28.2.26

CASTELO DE VIDE: 𝐐𝐮𝐢𝐧𝐳𝐞𝐧𝐚 𝐝𝐨 𝐒𝐚𝐫𝐚𝐩a𝐭𝐞𝐥 𝐞 𝐨𝐮𝐭𝐫𝐨𝐬 𝐩𝐫𝐚𝐭𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐭𝐫𝐚𝐝𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐣𝐮𝐝𝐚𝐢𝐜𝐨-𝐜𝐫𝐢𝐬𝐭𝐚


O Município de Castelo de Vide informa que a tradicional 𝙌𝙪𝙞𝙣𝙯𝙚𝙣𝙖 𝙙𝙤 𝙎𝙖𝙧𝙖𝙥𝙖𝙩𝙚𝙡 𝙚 𝙤𝙪𝙩𝙧𝙤𝙨 𝙥𝙧𝙖𝙩𝙤𝙨 𝙙𝙚 𝙩𝙧𝙖𝙙𝙞𝙘̧𝙖̃𝙤 𝙟𝙪𝙙𝙖𝙞𝙘𝙤-𝙘𝙧𝙞𝙨𝙩𝙖̃ vai acontecer entre os dias 27 de março e 12 de abril.

As 𝗶𝗻𝘀𝗰𝗿𝗶𝗰̧𝗼̃𝗲𝘀 𝗱𝗲𝗰𝗼𝗿𝗿𝗲𝗺 𝗮𝘁𝗲́ 𝟲 𝗱𝗲 𝗺𝗮𝗿𝗰̧𝗼 através do Gabinete de Apoio ao Desenvolvimento e Candidaturas (GADeC) nos Paços do Concelho ou via e-mail para o endereço gadec@cm-castelo-vide.pt.

A lista dos estabelecimentos aderentes será publicada através dos meios oficiais do Município e, como tal, solicita-se que, aquando da inscrição, sejam enviados os pratos e os doces típicos que estarão disponíveis durante o evento.

ℹ Mais informações ou esclarecimentos:

GADeC

245 908 220 | gadec@cm-castelo-vide.pt

25.2.26

OPINIÃO: Encontra-te


A vida é bela demais para a desbaratarmos com ninharias, e por vezes andamos perdidos e enleados nela. Na maioria das vezes os piores cenários que imaginamos com os acontecimentos que nos envolvem nunca chegam a acontecer. Rodeados de muitas influências e opiniões é importante que nos encontremos a nós próprios e confiemos em nós. Que os nossos propósitos exteriores estejam em concordância com o nosso propósito interior, com o “Eu Sou”, com a nossa consciência pura. Não imitemos os outros mas demos voz à nossa consciência interior e íntegra, que nos encontremos neste turbilhão do mundo. Todos temos uma opinião a dar, mas o que conta é a nossa visão do mundo e dos outros. Para além da forma egóica dos outros há uma unicidade da consciência pura com a qual nos havemos de encontrar. O ego precisa de confronto, identificação e rivalidade, enquanto a consciência pura precisa de silêncio, serenidade e paz nessa luta das formas exteriores. Encontra-te e terás achado uma pérola preciosa. 

Portalegre, 25 de Fevereiro de 2026

José Oliveira Mendes

24.2.26

OPINIÃO: A humildade


A quinze de fevereiro de 1941 um ciclone assolou a Península, matando mais de cem pessoas e provocando um rasto de destruição, inundação e desespero. Os ventos, superiores a 200 km por hora, arrancaram árvores pela raiz e ceifaram troncos ao meio, com uma violência impressionante. Uma dessas árvores foi um cedro majestoso, da minha família, cuja fotografia está, até hoje, na sala de visitas, entre os retratos sépia de outros antepassados. No seu lugar, para compensar a perda, foi plantado outro cedro, que está ainda mais majestoso e que, felizmente, escapou ao comboio de tempestades que assolou a Península neste fevereiro de 2026.

Lembrei-me disso ao ouvir o presidente da Câmara de Leiria dizer que uma das grandes perdas da cidade foi ter ficado sem as suas árvores. Todas. As centenárias e as mais recentes. Não imagino o luto coletivo de olhar para uma cidade sem árvores. Mesmo que, no meio de tantas vítimas, casas destruídas e negócios arruinados, a perda das árvores pareça de somenos, a verdade é que não será no nosso tempo de vida que voltaremos a ver Leiria com árvores de grande porte, maduras, majestosas. Qualquer pessoa sensível compreende a tristeza dessa perda e a importância de rearborizar rapidamente, senão para nós, para os nossos filhos e netos. É essa generosidade intergeracional que nos deve mover, não apenas nas árvores, mas nas obras públicas que temos de fazer para repor o que foi destruído e para nos adaptarmos aos novos riscos climáticos.

