27.2.14

NISA: Quinta-Feira de Comadres com Alegria e Divertimento











Nisa, quinta-feira de Comadres. Comadres "mijonas" para não se ficarem a rir dos Compadres. Dia frio, cinzento, mas nada que fizesse esmorecer as centenas de crianças, jovens e adultos que saíram para a rua e no centro da vila lembraram que é Carnaval e que não há troika que corte a raiz da liberdade, da alegria e da boa disposição. As fotos que mostramos (as primeiras, pois, irão seguir-se, mais) ficam a lembrar esta Quinta-Feira, Dia de Comadres.

AREZ: Festejos de Carnaval no Domingo


26.2.14

Dia de Comadres festeja-se em Alpalhão



Livro de Francisco Caeiro com ilustrações do nisense Filipe Valentim


O livro de crónicas "Estas palavras nascidas dos dias" do calipolense Francisco Caeiro é apresentado ao público numa sessão a realizar no dia 9 de Outubro, pelas 16,30h na Livraria Bertrand (ao Chiado) em Lisboa.
Como curiosidade, refira-se que o livro tem ilustrações do artista nisense, Filipe Valentim, que empresta o seu talento pictórico a esta edição de um autor alentejano. A capa é, igualmente, ilustrada por Filipe Valentim.

25.2.14

AMIEIRA DO TEJO: Carnaval com muitas iniciativas


NISA: Presidente da Câmara insiste na necessidade de construção da ponte entre Montalvão e Cedillo



NOTA DE IMPRENSA DA CÂMARA MUNICIPAL DE NISA
"A Presidente da Câmara Municipal de Nisa participou, no dia 19 de fevereiro, numa reunião, em Madrid, para discutir a construção da ponte entre Montalvão, concelho de Nisa (Alentejo) e Cedillo, província de Cáceres (Extremadura).
A construção da ponte entre Montalvão e Cedillo continua a ser uma preocupação da Presidente da Câmara Municipal de Nisa pelo que, no dia 19 de fevereiro deslocou-se a Madrid para discutir com a Dirección General de Fondos Comunitarios, a CCDR Alentejo, a Diputación de Caceres e os gestores do projecto POPTEC, a construção daquela infra-estrutura.
Na reunião de trabalho a Presidente do Município de Nisa manifestou, mais uma vez, a sua total discordância com a solução pretendida pelos parceiros da candidatura, que aponta para a instalação de uma barcaça no rio Sever, a ligar Castelo Branco a Herrera, propondo a construção da ponte com o montante de 4 milhões de euros, entretanto aprovado, e a realização de uma nova candidatura conjunta, no âmbito do novo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), para construção da rede viária de ligação à ponte."

24.2.14

NISA: Espectáculo de solidariedade a favor da CerciPortalegre

Os Alunos do 12ºB da Escola Básica e Secundária Professor Mendes dos Remédios - Nisa, organizam um Espetáculo de Solidariedade, a favor da CERCI Portalegre, dia 28 de Fevereiro no Cineteatro de Nisa.
O programa do espetáculo conta com a Estreia a nível Nacional do Filme “Nisa Terra Bordada de Encantos” - “De Férias a caminho do Algarve”, pode também assistir às atuações de, Grupo Jovem da Sociedade Musical Nisense, Not Yet, Recital de Poemas Português/Inglês, Escola Silvina Candeias (Várias Modalidades) e Fadista Célia Soares.
A organização conta com o apoio d, da Escola Básica e Secundária Professor Mendes dos Remédios - Nisa, Câmara Municipal de Nisa, Sociedade Musical Nisense, Escola Silvina Candeias, NOT YET.


FINA ganha asas e pode vir a ser um caso sério

A FINA – Filarmónica Infantil do Norte Alentejano realizou o seu terceiro ensaio na vila de Alpalhão na manhã de 23 de fevereiro de 2014, domingo. Este ensaio, visou a preparação da nova banda/orquestra distrital, que promete e está a ganhar enorme impacto nas bandas filarmónicas e um pouco por onde o projeto passa. As escolas de música das bandas estão a mexer! O referido ensaio contou com a presença de 100 jovens músicos entre os 7 e os 14 anos, na sua maioria ainda aprendizes das bandas. O novo espaço cultural de Alpalhão, em homenagem ao saudoso Prof. José Moura, quase não chegou para acolher tantos músicos e público. Este ensaio serviu igualmente para as bandas darem um impulso à Filarmónica Alpalhoense para que esta comece a ter uma escola de música com atividade normal.
Marcaram presença músicos aprendizes de Gavião, Crato, Alter, Póvoa, Nisa, Galveias, Alpalhão, Castelo de Vide e da orquestra de Ponte de Sor, que marcou presença como convidada e observadora. Paralelamente a este ensaio, decorreu outro em Campo Maior onde marcaram presença 42 jovens de 4 bandas (Elvas, Campo Maior, Alegrete e da Orquestra de Santo Amaro que já formulou o pedido de adesão à Federação das Bandas).
Neste momento, encontra-se apenas de fora de toda esta dinâmica a banda da capital de distrito, Sociedade Musical Euterpe, que ainda não formulou o pedido de adesão à Federação distrital. A banda de Montargil, depois de ter sido anfitriã do 2º ensaio no passado mês, procura trilhar o caminho de reorganização.
Esta atividade foi possível de realizar graças ao apoio logístico (transporte) dado por alguns municípios ou juntas de freguesia e, em especial devido ao enorme apoio e entusiamo da Filarmónica Alpalhoense e da Banda 1º de Dezembro de Campo Maior. É de realçar ainda a excelente dinâmica que este Banda está a trazer a todas as escolas de música das nossas filarmónicas sendo que os maestros, os monitores, os diretores e os pais e encarregados de educação estão muito motivados porque veem neste projeto distrital uma mais-valia. Quanto aos jovens músicos, é vê-los a chegarem aos locais de ensaio, cheios de energia e vontade. Em março, na manhã de 23, teremos novos ensaios, desta vez em Alegrete, Póvoa e Meadas e Galveias. Este projeto é inédito e é nosso, do distrito de Portalegre, o mesmo resulta com todo o apoio e supervisão do maestro Carlos Marques, que há vários anos colabora com a Federação e as bandas distritais!

