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20.11.25

AMBIENTE Quercus reprova projecto “Sophia”


A delegação da Quercus Castelo Branco vem manifestar a sua oposição ao desenvolvimento do projecto da central solar “Sophia” e exorta, em comunicado, a sociedade civil a manter o ambiente no centro da acção política.

A Quercus relembra a importância das boas práticas agrícolas “para manter o solo como sumidouro de carbono estratégico” e “reprova a central solar Sophia devido a impactos ambientais graves”. A associação ambientalista considera que “esta mega central e a da Beira, cuja consulta terminou em Outubro, são incompatíveis com a preservação dos valores ambientais e culturais da região”, pelo que “nenhuma delas pode ser implementada”.

Para a delegação distrital “as manifestações realizadas no passado sábado no Fundão e em Castelo Branco corroboram esta evidência com o movimento de cidadãos a engrossar, de dia para dia”.

A associação refere que, atendendo às eleições autárquicas do passado mês de Outubro, definiu uma estratégia “para dar visibilidade às questões ambientais” com a exibição do filme “A Carta: Uma Mensagem Para a Nossa Terra” realizado a partir da “Carta Encíclica Laudato SI’ do Papa Francisco, tendo sido convidadas todas as juntas de freguesia do distrito, mas só a autarquia de Póvoa de Rio de Moinhos e Caféde reuniu as condições necessárias para a realização da sessão.

 Posteriormente a “Quercus” pretendeu promover debates com todos os candidatos autárquicos aos 11 concelhos do distrito, para apresentarem as suas propostas políticas tendo em conta a realidade do distrito em 2045, mas a iniciativa acabou por ficar reduzida a seis concelhos; Belmonte, Castelo Branco, Covilhã, Fundão, Idanha-a-Nova e Vila Velha de Ródão e em que marcaram presença 190 cidadãos.

A associação ambientalista afirma que “é muito importante dizer não a todas as Sophias que surjam mas, mais importante, é formular um desejo colectivo que impossibilite este tipo de propostas. Urge definir o que queremos para que as políticas regionais e municipais o possam concretizar”.

Por entre as próximas acções a desenvolver, a Quercus quer “acompanhar e potenciar a acção dos movimentos de cidadãos na defesa dos bens naturais regionais”, vai apresentar o documentário “A Carta” no próximo dia 27 de Novembro no Fratel e vai dar início ao projecto “Os jovens imaginam cenários de mudança localizados para 2045” com início no agrupamento de escolas de Vila Velha de Ródão, onde vai envolver os alunos do 10º ano.

Nuno Miguel  - Rádio Cova da Beira - 18 de Novembro, 2025

5.10.25

Lucélia Santos: “A floresta vai parar de respirar, ela vai morrer, e isto não é alarmismo”

A actriz da Escrava Isaura é activista ambiental no Brasil há décadas. Amiga do líder assassinado Chico Mendes, fez uma peça sobre ele. Em Setembro, Lucélia Santos veio a Lisboa, ao Festival Todos. Na memória de tantos, ela será sempre a Escrava Isaura, da telenovela brasileira homónima que fascinou Portugal no ano de 1978 — e continuou, desde então, a fascinar o mundo inteiro. Adaptação do romance de Bernardo Guimarães, a novela que conta o drama de Isaura, uma escrava branca no Brasil do século XIX, foi vista em mais de 100 países, tendo sido a primeira exibida na ex-União Soviética e levando, inclusivamente, à decisão de Fidel Castro de suspender o racionamento de energia em Cuba à hora da transmissão e a uma trégua nos combates na guerra da Bósnia, em 1995, para que as pessoas pudessem ver o último episódio.

Mas Lucélia Santos, a actriz que encarnou Isaura nos anos 1970, tem uma carreira muitíssimo mais vasta (é, por exemplo, a maior intérprete no cinema da obra do escritor Nelson Rodrigues) e é uma importante activista da causa ambiental no Brasil há muitas décadas. Foi uma das fundadoras do Partido Verde brasileiro e tornou-se amiga de Chico Mendes, o seringueiro de Xapuri, grande rosto da luta em defesa da floresta, assassinado em 1988.

É a partir de Chico Mendes, e de uma entrevista que lhe fez poucos meses antes de morrer, que Lucélia Santos construiu o espectáculo Vozes da Floresta, actualmente em digressão pelo Brasil. O Festival Todos, que se realiza em Lisboa, com epicentro no bairro de Arroios, entre 12 e 14 de Setembro, planeia trazer o espectáculo a Portugal em 2026, mas, para já, este ano, traz Lucélia Santos para uma conversa sobre a luta em defesa da floresta brasileira (próximo dia 13, Biblioteca da Escola Secundária de Camões). O Ípsilon falou com a actriz, por videochamada, no final de Julho.

Como é que se tornou uma militante da causa da Amazónia e como é que conheceu Chico Mendes?

Eu sou militante há muitos anos. O Chico, eu conheci há 40, mas desde a minha infância que eu tinha sensibilidade para estas questões. Na verdade, o que me chamou a atenção para um certo desequilíbrio da humanidade foram as questões sociais.

