31.3.17

NISA E BENFICA: Jogos em Abril - Campo D. Maria Gabriela Vieira


HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

Na flor da idade
Cartoon de Henrique Monteiro in http://henricartoon.blogs.sapo.pt

Os Verdes levam Almaraz ao maior evento mundial de Ecologistas

O Partido Ecologista Os Verdes será um dos principais oradores na sessão sobre a luta contra o nuclear, juntamente com os Verdes do Japão.
O Congresso Mundial de Partidos Ecologistas, que está a decorrer em Liverpool, Inglaterra, desde ontem, junta mais de 2000 delegados de todo o Mundo, irá albergar hoje uma sessão sobre a questão do Nuclear no Mundo, onde os Verdes Portugueses irão dar testemunho da luta que está a ser travada em Portugal pelo encerramento da Central Nuclear de Almaraz, em Espanha.
A delegação Portuguesa que irá participar nos trabalhos até domingo, composta por Victor Cavaco, Cláudia Madeira, João Martins e Beatriz Goulart terá ainda outros assuntos pela frente nomeadamente alterações climáticas e acordo de paris, agricultura, direitos humanos, para além dos contactos com partidos das américas, africa e ásia-pacífico.
Para qualquer questão poderão contactar a delegação pelos números +351 961291337 (Victor Cavaco) ou +351 919615508 (Cláudia Madeira).

 O Partido Ecologista “Os Verdes”

OPINIÃO: Insuficiências

Queriam que ficássemos mais pobres, e o país empobreceu. Queriam-nos mais flexíveis, mais baratos, e o país criou o seu batalhão de precários quinhentos-euristas. Queriam-nos mais dóceis, e o país aguentou. Aguentou a troika e o Governo Passos/Portas. Aguentou o ataque aos salários, os impostos e a humilhação. Porque em terra de cristãos a culpa não morre solteira, a preguiça é um pecado e os povos honrados pagam sempre as suas dívidas. Ou assim nos foi dito.
Tudo o que Portugal recebeu desta Europa na última década foi autoritarismo e austeridade. Uma terapia de choque sem qualquer fundamento económico ou racional. Puro radicalismo ideológico misturado com uma boa dose de preconceito. Afinal, as declarações de Dijsselbloem não são mais do que uma interpretação rasca do discurso oficial da irresponsabilidade dos países do Sul.
Se excluirmos os juros, Portugal tem hoje o saldo orçamental mais elevado da Europa. Demasiado foi sacrificado para obter esse resultado, mas dizem-nos que não chega. O Banco Central Europeu quer agora sancionar o país pelos desequilíbrios macroeconómicos. É claro que não importa para esta história que, segundo as regras, o BCE não possa interferir com o poder político. E também não interessa que, segundo o mesmo procedimento que o BCE invoca, a Alemanha deveria ser multada. Sim, porque é tão desequilibrado o défice comercial em excesso como é o excedente predatório. Não interessa nada. A Alemanha é Alemanha, a França é a França, e em Portugal não chega.
Não chega para o BCE nem para a Comissão Europeia, que veio ontem recomendar mais cortes, mais permanentes. E também no sistema financeiro não chega. Não basta vender uma parte do Novo Banco, querem garantir que o Estado não manda, mesmo quando paga. Não chega, nem nunca vai chegar.
Pois vai sendo tempo de dizer que uma Europa onde só cabe quem obedece é uma Europa onde a democracia não chega, nem nunca vai chegar. E esse, sim, é o défice mais insuportável de todos.
Mariana Mortágua in “Jornal de Notícias” – 28/3/2017

NISA: Recordações do tempo de Escola

De que ano será esta foto, tirada no campo (Senhora da Graça?)?. Reconhecem-se os professores D. Georgete Pina Ribeiro e Sr. António Paralta. Rapazes e raparigas em idade escolar, num convívio não muito habitual naquele tempo, em que a ideia de turmas e aulas mistas eram quase uma miragem. Vejam se descobrem alguns dos alunos/alunas. Por aí será fácil chegar ao ano da foto e das respectivas classes.

INIJOVEM convida-te para experimentares o Gira-Volei

Sabes o que é o Gira-Volei? Tens curiosidade em experimentar? Terças-feiras das 18h30 às 20h30 no Pavilhão Municipal de Nisa, para rapazes e raparigas de todas as idades, aparece!

