31.1.16

OPINIÃO: A morte do rio Tejo

Na Ibéria existem poucos rios com esta dimensão, nasce lá bem no alto da serra de Albarracín a 1600 metros de altitude, no interior de Espanha, brotando da sua nascente água pura e cristalina.
Quando o seu leito inicia a descida pelas encostas, vales e planícies destes dois países, percorrendo cerca de 1007 km, até desaguar em Lisboa, estamos longe de imaginar que em pleno século XXI se possa matar assim um rio!  O segundo maior rio da península Ibérica, a seguir ao Ebro (Espanha).
São 1007 km de atentados ambientais que este curso de água sofre, tanto de um lado da fronteira como do outro, os criminosos continuam impunes, como sempre, em nome de um desenvolvimento, dizem!
Ao longo do seu percurso foram sendo construídas várias obras arquitetónicas (barragens, paredões, transvases), a que se juntam o vazamento de lixos de toda a natureza, esgotos de empresas e particulares (muitos sem qualquer tratamento), refrigeração de centrais nucleares e centrais termo elétricas, que vieram alterar seu normal funcionamento nestes últimos 50/60 anos de vida.
Como é possível em menos de meio século, 50 anos, o homem ter destruído o que a natureza levou milhares de anos a construir, como é possível? Onde outrora corria água cristalina e havia peixes em abundância, que dinamizava um sector importante nas economias das comunidades ribeirinhas, hoje temos um rio morto, sem vida, um autêntico esgoto a céu aberto, lançando um cheiro nauseabundo das suas águas escuras com espuma esbranquiçada.
Em Portugal o problema tem-se vindo a agravar, mas as autoridades responsáveis, mesmo sabendo quem são os autores destes crimes ambientais (tal com refere um recente relatório ambiental), nada fazem, dizem que não tem meios suficientes – declarações do próprio Presidente da Agência Portuguesa de Ambiente, na comissão parlamentar, por estes dias.
No plano regional, verificamos que foi constituída pelo Ministério do Ambiente, uma Comissão de Acompanhamento sobre a poluição no Tejo, que terá por missão avaliar e diagnosticar as situações com impacto direto na qualidade da água do rio Tejo e seus afluentes, fazendo parte os representantes da Agência Portuguesa do Ambiente, da Inspeção-geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo e do Centro, as Comissões Intermunicipais da Lezíria do Tejo, Médio Tejo, Beira-Baixa, e a GNR/SEPNA.

Parece-nos bem que seja constituída essa tal comissão de acompanhamento, só lamentamos que não existem representantes do Alentejo nessa mesma entidade, ora vejamos, se no concelho de Nisa o Tejo tem um percurso de 43 Km e no concelho de Gavião mais 15 km, são portanto cerca de 58 km (21%) de rio sub-representados nesta comissão, não foram convidados?
Sabemos que esta terça-feira, a presidente da Câmara de Nisa, estará presente, numa audição na comissão parlamentar de ambiente, em Lisboa, a qual de forma proactiva, como é seu hábito, não deixará certamente por mãos alheias, esta problemática situação que aflige toda esta comunidade ribeirinha.
Mas não ouvimos a posição da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), apesar de ter havido esta semana, em Portalegre, uma reunião com o Secretário de Estado do Ambiente Carlos Martins.
É urgente cumprir e fazer cumprir toda a legislação, acordos e tratados que existem para salvar o nosso rio.
Assinem a petição que está a correr por aqui:
http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT79516  - (Petição Contra a Poluição do Rio Tejo e seus afluentes).
Em nota de rodapé, só para recordar que em 2010, assinei um texto para este mesmo espaço com o título “Quem salva o Tejo?”, entretanto já passaram 5 anos, e nada.
Todos somos poucos, não podemos deixar morrer o Tejo!
JOSÉ LEANDRO LOPES SEMEDO

POETAS NISENSES: Manuel Carita Pestana

As Cinco Fontes
Ó Nisa, que me estou lembrando
Das tuas ruas e montes.
Versos que estou a escrever
Dedico-os  às tuas fontes.

Fonte do Frade (local original)
As cinco que aí existem
Por essas calmas estradas
São velhas, mas bem prezadas
Pois alguém olha por elas.
Que as reparam das mazelas
Que os tempos lhes vão dando
Das tuas águas puríssimas
Ó Nisa eu me estou lembrando.
Fonte da Aluada
Quem as quiser visitar
Verá lindas raparigas
Que nestas fontes antigas
Lá se vão dessedentar.
A água deve provar
Destas tão saudosas fontes.
Ó Nisa, não mais me esqueço
Das tuas ruas e fontes.
Fonte da Pipa
Todas elas são antigas
Evocam tempos passados
Encontros de namorados
Que lá passam belos serões.
Cai a água aos borbotões
Para quem quiser beber.
Ai, como levam saudades
Versos que estou a escrever!
Fonte d´El Rei (Fonte Nova)
Bons tempos que já não voltam
Quando eu ia namorar
Levavam serões a bailar
Rapazes e raparigas
Ao som de lindas cantigas
Que ecoavam pelos montes.
Nisa, os versos que escrevo
Dedico-os às tuas fontes.