23.2.14

OPINIÃO: Ponte ou Barcaça – Que desenvolvimento quer Nisa?


Esta semana, após uma reunião do POCTEP – Programa de Cooperação Transfronteiriça 2007 – 2013, foi posto a circular uma notícia, que aludia para a criação de uma possível alternativa à circulação de pessoas e bens entre Portugal (Montalvão) e Espanha (Cedilho), recorrendo-se a uma barcaça, em vez da construção da prevista ponte rodoviária, tão ambicionada entre estes povos irmãos.
Numa das regiões mais carenciadas da Ibéria, senão da Europa, o que nos dizem do outro lado da fronteira, os seus novos governantes – Partido Popular, aos projetos em andamento e já aprovados pela comunidade europeia, para este território transfronteiriço? Que não é prioritário!!! E que o orçamento regional não tem verba suficiente para comparticipar este género de investimento.
Em alternativa que nos sugerem? Uma barcaça – de 4 milhões de euros, para a travessia do rio Sever…
Uma barcaça para a união e desenvolvimento destas regiões? Estão a brincar, não?
E nós deste lado, aceitamos esta troca? – Mas, que raio! Somos beneficiários diretos neste projeto, apesar de o mesmo ser liderado pela Diputacion de Cáceres, na pessoa do seu Vice-presidente e responsável da Área de Infraestruturas e Cooperação Municipal, Saturnino López Marroyo.
São 7 milhões de euros que estão em causa, numa região em que o investimento público é escasso, inseridos num programa de coesão europeia, de combate à desertificação humana e de ajuda à criação de novos rumos para as regiões deprimidas.
Necessitamos, agora mais do que nunca, destes investimentos, para que possamos delinear um desenvolvimento sustentável. Para que possamos valorizar a nossa posição geográfica – como fator de atratividade para empresas e empresários, que se queiram instalar no nosso território, para que possam usufruir destes e de outros mecanismos a serem criados e para melhor escoarem os seus produtos para um mercado europeu livre.
E por isso, precisamos de uma ponte e não de uma barcaça. Uma Ponte forte que una as duas margens deste território, porque as pessoas há muito tempo que estão unidas, nestas e noutras causas. Essa é a nossa força! A força destes dois povos que querem uma união europeia sem fronteiras, sem limitações. E sem barcaças!
Porque, Nisa necessita de desenvolvimento, empregos e mais investimento! É disso, que carecemos, há muito tempo, como pão para a boca.
A barcaça pode ajudar a “salvar o rio Sever”, como refere a notícia, mas a ponte salva sem dúvida estas populações raianas do isolamento a que estão vetadas, pelo poder central.
E como diria o escritor moçambicano Mia Couto, a propósito do tema da fronteira, que a mesma “concebida como vedação estaque tem a ver com o modo como pesamos e vivemos a nossa identidade”, por isso, a identidade destes povos sobrepõe-se à própria fronteira, mesmo sem ponte e sem barcaça, mas sempre com pessoas nos dois lados.
JOSÉ LEANDRO LOPES SEMEDO

CRÓNICAS DO REGABOFE (27): Kafka à beira-mar: Haruki Murakami

(Ouvindo Miles Davis “round about midnight”; Patti Smith)
Confesso. Gosto da escrita deste gajo, porra! E depois já viram o sainete que não dá andar um mânfio, por entre as carruagens da linha de Sintra, com um livro de 1 kg, ainda por cima escrito por um tipo japonês!!!
Mas pesporrices à parte, Haruki Murakami escreve mesmo bem. Pelo menos, para o meu gosto.
O livro que vendeu muito, por vezes quando assim é, o caso é para desconfiar, mas não, Murakami prova afinal que se podem escrever bons livros que tenham venda.
Nestes casos, autor japonês, mas podia ser de outra proveniência exótica para os ocidentais, costuma gostar-se da cena por isso mesmo, pelo exotismo. Quanto a mim é aqui que Murakami ganha o jogo. Não deixando de ser japonês, nele podemos encontrar o substrato da sua “japoneidade”, atinge um invulgar nível de cosmopolitismo que a mim me agrada, demonstrando que a abertura de espírito a outras culturas só nos faz é bem e com isso eleva-se a grau elevado no panteão da escrita.Não vos vou contar a história pois tirar-vos-ia o interesse pela descoberta e o desvendar do mistério, passo a passo. Mas sempre vos digo que lá podemos encontrar os sons das melodias que também nos embalam a nós. E não deixa de ser giro ouvir Miles, Bach, Beatles, pela escrita japonesa.
Jaime Crespo

TRADIÇÃO ORAL: As Alcunhas de Nisa (8)

Se o Padre Santo soubera,
O gostinho que tem o fado;
Iria buscar a Severa,
Pr´a ter uma hora, a seu lado.

Foi um Fadista de fama,
Que o diga a fidalguia;
Por essas vielas de Alfama,
Bairro Alto e Mouraria.

A Mª de Traz meteu na caixa
O Serol que s´agarra ao dente;
Achou-lh´a Cepa-Barácha,
Viu-se parvo com ell´o Pé Quente.

Queixou-se em seguida o Conixa,
N´uma manhã de Marzia;
Armou o Má-Tripa tal rixa,
Só morreu quem mal não fazia.

Apanhou o Guitas do Coco,
Ficou-se rindo o Pão de Milho;
Ficou cheio de sangue o Barroco,
Viu-se o Pinga-Fresca n´um sarilho.

Entrou na rixa um Dentana,
Que gostava de Papas-Quentes;
Só foi pr ó hospital o Fatana,
Ficaram, os mais, todos doentes.

