19.8.17

MONTALVÃO: Festas da Vila e Romaria da Senhora dos Remédios


Dádiva de sangue em Alter






Antes de mais, apelamos para que as doações de sangue sejam em maior número neste período de Verão, pois as reservas vacilam. Recentemente a Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP – esteve em Alter do Chão, em mais uma jornada. Até ao quartel dos Bombeiros compareceram 21 pessoas, seis das quais mulheres.
Submetidos aos exames de saúde, dois dos presentes não puderam disponibilizar tecido que lhes corre nas veias.
Num restaurante local foi servido o almoço convívio, que contou com o apoio da Câmara Municipal de Alter do Chão.
Aniversário a nove de setembro
Iremos comemorar o nosso aniversário (e já lá vão 27 anos) a nove de setembro. O programa decorre no recinto da Igreja do Senhor Jesus dos Aflitos — no concelho de Portalegre — e as inscrições decorrem até final de agosto.
No templo referido será celebrada Missa pelas 11.00 horas, ao que se seguirá a Sessão Solene.
Antes do almoço convívio atuará a Banda Filarmónica do Crato.
Mais pormenores em: www.facebook.com/groups/AdbsPortalegre .

JR

18.8.17

Nisa na pintura de Eric Preteseille (AGO. 2009)



 

A família Preteseille (Annie, Christian e Eric) e Christine Maniere vão mostrar os seus trabalhos artísticos, em pintura (óleo e aguarelas) e escultura, na Salle des Halles, em Azay le Rideau.
A exposição tem o título de “Variações sobre Portugal e a Touraine” e será inaugurada no sábado, dia 22 de Agosto, pelas 18 horas.
Na mensagem que nos enviou, Eric Preteseille apresenta-se como sendo “ francês, casado com uma portuguesa de Nisa, e vou apresentar uma exposição de quadros a óleo sobre Portugal e Nisa, em Azay le Rideau.As particularidades desta exposição:
- Sobre Portugal e a região da Touraine (França), pois minha esposa é originária de Nisa e eu de Tours, capital da Touraine. Nós pretendemos associar as duas regiões nesta exposição.- A vila de Azay le Rideau está geminada com Nisa, e ali terá lugar a exposição. Nós expomos os nossos trabalhos em família, cada um com a sua sensibilidade diferente e uma expressão plástica pessoal. Eu pinto paisagens de Nisa e do Alentejo, mas também de Lisboa, particularmente, em azulejos. "
Para melhor conhecerem o meu trabalho, disponibilizo algumas fotos e o endereço do meu blog: http://ericpreteseille.blogspot.com
A inauguração da exposição terá lugar no sábado, dia 22 de Agosto, na Salle des Halles, junto à Igreja, com a presença do cônsul honorário de Portugal em Tours, Luís Palheta, igualmente, originário de Nisa. A exposição estará patente ao público, todos os dias, até 4 de Setembro, entre as 10 e as 19 horas. A todos os nisenses e portugueses residentes na região da Tours, aqui está uma boa oportunidade para uma visita a uma exposição que “fala” de Portugal e mostra algumas telas de inegável valor artístico. Aproveitem!
Notícia publicada em 20/8/2009 e que voltamos a publicar, agora na net, por se tratar de um artista com ligações afectivas a Nisa, vila e região onde se inspirou em muitos dos seus trabalhos, tal como Lisboa.

Comemoração do Mês do Idoso em Nisa (OUT. 2012)

Encontro Social "SAÚDE e BEM ESTAR" e Desfile MODA SÉNIOR
O Encontro Social "Saúde e Bem Estar" e um Desfile de Moda Sénior são iniciativas que vão ocorrer em Nisa nos dias 19 e 27 de Outubro, promovidas por instituições de solidariedade social do concelho e integradas no projeto Geração Ativa.
Encontro Social "Saúde e Bem Estar"
O Encontro Social "saúde e Bem Estar" vai ocorrer na sexta feira, 19 de outubro, iniciando-se às 9H30, no Cine Teatro de Nisa com uma palestra sobre o tema "As Demências" por Teresa Valente, médica especialista em Medicina Geral e Familiar; segue-se um circuito pelos espaços da Biblioteca Municipal, do Posto de Turismo e do Cine Teatro: no auditório da Biblioteca Municipal ocorrerá a avaliação de parâmetros e indicadores de saúde; no Posto de Turismo terão lugar sessões de beleza e estética com participação de cabeleireiras e esteticistas; no Cine Teatro serão apreciados trabalhos elaborados por idosos das instituições de apoio á terceira idade do concelho de Nisa. Para o Encontro Social "Saúde e Bem Estar" foram definidos como objetivos: - Promover a qualidade de vida e bem-estar dos idosos; - Contribuir para a formação dos idosos; - Promover o convívio interinstitucional; -Dar a conhecer as instituições à comunidade; - promover o envelhecimento ativo. 
Desfile "Moda Sénior"

O Desfile "Moda Sénior" realiza-se no Cine Teatro de Nisa, no dia 27 de outubro, à 21 horas. O desfile tem como temas "O Traje Típico ou o Casal de cada Freguesia" e "As profissões em extinção". O acompanhamento e animação musical estará a cargo do Grupo de Realejos e Concertinas de Montargil ( Grupo de Promoção Sociocultural de Montargil). Os objetivos do desfile são: - Valorizar as capacidades, competências, saberes e cultura dos idosos, aumentando a sua autoestima e autoconfiança; - Promover a participação social e desenvolver a participação cívica e comunitária; - Proporcionar momentos de convívio interinstitucional; - Estimular o pensamento divergente e sentido estético; - Recordar e reviver profissões em extinção; - Estimular a criatividade e a precisão manual.
O projeto "Geração Ativa" nasceu do interesse em realizar atividades de carácter educativo, social, cultura e desportivo, direcionadas aos idosos das instituições dos concelhos de Nisa e Crato. No Concelho de Nisa estão envolvidos os Centro Sociais de Santana, de São Matias e de Tolosa, e as Santa Casa da Misericórdia de Alpalhão, Amieira do Tejo, Arês, Montalvão e Nisa.

