4.8.26

FAS-PORTUGAL: “NÃO FALTAM DADORES DE SANGUE. FALTAM CONDIÇÕES PARA O IPST, IP RESPONDER À DISPONIBILIDADE DOS PORTUGUESES.”


COMUNICADO À COMUNICAÇÃO SOCIAL

A FAS-Portugal compreende as dificuldades do IPST, IP, mas rejeita que a falta  de recursos humanos seja compensada pela substituição de profissionais por  voluntários

A FAS–Federação das Associações de Dadores de Sangue–Portugal (FAS-Portugal) considera  positiva a abertura manifestada pelo Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST, I.P.) para rever o ponto 6 da Deliberação n.º 018/D/2026, que previa a participação de voluntários  das Associações no apoio à refeição dos dadores, associada à retirada de profissionais das equipas  do Instituto.

A FAS-Portugal compreende as dificuldades que o IPST, IP enfrenta e tem sido uma das  entidades que mais insistentemente tem alertado a Tutela e todos os Órgãos de Soberania  que tutelam o Estado para a insuficiência de recursos humanos e financeiros do IPST, IP.

Mas é precisamente por conhecer essa realidade que a FAS-Portugal entende ser necessário dizer  claramente:

Em Portugal não existe falta de dadores de sangue. Existe uma grave  incapacidade do IPST, IP, para responder plenamente à disponibilidade dos  portugueses para dar sangue, o que leva a sucessivos cancelamentos de sessões de  colheita de sangue.

As Associações de Dadores de Sangue continuam a mobilizar cidadãos, a promover a dádiva e a  manter uma forte capacidade de sensibilização e mobilização das comunidades. O problema está, muitas vezes, em conseguir transformar essa disponibilidade em dádivas  efetivamente realizadas, devido às limitações de recursos humanos, financeiros e operacionais  que condicionam a capacidade de resposta do IPST, IP.

A FAS-Portugal considera, por isso, que a solução não pode passar pela transferência dessas  dificuldades para o Movimento Associativo e para os seus voluntários.

O voluntariado é uma força fundamental do Serviço Nacional de Sangue. Mas o voluntário  deve complementar o profissional — nunca substituí-lo.

O Movimento Associativo está disponível para continuar a colaborar com o IPST, IP, como tem  feito há décadas. Porém, essa colaboração deve ser livre, voluntária e complementar, não  podendo qualquer Associação ou Grupo de Dadores de Sangue ser obrigada, direta ou  indiretamente, a disponibilizar um voluntário para assegurar funções que resultem da falta de  profissionais.

A FAS-Portugal considera igualmente indispensável que o Estado assegure ao IPST, IP os  recursos humanos e financeiros necessários para cumprir plenamente a sua missão.

Portugal tem cidadãos disponíveis para dar sangue. Precisa de um Serviço Nacional de  Sangue com capacidade para acolher, colher, acompanhar e cuidar desses dadores.

Associada Cofundadora: Filiada:

FAS – Federação das Associações de Dadores de Sangue - PORTUGAL

Sede: Travessa do Noronha, nº 5-2ºdt – 1250-169 LISBOA –Telefone 213 976 771

NIF: 503506206 Mail: fasportugal1995@gmail.com Site: https://fasportugal.org/

A FAS-Portugal saúda, por isso, a disponibilidade do Conselho Diretivo do IPST, IP para rever  a Deliberação e reafirma a sua disponibilidade para colaborar na construção de soluções. Mas  continuará a defender junto da Tutela e dos Órgãos de Soberania uma resposta efetiva às  dificuldades estruturais do IPST, IP.

A FAS-Portugal deixa uma mensagem clara:

Os portugueses continuam disponíveis para dar sangue. O Estado tem de garantir que o  Serviço Nacional de Sangue tem capacidade para receber essa generosidade.

FAS – Federação das Associações de Dadores de Sangue – Portugal

Lisboa, 31 de julho de 2026

O Presidente da Assembleia Geral O Presidente da Direção Joaquim Martins Mendes Silva Paulo José Rosa Cardoso

Associada Cofundadora: Filiada: