31.7.26
30.7.26
Montemor-o-Novo renova a sua histórica ligação ao Festival Sete Sóis Sete Luas com uma nova programação internacional
A Associação Cultural Sete Sóis Sete Luas agradece ao Município de Montemor-o-Novo pelo apoio, pela confiança e pela continuidade desta colaboração, que representa um exemplo de como a cultura pode criar pontes duradouras entre comunidades, países e gerações. Montemor-o-Novo ocupa um lugar especial na história do Festival: foi a primeira cidade portuguesa a acolherem 1993 jovens artistas provenientes da Toscana, num momento pioneiro de intercâmbio cultural que esteve na origem de uma relação construída ao longo dos anos com base na amizade, na criação artística e no diálogo entre povos.
Mais de trinta anos depois, essa ligação mantém-se viva e continua a gerar novos encontros, novas produções e novas oportunidades para artistas emergentes e comunidades locais.
No dia domingo 9 de agosto, às 21h30, no Auditório do Parque
Urbano, será a vez dos Ayom (Angola/Brasil) subirem ao palco. A formação
multicultural, composta por músicos de Angola, Brasil e Itália, apresenta uma
música profundamente ligada às rotas da diáspora africana, cruzando ritmos,
culturas e histórias do Atlântico.
A programação artística prolonga-se até setembro com o espetáculo “RODEO” da companhia La Banda de Otro (Andaluzia), no dia
segunda-feira 7 de setembro, às 20h45, na Feira da Luz. Um espetáculo de circo
contemporâneo, clownerie e malabarismo que combina humor, acrobacia e
participação do público.
O Festival Sete Sóis Sete Luas mantém também a sua dimensão
social e de proximidade através dos concertos solidários em instituições de
Montemor-o-Novo, levando a música a novos públicos e reforçando o papel da
cultura como instrumento de inclusão.
No dia 6 de agosto, às 15h, os Ayom realizam um concerto solidário no “O Sobreiro” – Associação de Proteção Social à População de Cortiçadas de Lavre.
No dia 10 de agosto, às 11h, o Centro Social e Paroquial de
São Cristóvão recebe o projeto Jeunesse IX das Cidades 7Sóis, uma produção
original do Festival Sete Sóis Sete Luas que reúne jovens músicos e mestres de
diferentes países da Rede Sete Sóis Sete Luas, sob direção musical de Rolando
Semedo (Cabo Verde).
Esta nova edição confirma mais uma vez o espírito do
Festival Sete Sóis Sete Luas: promover encontros entre culturas, valorizar a
criação artística contemporânea e aproximar os povos através da música, da arte
e da partilha.
https://festival7sois.eu/festival-2026/montemor-o-novo-3
OPINIÃO: O legado e o atrelado
Pedro Ivo Carvalho – Jornal de Notícias
- 30 de julho, 2026
HISTÓRIA: Nova edição da “Zahara” revisita cinco séculos de história e memória da região
A apresentação da nova edição da Zahara, publicação
semestral editada pelo Centro de Estudos de História Local de Abrantes (CEHLA),
da Associação de Desenvolvimento Cultural Palha de Abrantes, está marcada para
sexta-feira, 31 de julho, às 21h30, na Cisterna do Museu Ibérico de Arqueologia
e Arte (MIAA), no Jardim da República, em Abrantes.
A sessão inclui a apresentação do número 47 da revista e
termina com a exibição do filme A savana e a montanha, numa iniciativa aberta
ao público.
Com quase um quarto de século de publicação ininterrupta, a
Zahara consolidou-se como um espaço de divulgação de investigação dedicada à
antropologia, história local, sociologia, quotidiano e etnografia, reunindo
investigadores e colaboradores de diversos concelhos da região.
Nesta edição, a capa destaca o artigo “500 anos depois –
Ecos de um enlace imperial atravessando os concelhos de Chamusca, Abrantes e
Ponte de Sor (1526-2026)”, da autoria de Joaquim Candeias da Silva, evocando a
passagem de um acontecimento histórico que assinala meio milénio.
Entre os restantes trabalhos publicados encontram-se um
estudo de José Alves Jana sobre Maria Torrado, uma antiga taberneira de 90
anos; uma investigação de Dulce Figueiredo sobre a escravização no Sardoal
entre 1558 e 1669; um artigo de Fernando Freire dedicado aos judeus em Tancos
nas redes da Inquisição; e um trabalho de Ana Santos Leitão sobre a Amieira do
Tejo, abordando a intervenção da comunidade nas decisões do poder local.