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

Ágata em campanha
Cartoon de Henrique Monteiro in http://henricartoon.blogs.sapo.pt

QUERCUS alerta para violações às Directivas Europeias na Abertura da caça 2017

Quercus quer proibição da caça nos concelhos afetados pelos incêndios e pede que áreas do regime livre passem a áreas de refúgio para a caça
Atividade cinegética reabre com ilegalidades e problemas por resolver
No próximo dia 20 de Agosto reabre mais uma época de caça, que mantém várias violações às Diretivas Europeias e na qual persistem vários problemas graves por resolver, como a permissão para caçar espécies raras ou a contaminação com o chumbo. A Quercus volta a alertar a opinião pública e o governo para a necessidade urgente de corrigir esta situação e promover uma gestão mais sustentável deste recurso natural, protegendo simultaneamente a biodiversidade.
Incêndios florestais e seca debilitam populações das espécies cinegéticas
A Quercus apela ao governo de Portugal que suspenda toda a atividade cinegética nos municípios que foram afetados por incêndios em mais de 20 % da sua área territorial. Nesses municípios as populações de animais foram dizimadas pelo fogo e os que conseguiram sobreviver têm agora dificuldades na obtenção de abrigo e alimento. O calor e seca agravam a situação principalmente para os animais juvenis.
Período venatório
A caça é um recurso natural que está dependente dos ciclos periódicos naturais, pelo que não se podem fixar por períodos tão longos, como um biénio ou triénio, as espécies cinegéticas, os efetivos e os locais para abate, quando podem ocorrer alterações imprevistas, como já aconteceu no passado com os incêndios florestais, secas, etc. Nesse sentido, a Quercus entende que o calendário venatório deve voltar a ser anual, corrigindo um grave erro da Portaria 147/2011 de 7 de Abril. A Quercus recorda que as zonas de caça têm planos de exploração anuais, pelo que é fundamental estas reportarem à Administração os resultados da atividade anualmente, permitindo assim um melhor acompanhamento dos recursos.
 Caça continua a contaminar com chumbo
Há muito que é reconhecido o papel negativo do chumbo nas aves. Estas, ao ingerirem grãos de areia e pequenas pedras para ajudar a digestão, acabam por também ingerir as pequenas esferas de chumbo dos cartuchos usados na caça. Daí resulta a intoxicação conhecida por saturnismo, com efeitos adversos na saúde das aves, podendo levar à sua morte. Calculando os largos milhões de cartuchos usados anualmente na caça no nosso País, são muitas as toneladas de chumbo que, ano após ano, se vão acumulando nas nossas áreas naturais, com especial impacte nas zonas húmidas. Estima-se que a utilização de chumbo nas munições provoque anualmente a morte de 2,6 milhões de patos por envenenamento na América do Norte, pelo que a sua utilização na caça às aves aquáticas está proibida em vários países (EUA, França, Espanha).
Estudos recentes obtiveram valores de envenenamento por chumbo que chegam perto dos 60% para o Pato-real (para alguns períodos) em Portugal, ficando provada a ocorrência de mortalidade devido a esta causa no nosso país. A Quercus considera que tem sido positiva a proibição da sua utilização começando de forma gradual pelas zonas húmidas dentro das áreas classificadas sendo, contudo, esta medida claramente insuficiente. Com a Portaria 147/2011de 7 de Abril, continua-se a permitir a utilização de munições com chumbo em zonas húmidas na caça a outras espécies, que não aves aquáticas.
Além disso, vai ser permitido que perdure a contaminação por chumbo em todas as outras zonas húmidas que não sejam classificadas e restante território nacional, pese embora o preâmbulo da Portaria assuma expressamente o contrário, e reconheça a grande incidência de saturnismo, pelo que a Quercus defende a interdição imediata e total do uso de chumbo como munição em todo o território nacional, à semelhança de outros países como a Bélgica, Holanda, Dinamarca e Noruega.
Lista de espécies
O atual calendário venatório mantém algumas espécies na listagem que não eram exploradas desde 1991, nomeadamente a Gralha-preta (Corvus coreone) e a Pega-rabuda (Pica pica), sem que haja qualquer fundamentação técnico-científica que a suporte. A Quercus reconhece que, em algumas regiões, estas espécies podem causar prejuízos, contudo, existem mecanismos legais de controlo, nomeadamente a correção de densidades que têm sido já utilizados. A Gralha-preta pode ainda ser confundida com espécies protegidas e ameaçadas, segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, como o Corvo (Corvus corax) e a Gralha-de-bico-vermelho (Phyrrocorax phyrrocorax).
A Quercus defende assim que estas duas espécies sejam retiradas da listagem de espécies cinegéticas, assim como também outras quatro espécies ameaçadas de anatídeos (patos), nomeadamente a Frisada (Anas strepera), o Pato-trombeteiro (Anas clypeata), o Zarro–comum (Aythya ferina) e o Zarro-negrinha (Aythya Fuligula).
Sobreposição da caça com períodos migração e reprodução são ilegais
 Continuam a existir sobreposições de 10 dias, em que ocorre simultaneamente caça e períodos de migração e reprodução de aves, para algumas espécies como a Rola-comum, o Pombo-torcaz, os Tordos e o Pato-real, violando esta prática assim o Dec. Lei n.º 140/99, de 24 de Abril (alterado pelo Dec. Lei n.º 49/2005, de 24 de Fevereiro) e o calendário do Comité ORNIS, entidade responsável pela aplicação da Diretiva Aves a nível comunitário.
A Quercus entende que a caça à Rola, a ocorrer, se deveria iniciar apenas na primeira década de Setembro, enquanto para o Pombo-torcaz e os tordos esta deveria terminar na última década de Janeiro. Também o período de caça aos patos se sobrepõe ao período de reprodução e de migração pré-nupcial de várias espécies desta família, pelo que a respetiva caça deveria iniciar-se na primeira década de Outubro e terminar na segunda década de Janeiro. Em relação à Galinhola (Scolopax rusticola) continua a ocorrer um período de sobreposição de 10 dias com o período migratório pré-nupcial, pelo que a caça a esta espécie deve terminar na primeira década de Janeiro.
Número de efetivos para abate
A Quercus entende que existem dados e estudos científicos suficientes para algumas espécies, que devem fundamentar uma melhor tomada de decisão por parte do Estado Português, no que diz respeito ao número de efetivos que podem ser abatidos. Na dúvida, deve ser aplicado o princípio da precaução. A título de exemplo refira-se o caso da Narceja-galega (Lymnochryptes minimus), espécie classificada como DD (Informação Insuficiente) no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, e que mantém o mesmo número de indivíduos para abate por dia por caçador (8 aves por dia por jornada de caça), quando esta espécie é efetivamente rara. A Quercus entende que devem ser efetuados os cruzamentos dos dados de efetivos abatidos, dados de censos do ICNF – Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, e de outros trabalhos de monitorização existentes em Portugal ou em outros países europeus. Existem estudos de longo termo para muitos países, que demonstram as tendências populacionais de algumas espécies e que podem ajudar na fundamentação de algumas opções.
Conversão das áreas que ainda se encontram em regime livre em áreas de refúgio para a caça.
Existem hoje no país dezenas de Zonas de Caça Municipais que garantem o acesso a atividade cinegética aos caçadores do regime livre, pelo que a Quercus defende que estas áreas deveriam passar para áreas de refúgio de caça ou áreas de interdição à atividade cinegética (cerca de 14% do território nacional).
A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza

17.8.17

COISAS DA VIDA (XXVII): Ser perfeito

Nós absorvemos a publicidade de forma inconsciente, o marketing “programa-nos“ a consumir.
Já vamos a banhos, e de uma forma geral, todos (leia-se aqui todas) queremos apresentar nesta altura uma silhueta mais elegante. A parafernália de produtos para emagrecer aumenta de ano para ano.
Escutava na rádio, um anúncio que estava sempre a passar, e que falava de uns comprimidos para emagrecer que funcionavam enquanto a mulher dormia, “deixa-me emagrecer mais um pouco”, dizia a mulher ensonada para o marido, fabuloso! Extraordinário! Coma o que quiser durante o dia, porque à noite enquanto dorme, com ajuda destas pílulas fantásticas vai perder aqueles quilinhos a mais. Ora francamente, ainda acreditamos em milagres? Mas, anúncio após anúncio, o poder persuasivo do marketing começa a entrar em acção, e pensamos, se calhar até é capaz de ser uma boa ideia, não custa nada experimentar, eles até dizem que são 100% naturais. E voilá, quando damos por nós, já estamos à porta de uma ervanária ou farmácia mais próxima, para comprar este produto
Claramente o público-alvo destas campanhas são as mulheres, e eu, enquanto ser feminino, não estou imune a esta questão. Porém, tem que prevalecer o bem senso, e aceitar que a cada idade o seu corpo, e a cada corpo a sua herança genética. Não vamos cá em cantigas!
Fórmulas milagrosas não existem, e por favor, o que é que quer dizer “emagrecimento psico-emocional”? Sou da opinião que deveria haver um certo controlo sobre este tipo de publicidade, ouvir sistematicamente falar sobre a cultura do corpo perfeito, acabará por gerar em nós, sentimentos negativos sobre a nossa imagem, se acharmos que não atingimos os requisitos publicitados. Mais uma vez, é importante conhecermo-nos a nós próprios e não negar a nossa própria natureza, para assim aceitarmo-nos como realmente somos, minimizando as pressões externas.
Sofia Tello Gonçalves in "Jornal de Nisa"

ALPALHÃO: Sábado é dia de "Dar Sangue"!

Queres ser um salva vidas e não sabes como?
Vem ter connosco a Alpalhão: Sábado dia 19 de Agosto no Grupo Ciclo Alpalhoense entre as 9:00 horas e 12:30 horas (excepcionalmente).
O almoço é oferecido pela Junta de Freguesia de Alpalhão, como vem sendo habitual.
Vem dar sangue, vem registar-te como dador de medula, tu podes fazer a diferença entre a vida e a morte! Estende o teu braço por esta causa! Tu podes salvar vidas!

OPINIÃO: Não nos mandem calar!



"Não me mande calar!" A voz irada de uma mulher ouve-se em fundo numa reportagem televisiva, enquanto a comitiva de responsáveis políticos, encabeçada pelo presidente do Governo Regional da Madeira, atravessa o Largo da Fonte, onde a queda de um carvalho de grande porte matou 13 pessoas. A raiva da população foi ontem evidente, com vários moradores a testemunhar que se pede há uma década uma intervenção no local mais visitado na freguesia do Monte.
O Ministério Público já está a investigar o acidente e haverá, em devido tempo, apuramento de responsabilidades. Debaixo de fogo, o presidente da Câmara do Funchal, Paulo Cafôfo, convocou os jornalistas para esclarecer que a árvore em causa não estava sinalizada nem integrava a correspondência trocada com a Junta de Freguesia, alertando para o risco de acidentes. Sublinhou ainda que o carvalho caiu da encosta, de um terreno da diocese.
Há, no entanto, perguntas difíceis de contornar. Estando em causa um dos principais pontos turísticos da ilha, não deveria a vistoria das árvores em risco ter merecido outro cuidado, não apenas no largo, mas na área envolvente? Tendo havido alertas da Junta de Freguesia feitos no passado dia 5 e avisando precisamente para o risco de incidentes durante a romaria, não se exigiria uma atuação proativa dos serviços camarários? A proteção civil existe para identificar e minimizar riscos, não apenas para acudir em caso de tragédia. Em Portugal, infelizmente, há uma cultura pouco enraizada no que diz respeito à prevenção.
Ao chegar à Madeira, para levar a "solidariedade do povo português" às famílias das vítimas, o presidente da República recusou alimentar polémicas e disse ser hora de encarar a dor e não de falar de responsabilidades. Mas uma coisa não exclui a outra. Começa a tornar-se um hábito evitar o tema da responsabilidade, como se as palavras de conforto fossem suficientes para silenciar dúvidas e críticas.
Não cabe a Marcelo Rebelo de Sousa, claro, imiscuir-se em assuntos da competência da Câmara do Funchal. Mas o grito de revolta da mulher citada acima faz todo o sentido. Quando 13 pessoas morrem em circunstâncias que tudo indica poderiam ter sido evitadas, é imperativo exigir total rigor à investigação. Os serviços públicos e os seus titulares existem para cuidar das populações, não para vir bater-lhes no ombro em momentos de tragédia. Que nunca se peça silêncio a quem tem motivos para a revolta.
Inês Cardoso in "Jornal de Notícias" - 16/8/2017

MEMÓRIA: Mendes dos Remédios: nisense ilustre

Assinalam-se no próximo mês de Setembro duas datas referentes a Joaquim Mendes dos Remédios, um nisense ilustre, que foi Ministro da Instrução Pública e Reitor da Universidade de Coimbra: a 21 de Setembro, 150 anos do seu nascimento; a 30 de Setembro, 85 anos sobre a data do seu falecimento, ocorrido em Montemor-o-Velho. Duas datas que assinalamos para lembrar o professor, o académico, o escritor e o cidadão nisense, homenageado pela Câmara Municipal de Nisa em Abril de 1987 (Feriado Municipal), tendo o seu nome sido atribuído à antiga Rua de Vale d´Ordens. A Escola EB 2,3 +S de Nisa, posteriormente, escolheu-o para seu patrono e erigiu um monumento evocativo, na entrada principal daquele estabelecimento de ensino. Os dados que seguem, foram retirados da Wikipédia.
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Joaquim Mendes dos Remédios (Nisa, 21 de Setembro de 1867; Montemor-o-Velho, 30 de Setembro de 1932) foi um professor universitário, político e escritor português que, entre outras funções, foi reitor da Universidade de Coimbra e Ministro da Instrução Pública.
Joaquim Mendes dos Remédios começou por frequentar o Seminário de Portalegre obtendo depois equiparação ao ensino liceal no Liceu Nacional daquela cidade. Terminados os estudos liceais, a 15 de Outubro de 1888 matriculou-se na Faculdade de Teologia da Universidade de Coimbra, obtendo ali o grau de bacharel em 1892. Completou a sua formatura a 18 de Junho de 1893, licenciando-se a 15 de Fevereiro do ano imediato.
Tendo-se doutorado a 28 de Abril de 1895, ingressou ao serviço da Faculdade de teologia, como 2.º assistente a 4 de Janeiro do ano seguinte. Após a extinção da Faculdade de Teologia e a sua substituição pela Faculdade de Letras, integrou o seu corpo de catedráticos, especializando-se no estudo da História da Literatura Portuguesa. No âmbito do seu trabalho de investigação histórica, dirigiu desde 1898 a colecção Subsídios para Estudo da Literatura Portuguesa, onde publicou numerosos trabalhos da sua autoria.
Com a implantação da República foi nomeado reitor da Universidade de Coimbra, tendo exercido o cargo interinamente de 1911 a 1913, como primeiro retor eleito daquela instituição, e depois, como reitor nomeado, de 1918 a 1919. Como reitor deu o impulso inicial à criação da Revista da Universidade.
Revelando-se um investigador prolífero, notabilizou-se pela publicação de uma obra variada e pelo exercício de diversos cargos académicos, incluindo o de secretário das bibliotecas da Faculdade de Letras, de 1911 a 1925 e da Universidade de Coimbra, cargo que exerceu de 1900 a 1913. Durante o seu mandato como secretário da Biblioteca da Universidade de Coimbra organizou os gabinetes de cinema, de super-libris e de numismática. Também se lhe deve a fundação do arquivo bibliográfico daquela Universidade.

Simultaneamente, foi representante das Faculdades de Letras no Conselho Superior de Instrução Pública.
No período imediato à Revolução de 28 de Maio de 1926 integrou a famosa Tuna de Coimbra, com António de Oliveira Salazar e Manuel Rodrigues Júnior, cabendo-lhe a pasta da Instrução Pública no primeiro Ministério da Ditadura Nacional. Exerceu o cargo de forma efémera, entre 3 de Junho de 1926 a 19 de Junho de 1926. Com a viragem à direita do novo regime, afastou-se da actividade política, voltando às lides académicas. Publicou diversos manuais de Filosofia destinados ao ensino liceal e, entre outras, a obra História dos Judeus em Portugal, que o celebrizou nos meios académicos.
No período de 1925 a 1930 dirigiu a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, criando os cursos de férias, os institutos de culturas estrangeiras, as publicações da Sala Francesa, a revista Biblos e o Boletim do Instituto Alemão.
A principal escola de Nisa adoptou Mendes dos Remédios como seu patrono.
In "Jornal de Nisa" - 24.9.2007 (adaptado)

