30.9.13

NISA: Idalina Trindade ganha Câmara para o PS






À TERCEIRA FOI DE VEZ!
Foi uma vitória “arrancada a ferros”, com os números e locais de voto a serem geridos debaixo de enorme expectativa, mas por fim na sede da campanha eleitoral socialista, gritou-se vitória e a conquista da câmara à CDU depois de 30 anos de gestão comunista.
Não se estranhou, por isso, que as primeiras palavras de Idalina Trindade, a nova edil nisense, fossem de exaltação e de júbilo quando afirmou que “o comunismo morreu em Nisa”.
Depois de agradecer aos militantes e simpatizantes socialistas, a todos os que participaram na campanha eleitoral, bem como à sua família e num tom mais comedido, Idalina Trindade salientou que esta vitória “era a vitória da tolerância” prometendo desde logo vestir “a camisola do concelho” e despir as vestes partidárias.
Numa noite de chuva e em que os resultados eleitorais foram sendo fornecidos a “conta-gotas”, foram muitos os militantes e simpatizantes socialistas que ocorreram à sede da campanha e dali partiram em caravana, comemorando a conquista da principal autarquia do concelho.


CDU vence maioria das Juntas
O PS conquistou a Câmara de Nisa, obtendo dois mandatos, tal como a CDU, cabendo o restante à coligação PSD/CDS.
Para a Assembleia Municipal, o PS venceu com 1563 votos, seguido da CDU com 1409, do PSD com 995 e do Movimento “Mexer com Nisa” que obteve 301 votos conseguindo eleger um deputado na Assembleia Municipal.
No que se refere às Assembleias de Freguesia, a CDU conquistou seis em sete, três das quais ao PS (Alpalhão, Montalvão e Santana) não contando com a do Espírito Santo que passou a constituir uma união de freguesias com a da Senhora da Graça e S. Simão.
Numas eleições bastante disputadas e em que a incerteza nos resultados criaram emoção e expectativa até ao final, PS, CDU e o Movimento Independente “Mexer com Nisa” têm razões para festejar, por razões diferentes, enquanto a coligação PSD/CDS não conseguiu superar os resultados de 2009 e ficou bastante aquém dos objectivos que tinha em vista.

27.9.13

Um morto e dois feridos é o resultado do acidente ocorrido junto às placas de Arez

Um morto e dois feridos, um dos quais em estado grave, é o resultado da colisão entre dois veículos ocorrida hoje, cerca das 15:30, junto às placas de Arez, no concelho de Nisa.
De acordo com o CDOS de Portalegre, a vítima mortal é uma mulher, que viaja num veículo ligeiro de passageiros, acompanhada por um homem que sofreu ferimentos graves.
Na outra viatura envolvida no acidente, um veiculo ligeiro de mercadorias, seguia um homem que sofreu ferimentos ligeiros.
O IP2 esteve cortado ao trânsito nos dois sentidos até cerca das 17:45, mas já reabriu ao Trânsito.
As operações de socorro envolveram 19 bombeiros, apoiados por quatro ambulâncias, dois veículos de desencarceramento e  um veículo de comando das corporações de Nisa e de Vila Velha de Rodão.

Fonte: Gabriel Nunes/Rádio Portalegre

26.9.13

Movimento "Mexer com Nisa" responde às perguntas do Portal de Nisa

O Movimento Independente "Mexer com Nisa" respondeu às 10 questões colocadas pelo "Portal de Nisa" e, ainda que o tenha feito fora do prazo, julgamos oportuno a publicação das respostas que nos enviaram, como contributo para o esclarecimento dos eleitores.

