31.1.17

OPINIÃO: Construtor de muros

Um homem chora perante as câmaras. Desesperado e sem respostas para o que fazer perante a detenção do irmão, um iraniano que devia chegar a Boston no domingo. Não chegou. Ficou retido no aeroporto de origem. Apenas por uma razão. Nasceu no Irão. É esse o seu único crime. O irmão, desolado, diz que tem nacionalidade americana há 15 anos, é empreiteiro e trabalha no duro. O irmão, garante, nunca cometeu um crime.
Como ele milhares de cidadãos ficaram retidos na fronteira aérea com os Estados Unidos. A ordem de Donald Trump foi executada. Cidadão oriundos do Irão, Iraque, Líbia, Sudão, Somália, Síria e Iemen não entram nos Estados Unidos, o país construído pelos escravos de África e mais tarde por ingleses católicos. E por muitos outros povos. Era isso que fazia os Estados Unidos. Um país multicultural, onde todos, independentemente da raça ou da religião, encontravam um porto de abrigo. Fica vedada a entrada cidadãos oriundos de sete países muçulmanos. Curiosamente, ou talvez não, Arábia Saudidta e Egito ficam de fora. Talvez a geografia dos negócios do império Trump explique.
Foram ingénuos os que achavam excessivo tudo o que Trump prometeu durante a campanha eleitoral. Era-o de facto. Foram ingénuos porque acreditaram que seria impossível ir tão longe e que depois de eleito Donald Trump iria assumir a postura de estadista e moderar a ação. Puro engano. Os que votaram em Trump não têm razões para se sentir defraudados. Prometeu e está cumprir. Para choque do resto do mundo (as assinaturas não param de engrossar a petição a pedir que o convite para visitar o Reino Unido seja retirado) e de metade da América.
Essa América que sai para as ruas e contesta o presidente eleito. Não deixou, aliás, de o fazer desde a tomada de posse. Os americanos recusam ignorar o que se está a construir à sua frente. Medidas que fazem parte da campanha eleitoral, que foram escrutinadas e que conduziram à eleição do magnata, mas que nem por isso deixam de ser arbitrárias e ilegais como prontamente decidiram juízes de diferentes estados americanos.
Até onde poderá ir Donald Trump? Provavelmente até onde o deixarem ir. Hoje o presidente americano revela o homem por si escolhido para presidir ao Supremo Tribunal. Veremos se terá força para fazer vingar a sua escolha. Se conseguir, caminhará sobre uma passadeira vermelha e a outra América viverá dias de chumbo. Porque só a lei pode travar Trump.
Paula Ferreira in “Jornal de Notícias” – 31/1/2017

Sábados com Histórias em Alpalhão e Nisa


CASTELO DE VIDE: Tiago Malato é o cabeça de lista do PS à Câmara Municipal

A Concelhia do Partido Socialista de Castelo de Vide anunciou ontem, dia 30 de Janeiro, em Assembleia de Militantes e Simpatizantes que Tiago Malato será o Candidato à Câmara Municipal de Castelo de Vide nas Eleições Autárquicas 2017!
A decisão foi tomada por unanimidade em reunião da Comissão Política Concelhia.
Tiago Malato, já exerce as funções de Vereador não permanente, tendo sido eleito nas eleições autárquicas de 2013.
“Contrariar a monotonia do poder local de há muito acomodado, contrariar a aparência publicitária que não é sentida no bem-estar da população, contrariar o caciquismo e a forma de gerir e distribuir o bem de todos como pertença de alguns.
Acredito profundamente que com trabalho e determinação, com espírito de verdadeiro serviço público ao serviço de todos, sem excepção, podemos fazer muito melhor!” afirmou o candidato.
Tiago Malato tem 50 anos, é formado em Geografia e Planeamento Regional (UNL) pós graduado em Demografia e Sociologia da População (ISCTE) e Ambiente e Recursos Naturais (ID/ IST). É atualmente professor em Castelo de Vide. Coordenou ações de desenvolvimento de nível municipal, também com a América Latina e PALOP. Ligado ao movimento associativo dirigiu projetos europeus, vocacionados para a inclusão social de populações desfavorecidas, em particular a idosa e juvenil.

Corvos celebram 18 anos em concerto no Olga Cadaval

Os Corvos vão voltar a tocar ao vivo para celebrarem os seus 18 anos de carreira. A actuação está marcada para dia 04 de Fevereiro no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra.
O concerto, anunciado em nota enviada à imprensa, marca o regresso da banda aos palcos em 2017 e vai prestar homenagem a Cláudio Panta Nunes, violoncelista da banda, que morreu no primeiro dia do novo ano.
O espectáculo homenageia o percurso de 18 anos desta carismática banda que interpreta alguns dos êxitos da música moderna e contemporânea portuguesa através de instrumentos clássicos.
Depois de um longo percurso e muitas provas dadas quanto à versatilidade, dinamismo e profissionalismo do grupo, os Corvos viajam no tempo para revisitarem Xutos Pontapés.
A formação da banda data de 1998, mas foi em 1999 que lançaram a sua carreira discográfica com o lançamento do álbum "Corvos Visitam Xutos", com a participação de Kalú, baterista dos Xutos Pontapés, desde então, padrinho da banda.

Os bilhetes já estão à venda e têm preços entre os 10 e os 15 euros.

