29.6.13

NISA: Bombeiros promovem Festas de Verão no Rossio

Os Bombeiros Voluntários de Nisa levam a efeito nos dias 12 e 13 de Julho, uma festa popular, a realizar na Praça da República em Nisa.
A festa terá animação musical, a cargo de dois populares artistas e não faltará um esmerado serviço de bar com muita bebida fresca, Frango Assado, Sardinha Assada e Açorda Alentejana.
Os lucros desta iniciativa revertem a favor da aquisição de material de mergulho e de equipamento de protecção individual destinado ao trabalho desenvolvido pelos generosos "soldados da paz".
Participe na festa e contribua para tornar os nossos Bombeiros ainda melhores!

28.6.13

NO RASTO DA MEMÓRIA: Os Padres de Nisa

 Poucas vilas da categoria da nossa haverá em todo o país que tenham dado à Igreja Católica tantos e tão dignos sacerdotes.
Há 40 ou 50 anos contavam-se por muitas dezenas os clérigos que, por várias dioceses, honravam a terra natal pelo ardor do seu prosetilismo, formação espiritual e esplendor de cívicas virtudes. Era uma denodada e numerosa falange não só de operários da vinha do Senhor, como se diz em linguagem bíblica, mas ainda de itemeratos pioneiros da civilização que, nas suas paróquias, se impunha como exemplares mentores das populações confiadas ao zelo apostólico de tão dedicados pastores de almas.
Era, porém, a sua vida familiar uma das facetas de maior realce no conjunto dos altos predicados que lhes exornavam o carácter.
Na quási totalidade originários de gente humilde, geralmente filhos de artistas e até de trabalhadores rurais, logo que ascendiam ao altar, começavam a ser o amparo e arrimo dos ascendentes, irmãos, sobrinhos e outros parentes, que, à sua sombra, conseguiam valorizar-se, alçando-se – quantos deles! – às mais honrosas e eminentes culminâncias sociais.
No antigo Seminário de Portalegre os alunos de Nisa eram sempre em grande número e, com essa reserva permanente, de ano para ano ia crescendo a legião dos que, como ministros do culto, assim firmavam o alto renome dos padres da nossa terra. E este justo conceito de exemplares levitas e íntegros homens de bem cercava-os de uma auréola de respeitosa simpatia, alteando-os como figuras de primacial relevo no meio em que agiam.
Eu poderia citar, a propósito, uma infinidade de nomes desde Frei Adão Dinis, vergado ao peso de dura penitência em tempos tão distantes que deles se evola o perfume da lenda...
Teria até especial prazer, se a idade e o gravame das correlativas inerências me permitisse ainda reunir, em selecta colectânea, as virtuosas e egrégias biografias dos meus patrícios que, pelo fervor do apostolado e por seu magnânimo sentir, se podem contar entre os mais preclaros elementos do clero português. Seria, pelo tema e pelo número dos focados, um consolador florilégio em cuja leitura se comprazeria o orgulho bairrista.
Infelizmente é já tarde para o tentar!... Que outro procure fazê-lo e prestará a Nisa assinalados serviços!
Limito-me a evocar, neste breve artigo, os méritos e préstimos de quantos Deus elegeu para, como seus delegados, atraírem sobre a nossa querida terra as bênçãos celestiais.
Os padres de Nisa!... Aqui lhes rendo, sobretudo à memória dos que a morte levou, o merecido preito do meu apreço e admiração! Tantos e tão dignos! Mas, dessa corte de indefectíveis soldados de Cristo, quantos restam hoje?
Perpassam-me neste momento pela memória as cerimónias da Semana Santa de há meio século e parece-me estar vendo a Igreja Matriz com os cadeirais da capela-mor repletos de eclesiásticos, todos nossos conterrâneos, e um grupo notável de seminaristas que com a sua presença, contribuíam para maior luzimento das funções do culto.
Com o tempo tudo mudou! Dos presbíteros nisenses que, pelo número e qualidade, granjearam nomeada, apenas resta uma escassa dezena! Desses só um vive na sua terra: o antigo vigário, sr. Pe Joaquim Paralta que, apesar de octogenário, ainda cumpre, como pode, as obrigações do seu sagrado ministério. Os outros, são os últimos abencerragens da estrénua legião de apóstolos, que no extinto Seminário de Portalegre adquiriam envergadura para os grandes voos da evangelização cristã.
Vão rareando cada vez mais as fileiras dos sobreviventes.
Foi em 1943 o espírito jovial do Padre José Dinis Figueiredo, que Deus chamou para si, e foi ainda há pouco o bondosíssimo Padre João de Oliveira, cuja morte os seus paroquianos de Santo António das Areias compungidamente choraram.
Ao serviço da Igreja ficam apenas, além do referido padre Joaquim Paralta, os padres António da Graça Ribeiro e António Sambado, residentes em Portalegre; Francisco Paralta, em Elvas; Francisco Durões, em Oleiros; Manuel Carolo, Baltazar Carvalho, José Correia e Armando da Piedade, respectivamente párocos em Estremoz, Caparica, Ribeira de Nisa e Gavião.
Dos actuais Seminários da diocese, não mais se ordenou um nisense. E porquê? Porque a formação do clero e as suas responsabilidades são cada vez de maiores exigências e as autoridades competentes entendem, e muito bem, só poder arcar com elas quem para o sacerdócio tenha vocação.
Apesar de Cristo dizer: jugum meum suave est, há ombros tão débeis que, mesmo assim, não podem suportá-lo... E então, na impossibilidade de servirem como ministros de Deus, limitem-se os que Ele não chamou para tão alta dignidade, a aperfeiçoarem-se civicamente, sob as luminosas directrizes da formação moral adquirida nos Seminários. Serão assim mais úteis à Pátria e à própria religião!
Mas ainda tenho esperança de, passados alguns anos, ter o prazer de assitir à Missa Nova de um dos meus patrícios!...
E com que saudade eu relembro agora as de tantos, e em especial as dos meus condiscípulos, já todos na paz do túmulo!...
J. Figueiredo – in “Correio de Nisa” – nº 6 – 26 Agosto 1945
(Artigo publicado no "Jornal de Nisa" - nº11 - 17 Junho 1998)

