30.11.16

SAÚDE: Infecção por VIH: A importância da prevenção e do diagnóstico precoce

No que se refere à situação epidemiológica da infecção por VIH, Portugal tem mantido, nos últimos anos, uma tendência de decréscimo do número de novos casos notificados de infecção, de novos casos de SIDA e de mortalidade associada ao VIH. Não obstante esta tendência, continua a apresentar uma das mais elevadas taxas de prevalência da infecção, comparativamente a outros países europeus.
Actualmente estar infectado com o VIH significa que se tem uma infecção crónica de evolução lenta, que progressivamente destrói as defesas do organismo, e para a qual ainda não existe cura, mas existe tratamento altamente eficaz no controlo do seu avanço. De facto, os progressos conseguidos ao nível do tratamento para o VIH alteraram significativamente o panorama da infecção, deixando esta de ser considerada fatal. Embora não seja ainda possível eliminar completamente o vírus do organismo, os medicamentos anti-retrovirais disponíveis são muito eficazes na supressão viral e, quando associados a um estilo de vida saudável, permitem melhorar o prognóstico e a qualidade de vida das pessoas que vivem com o VIH, especialmente daquelas que iniciaram o tratamento numa fase precoce da infecção.Para evitar os riscos de exposição ao vírus, é fundamental conhecer as vias de transmissão. O VIH está presente em elevadas concentrações no sangue, nos fluídos sexuais e no leite materno. Deste modo, o vírus pode ser transmitido através de: contactos sexuais desprotegidos com pessoas infectadas (sexo oral, vaginal ou anal); contacto directo de sangue com sangue infectado ou partilha de objectos que contenham sangue infectado (material de injecção, lâminas, escovas de dentes, entre outros); transmissão vertical (mãe infectada-filho), durante a gestação, parto e amamentação. Assim, é possível prevenir a transmissão do VIH através da utilização correcta e consistente do preservativo (masculino ou feminino) e da não partilha de objectos cortantes ou perfurantes que possam conter sangue.
Embora algumas pessoas possam não apresentar sintomatologia nas primeiras semanas após a transmissão do vírus, muitas apresentam um quadro clínico de infecção aguda, cujos sintomas são semelhantes aos da gripe. Estes sintomas podem facilmente passar despercebidos ou ser confundidos com outras patologias. Nesta fase inicial, há uma grande multiplicação do vírus no organismo, pelo que o risco de transmissão é mais elevado. Após esta fase, decorre um período assintomático, que pode durar em média 8 a 10 anos. Nesta fase da infecção, bem como em todas as outras, existe o risco de transmissão do vírus a outras pessoas. Na ausência de tratamento, a infecção evolui naturalmente para uma fase sintomática inicial, em que podem surgir sintomas como cansaço sem razão aparente, perda de peso, falta de apetite e infecções oportunistas. Mais tarde, podem surgir infecções mais graves, como pneumonia e tuberculose, devido à diminuição acentuada das defesas do organismo. Esta constitui a fase mais avançada da infecção e é indicadora de doença (SIDA).
Todas as pessoas que têm dúvidas sobre a possibilidade de estar infectadas, devem realizar o teste específico para o VIH. Esta é a única forma de se saber se uma pessoa está realmente infectada. O diagnóstico da infecção mais comum realiza-se através de análises sanguíneas para detectar a presença de anticorpos do VIH. Contudo, os testes não são fiáveis imediatamente após ter ocorrido a transmissão do vírus. Existe um “período de janela imunológica” que varia consoante o tipo de teste realizado (em regra, entre 8 a 12 semanas). Este corresponde ao intervalo de tempo entre o momento em que a pessoa é infectada e a altura em que é possível detectar a resposta do organismo à infecção (presença de anticorpos específicos contra o VIH). Neste sentido, é aconselhável a realização do teste somente após este período.
Existem diferentes locais onde as pessoas podem realizar o teste do VIH. Podem solicitar ao seu médico de família a prescrição do exame específico, podem, também, dirigir-se directamente, sem prescrição médica, a um laboratório de análises clínicas ou podem efectuar o teste de forma anónima e gratuita, num dos Centros de Aconselhamento e Detecção Precoce do VIH (CAD), existentes em diversos pontos do país. É ainda possível realizar o teste ao VIH noutros contextos, nomeadamente em iniciativas de estruturas comunitárias.
Neste âmbito, a Liga Portuguesa Contra a Sida tem em funcionamento, nos concelhos de Lisboa, Odivelas e Loures, a unidade móvel de rastreios “Saúde + Perto”, que visa facilitar o acesso a aconselhamento, diagnóstico e tratamento do VIH e de outras infecções sexualmente transmissíveis, especialmente das populações com maior risco de exposição a este tipo de infecções. Os rastreios são realizados de forma gratuita e confidencial, sendo disponibilizado aconselhamento pré e pós-teste. Com base nos resultados obtidos, a boa adesão da população e a estreita colaboração com os parceiros sociais, considera-se uma mais-valia este tipo de iniciativa em contexto de proximidade.
Dr. Filipa Santos, psicóloga clínica da Liga Portuguesa Contra a Sida, 