Se, no passado, se construiu em leito de cheia e se tentou conter e encanar rios como no Mondego, sabemos agora o custo dessas decisões e os perigos de "brincar a deus", tentando mudar o curso das águas, contra as quais pouco podemos em hora de fúria. Como começamos a saber o preço humano e material que pagamos pelas alterações climáticas, tendo cada vez maior responsabilidade de fazer diferente. E se há quem, por trauma das últimas semanas, teme a presença das árvores no espaço público, por perigo de queda e morte de pessoas ou esmagamento de casas e automóveis, é importante esclarecer que são elas que, em boa medida, nos ajudam a mitigar tudo isto. São as árvores que baixam as temperaturas elevadas no espaço urbano durante as ondas de calor (que se esperam cada ano mais frequentes), compensam o CO2 que continuamos a produzir, além de serem elementos de absorção de água nas alturas de grande precipitação.

É preciso que fique óbvio para todos que temos de ter mais superfícies permeáveis nas nossas cidades, sendo Setúbal um ótimo exemplo disso. Nas últimas semanas, a sua bacia de retenção (que não é mais que um grande parque urbano) conseguiu absorver e conter, em boa medida, a subida do Sado e de outros cursos de água. Ora, isso é ciência, mas é também simbólico, demonstrando que temos muito que aprender com os processos naturais e que a "engenharia do futuro" passa muito por otimizar aquilo que a natureza faz de graça, por todos nós. Ter essa humildade pode salvar muitas vidas.

Capicua – Jornal de Notícias - 17 de fevereiro, 2026

 


23.2.26

NISA: União de Freguesias inaugura Biblioteca em homenagem a Fernando Portugal


A União de Freguesias de Espírito Santo, Nossa Senhora da Graça e São Simão tem a honra de convidar toda a comunidade para a cerimónia de homenagem e inauguração da Biblioteca Fernando Mário Dias Filipe Portugal, que terá lugar no próximo dia 7 de março, sábado, pelas 16h00, no edifício da sede da União de Freguesias.

Fernando Mário Dias Filipe Portugal nasceu em Nisa a 17 de janeiro de 1929, vila à qual permaneceu profundamente ligado ao longo de toda a sua vida. Foi um homem cuja presença marcou a sociedade, deixando um legado humano, cívico e intelectual que justificou o reconhecimento público que lhe foi prestado após a sua morte, ocorrida a 31 de janeiro de 2012.

Homem de valores firmes, pautou a sua vida por um profundo sentido de responsabilidade, dignidade e serviço, permanecendo como exemplo de integridade, dedicação e amor à sua terra, continuando presente na memória de Nisa e de todos os que com ele privaram.

Sob o lema “Nominem et memoriam digni - homens dignos de eterna memória”, esta cerimónia constitui um momento de reconhecimento e gratidão, perpetuando o nome e o legado de uma figura maior da nossa comunidade nisense.

Contamos com a sua presença.

22.2.26

NISA: Memória histórica - Saúde e Sociedade


 O Arquivo Histórico de Nisa, durante anos existente na Biblioteca Municipal e hoje em parte "incerta", ou pelo menos fora do alcance dos munícipes e investigadores, alberga um importante acervo sobre a História de Nisa e do seu concelho. Documentos que retratam social e politicamente várias épocas e que seria de todo o interesse estar aberto à curiosidade e investigação de todas as pessoas interessadas. Mas, a fazer fé, na religiosa política de "continuidade" do actual edil luso-francês, não será esperar que nos tempos mais próximos, algo mude para tudo ficar na mesma. O que é lamentável e vergonhoso quando, por todo o país e até com exemplos do próprio Estado, a abertura e fruição desses autênticos viveiros culturais sejam incentivados como um caminho para um melhor conhecimento do país onde nascemos e vivemos.  De alguns elementos recolhidos há já uns bons anos respigamos algumas Curiosidades. 

Moléstias venéreas (I) - Do Administrador do Concelho

Carta ao Dr. João Moraes, Facultativo Municipal do Crato e que presta serviço em Toloza

Tendo recebido queixa n´esta Administração de que Genoveva Romão *, solteira, da Villa de Toloza d´este Concelho, se acha atacada de molestia venerea e que contaminou a menor Maria Isabel *, de 6 annos de edade, filha de João Caldeira *, casado, carpinteiro da mesma Villa, vou rogar a Vª Exª se digne examinar as pessoas a que me refiro e communicar-me com a brevidade possivel o que ha de verdade sobre tal molestia.

Deus guarde a Vª Exª / Niza, 22 de fevereiro de 1901

* Estes nomes são fictícios

Moléstias venéreas (II)

Carta ao Delegado do Procurador Regio n´esta Comarca

Para os fins convenientes tenho a honra de passar às mãos de Vª Exª o incluso auto de noticia. N´esta data officio ao Snr. Facultativo, Dr. Moraes que presta serviço clinico em Toloza, a fim de me informar se a arguida e a menor Maria Isabel a que se refere o mesmo auto, estão ou não contaminadas de molestia venerea. Da informaçãoque obtiver darei conta a Vª Exª.