27.6.13

MARVÃO: Petição exige manutenção da estação dos CTT

No dia 27 de Junho de 2013, um grupo de Marvanenses enviou uma petição que contava com cerca de 200 assinaturas ao Conselho de Administração dos CTT e ANACOM, bem como à Assembleia da Republica e Ministério da Economia.
Consideram que "é imprescindível que a Vila de Marvão, sede de Concelho, tenha uma Estação dos CTT, que preste um verdadeiro serviço público de correios com qualidade, e que mantenha os serviços financeiros, a gestão dos certificados de aforro e a responsabilidade no pagamento de pensões".
Este grupo de Marvanenses, cujo primeiro signatário é António Moura Andrade – ex-Presidente do Município de Marvão, juntou-se assim para repudiar esta intenção e exigir que a Estação de Marvão continue em funcionamento, prestando este serviço público à População.
Exmos. Srs.
Face ao facto chegado ao conhecimento da População de Marvão, da intenção de encerramento, através de privatização, da Estação de Correio da Vila, a População juntou-se na indignação, e recolheu uma petição contra esse encerramento.
Consideramos que é imprescindível que a Vila de Marvão, sede de Concelho, tenha uma Estação dos CTT, que preste um verdadeiro serviço público de correios com qualidade, e que mantenha os serviços financeiros, a gestão dos certificados de aforro e a responsabilidade no pagamento de pensões.
Consideramos que os exemplos conhecidos de anteriores privatizações ou agenciamentos têm sido ruinosos para as populações, porque quem passa a deter estes serviços está preocupado em maximizar o lucro em desfavor da prestação do serviço público. Consideramos, também, indispensável um atendimento à população feito por Técnicos trabalhadores dos CTT, com garantia de profissionalismo, segurança e sigilo.
Assim, vem este Grupo de Marvanenses enviar este abaixo-assinado para o Cons. de Administração dos CTT e ANACOM, bem como para a Assembleia da Republica e Ministério da Economia, e cujo primeiro signatário é António Moura Andrade – ex-Presidente do Município de Marvão, para repudiar esta intenção e exigir que a Estação de Marvão continue em funcionamento, prestando este serviço público à População.
Marvão, 26 de Junho de 2013
António Moura Andrade

Portalegre: colisão frontal faz um morto

Segundo informação difundida pela "Rádio Portalegre", um acidente ocorrido esta tarde na EN 18, próximo de Fortios, em Portalegre, vitimou João Louro, residente na aldeia da Velada, concelho de Nisa, de 43 anos de idade.
Fonte do CDOS de Portalegre, que recebeu o alerta às 17:30h, relatou que o acidente resultou de uma colisão frontal entre um veículo ligeiro de passageiros e um pesado de mercadorias, da empresa "Luís Simões". A mesma fonte adiantou que a vítima mortal era o condutor e único ocupante da viatura ligeira. De acordo com o CDOS o condutor do veículo pesado não sofreu ferimentos.
À família enlutada e amigos apresentamos as nossas condolências.
- José Monteiro in http://maladeporao.blogspot.pt

SOUSEL: Exposição de Pintura de António e Maria João Charrinho


SAÚDE: Tome cuidado com o calor - Proteja-se do sol





NISA: No âmbito da Geminação Nisa / Azay-le-Rideau

Exposição de fotografias da fábrica Leroy-Cibem
No âmbito da geminação entre os municípios de Nisa e de Azay-le-Redau, estará na próxima semana em Nisa uma representação do agrupamento associativo PETRI–Patrimoine et Traditions en Ridellois.
Na segunda feira, 1 de julho, pelas 10 horas, o Grupo PETRI terá uma receção no auditório da Biblioteca Municipal, seguindo-se a inauguração da exposição fotográfica “Usine Leroy Cibem – Regards croisés”.
A exposição de fotografias da fábrica Leroy Isoroy Cibem foi realizada em 2011 para o lançamento de um trabalho de recolha da tradição oral dos antigos operários daquela unidade fabril e foi apresentada, em setembro de 2011, em Azay-le-Rideau, do decorrer das Jornadas Europeias do Património.
O objetivo da exposição era apresentar fotografias atuais a par de fotografias antigas que permitissem testemunhar e recontar histórias dos antigos assalariados fabris. O Grupo Petri continua esse trabalho de recolha da memória oral do cantão de Azay-le-Rideau, contando igualmente com o contributo de nisenses que trabalharam na fábrica Leroy.

25.6.13

In Memorian: FERNANDO EDUARDO CARITA

 Um grande Poeta nisense que partiu 
 Será o poema essa coisa ínfima
Que rodeia o corpo e a ausência?
Essa parte ínfima
Que arde
E sempre está a arder
Na rosa insuspeitada?
- Yves Namur – in “Figuras do Muito Obscuro - Tradução de Fernando Eduardo Carita.