O Brasil estava vivendo uma ditadura militar no início dos anos 1980. Eu era menina e acompanhava com curiosidade, percebia algo de errado. Tinha parada militar na porta da casa dos meus pais, em Santo André [área metropolitana de São Paulo], onde vivíamos, que era uma zona operária. O meu pai era operário. E eu percebia que havia uma coisa profundamente fora do lugar na sociedade brasileira. Não tinha uma visão do mundo, mas tinha uma visão do local onde vivia e era inconformada porque a minha sensibilidade me apontava que aquilo ali era esquecido. Comecei a observar todos os desníveis sociais. O meu trabalho neste momento: defender o legado do Chico [Mendes]

Depois fui para o teatro, estreei-me muito nova, a minha vida foi toda muito precoce. Aos 14, 15 anos, eu já tinha identificado que o teatro era o meu lugar e que ali eu teria a minha forma de comunicação, que ali eu iria conseguir falar com os outros. Naquela época, as pessoas viravam hippies ou presos políticos, e o resto da sociedade omitia-se, tinha medo.

Aos 17 anos, mudei-me para o Rio de Janeiro e tinha uma moça amiga que era mulher de um preso político e eu comecei a acompanhar a vida dela, a ir ao presídio com ela. Houve uma greve de fome para pedir clemência para os presos políticos que estavam na Ilha Grande e trazê-los para o Rio de Janeiro. Eu participei nisso e nunca mais parei como militante. Juntei-me à Amnistia Internacional e trabalhei intensamente até que, finalmente, a gente obteve a libertação dos presos políticos do Brasil.

Eu, que já era popular por causa das novelas na TV Globo, conheci muita gente, Herbert Daniel, Fernando Gabeira, Alfredo Sirkis, abri a minha casa para essas reuniões, aqui nós fundámos o Partido Verde, e foi isso que me levou ao Chico.

Eu era vice-presidente do partido e o Chico veio ao Rio — isso está na minha peça — a convite do Sirkis para falar das reservas extractivistas da Amazónia no Acre e convidou-me para ir ao Acre dar um apoio a ele para a candidatura à reeleição no Sindicato dos Trabalhadores do Xapuri. Fui ajudar, mas também com a missão de o convencer a ser candidato pelo Partido Verde.

Lá chegando, percebi que o Chico estava correndo perigo de vida. Percebi assim que pisei no Acre que ele estava ameaçado de morte. Isso foi Maio de 1988. Em Dezembro, seis meses depois, ele foi assassinado.

Ele já tinha avisado que estava a ser ameaçado, mas não teve a protecção necessária.

Essa região é faroeste, sempre foi. Os assassinos estavam armados e rondando o Chico, prontos para o matar a qualquer momento. Eu fui ao governador da época, pedi protecção para o Chico e ele deu alguns soldados que ficaram com ele.

Ele adorava jogar dominó e estava jogando com o segurança quando foi assassinado. O segurança parou para ir jantar às seis da tarde e ele aproveitou para tomar um banho. Os banheiros lá são fora da casa, na floresta, e ele saiu pela trilhazinha que levava ao chuveiro, o cara estava ali e baleou-o. Tinha segurança, mas não funcionou.

Lucélia Santos: “A floresta vai parar de respirar, ela vai morrer, e isto não é alarmismo”

O meu trabalho era sensibilizar a imprensa para torná-lo mais conhecido no Brasil. Ele já era bastante conhecido fora, já tinha ganho prémios importantíssimos em Inglaterra, nos EUA, mas era pouco conhecido dentro do país. Quando foi assassinado, teve mais repercussão imediata lá fora, capa do New York Times, do Herald Tribune. Dias depois é que os jornais brasileiros importantes deram. Custou a cair a ficha. Mas a imprensa aqui é muito conservadora, até hoje.

Na peça, utiliza uma longa entrevista com Chico Mendes que durante muitos anos a Lucélia não teve coragem de ouvir. Como é que as palavras dele ecoam hoje?

Guardei-a porque logo em seguida ele foi assassinado. Eu não tinha condições emocionais, para mim, a morte do Chico foi um luto que só 34 anos depois eu consegui redimensionar nesse espectáculo. Essa é a história do Brasil e me atravessa até hoje. Quando você vê o que existe de debates e discussões sobre a defesa da floresta amazónica, isso tudo é fruto do nosso trabalho, é o trabalho de Chico Mendes há 40 anos. O que ainda há protegido de áreas verdes em forma de reservas extractivistas na Amazónia e noutros biomas brasileiros não existiria se não fosse ele.

