31.12.25
UM POEMA POR DIA, QUE BEM QUE SABIA...
Se não fosse esta certeza
que nem sei de onde me vem,
não comia, nem bebia,
nem falava com ninguém.
Acocorava-me a um canto,
no mais escuro que houvesse,
punha os joelhos á boca
e viesse o que viesse.
Não fossem os olhos grandes
do ingénuo adolescente,
a chuva das penas brancas
a cair impertinente,
aquele incógnito rosto,
pintado em tons de aguarela,
que sonha no frio encosto
da vidraça da janela,
não fosse a imensa piedade
dos homens que não cresceram,
que ouviram, viram, ouviram,
viram, e não perceberam,
essas máscaras selectas,
antologia do espanto,
flores sem caule, flutuando
no pranto do desencanto,
se não fosse a fome e a sede
dessa humanidade exangue,
roía as unhas e os dedos
até os fazer em sangue.
·
António Gedeão
29.12.25
OPINIÃO: Ano Novo, Vida Nova
José Oliveira Mendes
Portalegre, 29 de Dezembro de 2025
28.12.25
SAÚDE: Colheitas de Sangue de 2026 iniciam em Nisa
A vossa dádiva de sangue é um ato
simples que pode salvar vidas. Ajudem-nos a começar o ano com o braço esticado
por uma boa causa.
NISA: Vamos ter saudades da Mari Baraça!
Era ali, atrás do balcão, exibindo o
seu sorriso de eleição, ou servindo os clientes no interior do estabelecimento e
na esplanada, que a encontrávamos, todos os dias, desde bem cedo, com uma
postura corajosa e resiliente de “bradar aos céus”.
Agora, hoje mesmo, a Mari Baraça,
despede-se de nós, numa das esquinas da Praça da República. Vai deixar a
pastelaria que foi a sua casa e modo de vida durante quinzena e meia. Os tempos
obrigam. A saúde do marido, a dificuldade de arranjar empregados, o esforço e
desgaste que foi acumulando desde que começou a trabalhar, há mais de 40 anos,
obrigam-na a cessar funções e a procurar um meio alternativo de vida, pois esta
não para e as despesas ainda menos.
Nós, os seus clientes, habituais ou de
tempos a tempos, vamos ter saudades dela, Das brincadeiras, dos ditos à moda de
Nisa, das “picardias” clubísticas” com o
marido, da sua simpatia e disponibilidade permanente, mesmo quando os dias se
lhe adivinhavam pouco “simpáticos”.
A Maria Baraça suplantava isso com uma
estoicidade admirável, vendo a família a aumentar e sentindo, como todas as
mulheres de Nisa, o dever de os ajudar.
Vou ter saudades da Mari Baraça e do “mourrento”
do marido, amigo e camarada José Cebola.
E, prometo: doravante, em estabelecimento algum
pedirei um chá verde.
Mário Mendes
27.12.25
NISA: GRANDE ESCULTORA É A NATUREZA (I) - A Pedra da Menacha
Obra da natureza, evoca isso mesmo que lhe chamam, vista do sul é impressionante, pelo tamanho, beleza e equilíbrio das formas.
Bem podem orgulhar-se os escultores de tão
magnífica peça, com certeza os mesmos que talharam muitas outras por aí, nos
afloramentos graníticos da Seiceira, Costa da Lapa ou Patalou, ou ainda nas
Mouzinhas, Lameirancha ou Fontaínhas. Autores? Naturalmente os elementos
naturais como o sol e o gelo, em eterna luta do dilata-contrai, mas
principalmente o movimento das areias empurradas pelo vento em trabalho
constante e coordenado como se de uma equipa se tratasse.
Tarefa árdua de certeza, provavelmente de milhões
de anos, mas que valeu a pena, saiu obra primorosa que nos convida contemplar.
Erigida junto a uma antiga via (Estrada da Ammaia),
outros povos em trânsito a terão contemplado desde à milénios e vá lá saber-se
quem de entre eles, Celtas e Lusitanos, Visigodos, Romanos ou Sarracenos lhe
adivinhou primeiro as formas e lhe chamou assim Menacha (1) prestando-lhe mesmo
um qualquer culto como se de uma deusa se tratasse.
No local, nada nos tolha em redor a visão da linha
do horizonte, é como se estivéssemos no epicentro do nosso concelho, local de
encontros de muitos caminhos que conduziam às povoações nossas vizinhas.
No sítio são muitos os testemunhos de um passado
longínquo dos quais há a destacar o que resta (muito ainda) do Furdão da
Pelada, que há pouco tempo foi testemunha passiva de um almoço especial
promovido por um grupo de amigos e consumido à sua sombra.
Especial almoço só pode ter sido lagosta ou da
família, será o exercício de adivinhação de alguns, mas olhem que não, também
aqui se recuou no tempo, ao encontro de hábitos, sabores e aromas antigos que
se vão perdendo sem que daí advenha algum bem, antes pelo contrário. E porque a
experiência resultou vai repetir-se, diferentes serão os locais e os sabores.
A fechar foi a visita à "Pedra": para a próxima outras pedras haverá e se quiser passe por lá, fica o convite.
(1) - Menacha, órgão genital feminino, na linguagem
popular de Nisa.
* João Francisco Lopes
26.12.25
MONFORTE: Colheita de sangue com 43 inscritos
A última colheita de sangue de 2025 realizou-se no passado sábado, dia 20 de Dezembro, no Quartel dos Bombeiros de Monforte. Contámos com 43 dadores inscritos, dos quais 35 efetivaram a sua dádiva, incluindo um dador de primeira vez. Provando mais uma vez que a solidariedade continua viva.
Encerrámos o ano com chave de ouro, com a certeza de que cada dádiva é
um gesto simples que pode salvar vidas.
Agradecemos ao Município de Monforte pelo almoço oferecido e deixamos
um agradecimento muito especial a todos os dadores de sangue, verdadeiros
heróis anónimos, que com um pequeno gesto oferecem esperança, vida e futuro a
quem mais precisa.
COMUNICADO DO PCP - Sobre as notícias vindas a público relativas à possibilidade de instalação de uma fábrica de uma unidade da Embraer em Beja.
1 – O PCP sempre tem defendido o
investimento e a diversificação do tecido produtivo na região Alentejo designadamente na sua vertente
industrial. Dadas as características da região, o investimento no cluster aeronáutico é desde
há muito uma das possibilidades que o PCP vem
levantando, sempre associada ao aproveitamento e afirmação do Aeroporto
de Beja como uma importante
infra-estrutura aeroportuária na região e no País.
2 – Pelo que é possível inferir das
notícias e das próprias declarações do Ministro da Defesa este investimento é destinado, sem se saber
exactamente em que moldes, exclusivamente à produção de um modelo de aeronaves militares – o A29NL
SuperTucano - tal como acontece já com outras
unidades em produção na região, designadamente no Alto Alentejo, neste
caso na área de Drones para uso militar.
Tal facto levanta a legitima questão de um afunilamento do cluster aeronáutico
na vertente militar, em contraposição
com o necessário e possível investimento na aeronáutica civil, área que garante mais e maiores mercados e maior
estabilidade produtiva ao longo do tempo.
3 – A instalação desta unidade será,
como veio a público, ligada necessariamente à vertente de voos de teste de aeronaves para uso militar e
formação de pilotos. Este facto, associado a notícias que levantam a possibilidade de o novo campo
de Tiro da Força Aérea Portuguesa passar para
terrenos nos concelhos de Mértola e Serpa (decorrente do encerramento do
Campo de Tiro de Alcochete), levanta
legitimas duvidas sobre as futuras condições de utilização do Espaço Aéreo
na Região Alentejo para a aviação
civil.
4 – Face ao anteriormente referido, e
perante o silencio do Governo relativamente ao
aproveitamento e potenciação do Aeroporto de Beja, como uma importante
infra-estrutura aeroportuária civil para
a região e para o País, o PCP entende ser necessário que o Governo esclareça se a decisão agora tomada põe em
causa e/ou condiciona tal projecto há tanto
reivindicado pelas populações do Alentejo.
