28.5.13

Pintor nisense expõe no café "Pausa na Linha" (Parede)




O artista plástico nisense, Filipe Valentim tem patente ao público, uma Exposição de Pintura, que pode ser visitada no Café "Pausa na Linha" na Parede (Cascais).
A todos os nisenses e alto-alentejanos residentes naquela zona periférica de Lisboa, recomendamos, vivamente, a visita a esta exposição deste nosso conterrâneo.

No Adeus a George Moustaki (24.05.2013)

Moustaki, um homem bondoso e multicultural
O grande músico  falecido há dias, autor de "Milord", de "Métèque" e de uma fabulosa adaptação de "Fado Tropical", uma ode aos cravos vermelhos do 25 de Abril, era um humanista.
Na sua casa, na ilha Saint-Louis, no centro de Paris, cruzavam-se gentes e culturas do mundo inteiro. Georges Moustaki, de origem grega, era um homem bondoso, zen e fascinante. Fumava marijuana e jogava pingue-pongue, adorava conversar e, sobretudo, receber boas notícias. Morreu hoje, 23 de maio de 2013, em Nice, aos 79 anos de idade.
Um dia, durante uma entrevista para Portugal (publicada no extinto semanário "Sete"), disse-me que uma das grandes notícias que recebera na vida foi a da revolução portuguesa.
Escreveu, aliás, sobre o 25 de Abril, logo em 1974, uma letra fantástica para a adaptação francesa de "Fado Tropical", de Chico Buarque , a que deu o nome de "Portugal". Nessa canção, onde uma parte é cantada em português, evoca a esperança que nasceu no Mundo com os cravos vermelhos que então floresciam à beira do rio Tejo.
Georges Moustaki era um humanista. Escreveu para Edith Piaf, de quem foi amante, a célebre letra da canção "Milord" e é o autor de "Métèque", interpretado por ele próprio e que foi um dos seus maiores êxitos.
Tinha, desde há alguns anos, uma doença grave nas cordas vocais. Curiosamente, ontem à noite, na cave do café-concerto Le Trois Mailletz, um dos seus guitarristas, o brasileiro Toninho do Carmo, falava-me dele e dizia estar inquieto com a sua saúde. Toninho e a sua mulher, a fadista portuguesa Maria Teresa, radicada em Paris, acompanhavam-no, nos últimos anos, em quase todos os seus concertos.
Moustaki, que se instalou em Paris em 1951, vindo da Grécia, era um "monstro" da chamada grande música francesa. Foi amigo de Georges Brassens e escreveu para Edith Piaf, Yves Montand, Juliette Gréco, Barbara e Serge Regianni.

Mas era, sobretudo, um amigo de todos nós. Dos humanistas e dos sonhadores do Mundo inteiro.
Daniel Ribeiro - in "Expresso"

PORTUGAL (Versão de "Fado Tropical" de Chico Buarque)
Oh muse ma complice
Petite sœur d'exil
Tu as les cicatrices
D'un 21 avril
Mais ne sois pas sévère
Pour ceux qui t'ont déçue
De n'avoir rien pu faire
Ou de n'avoir jamais su
A ceux qui ne croient plus
Voir s'accomplir leur idéal
Dis leur qu'un œillet rouge
A fleuri au Portugal
On crucifie l'Espagne
On torture au Chili
La guerre du Viêt-Nam
Continue dans l'oubli
Aux quatre coins du monde
Des frères ennemis
S'expliquent par les bombes
Par la fureur et le bruit
A ceux qui ne croient plus
Voir s'accomplir leur idéal
Dis leur qu'un œillet rouge
À fleuri au Portugal
Pour tous les camarades
Pourchassés dans les villes
Enfermés dans les stades
Déportés dans les îles
Oh muse ma compagne
Ne vois-tu rien venir
Je vois comme une flamme
Qui éclaire l'avenir
A ceux qui ne croient plus
Voir s'accomplir leur idéal
Dis leur qu'un œillet rouge
À fleuri au Portugal
Débouche une bouteille
Prends ton accordéon
Que de bouche à oreille
S'envole ta chanson
Car enfin le soleil
Réchauffe les pétales
De mille fleurs vermeilles
En avril au Portugal
Et cette fleur nouvelle
Qui fleurit au Portugal
C'est peut-être la fin
D'un empire colonial
Et cette fleur nouvelle
Qui fleurit au Portugal
C'est peut-être la fin
D'un empire colonial.

27.5.13

OPINIÃO: A Câmara de Nisa é filial da Vasconcelos Corporation?

Ó linda vila de Nisa
Cercada de eucaliptais
Acaricias os de fora
Desprezas os naturais.
O site do Município de Nisa tem dado nos últimos tempos grande destaque à exposição de Joana Vasconcelos no Palácio Nacional da Ajuda. Já o tinha feito anteriormente aquando da exposição da referida artista plástica no Palácio de Versalhes (França), evento aproveitado pela presidente da Câmara de Nisa para mais uma visita turístico-cultural, a expensas da autarquia.
Percebe-se o interesse por esta personagem, depois de a mesma ter retalhado dezenas de peças de artesanato, algumas de inegável valor histórico, afectivo e patrimonial, para elaborar a sua célebre Valquíria., peça, recorde-se, destinada a integrar o espólio do Museu do Barro e do Bordado, depois de ter sido “atracção” supra-turística nas Termas da Fadagosa de Nisa e de onde, por óbvias razões de saúde e segurança, foi obrigado a emigrar.
A maioria dos artesãos, “choraram”, na altura, por verem o fim a que foi destinado peças de grande valor artístico e patrimonial. Hoje, por insondáveis golpes de magia, a indignação e revolta, deu lugar à subserviência e adoração, alinhando, entusiasticamente, nas excursões que a presidente da Câmara – qual agência de viagens e turismo – vai organizando aos eventos da Vasconcelos Corporation, como forma de desagravo e de aquietação dos espíritos. É vergonhoso ver como os dinheiros públicos, em tempo de crise, são assim malbaratados, ao sabor de conveniências pessoais e politicas, em ano de eleições autárquicas.
As perguntas neste site colocadas sobre a “Marca Nisa” não tiveram, até ao momento, qualquer resposta. Nem vão ter. A “marca Nisa” não existe. O que existe é, apenas e só, um enunciado e um logótipo, bagatelas que serviram para a autarquia pagar uma quantia escandalosa a quem foi incumbida a tarefa, sem concurso público e sem a mesma ficar terminada. Para haver uma marca, tem de haver um registo ou patente da mesma. E, ao que se sabe, não há.
Se houvesse, se o processo fosse claro e transparente, a Câmara - sempre tão célere a elaborar “Notas da Presidência”, a propósito de tudo e de nada -, já teria vindo a terreiro, mostrar a sua verdade, unilateral, única e exclusiva, sobre tão melindroso assunto.
Mas não. Opta pelo silêncio. Não esclarece, nem os eleitos nem munícipes, como se estes não tivessem o direito de saber como são gastos os dinheiros públicos.
O "estranho" encantamento da Câmara de Nisa, através da sua presidente, pela artista Joana Vasconcelos, é tão ou mais pertinente quando se conhece o completo alheamento e desinteresse revelado pela autarquia, a propósito do centenário do nascimento de cidadãos nisenses como Cruz Malpique, José Augusto Fraústo Basso e Augusto Pinheiro, entre outros ilustres naturais de Nisa, de elevada estatura cultural e cívica, e que não foram merecedores das honrarias, homenagens e do reconhecimento que tem sido dispensado a quem nada fez em benefício do concelho.
Entre a placa toponímica, a recordar para os vindouros o nome e o exemplo de figuras gradas da terra e o glamour do Palácio da Ajuda, a presidente da Câmara escolhe o mais óbvio e de efeito propagandístico mais eficaz.
Os munícipes, como sempre, pagarão esta e outras facturas. É para isso que existem...

Mário Mendes

26.5.13

ANDEBOL: Inijovem vence Campeonato Regional de Iniciados Masculinos

A equipe de andebol da INIJOVEM, sagrou-se hoje Bicampeã regional de iniciados masculinos do Alentejo, num jogo disputado com a equipa do Ginásio Andebol de Portalegre, jogo que a INIJOVEM venceu por 33-16.
Parabéns aos jovens jogadores, equipa técnica e dirigentes que fazem parte desta magnífica equipa, que tantas alegrias têm dado a Nisa.

NISA: Terra Bordada de Encantos, em filme

Catarina: Dulce Barriguinha
Joaquina: Débora Bizarro
Pedro Miguel: João Sousa
Tonho: Camy Ribeirinho
Zabel: Camy Ribeirinho
“Nisa, Terra bordada de Encantos”
Mais do que um trabalho proposto numa ação de formação... Um projeto!
Mais do que um projeto didático... um filme.
Um filme de memórias que retrata a cultura das Gentes de Nisa, com as suas tradições e o seu carisma mostrando desde o Artesanato à Gastronomia não esquecendo todo o seu Património.
É na voz da Catrina, da Zabel, da Jaquina, do Tonho e do Pedro Miguel que damos vida a este projeto e viajamos no tempo e no espaço em busca da Felicidade. A Emigração está muito presente, em quase todas as famílias do Concelho de Nisa de onde partiram e continuam a partir muitos Nisenses à procura de um Futuro mais promissor e sorridente. Será uma viagem como tantas outras já vivenciadas ao longo das décadas por muitas Gentes do nosso Concelho.
O Pedro Miguel é um jovem igual a tantos outros... Filho de pais imigrantes e criado pelos avós em Nisa, é obrigado, também ele, a emigrar, décadas depois, à procura do primeiro emprego.
Nesta viagem, o Tonho, já na “Pré-Retraite”, apresenta sinais de nervosismo devido à idade avançada e perante uma viagem tão longa até Terras de França! A Catrina protagoniza a mãe atenta e dedicada que, acima de tudo, zela pela Felicidade e pelo bem estar dos seus filhos... São memórias, são Saudades daquilo que foi e do que será ainda...

