As candidaturas estavam previstas terminar a 9 de Setembro,
mas esse prazo foi agora prorrogado até às 17h59 do dia 25 do mesmo mês,
revelou a DGArtes, num comunicado publicado na sua página de Internet.
O concurso, aberto a 15 de Julho, conta com uma dotação
financeira global disponível de 1.620.000 euros, a atribuir por um período de
dois anos, e pretende valorizar o património musical na região do Alentejo,
lembrou.
Os outros objetivos principais são «contribuir para a
afirmação do património musical português, valorizar a música erudita,
incentivar o seu cruzamento com outras artes e facilitar o acesso cultural no
Alentejo através de uma programação regular e diversificada».
As candidaturas estão disponíveis para as associações
culturais sem fins lucrativos com sede no Alentejo, segundo a DGArtes.
As atividades a apoiar inscrevem-se «nos domínios da
criação, edição, circulação nacional, ações estratégicas de mediação e
internacionalização, valorizando-se a articulação com municípios e entidades
culturais locais».
«São ainda valorizadas atividades que promovam o
desenvolvimento regional, a inovação, a intervenção ativa nas comunidades, a
inserção profissional e valorização contínua dos músicos, a inclusão social, a
cidadania e o trabalho coletivo através da prática orquestral», sublinhou.
Na nota divulgada, a DGArtes referiu que, nos dias 24 e 25
deste mês, vão decorrer três sessões de esclarecimento sobre este concurso, em
Grândola, Beja e Portalegre, promovidos em colaboração com a Comissão de Coordenação
e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo.
Em Abril e em Julho, também foram realizadas em Évora
sessões de esclarecimento relativas à criação da Orquestra Regional do
Alentejo.
Portugal tem atualmente três orquestras com estatuto de
Orquestra Regional: a Orquestra do Norte, a Orquestra Filarmonia das Beiras e a
Orquestra do Algarve.
O Governo aprovou, em novembro de 2023, a alteração ao
estatuto das orquestras regionais e a definição de «condições para a atribuição
de incentivos pelo Estado», através da DGArtes. O documento foi depois
promulgado pelo Presidente da República, no final de Dezembro.
Desta maneira, o estatuto de orquestra regional passou a
poder ser atribuído apenas “por concurso ou por concurso limitado, de forma a
tornar a obtenção do estatuto de orquestra regional mais exigente”.
No ano passado, abriu um concurso limitado, com uma dotação
global de 9,72 milhões de euros, para apoiar estas orquestras.
Cada orquestra receberá um apoio anual de 810 mil euros,
totalizando 3,24 milhões de euros por orquestra ao longo de quatro anos
(2025-2028).
in Lusa - 20.8.2026