5 – O PCP reitera a sua posição de que
é possível e necessário aproveitar o Aeroporto de Beja, ao serviço da região e do País, tirando
partido de todas as suas possibilidades
incluindo a sua integração no cluster aeronáutico, encarando o
aeroporto, com gestão pública. O
Aeroporto de Beja tem todas as condições, se houver vontade política para tal,
e se se abandonar o desinvestimento quer
na própria infra-estrutura quer nas redes viária e ferroviária na região, afirmar-se como um
importantíssimo instrumento potenciador do
desenvolvimento do turismo na região. É igualmente fundamental para o
desenvolvimento de uma estratégia
integrada de aeronáutica, carga, parqueamento, manutenção e transporte de passageiros, a par com o desenvolvimento
de uma fileira industrial e a criação de uma
plataforma logística que facilite o escoamento de produtos da região. É
sobre este projecto que se exige um
posicionamento claro do Governo e das forças políticas com responsabilidades na região.
Beja. 19 de dezembro de 2025
ATLETISMO: Jornadas Técnicas da AADP juntaram jovens talentos e futuros treinadores em Portalegre.
A Associação de Atletismo do Distrito de Portalegre (AADP) promoveu, na cidade de Portalegre, mais umas Jornadas Técnicas AADP, desta feita subordinadas ao tema "O Treino da economia de esforço na corrida dos jovens" com orientação do técnico e Professor António
Graça, reunindo alguns dos
melhores jovens talentos regionais e diversos formandos interessados em
aprofundar os seus conhecimentos na modalidade, oriundos dos mais variados
pontos de Portugal.
Participaram na ação 22 jovens atletas, focados na melhoria e
aperfeiçoamento da sua técnica de corrida, demonstrando elevado empenho,
dedicação e vontade de evoluir.
Entre os participantes esteve também o ex-atleta olímpico de marcha Sérgio Vieira, atualmente técnico de atletismo, que se deslocou desde Rio Maior, para participar na formação, tendo tido oportunidade de partilhar experiência e motivação com alguns dos jovens interessados na disciplina, que começa agora a afirmar-se de forma mais consistente na região.
Esta iniciativa reforça o compromisso da AADP com a formação,
qualificação técnica e desenvolvimento sustentado do atletismo no Alto
Alentejo, promovendo melhores condições para o crescimento da modalidade e para
a afirmação dos seus praticantes.
A AADO expressou também o seu agradecimento ao Professor António Graça,
pela sua constante disponibilidade em colaborar com o atletismo do alto
Alentejo.
A AADP continua empenhada em formar melhor, apoiar mais e construir o
futuro.
25.12.25
O NATAL PELOS POETAS NISENSES - Maria Pinto
Chegou o mês de Natal,
já o frio chegou também,
já nasceu o Deus-Menino
num cantinho de Belém.
Todos estão esperando
este dia desejado.
O meu Menino Jesus
é por todos adorado.
Todos que podem cá vêm
o Deus-Menino adorar.
Neste dia tudo lembra;
dá p´ra rir e p´ra chorar.
Menino Jesus amado
sem sapatinho no pé,
acompanhado da Virgem
e também de S. José.
Jesus desce a chaminé
a trazer nossos presentes,
brinquedos e chocolates,
já todos ficam contentes.
Lá levei um grande lume
para o Menino aquecer.
Quando há grosso caramelo
veio o Menino a nascer.
Dia de contentamento,
há filhó, há azevia.
Ó meu Menino Jesus,
Pai Nosso, Avé Maria.
Trazei prendas aos meninos,
todos estão a esperar;
trazei alegria aos velhos,
para o Menino adorar.
Ò meu Menino Jesus,
velai pelos denodados
que estão longe a combater,
guiai os nossos soldados.
Ó meu Menino Jesus,
Ó Virgem Nossa Senhora,
já nasceu o Deus-Menino,
numa pobre manjedoura.
Ó meu Menino de Bem,
nosso Menino Jesus,
és o Redentor do Mundo
nosso guia e nossa luz.
Cantava-se noutro tempo
rua abaixo, rua acima,
toda a noite se tocava
o harmónio e concertina.
Hoje já não há cantares,
como noutro tempo havia,
a moda é só passear,
a ouvir telefonia.
Toda a noite se cantava,
cada um o que sabia,
e iam batendo às portas,
para lhes darem a azevia.
Vinha tudo satisfeito
dar azevias, filhós;
até usavam fazer
de abóbora os bolhós.
Lá tornavam a cantar,
tudo alegre e bem contente.
Batiam a outra porta,
vinham dar-lhes aguardente.
Iam à Missa do Galo,
para o Menino adorar,
satisfeitos, com amor,
o Menino iam beijar.
Tornavam a ir às
portas:
traz, traz, esmola ao saco,
se não nos der um vintém,
ao menos dê um pataco.
