30.11.25

OPINIÃO: Não me bates, Sebastião


As músicas infantis da minha época estão carregadas de fardos pesados: racismo, em "Truz-truz"; maus-tratos a animais, em "Atirei o pau ao gato"; ou violência doméstica, em "Sebastião come tudo". As lições para o público infantil parecem ter dado frutos, e digo-o com o maior pesar. Os crimes de violência contra as mulheres aumentaram 10% entre 2022 e 2024. Os dados da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) são aterradores, e sim, podemos e devemos usar os adjetivos para enquadrar a estatística. Nestes dois anos, registaram-se 70 179 crimes contra mulheres e meninas, quase 100 por dia. A violência machista - é assim que se diz em Espanha, e as palavras têm peso - está ainda a tornar-se "mais letal e mais rápida na escalada", explicou o assessor técnico da direção da APAV, Daniel Cotrim. No ano passado foram 12 681 a procurar a ajuda da associação. Na análise do especialista, destacam-se duas ideias: que as mulheres estão mais informadas sobre os seus direitos e prontas para quebrar ciclos de violência; e que, apesar disso, há mais casos em que se passa das agressões emocionais e físicas para tentativas de homicídio. Uma das explicações é o aumento do discurso de ódio contra as mulheres, patriarcal e misógino. Exemplos que abundam nas redes sociais de jovens para quem o cancioneiro infantil mencionado acima pouco dirá. Os casos de violência contra as mulheres não só não estabilizaram como aumentaram e se olharmos para o pior dos cenários, percebemos quão pouco avançamos: neste 2025, uma mulher foi assassinada a cada 15 dias em Portugal. O Observatório de Mulheres Assassinadas da União de Mulheres Alternativa e Resposta conta 24 corpos, 21 em resultado de violência de género. Algumas foram mortas depois de terem feito queixa, o que revela quanto o Estado tem por fazer, e ainda não faz.

Joana Almeida Silva – Jornal de Notícias - 27 de novembro, 2025

 

LISBOA: Banda de Nisa no 12⁰ Desfile de Bandas Filarmónicas


Comemorações do 1 de Dezembro

Dia 1 de Dezembro

Avenida da Liberdade, Lisboa

Com transmissão na RTP1, a Banda da Sociedade Musical Nisense representará o distrito de Portalegre e o concelho de Nisa, assim como a Federação das Bandas Filarmónicas do Distrito de Portalegre.

14h30 - Concentração

15h00 - Início do Desfile

16h30 - Concentração final, na Praça dos Restauradores, e Apoteose Final com interpretação conjunta por 1.800 músicos dos três hinos: Hino da Maria da Fonte, Hino da Restauração e "A Portuguesa" (versão integral).

16h50 - Fecho e desmobilização das bandas

Nesta 12.ª edição, desfilarão as seguintes bandas e grupos, aqui ordenados por géneros e por ordem alfabética dos distritos e concelhos respectivos:

GRUPO DE PERCUSSÃO:

• PORTO (Vila Nova de Gaia): Associação Recreativa os Marentes do Rio Douro

INTERPRETAÇÃO FINAL:

• Tenor: Pedro Tavares

BANDA NACIONAL:

• Banda da Força Aérea

BANDAS FILARMÓNICAS:

• REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES (Vila Franca do Campo): Banda Lealdade

• AVEIRO (Águeda): Sociedade Recreativa e Musical 12 de Abril de Travassô

• AVEIRO (Mealhada): Associação Filarmónica Lyra Barcoucense 10 de Agosto

• BEJA (Barrancos): Sociedade Filarmónica Barranquense

• BEJA (Beja): Sociedade Filarmónica Capricho Bejense

• BRAGANÇA (Vinhais): Associação Filarmónica Rebordelense

• CASTELO BRANCO (Covilhã): Banda Filarmónica Recreativa Carvalhense

• CASTELO BRANCO (Fundão): Banda Filarmónica União Santa Cruz de Aldeia Nova do Cabo

• COIMBRA (Figueira da Foz): Sociedade Filarmónica Paionense

• COIMBRA (Oliveira do Hospital): Filarmónica Fidelidade de Aldeia das Dez

• COIMBRA (Soure): Banda do Cercal

• COIMBRA (Soure): Sociedade Filarmónica Recreativa e Beneficente Vilanovense

• ÉVORA (Alcaçovas): Banda da Sociedade União Alcaçovense

• ÉVORA (Reguengos de Monsaraz): Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense

• FARO (Lagos): Sociedade Filarmónica Lacobrigense 1º de Maio

• FARO (Vila Real de Santo António): Associação Cultural de Vila Real de Santo António

• GUARDA (Guarda): Banda Filarmónica de Famalicão da Serra

• LEIRIA (Maceira do Liz): Sociedade Filarmónica Maceirense

• LEIRIA (Pombal): Sociedade Filarmónica Louriçanense

• LISBOA (Arruda dos Vinhos): Banda Filarmónica da Santa Casa da Misericórdia de Arruda dos Vinhos

• LISBOA (Cascais): Banda Filarmónica do Grupo Recreativo e Dramático 1º de Maio de Tires

• PORTALEGRE (Nisa): Sociedade Musical Nisense 

• PORTO (Valongo): Banda Musical de S. Vicente de Alfena

• SANTARÉM (Chamusca): Sociedade Filarmónica de Instrução e Recreio Carregueirense Vitória

• SANTARÉM (Ferreira do Zêzere): Sociedade Filarmónica Ferreirense

• SANTARÉM (Samora Correia): Sociedade Filarmónica Samorense

• SETÚBAL (Azeitão): Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense

• SETÚBAL (Moita): Banda Musical do Rosário

• VISEU (Penalva do Castelo): Banda Musical e Recreativa de Penalva do Castelo

• VISEU (Santa Comba Dão): Filarmónica de São João de Areias

• VISEU (Sernancelhe): Associação Cultural e Recreativa de Sernancelhe

Será um total de 33 entidades, integrando 1 grupo de percussão, 1 banda nacional (Banda da Força Aérea) e 31 bandas filarmónicas civis

29.11.25

CUIDADOS PALIATIVOS: Associação alerta: “Está em risco o apoio a milhares de doentes e famílias”

 


Redução para metade de novas camas no PRR

      A APCP manifesta a sua profunda preocupação face à redução para metade de lugares/camas inicialmente previstos no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados e para a Rede Nacional de Cuidados Paliativos.

      Associação sublinha a falta de verba alocada aos cuidados paliativos no Orçamento de Estado para 2026.

A Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) manifesta a sua profunda preocupação face à redução de 3550 lugares/camas inicialmente previstos no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados e para a Rede Nacional de Cuidados Paliativos, conforme noticiado esta semana pelo Jornal Público. 

A notícia revela que, das 7400 novas camas planeadas para cuidados continuados e paliativos, apenas 3850 avançarão, devido a atrasos na execução do PRR. O corte representa uma diminuição superior a 48% da capacidade prevista, comprometendo o aumento da oferta e a resposta às necessidades de uma população cada vez mais envelhecida e clinicamente complexa.

Esta redução acontece num momento em que: os hospitais acumulam internamentos sociais e clínicos evitáveis; as equipas trabalham frequentemente acima da sua capacidade; persistem desigualdades profundas no acesso a cuidados paliativos, com largas regiões do país sem cobertura adequada e cerca de metade dos portugueses que precisam de cuidados paliativos não os recebe.

“A eliminação de aproximadamente metade das camas previstas terá impacto imediato nos internamentos hospitalares prolongados, sem benefício clínico. Os doentes em sofrimento ficam sem alternativas de cuidados adequados, enquanto as equipas, que já estão a funcionar abaixo dos rácios recomendados, ficam ainda mais sobrecarregadas. A área dos Cuidados Paliativos permanece num atraso estrutural, apesar de a sua expansão ser unanimemente reconhecida como urgente”, afirma Catarina Pazes, presidente da APCP.

E acrescenta: “Compreendemos que os prazos rígidos do PRR tenham impedido a concretização das camas inicialmente previstas, levando à reorientação das verbas para obras de renovação das unidades já existentes. Mas o que preocupa — e deve ser claramente explicado — é se o objetivo nacional de aumentar a capacidade da Rede Nacional de Cuidados Paliativos cai agora por terra, ou se o Governo assegura outras fontes de financiamento, com prazos mais alargados, para concretizar aquilo que continua a ser uma necessidade urgente e inadiável.”

Na redução do número de camas, reforça ainda: “Esta decisão contradiz recomendações internacionais, incluindo da OCDE, que recentemente destacou Portugal como um dos países com maior percentagem de mortes hospitalares — uma realidade que exige precisamente o reforço da capacidade comunitária e o investimento consistente nas equipas especializadas em cuidados paliativos domiciliários, fundamentais para garantir uma resposta de proximidade, humanizada e ajustada às necessidades das pessoas.

