempre e bem cedo aprendi a fazer todo o tipo de rendas e bordados típicos da nossa região, tendo como mestra a minha mãe e as minhas irmãs.
A beleza das rendas e bordados encantam-me e daí a minha vontade de aprender a executá-las.
No decorrer dos anos foi com imenso gosto que dediquei muito do meu tempo à arte de fazer frioleiras.
Sendo uma renda de características únicas e de fácil execução, no meu ponto de vista, depois da obra terminada é extraordinária a sua beleza.
A palavra enxoval tem no concelho de Nisa um significado muito especial e no meu percurso de vida orgulho-me de ter contribuído com muitos dos meus trabalhos em rendas de frioleiras para enriquecer o enxoval de muitas raparigas da nossa região.
Hoje, embora não tenha uma profissão ligada a esta arte, sempre que possível aproveito as horas vagas para poder executar estes trabalhos.
Ao realizar esta exposição, mostrando as minhas frioleiras, penso que estou a contribuir para que esta arte não caia no esquecimento e mostrar que este tipo de artesanato está bem vivo no nosso concelho."
Rosária São Pedro não precisa de mais apresentações. Os seus trabalhos, a sua arte nas frioleiras falam de si e por si. Durante o corrente mês, os leitores/as podem apreciar a beleza das suas obras na Biblioteca Municipal de Nisa. Passe por lá e confirme, por si mesmo, o que aqui escrevemos.
Mário Mendes in "Alto Alentejo" - 19/9/2012

19.9.12

TOLOSA: Comemorações dos 150 anos da 1ª Carta de Foral

 
.Nos dias 5 e 6 de Outubro em Tolosa (Nisa) comemoram-se os 750 anos da concessão à vila da primeira Carta de Foral.
O primeiro Foral de Tolosa
é datado de 1262 e foi entregue por D. Afonso Pedro - Prior do Crato da Ordem do Hospital. Estávamos em pleno reinado de D. Afonso III, rei que dedicou especial atenção à classe média de mercadores e pequenos proprietários. Ficou conhecido pelo pai "do Estado Português" distribuindo alcaides pelos castelos e juízes pelas vilas e terras. A sua preocupação era implementar um poder legal, mais justo para todos. O rei preparou legislação que restringia a possibilidade das classes mais privilegiadas cometerem abusos sobre os mais desfavorecidos, concede privilégios á Igreja, organizou a administração pública, fundou vilas, e concedeu várias cartas de Foral.
Desde o início da nacionalidade que se sentiu a necessidade de criar e adequar um conjunto de leis que visassem a proteção da população, a normalização das várias atividades, a moralização dos costumes e atualizar o plano fiscal. A carta de foral adquire uma dimensão prática depois da sociedade mais estabelecida. No fundo estes documentos eram a base do estabelecimento de um Município, e por conseguinte um evento muito importante na história de qualquer vila ou cidade. A Carta de Foral serviu desde o século XII como um elemento importante nas relações entre a população os municipais e o Rei. Era no fundo o regulador desta relação, imprescindível numa altura em que os grandes senhores ainda dominavam grandes territórios em desfavor da Coroa. O primeiro de Foral de Tolosa seguiu o modelo do de Évora de 1166.
O programa das comemorações dos 750 da Carta de Foral de Tolosa
integra no dia 5 de Outubro (sexta feira), pela 10 horas, uma caminhada "Pelos Caminhos do Carvalhal", acompanhada de guia e explicações sobre a História do Carvalhal; à tarde atuará o Grupo de Danças Antigas Josefa d’Óbidos e de seguida haverá um concerto pela Banda da Sociedade Musical Nisense.
No dia 6 de Outubro, pelas 10 horas haverá uma demonstração de cães de parar do Canil de Fortios; às 11h30, realizam-se torneios de jogos populares e um desfile equestre; às 13 horas, haverá almoço/convívio e às 15 horas, uma tourada "Ladies & touros, lda".
O programa das comemorações terá continuidade no mês de dezembro com publicação da Carta de Foral, uma Conferência explicativa sobre a importância do Foral e um Concerto de Natal.

