A medida, segundo a autarca social-democrata, visa reforçar a
transparência e aproximar a população das decisões municipais.
A proposta, porém, foi rejeitada com os votos contra do Partido
Socialista e do Movimento Cívico por Elvas.
De acordo com um comunicado divulgado pela Comissão Política da Secção
de Elvas do PSD, o presidente da Câmara, José Rondão Almeida, terá manifestado
a sua oposição à gravação das sessões, alegando não querer ser filmado.
A estrutura social-democrata considera esta posição contraditória com o estatuto público do autarca.
No documento, o PSD critica ainda o PS por votar contra uma prática que, segundo refere, consta do programa nacional socialista, que defendia a disponibilização de gravações das reuniões de Câmara.
Os social-democratas acusam os eleitos socialistas de incoerência ao
justificarem o voto com a recusa do presidente em ser gravado.
“Já estamos habituados a que o PS e Nuno Mocinha vendam a dignidade e a
democracia do Município em prol de interesses pessoais. Um dia seguem as
direcções nacionais das gerigonças, noutro dia vão contra. São capatazes que
acatam ordens conforme lhes convém”, criticam.
A vereadora Margarida Coelho de Paiva reiterou que a proposta está
alinhada com orientações nacionais do partido e sublinhou a importância de
permitir que os cidadãos acompanhem as decisões autárquicas.
O PSD lamenta o resultado da votação e afirma que continuará a defender
a transmissão pública das sessões.
Texto e foto: Linhas de Elvas - 28.11.2025