Almaraz na Ordem de Trabalhos da 1ª sessão camarária de Fevereiro

Já não era sem tempo, como costuma dizer-se. Os problemas (gravíssimos) que têm ocorrido na Central Nuclear de Almaraz, que há muito devia ter fechado, a que se veio juntar a anunciada construção de um armazém para depósito de resíduos nucleares por parte do governo espanhol, sem consulta ao país vizinho e às instituições europeias, é um dos pontos, o último, por sinal, da Ordem de Trabalhos da 1ª reunião de Fevereiro da Câmara de Nisa.
Em ano de eleições autárquicas, faz bem a maioria (relativa) socialista, pronunciar-se sobre esta questão, mesmo que o ponto da agenda tenha sido proposto pela CDU.
Em Lisboa, num município onde o número de eleitos municipais na Assembleia é, substancialmente, maior e diverso, foi possível obter o consenso generalizado de todos os deputados municipais na condenação das intenções espanholas, tanto sobre a construção do aterro nuclear, como sobre o funcionamento da central, situada a 100 quilómetros da fronteira portuguesa. Nisa está muito mais perto de Almaraz do que Lisboa. Temos, aqui, outros problemas, não menos graves e relacionados com as minas de urânio, os escombros a céu aberto e os níveis de radiação, sobre quais não se conhece uma única ideia, palavra ou discurso, dos eleitos socialistas.
Seria bom, mesmo sendo o décimo quarto ponto da Ordem de Trabalhos, que a ocasião pudesse ser aproveitada para todos os eleitos dizerem, de forma clara e inequívoca, o que pensam sobre estes assuntos. Como diz o povo: vale mais prevenir do que remediar! E, nesta matéria, ninguém tem feito algo para tranquilizar as populações que os elegeram.
Mário Mendes

CASTELO DE VIDE: Acção de Reflorestação na Serra de São Paulo

O Gabinete Técnico Florestal da Câmara Municipal de Castelo de Vide, em parceria com a Asociación para la Defensa de la Naturaleza e los Recursos de Extremadura (ADENEX) e a Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA), reconfirmou a realização no próximo sábado, dia 4 de Fevereiro, de mais uma ação de reflorestação em terrenos públicos, na Serra de São Paulo.
Esta iniciativa dá assim continuidade ao que tem vindo a ser feito anualmente por estas entidades desde 2006, no quadro do programa de voluntariado Plantabosques.
Plantados 2 mil sobreiros
A ação do presente ano visa proceder à retancha (substituição de árvores que não vingaram) numa área de 2 hectares, adensamento de povoamentos de 1 hectar e à limpeza de infestantes em redor das plantas instaladas (sacha). Serão utilizadas na plantação perto de 2 000 plantas da espécie Quercus suber (sobreiro), disponibilizadas pela ADENEX.

Estas ações já permitiram a recuperação paisagística de perto de 20 hectares, através da instalação de cerca de 20 000 árvores de diversas espécies autóctones: Carvalho negral (Quercus pyrenaica), Medronheiro (Arbutus unedo), Sobreiro (Quercus suber), Azinheira (Quercus rotundifolia), Carvalho Alvarinho (Quercus robur), Castanheiro (Castanea sativa) e Cerejeira (Prunus avium). 

30.1.17

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

A grande conspiração
Cartoon de Henrique Monteiro in http://henricartoon.blogs.sapo.pt

"Fora d´Horas" actua no sábado no Centro Cultural do Bom Sucesso em Alverca do Ribatejo

Seguindo o lema do CSCBS "promover arte / divulgar cultura" vai o Grupo de Música Tradicional Portuguesa "Sons de Sempre" do CSCBS, realizar no próximo dia 4 de Fevereiro a partir das 16h30m o seu 2º aniversário. Para os acompanhar nesta data, estão convidados o Grupo Fora D´ Horas de Nisa, António Charrinho e Inocêncio Casquinha. Fica prometida uma tarde recheada de muita musica tradicional e popular portuguesa. Fica o convite!

29.1.17

OPINIÃO: ZIF (Zona de Intervenção Florestal) Ribeira de Nisa

Consulta Pública até dia 29 de Janeiro
A gestão equilibrada de uma bacia hidrográfica seja ela de um rio, como o Tejo, ou até de uma linha de água como a Ribeira de Nisa, é de extrema importância para as populações residentes. Gera riqueza, prosperidade, fixa pessoas. Foi assim que surgiram lugares e regiões. Assim aconteceu com o projecto sustentável da construção das mini hídricas da Ribeira de Nisa, cujo mentor foi José Custódio Nunes.
Em 1925 surge a empresa Hidroeléctrica do Alto Alentejo, a Barragem da Póvoa e Meadas inaugura-se em 1928,  em 1932 a Barragem do  Poio, Central da Bruceira em 1934, Central da Velada em 1953 e por fim a Central da Foz em 1939, já quase no rio Tejo.
Em 2009, a Barragem da Póvoa e Meadas retorna ao estado, depois de 75 anos de concessão, sem quaisquer obras de reabilitação e requalificação da estrutura e  do espaço envolvente, conforme o contrato estabelecia.
Por esta altura começa também a exploração do sistema multimunicipal das Águas do Norte Alentejano (AdNA), para consumo humano, fonte principal de abastecimento de oito concelhos do distrito de Portalegre. Por esta altura, não enche, devido ás fissuras e a outros problemas técnicos. Há uns anos, sem que aparentemente tenha sido objecto de algum tipo de intervenção voltou a atingir a cota máxima.
Desde de 2013, que o  Festival Andanças, usufrui do espaço, do que outrora foram instalações diversas, do antigo jardim das hortenses, da casa comunitária com barbecue, e que tinha electricidade gratuita, das mesas para piquenique. Era a Barragem da Povoa e Meadas,  a “nossa praia”.
Perde Nisa, perde o rio Tejo já tão mal tratado. A ribeira chega mesmo a secar durante a primavera/verão junto a foz impedindo a reprodução de peixe como bogas , bastava uma torneira a correr! Já foram á Bruceira e ao Poio durante o Verão, parece um prolongamento da ETAR de Nisa!
Mas eis nova ameaça, ZIF (Zona de Intervenção Florestal) Ribeira de Nisa, em consulta pública até ao dia 29 de Janeiro, norte do concelho de Nisa, cerca 12.500 ha, abrange as freguesias de: União de Freguesias de Espirito Santo, Srª da Graça e S. Simão, Freguesia de S. Matias e Freguesia de Santana, lugar onde foram realizadas as assembleias da constituição da ZIF. Até aqui tudo bem, bom palavreado nos objectivos, sustentabilidade, ordenamento, redução dos incêndios, controle das espécies invasoras, protecção das espécies autóctones, etc. Há nomes duplicados na lista de aderentes. Quando lemos, percebemos nitidamente, nas assinaturas do núcleo fundador, lá estão as chancelas The Navigator Company, Navigator Forest  Portugal SA.
Palavras para quê? Está tudo dito! Despovoamento, Tejo sem peixe, queijo de Nisa vem de Monforte, a Central de Almaraz na iminência de rebentar, vamos mas é tod@s para Lisboa?
Já pedimos aconselhamento junto de alguns deputados da Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação. Encetamos contactos com associações de ambiente, técnicos destas temáticas para que nos ajudem a preparar um plano de acção.
Mas é muito difícil, é preciso o envolvimento das populações, não podemos continuar assistir de bancada ou a criticar que são todos iguais, isto é o que as multinacionais querem, resgatar os nossos recursos, sugarmos até ao tutano.
José Maria Moura - 26/1/2017

