16.12.17

União das Freguesias de Nisa promove Férias Activas de Natal


MÉRIDA: Rota Monumental "Octavio Augusto" no dia 28 de Janeiro

Informamos que a Rota Monumental Senderista OCTAVIO AUGUSTO em sua nona edição, será realizada no domingo, 28 de Janeiro.
Esta edição da Rota será também promovida pela Direcção Geral de Desportos da Junta de Extremadura e gerido pela FEXME e incluído no EXTREMADURA calendário CAMINA 2018, colaborando entre outros, a Hon. Conselho Municipal de Mérida e do Consórcio da Cidade Monumental.
Como sempre, vamos tomar café da manhã na pousada Municipal El Prado. Em seguida poderemos saborear um caldo quente, teremos o abastecimento regular e após a conclusão da Rota Monumental poderão saborear um prato típico da região e a sua bebida correspondente. E, claro, teremos a oportunidade de ver os monumentos mais representativos da cidade.
Se você gosta de conviver com a Natureza e aprecia a Caminhada, convidamo-lo a incluir esta grande iniciativa no seu calendário de 2018 e, seguramente, iremos desfrutar de um grande dia.
Mais tarde, iremos enviar-lhe todas as informações necessárias, principalmente o roteiro que estamos a preparar e o registo de outros detalhes.

Ensemble de Guitarras da Escola Municipal de Música dedica concerto de Natal ao Presépio Tradicional Português

O Ensemble de Guitarras da Escola Municipal de Música de Santiago do Cacém (EMMSC) realiza a 17 de Dezembro, pelas no Quartel Velho dos Bombeiros desta cidade, um concerto de Natal, celebrando o Presépio Tradicional Português que se encontra instalado nesse monumento, uma iniciativa do Centro UNESCO de Arquitectura e Arte a que se associaram muitos moradores do centro histórico.
Este grupo de cordas foi criado, em 2016, como uma das valências, no âmbito da música de câmara, da EMMSC.
É constituído por sete jovens entre os 12 e os 16 anos e dirigido pelo professor Pedro Ramos, interpreta maioritariamente um reportório clássico de vários períodos da história. O seu crescimento tem sido evidente, sobretudo pela evolução dos jovens que compõem o grupo.
O Ensemble de Guitarras conta já com algumas dezenas de apresentações nos concelhos de Santiago do Cacém e Beja, entre os quais se destacam os concertos realizados nos equipamentos municipais e a colaboração com o Coral Vozes D’Arte, no projecto da Missa Étnica pela Paz e no ciclo de concertos de Natal 2017.

15.12.17

MEMÓRIA: Há 40 anos, outros Natais (1)

Três histórias de guerra em tempo de paz ou vice-versa...
Estamos a poucos dias da celebração da data festiva que é o nascimento de Jesus Cristo. Tempo de reconciliação entre os homens de boa vontade, de paz e de concórdia. Recordo, aqui, nestas três histórias que podiam ser de Natal, de esperança, paz e fraternidade, três episódios da guerra colonial.  
O guerrilheiro intelectual
Estou há pouco mais de um mês na Guiné, destacado para cumprir a comissão de serviço militar e já conheço os horrores da guerra sem ter sido mobilizado para nela participar. Ainda há 15 dias estava em Bissau no quartel de Engenharia e agora, aqui perdido numa aldeia do sul do território. Comecei a ambientar-me ao clima, basta olhar para as minhas pernas e braços, salpicados de empolas pelas mordidelas dos mosquitos. A aldeia tem mulheres novas de seios nus que se riem à minha passagem. Basta olharem para os calções ainda com goma e as pernas esbranquiçadas cheias de mazelas para perceber o alvo das suas risotas. Sou, para elas, um “piriquito” acabado de chegar da Metrópole. A tabanca tem pouco para descrever e o aquartelamento são duas ou três casas de alvenaria e outras de madeira, improvisadas, para além dos abrigos que servem de caserna à guarnição portuguesa. À volta, o arame farpado, por vezes reforçado, e os obuses, estrategicamente colocados para a defesa ou para ripostar ao fogo inimigo (bater a zona). Estou ali com outro companheiro da Engenharia, civil e guineense, para executarmos alguns trabalhos de electrificação e em certo dia o comandante, um alferes-miliciano, pede-me para “ir guardar os presos” pois iam fazer uma operação nocturna. Era apenas um preso e especial. Que nem precisaria de guarda pois se quisesse fugir fazia-o facilmente. O problema era saber para onde. A Guiné, principalmente, aquela zona do território, não tinha estradas. Só rios e bolanhas e trilhos armadilhados e à noite, como diz o povo “todos os gatos são pardos”.
O preso, guerrilheiro do PAIGC era de origem cabo-verdiana. Não era um preso qualquer, filho do administrador de Bafatá, a segunda cidade mais importante da Guiné, 7º ano dos liceus feito em Portugal, uma cultura política de nível superior. Baralhou-me a cabeça. Falou-me da guerra e da ditadura que vigorava em Portugal. Disse-me, vezes sem fim, que a luta não era contra nós (os militares) mas sim contra o poder colonialista de Lisboa. Ouvi-o quase sem lhe responder. Mesmo que quisesse não sabia. Não tinha palavras para ele e, no fundo, admitia que a sua argumentação tinha alguma lógica. Éramos preparados, física e militarmente, para ir “combater os turras”, mas não havia qualquer preparação de carácter político e social. Recebi, ali, a primeira grande lição sobre política anti-colonial e para meu espanto, ofereceu-me, depois um livrinho que me deixou ainda mais surpreso e desorientado. Era o livro da 1ª classe das escolas rurais do PAIGC utilizado nas chamadas “zonas libertadas” e escrito, imaginem, em português e algumas frases do crioulo guineense.
Guardei e escondi o livro o melhor que pude. Ali não haveria qualquer perigo, mas regressado a Bissau e à Engenharia, o livrinho passou a ser uma preocupação e factor de risco. Logo que tive ocasião desfiz-me dele, antes que, por descuido, tivesse algum problema disciplinar.
O 25 de Abril e a liberdade ainda estavam longe, mas não mais esqueci esta lição de política de um “turra”, preso e intelectual guineense.
Mário Mendes in "Alto Alentejo" - 13/12/2017

