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4.10.26

SARDOAL: 𝗖𝗲𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗖𝘂𝗹𝘁𝘂𝗿𝗮𝗹 𝗚𝗶𝗹 𝗩𝗶𝗰𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗿𝗲𝗰𝗲𝗯𝗲 𝗲𝘀𝗽𝗲𝘁𝗮́𝗰𝘂𝗹𝗼 𝗱𝗲 𝗵𝗼𝗺𝗲𝗻𝗮𝗴𝗲𝗺 𝗮 𝗟𝘂𝗶́𝘀 𝗱𝗲 𝗙𝗿𝗲𝗶𝘁𝗮𝘀 𝗕𝗿𝗮𝗻𝗰𝗼


O Centro Cultural Gil Vicente (CCGV) recebe, no dia 10 de outubro, às 21h30m, o espetáculo “Celebratorium”, com a Camerata de Estudantes do Instituto Superior Técnico, composta por 30 músicos.

No ano em que se assinala o 136.º aniversário de Luís de Freitas Branco, “Celebratorium” presta homenagem a um dos mais importantes compositores portugueses do século XX, numa experiência que alia a excelência da interpretação musical à partilha de conhecimento.

Interpretado pela Camerata de Estudantes do Instituto Superior Técnico e comentado por Sara Maia, este concerto convida o público a descobrir a vida, a obra e o legado de Luís de Freitas Branco, figura incontornável da modernização da música portuguesa. Integrado num ciclo de concertos comentados dedicado aos grandes nomes da música nacional, o espetáculo procura aproximar a música erudita de todos os públicos, revelando o contexto, as histórias e as emoções que dão vida às obras interpretadas.

O espetáculo conta com produção da EncorArte e com o financiamento da Direção-Geral das Artes através do Apoio à Programação da RTCP.

Os bilhetes (2,50€) podem ser adquiridos na bilheteira do CCGV ou online em https://www.ticketline.pt/.../sessao/128212_4022_1791664200

5.7.26

ANTÓNIO MONTALVO: Um Amigo que partiu


Nascemos no mesmo ano (1951), eu em Nisa e ele em Vila Nova da Barquinha. Veio para a vila “bordada de encantos” ainda criança quando o pai foi nomeado chefe de secretaria da Câmara Municipal. Encontrei-o na escola do Rossio, na 4ª classe, dirigida pelo professor António da Piedade Pires, meu primo.

Depois disso, tomámos rumos diferentes. O Montalvo continuou os estudos, primeiro os preparatórios, em Nisa e depois os secundários que o levaram para outras paragens, onde estudou até ao 7º ano. Frequentou a Faculdade de Direito e formou-se em Advocacia, herdando do pai o gosto, a paixão, pelo Direito Administrativo, mormente o que tratava da Administração Pública, em particular as Autarquias Locais. Inteligente e apaixonado pelos estudos e pelo trabalho, tornou-se um dos grandes especialistas nesta variante do Direito, ao ponto de ser convidado, por diversas vezes, como observador da UE em eleições para o Poder Local em distintos países europeus. De uma dessas viagens, tenho guardado um postal que me enviou da Lituânia.

Ausente de Nisa durante muitos anos, nunca esqueceu a terra onde crescera e iniciara os estudos, os amigos de infância, as brincadeiras, os lugares da memória, a história e as tradições, milhentos episódios que descreveu no livro  “Retratos de Nisa com Gente da Terra”.

Morreu hoje, dia 4 de Julho, 22 anos após a entrevista que lhe fiz para o “Jornal de Nisa” e que constitui um repositório histórico da evolução do Poder Local em Portugal após o 25 de Abril.

Partiu do nosso convívio o António Montalvo, um amigo que, mesmo longe, nunca deixou de o ser e me ajudou em diversas circunstâncias.

O seu falecimento deixa uma grande tristeza e saudade, pelo Homem que foi e pelo que tentou fazer por uma vila e concelho que não era o seu, de origem.

