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17.9.26

PATRIMÓNIO DE AMIEIRA DO TEJO: O que falta para devolver a dignidade à Capela do Calvário?


Há uns anos, movida pela profunda preocupação com o estado de degradação do património que nos define, escrevi um artigo a alertar as autoridades e entidades competentes para a necessidade urgente de restaurar as telas do interior da Capela do Calvário, em Amieira do Tejo. Felizmente, o apelo surtiu efeito. Passados alguns anos, as obras de arte seguiram para restauro e, mais tarde, regressaram à capela. No entanto, uma incompreensível inércia parece ter travado o processo à porta da meta: há já vários anos que as telas recuperadas aguardam, guardadas e invisíveis aos olhos de todos, pela sua recolocação na parede.

Neste momento, ninguém sabe ao certo em que estado de conservação se encontram estas obras de arte, uma vez que permanecem tapadas e inacessíveis. Perante este cenário de estagnação, a pergunta que importa deixar a quem de direito é simples e direta: do que estão à espera para proceder à colocação definitiva das telas no seu devido lugar?

A esta situação junta-se ainda o mistério das portas da capela. Foram retiradas para reparação e, volvido tanto tempo, continuam por devolver. Atualmente, o que os habitantes e visitantes encontram no local são tábuas provisórias a fazer de portas — uma imagem triste, que desfeia o monumento e transmite uma penosa sensação de abandono. Quando serão, afinal, colocadas as portas originais?

O património histórico faz parte de todos nós. É a nossa história, a nossa memória e a base da nossa identidade regional. Como cidadãos, temos o direito elementar de ser informados, de conhecer o ponto da situação e de exigir zelo pelos monumentos da nossa terra.

É urgente pôr em prática a colocação daquilo que já está arranjado. Se queremos atrair quem nos visita e dinamizar o nosso concelho, temos de ter orgulho em mostrar o património lindíssimo que possuímos. Existem ruínas que mantêm a sua beleza, é um facto, mas é nosso dever prioritário manter e cuidar do que ainda está de pé. Mostremos o que a nossa terra tem de melhor e devolvam à Capela do Calvário a dignidade que ela merece.

Fica o apelo e, desde já, o agradecimento em meu nome e no de todos os cidadãos que se orgulham e zelam pela nossa história comum.

Ana Paula Mendes Nunes da Conceição Horta

 

8.2.26

NISA: Pelo menos seis ovinos mortos e outros 20 feridos em ataque de cães


Seis ovinos morreram e outros 20 ficaram feridos hoje, após ataque de cães, supostamente ligados a uma montaria aos javalis que decorria na zona de Nisa, distrito de Portalegre, disse fonte da GNR.

Fonte do Comando Territorial de Portalegre da Guarda Nacional Republicana (GNR) indicou à agência Lusa que esta situação ocorreu numa propriedade na zona de Amieira do Tejo, no concelho de Nisa, ao início da tarde.

A mesma fonte admitiu que podem existir mais animais mortos ou feridos dispersos pela propriedade, uma vez que o rebanho se tresmalhou na sequência do ataque dos cães.

A GNR, segundo a mesma fonte, deslocou-se também ao início da tarde ao local, recolheu o depoimento do proprietário dos ovinos e também espera ouvir nas próximas horas os responsáveis pela montaria aos javalis e os proprietários das matilhas.

O digital - 7 Fevereiro, 2026 -

11.2.25

NISA: Mulher de 47 anos ferida em despiste em Amieira do Tejo, na descida do Fratel

Alerta às 17,27h desta terça-feira, 11 de Fevereiro, para um acidente na descida para a barragem do Fratel, na freguesia de Amieira do Tejo e Arez, envolvendo uma carrinha de transporte de passageiros. Do despiste, resultaram ferimentos numa mulher de 47 anos que foi transportada para o Hospital de Portalegre onde está agora a receber assistência clínica. O Comando Sub Regional de Emergência e Protecção Civil do Alto Alentejo confirmou ainda ao “Linhas de Elvas” que estiveram no local 10 operacionais, auxiliados por quatro viaturas, dos Bombeiros e GNR de Nisa. • In Linhas de Elvas – 11.02.2025 ** Fotos: Filipe Correia / Vigilantes da Estrada

20.6.24

AMIEIRA DO TEJO: Se o ridículo pagasse imposto...