ALPALHÃO: Presidente da Câmara recusa cedência do Centro Cultural

A Presidente da Câmara de Nisa recusou a cedência da sala polivalente do Centro Cultural Prof. José Maria Moura requerida pela Presidente da Assembleia de Freguesia para a realização de sessões deste órgão autárquico conforme o comunicado que anexamos.
Não é a primeira vez que a edil nisense recusa a cedência de um equipamento construído para usufruto da população de Alpalhão. Já o tinha feito aquando da instalação dos órgãos autárquicos (Junta e Assembleia de Freguesia) saídos das eleições de 1 de Outubro.
Sendo um bem colectivo para usufruto da população alpalhoense, mormente dos seus órgãos representativos, eleitos democraticamente, não se percebe esta decisão e teimosia da autarca nisense, ainda menos a estafada argumentação justificativa de que "o pedido não está dentro do horário de funcionamento da infraestrutura e não se enquadra nos objectivos temáticos das respectivas normas de funcionamento".
Face a toda esta polémica, urge, então, perguntar: para que serve o Centro Cultural de Alpalhão?
Se houver uma sessão descentralizada da Câmara ou Assembleia Municipal onde será realizada? E se for feita no Centro Cultural passará este a "enquadrar-se nos objectivos temáticos"?
As reuniões da Câmara e Assembleia Municipal não se realizam na Biblioteca Municipal? Estarão, por ventura, fora da lei "espacial" da ladina autarca?
De quem é o Centro Cultural Prof. José Maria Moura? Do Município de Nisa ou da sua presidente? Porquê todo este imbróglio, esta atitude ditatorial contra a freguesia de Alpalhão?
Num executivo camarário onde imperasse o bom senso, a gestão do imóvel ou infraestrutura nem se deveria colocar. A própria Junta de Freguesia teria a seu cargo essa função recebendo as indispensáveis contrapartidas. É assim em qualquer concelho.
Um cidadão europeu que lesse este comunicado não acreditaria que uma situação destas pudesse acontecer. Julgar-se-ia, não em plena época natalícia, mas no Carnaval.
Como alguém alvitrou, também acho que se deveria mudar o nome de Centro Cultural para "O Quintal da Idalina" e só para gente fina!
Mário Mendes

14.12.17

PONTE DE SOR: Prémio literário José Luís Peixoto 2017 vai ser entregue sábado

No próximo sábado, 16 de dezembro, no Centro de Artes e Cultura de Ponte de Sor, vai ser entregue o Prémio Literário JLP 2017, com a presença do escritor.
Vai também ser dia de lançamento de antologia com os trabalhos premiados nos últimos dois anos e ainda de apresentação do novo livro de José Luís Peixoto: Caminho Imperfeito.

13.12.17

MEMÓRIA: Nisa e Benfica campeão distrital de seniores 1986-1987

Há 30 anos, época de 1986/1987, a equipa de futebol sénior do Sport Nisa e Benfica sagrava-se Campeão Distrital de Futebol. A equipa da foto é a dos dirigentes do clube nessa época memorável do desporto nisense.

MONTALVÃO: "Canções de Natal" na Igreja Matriz

Depois da apresentação dos agrupamentos convidados, segue-se, como é hábito, a divulgação do cartaz do concerto, sob a epígrafe "Canções de Natal".
Como nele anunciado, para além do repertório de Natal do G. C. EmCanto, será estreado o hino a Nossa Senhora das Graças - Padroeira de Montalvão, com música e letra originais de António Maria Charrinho e Luís Gonçalves Gomes, respetivamente.
Agradecemos muito reconhecidamente ao Maestro António Charrinho a pronta disponibilidade para a criação da excelente música, bem como para participar na estreia, acompanhando musicalmente o cântico.
Grupo Coral EmCanto (Montalvão)

OPINIÃO: Infelizmente, não é raro

Nunca digas nunca - Cartoon de Henrique Monteiro in http://henricartoon.blogs.sapo.pt
Por estes dias, o ser etéreo chamado Estado anda cego, surdo e mudo, a decalcar os três macacos japoneses que não vêem o mal, não ouvem o mal e não dizem mal. As instituições particulares de solidariedade social são um esteio na comunidade, fazendo um trabalho meritório de apoio às populações nas mais variadas áreas. Mas também por que são financiadas por todos nós através do Estado e por donativos da comunidade, devem ter um escrutínio preventivo, reforçado, atento e eficaz.
A primeira razão é que a maioria delas lida com situações extremas, de fortes relações humanas e de sensibilidade aguda, seja no tratamento de doenças raras e congénitas, de acolhimento de crianças abandonadas ou de cuidados para com os mais idosos.
A verdade é que o caso da Associação Raríssimas vem expor uma série de situações gravíssimas que grassa em muitas destas instituições, a maioria dependente do Estado para sobreviver. Tanto aqui como em outras IPSS, as relações cruzadas entre quem decide no Estado e quem recebe do Estado são difusas, confusas e, não muitas vezes, num regime de concubinato em que o objetivo primeiro não é a solidariedade social.
Não sabemos ainda tudo o que se passou com a gestão da presidente da Raríssimas, Paula Brito e Costa. Mas de uma coisa temos a certeza: as relações entre quem atribui subsídios e quem os recebe são próximas e vê-se a preocupação de Paula Brito e Costa de agradar a quem tem influência e poder, não só para os donativos privados, mas também para os públicos. Não se paga a um consultor três mil euros por mês sabendo que a saúde financeira da instituição é precária, como aconteceu com o atual secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado. Mais, após este episódio, Manuel Delgado tem de revelar que trabalhos concretos fez para a Raríssimas e, durante o exercício do seu cargo, quanto dinheiro é que o Ministério da Saúde atribuiu à Raríssimas e de que forma foi feita a seleção das IPSS que receberam apoios.
Em qualquer setor da sociedade pode haver pessoas burlonas, vigaristas, que maltratam o próximo, que utilizam dinheiros indevidamente, que abusam da sua situação de poder. Em instituições particulares de solidariedade social, o Estado não está a fazer o seu papel fiscalizador. De questionar onde e de que forma são gastos os seus apoios. O melhor mesmo era serem raríssimas as notícias deste género. E não o são.
António José Gouveia in “Jornal de Notícias” – 12/12/2017