OPINIÃO: O homem sociedade

O presidente da República tem, fruto da sua personalidade, das aprendizagens adquiridas, dos seus objetivos e práticas enquanto ator político e comunicador de serviço durante décadas, uma significativa proximidade com as pessoas. Por certo, há dimensões de genuinidade nesta sua característica, outras serão construções de uma pessoa reconhecidamente inteligente e culta, portadora de uma profunda vontade e gosto pelo desempenho político que hoje lhe está cometido.
Por diversas razões, Cavaco Silva havia enegrecido o lugar de presidente. Durante os seus mandatos foi-se distanciando progressivamente das pessoas; no último, passou a defender de forma agressiva uma política de submissão e subjugação do povo e do país.
Marcelo foi obrigado a olhar as mudanças que se operam à escala global de forma mais aberta. Ele aprendeu há muito a importância de ter ou aparentar ter bom senso, de apresentar sempre prós e contras, se necessário utilizando efeitos especiais de intervenções subtis que até podem ter cargas de intriga política. Ele sabe quão importante é a afirmação do plural, mesmo que apenas no plano simbólico, associado à defesa do consenso. Marcelo é portador de um versátil jogo de anca que lhe permite lidar com um ambiente político-partidário adverso, estabelecendo pontes que lhe proporcionam, quantas vezes, captar para si o papel de limador de arestas, ainda que a sua intervenção não tenha ido além de um toque superficial.
O contexto político em que Marcelo Rebelo de Sousa teve de preparar e iniciar o seu mandato, bem como certas "características do povo português" - Aquilino Ribeiro dizia que os portugueses são imbatíveis num primeiro patamar de relacionamento, mas menos talhados para reflexões e compromissos mais profundos - facilitaram-lhe o desempenho da sua magistratura de "tipo novo" exercida com o à vontade, a naturalidade e a normalidade de um ser humano comum. Mas, o exercício de Marcelo é carregado de contactos passageiros aqui e ali com promessas de ir analisar dossiers, de selfies de ocasião, de opiniões pontuais sobre tudo e mais alguma coisa, de uma proliferação de intervenções públicas. O presidente não poderá ser uma espécie de pai de todos, condição que, se viesse a consolidar-se, poderia levar o mais alto magistrado da Nação a imiscuir-se em assuntos que não lhe dizem respeito e que a Constituição da República formalmente não permite, a debilitar a intervenção social e política das organizações e representações a quem, constitucionalmente e por prática democrática, está atribuída essa função, a perder capacidade de intervenção política equilibrada e eficaz em momentos sensíveis.
Face a interesses e objetivos fundamentais que marcam as práticas dos grandes meios da Comunicação Social, muitas vezes o presidente nem precisa de convidar ninguém a Belém. Belém entra pela porta de cada Ministério, de cada organização económica, social ou cultural, entra pela televisão de cada português. Sobre cada tema não é ouvida a posição dos principais atores que têm de o tratar com rigor e responsabilidade, mas sim a opinião passageira do presidente. Ignorar isso, assobiar para o lado fazendo de conta, pode ter custos elevados.
Muito daquilo que é profundamente novo na sociedade portuguesa - uma maioria parlamentar à Esquerda que construiu compromissos para suportar um Governo do PS, que recolocou no Parlamento o centro do debate e da vida política e que procura afirmar uma política de rotura com o endeusamento da austeridade - surge, amiúde, secundarizado face aos efeitos do ativismo presidencial. O azedume de que a Direita não se libertou e as políticas desastrosas que prossegue tornaram proveitosas certas intervenções do presidente. Contudo, estamos aqui apenas no campo do conjuntural.
Um rumo político solidamente democrático, que ponha em marcha as mudanças de que o povo e o país precisam, reclama um presidente que se relacione bem com toda a sociedade mas não a substitua e, acima de tudo, de um programa e ação política sólidos e transformadores. Não estamos hoje perante um presidencialismo de facto, mas é preciso atenção e alertas para que não se corra esse risco.
Manuel Carvalho da Silva in "Jornal de Notícias" - 29/1/2017

Conferência Anti-Nuclear "Fechar Almaraz", em Lisboa


OPINIÃO: Correios

No espaço de uma semana, a estação de Correios onde costumo ir tinha sido transformada num banco assético, dividido em áreas retangulares com painéis alusivos a taxas de juro e livros de autoajuda. Os Correios evoluíram. Ainda entregam e recebem cartas, mas são cada vez mais uma fachada para vender literatura de posto de abastecimento e cartões de crédito. Sabia-se que a privatização de um serviço nuclear para a comunidade acarretava riscos - e traria, também, benefícios em matéria de gestão -, mas a adaptação da empresa à modernidade parece estar a fazê-la desviar-se da sua matriz. Não é aceitável que os vales de pensão de muitos reformados continuem a não ser pagos por falta de dinheiro nos balcões (21% dos pensionistas ainda vão para a fila dos Correios). Verbas que, esclareceu o primeiro-ministro António Costa, continuam a ser transferidas a tempo e horas pela Segurança Social. Por isso, das duas uma: ou os CTT estão a reter as pensões para usos financeiros criativos, ou estão tão entusiasmados com a ideia de emprestar dinheiro a taxas de juro competitivas que nem se apercebem do sarilho em que se pode meter um banco que não devolve dinheiro que é dos clientes. Desta vez, a culpa não é do carteiro.
Pedro Ivo Carvalho in “Jornal de Noticias” – 28/1/2017