PERGUNTAS E RESPOSTAS
1 – Se for eleito/a, como se propõe resolver o problema da Albergaria Penha do Tejo?
R: A Albergaria Penha do Tejo não tem nas atuais condições, quaisquer hipóteses de ser usada pois, segundo opinião técnica, apenas se poderão aproveitar, de todo aquele espaço apenas as infraestruturas de betão. Assim, a resolução do problema passa por encontrar uma parceria pública ou privada com capacidade para investir e recuperar todos os edifícios de modo a que o complexo, nas 1ª e 2ª fases, possa ser plenamente usado por exemplo em Hotelaria e Restauração ou Alojamento e Actividades Desportivas. Todos os membros do actual Executivo têm na sua posse mail´s que a Administração do INATEL enviou.
2 – No que respeita à questão das minas da Maria Dias, o que se propõe fazer se se colocar novamente a Exploração do Urânio?
R: Colocada de novo a questão da hipotética exploração de Urânio em Nisa (Maria Dias), entendo ser necessário, antes de mais nada, ouvir a população do Concelho e, se o Governo decidir conceder uma Licença de Exploração para esse efeito, a Câmara Municipal terá que ser ouvida e dar o seu parecer. Ao nível do nosso Concelho será exigido um estudo de impacto ambiental e humano, para deste modo termos a certeza que a exploração daquele mineral não aumenta o risco e o perigo para a saúde pública nem põe em causa o equilíbrio ambiental e a sustentabilidade ou qualidade de vida da população.
3 – Sendo consensual a importância da ADN no contexto do concelho, que medidas pensa tomar para a sua revitalização, independência e autonomia?
R: Enquanto Vereador e em representação do Município, sou também Presidente da Direção da Associação de Desenvolvimento de Nisa, desde 07 de Fevereiro de 2011. Apesar do Passivo que encontrámos àquela data próximo de 1.200.000 euros, temos trabalhado todos os dias para recuperar financeiramente a Instituição, quer diminuindo despesas de funcionamento, como por exemplo no acordo que estabelecemos com todos os colaboradores para a redução dos salários em 25%, quer negociando o Passivo bancário e reduzindo a despesa corrente. Também criámos alguns Projetos novos na vertente IPSS – Instituição de Solidariedade Social, como por exemplo o Centro de Actividades de Tempos Livres e a Loja Social, contudo, nas atuais condições ainda não garantem a sua sustentabilidade.
Assim, entendo ser necessário dar continuidade à Gestão de rigor e transparência, contar com o empenho e profissionalismo de todos os colaboradores, mas também com a “cumplicidade positiva” do Município de Nisa e de outras Instituições públicas e privadas.
A Direcção da ADN por decisão unânime dos seus associados tomada em 2009 e também  por deliberação do actual Executivo em 2010, procedeu por escritura notarial à alteração dos seus Estatutos em 2011 e a partir daí passou a ter independência e autonomia para decidir sobre o seu futuro.
4 – Quais as medidas que preconiza para o combate à desertificação física e humana do concelho?
R: O combate à desertificação física depende da capacidade que tivermos para atrair investimento para o sector agrícola e na área do turismo, bem como da estabilidade das politicas e da atitude dos eleitos para o Município nestas eleições autárquicas, ou seja, é necessário para qualquer investidor sentir confiança e estabilidade no Concelho e que o Executivo é competente e toma decisões ponderadas.
 O combate à desertificação humana depende da capacidade que tivermos para atrair e fixar os jovens neste Concelho, que passa pela criação de emprego, pela captação de investimento, pelo apoio aos jovens agricultores e às PME’s por exemplo melhorando as condições de apoio administrativo e técnico.
5 – Como encara a disposição governamental de incrementar o despedimento de funcionários públicos e como pensa obstar a essa intenção?
R: Há claramente uma tendência para o Estado não cumprir as obrigações contratuais estabelecidas com os trabalhadores da Administração Pública. Vamos deixando de acreditar num pilar muito importante da relação entre as pessoas e as Instituições – a boa-fé.
Não aceito que o despedimento de funcionários públicos seja uma razão justificada para diminuir a despesa pública e tenha apenas uma perspectiva economicista. Sabemos que não há trabalhadores a mais na Administração Pública e que o problema é da má Gestão que o Estado faz dos seus Recursos Humanos, por isso, devemos obstar por TODOS os meios legais para que não aconteça.
6 – Como vê as anunciadas intenções de encerramento de serviços públicos essenciais (CTT, Tribunal e Finanças) e o que pensa fazer para impedir a sua concretização?
R: Encerrar serviços públicos essenciais “arrasa” o estado de direito democrático e a Constituição da República Portuguesa. Na educação, saúde, emprego ou justiça sabemos que iniciámos um retrocesso na qualidade de vida dos cidadãos, infelizmente não sabemos é quando vai terminar.
7 – Vai recolocar a Fonte do Rossio no seu lugar de origem, conforme deliberação do executivo municipal ?
R: Sim. Para além de corresponder às expectativas da população, trata-se, como refere, de uma deliberação já tomada pelo executivo e como sabemos as deliberações são para cumprir. 
8 – Que avaliação faz da situação económico-financeira das Termas da Fadagosa de Nisa e quais as ideias ou projectos que pretende implementar visando a sua rentabilização económica?
R: As Termas da Fadagosa de Nisa são um investimento enorme para a nossa Região, pelo que, neste momento devo lamentar o facto de ter sido contemplado para o Orçamento Municipal do ano de 2013 uma verba de cerca de 857.000 euros para cobertura do passivo e, até este momento nenhum valor ter sido transferido para esse efeito, facto que põe em causa a viabilidade do regular funcionamento do Complexo Termal, ainda mais porque nem sequer está resolvida a questão dos trabalhadores sobre se transitam ou não para a Câmara Municipal.
Enquanto Vereador fiz mesmo tudo para que esta situação fosse resolvida, contudo, sei que nada foi concretizado até este momento, mas não tenho qualquer responsabilidade sobre essa matéria.
9 – O que pretende fazer relativamente ao Menir do Patalou?
R: Coloca-lo na posição vertical como é o desejo generalizado da população e de acordo com o consentimento assumido pelo proprietário dos terrenos onde se encontra, mas também será um pólo de interesse na perspectiva histórico-patrimonial para o território do Concelho de Nisa.
 10 – Acha razoável ou necessária a construção de um novo Centro de Saúde quando, nesta área, o concelho tem perdido valências e a qualidade dos cuidados de saúde prestados estão, continuamente, a deteriorar-se?
R: Sim. Este novo edifício permitirá atrair novas valências e mais profissionais de saúde, ajudará os munícipes a deixar de procurar cuidados de saúde de especialidade noutros locais e permitirá que muitos naturais do concelho voltem aqui a fixar a sua residência fiscal, algo que não fazem devido às carências existentes.