25.5.13

NISA: Memória do Cine Teatro (Maio 1936)


O mês de Maio de 1936 foi dedicado pela empresa do Cine Teatro Nisense a causas solidárias. No dia 3, exibiu o filme “A Patrulha da Alvorada” num espectáculo promovido pela autoridade administrativa do concelho e a favor da ANT – Assistência Nacional aos Tuberculosos (a tuberculose era um flagelo social nos anos 30, 40 e 50 do século passado), sendo apurada a receita de 749$00 para as despesas de 166$40 a cargo do Cine Teatro.
 No dia 10, houve um espectáculo de teatro de amadores promovido pelo Sport Lisboa e Nisa (ainda era assim que se designava o actual Sport Nisa e Benfica) a favor do seu cofre. A receita apurada foi de 710$50 revertendo a favor do Cine Teatro a importância de 342$10.
A 17 de Maio, o Cine Teatro de Nisa abriu as suas portas para um espectáculo de teatro pelos alunos das Escolas Primárias de Nisa, a favor da respectiva Caixa Escolar.
A sala de espectáculos foi cedida gratuitamente e para uma receita de 2.130$00, à empresa do CTN coube a importância de 162$00 para pagamento das despesas com luz, bilhetes, velas e imposto.
A mesma récita escolar repetiu-se no dia 24 de Maio, sendo apurada a receita de 967$40 e cabendo à empresa do Cinte Teatro Nisense a percentagem (50%) de 483$70.
 “A Patrulha da Alvorada” (The Dawn Patrol) da Warner Bros (EUA) foi realizado, em 1930, por Howard Hawks que se tornaria num dos mais célebres realizadores e produtores da história do cinema.
O filme estreou-se em Portugal (S. Luiz) em 9 de Dezembro de 1930 e tinha como principais actores: Richard Barthelmess, Douglas Fairbanks Jr., Neil Hamilton, Frank McHugh, Clyde Cook.

NISA: A Festa das Graças 2013 - Fotos

24.5.13

SANTANA “Muro de Berlim” em área protegida




Não há duas sem três. Num local da freguesia constrói-se a “conta gotas” e a passo de caracol, com teias burocráticas sem fim, num processo que envergonha o poder local.
Noutros sítios, pelo contrário, em zona de grande interesse histórico, patrimonial e paisagístico, as regras parecem não existir e a “ordem” é para avançar a todo o custo.
Morador de Arneiro, atento e defensor do património natural, “esbarrou”, há dias, com este pequeno monstro “plantado” em plena área protegida do Conhal e ali mesmo junto a uma das mais belas paisagens do concelho: as Portas de Ródão.
É uma autêntica nódoa na paisagem, injustificável, mesmo que pelo meio se diga que a construção do muro se destina a infra-estruturas eléctricas.
O progresso não pode constituir um chavão e uma justificação para tudo, até para este crime de lesa património. Há sempre alternativas quando as entidades ditas responsáveis procuram, com vontade e bom senso, compatibilizar dois interesses que não são antagónicos. Procurem soluções, derrubam o “muro de Berlim” e devolvam a paisagem que é de todos ao Pego das Portas.
Por algum motivo, esta zona é protegida e classificada como património natural pela UNESCO. Será mesmo?
Mário Mendes in "Alto Alentejo" - 22/5/2013

23.5.13

NISA: Festa das Graças 2013



Terra da Senhora da Graça, muitas são as Graças, e no sábado mais uma vez se reuniram a Graças para dar graças. Foram à Missa e conviveram depois nas Três Marias que também devia ser da Graça. E lá andam, como sempre, a Graças cheias de graça.