Deus guarde Vª Exª. / Niza, 22 de fevereiro de 1901.

 Apanhado a armar ferros

Carta ao Delegado do Procurador Regio n´esta Comarca

De harmonia com o preceituado no artigo 278 nº 27 do Codigo Administrativo, cumpre-me participar a Vª Exª que Jose Constança *, solteiro, pastor, ao serviço de Manoel da Martinha foi encontrado no dia 17 por 7 horas da tarde no sitio denominado barroca do Valle Louro freguezia do Espirito Santo d´esta Villa, a armar trez ferros ou armadilhas aos coelhos, que n´essa ocasião lhe foram apprehendidos. Os apprehensores são Jose Maria Nunes e Jose da Cruz Miguens, cabos de policia e guardas da Associação protectora da caça em tempo defezo. Com este meu officio serão apresentados a Vª Exª os trez ferros apprehendidos. O arguido é natural d´esta Villa.

Deus guarde a Vª Exª. / Niza, 19 de Abril de 1901

* Nome fictício

Toleradas

Carta ao Sub-Delegado de Saude n´este Concelho

Accusada a recepção do officio que Vª Exª se dignou dirigir-me datado de 27 do corrente mez, cumpre-me dizer-lhe que não existindo n´esta Administração matricula ou qualquer registo de toleradas d´este Concelho, e, não indicando Vª Exª os nomes das pessoas que deseja inspeccionar torna-se-me completamente impossivel dar cumprimento ao citado officio de Vª Exª.

Deus guarde a Vª Exª. / Niza, 30 de Abril de 1901

 

MEMÓRIA DO "Jornal de Nisa" - Entrevista a Rosário Bello - nº201 - 15 Fevereiro 2006


 
“Em todas as minhas pinturas está sempre presente um pedaço do meu Alentejo” - Rosário Bello
Como um bom filho que à casa torna, Rosário Bello está, de novo, em Nisa, mostrando os seus quadros na Biblioteca Municipal. A exposição foi o pretexto para uma conversa com esta jovem pintora nisense, que nos revela um pouco dos seus sonhos e projectos, ou, para sermos mais precisos, das suas viagens. É nelas que  ...viajo pela cor e em meus dedos, a busca de um sentido e num momento, é na nobre tela, muitas vezes que eu encontro, o espelho da minha alma, o reflexo do meu sentir...”

Como surgiu e desenvolveu o interesse pela pintura e, num sentido mais amplo, pela actividade artística?

É costume dizer-se que já nasce connosco. De qualquer modo eu desde pequena que gosto de desenhar, somos 4 irmãos na família e o João Francisco era o que também nutria esse gosto pelo desenho, logo, eu descobri que gostaria de saber desenhar assim como o meu irmão “mais velho”. No fundo, filho de peixe... e não desfazendo, o meu pai Joaquim Rosado Belo, (torneiro -mecânico /reformado) tinha muito jeito para transformar objectos de metal e madeira , diria que, em verdadeiras “obras de arte”,com o seu toque pessoal, assim como a minha mãe Leonor que tem o dom para os bordados (de Nisa), bilros, rendas, etc...

No entanto, foi a trabalhar no Centro de Cultura e Desenvolvimento de Vila Velha de Ródão sob a responsabilidade da Dra. Graça Baptista, que fui incentivada a participar na minha 1.ª Exposição de Pintura/ Colectiva -  Correntes do Tejo”, no ano de 1996, na Galeria do C.M.C.D., em Vila Velha de Ródão.

Sente-se próxima ou influenciada por alguma corrente ou movimento estético? Como definiria a sua pintura?

            Quanto a esses aspectos, apenas tenho a dizer que, não tenho formação alguma a esse nível, simplesmente gosto de pintar, principalmente óleo sobre madeira (com os dedos, sem a técnica do pincel), o que implica uma certa dificuldade pois tem a ver com a sensibilidade da pele, não pode ser feito com luvas. Gosto do tema “África”, nunca lá estive mas... “faço viagens ao meu humilde Universo”, imagino as cores, o povo, costumes etc. Já decorei paredes, pintei cerâmica, tela, vidro, mas uma coisa é certa, cada artista tem a sua maneira de pintar o seu traço pessoal e intransmissível.

Qual tem sido o seu percurso artístico?