ORIENTAÇÃO: Equipa checa estagia no concelho de Nisa

De 27 de Janeiro a 05 de Fevereiro vai estar a estagiar em Nisa uma equipa da Republica Checa - SK Zabovresky Brno, Czech Republic
A equipa escolheu Alpalhão para o seu Quartel General durante 10 dias, durante um dos seus estágios de Inverno.
A equipa celebrou uma parceria com o Grupo Desportivo dos 4 Caminhos para partilha de treinos.
A equipa Checa aproveita as boas condições de Portugal durante o Inverno e o GD4Caminhos irá estagiar na Republica Checa durante o Verão.
Os atletas checos estão alojados na Quinta dos Ribeiros, em Alpalhão, no concelho de Nisa. 

VILA VELHA DE RÓDÃO: Autarquia lança programa inovador de arrendamento

A Câmara de Vila Velha de Ródão acaba de lançar o programa “Habitar em Ródão”, o qual tem como objetivo principal fixar pessoas no concelho garantido o arrendamento de imóveis do Município, a preços mais baixos que os praticados no mercado.
Luís Pereira, presidente da autarquia, considera que esta medida de apoio pretende “fixar novos residentes no concelho, bem como facilitar o acesso da população à habitação e responder de forma adequada aos diversos desafios, graus de autonomia e progressão dos jovens no nosso território”.
A primeira fase para atribuição de moradias teve inicio a 23 de janeiro e prolonga-se até 3 de fevereiro, tendo sido postos a a concurso três apartamentos, com tipologia T2, situados no centro da vila.
O presidente da Câmara recorda  “o crescente nível de empregabilidade que o concelho apresenta”, acrescentando que “a oferta de habitação, para arrendamento ou aquisição, se manifesta insuficiente perante a constante procura por parte de potenciais novos residentes. Nesse sentido, a autarquia entendeu que esta era a melhor forma de ajudar a suprir lacunas num parque habitacional relativamente frágil, recuperando habitações degradadas e devolvendo habitação de qualidade aos munícipes”.
De acordo com o regulamento, podem candidatar-se a este programa “todos os cidadãos, nacionais ou estrangeiros com título de residência válido e permanente em território Português, que pretendam residir no concelho e que não estejam a usufruir de qualquer apoio à habitação” e “todos os cidadãos que já residam no concelho e que pretendam mudar de habitação para melhorar as condições de habitabilidade”.
Contudo, “os candidatos ao arrendamento não podem ser proprietários de casa própria na área do município de Vila Velha de Ródão, desde que a mesma possua condições de habitabilidade. O imóvel arrendado destina-se exclusivamente a habitação permanente do arrendatário e do seu agregado familiar, não podendo subalugar total ou parcialmente ou ceder a qualquer título a habitação arrendada”, explica o regulamento.

As candidaturas podem ser feitas no Gabinete de Ação Social da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão, o qual prestará todos os esclarecimentos necessários. Também na página de Internet está disponível a informação necessária.

28.1.17

S. SIMÃO (Nisa) :Poetas populares da freguesia (1)

Maria do Rosário Tremoceiro nasceu a 28 de Agosto de 1934 no Monte Cimeiro, aldeia já desabitada da freguesia de São Simão, concelho de Nisa.
Toda a sua adolescência e juventude foram passadas no Monte Cimeiro.
Aos 23 anos casou e passou a acompanhar o marido nas suas andanças de ferroviário, por todo este país.
Não frequentou a escola primária na altura própria, pois nesses tempos era frequente as raparigas ficarem a tomar conta dos irmãos mais novos.
Só depois dos sessenta anos é que fez exame da 4ª classe.
Cidadã activa, inteligente e perspicaz é dotada de uma veia poética natura, guardando na memória as quadras que compõe. Eis alguns dos seus versos:
Nasci no Monte Cimeiro
Que fica na encosta da serra
É uma aldeia pequenina
Que pertence ao Pé da Serra

A aldeia já acabou
Já lá não mora ninguém
Quando por lá passo
Sinto-me lá muito bem.
Tenho boas recordações
Do meu tempo de infância
Os serões em família
E as brincadeiras de criança.

Os meus irmãos jogavam à bola
E a minha mãe cozia o pão
Eu ia buscar água à fonte
Com o cantarinho na mão.

Quando era criança
Não escola não pude andar
Cuidava dos meus irmãos
Para a minha mãe trabalhar.

Mas, às vezes sinto-me triste
Por me lembrar do passado
Vejo as casas sem porta
E outras já não têm telhado

Na casa onde eu nasci
Essa ainda está de pé
Tem porta e tem telhado
E também tem chaminé.