A APCP considera igualmente preocupante que o país continue sem uma estratégia nacional clara para a Rede Nacional de Cuidados Paliativos, e alerta para o inadmissível atraso na nomeação da presidência da Comissão Nacional de Cuidados Paliativos, travando decisões estruturantes que o país não pode continuar a adiar.

A APCP reafirma a sua total disponibilidade para colaborar com o Governo, grupos parlamentares e entidades reguladoras, na procura de soluções sustentáveis, éticas e orientadas para as necessidades reais da população

PS e Movimento Cívico por Elvas chumbam proposta do PSD para transmissão online das reuniões de Câmara

 


A Câmara Municipal de Elvas voltou a debater a possibilidade de transmitir online as reuniões do executivo, proposta apresentada pela vereadora do PSD, Margarida Coelho de Paiva.

A medida, segundo a autarca social-democrata, visa reforçar a transparência e aproximar a população das decisões municipais.

A proposta, porém, foi rejeitada com os votos contra do Partido Socialista e do Movimento Cívico por Elvas.

De acordo com um comunicado divulgado pela Comissão Política da Secção de Elvas do PSD, o presidente da Câmara, José Rondão Almeida, terá manifestado a sua oposição à gravação das sessões, alegando não querer ser filmado.

A estrutura social-democrata considera esta posição contraditória com o estatuto público do autarca.

No documento, o PSD critica ainda o PS por votar contra uma prática que, segundo refere, consta do programa nacional socialista, que defendia a disponibilização de gravações das reuniões de Câmara.

Os social-democratas acusam os eleitos socialistas de incoerência ao justificarem o voto com a recusa do presidente em ser gravado.

“Já estamos habituados a que o PS e Nuno Mocinha vendam a dignidade e a democracia do Município em prol de interesses pessoais. Um dia seguem as direcções nacionais das gerigonças, noutro dia vão contra. São capatazes que acatam ordens conforme lhes convém”, criticam.

A vereadora Margarida Coelho de Paiva reiterou que a proposta está alinhada com orientações nacionais do partido e sublinhou a importância de permitir que os cidadãos acompanhem as decisões autárquicas.

O PSD lamenta o resultado da votação e afirma que continuará a defender a transmissão pública das sessões.

Texto e foto: Linhas de Elvas - 28.11.2025

28.11.25

SAÚDE: Crato acolhe 19 dadores de sangue



O ano 2025 vai-se aproximando do fim. E as colheitas, que previamente agendámos, estão praticamente cumpridas. A Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP – e a Unidade Funcional de Imunohemoterapia da ULSAALE estiveram, para mais uma brigada, em terrenos próximos da futura albufeira do Pisão.

A vila do Crato recebeu 19 voluntários nas instalações do centro de saúde. Também nesta ocasião, as mulheres estiveram em maioria, com uma dezena de presenças (52,6 %).

Todos os dadores cumpriram a doação, pelo que foram obtidas sempre proveitosas 19 unidades de sangue total.

Destaque para o facto de três dos inscritos completarem pela primeira vez uma dádiva de sangue, pormenor que nos satisfaz.

Relativamente ao Registo Português de Dadores de Medula Óssea, a boa notícia é que foram angariados mais dois voluntários disponíveis.

Ao início da tarde não faltou o almoço que reuniu quem tornou possível esta brigada. Este momento contou com o apoio da Câmara Municipal do Crato.

Monforte e Nisa

Antes do final do ano estaremos em Monforte (no quartel dos bombeiros e em colaboração estreita com o Grupo de Dadores Benévolos de Sangue de Monforte), a 20 de dezembro. Já em 2026 vamos entrar com o pé direito numa ida a Nisa (no centro de saúde) a 03 de janeiro. São em sábados e durante a manhã.