O novo número integra ainda artigos sobre a lenda do Castelo
de Abrantes, o artesanato abrantino, crenças e dizeres populares de
Queixoperra, a guerra colonial e a recolha de memórias de antigos combatentes
do concelho de Constância, entre outros temas que percorrem diferentes épocas e
territórios da região.
Dirigida por José Martinho Gaspar e editada pelo CEHLA, a
Zahara tem-se afirmado como um projeto singular de preservação e divulgação da
memória coletiva, do património e da identidade dos concelhos de Abrantes,
Constância, Gavião, Mação, Sardoal, Vila de Rei e Vila Nova da Barquinha,
constituindo um importante repositório de investigação sobre a história local.
Mais do que uma revista, a “Zahara” continua a afirmar-se
como um espaço de encontro entre investigadores, cronistas e comunidades,
preservando histórias que dificilmente encontram lugar nas grandes narrativas
nacionais e contribuindo para valorizar a identidade e a memória dos
territórios do Médio Tejo.
Mário Rui Fonseca – mediotejo.net - 29 de Julho, 2026
29.7.26
HABITAÇÃO: Proposta do Governo facilita despejos de famílias eliminando garantia processual
O Governo
quer dispensar as execuções das sentenças de despejo, criando um mecanismo de
despejo praticamente automático a partir da decisão de um juiz. Segundo
esclarecimentos do Ministério das Infraestruturas e Habitação (MIH) a perguntas
da agência Lusa, a medida elimina uma garantia processual que protege quem
enfrenta a perda de habitação, muitas vezes em situações sociais e económicas
muito frágeis.
A proposta
insere-se num pacote mais amplo de medidas que o Governo apresentou como
resposta à crise da habitação, mas que na verdade concentra o essencial do seu
esforço na aceleração dos despejos e no fim das poucas proteções que os
inquilínos têm. Entre as outras medidas estão a redução de três para dois meses
o prazo de incumprimento de renda a partir do qual um senhorio pode iniciar um
despejo e a possibilidade de despejo caso haja atrasos de pagamento iguais ou
superiores a oito dias, repetidos mais de três vezes em 12 meses ou mais de
quatro vezes em 18 meses.
Na prática,
isso significa que o Governo quer simplificar os despejos não só para quem não
paga a renda, mas para as famílias que se poderão atrasar a pagar a renda por
motivos que lhe podem ser alheios.
Também em
causa está a extensão da eliminação do efeito suspensivo dos recursos judiciais
a todos os processos de despejo. Na prática, isto significa que um inquilino
pode ser despejado de imediato mesmo que tenha recorrido da decisão judicial,
ficando apenas com a possibilidade de pedir ao juiz o efeito suspensivo do
recurso.
Segundo a
Lusa, o pedido de autorização legislativa deverá seguir para o parlamento ainda
esta semana, antes do início das férias parlamentares.
In www.esquerda.net - 29 de julho 2026
Fotografia
via Facebook de Miguel Pinto Luz
Agência Culturália organiza roteiro cultural em Setembro pelo “Património Vivo do Alto Alentejo”
O itinerário
do circuito em autocarro de turismo inclui Nisa, Flor da Rosa, Castelo de Vide,
Marvão, Portalegre, Campo Maior e Elvas com partidas de Mafra, Lisboa (Sete
Rios) e Setúbal.
O alojamento
escolhido selecionou o Monte Filipe Hotel & Spa em Alpalhão para as duas
primeiras noites e o Hotel Ridan São João de Deus em Elvas, ambos
estabelecimentos de quatro estrelas.
Nisa e Flor
da Rosa
No primeiro
dia o programa inclui almoço em restaurante em Nisa seguido de visita ao centro
histórico, com destaque para a Igreja Matriz e para o Museu do Bordado e do
Barro, e continuação para Flor da Rosa, com visita ao Mosteiro de Santa Maria
de Flor da Rosa. Jantar e alojamento no Monte Filipe Hotel & Spa.
Castelo de
Vide e Marvão
Castelo de
Vide e Marvão preenchem o segundo dia do programa. Em Castelo de Vide os
participantes visitam o cento histórico, onde se destacam o Castelo Medieval e
a Judiaria, e almoçam em restaurante local.
O grupo
segue depois para Marvão, com visita ao centro histórico e ao seu Castelo e regresso
ao hotel em Alpalhão.
Portalegre e
Campo Maior
O terceiro
dia é dedicado a Portalegre e Campo Maior, incluindo a Sé Catedral, o Museu
José Régio e o Museu da Tapeçaria de Portalegre com almoço num restaurante
local. Em Campo Maior a visita inclui o centro histórico, o Castelo e o Museu
Aberto de Campo Maior, a Igreja Matriz, a Capela dos Ossos e o Centro de
Ciência do Café, com jantar e alojamento no em Elvas.