Fonte de Santo António (Fonte da Cruz)
Na Fonte do Frade eu estive,
Até alta madrugada
E na Fonte da Aluada
Na antiga Fonte da Pipa
Que em beleza se antecipa
E a todos nós seduz
Sem esquecer a Fonte Nova
E a velha Fonte da Cruz
Manuel Carita Pestana - in "Correio de Nisa" (1965)

30.1.16

Inijovem convida a "Caminhar em Nisa" todas as terças-feiras

A Secção de Caminheiros da INIJOVEM introduziu no seu plano de atividades para 2016 uma atividade regular a realizar todas as semanas, às 3ªs feiras, entre as 18h00 e as 20h00, designada de "Caminhar em Nisa", complementando o trabalho que já vem sendo feito, desde 2015, pelos companheiros da Secção de Trail Running!
A concentração será junto à sede da INIJOVEM, cada atividade terá uma duração de 2 horas, gratuita e aberta a toda a população que nutra o gosto pela caminhada ou que se queira iniciar na atividade pedestrianista.
EQUIPAMENTO ACONSELHADO:
- Roupa adequada à prática de caminhada, leve, confortável, respirável e de secagem rápida;
- Bota ou sapato ténis de caminhada;
- Mochila pequena com água e comida energética (barritas ou frutos secos).

Nota: até à mudança para a hora de verão, poderá ser necessário, em situações pontuais, o uso de frontal.

29.1.16

OPINIÃO: O Rio Tejo (há 50 anos)

O desporto em Portugal tem evoluído consideravelmente em todas as modalidades. E a pesca á linha adquiriu inúmeros adeptos. Ainda não há muito tempo, este desporto era quase desconhecido em muitas cidades e vilas, onde hoje conta com grande quantidade de praticantes. Mas os nisenses foram sempre apaixonados pela pesca.
As empresas hidro-eléctricas bastante contribuíram para o seu desenvolvimento. A modalidade estende-se a vários rios e afluentes. Desta prática alcança-se o conhecer do valor da fauna, do volume do caudal, da paisagem, do acesso.
Geralmente, os desportistas manifestam preferência por um rio ou albufeira.
Nós optamos pelo Tejo. Temos percorrido as suas margens, num exercício salutar que praticamos há muitos anos. Este rio, bastante rico, pela sua grandeza e extenso curso, pelas variadas espécies que o povoam, pela fertilidade das terras que banha, pelas actividades que absorve em explorações diversas, torna-se um factor de relevo na economia do país.
As suas belezas e encantos têm inspirado os nossos poetas de todos os tempos. Oferece este rio as melhores condições de pesca ao pescador mais exigente. Conhecemos o Tejo desde o Sever até Belver, e neste espaço existem três pegos dignos de referência. O Pego do Bispo, próximo de Salavessa, tem três quilómetros de comprimento e profundidade de quatro a doze metros. Abundam ali o barbo e a carpa, mas o seu acesso é muito difícil.
O Pego das Portas, de dimensões mais reduzidas, tem a profundidade de trinta metros e é povoado de grandes exemplares de barbos e carpas.
O Pego da Barca, a três quilómetros de Amieira, tem aproximadamente dois quilómetros de comprimento e profundidades de quatro a vinte metros. É muito rico nas já referidas espécies. Pelo seu acesso fácil é muito preferido.
A pesca já foi a maior riqueza deste rio. As espécies emigradas do mar como a enguia e a lampreia, o sável, o muge, povoavam o seu longo curso de novecentos quilómetros.
Na pesca destas apreciadas espécies ocupavam a sua actividade centenas de pescadores profissionais, que abasteciam muitas povoações.
O Tejo presenteia-nos ainda além do barbo e da carpa, com a boga e o Bordalo, em relativa abundância. A reprodução da fauna deste rio favorece todos os seus afluentes. Das espécies emigrantes, só a enguia por cá ficava, ocupando assim um lugar de mérito nos afluentes.
Já temos visto por várias vezes a subida desta espécie. Efectua-se no mês de Maio, preferindo as margens e mostrando-se à superfície. Seguem assim a longa viagem, assinalando a passagem por duas faixas, numa extensão de centenas de quilómetros. Dura isto de oito a dez dias.
Estes milhões de seres, com o comprimento de sete a dez quilómetros, infiltrou-se por todos os canais, mesmo nos de reduzido volume.
Este peixe, que foi tão abundante como apreciado, regressava ao mar, depois de adulto, com o peso a variar de dois a quatro quilos, favorecendo resultados compensadores àqueles que à sua pesca se dedicavam. Hoje, estas espécies não fazem parte da fauna do rio, a partir da Barragem de Belver.
Centenas de pescadores profissionais, que empregavam toda a sua actividade nesta parte do rio, têm-se queixado amargamente. A vasta área abrangida pelo desaparecimento da enguia é deveras considerável e muito se faz sentir na alimentação dos povos ribeirinhos e outros.
O maior rio do país encontra-se há muitos anos vedado totalmente à passagem do peixe e o mesmo se passa nos afluentes como a Ocreza, Ribeira de Nisa, Sever, Ponsul. Junto do enorme dique têm sucumbido milhões de enguias que o instinto natural conduziria ao repovoamento em todo o longo curso do Tejo.
Só uma estatística nos poderia elucidar concretamente e surpreender com números, do valor do peixe colhido na vasta extensão. É oportuno esclarecer que a empresa construtora e proprietária da barragem não descurou este importante assunto (escada de peixe ou passagem de peixe) encarregando um engenheiro italiano, experiente em obras congéneres, de estudar e construir uma passagem de peixe, mas uma vez concluída, verificou-se que não é possível a subida.
De lamentar que assim tivesse sucedido e que assim permaneça esta obra, e muitos esperam a rectificação, para que as águas do rio tornem a ser povoadas e enriquecidas com tão apreciadas espécies.
Aníbal Goulão“Correio de Nisa”13/11/1965