Com Mau Tempo veiu o Latão,
Que fugiu ao ouvir uma bomba;
Se não lhe acode o Calhabamba,
Que seria do Baíca e do Zangão!

O Esdruba que não é de ferro,
E o Pichinha que não é guloso,
Foram depois dar parte ao Chinferro,
Que passa por ser Mentiroso.

Baila o meigo cordeirinho,
De sua mãe já apartado;
Vae ser feito d´ afogadinho,
Ou morrerá, no forno, assado.

Com 7 Serrilhas no queixo,
Andam bestas pr´ahi aos coices;
Jogam os miúdos ao eixo,
Ceifa-se o Restolho com foices.

Quem será um Leopardo,
De quem tomei também nota?
Querem ver que é um Janota,
Que usa sempre um fato pardo?

E quem vem a ser um Torrinha,
Que tem Olho de Goraz?
E uma que Contas-Faz,
Ou antes, já as fez, coitada?

Ouvem-se de noite uns urros,
Que parecem ser de Toura;
Não há éguas filhas de burros,
Criam-se os coelhos na loura.

Tenho os miolos em água feitos,
Não tenho de Ferro à Cabeça;
Mas ainda que não pareça,
Ando illudido com certos sujeitos.

Chorae, pois, fadistas, chorae,
Que chorando, se alivia, às vezes;
Lembrae-vos que sois Portugueses,
E tudo que passou já lá vae.

Já passa de 300 e tal,
O numero dos vossos alcunhas;
Lá vão mais dois: o Gadunhas,
Sobrinho do Vertical.

22.2.14

Serviço de barcaça pode substituir ponte entre Cedillo e Montalvão

Uma barcaça do tipo da que se mostra na imagem pode ser a solução mais imediata para as necessidades de comunicação na zona raiana entre Cedillo e Montalvão, segundo anunciou em Madrid o segundo vice-presidente da Diputación Provincial de Cáceres, Saturnino López Marroyo, após uma reunião que manteve juntamente com a presidente da Câmara Municipal de Nisa com gestores responsáveis do programa europeu POPTEC.
O dirigente estremenho explicou que ideia é evitar assim a construção de uma ponte – um investimento estimado em cerca de 7 milhões de euros – que está inviabilizada no quadro da Lei de estabilidade Orçamental.
A colocação em funcionamento da barcaça contribuirá também para “salvar o rio Sever” e será acompanhada de um plano de melhoria das estradas na zona da serra de São Pedro que pode chegar aos 4 milhões de euros, do qual uma primeira fase já está em execução.
De acordo com as declarações de Saturnino López Marroyo, a entrada em funcionameno da barcaça será além do mais um atractivo turístico adicional para trazer visitantes à zona e a Diputación de Cáceres vai-se manter em contacto com Câmara Municipal de Nisa sobre a evolução deste projecto.
in http://noticiasdecastelodevide.blogspot.pt

21.2.14

NISA: Constituído o grupo NisaPets - Ativismo Animal

O NISAPETS é um grupo constituído por munícipes e simpatizantes do Concelho de Nisa que pretendem ter uma ação cívica ativa. Somos um grupo cívico informal que atua com um estatuto voluntário.
PORQUE CONSTITUÍMOS O GRUPO NISAPETS?
 Na sequência de vários casos de maus tratos a animais identificados no nosso Concelho, sentimos a necessidade imperativa de abandonar uma postura de resignação e adotar uma postura de proatividade no despertar de consciências desta pequena comunidade para a importância do respeito pela vida animal e pelo ecossistema.
QUAIS OS OBJETIVOS A QUE SE PROPÕE O NISAPETS?
O NISAPETS pretende sensibilizar a comunidade, através da disponibilização de informação, para a importância do respeito e de uma coabitação pacícifa e saudável com os animais de que são detentores e para com os animais errantes. Nesta fase, incluiremos apenas cães e gatos.
COMO PRETENDE O NISAPETS ATINGIR OS SEUS OBJETIVOS?
Está provado que a informação à comunidade e o controlo da população de animais errantes, são os fatores chave na promoção de uma coexistência pacífica entre ambos. Pois é isso que o NISAPETS se propõe, nomeadamente:
Implementação do programa CED, que é um método humano e eficaz de controlo de colónias de gatos e de redução da população felina silvestre. O processo envolve a captura dos gatos de uma colónia, a sua esterilização, um pequeno corte na orelha esquerda para fins de identificação, desparasitação e, por fim, a devolução do animal de volta ao seu território de origem. Um prestador de cuidados fornece comida e abrigo aos gatos devolvidos, monitoriza a colónia à procura de elementos novos e faz a mediação dos conflitos que possam surgir entre os gatos e a comunidade envolvente;
Recolha de cães abandonados, sua esterilização, colocação de microchip e posterior seguimento para adoção responsável;
Campanhas de sensibilização nas escolas, de forma a captar e envolver toda a comunidade estudantil, no apoio ao projeto NISAPETS;
Organização de eventos destinados a toda a população concelhia, com atividades que promovam o bem-estar animal;
Pedidos de apoio na disponibilização de meios à Autarquia de Nisa;
Pedidos de apoio a clínicas médico-veterinárias existentes no Concelho, no sentido de apoiarem o projeto NISAPETS através de serviços;
Participação do NISAPETS em festas e feiras do Concelho de Nisa, como forma de divulgar o seu trabalho e de sensibilizar a população através de folhetos informativos que esclarecerão para a importância do trabalho que desenvolvemos.