Elvas,
Património Mundial
O último dia
é dedicado a Elvas, cidade classificada como Património Mundial, com passeio
pelo centro histórico e visita ao Forte de Nossa Senhora da Graça, ao Castelo e
ao Museu Militar, com almoço em restaurante local e regresso aos locais de
origem.
Mais
informações podem ser obtidas através do e-mail <info@culturalia.com.pt>
ou do telefone 914 227 099, e as reservas diretas efetuadas em »»»» https://www.culturalia.com.pt/reservas
In https:noticiasdecastelodevide.blogspot.com
POLÍTICA: Fórum Socialismo regressa a 29 e 30 de agosto
Entre os
temas em destaque estão o combate da esquerda nas redes sociais, com Levi
Galaio e Miguel Faria. Cecília Honório e Rita Calvário falam sobre o papel das
mulheres na reforma agrária com um painel sobre Mulheres, terra e revolução. A autora
Maria José Oliveira leva-nos a 1964-1974 para explorar o colonialismo e a ação
da PIDE/DGS em Moçambique.
O
coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, junta-se ao antigo líder
da bancada parlamentar do Bloco, Pedro Filipe Soares, para uma conversa sobre
algoritmos, marxismo e a encíclica Magnifica Humanitas do Papa Leão XIV.
O Fórum
Socialismo é organizado pelo Bloco de Esquerda e pelo The Left e marca a
reentrada política do partido depois do verão. Para além dos debates, há
momentos de convívio e um comício político que encerra o evento.
Inscreve-te
neste link. https://formularios.bloco.org/forms/forum-socialismo-2026-ru6kz2
28.7.26
ÉVORA: Na FEA “Uma viagem depois do pôr do sol”
Coleção de
Carruagens
O verão
convida-nos a partir. Hoje, basta escolher um destino. Mas houve um tempo em
que a própria viagem era o acontecimento. No século XIX, partir já significava
descobrir novos lugares, alargar horizontes e afirmar um modo de estar no
mundo, mas estava ao alcance de poucos. Entre carruagens elegantes, grandes
itinerários pela Europa e os rituais da alta sociedade, cada percurso era
vivido com tempo, curiosidade e requinte.
Nesta visita
noturna, percorra o imaginário de uma época em que viajar era um privilégio e
uma forma de conhecer o mundo, através das carruagens que deram corpo a esse
espírito de descoberta. A participação é gratuita, mediante inscrição prévia,
OPINIÃO: A Polícia sob suspeita
Entre os
partidos, o Chega destoou. Não pela crónica anemia da PJ no combate ao crime de
colarinho branco - isso, sim, merecia um reparo, não fosse a converseta do
partido de André Ventura sobre corrupção um mero instrumento de propaganda -,
mas por ter visto Luís Neves a desmontar a associação entre criminalidade e
imigração, a ficção em que assenta a principal narrativa do Chega, e a falar da
atividade criminosa de grupos de extrema-direita.
E, no
entanto, havia outras objeções. Levantadas por vozes isoladas, em registo
cifrado ou sem palco mediático. O Governo da AD servia-se de alguém que trazia
consigo informação sigilosa sobre os podres de meio-país e que deixara a sua
gente bem colocada na PJ. Menos expectável era o problema agora posto em cima
da mesa, com as histórias do empreiteiro que fez obras na PJ e no monte de
Neves e que levou para Barcelos um atrelado apreendido a traficantes: sendo
necessário investigar o ministro, quem o faria? A PJ começou por fazê-lo (na
parte do atrelado), mas o Ministério Público avocou a investigação.
Naturalmente, não confia na Judiciária para investigar quem a dirigiu nos
últimos oito anos.
O Chega viu
a brecha e, à boleia do atrelado, anunciou uma comissão parlamentar de
inquérito "para saber o que aconteceu na PJ durante os mandatos de Luís
Neves". São oito anos de uma história de 80. Não se sabe como vão os
deputados investigar a Polícia e é duvidoso que daí resulte alguma melhoria
numa instituição que, com todos os seus defeitos, será das mais respeitadas
pelos portugueses. Mas isso pouco importa a um limícola que, apesar de ter
chegado aos 60 deputados, continua a não conseguir encontrar alimento senão no
lodo. The show must go on.
Nelson Morais-
Jornal de Notícias - 27 de julho, 2026
BEIRA BAIXA: Comunidade Intermunicipal desfavorável à aprovação do PSZAER
ALTER DO CHÃO: Festas de Verão
Venha
divertir-se!!!