28.1.16

PS critica oportunismo do PSD sobre investimentos no distrito

COMUNICADO DA FEDERAÇÃO DISTRITAL DO PS
O Presidente da Distrital de Portalegre do PSD veio hoje reivindicar a construção da Barragem do Pisão e a melhoria da ligação entre a A6 e a A23.
 Durante quatro anos, o PSD esteve no governo e teve a oportunidade de inscrever estes investimentos nos diversos programas e planos que submeteu às entidades europeias com o objectivo de os mesmos estarem calendarizados para o quadro comunitário que agora se inicia.
A oportunidade perdida de ter estes e outros investimentos em curso nos próximos anos é da exclusiva responsabilidade do PSD, uma vez que os montantes estão todos comprometidos e não há nenhuma verba alocada ao distrito de Portalegre.
No que diz respeito à Barragem do Pisão, o PSD nunca falou sobre o tema durante a última legislatura e Armando Varela sempre o abordou de forma envergonhada. Em quatro anos de governo PSD e seis anos na presidência da CIMAA, não se conhece uma única abordagem consistente ao tema.
Quanto à ligação entre a A6 e a A23, a mesma nunca fez parte das prioridades do PSD, pois se fizesse estaria inscrita no PETI, Plano Estratégico dos Transportes e Infraestruturas.
A calendarização e inscrição nos planos oficiais era fundamental para que esses investimentos fossem concretizados nos próximos tempos. Sem tais consignações, o Partido Socialista continuará a defender a concretização de tais investimentos e a forma de garantir o seu financiamento.
O comportamento do principal dirigente do PSD no Distrito de Portalegre condiz com a sua prática política. Quando está no poder não defende nada para o Distrito, quando passa para a oposição torna-se no maior dos reivindicadores esquecendo o seu passado muito recente e as suas ausências.
Federação Distrital de Portalegre do PS - 26/1/2016

Começou hoje o Carnaval Alpalhoeiro

OPINIÃO: Prós e Contras

 Após alguns anos como colaborador de vários jornais que se publicaram em Nisa e na região, António Conicha, conhecido pelos seus escritos no "Cantinho do Emigrante", volta a dar-nos o prazer da sua presença e da sua "Escrita de Longe" trazendo ao perto temas que nos são caros e que continuam actuais. Saudamos o seu regresso, através da palavra e restabelecendo a ponte entre nisenses residentes e ausentes.
Como muitos nisenses, estou contente pela nossa Câmara ter mandado erguer o "Menir do Patalou", este, que jazia há bastantes anos no chão, sem que alguém até aqui lhe desse a menor importância. Agora sim! Está no local e de pé, assinalando assim, a presença de um povo pré-histórico nas terras de Nisa há milhares de anos, e que hoje podem ser lembrados de uma forma especial, num local que pode ser visitado e figurar num "roteiro turístico", juntamente com as antas, furdões, figuras rupestres e sepulturas", existentes um pouco por todo lado no nosso concelho e região.

Por outro lado, estou triste pelo facto de a "Fonte do Rossio" ter sido mudada do seu local de origem, sofrendo várias mutilações, para não dizer vandalismo, devido a alguma negligência. Não esqueço também a "Árvore das Mentiras", situada no "Jardim Público", que noutros tempos, foi local de culto romântico, onde se trocaram os primeiros beijos, na infância, na adolescência e na juventude!...
 Também queria aqui abordar um assunto, que a meu ver, merece toda a atenção, dado que foi edificado para interesse público, e que continua sem ter a utilidade que merece. Refiro-me à Estação Rodoviária, situada ao cimo da Rua Sidónio Pais (Devesa). Por que razão os emigrantes e outros passageiros que viajam para o estrangeiros, nomeadamente, França, continuem a "partir e a chegar", na Avenida D. Dinis, próximo do Tribunal, à chuva e ao vento e sem sanitários, em condições deploráveis e de grande insegurança, quando na na referida estação, ali bem perto, existem todos os confortos?
Pedia às entidades competentes, principalmente, à Câmara Municipal que resolva esta situação e que promova a transferência da paragem dos autocarros para as novas instalações, o mais urgente possível, indo ao encontro de um desejo e vontade, legítimos, dos nossos conterrâneos. 
Já agora e para terminar, aproveito para lembrar o nosso "Poder Local", que Nisa sempre foi e será uma "terra de emigrantes", enquanto não existirem estruturas, para impedir este flagelo, que é a partida não só para o estrangeiro, como também para a Grande Lisboa, de todos aqueles que procuram uma vida melhor. Por isso, continuamos a aguardar a erecção de um "Monumento ao Emigrante", tantas vezes referido  nas reuniões da Câmara Municipal de Nisa ou nas redes sociais, como o "Jornal de Nisa", mas sem que as entidades públicas passem das palavras aos actos.
Eu, sinceramente, não quero louros, por ter sido um pioneiro em defesa desta causa, mas, confesso, gostava sim, de não morrer, sem ver o meu sonho concretizado, o sonho de todos os nisenses que vivem fora do nosso torrão natal,  que rumaram para os quatro cantos do Mundo, procurando uma vida melhor, o pão que a terra e o país lhes negaram, ou sonho da dignidade e da liberdade.
Eu acredito, continuarei a acreditar que mais cedo ou mais tarde, as entidades públicas da nossa terra, irão concretizar num local central da vila, esta tão antiga como justa aspiração.
"Aqueles Que Por Obras Valorosas Daqui Partiram...Estão Sempre Presentes"..