 

14.9.12

OPINIÃO: Ajoelhando , comovido, junto da campa da NIA...

ERA NATAL....
Minha irmã, minha amiga...
Não estavas lá, libertada de imediato pela tua força ,
Grandeza espiritual superior.
Pela tua invulgar beleza interior.
Um ser espiritual tão completo....belo....perfeito
Alma grandiosa, cuja pureza,
como que impulsionada, ...elevou -se logo
em direção do plano superior que te convocara com urgência
em direção de companheiros,
os ajudares a acudir a dores, sofrimentos de irmãos sofredores.

Gente de igual estatura, bondade e beleza espiritual
como tu., minha generosa amiga
Senhor!---na altura não entendi,
faltavam-me conhecimentos,
Senhor....a minha ignorância ao tempo
Não me deixava ver o caminho,
Não tinha estudado, lutado por aprender os
Instrumentos básicos de análise, progresso na fé ,
E não prescinde da tua ajuda na missão do lado de lá
Em tarefas do bem mais avançadas.

Socorrer confortar ,encaminhar, suavizar tanto sofrimento,
e tu minha amiga estás aí feliz, praticando generosamente auxílio,
socorro, ajuda fraterna a irmãos em dificuldades
que esperavam o teu auxílio.

No dia da tua partida ...ERA TEMPO DE NATAL
tanta dor, um golpe profundo,
Um grito que parecia não nos deixar, adentrando as mossas almas.
Porquê assim Senhor?....questionámos, perdidos, amarfanhados pela dor.
E soam cânticos espirituais de uma beleza ímpar.

E ouço, chega até mim, claramente um a voz serena.
E aproxima-se...dizendo: "Aceita com serenidade, um dia compreenderás"
Então entenderás os vários planos da Vida."
Era o Tempo do Natal e Tu deixava-nos.
Maravilhoso ser,...a Vida Superior a que sempre pertenceste
Recebia-Te na solenidade da época,
e deixava as nossas almas perplexas.

Como? Porquê? A nossa fé vacilava...Como entender?
Era Natal.... e nós morríamos por dentro, incrédulos.
Ajoelho de novo , sinto-me espantado perante a visão
duma beleza espiritual grandiosa, deslumbrante....
Sorris, minha irmã,.... , minha amiga e permaneço ajoelhado
No local em que o teu corpo foi depositado
Mas dada a grandiosidade da tua beleza espiritual
Logo te ergueste a plano superior, pela grandeza do teu ser

Que não o drama da morte como a entendemos...
Tal altura tem a a tua beleza espiritual.
Minha amiga, minha irmã....tão presente .
Senhor, agora entendo , agora compreendo...!
Minha amiga, minha irmã,....
Sempre deslumbrado pela excecional beleza espiritual, ...
bondade, distribuição gratuita, generosa de afeto.....
Ser tão bom, ...
Ser tão doce, beleza física e espiritual inigualável, perfeição moral,
Juntas numa só pessoa, ...num só ser excecionalmente bom e doce.
Vi sempre em ti um ser excecional, tão lindo, tão, tão belo, tão completo, tanta. a tua ..- bondade, generosidade bem.

Os teus sentimentos tão constantemente generosos para com todos que sempre testemunhei, atestavam a tua enorme beleza espiritual.
Não admitia a tua partida.
Porém, ser de eleição, não eras daqui.
Tinhas ultrapassado o comum das pessoas.....
A materialidade desta vida era pouco para ti, a doçura, obem e o amor
iguais aos de Jesus.

E agora Senhor?...
"Nada temas por ela, ...ela conhece o caminho que lhe foi destinado."
A minha fé ... era.... então frágil, mera ...piedade religiosa,
não entendi....não dei por tamanha beleza de vida.
Mesmo próximo não vi.
Agora compreendo,.... agora entendo Senhor!
Minha irmã... minha amiga,
ser tão bom e doce.

