30.5.14

ALPALHÃO: Regata com certificado "Alentejo Bom Gosto"


A Regata - "Restaurante Alentejano recheado de Sabores", tem a partir de ontem, dia 29, responsabilidades acrescidas, pois conseguiu a Certificação de Conformidade Referencial da Restauração Alentejana - Alentejo Bom Gosto.
João Junceiro, proprietário do restaurante Regata, exprimiu, deste modo o seu contentamento pela conquista do galardão.
"Muito obrigado a toda a equipa que tornou isto possível em especial ao Dr. Ceia da Silva e aproveito para fazer das suas palavras, as minhas palavras.
"Valorizar o receituário e os produtos do Alentejo, garantir a qualidade do serviço dos restaurantes, prestar informação de excelência aos turistas sobre a gastronomia e produtos endógenos, e consolidar o produto turístico gastronomia e vinhos são os objectivos principais do projecto.
Neste contexto, os 21 restaurantes já certificados na Região – 10 numa primeira fase e 11 agora – cumprem um referencial que, previamente definido, apresenta vários parâmetros qualitativos que variam entre a confecção de receitas genuinamente alentejanas ou a utilização de ingredientes exclusivamente produzidos na nossa região
Factores como a decoração, o ambiente ou o serviço, assim como a apresentação de uma ementa constituída, maioritariamente, por pratos tipicamente alentejanos ou uma carta de vinhos, entre outros, são igualmente decisivos no processo de certificação
Consciente de que a certificação e o selo de qualidade são decisivos na afirmação e diferenciação de um destino, a Entidade Regional de Turismo considera a certificação dos restaurantes e o projecto onde esta se insere – designado por “Alentejo Bom Gosto” – uma garantia de qualidade e uma importante alavanca promocional para os agentes do sector."
O restaurante Regata de Alpalhão junta a excelência da qualidade de serviço e da satisfação dos clientes ao Bom Gosto Alentejano, expresso na diversidade e sabor da sua gastronomia, um referencial do concelho e da região transtagana.
Parabéns à Regata!

26.5.14

NISA: 25 de Abril - 40 Anos - 40 Imagens (30)

NISA- Comemorações do 25 de Abril - 2014

NISA: O Pelourinho resgatado






O Pelourinho de Nisa tem uma história atribulada que, a seu tempo, será contada.
Andou, aos retalhos, por jardins e espaços públicos, serviu de encosto a velhos e novos, suporte de cartazes de cinema e de outras propagandas, até que, nos finais dos anos 60 do século passado, lhe juntaram as peças e o colocaram no sítio onde, de jus, há muito deveria estar: a Praça do Município.
Pensou-se que, com a sua definitiva instalação, acabassem, de vez, problemas e atribulações. Mas não. Alguém, a mando da senhora Câmara, lhe mandou plantar dois arbustos, que ali ficaram quais sentinelas, a guardar o monumento histórico.
Os arbustos cresceram, transformaram-se em árvores e passaram a ser a referência negativa de um largo cheio de motivos de interesse arquitectónico e monumental. As árvores passaram a esconder o pelourinho, como se a Câmara tivesse vergonha de mostrar o símbolo do poder municipal e municipalista.
Não têm conta, as vezes que escrevi e alertei para esta situação, deplorável e degradante, ao longo dos últimos anos. Tal como o fez José Dinis Murta, historiador, tentando que a sua voz e palavras tivessem algum eco e mexessem com a (in)sensibilidade reinante na grande casa defronte. Debalde. Andámos, um e outro, a pregar no deserto. E nunca chegámos a saber as verdadeiras razões por que não eram atendidos os apelos que regularmente fazíamos sobre a situação.
Pouco importa, já. A Praça do Município tem um novo rosto. O Pelourinho foi resgatado do cativeiro a que foi submetido por mulheres e homens sem sensibilidade e respeito pela história.
Não foi preciso nenhum estudo ou parecer do Siza Vieira ou do Cassiano Barbosa. Bastou haver um pouco de bom senso e de vontade e, de um dia para o outro, a Praça onde nasci e brinquei nos primeiros anos da minha meninice, surgiu mais alegre, cheia de luz e claridade. O Pelourinho, que tantas vereações quiseram erguer, libertou-se dos escolhos que lhe tolhiam as formas e as vistas. Os “arbustos” deram origem a duas magníficas floreiras que embelezam o largo e nos fazem recordar os atropelos cometidos no nosso magnífico jardim romântico.
 Diz o povo que “não há mal que sempre dure” e esta intervenção na Praça do Município mostra que, sem grandes despesas, é possível melhorar e embelezar o espaço público e devolver aos cidadãos o orgulho pelos espaços de memória e convivência que sempre foram os seus.
Fico, agora, à espera, que em breve os nisenses possam assistir ao levantamento do Menir do Patalou, igualmente, sem custos de maior para o município e – o que é o mais importante – sem ter que solicitar os bons ofícios da PJ do Funchal.
Para meio entendedor uma boa palavra basta...
Mário Mendes