Quercus aponta Quatro motivos para travar a sobrepesca e a exploração irresponsável dos recursos

O objetivo da Política Comum das Pescas é que as populações de peixes (“stocks”) atinjam o rendimento máximo sustentável (RMS, “Maximum sustainable yield” MSY), pondo fim à sobrepesca o quanto mais rapidamente possível e até 2020. A recuperação de unidades populacionais até níveis sustentáveis deverá ser efetuada com uma gestão responsável e baseada na ciência (com dados científicos), de modo a garantir um ambiente marinho saudável para as presentes e futuras gerações.
A sobrepesca ocorre quando o pescado é capturado em maior quantidade do que a população consegue repor através da reprodução natural. A sobrepesca tem graves consequências, afectando o equilíbrio natural dos oceanos, assim como o bem-estar social e económico das comunidades costeiras que dependem do peixe para o seu modo de vida.
Os quatro motivos para travar a sobrepesca são:
A recuperação das espécies. A pressão da sobrepesca não permite que o estado óptimo da espécie em exploração seja alcançado. Quando o recurso é explorado ao nível do RMS, a indústria poderá retirar do mar a quantidade máxima de peixe, ao mesmo tempo que o recurso encontra-se num estado saudável.
Os benefícios económicos. Existem estudos que comprovam que, com o fim da sobrepesca e à medida que mais unidades populacionais são exploradas dum modo sustentável, haverá uma melhoria na situação económica.
Uma maior resiliência e estabilidade nos oceanos assim como a preservação da biodiversidade. Estudos indicam que a sobrepesca também está a diminuir a diversidade genética do peixe no mundo. A sobrepesca afeta o equilíbrio natural dos oceanos, destabilizando a cadeia alimentar, perturbando ecossistemas locais e destruindo os habitats marinhos da vida marinha. É uma ameaça para toda a biodiversidade marinha, não somente às espécies dirigidas mas também às capturas acessorias.A estabilidade das comunidades ecológicas depende largamente nas interações entre predadores e presas. E portanto, o equilíbrio da cadeia alimentar é perturbado quando certas espécies são removidas.
Maior transparência e respeito no processo. Os pareceres científicos e limites de capturas sustentáveis deverão ser respeitados e tem que haver uma maior fundamentação e transparência no processo das decisões.
Relativamente à maior transparência, quando os responsáveis ignoram as recomendações científicas e adoptam limites de capturas acima do que é sustentavelmente viável, a sobrepesca acontece. No fim do ano, durante o Conselho (AGRI/PESCAS) de dezembro da União Europeia, existe a oportunidade para os Estados Membros (incluindo Portugal) em acabarem com a sobrepesca e respeitarem a ciência. Esta oportunidade surge, , que ocorre em Bruxelas, uma vez que a proposta da Comissão [1] é baseada em pareceres científicos fornecidos pelo Conselho Internacional de Exploração do Mar (CIEM).
Em Portugal, embora o número de unidades de populações que são explorados duma maneira sustentável tem vindo a aumentar ao longo do tempo, continua a verificar-se a sobrepesca de algumas unidades populacionais que são exploradas pela frota portuguesa. Por exemplo, em dezembro de 2017, o último Conselho de Ministros permitiu a sobrepesca do biqueirão em território marítimo português, mais concretamente na zona CIEM IX e X [2], ignorando as recomendações científicas[3]. Foi estabelecida uma quota de 6522 toneladas, 18% acima do recomendado (proposta inicial foi de 5542 toneladas). No caso do carapau da zona VIIIc, destaca-se que o valor final ficou 40% acima do recomendado (1175 toneladas versus 1526 toneladas, quota final). A raia, na zona IX e VIIIc, tem possibilidades de pesca superiores ao recomendado pelos pareceres científicos para o ano de 2017 [3].
Relembramos que, para o ano 2017, as quotas de pescas atribuídas para Portugal constam no Regulamento (UE) 2017/127 do Conselho, de 20 de janeiro de 2017 [4]. Para algumas unidades populacionais, tais como o areeiro, a juliana e a pescada, a decisão tomada em dezembro 2016 (relativo a 2017) é diferente da quota final estabelecida (Regulamento UE 2017/127, do 20 de janeiro).
A Quercus realça a importância em restaurar pescarias que se encontram em mau estado e reconhece que pesca sustentável requer parcerias sólidas entre a administração, a indústria e o sector da pesca, as comunidades e a sociedade civil. Numa altura em que estamos a atingir os limites dos oceanos, uma pesca sustentável e responsável é uma meta necessária e prioritária para contrabalançar pescarias depauperadas, assim como restabelecer ecossistemas marinhos e preservar a rica diversidade das espécies marinhas para um desenvolvimento sustentável da atividade e salvaguardar a subsistência das comunidades costeiras. Nesse sentido, a Quercus pede uma maior seriedade e apoio na regulamentação das pescas nas águas marinhas.
A Quercus apoia a pesca e a gestão sustentável dos recursos pesqueiros, devendo efetivamente regular a captura, acabar com a sobrepesca e as práticas de pesca destrutivas, ilegais, não reportada e não regulamentada, implementar planos e medidas de gestão com base científica para restaurar populações de peixes no menor tempo possível, pelo menos a níveis que possam produzir o rendimento máximo sustentável, como determinado por suas características biológicas. Na falta de conhecimento científico, deve-se ter uma abordagem precaucionária em linha com os objetivos da Política Comum das Pescas, assim como uma gestão adaptiva e ecossistémica.
 [1] COM(2016) 396 final. COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO EUROPEU E AO CONSELHO. Consulta sobre as possibilidades de pesca para 2017 no âmbito da política comum das Pescas. {SWD(2016) 199 final} Bruxelas, 15.6.2016
[2] Mapa das zonas de pesca
[3] Destaques “Conselho AGRI/PESCAS de 12 e 13 de dezembro de 2016” datado 14/12/2016, inclui uma Tabela das possibilidades de pesca (Quotas de Pesca) atribuidas a Portugal para 2016 e 2017
[4] Regulamento (UE) 2017/127 do Conselho, de 20 de janeiro de 2017, que fixa, para 2017, em relação a determinadas unidades populacionais de peixes e grupos de unidades populacionais de peixes, as possibilidades de pesca aplicáveis nas águas da União e as aplicáveis, para os navios de pesca da União, em certas águas não União.
A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