NISA: 16º Aniversário da Inijovem


SANTANA (Nisa): Construção de sanitários públicos é “obra de Santa Engrácia”

PROCESSO ARRASTA-SE À MAIS DE NOVE ANOS
Em Arneiro, freguesia de Santana as obras de construção dos sanitários públicos são já consideradas pela população como as “obras de Santa Engrácia”, tal o arrastamento de uma construção que nasceu sob o signo da polémica e que tem sido alimentada ao sabor das conveniências e desavenças políticas.
Tudo começou em 2004 com o pedido de construção apresentado pela Junta de Freguesia e a elaboração do projecto pela Câmara Municipal. O terreno para a implantação dos sanitários públicos era, no entanto, propriedade da Paróquia e houve que obter autorização das autoridades eclesiásticas, a cedência do espaço destinado à construção das instalações sanitárias e a legalização por parte da Junta de Freguesia, processo que não foi tão célere quanto os interessados desejariam.
As obras arrancam, finalmente, passados três anos sobre o início do processo, adjudicadas à empresa Crespo e Parreira, tendo início a 28 de Junho de 2007 de acordo com acto de consignação das mesmas no valor total de 27.921 euros acrescidos de IVA e com um prazo de construção de mês e meio, valor este que seria subsidiado pela Câmara Municipal ao abrigo do Protocolo estabelecido com a Junta de Freguesia., sendo estas entidades responsáveis pela fiscalização da obra.
Foi construída o “esqueleto” das instalações sanitárias, com todas as suas divisórias, sem o reboco, no entanto, a 11 de Dezembro de 2007, a obra é mandada suspender por ordem da presidente da Câmara de Nisa, até que “o processo de regularização do terreno esteja concluído”.


A Junta de Freguesia pagou, em Janeiro de 2008, à empresa Crespo e Parreira a importância de 9.994,14 euros como valor dos trabalhos realizados, verba essa de que a Junta ainda não foi reembolsada como nos garante Francisco Boleto São Pedro, presidente da freguesia.
De finais de 2007 até ao presente, passaram-se quase seis anos. As obras não foram retomadas e transformaram-se em tema obrigatório de todas as conversas, consoante as sensibilidades políticas dos intervenientes. Estão ali, no largo principal da aldeia, próximo da igreja paroquial, no local onde fazem mais falta, seja pela realização das festas populares ou das cerimónias religiosas que regularmente ali ocorrem.
O processo de regularização do terreno foi, entretanto, concluído e todos os requisitos cumpridos por parte da Junta de Freguesia que em 14 de Dezembro de 2011 pediu à Câmara a respectiva licença de construção para que os trabalhos prosseguissem e a obra se concluísse. Não houve resposta da autarquia.
Em Abril e de acordo com informação remetida à Câmara Municipal, ocorreram actos de vandalismo na construção existente, concretizados no derrube de paredes interiores.


O autarca de Santana, Francisco Boleto São Pedro, diz não compreender o silêncio da Câmara Municipal e considera que  as casas de banho publicas “são um bem muito bom para a Freguesia,  pois junto àquele local se fazem festas, está perto da Igreja onde há casamentos e baptizados e as pessoas andam como antigamente, com calças e saias nas mãos,  por detrás de paredes e às vezes á vista de todos a fazerem as suas necessidades. Se as casas de banho estivessem feitas isto não aconteceria.”
A Câmara Municipal de Nisa foi por nós contactada, em tempo útil, sobre todas estas questões através de e-mail e não deu qualquer resposta às perguntas que formulámos.
O silêncio parece ser de ouro na autarquia nisense, mas, convenhamos: quase dez anos, para concluir uma obra de interesse público, não é, seguramente, o melhor cartão da qualidade de serviços, a que o município tantas vezes se arroga.
Em Santana há “obras de Santa Engrácia”. Estão à vista de todos e constituem, entre outras coisas, um monumento ao desleixo, à burocracia e ao mau uso dos dinheiros públicos.
Mário Mendes in "Alto Alentejo" - 22/5/2013

22.5.13

POSTAIS DO CONCELHO: Rua do Arrabalde em Montalvão


Uma foto muito antiga de Montalvão na Rua do Arrabalde. Não se vê a igreja porque existia um eucalipto e a torre do relógio ainda não estava construída. Desconhece-se a data da foto, mas algumas das casas que são visíveis na rua ainda se mantém, como aquela tem varanda e outras mais.
Uma foto que é, também, um documento. A luz eléctrica ainda não tinha chegado, a rua era bastante diferente do aspecto que hoje mostra e, facto positivo, é a imagem de crianças a brincar na rua.
Quantas haverá, hoje, em Montalvão?