25.5.14

NISA: Memória do Cine Teatro - Maio de 1998


O Bom Rebelde
Título original: Good Will Hunting
De: Gus Van Sant
Com: Ben Affleck, Matt Damon, Minnie Driver, Robin Williams
Género: Drama
Outros dados: EUA, 1997, Cores, 126 min.
"O Bom Rebelde" é um dos filmes mais comerciais de Gus Van Sant, escrito por Matt Damon e Ben Affleck, que fazem assim a sua estreia como argumentistas, distinguida com um Óscar. Will Hunting (Matt Damon) é um jovem conflituoso e não muito sociável que trabalha como empregado de limpeza numa escola tecnológica em Massachusetts. Nas horas vagas Will resolve equações matemáticas sem ninguém saber. Um dia, Lambeau (Stellan Skarsgard), um conceituado professor da escola, descobre a capacidade de Will e percebe que ele é um génio matemático. Entretanto Will é detido pela polícia por espancar um homem e Lambeau decide assumir a responsabilidade da sua libertação. Em troca Will tem de participar nos trabalhos do professor e seguir um programa de terapia psicológica que o leva a conhecer Sean McGuire (Robin Williams), um analista em crise emocional devido à morte da mulher. Para além do Óscar de melhor argumento original para Matt Damon e Ben Affleck, Robin Williams foi distinguido com o Óscar de melhor actor secundário pela sua interpretação.

23.5.14

AJAL e ATL recriam casamentos antigos de Alpalhão

A AJAL e o ATL promovem no dia 31 de Maio, uma iniciativa conjunta de recriação dos casamentos antigos de Alpalhão. O evento terá início às 21,30 no Largo do Coreto e as duas associações convidam a população e visitantes a assistirem a esta iniciativa cultural, com uma grande componente tradicional e etnográfica.
Venha participar numa noite de animação e reviver as emoções de outros tempos. Não perca esta oportunidade e participe. Valorize a nossa terra e o seu património com a sua presença neste evento que vai ser cheio de luz, beleza e bom gosto para receber as mais belas noivas. A noite será encanto e cheia de recordações antigas. Recordar é viver.

CENTRO INTERPRETATIVO DO CONHAL: Comunicado dos vereadores da CDU


Freguesia de Santana (Arneiro, Pardo e Duque)
Centro Interpretativo do Conhal: em reposição da verdade!
Em resposta à nota informativa da presidente divulgada no site da Câmara Municipal de Nisa, os vereadores da CDU afirmam:
Não pactuamos com o conteúdo da nota informativa emitida pela senhora presidente da câmara, que apenas pretende enganar a população de Santana, vendendo gato por lebre!
A senhora presidente da câmara ignora o que é um centro interpretativo e não sabe a origem do Conhal (tal como não sabe que a olaria de Nisa é decorada com pequenas pedras de QUARTZO e não de BASALTO, como afirmou na cerimónia de comemoração do QUINTO ANIVERSÁRIO do Museu do Bordado e do Barro, no passado sábado) e desconhece todo o trabalho de investigação feito ao longo destes anos, por universidades nacionais e internacionais.
A senhora presidente da câmara mostra-se muito preocupada com o desenvolvimento da freguesia de Santana mas tem ignorado sistematicamente os pedidos da junta de freguesia, nomeadamente no que diz respeito ao apoio à realização do Festival Sabores do Rio que, sem dúvida, dinamizará  o desenvolvimento económico e social da freguesia.
Não pomos em causa a construção do Centro Interpretativo do Conhal, até mesmo no edifício da escola, mas defendemos que o mesmo só tenha essa finalidade e que dignifique o património da freguesia de Santana respeitando o valor e a identidade do Conhal, classificado pela UNESCO em setembro de 2006.
O que a senhora presidente pretende, efetivamente, é recuperar o edifício da escola com os dinheiros da candidatura aprovada para o Centro Interpretativo, dando-lhe depois o uso que lhe apetecer.