Sou autodidacta, e de inicio ultrapassei muitas dificuldades para me conseguir afirmar como pintora. Tive, que enviar cartas/fotografias para as Galerias Municipais e outras para que pudessem avaliar o meu trabalho e assim poder expor, bem como para Jornais, não podendo deixar de agradecer o contributo do Sr. Mendes Serrasqueiro, uma vez  que praticamente acompanhou desde o início o meu percurso. O trabalho é importante mas os meios de informação revelam-se numa mais valia para o mesmo, inclusive para qualquer artista no meio. Hoje em dia não podemos esperar que as coisas nos caiam do céu, temos que lutar por elas e a minha “arma”, foi o meu trabalho, o meu gosto pela pintura, o apoio dos meus familiares e amigos.

Desde 1996 que já tive a oportunidade de expor 87 vezes, em diversos locais a nível Nacional, de Norte a Sul, entre eles:

-Gallery Center, Amoreiras/ Lisboa, Espaço - Gan, em Braga, Beja, Reguengos de Monsaraz,  Juntas de Freguesia, Exposições Internacionais realizadas cá em Portugal e até uma representação em Espanha.

Para além da Pintura também descobri algum talento para as palavras / Poesia o qual e através do CNAP ( Círculo Nacional de Arte e Poesia com sede em Lisboa) me permitiu a publicação de alguns dos meus textos com outros escritores, participando numa Antologia de Poesia, e outro Livro na zona da Beira Baixa, com novos escritores, contando com a participação especial de Eugénio de Andrade. Ultimamente, já tenho utilizado alguns desses textos para “falar” um pouco dos trabalhos patentes nas exposições, como esta, na Casa da Cultura, intitulada ”A COR DAS PALAVRAS”.

Quais as principais dificuldades que um artista a residir fora dos grandes centros, enfrenta? A Arte, vista como forma de vida profissional, compensa?

O principal é a nossa vontade de continuar, mas posso dizer que apesar de tudo tive de inicio alguns apoios, a Câmara Municipal e o Centro de Cultura de Vila Velha de Ródão a nível de catálogos e publicações, nos outros locais onde as realizava, o local era cedido, o transporte e organização muitas das vezes por nossa conta. Eu sei que no Interior não há tanto interesse e procura pela arte , assim como em artistas que não são tão conhecidos, de qualquer forma não me posso queixar pois não tenho número para as peças adquiridas e representadas em diversas casas particulares e outras, como os trabalhos oferecidos para causas de solidariedade, designadamente, Nisa também já contou com esse meu apoio, uma das vezes. Todos os pintores de nome tiveram um começo, infelizmente só são reconhecidos, quando já não estão presentes, eu pessoalmente prefiro ser quem sou, uma pessoa simples, mostrar o meu trabalho e aceitar criticas sejam elas quais forem, pois elas servem também, não só, para crescermos como pessoas, como, profissionais e depois, quem estiver interessado em adquirir um trabalho já é secundário, não digo que não seja importante, mas um quadro não é um bem de primeira necessidade, temos que ser realistas, e hoje em dia os Portugueses vivem com bastantes dificuldades, assim só compra mesmo quem pode.

A Arte como forma de vida profissional, é complicada, pelo menos para os artistas mais “pequenos”, por isso eu ter outro trabalho, tenho a minha família outras responsabilidades, assim além da pintura, trabalho num escritório, como funcionária forense em Castelo Branco.

Sei que nasceu em Nisa. Que recordações guarda da sua infância e que laços mantém com a terra mãe? O Alentejo está presente na sua pintura?

Tenho 33 anos (04/04/72), morei em Nisa até aos seis anos, suficientes para não esquecer amigos. Ainda me lembro, da Rua Alexandre Herculano, a Professora da Escola Primária, D.ª Celeste, uma simpatia, ainda que por pouco tempo, mas que não esqueci, são recordações que ficam para sempre na nossa memória. Tem-se tornado mais difícil, a minha deslocação a Nisa mas quando posso vou, e não passo sem os “barquinhos” (doce típico), que faço questão em comer sempre que lá vou. É como um ritual.

Sou Alentejana de coração, e em todos as minhas pinturas está sempre presente um pedaço do “meu Alentejo”, numa casa, paisagem ou mesmo cor, assim como em todas as exposições, faço sempre questão de o assumir. Actualmente resido em Alcains, onde tenho o meu atelier.

Sendo o artesanato de Nisa conhecido pela sua beleza e originalidade, de que forma ele se lhe revela como motivo de inspiração?

Penso que o facto de ter nascido em Nisa, com as suas tradições, artesanato, já me influencia de certa forma na minha pintura quer através das cores, quer na diversidade de temas.

Quer deixar uma mensagem-convite aos leitores do jornal para visitarem a sua exposição?

 A minha mensagem será simplesmente de que terei muito gosto em que visitem a exposição, sendo a mesma o meu agradecimento á Câmara Municipal de Nisa, à Casa da Cultura, que sempre me acolheram, ao Sr. Bento Semedo, ao Jornal de Nisa, foi uma honra para mim ser entrevistada pelo Jornal da minha terra, poder dar a conhecer a Nisa um pouco mais sobre o meu trabalho e ...que Nisa não  esqueça aqueles que tentam levar o seu nome mais além, mesmo distantes da terra que os viu nascer.