... As finanças públicas viviam em completo desafogo.
O cartaz diz tudo: Não é preciso inventar palavras identitárias, figuras de estilo "nizorras", bizarras e ridículas para explicar o cancelamento de uma Festa de S. João em Amieira do Tejo. Um santo popular que até tem na antiga vila do priorado do Crato, uma capela em sua homenagem anexa ao Castelo.
A Câmara de Nisa - mais propriamente a sua presidente, natural da localidade - NÃO AUTORIZOU a Festa que iria realizar-se na Casa do Balcão. Porquê?, perguntarão. Tão só e apenas, porque a edil agendou uma INAUGURAÇÃO EM NISA, na mesma data.
O motivo da recusa tem tanto de ridículo, como de caricato e até ilegal. Viola de forma clara e ostensiva, Direitos Constitucionais consagrados. Revela, por outro lado, uma clamorosa falta de respeito e consideração pela Comunidade no seio da qual, nasceu.
Ainda há pouco tempo podia ler-se numa publicação:" Populismo cresce entre quem se sente esquecido. Podem os municípios ouvi-los?
A proximidade das câmaras municipais e outras entidades locais aos cidadãos pode ser uma forma de dizer que a sua voz importa, defendeu-se na cimeira do Comité das Regiões Europeu."
No reino proto-medieval da Isaltina, defende-se o oposto. Se "com festas e bolos se enganam os tolos" , os bodos aos pobres, as festas e os bolos têm de ser "dados" pela edil amieirense, num festim pago por todos os munícipes, tal como a ambulância com que se auto-homenageou e outras bizarrias que vão enxameando o município.

Amieira era (e é) São Joanina
Em tempo de verdade e razão
Mas agora a Santa Isaltina
Por causa da festa, desatina
E quer impor a "sua" inauguração.
***
Já nem os santos, populares são
A Isaltina quer certificado de garantia
Festas só quando ela quiser
E de homenagem à sua "tia"
***
E lá se vai mais um serão
Por causa da vingançazinha
Da imperatriz de d´Amieira
Desprezo p´la comunidade inteira
Pois já nem a sua terra estima.

19.7.23

AMIEIRA DO TEJO: Misericórdia celebra o Dia dos Avós

 
A Santa Casa da Misericórdia de Amieira do Tejo vai celebrar o Dia dos Avós no próximo dia 26 de Julho a partir das 15h, com um lanche convívio entre Netos e Avós.


7.1.23

CASTELO DE AMIEIRA DO TEJO É MONUMENTO NACIONAL HÁ 100 ANOS!