Faleceu no sábado, em Lisboa, após doença prolongada, Fernando Eduardo Louro Carita, natural de Nisa, onde nasceu a 27 de Maio de 1961.
Tinha 52 anos, o Fernando Eduardo Carita, nome como era conhecido nos anais da literatura e da poesia e deixa publicadas algumas das mais significativas obras da moderna poesia portuguesa.
Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (português e francês) foi professor na Escola Prof. Mendes dos Remédios, de Nisa e mais tarde na Escola Secundária Ferreira Dias (Agualva-Cacém), estabelecimento onde viria a interromper a sua actividade docente, já minado pela grave doença com que viria a falecer, uma doença que enfrentou com uma coragem e determinação inigualáveis.
O ensino do Português, a poesia e a família, foram os grande amores de Fernando Eduardo Carita.
Publicou três livros: A Obscura Espiritualidade da Matéria (1988) edição de autor; A Salvação Pelo Vazio / Le salut par le vide (edição bilíngue traduzida para o francês por Marie Claire Vromans.) (2005); A casa, o Caminho / La maison, le chemin (edição bilíngue traduzida para o francês por. Marie Claire Vromans) (2008).
Para além da colaboração em diversas revistas da especialidade, dois dos seus poemas foram publicados no número 177 – Maio de 2011 da Revista Colóquio /Letras – Poesia.
Traduziu inúmeros textos de conhecidos autores, entre estes Yves Namur, poeta belga, cuja tradução deu a conhecer em Portugal, “Figuras do Muito Obscuro”, livro prefaciado por Nuno Júdice.
Fernando Eduardo Carita foi um dos 40 escritores entrevistados por Ana Marques Gastão para o Diário de Notícias e reunidas num volume de 468 páginas, O Falar dos Poetas, publicado pela Afrontamento.
“ A poesia de Fernando Eduardo Carita pode ser visto como possuidor de uma consciência singular, marcado pelo aforismo e parábola - um estilo sentencioso, que, no entanto, não dispensa um íntimo registo, lírico que questiona o mundo, o significado de significado, a casa - linguagem - o que lhe aparece como o símbolo de um lugar perdido que o poema tenta ressuscitar. A temática de sua poesia gira em torno das questões do nome, da autoridade do autor, a inexorabilidade do tempo, o processo da identidade de um sujeito que se pergunta de forma permanente, dentro do poema, sobre a ausência de Deus. Ele é um autor discreto que se tornou uma das vozes mais originais da poesia contemporânea Português.” - António Carlos Cortez
 Poema de A Casa, O Caminho
1
Todo o homem é uma invenção cuja patente
Não terá sido ainda descoberta em nenhum arquivo
Da história,
Invenção até hoje nunca reclamada por ninguém,
A solidão de um homem é esta vivência agónica de uma orfandade
Que o deixa abandonado a si mesmo,
É também a sensação obsidiante de ninguém ter ainda aparecido
Para o registar como concepção original sua,
Em constante sobressalto vive o poeta assombrado por este completo e enigmático
Desamparo que sempre o exporá aos perigos decorrentes de processos de uma falsificação
Abjecta e aleatória quando não indiscriminada,
E haverá porventura um dia em que nem ele próprio sequer saberá se é ou não
Uma mera cópia fidedigna ou uma grosseira contrafacção.


  " Poema  60  "
Nascer aqui é falhar ainda
O silêncio das árvores em crescimento,
Nascer aqui é sempre demasiado tarde
Para ir beber à fundura de um poço,
Nascer aqui dói às pedras
Que excederam a altura da casa,
Nascer aqui impede os cães de conduzir
A cegueira dos espelhos desde o olhar até à visão,
Nascer aqui afugenta o invisível para longe da vida,
Nascer aqui é um ruído de fundo
Para dissuadir a hospitalidade do tempo à nossa mesa,
Nascer aqui é demasiado tarde para sermos
perpendiculares
À oferenda mútua dos corpos,
Nascer aqui desfaz a aritmética dos passos sem
caminhante,
Nascer aqui muda-nos a todo o instante de origem e
destino,
Nascer aqui atenta contra o trabalho escultórico
De uma minuciosa nudez dos pensamentos para pôr a
salvo
O vazio de nascer agora e por fim em nenhum lugar.
In “A Salvação Pelo Vazio”

O Fernando Eduardo Carita morreu. Como escrevia um colega seu “ a Ferreira (Dias) perde um professor, um colega.
A Ferreira não perde um Amigo, um Poeta, um Pensador.”
Aos pais, professores João Maria e Maria Manuela, aos irmãos Filipe Manuel e João Paulo, a todos os familiares e amigos, expressamos sentidas condolências.
O Fernando Eduardo partiu mas onde quer que se encontre, o céu estará mais perto.
E, nós dele, através da poesia que nos deixou.
Mário Mendes in "Alto Alentejo" - 26/6/2013

23.6.13

Dádiva de sangue em Nisa




A segunda ronda anual de colheitas, pelas várias terras do Norte Alentejano, levadas a cabo pela Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP – teve início em Nisa. Ao quartel dos Bombeiros compareceram, a 15 de Junho, 31 pessoas, 15 das quais mulheres (48,4%).
Nesta localidade a dinamização de dadores habitualmente é muito mais elevada, pelo que se estranharam os números em causa. Eventualmente: um acontecimento social que ali decorreu pode ter afastado potenciais voluntários. Esperemos que mais gente de Nisa apareça nas próximas dádivas, sendo certo que quem compareceu merece todo o nosso reconhecimento e incentivo.
Dois dos presentes não deram sangue por questões clínicas. E novos dadores não os houve.
Em Julho
A ADBSP vai levar a efeito em Julho as seguintes colheitas a terem lugar em manhãs de sábado: Castelo de Vide no Centro de Saúde dia 13; São Salvador da Aramenha (Marvão) a 20 no Centro de Dia.
Certamente que teremos o grato gosto de o cumprimentar num destes actos solidários.