Fernando Eduardo Carita dá nome a Concurso Literário

O poeta nisense, Fernando Eduardo Carita, falecido em 2013, após prolongada doença, vai ser homenageado pela escola em que mais tempo leccionou, a Escola Secundária Ferreira Dias (Agualva-Cacém), com a realização de um Concurso Literário com o nome do poeta da modernidade. 
SECÇÃO I – INTRODUÇÃO
1.º O Clube de leitura “LER PARA Q?”, em articulação com os professores de Português organiza o primeiro Concurso Literário Prémio Fernando Carita, durante os meses de fevereiro e março de 2014, em homenagem ao Poeta, Professor e Homem que tanto prestigiou a Escola Secundária Ferreira Dias (ESFD).
SECÇÃO II – DISPOSIÇÕES GERAIS
Objetivos
2.º São objetivos deste concurso:
a) Criar/consolidar hábitos de leitura e escrita;
b) Estimular o espírito de iniciativa;
c) Promover a escrita criativa;
d) Divulgar produções da população escolar e não escolar;
e) Valorizar a expressão literária.
Modalidades
3.º As modalidades consideradas neste concurso são duas: Conto e Poesia.
Destinatários
4.º O concurso destina-se a
a) Alunos da Escola Secundária Ferreira Dias, integrados no Escalão 1 – Idade entre os 15 e 18 anos – Modalidade Conto e Poesia – tema livre.
b) Alunos e membros da comunidade educativa, integrados no Escalão 2 – mais de 18 anos de idade – Modalidade Conto e Poesia – tema livre
Prémios
5.º Todos os participantes receberão um Diploma de Participação.
6.º O melhor Conto e Poesia de cada escalão etário serão expostos na ESFD (25 de março a 3 de abril de 2014). O nome dos vencedores, assim como os trabalhos vencedores, serão publicados na página eletrónica da Escola.
7.º Os resultados do concurso serão comunicados a todos os participantes, por escrito, nos três dias úteis imediatamente antecedentes ao início da Exposição e publicados na página eletrónica da Escola.
8.º Caso os trabalhos não apresentem qualidade, o júri reserva-se o direito de não atribuir prémio. (Ponto 5.º)
SECÇÃO III – DISPOSIÇÕES ESPECÍFICAS
Entrega dos trabalhos
9.º O prazo de entrega dos trabalhos decorre até dia 4 de Março de 2014, devendo os mesmos ser entregues por mão própria ou enviados por correio, com aviso de receção e endereçados para:
Escola Secundária Ferreira Dias, Agualva-Sintra
CONCURSO LITERÁRIO PRÉMIO FERNANDO CARITA
Rua António Nunes Sequeira, 1
7200 - 339 Agualva-Cacém
10.º Os trabalhos deverão ser enviados ou entregues em dois envelopes fechados, devendo conter a indicação do concurso, do escalão e modalidade a concurso e inscrição do pseudónimo no espaço destinado ao remetente.
a) No primeiro envelope deve constar o texto original em papel com 3 cópias (cada cópia deve estar agrafada, as páginas numeradas, identificada com o pseudónimo, título do trabalho, escalão e modalidade a que concorre);
b) No segundo envelope, um CD contendo o texto em formato Microsoft Word 97-2003 (doc) e a ficha de inscrição.
c) Em caso de participação em mais de uma modalidade, o procedimento previsto nas alíneas a) e b) deve ser seguido para cada modalidade a que concorre.
Apresentação dos Trabalhos
11.º Cada concorrente poderá participar apenas com um trabalho por modalidade, segundo o seu escalão.
12.º O texto deve ter o máximo de 4 páginas formato A4, com espaçamento de 1.5 entre linhas, com tipo de letra Trebuchet, tamanho 11.
13.º Os trabalhos de poesia devem consistir apenas num poema. Na entrega de mais do que um poema, ressalva-se a possibilidade de exclusão do concurso.
14.º Nas folhas do trabalho apresentado a concurso não pode constar qualquer indicação sobre o concorrente, sob pena de este vir a ser excluído.
Critérios de Seleção
15.º O processo de seleção será realizado em 2 (duas) etapas:
Etapa 1: Habilitação dos concorrentes.
Conferência do material recebido e do atendimento às exigências contidas neste Regulamento, avaliada pelo secretariado do concurso.
Etapa 2: Classificação.
Avaliação pelo Júri das obras habilitadas na primeira etapa.
Secretariado do Concurso
16.º O secretariado do concurso será formado por, pelo menos, 3 (três) professores do grupo de Português.
17.º Caberá ao secretariado do concurso a avaliação dos documentos apresentados pelos concorrentes.
18.º Os proponentes serão considerados inabilitados quando não entregarem os documentos previstos neste Regulamento.
19.º A composição do secretariado do concurso será publicada na página eletrónica da ESFD.
20.º Serão lavradas atas de todas as reuniões realizadas por este secretariado.
21.º O resultado da primeira etapa, efetivado pelo secretariado do concurso, será publicado na página eletrónica da ESFD.
22.º Os trabalhos do secretariado finalizarão com o encerramento do concurso previsto neste Regulamento e a consequente entrega dos prémios aos vencedores.
Critérios de avaliação
23.º. Os trabalhos serão avaliados anonimamente.
24.º Os critérios de avaliação serão os seguintes:
a) Qualidade literária, criatividade e inovação (20 pontos);
b) Coerência e coesão do texto (10 pontos);
c) Correção linguística (10 pontos);
d) Obediência às características do género literário em questão (10 pontos);
TOTAL: 50 PONTOS
25.º O somatório dos pontos seguirá os parâmetros definidos na tabela acima, e a pontuação máxima que cada elemento do Júri poderá conceder a um trabalho será de 50 (cinquenta) pontos.
26.º Serão classificados os trabalhos que alcançarem uma pontuação média igual ou maior que 25 (vinte e cinco) pontos, e os 3 (três) primeiros colocados serão premiados.
27.º O resultado da segunda etapa do concurso será publicado na página eletrónica da ESFD.
Júri
28.º O júri será constituído por 3 elementos (dedicados à área da literatura), sendo dois professores do grupo disciplinar de Português e um professor convidado.
29.º Os membros do júri serão dados a conhecer em momento oportuno.
30.º Das decisões do júri não haverá recurso.
31.º O júri reserva-se o direito de atribuir Menções Honrosas aos trabalhos que considerar distinguir.
32.º Os membros do júri não terão acesso aos dados pessoais, cabendo ao secretariado do concurso zelar pela manutenção do sigilo durante todo o processo de apreciação e avaliação dos trabalhos.
SECÇÃO IV – DIREITOS INTELECTUAIS/ DIREITOS DE AUTOR
33.º Só poderão ser submetidos a concurso textos inéditos, pelo que qualquer indício de plágio será punível com a desqualificação do texto.
34.º Caso a autarquia de Agualva-Cacém pretenda publicar em livro uma seleção dos textos apresentados (trabalhos premiados e /ou não premiados), não serão pagos direitos de autor.
SECÇÃO V – DISPOSIÇÕES FINAIS
35.º A participação neste concurso implica a aceitação deste regulamento.
36.º Este Regulamento encontra-se à disposição dos interessados na página eletrónica da Escola e na Biblioteca.
37.º Os originais e os documentos encaminhados para o Concurso Literário Fernando Carita não serão devolvidos.
38.º Os trabalhos não classificados serão, após o evento, inutilizados ou apagados.
SECÇÃO VI – OMISSÕES
39.º Na eventualidade de existirem lacunas neste Regulamento, a organização reserva para si a integração das mesmas de acordo com os seus critérios próprios.
Aprovado em reunião dos Grupos Pedagógicos 300 e 320, em 06 de fevereiro de 2014.
A Delegada de Português -  Margarida Costa