OPINIÃO: O verão perfeito
Há até quem defenda (sim, há estudos) que os dias longos trazem mais otimismo, vontade de socializar, uma sensação de bem-estar e a melhoria do humor. A frase da canção de Dino Meira sobre o mês de agosto nunca fez tanto sentido: "Por ti levo o ano inteiro a sonhar". É assim com o verão. Mas num tempo em que as redes sociais e o telemóvel parecem ser uma extensão das mãos, braços e da vida, também as férias viraram performance e montra para likes. Onde estivemos, com quem e o que fizemos são perguntas a que parecemos obrigados a responder - ou a publicar - para mostrar que as nossas férias foram muito interessantes.
É bom lembrar que nem todos apanhamos um avião nas férias de
verão, não temos histórias rocambolescas para contar, nem experimentamos um
restaurante ou um bar novo todos os fins de semana. Alguns porque não querem,
outros porque as circunstâncias sociais ou financeiras não o permitem. Um verão
"sem fazer nada" não é menos significativo. Aliás, se as férias são
uma espécie de botão de "reiniciar", tal como fazemos com os
computadores quando estão a bloquear, porque haveríamos de encher os dias de
descanso com sucessivos compromissos, como se de reuniões se tratasse?
A Internet mostra-nos um mundo onde até nas férias temos de
ser produtivos, de fazer mais e melhor. Para provar à nossa bolha, seja ela
digital ou não, que este verão foi tudo menos aborrecido. Entramos numa era em
que até o "descanso" é performativo, em que publicamos a foto no
Instagram a dizer offline, mas estamos online a publicá-la. Depois, percorremos
o scroll aditivo, que nos diz mais uma atividade que não podemos deixar de
fazer.
Eu recordo-me bem do tempo em que os algoritmos não
atulhavam os dias. Agora, tenho muitas saudades dos verões em que as minhas
únicas preocupações eram comer um gelado todos os dias e chegar a tempo a casa
para ver o último episódio dos "Morangos com açúcar".
Rita Neves Costa – Jornal de Notícias - 20 de julho, 2026
PÓVOA E MEADAS: 𝐀𝐫𝐭𝐢𝐬𝐭𝐚𝐬 𝐧𝐨 𝐑𝐨𝐬𝐬𝐢𝐨
O 𝑨𝒓𝒕𝒊𝒔𝒕𝒂𝒔
𝒏𝒐
𝑹𝒐𝒔𝒔𝒊𝒐
continua a proporcionar noites de grande convívio em Póvoa e Meadas.
E se nesta
sexta-feira a atuação vai estar a cargo da Tuna da Academia Sénior, na próxima,
dia 31 de julho, é a vez do grupo Fora de Tempo.
A
iniciativa, organizada pelo Município, está agendada, como habitualmente, para
as 21,30h
27.7.26
Marvão e Valencia de Alcántara unem-se para celebrar o XXI Festival Transfronteiriço ‘Boda Régia’ entre os dias 30 de julho e 2 de agosto.
Ao longo
destes dias, milhares de pessoas vão poder desfrutar de recriações históricas,
peças teatrais, torneios, conferências, um mercado medieval e da tradicional
rota da tapa Isabelina, neste evento que destaca uma identidade partilhada
entre Portugal e Espanha, através da sua história e do seu património.
A 21ª edição
da Boda Régia reúne, à semelhança dos anos anteriores, dezenas de marvanenses,
com destaque para a participação da turma de Teatro e Dança Medieval, da
Universidade Sénior de Marvão, nas diversas atividades programadas.
Recriação
histórica na Portagem - “1497: A fronteira do Enlace Real”
No dia 30 de
julho (quinta-feira), a partir das 21h30, a Ponte Quinhentista da Portagem
volta a ser o cenário para a recriação histórica da chegada do Rei D. Manuel a
Marvão.
O programa
para esta noite contempla uma representação teatral baseada na obra “D. Manuel
- Duas Irmãs para Um Rei”, de Isabel Stilwell, intitulada “1497: A fronteira do
Enlace Real.
“Numa noite
silenciosa, aquele que ficará para a história conhecido como ‘O Venturoso’,
cruza a ponte da Portagem, rumo a Valencia de Alcántara, onde se vai realizar o
enlace real.”
Celebração
da Boda Régia em Valencia de Alcántara
Na
sexta-feira, dia 31 de julho, a partir das 20h00, realiza-se o tradicional
desfile das comitivas reais por Valencia de Alcántara, onde o Rei D. Manuel I
vai ser acompanhado por convidados marvanenses, numa noite que termina com um
torneio medieval na Praça de Toiros da vila espanhola.