Essa história ficou guardada no meu inconsciente até que, durante a pandemia — eu fiquei dois anos aqui em casa —, resolvi olhar para esse conteúdo. As fitas tinham sido gravadas em cassetes que eu já tinha transformado em MP4 e na pandemia comecei a estudar o conteúdo com o intuito de o transformar em dramaturgia. Toda a fala do Chico contando a vida dele e do movimento de defesa da Amazónia do ponto de vista dos sindicalistas e dos trabalhadores da floresta, dos extractivistas, é a base da peça. Ele fala dos primeiros assassinatos de sindicalistas, do Wilson Pinheiro, que morreu em 1980. Paralelamente, no palco, três mulheres da resistência contam a mesma história de forma dramatizada — uma delas é a mulher que fez o primeiro sindicato da Amazónia, uma mulher extraordinária, Valdiza Alencar, que saiu do meio da floresta, andou a pé três dias e três noites, sozinha, chegou a Brasileia, na fronteira com a Bolívia, pegou um ónibus para Rio Branco para encontrar um homem que podia ajudar os seringueiros a formar um sindicato. Foi ela quem empossou o Wilson Pinheiro, que foi o primeiro assassinado.

Quem está de fora ouve sempre falar dos povos indígenas e da protecção da floresta. Mas na peça os seringueiros são também “vozes da floresta”, apesar de terem vindo de outros lugares, muitos deles do Nordeste, e de haver tensões entre uns e outros. Como se joga esse equilíbrio de forças?

Não há problema em vocês não terem familiaridade com este tema. Eu faço essa peça há três anos no Brasil e ninguém conhece Chico Mendes. Estive na Uberlândia, e uma professora estava chocada porque as alunas dela, que estão se formando em História, nunca tinham ouvido falar de Chico Mendes. Esse é o meu trabalho neste momento, tornar acessível esse conhecimento e defender o legado do Chico para que ele não se perca nessa balbúrdia que são essas novas formas de comunicação nas redes sociais, onde tudo são bolhas.

O que tenho tentado demonstrar é que o Brasil tem uma história de resistência em defesa da Amazónia há mais de 40 anos, com várias lideranças importantíssimas. A Amazónia, ninguém conhece, nem nós aqui. Não existem só indígenas. Hoje você tem mais acesso ao que estes representam e à sua cultura, mas tem na Amazónia os extractivistas, seringueiros, catadores, tem os ribeirinhos, que é uma população gigante de caboclos e pessoas locais que nasceram lá e defendem os rios e florestas. São inúmeras comunidades à beira dos rios, com acesso dificílimo a qualquer terra. Você tem os quilombolas, você tem comunidades gigantes, com culturas gigantes e pouco conhecidas. Porque nós temos este problema da miopia ocidental que acha que tudo começa no nosso umbigo.

Essa grande potência que nós somos só vai manifestar-se na sua plenitude quando percebermos que somos isso, somos indígenas, sim, caboclos, ribeirinhos, quilombolas. Somos negros. E a floresta só está em pé ainda por causa desses povos locais. Eles são os únicos capazes de viver lá dentro e só vivendo lá dentro você consegue manter a floresta de pé.

Há “centenas de milhares de Isauras, pessoas que estão sofrendo por opressão, seja cultural, seja sexual, seja emocional”

Em relação à disputa entre os seringueiros e os indígenas, isso é um facto, durante muitos anos havia uma briga interna, eles se tratavam como inimigos. E foi também o Chico Mendes, com o [líder indígena] Ailton Krenak, que criou a Aliança dos Povos da Floresta, para unir os movimentos de defesa da floresta.

Qual é a situação hoje? Os líderes actuais estão também sob ameaça?

A situação está ruim. No período do [Presidente Jair] Bolsonaro a situação piorou muito porque ele armou ainda mais o povo lá no Norte, que já era armado. Se você hoje pegar esses nichos de garimpeiros, de madeireiros, de povos que exploram a floresta, eles estão armados até aos dentes. O que já havia de conflito se ampliou, o que havia de mortes e assassinatos aumentou. Eu termino o meu espectáculo com o inventário dos mortos. São mais de 400 assassinados nos últimos dez anos, segundo os dados da Pastoral da Terra.

As reservas extractivistas, que protegem áreas gigantes de floresta, estão invadidas por gente do agronegócio. Antes, eles invadiam aliciando os seringueiros com umas cabecinhas de gado. Agora, recentíssimo, pegaram uma quantidade gigantesca de gado dentro da reserva extractivista Chico Mendes. Já é uma invasão do agro.

A resistir, temos agora duas lideranças, o Raimundão, que estava lá há 40 anos, está com 92 anos, primo do Chico e personagem da minha peça e que está ameaçado de morte. E o Júlio Barbosa, que é o presidente do comité nacional dos seringueiros.

Foi recentemente aprovado pelo Senado aquele a que os ambientalistas chamam PL da Devastação (projecto de lei que flexibiliza as regras para o licenciamento ambiental no Brasil). Ainda têm esperança de que haja um recuo?

A única esperança é o [Presidente] Lula [da Silva], é o executivo vetar [no início de Agosto, já depois da realização desta entrevista, Lula vetou 63 dos quase 400 artigos do projecto de lei, mas os ambientalistas afirmam que a nova legislação continua a representar um perigo]. O Lula está muito pressionado pelo agro [agronegócio]. Eu não sei até que ponto a gente vai conseguir pressionar o suficiente para ele ser convencido da importância histórica de vetar isso. Isso é a destruição total. Com esse PL, vai acontecer muito rapidamente: a devastação, a invasão para exploração de petróleo na bacia hídrica da Amazónia, a expulsão dos povos indígenas. Isso é o fim do Brasil. E se destruírem a Amazónia, é o fim da humanidade. A gente já está num ponto em que a floresta mal consegue fazer o trabalho dela. A floresta vai parar de respirar, ela vai morrer, e isso não é alarmismo.

