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14.5.26

MONTALVÃO: Ponte sobre o rio Sever continua parada à espera de aprovação ambiental


A construção da ponte internacional sobre o rio Sever, no concelho de Nisa, distrito de Portalegre, e Cedillo, na Estremadura espanhola, ainda não avançou por questões relacionadas com a Avaliação de Impacte Ambiental (AIA).

A consignação da obra e respetivas acessibilidades, entre Montalvão, no concelho de Nisa, e Cedillo, foi efetuada a 29 de dezembro de 2025, num investimento de 19,5 milhões de euros. A ponte é um projeto financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e foi acordada entre Portugal e Espanha na XXV Cimeira Ibérica, realizada em Faro a 23 de outubro de 2024.

O presidente da Câmara de Nisa, José Dinis Serra, explica que a obra ainda não arrancou porque «subsistem pendências administrativas» associadas ao procedimento de AIA, designadamente as pronúncias da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

«Ainda subsistem pendências administrativas que estão associadas ao procedimento, designadamente as pronúncias da APA, relativamente aos elementos que nos termos legais devem de ser apresentados em várias fases e, esta que nós estamos a falar, concretamente, é aquela que diz respeito previamente ao início da execução da obra», adianta.

 O autarca espera obter em breve «luz verde» por parte da APA para iniciar a obra. «Sem essa pronúncia formal e global da entidade competente de AIA, naturalmente não pode existir um início efetivo da obra e este é, sem dúvida, o cenário presente».

José Dinis Serra caracterizou o processo como «complexo, com uma tramitação administrativa e ambiental que já decorre há praticamente cinco anos para uma obra que é previsível de execução em pouco mais de um ano, ano e meio, o que demonstra a dimensão técnica, jurídica e institucional deste projeto».

A «principal preocupação neste momento», disse o autarca, prende-se com a «necessidade de garantir o alinhamento entre os calendários e o financiamento», sendo esta «uma questão que persiste». «É moroso, queixamo-nos verdadeiramente desta morosidade de pronúncia, mas as coisas são como são e temos reportado esta preocupação da morosidade», acrescentou.

Ainda assim, o presidente da Câmara de Nisa garantiu existir neste processo um «profundo alinhamento» entre o município, o Ministério da Economia e da Coesão Territorial e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo.

A ponte internacional sobre o rio Sever é uma reivindicação antiga na região e vai permitir cortar 85 quilómetros no atual percurso por estrada entre Montalvão e Cedillo. Além da construção da nova ponte, o projeto contempla também a requalificação da Estrada Municipal 1139 ao longo de «aproximadamente nove quilómetros».

Texto: Alentejo Ilustrado/Lusa | Fotografia: Nuno Veiga/Lusa/Arquivo

14.12.25

O SOL que ainda não nasce para todos..


É o destaque desta edição do "Nascer do Sol". A Câmara de Nisa respondeu que é tudo MENTIRA, assim mesmo, em letras garrafais  limitadas por rectângulo vermelho (o que está mal, pois devia ser "rosa"). Não sou leitor de "O Nascer do Sol", nem conheço o jornalista autor desta "peça. Mas ponho as mãos no lume por ele e mesmo que a verdade não seja toda "inteira e crua", anda lá muito perto. No comunicado da Câmara de Nisa, a "desmentir" a notícia, as palavras mais referidas são "diligências" (para quê, se têm o comboio fantasma?) e Reino de Espanha. São pequenos ajustes, minúsculos arames, coisa sem importância, diz o José Dinis, a impedir o avanço da obra. Não fala, uma única vez, da retirada das máquinas feita pela empresa que venceu o concurso para a construção da famigerada ponte. Nesta, como noutras situações, haverá sempre duas "correntes": os que defendem a bondade da notícia e os que se batem para garantir a "MENTIRA" da Câmara. Eu só pergunto: o que será mais plausível? A notícia, em destaque de um jornal ou a réplica de um presidente de Câmara que em 15 dias  afirmou defender a TRANSPARÊNCIA e o voto favorável a um pedido de Auditoria e quando a proposta foi a reunião votou CONTRA, impedindo, ILEGALMENTE um vereador de votar?

Para mim não há dúvidas. O SOL pode ainda não ter despontado em toda a área do Sever, mas iluminou, trouxe ao de cima, ao conhecimento público, muitas verdades oficiais que o Município pretendia esconder dos seus munícipes. Uma prática, aliás, mais velha que a fonte da Safrina.