16.8.17

MARVÃO: Conversa/debate no Periferias sobre nuclear

Inserido no Periferias, Festival Internacional de Cinema de Marvão, na quinta-feira 17 de agosto, pelas 16 horas, no Centro Cultural de Marvão, vai decorrer uma conversa / debate sob o tema «Desafios da Sustentabilidade: mudanças climáticas e energia nuclear».
Serão projetados os documentários «Central Nuclear de Almaraz», de Dina Soares, Joana Bourgar e Rodrigo Machado e «Central Nuclear de Almaraz levanta dúvidas relativamente à segurança», de Hugo Alcântara.
O debate contará com a moderação de José Janela, do Núcleo Regional de Portalegre da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza e terá a presença de:
Jesús Valiente, da ADENEX- Asociación para la Defensa de la Naturaleza y los Recursos de Extremadura;
José Maria Moura, da AZU – Associação Ambiente em Zonas Uraníferas;
Paca Blanco, dos Ecologistas en Acción;
Peter Eden, Empresário turístico - Monte da Moita Raza – Marvão

OPINIÃO - COISAS DA VIDA (XXIII): Maria e Manel

Maria saiu à rua com o seu vestido novo. Novo para ela, porque na realidade tinha sido comprado numa loja de roupa em segunda mão que existia ao pé do seu trabalho. Ela não se podia dar ao luxo de roupa nova, não agora, que a sua vida ia de mal a pior.
Não quis estudar e cedo saiu da casa dos seus pais rumo a uma cidade maior à procura de novas oportunidades. Quando chegou, ficou em casa da Teresa, mas cedo se apercebeu que o modesto apartamento não tinha espaço para ela. Empregada numa loja de terceira, o vencimento mal chegava para pagar o quarto arrendado. Os dias passavam-se e as dificuldades acentuavam-se, com os pais, coitados, reformados de uma terra que há muito já nada dava, sabia que não podia contar. Foi quando conheceu Manel.
Deixou-se levar não pelo amor, mas pela ânsia de ter alguém, uma companhia, porque a vida tão só, custa mais. Não se apercebeu de quem realmente era o Manel, ela apenas via aquilo que ardentemente desejava ver. E, quando ele ficou desempregado e quis ir viver com ela para o seu modesto quarto, Maria pensou satisfeita que seria um passo em frente naquela relação.
Como as despesas aumentavam, e o Manel continuava sem arranjar emprego – porque trabalho há muito – Maria começou nas limpezas. Levantava-se cedo de manhã, por vezes ainda de noite, para apanhar o primeiro transporte que a levava a um escritório de advogados que limpava diariamente. Depois, às oito horas em ponto, abria a porta da loja onde permanecia por largas horas.
Nos últimos tempos, quando chegava a casa já nem encontrava o Manel, que no seu ciclo empregado/desempregado, continuava sem trabalhar.
Manel saiu à rua com a sua camisa nova, comprada pela Maria e oferecida no dia em que celebravam três anos de namoro. Ele, como se encontrava desempregado, não lhe deu nada. Arranjar emprego nos dias de hoje não é fácil, pensava, e também, Maria estava diferente, já não era aquela miúda com vida que tinha conhecido, já não o acompanhava e ele, aproveitava para ir para o café, passar os serões com os amigos. No fundo, sabia que aquela relação já não era o que era. Foi então que conheceu Dália…
Quando Maria chegava a casa, ainda na escuridão pensava, o Manel saiu, coitado, a vida não lhe tem corrido bem, faz-lhe bem, estar um pouco com os amigos. O acender das luzes trazia-a à realidade, ainda havia tanto para fazer dentro daquelas quatro paredes, e não parava enquanto não transformava de novo aquele quarto num lar, que partilhava com o seu Manel.
A vida é dura, pensava, mas só, é que não!
– Sofia Tello Gonçalves
Nota: Coisas da Vida é um conjunto de crónicas de autoria de Sofia Tello Gonçalves e publicadas no "Jornal de Nisa" (1ª série) e que iremos retomar, agora, na internet, não seguindo, necessariamente, a ordem por que foram dadas a conhecer no jornal.

OPINIÃO: Os "websites" dos municípios e as eleições

O "website" de um município é um espaço dos munícipes. Deve conter, por isso, de forma bem acessível, as informações de interesse para os munícipes. As eleições locais são tema do maior significado para os eleitores, pois representam a oportunidade que estes têm de escolher quem os deve representar nos órgãos autárquicos. Os "websites" de cada um dos municípios devem conter, por isso, informação detalhada sobre as eleições locais.
Que informação? A nosso ver, desde logo, uma informação geral sobre o calendário eleitoral e informações úteis sobre o exercício do direito de voto. Deve ter informação, também, sobre as candidaturas aos órgãos do município (assembleia municipal e câmara), pelo menos. O ideal seria mesmo que tivessem também informação sobre as candidaturas às freguesias, porque as eleições de presidentes de junta têm influência na composição da assembleia municipal.
A informação sobre as candidaturas deveria ser colocada o mais cedo possível, com a indicação dos partidos, coligação de partidos ou grupos de cidadãos eleitores concorrentes, dos órgãos a que se candidatam e o nome dos candidatos efetivos e suplentes. Deveria informar, também, sobre as reclamações ou recursos relativos às listas apresentadas e respetivo resultado. Fixadas as listas, cada uma deveria ter um espaço, dando conta do seu programa e das ações que iriam desenvolver.
Esta informação, que deveria ser o mais objetiva possível, obrigaria a um trabalho dos serviços municipais, que deveria ser feito em articulação com a câmara e a assembleia municipal. Não é um trabalho muito exigente e demorado e, por isso, não há motivo para não ser feito. Duvidamos que este trabalho esteja em curso na grande maioria dos municípios.
Encontramos, contudo, no muito azul e artístico site do município do Porto (aliás, site da www. cm-porto), numa fila abaixo de "Porto.", um espaço denominado "autárquicas 2017" que tem o "intuito de facilitar o acesso à informação sobre o processo eleitoral no contexto local", incluindo desde logo a "apresentação de todos os candidatos aos órgãos autárquicos do Porto, no próximo mandato".
É de saudar vivamente esta iniciativa da Câmara do Porto, que julgamos ser uma exceção no país. Pena é que a informação contida, neste momento, seja tão pouca. Nem listas concorrentes, nem candidatos. E essa informação está já disponível. O município do Porto bem pode dar um bom exemplo de democracia local no país.
António Cândido de Oliveira in “Jornal de Notícias” – 15/8/2017