POSTAIS DO CONCELHO: Gentes e Tradições


25.9.13

MONTALVÃO: Exposição evocou figuras e factos das duas guerras mundiais









A Associação Vamos à Vila, promoveu nos passados dias 7 e 8 de Setembro, a exposição “Memórias de Montalvão”, com dois temas: “Os combatentes da freguesia na 1ª Grande Guerra”, e numa outra sala, os meninos acolhidos em Montalvão, e respectivas famílias de acolhimento, no período pós 2ª Guerra.
 A sessão de abertura contou com a participação do Sr. General José Paiva Morão, que fez uma comunicação de enquadramento ao tema 1ª Grande Guerra, seguindo-se o representante da Cáritas Portuguesa, Engº Domingos de Sousa, que referiu a acção da Cáritas ao longo dos anos, com especial destaque ao acolhimento em Portugal de 5500 crianças refugiadas. O momento alto desta sessão aconteceu quando Herbert Reiter, um dos meninos acolhidos em Montalvão, deu um testemunho que tocou e comoveu todos os presentes, contando uma longa viagem de barco e comboio, em condições difíceis de imaginar nos nossos dias para uma criança com apenas seis anos de idade.
Na assistência que enchia uma das salas da antiga escola primária, destacava-se a presença do Sr. D. Antonino Dias, Bispo de Portalegre e Castelo Branco, da Srª Presidente da Câmara Municipal de Nisa, Engª Gabriela Tsukamoto, do Sr. Presidente da Cáritas Diocesana de Portalegre Sr. Elicídio Bilé, entre um significativo número de cidadãos austríacos que tendo sido acolhidos em diferentes lugares do nosso país, não quiseram deixar de se associar a este marcante evento, que fez relembrar memórias também aos muitos montalvanenses presentes.
Finda a sessão de abertura, foi servido por duas jovens montalvanenses, uma vestindo o traje típico da vila, outra com o traje típico austríaco, um porto de honra acompanhado de mel produzido na freguesia.
Foram então abertas as salas. No rés do chão, a entrada fazia-se por uma "trincheira" e evocava a 1ª Grande Guerra com uns painéis sobre o tema, seguindo-se as fichas dos nossos combatentes com as informações que se conseguiram, incluindo as fichas individuais do C.E.P. (Corpo Expedicionário Português), obtidas no Arquivo Militar.
A sala, estava decorada com utensílios do combatente, uniforme, marmita, capacete e arma autêntica, cedidos pelo Museu Militar de Lisboa. Destes utensílios, destaca-se a máscara anti-gás que pertenceu a um combatente de Montalvão, António Fraústo.
Na segunda sala, decorada com a bandeira da Áustria envolvida em bordados de Montalvão, simbolizando o "acolhimento de uma povoação, a uma nação" estavam expostos 5 painéis alusivos ao acolhimento de 5500 crianças, que nos foram cedidos pela embaixada da Áustria. Depois, podiam ver-se as referências às 8 crianças acolhidas em Montalvão e respectivas famílias de acolhimento. Entre alguma documentação exposta, podiam ver-se dois anúncios de jornal, informando a conclusão da 3ª classe, pelo Herbert.
A exposição, organizada pela Associação Vamos á Vila, contou com o apoio da Câmara Municipal de Nisa; Embaixada da Áustria; Cafés Delta; Museu Militar de Lisboa. 
in "Alto Alentejo" - 25/9/2013