Para terminar, não posso deixar de falar da Escrava Isaura. Apesar de ser de 1976, a telenovela continua a ser uma referência em muitos países e a ter impacto, até político. Como explica isso?

A Escrava Isaura tem todos os ingredientes de um clássico: uma pessoa muito pura e pequena sendo oprimida de uma forma que ela não tem forças para resistir. Essa história está viva hoje na humanidade em todas as culturas, diariamente, em qualquer lugar do mundo. Se fizer um corte vertical na sociedade, você vai encontrar centenas de milhares de Isauras, pessoas que estão sofrendo por opressão, seja cultural, seja sexual, seja emocional. Geralmente, os opressores são poderosos, são instituições, é o poder económico. Há milhões de Isauras vivas, por isso a novela continua a repercutir e vai repercutir sempre.  *********

 A actriz da Escrava Isaura é activista ambiental no Brasil há décadas. Amiga do líder assassinado Chico Mendes, fez uma peça sobre ele. Em Setembro, Lucélia Santos vem a Lisboa, ao Festival Todos.

3.6.25

ALTER DO CHÃO: Freguesia comemora DIA MUNDIAL DO AMBIENTE 25 🌳🌿

 


Vamos celebrar este dia de uma forma muito especial!

A Freguesia de Alter do Chão, em colaboração com a  APPACDM de Portalegre e o apoio do Centro Escolar, vai assinalar, na próxima quinta-feira, dia 5 de junho, o DIA MUNDIAL DO AMBIENTE!

Esta iniciativa insere-se no compromisso da Freguesia de Alter do Chão com a educação ambiental, o desenvolvimento sustentável e a participação ativa dos cidadãos na proteção ambiental.

Associe-se ao programa e participe na eco caminhada!

 

3.5.25

AMBIENTE: Não foi anulada a decisão positiva que travou o avanço da Barragem do Pisão!

(Ao contrário das notícias que têm circulado na comunicação social).

Foram, desde quarta-feira, dia 30 de abril, publicadas na comunicação social notícias que avançavam que “o Tribunal de Castelo Branco (TAF) deu razão aos ambientalistas e anulou a Declaração de Impacto Ambiental, travando o projeto. A APA recorreu da decisão e o mesmo tribunal acabou agora por revertê-la.” O conteúdo dessa notícia não é correto!

A Declaração de Impacto Ambiental (DIA) foi anulada por sentença do Tribunal Administrativo e Fiscal de Castelo Branco (TAFCB), em janeiro de 2025, que condenou a APA - Agência Portuguesa do Ambiente - a averbar no TUA (Título Único Ambiental de setembro de 2022) a sentença de anulação.

No seguimento, a APA, a CIMAA, os municípios de Portalegre e de Fronteira recorreram da decisão. As associações ambientais  envolvidas no processo - GEOTA, QUERCUS, LPN e ZERO - apresentaram as contra-alegações em abril de 2025.

O TAF de Castelo Branco, em despacho de 30 de abril de 2025, ordenou que o processo fosse para o Tribunal Central Administrativo Sul (TCA Sul) para conhecimento dos recursos sem anular a decisão que deu razão às ONGA na Barragem do Pisão. De facto, ainda não houve mais nenhuma sentença em relação ao assunto.

Estas ONGAs, aliás como parte da sociedade civil, felicitaram a coragem da entidade judicial em colocar os interesses ambientais nacionais e comunitários de especial relevância à frente de outros interesses. Lembramos que vão ser investidos fundos europeus significativos num projeto que não respeita as estratégias e legislação fundamentais europeias, como a Estratégia de Biodiversidade, a Diretiva Quadro da Água, o Regulamento do Restauro da Natureza e o Regulamento do Mecanismo de Recuperação e Resiliência (MRR). Estão em causa danos ambientais significativos e irreversíveis, sem que sejam expectáveis benefícios públicos significativos. A situação mantém-se!

Aguardamos, serenamente, a sentença que será proferida na nova instância do TCA Sul e iremos agir em conformidade.

Lisboa, 2 de maio de 2025

FAPAS - Associação Portuguesa para a Conservação da Biodiversidade | www.fapas.pt 

GEOTA – Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente | www.geota.pt | Helder Careto | 962602680

QUERCUS - Associação Nacional de Conservação da Natureza | www.quercus.pt | Domingos Patacho | 937515218

SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves | www.spea.pt

WWF Portugal | www.wwf.pt

ZERO - Associação Sistema Terrestre Sustentável | www.zero.ong

 

22.11.23

Semana Europeia da Prevenção de Resíduos

 
Numa sociedade tão centralizada no consumo, torna-se imperativo a necessidade de mudança de hábitos e a procura de alternativas e comportamentos ambientalmente mais sustentáveis. Deste modo, deixamos a seguinte sugestão:
Antes de ir ao supermercado, faça uma lista de compras.
Este ato pode auxiliar a redução na produção de resíduos. O melhor resíduo é aquele que não se produz!