Já a
recriação histórica do casamento que uniu o Rei de Portugal, D. Manuel I, com a
Infanta Isabel, filha dos Reis Católicos, em 1497, está agendada para 1 e 2 de
agosto, no átrio da Igreja de Rocamador, em Valencia de Alcántara. “De amor,
justiça e conveniência”, com texto e encenação de Javier Uriarte, é o nome da
obra teatral que vai ser apresentada.
ATLETISMO: Torneio de Encerramento e Campeonato Distrital de Absolutos AADP
Os 1500 metros foram as provas com maior adesão do dia, somando 12 atletas classificados no setor masculino e 9 no feminino. A vitória masculina sorriu a Nuno Preciado, da ADCV - Castelo Vide, que cronometrou 4:35.77 no escalão M40, enquanto Cláudia Batuca se impôs no setor feminino com 5:47.99, na mesma categoria. O Peso Absolutos e o 100 metros masculino também foram provas bastante participadas.
Na
velocidade, os 100 metros absolutos masculinos produziram os tempos mais
rápidos da jornada. Benevilde Tangeniomwene, da Academia José Jacob, foi o mais
veloz, com 11.68 segundos, seguido de Miguel Miranda, da ADCV - Castelo Vide,
autor de 11.93 segundos no escalão Sub-20. No salto em comprimento, Afonso
Martins, do Eléctrico F.C., venceu o Triplo Salto masculino com 9.80 metros, ao
passo que Dayane Santos, da Academia José Jacob, se destacou no setor feminino
com 9.28 metros em Sub-16, somando essa vitória à conquistada instantens antes
no 80 metros do mesmo escalão. Luiz Otávio, do Clube Elvense de Natação, fez a
dobradinha nos 80 e 800 metros Sub-16, e Matilde Sousa, da Academia José Jacob,
foi a atleta mais rápida do dia nos 60 metros Sub-14 feminino, com 8.35
segundos.
Um dos
momentos mais participados e emotivos da manhã foi o Desafio de Gerações, que
juntou crianças e adultos — pais, mães ou outros familiares e amigos próximos —
em equipas mistas ao longo de um conjunto de estações de corrida, saltos,
lançamentos e destreza motora. Mais do que uma competição, a iniciativa
proporcionou aos mais novos a alegria de competir lado a lado com quem lhes é
próximo, promovendo simultaneamente a prática desportiva entre os adultos
participantes e reforçando junto das famílias a mensagem de um estilo de vida
ativo e saudável.
O programa incluiu ainda a estreia do Salto com Vara em Distância no distrito de Portalegre, disciplina até agora sem prática regular na região. a prova permitiu aos escalões de formação um primeiro contacto com a técnica do salto com vara, com destaque para André Vitória, do Sport Arronches e Benfica, vencedor em Sub-12 com 3.80 metros, e Luísa Calha, da ADCV - Castelo Vide, vencedora em Sub-14 com 3.14 metros.
Nas
classificações coletivas, a Academia José Jacob (AJJ) venceu o Torneio de
Encerramento com 105 pontos, seguida do Eléctrico F.C. (101 pontos) e da Escola
de Atletismo de Portalegre (72 pontos). Completaram a tabela o Clube Elvense de
Natação (63 pontos), a ADCV - Castelo Vide (57 pontos), o Sport Arronches e
Benfica (53 pontos), o CVS Portalegre (15 pontos) e o Grupo Desportivo Arenense
(9 pontos). Já no Campeonato Distrital de Absolutos, o pódio coletivo foi
liderado pela ADCV - Castelo Vide, com 70 pontos, seguida do Eléctrico F.C. (49
pontos) e do Sport Arronches e Benfica (36 pontos). Fecharam a classificação o
Grupo Desportivo Arenense (27 pontos), a Escola de Atletismo de Portalegre (23
pontos) e a Academia José Jacob (18 pontos).
Com esta
jornada, a AADP encerra a componente de pista da época 2025/2026, mantendo o
Alto Alentejo como território de forte dinamismo na formação e promoção do
atletismo.
SAÚDE: 35 dadores de sangue em Castelo de Vide
A Sintra do Alentejo foi palco de mais uma jornada frutífera da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP – em estreita harmonia com a Unidade Funcional de Imunohemoterapia da ULSAALE.
O centro de
saúde de Castelo de Vide está em obras e a colheita teve lugar no vizinho
quartel dos bombeiros, local que há já muitos anos recebeu as ações da ADBSP.
O número de
inscrições alcançadas foi de 35. As mulheres garantiram uma reconfortante
maioria com 21 presenças, ou seja 60 %.