24.9.13

NISA: Educadoras da Santa Casa em defesa da sua dignidade pessoal e profissional

As Educadoras de Infância da Santa Casa da Misericórdia de Nisa, Maria Lucília e Ana Cristina, enviaram-nos com o pedido de publicação, o Esclarecimento à População que transcrevemos na íntegra. 
Maria Lucília da Conceição Barreiros Garcia e Ana Cristina Vieira, na qualidade de Educadoras da Santa Casa da Misericórdia de Nisa e face aos comentários que têm circulado na praça pública, vêm, em defesa do seu bom nome e da dignidade profissional que lhes assiste, prestar o seguinte
ESCLARECIMENTO À POPULAÇÃO
1 – Desde o início do mandato desta Mesa Administrativa que tanto o Provedor (José Dinis Moura Semedo) que, entretanto se demitiu, como o Vice-Provedor, sempre manifestaram a intenção de não proceder a despedimentos, a não ser que fosse de todo impossível para a Instituição a reintegração dos funcionários em outras valências, como aliás tem vindo a acontecer com alguns funcionários.
2 - O atual Provedor chegou até a pedir ás educadoras que propusessem soluções para rentabilização de alguns espaços da Instituição com o objetivo de ajudarem a encontrar alternativas, uma vez que os seus empregos poderiam estar em risco, devido à diminuição do número de crianças a frequentar o  Centro Infantil.
Após a demissão do Provedor, os “novos” e atuais Provedor e Vice-Provedor comunicaram às educadoras, em finais de Julho, a intenção de as reintegrar em outras funções, transitando a educadora Lucília para a Extensão Lar onde exerceria as funções de chefia, à semelhança da funcionária que antes aí trabalhava e recentemente se reformou, enquanto a educadora Ana Cristina iria trabalhar com a Drª Lurdes no Centro de Dia. Eram colocadas, no entanto, como exigência, por estes mesários, duas condições: a) a primeira consistia em que as referidas funcionárias aceitassem reduzir, drasticamente, os seus salários; b) a segunda, “sugeria” que as próprias educadoras rescindissem os seus primeiros contratos de trabalho, com tudo o que isso implicaria em termos de perda de direitos até aqui alcançados, inclusive a antiguidade – perda ao direito de indemnização pelos 13 e 17 anos, respectivamente, ao serviço da Instituição.
3 - As referidas educadoras concordaram em mudar de funções e até negociar a redução de vencimento, mas nunca em “bom juízo” poderiam concordar em ser elas a rescindir os seus contratos pois tal proposta atentava contra os seus interesses, assim como não se encontravam na disposição de abdicar dos anos de serviço prestados à Instituição.
Face às “propostas” apresentadas pelos dois mesários e que consideravam lesivas da sua dignidade e brio profissional, as educadoras recorreram a um advogado, para que este analisasse todas as implicações legais das propostas verbalmente apresentadas em nome da Santa Casa da Misericórdia de Nisa.
De posse das informações fornecidas pelas educadoras e devidamente mandatado por estas, o advogado contatou por escrito e por duas vezes a Santa Casa da Misericórdia de Nisa procurando que a mesma se pronunciasse sobre a forma legal, de como pretendia resolver esta questão, reforçando a ideia de que as referidas funcionárias continuavam a dar o seu aval para integrar novas funções, mas sem abdicarem dos direitos adquiridos.
4 - A Instituição nem só não deu resposta ao advogado das educadoras, como esperou que o Centro Infantil fechasse para férias, para lhes enviar uma Notificação da Intenção de Despedimento (recebida a 16 de Agosto/2013). O que não se compreende, uma vez que o sr. Provedor assinou como data limite para resposta à aceitação da proposta de trabalho, 30 de Agosto de 2013. A esta Notificação, o advogado contrapôs dentro do prazo legal, sendo que não teve resposta dentro do prazo legal que a Instituição também deveria ter cumprido.
Tal postura por parte dos referidos mesários e apesar de nos dizerem, por várias vezes, que eram os únicos mesários a lutar pela nossa reintegração (daí serem eles a fazer a “negociação”) leva-nos a acreditar que tinham somente a intenção de nos iludir, levando-nos a assinar a rescisão do 1º contrato, fazendo-nos perder todos e quaisquer direitos e sem nenhuma garantia que nos fizessem outro contrato. Pois a assinatura do mesmo teria como única garantia a “palavra de honra” do sr. Provedor, como ele próprio nos disse.
5 - Em nosso entender, assuntos de tanta importância não podem ser firmados com base na palavra de honra seja de quem for, muito menos de alguém que se recusa a agir de acordo com a Lei.
No entanto, a Instituição que se recusa agora a dar-nos as funções prometidas, alegando que não tem funções compatíveis com as que desempenhávamos anteriormente (apesar de termos manifestado disponibilidade para sermos reintegradas noutros serviços desta Casa), diz agora não ter condições financeiras para assumir os nossos postos de trabalho, com 13 e 17 anos de antiguidade, quando é certo, público e notório que a mesma admitiu novos funcionários, sem concurso público, um dos quais numa função que nunca existiu na Santa Casa e para a qual não há qualquer justificação, em termos de necessidade prática.
6 - As educadoras, Ana Cristina (dezassete anos de trabalho e dedicação às crianças) e Maria Lucília (treze anos na função de educar e ajudar a crescer centenas e centenas de crianças) têm atrás de si um perfil e percurso profissional impoluto, baseado no amor à sua profissão, na dedicação, no afecto e no respeito que conseguiram não só transmitir aos meninos e meninas que frequentaram, durante todos estes anos o Centro Infantil, como aos pais e familiares, dos quais receberam inúmeras manifestações de simpatia e de reconhecimento pelo trabalho realizado.
 Sentimo-nos, por isso,sinceramente magoadas e dececionadas com esta atitude discriminatória com que os mesários atuais nos trataram, ainda mais por tal acontecer no seio de uma Instituição que sempre nos tratou bem, com consideração, respeito e apreço pelo nosso desempenho profissional.
Uma Instituição, a Santa Casa da Misericórdia de Nisa, cujo trabalho nunca é demais enaltecer, quer pelos princípios e valores pelos quais foi fundada e que continua a defender, quer pela acção social que desenvolve junto da comunidade.
Nisa, 20 de Setembro de 2013.
As Educadoras
- Maria Lucília da Conceição Barreiros Garcia e Ana Cristina Vieira