JR

ALENTTERRA arranca com 1º Downhill "Portas de Ródão"

 
Nos próximo dias 5,6 e 7 de Julho, o AlenTTerra organiza a 1ª Edição do Downhill “Portas de Ródão”.
PROGRAMA:
Dia 5
14h00 às 17h00: Reconhecimento do percurso a pé e abertura do Parque para montagem das estruturas de equipas.
Dia 6
09h00 às 12h30: Treinos livres;
14h30 às 18h00: Treinos oficiais;
19h00: Encerramento do circuito.
 Dia 7
09h00: Início da primeira manga;
11h00: Início da segunda manga;
14h30: Cerimónia de entrega de prémios.
O preço por participante será de 15 euros. Este preço inclui dormida gratuita no parque de campismo de Vila Velha de Ródão para o participantes, acompanhantes e membros de equipa, Dorsal, T-shirt, transporte para todas as descidas, quer da bicicleta, quer do concorrente, chuveiros para duches e parque para lavagem de bicicletas.
O AlenTTerra garante aos participantes, acompanhantes e membros de equipa as refeições, que serão servidas, sábado 6 de Julho/Jantar e Domingo 7 de Julho/Almoço.
As refeições têm um custo de 6 euros cada e podem ser adquiridas individualmente.
Junto ao Castelo estará um bar que garante águas, sumos, cerveja, café, sandes diversas, grelhados entre outros e estará aberto a partir das 9:00 horas de dia 6 de Julho até ao encerramento da pista e no dia 7 de Julho desde as 9:00 horas até final da atividade.
Na noite se Sábado para Domingo será feita uma after party no cais dos barcos em Vila Velha de Rodão.

22.6.13

ARNEIRO: Encontrado o corpo de Paulo Rodrigues (Mila)


Foi finalmente localizado o corpo de Paulo Rodrigues (Mila), residente no Monte do Arneiro, Freguesia de Santana, no Concelho de Nisa, desaparecido desde o dia 19 de Abril deste ano, na sequência de uma ação de busca que decorreu esta manhã, envolvendo várias corporações de Bombeiros, GNR e Protecção Civil, que simultaneamente bateram as ravinas e zonas de mato e floresta nas imediações do Arneiro e o rio Tejo.
A vítima foi encontrada dentro da sua viatura, submersa junto à margem do Tejo, no local conhecido por Pego do Arneiro, próximo das Portas de Ródão. Por razões ainda não apuradas, a vítima não se terá apercebido de que se encontrava junto ao rio, tendo seguido em frente e acabando por ficar retida dentro da viatura quando esta submergiu.
José Monteiro in http://maladeporao.blogspot.com

NISA: Memória Desportiva - Boletim da DGD


No início de 1981, a Direcção Geral dos Desportos - DGD - mantinha delegações em todos os distritos e havia um trabalho de dinamização desportiva de base, alicerçado na ligação das delegações distritais aos clubes e associações. A Delegação de Portalegre, a exemplo de outras, editava um Boletim Informativo, feito com os meios tecnológicos disponíveis na época e no nº 2 - Fev. 1981, o "Clube do Mês, uma rubrica do referido boletim, o destaque era o Sport Nisa e Benfica. É esse texto - história do clube e entrevista (sem mencionar o nome do dirigente entrevistado) que reproduzimos nesta Memória Desportiva.
Um Clube por Mês: Sport Nisa e Benfica
 Nesta edição escolhemos o Sport Nisa e Benfica, Clube da parte norte do Distrito, com sede em Nisa e que, nos últimos anos tem sentido bastante engrandecimento.
Historial do Clube
O SPORT NISA E BENFICA foi fundado em 1 de Outubro de 1935, tendo os estatutos sido aprovados por alvará de 30 de Dezembro do mesmo ano. Surgiu com o nome de Sport Lisboa e Benfica * e era então a filial nº 39 do Sport Lisboa e Benfica. Em 1949  tomou a actual designação e é hoje a filial nº 16 do Clube lisboeta.
Sendo, em primeiro lugar, uma agremiação desportiva proporciona, no entanto, aos seus associados, diversões tais como: festas, bailes, jogos lícitos, reuniões familiares, leitura, etc.
Equipa de futebol 1964
Em cima: Gabriel Martins e Isaac Araújo (dirigentes), Bandarra, Moura, Alfaia, Arsénio, João José, Emílio Ramos, J. Graça, João Francisco (Treinador), Henrique Bandarra (Dirigente)
Em baixo: Conicha, Pequito, Barrento, Cachamela, Manhoso e Bebiano.
No sector desportivo, o futebol é a modalidade mais acarinhada. Assim, o Clube tem procurado manter em actividadeequipas de iniciados, juvenis, juniores e seniores, além das “escolas” apoiadas pela DGD. No escalão de seniores, foi campeão distrital em 1975/76, 1977/78 e 1979/80, o que lhe permitiu disputar os Campeonatos Nacionais da 3ª Divisão nas épocas 76/77, 78/79 e 80/81.
Contudo, o Sport Nisa e Benfica não é só futebol; outras modalidades têm sido acarinhadas tais como: Ciclismo, Ténis de Mesa e Atletismo.
ENTREVISTA
D.G.D. – Quais as actividades desportivas, recreativas ou culturais, a que os sócios ou simpatizantes do Clube se dedicam regularmente?
S. N. e B.Os sócios do nosso Clube podem praticar o futebol, em todas as categorias, Ciclismo, Atletismo e Ténis de Mesa.
No campo recreativo e cultural, temos ao dispor de todos os sócios a nossa sede, onde se podem dedicar à leitura, além de lhes proporcionarmos bailes, festas, etc.
D.G.D. – Quais as principais carências desportivas do Clube, e como se propõem superá-las?
S.N.e B.Somos um Clube onde se fazem sentir carências de toda a ordem. Sobrevivendo milagrosamente à custa de uma magra quotização e do pouco auxílio de um número muito reduzido de associados, não temos sede própria, pagando 3.500$00 de renda mensal, e tendo sido por nós suportadas as poucas beneficiações existentes, o que representa muitos anos de sacrifício.
Possuímos um campo de jogos, onde apenas se pode praticar o futebol o qual não possui qualquer tipo de vedação, provocando enormes prejuízos. Presentemente, estamos a envidar esforços no sentido de o electrificar, para o que contamos com um subsídio do Fundo Fomento do Desporto.
D.G.D. – Se dependesse da Direcção do Clube, toda a política de desenvolvimento desportivo distrital, quais seriam as principais medidas que tomariam, a curto e a médio prazo?
S.N. e B. – Se dependesse da Direcção do Clube, toda a política de desenvolvimento desportivo distrital tomaríamos as seguintes medidas:
1Procuraríamos incentivar a prática desportiva a partir da escola, criando torneios inter-escolas, inter-freguesias, inter-concelhos. Isto em todas as modalidades e em todos os escalões.
2Procuraríamos subsidiar as agremiações desportivas existentes, com vista a que entrassem, o maior número possível nos torneios.
 * - Trata-se, obviamente, de um erro, pois o primitivo nome do clube tinha a designação de Sport Lisboa e Nisa

20.6.13

SOCIEDADE: É mais caro fazer compras no Interior

Fazer compras na região Interior do País é mais caro, de acordo com um estudo da Deco.
A Deco Proteste visitou 581 supermercados e constatou que as diferenças entre as várias regiões se agravaram. Se em 2012 fazer compras em Beja custava 5 por cento mais do que em Lisboa, a diferença este ano subiu para 24 por cento.
O estudo indica que as diferenças entre os distritos do Porto ou de Lisboa aumentaram face às regiões do interior e que os distritos mais caros do País são Beja, Bragança, Guarda, Castelo Branco, Viseu e Santarém.
Relativamente aos preços praticados pelos supermercados, o estudo indica que as lojas da cadeia de hipermercados Jumbo apresentaram preços mais baixos entre 581 visitadas. Destas, as que lideram são o Jumbo da Amadora, Maia e Setúbal.
 O estudo revela que os supermercados que praticam preços mais elevados localizam-se no distrito de Lisboa - Bilene, em Lisboa, Polisuper, em Porto Salvo, e Suportel, na Portela – e em Beja - o Supermercado Veríssimo.
in "ABola online" - 20/6/2013

19.6.13

NISA: Postais do Concelho

Em tempo de Santos Populares nada melhor do que uma foto antiga para recordar a verdadeira "devoção" dos nisenses pelos santos de Junho - Santo António, São João e São Pedro - bem patente nas coloridas capelas de flores que as crianças punham na cabeça e que depois eram colocadas às janelas.

MEMÓRIA DO JORNAL DE NISA - Edição de 17/6/1998

 Capa do nº 11 - 17 Jun.1998 - Jornal de Nisa
A edição nº 11 do Jornal de Nisa saíu a público no dia 17 de Junho de 1998. Com capa a preto e branco e título a vermelho, este número do "Quinzenário regionalista e independente" deu destaque à Feira do Queijo de Nisa e ao falecimento do professor Manuel Temudo Barreto. No interior, José Lopes, um nisense em Françaera descrito como desportista exemplar, por força dos êxitos no futebol, como praticante e treinador. Diversas notícias do concelho davam conta de algumas obras em execução, das principais deliberações da Câmara, do Convívio dos Amigos do Pé da Serra e do XXI Concurso e Pesca Vila de Nisa.
Luís Pedro Cruz assinava a habitual página Urb(a)Nisa sobre arquitectura e José Dinis Murta compunha um Puzzle sobre a história antiga e recente da vila de Nisa.
A Página da Saúde e artigos sobre os Padres de Nisa e Fragoso de Siqueira, um nisense de "vistas largas", eram outros dos motivos de interesse desta edição, onde não faltava o "Cantinho do Emigrante..
 TEMUDO BARRETO: A morte de um homem multifacetado

Manuel Joaquim Temudo Barreto, faleceu no passado dia 8 de Junho, no fim de uma vida de 86 anos dedicados ao ensino, à cultura e à solidariedade social.
Nascido em Nisa, Manuel Joaquim Temudo Barreto foi professor do ensino básico e director escolar. Desde cedo a sua personalidade multifacetada o encaminhou para vários campos da cultura e do saber, na procura sempre ávida de novos conhecimentos, mesmo para além-fronteiras. Assim lhe nasceu o gosto, entre outros, pelo rádio-amadorismo, em que foi pioneiro em Nisa, e pela fotografia, onde se destacou pela elevada qualidade dos seus trabalhos, quer ao nível das técnicas – de inegável primor para a época – quer, sobretudo, pelas temáticas desenvolvidas.
Nisa e o seu concelho, ficam a dever-lhe um importante e valiosíssimo acervo de fotografias testemunhando aspectos únicos das variadas fainas e ciclos agrícolas. O “Ciclo do Pão” é, indiscutivelmente, um dos seus melhores trabalhos, não apenas como retrato de uma época historicamente definida, como pela qualidade dos textos que lhe dão suporte. Igualmente de grande valor patrimonial e histórico para o concelho e região, são as suas fotos a preto e branco (foram sempre as preferidas) ilustrando outras actividades quotidianas do concelho, especialmente as de Nisa. Um espólio de incalculável valor patrimonial, histórico e sentimental que não poderá perder-se e sobre a autarquia deverá envidar todos os esforços para que seja preservado e divulgado.
São conhecidas as fotos que registou e de que nos deu conta numa belíssima exposição na Casa da Cultura, sobre olaria de Nisa, os monumentos e os bordados tradicionais.
Bordados de que ele seria, afinal, um dos principais defensores e dinamizador quer pela acção que desenvolveu nesse campo na criação e manutenção da Escola de Bordados na Misericórdia de Nisa, quer ainda pelos inúmeros trabalhos de investigação sobre o artesanato nisense de que deixou colaboração dispersa em vários jornais e revistas e ainda na publicação, em 1986, da obra “Alinhavados de Nisa”, pequenos opúsculo que constitui hoje em dia, referência indispensável para todos os estudiosos desta matéria.
Para além destas actividades, Temudo Barreto desempenhou vários cargos directivos na Santa Casa da Misericórdia de Nisa, nomeadamente, provedor, vice-provedor e secretário em vários elencos e mandatos, experiências que lhe deram alguns conhecimentos desta problemática e sobre a qual se debruçou em profundidade, deixando inúmeros textos e colaboração dispersa por alguns jornais e revistas da especialidade.
A história e desenvolvimento da Misericórdia eram, de resto, uma das suas actuais preocupações e desejo de investigação, como o atesta um recente trabalho em que historia a fundação da Instituição e refere os principais momentos da sua vida até à actualidade.
Um trabalho que terá deixado incompleto, bem como a sua vontade de colaboração no nosso jornal, manifestada dias antes da sua morte.
Morreu o director Barreto. O funeral realizado ao fim da tarde de 3ª feira constituiu uma sentida manifestação de pesar por parte da população, familiares, amigos, pessoal da Santa Casa, que não quiseram deixar de lhe testemunhar o último adeus.
Mário Mendes - Jornal de Nisa - 17/6/1998