MONTE CLARO (Nisa): Jantar Comemorativo do Dia Internacional da Mulher


20.2.14

A VOZ E A ALMA DOS NOSSOS POETAS

Marcha das Cantarinhas

O Rancho das Cantarinhas
É um rancho muito alegre;
Há nele rapariguinhas
Que são as mais bonitinhas
Das terras de Portalegre.

Sempre que saem á rua
Tudo fica encantado.
Com seus trajes multicolores
Algumas com seus amores
Deixam tudo enfeitiçado.

As bem formosas nisenses
Actuam pelo país.
Com as suas cantarinhas
Tudo se sente feliz.

E elas lá vão andando
Com o povo que as rodeia
Ouvindo de quando em quando
Oportuna explicação
Do bom Rodrigues Correia.

Todos são muito engraçados
Tudo já gosta de os ver
“As Cantarinhas de Nisa”
Com quem tudo simpatiza
Acreditem, podem crer.

O seu grande ensaiador
Que segue boa divisa
Se lhe entrega com amor
E bem merece o valor
Dos habitantes de Nisa.

Senhor Rodrigues Correia
Vai o Rancho acompanhar,
É o seu ensaiador
Ao Rancho tem muito amor
Nunca o pode abandonar.

O Rancho das Cantarinhas
Onde vai faz sensação
Cumpre bem o seu dever
E tudo gosta de o ver
Rancho do meu coração.
Manuel Carita Pestana – “Correio de Nisa” – 4/5/1966
NR- Fundado em Junho de 1964, o Rancho Típico das Cantarinhas de Nisa completa este ano, meio século de vida. Os versos que aqui publicamos da autoria do nisense Manuel Carita Pestana, durante muitos anos radicado no Montijo e grande entusiasta do Rancho, servem como forma de lembrar esta efeméride e este grupo folclórico da nossa terra, que tantos êxitos coleccionou, contribuindo para a divulgação dos nossos trajes e tradições, para além da promoção do concelho e da região alto-alentejana. 

Presidente da Câmara Municipal procura soluções para as Termas de Nisa

 NOTA DE IMPRENSA DA CÂMARA MUNICIPAL DE NISA
A convite da Presidente da Câmara Municipal de Nisa, deslocou-se às Termas de Nisa o Presidente da ERT Alentejo, para se inteirar da situação e procurar soluções conjuntas para a promoção do complexo termal.
 No passado dia 17 de fevereiro, no âmbito de uma visita de trabalho ao concelho de Nisa, o Presidente da Entidade da Região de Turismo do Alentejo, Ceia da Silva, visitou a convite da Presidente da Câmara Municipal as instalações das Termas de Nisa.
O objectivo desta visita assentou, principalmente, na informação objetiva da situação atual do complexo termal e na procura, conjunta, para encontrar soluções para financiamento de um plano comercial e promocional da actividade termal junto de potenciais aquistas, no âmbito da ação, regional, nacional e internacional da ERT Alentejo.
Relembre-se qua após a sua inauguração em agosto de 2009, esta infra-estrutura tem vindo a decair em termos de utilização, não correspondendo às expectativas iniciais, estando, neste momento, o Executivo Municipal, a desenvolver as démarches cruciais para inverter a tendência negativa dos anos anteriores.

