De muito
novo, como tantos nisenses, teve de abandonar a sua terra e raízes e mourejar por
terras distantes à procura de uma vida melhor. Trabalhou, estudou e formou-se
em Direito. Residia em S. Paulo, onde
tinha o seu escritório de advocacia e através da net trocávamos opiniões sobre
o estado do mundo, do país, e de aspectos mais particulares que versavam o
desenvolvimento de Nisa e do concelho. Vivendo numa grande metrópole e numa
cidade onde fermentam as ideias de progresso e realização social, o José da
Graça nem sempre concordava comigo, com as ideias que eu defendia. Mas, tinha uma forma muito própria,
diferente, quase pedagógica, de discordar.
Deixei de
ter notícias dele já há alguns meses, mas nas últimas mensagens eram
perceptíveis problemas, graves, de saúde, ainda que esse sofrimento o guardasse
para si.
Morreu
ontem, longe da pátria, da sua terra natal, mas, como escreveu um poeta, “a
pátria deixou de ser o lugar de exílio e tornar-se terra de promissão” situe-se
ela onde se situar e nos souber acolher.
Repousa em
paz, amigo Zé da Graça.