Andebol em Nisa no Domingo: Inijovem - SIR 1º de Maio


NISA: Exposição de Pintura de Maria Francisca Gravilha


Olaria Negra de Bisalhães declarada Património da Unesco

O processo de fabrico da Olaria Negra de Bisalhães foi declarado Património Cultural Imaterial da Unesco, esta terça-feira.
A decisão foi tomada durante a reunião do Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial em Adis Abeba, na Etiópia.
A olaria negra de Bisalhães, que é feita em Vila Real, passa agora a estar incluída na lista do património cultural com necessidade de salvaguarda urgente da Unesco, a mesma onde está inscrito o fabrico de chocalhos.
Olaria negra de Bisalhães em risco de acabar
"Portugal está muito honrado pelo facto de, com esta decisão, mais uma das suas tradições passar a estar hoje inscrita na lista de salvaguarda urgente, desta vez oriunda de uma pequena comunidade no norte do país, no Município de Vila Real", afirmou chefe de delegação portuguesa, o Embaixador Jorge Lobo de Mesquita, durante o discurso de agradecimento que se seguiu ao anuncio da decisão da Unesco.
A candidatura foi apresentada pela autarquia vila-realense por se tratar de uma atividade em vias de extinção, cuja principal dificuldade que enfrenta é o facto de existirem apenas cinco oleiros a dedicar-se a esta arte e com idade avançada.
 "Estamos certos de que este reconhecimento internacional pela Unesco vai ajudar esta antiga e original atividade a prosperar, não apenas em Bisalhães, que é a comunidade representativa, mas também nas poucas comunidades restantes, em Portugal e no Mundo, onde a olaria negra ainda é produzida", acrescentou o chefe de delegação portuguesa.
Este processo ancestral passa por cozer as peças feitas pelos oleiros em fornos abertos na terra, onde são queimadas giestas, caruma e carquejas que são depois abafadas com terra que, misturada com o fumo, confere a cor negra às peças de barro.
O processo de confeção da olaria de Bisalhães remonta, pelo menos, ao século XVI. Esse método ancestral, desde a preparação do barro à cozedura da louça, foi o primeiro registo cultural de âmbito produtivo, onde prevalece o fator do trabalho humano, a ser incluído no Inventário Nacional do Património Cultural e Imaterial.
A autarquia vila-realense tem em marcha um plano de salvaguarda, orçado em 370 mil euros, que pretende dar um novo impulso à reabilitação deste património imaterial, impedir a sua extinção e aumentar a rentabilidade desta arte.
"Esta inscrição possibilitará ainda que façamos candidaturas a financiamento para levar ainda mais longe esta nossa missão de salvar o Barro Preto de Bisalhães", afirmou o presidente da Câmara, Rui Santos.
O plano prevê, entre outras medidas, o apoio aos cinco oleiros existentes, através da melhoria dos postos de venda, a implementação de cursos de formação para novos oleiros, a promoção de novos designs e novas utilizações, a criação de roteiros e a certificação da olaria e dos oleiros.
Sandra Borges in “Jornal de Notícias” – 29/11/2016
 Fotos de Rui Manuel Ferreira / Global Imagens

29.11.16

ALPALHÃO: Exposição sobre a Sociedade Filarmónica Alpalhoense


José Luís Peixoto vai apresentar o guia "Alto Alentejo- Ainda Somos Um Segredo"