21.5.13

NISA: 4 dias de festa em honra de Santo António



PROGRAMA
Dia 13 – Quinta-Feira
17h – Abertura do bar
18h – Procissão desde a igreja do Espírito Santo até à ermida de Santo António com acompanhamento da banda da Sociedade Musical Nisense.
18,30h – Cerimónia de inauguração da nova cobertura da ermida de Santo António.
21 h – Abertura da quermesse
21,30h – Actuação da Orquestra Ligeira da Sociedade Musical Nisense
01h – Animação musical com DJ
Dia 14 – Sexta-Feira
17h – Abertura do bar
21h – Abertura da quermesse
22 h – Baile abrilhantado pelo grupo musical Bor(ó)Baile
Dia 15 – Sábado
13 h – Abertura do bar
14h – Torneio da Sueca
21h – Abertura da quermesse
22 h – Baile com o grupo “Domingos e Dias Santos”
- Actuação de Josélito Maia
- Continuação do baile até de madrugada
Dia 16 – Domingo
16h – Abertura do Bar
17,30h – Início do baile com o organista Nuno José
18h – Arruada com os Bombos de Nisa
18,30h – Exibição das Marchas Populares de Santo António
19h – Continuação do baile com o organista Nuno José 

19.5.13

CACHEIRO: São Matias juntou povos da freguesia






No sábado realizou-se a tradicional festa em honra de São Matias (15 de Maio) romaria que levou à aldeia do Cacheiro algumas dezenas de visitantes e residentes nas povoações de Falagueira, Monte Claro, Chão da Velha e Velada, entre outras, que integram a freguesia que tem São Matias como padroeiro.
A instabilidade das condições atmosféricas afastou alguns devotos de São Matias, o que não obstou a que as cerimónias religiosas e o convívio popular que se lhe seguiu tivessem a participação e o brilho habituais, este ano sem a presença da simpática e velhinha artesã, Maria do Rosário Isabelinho, falecida há poucos meses e cuja ausência foi particular e comovidamente, sentida por todos.
Mais fotos em  http://nisaempormenor.blogspot.pt

18.5.13

NISA / PORTALEGRE: Morreu o Comissário Pequito


Faleceu no sábado, dia 11, aos 73 anos, o antigo Comissário da PSP de Portalegre, Carlos do Rosário Ramos Pequito, tendo-se realizado o funeral na tarde de domingo.
O Comissário Pequito desempenhou funções profissionais durante muitos anos e sempre foi muito respeitado e acarinhado por toda a população.
Ainda nem existia o conceito de policiamento de proximidade, mas o Comissário Pequito sempre foi um polícia de proximidade, amigo de todos e por todos estimado.
Depois de passar à aposentação, continuou a dar-se com toda gente, podendo mesmo afirmar-se que se tratava de uma pessoa popular.
A doença levou-o mas de si fica boa memória na cidade e na população que serviu. Paz à sua alma.
À família enlutada, em especial à esposa, filhos e netos, AA apresenta sentidas condolências.•
in "Alto Alentejo" - 15/5/2013


ETAPRONI: Alunos de Termalismo colaboram no "Activ Sénior"


No dia 14 de maio, os alunos do primeiro ano do curso Técnico de Termalismo da ETAPRONI, dinamizaram uma classe de exercícios em meio aquático, na piscina municipal de Nisa. A classe, que foi dirigida para os utentes do Programa ActivSénior, promovido no concelho de Nisa, esteve inserida no plano de atividades do curso para o presente ano letivo. Com esta ação, a escola pretende aperfeiçoar as competências técnicas dos seus alunos, no âmbito da hidroterapia e, simultaneamente, treinar as competências sociais e humanas, por se tratar de uma atividade desenvolvida em contexto real de trabalho.

15.5.13

NISA: A morte de Maria Carlota Patrocínio

Faleceu no passado dia 9, após doença prolongada, Maria Carlota Ramos Carita Ribeirinho Patrocínio, 68 anos, natural e residente em Nisa, esposa de António Patrocínio, solicitador. O funeral realizado para o cemitério de Nisa constituiu uma grande manifestação de dor e de pesar, a que se associaram muitas dezenas de pessoas.
À família enlutada, “Alto Alentejo” apresenta sentidas condolências.
 MARIA CARLOTA: FILIGRANA ENTRETECIDA DO OURO NISENSE MAIS FINO...
DEIXA-NOS...CONSTERNADOS, VENCIDOS, DOBRADOS...PERANTE A BELEZA DA SUA VIDA.
Soube ao fim da tarde de sábado da tua partida naturalmente para um lugar de honra que o Mestre da Vida te destinará.
Conheço-te desde menina, conheço a tua extraordinária beleza interior desde os verdes anos, de uma bondade, delicadeza extremas.
Mas sei de uma coisa que poucos sabem, a magnanimidade excepcional, superior do teu coração, carinho que tiveste em tantas vezes quereres saber da D. Adriana Fragoso e da pessoa que servindo-a nunca a deixou, a D. Margarida (a Margarida para nós que a adorávamos).
Ias procurá-las...porque da esfera familiar dessa portentosa figura, para nós o primeiro de todos os nisenses, esse mesmo Dr. Jaime de Almeida Fragoso,....vosso amigo, tu na hora em que os ricos ficaram pobres soubeste privilegiar de modo único a senhora D. Adriana e a D. Margarida, que jamais quis deixar os seus patrões.
Eras tão bonita na tua juventude e ornando a tua vida com atos assim... acentuaste, fizeste multiplicar por um factor elevado o resultado com que partes e que faz de ti um exemplo quási único para nós, nós cotejados contigo... tão pobrezinhos no atavio espiritual que possuímos e que relativamente a ti nada é.
Tu és de um plano muito superior ao nosso, e talvez te não compreendamos.
Ao António nesta hora... quero deixá-lo só numa adoração silenciosa sem limites, pela partida da sua doce companheira.
Mas conta com o meu abraço... muito, muito apertado, e se quiseres, e me permitires com as minhas lágrimas de muita, da maior admiração pelo ser tão lindo que foi, é... a vida da tua excelsa companheira, meu caro, meu bom António...e esse tesouro também é teu.
Expresso aqui a admiração elevada por um ser, a vida de uma menina que se tornou mulher mas exemplo que fica da beleza da sua vida superior.
João Castanho

