O RELÓGIO PARADO
O relógio da minha terra
De velho, não quer andar
Não pagam ao relojoeiro
Ele não o quer arranjar.
Já não sei às quantas ando
Trago a cabeça à roda
Estou como o relógio da torre
Já se lhe partiu a corda.
Trago a cabeça à roda
E o sentido desvairado
Estou como o relógio da torre
Está velhinho e cansado.
Se o viver do passado
Fossem os momentos de agora
Não fossem os relógios de pulso
Andávamos todos à nora.
Minha terra que tristeza
Tudo te vão tirando
O relógio não dá horas
Já nem sei às quantas ando…