Lembremo-nos que:
Com o anterior executivo, o projeto inicial do Centro Interpretativo foi amplamente discutido com a população da freguesia de Santana, tendo merecido a aprovação da mesma, bem como a utilização da antiga escola do 1º ciclo como equipamento local de apoio às associações;
Foi o anterior executivo (da qual a senhora presidente fazia parte), que deliberou a cedência de instalações à Associação de Caça e Pesca e à ATAS - Amigos da Terra, Associação Socio-cultural de Santana (paradoxalmente, o anterior presidente da junta de freguesia, do PS,  até defendeu a instalação de uma casa mortuária no edifício da escola do 1º ciclo do Monte do Duque);
Foi a atual presidente da câmara que, enquanto vereadora do PS, sempre inviabilizou (votando contra) a concretização do projeto do Centro Interpretativo e parque de campismo rural, junto ao Clube Desportivo e Recreativo de Santana, com candidatura aprovada no valor de 300 mil euros.
Apesar de entenderem ser urgente e necessária a recuperação da antiga escola do 1º ciclo, bem como a construção do Centro Interpretativo, os vereadores da CDU não votaram a favor, mas também não votaram contra! ABSTIVERAM-SE, porque:
A junta e a população da freguesia de Santana NÃO FORAM OUVIDAS;
Os vereadores da CDU só tiveram conhecimento desta proposta  na reunião de câmara, sendo que o texto da proposta apresentada não coincide com a informação verbal da senhora presidente;
O espaço proposto, torna-se insuficiente para funcionar como Centro Interpretativo e simultaneamente como sede das associações, atendendo à incompatibilidade dos objetivos de cada uma delas, sob pena de se perder grande parte da informação sobre a formação das Portas de Ródão e do Conhal;
Os vereadores da CDU defendem:
a efetiva concretização do Centro Interpretativo do Conhal;
a urgente recuperação da antiga escola do 1º ciclo do Duque;
condições dignas para a instalação da Associação de Caça e Pesca e da ATAS-Amigos da Terra, Associação Socio-cultural de Santana.
Os vereadores da CDU reafirmam total disponibilidade, como sempre aconteceu, para dialogar com a junta de freguesia, assembleia de freguesia e população de Santana.
Os eleitos na CDU honram os seus compromissos para com as populações que os elegeram!"
Nisa, 23 de maio de 2014
Os Vereadores da CDU

Câmara aprova Requalificação da Escola do Duque para instalação do Centro Interpretativo do Conhal



22.5.14

NISA: Festa da Criança


CONCELHO DE NISA: IP2 cortado ao trânsito devido a colisão entre dois camiões

 O Itinerário Principal (IP) 2 está cortado ao trânsito na zona do Fratel (Nisa), desde as 17:35 de hoje, devido a uma colisão entre dois camiões que provocou dois feridos, segundo fonte dos bombeiros.
A fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Portalegre adiantou à agência Lusa que um dos feridos, considerado ligeiro, já foi transportado para as urgências do hospital de Portalegre e que o outro ainda está a ser avaliado no local pelas equipas de socorro.
O alerta para o acidente foi dado às 17:35, referiu a fonte, indicando que o IP2 vai continuar cortado, na zona do Fratel, no concelho de Nisa, até serem removidas as viaturas sinistradas.
Para o local do acidente foram mobilizados 27 elementos, dos bombeiros de Nisa e Gavião e da GNR, apoiados por nove viaturas, entre as quais uma viatura médica de emergência e reanimação (VMER) de Portalegre.
19:08 - 21 de Maio de 2014 | Por a
Foto Hugo Alcântara
Acidente entre dois camiões cortou IP2 em Nisa
A estrada molhada terá precipitado o despiste, seguido de colisão, que provocou um ferido grave e outro ligeiro no IP2, junto ao cruzamento de Amieira do Tejo, em Nisa.
As vítimas, os motoristas dos dois camiões, foram encaminhadas para o hospital de Portalegre, depois de assistidas e estabilizadas no local do acidente.
O choque aconteceu por volta das 17.35 horas numa zona já sinalizada. O IP2 esteve cortado, nos dois sentidos, até à remoção das viaturas e limpeza da via.
No socorro foram empenhados 27 elementos de proteção civil.
in Jornal de Notícias online

