A Quercus relembra a importância das boas práticas agrícolas “para manter
o solo como sumidouro de carbono estratégico” e “reprova a central solar Sophia
devido a impactos ambientais graves”. A associação ambientalista considera que
“esta mega central e a da Beira, cuja consulta terminou em Outubro, são
incompatíveis com a preservação dos valores ambientais e culturais da região”,
pelo que “nenhuma delas pode ser implementada”.
Para a delegação distrital “as manifestações realizadas no passado
sábado no Fundão e em Castelo Branco corroboram esta evidência com o movimento
de cidadãos a engrossar, de dia para dia”.
A associação refere que, atendendo às eleições autárquicas do passado
mês de Outubro, definiu uma estratégia “para dar visibilidade às questões
ambientais” com a exibição do filme “A Carta: Uma Mensagem Para a Nossa Terra”
realizado a partir da “Carta Encíclica Laudato SI’ do Papa Francisco, tendo
sido convidadas todas as juntas de freguesia do distrito, mas só a autarquia de
Póvoa de Rio de Moinhos e Caféde reuniu as condições necessárias para a
realização da sessão.
A associação ambientalista afirma que “é muito importante dizer não a
todas as Sophias que surjam mas, mais importante, é formular um desejo
colectivo que impossibilite este tipo de propostas. Urge definir o que queremos
para que as políticas regionais e municipais o possam concretizar”.
Por entre as próximas acções a desenvolver, a Quercus quer “acompanhar e potenciar a acção dos movimentos de cidadãos na defesa dos bens naturais regionais”, vai apresentar o documentário “A Carta” no próximo dia 27 de Novembro no Fratel e vai dar início ao projecto “Os jovens imaginam cenários de mudança localizados para 2045” com início no agrupamento de escolas de Vila Velha de Ródão, onde vai envolver os alunos do 10º ano.
Nuno Miguel - Rádio Cova da Beira - 18 de Novembro, 2025