Governo prorroga a suspensão do Plano de Ordenamento da Albufeira de Castelo de Bode para viabilizar empreendimento turístico

A Albufeira de Castelo do Bode é uma reserva estratégica de água que abastece quase três milhões de portugueses, desde Vila de Rei, até Lisboa.
Esta decisão de manter a suspensão do Plano de Ordenamento da Albufeira de Castelo de Bode (POACB) abrange uma área turística do concelho de Vila de Rei, situada entre as localidades de Cabecinha e Macieira, assim como uma área localizada numa encosta classificada como “Zona de Proteção e Valorização Ambiental”, até recentemente integrada na Reserva Ecológica Nacional.
O Conselho de Ministros aprovou no passado dia 22 de dezembro, com efeitos retroativos a 20 de dezembro de 2016, a prorrogação da suspensão do Plano de Ordenamento da Albufeira de Castelo de Bode (POACB), através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 23/2017, publicada no Diário da República no dia 24 de janeiro, para favorecer a construção de um novo empreendimento turístico.
O Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia avançou com o grave precedente ao prorrogar a suspensão de um plano especial de ordenamento do território para favorecer um promotor privado, contra o interesse público da salvaguarda da Albufeira de Castelo do Bode e sua envolvente.
 Esta resolução surge na sequência do arrastar de um processo pendente no Município de Vila de Rei e na Agência Portuguesa do Ambiente, para viabilizar o projeto turístico de Hotel Rural denominado Herdade Foz da Represa.
Alteração da Reserva Ecológica Nacional à medida do projeto turístico é inaceitável
O Governo para ajudar o promotor do projeto turístico da Herdade da Foz Represa, alterou a delimitação da REN - Reserva Ecológica Nacional à medida do interesse privado, o que se constata no Aviso n.º 12243/2016, publicado no Diário da República de 7 de Outubro de 2016. Esta decisão é inaceitável e contraria a defesa do interesse público ao remover localmente as condicionantes de ordenamento do território para salvaguarda da qualidade da água da Albufeira de Castelo do Bode. Os efluentes do Hotel Rural serão encaminhados para uma fossa estanque e como se não existissem potenciais problemas a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Rural do Centro deu o seu aval.
Um dos problemas da Albufeira de Castelo do Bode é a pressão urbanística adjacente, com risco para a qualidade da água na Albufeira, pelo que o plano de ordenamento deveria conter o avanço de novas construções e atividades potencialmente impactantes.
A Quercus considera que a bacia desta albufeira deve ser preservada sem promoção imobiliária como garantia de manutenção da qualidade da água no futuro. Estas exceções e precedentes podem dar origem a futuros projetos imobiliários indesejáveis nesta importante reserva de água.
A Quercus espera que o Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia salvaguarde o interesse público da conservação dos recursos naturais adjacentes à Albufeira de Castelo do Bode, revogando esta resolução.
Lisboa, 25 de Janeiro de 2017
A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza

49 Dadores de sangue em Castelo de Vide





Depois de uma colheita com números significativos em Avis, eis que a última iniciativa da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP – mostrou-se, também ela, bastante participada. Este é mais um sinal de que os note alentejanos ficaram sensíveis aos apelos, para a dádiva de sangue ,lançados ultimamente pelos serviços ligados às transfusões.
No Centro de Saúde de Castelo de Vide marcaram presença 49 voluntários, entre eles 23 do sexo feminino.
Os testes clínicos mostraram que nem todos poderiam colaborar (e uma jovem era estreante), mas sempre foram 42 as unidades de sangue obtidas.
Seis jovens, metade de cada sexo, deram sangue pela primeira vez na vida. E cinco, foram as inscrições no Registo Nacional de Dadores Voluntários de Células de Medula Óssea.
Trataram-se, pois, de valores – todos eles – muito significativos, e incentivadores, para quantos abarcam a causa da doação de sangue.
Num restaurante local decorreu o almoço convívio, apoiado pela Câmara Municipal de Castelo de Vide.
Fevereiro
A ADBSP, em fevereiro, vai marcar presença em brigadas a realizar em: Montargil, no Centro de Saúde, dia 11, numa parceria com os Motard's de Montargil; Na localidade de São Salvador da Aramenha, no salão da Junta de Freguesia, sábado 18; Na vila de Fronteira, no Centro de Saúde, a 25.
Mais uma vez fica o convite para que a nossa região continue a engrandecer a dádiva de sangue. Colabore!
JR

27.1.17

A um mês da XXII edição do Portugal O' Meeting, foi batido o Record e Países presentes na competição

34 Países passou a contituir um novo record de participação a um mês da competição do maior evento da Orientação Mundial no período do Carnaval.
Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Brasil, Bulgária, Canadá, Colômbia, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grã-Bretanha, Hungria, Irlanda, Itália, Japão, Letónia, Lituânia, Noruega, Polónia, Portugal, Republica Checa, Rússia, Suíça, Suécia, Taiwan, Turquia, Ucrânia e USA
Simone Niggli é a mais recente estrela da Orientação Mundial a entrar para o Portugal O Meeting '2017. Tendo alcançado 23 títulos mundiais, 10 títulos europeus e 9 Taças do Mundo, é unanimemente considerada a melhor orientista de todos os tempos e uma verdadeira embaixadora da Desporto da floresta. Escolher Portugal no Inverno, Simone Niggli está de volta ao POM para recordar "os bons velhos tempos" e, estamos certos, espalhar a sua classe pelos terrenos de Alter do Chão, Crato e Portalegre. Recorde-se que Simone Niggli venceu a competição por seis vezes, primeiramente em 2002 e, mais recentemente, por cinco vezes consecutivas, nas edições de 2010 a 2014. Neste momento, o número de inscrições está nos 1116 de 34 Países. Além de Simone Niggli, a sueca Helena Jansson é uma forte presença na Elite Feminina. No lado masculino, Gustav Bergman e Albin Ridefelt (Suécia), Lucas Basset e Thierry Gueorgiou (França), Baptiste Rollier (Suíça) e Milos Nykodym (República Checa) são os maiores nomes até agora.
Mais informações em www.pom.pt
Foto de Simone Niggli da autoria de Susana Luzir

Gavião de Ródão recebe novo estacionamento

A Câmara de Vila Velha de Ródão vai construir um novo parque de estacionamento na povoação de Gavião de Ródão, com capacidade para oito viaturas, num investimento de cerca de 80 mil euros.
O novo espaço fica situado na Rua Dr. José Moura da Cruz, o arruamento principal da localidade que integra o antigo traçado da Estrada Nacional 241, que tem um fluxo de trânsito intenso, quer pelos seus acessos à povoação, quer, principalmente, pelo acesso a Vila Velha de Ródão, a partir da E.N.3/IP2 e da A23.
Com esta intervenção a Câmara Municipal, presidida por Luís Pereira, pretende, criar um espaço de estacionamento que evite a paragem de veículos nas bermas da referida via (o que dificulta os acessos a portas e garagens bem como o cruzamento de veículos), permitindo a melhor circulação, em segurança, de veículos e peões.
A obra deverá ficar concluída cerca de três meses após o seu início e constitui um desejo da população apresentado ao município.

