A maternidade não pode fechar quando mais precisamos dela. A
interrupção recorrente deste serviço essencial coloca em risco a saúde e a vida
de grávidas e bebés, obrigando a deslocações longas, inseguras e muitas vezes
realizadas em momentos críticos.
Os encerramentos intermitentes
das urgências obstétricas geram incerteza e angústia no momento do parto,
aumentam o risco para grávidas e recém-nascidos, reforçam as desigualdades
territoriais no acesso à saúde e configuram situações de violência obstétrica
estrutural.
Para o MDM, a saúde das mulheres não pode depender do código postal. O
acesso a cuidados de saúde materna de qualidade deve ser garantido em todo o
território nacional, em condições de proximidade, segurança e dignidade.
Perante esta situação, o Núcleo de Portalegre do MDM exige:
Um Serviço Nacional de Saúde público, universal e gratuito,
devidamente reforçado
A abertura permanente (24h/dia, todos os dias) das urgências
obstétricas
A contratação urgente de profissionais de saúde
O fim dos encerramentos rotativos de serviços
A valorização do planeamento familiar e da saúde materna como
prioridade política
O MDM reafirma o seu compromisso na defesa dos direitos sexuais e
reprodutivos das mulheres e apela à mobilização da população e das entidades
responsáveis para pôr fim a esta situação inaceitável.
Nem um direito a menos. Todos os direitos para todas!
MDM – Movimento Democrático de Mulheres - Núcleo de Portalegre