15.8.17

MORUJO JÚLIO: Montalvanense e atleta de eleição

 Morujo Júlio entre Anacleto Pinto (esquerda) e Carlos Lopes (direita) numa prova de Corta-Mato
Morujo Júlio foi um dos melhores atletas do seu tempo, tendo contribuído para inúmeras vitórias do Sporting Clube de Portugal, na Pista, no Corta Mato e na Estrada.
Entrou voluntariamente para a Marinha Portuguesa aos 17 anos e aí percebeu a sua aptidão para o atletismo especialmente o meio fundo.
Mais tarde foi visto a treinar perto dos arquivos da Marinha onde trabalhava por um senhor que recomendou que fosse prestar provas ao Sporting Clube de Portugal, esse senhor era o sogro de José Travassos. No dia em que prestou provas foi logo inscrito no Clube depois de impressionar os presentes que lhe pediram para correr 1000 metros (2 voltas e meia) na então pista de cinza do antigo Estádio José Alvalade.
Viveu os momentos mais altos da sua carreira em termos individuais, quando foi Campeão de Portugal dos 1500m durante 5 anos seguidos, entre as épocas de 1966 e de 1970.

Equipa do Sporting vencedora da estafeta Cascais-Lisboa. Morujo Júlio em primeiro plano, ao lado de Armando Aldegalega, Carlos Lopes, NN e Fernando Mamede
Em 1970 ano foi o representante de Portugal na Corrida de São Silvestre em São Paulo, mas terminou num decepcionante 28º lugar. Segundo o Jornal "A Bola" No final queixou-se de ter levado uma coronhada de um guarda no momento da partida. Na verdade foi um acidente em que na confusão da partida foi empurrado pelos atletas que estavam atrás de si, caiu e bateu com a cara contra o punho da pistola de um dos policias que estavam a fazer um cordão humano para segurar os atletas, deixando-o para trás com a cara a sangrar e foi obrigado a ultrapassar uma multidão de milhares de concorrentes que de repente tinham ficado à sua frente.
Entre 1966 e 1970 fez parte de três equipas do Sporting que melhoraram o Recorde Nacional da estafeta dos 4x800m, levando-o até aos 7,36,0m
Em 1967 esteve em destaque nas provas de pista coberta, batendo os Recordes Nacionais dos 3000m com a marca de 8,45,0m, da Milha com o tempo de 4,22,1m e, tornando-se no primeiro Recordista Nacional dos 1500m, com a marca de 4,10,7m, que viria a melhorar em 1969, fixando esse Recorde em 3,56,8m.
Entre 1968 e 1970 fez parte de três equipas do Sporting que melhoraram o Recorde Nacional da estafeta dos 4x1500m, levando-o até aos 15,40,2m.

Morujo Júlio corta a meta da Estafeta Cascais -Lisboa
Ainda em 1968 melhorou o Recorde Nacional dos 800m em Pista Coberta por 3 vezes, fixando-o em 1,54,4m, tornando-se assim no primeiro português a percorrer a distância nesta variante, em menos de 2 minutos.
Nos Campeonatos de Portugal de Estafetas, ajudou o Sporting a ganhar 3 títulos nos 4x800m e 4 nos 4x1500m.
Entre 1967 e 1974 integrou as equipas do Sporting Clube de Portugal, que ganharam por oito vezes consecutivas a Estafeta Cascais-Lisboa.
Fez parte da equipa do Sporting Clube de Portugal que participou na 1ª edição da Taça dos Campeões Europeus de Atletismo, disputada em 1975, em Liège na Bélgica, classificando-se no 6º lugar nos 3000m obstáculos.

MONTALVÃO: Junta de Freguesia vai homenagear José Morujo Júlio

Atleta de alta competição, campeão nacional e recordista, em representação do Sporting Clube de Portugal e da Seleção Nacional.
Contemporâneo de outros grandes campeões e figuras gradas do nosso atletismo, como Carlos Lopes, Fernando Mamede, Armando Aldegalega e outros, foi treinado pelo saudoso e competentíssimo Professor Mário Moniz Pereira, a quem Portugal tanto deve.
Morujo Júlio foi tudo o que atrás se refere, honrando a sua amada terra natal que é Montalvão e sem nunca ter deixado de ser a pessoa simples e tão afável que continua a ser e, não menos importante, sem nunca ter renegado a sua origem natal, cujo nome elevou tão alto.
Convidamos, portanto, todos os montalvanenses, entidades e população do Concelho e mesmo distritais, a associarem-se a esta singela homenagem com uma presença massiva, independentemente das cores clubísticas que prefiram, porque Morujo Júlio a todos representou, a todos nos deliciou com as suas vitórias e nos honrou enquanto conterrâneos!

