Neste
momento, ninguém sabe ao certo em que estado de conservação se encontram estas
obras de arte, uma vez que permanecem tapadas e inacessíveis. Perante este
cenário de estagnação, a pergunta que importa deixar a quem de direito é
simples e direta: do que estão à espera para proceder à colocação definitiva
das telas no seu devido lugar?
A esta
situação junta-se ainda o mistério das portas da capela. Foram retiradas para
reparação e, volvido tanto tempo, continuam por devolver. Atualmente, o que os
habitantes e visitantes encontram no local são tábuas provisórias a fazer de
portas — uma imagem triste, que desfeia o monumento e transmite uma penosa sensação
de abandono. Quando serão, afinal, colocadas as portas originais?
O património
histórico faz parte de todos nós. É a nossa história, a nossa memória e a base
da nossa identidade regional. Como cidadãos, temos o direito elementar de ser
informados, de conhecer o ponto da situação e de exigir zelo pelos monumentos
da nossa terra.
É urgente
pôr em prática a colocação daquilo que já está arranjado. Se queremos atrair
quem nos visita e dinamizar o nosso concelho, temos de ter orgulho em mostrar o
património lindíssimo que possuímos. Existem ruínas que mantêm a sua beleza, é
um facto, mas é nosso dever prioritário manter e cuidar do que ainda está de
pé. Mostremos o que a nossa terra tem de melhor e devolvam à Capela do Calvário
a dignidade que ela merece.
Fica o apelo e, desde já, o agradecimento em meu nome e no de todos os cidadãos que se orgulham e zelam pela nossa história comum.
Ana Paula
Mendes Nunes da Conceição Horta