Presto-lhe, aqui, a minha homenagem singela e de gratidão, e expresso a todos os familiares, principalmente às suas filhas, as minhas sinceras condolências.

Nos próximos dias, continuaremos a lembrar o labor e a dedicação do Dr. António Montalvo, às pessoas e à terra que foi a sua por eleição.

Mário Mendes

 NOTA: O velório será hoje (05.07) a partir das 16h na Igreja de N. Sra. Fátima (junto à Gulbenkian) e na 2ª feira (06.07) pelas 10h celebração de missa, e depois saída pelas 10:45m para cremação no cemitério de Carnide.

 

18.5.26

PORTALEGRE; Exposição de Homenagem a Leite Rio


Exposição de Homenagem a Luís Leite Rio: "Vi(Ver)", na Galeria de São Sebastião, patente ao público de 23 de maio a 20 de agosto.

🎨Inauguração dia 23 de maio, às 12h00.

🖌Horário: 2ª feira a sábado, das 09h30 às 13h00 & 14h30 às 18h00

8.3.26

8 DE MARÇO - Dia Internacional da Mulher


Calçada de Carriche

Luísa sobe,

sobe a calçada,

sobe e não pode

que vai cansada.

Sobe, Luísa,

Luísa, sobe,

sobe que sobe

sobe a calçada.

 

Saiu de casa

de madrugada;

regressa a casa

é já noite fechada.

Na mão grosseira,

de pele queimada,

leva a lancheira

desengonçada.

Anda, Luísa,

Luísa, sobe,

sobe que sobe,

sobe a calçada.

 

Luísa é nova,

desenxovalhada,

tem perna gorda,

bem torneada.

Ferve-lhe o sangue

de afogueada;

saltam-lhe os peitos

na caminhada.

Anda, Luísa.

Luísa, sobe,

sobe que sobe,

sobe a calçada.

 

Passam magalas,

rapaziada,

palpam-lhe as coxas,

não dá por nada.

Anda, Luísa,

Luísa, sobe,

sobe que sobe,

sobe a calçada.

 

Chegou a casa

não disse nada.

Pegou na filha,

deu-lhe a mamada;

bebeu da sopa

numa golada;

lavou a loiça,

varreu a escada;

deu jeito à casa

desarranjada;

coseu a roupa

já remendada;

despiu-se à pressa,

desinteressada;

caiu na cama

de uma assentada;

chegou o homem,

viu-a deitada;

serviu-se dela,

não deu por nada.

Anda, Luísa.

Luísa, sobe,

sobe que sobe,

sobe a calçada.


 Na manhã débil,

sem alvorada,

salta da cama,

desembestada;

puxa da filha,

dá-lhe a mamada;

veste-se à pressa,

desengonçada;

anda, ciranda,

desaustinada;

range o soalho

a cada passada;

salta para a rua,

corre açodada,

galga o passeio,

desce a calçada,

desce a calçada,

chega à oficina

à hora marcada,

puxa que puxa,

larga que larga,

puxa que puxa,

larga que larga,

puxa que puxa,

larga que larga,

puxa que puxa,

larga que larga;

toca a sineta

na hora aprazada,

corre à cantina,

volta à toada,

puxa que puxa,

larga que larga,

puxa que puxa,

larga que larga,

puxa que puxa,

larga que larga.

Regressa a casa

é já noite fechada.

Luísa arqueja

pela calçada.

Anda, Luísa,

Luísa, sobe,

sobe que sobe,

sobe a calçada,

sobe que sobe,

sobe a calçada,

sobe que sobe,

sobe a calçada.

Anda, Luísa,

Luísa, sobe,

sobe que sobe,

sobe a calçada. 

António Gedeão, in 'Teatro do Mundo'


24.10.25

PORTALEGRE: Conferência de homenagem a Niels Fischer


Conferência "Da Literatura ao Cinema: Metamorfose e Identidade em Hans Christian Andersen", com os professores oradores Teresa Mendes e Luís Miguel Cardoso, no âmbito da homenagem a Niels Fischer, filantropo dinamarquês.