21.5.14

NISA: Homenagem póstuma ao poeta nisense Fernando Eduardo Carita


ALPALHÃO: AJAL e ATL assinalam Dia Mundial da Criança


Festival "Sabores do Rio" quer fazer de Santana uma referência gastronómica e ambiental


Iniciando uma tradição, a Junta de Freguesia de Santana – Nisa, organiza a 1ª edição do Festival “Sabores do Rio” a realizar nos dias 6,7 e 8 de Junho de 2014.
Este festival tem como objetivos:
- Oferecer visibilidade turística do Concelho;
- Mostrar a excelência gastronómica do Concelho de Nisa;
- Mostrar a gastronomia da Freguesia de Santana e sua ligação ao Rio Tejo;
- Promover os pratos de peixe do rio;
- Incentivar a qualidade das vertentes gastronómicas em toda a sua variedade;
- Contribuir para a boa imagem dos restaurantes do concelho;
- Proporcionar aos visitantes bons momentos de convívio e lazer.
O Festival terá diversas atividades de lazer:
- Birdwatching;
- Passeios Pedestres – “No trilho do Conhal”;
- Canoagem no Rio Tejo;
- Workshop de culinária – Com João Vintém;
- Resistência BTT;
- Aula de Dança-Fitness;
- Concurso de Pesca;
- Encontro de Motorizadas Antigas;
Os participantes apenas têm que selecionar as atividades que queiram integrar e em todas elas serão sempre acompanhados por profissionais ligados diretamente à prática das mesmas. Será a intenção de disponibilizar atividades que vão de encontro às potencialidades que a Freguesia possui, e que em tudo se assemelham às gentes do nosso concelho e distrito.
Queremos colocar no mapa nacional a Freguesia de Santana, mostrar os nossos produtos gastronómicos e artesanais, tais como Sopa de Peixe, as Migas Alentejanas, a Lampreia e queremos acima de tudo proporcionar a quem nos visita um postal de entrada prazeroso e que junto de todos divulgue a nossa freguesia.
A nossa ligação ao Rio Tejo faz com que muitas famílias estivessem ligadas a atividades piscatórias, é património reconhecido e que queremos divulgar junto de todos e para todos.

20.5.14

O LARGO DO ROSSIO: Uma certa maiêutica com condimentos de dialéctica…..



O LARGO DO ROSSIO (TAMBÉM…LARGO DA ANTIGA ESCOLA, DA  FEIRA, LARGO DA FONTE DO ROSSIO) ONDE OS MEUS DISTINTOS CONTERRÂNEOS, CAMINHANDO, FILOSOFAM...QUESTIONANDO, COM OS DEMAIS QUE  VÃO CHEGANDO, MAS SEMPRE COM NOTÁVEL DISPOSIÇÃO DE ALMA PARA ANALISAR  E ACEITAR CRÍTICAS  INTERROGANTES…É UM MÉTODO COINCIDENTE COM A MAIÊUTICA DE SÓCRATES, MAS TRANSFORMADO COM A JUNÇÃO DA DIALÉCTICA DE PLATÃO…E À FORÇA  DE INTERROGAÇÕES A QUESTÃO ABORDADA PELA FORÇA DO DIÁLOGO…E A TROCA DE AFIRMAÇÕES E NEGAÇÕES …CONSEGUE MELHORAMENTOS…MESMO QUE  NÃO SEJA  PERFEITA. DAÍ A MINHA SOLIDARIEDADE QUANTO AO MÉTODO FILOSÓFICO SEGUIDO. SÓCRATES PERGUNTA: O MÉTODO DA FILOSOFIA CONSISTE EM  PERGUNTAR.