Mas o mais importante a nível pessoal, tem sido o apoio do meu marido António e  meus filhos,  Alexandra e Bernardo  que me têm acompanhado nesta minha  “viagem”.

A todos o meu sincero obrigado.

A Cor das Palavras

“... Com traços eu me defino, com alguma cor eu me expresso, ambas me completam, neste meu viver de imagens sem regresso, onde o sonho e a realidade se confundem, na mão aberta, do meu humilde Universo...”

Rosário Bello, artista plástica (autodidacta), natural de Nisa, reside em Alcains, onde tem o seu atelier e trabalha como empregada forense em Castelo Branco.

O seu percurso artístico iniciou-se em 1996, tendo feito Exposições e Mostras de Pintura em todo o país, contando ainda com representações no estrangeiro. Para além da pintura dedica-se também à escrita, tendo participado com textos da sua autoria em dois livros: V Antologia Poética, do Círculo Nacional de Poesia e outro com escritores da Beira Baixa.

Da Exposição “A Cor das Palavras”, patente na Biblioteca Municipal de Nisa, até final de Fevereiro constam diversos trabalhos, a maioria pintados sobre madeira, com dedos a óleo (pastel), sem a técnica do pincel, podendo ser apreciada conjuntamente com extractos de alguns textos da sua autoria, mas baseados na pintura representada.

Pela expressividade do traço, pela força dos temas, os trabalhos que Rosário Bello nos mostra no 1º andar da Biblioteca Municipal, merecem a sua visita e uma apreciação atenta, ou não se tratasse de uma artista nisense.

21.2.26

NISA: Conheça os poetas do concelho (LXVIII) - Carlos Tomás Cebola

 

RUA DOS ALMOCREVES 
Almocreve - "al-mukari" -

o que leva, o que traz,

o que recolhe e semeia

mil e um sonhos, à mão cheia,

em cada viagem que faz;

o que espalha ilusões

(tudo o que só tem p´ra dar!)

que promete a lua cheia,

uma tenda sobre a areia

ou uma ilha sobre o mar;

o que anuncia a aurora,

quando ´inda noite é de breu

e não há vestígios dela;

o que põe mais uma estrela

no manto negro do céu;

o que, em troca de um encanto,

promete o encantamento

e jura que um momento

de sonho vale mil anos

e, sem alguém que o acredite,

diz que o fim não é limite

desta vida curta e breve.

 

Nesta jornada em que vou,

por vezes julgo que sou

o derradeiro almocreve...

* Carlos Tomás Cebola

MONTALVÃO - CEDILLO: 𝐗𝐗𝐕 𝐓𝐫𝐢𝐥𝐡𝐨𝐬 𝐝𝐨 𝐂𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚𝐛𝐚𝐧𝐝𝐨 – 𝐒𝐞𝐧𝐝𝐞𝐫𝐨𝐬 𝐝𝐞𝐥 𝐂𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚𝐛𝐚𝐧𝐝𝐨


👉 INCRIÇÕES ABERTAS!

Está de volta um dos percursos mais emblemáticos da raia 👣

XXV Trilhos do Contrabando – Senderos del Contrabando

🌄 Paisagens de cortar a respiração

📜 Caminhos cheios de memória

💪 Espírito de aventura do primeiro ao último km

📅 28 de março de 2026

📝 Inscrições abertas a partir de 4 de fevereiro

⚠️ Vagas limitadas: 650 caminheiros

𝐄𝐝𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐞𝐬𝐩𝐞𝐜𝐢𝐚𝐥 – 𝟐𝟓 𝐚𝐧𝐨𝐬 𝐚 𝐥𝐢𝐠𝐚𝐫 𝐩𝐨𝐯𝐨𝐬 𝐩𝐞𝐥𝐨𝐬 𝐭𝐫𝐢𝐥𝐡𝐨𝐬 𝐝𝐚 𝐡𝐢𝐬𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐚!

👉 Junta o grupo, marca na agenda e garante já o teu lugar!

🔗 Inscreve-te aqui: https://x.gd/c715E

CASTELO DE VIDE: Expsição de Luís Pedro Cruz na Fundação NOssa Senhora da Esperança

 


18.2.26

Comunicado do Núcleo Regional de Portalegre sobre os efeitos da tempestade em Portalegre


O Núcleo Regional da Quercus - ANCN expressa a sua solidariedade para com todas as vítimas das tempestades.

Face ao fluxo de detritos que chegou à cidade de Portalegre na passada semana, na madrugada de 5 de fevereiro, assinalamos que é importante que a Câmara Municipal de Portalegre tenha solicitado uma peritagem ao sucedido.