Dia 28 de outubro, às 11h00, na Biblioteca Municipal de Portalegre

18.9.25

NISA: Nisa e Benfica promove Homenagem a António Louro


HOMENAGEM A ANTIGAS GLÓRIAS ⚪

No próximo sábado, 20 de setembro, antes do jogo de apresentação dos nossos seniores, o Sport Nisa e Benfica presta homenagem a uma das maiores referências da sua história: António da Graça Polido Louro 🙌

Um atleta que começou a brilhar com a nossa camisola e que se destacou ao mais alto nível do futebol português, chegando a jogar várias épocas na Primeira Divisão ao serviço de clubes como o Lusitano de Évora e o Grupo Desportivo da CUF.

👉 O único jogador formado e estreado no escalão sénior do Sport Nisa e Benfica que chegou ao principal patamar do futebol nacional.

Um exemplo de talento, dedicação e orgulho nisense, que merece ser recordado e celebrado por todos nós! 

26.7.25

DULCE PONTES: Uma estrela que nos alumia e a quem damos pouco (ou nenhum) valor…


É, desde há décadas, nome maior da música ligeira nacional e, porque não dizê-lo, mundial. Mais conhecida na Europa e, particularmente, na Galiza, onde o galaico-português é reconhecido e estimado, Dulce Pontes tem levado, através da música, o nome de Portugal aos quatro (ou cinco) cantos do mundo. Gosto dela, ouça-a todas as semanas, tal como a Filipa Pais, o Zeca, o Fausto e tantos outros, nomes incontornáveis da boa música que se fazia (e faz) em Portugal. 

Por isso e muito mais que a mente não alcança, não podia ficar indiferente a este belo texto de Pedro Chagas Freitas, que reproduzo com a devida vénia. 

Quando perdermos a razão, o respeito e o dever de amarmos aqueles/as que se nos deram, como uma paixão de vida, perdemos o nosso lugar no mundo e neste recanto que ela (Dulce Pontes) e outros, trataram de forma tão solidária e sublime. Obrigado, Pedro Chagas Ferreira.

********

“Temos de tratar melhor quem nos dá beleza. A Dulce Pontes devia ser celebrada. Não é. Não é “comercial”, não faz colaborações com os DJs do momento, não aparece nos programas certos, não serve para vender ténis, nem apps, nem slogans vazios sobre "ser autêntico". A Dulce é autêntica. Isso não se vende; isso é uma dádiva. Nós não estamos habituados a lidar com dádivas — só com transações. Não é ela que está fora do tempo; somos nós que estamos fora de tudo. A Dulce não cabe em moldes de plástico. É o fundo do poço e o céu aberto ao mesmo tempo.

Portugal não sabe cuidar dos seus maiores tesouros. A Dulce devia ser património emocional. Em vez disso, é invisível para tantos, tantos. Não pode ser assim. Nela, está tudo: a alma de um país, a verticalidade de uma mulher que não encaixa, que não suaviza, que não cede. Há que ter coragem para ser assim: para não se render à leveza vazia do tempo.

Procurem-na. Ouçam-na. Vão atrás. Mostrem-lhe que estamos aqui. Deixem-na sentir-vos, sentir-nos.  Mostrem-lhe que ainda há quem a ouça com o coração desarmado. Ela é profundamente humana. O que é humano precisa de ser amado para não morrer à fome.”

• Pedro Chagas Freitas


17.7.25

ALPALHÃO: Homenagem às Irmãs Teresianas


O adeus não tem de ser necessariamente motivo de lamentação, mas de celebração por tudo quanto foi vivido em conjunto.

É isso que queremos fazer no dia 26 de julho, homenageando e agradecendo às Irmãs Teresianas todo o bem que fizeram na nossa comunidade.

Que ninguém fique de fora! Todos juntos, seremos poucos para o OBRIGADO merecido!