18.6.13

NISA: Recomendação para uma visita


NISA, localizada no distrito de Portalegre, Alentejo, é uma bonita vila caracterizada pelo seu típico alvo casario de faixa colorida a alegrar, numa região de calma e sossego, afamada pelos seus saborosos queijos de ovelha. Com uma história bem antiga, nesta calma vila encontra-se um interessante Património, como o que ainda resta do Castelo, as Portas da Vila, as Igrejas Matriz do século XV e da Misericórdia do século XVI e as Capelas do Calvário do século XVII e a de Nossa Senhora dos Prazeres do século XVI. Do castelo de Nisa, resta hoje o pano de muralhas a envolver o centro histórico. É numa das ruas estreitas que pode encontrar o Centro Transfronteiriço de Artesanato e Produtos Tradicionais de Nisa, onde fica o Núcleo do Bordado, associado ao Museu do Bordado e do Barro. Muito procuradas são as Águas Minerais da Fadagosa, a cerca de 10km da vila, muito frequentadas, sobretudo durante a época termal que se estende de Abril a Novembro. Para além dos famosos Queijos, Nisa é também famosa pelos tradicionais Barros vermelhos, com as típicas cantarinhas e bilhas decoradas com pequenas pedras brancas com motivos florais, mas também as rendas de bilros e alinhavados e os trabalhos de aplicação em feltro.
by*carl0spais*2012 - Recomenda-se uma visita.

15.6.13

Subsídio de férias: Mais de metade das autarquias do distrito de Portalegre já pagou ou vai pagar durante o mês de Junho

As Câmaras de Fronteira (PSD), Campo Maior (PS) e Gavião (PS) já pagaram o subsídio de férias aos funcionários, Crato (CDU) paga amanhã, e os municípios de Arronches (PSD), Castelo de Vide (PSD), Monforte (PS) e Avis (CDU) também pagam este mês.
O Governo ordenou aos serviços públicos que não paguem subsídio de férias em junho apesar de a suspensão ter sido chumbada pelo Tribunal Constitucional e de não estar em vigor a proposta do executivo que remete para novembro esse pagamento.
Em declarações à Rádio Portalegre, o presidente da Câmara de Avis, Manuel Coelho, referiu que o município vai pagar o subsídio de férias a 18 ou a 19 de junho, “conforme a lei, e respeitando o acórdão do Tribunal Constitucional”.
A Câmara de Arronches vai pagar o subsídio de férias aos trabalhadores no dia 20 deste mês. A presidente da autarquia, Fermelinda Carvalho, disse que o município tem disponibilidade financeira para fazer o pagamento dos subsídios, e “está a trabalhar dentro da legalidade”.
Numa ronda feita pela Rádio Portalegre esta quarta feira junto dos municípios do Alto Alentejo, as autarquias de Portalegre (PSD), Sousel (PSD), Marvão (PSD) e Elvas (PS) esclareceram que estão a trabalhar para efetuar o pagamento dos subsídios de férias durante este mês, e só não o farão caso seja publicada legislação em sentido contrário.
As autarquias de Alter do Chão, Nisa e Ponte de Sor não deram indicações sobre quando vão fazer o pagamento do subsídio de férias.
 Gabriel Nunes - Rádio Portalegre - 12-06-2013
NR: A notícia não "esclarece" se os municípios que a tempo e horas e sem se vergarem às imposições governamentais, pagaram aos seus funcionários, emitiram, a propósito de um acto normal de gestão, alguma Nota da Presidência - a exemplo do que fez a "presidenta" de Nisa, dois dias mais tarde - nitidamente, a "marcar terreno" em termos de propaganda eleitoral.

NISA: Pagamento do subsídio de férias com o vencimento de junho

NOTA DA PRESIDÊNCIA
"Na sequência da decisão do Tribunal Constitucional, que considerou inconstitucional a norma do Orçamento de Estado para 2013 que limitava o pagamento dos subsídios de Férias e Natal e de acordo com informação veiculada pelo Governo que reconhece que “no que respeita às autarquias locais, não cabe ao Governo interferir nas decisões dos seus órgãos próprios. Nos termos da Constituição, cabe a cada autarquia local a responsabilidade administrativa de decidir sobre o processamento do pagamento dos subsídios aos respetivos trabalhadores”, e no seguimento do esclarecimento da Direção Geral das Autarquias Locais relativo a este assunto, informo que, determinei por despacho, proceder ao pagamento dos subsídios de férias aos trabalhadores municipais, no próximo dia 18 de junho, conjuntamente com os respectivos vencimentos mensais.
Tendo em consideração as dificuldades económicas e financeiras, resultantes da conjuntura de grave crise económica que o país enfrenta, e no sentido de minorar tais problemas, entendo ser esta a decisão mais adequada para salvaguardar os direitos dos trabalhadores da autarquia, repondo os direitos previstos na Constituição da República Portuguesa."
Nisa, 14 de junho de 2013
A Presidente da Câmara Municipal de Nisa