Vem-me ao pensamento o Largo, e penso com carinho  nos diversos amigos e queridos conterrâneos, e esta forma democrática de convívio que não copiámos, já tínhamos.
Todos cabem no grupo, nunca vi exclusões.
Antevejo  nos seus personagens  magníficos  uma riqueza enorme de raciocínios, contributos
sábios de gente que conheceu mundos, e posições joeiradas por interrogativas consistentes  gizadas por  nisenses que mourejaram em diferentes  latitudes, culturas várias, sistemas sociais, organizacionais avançados.
Livro IV AC. Começou com Sócrates o saber acerca do método. O primeiro filósofo a pensar
Regras que salvaguardem o rigor, e bem assim outras exigências de racionalidade, de intelectualidade.
No sentido em que a filosofia tem que fazer-se como as ciências, convencermos-nos  que embora não sendo ciência, a filosofia  é  tão rigorosa e difícil como aquela.
O método de Sócrates , a Maiêutica consiste em perguntar.
Definir, chegar à essência dos conceitos.

Platão aperfeiçoa-o com a dialéctica..
As perguntas bem formuladas, as intuições que possuem sensível, espiritual, intelectual, emotiva, valorativa adestram os nossos  conterrâneos com o espírito do Largo do Rossio para além da sabedoria popular e ergue-os para outro tipo de sabedoria que sabe bem contemplar e usufruir.
Daí que saiba bem ouvir as suas reflexões sobre a vida, nas suas diversas manifestações.
Sem prescindir…os factos e a vida são iluminados pela verdade  da Filosofia.
A Verdade não é Filha do Tempo, :é Mãe do Tempo.. A  Verdade governa a História, a qual vai revelando constantes aspectos novos dessa mesma Verdade.
Nossa Senhora da Graça é uma nossa eternidade, nós passamos no tempo, contudo tal como vem acontecendo com os nossos mais ilustres nisenses viveram no tempo, mas transcendo-o.
O Seu destino não ficou atado ao seu tempo, persiste por causa de Algo que está do outro lado, tende para o intemporal, para Deus..
A filosofia por si só não basta, compreender o mundo , procurar a Sabedoria.
João Castanho

NISA: Auditoria às contas do Município 2005-2013 na OT da sessão camarária


NISA: 25 de Abril - 40 Anos - 40 Imagens (28)

Comemorações do 25 de Abril - 2014

NISA: Inijovem festeja 17º aniversário


19.5.14

Chamava-se Catarina, o Alentejo a viu nascer... (I)

Catarina Efigénia Sabino Eufémia, foi assassinada, há 60 anos, a 19 de Maio de 1954, perto de Baleizão. Tinha apenas 26 anos e três filhos. O seu crime? Pedir pão, trabalho e justiça. Mataram Catarina, mas o seu exemplo, o seu e nosso Alentejo continuará a lembrar e a cantar o seu nome pelos tempos fora.
CANTAR ALENTEJANO
Vicente Campinas*

Chamava-se Catarina
O Alentejo a viu nascer
Serranas viram-na em vida
Baleizão a viu morrer

Ceifeiras na manhã fria
Flores na campa lhe vão pôr
Ficou vermelha a campina
Do sangue que então brotou

Acalma o furor campina
Que o teu pranto não findou
Quem viu morrer Catarina
Não perdoa a quem matou

Aquela pomba tão branca
Todos a querem p’ra si
Ó Alentejo queimado
Ninguém se lembra de ti

Aquela andorinha negra
Bate as asas p’ra voar
Ó Alentejo esquecido
Inda um dia hás-de cantar
* Este poema foi musicado por José Afonso, no álbum «Cantigas de Maio», editado no Natal de 1971