E fico ajoelhado como se estivesse na Tua Presença, Senhor!.....,
Não hà morte, junto de Ti, Senhor,...!
Tu venceste a Morte para os que se TE assemelham
e ofereceste-lhes a Vida Verdadeira.
Agora eu entendo,,...eu pecador me confesso,...
Mas eu creio Senhor ...
.Contigo a Vida,.. ...a Vida Verdadeira ,
Vencida a dramatização... Vida e Morte.
Eu creio ....Senhor que sois Deus, Filho de Deus Pai!.
Eu Creio Senhor!...no destino dos que se TE assemelham.
 
(ofereço estas linhas humildes, mas sinceras, à irmã da Nia..., se a Sua bondade me permite ,,me autoriza ,pelo sentimento fraterno que lhe dedico.... minha amiga, minha irmã, um ser extra ordinário de pessoa, mulher, mãe, esposa, para quem peço todas as venturas pessoais que em toda a vida soube exemplarmente merecer).
João Castanho

MANIFESTAÇÃO EM NISA- Sábado 15 - 17 Horas - Praça da República

Tenho estado a aguardar que a sociedade civil de Nisa tome a iniciativa de propor algum tipo de manifestação de desagrado pela política de terra queimada do Governo, algo que seja uma clara demonstração da revolta que vamos sentindo.
Ninguém parece avançar, por isso avanço eu: alguém está disposto a juntar-se a mim numa manisfestação pacífica e apartidária, no próximo
Sábado, dia 15 de Setembro, pelas 17h00, na Praça da República?
É preciso fazer qualquer coisa de extraordinário. É preciso tomar as ruas e as praças das cidades e os nossos campos. Juntar as vozes, as mãos. Este silêncio mata-nos. O ruído do sistema mediático dominante ecoa no silêncio, reproduz o silêncio, tece redes de mentiras que nos adormecem e aniquilam o desejo. É preciso fazer qualquer coisa contra a submissão e a resignação, contra o afunilamento das ideias, contra a morte da vontade colectiva. É preciso convocar de novo as vozes, os braços e as pernas de todas e todos os que sabem que nas ruas se decide o presente e o futuro. É preciso vencer o medo que habilmente foi disseminado e, de uma vez por todas, perceber que já quase nada temos a perder e que o dia chegará de já tudo termos perdido porque nos calámos e, sós, desistimos.
O saque (empréstimo, ajuda, resgate, nomes que lhe vão dando consoante a mentira que nos querem contar) chegou e com ele a aplicação de medidas políticas devastadoras que implicam o aumento exponencial do desemprego, da precariedade, da pobreza e das desigualdades sociais, a venda da maioria dos activos do Estado, os cortes compulsivos na segurança social, na educação, na saúde (que se pretende privatizar acabando com o SNS), na cultura e em todos os serviços públicos que servem as populações, para que todo o dinheiro seja canalizado para pagar e enriquecer quem especula sobre as dívidas soberanas. Depois de mais um ano de austeridade sob intervenção externa, as nossas perspectivas, as perspectivas da maioria das pessoas que vivem em Portugal, são cada vez piores.
A austeridade que nos impõem e que nos destrói a dignidade e a vida não funciona e destrói a democracia. Quem se resigna a governar sob o memorando da troika entrega os instrumentos fundamentais para a gestão do país nas mãos dos especuladores e dos tecnocratas, aplicando um modelo económico que se baseia na lei da selva, do mais forte, desprezando os nossos interesses enquanto sociedade, as nossas condições de vida, a nossa dignidade.
Grécia, Espanha, Itália, Irlanda, Portugal, países reféns da Troika e da especulação financeira, perdem a soberania e empobrecem, assim como todos os países a quem se impõe este regime de austeridade.
Contra a inevitabilidade desta morte imposta e anunciada é preciso fazer qualquer coisa de extraordinário.
É necessário construir alternativas, passo a passo, que partam da mobilização das populações destes países e que cidadãs e cidadãos gregos, espanhóis, italianos, irlandeses, portugueses e todas as pessoas se juntem, concertando acções, lutando pelas suas vidas e unindo as suas vozes.
Se nos querem vergar e forçar a aceitar o desemprego, a precariedade e a desigualdade como modo de vida, responderemos com a força da democracia, da liberdade, da mobilização e da luta. Queremos tomar nas nossas mãos as decisões do presente para construir um futuro.
Este é um apelo de um grupo de cidadãos e cidadãs de várias áreas de intervenção e quadrantes políticos. Dirigimo-nos a todas as pessoas, colectivos, movimentos, associações, organizações não-governamentais, sindicatos, organizações políticas e partidárias que concordem com as bases deste apelo para que se juntem na rua no dia 15 de Setembro.
Dividiram-nos para nos oprimir. Juntemo-nos para nos libertarmos!
Ana Carla Gonçalves, Ana Nicolau, António Costa Santos, António Pinho Vargas, Belandina Vaz, Bruno Neto, Chullage, Diana Póvoas, Fabíola Cardoso, Frederico Aleixo, Helena Pato, Joana Manuel, João Camargo, Luís Bernardo, Magda Alves, Magdala Gusmão, Marco Marques, Margarida Vale Gato, Mariana Avelãs, Myriam Zaluar, Nuno Ramos de Almeida, Paula Marques, Paulo Raposo, Ricardo Morte, Rita Veloso, Rui Franco, Sandra Monteiro, São José Lapa, Tiago Rodrigues.
(Do Manifesto "Que se lixe a Troika)
 