No próximo domingo, 4 de dezembro, às 15:00 h, no Centro de Artes e Cultura de Ponte de Sor, e apresentado pelo escritor José Luís Peixoto, vai ser dado a conhecer ao público o novo guia ALTO ALENTEJO - AINDA SOMOS UM SEGREDO.
Ao longo de mais de 550 páginas, com 1150 fotografias, mapas, infografias de localização, faz-se a apresentação de percursos cicloturísticos,  pedestres e rodoviários, unidades de alojamento, restaurantes ou lojas de produtos locais.
Âmbito territorial
Alto Alentejo, concelhos de: Alter do Chão, Arronches, Avis, Campo Maior, Castelo de Vide, Crato, Elvas, Fronteira, Gavião, Nisa, Marvão, Monforte, Ponte de Sor, Portalegre e Sousel.
Apresenta marcas territoriais do Alto Alentejo, como: Coudelaria de Alter, Elvas, Festas do Povo, montados da peneplanície do Alto Alentejo, Olaria pedrada
de Nisa, Parque Natural da Serra de São Mamede, Pinturas rupestres, Queijo de Nisa, Alentejo Feel Nature – Rede de percursos em natureza e Tapeçarias de Portalegre.
Apresentação detalhada de temas de forte potencial no Alto Alentejo, como: Natureza (14 Áreas Classificadas), Megalitismo (19 antas e 4 menires), Pinturas rupestres, Herança romana (21 pontos de interesse), Herança árabe (11 pontos de interesse), Castelos e fortalezas (24), Ordens militares religiosas (3) e 35 Espaços museológicos e centros interpretativos.
Também são apresentadas as 15 sedes concelhias.
Também são propostos:
» 11 percursos cicloturísticos
» 39 percursos pedestres por Áreas Classificadas
» 9 percursos rodoviários
» 39 unidades de alojamento
» 25 restaurantes
» 15 lojas de venda de produtos locais
Características
552 páginas - 1150 fotografias - 80 imagens - 6 ilustrações
Cerca de 100 mapas e infografias de localização
Tiragem: 3000 exemplares
PVP: 20,00€
O Papa-figos desvenda um segredo chamado Alto Alentejo.
Um Alentejo diferente onde, na serenidade da planície, se eleva a Serra de São Mamede.
Este é um recanto para quem gosta de caminhar na natureza, pedalar em estradas quase desertas, subir ao céu num balão de ar quente, andar a cavalo ou, apenas, parar e descansar o olhar na paisagem e esperar que o sol se esconda para lá do horizonte.
Não faltam castelos para conquistar, vestígios arqueológicos para descobrir ou testemunhos de outras culturas para reencontrar.
Não faltam restaurantes onde é difícil a escolha entre muitas especialidades regionais, nem unidades de alojamento que ora nos permitem dormir no sossego da natureza, em distintos edifícios históricos ou ao abrigo de arrojadas linhas arquitectónicas.
E, por toda a parte, um segredo que se revela: a simpatia das gentes.
Foge comigo!
facebook.com/Fogecomigo.guiasdedestinos
www.fogecomigo.pt
info@fogecomigo.pt

28.11.16

CRATO: Os Verdes querem salvar edifício da moagem

Delegação da direção nacional do PE Os Verdes amanhã no Crato
Na sequência de um “S.O.S.”, lançado pelos eleitos locais da CDU,  para todos os Grupos Parlamentares da Assembleia da República, no sentido de salvar o edifício da Moagem do Crato da destruição, uma delegação da Direção Nacional do PEV irá deslocar-se amanhã, terça– feira, dia 29 de novembro ao Crato, para ver “in loco” o problema.
A delegação da direção de Os Verdes incluirá a dirigente, Manuela Cunha que foi a cabeça de lista da CDU ao distrito de Portalegre nas últimas eleições legislativas.

HUMOR: Açorda Portuguesa

Pão de trigo, sem ter sombra de joio;
Azeite do melhor, de Santarém;
Alho do mais pequeno e saloio,
Ponha em lume brandinho e mexa bem;

Sal que não seja inglês – porque é remédio
Toda a criança assim alimentada
É capaz de deitar abaixo um prédio,
Quatro meses depois de desmamada:

Com este bom pitéu sem refogados,
Invenção puramente luzitana,
Os ilustres varões assinalados
Passaram inda além da Trapobana.

Fortes p´la açorda, demos nós aos mouros
Como se sabe, uma fatal derrota;
E abiscoitamos majestosos louros
Para os nobres troféus de Aljubarrota.
José Inácio de Araújo

OPINIÃO: Hasta siempre, Comandante!