MTA promove Dias Jovens em Alpalhão e Sertã

Se és jovem e estás disposto a passar dois dias diferentes, junta-te a nós!
Estamos à espera da tua inscrição!

ESTÃO TODOS CONVIDADOS! 

30.3.17

NISA: Vem aí a Romaria à Senhora da Graça


HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

Os resíduos
Cartoon de Henrique Monteiro in http://henricartoon.blogs.sapo.pt

Luis Represas: 40 anos de carreira em concerto único em Elvas

Luís Represas comemora 40 anos de carreira num concerto único, que terá lugar a 22
de Abril no Coliseu Comendador Rondão Almeida em Elvas, contando ainda com a participação de convidados muito especiais .
A celebrar 40 anos de carreira, Luís Represas encontra-se em estúdio a finalizar o seu 8º álbum de originais, com edição prevista para Setembro deste ano.
O novo single "Se Achas Que Sim" conta com a colaboração dos produtores Fred (Orelha Negra) e B Fachada e o resultado não poderia ser mais surpreendente!
O single já se encontra disponível e tem o selo da Sony Music Portugal.
Este e outros temas poderão ser ouvidos no espectáculo único em Elvas, no dia 22 de Abril, numa retrospectiva às canções escritas por Luís Represas, tendo como convidados Carlos do Carmo, António Victorino d'Almeida e Cuca Roseta, culminando em festa com Fogo de Artifício.

29.3.17

POSTAIS DO CONCELHO: Crianças de Montalvão na Colónia Balnear (1959)

Já por diversas vezes falámos, aqui, na importância que teve a Colónia Balnear Infantil de “O Século”, instalada em S. Pedro do Estoril, como promotora de férias e convívio entre milhares de crianças de todo o país. Num tempo em que era difícil viajar, por dificuldades económicas e outras, ter férias e ver o mar eram sonhos para muitos, inatingíveis. A Colónia Balnear proporcionava a muitas crianças do interior do país, quantas vezes a primeira viagem de comboio, o contacto com a cidade “grande” (Lisboa) e o banho marítimo, os primeiros muito a contra gosto.
O amigo Carlos Matos cedeu-nos esta foto, também já publicada em Maio de 2012 no jornal “Alto Alentejo”. Vale sempre a pena recordar os tempos de infância, mesmo com tristeza por sentirmos a perda de quem já partiu...
Em cima da esquerda para a direita: Joaquim Louro Caetano (falecido), João Carrilho, José Baptista, Joaquim Manuel Margarido (falecido.
Em baixo e pela mesma ordem: Carlos Matos, Silvestre e Artur