13.9.12

MEMÓRIA DO CINE TEATRO: Setembro de 1934

Em Setembro de 1934, a empresa do Cine Teatro Nisense Lda promoveu quatro espectáculos cinematográficos, a que assistiram 1610 espectadores que deixaram nas bilheteiras uma receita de 2.576 escudos. "Any no Music Hal" foi o filme mais visto com 443 assistentes, num tem tempo em que o "sonoro" ainda não fazia parte do equipamento do Cine Teatro de Nisa.
À falta de outros divertimentos, era o cinema, mesmo o "mudo" que preenchia os tempos livres (bem poucos e sem liberdade) dos nisenses.

12.9.12

15 de SETEMBRO: Que se lixe a Troika!


Cara(o)s amiga(o)s
Cada vez mais, a necessidade de procurar alternativas é um imperativo.
Os fulanos que tomaram conta do poder não hesitam em nos levar a "bater no fundo e a fazer buraco".
É isso que está em marcha, as desigualdades são cada vez maiores, os sacrifícios continuam a ser impostos apenas à grande maioria dos portugueses desfavorecidos, continuando a priveligiar a clique do poder...
Não é de agora que afirmamos a necessidade de dizer "Basta!"
Voltamos a afirmá-lo, com a esperança de que as portuguesas e os portugueses se não deixem atemorizar.
Não ao medo, sim à acção!
Divulgamos um texto difundido por um grupo de cidadãos e cidadãs inconformados.
Vamos sair à rua, no próximo dia 15 de Setembro.
Cordiais saudações
Vasco Lourenço
MANIFESTAÇÕES: 15 de Setembro, às 17h, em Lisboa (Praça José Fontana, frente ao Liceu Camões; Metro Picoas) Porto: Av. Aliados - 17h Braga: Av. Central – 15h Funchal: Parque de Santa Catarina – 17h Faro: R. Município – 16h Guarda: Pr. Luís de Camões – 17h 
É preciso fazer qualquer coisa de extraordinário. É preciso tomar as ruas e as praças das cidades e os nossos campos. Juntar as vozes, as mãos. Este silêncio mata-nos. O ruído do sistema mediático dominante ecoa no silêncio, reproduz o silêncio, tece redes de mentiras que nos adormecem e aniquilam o desejo. É preciso fazer qualquer coisa contra a submissão e a resignação, contra o afunilamento das ideias, contra a morte da vontade colectiva. É preciso convocar de novo as vozes, os braços e as pernas de todas e todos os que sabem que nas ruas se decide o presente e o futuro. É preciso vencer o medo que habilmente foi disseminado e, de uma vez por todas, perceber que já quase nada temos a perder e que o dia chegará de já tudo termos perdido porque nos calámos e, sós, desistimos.