Ao longo dos anos e desde a minha juventude, principalmente depois do 25 de Abril, segui com entusiasmo e carinho, o percurso do heróico povo cubano, a sua resistência activa e a determinação na construção de uma pátria livre e liberta das grilhetas do ditador Baptista.
Lia, todas as semanas o “Gramna”, órgão do Partido Comunista Cubano, e acompanhava com emoção, cada batalha travada pelos cubanos em busca da sua independência e soberania, uma luta gigantesca travada com o seu vizinho (EUA) imperialista, que lhe impôs um criminoso e selvático embargo político e económico, que ainda hoje -  passadas quatro décadas e milhentos discursos de compreensão e simpatia – perdura.
A Revolução Cubana, a odisseia dos “barbudos” na Sierra Maestra que conduziram ao derrube da ditadura de Fulgêncio Baptista, apoiada pelo Tio Sam e à restituição da dignidade aos cubanos, constituíram uma das mais belas páginas da história do século XX das Américas e um exemplo a seguir para os povos oprimidos de todo o mundo.
Talvez por isso e por que novos ventos de liberdade começaram a soprar pelo continente americano, os EUA moveram a Cuba, em todos os domínios, uma implacável perseguição e permanente discriminação em todas as instâncias políticas internacionais.
Vergar, pelo isolamento, pela fome e pela miséria, o povo vizinho “revolucionário e rebelde” foi o objectivo central da política norte-americana, ao longo de mais de meio século, mesmo com os “democráticos” Kennedy, Clinton e Obama no poder.
O embargo manteve-se, Cuba resistiu e estimulou, pelo exemplo de determinação e orgulho, o aparecimento de novas lutas e frentes anti-imperialistas em todo o mundo, principalmente na América Latina.
Admirava Fidel, Guevara, Camilo Cienfuegos, como admiro Amílcar Cabral, Mondlane, Neto, Machel, Xanana e outros líderes que nas antigas colónias sob dominação portuguesa, levaram a cabo, inspirados no exemplo revolucionário de Fidel, lutas de libertação nacional que conduziram á independência.
Homens que não foram, nem são “santos”. Erraram como todos os humanos. Afrontaram poderes, corporações, multinacionais e interesses estabelecidos. Tal como fizeram, em 1974, os capitães de Abril, em Portugal, restituindo ao povo, após 48 anos de ditadura, a liberdade e a democracia.
Lembro, nos idos de 1975, e a propósito da segunda guerra de libertação de Angola (guerra civil) a “indignação” de muitos ex-combatentes, amigos e conterrâneos, contra a presença dos “cubanos” em Angola. Ainda recordo muitas dessas discussões (nesse tempo ainda discutíamos política com fervor, sem que ficasse a nódoa do azedume a moldar-nos as relações de amizade) onde, não raras vezes, lembrava a presença de forças estrangeiras (americanas e sul-africanas, ainda sob o regime do apartheid) do outro lado do conflito.
A imprensa nacional pendia, larga e ostensivamente, para o lado da UNITA e FNLA e fazia do MPLA o inimigo a abater. O rumo da história, no entanto, alterou-se. Americanos e sul-africanos foram vencidos em Angola, o regime do apartheid ficou mais fragilizado e acabou mesmo por sucumbir, muito por graças da acção e do prestígio de Nelson Mandela.
Passaram-se quarenta anos. Fidel saiu do poder, em Cuba, há dez. Pouco mais se falou dele. Guantánamo e a prisão discricionária instalada pelo “amigo americano” na ilha, tomou o seu lugar.
Dizem, de Fidel, que é um “mito” do século XX, um exemplo revolucionário e para os povos (ainda) oprimidos de todo o mundo. Outros, chamam-lhe, agora que a sua morte foi anunciada, um ditador e um assassino.
Querem fazer história, catalogar uma vida, num momento e que esse instante, televisivo ou não, fique como dado histórico definitivo e indiscutível.
Fidel e os seus companheiros da Sierra Maestra terão, sempre, duas faces: a de exemplos revolucionários para aqueles que se libertaram ou que almejam libertar-se do jugo opressor; a de ditadores e assassinos para os outros, os mesmos que, sendo ou não ditadores, procuram por todos os meios perpetuar o medo, a discriminação e a opressão.
Fidel Castro, foi, de facto, um “sacana”. Aquilo que ele e os seus companheiros fizeram há 60 anos atrás não tem perdão. Restituir a liberdade e a dignidade a um povo, pagando muitos deles com a própria vida, é coisa de malucos, de barbudos. Lembram-se do “Tango dos Barbudos”?
Ser temerário e pessoa de bem, hoje, é receber robalos no conforto do lar e em troca de favores políticos e financeiros. É destruir bancos e patrocinar acções danosas de empresas e ser condecorado por isso. É tirar cursos superiores de engenharia aos domingos e encomendar a outros a escritura de livros, arvorando-se como escritor.
É fazer da política, não uma actividade nobre como esta merece ser, mas um palco de ensaio para as grandes negociatas e a arte da manipulação das consciências.
Fidel foi um ditador. Homens de bem e acima de qualquer suspeita, que nunca fizeram mal a uma mosca, foram Salazar, Caetano, Franco, Mussolini, Hitler, Estaline, Videla, Baptista, Pinochet e tantos outros.
Fidel morreu. Honremos a sua memória, exemplo, o seu espírito vivo de combatente e revolucionário.
Hasta Siempre, Comandante!
Mário Mendes

27.11.16

PERIGO NUCLEAR: DIA positiva para el ATI de Almaraz que servirá para ampliar la vida de la nuclear