Comando dos Corpos de Bombeiros de Portalegre aprovou voto de repúdio pela não recondução do 2º CODIS Rui Conchinha

O Comando dos Corpos de Bombeiros do Distrito de Portalegre aprovou um voto de repúdio pela não recondução do 2º Comandante Operacional Distrital, Rui Conchinha, argumentando que o Comando Distrital “estava coeso e devidamente organizado”.
Rui Conchinha foi substituído no cargo pela comandante dos bombeiros voluntários de Nisa, Sílvia Félix, no dia 3 de junho, na sequência da publicação em Diário da República, a 31 de maio, de uma nova lei orgânica da Autoridade Nacional de Proteção Civil, que introduziu alterações ao nível dos comandos distritais.
"Uma referência para todos os bombeiros"
Para o Comando dos Corpos de Bombeiros do Distrito de Portalegre, Rui Conchinha, demonstrou, durante os sete anos que esteve no exercício das funções de 2º CODIS, “uma elevada competência técnica, invulgares qualidades no âmbito das relações interpessoais, extremo rigor, dedicação e empenho profissional, sendo por isso, uma referência para todos os bombeiros e demais agentes de Proteção Civil”.
“Falta de respeito pelo homem" e pelos bombeiros
Numa nota de imprensa, a que a Rádio Portalegre teve acesso, os elementos do Comando dos Corpos de Bombeiros mostram-se igualmente indignados por a substituição de Rui Conchinha ter sido comunicada via telefone, alegando que é demonstradora de “falta de respeito pelo homem, pelo ser humano e pela instituição bombeiros”.
No documento o Comando dos Corpos de Bombeiros reiteram ainda a sua “total confiança e solidariedade” para com o Comandante Operacional Distrital, Luís Belo Costa. 
Gabriel Nunes in Rádio Portalegre

13.6.13

OPINIÃO: O carteiro da minha terra

Na minha terra havia um homem, que conhecia toda a gente pelo nome próprio, o que era raro naqueles tempos, em que muitos não sabiam ler, nem escrever e, outros mesmo, só se identificavam pelas alcunhas, pelo qual eram tratados. Percorria todas as ruas da vila, batia na porta que estava identificada na carta que trazia na mão, e entregava-a na mão do destinatário, com um largo e caloroso sorriso matinal, acompanhado da saudação de “Bom Dia!” Era o carteiro. O carteiro da minha terra!
E foi assim, durante muitos anos sem fim, cartas após cartas, entre telegramas e postais, que se foi alicerçando a profissão de carteiro, no meio social, desta terra perdida no Alentejo profundo. Carregavam na sacola, que traziam ao ombro, a esperança de muitos e a desilusão de outros tantos, eram os verdadeiros portadores das boas e das más notícias, que aquela gente aguardava, pacientemente sob a calma e a dureza do chão que pisavam, entre o restolho e o sol escaldante do dia. Eram vidas suspensas, entre uma e outra carta!
Para muitos, foi sempre o único contacto com o exterior, eram vistos como “as janelas da vila” por onde entravam as novidades, que as cartas traziam, e as palavras belas e sensuais, escritas em papel “cheiroso” pelas mãos delicadas e suaves das belas donzelas aos seus namorados, com promessas e juras de amor eterno, e com esperanças que só eles entendiam, aguardando o seu regresso da guerra, que o levara para longe. E eram as cartas, que o carteiro trazia, que lhe davam alento e vida para continuar, esperando…
Quem não se lembra de ouvir, nas ruas, durante as manhãs, a voz do carteiro, quanto colocava a correspondência por debaixo da porta, e dizia “carteiro!”, ou então, alguém perguntando: “Traz alguma coisa para mim?”.
Tempos de um tempo, que foi passando, com cartas indo e vindo, num país moderno de mais, para escrever cartas. Principalmente, cartas com noticias tristes, como a do encerramento de um conjunto de estações dos correios, no distrito de Portalegre, entre as quais, a de Nisa.
Quando os números “falam” mais alto do que as letras de uma simples carta, os correios, pela sua Administração, fecham muitas das suas estações, num ato de total cobardia e desrespeito pelas gentes desprotegidas do interior, e pelos seus mais reconhecidos e féis clientes diários, os idosos e pensionistas, que foram durante anos a sua sustentabilidade e confiança, que a tornou na grande empresa que é hoje! E os CTT não os reconhecem, com esta medida.
Lamentamos saber, que as noticias que nos chegam, venham trazer um futuro ainda mais negro, para esta região, com a confirmação do encerramento, de mais um serviço público.
Aqui fica o alerta, as autoridades locais também têm que se pronunciar, em defesa das suas populações.
Aguardo resposta, na volta do correio!
José Leandro Lopes Semedo