* Hoji Ya Henda

7.10.23

CRÓNICAS DA TABANCA: Um murro no APArelho

Em meados de Setembro, durante a inauguração da sede da CIMAA em Portalegre, Ceia da Silva, presidente da CCRDA, resolveu trazer à liça e criticar, o modelo de liderança tripartida da CIMAC - Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central. Não sabemos se o discurso foi antes ou depois do opíparo convívio gastronómico que, geralmente, costuma integrar este tipo de inaugurações. Mas, sabe-se que teve imediata resposta por parte de autarcas, inclusive, vindas do seu próprio partido. Ceia da Silva, talvez empolgado por tão sublime reflexão político-administrativa, foi mais longe e convidou  os autarcas da CIMAA a "unirem-se" e a darem um "murro na mesa" pela ponte internacional sobre o Sever. 
Na altura, ninguém identificou o "alvo" do murro na mesa, para mais sobre um tema que tem feito as delícias dos autarcas socialistas do concelho de Nisa. Ele são milhões para aqui, visitas ministeriais para ali, cortejos de técnicos, pareceres, ofertas de terrenos, em barda, propagandeadas até à exaustão pela máquina idalinista, como se estivéssemos no território de um mundo novo, solidário e desinteressado, cheio de benfeitores e sem interesses imobiliários escondidos. 
Gente que apenas quer o "progresso" e por ele abdica, generosamente, de grandes extensões de terrenos e propriedades, o que equivale a dizer, de milhares, muitos milhares de euros.
Nunca se tinha visto no concelho de Nisa, uma coisa assim e ninguém consegue explicar este verdadeiro surto de benemerência, em pleno século XXI.
Nós acreditamos, claro, nas boas intenções. Como sabemos, agora, que o "murro na mesa" tinha um destinatário. Como sabemos, também, agora, que as "favas contadas" da inauguração da ponte do "futuro", em pleno ano eleitoral de 2025, sofreu atrasos consideráveis, de mais de um ano, situações que não têm passado para a comunicação social devido à estratégia de "contenção" comunicacional - sic - da presidente da Câmara de Nisa.
Este aspecto é aterrador. Como é possível que, uma mulher que faz tudo para dizer que existe, que propagandeia o que faz e não faz e que quer fazer de cada munícipe "a voz da dona", se tenha fechado em cópas e nada tenha dito sobre os atrasos na preparação de tão importante obra, a ser paga pelo PRR da União Europeia?
O que quis dizer Ceia da Silva, presidente da CCRDA, preterido na eleição pela idalinal figura, recorde-se, com o "murro na mesa"? 
Um "murro na mesa" faz aparecer, de um momento para outro, como num "golpe de magia", peças importantes, documentos imprescindíveis, na apreciação dos impactes de uma obra de tal envergadura?
Se, sim, porque não manda Ceia da Silva dar "um murro na mesa" e concluir o famigerado IP2, retirando o trânsito dentro de localidades como os Fortios, Estremoz ou Évora?
Se, sim, porque não manda Ceia da Silva dar um "murro na mesa" e concluir as não menos famigeradas obras do Tribunal de Portalegre? Ou parar, de uma vez, os abusos cometidos, pela autarca nisense sobre o património e a arquitectura de tantos sítios e lugares?
Se um "murro na mesa" resolvessem os problemas estruturais do país e da região, há muito que a "puta" da fonte estaria no seu lugar primitivo.
Para bom entendedor...
Mário Mendes

13.7.17

NISA: Governo espanhol vai construir ponte entre Cedillo e Montalvão (2010)

