30.3.14

NISA: 25 Abril - 40 Anos, 40 Imagens (3)

Nisa: 25 de Abril 2009

CRÓNICAS DO REGABOFE (31): Nota semibreve em fado maior

O fado, mais que uma expressão musical, é uma filosofia! expressa vivência sobre o passado, reflete sobre o presente e projeta o futuro. Engloba toda a dimensão humana: o seu esplendor e glória, as suas misérias e humilhações, suas forças ou fraquezas. O fado, é a filosofia de vida do povo português!
Jaime Crespo

OPINIÃO: Recuperar a Esperança

Querida e amada Esperança!
Primeiramente, pensei em enviar-lhe uma breve e simples nota, uma “coisa” ligeira e concisa, mais ou menos tipo SMS ou “twit”, com mensagem aludindo à sua presença por estas terras, mas, que indelicadeza a minha, então reconsiderei e faço-o à moda antiga, através de carta!
Como certamente, já deveis saber, andam todos- sem exceção, por aqui à sua procura, minha cara amiga, desde os mais novos aos mais velhos, dos mais gordos aos mais magros, das mulheres aos homens. Mas, como é possível não dar noticias, não fazer prova de vida?
Os tempos por cá têm sido difíceis, muito mesmo, e sem você por perto, nem lhe digo nada. Sem o seu apoio! E com tanto desemprego e tanta miséria, e sem um rumo.
Sem uma verdadeira bussola que nos oriente por estes caminhos agrestes e penosos que nos obrigam a calcorrear em direção a lado nenhum, apenas e simplesmente andando… sem destino e sem futuro.
Que território é este onde um governo nos obriga a andar cabisbaixos, fazendo-nos sentir culpados por atos que não cometemos, a assumir responsabilidades (dividas) que são de outros, e a tentar amordaçar os direitos, as liberdades e garantias do seu povo, conquistadas ao longo de décadas, com suor e lágrimas por muita dessa gente, uns já não estão entre nós, e outros, entretanto partiram à sua procura…
Mas, como nem tudo são más noticias, ficamos a saber, por estes dias, do seu paradeiro, através de um vídeo promocional ao banco espirito santo, com as devidas vénias, saúde a iniciativa, que a está a recuperar… fisicamente bem sei, porque também para si, pelo que vejo, têm sido tempos difíceis, esperança!
E vê-los partir, deixando-a para trás, custa mesmo muito. E isso, como sabemos, não se reconstrói assim de um dia para o outro, leva tempo e pessoas, porque a esperança é um sentimento humano, mas também pode ser o nome de uma terra alentejana, como é o caso, que sofre como outras, neste interior pobre e abandonado, que se vai corroendo lentamente através do constante processo de esvaziamento e desertificação.
Mesmo sabendo que o seu nome é Esperança, e que agora as suas casas têm as paredes caiadas de novo e os muros arranjados, diga-nos que significado tem essa esperança no futuro? Se não houver vida nova, se não houver renovação geracional, para que serve uma esperança sem gente? Pode ser um lindo casario na paisagem, mas não passará disso mesmo, apenas e somente uma esperança vazia, marcada no rosto dos que ficaram.
JOSE LEANDRO LOPES SEMEDO

NISA: 25 de Abril - 40 Anos - 40 Imagens (2)


29.3.14

Colheita de sangue audaciosa em Alpalhão






António Eustáquio mostrou-se bastante satisfeito com a mobilização conquistada em Alpalhão. A colheita decorreu rodeada de signos audaciosos e, ainda para mais, numa terra que não é sede de Concelho. Mas Alpalhão, neste tipo de eventos, é um exemplo a seguir, pelo que o Presidente da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP – agradece a todos os que tornaram possível os êxitos alcançados. E até compareceram estreantes a doar sangue.
A brigada realizou-se a 22 de Março na sede do Grupo Ciclo Alpalhoense. Compareceram 45 pessoas, 16 das quais do sexo feminino.
Os potenciais dadores foram avaliados em termos médicos e cinco não levaram avante a sua vontade (foram assim recolhidas 40 unidades).
Em termos de baptismos a doar sangue foram obtidos três, todos de mulheres. Já o Registo Português de Dadores de Medula Óssea passou a contar com mais um voluntario.
Num restaurante local foi servido o almoço, apoiado pela Junta de Freguesia de Alpalhão. Um momento alto, ainda para mais que um dador e incentivador da dádiva de sangue desta freguesia era aniversariante. Como tal foi compartilhado um bolo alusivo à ocasião.
Arronches no próximo sábado
Estão programadas proximamente colheitas da ADBSP: A 05 de Abril no edifício do Rancho Folclórico de Arronches; A 12 de Abril na sede do Grupo Desportivo Cultural e Social de Vale de Cavalos (Alegrete).
As brigadas são aos sábados de manhã e queremos que cada dádiva seja um exemplo!
JR