22.9.13

AUTÁRQUICAS 2013: Perguntas (sem resposta) aos candidatos à Câmara

Exmo/a Senhor/a Candidato/a à Presidência da Câmara Municipal de Nisa
No sentido de contribuir para o esclarecimento dos eleitores do concelho, de modo a poderem ter uma informação clara e abalizada sobre a posição de cada um dos candidatos/candidaturas, relativamente a alguns dos principais problemas que afligem o concelho, envio-lhe um conjunto de 10 perguntas, solicitando a resposta da sua parte, de modo a poder incluí-las, ainda esta semana, no “Portal de Nisa”, num espaço dedicado às Autárquicas, com o título Discurso Directo.
Agradeço desde já e antecipadamente a sua valiosa colaboração.
Com os melhores cumprimentos,
Mário Mendes
PERGUNTAS
1 Se for eleito/a, como se propõe resolver o problema da Albergaria Penha do Tejo?
2 No que respeita à questão das minas da Maria Dias, o que se propõe fazer se se colocar novamente a Exploração do Urânio?
3 Sendo consensual a importância da ADN no contexto do concelho, que medidas pensa tomar para a sua revitalização, independência e autonomia?
4Quais as medidas que preconiza para o combate à desertificação física e humana do concelho?
5Como encara a disposição governamental de incrementar o despedimento de funcionários públicos e como pensa obstar a essa intenção?
6Como vê as anunciadas intenções de encerramento de serviços públicos essenciais (CTT, Tribunal e Finanças) e o que pensa fazer para impedir a sua concretização?
7 Vai recolocar a Fonte do Rossio no seu lugar de origem, conforme deliberação do executivo municipal?
8Que avaliação faz da situação económico-financeira das Termas da Fadagosa de Nisa e quais as ideias ou projectos que pretende implementar visando a sua rentabilização económica?
9O que pretende fazer relativamente ao Menir do Patalou?
10Acha razoável ou necessária a construção de um novo Centro de Saúde quando, nesta área, o concelho tem perdido valências e a qualidade dos cuidados de saúde prestados estão, continuamente, a deteriorar-se?
Com os melhores cumprimentos,
Mário Mendes
NOTA. Agradeço o envio das respostas para um dos seguintes endereços de e-mail:

AUTÁRQUICAS 2013: Uma questão nuclear

O “Portal de Nisa” , no sentido contribuir para o debate sobre alguns problemas concelhios, visando o esclarecimento dos munícipes e eleitores, enviou no princípio da semana,  a cada uma das candidaturas à Câmara Municipal, um conjunto de dez perguntas sobre questões muito concretas, pedindo-lhes que respondessem às mesmas até hoje, sábado, dia 21.
Não tínhamos muitas expectativas, até pela natureza de algumas perguntas sobre assuntos que as candidaturas consideram tabu e sobre os quais nada têm dito ou escrito, como se fossem temas secundários e sem relevância para os munícipes e o concelho.
Um deles, a questão das minas de urânio da Maria Dias, devia, a nosso ver, merecer uma posição clara e inequívoca, de todas as candidaturas, a favor ou contra a sua exploração, de modo a que não ficasse qualquer dúvida nos espíritos dos eleitores.
Mais, tendo saído legislação para a requalificação ambiental das áreas mineiras abandonadas, faz todo o sentido que se reivindique do poder central a eliminação das escombreiras a céu aberto e a reconversão de toda a área da Maria Dias, de modo a que Nisa e terras vizinhas não fique, por mais tempo, exposta aos efeitos nocivos de poeiras radioactivas.
É uma questão de relevante importância quer do ponto de vista da segurança das pessoas como da saúde de toda a comunidade.
Tinham (têm) uma palavra a dizer sobre isso, os diversos candidatos, mas preferiram a confortável atitude de não responder, o cómodo silêncio de remeter para as calendas, o esclarecimento que deve ser próprio e indispensável numa campanha eleitoral, não contribuindo para elevar o debate e dotar os eleitores de todas as informações que lhes permitam votar em perfeita consciência.
Perdeu-se a oportunidade – mais uma – para saber o que pensam as diversas sensibilidades políticas sobre matéria de capital importância para o nosso porvir colectivo.
Bem-hajam, pelo serviço prestado!
Mário Mendes
NR: Noutro post colocaremos as perguntas enviadas às candidaturas à Câmara Municipal.

20.9.13

NISA: Postais do Concelho - A Banda na Romaria


É uma foto, magnífica, de Arsénio Machado, obtida na Romaria da Senhora dos Remédios, em Montalvão, a 8 de Setembro deste ano.O músico (um montalvanense, por coincidência), o instrumento musical e, em pano de fundo, como reflexo, a ermida e o ambiente de festa.