CIMAA repudia o encerramento de tribunais no Distrito Portalegre

MOÇÃO
"A Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo tomou conhecimento do diploma regulamentar, anunciado no final do Conselho de Ministros do passado dia 6, sobre a Reorganização Judicial aprovado pelo Governo naquela data.
Deste diploma, resulta o encerramento de 20 tribunais, a conversão de outros 27 em “secções de proximidade” e a criação de 23 comarcas, a que correspondem 23 “grandes tribunais” distribuídos pelas 18 capitais de distrito.
Serão criados “grandes tribunais” e os restantes ficarão progressivamente esvaziados de processos, sendo expectável que venham a perder funcionários e, por fim, o seu encerramento.
Assim sendo, a CIMAA com o objetivo salvaguardar o direito fundamental de acesso à justiça, que com esta reforma considera claramente colocado em causa, repudia o encerramento do tribunal de Castelo de Vide, bem como a passagem dos tribunais de Nisa e Avis a mera secção de proximidade e o desmantelamento do atual Círculo Judicial de Portalegre.
Neste contexto e de acordo com este diploma, vão deixar existir as atuais Comarcas para passarem a funcionar apenas “Secções de Competência Genérica”. Esta alteração implicará que as ações cíveis de valor superior a 50 mil euros e os processos-crime da competência de Tribunal Coletivo e de Júri deixam de ter lugar nas atuais Comarcas e passam a decorrer apenas na Secção de Portalegre.
Esta reorganização fomenta a dispersão e a não fixação de muitos técnicos na região e incentiva o desinvestimento, colocando em causa o desenvolvimento do interior do país.
Por outro lado, resulta igualmente claro que a redução do número de magistrados e funcionários judiciais na nossa região acaba por ser inevitável.
Sendo assim, a Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo, reunida em 18 de fevereiro de 2014, torna público que tomou, por unanimidade, a seguinte posição:
1.- Manifestar a sua total discordância pelo teor da Lei de Organização do Sistema Judiciário, aprovada pelo Governo, que prejudica gravemente o Interior do País, o distrito de Portalegre;
2.- Mostrar-se solidária com os magistrados, advogados e funcionários judiciais, pelas dificuldades que se levantam no seu futuro profissional, em especial aos que são residentes no distrito de Portalegre;
3.- Demonstrar a este setor diretamente afetado e à população em geral a sua solidariedade, disponibilizando-se em desenvolver todos os esforços e ações que possam permitir manter, todos os Tribunais do distrito, nas suas valências;
4.- Dar conhecimento público da discordância da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo em relação a todo o tipo de medidas desta natureza, que têm como consequência imediata o crescimento do processo de despovoamento e envelhecimento demográficos, que se têm notado em toda a zona Interior do nosso País.
5.- Finalmente, dar conhecimento desta deliberação à Assembleia Intermunicipal e aos órgãos de comunicação social da região, e remetê-lo ao Governo e Ministra da Justiça, à Assembleia da República e seus Grupos Parlamentares, bem como à Presidência da República."
CIMAA, 18 de fevereiro de 2014.

Reabilitação Urbana é prioritária para o Município de Nisa

NOTA DE IMPRENSA DA CÂMARA MUNICIPAL DE NISA
" A Câmara Municipal de Nisa aprovou a delimitação das Áreas de Reabilitação Urbana do “Mercado Municipal de Nisa e Áreas Envolventes” e do “Centro Histórico De Nisa”, assumindo o seu papel na promoção das medidas necessárias à reabilitação de áreas urbanas de Nisa.
 Tendo considerado de primordial importância a requalificação e reabilitação urbana de Nisa, o actual Executivo Municipal, após a sua tomada de posse, designou como prioritária a aprovação das Áreas de Reabilitação Urbana de Nisa.
Esta urgente ação resultou de uma ineficiente condução de processos no que se refere à candidatura da operação “Requalificação e Reabilitação Urbana de Nisa (1ª fase)” ao Eixo 3 – Coesão Local e Urbana, do INALENTEJO – Programa Operacional Regional do Alentejo 2007/2013, o que resultou na não aceitação da candidatura por parte da entidade gestora do programa, com graves prejuízos para a população.
Aquele processo foi recusado em duas candidaturas consecutivas - 2012 e 2013 -, fundamentado pelos avaliadores do INALENTEJO pela omissão de diversos elementos fundamentais, nomeadamente a inexistência de enquadramento da operação numa Área de Reabilitação Urbana (ARU).
Perante tal situação foram, de imediato, desencadeados todos os mecanismos necessários à sustentação do processo em causa, resultando na aprovação pelos órgãos competentes e publicação em Diário da República, da delimitação das Áreas de Reabilitação Urbana denominadas “Mercado Municipal de Nisa e Áreas Envolventes” e “Centro Histórico De Nisa” bem como os Programas Estratégicos das respetivas Operações de Reabilitação Urbana, fator essencial para um posterior financiamento por parte das entidades competentes, situação descurada anteriormente."

19.2.14

CRÓNICAS DO REGABOFE (26): O PCP da linha de Cascais

Aquando das eleições legislativas, antecipadas, de 7 de junho último, muito se falou da queda abruta do Bloco de Esquerda, metade da votação e metade da representação parlamentar, não é brincadeira.
Uns, a minoria, pediu uma convenção extraordinária para debater o assunto, os outros, a maioria, que não, não se justificavam duas convenções tão próximas apenas (!!!) devido aos resultados eleitorais, dos quais o Bloco nem seria responsável, pois verificara-se uma viragem do eleitorado à direita e os responsáveis por isso eram Sócrates e o PS.
E contrapuseram a uma nova convenção, um debate democrático e alargado interno e externo (para os independentes).
Uma coisa que nunca percebi no Bloco foi esta adoção de uma nomenclatura (convenção, mesa,…), remetendo o nosso imaginário para a Revolução Francesa, uma revolução burguesa, ou mais requintadamente para a maçonaria ou carbonária. Nestes tempos em que para muitos a utilização das palavras é feita por uma questão de interesse e não de significado, o estudo de um bom dicionário faz muita falta, e da história também.
No entanto, passados todos estes meses, urge perguntar por onde andam esses debates abertos e alargados que ainda ninguém os viu.
Tirando uma secção no jornal on-line esquerda.net chamada de “debate aberto”, para onde militantes e não militantes podem enviar as suas opiniões e estas são por lá publicadas, esta iniciativa está a léguas de constituir o proclamado debate amplo, aberto, livre entre todos, porque o que se passa naquela secção é mais como a “travessa do fala só” em que cada qual descarrega a sua opinião e por vezes dissensões pessoais mas debate é coisa que não existe, quando muito há meia dúzia de opiniões que contam com meia dúzia de comentários.
Debate aberto? Ora…
O Bloco de Esquerda implantou-se muito rapidamente, essencialmente em zonas urbanas e entre a juventude que não se revia nos velhos partidos da esquerda pelas suas ideias inovadoras e pela sua forma clara, aberta, simples e verdadeira de fazer política. Quem ouvia um militante ou um dirigente do Bloco falar, sabia que era com aquilo que podia contar e não o seu contrário.
A partir do momento em que o Bloco começou a entrar em jogadas políticas, ter agendas escondidas, dizer uma coisa para fazer outra, não se conseguiu nem impor no mundo do trabalho nem teve a ousadia de criar uma força sindical oposta ao PCP, não encontrou capacidade mobilizadora para protestos de rua indo a reboque da CGTP ou do PCP, não ultrapassou o complexo PCP, como partido dominador e controleiro da esquerda, não se conseguiu afirmar como alternativa democrática e revolucionária ao estalinismo burguês instalado no PCP e na esquerda, antes lhes tomou os vícios, apenas usando umas vestes mais modernas, o Bloco condenou-se a representar apenas os movimentos que lhe deram origem e a estabelecer-se nos agora 8% mas com tendência a descer e a desaparecer. Isto se quiserem continuar a insistir nos debates do fala só.
A esquerda não precisa de uma réplica do PCP mais modernaça, bem vestida e mediática.
Um PCP da linha de Cascais pode ter o seu minuto de fama mas será facilmente descartável.
Um Bloco que apresente novas maneiras de fazer política, uma política ligada e centrada nas pessoas, que tenha a coragem de promover verdadeiros debates, francos, abertos, de olhos nos olhos, esse bloco pode ter futuro.
Mas já será um futuro do qual não participarei, por opção.
Jaime Crespo