IMPRENSA REGIONAL: "Alto Alentejo" - 13/12/2017


12.12.17

NISA: Corrida e Caminhada Solidárias de Natal


OPINIÃO: Até as boas intenções têm dever de transparência

Em 2018 o Estado irá transferir 2000 milhões de euros para instituições sem fins lucrativos. A Raríssimas é uma delas, mas são centenas de IPSS que recebem financiamento público, através de acordos de parceria com o Estado para a gestão de serviços sociais, ou de subsídios. Estão também isentas de IRC, IVA, IUC, IMI e IMT para os prédios afetos à sua atividade. No caso das Misericórdias, a isenção aplica-se a todos os prédios, independentemente do seu propósito. Podem receber ainda 0,5% do IRS dos contribuintes, para além dos donativos ou pagamentos privados pelos serviços prestados.
Algumas destas instituições desenvolvem um trabalho meritório, isso não está em causa. O que está em causa é que, no seu conjunto, as IPSS são um negócio. Um negócio que movimenta muitos milhões de euros, e que é pouco ou nada escrutinado e questionado. Um Estado fora do Estado.
Já se sabe como os acordos de cooperação, em que o Estado paga valores fixos "por cabeça" pela prestação de serviços, saem tão caros ao erário público e aos beneficiários. Sabe-se de lares que extorquem poupanças de idosos ansiosos por uma vaga, e de creches que privilegiam os filhos dos mais ricos, sem falar nas cantinas sociais, mais dispendiosas que o RSI.
Mas, para além da garantia do serviço público prestado, também a transparência financeira falha. A publicação de contas é obrigatória, mas nem sempre acontece. Muitas vezes os dados estão desatualizados, ou falta informação pública (como no caso da Cáritas Diocesana de Lisboa, cujas contas já foram questionadas pelo elevado montante parado em depósitos).
A capacidade de fiscalização do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social é pequena e têm-se sucedido notícias de processos abertos pelo Ministério Público com acusações que vão da fraude ao branqueamento. Ao contrário do Estado, aqui, os orçamentos e a sua execução não são amplamente escrutinados nem existe obrigação de publicação das entidades fornecedoras de serviços. Há vários relatos de incompatibilidades entre empresas e IPSS geridas pelas mesmas pessoas.
E isso leva-nos a um outro tema, que ultrapassa a mera fiscalização financeira. Muitas vezes, e independentemente do trabalho das instituições, estas são capturadas por redes clientelares, com maiores ou menores relações partidárias, que se perpetuam no poder e utilizam a falta de escrutínio em proveito próprio. Parece ser o caso da Raríssimas.
Repito, há instituições com trabalho meritório e muito importante, cujas intenções são inquestionáveis. Mas a sua atuação não pode substituir e desresponsabilizar o Estado. Além disso, todas as intenções têm deveres de transparência e nenhum setor, empresarial ou religioso (ainda menos um que lida com dinheiros públicos), deve poder atuar sob este manto de opacidade.
Mariana Mortágua in "Jornal de Notícias" - 12/12/2017

NISA: Poetas do Concelho - Jorge Pires

Não é desgraça ser pobre
Há quem pense que ser pobre
Não passa duma desgraça
Quantas vezes se é mais nobre
Que muitos que têm massa

Com isto não quero dizer
Que valha mais a pobreza
Mas temos que nos convencer
Que não é tudo a riqueza

Quanto muito pode dar
Alguns bens materiais
Mas quando se quer amar
É preciso muito mais.

Só o amor é riqueza
Que nos dá felicidade
Muito mais que a Nobreza
Irmã gémea da maldade

Eu bem sei que há excepções
Em toda a parte da terra
Mas por causa dos milhões
É que o mundo anda em guerra

Medita pois amigo meu
Nas palavras que te digo
Todo o mundo será teu
Terás em todos um abrigo
- Jorge Pires

NISA: Academia de Férias - Natal 2017


11.12.17

I Gala da Associação de Atletismo de Portalegre, enche “O Celeiro” na vila de Arronches.