José Condessa destaca-se em "Splendid's", no Teatro Experimental de Cascais

A peça "Splendid's", de Jean Genet, tem encenação de Carlos Avilez e fazem parte do elenco José Condessa*, Henrique Carvalho e João Pedro Jesus estando em cena no Teatro Mirita Casimiro em Cascais.
Jean Genet sempre é um dos autores que mais representações teve no Teatro Experimental de Cascais e regressa agora de novo com encenação de Carlos Avilez, com "Splendid's".
Sete marginais estão juntos, num hotel de luxo, juntos e presos, detidos por vários momentos de vida, cercados pela polícia.
"Splendid's" é uma das peças mais densas de Genet, escrita e entregue ao editor para publicar, em 1942.
Após a recusa de publicação, o escritor decidiu queimar a obra, mas conseguiram-se salvar algumas folhas.
O grande destaque, na representação, vai para o jovem actor José Condessa. Com um personagem complexo, Jean, e um texto difícil, interpretou-o de uma forma extraordinária.
Recordamos que todos os actores, com excepção de Filipe Duarte, foram alunos de Carlos Avilez na Escola Profissional de Teatro de Cascais.
Tudo começa com o pano em baixo ao som de "Non, je ne regrette rien", de Edith Piaf e iluminação de um lustro no final da plateia.
Muita sensualidade e erotismo, com um guarda roupa bastante cuidado e uma dicção/projecção de voz perfeita.
Estávamos na última fila e conseguimos perceber tudo o que os "sete magníficos" disseram: nenhum deles teve qualquer microfone ou amplificação de som.
O momento alto da peça é quando Jean beija o polícia e se despe, ficando apenas em boxers.
Esta cena poderia levar a comentários, ou a risos. No entanto nem o som da respiração de uma sala esgotadíssima, se escutou.
Recordamos que José Condessa está a gravar uma novela, em Ilhavo, e que esteve em ensaios em Cascais. Embora com 19 anos, podemos afirmar que é um "Actor", com um grande Mestre por trás, Carlos Avilez.
Na estreia, que aconteceu no Dia Mundial do Teatro, estiveram presentes Marcelo Rebelo de Sousa, Eunice Muñoz, Ruy de Carvalho, Francisco Pinto Balsemão, e outros actores que diariamente aparecem nas novelas nacionais.
No final da representação, Teresa Côrte-Real, que interpreta A voz da Rádio, leu um texto de Isabelle Huppert.
Esse texto recordou que "já passaram 55 anos" desde que em Paris se celebrou pela primeira vez o Dia Mundial do Teatro.
Recordou também que "Paris é a cidade que mais companhias internacionais recebe" e ainda que "o Teatro renasce sempre das cinzas".
António Manuel Teixeira in www.hardmusica.pt – 29/3/2017

 * José Condessa tem ligações a Nisa, terra dos seus avós paternos

Exposição "Geopark Naturtejo: A Rocha que nos une" na Grutas da Moeda

Vimos por este meio convidar V. Exª. a estar presente na inauguração da Exposição “Geopark Naturtejo: A Rocha que nos une”, que decorrerá nas Grutas da Moeda (S. Mamede), no próximo dia 8 de Abril, pelas 14:30.
Com esta iniciativa as Grutas da Moeda e o Geopark Naturtejo, Geopark Mundial da UNESCO pretendem reforçar a sua parceria de aproximação destas duas regiões do Centro de Portugal, ricas em património natural, cultural, religioso, acreditando que a promoção de um dos mais belos e naturais territórios nacionais será uma mais-valia para quem visita as Grutas da Moeda, o concelho da Batalha, e o Santuário de Fátima, especialmente neste ano de Comemoração do Centenário das Aparições.
Porque também em 2017 se celebra o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento, as Grutas da Moeda e o Geopark Naturtejo, ambos Parceiros do Roteiro de Minas e Pontos de Interesse Geológico e Mineiro de Portugal, pretendem apresentar-se enquanto destinos turísticos sustentáveis de qualidade, que apostam na inovação e diferenciação.

IMPRENSA REGIONAL: "Alto Alentejo" - 29/3/2017


28.3.17

CANTO DO SACO: Temas e problemas do Concelho de Nisa (1)