Correio de Nisa –
20/1/1968
NATAL, SEMPRE NATAL... Eduardo Olímpio
Natal
DIA DE NATAL - A capa do Jornal de Notícias
Num tempo em que tanto se discute a importância da comunicação social, principalmente a escrita, impressa em papel e que as pessoas da minha geração (e outras de gerações mais novas) folheiam com renovado prazer, surgem no horizonte ameaças sobre o possível "corte" na distribuição diária de jornais no interior do país. É uma ameaça real que, a concretizar-se representaria mais um golpe criminoso contra o interior, uma parte significativa do país, que seria condenada a mais uma forma discriminatória de isolamento: o do acesso à informação, à cultura, à crítica e à reflexão.
Ler jornais é saber mais e pelos vistos a empresa que "sozinha" garante essa distribuição no país inteiro, acha que esse aspecto - o de proporcionar a leitura, informação, conhecimento, a metade do país - só é "válido" se ela, empresa, tiver mais valias, lucros maiores. O resto - esse "resto" somos todos nós, os que já sofremos o horror do interioricídio - pouco lhes interessa. Eu sei, ou julgo que sei, que nesta nuvem negra projectada com estrondo, esta ameaça velada, quer em primeiro lugar alertar os órgãos de poder e garantir novas condições de distribuição. Não acredito que a ideia seja mesmo acabar, de todo, com a distribuição e venda de jornais onde estes não dão lucro.
A imprensa já vem sofrendo e perdendo para o digital, desde há anos, muitos títulos e leitores. Esta, seria mais uma machadada com efeitos triplos: nos jornais e empresas que os editam, nos leitores que os compram e leiam, mas, acima de tudo, no respeito que devem merecer todos os cidadãos do país, independentemente das regiões onde vivem, trabalham e pagam os seus impostos como todos os portugueses. Seria, por último, um gravíssimo atentado aos direitos, liberdades e garantias, entre estes o direito à informação e, consequentemente, à liberdade do pensamento e do acesso à cultura e conhecimento.
24.12.25
OPINIÃO: Aos políticos que vão à missa do galo
·
Inês
Cardoso – Jornal de Notícias - 24 de dezembro, 2025
OPINIÃO: Trump contra a Europa
·
Joana
Almeida Silva - 18 de dezembro, 2025
Reminiscências de um Natal (2013)
Coitadas, percorrer milhares de
quilómetros, milhões de chaminés, tantos pedidos e desejos.
Coitados dos que moram em bairros da
lata, sem conforto e sem chaminés, não têm direito a nada.
Só ao direito de nascer, pela frente,
uma vida para sofrer, alguns safam-se, pelo menos assim nos dizem os jornais,
as televisões e algumas religiões.
Há sempre um ou outro, que atinge o
estatuto de ídolo, a historia do costume, que comove, menino pobre, chega a
rico, ganha milhões têm Ferrari, iates e têm seguidores, como enxames, e
cumprimenta ladrões.
Falo nestes ladrões, porque sim!.
Muitos colam-se a eles para terem votos, e quem paga são sempre os mesmos.
Entopem os sonhos de jovens, com objetivos a alcançar, portanto são algodão
doce das feiras, inalcançável, esquecidos, preteridos...hum, perdi o
raciocínio, e tudo isto para dizer que tenho a esposa afónica, ficou sem poder
articular palavra, está silenciosa e até ja adormeceu no sofá.
Enquanto que eu, aqui no face,
tentando vislumbrar o outro lado da face...dizem ser o supremo gesto, oferecer,
dar a outra face, valham-me todos os anjos e anjinhas...já agora...estou de tal
forma que se apanho aqui o Pai Natal, tínhamos discussão, outra vez perfume?? e
o Ferrari nunca mais??...Hum...hoje ofereci-me um bacalhau no forno, com
batatas assadas e couves...o tinto foi Alandra, Alentejano da herdade do
esporão Oh Oh Oh...a todos os amigos um Santo Natal...G Abraço.
P.S. Boas Festas.
* António Borrego
EM DEZEMBRO - Celebremos o Natal - Manuel Alberto Morujo
Nasceu Jesus sem berço nem conforto,
No pobre abrigo à margem do poder...
Hoje há mesas de excesso e riso torto,
E mãos que rezam...sem querer ver.