A Associação de Atletismo do Distrito de Portalegre, juntou mais de 250 atletas, treinadores, dirigentes e convidados no passado sábado dia 09 de Dezembro em Arronches para premiar os atletas que participaram nos circuitos regionais, organizados pela AADP.
A cerimónia foi precedida por uma receção aos presentes, com a atuação de dois grupos musicais do concelho de Arronches, “As pedrinhas de Arronches” e o Grupo “Verde Maio”, seguindo-se o jantar de gala, num ambiente formal mas ao mesmo tempo familiar com todos os atletas e clubes em saudável convívio como só o atletismo proporciona.
Marcaram presença na cerimonia o presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, acompanhado do Diretor Técnico Nacional e a anfitriã da noite a Engª Fermelinda Carvalho, Presidente do Município de Arronches, entre outros autarcas e patrocinadores.
No decorrer da Cerimónia foram homenageados pelo seu contributo ao atletismo regional o professor Feliz Valério, fundador da AADP que sempre manteve ligação á associação, grande impulsionador do atletismo no conselho de Avis, numa região com diversas carências, de atividades para os mais jovens o atletismo é uma base na sua formação.
Foi também homenageado António Costa, natural da cidade de Portalegre, Juiz de atletismo do conselho de arbitragem da AADP com a categoria ITO, a máxima no mundo do atletismo, pertencente a uma elite mundial que está presente nas grandes competições de atletismo mundiais.
Andreia Pingueiro foi eleita pelos presentes na Gala como a Jovem atleta do Ano, numa votação realizado pelos técnicos e praticantes de atletismo.
Andreia que conta com um currículo invejável, sendo campeã do Alentejo de estrada no escalão de júnior, Vice Campeã do Alentejo de corta-mato no escalão júnior, campeã distrital absoluta de corta-mato, campeã distrital de estrada no escalão júnior, Vice campeã do Alentejo dos 800 metros em pista ao ar livre em absoluto, alcançando também mínimos nacionais na prova de 800 metros.
Foram entregues todos os prémios individuais e por equipas, relativos aos Circuitos de Pista, Corridas e Trail Running da AADP.
Após o término da cerimónia, a festa continuou pela noite dentro com um concerto da banda “Old Line”.
A Associação de Atletismo de Portalegre agradece a todos os que presentes, a magnifica noite de convívio entre a família do atletismo.

10.12.17

MEMÓRIA: A edição de Natal do "Notícias de Nisa" (nº 18 - 24 Dezembro 1997)

A edição de Natal do "Notícias de Nisa" (nº 18 - 2ª série) saída a público no dia 24 de Dezembro de 1997, quase poderíamos dizer que era uma "edição de luxo". Pela qualidade do papel, pelo contéudo noticioso (as eleições autárquicas tinham decorrido há poucos dias e o jornal fazia ampla divulgação quer dos resultados, quer da composição de todos os órgãos autárquicos do concelho) quer ainda, sobretudo, pela excelente capa, totalmente a cores e com um belíssimo desenho de António Maria Charrinho.
No interior, para além do natural destaque às eleições para o poder local, não descurámos o tema mais importante da edição, o Natal, com textos alusivos a esta data tão festiva e simbólica, entre eles, um artigo de José Francisco Figueiredo extraído do "Correio de Nisa" de 25 de Dezembro de 1945 e que iremos colocar neste Portal, bem como outros não menos interessantes e que focavam a importância desta quadra natalícia. Como este, publicado na citada edição do "Notícias de Nisa", a penúltima, antes da "entrada em cena" do "Jornal de Nisa". Recuemos no tempo...
Avançar no tempo
Longe de nós vai o tempo em que toca o sino e o espírito natalesco é vivido de acordo com a pura tradição.
Está a acabar a Família reunida de uma forma modesta junto ao calor da lareira.
Eram com simples presentes que se satisfaziam os desejos mais apetecidos. Com uma boneca de papelão ou uma bola de trapos, as brincadeiras, apesar de simples eram feitas de coração entregue às mais puras imaginações.
Mas estamos a entrar na era do século XXI, um século de inovação, de avanço, de transformação de bonecas de trapos para Robots, espadas e heróis do Dragon Ball.
O dinheiro salta das algibeiras como um sopro apaga uma vela. Caros leitores, estamos perante o mundo do Consumismo!
Ao calor das lareiras ainda se permanece, mas as aldeias estão a morrer e as cidades crescem deixando a tradição a cargo dos anos que a apagam.
É razão para dizer a expressão que muitas pessoas hoje em dia gostam de utilizar: “A tradição já não é o que era!”.

Patrícia Porto

9.12.17

NISA: Exposição "Cápsulas com Arte" na Biblioteca Municipal


Exposição sobre Reciclagem da CerciPortalegre no IPP


PÓVOA E MEADAS: Prolongado prazo de Inscrições para Curso de Formação

O prazo para as inscrições no Curso de Turismo e Lazer foi prolongado até ao próximo dia 27 de Dezembro. O curso é promovido pela Junta de Freguesia de Póvoa e Meadas, em parceria com a Inetese.
Trata-se de uma ação de formação modular certificada de 300 horas direcionada para desempregados de longa duração.
As inscrições são gratuitas e estão a decorrer até ao dia 27 de Dezembro. Como regalias são apresentadas subsídios de alimentação e de transporte e certificados de formação por cada unidade frequentada. A formação terá lugar nas instalações da Junta de Freguesia em Póvoa e Meadas.