Ainda sem termos acesso aos dados preliminares da peritagem, e considerando o que consta na documentação citada pela ANPC, Portalegre sofreu um fluxo de detritos.

Nos fatores desencadeantes mais evidentes deve ser salientado:

- o declive existente na zona de que isso resultou.

- a chuva intensa

Há outros fatores que constam na documentação e que podem contribuir para a ocorrência de fluxo de detritos:

Ação humana

·         Destruição da cobertura vegetal

·         Remoção de terrenos: estradas, construção, agricultura

É necessário com fundamentação na ciência tirar as devidas ilações.

Para a zona afetada, poderão ser indicadas algumas medidas de estabilização, como uma cobertura vegetal e muros de suporte e canais de drenagem, como consta no documento citado:

Salientamos que a Reserva Ecológica Nacional (REN) inclui as zonas de elevado declive.

A legislação da REN (Decreto-Lei n.º 124/2019) define as áreas de instabilidade de vertentes: “são as áreas que, devido às suas características de solo e subsolo, declive, dimensão e forma da vertente ou escarpa e condições hidrogeológicas, estão sujeitas à ocorrência de movimentos de massa em vertentes, incluindo os deslizamentos, os desabamentos e a queda de blocos”. Indica que “na delimitação de áreas de instabilidade de vertentes devem considerar -se as suas características geológicas, morfológicas e climáticas”.

As alterações climáticas em Portalegre

A versão preliminar do Plano Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas de Portalegre, que esteve em discussão pública em 2024, indicava que nos “ principais impactos negativos para Portalegre estarão associados às seguintes vulnerabilidades climáticas” tem em primeiro lugar:

“• Precipitação intensa | apesar da redução generalizada da precipitação média anual, todos os cenários analisados apontam para um aumento provável dos períodos de precipitação intensa (menores períodos de precipitação, mas com maior intensidade); “

E como impactos negativos:

“• Condicionamentos de tráfego/ encerramento de vias

• Danos em edificios e infraestruturas

• Abatimento/ rotura de pavimentos

• Deslizamento de terras

• Acidentes de viação

• Degradação de sistemas de escoamento

• Interrupção ou redução do fornecimento de água e/ou redução da sua qualidade

• Inundações em estabelecimentos, habitações e estradas

• Resgate e realojamento de pessoas”

Alguns desses impactos verificaram-se no passado dia 5 de fevereiro.

Será necessário ter isso em conta e seguir as indicações constantes neste projeto de plano: “Esta avaliação de risco sugere a necessidade de adaptação relativa aos eventos

que apresentam riscos de maior magnitude no futuro, nomeadamente: Seca, Precipitação intensa, Aumento da temperatura média, Ondas de calor, Partículas e Poeiras.”

Apela-se também que se aprove o Plano Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas de Portalegre, dando cumprimento à Lei do Clima.

13 de fevereiro de 2026

A direção do Núcleo Regional de Portalegre da Quercus - ANCN

 





17.2.26

Morreu Jesse Jackson, histórico pastor e ativista pelos direitos civis


O pastor afro-americano Jesse Jackson, defensor dos direitos dos afro-americanos e companheiro de luta de Martin Luther King, morreu esta terça-feira aos 84 anos, informou a família.

"Ele faleceu hoje [terça-feira] em paz rodeado pela sua família, após uma longa batalha contra a doença de Parkinson", assinalou, em comunicado

O seu compromisso inabalável com a justiça, a igualdade e os direitos humanos ajudou a moldar um movimento global pela liberdade e dignidade, considerou a família.

"Artífice incansável da mudança, deu voz aos que não a tinham e deixou uma marca indelével na história", referiu a família.

Jesse Jackson anunciou que lutava contra a doença de Parkinson em 2017 e, desde então, começou a limitar as suas aparições públicas.

Nascido numa América ainda marcada pela segregação, Jesse Jackson participou em alguns dos episódios mais marcantes da luta pela igualdade racial nos Estados Unidos.

O pastor afro-americano esteve com Martin Luther King, tido como um dos maiores ativistas na luta pelos direitos civis e contra o racismo, em Memphis, em 1968, quando este foi assassinado.

Contudo, a sua carreira também foi marcada por polémicas, como em 1984 quando usou um termo antissemita para se referir a Nova Iorque ou quando apoiou o cantor Michael Jackson, seu amigo, durante o julgamento por abuso sexual de menores em 2005.

Mas, foi com as suas duas campanhas presidenciais, em 1984 e 1988, que Jesse Jackson ganhou notoriedade, ampliando a plataforma política democrata para as lutas dos afro-americanos.

In Jornal de Notícias - 17 de fevereiro, 2026

Jesse Jackson foi companheiro de luta de Martin Luther King

Foto: Marcel Mochet / AFP

LOULÉ CRIATIVO acolhe Exposição Rosa Cravo - O que NISA tem de melhor. Passe por lá!