Canto do Saco foi uma coluna que existiu no “Jornal de Nisa”, e que retomamos, será, doravante, uma coluna de opinião onde os munícipes de todo o concelho poderão apresentar problemas locais que careçam de resolução. Problemas e situações que além de serem aqui publicados, serão igualmente enviados aos poderes locais competentes, desde a Assembleia Municipal, à Câmara e Juntas de Freguesia, que não poderão, assim, invocar desconhecimento. Convidamos todos os cidadãos do concelho a apresentarem sugestões, alertas, denúncias de situações que considerem lesivas tanto do território municipal como da sua própria condição de munícipes. Poderão utilizar o e-mail portaldenisa@gmail.com ou enviarem por escrito as suas reclamações. Apenas exigimos uma condição: que os escritos, mails, etc., venham assinados. O anonimato mata a condição de sujeitos e cidadãos de corpo inteiro, num estado democrático.
Posto isto, avançamos com algumas questões, as primeiras, mas já, de certo modo, “antigas”.
1. Nisa - A Praça da República: Melhorias a introduzir
A Câmara Municipal numa atitude e decisão positiva, que em devido tempo elogiámos, arranjou espaço para o estacionamento de autocarros. Era uma carência bastante sentida e uma anomalia no projecto inicial, sem qualquer razão de ser.
Ali próximo, porém, subsiste um dos proncipais problemas na circulação de trânsito. Todos os nisenses já viram, com certeza, as dificuldades com que alguns camiões, principalmente os de grande porte, sentem em contornar a rotunda existente junto ao Cine Teatro. Volta e meia lá vem mais um estouro, quase uma explosão, de um pneu rebentado, porque além de mal feita, as superfícies que limitam a referida rotunda, em granito, são como facas de gumes afiados (aliás, como em todo o trajecto entre a Rotunda do Cinema e o Café D. Dinis) e que provocam dificuldades acrescidas e prejuízos aos automobilistas.
Rectificar a “planta” da rotunda não me parece trabalho de “outro mundo”, nem de custos “espampanantes”. Manter a situação tal como está é que não me parece adequado, tantas foram as vezes e as vozes que se têm levantado contra tal situação.
A Câmara pode e deve, com urgência, resolver o problema.
2. Em frente à Loja do Munícipe, junto aos semáforos, as marcações da passadeira para peões permanecem, há muito, invisíveis. A Câmara desculpa-se que não é competência sua, por se tratar de estrada nacional ou inter-regional (também já percebo muito pouco destas “novas” designações para confundir o Zé Pagante). Mas pode fazer alguma coisa e não ficar à espera, de mãos a abanar. Pode e deve exigir à entidade competente que faça aquilo que a lei lhe impõe: marcar no alcatrão da estrada, de forma bem visível e distinta, a passadeira para peões. E, já agora, retirados que foram, os vasos “gigantes” para aformosear o espaço circundante do Mercado Municipal, mantenha, pelo menos, com um pouco de urbanidade, isto é, com flores e vida, aquele que restou e presta “serviço de apoio” a um dos postes metálicos dos semáforos.
Do mesmo modo, deve exigir à substituta da JAE que marque novas atravessias para peões na Estrada das Amoreiras. Nesta artéria há uma série de problemas, a destacar, o que não faço agora para não me afastar da Praça da República.
3. O traçado dos estacionamentos junto aos cafés D. Dinis e Lareira carecem de ser rectificados. Representam um perigo, constante, para a circulação automóvel, tanto para quem pretende estacionar ou sair do estacionamento, como para os automobilistas que circulam naquela via. Não existe um espaço de segurança que permita a visibilidade do trânsito que circula num e noutro sentido, o que põem em risco a vida de pessoas e bens.
A solução nem seria dispendiosa, encurtando-se, ligeiramente, a área dos passeios e colocando os referidos espaços de estacionamento em “espinha” e com a obrigatoriedade da saída num só sentido.
4. Ainda aqui junto aos referidos cafés, é vergonhoso e atentatório da saúde e salubridade pública, que se mantenham em “serviço”, estruturas metálicas de recolha de lixo. Estruturas essas, por vezes abertas e exalando um cheiro nauseabundo, perante os olhares atónitos e de repulsa de muitos dos frequentadores das esplanadas daqueles espaços de restauração. Não havia outros sítios para porem os “mostrengos”? Com franqueza...
5. Falámos, aqui, há dias, da Biblioteca Municipal. Nada a adiantar o que foi dito. Apenas chamar a atenção para a falta de iluminação pública existente nas áreas laterais da Biblioteca. Junto aos estabelecimentos comerciais (cafés, ourivesaria, etc.) faltam, ou estão inactivos, dois pontos-luz.
No lado do Posto de Turismo e no espaço que há muito designei por “Bifes na Pedra” a situação ainda é pior. Faltam sete (7) pontos-luz que estão, igualmente, apagados e sem cumprirem a função por que foram ali instalados. É capaz de ser luz a mais? Concordo. Mas, pelo menos, reactivem, ponham em funcionamento, três ou quatro, até para uma maior segurança do edifício da antiga escola.
Vale o reparo?
6. Por onde anda, para onde emigrou, que destino levou, o painel electrónico da Praça da República? Qual a justificação para o seu desmantelamento? Falta de verba para o reparar? Falta de elementos promocionais do concelho para nele colocar? Falta de uma política, séria, de divulgação do património e das potencialidades concelhias sem serem assentes numa figura só?
Quem souber que responda. Para mim, acho que por ali andou “mãozinha de reaça”, que é uma forma simpática de dizer que o painel electrónico do Rossio incomodava algumas “cabecinhas pensadoras” que não são burras...
Mário Mendes

Porto da Espada recebe Seminário dedicado ao “Desenvolvimento Rural”

