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7.11.19

NISA: Declaração política dos eleitos da CDU sobre o Plano e Orçamento do Município para o ano de 2020

Da CDU - Coligação Democrática Unitária recebemos o COMUNICADO que transcrevemos:
"A propósito da votação das GRANDES OPÇÕES DO PLANO E ORÇAMENTO DO MUNICÍPIO DE NISA PARA O ANO DE 2020, veio a Presidente da Câmara Municipal de Nisa divulgar, na página e no Facebook do Município de Nisa, com distribuição em papel por todo o Concelho, uma nota da presidência onde acusa os Vereadores da CDU de irresponsabilidade por terem votado CONTRA.
Vivemos num Estado de Direito Democrático. A Lei garante-nos o Direito de discordar. E de discordar, sobretudo, das ilegalidades cometidas pela maioria PS ao elaborar estes documentos. 
Diz o Estatuto do Direito de Oposição que os eleitos na oposição devem ser consultados. 
Não foram consultados!
Votar CONTRA não é uma irresponsabilidade!
 IRRESPONSABILIDADE, É A PRESIDENTE DA CÂMARA USAR OS MEIOS DO MUNICÍPIO PARA  ATACAR OS SEUS ADVERSÁRIOS POLÍTICOS!"
Nisa, 5 de novembro de 2019
CDU – Coligação Democrática Unitária

20.6.16

USNA denuncia: "No Município de Nisa o assédio moral e psicológico fazem parte do dia a dia dos trabalhadores"

COMUNICADO DA USNA - União dos Sindicatos do Norte Alentejano - USNA/CGTP-IN
"Mudanças forçadas de funções e locais de trabalho, um clima de Assédio Moral e “Bullyng” profissional têm feito parte do dia a dia dos trabalhadores do Município de Nisa nos últimos dois anos e meio.
A denúncia feita pelo Sindicato que representa aqueles trabalhadores, o STAL, apresenta exemplos do clima de prepotências e ilegalidades impostas aos trabalhadores e que têm enorme influência no seu bem-estar emocional e profissional.
O STAL responsabiliza a Presidente do Município pelas situações vividas e denuncia a sua arrogância e prepotência como causa do clima de pressão indevida e de medo que sofrem aqueles trabalhadores.
A União dos Sindicatos do Norte Alentejano solidariza-se com os trabalhadores do município de Nisa e com o seu sindicato e exorta-os a continuarem a lutar contra a prepotência e as ilegalidades com que são diariamente confrontados.
A USNA/cgtp-in reconhece que o assédio moral e psicológico constitui o problema laboral mais difícil de resolver e por isso apela aos trabalhadores que o sofrem e aos que dele tem conhecimento que resistam, denunciem e lutem para que o problema possa ser ultrapassado.
Ao Executivo Municipal e em particular à sua Presidente a USNA/cgtp-in recorda que não basta dizermo-nos democratas e socialistas é preciso que a nossa prática diária não desminta tais afirmações.
Porque é na unidade que resistiremos, porque é com a luta que lá vamos,
Que ninguém se renda!"

A Direção Regional da USNA

27.1.16

NISA: Câmara preocupada com poluição no rio Tejo

 Presidente da Câmara tem Audiência Parlamentar na Assembleia da República
O estado de poluição em que o Rio Tejo se encontra no seu percurso de 43 km, no concelho de Nisa, tem vindo a ser alvo de preocupação da Presidente da Câmara Municipal de Nisa no sentido de identificar, denunciar e encontrar as soluções necessárias para resolução deste grave problema que a persistir influenciará decisivamente o modo de vida e sustento de pescadores e das suas famílias, que fazem do peixe o elemento principal da gastronomia local, em especial na freguesia de Santana e afectará a crescente prática de atividades de turismo e lazer em Amieira do Tejo.
No início de setembro, do ano transato, técnicos da Câmara Municipal deslocaram-se ao “Cais do Arneiro” freguesia de Santana, após denúncias relativas ao estado nauseabundo do caudal do rio. A cor escura das águas que, segundo os pescadores locais, deriva das descargas diárias das fábricas a montante do local de observação, ou seja das indústrias sediadas em Vila Velha de Ródão.
Das conclusões retiradas da observação, devidamente acompanhas de elementos ilustrativos foi enviado, em 28 de setembro 2015, ao Senhor Secretário de Estado do Ambiente, à Agência Portuguesa do Ambiente – ARH Tejo e Oeste e à Guarda Nacional Republicana – Destacamento Territorial de Nisa uma comunicação no sentido de alertar para esta questão problemática para o concelho de Nisa.
Esta nossa denúncia e preocupação foi igualmente comunicada às empresas AMS – Star Paper; Celtejo – Empresa de Celulose do Tejo e Centroliva – Indústria e Energia, das quais apenas recebemos da primeira um ofício que indica que aquela empresa “cumpre todos os requisitos legais ambientais” não se responsabilizando pelo estado de poluição em que encontra o rio.