Festival do Crato 2014 realiza-se de 27 a 30 de Agosto

A Câmara Municipal do Crato acaba de tornar público, hoje que o Festival Crato 2014 - 30ª Feira de Artesanato e Gastronomia se vai realizar de 27 a 30 de Agosto (quarta, quinta, sexta e sábado).

AMIEIRA DO TEJO: Exposição de forais do concelho de Nisa

Uma exposição sobre os Forais do Concelho de Nisa, está patente no último piso da Torre de Menagem, no Castelo de Amieira do Tejo a partir de hoje, dia 29 de Março de 2014.
Esta Exposição “O Foral” composta por vários forais do Concelho de Nisa, entre os quais os de Amieira, Nisa, Montalvão e Alpalhão.

28.3.14

Inaugurado campo de alimentação de aves necrófagas






TARDOU MAS ACONTECEU...
Foi hoje inaugurado em Vila Velha de Ródão o campo de alimentação para aves necrófagas. São gestoras do mesmo, a Câmara Municipal e a Quercus de Castelo Branco, entidades que contaram com o apoio da Celtejo.
A partir de agora, a maior colónia local de grifos em Portugal já tem um alimentador na sua zona.
Nota: Por acaso a maior parte da colónia referida nidifica na margem esquerda (concelho de Nisa), mas por estas bandas não parece haver grande interesse no investimento em turismo de natureza e na preservação da biodiversidade. Enfim, estou em querer que não haverá nenhuma razão objetiva, mas tudo indica que as setas apontam noutra direção.
Ou haverá???
Texto e fotos de Jorge Nunes

25 de Abril - 40 Anos - 40 Imagens (1)