O Governo espanhol vai construir uma ponte que ligará a povoação de Cedillo (Cáceres) à aldeia portuguesa de Montalvão, no concelho de Nisa (Portalegre), revelou hoje presidente da Junta de Freguesia de Montalvão, António Belo.
Em declarações à agência Lusa, o autarca adiantou que este investimento “vai ser iniciado dentro de um ano, ronda os 3,5 milhões de euros e constitui para a população de Montalvão uma grande notícia”.
Para António Belo esta ponte sobre o rio Tejo “vai trazer algum desenvolvimento” à aldeia que “deseja há muitos anos” uma ponte que faça a ligação entre os dois países.
O presidente da Junta de Freguesia de Montalvão explicou que o anúncio desta obra foi feito recentemente pelo presidente da Diputación de Cáceres, Juan Andrés Tovar.
Este investimento está inserido no programa Tejo Internacional, vai ser financiado por fundos europeus relacionados com os programas de cooperação fronteiriça (75 por cento), sendo o restante capital suportado pela Junta da Extremadura Espanhola e pelo organismo provincial de Cáceres.
“O investimento é todo dos espanhóis, nós aqui em Montalvão só temos que construir um acesso da aldeia à ponte”, sublinhou.
Esta obra, uma “velha” aspiração das populações de ambos os lados da fronteira, vai permitir que os habitantes se desloquem com mais facilidade num troço de apenas 15 quilómetros, contra os cerca de 150 quilómetros que são obrigados a fazer actualmente.
Há vários anos, a ligação entre os dois povos, faz-se apenas aos fins-de-semana pela ponte da barragem de Cedillo, nem sempre possível de transitar, uma vez que a empresa Iberdrola explora o aproveitamento hidroeléctrico e por vezes fecha aquele espaço para efectuar vários trabalhos.
De acordo com o presidente da Junta de Freguesia de Montalvão, as autoridades espanholas equacionam ainda a possibilidade de construir uma outra ponte, no sentido de unir aquela região de Espanha ao concelho de Vila Velha de Ródão (Castelo Branco).
“Se esse investimento surgir vai ser também bom para Montalvão. Nós estamos aqui num “beco sem saída” e esta ponte vai melhorar os acessos e dar “mais movimento” à localidade.
NOTA: A notícia sobre o anunciado compromisso por parte do governo espanhol, via Junta da Extremadura, de construção da ponte sobre o Sever foi retirada do Diário Digital Castelo Branco/Lusa, num dos dias de Dezembro de 2010. Já lá vão quase sete anos. Depois disso, a "dinâmica mente com corpo livre" da actual edil nisense bem se esforçou por nos garantir (e convencer o Vara, o socialista "obrero" do lado de lá) de que agora é que era, a ponte seria uma realidade em dois tempos.
Afinal, ficou tudo "em águas de bacalhau", de molho, em silêncio ou coma profundo. O senhor Vara, obrero, tem mais "obradouros" para onde se voltar e aplicar os seus investimentos eleitorais.
A ponte sobre o Sever pode ficar para as calendas, à espera, para justificar mais umas visitas a Madrid ou a Cáceres. O "beco com saída" quando a senhora Iberdrola deixa, vai continuar assim. Um escândalo, uma situação vergonhosa, que nenhuma razão democrática e de bom senso pode aceitar.
Mário Mendes

13.7.16

A PROMESSA - Ponte sobre o Sever: Um Documento (1995)

Já dizia a canção dos Jáfumega: "A ponte é a passagem prá outra margem". A canção já tem uns bons aninhos, tantos como as promessas de construção da ponte a ligar Cedillo e Montalvão.
"Agora é que é" - garantiam, há meses, políticos de um e de outro lado da fronteira.  A construção da ponte foi assumida pelo governo espanhol, mas é mais fácil um rei - dito defensor dos animais - ser apanhado a matar elefantes, do que as obras da ponte avançarem.
Até lá, permanece uma miragem... A sonhar com a outra margem.
 A ponte sobre o Rio Sever unindo as povoações de Montalvão e Cedillo é uma promessa adiada. Houve viagens a Madrid, a Cáceres, o governo regional não era "da nossa cor", projectos antigos foram posto de lado e surgiram novos para dar resposta às clientelas políticas. Gastaram-se os euros e as pesetas, o que havia e não havia destinados à grande obra e tudo voltou à estaca zero. 
O dinamismo e o frenesim de há meses atrás deu lugar a um silêncio comprometedor. O governo regional, agora, até é "da nossa cor", mas está metido em camisa de onze "varas", comprometido com outras obras de maior interesse estratégico e político-eleitoral. 
A ponte sobre o Sever pode esperar. Já esperou tanto tempo, que mais ano menos ano, pouca diferença faz. Os eleitos na administração local (Câmara e Assembleia) estão preocupados com outras "obras". O dinheiro não abunda, a edil faz contas e continhas para poder poupar algum para a grande manifestação cultural do concelho: o festival pimbólico.
É preciso trazer, outra vez, um "mar de gente" à Praça da República capaz de encher o site e o boletim pimba da municipalidade. Com festas e bolos se enganam os tolos e o Jóny Barreiras é garantia de rossio cheio. O que fica? Que interessa isso? O concelho vive dessas "vagas de agitação", dois ou três dias por ano. Depois é a modorra total, a desertificação a acelerar, as esperanças a desabarem como castelos de cartas, o município a morrer e o deserto a instalar-se em passo de corrida.
Para o ano há eleições. Não se esqueçam! Trabalhamos para as pessoas! Garantimos, em primeiro lugar, o nosso emprego e a futura reforma, que há-de um dia chegar.
Saibamos esperar. Ter esperança é uma virtude, como diz o Fernando Santos. E a ponte sobre o Sever será um dia realidade. Não sabemos é quando nem onde...
Mário Mendes