Os exames de
saúde efetuados ditaram que um dos presentes não estava em condições de seguir
para a dádiva. Assim em Castelo de Vide foram garantidas 34 unidades de sangue
total, posteriormente partilhadas pelos serviços de saúde.
08 de agosto em Fronteira
Aos sábados
de manhã são quando decorrem as colheitas da ADBSP. Vamos estar no centro de
saúde de Fronteira a 08 de agosto (por motivos logísticos a data desta brigada
teve de ser alterada). Já a 22 de agosto temos encontro marcado no centro
cultural de Alpalhão, Nisa.
Ficam os
convites para dar sangue e visitar:
https://www.facebook.com/AssociacaoDadoresBenevolosSanguePortalegre/
JR
25.7.26
OPINIÃO: Hoje, o dia acordou perigoso
A conclusão, que não é surpreendente, é mais uma chamada à
ação para inverter um declínio que se acentua. "Os tempos mais
perigosos" como descreveu o vocalista dos Da Weasel, estão a adubar-se na
palma das nossas mãos.
O radialista Nuno Markl publicou uma imagem de um casal
interracial. Escrevia que a família era alvo de racismo. Acompanhou a
fotografia de Jessica com o marido e o filho com uma série de cópias de
mensagens insultuosas, criminosas, mas de pessoas que não tinham qualquer
problema em dar a cara. "São pessoas para quem o racismo está tão
normalizado e empoderado, que já não têm qualquer pudor em insultar uma mãe, um
pai e uma criança", escreveu, proibindo os seus próprios seguidores de
comentar a partilha.
É deste espaço público que falamos, de um lugar que, também
em Portugal, se encolheu nas liberdades com o crescimento da extrema-direita,
embalada por redes sociais e algoritmos manhosos, coniventes com os crimes.
No relatório de que falava, feito pelo Fórum Cívico Europeu
e o Observatório do Espaço Cívico, apontava-se para a "crescente
influência da extrema-direita", para as desenfreadas campanhas de desinformação
e para o aumento dos crimes de ódio. Passos do declínio da liberdade que vão
"enfraquecendo a ação cívica, a organização coletiva, a responsabilização
do Estado e a participação pública". Passos perigosos que se dão à luz do
dia, até com o manto da imunidade parlamentar.
·
Joana Almeida Silva – Jornal de
Notícias - 23 de julho, 2026
COISAS DA CORTE DAS AREIAS (22): O Organista
A igreja Matriz de Nisa tem um órgão. Organistas, quantos terão sido? Que idade tem o órgão? Desde quando ali permanece? Foi adquirido novo ou já usado? Terá sido oferecido? Desde há quantas décadas se não ouvem os harmoniosos acordes do nosso órgão?
Falemos um pouco dele, do triste órgão condenado ao silêncio. Na “Memória Histórica da Notável Vila de Nisa”, o autor, Motta e Moura, na pág. 46, informa:
“Tem alem d´isto a
nova Egreja um bello coro… e n´elle um pequeno, mas harmonioso órgão, com que
se acompanhavam os cânticos sagrados (…) É o órgão o maior e mais complicado
dos instrumentos de vento, que se conhecem, porque constam de teclado, folles e
canudos (…). Não podemos dizer o anno em que o nosso foi comprado, mas devia
ser pouco depois da sua introdução no reino, porque achamos noticia d´elle em
mui remota antiguidade. Por alvará de 4 de Outubro de 1582 foi o ordenado do
organista, que era de dois mil Réis, elevado a quatro, e mandado pagar pelas
rendas da Comenda”.
O
autor, na mesma página, diz-nos que o uso dos órgãos se começou a generalizar
nos templos no século XIII.
Já vem dos tempos da fundação de Nisa, o órgão da Matriz? Por que não? Nestas coisas da “cultura e património” não andou Nisa sempre entre os primeiros? Rui Cascão, na História de Portugal (1), em referência ao teatro amador não aponta um exemplo?. Escreve, este autor: “Em algumas zonas a paixão pelo teatro era antiga. Em Nisa, já em 1826 os amadores da época haviam improvisado um palco no Celeiro do Concelho, onde exibiam a sua razoável vocação para a arte cénica” (2).
Não
é a banda de Nisa uma das mais antigas, senão a mais antiga, a sul do Tejo?
Claro que sim. Em toda a nação portuguesa e num total de seis, não foi Nisa a
primeira vila a quem foi atribuído o
título de Notável, em 1427, por D. João I?
Não
terá sido a pujança e o desenvolvimento da nossa terra, naqueles tempos, factor
decisivo na escolha, por parte da do Almirante Vasco da Gama, para aqui viver
durante alguns anos, onde foi alcaide-mor? Naturalmente que sim.