O que veio fazer o Ministro do Ambiente a Vila Velha de Ródão?
La Declaración de Impacto Ambiental (DIA) positiva del Almacén Temporal Individual (ATI) de la central nuclear de Almaraz (Cáceres) será positiva, según se ha filtrado a la prensa. Este es un paso más hacia la prolongación de la vida de la central más allá de los 40 años.
Según los cálculos de Ecologistas en Acción, basados en datos oficiales del Consejo de Seguridad Nuclear (CSN), las piscinas de combustible gastado de Almaraz I y II se saturarán en 2022 y 2023 respectivamente, más allá de los 40 años de vida de estos reactores. La construcción de un ATI para Almaraz antes de esas fechas no es sino poner los medios para prolongar la vida de los reactores más allá de 40 años y llegar a los 60, cumpliendo así con las pretensiones de la industria nuclear española. El proceso de licenciamiento y construcción del ATI podría haber comenzado tras el cese de explotación de la central, sin que se supusiera ningún retraso para el proceso de desmantelamiento.

La DIA positiva no sorprende a nadie, dados los enormes intereses de la industria nuclear en continuar con la explotación de la central, que produce aproximadamente un millón de euros de beneficios netos al días para sus propietarios. Tan claro lo tenían los explotadores de la central (Iberdrola 53%, Endesa 36%, Gas Natural Fenosa 11%) que ya han solicitado la licencia de obras al Ayuntamiento, lo cual resulta escandaloso, puesto que realizan esta petición sin tener los permisos preceptivos del Ministerio de Industria y la DIA positiva publicada en el BOE y sin esperar a que venza el preceptivo periodo de reclamación tras la publicación en el BOE.
Las autoridades se están plegando así a la satisfacción de los intereses de unas empresas privadas todopoderosas pasando por encima de la seguridad de la población y del medio ambiente. Y pasando por encima de la inquietud del Parlamento portugués que se ha dirigido al Gobierno en numerosas ocasiones interesándose por la situación de la central.
Para Ecologistas en Acción lo más sensato sería proceder a un cierre escalonado de las centrales y abrir a continuación un debate sobre qué debe hacerse con los residuos radiactivos.