Investimento turístico no concelho de Nisa motiva reunião com a ERT Alentejo

NOTA DE IMPRENSA DA CÂMARA MUNICIPAL DE NISA
"A Presidente da Câmara Municipal promoveu, em Nisa, uma reunião de trabalho com o Presidente da ERT Alentejo e a designer de moda Isilda Pelicano para apresentação e discussão de um projeto de investimento turístico no concelho de Nisa.
Tendo como objetivo o desenvolvimento e investimento turístico no concelho de Nisa, a Presidente da Câmara Municipal, Idalina Trindade, promoveu, no dia 17 de fevereiro, nos Paços do Concelho, um encontro entre o Presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo, Ceia da Silva e a designer de moda, Isilda Pelicano, para apresentação do projeto “Herdade de Jans”, em Amieira do Tejo, no âmbito do Plano de Intervenção em Espaço Rural (PIER).
O projeto em causa pretende criar um conceito, um espaço, uma marca que traduza um estilo, uma imagem, um produto, um lifestyle identificados com a designer, aproveitando a riqueza natural de Amieira do Tejo, traduzida, entre outras, no usufruto da natureza para prática de exercício físico em condições de conforto e de ambiente exclusivo, beneficiando da proximidade das águas do rio Tejo e a participação nas atividades do dia-a-dia de uma exploração agrícola.

Este encontro, fomentado pela edil nisense, é de extrema importância para o sucesso da iniciativa e serviu para articular entre o promotor do projeto, a ERT Alentejo e a Câmara Municipal de Nisa fontes de financiamento e condução do processo com bases sólidas e essenciais."

Dr. António Granja: Lembrança de um médico notável e de um humanista

Conheci, ainda, o Dr. António Granja, médico natural do concelho de Mação, falecido em 1964 e que à população do município de Nisa prestou tão brilhantes como assinaláveis serviços, num tempo em que as tecnologias de saúde eram rudimentares, os meios de transporte muito precários e eram os homens dos “partidos médicos” quais “João Semanas” que garantiam os cuidados básicos de saúde a uma população numerosa e bastante carenciada, a todos os níveis.
Homem simples, dedicado e humanista, António Granja, granjeou, justamente, a fama de “médico do povo”, a todos acudindo em caso de aflição, mesmo quando não reprimia alguns impropérios, próprios do seu feitio rebelde e da indignação que, não raras vezes, mostrava, para com a situação política e social do país.
Faleceu há 50 anos o Dr. António Granja. A poetisa popular nisense Maria Pinto escrevia, poucos anos mais tarde, uns versos em que pedia a erecção de um monumento ao Dr. António Granja. Versos simples, saídos da alma do povo e que revelavam a urgência e a justiça no reconhecimento de um homem e de uma vida de médico, dedicada e exemplar.
Em 1957, ainda em vida, foi prestada uma homenagem pública ao Dr. António Granja, a que compareceram os “notáveis” da terra e do concelho e a população.   Um almoço, nas instalações da Hidro-Eléctrica do Alto Alentejo, seguido dos habituais discursos de enaltecimento do homem, do médico e dos seus relevantes serviços.
Maria Pinto achava – e com razão – que era “pouco” para a dimensão humanista do médico e do benfeitor. Ficaram os seus versos a “pregar no deserto” durante anos, mas como mensagem a alertar a consciência popular e após o 25 de Abril, numa das maiores manifestações cívicas e de demonstração de gratidão a que Nisa assistiu, o Dr. António Granja foi, finalmente, alvo da homenagem a que a sua dedicação à causa pública de há muito justificava.
Quadras ao dr. Granja

Do Dr. António Granja
o monumento esqueceu;
pois todos davam dinheiro
p´ra lembrar o nome seu.

Muito recorda o seu nome,
o do bondoso falecido,
muito praticou o bem
é injusto ser esquecido.

Levantem pois a imagem
do bom do Dr. tão amado,
que se encontra no Mação,
já há tempos sepultado.

Amigo de rico e pobre,
a alguns dava sustento;
nunca se esqueçam dele,
levantem-lhe o monumento.

Sem levar nada a ninguém,
tinha dó dos pobrezinhos.
Levantem-lhe uma memória,
todos dão seus bocadinhos.

Se não fosse assim tão bom,
nem se podia estar doente;
antes de chamar o médico,
tinha de ir dinheiro à frente.