SAÚDE: Escolha de uma mochila escolar adequada pode evitar dores nas costas


Escolha bem quando preparar o regresso às aulas do seu filho
Com a aproximação do regresso às aulas, a campanha “Olhe Pelas Suas Costas” alerta a população para a importância de escolher a mochila escolar em função das suas características ergonómicas e sensibiliza os pais para a utilização correta deste acessório.
O tamanho, o peso e o material da mochila são fatores a ter em conta no momento da compra, para assegurar o bem-estar da criança e prevenir as dores na coluna provocadas, muitas vezes, pelo peso exagerado e má utilização da mochila escolar. Segundo o coordenador da campanha Olhe pelas Suas Costas, o neurocirurgião Paulo Pereira, “escolher uma mochila com base nos “bonecos” que as crianças mais gostam ou nas tendências da moda” pode significar uma má escolha.”
Para ajudar os pais e as crianças a fazer a escolha certa da mochila escolar para o próximo ano letivo, minimizar os riscos para a coluna vertebral no seu transporte diário, a campanha deixa algumas recomendações:
A mochila deve ter duas alças largas bem acolchoadas.
O peso da mochila, já com os livros e material, não deve ultrapassar 10% do peso corporal da criança/jovem.
A mochila deve ser utilizada de forma simétrica nos dois ombros.
Deve ficar centrada a meio da coluna (alargar o comprimento da alça para retirar a mochila mais facilmente não é aconselhado).
O material mais pesado deverá ser colocado junto ao corpo para evitar alterações na postura.
Especialmente em mochilas com bolsas laterais, o peso do conteúdo deve ser distribuído de forma simétrica
Se o percurso até à escola for longo e sem escadas, uma mochila com rodas é vantajosa para diminuir o esforço. Noutros casos não é tão aconselhada.
A mochila deve conter apenas o material necessário para o dia em questão.
 “Para além destes aspetos inerentes à escolha da mochila escolar, que são muitas vezes ignorados, o aumento progressivo do peso do material escolar a que temos assistido nos últimos anos é uma situação preocupante e que deve ser combatida por todos, a começar pelos pais e pelos educadores em prol da saúde das gerações mais jovens”, acrescenta o coordenador da campanha.
Sobre a campanha Olhe Pelas Suas Costas:
A campanha Olhe pelas Suas Costas visa sensibilizar a população em geral para as dores nas costas, alertar para as suas consequências na vida pessoal e profissional dos portugueses, e educar sobre as formas de prevenção e tratamento existentes. A campanha conta com o apoio científico da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral, da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, da Sociedade Portuguesa de Neurocirurgia, da Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação e da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia.
Para mais informações visite a página de Facebook: https://www.facebook.com/paginaolhepelassuascostas

14.8.17

NISA: Poetas populares do concelho

Ronda pelo Concelho *
Não são só as cantarinhas
Que a vila de Nisa tem
Seus bordados feitos com linhas
São um encanto também.

Quem um dia por lá passe
Decerto volta de novo
Suas bilhas com muita classe
São o encanto do povo.

Amieira tem muito azeite
E também muita madeira
Tolosa tem muito leite
Boa gente a Falagueira.

Arez é terra de pão
Que agora está muito caro
P´ra moças é Alpalhão
Prá farra o Monte Claro

Tudo bem em Pé da Serra
Segundo o que por lá vejo
A Velada é boa terra
Muito melhor o seu queijo.

Montalvão tem o salero
Da nossa vizinha Espanha
Vou lá as vezes que quero
E muita gente me acompanha.

Salavessa é um encanto
Terra que eu não conhecia
Tem lá o Ti Zé do Santo
Que é o rei da poesia.

Esquecia -me do Arneiro
Terra que muito precisa
Mas p´ra isso está o dinheiro
Da Câmara de Nisa.
* Jorge Pires (poeta popular amieirense)

Peregrinação a pé a Santiago de Compostela

A Pastoral da Juventude e Vocações está a preparar uma peregrinação a pé Santiago de Compostela que está marcada para entre os dias 28 de Agosto e 2 de Setembro. São recebidas inscrições até ao próximo sábado, dia 19 de Agosto
Com o tema “Nos Trilhos de Santiago” destina-se a um grupo de 12 jovens adultos, rapazes e raparigas a partir dos 20 anos de idade, sendo que o limite de idade são 29/30 anos. Para uma melhor preparação de toda a logística, os organizadores pedem que as inscrições dos interessados sejam feitas até ao dia 19 de Agosto, para o email pastoraljuvenilpcb@gmail.com, com o Nome, Idade, Paróquia, Localidade, com indicação se pertencem ou não a grupos ou movimentos de jovens e se têm “algum problema de saúde que implique uma atenção mais cuidada”. 

NISA: CDU é a primeira força política a divulgar os candidatos às Autárquicas 2017


A CDU - Coligação Democrática Unitária, formada pelo Partido Comunista Português e Partido Ecologista "Os Verdes" é a primeira força política a apresentar todos os candidatos às autarquias do concelho de Nisa nas eleições a realizar no dia 1 de Outubro, conforme dá conta na sua página de internet em https://cdunisa2017.blogspot.pt
Nesta página damos a conhecer as listas de candidatos à Câmara Municipal e Assembleia Municipal, seguindo-se noutro local, as listas de candidatos da CDU às Assembleias de Freguesia.