OPINIÃO: Montalvão sem Médico

No fim da linha. Aqui, onde tudo termina. O país e a região. Montalvão, vila secular, com mais de 500 anos de história, situada no estremo do nordeste alentejano, ali entre o Sever e o Tejo, bordada por mil encantos, e abençoada com uma das mais belas paisagens deste interior esquecido, vivem (ou sobrevivem) cinco centenas de almas, na sua maioria idosos.
Nestes últimos anos, esta vila, tal como outras por esse interior fora, foram perdendo lentamente, a importância estratégico-militar que tivera outrora, com destaque para a posição geográfica dos seus castelos, de onde se avistava um vasto território inimigo, e que as tornavam em importantes praças vigilantes ao serviço da segurança do reino. Mas, como o inimigo passou a ser visto com outros “olhos”, o estado deixou de ver estas localidades como pontos essenciais da sua política territorial, abandonando-os à sua mercê.
Primeiro foi a emigração, que levou uma grande parte da mão-de-obra ativa para outras paragens, depois veio o encerramento da casa do povo, da escola primária e logo a seguir o fechou dos dois postos da guarda (GNR e Guarda Fiscal). Tudo aqui terminou. Restam os edifícios que serviram para albergar essas instituições e a memória dos que delas fizeram uso.
A população diminui, assustadoramente, levando consigo muitas atividades associativas, como o Rancho folclórico e a Banda de Música. Tudo aqui termina. Ficaram apenas as memórias daqueles que as poderem viver, sentir e amar!
Quando pensávamos que já não nos tirariam mais nada, pois então, como por arte mágica, deixamos de ter médico. Sem aviso prévio, para que a população não pudesse dizer nada, a um ato consumado.
Sim! O médico que vinha cá uma vez por semana, quando vinha, é certo, mas vinha, agora é nada. Quem quiser ir ao médico, que vá ao centro de saúde de Nisa (16 km) e alguns euros a mais, porque a extensão de Montalvão está esvaziada de funções. NÃO TEMOS MÉDICO!
A melhor solução até ao momento, para os casos de renovar as receitas dos medicamentos, faz-nos recuar muitos anos atrás, em que um administrativo vem recolher os pedidos dos utentes, para na semana seguinte vir a receita, assinada pelo médico. A burocracia cumpre o seu papel.
O concelho de Nisa que tinha ao seu serviço em 1999, uma equipa composta de 8 médicos e 15 enfermeiros em 10 extensões, a funcionar em pleno, agora tem 3 médicos e 12 enfermeiros, em 5 extensões a funcionar com limitações. Pergunto eu, o que aconteceu, entretanto? Para onde foram os médicos?
Pois se formos analisar os números, com maior detalhe, entre 1999 e 2011, constatamos que existem menos habitantes, e os que resistem, são mais velhos, portanto, necessitam de mais cuidados de saúde, como se pode conferir pelos números das consultas realizadas em 1999 e 2011:
Especialidades clinicas
Ano de 1999  
Número de consultas
Ano de 2011
Número de consultas
Medicina Familiar
29.855
29.070
Planeamento Familiar
664
317
Pediatria
1030
2026
Saúde Materna
129
167
Fonte : Pordata /INE 2014
Como se pode explicar que, sensivelmente, o mesmo número de consultas, possa ser executado por três médicos atuais, em vez dos oito de 1999. Algo vai mal, nestes números! Atualmente, cada médico tem, em média, a seu cargo 2483 pacientes, enquanto em 1999, tinham 1073 pacientes.
Precisamos de mais médicos, como é evidente! Um concelho tão grande, como Nisa, não pode e não deve ter ao seu serviço apenas 3 médicos, sejamos realistas.
Porque é que as autoridades locais não agem? A Junta de Freguesia, concorda? E a Câmara Municipal e Assembleia Municipal?
Se for necessário lancem um abaixo-assinado, em prol da saúde desta gente, porque Montalvão precisa de “Mais saúde e melhor saúde”, não nos podemos resignar. Aqui, não pode acabar tudo, porque ainda existem pessoas e memórias. E fazem parte integrante de um país chamado Portugal!
E, sem pessoas e sem instituições, para que serve um território?
JOSÉ LEANDRO LOPES SEMEDO