in www.ecologistasenaccion.org - 22 de noviembre 2016

26.11.16

MEMÓRIA: Médico amieirense homenageado nas Caldas da Rainha


Evocação da vida e obra do Dr. João Vieira Pereira no centenário do seu nascimento
As cerimónias de homenagem ao médico João Vieira Pereira, que coincidiram com o centenário do seu nascimento, decorreram com grande emoção na terça-feira, dia 2 de Setembro, na cidade das Caldas da Rainha e foram presididas pelo Cardeal Patriarca D. José Policarpo que sublinhou as qualidades humanas do homenageado.
A Câmara Municipal atribuiu-lhe a medalha de ouro do município e o Montepio inaugurou o novo equipamento de Radiologia, ao qual atribuiu o nome de Vieira Pereira porque foi este médico que iniciou esta especialidade naquela casa. Trata-se de equipamento de ponta e que custou mais de 400 mil euros.
A família ficou surpresa com a grande adesão da população ao evento. “É fantástico como passados 15 anos da sua morte, ainda há tanta gente que fala do meu pai como se ele estivesse vivo”, disse a filha, Luísa Vieira Pereira, que fez ainda questão de relembrar o papel fundamental que teve a sua mãe, Maria Ofélia Vieira Pereira.
A homenagem ao ilustre médico, falecido em 1993, foi organizada pelo Montepio Rainha D. Leonor, pela edilidade caldense e pelas Juntas de Freguesia de Alvorninha e de Alfeizerão.
As cerimónias iniciaram-se com a realização de uma missa solene com a presença de D. José Policarpo na Igreja de Nossa Senhora da Conceição e prosseguiram com uma sessão solene de homenagem presidida pelo Cardeal Patriarca de Lisboa, realizada no salão nobre dos Paços do Concelho e contou com a participação de representantes de várias entidades oficiais, entre as quais responsáveis do Montepio, da autarquia, do Governo Civil e da família.
Mais tarde, na Casa de Saúde do Montepio, decorreu o descerramento do busto representativo da figura deste médico e ainda a inauguração do novo serviço de Radiologia com o seu nome, após as obras de remodelação que ali foram efectuadas e a aquisição de novo equipamento.
MÉDICO “JOÃO SEMANA” QUE TAMBÉM FUNDOU UM JORNAL
João Vieira Pereira era natural de Amieira do Tejo (concelho de Nisa) tendo nascido a 2 de Setembro de 1908. Cursou Medicina em Coimbra (1927- 1933) e foi primeiro médico em Alvorninha (1934), da Casa do Povo de Alfeizerão e dos SMS (Serviços Médico Sociais) do concelho das Caldas da Rainha.
Dirigiu o dispensário Antituberculoso da cidade e foi médico no Montepio onde fez Clínica
Geral dos sócios, banco, e anestesia e medição do metabolismo basal. Foi primeiro médico radiologista do Montepio, do Hospital das Misericórdia das Caldas e do Centro Hospitalar.
Era no início da sua vinda para as Caldas um autêntico “João Semana” que percorria a região das Caldas a cavalo para cuidar dos seus doentes e fez parte de uma época áurea do Montepio – tendo feito parte da equipa que incluía os médicos Ernesto Moreira e Mário de Castro – e ali trabalhou durante 52 anos em diversas áreas. Foi, no entanto, à Radiologia que Vieira Pereira dedicou muito trabalho e pesquisa. Foi congressista no Congresso de Radiologistas de Cultura Latina e do Congresso Espanhol em Sevilha (1964) e autor de vários trabalhos de temas clínicos, radiológicos, de anestesiologia e de História da Medicina. Vieira Pereira fez várias conferências nas Caldas e Bombarral sobre temas do foro clínico e radiológico.
Foi fundador de “O Progresso”, um semanário regionalista caldense, publicado pela primeira vez a 18 de Agosto de 1946 e do qual foi director.
Este médico era muito querido pela população caldense tendo sido já distinguido com várias sessões de homenagem. É recordado ainda hoje com saudade. Faleceu a 19 de Janeiro de 1993, após 57 anos de vida profissional, 53 dos quais no Montepio.
Vieira Pereira escreveu na Revista Portuguesa de Clínica Geral – 1986 nº 14: “Com isto tudo e depois de 57 anos de labor direi: Sinto saudades da Clínica Rural com as suas dificuldades, o espírito de sacrifício, as caminhadas, as chamadas nocturnas, os partos no domicilio, os perigos e as canseiras, o afogamento, duas fracturas da bacia, uma rotura tendinosa num joelho, um trabalho sem férias sem feriados, sem horários, sempre às
ordens e ao serviço do Povo, sem chegar a ser rico. Mas eu queria voltar atrás, não para querer mais nem querer melhor. Só queria apenas repetir-me…”.
Natacha Narciso in “Gazeta das Caldas”
Morreu um homem bom *
Deve ter morrido feliz e de consciência tranquila. Fez bem sem olhar a quem, guiou-se pelos princípios mais simples e valorosos que um homem pode ter.
Um Homem com H maiúsculo. Se quiséssemos escolher um cidadão exemplar, amigo de todos, especialmente dos mais modestos, não teríamos dúvidas em eleger do Dr. João Vieira Pereira.
Viveu quase 85 anos, com uma juventude imbatível, com uma força de viver inigualável, com uma amizade pelos outros, transbordante, como uma actividade incansável.
Há muito que o tínhamos por amigo e em momentos recentes que passámos por provações difíceis, tivemos sempre dele uma visita oportuna, uma palavra amiga.
As palavras e as homenagens, muitas delas de circunstância não alterarão a imagem e a gratidão de todos os que o conheceram, que privaram com ele, que foram seus doentes e amigos.
Pena foi que em vida não tenha sido consagrado ao mais alto nível pela sua dedicação à comunidade, mas isso não lhe fará incómodo, porque muitos dos que são agraciados nessas circunstâncias, não merecem nem de perto aquilo que ele é credor.
Não temos mais palavras para testemunhar a nossa gratidão, porque a comoção ao escrevê-las nos impede de continuar.
Para nós, a vida vale a pena pelo facto de termos conhecido o Dr. João Vieira Pereira e alguns como ele, que são verdadeiros amigos, que sabem comungar o sofrimento e as alegrias de forma perene.
Obrigado Dr. João Vieira Pereira.
JLAS
* Texto publicado em 1993 na “Gazeta das Caldas” por ocasião do falecimento do médico amieirense.
Dr. João Vieira
Ao Dr. João Vieira Pereira, pelo seu espírito humanista e abnegação que sempre teve para com o seu semelhante, sem qualquer discriminação de raça ou credo.
Médico é profissão
Que dizem ser liberal.
Mas não pode dizer não,
A quem por vezes faz mal.

Como a mulher de mau porte,
Não rejeitam clientes.
Vai pobrezinho sem sorte,
Ou rico impertinente.

Aturam de tudo um pouco,
Sejam gordos, esqueléticos,
Pode por vezes, vir louco,
Ou então velhos caquéticos.

À consulta vai quem quer,
Seja de noite ou de dia.
Por vezes quase a morrer,
Outras vezes é mania.

Menina com histerismo,
E fazendo olhar dengoso.
Um homem com paludismo,
Solteironas com nervoso.

Talvez que não, por descrédito,
Doentes que vão à bruxa.
Mas voltam de novo ao médico,
Tal como a velha cachucha.

Sofre bastante se falha naquilo,
Naquilo que por bem faz.
Espera vencer a batalha,
Este soldado da Paz.