Para a concretização desta obra, o Município de Vila Velha de Ródão chegou a acordo com o proprietário do terreno, o que permitiu a sua cedência. 

Verdes promovem Jornadas Parlamentares em Castelo Branco e Portalegre

Riscos da central nuclear de Almaraz em destaque
 O Grupo Parlamentar Os Verdes dedica as suas Jornadas Parlamentares, da presente sessão legislativa, ao tema da ameaça e riscos decorrentes da Central Nuclear de Almaraz.
Ouvir e debater os riscos que a Central Nuclear de Almaraz representa para Portugal, nomeadamente para as populações e para os territórios localizados na raia e na zona ribeirinha do Tejo, e a forma como estamos preparados para enfrentar esta ameaça, é o objetivo das Jornadas Parlamentares.
Programa das Jornadas Parlamentares:
30 de Janeiro  - Castelo Branco
11.00H – Reunião com Administração da Unidade Local de Saúde de Castelo Branco ( Av. Pedro Alvares Cabral)
12.30H – Conferência de Imprensa junto ao Mercado de Castelo Branco (Avenida 1º de Maio, 1º andar)
14.30H – Reunião e visita às Instalações do Comando Distrital de Operações de Socorro - (CDOS, Praça Nercab)
16.00H – Reunião com os Bombeiros Voluntários de Castelo Branco
17.00H – Contacto com Unidade Hoteleira Vila Portuguesa – Casa de Campo (Rua das Pesqueiras, Nº25, Vila Velha de Ródão)
17.30H – Viagem de Barco entre Vila Velha de Ródão e Barragem do Fratel
18.30H – Distrito de Portalegre - Conversa com pescadores do Rio Tejo na sede da Junta de Freguesia de Santana (Aldeia do Arneiro, Nisa)
31 de Janeiro - Portalegre
09.00H – Reunião com a Direção do Agrupamento de Escolas de Nisa e debate com alunos.
11.00H – Visita ao Centro de Formação da Guarda Nacional Republicana de Portalegre ( Avenida George Robinson, 1)
14.00H – Audição Pública Descentralizada sobre a Central Nuclear de Almaraz, no Auditório da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (Praça da República, nº 23-25)
17.00H – Conferência de Imprensa para apresentação das conclusões das Jornadas Parlamentares (Auditório da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais.
O Grupo Parlamentar Os Verdes

26.1.17

AVIS: Workshop "Desafios na Gestão de Lares"

"Desafios na Gestão de Lares" é o tema do Workshop que vai chegar a Avis, no próximo dia 18 de fevereiro, organizado pela Associação Amigos da Grande Idade – Inovação e Desenvolvimento, com o apoio do Município de Avis.
O Workshop, ministrado pelos Formadores Rui Fontes, Diretor da Casa de Repouso Santa Margarida, e António Ilhicas, Diretor Técnico no Centro Social da Penha de França e Provedor do Estagiário na Ordem dos Psicólogos Portugueses, será composto por dois módulos teórico-práticos: "Transformar o Lar pelo seu Interior" e "Liderança por Gestão Emocional", que irão decorrer, entre as 9h00 e as 18h00, no Auditório do Centro Interpretativo da Ordem de Avis (CIOA).
Os conteúdos desta temática, alinhados com os objetivos da sociedade de proporcionar conforto, bem-estar e felicidade aos seus idosos, através de respostas sociais que garantam uma boa qualidade de vida, incidirão sobre o alargamento da formação dos técnicos para fazer face às necessidades que se observam ao nível da Gestão Organizacional dos Lares de Idosos, dos Recursos Humanos, da Avaliação do Desempenho, do Planeamento e programa de atividades, dos Resultados Financeiros e do Modelo de Oferta, entre outros.
Preparado para diretores técnicos e diretores gerais de Lares, empreendedores, gestores técnicos de Serviço Social, licenciados em Psicologia, Enfermagem, Medicina, Gerontologia, Psico-gerontologia, Terapia Ocupacional, Fisioterapia, Direito e outros interessados a exercer funções em centros públicos e privados, Lares de Idosos, Centros de Dia e Serviços de Apoio Domiciliário, recebe inscrições em http://www.associacaoamigosdagrandeidade.com/inscricao-workshop-desafios-da-gestao-de-lares/, até ao dia 26 de janeiro.

OPINIÃO: Para onde marcham as mulheres contra Trump?