Nisa: Comemorações do 25 de Abril - 2008

27.3.14

XV ROTA DO CONTRABANDO ENTRE SALAVESSA E CEDILLO


 Foto de Jorge Nunes
Foto de Jorge Nunes




Meio milhar de caminheiros fizeram a ponte internacional 
Êxito de participação e organização em toda a linha. Assim se pode sintetizar a décima quinta edição da “Rota do Contrabando”, organizada pela associação Inijovem e que juntou 540 caminheiros de Portugal e Espanha, muitos mais do que a própria organização estipulara, o que obrigou a um redobrar da conjugação de esforços para que tudo decorresse com o brilho de anteriores “Rotas”.
No sábado, a Rota do Contrabando voltou ao local da primeira caminhada transfronteiriça, realizada há 15 anos, a primeira grande “aventura” pedestre da Inijovem. A aldeia de Salavessa vestiu-se com o colorido da festa, do movimento, da participação, de risos e cantares, do alarido dos grandes dias que num passado, algo distante, faziam a vida e o pulsar daquela povoação. O êxito de tal iniciativa está mais do que demonstrado, tanto pela excelência da organização, como me foi realçado por caminheiros vindos de locais tão díspares como a Covilhã ou Mérida, de Lisboa ou Cáceres, pelos próprios cedillanos, que vêem nesta “Rota” a recordação dos tempos difíceis, da miséria e do contrabando, e nos falares das gentes ou nos sorrisos dos jovens, a construção da ponte, solidária e humana, que alguns políticos sem vergonha, teimam em prometer e (des)prometer.
Esta, a Rota do Contrabando é a grande ponte que une os povos de dois municípios, de dois países, de muitas regiões. São as pessoas, de todas as idades, irmanadas num mesmo desejo de convívio e de amor pela natureza, que contornam, as barreiras, levianamente, lhes são impostas, mesmo quando tanto se fala na Europa das Regiões...
A ponte da Esperança 
Há anos, demasiados anos, que se fala na ponte sobre o Sever. A ponte já teve (tem) projectos, planos, orçamentos, que vão mudando ao sabor das circunstâncias e dos tempos políticos.
A União Europeia aprovou uma candidatura para a construção da ponte e dos acessos. Por ínvios caminhos e carreteras, já se “construíram” mental e politicamente, dezenas de pontes sobre o Sever. Umas mais acima, outras mais abaixo, nenhuma no sítio onde deveria, realmente, ser feita, para, num tempo declarado de crise, se aproveitarem as infra-estruturas rodoviárias existentes de um lado e do outro, com isso se adequando, eficazmente, a dotação financeira atribuída.
Da ponte já se falou até à exaustão e muito se irá falar ainda.
António Gonzalez, alcaide de Cedillo e Miguel Morales, da deputación Provincial de Cáceres e cedillano, há anos que participam na Rota do Contrabando e uma vez mais reafirmaram a sua determinação de lutarem pela construção da ponte.
Do lado português, Idalina Trindade, edil de Nisa, está convicta de que mais cedo ou mais tarde, a ponte acabará por ser uma realidade.
Por ora, a ponte sobre o Sever, a “ponte do Miguel” (como lhe chamaram alguns eleitos do PP em Cáceres) não mais é do que a Ponte da Esperança.
Fundamental é que esta se mantenha, perene e activa, para que o sonho volte a comandar a vida de alentejanos e extremenhos.
Mário Mendes in "Alto Alentejo" - 26/3/2014

NISA: Apresentação do livro “Entre o Silêncio das Pedras” de Luís Ferreira

29 de março, na Biblioteca Municipal de Nisa
 No próximo sábado, 29 de março, pelas 15H30, ocorre na Biblioteca Municipal de Nisa a apresentação do livro “Entre o Silêncio das Pedras”, de Luís Ferreira.
Luís Ferreira nasceu no Barreiro, em 1970. Vive atualmente em Alcochete. Colabora regularmente com diversos websites ligados à escrita e às artes. Publicou os seguintes livros: "Mar de Sonhos" (2007), "Rio de Sal" (2008), "Momentos…" (2009) e "Rosas & Espinhos" (2010). A sua poesia está também espalhada por diversas coletâneas: "Nas Águas do Verso 100 autores / 100 poemas" (2008), "A Arte pela Escrita" (2008, 2009, 2010), "Antologia 2008 Luso Poemas" (2008), "Antologia Tu Cá, Tu Lá" (2009), "A Traição de Psiquê" (2009). Diz o autor: "Nada sou… apenas palavras e nas suas asas, sonho…"
“Entre o Silêncio das Pedras” é um romance que nos leva a percorrer o lendário caminho de Santiago que tem servido de inspiração a muitas pessoas e está na origem de muitos trabalhos artísticos que, ao longo dos tempos, têm procurado retratar o poder mítico que caracteriza este Caminho. 

Em 2012, Luís Ferreira também empreendeu uma peregrinação a Santiago de Compostela. Verdadeiramente apaixonado e transformado por este Caminho, decide escrever o seu primeiro romance com o objetivo de partilhar, através de uma história, toda a magia existente nesta rota lendária, percorrida por peregrinos desde a Idade Média. Pedro Marques, um brilhante escritor, perde o amor da sua vida num acidente de viação e, partir desta trágica data, recorre à bebida, utilizando-a como companhia e afasta-se de tudo e todos. Entretanto, um velho livro chega-lhe às mãos e, com ele, decide iniciar o Caminho de Santiago, uma viagem que irá mudar a sua vida por completo e que o levará à descoberta da sua própria natureza.
“Entre o Silêncio das Pedras” transmite-nos uma lição de vida, uma mensagem de fé e um incitamento à descoberta do melhor que há em nós. Um livro poderoso, terno e comovente, que foi escrito para ser vivido. Um estilo poético e melódico que enfeitiçará o leitor.

