As ruas nunca estiveram tão sujas, desleixadas e abandonadas como estão actualmente. Cortam-se árvores sem nexo e sem explicação, parece que os alertas sobre as alterações climáticas são uma “treta” e em vezes de se plantarem mais árvores, vão-se cortando as que ainda resistem. Parece que os municípios nada têm a ver com uma estratégia global e nacional de minorar os efeitos nefastos dessas alterações que vieram para ficar
A rua onde moro, rua Padre Álvaro Semedo (Zona F, da Cevadeira) deve estar fora do mapa de Portugal, do concelho e da vila. O lixo acumula-se, os canteiros outrora viçosos, têm o aspecto que mostro. Foram literalmente abandonados e são uma vergonha para quem ali passa, diariamente, à procura do centro de Artes e Ofícios.
As duas primeiras fotos são de Junho de 2025. A madame de
Amieira andava preocupada com as eleições e com o seu benjamim (tinha bastas
razões, coitada) e abandonou os canteiros à sua sorte. Nem mesmo a campanha
eleitoral, a fizeram mudar de ideias. O pasto seco foi retirado e os canteiros
ficaram como as fotos restantes, mostram.
Logo agora em que há tanta água e propaganda da Galiana para dar e vender.
Não haverá umas florinhas, um sinal de verde, biológico, não
de plástico, para dar algum brilho aos canteiros?
As pessoas que moram na rua e os passantes não merecem que
dêem um pouco de “magia europeia”, um simples sinal de modernidade, a um local
público?
Estará a Câmara à espera de uma subscrição pública,
solidária, para comprar umas plantas?
Se for isso, digam. Assim como estão os canteiros é que não
me parece bem?
Não achas, ó Dinis?




