Na página 2, um texto de Cruz Malpique "Fado tema... e
teima em Portugal", artigo que iria "sobrar" para a edição seguinte.
Imperativo legal, após seis meses de publicação, foi a inclusão do Estatuto
Editorial. Na página 3, uma notícia saltava à vista: Bronca na Câmara de Nisa -
Basso despromove Gabriela. Três notícias sobre a Etaproni: Recuperação de
Instalações - Visita de sociólogo da Universidade de Salamanca e A Etaproni e o
emprego, e a divulgação das festas populares de Falagueira e de Arez, estas sem
celebrações religiosas, completavam esta página
A página 4 era dedicada à Opinião e Cultura, com texto de
Anúplio Castelo Branco, "A tranca e o argueiro" criticando a falta de
medidas de segurança e protecção rodoviárias. Neste local divulgámos as
Exposições de António Maria Charrinho, na Biblioteca Municipal e a do Cameraman
Metálico (António Melão) no edifício anexo à Pastelaria Jardim numa iniciativa
da Inijovem, enquanto os Bombeiros Voluntários de Nisa promoviam o seu habitual
(na altura) Convívio de Pesca Desportiva.
Notícias de Amieira, através da inexcedível colaboração de Jorge Pires, dava conta e alertava para a degradação da Praça Nun´Álvares, bem como do êxito da Grande Noite de Fados realizada na antiga escola e organizada pelo Clube de Pesca e Caça. Na mesma página 5, em Passos do Concelho, tratava-se de esgotos e sucatas, problemas locais que, geralmente, andam juntos.
A página 6 era preenchida com publicidade. A publicidade nos
jornais (abro aqui um parêntesis) mesmo sendo indesejada e mal compreendida
pelos leitores (nem todos, felizmente) representava, muitas vezes, a garantia e
salvaguarda tanto de cada edição, como da manutenção de cada título. Ninguém
pense que um jornal, por muito bom que seja, consegue "aguentar-se",
ter dinheiro para pagar os custos de cada edição, materiais, jornalistas,
impressão, expedição, etc., etc. apenas com o resultado das vendas de cada exemplar.
Seria bom que assim fosse e explicaria quer o nosso desenvolvimento cultural,
quer a apetência pela leitura que, como sabemos, deixa muito a desejar...
Avancemos. A Página da Saúde tentava sensibilizar para a
Relação utentes /Centro de Saúde e noutro texto explicava "O que é ser
Voluntário". As páginas centrais, 8 e 9, eram dedicadas à Feira Regional
de Artesanato, Gastronomia e Actividades Económicas. Uma ideia nascida quando a
Região de Turismo de S. Mamede dava os primeiros passos, seguida durante anos
pela generalidade dos municípios norte-alentejanos e depois subvertida ao gosto
de cada protagonista autárquico, dois deles, vizinhos a copiarem-se um ao outro
sobre a "febre festivaleira", os "artistas" da estranja
importados, alguns a peso de ouro, os "espectáculos das multidões"
para os drones filmarem e a comunicação social da corte difundir, enquanto o
artesanato e as gastronomia foram sendo esquecidas do menu inicial, relegados
para um plano de "faz de conta".
Na página 11 a opinião de José Dinis Murta e de António
Conixa e na página 15 a prioridade era dada ao Desporto. Noticiámos o Torneio
de Futebol de 5 do GDR Alpalhoense. Participaram 16 equipas, sendo 10 de fora
do concelho. Ainda em Alpalhão, o destaque para o Ciclo Cross ou BTT promovido
pelo Grupo Ciclo Alpalhoense e que contou com inúmeros atletas de Alpalhão,
Portalegre e Castelo Branco. Nesta secção, António Conixa assinava outro texto
"A guerra pela taça". As páginas 10, 12 e 14 eram ocupadas com
publicidade, a fazer jus às 16 páginas e à edição da capa a cores. Na última
página do Jornal de Nisa, a rubrica "Do Alto do Talefe" brindava-nos
com um texto bem humorado "À pedrada com um penico". O ti João Diogo,
músico, era chamado para os Postais do Concelho como exemplo de persistência e
de amor à música, a ser seguido pelas novas gerações.