No último sábado, centenas de milhares de pessoas juntaram-se à Marcha das Mulheres em mais de 670 cidades de todo o Mundo. O que uniu esta verdadeira multidão foi a vontade ou, mais do que isso, a necessidade de afirmar que há, nos EUA e em todo o Mundo, uma maioria que não está disposta a aceitar tudo o que Trump é. Uma multidão que se recusa a ser indiferente à normalização do sexismo e do assédio, que rejeita o retrocesso homofóbico e que não aceita a política do racismo e da homofobia.
Esta não foi a primeira vez que um protesto convocado a partir dos movimentos de mulheres se transformou num evento de massas. Um dos mais simbólicos terá sido em 1789, quando milhares de mulheres marcharam sobre Versailles, enfrentaram a guarda real, e obrigaram Luís XVI a abandonar o seu sumptuoso palácio e a regressar, à força, a Paris. Foi o princípio da Revolução Francesa e o princípio do fim da monarquia absolutista.
Esta comparação 1 não tem apenas interesse histórico, mas deve servir para que possamos refletir sobre o mais difícil. E o mais difícil é o dia seguinte. O que virá depois destes protestos? O objetivo não será certamente que Trump ceda às justas reivindicações das massas. Pode ser, sim, despertar consciências, trazer mais gente para a rua. Mas, de novo, a questão se irá colocar: com que objetivo?
Para que estes protestos sejam mais que uma fugaz confluência de vontades e revoltas, como vimos no Occupy Wall Street, o objetivo só pode ser o poder. Para ser poder é preciso que o protesto se transforme em programa alternativo. E que o programa tenha protagonistas.
Bernie Sanders era, antes das eleições, o porta-voz deste programa, que não é apenas por direitos civis e liberdades individuais. Também é por igualdade económica e pela expulsão da Goldman Sachs dos conselhos de ministros, com tudo o que isso significa.
O Partido Democrático norte-americano nunca compreenderá esta evidência. É, aliás, mais provável que volte a retirar o tapete a estes movimentos. Caberá então aos que protestam encontrar o seu caminho de construção política alternativa, e garantir que a Marcha das Mulheres tem um destino concreto.
1 Que foi feita por Micah White no "The Guardian"
Mariana Mortágua in "Jornal de Noticias" - 24/1/2015

25.1.17

Morreu o professor Mário Ruivo, pioneiro da investigação oceanográfica

Faleceu hoje em Lisboa o Professor Mário Ruivo. O seu corpo estará hoje em câmara ardente na Gare Marítima de Alcântara a partir das 16 horas e até às 24 horas.
O funeral sairá amanhã, às 15 horas, da Gare Marítima de Alcântara para o Cemitério dos Prazeres.
Natural de Campo Maior, o professor Mário Ruivo era biólogo formado pela Universidade de Lisboa, e especializou-se em Oceanografia Biológica e Gestão dos Recursos Vivos na Universidade de Paris – Sorbonne.
Considerado um cientista e político pioneiro na defesa dos oceanos e no lançamento das temáticas ambientais em Portugal, Mário Ruivo esteve ainda ligado a movimentos antifascistas, desde a sua juventude até Abril de 1974.
Entre outros cargos foi ministro dos Negócios Estrangeiros em 1974-75, secretário de Estado das Pescas, diretor-geral dos Recursos Aquáticos e Ambiente do Ministério da Agricultura e Pescas (1975-1979) e presidente da Comissão Nacional para o Fundo das Nações Unidas para a Agricultura (1974-1979).
Entre 1995 e 1998 foi coordenador da comissão mundial independente para os oceanos e ainda conselheiro científico da Expo’98.
Mário Ruivo foi presidente da Comissão Oceanográfica Intersectorial do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável e presidente do Comité para a Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO.
Foi agraciado com vários galardões, como a Grã-Cruz da Ordem Nacional de Mérito Científico (Brasil), Grã-Cruz da Ordem de Mérito (Portugal), Grande Oficial da Ordem Militar de Santiago de Espada (Portugal) ou Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique (Portugal).
Universidade do Algarve decreta três dias de luto académico pela morte de Mário Ruivo
O Reitor da Universidade do Algarve, Professor Doutor António Branco, vem, em nome de toda a comunidade académica, manifestar publicamente o mais profundo pesar pelo falecimento do Professor Mário Ruivo e endereçar à família e aos amigos as mais sinceras e sentidas condolências. A Instituição solidariza-se com este momento de tristeza, decretando três dias de luto académico.
Mário Ruivo recebeu, a 14 de dezembro de 2016, o grau de Doutor Honoris Causa pela Universidade do Algarve. Investigador pioneiro na defesa dos oceanos, na cerimónia, em que também se assinalava o 37º aniversário da UAlg, Mário Ruivo brindou os muitos presentes com uma verdadeira evocação ao Mar/ Oceano, reconhecendo que “a Universidade do Algarve tem estado particularmente ativa na reflexão e mobilização da comunidade científica do mar, tem contribuído para uma análise factual da situação e delineado elementos para uma estratégia que responda aos requisitos”.

PORTALEGRE: Exposição "Memórias do Oriente" | Museu Municipal

A exposição "Memórias do Oriente", mostra peças de arte chinesa e japonesa, pertencentes maioritariamente às doações dos Drs. José d'Andrade Sequeira e José Nunes Serigado.
Esta exposição estará patente ao público até 12 de março de 2017.

Organização: Câmara Municipal de Portalegre

IMPRENSA REGIONAL: "Alto Alentejo" - 25/1/2017


OPINIÃO: Medo, não, obrigada

Sem medo. Assim está a população da raia quanto a Almaraz. Ainda bem. É a melhor atitude a ter em relação à central nuclear, situada a poucos quilómetros da fronteira portuguesa. Ela está lá e o medo só serve para infernizar os dias. É sábio o povo. Se algo de mal acontecer, só lhes resta fugir. Não há alternativa. Embora o plano de contingência, elaborado para a eventualidade de um acidente nuclear, diga que o melhor é permanecer dentro de casa.
Almaraz entrou-nos, nos últimos dias, pela casa adentro da forma habitual. Quando o facto está consumado, pouco ou nada há a fazer. O que inviabiliza qualquer tipo de discussão séria sobre o assunto. A história é simples de contar: a central nuclear de Almaraz, situada na província de Cáceres, a escassos 100 quilómetros da fronteira com Portugal, terminou o seu tempo útil de vida. Devia ser desmantelada. Mas, uma vez mais, os interesses económicos se sobrepõem aos restantes: e o Governo espanhol, naturalmente com a anuência das instâncias comunitárias, decidiu prolongar a vida da central por mais uns anos. Ao mesmo tempo foi decidido construir um aterro para os resíduos nucleares. Sem dar cavaco aos vizinhos.
Bem pode o ministro do Ambiente fazer birra, recusar participar em reuniões bilaterais, por não servirem para nada depois da decisão tomada. A realidade impõe-se. A obra está em curso, restava apenas a João Pedro Matos Fernandes apresentar queixa a Bruxelas. Fez bem, porque "quem não se sente não é filho de boa gente". A queixa do ministro português, mesmo se tiver alguma força, dificilmente parará o processo.
Paula Ferreira in “Jornal de Notícias” – 24/1/2017