Diz-nos a história ter sido D. Vasco Fernandes o último Mestre dos Templários em Portugal e também nos diz ter-se refugiado em Montalvão quando da extinção da Ordem do Templo. Ali viveu de 1307 a 1323, ano do falecimento, era então já Comendador de Montalvão, nomeado que foi pelo 1º Mestre da Ordem de Cristo, D. Gil Martins. Este episódio fez de D. Vasco Fernandes, um dos elos da corrente que uniu as ordens do Templo e a de Cristo, ambas diferentes só no nome, por decisão do “nosso” rei D. Dinis, fundador de Nisa.
Voltemos ao órgão da Matriz de Nisa. Na Monografia da Notável Vila de Nisa, pág. 62, José Francisco Figueiredo fala do órgão.
“Para
maior brilhantismo das solenidades religiosas, existe no coro da Matriz um órgão,
que apesar de ter séculos de serviço, ainda se ouve com muito agrado. A sua
aquisição deve datar do século XVI ou antes, porque em 1550, segundo se lê no
segundo livro do tombo da Ordem de Cristo, era de dois mil réis o ordenado do
organista”.
Outras referências do órgão, temo-las por aí? Claro que temos. Atente-se no que segue. Na conferência proferida na sessão solene comemorativa do 150º aniversário da Banda de Nisa, em 22 de Outubro de 1994, o conferencista Carlos Tomás Cebola, nosso conterrâneo, trata deste modo o assunto:
“Quando
há cerca de de um ano na homenagem póstuma aqui prestada ao mestre Luís Félix,
entendi – e parece que em boa hora – que devia chamar a atenção para a
existência e estado de conservação de um órgão de tubos do século XVII – se não
me engano existente na Igreja Matriz. Seis meses depois recebi a grata notícia
das primeiras diligências encetadas por uma comissão, organizada para tal fim.
Mas, também, tenho conhecimento de que, apesar das festas e peditórios já
levados a efeito, as verbas arrecadadas não chegam e – continuo a pensar – que
ninguém deseja que se perca aquela peça valiosíssima do património cultural de
Nisa. Volto a pôr o assunto à consideração de quem de direito. Pela minha
modestíssima parte, posso anunciar desde já que, para a reinauguração, com
pompa e circunstancia, do velho órgão – e eu creio, firmemente, na sua
recuperação, porque as verbas hão-de aparecer, nem que seja no fim do arco íris
– se à data, a Igreja, a Câmara, a Sociedade Musical Nisense e o senhor
vereador da Cultura forem concordes, posso anunciar aqui a oferta de um
organista para a realização de um concerto público, na Igreja Matriz”.
Célere
corre o tempo. Talvez, por isso, já passaram uma dúzia de anos. As verbas
obtidas com a festa que teve lugar na Alameda e que nos diziam ter ultrapassado
os 200 contos, não foram utilizadas nos fins para que foram angariadas: o
restauro do órgão.
Estranhamente,
à Sociedade Musical Nisense – que colaborou, graciosamente, com os seus grupos
musicais – não foi prestada qualquer informação sobre o facto. Soubemos, há
pouco tempo, que o organista então disponível, cremos que estrangeiro,
entretanto, faleceu.
Mas,
de entre as várias referências sobre o órgão da Matriz, uma há que consideramos
especial, com a particularidade de nos lembrar, às gentes de agora que “melhor
que falar, por vezes demais, em Património e Cultura como valores a preservar,
será agir, preservando”.
Afinal,
já o era, assim, há muitos, muitos anos, tanto como meio milénio, cinco
séculos.
Aspirem, só, e provem o sabor da prosa que vai seguir-se, escrita há vão já 500 anos e que nos chegou às mãos por deferência do senhor Aurélio Bengala, nisense de adopção, o que não o impede – bem pelo contrário – de ser um apaixonado pelas coisas da nossa terra, que tanto tem investigado.
Visitações na Ordem de Cristo até finais do século XVI – Pág. 427
- Regimento das visitações às igrejas da Ordem de Cristo que el-rei D. João III, como seu governado e perpétuo administrador, mandou fazer ao Pe. Frei António de Lisboa (Évora, 2.5.1536) .
“Eu el.Rey faço saber a vós, padre frey António de Lisboa, governador do convento da hordem de Nosso Senhor Jhesu Christo, que ora envyo visitar as igrejas do meestrado da dicta hordem, que este he o regimento que ey por bem que guardaees na dita visitação. Primeiramente, vós correrees todas as igrejas do dito meestrado e visitarees cada huuma nas cousas seguyntes, a saber”.