 


ARRONCHES acolhe Festival Terras sem Sombra

Em Arronches a 28 de Fevereiro e 1 de Março.

Concerto «Um Piano, Quatro Mãos: Obras de Compositoras Polacas e Portuguesas dos Séculos XX/XXI»

16.2.26

NISA: Conheça os poetas do concelho (LXVII) - António Borrego

 


Das rosas brancas que nunca te dei

Só regresso ao papel em branco

quando imagino sensações, emoções e dores

que há no corpo dos poemas...

ou quando os meus olhos ficam doentes

por não verem para além do imediato

sem saberem discernir com lucidez

fico então impassível e ferido...

qualquer coisa febril que me põe sonâmbulo

há um movimento invisível, uma vibração que...

despoleta as coisas...

oh a delícia de ser, um ser pensante...humanamente pensante...

que tem no rosto a fluidez do sonho e no olhar

alguma alegria...tinta de sangue...

e, não podes fugir de ti mesmo, nem dessa voz que te grita aos ouvidos...dia e noite...

serão os anjos que tentam salvar-me a alma?

desses que me falavas em criança?

(até tinha um anjo da guarda que tu Mãe, me pedias para rezar)

depois, instalou-se este frio que, até dilata a íris...

e, esta doida gargalhada que se entrava na garganta

ser este ser, que à força de sofrer...ainda ri...

este riso que reboa como um trovão...

naquela eterna busca...quem sou eu afinal?...

sabes Mãe?

vou rindo, fingindo e mentindo...enquanto eles dizem...

vamos ficar todos bem

vivos? nem todos, nem todos...

felizmente um grito do passado, por vezes acorda-me...

por aqui ando, impossível de aturar...

e à míngua de versos...a mente já me prega partidas...

a falta de inspiração ou motivo

remete-me para uma pasmaceira sem precedentes

continuo à espera que este vazio sentido

comece a ser...definitivamente puro...

a paz foge...cheia de pressa...

o anjo da infância continua oculto

nunca mais senti a presença ilusória dele...

hoje não te consigo falar das rosas brancas que tanto gostavas

daquelas que nunca te dei...

e se alguém as merecia...eras tu Mãe.

A.B. 2022.

 

CANCIONEIRO POPULAR - A poesia e a imagem (1)

 


14.2.26

NISA: Tradições Musicais do Concelho


SAIAS DO AI-AI 
Popular – harmónio e voz feminina (Nisa, Alto Alentejo)
Recolha de José Alberto Sardinha (1993) (in CD n.º 5 de "Portugal - Raízes
Musicais", JN/BMG, 1997) em Chão da Velha - Nisa

Se tu fores ao Chão da Velha ai, ai
Se tu fores ao Chão da Velha
Procura na minha porta ai, ai
Procura na minha porta
Eu moro mesmo à entrada ai, ai
Eu moro mesmo à entrada
Onde a rua dá a volta ai, ai
Onde a rua dá a volta
Eu moro mesmo à entrada ai, ai
Onde a rua dá a volta
Se tu fores ao Chão da Velha ai, ai
Procura na minha porta

Amar-te e querer-te bem ai, ai
Tudo isso te eu farei
Mas andar atrás de ti ai, ai
Isso não que é contra a lei
Mas andar atrás de ti ai, ai
Isso não que é contra a lei
Amar-te e querer-te bem ai, ai
Tudo isso te eu farei

Fui ao jardim do teu peito ai, ai
Colher a açucena sentida
Sem pôr o pé foi esmagada ai, ai
Sem falar fui conhecida
Sem pôr o pé foi esmagada ai, ai
Sem falar fui conhecida
Fui ao jardim do teu peito ai, ai
Colher a açucena sentida

Amores escrevo eu e lhe mando ai, ai
Que ele recebe e eu lhe digo
Isto é uma demanda ai, ai
Que eu ando a seguir contigo
Isto é uma demanda ai, ai
Que eu ando a seguir contigo
Amores escrevo eu e lhe mando ai, ai
Que ele recebe e eu lhe digo

Já dizem que vão à lua ai, ai
E que ela que é habitada
Mas não há nenhum chaufer ai, ai
Que saiba daquela estrada
Mas não há nenhum chaufer ai, ai
Que saiba daquela estrada
Já dizem que vão à lua ai, ai
E que ela que é habitada

O Sete-Estrelas vai alto ai, ai
Mais alto vai o luar
Mais alto vai a ventura ai, ai
Que Deus tem para me dar
Mais alto vai a ventura ai, ai
Que Deus tem para me dar
O Sete-Estrelas vai alto ai, ai
Mais alto vai o luar

Nota 1: «Saias do Alto Alentejo, acompanhadas a harmónio, tocado por um nonagenário detentor de excelente técnica. A melodia é graciosa e deve salientar-se a voz da excelente cantadeira e a cantiga retornada que ela adopta, típica do Alentejo e da parte sul da Beira Baixa (repetição da quadra, trocando a ordem das parelhas de versos).