 

13.4.25

Homenagem a Adriano Correia de Oliveira

Na passagem dos 83 anos do seu nascimento, o Centro Adriano em Avintes promove em Abril, em parceria com outras instituições, um conjunto de iniciativas em homenagem a Adriano Correia de Oliveira.

Desse conjunto de iniciativas, destacamos a inauguração oficial do Espaço Adriano em Avintes (Rua 5 de Outubro, junto à Casa da Cultura), este sábado, dia 12, cerca das 14h30. No dia 23 de Abril, será inaugurada a exposição «Adriano 80-Vida e Obra», em Marinhas-Esposende, às 11h, na Escola António Rodrigues Sampaio. A mesma exposição será inaugurada no dia 29, em Esposende, na Escola Henrique Medina.

Estas iniciativas estendem-se ao País vizinho, no contexto das comemorações do 25 de Abril e dos 80 anos de Adriano. Assim, a 24 de Abril, em Vigo, nas instalações do Camões-Centro Cultural Português, realizar-se-á um debate e momento musical, às 19h, com a participação de Rui Pereira (jornalista),  António Mendanha (artista plástico), Sérgio Castro (Trabalhadores do Comércio) e Miro Couto (músico), enquanto no dia 28, em Santiago de Compostela, na Faculdade de Filologia, haverá também um debate e momento musical com Silvestre Lacerda (ex-director do Arquivo Nacional da Torre do Tombo), Manuel Rocha e Miguel Calhaz.

·        AbrilAbril - 11 de Abril de 2025

10.6.24

IDANHA-A-NOVA: Mural de Rosário Bello homenageia Filarmónica Idanhense

"Foi hoje inaugurado o mural de homenagem à Filarmónica Idanhense e aos seus músicos, perante várias dezenas de Idanhenses que se juntaram à homenagem!
O mural, instalado no Largo do Matadouro, mesmo em frente à sede da Filarmónica, foi uma obra de Rosário Bello, encomendada pelo Idanhense, e músico, João Fazendas [proprietário do muro], que desta forma quis homenagear a Filarmónica e os músicos que por aqui passaram, desde a fundação, até aos dias de hoje!
No painel em azulejo [2.55x1.35m] está refletida uma imagem da Filarmónica Idanhense, datada de 25 de abril de 1977, altura em que a Filarmónica se reorganizou pela 3.ª vez, mantendo-se sem interrupções até aos dias de hoje!
Na homenagem, além de inúmeros Idanhenses, participaram os músicos que constam na fotografia e os familires dos músicos, que constando na fotografia, já não estão entre nós, aproveitando a Direção da Filarmónica para agradecer a todos o empenho que tiveram na reorganização de 1976-77, permitindo que a Filarmónica continue viva nos dias de hoje!
A Direção agradece o gesto a João Fazendas, demonstrativo do seu amor à Filarmónica Idanhense, assim como a todos os que participaram neste momento, simples, mas bonito e muito, muito sentido!
OBRIGADO…!"
* Retirado da página de facebook da Filarmónica Idanhense


17.4.24

20 de abril em Lisboa: Homenagem a Salgueiro Maia

Junto cartaz da Homenagem a Salgueiro Maia, a ter lugar a 20 de abril em Lisboa. Trata-se de uma organização do Grupo de Amigos Castelo de Vide.
A visita guiada ao museu da GNR será dirigida pelo seu diretor.
Pelas 12h30 os participantes rumarão ao Museu Arqueológico do Carmo onde se encontra a Exposição: “Chiado, Carmo, Paris: Pelos Caminhos de Salgueiro Maia”. Marcará presença o diretor do museu, o Dr. José Arnaud.
E não faltará a entoação de Grândola, com o mote do António Busca.
Presentes estarão familiares do homenageado, nomeadamente Natércia Maia, a neta, bem como o Presidente da Associação Salgueiro Maia, o Tenente Coronel S. Maia.
Mais informações contactar: grupoamigos.castelodevide@gmail.com