19.9.13

PATRIMÓNIO: Desleixo e incúria no Pego das Portas (Arneiro)





Até que as mãos me tremam e o olhar me doa…
Não vou desistir de denunciar o estado de incúria a que foi votado um lugar de rara beleza e sala de visitas da freguesia de Santana no concelho de Nisa.
Refiro-me ao Pego das Portas, local de visita obrigatória para quem faz turismo de natureza ou simplesmente vem conhecer dois dos geomonumentos do Geopark Naturtejo da Meseta Meridional: o Conhal do Arneiro e as Portas de Ródão.
Alguns dirão que nesta altura divulgar mais uma vez estas imagens, não passa de aproveitamento político dado que estamos em campanha para as autarquias. Pois direi que têm toda a razão. Gostaria de aproveitar a vinda á nossa freguesia dos candidatos ao poder local, e sugerir-lhes uma visita ao Pego das Portas, pois certamente que alguns deles, só voltaremos a ver por estas paragens daqui a 4 anos. É importante que a visita ao património também faça parte das agendas e não apenas Associações, Lares e outras Coletividades.
 Reconheço que no Pego não há votos, mas quem fizer algo para melhorar este estado de coisas, tem pelo menos 1…..o meu!!!
Jorge Nunes

NISA: Capela de Santo André “ressuscitou” das ruínas









O senhor bispo da Diocese de Portalegre e Castelo Branco procedeu, no passado domingo, à inauguração e bênção da capela de Santo André nas imediações da vila de Nisa, reconstruída graças ao acordo estabelecido entre a Freguesia de Nossa Senhora da Graça e a Associação Nisa Viva.
O templo foi construído por volta do ano de 1500, possuindo um magnífico exemplar de portal granítico de arco em ogiva e nele se oficiava anualmente uma missa, no dia da festa litúrgica do santo, prática que terá sido realizada até 1911, ano em que o imóvel já mostrava sinais evidentes de ruína, estado que se prolongou até aos nossos dias e que tiveram agora o seu final feliz com as obras de restauro levadas a cabo pela Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Graça, tendo por base a iniciativa desencadeada pela Associação Nisa Viva que procedeu a uma recolha de fundos e fez reverter a favor da obra parte das vendas do livro “Retratos de Nisa com Gente da Terra”, da autoria de António Montalvo, verbas ainda assim insuficientes para o valor do investimento, na ordem dos 16 mil euros.
A parceria estabelecida entre a Junta da Senhora da Graça e a Associação Nisa Viva permitiu concluir o empreendimento em seis meses, sendo apontado como exemplo a seguir na recuperação e preservação do património. As duas instituições, Junta e Nisa Viva, representadas pelos seus presidentes, João Malpique e António Montalvo, respectivamente, num acto de grande significado, fizeram questão de doar a obra feita e inaugurada à Paróquia de Nisa.
A festa da inauguração da capela de Santo André terminou com um lanche e convívio aberto à participação de todos os fregueses e paroquianos.
Mário Mendes in "Alto Alentejo" - 18/9/2013

18.9.13

MEMÓRIA: Mataram a "Árvore das Mentiras"

 Nisa, 18 de Setembro de 2008. Foi há cinco anos que alguns nisenses, presentes no local, assistiram, entre incrédulos e indignados, à "machadada final" da emblemática Árvore das Mentiras. O crime de lesa património, o autêntico arboricídio cometido no Jardim Público de Nisa, com o assassinato de diversas árvores frondosas e de elevado valor patrimonial, ornamental e paisagístico ficou, como outros, sem castigo.
O crime principal,  arrasamento e desfiguração do jardim público, começou anos antes e, vá lá tentar perceber-se o estranho desígnio e "sentimento" dos nisenses, valeu uma "maioria absoluta" à principal obreira da desfiguração urbanística e ambiental cometida: a presidente da Câmara Municipal de Nisa.
Dois anos mais tarde (Maio de 2010), outro crime ambiental em plena vila de Nisa: o corte de árvores no Largo do Boqueirão. Ninguém teve culpa. Foi um mal entendido, as árvores foram abatidas sem dó nem piedade, diríamos, com raiva, até, apenas pelo "pecado" de existirem naquele local e contribuírem para humanizar a vida dos residentes e passantes. Não se assumiram nem apuraram responsabilidades.A culpa, como noutros crimes menores e maiores, morreu solteira. Isaltino só há um: está preso e mais nenhum!
Mário Mendes

A morte da “Árvore das Mentiras”
Exmo senhor
Este 18 de Setembro de 2008, algo cinzento, ficará para a história da Vila de Nisa, como o dia em que a emblemática Árvore da Mentira foi cortada. A partir de hoje só através de fotografias e na memória das pessoas poderá ser lembrada. Já tirei algumas fotografias. No momento em que lhe envio esta mensagem, sinto uma enorme e profunda tristeza. Por vezes não há palavras para descrever o que nos vai na alma. O desaparecimento da Árvore da Mentira é um duro golpe para todas as pessoas que amam esta terra. Sinto como se me tivesse falecido um ente querido. Obrigado pela atenção. Com os melhores cumprimentos.
Um nisense

LÁGRIMAS DE CROCODILO(S) - A verdade da mentira
Debaixo daquela árvore, imponente e frondosa, trocaram-se mil promessas de amor, juras de fidelidade, sonhos e projectos para uma vida, muitas vidas.
Talvez, por isso, ficou conhecida como a Árvore da Verdade, na mentira que foram alguns dos episódios que testemunhou.
Por causa dela – da árvore – altiva e verdadeira, fizeram-se projectos de mentira. Destruíram-se recantos e paisagens, criados, de raiz, há mais de 70 anos.
Tudo em nome de um progresso e de uma nova “febre arquitectónica” que sustenta o ego dos políticos e destrói a memória dos sítios, das vilas e das cidades. Até aqui, a globalização urbanística chegou...
A Árvore, nascida há muitas dezenas de anos, tinha, também, de morrer, não de pé, como na pujante interpretação de Palmira Bastos, mas de uma morte triste, violenta, preparada. Diríamos, mesmo, premeditada.
Dilaceraram-lhe as raízes e a árvore, outrora plena de força, definha, agora, em cada dia que passa.
Matam-nos as memórias, as referências de um passado que vivemos, os suportes da ponte entre passado, presente e futuro.
Será que ninguém será, um dia, responsabilizado por tais crimes?
In Portal de Nisa – 18/4/2012