Será que o Pai Natal é dador de sangue? Se já não for, quiçá por ter ultrapassado a idade, esperemos que incentive todos nós para que o façamos! Visite: https://www.facebook.com/AssociacaoDadoresBenevolosSanguePortalegre/

JR

27.11.25

OPINIÃO: Em defesa dos emigrantes


Os emigrantes são pessoas que se deslocam para outro país à procura de  uma vida melhor para eles e para a sua família, muitas vezes retida no seu país  de origem. A vida de emigrante é terrível, longe das suas raízes, família e amigos.  Às vezes são motivo de escárnio nos países onde trabalham. Também temos  muito emigrantes espalhados pelo mundo fora, numa vida de trabalho-casa-trabalho, para amealhar algum dinheiro e dar uma vida melhor aos filhos que  aqui não tiveram. É triste em Portugal ver emigrantes a viverem em bandos em  casas sem condições e a serem explorados pelo empregador sem escrúpulos. Se  temos de tratar bem os trabalhadores portugueses, não é menos verdade que  temos de tratar bem os trabalhadores emigrantes. Estes são vítimas de redes  internacionais de exploração humana. Com uma população envelhecida e outra  em idade escolar, precisamos sim dos imigrantes e quanto mais especializados  melhor. Num país de emigrantes não podemos tratar mal aqueles que nos  procuram. 

Portalegre, 24 de Novembro de 2025

José Oliveira Mendes

26.11.25

PRESIDENCIAÌS 2026: "Na era do triunfo horripilante de homens", Isabel Moreira apoia Catarina Martins na corrida a Belém


A deputada do PS Isabel Moreira anunciou esta terça-feira à noite que apoia Catarina Martins na corrida à Presidência da República. Numa publicação nas redes sociais, a socialista recordou uma frase da própria candidata a Belém - "Eu sei que estas eleições não são legislativas, mas é preciso tomar partido, é preciso saber de que lado se está" - para afirmar que, no dia 18 de janeiro, também ela pretende tomar partido "pela única candidata de esquerda".

Isabel Moreira revelou publicamente o seu apoio a Catarina Martins, num extenso texto partilhado online. A deputada destacou o facto de a bloquista não entrar "em concursos de 'independência'", tomando partido no que toca "ao SNS, à habitação, ao mundo do trabalho, à defesa da igualdade de todas as pessoas e à denúncia da normalização do ódio".

Além disso, elogiou o facto de ninguém ficar de fora da sua candidatura - "os ciganos", as "mulheres", os "imigrantes" - mesmo numa altura em que "o amor e a verticalidade" não são "movimentos populares".

Apesar de reconhecer que há muito que a separa do BE, explica que também há muito que a "aproxima da urgência da afirmação dos valores elementares da esquerda". "É-me particularmente importante votar numa mulher de esquerda, feminista, numa era de triunfo horripilante de homens que fazem da violência machista o novo 'cool'", escreveu a socialista.

In Jornal de Notícias – 25.11.2025

Foto: Leonardo Negrão/Arquivo

SINES: Exposição “De projecto a realidade”


INAUGURA HOJE, 26 de novembro (quarta-feira), às 18h00, a exposição "De Projeto a Realidade", uma retrospetiva dos 20 anos do Centro de Artes de Sines, que se assinalam também hoje.

Do edifício-monumento, concebido pelos arquitetos Francisco e Manuel Aires Mateus, à programação que o tornou centro vivido da cidade, esta é uma exposição sobre 20 anos em que as artes e os públicos se cruzaram nos espaços do Centro de Artes de Sines.

Desde 26 de novembro de 2005, foram muitos os artistas, os autores, os pensadores, os narradores, que passaram pelo centro. E foram ainda mais os utilizadores de todas as idades que ali abriram horizontes na música, no teatro, na dança, no cinema, na literatura, nas artes plásticas, na relação com a História e com o meio.

A exposição recolhe imagens, memórias e objetos, numa de muitas viagens possíveis pelo percurso de um equipamento que mudou a cultura em Sines.

"De Projeto a Realidade" poderá ser vista, até março de 2026, na rampa e galeria do centro de exposições.

 

​DESPORTO: Sousel volta a ter atletismo após várias décadas


Lançamento da modalidade na União Desportiva do Concelho de Sousel

O concelho de Sousel marcou hoje um momento histórico com o arranque oficial do projeto de atletismo da União Desportiva do Concelho de Sousel (UDCS), colocando fim a várias décadas sem atividade regular da modalidade no território. Este passo determinante foi assinalado com a realização de uma atividade Kids Athletics, apoiada pela Câmara Municipal de Sousel, pela Associação de Atletismo do Distrito de Portalegre (AADP) e com o patrocínio da empresa Pasto Alentejano.