11.4.22

AMBIENTE: Caravana pelo clima passa pela região

Sertã, Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão recebem a ação que está a percorrer centenas de quilómetros.
A Caravana pela Justiça Climática está na estrada para cumprir um percurso de 400 quilómetros que vai também passar pelo distrito de Castelo Branco.
O ponto de partida foi a praia da Leirosa, na Figueira da Foz, “atravessando algumas das zonas e comunidades mais afetadas pela crise climática e passando por algumas infraestruturas mais emissoras a nível nacional”.
No sábado, dia 9, decorre a etapa entre Pedrógão e Cernache do Bonjardim, com um encontro sobre a regeneração natural e planeamento da floresta, marcado para as 16H30.
No dia seguinte será a vez da etapa Cernache do Bonjardim-Proença-a-Nova, com sessões sobre fogos e erosão dos solos pelas 11H30 no jardim da Carvalha na Sertã e sobre os transportes públicos na praia fluvial da Aldeia Ruiva.
No dia 11 acontece a ligação entre Proença-a-Nova e Sobral Fernando e no dia 12 chega a Vila Velha de Ródão, passando pelas fábricas da Navigator e a Celtejo. A marcha termina no dia 16 em Lisboa, com uma grande manifestação no Parque das Nações.
Segundo a organização estão inscritos mais de 100 participantes nas várias fases do percurso, com a CP a disponibilizar gratuitamente o transporte.
“Uma boa parte do percurso, no entanto, não tem ferrovia ou sequer acesso a transportes públicos, numa manifestação clara da insuficiência da rede de transportes no país, mais desigual, pobre e poluído por isso mesmo. É imprescindível uma expansão massiva da ferrovia, eletrificada e acessível em todo o país”, diz a organização.
 in Reconquista - 09/04/2022 
* Percurso começou na Figueira da Foz. Foto DR

1.4.22

AMBIENTE: Caravana pela Justiça Climática começa amanhã na Praia da Leirosa (Figueira da Foz)

Depois de vários meses de preparação, a Caravana pela Justiça Climática arranca amanhã, pelas 12h, da praia da Leirosa, Figueira da Foz, para um percurso de mais de 400km ao longo de duas semanas, atravessando algumas das zonas e comunidades mais afectadas pela crise climática e passando por algumas infraestruturas mais emissoras a nível nacional. A CP - Comboios Portugal, irá disponibilizar comboios gratuitos para participantes da caravana. 
Amanhã, 2 de Abril, a Caravana pela Justiça Climática, iniciativa cidadã que conta com a subscrição de quarenta organizações de nível local e nacional, arranca da praia da Leirosa. Com ponto de encontro marcado para a estátua do pescador, junto à praia, às 12h, a caravana vai abordar durante o seu percurso as duas vertentes principais da crise climática em Portugal, fogo e água, a desertificação que avança através de incêndios florestais e a degradação da qualidade e perda de água nos rios e solos. 
A caravana começará portanto pela visita ao emissário que despeja milhares de milhões de litros de efluentes das celuloses Celbi e Navigator da Figueira da Foz para o Oceano Atlântico, seguindo para próprias fábricas da Celbi e da Navigator de seguida, onde haverá um debate sobre o que "Devia Haver Aqui", discutindo a Transição Justa para aquelas infraestruturas e a transformação necessária para aquelas que são duas das principais emissoras de gases com efeito de estufa do nosso país.
A caravana seguirá rumo à Figueira da Foz, num percurso de mais de 10km, onde serão também observadas as questões da erosão costeira junto ao mar, antes de chegar ao centro da cidade, onde ocorrerá às 18h30 no Parque das Abadias uma ciranda, assembleia aberta com o título "Da Erosão Litoral ao Mondego: Celuloses, Cimentos, Emissões e Água". No dia seguinte, a caravana seguirá para Montemor-o-Velho, passando pelo bypass de água do rio Mondego onde são desviados até 40 mil milhões de litros de água do rio por ano para abastecer as celuloses e realizando-se um novo "Devia Haver Aqui" junto à Central Termoelétrica a Gás da EDP, em Lares, a 4ª maior emissora de gases com efeito de estufa do país, antes de uma ciranda às 18h no Teatro Esther de Carvalho, em Montemor-o-Velho.
Toda a programação pode ser consultada em caravanaclima.pt , onde serão dadas informações diariamente sobre o percurso, com disponibilização de relatos diários, fotos e vídeos, que também serão partilhadas nas redes sociais das organizações subscritoras da iniciativa. 
Mais de 100 participantes estão inscritos nas várias fases do percurso, que decorrerá ao longo de 14 dias, continuando para Coimbra, Podentes, Ferraria de São João, Pedrógão Grande, Cernache do Bonjardim, Sertã, Proença-a-Nova, Vila Velha de Ródão, Mouriscas, Abrantes, Constância, Vila Nova da Barquinha, Entroncamento, Vale de Santarém, Cartaxo, Alhandra e chegando a Lisboa para uma grande manifestação no Parque das Nações a 16 de Abril, às 14h30. As inscrições para participar na caravana continuarão abertas durante todo percurso e duração da caravana.
A CP - Comboios de Portugal, oferecerá transporte gratuito para os participantes da caravana durante o percurso, ajuda preciosa para a participação. Uma boa parte do percurso, no entanto, não tem ferrovia ou sequer acesso a transportes públicos, numa manifestação clara da insuficiência da rede de transportes no país, mais desigual, pobre e poluído por isso mesmo. É imprescindível uma expansão massiva da ferrovia, eletrificada e acessível em todo o país.
A Caravana pela Justiça Climática será um momento histórico e coincidirá com outras caravanas a nível internacional, nomeadamente a Caravana pela Justiça Climática na Irlanda, que arrancará uma semana mais tarde, a 9 de Abril, de Ennis rumo a Tarbert, onde chegará a 18 de Abril.
Precisamos de um movimento mais forte, maior e mais diverso do que alguma vez houve para travar o caos climático e criar alternativas a este sistema que nos leva para o abismo. A Caravana pela Justiça Climática ajudará a construir esse movimento e a falar com milhares de pessoas, cara-a-cara, sobre a crise climática, que já é o tempo das nossas vidas.
Mais informação: João Camargo +351 963367363


