O momento
inaugural decorreu em formato híbrido, na Sala dos Docentes e online, via Zoom,
permitindo uma participação alargada da comunidade académica.
A iniciativa
pretende, de acordo com a UÉ, «promover a divulgação de ideias inovadoras no
domínio das práticas de ensino, bem como a partilha de experiências
pedagógicas, afirmando-se como um espaço aberto de aprendizagem colaborativa
entre docentes, investigadores e demais interessados na educação».
Concebido
como um ciclo de encontros mensais, o “Mês a Mês – Novidades e Partilhas”
propõe-se alimentar uma dinâmica contínua na comunidade académica.
Na sessão de
lançamento esteve presente Hermínia Vasconcelos Vilar, reitora da Universidade
de Évora, que sublinhou o caráter estruturante desta iniciativa no contexto da
estratégia institucional.
«Este
momento assinala a primeira iniciativa do recentemente inaugurado Centro de
Inovação Pedagógica da Universidade de Évora e concretiza uma aposta que tem
vindo a ser feita no âmbito da inovação pedagógica», afirmou, destacando ainda
o papel pioneiro da instituição na reflexão sobre estas matérias.
A reitora
salientou, em particular, o trabalho desenvolvido no domínio da Inteligência
Artificial, reconhecendo «o mérito da equipa da Vice-Reitoria para a Educação e
Inovação Pedagógica, que tem impulsionado de forma consistente as práticas
pedagógicas de ensino».
Ana Paula
Canavarro, vice-reitora para a Educação e Inovação Pedagógica, destacou a
relevância do CIP enquanto espaço agregador da comunidade académica.
No âmbito da
sessão, apresentou o Referencial para o Uso da Inteligência Artificial na
Universidade de Évora, enquadrando-o na Estratégia Institucional para o Uso da
IA, cuja apresentação pública teve lugar em Novembro de 2025.
Segundo Ana
Paula Canavarro, «quando olhamos para o uso da IA temos de pensar não só na
forma como ensinamos, mas também na forma como avaliamos».
O
referencial, explicou, «pretende contribuir para a definição de uma política de
utilização da IA no contexto educativo, assente em princípios de coerência
pedagógica, transparência, académica, inclusão e monitorização contínua»,
assumindo se como um documento orientador comum para toda a instituição.
A
vice-reitora sublinhou ainda o caráter participativo do processo de construção
do referencial, desenvolvido por um grupo de trabalho especializado coordenado
pelo pró-reitor para a Transformação Digital e Ciência Aberta, Vítor Nogueira.
«Durante
dois meses mantivemos um canal de contacto aberto e recebemos 37 contributos,
porque consideramos imprescindível ouvir as vozes dos múltiplos atores da nossa
comunidade académica», referiu, acrescentando que o documento irá vigorar no
próximo semestre letivo, clarificando, entre outros aspetos, os contextos,
finalidades e princípios de transparência associados ao uso da IA na produção
académica.
Por outro
lado, Ana Artur, docente do Departamento de Pedagogia e Educação e membro da
Comissão Coordenadora do CIP, destacou a importância da criação de uma
comunidade ativa de partilha pedagógica, defendendo «um espaço privilegiado de
reflexão e debate, marcado pela horizontalidade, pela abertura e pela segurança
na partilha de boas práticas de docência».
Ainda no
decorrer deste primeiro encontro mensal, Maria da Luz Barros e Susana
Delgadinho, docentes do Departamento deEnfermagem, apresentaram um exemplo de
aplicação da metodologia case based learning, partilhando um caso concreto de
inovação pedagógica que protagonizaram, os desafios enfrentados e os resultados
alcançados.
A abordagem,
centrada em cenários do mundo real, promoveu a aplicação da teoria à prática,
valorizando a aprendizagem como um processo ativo de construção do
conhecimento, assente na experimentação, na reflexão crítica e no envolvimento
direto dos estudantes.
Com esta
iniciativa, a Universidade de Évora quer reforçar o seu compromisso com a
promoção do sucesso académico e a redução do abandono escolar, reconhecendo a
inovação pedagógica como uma estratégia fundamental para a melhoria contínua do
ensino e da avaliação.
«Em
consonância com as melhores práticas nacionais e internacionais do ensino
superior, o Centro de Inovação Pedagógica assume como missão a conceção e
implementação de medidas que contribuam para a qualificação, atualização e
flexibilização das práticas pedagógicas, em alinhamento com a política
pedagógica institucional», lê-se na nota da universidade.
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Sul informação - Fevereiro 7, 2026