A iniciativa Kids Athletics serviu como ação de estreia do projeto e momento de captação de jovens atletas, reunindo mais de 150 crianças do pré-escolar e 1.º ciclo, que ao longo da manhã experimentaram, de forma divertida, os movimentos-base do atletismo — correr, saltar e lançar.

Para Daniel Madeira, Presidente da AADP, este arranque representa um marco relevante para o distrito:

“É com enorme alegria que assistimos ao regresso do atletismo a um concelho onde a modalidade não era praticada há várias décadas. O compromisso demonstrado pela União Desportiva e o apoio decidido do Município de Sousel permitem agora que as crianças e jovens tenham acesso a uma oferta desportiva mais diversificada. Este é um sinal claro de que o atletismo está a crescer no distrito e que todos os concelhos podem ser parte ativa desta evolução.”

O Presidente da União Desportiva, Germano Namorado, destaca o entusiasmo com que o clube abraçou este novo desafio:

“Estamos bastante agradados com este novo projeto, que só se tornou possível graças à colaboração da Câmara Municipal. Embora a formação dos mais jovens seja o nosso foco principal, estamos abertos a receber atletas de todas as idades que queiram experimentar a modalidade. Queremos construir uma base sólida que permita ao atletismo afirmar-se em Sousel.”

Os treinos regulares de atletismo começam no dia 2 de dezembro, dirigidos a crianças dos 6 aos 15 anos, e terão lugar às terças e sextas-feiras, das 18h00 às 19h00, no Pavilhão Gimnodesportivo do Complexo Desportivo de Sousel.

A inscrição é gratuita e pode ser efetuada na sede da União Desportiva do Concelho de Sousel.

Com este lançamento, Sousel junta-se ao movimento de expansão da modalidade no distrito, reforçando o compromisso de oferecer aos jovens mais oportunidades de prática desportiva estruturada, segura e orientada.

 

25.11.25

NISA: A "continuidade" da CENSURA na Câmara Municipal


 A actual vereação camarária entrou em funções a 3 de Novembro. Sustentado no slogan “Continuar a Trabalhar para as Pessoas”, o PS venceu as eleições, perdendo a maioria absoluta e não conseguindo outros dos seus objectivos eleitorais, que, para o caso, pouco interessam agora.

Os imbecis como eu continuam em liberdade, a escrever na net, muito a contragosto da “jurista” e detentora das verdades cheias de curvas e rectas. Entramos num novo ciclo autárquico com um “novo” presidente,  saudoso dos “mangas de alpaca”,  moderado no discurso, mas incapaz de mudar uma vírgula na “receita da continuidade” ainda assim esta não lhe caia em cima.

Prometeu mundos e fundos, num discurso arrebatado e bem conseguido, admito, mas cuja aplicação prática expirou poucos dias após a tomada de posse.

Questionado na primeira reunião da Câmara, a 7 de Novembro, sobre os motivos porque a Câmara mantinha a exclusão e apagamento de dezenas de munícipes das redes sociais do Município, Facebook e Instagran não foi capaz de responder, aludiu, vagamente, aos serviços, sendo ele próprio como presidente da Câmara e anterior vereador com o pelouro da Informação e Comunicação, responsável por esse acto de discriminação e de violação dos direitos de expressão de dezenas de habitantes e naturais do concelho.

Mais, passaram-se cerca de 20 dias sobre essa reunião da Câmara e até hoje – mantendo a prática, quase generalizada, da sua antecessora – não foi capaz de responder, por escrito, às questões formuladas em sede própria.

É um estilo e uma prática de trabalho de seguidismo, a que chama “continuidade” , aquilo que se pode esperar dos dois eleitos do PS em efectividade de funções, continuando a trabalhar para a clientela e desprezando direitos constitucionais de uma parte da população, aquela que pensa por si própria ou, como na retórica idalinista, os “imbecis” que escrevem na net.

E que questionam, dia após dia, os milhões de euros gastos em obras faraónicas, para inglês ver e sem proveito para a generalidade da população.

O “abono de família” na ordem de muitos milhares de euros às Águas do Alto Alentejo”, uma criação “socialista, estão aí, para demonstrar, uma vez mais, a iniquidade de tal investimento.

Mas, não há problema… Como cantava o outro: o povo é que paga!

E, “nós” seguimos no comboio fantasma…

Dé! É tam linde!

OPINIÃO: Porque é que a direita precisa desesperadamente do 25 de Novembro de uma forma que a esquerda não precisa?