1.1.22

QUERCUS FAZ BALANÇO: Ambiente em 2021 no Alto Alentejo -

 
O Melhor, o Pior e os desejos
O Núcleo Regional de Portalegre da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, apresenta aqui alguns factos, que na sua opinião, marcaram positiva e negativamente o ano de 2021.
Apesar da situação da pandemia do COVID-19 ter dominado o ano de 2021, no plano nacional e internacional, este ano continuou a trazer por vários motivos, o Ambiente à ordem do dia. Nesse sentido, e como tem vindo a ser habitual, a Direção Nacional da Quercus emitiu um comunicado oficial sobre o ano que agora termina.
Ao nível do Alto Alentejo, e do distrito de Portalegre em particular, a Quercus destaca os seguintes factos, de acordo com o trabalho desenvolvido em 2021:
O PIOR DE 2021 
Corte ilegal de azinheiras em Monforte
O corte ilegal de 1939 azinheiras em bom estado vegetativo e de podas de troncos de grandes dimensões em 1058 exemplares, efetuado num povoamento de azinheiras protegido, apresenta-se como mais um exemplo de ameaça aos montados de azinho.
Barragem do Pisão 
Primeiro tiro da “bazuca” do PRR foi para fora do alvo, devido aos elevados impactes ambientais sobre o montado e destruição da agricultura tradicional sustentável. O PRR no contexto da crise económica e social devido à pandemia, deveria contribuir para o crescimento sustentável integrado no Pacto Ecológico Europeu (Green Deal) e não para financiar projetos destrutivos e inviáveis sem um grande investimento público e comunitário. Este empreendimento tem grandes impactes ambientais negativos não apenas na destruição na área florestal de montado da região, mas os blocos de rega afastados, vão promover o alastramento descontrolado das culturas superintensivas de regadio tem vindo a descaracterizar o Alentejo, situação que deve ser controlada.
Olivais superintensivos no Alto Alentejo
À semelhança do Baixo Alentejo, o Alto Alentejo, sobretudo, em concelhos como Elvas, Avis, Fronteira, Campo Maior ou Évora, continua a ser também alvo da instalação de novas monoculturas intensivas e superintensivas de olival, sem um fim à vista, e a situação poderá mesmo agravar-se, caso avance a construção da Barragem do Pisão, no Crato. Quando a maioria das previsões aponta para num futuro breve existirem cada vez mais carências ao nível dos recursos hídricos disponíveis nas zonas a sul do Tejo, será muito questionável a aposta que está a ser feita nestas culturas de regadio, complementadas com utilização regular de fertilizantes químicos de síntese e produtos agrotóxicos. Mais grave se torna a situação quando a expansão destas culturas é feita à custa de floresta autóctone, base da biodiversidade local, ou com o sacrifício de olival adulto e tradicional, bastante mais bem adaptado às realidades locais. 
Continuação de aplicação de herbicidas cancerígenos
Apesar da perigosidade dos herbicidas glifosatos, estes continuam a ser utilizados pelas autarquias locais, serviços florestais e na manutenção de estradas nacionais e municipais. Estes produtos continuam mesmo a ser aplicados sem se cumprirem normas elementares de segurança para os trabalhadores e sem prévio aviso das populações, nem sinalização da aplicação. Regista-se também a sua aplicação junto a linhas de água, pondo em perigo a vida selvagem e a saúde púbica. Contribuem para a diminuição da flora autóctone e para a expansão de plantas invasoras. Infelizmente, nenhum município nem nenhuma freguesia do distrito de Portalegre aderiu à proposta da Quercus, e de outras associações, para se declararem livres de herbicidas.
Operações de “limpeza” em árvores
Continuam-se a registar casos de más práticas nas limpezas e operações de poda realizadas nas árvores de alguns parques e jardins do Distrito de Portalegre. Tais práticas, muitas vezes realizadas de forma demasiado severa e injustificada, provocam frequentemente debilidade nas árvores intervencionadas, assim como danos ambientais e descaracterização dos espaços públicos onde se encontram.

