Em
comunicado enviado à comunicação social, o partido considera que os dados
recentemente divulgados revelam um cenário «profundamente preocupante» para o
futuro dos jovens do Alto Alentejo, acusando a CIMAA e os municípios de optarem
pelo «silêncio cúmplice» em vez de assumirem responsabilidades.
O BE atribui
os resultados a opções políticas que considera erradas, recuperando as críticas
que já tinha dirigido, em 2025, ao programa «Educar com Arte». Na perspetiva do
partido, a iniciativa não foi concebida para melhorar o desempenho pedagógico
dos alunos, mas antes para favorecer a imagem de municípios como Nisa e Gavião,
governados pelo PS, e de Elvas, onde os socialistas integram o executivo municipal.
O partido
acusa ainda os responsáveis políticos de privilegiarem iniciativas de
propaganda em detrimento da resolução dos problemas estruturais das escolas,
considerando que os recursos públicos devem ser canalizados para medidas com
impacto efetivo na qualidade do ensino.
O Bloco de
Esquerda defende que, numa região marcada pela interioridade, a escola pública
deve desempenhar um papel fundamental na promoção da igualdade de oportunidades
e no combate à exclusão social.
Nesse
sentido, exige que a CIMAA e os presidentes de câmara do distrito prestem
esclarecimentos públicos às famílias, professores e alunos sobre a situação da
Educação no Alto Alentejo.
O partido
reclama, em particular, mais investimento nas escolas, valorização dos
profissionais da Educação e medidas concretas de combate à exclusão, em vez
daquilo que classifica como «operações de cosmética partidária pagas pelo
erário público».
In “Linhas
de Elvas” - Novembro 4, 2026