O Município de Marvão e a Junta de Agricultores da Apartadura promovem, dia 4 de abril (terça-feira), no salão da Casa do Povo do Porto da Espada, um Seminário dedicado ao “Desenvolvimento Rural”. A sessão de abertura e boas-vindas está agendada para as 9h30.
 Um dos objetivos deste Seminário será discutir a gestão fundiária, como fator essencial ao desenvolvimento rural. Com a valorização deste território, estimulando os setores produtivos estratégicos e fomentando novos modelos de agricultura, pode conseguir-se um crescimento económico sustentado e combater a desertificação no interior.
 No primeiro painel do dia, dedicado ao desenvolvimento rural, Pedro Lynce vai falar sobre “um novo modelo de desenvolvimento sustentável para o interior”. “As novas regras do emparcelamento rural” e os “apoios ao abrigo do PDR 2020” vão ser os temas abordados por Gama Pinheiro e Isabel Abreu, respetivamente.
 O segundo painel, onde se vai analisar o “potencial hidroagrícola do regadio da Apartadura”, terá como intervenientes, Mondragão Rodrigues e Susana Dias. Com um perímetro de rega de cerca de 400ha, a Apartadura tem potencial para crescimento de soutos de castanheiros, cerejeiras, nogueiras, aveleiras, vinha, horticultura, ou produção animal. Atividades ligadas ao setor primário e que podem ser âncoras de desenvolvimento para o concelho de Marvão.

 Francisco Mateus (Presidente da CVRA - Comissão Vitivinícola Regional Alentejana), José Mata (Consultor de Produção de Azeites), Rui Flores (Técnico de Produção Biológica), Cristina Francisquinho (Técnica de Viticultura), António Melara Dias (Produtor de Azeite) e Miguel Pires (Produtor/investigador de Castanha) são os convidados do último painel deste Seminário, para falar sobre o “Vinho da Talha”, o “Azeite de Galega”, e a “Castanha DOP Marvão”.

27.3.17

AMIEIRA DO TEJO: Festa em honra do Senhor dos Passos


Primavera na colheita de sangue em Alpalhão






Em manhã imensamente reconfortante, a Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP – marcou presença em Alpalhão.
Rumaram até à sede do Grupo Ciclo Alpalhoense 37 voluntários, sendo 14 do sexo feminino. Por questões de saúde alguns não puderam estender o braço, mas sempre foram angariadas 30 unidades de sangue.
Três mulheres e dois homens deram sangue pela primeira vez na vida. O Registo Nacional de Dadores Voluntários de Células de Medula Óssea cresceu em três novos voluntários.
Tratou-se de uma manhã primaveril muito movimentada e com números motivadores. E depois, cinco novos dadores é sempre motivo de regozijo, ou não fora esta a terra do nosso saudoso Presidente António Eustáquio.
O José Maria Martins pensava que se ia despedir como dador, mas afinal ainda tem pela frente mais um ano. Referiu-nos que deu sangue pela primeira vez em 1977, para um amigo que estava no Hospital Distrital de Portalegre. Hoje já tem 33 dádivas concretizadas, mas não vai ficar por aqui. Quem vai deixar de canalizar veias em Alpalhão é a Enf. Ana Maria, que já se mostrava nostálgica com o aproximar de uma nova fase da sua vida.
A família Freire foi quem fechou a jornada: ao todo cinco elementos doaram sangue.
Muitos dos presentes quiseram saber outras datas de brigadas que se realizem por perto, a fim de doarem sangue novamente daqui a algumas semanas.
A Junta de Freguesia de Alpalhão apoiou a realização do almoço convívio que decorreu num restaurante da localidade. Aliás a Presidente da Junta, Ana Cecília Manteiga Carrilho, acompanhou de perto a colheita.
Arronches a 08 de abril
A ADBSP vai estar em Abril: Arronches sábado 08 na sede do Rancho Folclórico; Sousel dia 22, nos Bombeiros. Atenção que por razões logísticas estas duas colheitas mudaram de data, relativamente à calendarização inicial, As nossas brigadas realizam-se aos sábados da parte da manhã.
Siga-nos em: www.facebook.com/groups/AdbsPortalegre

JR

CASTELO DE VIDE CUP (8 a 13 de Abril): já são conhecidos os clubes participantes



A organização do Castelo de Vide Cup deu a conhecer a lista de clubes participantes nos três escalões da competição que decorrerá de 8 a 13 de Abril.
Para além de jogos em Castelo de Vide, Marvão e Portalegre, a 4ª edição do Castelo de Vide Cup estende-se a Valência de Alcântara, onde cada equipa disputará pelo menos um jogo, segundo informação do organizador.
O acordo nesse sentido ficou estabelecido há dias entre a organização e os dois Municípios, numa reunião que teve lugar em Valência de Alcântara. 

