A Praça da Liberdade, em Reguengos de Monsaraz, vai receber de 31 de outubro a 8 de novembro a exposição “Ecos de 1755 – O Terramoto no termo de Monsaraz”, organizada pelo Município de Reguengos de Monsaraz e integrada no movimento Recordar 1755 – Quake, associado às comemorações dos 271 anos do terramoto de Lisboa. A mostra revela os estragos provocados pelo sismo em monumentos religiosos, civis e militares no antigo concelho de Monsaraz, como a Igreja de Nossa Senhora da Lagoa, a Igreja de Santiago, a Ermida de São Bento, o castelo e as muralhas de Monsaraz, os antigos Paços do Concelho e o pelourinho medieval.
Em Monsaraz,
a Igreja de Nossa Senhora da Lagoa sofreu danos materiais que, segundo o
testemunho do prior António José Guião, já tinham sido reparados em 1758. O
religioso descreveu as obras realizadas com tanto cuidado que o templo parecia
novo, tendo a igreja sido também alvo de intervenções de valorização, entre as
quais, a construção de duas torres e de um frontispício com uma imagem de Nossa
Senhora da Conceição. No castelo e nas muralhas de Monsaraz, as estruturas
defensivas, que já apresentavam um estado de degradação considerável em meados
do século XVIII, sofreram novos estragos, sobretudo nas muralhas da vila, na
Torre de Menagem e na Torre das Feiticeiras.
Também os
antigos Paços do Concelho, um dos edifícios civis mais representativos de
Monsaraz, registaram estragos consideráveis. O imóvel, construído no segundo
quartel do século XIV e posteriormente transformado em aljube civil, acolheu
uma sala de tribunal decorada, no século XV, com o fresco conhecido como “Bom e
Mau Juiz”. Nas proximidades, o antigo pelourinho medieval foi completamente
destruído pelo sismo, tendo sido substituído por outro em mármore branco de
Estremoz, que reutilizou elementos da estrutura original.
A Ermida de
São Bento, situada no arrabalde de Monsaraz, foi um dos edifícios mais afetados.
De acordo com a resposta ao inquérito paroquial e com o Inventário Artístico de
Portugal, sofreu danos graves, que terão sido reparados pouco depois. Fundada
nos finais do século XVI, a ermida conserva na capela-mor pinturas murais
datadas de 1629, com símbolos associados ao seu padroeiro. O edifício chegou,
contudo, aos nossos dias em estado de completa ruína, num processo que poderá
estar relacionado com reparações posteriores pouco eficazes e com o abandono
progressivo do lugar.
Os efeitos
do terramoto estenderam-se também à antiga freguesia da Caridade e à região de
São Pedro do Corval. Na Ermida de Nossa Senhora da Caridade, a igreja paroquial
sofreu três pequenas fendas, enquanto a Ermida de São Romão registou danos mais
significativos, com as paredes a ficarem bastante abatidas, embora nenhuma
tenha caído.
Os efeitos
do terramoto estenderam-se também à antiga freguesia da Caridade e à região de
São Pedro do Corval. Na Ermida de Nossa Senhora da Caridade, a igreja paroquial
sofreu três pequenas fendas, enquanto a Ermida de São Romão registou danos mais
significativos, com as paredes a ficarem bastante abatidas, embora nenhuma
tenha caído.
Na freguesia de São Pedro do Corval, os danos atingiram a própria igreja paroquial, cujos três arcos de sustentação sofreram estragos consideráveis, o frontispício abriu em ambos os lados, as paredes ficaram separadas e foram também afetados o arco da capela-mor e o fecho da abóbada. Na Aldeia do Mato, atual São Pedro do Corval, a Ermida da Santa Caridade sofreu danos no arco da capela, a Ermida de Santa Margarida registou estragos nas paredes-mestras e a Ermida de Santo Ildefonso apresentou danos nas paredes-mestras e no arco da capela, que segundo o testemunho paroquial, já tinham sido reparados.

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