8.12.17

ALERTA À POPULAÇÃO – Períodos de Frio Intenso

Nos dias de frio intenso são necessários alguns cuidados de prevenção a nível pessoal e das condições da habitação.
A exposição excessiva ao frio intenso pode ter efeitos na saúde como o enregelamento, a hipotermia e o agravamento de determinadas doenças, nomeadamente cardíacas e respiratórias, em especial na população mais vulnerável, como crianças, idosos e pessoas sem-abrigo.
Nos períodos de frio, recomenda- se  e aconselha-se a adoção das seguintes medidas :
* Areje a casa, abrindo periodicamente um pouco as janelas, evitando a humidade excessiva e a eventual acumulação de gases;
* Tenha cuidado com a utilização dos aquecimentos a lenha, pois podem libertar gases da combustão e provocar Intoxicações por Monóxido de Carbono;
* Verifique se os aquecimentos elétricos funcionam bem;
* Beba Líquidos Mornos como sopas, chá e leite;
* Coma Legumes e Frutas;
* Se houver um período de frio intenso, tenha em casa uma reserva de Alimentos para 2 a 3 dias e verifique que tem Medicamentos suficientes;
* Vista várias Camadas de Roupa, de preferência de fibras naturais (algodão, lã, etc.);
* Use Calçado Quente e que não escorregue;
* Tome banho com água morna e hidrate a pele, não esquecendo as mãos, pés, cara e lábios.
Sem esquecer outros Cuidados de Proteção:
* Se trabalha no exterior, proteja o corpo com roupa e calçado adequado;
* Quando viajar de automóvel cumpra as regras de segurança: cuidado com a berma da estrada pois pode haver gelo; utilize, se necessário, correntes para a neve; conduza a velocidade reduzida; informe sempre alguém sobre o percurso que vai seguir;
* Em dias de muito vento, procure andar por locais abrigados;
* Quando sair de casa com bebés ou crianças, proteja-os bem do frio;
* Se trabalha com idosos ou pessoas com alguma dificuldade de mobilidade, incentive-os a fazer pequenos movimentos com os dedos, braços e pernas, pois evitam o arrefecimento;
* Se tem familiares, vizinhos ou amigos que vivem sozinhos, certifique-se que se encontram bem de saúde e em condições de conforto.
* Mantenha-se atento aos Avisos e iinformações dos organismos oficiais sobre previsões meteorológicas e alertas.
Para mais informação:
Instituto Português do Mar e da Atmosfera – www.ipma.pt
Autoridade Nacional de Proteção Civil – www.prociv.pt
Portal SNS
Direcção-Geral da Saúde – www.dgs.pt
Administração Regional de Saúde do Alentejo, I.P. – www.arsalentejo.min-saude.pt
Em caso de dúvidas aconselhe-se com o seu médico assistente ou ligue para a – Saúde 24 – 808 24 24 24.
Em caso de emergência ligue 112
ULSNA

7.12.17

NISA: As modas do Rancho da Casa do Povo (1982) - IV

Esta foto foi publicada nos Postais do Concelho na edição nº 227 do "Jornal de Nisa" com o texto que juntamos. Aproveitamo-la, agora, como imagem ilustrativa de mais uma das "Modas" do Rancho da Casa do Povo de Nisa. 
"Lindos e originais, eram os trajes típicos de Nisa, profusamente mostrados pelo Carnaval. Hoje, parece que entrou em desuso, na nossa terra, em contraste, com a alegria e orgulho com que as mulheres alpalhoenses exibem os seus. Não podemos deixar morrer esta marca tão característica da nossa identidade."
ESTRALOS
 (Ele e Ela) - Da cabeça até aos pés
Tudo vestido a primor
O nosso rancho, senhores
Ai parece um jardim em flor.

(Ele) No jardim da minha terra
Uma flor eu quis colher
No teu pé estava um letreiro
Ai que era proibido mexer.

(Ela) Não me toques nem me colhas
Ó moço toma juízo
Há mais flores sem ser eu
Ai porque eu de ti não preciso

(Ele) Se eu tivesse mil rosas
Plantadas no meu jardim
Teria sempre um canteiro
Ai reservado para ti.

(Ela) Ser plantada eu queria
Do fundo do coração
Um canteiro rico ou pobre
Mas de boa condição

(Ele) Amores perfeitos são rosas
Ai são rosas do meu jardim
Mas olha que amor perfeito
Não há outro igual a mim.

S. Silvestre do Crato, reúne família do atletismo no dia 23 de Dezembro

No dia 23 de Dezembro pelas 15 horas, realiza-se a XX corrida de S. Silvestre que contará pelo V ano consecutivo, com uma caminhada para os menos preparados.
A XX edição da corrida de S. Silvestre de Crato é uma prova organizada pelo Município do Crato com a colaboração técnica da Associação de Atletismo do Distrito de Portalegre e o apoio da Escola Profissional Agostinho Roseta.
Irá reunir-se numa data perto da quadra natalícia, a família do atletismo distrital que
semanalmente se junta para disputar o circuito AADP de Corridas, mas também se vão deslocar até a vila do Crato, atletas de vários pontos do pais, que ano após vem até terras alentejanas para competir neste evento.
A prova conta com um percurso de 5.200 metros, que percorre diversas artérias da vila
Alentejana, que em tempos foi terra de ocupações romanas e da Ordem dos Hospitalários, podendo ser observados alguns pedaços desse património cultural ao longo do percurso.
Irão estar em competição atletas de todos os escalões etários, iniciando-se nos benjamins que percorrem cerca de 200 metros e terminando nos escalões mais velhos, que realizam 2 voltas ao percurso perfazendo um total de 10.400 metros.
A organização preparou para os atletas um vasto leque de prémios para todos os escalões em prova, contando também com prémios monetários para os 10 melhores classificados na geral de cada género em competição.
As inscrições para o evento devem realizar-se na página da Associação de Atletismo de
Portalegre em aadp.pt, em formulário destinado a esse efeito, até as 18 horas de dia 20 de Dezembro.
Para os atletas filiados na AADP a inscrição é gratuita para os restantes tem o valor simbólico de 1€, de acordo com o regulamento da competição que poderá ser consultado em aadp.pt

Para qualquer esclarecimento ou informação não hesite em contactar a AADP, pelos canais habituais.