É simples, quem não tem mito fundador, inventa um. E Novembro, na mão certa, serve perfeitamente para esse trabalho de engenharia histórica.

O 25 de Abril é um problema para sectores da direita porque lembra-nos que a democracia portuguesa nasceu contra uma ditadura de direita.

Lembra-nos que os principais actores da direita institucional contemporânea não têm raízes limpas desse período.

Lembra-nos que o antifascismo é uma luta que não lhes pertence...Nem no passado nem no presente.

Então, como é que se reescreve a história sem parecer que se está a reescrever a história?

Inventando um “segundo momento fundador” — o 25 de Novembro — que coloca a direita como protagonista da salvação nacional.

Mas até isso é falso.

O 25 de Novembro não foi “da direita”.

Foi uma operação liderada politicamente por Mário Soares e sustentada militarmente pelos moderados do MFA — o Grupo dos Nove.

E o seu objectivo não era impor uma agenda de direita, era sim travar qualquer deriva autoritária, fosse ela a tentativa de um Poder Popular tutelado por sectores da esquerda militar, fosse a violência da direita bombista que atuava no Norte.

Ou seja: Novembro não foi a vitória da direita — foi a vitória dos democratas.

A narrativa da direita tenta transformar “O país foi libertado do fascismo” para “O país foi salvo de dois extremismos: o da DIREITA  e o da ESQUERDA.”

Assim, a direita deixa de estar historicamente marcada como aliada do fascismo e reaparece como “força moderadora”.

É por isso que, para a direita, é essencial destruir a ideia de que a democracia portuguesa nasce de uma revolução popular. Porque isso valida, no imaginário nacional:

- Estado Social

- Constituição social-democrata

- Direitos laborais

- Papel central do público

- Agenda progressista

Tudo aquilo que a direita contemporânea, especialmente a sua ala liberal-radical, detesta.

Como se combate, então, uma origem incómoda?

Criando uma origem alternativa.

Se o 25 de Novembro for reconstruído como “a verdadeira fundação da democracia adulta”, tudo o que Abril representa — igualdade, direitos sociais, participação popular, soberania económica — passa a ser reclassificado como “excessos revolucionários”.

O PS não precisa de disputar Abril — tem-no inscrito na sua história. Tem Soares, tem o processo constitucional, tem lutas, prisões, torturas e perseguições.

A direita não.

A direita vive numa espécie de inferioridade simbólica crónica, não tem um grande evento de libertação para brandir como “o nosso contributo para a democracia”.

Então faz o quê?

Pega em Novembro e transforma-o num tótem identitário.

Daí a repetição exaustiva:

“Foi quando a democracia começou de verdade.”

“Foi quando se evitou uma ditadura de esquerda.”

“Foi tão importante como Abril.”

“Foi a segunda libertação.”

É tudo falso? Sim.

É eficaz? Também.

No campo simbólico, a repetição cria realidade — esta é a parte mais pérfida e, ao mesmo tempo, mais inteligente.

Dizer frontalmente “Abril foi exagerado” seria suicídio político.

Então a direita faz o movimento lateral:

“Não estamos a diminuir Abril… só queremos reconhecer igualmente Novembro.”

Mas se ambos têm o mesmo peso,

Abril vale menos.

Se há duas fundações,

a fundação original esvazia-se.

Se a democracia só fica “madura” em Novembro — Abril vira infantilismo revolucionário.

Chama-se "false equivalence framing" colocas duas coisas de escala e natureza diferentes lado a lado e declaras “valem o mesmo”.

É como equiparar o invasor ao invadido na guerra da Ucrânia.

No fim, não é Novembro que sobe — é Abril que encolhe.

É assim que se move uma maioria, mil micro-ajustes de linguagem até a memória ceder.

É um ataque por diluição, não por confronto.

Duro. Eficaz. Profundamente manipulador.

E para quê? Porque Novembro funciona como a arma simbólica perfeita para legitimar:

- revisões constitucionais

- ataques ao Estado Social

- redução de direitos laborais

- privatizações

- reconfiguração do papel do Estado

Por isso Novembro se tornou tão importante nestes discursos, atua como solvente simbólico do projecto social de Abril — tirar o que foi conquistado pelo povo e entregar a quem o explora.

É por isso que hoje a direita grita Novembro com mais força do que quem o protagonizou.