António Conicha 

27.1.16

OPINIÃO: Povo que (já não) lavas no Rio

Ao longo de muitos anos, desde o 25 de Abril, principalmente, o rio Tejo tem sido alvo de muitos discursos e intenções, todos eles virados para as “potencialidades”, os “recursos endógenos” ou “o desenvolvimento sustentável”. Foi slogan publicitário e de divulgação do concelho de Nisa e, provavelmente, de muitos outros. Municípios que dizem adorar o Rio, as belezas naturais, a pesca, o lazer, o património, os monumentos, a possibilidade de constituir uma mais valia, fundamental, para o desenvolvimento dos seus territórios e das gentes que neles habitam.
O rio - traço de união entre dois povos e países vizinhos – foi sofrendo, durante décadas, os mais graves e despudorados atentados, perante a indiferença, quase generalizada de quem tinha  e tem, o dever defendê-lo e de lutar pela sua preservação ambiental, paisagística, qualidade e constância do caudal das suas águas.
Os reiterados transvases em território espanhol, ao arrepio das leis e tratados internacionais e o desrespeito, vergonhoso, pelo povo de um país vizinho e parceiro comunitário, constituem uma “espinha” cravada no direito internacional, quase tão grande como a portuguesa Olivença.
Os atentados só não foram mais longe porque cá e lá (Portugal e Espanha) tem havido organizações, chamem-lhe ambientalistas, da defesa da terra ou bairristas – tanto dá – que têm denunciado as constantes agressões que o rio tem sofrido.
As câmaras municipais -, mudas, quedas e caladas - têm-se limitado a discursos ou comunicados de circunstância, remetendo os problemas do rio para os vizinhos do lado, aparecendo em público quando o eco dos protestos ou o caudal das agressões ambientais chega à comunicação social e sentem que a sua posição pode ficar fragilizada.
Tem sido assim ao longo dos anos e não me parece que, neste aspecto, algo vá mudar.
O Tejo serve para um belo discurso (Queijo, Tejo, Termas, ou vice-versa), para um excelente décor ou como pano de fundo para um cenário pré e pós eleitoral.
Depois, a conversa da treta toma conta do agitar dos dias e das preocupações políticas das administrações dos concelhos ribeirinhos.
Unissem-se todos os municípios, portugueses e espanhóis, das duas margens do rio e “outro galo cantaria”. Assim, cada um para seu lado e defendendo a sua dama - uma “dama”, por vezes, contrária aos interesses do rio – não chegarão a lado nenhum.
O Tejo, o rio da minha aldeia, continuará a degradar-se e a ser cada vez mais, um esgoto a céu aberto com nome de rio.
Por nossa culpa!
Mário Mendes

NISA: Câmara preocupada com poluição no rio Tejo

 Presidente da Câmara tem Audiência Parlamentar na Assembleia da República
O estado de poluição em que o Rio Tejo se encontra no seu percurso de 43 km, no concelho de Nisa, tem vindo a ser alvo de preocupação da Presidente da Câmara Municipal de Nisa no sentido de identificar, denunciar e encontrar as soluções necessárias para resolução deste grave problema que a persistir influenciará decisivamente o modo de vida e sustento de pescadores e das suas famílias, que fazem do peixe o elemento principal da gastronomia local, em especial na freguesia de Santana e afectará a crescente prática de atividades de turismo e lazer em Amieira do Tejo.
No início de setembro, do ano transato, técnicos da Câmara Municipal deslocaram-se ao “Cais do Arneiro” freguesia de Santana, após denúncias relativas ao estado nauseabundo do caudal do rio. A cor escura das águas que, segundo os pescadores locais, deriva das descargas diárias das fábricas a montante do local de observação, ou seja das indústrias sediadas em Vila Velha de Ródão.
Das conclusões retiradas da observação, devidamente acompanhas de elementos ilustrativos foi enviado, em 28 de setembro 2015, ao Senhor Secretário de Estado do Ambiente, à Agência Portuguesa do Ambiente – ARH Tejo e Oeste e à Guarda Nacional Republicana – Destacamento Territorial de Nisa uma comunicação no sentido de alertar para esta questão problemática para o concelho de Nisa.
Esta nossa denúncia e preocupação foi igualmente comunicada às empresas AMS – Star Paper; Celtejo – Empresa de Celulose do Tejo e Centroliva – Indústria e Energia, das quais apenas recebemos da primeira um ofício que indica que aquela empresa “cumpre todos os requisitos legais ambientais” não se responsabilizando pelo estado de poluição em que encontra o rio.

