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20.11.25

AMBIENTE Quercus reprova projecto “Sophia”


A delegação da Quercus Castelo Branco vem manifestar a sua oposição ao desenvolvimento do projecto da central solar “Sophia” e exorta, em comunicado, a sociedade civil a manter o ambiente no centro da acção política.

A Quercus relembra a importância das boas práticas agrícolas “para manter o solo como sumidouro de carbono estratégico” e “reprova a central solar Sophia devido a impactos ambientais graves”. A associação ambientalista considera que “esta mega central e a da Beira, cuja consulta terminou em Outubro, são incompatíveis com a preservação dos valores ambientais e culturais da região”, pelo que “nenhuma delas pode ser implementada”.

Para a delegação distrital “as manifestações realizadas no passado sábado no Fundão e em Castelo Branco corroboram esta evidência com o movimento de cidadãos a engrossar, de dia para dia”.

A associação refere que, atendendo às eleições autárquicas do passado mês de Outubro, definiu uma estratégia “para dar visibilidade às questões ambientais” com a exibição do filme “A Carta: Uma Mensagem Para a Nossa Terra” realizado a partir da “Carta Encíclica Laudato SI’ do Papa Francisco, tendo sido convidadas todas as juntas de freguesia do distrito, mas só a autarquia de Póvoa de Rio de Moinhos e Caféde reuniu as condições necessárias para a realização da sessão.

 Posteriormente a “Quercus” pretendeu promover debates com todos os candidatos autárquicos aos 11 concelhos do distrito, para apresentarem as suas propostas políticas tendo em conta a realidade do distrito em 2045, mas a iniciativa acabou por ficar reduzida a seis concelhos; Belmonte, Castelo Branco, Covilhã, Fundão, Idanha-a-Nova e Vila Velha de Ródão e em que marcaram presença 190 cidadãos.

A associação ambientalista afirma que “é muito importante dizer não a todas as Sophias que surjam mas, mais importante, é formular um desejo colectivo que impossibilite este tipo de propostas. Urge definir o que queremos para que as políticas regionais e municipais o possam concretizar”.

Por entre as próximas acções a desenvolver, a Quercus quer “acompanhar e potenciar a acção dos movimentos de cidadãos na defesa dos bens naturais regionais”, vai apresentar o documentário “A Carta” no próximo dia 27 de Novembro no Fratel e vai dar início ao projecto “Os jovens imaginam cenários de mudança localizados para 2045” com início no agrupamento de escolas de Vila Velha de Ródão, onde vai envolver os alunos do 10º ano.

Nuno Miguel  - Rádio Cova da Beira - 18 de Novembro, 2025

9.12.22

NISA: TotalEnergies constrói central solar num investimento de 100 milhões

A central solar vai começar a ser construída numa área de 230 hectares, a partir de 2023. Projeto já obteve Declaração de Impacte Ambiental favorável.
TotalEnergies vai investir 100 milhões de euros na construção de uma central solar, em Nisa (Portalegre), com capacidade instalada de 128 megawatts (MW) e produção anual prevista de 234 gigawatts hora (GWh), disse esta quarta-feira fonte da empresa.
Em resposta à agência Lusa, fonte da TotalEnergies avançou que o investimento na Central Solar de Falagueira será de 100 milhões de euros. A central solar vai começar a ser construída numa área de 230 hectares, a partir de 2023, acrescentou.
Em comunicado, a TotalEnergies salienta ainda que este é o “maior investimento” em energias renováveis feito naquela região, com uma produção de energia elétrica suficiente para “suprir 16 vezes” o consumo doméstico do concelho de Nisa.
A empresa, que espera que o projeto esteja concluído em 2024, sublinha que, com a capacidade a instalar e a respetiva produção anual, a central vai permitir evitar a emissão para a atmosfera de “cerca de 31.000 toneladas” de dióxido de carbono (CO2). “Este projeto já obteve Declaração de Impacte Ambiental favorável pela Agência Portuguesa do Ambiente e Licença de Produção pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG)”, pode ler-se no documento.
De acordo com os promotores do projeto, “encontra-se a decorrer” o licenciamento camarário, sendo este o “último passo” que permitirá a construção da Central Solar da Falagueira.
“Para além da considerável mais-valia ambiental e contribuição para a segurança energética do concelho e do país, é de salientar a enorme contrapartida financeira que permitirá ao município um encaixe na ordem dos 1,3 milhões de euros, a serem canalizados para benefício do concelho”, sublinham ainda no comunicado.
in Lusa - 7.12.2022