NISA: José é sinónimo de convívio e animação



Os indivíduos de nome José juntaram-se no passado sábado na Horta do senhor José Perfeito para celebrarem o seu convívio anual.
É a festa dos Zés, realizada no sábado mais próximo do padroeiro (S. José – 19 de Março) e que junta em alegre confraternização pessoas com o mesmo nome próprio, pretexto para um dia de festa e de descontracção onde, geralmente, não falta uma animação sempre variada que vai da degustação dos petiscos e acepipes gastronómicos, à música e aos jogos tradicionais.
Por pouco mais de dez euros, os José(s) juntam-se para passar um dia de convívio, reforçar os laços de amizade e brindarem à vida, num ambiente campestre que recorda outros tempos e outras dificuldades.
A “firma” Parente e Poeiras 
José da Cruz Laré, o “Parente”, e José Poeiras são dois dos mais activos dinamizadores deste convívio onomástico e que se vem mantendo com regularidade, desde há mais de 30 anos. Têm a responsabilidade da cozinha e de manter os convivas sempre com boa disposição “gastronómica”.
Há outros companheiros que também participam para que a jornada seja verdadeiramente de festa. Este ano, a ementa constou do tradicional afogado, a carne de molho, do feijão preto com sardinha assada, sem falar nos “grelhados” como a entremeada, a cacholeira, a morcela, em quantidade suficiente para “alegrar” os estômagos dos quarenta Zés.
Durante o dia, alguém eleva a voz, enrouquecida e puxa por um fadinho. Outros, jogam à sueca ou à malha. Entre um copo e uma patanisca, o dia passa a correr, mas o convívio, esse, fica e com a promessa de repetição no próximo ano.

AMIEIRA DO TEJO: Festa em honra do Senhor dos Passos


26.3.14

SANTANA: Lançamento de "Contos Montesinhos" de Joaquim Rodrigues

Realiza-se no próximo dia 19 de Abril, pelas 15 horas, na sede da Junta de Freguesia de Santana, o lançamento do livro "Contos Montesinhos", da autoria de Joaquim Rodrigues, com edição da Chiado Editora.
Como oradoras da sessão estão convidadas Maria de Fátima Dias e Maria de Lurdes Cardoso.
"Contos Montesinhos" são vinte e quatro histórias de uma comunidade, contadas por quem as reconhece como parte integrante do seu património cultural, transmitido de geração em geração e sempre recriado, gerando um sentimento de identidade e simultaneamente, de continuidade.

Nelas encontramos o “saber fazer” de artes e ofícios, histórias de vida e práticas culturais (celebrações e rituais) a par de instrumentos, objetos e artefactos…

25.3.14

NISA: Sociedade Artística Nisense tem novos corpos gerentes

A Sociedade Artística Nisense reuniu no sábado, dia 22, em Assembleia Geral convocada para eleger os Corpos Gerentes e analisar a situação actual da colectividade, principalmente a nível financeiro.
Os sócios presentes foram informados da grave crise que a associação atravessa, tendo sido apresentada e aprovada uma proposta no sentido de minimizar a situação dos associados com as quotas em atraso, propondo-se-lhes a regularização da quotização com o benefício de isenção do pagamento das quotas anteriores a 2013, e concedendo-lhes um prazo de 90 dias, após serem informados, para regularizarem a sua situação perante a SAN.
Após a eleição dos corpos gerentes, este ficaram assim constituídos:
Assembleia Geral
Francisco Macedo Toco – Presidente
José Carlos Gonçalves Monteiro – Secretário
Joaquim da Cruz carita Corga – Secretário
Direcção
José Manuel Alves Ferreira – Presidente
António Temudo Santos Pina – Vice Presidente
Eduardo da Graça Serralha Caldeira – Tesoureiro
João Maria de Matos Manso – Secretário
José Maria Salgueiro Moura – Vogal
António Maria S. Maurício – Vogal
Joaquim Fernando Temudo Granchinho Galhardo – Vogal
Conselho Fiscal
Mário Carlos de Oliveira Mendes – Presidente
Carlos José Serralha Temudo Ribeirinho – Relator
João Maria Rovisco Ventura - Secretário