CASAL SUL-AFRICANO PERCORRE PORTUGAL A PÉ



1900 Kms pela promessa de um mundo melhor 
José (Joe) Pereirinha e Brigitte Zoghby, um casal sul-africano, estão a percorrer Portugal a pé, numa caminhada que teve início e finalizará em Setúbal. Há quatro semanas nas estradas do sul do país e após 700 quilómetros percorridos, José e Brigitte chegaram a Nisa e contaram-nos os motivos e sucessos desta sua aventura pedestre.
José Pereirinha tem 58 anos e nasceu em Pedrógão Pequeno, filho de pais alentejanos, do Torrão. Ainda pequeno rumou até Moçambique, para onde o pai foi trabalhar na construção de uma barragem. Malawi, Zimbabué e África do Sul, onde se fixou em 1978, foram os países em que viveu. É gerente de um restaurante em Joanesburgo, do qual a sua amiga, Brigitte Zoghby, de 53 anos, é cliente habitual. 
José Pereirinha explicou-nos como nasceu a ideia desta caminhada pelas estradas de Portugal.
“Há 3 anos estive quase a morrer. Caí três vezes, no restaurante, sem ninguém saber. A última vez fiquei com muitas dores e mal me tinha de pé. Prometi, então, que se ficasse bom, faria qualquer coisa em benefício de pessoas pobres. A primeira coisa que ocorreu foi contornar, a pé, a África do Sul. São mais de 6 mil quilómetros e fiz as contas: demoraria mais de um ano. Não podia ausentar-me do restaurante durante tanto tempo. Aí pensei, por que não ir conhecer o país onde nasci?”
Expôs a sua ideia à amiga Brigitte, com experiência de caminhadas, e começaram a treinar em conjunto, percorrendo todas as manhãs entre seis e sete quilómetros.
Prepararam as malas para a viagem a Portugal, os clientes do restaurante e amigos incentivaram-nos e arranjaram diversos patrocinadores. Até uma rádio local de Joanesburgo, a 702 Talk Rádio Interview, deu destaque à iniciativa e todos os dias entra em contacto directo com os dois caminheiros, explicando aos ouvintes, os contornos desta aventura por terras portuguesas.
José e Brigitte não têm palavras para definir a beleza e os cambiantes das paisagens por onde têm passado. Acharam as pessoas um pouco tristes e melancólicas. Elogiaram, no entanto, o acolhimento e a simpatia com que têm sido distinguidos pelas corporações de bombeiros, um apoio que consideram inestimável para concretizarem esta iniciativa, bem como a amabilidade e apoio com que foram acolhidos pelo senhor João Junceiro, em Alpalhão.
Seguiram para norte, rumo a Vila Velha de Ródão e Sertã, sob a ameaça de chuva. José quer mostrar à companheira de viagem, a terra onde nasceu, a Barragem do Cabril e outras que o pai ajudou a erguer, enquanto ele, menino, brincava.
Ao fim de três meses, espera ter a caminhada concluída e visitar, finalmente, a terra dos seus pais: a aldeia do Torrão, perto de Alcácer do Sal. Uma aventura cujo percurso pode ser acompanhado no site  www.strides4strokes.wordpress.com ou www.facebook.com/strides4strokes , e no qual os visitantes podem contribuir com donativos para a Heart and Stroke Foundation South África, associação de ajuda na área da cardiologia.
Mário Mendes in "Alto Alentejo" - 12/6/2013

Campanha do Banco Alimentar em Nisa

Em acção que decorreu nos dias 1 e 2 de Junho, o Concelho de Nisa contribuiu com 1413 kg de alimentos para a campanha do Banco Alimentar Contra a Fome, iniciativa que envolveu um total de 16 voluntários jovens e 6 adultos.
 Coordenada pela Conferência Vicentina de Nisa e pela Cáritas Inter-Paroquial de Nisa, a campanha decorreu apenas na sede do concelho, tendo ainda assim sido ultrapassado o valor recolhido em 2012, segundo dados provisórios obtidos junto do Coordenador da Campanha no Distrito de Portalegre. O valor total recolhido no Distrito é inferior ao de 2012, sendo excepções os Concelhos de Nisa, Monforte e Elvas, onde esse valor foi ultrapassado.
A Conferência Vicentina e a Cáritas Inter-Paroquial de Nisa não podem deixar de agradecer à população do Concelho, que mais uma vez correspondeu e ultrapassou as expectativas, bem como a todos os voluntários envolvidos na recolha, que não teria sido possível sem a preciosa colaboração dos supermercados “Amoreiras (Só Frescos)” e “Intermarché”.

12.6.13

NISA: Pintura exterior da Igreja do Espírito Santo


 OBRA HÁ MUITO DESEJADA
Estão já a decorrer os trabalhos de limpeza do telhado e pintura do exterior da Igreja do Espírito Santo, em Nisa, uma obra desde há muito reclamada face ao estado de deterioração e sujidade que o templo apresentava.
A obra foi adjudicada pelo Conselho Económico Paroquial à firma José Cardoso Dias, de Moita Mateus Alves (Proença-a-Nova), sendo a proposta mais vantajosa das três que foram apresentadas.
O valor da obra é de 11.118 euros, acrescidos do imposto do valor acrescentado e contempla também a pintura da Casa Paroquial, anexa à igreja, bem como dos muros exteriores do recinto.
Estão igualmente previstas algumas obras de pedreiro na Rua Júlio Basso e outras de substituição do telhado na Casa Paroquial, obras ainda não orçamentadas.
A Paróquia tem vindo a juntar algum dinheiro para fazer face a estas despesas, mas, por ser insuficiente, está a contar com a ajuda dos paroquianos e também com a ajuda de algumas entidades.
Trata-se de melhoramentos que já há algum tempo têm vindo a tornar-se cada vez mais necessários e que, em boa verdade, dignificam e embelezam não só a vila de Nisa como, de um modo particular, a freguesia do Espírito Santo.
Qualquer donativo que se pretenda enviar deverá ser enviado directamente para a Paróquia de Nisa.
 Capela do Calvário também à espera... 


Ali bem próximo, na Praça da República, a capela do Calvário necessita também de intervenção urgente, a nível de limpeza do telhado e pintura da parede exterior.
A erva e os detritos provenientes dos ninhos de cegonha, dão uma imagem negativa e nada atraente, a um monumento religioso que pela sua arquitectura é muito apreciado pelos visitantes.
Acresce o perigo de a acumulação de detritos poder provocar infiltrações de águas pluviais na estrutura do edifício, risco que terá de ser tido em conta, de modo a obviar a intervenção que a capela requer.
Mário Mendes - in "Alto Alentejo" - 12/6/2013