HUMOR EM TEMPO DE CÓLERA

Gajas e Copos
Cartoon animado de Henrique Monteiro in http://henricartoon.blogs.sapo.pt

NISA: A Biblioteca Municipal e o horário de funcionamento

Proposta apresentada na Assembleia Municipal de Nisa em 29 de Abril de 1996
ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE NISA – PROPOSTA
A Casa da Cultura/Biblioteca Municipal tem, ao longo da sua curta existência, dado mostras de uma riquíssima vitalidade, expressa num valioso conjunto de iniciativas que, correntemente, são a ”pedrada no charco” de uma terra e concelho onde nada acontece, no campo cultural.
O importante espólio bíblio-vídeo-discográfico, são hoje uma referência da região, frequentada por crianças, jovens e adultos, que ali se deslocam na ânsia de mais saber e conhecimento.
Esta “bandeira”, este brasão cultural, reconhecido por todos, pode e deve ampliar o seu campo de acção, na dimensão exacta da população que serve e que avidamente a solicita.
Para tanto, os horários de funcionamento devem ser alargados (e não como tem sido feito, restringidos) possibilitando a sua utilização por trabalhadores, jovens, fora do período das aulas, investigadores.
Num concelho, onde a ocupação de crianças e jovens – ocupação salutar, saliente-se – está por fazer e onde os “desvios sociais” com as consequências que todos começamos a conhecer, causam sérias perturbações, é por demais evidente a necessidade de prolongar a abertura, a sábados e domingos, dos espaços de lazer, da cultura, do entretenimento e do saber, ingredientes indispensáveis “à formação do homem integral” como o define Bento de Jesus Caraça.
Remodele-se o funcionamento da Biblioteca, crie-se um novo quadro de funcionários, aumentando o número dos existentes, mais competentes e especializados ainda, se possível; eleve-se o nível e alargue-se substancialmente o horário de funcionamento deste “refúgio” de cultura contra o ócio e o vício, a droga e a delinquência.
Há custos que são ganhos e não poderemos contabilizá-los numa geração...
O Proponente – Mário Mendes
ABERTURA AOS SÁBADOS DURANTE TODO O DIA
A Casa da Cultura nome por que, durante anos, se conheceu a Biblioteca Municipal, foi objecto de diversas propostas e sugestões, algumas por mim apresentadas, visando a melhoria dos serviços prestados e acima de tudo, a adequação dos horários de funcionamento à procura por parte dos utilizadores, como foi, por exemplo, o conteúdo da proposta acima transcrita, em Abril de 1996.
Convém lembrar que nos seus primeiros anos de existência, a Biblioteca Municipal constituiu – como continua a constituir- um serviço de excelência com muita procura, num tempo em que as internetes, os facebooks e outras plataformas digitais eram quase uma “miragem”.
Sempre defendi a Biblioteca Municipal, a par das piscinas municipais, como estruturas de conhecimento e lazer que mudaram o paradigma cultural de um concelho em que nada havia. Isto, apesar de considerar, passado todo este tempo, que há modificações, urgentes, a operar, no funcionamento da “outrora” Casa da Cultura.
Uma delas, diz respeito à segurança das pessoas (frequentadores, utentes, utilizadores, leitores, como lhes queiram chamar). As estruturas metálicas de suporte (vigas e cantoneiras de duplo U ou H) têm superfícies quinadas, perigosas, que deviam ser resguardadas, envolvendo-as por uma camada esponjosa ou de outro material que possa amortecer o impacto de qualquer contacto por parte das pessoas que frequentam a antiga Escola.
A solução nem sequer tem custos por aí além; custos agravados seriam, por exemplo, haver um acidente, alguém se magoar e o Município ter que arcar com as responsabilidades.
A segunda modificação, não menos urgente, diz respeito ao espaço onde funcionam as Tecnologias Comunicação e Informação (computadores). Não faz sentido – nunca fez, aliás- que funcione num primeiro andar, sem possibilitar o acesso a pessoas deficientes e incapacitadas, conforme a lei prevê. Urge resolver esta situação.
O terceiro reparo (tal como o da Proposta de 1996) diz respeito ao horário. Não se percebe como é que a Biblioteca funciona nos sábados da parte da tarde e está fechada da parte da manhã. O normal será dizerem-me, como noutros tempos, que “não se justifica”. Claro, se estiver fechada, quem lá vai “bate com o nariz na porta”. Se estiver aberta, a princípio irão poucas pessoas (até por desconhecerem a eventual alteração), mas depois terá a sua frequência natural. É como tudo na vida. É certo que não deve ser muito agradável trabalhar nos fins-de-semana, mas é, apenas, uma questão de se concertarem horários e períodos de folgas. A sugestão aqui fica, colocada à consideração de quem manda.  
Mário Mendes

NISA: Matança do Porco e Convívio na Sociedade Musical Nisense


26.3.17

Paróquia de Nisa divulga programa da Semana Santa 2017

Esta é a semana mais importante para os cristãos, porque celebramos os mistérios da nossa Fé, a morte, paixão e ressurreição de Jesus.