Sou da vila de Nisa
Eu sou da vila de Nisa
Terra do Alto Alentejo
Meus olhos choram de dor
Nos dias que te não vejo

Há anos que cá não vinha
Muito admirado fiquei
Não vi fonte, nem jardim
E de tristeza chorei.

Já vi que não há respeito
Pelo povo desta terra
Querida “Árvore da Mentira”
Olha o que te fizeram!

Mas que fez o meu povo
O que fez ele de tanto mal?
Os jarrões do nosso jardim
Devem estar lá pró Curral!

Triste regressei a casa
E num pranto derradeiro
Tive muitas saudades
Do ti Luís Jardineiro.
Gabriel Giesta
Para o fim guardo uma notícia triste. A Árvore da Mentira, ícone da vila, assim chamada por lá se juntarem pares de namorados, que ali debaixo, na sua sombra, diziam as maiores mentiras de amor uns aos outros, foi cortada. Agora está envernizada, feita unidade de exposição de arte contemporânea. Dar cabo de símbolos já é mau que baste. Terminar com a vida de uma árvore que tinha o bem humorado desplante de ser conhecida pelos maus namoros que abrigava, é crime. Se havia solução para ela que não a morte, tenho um pequeno e construtivo comentário a fazer a quem se lembrou de acabar com ela: vão bardamerda.
Ricardo Braz Frade in http://avoltadeumportugalsemcrise.blogs.sapo.pt

CRÓNICAS DE LISBOA: “Por Favor, Pagar com Multibanco”

