«O Carnaval vai mesmo sair para a rua. Felizmente, o São Pedro parece
querer ajudar, apesar de termos concelhos vizinhos em situação de calamidade
[devido ao mau tempo], com os quais somos solidários» através da «recolha de
bens», disse à agência Lusa Rui Encarnação, presidente da Associação de
Carnaval de Sines.
Segundo este dirigente, «é essa esperança e alegria» que festas como o
Carnaval «trazem para as populações, tanto locais, como nacionais».
Além dos habituais desfiles, entre domingo e terça-feira, este ano, a
organização decidiu celebrar os 100 anos desta festa com o lançamento de fogo
de artifício, na segunda-feira, «durante o corso noturno».
«Este foi o primeiro Carnaval iluminado do país e faz todo o sentido
celebrar o centenário com o lançamento de fogo de artifício junto à avenida»,
estando salvaguardadas as questões de segurança, afiançou Rui Encarnação.
O programa prevê, também, a dinamização da zona histórica da cidade de
Sines, onde inicialmente se celebrava o Carnaval, com várias festas ao longo
dos três dias, e uma aposta na animação musical, no Pavilhão dos Desportos, com
o Baile Eletrónico “Até de Manhã”, no sábado, o grupo brasileiro Viva o Samba,
no domingo, e Rosinha, na terça-feira.
Com um orçamento de 275 mil euros e à espera de 50 mil visitantes
durante os três dias, o Carnaval de Sines vai contar com a participação de 16
carros alegóricos, cerca de 30 formações, entre escolas de samba, grupos
alegóricos e foliões, uma bateria de samba e perto de três mil participantes.
«Continuamos a não ter um tema para não limitar a imaginação dos
foliões, mas o centenário acaba por ser um mote» para esta festa tão enraizada
no coração da população, que aproveita a efeméride para homenagear «pessoas que
já partiram, grupos que já existiram e pessoas que participam» há várias
décadas, como é o caso dos Reis do Carnaval deste ano, adiantou.
Segundo Rui Encarnação, a primeira referência ao Carnaval, registada no
jornal “Folha de Sines”, data de 15 de fevereiro de 1926, com a indicação de
que «vai sair [à rua] um grupo de populares para fazer algumas festas
carnavalescas».
«Mais tarde, surge o grupo dos Carlos que reinventa o Carnaval de Sines
até aos dias que é hoje, já mais organizado, com inscrições [e] com membros, e,
depois, com as sucessivas direções foi-se aprimorando», afirmou o presidente da
associação de Carnaval, eleito em 2017.
Os desfiles carnavalescos realizaram-se, «até 1988, na zona histórica da cidade», recordou Rui Encarnação, acrescentando que, em 1989, os promotores decidiram transferir a festa «para a Avenida General Humberto Delgado», onde ainda se realiza, com exceção de «um período curto» em que se apostou na avenida Vasco da Gama, na marginal paralela à praia.
O programa da festa arranca esta quinta-feira com o desfile do Carnaval dos Pequeninos, na Avenida General Humberto Delgado, com a participação de mais de mil crianças de escolas e infantários do concelho, organizado pela Junta de Freguesia de Sines, e a Noite da Matrafona, no centro histórico, e termina com o tradicional Enterro do Entrudo, no próximo dia 18.
No sábado, pela manhã, os reis do Carnaval de Sines são apresentados à
população com um desfile pelas principais ruas do centro histórico, seguindo-se
um Baile de Carnaval – Concurso de Máscaras Sénior durante a tarde, no Pavilhão
da Junta de Freguesia de Sines.
O bilhete diário para assistir ao Carnaval de Sines vai manter os valores de 2025, sete euros, enquanto a entrada para os três dias terá um custo de 15 euros e o passe livre será de 25 euros.
in Sul Informação - Fevereiro 12, 2026