"Bonecos de Estremoz" aprovados como Património Cultural Imaterial da Humanidade

Bonecos de Estremoz - Foto Jorge da Conceição
São uma arte de carácter popular com mais de 300 anos de história e o primeiro figurado no mundo a merecer esta distinção da UNESCO.
A UNESCO classificou como Património Cultural Imaterial da Humanidade a produção dos "Bonecos de Estremoz", em barro, uma arte popular com mais de três séculos.
A classificação da "Produção de Figurado em Barro de Estremoz", vulgarmente conhecida como "Bonecos de Estremoz", foi decidida na 12.ª Reunião do Comité Intergovernamental da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) para Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, que decorre na Ilha Jeju, na Coreia do Sul, até sábado.
A decisão, que ocorreu pelas 1h05 (hora de Lisboa), foi bastante celebrada pela comitiva portuguesa que durante os festejos exibiu exemplares de "Bonecos de Estremoz".
Ateliê Irmãs Flores - Foto Rosário Silva
Na área de Património Cultural e Imaterial da Humanidade estavam a concorrer inicialmente 49 candidaturas, das quais 35 foram aprovadas, tendo no final recolhido parecer negativo 11.
Os "Bonecos de Estremoz" pertencem a uma arte de carácter popular, com mais de 300 anos de história, tendo sido o primeiro figurado do mundo a merecer a distinção de Património Cultural Imaterial da Humanidade, na sequência da candidatura apresentada pela Câmara Municipal de Estremoz, no distrito de Évora.
A candidatura teve como responsável técnico o director do Museu Municipal de Estremoz, Hugo Guerreiro.
Autarca "muito feliz" com "selo" da classificação
"No fundo é um momento grande da história de Estremoz em termos da sua classificação, das suas gentes, porque o figurado de barro representa tudo o que é o trabalho, tudo o que é a dificuldade dos alentejanos e dos estremocenses em particular", disse o autarca de Estremoz.
Presépio Tradicional - Irmãs Flores - Foto Rosário Silva
De acordo com Luís Mourinha, a UNESCO valorizou os "Bonecos de Estremoz", uma arte popular em barro com mais de três séculos, pela "visão do artista, do artesão sobre a sua envolvência".
Com mais de uma centena de figuras diferentes inventariadas, a arte, a que se dedicam vários artesãos do concelho, consiste na modelação de uma figura em barro cozido, policromado e efectuada manualmente, segundo uma técnica com origem pelo menos no século XVII.
Em Estremoz, trabalham actualmente nesta arte emblemática Afonso e Matilde Ginja, Célia Freitas, Duarte Catela, Fátima Estróia, Irmãs Flores, Isabel Pires, Jorge da Conceição, Miguel Gomes e Ricardo Fonseca.
in rr.sapo.pt

