17.11.25

CRÓNICAS DA TABANCA: Vamos brincar às transparências?


Na segunda-feira, dia 17, realiza-se a segunda sessão camarária do novo mandato autárquico. A primeira efectuou-se no dia 7 de Novembro, sala cheia na Casa das (poucas) Memórias e com uma Ordem de Trabalhos bastante “robustecida”.

Correu bem a sessão. Com cordialidade e num clima de salutar convívio democrático. A excepção terá sido, a minha intervenção no período reservado aos munícipes. Poderia ter sido menos impulsiva, reconheço, mas o tema – Censura e bloqueamento de cidadãos no acesso às redes sociais do Município, Facebook e Instagran – justificava a indignação colectiva de que fui porta-voz. Ainda mais quando o novo presidente da Câmara pretende alijar responsabilidades, remetendo para os “serviços”, quando, ele próprio, foi o responsável do pelouro de Comunicação e Informação.

Pois bem, passaram-se 14 dias após a tomada de posse e Dinis Serra não quis resolver uma situação de fácil resolução, preferindo manter a CENSURA, o impedimento e discriminação de munícipes no acesso às redes sociais que tutela, enquanto presidente da Câmara.

Na sessão, os vereadores da oposição, através de Fernanda Policarpo, apresentaram uma  proposta de agendamento para a próxima sessão – esta que se realiza no dia 17 – de um ponto na Ordem de Trabalhos para a “Realização de uma Auditoria” às actividades da Câmara.

Eu ouvi, estava lá, como ouviram todos os presentes, o presidente da Câmara dizer que sim senhor, seria  um prazer o agendamento desse ponto, porque quem não deve não teme e que a Câmara sempre trabalhou com transparência, blá, blá, blá.  E, foi mais longe, disse até - não me desmintas, ó Dinis! – que iriam votar favoravelmente a proposta. Pois, mas isso foi há dez dias. Depois, não sei por que atalhos e caminhos, a proposta, tão calorosamente recebida, desapareceu da Ordem de Trabalhos.

O Dinis Serra não se quer meter em trabalhos, em transparências pouco transparentes e esqueceu-se – sei que foi mesmo esquecimento, ele seria lá capaz de fazer o contrário – de mencionar o pedido de Auditoria na OT.

O José Barata Moura cantava: “Vamos brincar à caridadezinha”. O Dinis, não canta, mas gosta de brincar às transparências. Ainda mais se estas, em matéria de auditoria, pudessem ser cantadas e “auditoradas” com músicas de uma nota só.

A da conveniência .

• Hoji Ya Henda