Curadoria de
João Silvério
De
terça-feira a domingo, 10h00-13h00 / 14h00-18h00 | Entrada livre
Inauguração
a 28 de fevereiro | 16h00
Artistas
representados na exposição: Alice Geirinhas, Ana Cardoso, Ana Pérez-Quiroga,
António Júlio Duarte, Catarina Leitão, Cristina Ataíde, Daniel V. Melim, Délio
Jasse, Fernanda Fragateiro, Francisco Vidal, Horácio Frutuoso, Jéssica Gaspar,
João Cutileiro, João Fonte Santa, João Grama, João Pedro Vale + Nuno Alexandre
Ferreira, João Queiroz, José Chambel, José Pedro Croft, Juliana Matsumura, Maja
Escher, Manuel Botelho, Margarida Lagarto, Mariana Gomes, Miguel Ângelo Rocha,
Moira Forjaz, Mónica de Miranda, Nuno Nunes Ferreira, Pedro Calapez, Pedro
Valdez Cardoso, Pedro Vaz, Ramiro Guerreiro, René Tavares, Rosana Ricalde, Rui
Soares Costa, Susana Gaudêncio, Susana Mendes Silva, Tito Mouraz, Vasco Araújo,
Virgínia Fróis, Vítor Ribeiro.
A Fundação Eugénio de Almeida apresenta, no
Centro de Arte e Cultura, a exposição “as paisagens mudam de lugar - obras da
coleção da Fundação PLMJ”, que reúne mais de meia centena de obras de 40
artistas de diversos países de língua portuguesa, integrando diferentes
gerações e expressões artísticas.
Este
projeto, cujo título João Silvério tomou de empréstimo ao poeta eborense Manuel
Gusmão, «assenta numa visão do território como um corpo visual e social em
permanente mudança, de certa forma como uma ideia poética de paisagem a partir
da coleção de arte enquanto cenário de fundo e, ao mesmo tempo, agente
transformador do universo cultural do projeto da Fundação PLMJ, neste momento
com uma ligação ao território diversificado que é o Alentejo, mais
especificamente a Évora. A ideia (e a reflexão) sobre a paisagem cultural
associada a uma coleção de arte é atualmente mais presente como modelo da
diversidade e da transformação do mundo em devir, em mudança.» E acrescenta o
curador: «A exposição constitui-se como uma paisagem prospetiva que, seguindo a
arquitetura do espaço, propõe diversas leituras sobre a ideia de mudança, que
não se resume a diferentes técnicas e meios artísticos, assumindo com singular
pertinência temáticas sobre núcleos e obras da coleção que expressam uma ideia
de diferença, do feminino à justiça e à política, por exemplo.»
Para a
Fundação Eugénio de Almeida, este projeto expositivo realizado em colaboração
com a Fundação PLMJ reflete a relevância das parcerias estabelecidas com
instituições de referência, resultando numa programação mais inclusiva, plural
e abrangente, que garante a todos a oportunidade de fruir a arte atual e de
participar ativamente nos debates e inquietações que ela desperta na sociedade
moderna.
A Coleção da
Fundação PLMJ é um acervo empresarial que reflete a pluralidade da criação
contemporânea. A exposição “as paisagens mudam de lugar” evidencia o seu
relevante núcleo de fotografia, incluindo também o vídeo, focando-se ainda na
escultura, através da qual explora as relações que se estabelecem nos espaços
interiores e exteriores do Centro de Arte e Cultura com o lugar e a paisagem. O
roteiro artístico integra igualmente o desenho e a pintura, culminando numa
performance de Mariana Gomes. Esta intervenção, a decorrer na fase final da
mostra, ligará as artes performativas à gastronomia regional e à comunidade
local.
João
Silvério
Curador da
Coleção de Arte Contemporânea da Fundação PLMJ, João Silvério é Mestre em
Estudos Curatoriais pela Faculdade Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Foi
curador da coleção de arte contemporânea da Fundação Luso-Americana para o
Desenvolvimento, entre 1998 e 2019, tendo iniciado a sua atividade como curador
em projetos independentes em 2003. Em 2007, criou o projeto independente EMPTY
CUBE, que tem divulgado trabalhos de artistas, designers e arquitetos. Escreve
regularmente sobre projetos artísticos em catálogos, publicações e websites.
Fundação
PLMJ
A Fundação
PLMJ nasceu em 2001, começando como um gesto simbólico que rapidamente se
tornou num projeto duradouro de mecenato e compromisso com a cultura. É hoje
uma referência nacional e internacional no panorama das coleções corporativas e
também uma das mais representativas de artistas de língua portuguesa. A coleção
reúne mais de 1.400 obras de mais de 500 artistas, abrangendo pintura,
fotografia, escultura, instalação e vídeo. Desde o início, a Fundação manteve
uma aposta firme no apoio a artistas emergentes, promovendo o talento, a
diversidade e o diálogo cultural no espaço lusófono. A missão da Fundação é
clara: apoiar e divulgar a criação artística contemporânea, contribuindo para o
desenvolvimento da comunidade através da arte. Mantendo as artes plásticas como
eixo estruturante, a Fundação PLMJ tem vindo a alargar o seu âmbito de atuação
a outras áreas da cultura, criando espaços de reflexão, colaboração e partilha.
A celebrar 25 anos, a Fundação PLMJ reafirma o seu compromisso com a promoção
da cultura e da arte moderna e contemporânea da lusofonia — com o mesmo
espírito pioneiro e aberto com que começou.
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