19.2.24

IN MEMORIAN: Praça na Damaia evoca nisense João Caixado

O nome do nisense João José Dinis Caixado, falecido a 2 de Outubro de 2020, foi atribuído a uma artéria da Damaia, localidade onde residia e à qual dedicou muito do seu saber como fundador e dirigente do Casal Popular da Damaia - Associação Solidariedade Social Vencer, reconhecida oficialmente como de utilidade pública, sem fins lucrativos, e que desenvolve uma actividade social, dirigida ao apoio às crianças e idosos.
Nascido em Nisa em 1954 e economista de formação, forjou a sua experiência e consolidou o seu prestígio, inquebrável, na defesa dos trabalhadores, em duras e persistentes negociações pela melhoria dos Contratos Colectivos de Trabalho e outros instrumentos reivindicativos, tanto em representação do Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas, como de outras entidades sindicais, em especial as dos ferroviários, representações a que deu sempre o melhor de si e a que juntava um rigoroso estudo dos assuntos em discussão, base fundamental para o êxito das missões em que se envolvia

Em representação do Casal Popular da Damaia desempenhou a função de tesoureiro na
União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social de Lisboa (UDIPSS), durante o quadriénio 2016-2019.
Em 7 de Outubro de 2020, a Câmara Municipal da Amadora aprovou um voto de pesar pelo seu falecimento, no qual enaltecia o percurso deste filho de Nisa, pautado pelo “ humanismo, solidariedade e dedicação às causas comuns.”
Evocando a personalidade de João José Dinis Caixado e o seu contributo para o desenvolvimento do concelho da Amadora, principalmente na vertente social, a Comissão Municipal de Toponímia decidiu em 8 de Setembro de 2022 a atribuição do seu nome a uma Praça da Damaia.
Uma distinção e reconhecimento que o Dr. João José Dinis Caixado fez por merecer em vida, dedicando-se de corpo e alma às causas sociais na terra que o acolheu e na qual viveu a maior parte da sua existência.

13.11.23

NISA MEMÓRIA VIVA: Engº Custódio Nunes, homenageado nos 50 anos da sua morte (2011