16.5.14

NISA: Feira do Livro de 28 Maio a 1 Junho

PROGRAMA DE ANIMAÇÃO
28 Maio – Cine Teatro de Nisa
10h – Teatro: “Romeu e Julieta” – adaptação de Maria do Carmo Ribeirinho e Dulce Vitorino
21,30h – Espectáculo da Escola Silvina Candeias (Ballet, dança oriental, dança de salão, sevilhanas, danças para crianças, zumba, karaté-do)
30 Maio – 10 h - Comemorações do Dia Mundial da Criança
- Praça da República, Cine Teatro e Biblioteca Municipal
31 Maio – 17h – Cine Teatro de Nisa
Homenagem póstuma a Fernando Eduardo Carita – Professor e poeta nisense
1 de Junho – 16 h – Cine Teatro
Dia Mundial da Criança – Filme “O tempo dos dinossauros”
Oferta de bilhetes aos alunos do concelho de Nisa até ao 6º ano
17h – Auditório da Biblioteca Municipal
Apresentação do livro “Nisa – Corte das Areias”, de João Francisco Lopes

VILA VELHA DE RÓDÃO: Lançamento do nº 6 da Açafa Online

Açafa on line é uma publicação de periodicidade anual, da responsabilidade da Associação de Estudos do Alto Tejo, destinada a divulgar documentos relacionados com o estudo e a salvaguarda do património cultural e natural da bacia interior do rio Tejo, sobretudo na região de Castelo Branco, embora possa incluir documentos de outras origens geográficas.
O número 6 da revista, apresentado em Vila Velha de Ródão, no Lagar de Varas do Enxarrique, no âmbito do programa do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios – 2014, está disponível para consulta no site da AEAT: www.altotejo.org  / http://www.altotejo.org/acafa/acafa_n6.html
Índice:
* Carlos Neto de Carvalho, Joana Rodrigues & Daniel Gonçalves, Património geológico de Oleiros: inventário de geossítios e propostas para a sua valorização.
* Helder Costa, As cotovias com poupa na tradição popular da Beira Baixa.
* Francisco Henriques, João Carlos Caninas, Mário Chambino, Fernando Robles Henriques, Telmo António, Cézer Santos e Alexandre Canha, Grafismos rupestres em afluentes da margem direita do Tejo no distrito de Castelo Branco.
* Mário Monteiro, A Linha das Talhadas – Moradal e o Sistema Defensivo de Abrantes. Resultados dos trabalhos de prospecção arqueológica e de pesquisa documental.
* António Maria Romeiro Carvalho, Toponímia e organização espacial. A fundação de povoações, lugares e ruas.
* António Maria Romeiro Carvalho, Pelourinhos da Beira Interior. Uma página esquecida na História de Portugal.
* Antonio Gonzalez Cordero, Alfonso Naharro y la Gentilidad Arqueológica Lusitano-Vettona.
* Francisco Henriques, Cátia Mendes, João Caninas e Carlos Neto de Carvalho, Notícia de uma provável estela funerária africana encontrada em Portugal Continental.
* Francisco Henriques, Jorge Gouveia e João Carlos Caninas, Maria de Lurdes Gouveia da Costa Barata, José Manuel Batista, João Sena, Paulo Barreto e José Preto Ribeiro, Contos populares e lendas dos Cortelhões e dos Plingacheiros.

15.5.14

Exposição de José Reisinho Serra mostra “olhares” sobre Nisa antiga







Na Biblioteca Municipal de Nisa está patente ao público, até 31 de Maio, uma exposição de pintura de José Maria Reisinho Serra.
É a primeira exposição deste artista autodidacta, nisense, reformado e que através das noções de desenho que possui se lançou na execução de alguns esboços que lhe foram “aguçando o apetite” e, com maior entusiasmo, se transformaram em pinturas.
Os elementos da natureza, o mar e as memórias de infância estão retratadas na exposição que apresenta na Biblioteca Municipal, em cores vivas e dinâmicas que deixam bem à vista, em plano de destaque, as imagens sobre a Porta da Vila dos anos 30 e 40 e que nos remetem para um tempo pleno de vivências e recordações.
Depois de Nisa, a exposição “Olhares” de José Reisinho Serra poderá ser apreciada no Centro Cultural de Alpalhão.
Uma viagem curta, para outras mais longas e que se prevêem ser o itinerário pictórico de José Reisinho Serra. Até 31 de Maio, na Biblioteca Municipal de Nisa, aproveite e delicie-se com as pinturas de um artista nisense.