Não deixe de celebrar connosco!         

NISA: O Direito a nascer no concelho

Proposta apresentada na Assembleia Municipal de Nisa em 29 de Abril de 1996
Vítor Jara, o imortal cantor chileno morto às mãos dos esbirros de Pinochet, em 1973, cantava “ El derecho de vivir em paz”. A proposta por mim apresentada na sessão da Assembleia Municipal de Nisa e aprovada por unanimidade, não reclamava o Direito de Viver em Paz, mas o de Nascer em Nisa (concelho), outra forma de reivindicar um direito natural, o de Nascer (em paz) na terra de residência dos progenitores.
Com a centralização dos nascimentos em Portalegre e Elvas – como aconteceu em todo o país – e a alteração da lei, deixou de haver nascimentos nos concelhos que não dispusessem daqueles serviços de maternidade. Por outras palavras, os naturais de todas as freguesias do concelho, passavam a ser todos naturais de... Portalegre. Deixava de haver nascimentos em Nisa, em Alpalhão, em Tolosa e por aí fora.
A lei foi revogada, muito pela pressão dos poderes locais de todo o país e por constituir uma lei anti-natura, concentracionária e discriminatória. Aqui se publica o conteúdo da proposta apresentada e aprovada por unanimidade.
ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE NISA – PROPOSTA
O direito dos cidadãos a uma pátria e a uma identidade própria, é reconhecida universalmente não só pela prática constitucional de cada país democrático como até e principalmente pela Declaração Universal dos Direitos do Homem.
Tal preceito, democraticamente aceite pelas nações e pela generalidade da Comunidade Internacional, tornam mais “estranho” um dos artigos do novo Código do Registo Civil que atribui a “naturalidade em função exclusiva do local onde se nasce” e não do local onde a mãe reside.
Esta norma, a ser levada à prática, contribuiria para a aceleração da desertificação humana, impedindo de haver nascimentos no concelho de Nisa, pois como se sabe, os nascimentos ocorrem geralmente no Hospital de Portalegre.
Deste modo, propõe-se:
1 – Que a Lei em causa, seja revogada, por forma a que, legalmente, continuem a existir naturais do concelho de Nisa.
2 – Que desta proposta seja dado conhecimento às Assembleias Municipais do Distrito, à Associação de Municípios do Nordeste Alentejano, à ANMP, ao Ministério da Justiça, à Assembleia da República e ao Governo, bem como seja dada a maior divulgação a nível do concelho.
Nisa, 29 de Abril de 1996
O Proponente - Mário Mendes

NISA: Academia de Férias "Páscoa 2017"


25.3.17

Dia Mundial da Saúde reforça importância de prevenir a depressão

Estigma afasta idosos do tratamento
A depressão é uma doença mental que afeta mais de 350 milhões de pessoas. Resulta de uma interação complexa de fatores sociais, psicológicos e biológicos. Quando não é diagnosticada a tempo e não se tomam as medidas necessárias para o seu tratamento, esta doença pode ter consequências graves e levar a um desfecho fatal (suicídio).
Esta doença envolve episódios depressivos recorrentes, perda de apetite, falta de interesse, energia e motivação para fazer atividades sociais, ansiedade, perturbações frequentes do sono, sintomas de culpa e baixa autoestima.
Embora existam tratamentos eficazes contra esta doença, estima-se que menos de metade das pessoas deprimidas recebem esses tratamentos. Em causa estão a falta de profissionais de saúde treinados para fazer um diagnóstico eficaz ou uma avaliação imprecisa e o estigma social associado aos transtornos mentais. Os doentes mais velhos negam muito frequentemente ter sintomas de depressão o que dificulta o diagnóstico da doença. Por outro lado, a semelhança entre os sintomas de depressão com os de demência conduz, muitas vezes, a um diagnóstico tardio.
Na população mais sénior, os programas de prevenção têm demonstrado ser eficazes, recorrendo a uma combinação entre acompanhamento psiquiátrico (como ativação comportamental, terapia cognitivo-comportamental e psicoterapia interpessoal) e programas de exercícios e estimulação de uma vida ativa.
Com o tratamento adequado, a pessoa deprimida pode recuperar a satisfação com a vida e o nível de independência nas atividades básicas da vida diária.
Este ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) está a promover uma campanha sobre depressão, com o lema “Vamos conversar”. A iniciativa, integrada nas comemorações do Dia Mundial da Saúde, reforça que existem formas de prevenir a depressão e também de a tratar, mas que conversar abertamente sobre a doença é o primeiro passo para reduzir o estigma associado à depressão.
Dr. Joaquim Cerejeira, psiquiatra e presidente da Associação Cérebro e Mente.

ALPALHÃO: Evocação dos Passos 2010