O homem, a vida e a obra do Engº José Custódio Nunes (1887 – 1961) foram o pretexto para uma sessão pública de homenagem, a título póstumo, realizada no passado sábado (11/11/2011) na Biblioteca Municipal de Nisa e promovida pela Associação Nisa Viva com o apoio da Câmara Municipal de Nisa, Juntas de Freguesia de Nossa Senhora da Graça e Espírito Santo (Nisa), Póvoa e Meadas (Castelo de Vide) e da Fundação EDP.
Simultaneamente foi inaugurada uma exposição sobre alguns dos principais projectos levados a cabo pelo ilustre cidadão e técnico português, nascido em Póvoa e Meadas e um dos principais precursores da produção de energia eléctrica e da electrificação do país, na qualidade de fundador e responsável técnico da empresa Hidro Eléctrica do Alto Alentejo (HEAA), em meados dos anos vinte do século passado.
No auditório da Biblioteca Municipal, lotado, podiam ver-se antigos trabalhadores da HEAA e da EDP empresa em que a primeira se integrou após a nacionalização do sector eléctrico português, autarcas de Nisa e de Castelo de Vide, familiares e amigos do homenageado.
Na mesa da sessão António Montalvo, presidente da Nisa Viva, Sara Silva, ex-conservadora do Museu da Electricidade e José Joaquim Carmona, historiador.
Todos evidenciaram a vida e a obra do engº José Custódio Nunes, o primeiro destacando o seu pioneirismo e a sua ligação à terra e à região, a preocupação com o desenvolvimento dos seus conterrâneos e o sonho de transformar a Ribeira de Nisa num projecto inovador e de fonte de riqueza nos aproveitamentos hídricos para a produção de energia eléctrica. António Montalvo, propôs que fosse dado o nome do Engº José Custódio Nunes a uma rua de Nisa, tendo em conta todo o esforço e trabalho no engrandecimento dos concelhos de Castelo de Vide e de Nisa, assim como do Norte Alentejano.
Sara Silva, baseou a sua intervenção, na leitura de inúmeras actas da empresa Hidro Eléctrica do Alto Alentejo, nos seus primórdios e das quais, disse, ressalta a importância das intervenções de José Custódio Nunes, a sua visão estratégica, muito avançada no tempo, dando como exemplos, os projectos que apresentou na década de 30 e que não foram considerados pelo Governo, para o aproveitamento hidro-eléctrico do Fratel e do Alvito, o primeiro implementado a partir dos finais dos anos 60 e o segundo actualmente em projecto de execução.
As preocupações de carácter social por parte do Engº Custódio Nunes, informou Sara Silva, eram também uma constante das actas, muito anos antes de haver por parte das empresas essa noção de responsabilidade social.
José Joaquim Carmona falou da importância da criação da HEAA nos anos vinte e da sua contribuição para o desenvolvimento do concelho e região, não apenas na construção de equipamentos, infra-estruturas, vias de comunicação, na fase inicial, como também na de construção de transporte e de distribuição de energia eléctrica, possibilitando trabalho a muitas centenas de pessoas numa época de crise económica e social bastante grave.
O orador destacou também o papel cívico de José Custódio Nunes, um dos fundadores e dinamizadores da Casa do Alentejo e do espírito regionalista, que se tornou numa estrutura de apoio, de convívio e lazer, para tantos alentejanos chegados à capital.
A voz de um antigo trabalhador da HEAA, João Carrilho da Graça, fez-se ouvir, comovida e sentidamente, para realçar a justeza da homenagem e lembrar o importante legado patrimonial do Engº José Custódio Nunes, não apenas nas obras que projectou e ergueu, mas no seu trato afável, na bondade do seu carácter e na amizade com que distinguia todos os trabalhadores.
A homenagem pública teve o seu epílogo com a cerimónia de descerramento de uma placa evocativa do Engº José Custódio Nunes, num dos edifícios, na rua Alexandre Herculano, em Nisa, onde funcionou durante muitos anos a Hidro Eléctrica do Alto Alentejo.
* Mário Mendes in "Alto Alentejo" - 15/11/2011


9.11.23

União das Freguesias da Sé e São Lourenço homenageia Eduardo Bilé

 
A União das Freguesias da Sé e São Lourenço, em Portalegre, vai homenagear, sábado, o falecido Eduardo Relvas Bilé, que durante 60 anos, no Dia de São Martinho, percorria as ruas da cidade, “encarnando” o santo da sua devoção.
Eduardo Bilé, que ficou conhecido pelo “São Martinho”, foi quem construiu uma tradição, única no país, e que a União de Freguesias pretende preservar.
Em declarações à Rádio Portalegre, a presidente da União das Freguesias, Raquel Carita, revelou que quem vai dar corpo e continuidade a esta tradição, vai ser o filho de Eduardo Bilé, que vai envergar o traje e fazer o percurso que o seu pai fez durante décadas, no Dia de São Martinho.
Raquel Carita disse ser “uma honra” promover esta homenagem a Eduardo Bilé, prometendo que vai ser “um evento marcante”.
O cortejo que levará o novo São Martinho a visitar estabelecimentos comerciais e “capelinhas” tem início marcado para as 09:00 de sábado, junto à Igreja da Sé, e vai terminar junto ao Plátano do Rossio, no Jardim da Avenida da Liberdade, onde decorre, no mesmo dia, o “Mercadinho das Artes”, estando prevista para as 10:00 a abertura do “Stand-Museu do S.Martinho”.
A União das Freguesias da Sé e São Lourenço vai oferecer castanhas assadas à população.
in Rádio Portalegre 08-11-2023