Porque não poderíamos ficar indiferentes perante a gravidade do problema, cuja origem será previsivelmente no nosso concelho vizinho, afetando a nossa já débil economia local, solicitámos uma Audição à Comissão Parlamentar de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação na tentativa de ultrapassar os constrangimentos e impactos negativos que esta situação de poluição está a provocar no Concelho de Nisa.
Em resultado destas nossas démarches a Presidente da Câmara Municipal de Nisa irá ser recebida no próximo dia 2 de fevereiro, na Assembleia da República, para expor na Comissão Parlamentar a situação de catástrofe que atinge o rio Tejo bem como as implicações daí resultantes, quer na qualidade das águas para a pesca quer para a saúde das pessoas e para todo o concelho de Nisa.
CMNisa

26.1.16

MONFORTE: Campeonato Distrital de Corta-Mato

Vai realizar-se em Monforte, no dia 30 de Janeiro de 2016 (Sábado) entre as 15h e as 17h30, o Campeonato Distrital de Corta Mato, e o 1º Corta Mato de Monforte numa parceria organizativa da AADP e o Município de Monforte, com o apoio do Concelho de Arbitragem da AADP. As provas decorrem em simultâneo
 NORMAS REGULAMENTARES
Para o Corta Mato Distrital apenas são elegíveis os atletas com a filiação formalizada e completa para a época 2015/2016 na AADP, os vencedores serão creditados com o titulo de Campeões AADP de Corta mato. Na prova aberta poderão participar atletas filiados noutras AAR desde que façam prova da sua filiação na época em curso.
Os atletas serão agrupados nas seguintes categorias, de acordo com as seguintes datas de nascimento:

 INSCRIÇÕES
Pressuposta a aceitação do regulamento, toda e qualquer pessoa elegível filiada ou não na AADP poderá inscrever-se até ao dia 27 de Janeiro (quarta-feira) às 18 horas. Estas inscrições devem ser feitas junto da: Associação de Atletismo de Portalegre, Avenida de Badajoz, 1, 7300 PORTALEGRE, por mail, portalegre@fpatletismo.org, ou por Telf: 245 202 133.
CLASSIFICAÇÕES
Serão estabelecidas classificações individuais e colectivas por escalão, sexo e prova:
Campeonato Distrital de Corta mato:
Escalões definidos no ponto 2, sendo os Atletas AADP vencedores são creditados com o título de Campeão Distrital de Corta Mato. Excepto veteranos masculinos que será escalão único.
A classificação coletiva por escalão e sexo, será obtida somando o número de pontos correspondentes á classificação dos 3 (três) primeiros atletas de cada equipa, á excepção dos escalões Seniores e Veteranos Masculinos, onde pontuarão os 4 primeiros atletas, isto para o Campeonato Distrital.
1º Corta Mato de Monforte :
Escalões definidos no ponto 2
Colectiva somatório de pontos do conjunto dos escalões
6. PRÉMIOS
CAMPEONATO DISTRITAL CORTA MATO AADP
- Diploma e medalha aos 3 primeiros de cada escalão e sexo.
- Taça à equipa vencedora em cada escalão e sexo.
1º CORTA MATO DE MONFORTE
- Medalha aos três primeiros de cada escalão e sexo
- A classificação colectiva obtida pelo somatório de pontos de todos os escalões e sexo em que 1º-5, 2º-4, 3º-3, 4º2, 5º1. Ganha a equipa que somar + pontos
1ª 70€,
2ª 50€,
3º 30€
-Individuais femininos Prova 5 – 1º 70€, 2º50€, 3º 30€, 4º20€, 5º10€.
-Individuais masculinos Prova 6 – 1º 70€, 2º50€, 3º 30€, 4º20€, 5º10€.
7. CASOS OMISSOS
Serão resolvidos em conformidade com o Regulamento Geral de Competições da FPA.
8. INFORMAÇÕES SUPLEMENTARES
Informações suplementares serão fornecidas pela Internet no sítio http://www.aadp.pt.

25.1.16

SALAVESSA: António Charrinho no "Mosaico Musical de Montalvão"

A Vamos à Vila, ao longo da sua existência, tem organizado uma já longa série de concertos musicais.
Agora, dentro dos anteriores critérios de qualidade e diversidade, dará unidade a esta quase tradição criando o festival com o nome: “3Ms - Mosaico Musical em Montalvão”.
Neste âmbito, o primeiro evento musical realiza-se já no dia 31, pelas 15h30, na antiga escola da Salavessa.

A entrada é livre – Apareça, vai certamente gostar e divertir-se!

24.1.16

Marcelo Rebelo de Sousa é o novo Presidente da República

Marcelo Rebelo de Sousa foi eleito Presidente da República na 1ª volta das Presidenciais 2016 realizadas neste domingo, dia 24 de Janeiro. Numas eleições marcadas por fortíssima abstenção (mais de 50%) o candidato da direita obteve 52,1 por cento dos votos expressos saindo vencedor em todos os distritos do território nacional.


DISTRITO DE PORTALEGRE
CONCELHO DE NISA
No concelho de Nisa, Marcelo Rebelo de Sousa recebeu 1.444 votos (45,2%) seguido de Sampaio da Nóvoa com 994 votos (31,11%) e Marisa Matias, 281 votos (8,79%).
Sampaio da Nóvoa foi o candidato mais votados nas freguesias de Arez-Amieira, Montalvão e Santana, tal como pode ser observado nos quadros de resultados que abaixo publicamos.
ALPALHÃO
 AREZ E AMIEIRA DO TEJO
 FREGUESIAS DE NISA E S. SIMÃO
 MONTALVÃO
 SANTANA
 S. MATIAS
 TOLOSA

MEMÓRIA DE NISA: As eleições locais em 1842

4 Novembro de 1842
Luís Vicente de Barros da Silveira,
Faço saber que o Conselho de Districto em conformidade do que lhe incumbe o artº 47 secção 4ª do Código Administrativo foi designado em sessão de 19 de Outubro último os dias em que se hade proceder à eleição dos corpos e auttoridades electivas que hão de servir no próximo biénio de 1843 a 1844 inclusive, hão estas levar-se a efeito nos dias e horas abaixo indicados.
* Primeiro no dia 13 do corrente mez se hade proceder em huma só Assembleia que se reunirá pelas 10 horas do dia na Parochial Igreja da Sª da Graça Matriz desta  villa de Nisa à eleição dos vereadores, juiz ordinário e seus substitutos.
* Segundo no corrente mez pelas dez horas da manhã na Parochial Igreja do Espírito Santo desta villa se hade proceder à eleição de Juiz de Paz e seus substitutos, de Districto da referida Freguezia.
* Terceiro no dia 27 do corrente mez pelas dez horas da manhã na Parochial Igreja da Sª da Graça Matriz desta villa se hade proceder à eleição de Juiz de Paz, Juiz eleito e Junta de parochia da referida Freguezia.
* Quarto no referido dia e de hora já indicada na Parochial Igreja da Sª da Graça Matriz desta villa se hade proceder à eleição do Juiz eleito e Junta de Parochia da referida Freguezia e annexo de S. Simão da Serra; e bem assim nas Igrejas Parochiaes de Espírito Santo, S. Mathias e Srª da Graça de Arez se hade proceder à eleição do Juiz eleito e Juntas de Parochia para cada huma das referidas freguezias.
E para que cheguem a todos mando passar o presente que será affixado em todas as Igrejas Parochiaes e lugares do estillo.
Guilherme da Costa Fragoso – Secretário da Câmara

Atletismo Clube de Portalegre comemora 25 anos de existência

No dia 6 de Fevereiro, sábado, o ACP comemora o 25.º aniversário da sua fundação. Vinte e cinco anos de dedicação ao Desporto e à região de Portalegre. O programa comemorativo consta de: 10 h – Caminhada Escola Básica do Atalaião > Salão Frio e regresso pelos Matinhos. Cerca de 6 Km. Atividade aberta à população. […]
No dia 6 de Fevereiro, sábado, o ACP comemora o 25.º aniversário da sua fundação. Vinte e cinco anos de dedicação ao Desporto e à região de Portalegre. O programa comemorativo consta de:
10 h – Caminhada Escola Básica do Atalaião > Salão Frio e regresso pelos Matinhos. Cerca de 6 Km. Atividade aberta à população.
10 h 15 m – Volta à Serra a Correr. 15 Km duros por estrada ao ritmo da gargalhada. Tudo junto ou por grupos de nível se houver muita gente. Atividade aberta à população. Partida e Chegada no Estádio dos Assentos.
20 h – Jantar comemorativo do 25.º aniversário. Atividade para sócios/praticantes e suas famílias.
21 h – Homenagem aos Campeões Nacionais de trail running 2015 no mesmo espaço.
A Corrida e a Caminhada terão uma vertente solidária. Vamos tentar ajudar duas instituições fantásticas da nossa região: a Unidade de Ensino Estruturado para o Apoio à Inclusão de Alunos com Perturbações do Espetro do Autismo do Agrupamento de Escolas José Régio de Portalegre e o Centro de Recuperação de Menores D. Manuel Trindade Salgueiro de Assumar. Vamos começar a reunir tampinhas e caricas (separadas) e também moedinhas de 1 € (uma por participante).

23.1.16

RESPIGOS (3): Imagens e Notícias do Concelho





Convívios de "artilheiros", o reconhecimento devido a quem trabalha pela comunidade ou as actividades da então designada "Ocupação dos Tempos Livres de Jovens" (OTJ), bem como o registo de iniciativas e criação de novos equipamentos, constituíram, entre muitos outros, os destaques do acervo de textos enviados e publicados em diversos órgãos da imprensa regional e nacional.