11.8.21

AMBIENTE: Ação de Limpeza na Barragem de Póvoa e Meadas

 


JS em nova ação de limpeza na Barragem de Póvoa e Meadas
A Juventude Socialista de Castelo de Vide, realizou, no passado domingo, dia 8 de agosto, mais uma ação de limpeza na Barragem de Póvoa e Meadas.
A ação teve inicio na mesma zona da limpeza do ano anterior, junto ao espelho de água, onde verificou-se uma diminuição do lixo existente, embora continuem a subsistir muito papel higiénico, beatas e garrafas de vidro.
Seguiu-se nas zonas laterais do paredão onde verificamos novamente a existência de muito plástico, como garrafas, garrafões, pacotes e latas de sumo. 
Esta iniciativa, importante para a consciencialização ambiental e de manutenção de um espaço limpo, que é de todos nós, serve também para relembrar a importância da Barragem como ativo turístico do nosso concelho.
«O próximo executivo municipal não pode continuar a adiar o tema da barragem. Mais do que ação, tem que existir vontade política para poder tornar este espaço uma referência no nosso distrito, desde logo com a limpeza de caminhos e dos espaços envolventes da Barragem, renovação das instalações sanitárias, criação de zonas de lazer e dinamização de atividades desportivas e náuticas.» refere a estrutura de jovens socialistas.

21.5.20

Por insistência de Os Verdes, Ministro do Ambiente anuncia que hoje haverá reunião com Espanha para abordar a retirada de algas no Tejo Internacional

A deputada do Partido Ecologista Os Verdes, Mariana Silva, questionou hoje na Assembleia da República o Ministro do Ambiente e Ação Climática sobre a invasão de azola (azolla filiculoide) no Tejo Internacional e seus afluentes (Pônsul e Aravil). Esta planta aquática está de forma massiva a cobrir a superfície da água com uma mancha verde por dezenas de quilómetros.
Na sequência das perguntas apresentadas pela deputada de Os Verdes, sobre se a proliferação da azola que se intensificou no último ano, acerca das medidas que foram tomadas para o controle desta espécie e que tipo de ações foram desenvolvidas por Espanha para controlar esta e outras plantas aquáticas invasoras, o Ministro do Ambiente anunciou que ainda hoje haverá uma reunião com Espanha, tendo em vista a promoção rápida da retirada mecânica dessa mesmas algas, uma vez que o problema é exclusivo do Tejo Internacional.
A azola, originária da América Tropical, é pequena, de crescimento rápido, flutuante, anual, ramificada com aspeto de musgo, formando com frequência extensas colónias. Esta planta encontra-se frequentemente em águas paradas e poluídas com fosfatos e nitratos.
A densificação da azola, formando vastos tapetes na superfície da água está a comprometer a atividade piscatória e a biodiversidade pois leva a uma diminuição da entrada de luz na água e à redução dos níveis de oxigénio dissolvido na água, degradando ainda mais a sua qualidade.
A reunião anunciada é importante, todavia as ações de remoção desta e de outras espécies invasoras que afectam o Tejo Internacional já deveriam ter sido tomadas há pelo menos um ano, quando foi identificada, pois corre-se o risco destas plantas passarem para o lado português a jusante da barragem de Cedillo.  
O Partido Ecologista Os Verdes

6.5.20

AMBIENTE: "É urgente a remoção de plantas invasoras nos afluentes do Tejo - Aravil, Ponsul e Zêzere" - alerta deputada do PSD