Segue-se
uma página com instruções para aplicar em todas as igrejas da Ordem, sem
indicação dos nomes das povoações, com uma única excepção, que a Nisa diz
respeito.
“ (…) E nas egrejas
em que ouver órgãos verees se estam concertados e se tem tamgedor que hás tamja
e, se o tiver, se he auto per os tamger e que salário por isso tem e quem lho
paga, porque sam imfformado que na egreja de Nisa estam huuns órgãos boons e
que os tamge huum clérigo, que por isso leva premyo, que nom sabe dar tom ao
coro e por os não saber tamger os desafina e estam o mais do tempo danados;
enformarees-vos disso e verees se este que os tamge he auto pêra isso ou nam e
nom ho sendo se se achara outro que seja auto pelo premyo que esse leva ou por
mais ou menos e me escreverees o que achardes no vosso parecer pêra nisso
prover.”
Como
por certo repararam, este documento emanado de Évora em 1536, acrescenta alguns
anos à presença na Matriz do nosso órgão.
Concluindo,
é incrível como um rei de Portugal, há 500 anos, sabia existir em Nisa, “uns
órgãos bons”, tocados por quem “não sabe dar tom ao coro”, e que ainda por cima
“leva prémio por isso”.
Como é possível esta preocupação com o património por parte de um Rei, quando agora, 500 anos depois, vassalo, algum, se preocupa com isso. Será que, naquele tempo, eram melhores os conselheiros?
Notas
(1) – História de Portugal – José Matoso – 5º Volume – Pág. 532
(2) – Terá bebido o autor esta informação na Memória Histórica da Vila de Nisa? É
possível.
* 27 de
Março de 1986
O
tempo corre veloz. Sobre esta data, a do falecimento do senhor Fernando da Cruz
Bicho, músico da “velha guarda” passaram já 20 anos. No princípio do ano de
1984, no pós-restauração, a Banda saiu à rua cumprimentando a população. Os
acordes faziam-se ouvir, 1º de Janeiro se chamava a marcha. O sr. Fernando
Bicho, comovido, ria e chorava em simultâneo.
*********************************
FOTOS
2
– Órgão da Igreja Matriz tem 500 anos
3
– Outro aspecto do órgão (tubos)
4
– Pormenor artístico – parte superior
NISA: ÍDOLOS DO PASSADO (1954)
Naquele tempo o futebol jogava-se aos domingos. Um jogo era uma festa e as equipas tinham os “backs”, os “alvos” e os avançados. Havia os extremos, sempre “colados” à linha, os interiores e o avançado centro. Com esta disposição “estratégica”, os golos não podiam faltar. E pode lá haver futebol-festa, sem golos...
in "Jornal de Nisa" nº 201 - 15 Fev. 2006
24.7.26
OPINIÃO: Dos exames ao protesto nas ruas, sem influencers
Para aumentar a confusão, considerou-se imprudente que as
famílias tivessem marcado férias para esta altura, criticou-se a
"resistência" de alguns professores ao processo de digitalização e
também se pediram desculpas aos docentes pelos constrangimentos causados no
processo de correção. Naturalmente, com o acesso ao Ensino Superior em causa,
os níveis de ansiedade dos estudantes e das suas famílias dispararam.
Hoje, os estudantes vão sair à rua para mostrar o seu
descontentamento com o processo. Irão denunciar os "erros políticos e
logísticos" do Governo, pedir a demissão do ministro e contestar a taxa de
25 euros, exigida para a reapreciação das provas. Têm legitimidade para o
fazer. Mas há outra lição que também aprenderam ou devem aprender.
Os grandes nomes das redes sociais, aqueles que concentram
milhões de seguidores, estiveram praticamente ausentes da discussão pública.
Além dos políticos, o debate ficou, sobretudo, nas mãos de professores, alunos
e jornalistas. Não é que um influencer tenha obrigação de comentar política ou
educação. Não tem. Mas muitos deles dizem que lutam por causas, que são a voz
da geração Z. Neste caso, não o foram.
Percebe-se porquê. Há assuntos que dividem audiências,
afastam marcas e não geram engagement. Portanto, quando o tema não é rentável,
o conteúdo deixa de ser interessante para partilhar.
Hoje os estudantes não ficam a protestar em frente aos
computadores ou com os smartphones na mão. Nem esperam que os algoritmos
ampliem a insatisfação. Dão a cara e saem à rua, porque, afinal, a influência
não se mede no número de seguidores.
Manuel Molinos – Jornal de Notícias - 24 de julho, 2026







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