22.1.16

Meu Super abre loja em Alpalhão

O Meu Super, franchising alimentar da Sonae MC, abre no próximo dia 22 de janeiro, a loja de Alpalhão concretizando assim mais um significativo contributo para o desenvolvimento económico e social da zona de Nisa.
Esta nova abertura da marca Meu Super insere-se na estratégia de expansão da insígnia na região e tem por objetivo o crescimento e o cimentar de um relacionamento estreito com a localidade onde está inserida, com base nas relações de proximidade e assegurando a melhor proposta de valor, caracterizada pela variedade e qualidade dos produtos, sempre aos mais baixos preços.
Com 128m2, a loja Meu Super Alpalhão reforça a qualidade de serviços e produtos nesta zona tão importante do país. O Meu Super conta agora com mais de 200 lojas, distribuídas pelos 18 distritos de Portugal continental e ilhas.
De forma a potenciar a experiência de compra dos seus clientes, o Meu Super passa agora a integrar em todas as suas lojas o Cartão de fidelização do Continente, o maior cartão de descontos do país com mais de 1.900 milhões de euros de descontos concedidos desde o seu lançamento.
O Cartão Continente, que conta já com mais de 3.4 milhões de utilizadores e continua a apostar no seu serviço de excelência e de satisfação dos portugueses permitindo-lhes aceder a um conjunto de ofertas cada vez mais abrangentes, transforma-se desta forma no mais recente aliado de poupança da rede de mercearias de bairro da Sonae MC.
Loja Meu Super Alpalhão
Largo da Devesa nº 23, 6050-030 Alpalhão
Segunda a Sábado das 09h00 às 13h00 e das 15h00 às 20h00; encerra Domingos e Feriados
O ‘Meu Super’ iniciou a sua atividade em 2011 e, no final de 2013, o ‘Meu Super’ contava já com 70 lojas em todo o país. No ano 2016 a insígnia soma mais de 200 lojas, traduzindo a abertura média de uma loja em cada 5 dias ao longo do ano.
Atualmente a insígnia representa mais de 900 postos de trabalho, sendo um sucesso ao nível da criação e manutenção de emprego em Portugal.
Sem fees ou comissões à entrada, o formato está disponível a interessados da pequena distribuição de proximidade, em moldes bastantes competitivos, bem como a empresários que se pretendam estabelecer de novo neste mercado. Os parceiros da Sonae no ‘Meu Super’ beneficiam do know-how do maior retalhista e líder em Portugal; têm uma garantia de preços competitivos para uma gama ampla de produtos, incluindo os de marca própria Continente; usufruem de uma logística e de sistemas informáticos eficientes; participam na construção de um conceito de loja apelativo para o cliente com uma proposta de valor assente numa dinâmica promocional e num plano de comunicação local da marca ‘Meu Super’.
Para mais informações, por favor, contacte:
GCI | Cátia Mesquita |cmesquita@gci.pt | 213 591 530 | 93 405 89 57

21.1.16

Exposição "A Cor do Alentejo" na Ordem dos Médicos em Portalegre

 O Conselho Distrital de Portalegre da Ordem dos Médicos tem o prazer de convidar V.ª Ex.ª para a inauguração da Exposição de pintura “A cor do Alentejo” do médico António Sameiro Correia, que terá lugar no dia 28 de Janeiro de 2016, às 18h00, na sede da Ordem dos Médicos de Portalegre, na Rua de S. Bernardo, loja 2.
Segue-se um Cocktail.

António Manuel Sameiro Correia nasceu a 5 de Setembro de 1953 em Moura, distrito de Beja.
Licenciou-se em Medicina em 1980 pela Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa.
Estagiou no Hospital de Portalegre de 1981-1985.Em Março de 1985 sediou-se em Elvas onde exerce Medicina Geral e Familiar na USF Amoreira – Centro de Saúde de Elvas.Desde criança que se notou a sua capacidade para as artes.
Depois de uma passagem pela escultura e pintura a óleo, em 1986 inicia a pintura em aguarela e participou em várias exposições.

Após uma pausa de 20 anos, retomou a pintura em 2015 com a exposição “A Cor do Alentejo” na Casa da Cultura de Elvas.

RESPIGOS (2): A promoção do Queijo de Nisa



CICLISMO: Volta a Portugal regressa ao Alentejo

Alcácer do Sal vai receber a partida da 9ª e antepenúltima etapa da 78ª Volta a Portugal em Bicicleta, que vai estar nas estradas entre os próximos dias 27 de julho e 7 de agosto, o que marca o regresso do Alentejo à maior prova velocipédica lusa, numa etapa com chegada a Setúbal.
Na história da prova, a "Capital do Pinhão" recebeu somente uma vez a prova, a partida de uma etapa em 1990, em direção a Loulé.
A revelação foi feita na manhã desta terça-feira, em Setúbal, numa conferência de imprensa onde estiveram presentes Joaquim Gomes, diretor da Volta, Vítor Proença, presidente da Câmara de Alcácer do Sal, Maria de Lurdes Meira, presidente da Câmara de Setúbal, e Delmiro Pereira, presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo.
Mas a "visita" da Volta a Portugal ao Alentejo não se resume à partida de Alcácer do Sal, já que até à chegada a Setúbal, vai passar por Montemor-o-Novo e Vendas Novas.
A região não marcava presença na "Portuguesa" desde 2008, quando Beja, a 14 de agosto, foi final de etapa, ganha pelo italiano da Lampre, Danilo Napolitano. No dia seguinte, Vila Viçosa recebeu a partida da segunda etapa em linha, que teve como final Castelo Branco.
Fazendo jus ao título de "Cidade Europeia do Desporto 2016", o que não aconteceu o ano passado com Loulé, Setúbal "chamou" a Volta a Portugal à cidade do Sado e à mítica avenida Luísa Todi.
Depois de deixar o Alentejo, a etapa entra no distrito de Setúbal, por Pegões, depois os corredores sobem a Serra da Arrábida e visitam marginal setubalense, onde está instalada a meta final.
A Volta regressa a Setúbal 42 anos depois de ter recebido a partida de uma etapa da edição da "Revolução dos Cravos", que teve como final a cidade algarvia de Lagos. Era líder da prova, o também algarvio César Aires da saudosa e mítica equipa do Ginásio de Tavira.
Para recordarmos a última vez que chegou a Setúbal, teremos que recuar ao longínquo ano de 1971, quando Joaquim Agostinho venceu a etapa que teve partida em Almada. Nesse mesmo dia, houve outra etapa, com partida de Setúbal, em direção a Sines.
Setúbal recebeu pela primeira vez a volta em 1927, 1ª volta com partida de Cacilhas com vitória de Quirino Oliveira (Campo de Ourique), tendo até à data sido palco de 16 partidas e 14 chegadas.
 (Teixeira Correia, Jornal de Notícias) / http://alentejoedesporto.blogspot.pt

