É o
destaque desta edição do "Nascer do Sol". A Câmara de Nisa respondeu
que é tudo MENTIRA, assim mesmo, em letras garrafais limitadas por rectângulo vermelho (o que está
mal, pois devia ser "rosa"). Não sou leitor de "O Nascer do
Sol", nem conheço o jornalista autor desta "peça. Mas ponho as mãos
no lume por ele e mesmo que a verdade não seja toda "inteira e crua",
anda lá muito perto. No comunicado da Câmara de Nisa, a "desmentir" a
notícia, as palavras mais referidas são "diligências" (para quê, se
têm o comboio fantasma?) e Reino de Espanha. São pequenos ajustes, minúsculos
arames, coisa sem importância, diz o José Dinis, a impedir o avanço da obra.
Não fala, uma única vez, da retirada das máquinas feita pela empresa que venceu
o concurso para a construção da famigerada ponte. Nesta, como noutras
situações, haverá sempre duas "correntes": os que defendem a bondade
da notícia e os que se batem para garantir a "MENTIRA" da Câmara. Eu
só pergunto: o que será mais plausível? A notícia, em destaque de um jornal ou
a réplica de um presidente de Câmara que em 15 dias afirmou defender a TRANSPARÊNCIA e o voto
favorável a um pedido de Auditoria e quando a proposta foi a reunião votou CONTRA,
impedindo, ILEGALMENTE um vereador de votar?
Para
mim não há dúvidas. O SOL pode ainda não ter despontado em toda a área do
Sever, mas iluminou, trouxe ao de cima, ao conhecimento público, muitas
verdades oficiais que o Município pretendia esconder dos seus munícipes. Uma
prática, aliás, mais velha que a fonte da Safrina.
* Hoji Ya Henda