O saque (empréstimo, ajuda, resgate, nomes que lhe vão dando consoante a mentira que nos querem contar) chegou e com ele a aplicação de medidas políticas devastadoras que implicam o aumento exponencial do desemprego, da precariedade, da pobreza e das desigualdades sociais, a venda da maioria dos activos do Estado, os cortes compulsivos na segurança social, na educação, na saúde (que se pretende privatizar acabando com o SNS), na cultura e em todos os serviços públicos que servem as populações, para que todo o dinheiro seja canalizado para pagar e enriquecer quem especula sobre as dívidas soberanas. Depois de mais um ano de austeridade sob intervenção externa, as nossas perspectivas, as perspectivas da maioria das pessoas que vivem em Portugal, são cada vez piores.
A austeridade que nos impõem e que nos destrói a dignidade e a vida não funciona e destrói a democracia. Quem se resigna a governar sob o memorando da troika entrega os instrumentos fundamentais para a gestão do país nas mãos dos especuladores e dos tecnocratas, aplicando um modelo económico que se baseia na lei da selva, do mais forte, desprezando os nossos interesses enquanto sociedade, as nossas condições de vida, a nossa dignidade.
Grécia, Espanha, Itália, Irlanda, Portugal, países reféns da Troika e da especulação financeira, perdem a soberania e empobrecem, assim como todos os países a quem se impõe este regime de austeridade.
Contra a inevitabilidade desta morte imposta e anunciada é preciso fazer qualquer coisa de extraordinário.
É necessário construir alternativas, passo a passo, que partam da mobilização das populações destes países e que cidadãs e cidadãos gregos, espanhóis, italianos, irlandeses, portugueses e todas as pessoas se juntem, concertando acções, lutando pelas suas vidas e unindo as suas vozes.
Se nos querem vergar e forçar a aceitar o desemprego, a precariedade e a desigualdade como modo de vida, responderemos com a força da democracia, da liberdade, da mobilização e da luta. Queremos tomar nas nossas mãos as decisões do presente para construir um futuro.
Este é um apelo de um grupo de cidadãos e cidadãs de várias áreas de intervenção e quadrantes políticos. Dirigimo-nos a todas as pessoas, colectivos, movimentos, associações, organizações não-governamentais, sindicatos, organizações políticas e partidárias que concordem com as bases deste apelo para que se juntem na rua no dia 15 de Setembro.
Dividiram-nos para nos oprimir. Juntemo-nos para nos libertarmos!
Ana Carla Gonçalves, Ana Nicolau, António Costa Santos, António Pinho Vargas, Belandina Vaz, Bruno Neto, Chullage, Diana Póvoas, Fabíola Cardoso, Frederico Aleixo, Helena Pato, Joana Manuel, João Camargo, Luís Bernardo, Magda Alves, Magdala Gusmão, Marco Marques, Margarida Vale Gato, Mariana Avelãs, Myriam Zaluar, Nuno Ramos de Almeida, Paula Marques, Paulo Raposo, Ricardo Morte, Rita Veloso, Rui Franco, Sandra Monteiro, São José Lapa, Tiago Rodrigues.
Blogue:

AMIEIRA DO TEJO: Festas de Nossa Senhora da Sanguinheira

Foi nos passados dias 7, 8 e 9 de Setembro de 2012 que se realizou em Amieira do Tejo mais uma das mais bonitas festas em homenagem à Nossa Senhora da Sanguinheira. Foram muitos os que quiseram marcar presença nestas festividades, trazendo consigo o melhor de si… sorrisos, abraços, histórias e muito sentimento à mistura.
As festas decorreram como habitualmente acontece todos os anos, havendo uma ou outra novidade para surpresa de todos, como a deste ano que foi a primeira prova de resistência de motos 50 c.c., o que agradou a todos os amantes das duas rodas e não só… pois proporcionou a todos os que quiseram assistir a momentos de muita emoção, com muitas gargalhadas e adrenalina à mistura.
Tivemos também a tradicional tourada à vara larga onde os mais afoitos deram largas à sua imaginação e nos proporcionaram a nós, espectaculares e agradáveis momentos tauromáquicos. Houve ainda os tradicionais bailes que se seguiram pela noite dentro, com muita música para nos animar a alma e o coração, fazendo-nos esquecer um dos momentos em que todos nós se encontramos com toda a "crise" que por aí vai… e entre copos, danças, sorrisos e abraços lá iam convivendo cada um à sua maneira vivendo e saboreando da melhor forma e aproveitando ao máximo cada momento desta maravilhosa festa de Amieira que nos proporciona a todos encontros tão esperados entre amigos e familiares que só nesta altura se juntam para matar saudades… e como não podia deixar de acontecer, pois sendo esta a razão de toda esta festa deu-se a tão aclamada procissão em Honra de Nª Srª da Sanguinheira a padroeira de Amieira do Tejo.
Como não podia deixar de ser, os momentos vividos foram de muita emoção… entre as tristezas que cada um carrega também houve lugar para a alegria, há os momentos de encontros e também os de desencontros que o destino se encarregou de nos dar, mas o propósito ali, naquele mágico e celeste cortejo é só um… o amor, a nossa senhora, a fé que cada um tem dentro de si e o desejo de que a sua súplica seja ouvida e atendida por Nossa Sra. Da Sanguinheira.
E foi assim que tudo terminou… ao fim da tarde de Domingo debaixo de um céu que mais parecia um manto azul que cobria Amieira que todos se despedimos com o triste e saudoso adeus a Nossa Senhora da Sanguinheira deixando-a ali na sua casa (Capela de Nª Sra. Da Sanguinheira) com a promessa de regresso para o próximo ano e que assim seja para todos nós!
Um Bem-Haja a todos os que fizeram parte da organização desta Festa, bem como a todos os que nesta marcaram presença e foram muitos… sem eles nada disto seria possível, um muito obrigado a todos e que sejam cada vez mais !!!
Com a promessa de um até para o ano, cumprimentos
Ana Paula Mendes Nunes da Conceição Horta in "Alto Alentejo" - 12/8/2012
 

11.9.12

10.9.12

Alpalhão reuniu 38 dadores de sangue



A Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP - marcou presença em Alpalhão, o torrão natal do Presidente António Eustáquio. Foi no primeiro dia de Setembro: tendo comparecido 38 voluntários, dos quais 12 mulheres.
Depois de se proceder à avaliação de saúde de cada voluntário: foi possível reunir 36 unidades do precioso tecido humano nesta Freguesia do Concelho de Nisa.
Deram sangue pela primeira vez quatro dos presentes, entre eles três mulheres. Inscreveram-se no Registo Português de Dadores de Medula Óssea cinco voluntários.
Acerca desta jornada o Presidente da ADBSP não escondia o seu contentamento. Relativamente a outras colheitas realizadas recentemente (e em terras maiores) pode-se considerar que Alpalhão esteve bem. E depois António Eustáquio sublinhou que passou a haver quatro novos dadores de sangue e mais cinco inscritos disponíveis para eventual doação de Medula Óssea. Curioso é que, até às 10.30 horas, já tinham marcado presença, no edifício do antigo Centro de Saúde, ao Largo do Terreiro, perto de 30 pessoas: sinal que as pessoas queriam fugir das horas mais tórridas.
No final foi servido, na sede do Grupo Ciclo Alpalhoense, o almoço convívio que contou com o apoio da Junta de Freguesia de Alpalhão.