Quanto ao harmónio, lembramos que este é o nome que o nosso povo deu ao instrumento conhecido na Europa por acordeão diatónico. Trata-se do primitivo instrumento que tinha um teclado apenas com uma ordem de botões e que, accionado o fole para fora ou para dentro, fazia uma escala diatónica regular, o qual fez entrada em Portugal nas últimas décadas de Oitocentos.
Começou por ser conhecido entre nós por harmónica de mão, em contraposição à harmónica de boca e, por fim, harmónio, designação que mais se consagrou. O povo português adoptou com rapidez e facilidade o acordeão diatónico, até porque se revelava particularmente apto a tocar as músicas (segunda metade do século XIX) então em voga, que eram, nem mais nem menos, as mesmas que já na Europa central o instrumento, desde os seus primórdios, havia divulgado
pelas várias camadas sociais, da burguesia ao povo: as valsas, as marchas, as polcas e as mazurcas. O declínio das outras danças então populares em Portugal (sobretudo da contradança e do fandango) a favor destas que, por essa altura, se haviam também já popularizado, veio, assim, a acentuar-se
com a introdução do acordeão diatónico, ou harmónio. E posto isto, não podemos deixar de relacionar a abundância daquele tipo de modas bailadas nestas províncias (Estremadura, Ribatejo e Alentejo, embora mais no Alto que no Baixo) e a sobrevivência até aos nossos dias do harmónio e da concertina (instrumento ainda diatónico, mas já de duas e três ordens, ou 'carreiras'
de botões).»

(José Alberto Sardinha, in *Guia de audição*)
Nota 2: Sete-Estrelas ou Sete-Estrelo: designação popular da constelação das Plêiades, próxima da constelação do Touro.

SAI

NISA: Conheça os poetas do concelho (LXVI) - Maria Dinis Pereira

 


O RELÓGIO PARADO

O relógio da minha terra

De velho, não quer andar

Não pagam ao relojoeiro

Ele não o quer arranjar.


Já não sei às quantas ando

Trago a cabeça à roda

Estou como o relógio da torre

Já se lhe partiu a corda.

 

Trago a cabeça à roda

E o sentido desvairado

Estou como o relógio da torre

Está velhinho e cansado.

 

Se o viver do passado

Fossem os momentos de agora

Não fossem os relógios de pulso

Andávamos todos à nora.

 

Minha terra que tristeza

Tudo te vão tirando

O relógio não dá horas

Já nem sei às quantas ando…

 * Maria Dinis Pereira

 

 

 

13.2.26

OPINIÃO: A lição do Rodrigo, o menino herói


O Rodrigo é um menino de nove anos. Nove! É um dos protagonistas de uma história que nos obriga a parar. Uma história com final feliz e a prova de que a educação, em casa, na escola e na comunidade, não serve apenas para formar profissionais. É decisiva também para dotar os cidadãos de qualquer idade de ferramentas de sobrevivência. Não se trata de lugares-comuns. O Rodrigo deu-nos uma lição.

O aluno do 4.° ano da Escola E.B. João Roiz, em Castelo Branco, vive em Malpica do Tejo, a 18 quilómetros de Castelo Branco, e viajava de carro com a mãe, acompanhado pelos dois irmãos gémeos, de seis anos, quando a progenitora se sentiu mal e desmaiou ao volante. Com um telefonema para o 112 salvou a vida da mãe. A chamada não foi apenas uma demonstração de coragem. Foi, sobretudo, um ato de maturidade extraordinária. O menino reconheceu a emergência, percebeu a importância de pedir ajuda, sabia o número certo para onde deveria ligar, respondeu com exatidão às perguntas e ainda manteve a calma para não assustar os dois irmãos.

Mas há outra pessoa incrível nesta história que aconteceu a 5 de dezembro de 2025 e que foi divulgada na terça-feira passada, no âmbito do Dia Europeu do 112. A interação do operador do INEM com a criança revela um profissionalismo excecional. E num tempo em que se acumulam relatos de insuficiências no socorro, o caso "ilustra de forma clara o papel fundamental do 112 como porta de entrada no sistema de emergência", como refere a própria instituição. João Dias, natural de Viana do Castelo, soube fazer as perguntas certas, no tom certo, ao ritmo certo, num momento crítico de extrema tensão.

Parabéns ao João e ao INEM. Parabéns ao Rodrigo. Parabéns aos pais dos três meninos. Parabéns à escola e aos seus profissionais. Todos provaram que o principal objetivo da educação é preparar as pessoas para a vida.

Manuel Molinos – Jornal de Notícias - 13 de fevereiro, 2026