6.12.17

PCP analisou situação política e social no Alentejo

A Direção Regional do Alentejo (DRA), reunida no dia 5 de Dezembro de 2017, analisou a evolução da situação política e social, o desenvolvimento da luta dos trabalhadores e da população na região, aprovou o calendário de iniciativas para 2018 e decidiu convocar a 5ª Assembleia Regional do Alentejo do PCP para 17 de Novembro de 2018.
I -  A Seca e o impacto na Região
A DRA do PCP analisou os efeitos da seca na região, tendo concluído que, sendo certo que Alqueva, como reserva estratégica de água, é um importante meio de abastecimento público de água, para a agricultura e para a população de uma faixa abrangente dos distritos de Beja e Évora, não tem condições para resolver todos os problemas existentes no Alentejo. A DRA do PCP manifesta a sua mais profunda preocupação pelos efeitos da seca, na agricultura, na orizicultura, na pecuária, e no abastecimento à população a curto, médio e longo prazo numa parte substancial da região.
A DRA do PCP não pode deixar de refletir a sua preocupação face à tendência para o aumento dos períodos de seca e pela opção por uma agricultura assente quase em exclusivo no regadio, caracterizada pela intensificação do uso da água e da terra, de que em vastas áreas da região a vinha e o olival são a principal expressão. A que acrescem as consequências no sobreiro e na azinheira, árvores tradicionais na região e que neste momento são milhares as que estão a secar, com elevados prejuízos para o sector.
A DRA do PCP expressa a sua mais profunda solidariedade com os agricultores e orizicultores em particular com os pequenos e médios, e exige do governo além de palavras medidas concretas de apoio.
A actual situação requer medidas que o PCP tem insistentemente reivindicado, de carácter estrutural e urgente, com impacto na rede hidráulica existente e a criar, intervindo na melhoria das actuais infra-estruturas, incluindo aumento de capacidades, na concretização da construção de barragens há muito tempo previstas, de que é exemplo a Barragem do Pisão, bem como a realização da ligação entre o Alqueva e o Monte da Rocha.
A DRA do PCP manifesta igualmente preocupações sobre o desenvolvimento de linhas de acção, a partir do governo, que procuram condicionar a autonomia dos municípios na gestão da água pública, e exige que os fundos europeus para a melhoria da eficiência hídrica, renovação e qualificação das infra-estruturas da rede de distribuição da água em baixa à população, seja feito sem pressões, sem chantagens e sem discriminações permitindo a concretização dos investimentos necessários, que a actual situação de escassez torna ainda mais prementes.
II - Reforçar o Poder Local Democrático e as organizações unitárias dos trabalhadores e do povo - Prosseguir a luta
A DRA do PCP avaliou o processo de instalação dos órgãos autárquicos, tendo concluído que, iniciado o novo mandato, o entusiasmo e empenhamento manifestado pelas centenas de eleitos da CDU, no desenvolvimento do trabalho em prol das populações e do desenvolvimento local e regional, são motivo de forte confiança na concretização do projecto autárquico do PCP.
A DRA do PCP regista, entretanto, a postura de alguns eleitos do PS que, na busca de hegemonização do poder, ignoram a lei e não olham a meios para atingir os seus fins, assumindo responsabilidades na situação de impasse na eleição de órgãos, pelas consequências que daí advierem, praticando uma cultura de poder pelo poder, diminuindo a matriz de diversidade e pluralidade que existe no Poder Local.
A DRA do PCP apela aos eleitos do PCP, às centenas de independentes que integraram as listas da CDU, aos milhares de activistas, para que prossigam, com dedicação, e empenhamento, o trabalho e a luta para o cumprimento dos compromissos eleitorais assumidos, dando particular atenção ao cumprimento do projecto autárquico pelo qual se candidataram, reforcem a gestão democrática e de proximidade aos trabalhadores e às populações.
Valorizando a consolidação dos avanços na reposição de direitos e rendimentos contidos no Orçamento do Estado (OE) de 2018, em resultado da luta dos trabalhadores, da acção e iniciativa do PCP, a DRA do PCP considera que o seu conteúdo globalmente considerado, em resultado das opções do PS, está longe de corresponder à resposta necessária para enfrentar o nível de degradação da situação do País e da Região, e manifesta a sua preocupação pela continuada degradação dos serviços públicos na educação e saúde no Alentejo, com a perda de valências e a falta de pessoal em várias unidades hospitalares e a escassez de pessoal nas escolas, o encerramento de estações dos CTT, perseguição de trabalhadores, e o crescente aumento dos dias para a entrega do correio, a falta ou insuficiente investimento na rodovia e na ferrovia (de que é exemplo o não compromisso na electrificação das ligações a Beja e a situação existente na linha do leste, com destaque para a ligação entre Abrantes e Fronteira), o prosseguimento do processo de “desertificação” humana da região e a falta de inscrição de verbas para a construção do Hospital Central do Alentejo em sede de OE para 2018.
Mais do que palavras e acções de propaganda sobre a “desertificação” humana, e a baixa demografia do interior, o que a Região precisa é de uma verdadeira política de desenvolvimento, assente no aproveitamento dos recursos e potencialidades existentes. A DRA do PCP reafirma que a valorização do interior pressupõe a existência de meios financeiros para dar suporte às políticas preconizadas, ao mesmo tempo que necessita que do ponto de vista da organização territorial existam as estruturas de poder que lhes permitam dar expressão e isso implicaria que no cumprimento dos preceitos constitucionais fossem instituídas as regiões administrativas emanando da vontade popular e com atribuições e competências próprias.
A DRA do PCP saúda a luta dos mineiros da SOMINCOR em Castro Verde e da ALMINA em Aljustrel, dos trabalhadores da Petrogal, da EFATM, dos CTT, dos professores, dos médicos e enfermeiros, dos assistentes operacionais e administrativos da área da saúde e educação, e a luta das populações por melhores serviços públicos e apela à intensificação da luta reivindicativa por melhores salários, pelo aumento do salário mínimo nacional para os 600 euros em Janeiro de 2018, como caminho indispensável para a melhoria das condições de vida e para a promoção do desenvolvimento económico e social do Alentejo e do País.
III - Reforçar o PCP – desenvolver a acção e iniciativa política
A DRA do PCP avalia positivamente o desenvolvimento, neste período, de um largo conjunto de iniciativas, de onde se destacam: as comemorações do Centenário da Revolução Socialista de Outubro que decorreram durante todo o ano, com a realização de debates, exposições e convívios tendo tido particular centralidade durante o mês de Novembro, envolvendo centenas de pessoas em toda a região; a evocação do 104º aniversário do nascimento de Álvaro Cunhal em Évora com a realização de uma sessão pública sob o lema “A arte, a cultura e a produção artística, eram alvo de dedicação material e intelectual de Álvaro Cunhal”; a acção de contactos com agricultores e suas organizações, realizada em toda a região entre o dia 30 de Novembro e o dia 4 de Dezembro.
A DRA do PCP avaliou o conjunto de estruturas de apoio ao trabalho de direcção, registou o conjunto de assembleias de organização regionais, concelhias, de freguesia, de empresa e sectores agendadas para 2018, aprovou o calendário de iniciativas de âmbito Alentejo, das quais destaca: o convívio de alentejanos no dia 27 de Janeiro na Quinta da Atalaia/Amora – Seixal; o almoço/comício comemorativo do 97º aniversário do PCP no dia 18 de Março; a participação na Festa do Avante a 7, 8 e 9 de Setembro; a 5ª Assembleia Regional do Alentejo no dia 17 de Novembro, e apela a todas as organizações o empenho na concretização das linhas de trabalho definidas no XX Congresso com vista ao reforço do Partido Comunista Português.
5 de Dezembro de 2017
A Direção Regional do Alentejo do PCP

Inauguração do Presépio Tradicional Português em Santiago do Cacém

O Quartel Velho dos Bombeiros foi o local escolhido para acolher o Presépio Tradicional Português em Santiago do Cacém. A iniciativa é inaugurada a 7 de Dezembro, às 21h30, e prolonga-se até 7 de Janeiro. Ao longo deste mês, terão lugar conferências, visitas guiadas, concertos e outras iniciativas que visam dar a conhecer as boas práticas da arte dos Presépios.
Quando se aproxima o Natal, a magia do Presépio renasce. No entanto, a arte do Presépio Tradicional Português está a definhar e corre o risco de se extinguir. O alerta é dado pelo Centro UNESCO de Arquitectura e Arte (UCART), com sede no Alentejo.
De acordo com quem analisa o fenómeno da descaracterização dos presépios, este problema não reside, na concorrência do Pai Natal ou das árvores cheias de bolas coloridas que fazem parte do imaginário mais recente da quadra. O que tem vindo a suceder realmente, nas últimas décadas, é uma perda acentuada dos traços distintivos dos nossos presépios, que abandonam a sua matriz e se tornam cada vez mais produtos comerciais descartáveis. Está em risco um património, material e imaterial, que precisa de mais atenção.
“O Presépio Português faz parte de uma rica tradição europeia, mas tem personalidade própria, em que marcam presença as cenografias baseadas em paisagens naturais, a multiplicação de cenas da vida rural e urbana, a alternância de escalas e o destaque conferido à Sagrada Família, que é o seu epicentro”, salienta José António Falcão, responsável do UCART. E acrescenta: “Não se trata de manter a arte presepística como algo parado no tempo, há todo um espaço de inovação a valorizar, mas o que ocorre agora é uma amálgama de coisas sem sentido e sem gosto, que perturba inclusivamente a captação da mensagem de fundo do Presépio”.
Assegurar o futuro desta arte, transmitir os seus preceitos aos mais novos e adaptá-la aos tempos de hoje são as chaves de uma iniciativa que transforma a construção de um Presépio Tradicional Português numa “escola viva” do Presepismo e chama si a intervenção dos moradores no centro histórico de Santiago do Cacém. O local escolhido é um edifício emblemático da cidade: o Antigo Quartel dos Bombeiros, projectado pelo arquitecto Rafael de Castro, em 1931, onde existira a capela de Santo António.