Pede o povo desta terra
a última recordação,
trabalhou cá muitos anos,
homem de bom coração.
Maria Pinto
A 8 de Agosto de 1981 e com a presença do Presidente da República, general Ramalho Eanes, o médico e humanista foi digna e popularmente homenageado, com a erecção de um busto no largo junto à Porta da Vila, largo que passou a ostentar o seu nome.
Nisa cumpria, assim, um desígnio de reconhecimento e gratidão a um homem que, não sendo filho de Nisa, pôs todo o seu conhecimento, dedicação e altruísmo ao serviço da população do concelho, particularmente, dos mais pobres e deserdados da sorte.
Vale a pena, transcrever, o texto de Carlos Franco Figueiredo, publicado em 6/3/1965 no “Correio de Nisa”, para melhor podermos avaliar a real dimensão humana e social de António Granja.
Homenagem ao Dr. António Granja - Agosto de 1981
O Dr. António Granja, médico solidário
A 26 de Abril de 1930 chegava a Nisa um jovem médico, chamado a preencher a vaga deixada na Municipalidade pela morte de Henrique Miguéns, irmão do notável benemérito e distinto clínico que foi o Dr. Francisco do mesmo apelido, cuja memória os nisenses perpetuaram no monumento que lhe erigiram no jardim público, em princípio da quinta década deste século.
Fisicamente, o novo doutor, que terminara o curso de Medicina em 4 de Julho de 1927, na Universidade de Coimbra, era de compleição forte e baixa estatura. Tinha a expressão grave, olhos perscrutadores e profundos, ao mesmo tempo reveladores de temperamento impulsivo e bonomia de alma. Chamava-se António Granja. Era filho de Manuel Granja e Hermínia Marques e natural de Castelo (Mação).
Seus pais, de ascendência humilde, de muito cedo o haviam educado no contacto directo com a gente anónima do povo; e, de garoto, ele se habituara a ser solidário com o próximo sofredor, pesando-lhe na alma que desabrochava pura, as dores alheias, físicas e sociais. Já homem, fora mais uma nata tendência que o levara a Coimbra, a frequentar a Faculdade de Medicina. Impusera a si próprio que escolhera mais que uma simples profissão: um culto.
E, num sentido amplo, pródigo, consequentemente isso se verificaria no decorrer do mais longo período da sua vida, que remonta ao começo da actividade como médico municipal, até à hora da morte, ocorrida em 5 de Novembro do ano findo. António Granja permaneceu coerente consigo mesmo, até ao fim; firme, vertical, devotado aos seus ideais, como só os grandes homens são capazes, debalde mesquinhas adversidades, que também o não pouparam, vinculando-lhe com profunda amargura o espírito honesto e são.
Durante trinta e quatro anos, simples, na sua modéstia que a muitos fazia lembrar uma das personagens de Júlio Dinis, incansável, tendo a nítida consciência do seu dever, ele percorreu em ritmo diário, a pé, as ruas da vila de Nisa, dando consultas gratuitas aos pobres... e a ricos!
No seu conceito pessoal, a dor física do mundo generalizava-se ao plaino largo de uma sociedade sem classes, despida de ostentosos baluartes financeiros, por ser única, uniforme, a grandeza do seu proceder, no objectivo primordial de suprimir ou apenas atenuar enfermidades, incondicionalmente, sem atender a materialismos ou "chorudas" remunerações.
Muitas vezes a sua mão piedosa deixou dinheiro e remédios à cabeceira de pacientes sem outros recursos, além de seus pobres braços paralisados pela doença, e por isso mesmo impossibilitados de ganhar o magro sustento quotidiano.
Algumas vezes os familiares de um ou outro "caso perdido" viram os seus olhos, aparentemente duros, nublarem-se de lágrimas de dor.
Além do mais, era um profissional, cuja competência foi inúmeras vezes comprovada por assinaláveis êxitos e reconhecida até por notáveis figuras da medicina portuguesa.
Viveu sempre só. O seu mundo privado, familiar, a sua casa, era aquele velho quarto da "Pensão Correia" que ocupou até aos últimos dias de vida, quando o grassar célere da doença que havia de vitimá-lo, o obrigara a deslocar-se a Coimbra, a sujeitar-se às prescrições de colegas especializados.
Em sentido implícito, poderíamos defini-lo assim: uma existência amarrada a si mesma, em holocausto, por todas as outras que se fazia rodear. Perguntar-se-ia ainda:
Homenagem ao Dr. António Granja - 1957
Teria ele satisfeito ao tipo de homem que "constrói a sua solidão", segundo Saint Exupéry?
Ou seria a mesma apenas fruto de uma personalidade invulgar, cujo drama interior se processasse na busca incessante, mas passo a passo frustrada, de identificação psicológica ou solidariedade de alma? Os seus intempestivos mas efémeros estados de mau humor, que nem sempre foram encarados compreensivamente e com a indulgência que a sua situação requeria, quase denunciavam como verdadeira esta última hipótese.
Compete agora ao nisense dignificar-lhe a memória, ao nisense sem distinção de classes, atentando bem no valor real do homem que foi António Granja e na sublimidade e grandeza da sua obra, que quase chega a integrar-se numa benemerência com o seu quê de universalista, tal o amplo alcance do seu Exemplo.
E isto, porque foi Nisa que principalmente beneficiou da execução desse maravilhoso plano de dedicação humana. Nisa, a escolhida por ele, António Granja, que nem dali era filho...
Foi Nisa, porquanto o dr. Granja seria o mesmo dr. Granja em qualquer outro recanto, em qualquer outro lugar de Portugal e quiçá do mundo, aonde deliberasse fixar a sua actividade profissional. Para os seres como ele, tão raros nesta época onde continua a imperar uma desmedida avidez, mascarada de ambição e um acérrimo egoísmo, existe primordialmente o Homem adentro dos seus múltiplos problemas, a figura inolvidável do seu semelhante, a quem tudo dão, sem nada quererem em troca.
Carlos Franco Figueiredo
* À FLOR DA PELE - Mário Mendes in "`Alto Alentejo" - 19/2/2014-