O 25 de Novembro tornou-se, para a direita, uma ferramenta política multifunção:

- limpa o passado

- cria um mito fundador alternativo

- relativiza Abril

- transforma a esquerda como ameaça simétrica ao fascismo

- legitima projectos actuais de revisão constitucional e económica

- transforma a direita em protagonista da democracia, quando historicamente pouco fez por ela

É isto.

Não é história — é estratégia e manipulação.

·         Eduardo Maltez Silva

SAÚDE: Brigada de sangue em Santo António das Areias


A antepenúltima colheita de 2025, levada a cabo pela Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP. levou-nos até terras marvanenses. Marcámos presença, conjuntamente com a equipa da Unidade Funcional de Imunohemoterapia da ULSAALE, na sede da Casa do Povo de Santo António das Areias, Marvão.

Em dia de festa neste concelho, conseguimos captar 15 voluntários, sendo a maioria do sexo feminino, no caso oito – ou seja 53,3%.

Depois de observados os presentes, um deles não estava em condições ideais para colaborar, pelo que Santo António das Areias contribuiu com 14 unidades de sangue total.

O Registo Português de Dadores de Medula Óssea passou a contar com mais uma inscrição.

A Junta de Freguesia de Santo António das Areias apoiou a realização do almoço convívio, servido no final da manhã a todos quantos tornaram real esta ação solidária.

Monforte a 20 de dezembro

As brigadas da ADBSP têm lugar em manhãs de sábado. Bem próximo do Natal, temos encontro marcado no quartel dos bombeiros de Monforte, a 20 de dezembro.

Em tempo de castanhas e bolo rei, nada melhor do que doar sangue! Estamos em: https://www.facebook.com/AssociacaoDadoresBenevolosSanguePortalegre/

JR

ABRIL SEMPRE! A Poesia que Reconforta - António Melato

 


LIBERDADE 

Foi em certa madrugada

De um tal mês de Abril

Que a população meio ensonada

Encheu os ares de vivas mil.

 

Acorda povo que és meu

Que as algemas estão quebradas

Vem ver o que aconteceu

Com as nossas forças armadas.

 

Despertai pró novo dia

Pois passou a noite escura:

Chegou p´ra nós a democracia

E já findou a ditadura.

 

Liberdade, viva a liberdade!

- Gritava-se a toda a brida;

Chegou p´ra todos a igualdade,

Que já nos foi prometida.

 

Treze anos já são passados

Desde que veio a liberdade.

Mas p´ra mal dos nossos pecados,

Ainda não chegou a igualdade.

 

Essa liberdade tão desejada

Nada nos trouxe de novo

E a igualdade veio mascarada

Só p´ra iludir o nosso povo.

 

Mata-se e rouba-se em pleno dia

E com toda a liberdade.

Para que serve a democracia

Num país sem autoridade?

 

Não há segurança nas ruas,

Que o digam os taxistas:

Essas madrugadas são já escuras,

Que só servem prós terroristas.

 

Ainda há fome e grandes misérias

Com os seus trajes horripilantes

Essas frases são apenas lérias,

Fazendo lembrar como era d´antes.

 

A liberdade que eu almejo

É bem real e vem de cima.

Traz-me do céu o seu lampejo,

Dá-me fé e me anima.

 

Por isso, eu serei sempre fiel

A essa liberdade tão querida

E a igualdade será como mel,

Quando por Deus for repartida.

* António Melato (1987)

Foto: Paulo Rascão 

Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres – 25 de Novembro de 2025


No Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, o Movimento Democrático de Mulheres (MDM) reafirma a sua linha vermelha perante todas as formas de violência que continuam a atingir mulheres de todas as idades, contextos sociais e origens.

Num momento em que a violência persiste e se intensifica, declaramos: pelos direitos, pela vida e pela dignidade das mulheres, nem um passo atrás, nem uma vida perdida.

A violência contra as mulheres atravessa toda a sociedade — no espaço doméstico, laboral, público e institucional — e assume múltiplas expressões, incluindo violência física, psicológica, sexual, económica, digital e simbólica.

Esta realidade alimenta-se das desigualdades estruturais, da exploração, da precariedade, da pobreza e de mentalidades que continuam a tolerar ou desvalorizar a violência, frequentemente culpabilizando as vítimas.

Alertamos ainda para a intensificação de formas particularmente graves de violência, como a mercantilização do corpo das mulheres na pornografia, a exploração criminosa de mulheres e crianças na prostituição, e a crescente normalização da violência associada a conflitos armados e guerras.