Um Presépio comunitário que recupera velhas práticas
Sob a orientação do arquitecto Ricardo Pereira, da conservadora-restauradora Sara Fonseca e da pintora Raquel Ventura, mais de meia centena de pessoas, entre adultos e crianças, trabalharam afincadamente, ao longo de vários dias, na construção do Presépio. Na retaguarda, o escultor Vasco Tavares da Silva, o mestre serralheiro Gonçalo Cavalinhos e a professora aposentada Ivone Pereira Bento foram velando para que tudo avançasse da melhor maneira.
De início, uma equipa recolheu pedaços de cortiça, troncos, bolotas e ervas aromáticas nas matas litorais, tendo o cuidado de preservar espécies protegidas; outra concebeu a estrutura de base, ergueu a sua “alma”, usando cadeiras e mesas, e forrou-a com papéis coloridos, fabricados por uma empresa da zona; outra foi desembrulhando e alinhando centenas de figuras – todas com mais de 50 anos, todas feitas em materiais tradicionais –, emprestadas por famílias e instituições da terra; outra ainda ocupou-se de alguns restauros imprescindíveis.
A montagem do presépio, foi um acto comunitário a que todos deram uma nota pessoal, à semelhança de outros tempos, o Presépio foi ganhando corpo, permitindo explicar não só como o montavam os nossos antepassados, mas também o que simboliza cada um dos seus elementos. Uma “escola informal” da arte presepística, em que se transmitem, de geração para geração, os segredos de como se faz uma gruta, se monta uma cascata ou se dispõe a cavalgada dos Reis Magos.
O antigo bombeiro, Alfredo Sobral, carpinteiro reformado e bombeiro honorário da Corporação local, em que ingressou com 17 anos, não ocultava a sua satisfação por ver de novo o edifício de portas abertas. “Gosto de ver assim este espaço, cheio de gente nova; no meu tempo, foi uma escola de vida”. Natália Caeiro, a presidente da Associação de Bombeiros Mistos, refere: “É uma honra que o Centro UNESCO tenha escolhido o nosso quartel velho para as suas actividades, queremos todos dar um contributo para a revalorização do Presépio Português”.

MEMÓRIA: Niza, capital da olaria do Alto Alentejo

A edição de 28 de Maio de 1983 do "Há tanta ideia perdida", quinzenário da cultura popular alentejana, trazia a notícia, na capa, da escolha de Nisa (no jornal vem com um Z) para acolher o III Encontro Regional da Olaria Alentejana.
No jornal e no Centro Cultural Popular Bento de Jesus Caraça, pontificavam, entre outros, João Madureira, grande animador cultural e homem de ideias frescas e não menos polémicas, o que revelava que mexiam com o status quo instituído, mesmo tendo em conta, a brisa libertadora do 25 de Abril, acontecido poucos anos antes.
O III Encontro de Olaria Alentejana foi um grande acontecimento cultural e que trouxe a Nisa muita gente. Ainda me lembro (e devo ter para aí, numa qualquer caixa de papelão, panfletos, contra a iniciativa) da controvérsia e da oposição que a iniciativa gerou, vindos das mesmas pessoas ou organizações que, passados quarenta anos, ainda mandam cartas anónimas e não sabem (nunca souberam!) assumir uma crítica frontal e de cara descoberta.
A Câmara, presidida pela APU, enfrentou com decisão esse desafio e iniciativa inovadora e de grande alcance cultural. Realizou o Encontro Regional de Olaria no Jardim Público, espaço de lazer que ao contrário do que anunciavam os opositores, "não ficou com a relva estragada, nem transformado num deserto". Hoje, infelizmente, não é bem assim e é com grande mágoa que dou conta desta constatação. Mas, isso, será tema para próximo artigo.

Bloco promove convívio com cariz solidário em Campo Maior

No próximo dia 17 de Dezembro, pelas 16h00 a Concelhia de Campo Maior, juntamente com a Distrital de Portalegre, promoverão um convívio na sede que terá também um cariz solidário.
Durante a campanha eleitoral, o camarada José Luís Monteiro emprestou o seu carro pessoal à campanha eleitoral do Bloco. Dias antes das eleições, enquanto fazia campanha, teve um acidente e o carro ficou inutilizado. O carro era utilizado diariamente pelos camaradas José Luís Monteiro e Cristina Monteiro que passaram a deslocar-se com dificuldades acrescidas. Para minimizar esta situação entenderam, ,  a Concelhia de Campo Maior e a Distrital de Portalegre promover um convívio no qual poderão contribuir para ajudar o nosso camarada a comprar ou dar entrada para um carro.
Para participares nesta ação solidária, convidamos-te a estares presente no próximo dia 17 de dezembro pelas 16h00 na sede de Campo Maior (Rua de Ramires nº 12 A) para um lanche e convívio. Poderás também fazer um donativo pessoal por transferência bancária para o Iban – 0035 20290001087233088 (Titular: José Carlos Soares).
Relembramos que entre as 16h00 e as 19h00 estará aberta a urna de voto para a eleição da nova Concelhia de Campo Maior.
Somos um partido solidário, contamos contigo!