VILA VELHA DE RÓDÃO: Ao "Encontro" da Paisagem do Vale do Tejo

Da esquerda para a direita: Aurora Carapinha (UÉvora), Cristiana Bastos (ICS_UL), Jorge Rivera (UÉvora) e  António Martinho Baptista  (Fundação Foz Coa)
Realizou-se no fim-de-semana de 10 e 11 de Maio com o apoio do Município de Vila Velha de Ródão, um “Encontro” no Vale do Tejo. Esta iniciativa surge no seguimento de um trabalho de investigação, em curso, no âmbito do Doutoramento em Arquitetura da Universidade de Évora.
O encontro permitiu refletir in “loco” diversas leituras da paisagem, com objetivo de fomentar oportunidades de explorar de forma integrada os valores naturais e culturais da região.
Sobre a égide do Dr. António Martinho Baptista (Fundação Foz Côa) foram visitadas as estações arqueológicas de S. Simão, Cachão de Algarve, Fratel e a recentemente intervencionada Calçada da Telhada. A Associação de Estudos do Alto Tejo, aceitando o convite, contribui com o seu vasto conhecimento sobre o território.

Do fim-de-semana de reflexão, resultou um conjunto de iniciativas e propostas de intervenção a aprofundar. E uma intenção de criar um protocolo entre a Universidade de Évora e a Autarquia, com objetivo de desenvolver ações conjuntas de reinterpretação identitária deste singular património, por vezes esquecido. 

14.5.14

NISA: 25 de Abril - 40 Anos - 40 Imagens (26)

Nisa: Comemorações do 25 de Abril - 2012

Nisa Viva celebrou os 40 anos do 25 de Abril com colóquio









A Nisa Viva – Associação dos Naturais e Amigos do Município de Nisa promoveu no passado sábado, no salão da Sociedade Artística Nisense, um colóquio sob o tema “O 25 de Abril e a Revolução”
Perante uma assistência numerosa e interessada, abriu a sessão o presidente da Sociedade, José Ferreira, que agradeceu a presença dos participantes e enalteceu a importância desta iniciativa.
António Montalvo, presidente da Nisa Viva, apresentou os oradores, o coronel José Maria Belo e o major general Norberto Bernardes, relatando alguns episódios em que participou enquanto estudante, nomeadamente, as manifestações contra o envio de tropas para as colónias.
José Maria Belo leu um texto onde, em termos gerais, traçou o “antes e depois do 25 de Abril, uma “data histórica provocada por um golpe militar e a que adesão popular conferiu uma expressão revolucionária”.
Lembrou a falta das liberdades fundamentais e de direitos, principalmente por parte das mulheres e disse que o 25 de Abril tem que ser lembrado como um dia em que muitos militares corajosos se juntaram para derrubar um regime ditatorial.
Norberto Bernardes teve uma intervenção mais longa, explicando as origens do “Movimento dos Capitães” que fizeram o 25 de Abril.
Contou várias histórias do tempo da guerra colonial e do envolvimento dos operacionais que estavam na Guiné, falou das diversas tentativas para encontrar uma solução política para o problema colonial, diligências que nunca tiveram a devida a aceitação por parte do governo central.
A saída de uma lei que discriminava os oficiais milicianos face aos oficiais do quadro, acabou por se tornar no detonador e pretexto para juntar os militares que chegaram à conclusão de que só derrubando o regime se poderia resolver esse e outros problemas, principalmente o de acabar com a guerra colonial.
Cumprido esse desígnio, disse, os militares entregaram o poder aos políticos e regressaram aos quartéis.
Da parte da assistência houve algumas intervenções, todas elas reconhecendo o papel decisivo dos “Capitães de Abril” e lembrando as dificuldades do tempo presente, com a troika e a austeridade.
No final ficou uma nota de esperança em tempos melhores e pela recondução do país ao espírito de Abril, consubstanciado nos célebres três Dês: Democratizar, Descolonizar e Desenvolver.
Mário Mendes