Apesar da gravidade da situação, os Governos continuam a falhar no seu dever de prevenir, proteger e apoiar as vítimas, não garantindo às mulheres o direito fundamental a uma vida livre de violências. Exigimos, por isso, uma política pública consistente, articulada e eficaz, que reforce os serviços públicos — justiça, saúde, educação, habitação e proteção social — e que coloque a eliminação das violências contra as mulheres como prioridade nacional.

Esta é a nossa linha vermelha contra políticas de “faz de conta”. A violência contra as mulheres tem de terminar. Nenhuma sociedade pode ser justa, democrática ou digna enquanto persistirem estas violações dos direitos humanos fundamentais.

MDM – Movimento Democrático de Mulheres

24 de Novembro de 2025


24.11.25

SAÚDE: Enfermeiros criticam fecho da neonatologia no Estefânia


O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) critica a decisão de encerrar a Neonatologia do Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, «sem anúncio prévio» ou «discussão com as equipas envolvidas».

A administração da Unidade Local de Saúde (ULS) de São José «decidiu encerrar» a neonatologia do Hospital Dona Estefânia e concentrar este serviço, «supostamente», na Maternidade Alfredo da Costa, denuncia o SEP (CGTP-IN), através de comunicado.

«Todos os profissionais foram confrontados com este anúncio, ontem, dia 17, materializado com a informação da não publicitação das escalas de trabalho para aquele serviço», afirma o sindicato, salientando que o encerramento deste serviço de referência para Lisboa, Sul e ilhas, levanta um conjunto de preocupações.

Tendo como horizonte a abertura do novo Hospital Lisboa Oriental, o SEP começa por indagar se a Maternidade Alfredo da Costa e o Hospital Santa Maria terão capacidade física e de recursos humanos para responder ao aumento previsível de bebés, nomeadamente do foro cirúrgico. Notícia divulgada pela SIC, ao início da tarde desta terça-feira, admite que o Hospital de Santa Maria «não dispõe de capacidade suficiente para receber os bebés transferidos» e que a Maternidade Alfredo da Costa «não possui as condições necessárias, nem um bloco operatório adequado para fazer cirurgias».

A par de querer saber a razão de não ter sido divulgado o plano de concentração deste serviço e o consequente encerramento da neonatologia da Estefânia, o SEP interroga se a ULS de São José tem intenção de articular com a ULS de Santa Maria a utilização de serviços deste último. Em caso afirmativo, acrescenta, «qual a razão do plano não ter sido discutido com os profissionais de saúde, enquanto parte interessada?»

A estrutura sindical pergunta ainda se as ULS que têm como referência o Serviço de Neonatologia do Hospital da Estefânia foram informadas sobre para onde devem agora referenciar os doentes, e se esta é uma medida transitória. «Se sim, o que está a ser adoptado por parte da ULS de São José para inverter este encerramento e qual a previsão do espaço temporal para que aconteça?», questiona.

Os enfermeiros defendem que a chamada «reorganização e concentração» de urgências e serviços especializados, preconizada pelo Ministério da Saúde e pelo Governo, mas que na prática resulta no encerramento de serviços, em virtude da falta de contratação/retenção de profissionais, «rapidamente colocarão em causa» o acesso aos cuidados de saúde.

«Não esquecemos o encerramento do bloco de partos do Hospital Dona Estefânia em 2011, com o argumento falacioso do número insuficiente de partos por ano, com as consequências que hoje conhecemos nesta área», regista o SEP, acrescentando que grupos económicos, «que têm aumentado o seu lucro de forma exponencial», são «os únicos favorecidos» com o continuado encerramento de serviços e camas hospitalares.

AbrilAbril1 - 8 de Novembro de 2025

NISA: Caminhada ao Santo André – 30 de Novembro


A União de Freguesias do Espírito Santo, Nossa Senhora da Graça e São Simão convida toda a comunidade a participar numa caminhada em romagem até à capela de Santo André, no próximo dia 30 de novembro.

A concentração será junto ao edifício da União de Freguesias, pelas 9h00, com partida marcada para as 10h00. 

Para quem desejar participar mas não puder ou não quiser caminhar, a União de Freguesias disponibiliza transporte em viatura de 9 lugares.

Chegados à capela, haverá um momento de convívio com um pequeno beberete, partilhado entre todos, em espírito de proximidade e tradição.

Venha connosco celebrar o dia de ST° André!