Porque não poderíamos ficar indiferentes perante a gravidade do problema, cuja origem será previsivelmente no nosso concelho vizinho, afetando a nossa já débil economia local, solicitámos uma Audição à Comissão Parlamentar de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação na tentativa de ultrapassar os constrangimentos e impactos negativos que esta situação de poluição está a provocar no Concelho de Nisa.
Em resultado destas nossas démarches a Presidente da Câmara Municipal de Nisa irá ser recebida no próximo dia 2 de fevereiro, na Assembleia da República, para expor na Comissão Parlamentar a situação de catástrofe que atinge o rio Tejo bem como as implicações daí resultantes, quer na qualidade das águas para a pesca quer para a saúde das pessoas e para todo o concelho de Nisa.
CMNisa

14.1.16

OPINIÃO: Quem beneficia com a saída do Município de Nisa da Naturtejo?

Fui surpreendido, há pouco tempo, com a informação de que o Município de Nisa deixara de fazer parte da Associação de Municípios Natureza e Tejo (Naturtejo) tendo de imediato respondido que tal não era possível porque uma tal decisão teria de ser aprovada, em última instância, pela Assembleia Municipal.
Era assim antigamente, desde a Lei 100/84 a outras, posteriores, em que preto no branco se estipulava que a adesão (e desvinculação) dos Municípios a associações teria que passar pelo órgão deliberativo (AM) só então se tornando efectiva e com força legal, a deliberação do órgão executivo (Câmara). Não acredito que a lei, nesta questão, tenha sido alterada e, mesmo que eventualmente o fosse, haveria, sempre, que proceder de igual modo – até por uma questão de respeito institucional – como no processo de adesão.
Colocado o aspecto legal, resta falar da decisão em si mesma, tal qual vem mencionada na deliberação nº 285/2015 da reunião camarária de 18 de Novembro, que explana no seu ponto 9: Associação de Municípios Natureza e Tejo – Ponto da Situação – Tomada de Posição.
O executivo deliberou, com 3 votos a favor e duas abstenções e cito “Adoptar uma tomada de posição relativa à manutenção do Município de Nisa como associado da Associação de Municípios Natureza e Tejo e que é no sentido da sua desvinculação, por se entender que se continua a acumular dívida e por se tratar de uma associação que em nada tem beneficiado o concelho de Nisa.”
A justificação para tão grave decisão é, a meu ver, vazia e precipitada, não resultando nem de uma análise ponderada e exaustiva sobre a participação do Município de Nisa na Naturtejo, nem tão pouco de um debate profundo no seio da própria Naturtejo sobre o papel e a participação de todos os parceiros na organização.

Apresentar como justificação que “ a associação em nada tem beneficiado o concelho de Nisa” é tentar passar uma esponja sobre o que muito valioso e positivo a Naturtejo trouxe, não só ao Município de Nisa como aos outros concelhos e à região que integra o Geoparque Naturtejo, o 1º Geoparque em território nacional. É esquecer o contributo fundamental para a classificação das Portas de Ródão como Monumento Natural, o conhecimento e as vantagens em termos turísticos que tal classificação possibilitou.
Lembro também a divulgação que foi feita a nível nacional e internacional do Conhal do Arneiro e do importante acervo patrimonial geomorfológico, geológico, paleontológico e geomineiro.
O concelho de Nisa tem tirado pouco proveito da integração no Geoparque Naturtejo? Acredito que sim. Mas devem procurar-se as causas; analisar-se os motivos por que a nossa (a de Nisa) integração não se processa de acordo com as expectativas. Devemos questionar-nos também acerca dos contributos que demos (ou não) para obviar a tal estado de coisas.
A Naturtejo integra sete municípios (Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Nisa, Oleiros, Penamacor, Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão) seis de maioria PS e um de maioria PSD pelo que não será, certamente, por motivos ideológicos, que haverá constrangimentos.
A deliberação diz, também, que “se continua a acumular dívida”. Pertencer a uma associação obriga, necessariamente, a encargos e compromissos, que serão tanto ou mais elevados, quanto maior for o laxismo (não sei se é a situação, actual ou anterior) ou o adiamento das contribuições. Mas, as dívidas podem ser renegociadas (até o FMI veio reconhecer, agora, que a “dívida portuguesa” deveria ter sido renegociada) e renegociados (afirmados) os objectivos, o papel e a participação na Naturtejo.
Decidir assim, sem mais nem porquê ou porque é uma decisão de um executivo anterior, não me parece aceitável e uma tal deliberação não honra quem a tomou, nem beneficia, antes pelo contrário, o concelho.
O assunto, aliás, por força de lei, terá que submetido à apreciação da Assembleia Municipal e resta-me apelar ao bom senso de todos os eleitos para que esta decisão não se torne definitiva e que sejam analisados com a clareza e transparência que requerem, todos os pressupostos da participação do Município de Nisa na Associação de Municípios Natureza e Tejo.
Por vezes, voltar atrás é dar um passo em frente!
Mário Mendes