Celebra-se o Natal em falsa luz,
Enquanto a fome bate à solidão...
Há guerra viva onde ninguém a reduz,
Na Palestina, Ucrânia, em perdição.
Vende-se a paz em laços coloridos,
Prendas inúteis, consumos
exagerados...
Compra-se a fé, lavam-se os pecados,
Com gestos breves, discursos
ensaiados,
Perdi a crença, mas guardo a herança
D' "O Nazareno"...e desejo
a bonança.
Manuel Alberto Morujo
24-Dezembro-2025
23.12.25
EM DEZEMBRO, Celebremos o Natal! - António Salvado
De longe que a manhã fora prescrita:
as armas recolheram aos museus,
os campos revestiram-se de trigo,
o azul de novo coloriu o céu
do ar da boca e d´outros céus ainda,
aves voltaram feitas peregrinas,
na terra acasalaram mais os bichos,
nos mares os peixes destruíram breus.
Noite de caramelo ameno dia
chegado ao lume do madeiro ardido:
véu rompido onde a paz vai reviver.
De boa e sã vontade se cobriu
o mundo: os homens todos já se uniram
e nem um Deus precisa de nascer.
António Salvado
22.12.25
OPINIÃO: Já foi às barracas de Grijó, senhor presidente?
O jornalista e o
repórter fotográfico Amin Chaar foram ao bairro de barracas, em Gaia, atrás de
uma história e de uma explicação. Porque tinha sido uma bebé de quatro meses
retirada à mãe, depois de esta a levar ao hospital. E porque tinha essa mesma
mãe contrariado a lei e a força do Estado para recuperar a sua criança e
levá-la de volta consigo para um matagal, cheio de lama, sem água canalizada,
nem saneamento, onde vive meia centena de pessoas, metade delas com menos de 18
anos. Tantas crianças sem outra perspetiva que a desesperança. Tantos adultos
que nunca conheceram outra realidade do que a mais absoluta das misérias.
Sim, são todos ciganos,
a etnia que André Ventura pôs na mira da sua retórica agressiva e xenófoba, por
nenhuma outra razão do que a de recolher mais uns votos nascidos do fanatismo
ou do medo. Ciganos, mas, antes de tudo, seres humanos, crianças e adultos, que
vivem de forma indigna há quase meio século.
Para além do bebé que
deu origem à história, são seis as crianças retiradas aos pais naquele cenário
apocalíptico. Mas a verdade é que nenhuma delas lá devia estar. Se estão, é por
inépcia absoluta de responsáveis políticos de vários níveis e várias cores
partidárias. Nesta matéria, não há políticos inocentes, só hipocrisia.
Perante o falhanço dos
vários serviços e níveis políticos do Estado, fica o apelo ao presidente da
República, que o é de todos os portugueses, adaptando a letra de uma canção dos
Da Weasel (no original referia-se ao Intendente). "Já foi às barracas de
Grijó, senhor presidente? Não leve a sua comitiva, não leve o telejornal.
Leve-se a si próprio e avance natural, como se não fosse ignorado. Vá num dia
normal ou num feriado, mas vá. Por lá a sua presença é urgente".
·
Rafael
Barbosa – Jornal de Notícias - 21 de dezembro, 2025
Fo FOTO - Amin Chaar
21.12.25
18.12.25
AVIS: 𝐀𝐥𝐝𝐞𝐢𝐚 𝐕𝐞𝐥𝐡𝐚 𝐜𝐞𝐥𝐞𝐛𝐫𝐚 “𝐎 𝐍𝐚𝐭𝐚𝐥 𝐧𝐚 𝐌𝐢𝐧𝐡𝐚 𝐓𝐞𝐫𝐫𝐚”
Na Casa do
Povo, a música e o convívio vai ser uma constante, com a apresentação do
espetáculo infantil «O Tio Tobias», a partir das 16h00. Depois, às 17h00,
seguir-se-á a distribuição de presentes, pela Junta de Freguesia de Aldeia
Velha, às crianças da Freguesia e a oferta de um lanche para toda a população.
A animação,
integrada na iniciativa “O Natal na minha Terra”, conta com a organização da
Junta de Freguesia de Aldeia Velha e o apoio do Município de Avis.
Vá até lá e
sinta a magia do Natal.
Boas Festas!






