Alheios à televisão
Raros praticam desporto.
Têm pouca diversão,
Vida dura, desconforto.

No Inverno cai a chuva,
No verão calor abrasa.
Todos querem lhes acuda,
Seja na rua ou em casa.

Nesta honrosa missão,
Em que o homem se redime.
Para ele é galardão
Tarefa tão sublime.
José Augusto Pimentel (20-12-86)
NOTA DA REDACÇÃO – Agradecimento
A publicação deste artigo só foi possível graças à excelente colaboração do semanário “Gazeta das Caldas” e da jornalista Natacha Narciso, que foi incansável, no sentido de nos garantir todos os dados e fotos que ilustrassem a história de vida desta figura de grande dimensão social, profissional e humana que foi o médico amieirense Dr. João Vieira Pereira, justamente homenageado na cidade a que deu importante contributo.
Para a “Gazeta das Caldas” na pessoa do seu director e para a Natacha Narciso, os nossos agradecimentos e um fraternal abraço.
* Artigo publicado no "Jornal de Nisa" nº 262 - 2008
Mário Mendes

Veneno mata espécies protegidas em Portugal!

A Liga para a Proteção da Natureza denuncia que só na última semana foram detetados mais 11 animais vítimas de envenenamento na Zona Protegida de Castro Verde, no Baixo Alentejo e que incluem espécies tão ameaçadas da nossa fauna como a águia-imperial-ibérica e o milhafre-real.

O flagelo do uso ilegal de venenos continua a atingir muitas regiões rurais de Portugal, ameaçando a conservação da natureza mas também a saúde pública das comunidades locais com o risco de envenenamento. Neste recente caso, o primeiro animal detetado, foi um milhafre-real encontrado (ainda com vida) pela Liga para a Protecção da Natureza, com sintomas de envenenamento agudo.
O animal foi encaminhado para o centro de recuperação (RIAS/ALDEIA em Olhão), tendo sobrevivido e onde ainda se encontra em recuperação. A deteção deste animal despoletou imediatamente o patrulhamento da região pela equipa cinotécnica de venenos da GNR que viria a detetar, uma semana depois, 1 raposa morta na mesma área, 5 milhafres-reais e 1 águia-imperial-ibérica, estas últimas, espécies ameaçadas em Portugal e 3 cadáveres de milhafres-reais, o que perfaz à data de hoje um conjunto de 11 animais envenenados, associado a esta ocorrência e que tudo parece indicar ter origem comum. As equipas do SEPNA da GNR têm vindo a recolher todos os cadáveres encontrados, assim como outras evidências no local que foram encaminhadas para análises forenses e que possibilitarão em breve a confirmação da causa de morte, a identificação da substância utilizada e o autor deste crime. Este novo episódio de envenenamento massivo, o maior identificado até agora na Zona de Proteção Especial de Castro Verde, não é um caso isolado, existindo um demasiado longo historial de eventos de envenenamento identificados nos últimos anos.

Este é já o quarto caso de morte de águia-imperial-ibérica registado no Baixo Alentejo em 2016, cujos indícios são compatíveis com morte por envenenamento, pondo em evidência o risco real que esta ameaça representa para a conservação desta e de outras espécies com os mesmos hábitos de se alimentarem de animais mortos (necrófagos). No caso da águia-imperial-ibérica, em que as ameaças não-naturais podem pôr em risco toda a população nacional, atualmente constituída apenas por 15 casais reprodutores, esta é uma ameaça séria e é por isso um dos focos de atuação do LIFE Imperial. Com este projeto já foi implementada uma medida pioneira em Portugal que criou e tem há um ano em funcionamento 7 Equipas Cinotécnicas da GNR (binómios Homem/Cão) para a deteção de veneno. O uso ilegal de veneno é uma prática muito lesiva para a natureza mas que pode também afetar os seres humanos e os animais domésticos de uma forma bastante gravosa. Existe um elevado risco para a saúde pública, quer por introdução na cadeia alimentar humana através do consumo de animais contaminados (por exemplo, coelhos, lebres ou predizes) ou através do contacto direto por manipulação de iscos ou contacto com fluidos de animais envenenados.
A LPN está empenhada no combate a este problema, consciente de que a sua solução exige a conciliação de esforços das entidades com elevada responsabilidade neste tema, como são a GNR, o ICNF, o Ministério Público e os Tribunais, para além das Organizações Não Governamentais de Ambiente. Neste sentido, apelamos a uma intervenção do Ministério do Ambiente para empreender, com urgência, esforços num programa estruturado e partilhado de combate a esta grave ameaça para a conservação da natureza. Esta convergência de esforços, abrangendo toda a sucessão de procedimentos, desde a deteção à condenação (incluindo as diferentes etapas da investigação), é absolutamente imprescindível para uma atuação mais incisiva de todas as entidades envolvidas no combate a situações de atos ilegais e que adquire particular relevância quando se trata de espécies com elevado estatuto de conservação e de proteção.