OPINIÃO: O escravo moderno

Sinais do tempo, de um tempo, em que os cânticos de “ Maio, maduro Maio”, ainda ecoam da voz do poeta de Abril, por estas paragens.
Tempos de um mundo difícil de descrever, com pessoas a viver sem esperança, com a vida a ser-lhes roubada e penhorada, engrossando as longas listas das estatísticas do INE, apensas a um relatório simples, sob a secretária do Ministro Álvaro.
E, não passamos disso mesmo, de números, uns grandes outros pequenos, outros mesmos colossais, mas não deixam de ser números, estampados numa folha de cálculo, onde a prioridade é ajustar, este com aquele e, pronto já está, agora vamos esperar e, acreditar num milagre de um santo qualquer, para voltarmos aos mercados!
Na fúria destes mercados, sobressai a mão invisível do capitalismo selvagem, sob a capa de globalização, que nos vai matando a todos, primeiro os mais fracos, depois…
Foi o que aconteceu, por estes dias de Maio, no Bangladesh, onde morreram 1127 pessoas, no desabamento de um edifício-fábrica em que trabalhavam mais de 5.000 indivíduos, em condições sub-humanas, recebendo pelas 16 horas diárias de trabalho, um salário mensal de menos de 50 euros! Sim, 50 euros! Para que nós, povo civilizado pudéssemos comprar, com todas as comodidades, num qualquer shopping center, com o pouco dinheiro que ainda nos resta do subsidio de desemprego, as roupas que ali são fabricadas, por esta humilde gente, e aqui vendidas nas lojas da “Mango”, da “Benetton” ou da “Primark”, a preços escandalosos.
Por isso, também, nós somos cúmplices do nosso próprio destino, ajudamos os mercados a não respeitarem um princípio básico, nas sociedades, que é o respeito pelos seres humanos e pelas condições dignas de trabalho, com remuneração justa.
Tal como nós, aqui deste lado do mundo, também eles lutam por um emprego lá, mas com uma grande diferença, eles já são semiescravos, e nós para lá caminhamos, com os sucessivos ataques e cortes, que tem sido movidos, pelo capital neoliberal, contra os trabalhadores, de uma forma geral. Exigindo cada vez mais flexibilidade, precariedade laboral, inexistência de contratos, e fim de regalias sociais, que foram conquistas civilizacionais, do mundo moderno.
Quanto os grandes patrões, nos falam na televisão, em “gorduras do estado”, da “produtividade” ou da “racionalização de custos”, estão a tentar dizer-nos, de forma indireta, para baixarmos o custo do trabalho, em troca de condições mais precárias, muito próximas das que existem nestes países do terceiro mundo. Por isso, mais do que nunca, é importante lutar pela existência de um estado social forte, com um bom serviço nacional de saúde e uma boa escola pública, que são essenciais, para a construção de um Estado livre e democrático.
A comprovar a existência de trabalho escravo, ainda em pleno seculo XXI, dá nos conta, esta semana um relatório das autoridades brasileiras, para a erradicação do trabalho escravo, que indica, que só em 2012, foram resgatados quase 3.000 pessoas, que se encontravam sob condições idênticas às que se verificavam antes da abolição da escravatura, há precisamente 125 anos, naquele país.
Mas não termino, sem deixar, aqui um outro dado importante, que vai completando todo este dilema em torno das condições humanas, neste mundo de mercados.
Quando esta mesma semana, a agência das Nações Unidas para a alimentação e a agricultura (FAO), num estudo em conjunto com a Universidade de Wageningen, na Holanda, intitulado “Edible insects: future prospects for food and feed security”, sugere como solução para acabar com a fome no mundo, que seja introduzida na dieta ocidental, um potencial e inexplorado fonte de alimento, que são os insetos.
Dito isto, só nos resta mesmo, que nos apresentem, outro prato, porque “eles comem tudo e não deixam nada!”.
JOSÉ LEANDRO LOPES SEMEDO