A comunicação social local tem denunciado insistentemente a existência de focos de poluição em vários cursos de água da rede hidrográfica do rio Tejo, no distrito de Castelo Branco. Os deputados do PSD acabam de dirigir uma pergunta ao ministro do Ambiente e da Ação Climática, sobre as ações que o Governo português pretende desenvolver para remover a presença anormal de uma quantidade massiva de plantas aquáticas invasoras numa extensão de vários quilómetros no troço internacional do rio Tejo e nos seus afluentes, na ribeira do Aravil e nos rios Ponsul e Zêzere.
Cláudia André, deputada do PSD eleita pelo distrito de Castelo Branco, exige a rápida intervenção do Executivo, nomeadamente pede medidas para "minimizar ou evitar o ‘contágio' do problema identificado a poucos quilómetros a montante da fronteira espanhola, em Garrovillas de Alconétar, Cáceres".
De acordo com a imprensa local, portuguesa e espanhola, as plantas invasoras "Azolla" estão a desenvolver-se nas águas dos rios Ponsul, Aravil e Tejo. "O crescimento exacerbado desta planta invasora provoca a morte das espécies que se encontram sob o manto desenvolvido pelo processo de eutrofização das águas", alerta a deputada.
Recorde-se que, nos arredores da cidade de Garrovillas de Alconétar, em Cáceres, a planta tomou proporções devastadoras e o fenómeno está fora de controlo pela falta de ação na fase inicial do surto.
Sobre o rio Ponsul, a deputada do PSD salienta que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) assumiu o compromisso de realizar "uma intervenção para remoção mecânica destas plantas aquáticas e tem previstas ações de reabilitação da galeria ribeirinha, no sentido de reduzir o ‘input' de nutrientes para o curso de água".
"Considerando que a eutrofização das águas é resultado da poluição das mesmas e considerando as imagens denunciadas pela população e pela comunicação social sobre a poluição das águas dos rios Aravil, Ponsul e afluentes do Zêzere, é urgente a ação sobre as águas nascidas no interior do nosso território mas vitais para todo o país, no caso da rede hidrográfica do Tejo, fundamental para a cidade de Lisboa pelo abastecimento de água potável e pela manutenção da região agrícola de todo ribatejo", sublinham os deputados social-democratas.
O PSD pergunta:
1. O Governo tem conhecimento do desenvolvimento da planta invasora "Azolla" e dos fenómenos de eutrofização que estão a ocorrer no rio Ponsul?
2. O Governo tem conhecimento do desenvolvimento da planta invasora "Azolla" e dos fenómenos de eutrofização que estão a ocorrer no rio Aravil?
3. O Governo tem conhecimento de fenómenos de poluição dos afluentes e das águas do rio Zêzere?
4. Em caso afirmativo, que ações já desenvolveu para resolver os fenómenos acima citados?
5. Que medidas o governo português tomou para minimizar ou evitar o "contágio" do problema identificado a poucos quilómetros a montante da fronteira espanhola, em Garrovillas de Alconétar, Cáceres.
6. Qual a data em que será realizada a intervenção para remoção mecânica da "Azolla", no Ponsul, citada pela APA?
in Pinhal Digital

17.7.16

AMBIENTE: Lagoa do Fogo é Reserva Natural e Geossítio de São Miguel, Açores



Situada na maravilhosa e verdejante Ilha de São Miguel, no encantador Arquipélago dos Açores, a Lagoa do Fogo é a segunda maior Lagoa da Ilha de São Miguel, e também a mais alta, classificada desde 1974 como Reserva Natural, tal o seu valor natural e paisagístico.
Ocupando cerca de 1360 hectares, na caldeira de um vulcão adormecido que se terá formado há cerca de 15.000 anos, dando forma ao grande maciço vulcânico da Serra de Água de Pau, a Lagoa do Fogo encanta pela sua beleza natural e dimensão fenomenal, chegando a atingir os 30 metros de profundidade.
Vale a pena conhecer as belezas paisagísticas e naturais desta maravilha natural e da sua caldeira, onde as paredes chegam a atingir desníveis de 300 metros. Existem para o efeito deslumbrantes passeios pedestres, como o Trilho "Lombadas Lagoa do Fogo", onde se pode melhor observar a interessante fauna e flora características deste fenómeno geológico.


13.3.16

AMBIENTE: Eurodeputadas questionam Comissão sobre central de Almaraz

As eurodeputadas portuguesas Ana Gomes e Marisa Matias questionaram hoje a Comissão Europeia sobre o que está a ser feito para assegurar "o funcionamento seguro" da central nuclear espanhola de Almaraz, perto da fronteira com Portugal.
Ana Gomes e Marisa Matias querem saber "o que está a Comissão [Europeia] a fazer, em articulação com a Euratom [European Atomic Energy Community], no sentido de assegurar o funcionamento seguro da central nuclear de Almaraz, nomeadamente garantindo que os padrões estabelecidos pela diretiva 2009/71/Euratom são respeitados".
As eurodeputadas portuguesas querem também saber se a Comissão Europeia "está a assegurar-se" de que o Governo espanhol "está a partilhar toda a informação e análise da situação com o Governo português e com a própria Comissão".
No documento a que a agência Lusa teve acesso, perguntam ainda em que consiste o plano de ação da Comissão Europeia e adiantam que caso se chegue à conclusão de que "esses padrões não estão a ser respeitados" se a Comissão "prevê pressionar o Governo espanhol no sentido de encerrar a central".
As eurodeputadas alertam ainda a Comissão Europeia para o facto de a Greenpeace já ter descrito a situação da central nuclear de Almaraz como "caso extremo" no âmbito de um estudo europeu sobre a aplicação dos mínimos de segurança estabelecidos após o acidente nuclear de Fukushima, no Japão.
Na quarta-feira, o eurodeputado Carlos Zorrinho questionou também a Comissão Europeia sobre o seu papel quanto à supervisão das decisões das autoridades dos Estados-Membros em matéria de segurança nuclear e recordou as falhas verificadas na central espanhola de Almaraz.
A funcionar desde o início da década de 1980, a central está situada junto ao Rio Tejo, e faz fronteira com os distritos portugueses de Castelo Branco e Portalegre, sendo Vila Velha de Ródão a primeira povoação portuguesa banhada pelo Tejo depois de o rio entrar em Portugal.
Diario Digital Castelo Branco/Lusa | 2016-03-10