O nosso país tem estado na vanguarda de muitas inovações onde, por exemplo,  alcançou uma posição de relevo nos pagamentos electrónicos automáticos de produtos e serviços, graças à extensão e qualidade dos serviços das redes de Caixas Automáticos (CA) e Terminais de Pagamento Automáticos (TPA). Os cartões de débito (multibanco) ou cartões de crédito (Visa) são um modo de pagamento moderno e cuja utilização se foi alargando à medida do desenvolvimento tecnológico das sociedades, tendo os portugueses aderido em grande escala, (os portugueses mais jovens não fazem ideia como era a vida antes destes cartões....) essencialmente ao cartão multibanco e com ele poderem efectuar variadíssimas operações em qualquer hora e lugar. É, de facto, uma ferramenta que os titulares duma conta bancária podem usar com facilidade e, na maioria dos casos, sem custos para este, dado que existindo encargos, estes são suportados pelos beneficiários dos pagamentos efectuados. Para as empresas, principalmente para as prestadoras de serviços e o próprio Estado e similares, este meio de pagamento apresenta grandes vantagens, pois permite a migração e a integração dos dados (através da SIBS -Soc. Interbancária de Serviços que gere o sistema), facilitando a sua gestão e controlo das cobranças e de outras ordens operadas.
A utilização dos “cartões de plástico” (Portugal é, num conjunto de 32 países, o quarto maior utilizador de cartões bancários e surge no final da tabela quanto à percentagem de fraudes em proporção das transacções, segundo um relatório do BCE) trouxe grandes benefícios, por exemplo para o comércio, a restauração e hotelaria, etc, e também para os cidadãos/clientes, facilitando as transacções, muitas delas feitas por impulso e que esta poder ser  frustrada, se o comprador não trouxer consigo as notas suficientes para pagar.  Existem ainda outras vantagens, incluindo a segurança, problema gravíssimo na actualidade e que já tem ceifado vidas humanas nos assaltos as lojas (mesmo pequenas), gasolineiras, farmácias, etc,  pois os assaltantes sabem que ali há “dinheiro vivo” para roubar, mas se, por hipótese, todas os pagamentos tivessem sido feitos através do “dinheiro de plástico” (ou cheques, mas a cair no seu uso), os larápios não fariam o assalto, pois saberiam que ali não haveria “dinheiro vivo”. Infelizmente, também os equipamentos (CA) têm sido objecto de destruição violenta e massiva, privando os cidadãos de os utilizarem para muitas outras operações, algumas obrigatórias por esta via. Enfim, todos ganhariam, mas destes benefícios alguém tem que suportar os custos do sistema e, deste modo, há muito que está aberta uma guerra entre os comerciantes e as operadoras dos cartões, sobre quem suporta os custos e quanto,  pelo que muitos empresários já desistiram , em aceitar estes modos de pagamento, pelo que é normal vermos afixado nos estabelecimentos um aviso: “Multibanco fora de serviço”, ou outro semelhante. Há um grande retalhista que fixou mínimos de valor das compras para poderem ser pagas com “dinheiro de plástico”!
Obviamente, esta não é a única razão para as desistências dos comerciantes, pois a utilização deste modo de pagamento expõe parte das vendas/prestação de serviços do agente económico e permite à Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), aceder aos dados e, desse modo, fiscalizar e cruzar a prestação de contas do empresário. Mas, a AT, tendo em vista “...agilizar o cruzamento de informação e reforçar a eficácia do combate à fraude e evasão fiscais”, tem vindo a criar um conjunto de exigências aos comerciantes, por exemplo a Portaria n.º 34-B/2012 determina que “...as instituições de crédito e sociedades financeiras têm a obrigação de fornecer à AT, até ao final do mês de Julho de cada ano, o valor dos fluxos de pagamentos com cartões de crédito e de débito, efectuados por seu intermédio, a agentes económicos...”.  Nessa declaração, não serão mencionados os dados dos Clientes/pagadores, pois “... sem por qualquer forma identificar os titulares dos referidos cartões.”.  O combate á evasão fiscal foi reforçado, em 2013, com a obrigatoriedade de emissão de factura e do envio dum ficheiro informático (SAFT)  à AT de todas as facturas emitidas.
Face às diversas vias de controlo fiscal a que os agentes económicos estão sujeitos, actualmente pela AT, só faria sentido que a discussão se centrasse nos custos debitados pela SIBS/Bancos, pela utilização do sistema, porque, aliada a outras vantagens, as notícias de assaltos, de alguns de milhares de euros em “dinheiro vivo” e com perdas humanas, que a imprensa relata diariamente, deveriam levar os comerciantes a ponderarem os prós e contras (benefícios e inconvenientes) de recusarem ou terem desistido dos TPAs. Quantos anos de utilização da TPA “pagaria” o montante do roubo do estabelecimento, seja ele grande ou pequeno? O título para esta crónica copiei-o do aviso colocado junto à caixa dum café/restaurante que costumo frequentar, isto é, ali está afixado, em letras garrafais: “Por favor, pagar com Multibanco, mesmo qualquer valor”. Surpreendido, ousei perguntar a que se devia aquela originalidade, quando muitos desistiam, obtive, como resposta, que aquela era a via mais segura para a empresa, quer do ponto de vista externo (assaltos), quer interno (entenda-se controlo do pessoal) e que tinham negociado com a SIBS um custo fixo mensal, pelo que agradeciam que os clientes utilizassem este modo de pagamento. Em tom não irónico mas de satisfação, disse-me ainda: “nem que seja uma simples pastilha ilástica”.
Este visível retrocesso na utilização deste modo de pagamento, acaba por prejudicar todas as partes, porque, por vezes, o cidadão cliente/consumidor não anda com a carteira cheia de notas, pelo que pode sofrer o embaraço de ser esse o único meio de pagamento aceite pelo estabelecimento que escolheu, às vezes, sem alternativa. Há dias, preparava-me, com a família, para entrar num restaurante, nos arredores, que frequentava assiduamente, quando me deparei com o aviso :“Não temos multibanco”. Surpreendidos, olhámos-nos e, obviamente, saiu a pergunta a cada um se, juntos, teríamos o suficiente para pagarmos a despesa. Diria, sem lhes desejar mal, que  estes agentes estão mesmo a “pôr-se a jeito” para serem vítimas de assaltos, para além de perderem clientes e, com a sua opção, fazerem regredir a utilização dum meio de pagamento que a todos beneficia. O curioso de tudo isto é que os custos inerentes (alguns invisíveis) ao  movimento do “dinheiro vivo” penaliza ambas as partes, para alem da questão da segurança, pelo que seria desejável que as autoridades fiscais e bancárias (nacionais ou da UE) tornassem obrigatória a aceitação dos pagamentos através dos “cartões de plástico”, pelo menos dos cartões de débito,  desde que a conta bancária afecta ao cartão tenha saldo disponível. Ou o consumidor não tem direitos? Para mim, seria “ouro sobre azul”, porque nunca gostei de andar/pagar com dinheiro e é tão cómodo e seguro pagar com cartões!
Serafim Marques - Economista

NISA: Torneio de Futebol de Iniciados


MONTALVÃO: Festa e Romaria da Senhora dos Remédios













Montalvão esteve em festa nos passados dias 6, 7 e 8 com a tradicional romaria à Senhora dos Remédios, a constituir o ponto alto dos festejos. Muitos montalvanenses espalhados pelo país e além-fronteiras aproveitaram para visitar a terra-mãe, os familiares e amigos, nestas festas onde nunca falta o divertimento, através dos bailes, dos espectáculos musicais e das touradas.
A romaria à Senhora dos Remédios, no domingo, dia 8, e as celebrações religiosas que aí tiveram lugar contaram com grande participação de fiéis e a complementar o programa festivo a Associação “Vamos à Vila” promoveu duas excelentes exposições sobre memórias da freguesia, evocando os combatentes na 1ª Grande Guerra e os refugiados austríacos que foram acolhidos em Montalvão, por alturas da 2ª Guerra Mundial.
Mário Mendes in "Alto Alentejo" - 18/9/2013