20.1.16

"Encontros" - Espectáculo de Dora Maria em Nisa, no dia 6 Fevereiro


Alpalhão festeja no domingo o Mártir Santo (S. Sebastião)

Com organização da Paróquia de Alpalhão, Movimento Teresiano do Apostolado - MTA e do Grupo Ciclo Alpalhoense realizam-se no próximo domingo, dia 24, os festejos em honra de S. Sebastião (Mártir Santo).
O programa tem início às 11 horas com a celebração da eucaristia dominical na Igreja Matriz e prossegue pelas 12 horas com o Leilão dos Ramos e a abertura do Bar e do stand do MTA no Largo Detrás do Adro.
Às 16 horas haverá actuação da banda da Sociedade Filarmónica Alpalhoense e às 17 horas tem início a procissão entre a Igreja Matriz e a ermida do Mártir Santo na saída para Castelo de Vide, prosseguindo os festejos pelas 18 horas.

PORTALEGRE: Militares da GNR detidos por suspeita de corrupção

A GNR deteve, esta terça-feira, seis pessoas, das quais três são militares da GNR, por suspeitas da prática do crime de corrupção.
As detenções foram realizadas na zona de Portalegre e ocorreram na sequência de uma investigação conduzida exclusivamente pela GNR, através da Unidade de Acção Fiscal, e coordenada pelo Ministério Público (Departamento de Investigação e Acção Penal de Évora).
Os três militares detidos, que segundo fonte oficial do comando geral da GNR são um oficial do comando de Portalegre e dos guardas da zona, um do destamento de Trânsito e outro do destacamento fiscal, faziam parte de um grupo constituído por mais três civis, que, alegadamente, recebiam subornos para violar os deveres funcionais a que os militares estavam obrigados.

Relativamente aos militares envolvidos, além do processo criminal, será ainda aberto o competente procedimento disciplinar.

19.1.16

IN MEMORIAN: Prof. Moura faleceu há 10 anos

Se ainda estivesse entre nós, o professor Moura completaria hoje, dia 19, setenta e dois anos de vida. Faleceu há 10 anos, a 11 de Janeiro de 2006. Partiu do nosso convívio um cidadão multifacetado, dinâmico, interveniente, dedicado à sua comunidade, à elevação dos padrões de qualidade de vida dos seus concidadãos e que nos deixou um raro exemplo de participação cívica e de trabalho em prol da dignificação do concelho e que hoje, aqui lembramos, na notícia que publicámos na edição de 18 de Janeiro do "Jornal de Nisa".
Desportista, professor, cidadão íntegro
José Maria Pinheiro Moura, 61 anos, professor aposentado, faleceu na passada quarta-feira, dia 11 de Janeiro, na sua casa em Alpalhão.
A notícia da sua morte inesperada colheu toda a gente de surpresa e passou a ser o tema de todas as conversas entre pessoas de todas as idades que se interrogavam, incrédulas, com o falecimento de uma figura popular, não só de Nisa, sua terra natal, como em Alpalhão onde residia há 40 anos e um pouco por todo o distrito e região, onde a sua acção como professor, desportista, dirigente associativo e autarca era conhecida.

Não constituiu, por isso, um acontecimento inesperado, os milhares de pessoas que de todas as partes do país vieram até Nisa na manhã do dia seguinte, quinta-feira, despedir-se do amigo, do antigo professor, do treinador, do colega de equipa ou de profissão, numa impressionante manifestação de dor e despedida que ficou assinalada como das maiores que se fizeram na terra que o viu nascer.
Crianças, jovens, adultos e idosos, gente de todas as condições e profissões, integraram o extenso e compacto cortejo fúnebre que desde a Igreja da Misericórdia, numa imensa mole humana que inundou, como se fosse um mar de gente, as ruas Direita, Porta da Vila, da Fonte e da Fonte Nova até ao cemitério municipal, acompanhando os restos mortais de professor José Moura, numa derradeira, comovente e dolorosa despedida.

José Maria Pinheiro Moura partiu e deixa muita saudade.
Pelo seu carácter, pelo seu empenhamento, pelo seu dinamismo, pela sua postura de homem vertical e democrata.
Na simplicidade de um adeus, dir-lhe-ei apenas: repousa em paz!
Mário Mendes