OPINIÃO: Caderno autárquico

Antes que o ruído nos mergulhe no ritmo diário da polémica, antes que os casos se transformem em "sound bytes", antes que as eleições locais fiquem centradas nos líderes nacionais, antes que as anedotas ultrapassem as políticas, gostava de deixar alguns dos temas cuja discussão tornaria profícuo o caminho até ao sufrágio do primeiro dia de outubro e que julgo marcarão a vida futura de muitas autarquias.
Com isto não quero dizer que não se olhe para trás, para o mandato que termina, para aquilo que foram as promessas e as realizações dos eleitos que se submetem novamente ao juízo dos eleitores. Mas essa discussão está, à partida, garantida pelo trabalho de quem desfia os que estão hoje no poder.
Olhe-se em frente e debata-se a habitação, que as alterações da lei das rendas, a pressão imobiliária e o desinvestimento na habitação social tornarão um dos temas mais fortes nos próximos anos. Especialmente nos grandes centros urbanos, vai ser preciso moderar a força do mercado com políticas de equilíbrio e de proteção dos mais desprotegidos. Tenho a impressão que, a exemplo do que acontece em muitas outras cidades, a expressão "rendas controladas" vai-se vulgarizar.
E se falamos de grandes centros urbanos é necessário discutir o turismo, para que aquela que tem sido uma grande fonte de riqueza e força regeneradora do parque habitacional, não seja sinónimo de descaracterização e de alienação dos locais do miolo das suas cidades.
Um pouco por todo o lado é premente falar de trânsito. O modelo do transporte privado baseado na ideia de que o espaço público para estacionamento é gratuito está exangue. É preciso trabalhar intensamente na melhoria do transporte público e nas formas de locomoção alternativas como as bicicletas, para que possamos viver em cidades mais respiráveis e menos stressantes.
O aumento da esperança de vida faz crescer o contingente da população mais idosa que também deve passar a estar no centro das preocupações das autarquias, cujas necessárias políticas de inclusão social devem estar formatadas para esta faixa populacional.
Muitas destas questões prendem-se prioritariamente com os grandes centros urbanos, mas aos poucos também farão parte da vida dos municípios mais pequenos. Para esses, nomeadamente para os que se localizam em locais de baixa densidade a questão ciclópica continuará a ser a de modelos de desenvolvimento económico competitivos que permitam fixar populações.
Não parece muito, mas é todo um mundo à espera de boas decisões democráticas.
David Pontes in “Jornal de Notícias” – 8/8/2017
Quadro: O almoço do trolha de Júlio Pomar

12.8.17

MONTALVÃO: Concerto de Encerramento de Época do EmCanto

O Grupo Coral EmCanto de Montalvão promove naquela antiga vila raiana do concelho de Nisa, um Concerto de Encerramento de Época, iniciativa a realizar no dia 2 de Setembro na Casa do Povo de Montalvão e que integra uma homenagem ao ex-atleta montalvanense Morujo Júlio, evento que trataremos em separado, noutro local.
O Concerto de Encerramento do EmCanto tem a participação, além do grupo organizador, do Grupo de Danças e Cantares " Os Encantos do Alentejo" (Santa Eulália) e do Grupo Coral de Mafra.
A organização é da Junta de Freguesia de Montalvão, Fábrica da Igreja Paroquial e Grupo Coral EmCanto e a iniciativa insere-se na campanha de angariação de fundos para o restauro da Igreja Matriz.

IN MEMORIAN: Dr. Francisco Macedo Toco

Faleceu esta manhã, na sua residência em Algés e após prolongada doença, o Dr. Francisco Macedo Toco, distinto advogado, natural de Nisa, vila onde nasceu em 1944.
Francisco Macedo Toco, trabalhou, enquanto jovem, como aprendiz de tipógrafo na Tipografia Nisense, tendo depois ingressado no Serviço de Finanças. Cumpriu o serviço militar com a especialidade de enfermeiro, tendo sido destacado para Moçambique, após o qual regressou às suas funções nas Finanças, tornando-se um perito na área tributária.
Como trabalhador-estudante frequentou e concluiu com distinção o curso de Direito, especializando-se em Direito Tributário.
Integrou a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados, sob a presidência de Carlos Pinto de Abreu, tendo a seu cargo a secção de Administração Pública. Fez parte, igualmente, da direcção do Cofre de Previdência dos Funcionários do Ministério das Finanças.
Em Nisa, foi cabeça de lista e eleito pelo PSD como independente na Assembleia Municipal nas eleições autárquicas de 2009, tendo desempenhado de forma activa e proficiente o seu cargo de eleito municipal, no mandato 2009-2013, com algumas intervenções de grande fôlego, sobre o papel do órgão Assembleia Municipal e dos seus eleitos, intervenções que, pela sua importância, a seu tempo e neste espaço, publicaremos.
Em 2013 voltou a integrar, como independente, uma lista à Assembleia Municipal, a MIMCONISA (Movimento Independente Mexer com Nisa) em lugar não elegível.
Era sócio de algumas associações nisenses, entre elas a Sociedade Artística e a Santa Casa da Misericórdia, instituição de que era Irmão há mais de 30 anos.
Colaborou no “Jornal de Nisa” com artigos nas áreas do Direito Tributário, Política Local e Administração Pública.
Morreu o Dr. Francisco Toco. Acabou o seu sofrimento de tantos meses. Perdi um grande amigo, um nisense de nobres sentimentos, de humanidade e humanismo.
Repousa em paz, Francisco!
Mário Mendes

Calor não afastou dadores de sangue de Fronteira






A Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP – não mete férias  – ainda para mais numa altura em que as reservas têm de ser reforçadas. A prová-lo estão as colheitas que ultimamente tem levado a efeito um pouco por todo o Alto Alentejo.
Em Fronteira realizou-se uma brigada no Centro de Saúde. Compareceram 38 pessoas, 13 das quais mulheres. Uma vez avaliados os potenciais dadores, sete não puderam estender o braço, mas sempre foram 31 as unidades de sangue efetivadas.
Três dos presentes (entre eles dois do sexo feminino) doaram sangue pela primeira vez. O Registo Nacional de Dadores Voluntários de Células de Medula Óssea, por seu turno, foi reforçado com três inscrições.
A Câmara Municipal de Fronteira apoiou a realização do almoço convívio, servido num restaurante local.
19 de agosto em Alpalhão
Ainda no mês de agosto, mais propriamente no dia 19, a ADBSP vai estar em Alpalhão (Nisa), na sede do Grupo Ciclo Alpalhoense.
As nossas brigadas decorrem na parte da manhã de sábados.
A nove de setembro tem lugar a celebração do aniversário da nossa Associação, este ano no recinto da Igreja do Senhor Jesus dos Aflitos. Venha daí!
Visite-nos em: www.facebook.com/groups/AdbsPortalegre .
JR