4.3.14

PONTE SOBRE O SEVER: Barcaça rima com trapaça

A construção da ponte internacional sobre o rio Sever, ligando o território do concelho de Nisa (Montalvão) e a província de Cáceres (Cedillo) voltou a estar na ordem do dia e pelos piores motivos.
Reivindicação antiga dos povos de um e outro lado da fronteira, lembrada, sempre, aquando da realização da Matanza Internacional do Porco, em Cedillo, a construção da ponte foi apresentada, finalmente, como um projecto estruturante e desenvolvimento da região transfronteiriça, num processo de candidatura entregue na UE e que tem como parceiros a Deputación Provincial de Cáceres, à data liderada pelo PSOE, e a Câmara Municipal de Nisa, na altura com maioria PCP/PEV- CDU.
O projecto foi aprovado no início de 2011. As verbas disponibilizadas, os principais objectivos do projecto foram, já, amplamente descritos e divulgados, pelo que me abstenho de os referir.
A ponte sobre o Sever, depois de tantos e tantos anos de promessas e incertezas, ganhava força e uma esperança inaudita, firmada no compromisso institucional assumido pelos dois parceiros.
Em Novembro de 2011, houve eleições em Espanha. O PP (partido “irmão” do Paulinho das feiras”) venceu e conquistou, pela primeira vez, a Deputación de Cáceres.
Os novos “diputados” continuaram a manter e a garantir, a construção da ponte sobre o Sever, como um objectivo fundamental. Uma “garantia” que apenas servia para os discursos oficiais e oficiosos, enquanto, internamente, apresentavam essa reivindicação justa das populações cedillanas e montalvanenses, num gesto depreciativo e de vingança política, como “a ponte do Miguel”.
Miguel Angel Moralles, deputado provincial de Cáceres e responsável pelas Obras e Infra-estruturas da Deputación, juntamente com António Riscado González, alcaide de Cedillo, ambos eleitos pelo PSOE, deram a cara, a vontade e a persistência para que a construção da ponte sobre o Sever fosse uma realidade.
Um e outro foram enganados pelas manobras políticas e estratégicas eleitoralistas do PP cacereño. A ponte, soube-se, em Abril de 2013 – o anterior executivo da Câmara de Nisa, em ano de eleições, fechou-se em “copas – deixara de ser uma prioridade para os “populares” da Deputación de Cáceres. Gastaram dinheiro a rodos em projectos e propostas de localização da ponte, avançaram com infra-estrutura rodoviárias na serra de San Pedro, na tentativa de justificar o injustificável e, por fim, argumentando com a escassez de verbas, avançavam, como alternativa, para a instalação de uma barcaça, intenção que um dos vices da Deputación se apressou a transmitir, como dado adquirido e irrefutável, a um blog de Castelo de Vide.
O desenvolvimento do processo, a contestação às intenções castelhanas, da direita, e a reivindicação de assunção dos compromissos assumidos, por parte do Município de Nisa, já os leitores conhecem.
A ponte internacional sobre o Sever é uma obra fundamental e um desejo, antigo, das populações para o desenvolvimento de uma das regiões mais pobres e desertificadas da Europa.
Não podemos deixar que esta obra, considerada prioritária e essencial pela UE, reivindicação justa das populações hispano-lusas, seja remetida para as calendas da memória e tornada irrealizável pela decisão, unilateral, de um dos parceiros do projecto, à revelia e contravenção, dos compromissos institucionais e comunitários assumidos.
Muito menos poderemos admitir que tal recusa se fundamente num acto, “puro”, de vingança e de retaliação política sobre aqueles que, desde sempre, tomaram nas suas mãos a defesa das suas terras e das suas gentes.
Recomendo, para uma melhor apreciação de todo este processo, a leitura dos textos de José Monteiro, intitulados “A Barca do Purgatório I e II” (em boa razão, o título deveria ser a “Barca do Inferno”) em  http://maladeporao.blogspot.pt/2014/02/a-barca-do-purgatorio.html e http://maladeporao.blogspot.pt/2014/03/a-barca-do-purgatorio-ii.html
No primeiro, José Monteiro faz a cronologia, clara e imparcial, de todo o processo. No segundo, remete para a Deputación Provincial de Cáceres, algumas questões pertinentes, terminando com uma Carta Aberta de contestação às intenções cacereñas.
Apelo a todos os nisenses do concelho e alentejanos, em geral, que entrem no site e, a exemplo de José Monteiro, copiem e enviem a Carta Aberta ao presidente da Deputación de Cáceres.
Já chega de negaças, de tomadas de posições unilateráveis e de desrespeito pelos compromissos assumidos, atitudes, ainda por cima, sustentadas em argumentos e dados que não respeitam os princípios da cooperação institucional e da seriedade.
Façamos ver aos nosso “vizinhos” espanhóis do PP que “Barcaça (não pode) rimar com trapaça”.
Mário Mendes