NISA: Convívio onomástico dos João(s)


13.5.13

Um documento de referência: "A Pastorícia em Montalvão"


Encontrei numa feira Rui Manuel Fraústo Diogo Correia e tomei conhecimento do documento, registo escrito e notável DVD, que merece visão nas escolas do concelho e até sessão na biblioteca municipal.
O livrinho “A Pastorícia em Montalvão”, de sua co-autoria com a irmã Ana Maria Paiva Morão, é um levantamento sócio-antropológico cheio de referências linguísticas e também etnográficas, sobre a história e a vida da “vila”.
O filme de cerca de 105 minutos traz-nos um série notável de entrevistas e informações sobre o correr dos tempos e a vida no campo, testemunhos que formam as nossas comunidades, mesmo quando o tempo lhes modifica a prática social.
António Eloy

CACHEIRO (Nisa): Romaria em honra de S. Matias


No próximo sábado, dia 18 de Maio, realiza-se na povoação de Cacheiro (Nisa), a tradicional romaria em honra de S. Matias, padroeiro da freguesia com o mesmo nome.
Os festejos têm início pelas 15 horas com a realização de missa solene, a que se seguirá a procissão em redor da igreja paroquial. Concluídas as cerimónias religiosas, terá lugar, no adro da igreja, um convívio popular entre a população e visitantes, onde não faltará o porco assado no espeto e outras iguarias regionais.
Os festejos são organizados pela população de S. Matias do Cacheiro.

7.5.13

NISA: Feira dos Forais nos dias 10 e 11 de Maio


O Agrupamento de Escolas de Nisa, em colaboração com a Câmara Municipal de Nisa, ETAPRONI, Geminação Nisa Azay-le-Rideau, Nisa Viva, GNR, Coudelaria Ribeirinho Paralta, Juntas de Freguesias do Espírito Santo e de Nossa Senhora da Graça, Paróquia de Nisa, entre outros, vai promover a realização da Feira dos Forais de Nisa, nos dias 10 e 11 de maio, no âmbito dos 500 anos da atribuição do Foral de Nisa.
PROGRAMA
 Sexta-feira, 10 de maio de 2013
15h00 - Mercadores e artesãos iniciam a actividade de comércio.
15h30 - Cortejo pelas ruas do burgo com a participação do grupo “Mantas de Orelos".
16h00 - Abertura da Feira.
16h30 - Animação das ruas da feira, ao longo do dia, pelos alunos da ETAPRONI, do curso de animação sócio cultural.
17h00 - Tiro com arco, ao longo do dia.
(Animação de rua pelos cavalos da Coudelaria Paralta, ao longo do dia).
18h00 - Tiro com arco, ao longo do dia. - Jogos tradicionais ao longo do dia.
(Música medieval pelas ruas do burgo, interpretada pelos alunos do 6º ano).
21h00 - Concerto pelo grupo de Guitarras e Coro da Academia de Música do Fundão na Igreja da Misericórdia.
21h30 - Atuação dos Bombos de Nisa.
22h00 - Danças Medievais e Orientais, pelos alunos da Escola de Dança Silvina Candeias.
(Comeres e beberes na s tabernas da Feira ao longo do dia).
24h00 - Encerramento da Feira.
Sábado, dia 11 de maio de 2013
15h30 - Cortejo pelas ruas do burgo.
16h00 - Palestra, Teatralização e leitura do Foral.
(Atuação de “Enano”, o Saltimbanco ao longo do dia).
17h30 - Workshop de Missangas.
(Jogos tradicionais ao longo do dia).
18h30 - Leitura dramatizada do “Auto da Barca do Inferno”, pelos alunos do 9º ano.
20h00 - Concerto de música Medieval pelo grupo de Alhos Vedros na Igreja da Misericórdia de Nisa.
22h00 - Atuação do grupo de Música Medieval e Barroca Albaluna.
23h30 - Fogo de artifício.
(Comeres e beberes ao longo do dia).
24h00 - Encerramento da Feira.
Nota: Atribuição de prémio para a barraquinha melhor decorada à época Medieval/Quinhentista.