SOBRE A ÁGUIA-IMPERIAL-IBÉRICA (Aquila adalberti)

Atualmente nidifica exclusivamente na Península Ibérica. A espécie sofreu um grande declínio que culminou com o desaparecimento da população reprodutora em Portugal entre finais da década de 1970 e inícios da década de 1980. Apenas em 2003 se voltou a confirmar um casal nidificante e desde então têm vindo a colonizar lentamente o território nacional, apresentando o estatuto de conservação de “Criticamente em Perigo”. Em 2016 a população nacional foi de 15 casais divididos pelas regiões da Beira Baixa, Alto Alentejo e Baixo Alentejo tendo nascido 18 crias.

SOBRE O PROJETO LIFE IMPERIAL

O Projeto LIFE Imperial (LIFE13/NAT/PT/001300) é um projeto coordenado pela LPN e conta com 7 beneficiários associados nacionais e espanhóis, sendo financiado a 75% por fundos comunitários do Programa LIFE da União Europeia. O LIFE Imperial tem por objetivo assegurar o aumento da população de Águia-imperial em Portugal, e consequentemente da população global ibérica, através da redução das ameaças que afetam o eficaz estabelecimento de casais em Portugal, orientando a sua atuação de modo a garantir que o retorno natural da espécie a Portugal possa ser consolidado de forma sustentável e duradoura. A atuação do LIFE Imperial abrange a redução da mortalidade não-natural, incluindo o combate a atos ilegais, como o uso ilegal de venenos, através de uma linha de atuação que assenta na formação, sensibilização, fiscalização e ação judicial. Saiba mais em lifeimperial.lpn.pt/

25.11.16

Nisa adere ao projecto "Plantar Portugal"

No próximo dia 29 de Novembro (3ª feira), o Município de Nisa, com a colaboração da turma de Proteção Civil/Jardinagem e Restauração do curso vocacional de 3º ciclo do Agrupamento de Escolas local, vai proceder à substituição de algumas árvores contribuindo assim para a causa da reflorestação.

A Câmara Municipal de Nisa aderiu assim ao projeto Plantar Portugal, dedicando um dia à reflorestação do país e à defesa da Floresta, tendo como objetivo a sensibilização da população para a preservação da natureza.

MONTALVÃO: Na Demanda do Último Mestre Templário !

Vasco Fernandes , o último mestre da Ordem do Templo em Portugal, que entretanto foi extinta no concilio de Vienne (1311) foi readmitido como simples frei na nascente Ordem de Cristo e terminou os seus dias, segundo a documentação disponível, como comendador de Montalvão (concelho de Nisa), que fora anteriormente já comenda do templo com seu castelo.
Este é o mote de um texto publicado no blogue Templanima e profusamente ilustrado com imensas fotografias. Vale a pena ler e estimular o estudo desta figura histórica ligada aos Templários e a Montalvão.

24.11.16

AMIEIRA DO TEJO: Eleições na Santa Casa da Misericórdia



CRATO: Corrida e Caminhada de S. Silvestre

19ª CORRIDA e 4ª CAMINHADA
17 de dezembro 2016 - 15h00
Partidas e Chegadas da Rua D. Nuno Álvares Pereira
Escolha a prova que melhor se adapte à sua condição física.
Participe!
Prova Principal10,400m (2 voltas)
Inscrições até 14 dezembro
Valor: 1€ (gratuito para atletas do Município do Crato)
Prova Jovens200m, 750m, 1500m e 3000m
Inscrições até 14 dezembro
Valor: 1€ (gratuito para atletas do Município do Crato)
Caminhada5200m (1 volta)
Inscrições gratuitas até 14 dezembro
Inscrições: Os atletas filiados na AADP participam com os dorsais associativos. Os atletas filiados para a época 2016/2017 deverão remeter as inscrições para a AADP até 4ªfeira anterior à prova, dia 14 de dezembro de 2016, devendo confirmar a sua inscrição no dia da prova junto do secretariado.
Pressuposta a aceitação do regulamento toda e qualquer pessoa elegível não filiada na AADP poderá inscrever-se até ao dia 14 de dezembro.
Estas inscrições devem ser feitas junto da Associação de Atletismo de Portalegre, por email portalegre@fpatletismo.org, desporto@cm-crato.pt, fax 245202133 ou no Pavilhão Municipal do Crato - tel. 245996510.
O valor da inscrição é de 1€. Para atletas do município do Crato é gratuito.
Organização: Câmara Municipal do Crato

Apoio: Associação de Atletismo de Portalegre e Escola Profissional Agostinho Roseta - Pólo do Crato