13.2.26

ÉVORA: As paisagens mudam de lugar - obras da coleção da Fundação PLMJ


EXPOSIÇÃO COLETIVA

Curadoria de João Silvério

De terça-feira a domingo, 10h00-13h00 / 14h00-18h00 | Entrada livre

Inauguração a 28 de fevereiro | 16h00

Artistas representados na exposição: Alice Geirinhas, Ana Cardoso, Ana Pérez-Quiroga, António Júlio Duarte, Catarina Leitão, Cristina Ataíde, Daniel V. Melim, Délio Jasse, Fernanda Fragateiro, Francisco Vidal, Horácio Frutuoso, Jéssica Gaspar, João Cutileiro, João Fonte Santa, João Grama, João Pedro Vale + Nuno Alexandre Ferreira, João Queiroz, José Chambel, José Pedro Croft, Juliana Matsumura, Maja Escher, Manuel Botelho, Margarida Lagarto, Mariana Gomes, Miguel Ângelo Rocha, Moira Forjaz, Mónica de Miranda, Nuno Nunes Ferreira, Pedro Calapez, Pedro Valdez Cardoso, Pedro Vaz, Ramiro Guerreiro, René Tavares, Rosana Ricalde, Rui Soares Costa, Susana Gaudêncio, Susana Mendes Silva, Tito Mouraz, Vasco Araújo, Virgínia Fróis, Vítor Ribeiro.

 A Fundação Eugénio de Almeida apresenta, no Centro de Arte e Cultura, a exposição “as paisagens mudam de lugar - obras da coleção da Fundação PLMJ”, que reúne mais de meia centena de obras de 40 artistas de diversos países de língua portuguesa, integrando diferentes gerações e expressões artísticas.

Este projeto, cujo título João Silvério tomou de empréstimo ao poeta eborense Manuel Gusmão, «assenta numa visão do território como um corpo visual e social em permanente mudança, de certa forma como uma ideia poética de paisagem a partir da coleção de arte enquanto cenário de fundo e, ao mesmo tempo, agente transformador do universo cultural do projeto da Fundação PLMJ, neste momento com uma ligação ao território diversificado que é o Alentejo, mais especificamente a Évora. A ideia (e a reflexão) sobre a paisagem cultural associada a uma coleção de arte é atualmente mais presente como modelo da diversidade e da transformação do mundo em devir, em mudança.» E acrescenta o curador: «A exposição constitui-se como uma paisagem prospetiva que, seguindo a arquitetura do espaço, propõe diversas leituras sobre a ideia de mudança, que não se resume a diferentes técnicas e meios artísticos, assumindo com singular pertinência temáticas sobre núcleos e obras da coleção que expressam uma ideia de diferença, do feminino à justiça e à política, por exemplo.»

Para a Fundação Eugénio de Almeida, este projeto expositivo realizado em colaboração com a Fundação PLMJ reflete a relevância das parcerias estabelecidas com instituições de referência, resultando numa programação mais inclusiva, plural e abrangente, que garante a todos a oportunidade de fruir a arte atual e de participar ativamente nos debates e inquietações que ela desperta na sociedade moderna.

A Coleção da Fundação PLMJ é um acervo empresarial que reflete a pluralidade da criação contemporânea. A exposição “as paisagens mudam de lugar” evidencia o seu relevante núcleo de fotografia, incluindo também o vídeo, focando-se ainda na escultura, através da qual explora as relações que se estabelecem nos espaços interiores e exteriores do Centro de Arte e Cultura com o lugar e a paisagem. O roteiro artístico integra igualmente o desenho e a pintura, culminando numa performance de Mariana Gomes. Esta intervenção, a decorrer na fase final da mostra, ligará as artes performativas à gastronomia regional e à comunidade local.

João Silvério

Curador da Coleção de Arte Contemporânea da Fundação PLMJ, João Silvério é Mestre em Estudos Curatoriais pela Faculdade Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Foi curador da coleção de arte contemporânea da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, entre 1998 e 2019, tendo iniciado a sua atividade como curador em projetos independentes em 2003. Em 2007, criou o projeto independente EMPTY CUBE, que tem divulgado trabalhos de artistas, designers e arquitetos. Escreve regularmente sobre projetos artísticos em catálogos, publicações e websites.

Fundação PLMJ

A Fundação PLMJ nasceu em 2001, começando como um gesto simbólico que rapidamente se tornou num projeto duradouro de mecenato e compromisso com a cultura. É hoje uma referência nacional e internacional no panorama das coleções corporativas e também uma das mais representativas de artistas de língua portuguesa. A coleção reúne mais de 1.400 obras de mais de 500 artistas, abrangendo pintura, fotografia, escultura, instalação e vídeo. Desde o início, a Fundação manteve uma aposta firme no apoio a artistas emergentes, promovendo o talento, a diversidade e o diálogo cultural no espaço lusófono. A missão da Fundação é clara: apoiar e divulgar a criação artística contemporânea, contribuindo para o desenvolvimento da comunidade através da arte. Mantendo as artes plásticas como eixo estruturante, a Fundação PLMJ tem vindo a alargar o seu âmbito de atuação a outras áreas da cultura, criando espaços de reflexão, colaboração e partilha. A celebrar 25 anos, a Fundação PLMJ reafirma o seu compromisso com a promoção da cultura e da arte moderna e contemporânea da lusofonia — com o mesmo espírito pioneiro e aberto com que começou.