NISA: Memória do Cine Teatro (Maio de 1935)



Gado Bravo (1934) é o terceiro filme sonoro português. Realizado por António Lopes Ribeiro com supervisão de Max Nosseck. Os produtores aproveitaram a presença em Lisboa de actores e técnicos alemães em fuga do regime nazi, o próprio Max Nossack era um judeu alemão. O filme estreou comercialmente no cinema Tivoli, em Lisboa, no dia 8 de Agosto de 1934, tendo como complemento Douro, Faina Fluvial, de Manuel de Oliveira.
Em Nisa, o filme foi projectado nos dias 5 e 6 de Maio de 1935, constituindo um assinalável êxito de bilheteira no primeiro dia, com 493 espectadores e uma receita líquida de 884$50 para a empresa do Cine Teatro Nisense Lda.
No dia 26 houve uma Récita promovida pelos professores das Escolas Primárias de Nisa e a favor da Caixa Escolar. O Cine Teatro foi cedido gratuitamente e a récita permitiu aos organizadores arrecadarem a importância de 1.800 escudos, verba muito significativa para a época.

VILA VELHA DE RÓDÃO: 1º Festival de Sopas de Peixe


Este evento, organização conjunta da autarquia de Vila Velha de Ródão, Progestur, Adraces e Naturtejo, é uma aposta nos recursos endógenos da região valorizando um produto diferenciador e típico como as Sopas de Peixe de Vila Velha de Ródão. Tem como principal objetivo atrair visitantes e tornar Maio o mês das Sopas de Peixe na região da Beira Baixa.
Pretende envolver as diferentes áreas de negócio do concelho ligadas ao turismo - como a restauração, enologia, gastronomia, artesanato, hotelaria e os seus agentes: produtores, chefs de cozinha, artesãos, artistas - criando sinergias numa programação transversal com atividades lúdico-sociais, animação de rua, atuações de grupos de música e danças tradicionais, workshops, showcooking, entre outras.

ALPALHÃO: Moura continua a ser um caso!








Parece mentira, mas é verdade. E só os grandes, os génios o conseguem fazer…
João Moura brilhou hoje em Alpalhão, mostrando que é o “REI” do toureio a cavalo, mostrando a tudo e todos que de um cavalo “assim-assim ou ruim”, consegue-se muita coisa e eleva-lo a um ponto bem alto, rumo ao triunfo.
Se do seu primeiro toiro eu não tenho lá muita memória, do segundo do seu lote só tenho a dizer que foi uma verdadeira lição de bem tourear.
Pisou terrenos de compromisso, bregou, ladeou, fez piruetas na cara do toiro, cravou palmitos de grande importância, enfim, uma atuação coroada de êxito que contou ainda com um curto do outro mundo. Moura é Moura e ponto final.
Podem dizer aquilo que quiserem, mas este facto ninguém pode negar!
Perante meia casa e um curro com o ferro Inácio Ramos (agora Moura Jr) irregular de apresentação e bravura (destacando-se o segundo e quinto), estiveram também em praça Francisco Corte e Miguel Moura.
Cortes andou em grande plano no seu primeiro, com um toureio templado, sem pressas e a primar pela colocação da ferragem, uma passagem bonita e aplaudida.
No segundo do seu lote optou por um toureio mais alegre, mais ao seu estilo, uma vez que o toiro que tinha por diante era mais franco. Os palmitos também marcaram presença para rematar a atuação. Esteve em plano de triunfo.
Miguel Moura, a poucos dias de se apresentar em Madrid, corrida onde seu pai se despede, esteve em Alpalhão para triunfar e foi isso que fez, embora a ferros… Explico porquê: No primeiro, um manso perdido, fez de tudo para o sacar das tábuas e cravar a ferragem.
Atirou-se para cima do oponente e lá deixou a muito custo a ferragem.
No segundo a coisa foi diferente. Com cites de largo e batidas ao píton contrário, antecedidas de um forte ataque ao toiro, Miguel Moura encantou e carimbou o passaporte do êxito.
Bregou com qualidade e ladeou, fechando a tarde com uma série de palmos vistosos.
No capítulo da forcadagem a tarde foi tranquila.
Por Portalegre pegaram Ricardo Almeida à primeira, tendo conquistado o troféu em disputa e Miguel Zagalo também ao primeiro intento.
Pelos de Arronches foram solistas Luís Ventura à primeira e Fábio Mileu ao segundo intento.
Quanto ao grupo de Alter do Chão foram forcados de cara João Lopes à primeira e, depois, de cernelha, também à primeira entrada, Jorge Nadgy e Elias Santos.
Neste espetáculo dirigido por Ricardo Pereira foi homenageado o antigo forcado de Portalegre e também antigo empresário da praça de Alpalhão, José Maria Louro “Laranjo”.
Uma justa homenagem da empresa Papoila Silvestre a um filho da terra, aficionado que muito tem dado ao seu grupo de forcados e à praça de toiros de Alpalhão.
* Texto e fotos de "Diário Taurino" - http://diariotaurino.blogspot.pt