"Santos da casa não fazem milagres" e a excelentíssima reverendíssima presidencialíssima edil de Nisa esqueceu-se de assinalar a efeméride, neste caso, o Centenário de tão importante Monumento, Histórico, Arquitectónico e Cultural. Não faz mal, nós lembramos aqui um pouco da História do Castelo de Amieira do Tejo classificado como Monumento Nacional pelo Decreto 8.447 - DG nº 233 de 10 de Novembro de 1922. Há 100 anos! 
O Castelo de Amieira, também referido como Castelo da Amieira, no Alentejo, localiza-se na vila de Amieira do Tejo, freguesia de Arez e Amieira do Tejo, no município de Nisa, distrito de Portalegre, em Portugal.[1]
A antiga povoação de Amieira, a meio caminho entre Belver e Nisa, integrava a chamada Linha do Tejo, linha de defesa da fronteira, na margem sul do rio Tejo. Constituía-se numa das onze vilas que a Ordem dos Hospitalários detinha na região.
O Castelo de Amieira está classificado como Monumento Nacional desde 1922.
O castelo medieval
No contexto das lutas pela Reconquista cristã da Península Ibérica e da formação do reino de Portugal, o rei D. Sancho II (1223-1248) fez uma expressiva doação de terras à Ordem de São João do Hospital de Jerusalém, incluindo as vilas de Amieira, Belver (Gavião) e Crato (1232).
Das três, a última a ser fortificada foi a de Amieira, cerca de um século mais tarde, sob o reinado de Afonso IV de Portugal (1325-1357). A edificação do castelo é atribuída ao prior D. Frei Álvaro Gonçalves Pereira, filho bastardo do Prior da Ordem do Hospital em Portugal, bispo D. Gonçalo Pereira, e pai do futuro Condestável, D. Nuno Álvares Pereira. Algumas obras devem ter sido orientadas por um outro filho, D. Pedro Pereira, e não se encontravam concluídas em 1359 conforme se depreende de uma carta régia enviada nesse ano a D. Álvaro, tendo sido concluídas em 1362.
Durante a Crise de 1383-1385, o então Prior do Hospital, D. Pedro Pereira, no início de 1384 reconheceu a autoridade de D. Beatriz, filha de D. Fernando, e, como tal, herdeira legítima do trono português. O Castelo da Amieira, juntamente com outros da Ordem, prestou obediência à Rainha, situação modificada poucos meses mais tarde, por influência do Condestável D. Nuno Álvares Pereira, irmão do Prior, tendo este partido para Castela.
O único episódio militar em que o castelo esteve envolvido ocorreu em 1440. Tendo D. Leonor, princesa de Aragão, se desentendido com o infante D. Pedro, retirou-se, com a cumplicidade do prior, D. Nuno de Góis, para o Crato, tendo invocado em seu auxílio as forças de Castela, que cercaram a Amieira. Diante dessa insubordinação, D. Pedro determinou a ocupação dos castelos do priorado do Hospital nessa região fronteiriça, ordenando a D. Álvaro Vaz de Almada (conde de Abranches), acometer o Castelo da Amieira. Sem oferecer resistência os castelos renderam-se, o prior do Crato e D. Leonor puseram-se em fuga para Castela e a paz foi restabelecida. O Castelo da Amieira passou para as mãos de Pedro Rodrigues de Castro como alcaide ao final do conflito.
Nos séculos seguintes, foram procedidas pequenas obras de modernização sob o reinado de D. João II (1481-1495) e de D. Manuel I (1495-1521), fase em que teria servido como prisão. Data do século XVI a construção de uma capela, sob a invocação de São João Batista (1556).
Do século XVII aos nossos dias
À época da guerra da Restauração da Independência foram erguidas edificações residenciais no interior do recinto do castelo que, abaladas pelo terramoto de 1755, já se encontravam em ruínas em 1747, segundo relato coevo do padre Luís Cardoso. Nessa época tentou-se a recuperação parcial da Torre de Menagem.
Em meados do século XIX, possívelmente em virtude do decreto que proibiu os enterramentos dentro do recinto das igrejas em Portugal (1846), a praça de armas do castelo passou a ser utilizada como cemitério pela população da vila.
Já no século XX, na década de 1920, as dependências do castelo passaram para a responsabilidade do Ministério da Guerra, com quem a Junta de Freguesia celebrou um contrato de arrendamento que lhe permitiu usufruir do monumento. Classificado como Monumento Nacional pelo Decreto n° 8.447, publicado em 10 de Novembro de 1922, na década de 1940 foi objeto de intervenção de consolidação e restauro pela Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), mantendo-se em boas de condições de conservação até aos nossos dias.
Características
De pequenas dimensões, com planta no formato retangular, é considerado um modelo de castelo português no estilo gótico.
As muralhas, ameadas, são reforçadas nos ângulos por quatro sólidas torres e pela Torre de Menagem, de maiores proporções, com planta quadrangular, defendendo a porta da barbacã. Esta torre possui janelas, sendo uma geminada e outra com arco pontiagudo e moldura de toros. No interior, abre-se a praça de armas. No exterior, o conjunto é completado por fosso (hoje aterrado) e uma sólida barbacã de planta quadrangular, de muros ameados.
Fora dos muros, mas adossada a uma das torres, ergue-se a Capela de São João Baptista com portão em arco de volta perfeita com aduelas almofadadas. No interior, apresenta abóbada de caixotões decorada com grotescos e uma imagem do padroeiro, além de um retábulo tardo-renascentista.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_de_Amieira#cite_note-Dgpc-2