Madalena Tavares apresenta candidatura à Câmara Municipal de Marvão

Mensagem da candidata no dia em que se celebra a restauração do concelho
" Porque a vida é um permanente desafio, que todos os dias se renova, o Concelho de Marvão fez com que voltássemos a estar JUNTOS!
É no dia 24 de Janeiro, data repleta de simbolismo, em que comemoramos a restauração do nosso concelho, que vos anuncio a minha candidatura à Presidência da Câmara Municipal de Marvão, nas eleições autárquicas deste ano.
Fui sensível aos apelos que me fizeram e à necessidade de mudança.
 E é, também, com enorme entusiasmo que vos prometo trabalhar arduamente, todos os dias, de forma justa e honesta.
Em Marvão MUDAR É PRECISO;
para que toda a população seja tratada de igual forma,
para recuperar a esperança dos jovens,
para garantir o bem-estar dos mais idosos.
Esta é a dinâmica que precisamos para fazer de Marvão uma terra onde se viva melhor.
Para isso,
contem comigo e com todo o meu empenho!
conto convosco!

Porque, Marvão merece!"

24.1.17

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

Animar a malta
Cartoon de Henrique Monteiro in http://henricartoon.blogs.sapo.pt

PORTALEGRE: Cerimónia de transferência de comando na GNR

Realiza-se pelas 11H00 do dia 25 de janeiro do corrente, a cerimónia militar de tomada de posse do novo Comandante do Comando Territorial de Portalegre da GNR, Coronel de Cavalaria Joaquim António Papafina Vivas.
O evento terá lugar no Quartel de Stº Agostinho em Portalegre e será presidido pelo Exmº Tenente-general Luís Francisco Botelho Miguel, Comandante-geral em suplência, da GNR.

Convidam-se os meios de comunicação social interessados a assistir à cerimónia, para o qual deverão fazer a credenciação dos seus representantes, através da apresentação de carteira profissional, junto do acesso do aquartelamento entre as 10H30 e as 10H45, do próprio dia.

23.1.17

SERPA: Apresentação do 13º Festival "Terras sem Sombra"


NISA: Apresentação do livro "Gentes da Gente" - Vol. 2



OPINIÃO: Adeus, Obama

Obama falhou. E o maior falhanço foi não ter, com a ação política, conseguido fazer perdurar no tempo a vontade de mudança espelhada na sua eleição, o primeiro presidente afro-americano da história dos Estados Unidos, o país da segregação racial, dos campos de algodão trabalhados a escravos, do Ku Klux Klan.
Falhou no combate ao aumento dos episódios de violência policial contra a minoria negra. Ao enfrentar os lóbis e a muralha republicana no controlo da venda de armas. Na luta contra as desigualdades sociais, cavadas ainda mais fundo durante os seus mandatos. Na Síria e no eterno conflito israelo-palestiniano. No regresso das pretensões russas aos antigos territórios da ex-União Soviética.
Os americanos não lhe perdoaram esses falhanços. Por muito que o desemprego seja agora residual. E os salários tenham aumentado em todas as classes. Que mais de 20 milhões de pessoas tenham acesso a um seguro de saúde digno. Que tenha estreitado as relações com Cuba. Ou assinado um tratado de não proliferação nuclear com o Irão. A eleição de Donald Trump é o maior símbolo desse falhanço.
Um presidente que proferiu, na tomada de posse, o discurso mais vazio da história da América, repetitivo, sem conteúdo político, nacionalista no que de pior tem o nacionalismo, de uma violência inédita contra o seu antecessor. Sem futuro. E sem democracia.
Dificilmente o exercício de poder terá mais densidade do que as suas palavras e isso diz muito do que espera os Estados Unidos e o Mundo, por muito que as práticas democráticas consolidadas do país façam com que Obama, também num momento inédito, se tenha sobreposto à cerimónia no Capitólio, sossegando os seus apoiantes. Esta é apenas uma pausa, não é sequer um ponto final, é uma vírgula, no trabalho notável que fizeram, disse.
Donald Trump contribuiu, paradoxalmente, para que Obama se despeça da Presidência como exemplo maior da política americana. A começar na família - nada, durante dois mandatos, nem um único escândalo, um telhado de vidro, um segredo obscuro, um reparo a fazer. E a acabar nele próprio, que sai com palavras fundas de apelo aos americanos para que não deem a democracia como um bem adquirido.
Voltou a fazê-lo ontem e a colocar-se no lugar de consciência da América. Mas os tempos que aí vêm não se pontuam com vírgulas ou pontos finais. São tempos de incerteza e de dúvidas.
Obama vai-nos fazer falta.
Domingos de Andrade in "Jornal de Notícias" - 21/1/2017

21.1.17

NIZA no Archivo Historico de Portugal






É uma publicação de 1890, o número 90 do Archivo Historico de Portugal - Narrativa da fundação e das cidades e villas do Reino, seus brazões d´armas, etc., na qual Nisa consta, a partir da página 195. 
A descrição de Nisa ou a narrativa da sua fundação, nada acrescenta ao que se conhece e publicado quer na Memória Histórica do Dr. Motta e Moura, - de onde, parece ter sido extraída a prosa - quer na Monografia da Notável Vila de Nisa, do Prof. José Francisco Figueiredo.
Curiosa é a apresentação do Brasão de Armas, ainda sem os elementos decorativos, estilizados, da Monarquia, mas mantendo a coerência dos elementos históricos que caracterizaram, até 1986 - data da sua alteração, por imposição legal - o brasão municipal de Nisa.
Sobre esta questão, contamos apresentar noutra mensagem um trabalho mais desenvolvido e que ajude a perceber a "evolução" do símbolo maior da vila e concelho de Nisa.