5.10.23

Ródão homenageou Pe. António Escarameia pelas cinco décadas junto da comunidade

 
Foi com um auditório cheio que a Casa de Artes e Cultura do Tejo, em Vila Velha de Ródão, recebeu no domingo, 1 de Outubro, a sessão de homenagem ao padre António Escarameia, que este ano completa cinco décadas como pároco das freguesias de Vila Velha de Ródão, Perais e Fratel.
A sessão teve início ao final da tarde, com a celebração duma missa em ação de graças pelos 50 anos de serviço à comunidade do pároco António Escarameia, presidida pelo Bispo da Diocese de Portalegre e Castelo Branco, D. Antonino Dias, e foi seguida por uma cerimónia institucional, na qual o homenageado foi distinguido com a Medalha de Honra do Município de Vila Velha de Ródão – Grau Ouro. 
Destinada “a homenagear pessoas, individuais ou coletivas, que, pelo seu prestígio ou serviços excecionais à comunidade, alcancem mérito extraordinário, e dignifiquem o concelho”, a condecoração honorífica foi proposta pela autarquia e deliberada por unanimidade pela Assembleia Municipal, cujos representantes se juntaram em palco para a entregar.
Estimado pela população do concelho que adotou como seu e reconhecido por todos como um homem culto, generoso, frontal e determinado na defesa dos valores que adotou na sua vida, a atribuição desta honra ao padre António Escarameia deveu-se, como foi explicado durante a sessão, ao facto de sempre ter sido um cidadão “empenhado na realidade social onde vive e que esteve ativamente envolvido na vida do concelho, não apenas no plano eclesiástico, mas enquanto homem de cultura, apaixonado pelo conhecimento e pela inovação”.
Esse aspeto foi precisamente sublinhado pelos intervenientes na sessão institucional, como foi o caso de João Escarameia, sobrinho do homenageado, e de João Mendes, paroquiano da freguesia de Vila Velha de Ródão, que destacaram o seu papel enquanto professor música e informática; percursor do jornalismo local e escolar;  pioneiro na utilização das tecnologias da informação, que introduziu no ensino e na gestão escolar; ou o seu envolvimento na instalação do ensino preparatório no concelho de Vila Velha de Ródão e enquanto membro dos corpos sociais da Santa Casa da Misericórdia,  do Centro Municipal de Cultura e Desenvolvimento ou dos Bombeiros Voluntários.
Estes aspetos foram também relevados pelo presidente do Município de Vila Velha de Ródão, Luís Pereira, que lembrou a disponibilidade e entusiasmo do pároco Escarameia para ajudar o próximo e a sua preocupação com o património, que levou mesmo a autarquia “a realizar muitas intervenções nas nossas igrejas protegendo este património que muito nos enobrece”. 

Sobre a homenagem, o autarca concluiu tratar-se dum momento que pretendeu “expressar publicamente a nossa gratidão e o nosso obrigado por tudo o que fez pela nossa comunidade”, justificando que a atribuição da medalha de honra do município expressa “essa gratidão e pretende também perpetuar a mesma na sua pessoa como exemplo de dedicação, verticalidade, humildade e abnegação”.
Emocionado com a homenagem de que foi alvo, António Escarameia agradeceu a atenção, que interpretou como um reflexo da amizade dos seus paroquianos. “Já quase no resto da minha vida, resta-me dizer, como S. Paulo, combati um bom combate, estou a terminar a minha corrida, a minha carreira. Guardei a fé, agora só me resta receber a coroa da justiça que Deus tem para me dar, porque a coroa dos homens já a recebi hoje”, concluiu o pároco das freguesias de Vila Velha de Ródão, Perais e Fratel.
O encerramento da cerimónia coube ao Bispo da Diocese de Portalegre e Castelo Branco, que agradeceu em nome da diocese ao padre Escarameia pela sua dedicação à diocese e à Igreja e a todos os que se reuniram para prestar esta homenagem. “Muito obrigado pelo vosso testemunho, que é bonito de ver e ouvir”, referiu D. Antonino Dias, expressando o desejo de que o pároco possa continuar a acompanhar a comunidade rodanense por muito mais tempo.